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Dia Mundial de Combate ao Câncer: prevenção começa pelo prato

Estudos científicos revelam que consumir produtos de origem animal pode aumentar o risco de desenvolver a doença em até 64%

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é lembrado hoje (4) em todo o mundo, como forma de alerta conscientização para que as pessoas tenham acesso a tratamento e informações sobre a doença. Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em decorrência de algum tipo de câncer, em todo o mundo.

A prevenção ainda é considerada o melhor remédio e tudo indica que ela começa no prato. Análises científicas mostram cada vez mais evidências que os fatores alimentares estão diretamente associados ao surgimento da doença.

Produtos de origem animal e o câncer

salsicha e embutidos pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já comprovou que a cada 50 gramas de carne processada consumida, o risco de câncer de cólon aumenta em cerca de 20%. Os grupos de estudos formados pela entidade analisaram mais de 800 estudos diferentes, investigando mais de 12 tipos de câncer em seres humanos, relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas.

“Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233 gramas por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne”, esclarece o médico nutrólogo e diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Eric Slywitch.

Dieta vegetariana e prevenção ao câncer

O também médico, Sidney Federmann, acrescenta que o consumo regular e diário de leite e seus derivados, como os queijos e a manteiga, é consistentemente associado ao aumento no risco de câncer de próstata, principalmente ao tipo fatal. “A alimentação vegetariana estrita contém centenas de componentes que provocam a morte (apoptose) das células cancerosas a partir de vários mecanismos”, analisa.

O único fator de atenção está relacionado à vitamina B12. “Como a alimentação vegetariana estrita não contém vitamina B12, recomendamos o acompanhamento periódico dos níveis dessa vitamina no sangue. E vale lembrar que a deficiência de vitamina B12 é, também, bastante prevalente na população onívora, igualmente, demandando atenção”, conclui Federmann.

prato vegetariano

Tecnicamente falando, os cereais integrais, leguminosas, legumes e verduras, frutas, sementes e nozes, como a soja, arroz integral, milho, aveia, chás, brócolis, repolho, agrião, feijões, endívia, alho, tomate, morango, uvas têm polifenóis como kampferol, quercitina, galato de epigalocatequina, isoflavonas, miricetina, genistein, resveratrol, que inibem a captação de glicose pelas células cancerosas, causando déficit energético e levando-as à morte.

“Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer”, avalia Slywitch. Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre o assunto, os dados mostram que vale repensar os hábitos alimentares, pois eles podem te salvar.

Quer saber mais? Assista ao vídeo O Câncer e o Consumo de Carne clicando aqui.

 

Alimentos com Vitamina A podem reduzir risco de câncer de pele

 

couve

Segundo estudo publicado em julho de 2019 no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada para aumentar a conscientização sobre a doença. O dia 4 de fevereiro serve também para incentivar a adoção de estratégias adequadas para atuar na prevenção do câncer, afinal, até 30% dos casos da doença podem ser prevenidos por meio de cuidados como praticar exercícios físicos, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, realizar exames anualmente, utilizar fotoprotetor diariamente e manter uma alimentação balanceada.

A alimentação possui tamanha importância na prevenção do câncer que um estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

mulher tomando sol protetor solar

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia. O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012. Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinóides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

*Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Aprenda a escolher um bom protetor solar

As farmácias, mercados e lojas na internet estão cheias de opções de proteção contra o sol. Na temporada mais leve e livre do ano em que as pessoas estão de férias, praticam corrida, caminhada, andam de bicicleta, skate, patinete, fazem passeios no parque, tomam banho de piscina e praia é preciso ficar muito atento à exposição da pele aos raios solares.

Os raios UVA e UVB produzidos pelo sol representam 95% da radiação que atingem o corpo e penetram profundamente na pele. O efeito cumulativo dessa radiação provoca o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e até tumores benignos ou malignos. Para evitar tais problemas, o ideal é se proteger com um bom protetor solar. Você já escolheu o seu?

Simone Neri, dermatologista, tira algumas dúvidas e dá dicas de como escolher um protetor para aproveitar o sol de verão com alegria e segurança. Confiram:

– Quais os benefícios de usar protetor solar?

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Os protetores solares ou filtros solares, são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e a queimadura solar. A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e os raios solares penetram profundamente na pele, podendo provocar diversas alterações, como o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas.

– Como funciona um protetor solar?

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Foto: Wikimedia

Ele impede que os raios ultravioletas emitidos pelo sol penetrem nas camadas mais profundas da pele. Os chamados filtros físicos fazem com que a pele não absorva os raios porque contêm substâncias refletoras. Já nas formulações químicas, a atuação dos ingredientes é mais complexa. Quando os raios atingem o corpo, encontram moléculas do produto que absorvem a energia do Sol. A absorção agita as moléculas, que ficam em estado de excitação, voltando em seguida ao estado natural, o que faz com que a pele receba uma fração de energia solar menos agressiva e reflita o restante.

— Qual o fator mínimo recomendado de filtro solar?

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Existem dois fatores de medição de proteção solar: FPS e PPD. O FPS diz respeito ao filtro dos raios ultravioleta do tipo B, que são os raios que o sol emite e que causam aquela aparência avermelhada na pele e queimaduras solares. Já o PPD, é o fator de medição da proteção contra os raios ultravioleta A, que são os raios emitidos pelo sol e que penetram profundamente na pele, além de causarem um dano progressivo, também, são os maiores responsáveis aos danos a longo prazo nas células e ao temido câncer de pele. Portanto, quando você for escolher um filtro solar, você deve observar os dois fatores: FPS e PPD.

– Mas como escolher?

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É aconselhável que os filtros solares tenham no mínimo FPS 30 e PPD mínimo de 1/3 desse valor, segundo o Consenso Brasileiro de Fotoproteção. Porém, se for uma pele clara, dê preferência aos filtros com FPS de no mínimo 60 e PPD de 20, que certamente a pele estará mais protegida.

– Qual a maneira correta de usar protetor solar?

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O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada duas horas. É necessário aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, espalhar uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens. É importante lembrar que usar apenas filtro solar não basta. É preciso complementar as estratégias de foto proteção como, por exemplo, ao sair ao ar livre, procurar ficar na sombra, evitar o sol entre 10 e 16 horas, quando a radiação UVB é mais intensa, usar roupas, chapéus e óculos apropriados, e sempre ter a mão um protetor solar com fator de proteção solar de no mínimo (FPS) 30.

– Quanto tempo dura o efeito do protetor solar?

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A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda reaplicação de filtros solares a cada duas horas ou após longos períodos de imersão. Intervalos específicos de aplicação podem ser sugeridos pelo fabricante desde que comprovados por estudos específicos.

– Podemos usar o mesmo protetor solar do corpo no rosto?

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Sim, porém, como a pele do corpo geralmente é mais seca que a do rosto, dê preferência por filtros em loção, que podem ajudar a hidratar a pele.

– Qual o melhor fator de protetor solar para o rosto?

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O fator de proteção solar (FPS) é a principal medida de eficácia de um protetor solar, quantificando o quanto o produto é capaz de ampliar a proteção contra a queimadura solar. Dessa forma, um hipotético filtro solar com FPS 30 seria capaz de evitar que o usuário se exponha ao sol sem ser atingido por queimadura, 30 vezes mais do que sem o uso do produto.

– Protetores em produtos como, por exemplo, cremes, bases, pó compacto têm o mesmo efeito que um protetor solar não combinado a esses produtos?

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Sim, todos eles têm o mesmo efeito.

– Quantas vezes por dia devo aplicar o protetor solar?

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Depende, se estiver em ambientes fechados e não estiver transpirando muito, os filtros podem ser reaplicados a cada 4 horas. Em ambientes abertos e com transpiração, aplique a cada duas horas. Se estiver se banhando na piscina ou mar, reaplique o protetor sempre que sair da água.

Fonte: Simone Neri é dermatologista graduada em Medicina pela Universidade de Santo Amaro Unisa, possui residência em Clínica Médica e em Dermatologia e é ex-preceptora do Ambulatório de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Unisa, médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz, ex-coordenadora médica do Pronto Socorro do Hospital São Luiz Anália Franco. Possui consultório no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

La Roche-Posay apresenta Anthelios HydrAOX FPS 60

Com acabamento invisível e textura ultra fluida, o protetor solar oferece maior concentração de Água Termal La Roche-Posay e é indicado para todos os tipos de pele

Mesmo em dias nublados, a pele está diariamente exposta à radiação ultravioleta A e sujeita às suas agressões. Os raios UVA são responsáveis por produzir radicais livres que levam ao envelhecimento precoce causado pelo sol, manchas solares e outros efeitos negativos.

Pensando em oferecer o maior cuidado todos os dias, La Roche-Posay, marca de proteção solar mais recomendada pelos dermatologistas no Brasil, lançou o Anthelios HydrAOX FPS 60. Com acabamento invisível e textura não-pegajosa, o novo protetor solar oferece a maior proteção UVA da história da gama Anthelios e do mercado de proteção solar até FPS80, com PPD 46.

O PPD é o índice que determina a proteção contra os raios UVA (ultravioleta A). Por serem constantes durante o dia e não sofrerem grandes variações, acabam, muitas vezes, não sendo percebidos e penetram mais profundamente na pele, causando danos a longo prazo, podendo até provocar câncer da pele. Por isso, quanto maior o PPD, maior a proteção contra essas radiações.

Já o FPS é o fator de proteção contra os raios UVB (ultravioleta B). Mais intensos ao meio-dia, são os responsáveis pelas queimaduras solares e estão ligados diretamente ao câncer da pele. O Anthelios HydrAOX oferece proteção de amplo espectro contra os danos do sol.

Esta fórmula conta com a Tecnologia HydrAOX, que permite a combinação da maior concentração de Água Termal de La Roche-Posay e vitamina E em um protetor solar da linha Anthleios, ao mesmo tempo que proporciona textura ultra fluida, absorção imediata e um acabamento invisível.

Indicado para todos os tipos de pele, o Anthelios HydrAOX é muito resistente à água e ao suor. Sua alta proteção UVA junto ao complexo antioxidante permite que Anthelios HydrAOX tenha alta proteção contra os danos dos radicais livres, que surgem com a exposição à radiação UVA e são responsáveis pelo envelhecimento precoce, macha solares, entre outros danos à pele.

Além disso, o protetor possui eficácia antioxidante, protegendo a pele dos efeitos nocivos causados pela radiação UV e poluição. Os raios UVA são constantes em áreas de poluição, como grandes cidades ou áreas empresariais, pois conseguem passar pelas nuvens e janelas facilmente. Juntos, os raios UVA e UVB contribuem para o aparecimento de rugas e flacidez.

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Anthelios HydrAOX pode ser encontrado no DermaCub com preço sugerido ao consumidor no valor de R$ 89,90 e em outros parceiros comerciais, como farmácias, drogarias e sites de e-commerce, na versão de 50g.

Informações: La Roche

Médica alerta: cuidado com a insolação

A insolação é uma condição séria provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar.

O quadro de insolação merece especial atenção porque com o aumento rápido da temperatura corporal, a pessoa acaba perdendo muita água, sais e nutrientes importantes para manutenção do equilíbrio do organismo.

É importante lembrar que a condição da insolação está bastante associada ao clima quente e seco, mas também pode ocorrer em ambientes úmidos. É uma condição que pode ser fatal. O atendimento médico deve ser imediato, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, para evitar o óbito e outras complicações, como danos no cérebro, coração, rins e músculos.

Causas

Segundo a dermatologista Leontina da Conceição Margarido, delegada da Associação Paulista de Medicina (APM) e membro da Academia de Medicina de São Paulo, “A insolação pode ocorrer em qualquer tipo de pele, mas é pior nas pessoas com pele e olhos claros. Os ruivos são os mais susceptíveis às queimaduras e suas consequências”.

O problema é causado basicamente por situações de exposição prolongada ao sol e ao calor. Normalmente acontece em ambientes muito quentes ou em situações que provoquem aumento rápido da temperatura corporal, como, por exemplo:

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=Passar muito tempo exposto ao sol sem protetor solar (na praia, no clube, na piscina etc).
=Praticar atividades extenuantes, ou seja, que causam esgotamento, enfraquecimento físico.
=Usar excesso de roupas, especialmente no calor.
=Ficar sem se hidratar por muito tempo.

A prática regular de atividades físicas é uma orientação padrão dos médicos, especialmente por melhorar a qualidade de vida e prevenir uma série de doenças crônicas, como diabetes, câncer e hipertensão. No entanto, atividades exaustivas, que causam debilitação na pessoa, provocam o efeito inverso, contribuindo para insolação e, em casos mais graves, lesões de diversos tipos e até mesmo a morte.

Apesar de o ambiente externo ser mais propício ao aparecimento do problema, é fundamental ter cautela. Barraca ou guarda sol, por exemplo, não protegem dos raios solares, eles refletem no solo e acabam atingindo mesmo aqueles que estão na sombra. “A proximidade com a água, areia e neve também aumentam a incidência de luz e intensificam a exposição à radiação”, alerta Leontina.

O que fazer

Ela causa sintomas que vão aparecendo aos poucos. Os primeiros sinais são:

.dores de cabeça;
.tontura;
.náusea;
.pele quente e seca;
.pulso rápido;
.temperatura elevada;
.distúrbios visuais;
.confusão mental.

Dependendo do tempo de exposição ao sol, os sintomas podem ser mais graves e podem incluir, entre outras coisas:

.respiração rápida e difícil;
.palidez (às vezes desmaio);
.convulsão;
.temperatura do corpo muito elevada;
.extremidades arroxeadas;
.fraqueza muscular;
.coma;
.morte.

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A insolação provoca o aumento de, pelo menos, 25% das chances de desenvolver câncer de pele. Além disso, favorece o aparecimento de sardas, melasma, queimaduras e envelhecimento precoce.

“É preciso estar atento às lesões que mudam de tamanho, de cor, começam a coçar, doer, arder. Feridas que demoram em cicatrizar ou não cicatrizam, são sinais de degeneração e que não pode ser ignoradas”, completa.

É essencial buscar ajuda médica imediata assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de insolação.

Fatores de risco

Alguns fatores, hábitos, posturas, comportamentos e situações podem aumentar os riscos de insolação. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas, como câncer, diabetes, hipertensão, e pessoas com imunidade baixa, como transplantados e portadores de HIV/Aids, devem ter cuidado especial com a insolação, uma vez que esta condição pode provocar efeitos colaterais graves com maior probabilidade nesse público.

Atenção a:

=Não beber líquidos adequadamente.
=Ingerir muito álcool ou cafeína.
=Pessoas que têm gastroenterites.
=Pessoas que fazem uso de medicamentos para pressão alta, diuréticos, antidepressivos ou antipsicóticos.

Fonte: Associação Paulista de Medicina (APM)

 

 

Dez coisas que talvez você não saiba sobre o câncer de pele

Uma das estações mais esperadas do ano chega no dia 22 de dezembro: o verão. Com ela aumentam as atividades ao ar livre, as viagens à praia e o desejo do famoso bronze nessa época do ano. Mas é preciso ficar atento à exposição ao sol. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 180 mil novos casos do tipo não melanoma acontecem todos os anos. Esse é o tipo mais comum dos cânceres e o menos letal dentre os de pele.

O mês de dezembro é nomeado Dezembro Laranja, iniciativa criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. O dermatologista especialista em câncer de pele, Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tirou algumas dúvidas sobre o tema.

A principal forma de prevenção do câncer de pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

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Mais de 90% dos casos de diagnósticos de câncer de pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crônica como face, tronco e pernas.

Apenas passar o protetor solar não garante proteção total

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Shutterstock

A recomendação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é para evitar a exposição intensa ao sol no horário das 10h às 16h. Ainda assim, se a exposição for inevitável, o uso de proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e guarda-sóis é fundamental.

Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

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O cuidado com os lábios no Verão vai muito além da estética. Castro explica que além de evitar a geração de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne a aparição de rugas precoces e do câncer. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

O tratamento é, na grande maioria, cirúrgico

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O tratamento mais usado para tratar os casos de câncer de pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do câncer, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de desenvolver a doença

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Castro explica que, por terem menos pigmento na pele, essas pessoas contam com uma menor proteção conta as radiações UV, e, por consequência, têm mais risco de desenvolver o câncer. Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras causadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. Durante o verão, essas radiações estão mais presentes e a exposição ao sol costuma ser maior.

Apesar dos riscos, o sol não precisa ser visto com vilão absoluto

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A vitamina D, que é produzida durante a exposição da pele ao sol, é essencial para a prevenção de problemas cardíacos, osteoporose, gripes e resfriados e até mesmo cânceres, portanto, fugir completamente do sol nem sempre é a melhor solução. “É importante identificarmos os grupos de risco antes de recomendações generalistas. Pessoas de pele clara, olhos e cabelos claros, estão muito mais sujeitas ao aparecimento dos carcinomas (forma mais comum de câncer de pele), uma vez que apresentam uma capacidade reduzida na produção de melanina (pigmentação da pele), logo, terão que tomar mais cuidado com a exposição solar”, conta médico.

Os tipos de câncer de pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

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Um dos tipos mais graves de câncer de pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Ter grande número de pintas (+50) também aumenta o risco.

Os carcinomas costumam se manifestar como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas se manifestam como pintas, lesões pretas

Para identificar uma pinta suspeita, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes:

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A — Assimetria: pintas que não são simétricas;
B — Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades em seu formato;
C — Cor: variação da tonalidade das pintas e mudança de tonalidade de uma pinta já existente;
D — Diâmetro: pintas com diâmetro maior que 5mm;
E — Evolução: pintas que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho.

Quem tem tatuagem deve redobrar os cuidados

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As tintas escuras usadas nas tatuagens podem encobrir possíveis lesões de câncer de pele. A pigmentação também pode atrapalhar a detecção de alguns casos. O melanoma tem uma alteração celular com muito pigmento, assim como as tatuagens, dificultando a análise da estrutura celular durante os exames patológicos.

Em todos os casos, o prognóstico da doença tende a ser bom se detectado precocemente

“Não existem recomendações oficiais para a detecção do câncer de pele, no entanto, é de extrema importância que a pessoa conheça sua própria pele e saiba identificar possíveis alterações que indiquem a formação de um tumor”, explica o médico.

Caso note alguma alteração suspeita na pele, consulte um dermatologista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Campanha do Câncer da Pele: exame preventivo gratuito será no dia 7

A ação mais importante do calendário do Dezembro Laranja ocorrerá no dia 7 de dezembro, sábado (de 9 às 15h), quando cerca de 4 mil dermatologistas e voluntários prestarão atendimento para identificação e direcionamento para tratamento da doença, além de esclarecerem sobre a importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas, gratuitamente, em cerca de 130 postos de atendimento em todo o Brasil.

Essa é a 21ª edição da Campanha Nacional do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo Sergio Palma, Presidente da SBD, “é um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, adianta o médico.

A ação do ano passado (2018) resultou em 26.161 atendimentos, sendo 3.852 casos de câncer de pele identificados, entre carcinoma basocelular (2.765), carcinoma espinocelular (724) e melanoma (363). Desde a sua implementação, em 1999, a iniciativa já beneficiou mais de 600 mil pessoas. Em 2019, a previsão é de que 30 mil indivíduos passem pela consulta.

Em 2009, a SBD recebeu a certificação do Guinness World of Records por ter promovido a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia, e a maior campanha mundial de prevenção do câncer da pele, com mais de 34 mil atendimentos em diferentes regiões do Brasil.

Câncer da pele: você corre risco?

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Todos os tipos de câncer de pele estão relacionados à radiação ultravioleta do sol. De acordo com Elimar Gomes, Coordenador Nacional do Dezembro Laranja, “tanto a exposição solar crônica diária, ou seja, pequena quantidade de sol nas áreas expostas ao longo da vida,quanto episódios de exibição intensa e desprotegida, que podem ocasionar queimaduras, aumentam as chances de desenvolver o tumor de maior incidência no ser humano”, e ressalta os fatores de risco: “as pessoas de cabelos loiros ou ruivos, olhos claros, ou de pele clara, que facilmente ficam vermelhas quando tomam sol, têm o risco ainda maior.

O fator genético também é muito importante, ou seja, quem tem familiares com histórico de câncer de pele, principalmente o melanoma, deve ficar ainda mais atento. Os cuidados com a proteção precisam ser redobrados também por pessoas com muitas pintas, cicatrizes, feridas crônicas ou imunossuprimidos”, conclui o dermatologista. Se você ou algum conhecido se encaixa neste perfil, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e participe do dia do atendimento gratuito para diagnóstico do Câncer de Pele, em 7 de dezembro.

Carcinoma Basocelular: examine seus sinais!

Você sabe qual é o tipo de câncer de pele mais comum? O carcinoma basocelular (CBC) corresponde a 70% da doença, isso significa mais de 120 mil novos casos a cada ano no Brasil. Existem três subtipos principais: o CBC superficial, que se apresenta com manchas avermelhadas, sem sintomas, que podem sangrar facilmente; o CBC nodular, que são lesões elevadas, brancas ou peroladas, com pequenos vasos sanguíneos, bem visíveis; e o CBC infiltrativo, que pode formar feridas ou lesões semelhantes a pequenas cicatrizes, sem história de trauma.

As lesões também podem ser pigmentadas, com áreas azuladas, acinzentadas ou enegrecidas. Acontece principalmente após os 50 anos e é mais comum nas áreas da pele exposta ao sol diariamente, mas também nas áreas cobertas com histórico de queimadura solar. Se diagnosticado precocemente e tratado corretamente, o carcinoma basocelular pode ser curado, mas quando é negligenciado, pode provocar grande destruição local e, raramente, até provocar metástases. Fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, sempre que houver dúvida, procure um médico dermatologista. Vá até um dos postos de atendimento gratuito no dia 7/12 e acelere seu diagnóstico e tratamento.

Carcinoma Espinocelular: não ignore os sinais!

Você sabia que uma ferida que não cicatriza pode ser um câncer de pele? O carcinoma espinocelular (CEC) corresponde a 20% dos diagnósticos e pode se apresentar como uma lesão avermelhada verrucosa ou uma ferida que não cicatriza. Tem crescimento progressivo, algumas vezes rápido, pode ficar doloroso, endurecido ou sangrar fácil. O principal fator de risco é a exposição solar crônica diária, ou seja, o efeito cumulativo da exposição ao longo da vida.

Sendo assim, é mais comum em idosos, principalmente homens, no rosto, orelhas, lábios e pescoço. Também ocorrem mais facilmente sobre cicatrizes, queimaduras ou regiões tratadas por radioterapia e em indivíduos imunossuprimidos. Fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, diante de uma lesão suspeita, procure um dermatologista. Vá até um posto de atendimento gratuito para diagnóstico do câncer de pele no sábado, 7/12, e se consulte com um médico da SBD.

Melanoma: encare os sinais!

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Você sabe reconhecer os sinais de um melanoma? O tipo de câncer é originário dos melanócitos, ou seja, as células que produzem melanina e dão cor à pele, por este motivo, na grande maioria das vezes, a doença se apresenta como uma pinta irregular na pele. O melanoma tem crescimento progressivo, sendo assim esse sinal chamará cada vez mais a atenção, mudando de formato, coloração ou relevo.

Quem tem a pele clara, com muitas pintas, com diagnósticos na família ou que tiveram episódios de queimadura solar, tem maior risco de desenvolver um melanoma. É o tipo mais grave da doença pois rapidamente pode provocar metástases (disseminação do câncer para outros órgãos).

Por isso, quanto mais cedo o tipo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de sucesso do tratamento. Se autoexamine, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, se achar alguma pinta suspeita, procure um dermatologista ou vá até um dos postos de atendimento gratuito na campanha da SBD no próximo sábado, dia 7/12.

Conhece a regra do ABCDE das pintas?

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Ela pode te ajudar a identificar os sinais do câncer tipo melanoma. Autoexamine suas pintas ou peça ajuda a algum parente ou amigo regularmente. Em caso de alguma suspeita, procure um dermatologista imediatamente para uma consulta. Mas, lembre-se: o ABCDE não substitui a ida ao médico.

A de Assimetria: a metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e formas.
B de Bordas: lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.
C de Cor: a coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem ser malignas.
D de Diâmetro: lesões que crescem rápido, principalmente aquelas maiores que têm 6 milímetros. Estas têm maiores chances de ser malignas.
E de Evolução: toda pinta que mudar de cor, formato, tamanho e relevo, em curto período de tempo (1 a 3 meses), deve ser examinada por um dermatologista.

Previna-se!

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– Evite o sol entre 9h e 15h
– Use camiseta, chapéu de abas largas, sombrinha e guarda-sol
– Não se esqueça dos óculos escuros, de preferência com lentes de boa qualidade
– Aplique o protetor solar diariamente (fator de proteção de no mínimo 30) e repita a aplicação a cada 2 horas

A SBD reforça que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale lembrar que o autoexame não substitui a consulta ao dermatologista da Instituição. Encontre um dermatologista associado à SBD clicando aqui.

A Campanha Nacional do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia conta com patrocínio da Galderma, Johnson&Johnson, L’Oréal e Mantecorp.

Saiba mais sobre a campanha, acessando o site Dezembro Laranja.

Para conferir os endereços das consultas do sábado clique aqui. 

Ação de raios solares sobre tatuagens pode causar desbotamento e até câncer

Sol é responsável pela fotodegradação dos pigmentos da ilustração, além de promover a liberação de compostos tóxicos causadores de alergias e infecções. Especialista explica como prevenir o problema.

Que o sol é um dos grandes vilões da pele, sendo o principal responsável pelo surgimento de manchas e até mesmo câncer, todo mundo já sabe. Porém, a radiação solar também é uma inimiga daquelas pessoas que são apaixonadas por tatuagens e as utilizam em seus corpos como forma de arte para expressar sua personalidade.

“Isso por que os raios ultravioletas emitidos pelo sol são os responsáveis por desbotarem as tatuagens, pois promovem uma fotodegradação dos pigmentos utilizados na confecção da ilustração na pele”, explica Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia.

Mas o problema não para por aí. A radiação ultravioleta do sol ainda reage com a pele de outras maneiras. Por exemplo, a fotodegradação dos pigmentos gerada pela exposição solar pode resultar em compostos tóxicos que são absorvidos pela pele e pelo organismo, causando reações adversas como infecções, coceira, inchaço, alergia e fotossensibilidade.

“Além disso, o desbotamento das tatuagens causado pelo sol leva a formação das moléculas 4-nitrotolueno e 2-metil-5-nitroanilina. Essas substâncias são cumulativas no organismo e possuem grau carcinogênico, ou seja, à longo prazo essas moléculas têm potencial cancerígeno”, alerta o pesquisador.

Porém, é possível evitar todos estas reações e alterações no organismo e na própria aparência da tatuagem através de um cuidado já conhecido pela grande maioria da população: a fotoproteção.

“O uso diário de protetor solar é fundamental para proteger a pele e a tatuagem dos danos dos raios ultravioletas. Logo, o ideal é que todos os dias pela manhã, mesmo quando o clima estiver nublado, você aplique um protetor solar, que deve ter FPS de, no mínimo, 30 e amplo espectro de proteção contra os raios UVA e UVB. Além disso, é importante que você reaplique o produto a cada duas horas para garantir sua máxima eficácia. Para as tatuagens, uma boa dica é optar pelo fotoprotetor na forma de bastão, já que este, quando combinado ao amplo espectro, é mais resistente a ação mecânica e da água, além de facilitar a aplicação exatamente sobre o local da ilustração”, finaliza Portilho.

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Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional.

Alerta da SBD: nenhum tipo de câncer de pele deve ser subestimado

Câncer melanoma causou a morte de Roberto Leal, cantor português

Na fase avançada e metastática da doença, o câncer melanoma causou a morte de Roberto Leal, cantor português, de 67 anos. Com pesar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lamenta a perda e faz um alerta: o câncer de pele não deve ser subestimado. Se diagnosticado e tratado precocemente, o melanoma não provoca metástases e tem enormes chances de cura.

Segundo o dermatologista Elimar Gomes, Coordenador da Campanha do Câncer de Pele da SBD, “o melanoma não é o tipo mais comum de câncer da pele mas, sua alta capacidade de se espalhar para outros órgãos, determina casos graves e letais”, enfatiza o médico. Os fatores de risco para a doença são: pele clara, exposição exagerada ao sol, pintas que mudam de cor, forma e tamanho e outros casos da doença na família. “O mais comum é o aparecimento do melanoma em qualquer lugar da pele humana, incluindo unhas e couro cabeludo; mas esse tumor também pode surgir nas mucosas, olhos e sistema nervoso central”, conclui Elimar.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele, o que mais acomete o ser humano. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é que o número de câncer da pele não melanoma seja de 165.580 mil novos casos e de câncer melanoma, estimam-se 6.260 casos.

“Temos um problema de saúde pública e a SBD transformou esse problema numa causa: a luta contra o câncer da pele através do Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre a doença, explica Dr. Sergio Palma, Presidente da Instituição. Segundo ele, “um país com menos casos de câncer da pele é uma meta alcançável e a Sociedade Brasileira de Dermatologia está comprometida em reduzir sua incidência e mortalidade”.

Sobre o câncer da pele

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O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

“Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é o principal fator de risco que pode ser prevenido para o câncer da pele, que pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza”, diz Jade Cury Martins, Coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível ver sozinho. Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

A SBD também lembra que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção. Vale reforçar que o autoexame não substitui a consulta ao dermatologista da Instituição. Você pode encontrar um dermatologista associado à SBD visitando o site, clicando aqui.

Recomendações do Consenso Brasileiro de Fotoproteção – Medidas Gerais

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1. Não existe medida fotoprotetora que, isoladamente, garanta uma fotoproteção adequada; por isso, a SBD recomenda a combinação do maior número possível de medidas como a estratégia mais correta;

2. Em todas as condições, a SBD não recomenda a exposição ao sol no período entre 10 e 16 horas (considerar o horário de verão quando necessário). A depender da época do ano (verão) e da localidade da exposição, deve-se considerar um período ainda maior de restrição ao Sol;

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3. O uso de roupas e chapéus ou bonés deve sempre ser estimulado;

4. O uso de óculos de sol é recomendado para a prevenção do dano solar nos olhos;

5. A utilização de sombras naturais (cobertura de árvores) ou artificiais (guarda-sóis, tendas, coberturas de edificações ou outras) é sempre medida adicional a ser orientada;

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6. O uso correto do protetor solar, FPS mínimo de 30, é uma medida essencial e sua seleção e orientação de uso são responsabilidades do dermatologista.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

ONG disponibiliza protetor solar gratuitamente no Parque Villa Lobos

Ação realizada pelo Instituto Melanoma Brasil acontece neste final de semana durante o Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor

O Instituto Melanoma Brasil, ONG que atua na divulgação e conscientização do melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso e letal, irá disponibilizar protetor solar gratuitamente para uso dos frequentadores do Parque Villa Lobos, localizado em São Paulo (SP), neste final de semana, dias 17 e 18 de agosto. Um totem será instalado na Ilha Musical e estará disponível para o público durante o lX Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, das 8 às 17 horas.

Esse é o segundo ano que o Melanoma Brasil participa do Rocky Spirit. Durante os dois dias o protetor solar estará à disposição dos visitantes e praticantes de atividades físicas do parque. A campanha visa promover a importância da proteção solar, independentemente de estar fazendo sol ou chuva.

“Nosso objetivo é alertar a população sobre os perigos do melanoma e oferecer informações sobre medidas preventivas para combater a doença. É importante que as pessoas saibam que estações mais frias, como outono e inverno, também oferecem riscos de câncer de pele. Quando supostamente o sol não apresenta perigo, ações preventivas fundamentais são deixadas de lado como o simples hábito de aplicar protetor solar”, explica Rebecca Montanheiro, presidente do Melanoma Brasil.

O câncer de pele é muito comum entre brasileiros e, sozinho, apresenta mais casos no País do que os outros 17 tipos de tumores, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O melanoma é um tipo de câncer de pele originado nos melanócitos – células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da pele.

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Ele representa apenas 5% dos tumores malignos de pele, mas é o de maior gravidade e mortalidade devido a sua grande capacidade de produzir metástases – quando as células tumorais comprometem outros órgãos, tais como fígado, pulmões e cérebro. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimou 6.260 novos casos para 2018-2019, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres.

Informações: Melanoma Brasil

Cinco motivos para não abandonar o protetor solar no inverno

Com a chegada do inverno e dias mais frios, muitos esquecem que o uso do protetor solar continua sendo indispensável. De acordo com dermatologistas, diariamente a pele corre riscos, seja em dias ensolarados, nublados ou até em ambientes fechados. Isso porque, até mesmo a luz artificial, pode prejudicar a saúde da pele. Além disso, no inverno, o ângulo do sol muda, mas os raios ultravioleta continuam implacáveis e podem causar os mesmos danos.

Por isso, o uso contínuo do protetor solar, independente do clima, é fundamental. Para conscientizar sobre a importância do uso constante do produto, a Solar Gold, marca renomada de protetores solares pertencente à Nutriex, lista cinco razões para continuar a aplicar o filtro solar na estação mais fria do ano:

1. Protege contra o câncer de pele

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Embora existam constantes alertas sobre o uso do protetor solar para prevenção do câncer de pele, ainda vale o reforço sobre o tema. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) aponta que a doença é a mais recorrente no Brasil. O uso diário do protetor solar evita os danos causados pelas radiações solares na pele, algo que, após muitos anos de exposição, pode resultar no surgimento da doença.

2. Ajuda no rejuvenescimento da pele

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O envelhecimento precoce está diretamente relacionado à exposição ao sol. Por isso, usar o protetor diariamente ajuda a manter o viço, evita linhas de expressões e ajuda a garantir luminosidade à pele.

3. Mantém a pele hidratada

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Quando a pele fica exposta aos raios solares, ela perde muito da sua hidratação natural. Por isso que, quando somos expostos ao sol por muitas horas seguidas, a pele pode descascar. Isso se dá porque ela perde a umidade, que funciona como um hidratante natural, favorecendo a infecção por bactérias também.

4. Pele sem manchas

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Manchas brancas, sardas e pintas podem ser resultantes do excesso de sol. Para evitar esse problema, o uso do protetor solar é imprescindível. Na verdade, o produto evita que a pessoa recorra ao famoso peeling facial que elimina as manchas do rosto. Uma solução muito mais cara e agressiva à pele.

5. Controla o brilho e a oleosidade

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Pessoas com a pele oleosa são beneficiadas pelo protetor solar matte ou específico para controle da oleosidade. Esses produtos ajudam no controle do brilho da zona T e deixam a pele com o tão sonhado aspecto aveludado.

Conheça os produtos Solar Gold para proteção do rosto:

Para os cuidados específicos com a pele do rosto, a marca apresenta o Solar Gold Protetor Solar Facial e o Solar Gold Protetor Solar Facial Tonalizante, ambos com opções de FPS30 e FPS60. Com uma textura leve, são oil-free e não provocam acne. Os dois possuem efeito matte, garantindo uma pele sem brilho e com secagem instantânea após a aplicação. O resultado é um rosto com aspecto uniforme e com a zona T menos iluminada. O Tonalizante ainda traz o sistema Color Adapt, que se adapta a todos os tons de pele, promovendo um acabamento homogêneo que, inclusive, disfarça possíveis imperfeições na pele.

Protetor Solar Facial Solar Gold – elaborado especialmente para a cuidados com o rosto, tem em sua formulação Bioactive Complex E, 60 X mais proteção contra queimaduras solares (UVB), sem efeito oleoso, com controle de brilho e efeito matte.

Preços sugeridos: R$ 34,88 (FPS 30) e R$ 42,00 (FPS 60)

Protetor Solar Facial Tonalizante Solar Gold – com a exclusiva tecnologia DUO, protege e tonaliza ao mesmo tempo. Previne o envelhecimento precoce causado pela exposição ao sol, bem como à poluição. Com o sistema Color Adapt, uniformiza o tom da pele, proporcionando uma cobertura perfeita de forma suave e natural.

Preços sugeridos: R$ 34,88 (FPS 30) e R$ 42,00 (FPS 60)

Informações: Nutriex