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Estudo diz que toxina botulínica pode ser usada para tratamento de depressão

Pesquisa publicada na revista médica Scientific Reports apontou que pacientes que se submeteram à aplicação da toxina botulínica para diversas finalidades apresentaram quadros depressivos com menor frequência.

Figurando entre os procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, a toxina botulínica é uma das principais opções para a correção de rugas e marcas de expressão, visto que, se aplicada corretamente, a substância é capaz de paralisar a musculatura, eliminando, consequentemente, as rugas da região. Mas se engana quem acredita que esta é a única funcionalidade da toxina.

“Inicialmente, a toxina botulínica era utilizada pela oftalmologia, para o tratamento de blefaroespasmo, passando em seguida a ser usada no tratamento de espasmos musculares em pacientes neurológicos. Só muito tempo depois a substância passou a ser aplicada para o tratamento de rugas e hoje pode ser utilizada para diversos fins, desde tratamento de enxaqueca até melhora de cicatrizes”, explica o cirurgião plástico, Mário Farinazzo, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

E, com o avanço das pesquisas médicas, cada vez mais funcionalidades da toxina botulínica são descobertas. Por exemplo, um estudo publicado em julho desse ano na revista médica Scientific Reports apontou que a substância também pode ser utilizada no tratamento de quadros depressivos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram um banco de dados de cerca de 40 mil pessoas que se submeteram à aplicação de toxina botulínica para verificar o que esses pacientes experenciaram após o tratamento. A partir dessa avaliação, os estudiosos observaram que pessoas que receberam injeções da substância em seis diferentes locais relataram depressão com frequência de 40 a 80% menor do que pacientes submetidos a tratamentos diferentes para as mesmas condições.

“A relação entre depressão e toxina botulínica já é conhecida há algum tempo, visto que muitos cirurgiões notam uma melhora nos quadros depressivos após o tratamento. Mas até então acreditava-se que esse efeito estava ligado à amenização das linhas na testa, o que impede certas expressões que reforçam emoções negativas. No entanto, o presente estudo apontou que essa relação ocorre não importando onde a toxina é aplicada”, destaca Farinazzo.

Dessa forma, o estudo mostra-se de grande relevância por apresentar uma nova alternativa de tratamento para uma doença extremamente comum e perigosa. No entanto, ainda é preciso mais pesquisas para entender realmente o mecanismo por trás do impacto da toxina botulínica em quadros depressivos. De acordo com os autores do estudo, algumas possibilidades incluem o transporte da substância para regiões do sistema nervoso central envolvidas no controle das emoções ou a ação terapêutica da toxina sobre condições que podem contribuir e agravar quadros depressivos.

“É importante ressaltar que o estudo possui algumas limitações, visto que, apesar dos estudiosos terem excluído relatos de pessoas que tomavam antidepressivos, é possível que alguns indivíduos tenham ingerido medicamentos dessa classe sem notificarem. Logo, mais estudos são fundamentais antes que a toxina botulínica seja incluída na lista de tratamentos para depressão”, completa o cirurgião.

Outras indicações

Enquanto a ação da toxina botulínica em quadros de depressão ainda está em estudo, outras indicações da substância já são comprovadas cientificamente e amplamente utilizadas. Por exemplo, em casos de paralisia facial, a toxina botulínica pode ser utilizada para melhorar a assimetria da face causada pela contração dos músculos, melhorando assim a harmonia do rosto. Além disso, a substância pode ser utilizada na melhora de cicatrizes hipertróficas e queloides.

“A toxina botulínica pode ajudar para que a cicatrização ocorra de forma adequada, sendo usada preventivamente, já no dia da cirurgia, quando há necessidade de reduzir a tensão local para dar pontos na pele, evitando assim a formação de cicatrizes espessas e inestéticas”, completa o especialista.

Doenças de pele, como a acne e a rosácea, também podem ser tratadas com a toxina botulínica, bem como a sudorese excessiva. Porém, é fundamental utilizar a toxina com cuidado e apenas sob orientação médica, já que o uso indiscriminado da substância, em grandes doses ou em um espaço de tempo muito curto, pode levar a uma tolerância à toxina, que não fará mais efeito. “Por isso, o mais importante é que você consulte um médico antes de realizar qualquer procedimento. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para seu caso”, finaliza Farinazzo.

Fonte: Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros.

Três tendências de beleza perigosas que você deve seguir somente com orientação médica

Médicos reforçam uma mensagem que deveria ser óbvia: nem todo modismo é seguro. Por isso, tome muito cuidado antes de se aventurar em uma tendência de beleza

Quando se trata de cuidados com a pele, parece que sempre há uma nova tendência. É necessário tomar muito cuidado com os modismos populares de cuidados com a pele ou de tratamentos estéticos. Nem todas as pessoas estão aptas a passar por algum procedimento, por isso a indicação médica é fundamental sempre. Abaixo, as três principais tendências que reforçam a ideia de que nem todo modismo é livre de ser perigoso:

Harmonização facial e injetáveis nem sempre são seguros

A aplicação de toxina botulínica e substâncias preenchedoras para rejuvenescer a face têm ficado cada vez mais populares. O problema é que, com a demanda por injetáveis crescendo cada vez mais, começam a surgir versões mais baratas destes procedimentos que, apesar de parecerem um bom negócio à primeira vista, podem trazer sérias complicações, ainda mais se forem aplicados por profissionais não-médicos.

“A aplicação de produtos de qualidade duvidosa pode levar a consequências como irritações, reações inflamatórias, alergia e infecções”, alerta a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Quando falamos de preenchedores o cuidado deve ser ainda maior, pois ainda hoje são utilizadas substâncias como o metacrilato, um preenchedor permanente e de baixo custo que, apesar de ter registro na Anvisa, possui uma grande taxa de complicação a longo prazo, podendo provocar o aparecimento de nódulos endurecidos e avermelhados que necessitam de cirurgia para serem retirados”, destaca a cirurgiã plástica.

Dessa forma, é importante ressaltar que o procedimento deve ser realizado apenas por um médico, como um cirurgião plástico ou dermatologista. “Isso por que o procedimento requer grande conhecimento das estruturas faciais, visto que o rosto é uma região de grande vascularização, e destreza no manuseio de agulhas e cânulas por parte do profissional. Além disso, apenas o profissional especializado poderá realizar uma avaliação correta do seu rosto, tratando apenas as partes necessária para garantir um resultado natural e um procedimento sem complicações”, explica o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O tratamento antiacne sem prescrição pode piorar sua pele

A acne é uma doença inflamatória de pele que tem causa multifatorial e, se um dermatologista não for consultado, o corpo pode não responder tão bem ao tratamento. Na verdade, pode haver até mesmo um processo de piora: o chamado efeito rebote. “Existem alguns produtos que secam demais a pele, dando a impressão do controle da oleosidade, porém o sistema biológico desenvolve mais óleo para dar o equilíbrio necessário. Este desenvolvimento com produção de mais óleo é chamado de efeito rebote e, associado à descamação da pele causada pelo ressecamento, aumenta o acúmulo da acne, piorando o processo infeccioso e formando comedões”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Para um tratamento efetivo contra a acne, o primeiro passo é consultar um médico que fará uma verdadeira investigação para começar o tratamento. Em alguns casos, ele pode pedir um exame genético. Segundo o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene, quando você sabe qual o genótipo de genes pró-inflamatórios, você consegue modular a expressão desse gene.

“Então se é um processo inflamatório exagerado que está piorando a acne, o que você pode fazer: você genotipa alguns genes, o TNF-alfa é um deles que está associado com o processo inflamatório, e se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, você vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene”, diz o geneticista.

“Isso significa que para haver essa adequação, você vai precisar de mais ativos orais ou tópicos em uma concentração maior, para frear essa maior produção, já que está sendo produzido em maior intensidade por esses dois alelos”, explica ele. E o exame pode ajudar até mesmo no controle da dieta, já que alguns alimentos estimulam a inflamação no corpo. “Então, se você tiver uma dieta adequada, você vai minimizar a inflamação sistêmica. E inclusive vai minimizar a inflamação na pele que está levando à acne”, afirma Sady.

Além disso, em alguns casos o médico pode indicar limpeza de pele feita por esteticista, que ajuda a limpar os cravos. E acredite: espremer o seu cravo em casa não é a mesma coisa que limpeza de pele. “Isso por que, quando você espreme um cravo, pode estar na verdade empurrando o sebo e as bactérias para o fundo do poro causando inflamação e até mesmo uma espinha. Podendo evoluir para uma cicatriz. O ideal é que a extração seja feita por uma profissional através da limpeza de pele para diminuir o risco de inflamações ao invés de alastrar o problema ainda mais”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Aspiradores de poros podem causar lesões na pele

Cravos são um desconforto estético para muitas pessoas, que utilizam das mais diversas técnicas para se verem livres destes poros entupidos de sebo e óleo. Uma dessas técnicas consiste na remoção das impurezas presentes nos poros por meio de gadgets conhecidos como removedores de cravos ou aspiradores de poros. Mas, afinal, esses aparelhos realmente funcionam? “Ao contrário dos cosméticos, que atuam sobre os cravos através da esfoliação e dissolução do sebo e células mortas, os removedores de cravos utilizam a sucção para extrair fisicamente as sujidades de dentro dos poros”, explica Paola.

“O problema é que esses aparelhos podem ser perigosos quando utilizados da maneira incorreta, pois a grande pressão exercida pelo dispositivo sobre a pele pode provocar o surgimento de lesões como cicatrizes, manchas, vasinhos e hematomas.” Segundo a dermatologista, o uso do aparelho é ainda mais arriscado para pacientes que sofrem com rosácea, pele sensível ou vasinhos no rosto, já que força da sucção pode agravar essas condições.

“Além disso, esses aparelhos também são pouco eficazes e funcionam apenas como uma solução temporária, já que os poros tendem a entupir novamente após certo tempo”, alerta a especialista. Além da rotina skincare recomendada pelo dermatologista, sessões de limpeza de pele com um profissional capacitado são fundamentais para a extração dos cravos já instalados na pele. Existem também medicamentos orais que podem acabar definitivamente com o problema em casos mais graves. “Caso você sofra constantemente com cravos e espinhas, o ideal é que você consulte um dermatologista”, finaliza Paola.

As diferenças entre aplicação de toxina botulínica A e preenchimento de ácido hialurônico

A dermatologista Adriana Vilarinho conta em detalhes as diferenças entre os procedimentos dermatológicos mais solicitados no consultório

Com o grande volume de informação sobre procedimentos estéticos e dermatológicos, principalmente os minimamente invasivos, tem sido mais comum o desejo de mudança, mas, antes de qualquer procedimento, principalmente na face, é importante consultar a opinião de um médico para entender as diferenças entre os tratamentos e o que é recomendado ou não em cada caso.

A dermatologista Adriana Vilarinho, esclarece alguns pontos para diferenciarmos dois dos principais tratamentos não cirúrgicos: a aplicação de toxina botulínica A (Botox) e o preenchimento de ácido hialurônico, que compõe a linha de produtos Juvéderm.

Botox, marca comercial registrada da Allergan, é utilizada também para fins estéticos. Trata-se de uma substância injetável derivada de uma toxina produzida pelo Clostridium botulinum, a bactéria responsável pelo botulismo. Segundo Adriana, por meio da inibição da neurotransmissão entre terminações nervosas e fibras musculares, o Botox relaxa a musculatura e suaviza as rugas. “A aplicação do produto representa um dos procedimentos mais realizados no rejuvenescimento facial e, desde 1992, tem sido usado na medicina estética e dermatológica. É um método seguro para melhorar as famosas ‘ruguinhas’”, completa a profissional.

Os efeitos da toxina começam a surgir em um a três dias após a aplicação e atingem o efeito máximo cerca de duas semanas após o procedimento. Segundo a dermatologista, a duração da resposta depende do local onde foi aplicada e da dose usada e os pontos ideais para a aplicação são: linhas horizontais na testa; elevar o olhar; suavizar rugas entre sobrancelhas; melhora das linhas nos cantos dos olhos, os “pés de galinha”, e atenuar rugas periorais verticais, o “código de barras” que fica acima dos lábios.

Os tratamentos com toxina botulínica A e preenchimentos faciais com ácido hialurônico são procedimentos distintos. A aplicação da toxina tem o intuito de relaxar a musculatura, suavizando rugas já existentes e evitando que novas apareçam, não tem a ação de preenchimento e por isso não é indicado para aplicação nos lábios, por exemplo.
Já os preenchedores possuem a finalidade de reestruturar a face, melhorar o contorno, recuperar volume e hidratar a pele. O ácido hialurônico é uma das substâncias usadas para esta finalidade. Ele preenche o espaço entre as células e, em função da sua capacidade de atrair água para o local em que foi aplicado, preenche as rugas e sulcos.

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Foto: University of Utah Health

Na linha de preenchedores de ácido hialurônico Juvéderm, podemos contar com os seguintes produtos:
• Volite: hidrata e melhora a elasticidade e textura da pele.
• Volbella: indicado para linhas finas e refinamento.
• Volift: indicado para contorno e volume labial.
• Voluma: indicado para rugas e linhas mais profundas, para restauração de volume e estruturação do rosto.

Segundo a médica, alguns dos lugares mais comuns de aplicação do preenchedor de ácido hialurônico são: olheiras – com o envelhecimento podem ocorrer depressões nessa região; bochechas, para garantir uma aparência mais jovem; as dobras nasolabiais, famoso “bigode chinês”; “linhas de marionete”, os sulcos que se estendem do canto da boca até o queixo e para aumento de volume labial. “Os preenchedores de ácido hialurônico têm duração média de 9 a 24 meses, dependendo do produto e do organismo, ou seja, da resposta de cada paciente”, completa a médica.infografico_botox_juvederm_Prancheta 1 (002)

Apesar de funções distintas, os procedimentos podem se complementar para um tratamento em conjunto. Segundo a profissional, o envelhecimento facial resulta de uma combinação de alterações que envolvem a pele e os tecidos subjacentes. Rugas, redução dos níveis de colágeno, atrofia e deslocamento da gordura subcutânea, bem como a redução óssea, estão envolvidos neste processo.

“A toxina botulínica A diminui as rugas dinâmicas da face, enquanto os preenchedores a base de ácido hialurônico ‘restauram’ uma aparência jovem, através da substituição do volume perdido dos tecidos. Com os preenchedores, podemos projetar ângulos faciais, preencher espaços e apagar rugas mais grossas. A associação dos dois pode ser benéfica quando bem indicada e feita com parcimônia. É possível combiná-los e eles podem, inclusive, ser feitos no mesmo dia. ”

A dermatologista comenta que cada paciente deve ser avaliado individualmente, com suas características próprias e peculiaridades. Antes do tratamento, o médico deve determinar se as queixas são apropriadas para o tratamento com toxina botulínica A e preenchedores. “Nenhum procedimento é isento de complicações, por isso, certifique-se de que o profissional em questão é habilitado e pode tratar qualquer efeito colateral ocasional relacionado aos preenchedores ou à aplicação da toxina botulínica A”.

Para atender as expectativas do paciente e a naturalidade dos procedimentos, a médica aconselha que na consulta sejam definidas prioridades e expectativas conjuntas (necessidade e resultados possíveis/previstos). “Fotografias tiradas antes e depois são úteis e importantes para avaliar a melhora e acompanhar todo o tratamento”, revela a médica.

Os procedimentos podem resgatar uma beleza original e a confiança de cada paciente, sem que se perca a naturalidade. Ser original também é encarar a mudança que deseja e se abrir para novas experiências, como um procedimento estético.

Fonte: Allergan

Preenchedores faciais podem causar perda da visão

Atualmente, existem vários preenchedores injetáveis capazes de amenizar os efeitos do envelhecimento no rosto, como ácido hialurônico, gordura, hidroxiapatita de cálcio e até o polimetilmetacrilato (PMMA) – não recomendado, mas ainda utilizado. Porém, com a famosa “harmonização facial” e o aumento da popularidade desse tipo de procedimento, é importante ter cuidado antes de optar pela aplicação destes produtos, pois, se realizado de forma incorreta, o procedimento pode resultar em sérias complicações, como a perda parcial ou total da visão.

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O oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, em Brasília, teve dois casos de pacientes que perderam a visão em decorrência desses procedimentos. “A aplicação de preenchedores pode, eventualmente, obstruir uma veia da drenagem ocular ou uma artéria fina que leva até uma artéria oftálmica, causando a perda da visão”, explica, apontando que nesse tipo de situação pode ocorrer até um AVC, caso a aplicação atinja uma artéria cerebral.

O risco está presente nesse tipo procedimento independente da substância preenchedora utilizada. Segundo revisão sistemática publicada no periódico científico PRS-Global Open, que analisou casos de perda de visão associados a preenchimentos faciais, de 190 casos, 47% foram causados por injeção isolada de gordura, 28% estavam relacionados a aplicação de ácido hialurônico e os outros 25% foram associados a outros tipos de preenchedores.

Recentemente, a ex-modelo americana Carol Bryan disse, em entrevista ao jornal The Independent, que teve seu rosto deformado após realizar um preenchimento facial para dar volume na testa e nas maçãs do rosto, em 2009, aos 47 anos. Ela passou a realizar uma série de procedimentos corretivos que só pioraram o quadro. Ao remover o volume extra em sua testa, um nervo óptico foi atingido e ela perdeu a visão do olho direito.

Um estudo publicado pelo JAMA Ophtalmology alerta que o preenchimento na área da testa pode causar danos irreversíveis aos olhos. A Food and Drug Administration recomenda que a injeção de gordura ou colágeno, por exemplo, seja feita apenas na área central do rosto, como ao redor da boca.

Além da testa, outra região de elevado risco é a da glabela, entre as sobrancelhas. “Este local é bastante arriscado porque contém uma série de artérias superficiais que se comunicam com as artérias da retina”, diz Medeiros.

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A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) alerta que procedimentos estéticos devem ser realizados apenas por médicos, que são profissionais habilitados para também tratar as eventuais complicações. Profissionais que não tenham a devida habilitação e autorização legal para a sua execução podem provocar risco à saúde pública da população.

Outros problemas que podem ocorrer durante o procedimento com preenchedores são: reações urticariformes (lesões na pele), cicatrizes e deformidades; choque anafilático (reação alérgica grave); sequelas como necrose e cegueira, caso os produtos sejam aplicados de forma errada e parem na circulação sanguínea.

Fonte: Clínica de Olhos Dr. João Eugenio

Qual é a melhor escolha para fortalecer o assoalho pélvico?

Você sabia que a perda involuntária de urina é uma das maiores queixas de mulheres, especialmente na fase pós-menopausa? A chamada incontinência urinária, associada ou não ao esforço, atinge cerca de 20% delas em algum momento da vida. Isso acontece em decorrência de alterações no assoalho pélvico, região formada por músculos que sustentam útero, vagina, bexiga e reto.

“Há muitas mulheres que associam esse quadro à maturidade, como se ele fosse natural após determinada idade. No entanto, isso não é fato. É preciso buscar um especialista que solicitará exames específicos para diagnosticar o problema e orientar sobre a melhor de tratamento”, constata o médico Luiz Gustavo Oliveira Brito, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Uroginecologia e Cirurgia Vaginal, da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Há outros problemas relacionados à fragilidade do assoalho pélvico, como prolapso genital, popularmente conhecido como bexiga caída ou bola na vagina (é caracterizado pela perda de sustentação dos órgãos da região pélvica), incontinência fecal, ou perda de fezes de forma não voluntária (é decorrente principalmente do estiramento de um músculo específico no momento do parto) e dor pélvica crônica (dor na base da barriga quando ocorre por mais de seis meses). Há tratamentos eficientes para melhorar o quadro e oferecer mais qualidade de vida à paciente.

Conheça as indicações de cada um:

Dieta alimentar

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“Estudos comprovam que ao eliminar 5% do peso corporal há uma redução de 40% a 50% de episódios de perda não desejada de urina. A melhora é significativa e interessante principalmente para mulheres idosas que acreditam que isso não seria um problema, mas sim uma questão natural relacionada ao envelhecimento. Nós gostamos de deixar bem claro que, na verdade, perder urina não é normal em nenhuma idade e necessita de tratamento”, avisa o médico.

Cirurgia

Na verdade, não existe um método que seja 100% eficaz para qualquer tipo de incontinência. Mesmo a melhor das cirurgias (a escolha da técnica dependerá da gravidade do problema, do tipo de incontinência, bem como da experiência do médico e da concordância da paciente) promete uma taxa de cura de 90 a 95%, mas não mais do que isso. “Quando a mulher se submete a uma cirurgia para aquele tipo de perda urinária, à qual chamamos de incontinência urinária de esforço, ela precisa estar ciente de que existe uma taxa de falha. E com o passar do tempo, esse risco pode aumentar, pois alguns fatores influenciam o retorno do problema, como ganho de peso ou algumas doenças que afetam o sistema urinário”, alerta o Dr. Luiz Gustavo Oliveira Brito.

Laser

É uma técnica razoavelmente nova e pesquisas mostram mais benefícios nos casos de atrofia genital. Isso ocorre na menopausa e a mulher percebe ressecamento vaginal que pode gerar coceira, falta de lubrificação no momento do sexo, ardência, incômodo e incontinência urinária. De acordo com o especialista, neste caso, para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal de nenhuma forma, incluindo a tópica, o laser é uma opção. “No entanto, se o problema for perda de urina, especificamente, há poucos trabalhos já realizados comprovando que essa tecnologia funciona. Os resultados apontam para uma alternativa interessante, porém ela ainda carece de um número maior de estudos”, afirma.

Exercício

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Desenho: healthyandnaturalworld

A fisioterapia é indicada para mulheres que apresentam alteração na condição muscular local. A avaliação é feita pelo exame de toque e mostra o quanto a mulher contrai e segura essa musculatura. Caso ela não tenha força de contração adequada, alguns exercícios podem ser realizados em casa para fortalecimento da região. Os mais comuns são chamados de exercícios de Kegel. A técnica consiste basicamente em uma série de contrações que podem ser realizadas pela mulher em qualquer local ou momento do dia.

Medicamento

Auxilia no combate da incontinência de urgência (perda de urina depois de uma vontade subida de urinar) ou apenas a urgência urinária – as duas formas são conhecidas como bexiga hiperativa. A medicação atua bloqueando a contração muscular involuntária. É bom salientar que esse problema pode ser agravado pelo frio, consumo de cigarro, bebida gasosa, café e por situações estressantes.

Injeção de toxina botulínica

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iStock

Indicada para bexiga hiperativa, a substância é aplicada nos músculos da parede da bexiga, paralisando-os e impedindo que se contraiam involuntariamente. Os efeitos duram, em média, nove meses. Depois é necessário refazer a aplicação. Apresenta ótimos resultados.

Fonte: Febrasgo

 

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre o botox

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, é um dos procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, e não é à toa que surjam muitas dúvidas e inverdades sobre o assunto. Tendo em vista esta realidade, o dermatologista Gustavo Saczk desmistificou algumas questões sobre essa substância que é febre no mundo da estética.

Há oito anos atuando na dermatologia, o médico é chamado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática.

Mitos e verdades

Botox  pode ser usado para preencher lábios, bigode chinês ou qualquer área que precise de volume.

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Mito: isso é feito por meio de preenchimento. A toxina botulínica não preenche ou aumenta o volume de determinada região. Ao contrário, o botox é usado para suavizar rugas e linhas de expressão por meio do relaxamento do músculo, sem preenchimento.

O efeito do botox não é permanente

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Verdade: ele dura de 4 a 6 meses. Lembrando que pacientes com muita expressão facial terão uma durabilidade menor da paralisação.

Sua expressão facial não vai ser alterada

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Verdade: isso se o dermatologista ou cirurgião plástico que fizer a aplicação respeitar os pontos corretos de aplicação. A ideia é diminuir as rugas sem alterar sua fisionomia.

 Cremes não substituem o botox

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Verdade: eles atuam junto, buscando melhorar sua beleza. O tratamento antissinais deve ser feito de forma global, em conjunto.

Nada substitui uma plástica se o paciente tem indicação, mas o botox será usado junto, assim como os cremes

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Verdade: não adianta achar que fazendo plástica você não precisará de botox caso ainda queira melhorar as rugas. As aplicações da toxina botulínica podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois, além de atenuarem as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial. Este tratamento também pode ser uma opção para pacientes com receio dos procedimentos mais invasivos ou mesmo para pacientes que buscam resultados eficazes sem períodos de recuperação.

Não existe uma idade mínima para o início do tratamento

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Verdade: o mais importante é ter a indicação apropriada para o tratamento. O Botox pode ser aplicado em qualquer idade, não causando resistência ou diminuindo seu efeito com o passar do tempo, se for aplicado corretamente. Assim, ele pode funcionar como preventivo no surgimento das rugas.

Seu efeito não é imediato

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Verdade: as primeiras mudanças são percebidas após 48 horas, entretanto, os efeitos podem ser notados de forma mais completa em até 15 dias após a aplicação.

Botox é diferente do preenchimento

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Verdade: como foi dito antes, ele faz a paralisação da musculatura no local em que é aplicado, não sendo capaz de corrigir rugas estáticas, que são mais profundas e que aparecem mesmo quando você não está movimentando o rosto. Mas pode suavizar rugas que estão começando a aparecer.

Se você tem excesso de pele nas pálpebras, o botox pode dar uma sensação de peso nos olhos

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Verdade: nesses casos, o dermatologista tem que ser criterioso na aplicação.

O tratamento tem duração, em média, de 6 meses

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Verdade: podendo ser mais ou menos tempo, dependendo do organismo de cada paciente. Ao término desse período é necessário procurar o dermatologista para fazer uma reaplicação.

Fonte: Gustavo Saczk é formado pela Universidade Federal do Paraná (2011), consolidou seu nome como um dos principais profissionais da área de saúde em Curitiba onde é considerado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática. Também se destaca no tratamento de cicatrizes causadas pela acne. Criou o “Minuto de pele” – pílulas em vídeo de 1 minuto – onde ele fala sobre diversos assuntos da Dermatologia, seja estética, cirúrgica ou clínica. Também participa do quadro “Minuto de Pele”, uma vez por semana, na Rádio Clube FM, em Curitiba.

Ácido hialurônico e toxina botulínica: você sabe a diferença entre eles?

Conheça as principais características e indicações dos “queridinhos” do ramo de tratamentos dermatológicos

Consultórios dermatológicos são procurados, cada vez mais, por homens e mulheres que desejam investir em melhorias na pele e atenuar marcas no rosto. Para isso, recorrem a diversos tratamentos modernos que trazem resultados visíveis e naturais. Dentro dessa variedade de inovações técnicas, procedimentos com ácido hialurônico e com toxina botulínica são os mais recomendados, apesar de serem bem diferentes.

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Produto biológico da bactéria Clostridium botulinum, a toxina botulínica é uma neurotoxina que age como barreira entre os estímulos dos neurônios e os músculos da face, atuando como um paralisante muscular. Dessa forma, o produto é recomendado para rugas dinâmicas do rosto – ou seja, que se tornam mais aparentes diante movimentação facial.

Já o ácido hialurônico é uma substância natural da pele responsável por sua hidratação e elasticidade. Quando injetado na pele, o polímero preenche o espaço existente entre as células, possuindo também a capacidade de volumizar. Com o avanço da idade, o organismo reduz a produção natural de ácido hialurônico na pele que, consequentemente, perde sua firmeza e volume natural.

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Por isso, tratamentos com ácido hialurônico são indicados para devolver o aspecto jovem e saudável da pele. Um dos preenchedores de ácido hialurônico mais conhecidos do mercado, Restylane, repõe o volume perdido ao longo dos anos de forma natural. O procedimento reduz sulcos conhecidos como “bigode chinês” e “linhas de marionete”, destaca as maçãs do rosto e também tem o poder de atenuar rugas.

O tratamento com Restylane consiste em aplicações pouco invasivas que trazem resultados visíveis desde a primeira sessão. Enquanto os procedimentos com toxina botulínica trazem efeitos com duração de 4 a 5 meses, os resultados de Restylane continuam visíveis mesmo após 18 meses. Ele pode ser aplicado em três regiões da face: terço superior, terço inferior e terço médio. O produto está no mercado há mais de 20 anos e já atingiu a marca de 40 milhões de tratamentos pelo mundo.

É importante ressaltar que ambos os tratamentos dermatológicos devem ser realizados por médicos especializados e pensados de acordo com as características de cada indivíduo.

Fonte: Galderma

É possível ter a pele bonita e saudável em todas as estações do ano

A cada estação, um novo começo. A primavera é uma boa época para realizar procedimentos estéticos dermatológicos, como tratar olheiras, rugas ou flacidez, já que a recuperação é mais rápida neste período. Porém, devemos lembrar que a decisão mais importante ao fazer um procedimento é consultar o médico dermatologista, especialista indicado para fazer o diagnóstico de doenças da pele, cabelos e unhas e prescrever tratamentos específicos.

Alguns procedimentos são bastante comuns nesta época do ano. Os mais comuns são a aplicação de toxina botulínica, o preenchimento com ácido hialurônico, os tratamentos a laser, a radiofrequência, os peelings, o microagulhamento e o ultrassom microfocado, sendo que todo procedimento precisa de planejamento.

Portanto, levar em conta o tempo necessário para aguardar a recuperação da pele ou mesmo a época mais adequada para fazer tal procedimento, garantem um planejamento estético adequado e resultados mais seguros para o paciente e sua saúde.

Essa época também é indicada para realizar aplicação da toxina botulínica para hiperidrose (suor excessivo) nas axilas, mãos ou pés. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lembra que a rotina diária de cuidados com a pele envolve pelo menos três passos básicos: limpar, tratar e proteger.

“Não existe uma idade ideal para começar a cuidar da pele nem regra de tratamento para cada idade, mas de um modo geral, a partir dos 25 anos, medidas preventivas devem ser adotadas, usando produtos especializados para cuidados com a saúde da pele, além de tratamentos dermatológicos que induzem a produção de colágeno e reparam danos solares”, explica a dermatologista Sylvia Ypiranga.

Vale ressaltar que todo procedimento estético dermatológico deve ser acompanhado por um médico, para que eventuais complicações possam ser percebidas, diagnosticadas e tratadas.

Realizar uma visita ao consultório ou na clínica onde o procedimento será realizado, prestando a atenção aos detalhes, é um bom meio de saber se o local escolhido terá a estrutura e a segurança necessárias para iniciar o tratamento. Desconfie de locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos, têm muita rotatividade de profissionais e não disponibilizam equipamentos e produtos de qualidade, por exemplo.

Verifique também se o local tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária e confira a higiene do espaço e se os materiais são descartáveis. Lembre-se de que casas e imóveis residenciais não devem ser considerados para a prática de procedimentos invasivos. No consultório é possível observar os quesitos de biossegurança dos procedimentos.

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O conhecimento das técnicas de aplicação e da anatomia local também são fundamentais para o bem-estar e segurança do paciente.

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Alimentos que funcionam como “botox”

A nutricionista Paula Castilho, da Rede Nação Verde, explica como a alimentação pode ajudar na estética. Muitas mulheres estão investindo em alimentos saudáveis ao invés de procedimentos estéticos (cirúrgicos ou não). Além, do resultado esperado, elas ainda ganham melhora na qualidade de vida.

Esses alimentos evitam o desgaste das células, têm o poder de regenerar os tecidos e ainda conseguem controlar os danos pela radiação solar. Conheça os grandes aliados na luta contra o envelhecimento:

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Tomate – o licopeno, que dá a cor avermelhada à hortaliça, tem o poder de defender a pele contra os raios ultravioleta do sol. Ele protege as fibras de colágeno e contribui para a renovação celular. O ideal é saborear um tomate pequeno maduro, pelo menos três vezes por semana, com um pouco de azeite de oliva: ele é importante para melhorar a absorção do licopeno.

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Foto: Profet77/Pixabay

Iogurtes – se você escolher aqueles abastecidos de lactobacilos, o intestino e a pele vão agradecer. Eles reforçam a imunidade da pele, evitando, por exemplo, a formação de manchas após uma exposição prolongada ao sol. O ideal é optar pelos iogurtes com lactobacilos paracasei e johnsonii, uma porção duas vezes na semana basta.

chá verde

Chá-verde – os polifenóis, presentes em grande quantidade nas folhas desse chá, são famosos pela faxina que promovem no organismo, mandando embora as toxinas e os radicais livres. Como esses dois vilões costumam apagar a beleza da pele e abrir caminho para manchas e rugas é recomendado beber 3 a 4 xícaras por dia ou 1 a 2 xícaras, no caso dos chás verdes enriquecidos com outras substâncias antienvelhecimento, como vitamina C, selênio e zinco.

espinafre

Folhas verde-escuras – espinafre, couve, brócolis e repolho também saem na frente no quesito ação antioxidante. Para evitar que as células fiquem, digamos, enferrujadas e a pele envelheça antes da hora, a dica é consumir dois pratos de sobremesa por dia. Na hora da compra, escolha o espinafre que estiver mais próximo da luz – segundo um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry as folhas iluminadas preservam mais as vitaminas C, K, E e folato.

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Soja – com uma ação semelhante à do estrogênio, o hormônio produzido pelo corpo da mulher, as isoflavonas presentes na soja estimulam a renovação celular. O resultado é que as rugas demoram a aparecer, a pele fica mais hidratada, a textura melhora e ainda é possível prevenir manchas e ressecamento. A dica é consumir de 25 gramas de proteína de soja por dia, o equivalente a ½ xícara (chá). Vale também, segundo a nutricionista, incluir na dieta alimentos como quibe, tofu e missô, que são ricos nesse ingrediente.

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Foto: Kamuela/MorgueFile

Acerola – ela vem abarrotada de vitamina C, nutriente que contribui para a formação de dois aliados da beleza: o colágeno e a elastina. O primeiro mantém a firmeza da pele enquanto a elastina ajuda a pele a voltar à sua forma original depois de ela ter sido esticada. Como o corpo precisa de ambos, crie o hábito de degustar diariamente duas acerolas ou uma laranja. Os sucos devem ser consumidos assim que preparados, pois a vitamina C se degrada rapidamente.

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Castanhas – a vedete da castanha-do-brasil é a vitamina E, outro nutriente que também tem um efeito antioxidante. Ela é capaz de manter a pele jovem e viçosa e, de quebra, ainda protege a saúde coração. Mas, como essa delícia é bastante calórica, a nutricionista Andréa aconselha moderação no consumo. Duas unidades por dia ou um mix formado por uma castanha, uma noz e uma amêndoa, que contam com o mesmo efeito benéfico, são suficientes.

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Salmão – peixe rico em ômega-3, um ácido graxo capaz de evitar as marcas da ação danosa do sol. É um antioxidante natural e, quando consumido, deixa a pele mais macia e luminosa. Inclua-o no prato três vezes por semana. Basta um filé médio, de 100 gramas, que pode ser alternado com sardinha ou anchova.

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Frutinhas vermelhas e roxas – não se engane com o tamanho delas. Açaí, framboesa, amora, pitanga, groselha, uva roxa e mirtilo contêm altas doses de antocianinas. Elas neutralizam o efeito dos radicais livres e, evitam o envelhecimento precoce. Previnem os melasmas, as manchas escuras do rosto. Ingerir cinco unidades/dia.

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Foto: Pixabay

Melão cantaloupe – o tom alaranjado dessa fruta indica que ela é rica em betacaroteno, outro nutriente que exerce a função fotoprotetiva. Além de barrar a ação negativa da radiação solar, a fruta é rica em vitamina A, que reforça as defesas cutâneas. Consuma uma fatia ao dia e alterne com uma cenoura, dois damascos secos ou duas colheres de abóbora cozida.

Sorriso gengival: o que é e como tratar

Expressão máxima da felicidade, o sorriso é considerado peça-chave para uma boa autoestima e, muitas vezes, até para um bom convívio social. Vínculo de aproximação entre as pessoas, quando ele não é harmônico, pode comprometer a imagem pessoal, afetar a sociabilidade – deixando-a tímida e introspectiva pelo simples medo de sorrir –, comprometendo até mesmo a vida profissional.

“Uma das desordens bucais que mais incomoda, principalmente as mulheres – mais afetadas pelo problema – é o sorriso gengival”, afirma Paulo Coelho Andrade, mestre e especialista em implatodontia e odontologia estética que atende em Belo Horizonte (MG). O problema é caracterizado pela exposição excessiva da gengiva e pode ser identificado quando, ao sorrir, ela fica acima de 4mm.

O profissional conta que são inúmeras as situações que podem causar o problema, sendo quatro mais comuns: crescimento excessivo do maxilar superior; excesso de gengiva que cobre a dentição; dentes curtos ou lábio curto ou hiperativo. “Para corrigir o sorriso gengival é imprescindível um diagnóstico preciso sobre cada caso”.

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Foto: SmileGallery

O tratamento mais usual de correção é a gengivoplastia, cirurgia simples onde o dentista remove o excesso de tecido, deixando os dentes mais expostos. A anestesia é local e a cicatrização costuma levar de uma a duas semanas. Quando feitas com laser ou cauter, o conforto é maior e a cicatrização mais rápida.

Também tem se tornado cada vez mais comum a aplicação de toxina botulínica no músculo que move o lábio superior. A intenção é travá-lo quando a pessoa sorri. Desta forma, a gengiva não será muito exposta. Apesar de eficaz, este tratamento não é definitivo, sendo necessária a sua reaplicação a cada quatro meses.

Em casos mais graves, nos quais o problema é de ordem esquelética e o sorriso gengival ultrapassa a margem de 8 milímetros, a indicação é a cirurgia ortognática, que faz a retirada e reposição de osso do maxilar. A gengivoplastia e a aplicação de toxina botulínica são procedimentos menos invasivos, não causando nem inchaço, nem dor. Já a cirurgia ortognática é mais invasiva e demanda mais tempo de recuperação e volta à mastigação.

A ocorrência de dentes curtos é facilmente corrigida pelo uso de facetas de porcelana, técnica que reabilita a estética oral aumentando os dentes e deixando-os no formato e na cor desejada. Além disso, o uso de facetas é muito indicado quando se faz a gengivoplastia, pois ela irá recobrir a região das raízes expostas, caso seja de grande proporção. É imprescindível salientar que, para a realização de qualquer um dos procedimentos é necessário estar com a saúde bucal em dia. Escovação, uso de fio dental e limpezas periódicas (de 6 em 6 meses) mantém a salubridade da boca.

sorriso boca dentes perfeitos

Fonte: Paulo Coelho Andrade é mestre em Implantodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas de Campinas e especialista em Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia, ambos os títulos reconhecidos pelos Conselhos Estadual e Federal de Odontologia, já realizou mais de 50.000 implantes em 20 anos de implantodontia. Autor de vários artigos científicos, publicados dentro e fora do país, também é pós-graduado em Fixação Zigomática, Periodontia, Cirurgias Avançadas, Sedação e Odontologia Estética.

Fotos meramente ilustrativas