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Alerta da SBD: nenhum tipo de câncer de pele deve ser subestimado

Câncer melanoma causou a morte de Roberto Leal, cantor português

Na fase avançada e metastática da doença, o câncer melanoma causou a morte de Roberto Leal, cantor português, de 67 anos. Com pesar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lamenta a perda e faz um alerta: o câncer de pele não deve ser subestimado. Se diagnosticado e tratado precocemente, o melanoma não provoca metástases e tem enormes chances de cura.

Segundo o dermatologista Elimar Gomes, Coordenador da Campanha do Câncer de Pele da SBD, “o melanoma não é o tipo mais comum de câncer da pele mas, sua alta capacidade de se espalhar para outros órgãos, determina casos graves e letais”, enfatiza o médico. Os fatores de risco para a doença são: pele clara, exposição exagerada ao sol, pintas que mudam de cor, forma e tamanho e outros casos da doença na família. “O mais comum é o aparecimento do melanoma em qualquer lugar da pele humana, incluindo unhas e couro cabeludo; mas esse tumor também pode surgir nas mucosas, olhos e sistema nervoso central”, conclui Elimar.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele, o que mais acomete o ser humano. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é que o número de câncer da pele não melanoma seja de 165.580 mil novos casos e de câncer melanoma, estimam-se 6.260 casos.

“Temos um problema de saúde pública e a SBD transformou esse problema numa causa: a luta contra o câncer da pele através do Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre a doença, explica Dr. Sergio Palma, Presidente da Instituição. Segundo ele, “um país com menos casos de câncer da pele é uma meta alcançável e a Sociedade Brasileira de Dermatologia está comprometida em reduzir sua incidência e mortalidade”.

Sobre o câncer da pele

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O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

“Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é o principal fator de risco que pode ser prevenido para o câncer da pele, que pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza”, diz Jade Cury Martins, Coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível ver sozinho. Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

A SBD também lembra que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção. Vale reforçar que o autoexame não substitui a consulta ao dermatologista da Instituição. Você pode encontrar um dermatologista associado à SBD visitando o site, clicando aqui.

Recomendações do Consenso Brasileiro de Fotoproteção – Medidas Gerais

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1. Não existe medida fotoprotetora que, isoladamente, garanta uma fotoproteção adequada; por isso, a SBD recomenda a combinação do maior número possível de medidas como a estratégia mais correta;

2. Em todas as condições, a SBD não recomenda a exposição ao sol no período entre 10 e 16 horas (considerar o horário de verão quando necessário). A depender da época do ano (verão) e da localidade da exposição, deve-se considerar um período ainda maior de restrição ao Sol;

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Shutterstock

3. O uso de roupas e chapéus ou bonés deve sempre ser estimulado;

4. O uso de óculos de sol é recomendado para a prevenção do dano solar nos olhos;

5. A utilização de sombras naturais (cobertura de árvores) ou artificiais (guarda-sóis, tendas, coberturas de edificações ou outras) é sempre medida adicional a ser orientada;

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6. O uso correto do protetor solar, FPS mínimo de 30, é uma medida essencial e sua seleção e orientação de uso são responsabilidades do dermatologista.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

ONG disponibiliza protetor solar gratuitamente no Parque Villa Lobos

Ação realizada pelo Instituto Melanoma Brasil acontece neste final de semana durante o Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor

O Instituto Melanoma Brasil, ONG que atua na divulgação e conscientização do melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso e letal, irá disponibilizar protetor solar gratuitamente para uso dos frequentadores do Parque Villa Lobos, localizado em São Paulo (SP), neste final de semana, dias 17 e 18 de agosto. Um totem será instalado na Ilha Musical e estará disponível para o público durante o lX Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, das 8 às 17 horas.

Esse é o segundo ano que o Melanoma Brasil participa do Rocky Spirit. Durante os dois dias o protetor solar estará à disposição dos visitantes e praticantes de atividades físicas do parque. A campanha visa promover a importância da proteção solar, independentemente de estar fazendo sol ou chuva.

“Nosso objetivo é alertar a população sobre os perigos do melanoma e oferecer informações sobre medidas preventivas para combater a doença. É importante que as pessoas saibam que estações mais frias, como outono e inverno, também oferecem riscos de câncer de pele. Quando supostamente o sol não apresenta perigo, ações preventivas fundamentais são deixadas de lado como o simples hábito de aplicar protetor solar”, explica Rebecca Montanheiro, presidente do Melanoma Brasil.

O câncer de pele é muito comum entre brasileiros e, sozinho, apresenta mais casos no País do que os outros 17 tipos de tumores, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O melanoma é um tipo de câncer de pele originado nos melanócitos – células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da pele.

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Ele representa apenas 5% dos tumores malignos de pele, mas é o de maior gravidade e mortalidade devido a sua grande capacidade de produzir metástases – quando as células tumorais comprometem outros órgãos, tais como fígado, pulmões e cérebro. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimou 6.260 novos casos para 2018-2019, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres.

Informações: Melanoma Brasil

Cinco motivos para não abandonar o protetor solar no inverno

Com a chegada do inverno e dias mais frios, muitos esquecem que o uso do protetor solar continua sendo indispensável. De acordo com dermatologistas, diariamente a pele corre riscos, seja em dias ensolarados, nublados ou até em ambientes fechados. Isso porque, até mesmo a luz artificial, pode prejudicar a saúde da pele. Além disso, no inverno, o ângulo do sol muda, mas os raios ultravioleta continuam implacáveis e podem causar os mesmos danos.

Por isso, o uso contínuo do protetor solar, independente do clima, é fundamental. Para conscientizar sobre a importância do uso constante do produto, a Solar Gold, marca renomada de protetores solares pertencente à Nutriex, lista cinco razões para continuar a aplicar o filtro solar na estação mais fria do ano:

1. Protege contra o câncer de pele

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Embora existam constantes alertas sobre o uso do protetor solar para prevenção do câncer de pele, ainda vale o reforço sobre o tema. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) aponta que a doença é a mais recorrente no Brasil. O uso diário do protetor solar evita os danos causados pelas radiações solares na pele, algo que, após muitos anos de exposição, pode resultar no surgimento da doença.

2. Ajuda no rejuvenescimento da pele

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O envelhecimento precoce está diretamente relacionado à exposição ao sol. Por isso, usar o protetor diariamente ajuda a manter o viço, evita linhas de expressões e ajuda a garantir luminosidade à pele.

3. Mantém a pele hidratada

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Quando a pele fica exposta aos raios solares, ela perde muito da sua hidratação natural. Por isso que, quando somos expostos ao sol por muitas horas seguidas, a pele pode descascar. Isso se dá porque ela perde a umidade, que funciona como um hidratante natural, favorecendo a infecção por bactérias também.

4. Pele sem manchas

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Manchas brancas, sardas e pintas podem ser resultantes do excesso de sol. Para evitar esse problema, o uso do protetor solar é imprescindível. Na verdade, o produto evita que a pessoa recorra ao famoso peeling facial que elimina as manchas do rosto. Uma solução muito mais cara e agressiva à pele.

5. Controla o brilho e a oleosidade

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Pessoas com a pele oleosa são beneficiadas pelo protetor solar matte ou específico para controle da oleosidade. Esses produtos ajudam no controle do brilho da zona T e deixam a pele com o tão sonhado aspecto aveludado.

Conheça os produtos Solar Gold para proteção do rosto:

Para os cuidados específicos com a pele do rosto, a marca apresenta o Solar Gold Protetor Solar Facial e o Solar Gold Protetor Solar Facial Tonalizante, ambos com opções de FPS30 e FPS60. Com uma textura leve, são oil-free e não provocam acne. Os dois possuem efeito matte, garantindo uma pele sem brilho e com secagem instantânea após a aplicação. O resultado é um rosto com aspecto uniforme e com a zona T menos iluminada. O Tonalizante ainda traz o sistema Color Adapt, que se adapta a todos os tons de pele, promovendo um acabamento homogêneo que, inclusive, disfarça possíveis imperfeições na pele.

Protetor Solar Facial Solar Gold – elaborado especialmente para a cuidados com o rosto, tem em sua formulação Bioactive Complex E, 60 X mais proteção contra queimaduras solares (UVB), sem efeito oleoso, com controle de brilho e efeito matte.

Preços sugeridos: R$ 34,88 (FPS 30) e R$ 42,00 (FPS 60)

Protetor Solar Facial Tonalizante Solar Gold – com a exclusiva tecnologia DUO, protege e tonaliza ao mesmo tempo. Previne o envelhecimento precoce causado pela exposição ao sol, bem como à poluição. Com o sistema Color Adapt, uniformiza o tom da pele, proporcionando uma cobertura perfeita de forma suave e natural.

Preços sugeridos: R$ 34,88 (FPS 30) e R$ 42,00 (FPS 60)

Informações: Nutriex

Necessidade de ter pele bronzeada o tempo todo pode ser sinal de transtorno psicológico

Dermatologista explica tudo sobre a tanorexia, condição que pode levar a problemas como manchas, envelhecimento precoce e até mesmo câncer de pele

Não há quem não goste de tomar um pouco de sol, hábito que, se for realizado com moderação, nos horários seguros e com a devida proteção, não tem problema algum. Porém, se você passa longos período exposta ao sol e precisa estar constantemente bronzeada, pode estar sofrendo de tanorexia.

“Tanorexia é um transtorno psicológico que se caracteriza pelo vicio de estar sempre bronzeado, independentemente da época do ano, o que leva a pessoa a passar muito tempo debaixo do sol e até mesmo frequentar ilegalmente câmaras de bronzeamento artificial, já que estas são proibidas no Brasil”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Ocorrendo principalmente em mulheres que têm entre 20 e 40 anos, este transtorno tem sintomas bem característicos que, além da necessidade de estar constantemente exposta ao sol, incluem ansiedade e frustração por não estar bronzeada e síndrome de abstinência associada à irritação e raiva quando não há a possibilidade de se tomar sol.

“Apesar da causa do problema ainda não ser conhecida, sabe-se que a tanorexia está relacionada a fatores como transtornos depressivos, de ansiedade e dismórfico corporal, além de dependência química, já que a exposição solar é capaz de produzir endorfinas, como a serotonina, que causam sensação de bem-estar e relaxamento nas pessoas”, destaca o médico.

Segundo ele, o grande problema da tanorexia é que a exposição prolongada e sem proteção ao sol pode causar consequências como manchas, envelhecimento precoce e, em casos mais graves, até mesmo câncer de pele, uma das doenças que mais mata pessoas por ano no Brasil.

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“Por isso, caso você note que está passando mais tempo do que deveria ao sol e precisa estar bronzeada para se sentir bem consigo mesma, o mais importante é que você procure um médico para iniciar o tratamento da condição, que é feito através de psicoterapia e o uso de medicamentos que ajudam a controlar a obsessão e o comportamento compulsivo do paciente”, completa.

Porém, é importante ressaltar que não é porque uma pessoa adora ficar no sol que ela necessariamente sofre deste transtorno psicológico. Mas, por precaução, o ideal é sempre respeitar a indicação dos dermatologistas com relação a exposição solar. “Antes de tudo é fundamental lembrar que o bronzeamento não é, de forma alguma, um hábito saudável devido aos riscos já citados acima que ele oferece. Mas se você optar por tomar sol é importante fazê-lo sempre antes das 10 horas e após às 16 horas e nunca sem aplicar o fotoprotetor antes, que precisa ter FPS de, no mínimo, 30 e deve ser reaplicado a cada duas horas”, finaliza Volpe.

Fonte: Jardis Volpe, dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Bronzeamento artificial está proibido no Brasil desde 2009, alerta SBD

No início do mês, dia 3 de março, um programa de TV mostrou a atriz Ellen Rocche dentro de uma câmara de bronzeamento artificial durante reportagem sobre os preparativos para o desfile da Rosas de Ouro, escola de samba do carnaval de São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia aproveita o assunto para lembrar e alertar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu bronzeamento em câmaras artificiais no Brasil para fins estéticos desde 2009 e que elas são um perigo real para a saúde da pele. Confira o texto clicando aqui.

A proibição do uso do equipamento ocorreu baseada em diversos estudos científicos que comprovam os efeitos deletérios do uso dessas câmaras e do aumento do risco de câncer da pele, o mais comum no Brasil, incluindo o melanoma, que é o tipo de câncer mais raro, mas com maior risco de disseminação para outros órgãos (metástase) e morte.

Estudos retrospectivos, e mais recentemente, como um estudo norueguês prospectivo, mostram o aumento do risco do câncer da pele com o uso de câmaras de bronzeamento. Quanto mais precoce o início do uso e maior o número de sessões, maior o risco.

“Apesar dos estudos, infelizmente inúmeras clínicas ainda funcionam ilegalmente no Brasil e legalmente em outros países”, afirma Jade Cury, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

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Como ressaltado no mês de combate ao câncer da pele (Dezembro Laranja), o câncer da pele é o mais frequente e no caso do melanoma, pode levar a metástase e morte relacionada, em qualquer idade.

“A SBD salienta que não existe melhor forma para realizar o bronzeamento artificial. É um procedimento proibido por lei e que envolve situação de risco à saúde”, ressalta Sergio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: SBD

Saiba como proteger os pets das doenças de verão

Chuva, calor e insetos aumentam riscos de problemas mais recorrentes nesta época, como hipertermia, leptospirose, otite e dermatite; veterinária orienta a prevenção

Durante o verão, os pets costumam sair mais para passear, ter mais contato com outros bichos, ficar mais expostos ao sol, à chuva e à ação de insetos. Como algumas doenças são mais recorrentes nesta época, a prevenção e os cuidados com a saúde tornam-se fundamentais, alerta a veterinária Karina Mussolino, gerente técnica de clínicas do Centro Veterinário Seres, do grupo Petz.

Os pets são mais propensos a doenças de pele nessa época, principalmente aqueles que ficam muito tempo expostos ao sol. Os que vão à praia e à piscina ou pegam chuva, caso não tenham uma secagem adequada, podem ter dermatite úmida aguda e até otites.

A hipertermia, quando a temperatura corporal sobe excessivamente, e a desidratação também são uma grande preocupação, assim como as doenças gastrointestinais que podem ocorrer devido a altas temperaturas.

É preciso tomar muito cuidado com ectoparasitas, como pulga e carrapato, que se reproduzem intensamente nesta época. Com as chuvas, aumenta a incidência de leptospirose, assim como a ação de insetos que transmitem leishmaniose e dirofilariose, em determinadas áreas. “O importante é manter a visita ao veterinário e a carteira de vacinação em dia. A imunização e os cuidados são uma forma de proteger também a saúde de todos que convivem com os pets dentro de casa”, explica a veterinária.

Como evitar esses problemas

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Foto: SoIHeardMusic

Hipertermia – aumento brusco da temperatura corporal, que ultrapassa a capacidade compensatória do organismo. Nesses casos, o animal se mostra cansado, apresenta língua roxa (cianose), tem dificuldade para andar, respiração ofegante, vômitos e diarreias, chegando a convulsões e perda de consciência. Para prevenir, evite passeios nos horários de muito calor, como das 10 às 16 horas; aumente a oferta de água limpa e fresca; borrife o líquido no corpo do pet para refrescá-lo e deixo-o em ambientes frescos, protegidos do sol e com piso gelado.

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Foto: Cityofchicago

Leptospirose – doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos, transmitida principalmente nas enchentes. É uma zoonose que pode passar dos bichinhos de estimação ao homem. Além da vacina que deve ser realizada todos os anos, é necessário ter atenção nos passeios, manter a casa dedetizada e uma boa higienização no local onde os pets costumam ficar.

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Foto: Alvimann/MorgueFile

Dirofilariose – conhecida como a doença do “verme do coração”, é transmitida por picada de mosquito por parasita que se aloja no coração de cães e gatos, provocando lesões e até insuficiência cardíaca. A incidência é maior em regiões litorâneas. A prevenção deve ser feita com aplicação mensal de vermífugos ou com uma dose anual da vacina contra o parasita Dirofilaria immitis.

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Dermatite –  inflamação ou infecção da pele muito comum em cães e gatos. A dermatite alérgica é provocada por picadas de insetos e a dermatite úmida está associada a proliferação de bactérias e fungos. As pessoas devem ficar atentas para secar bem os pets após chuva, banho de mar ou piscina. E também ao uso de repelentes e manutenção da limpeza nos ambientes que os bichinhos costumam ficar.

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Foto: Pethealthzone

Otite – surge a partir de uma inflamação no ouvido que se prolifera, causando incômodos e até mesmo dores. A enfermidade pode ocorrer na região externa, interna ou no meio do canal auditivo, e até mesmo em apenas uma orelha. A otite pode ser causada por diversos fatores, como proliferação de bactérias, fungos, presença de parasitas no corpo, sarna, produção de cera em excesso e muitos outros. Por isso, é importante proteger as orelhas dos pets durante o banho e mantê-las limpas e secas.

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Pulgas e carrapatos – as temperaturas altas representam ambiente ideal para a proliferação de pulgas e carrapatos. A maioria desses parasitas está no ambiente. É importante saber que a hipersensibilidade à picada de insetos é a causa mais comum das alergias em cães. A pulga, além de provocar os processos alérgicos, transmite verminose para cães e gatos. Nos bichanos, especialmente, transmite o Mycoplasma. Em grandes infestações, as pulgas causam anemia. Já a Erlichiose e a Babesiose, que são popularmente conhecidas como a “doença do carrapato”, causam a destruição de células sanguíneas. O ideal é manter os pets com medicamentos repelentes ou comprimidos orais próprios contra esses ectoparasitas.

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Doenças gastrointestinais – vômito, diarreia e mal-estar são sinais do problema que pode ocorrer devido a altas temperaturas. Uma forma de evitar é não mudar a dieta do animal nesse período e reforçar a oferta de água.

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Leishmaniose – doença infectocontagiosa transmitida pelo mosquito palha ou birigui, com a alta incidência nesse época, em regiões com situação sanitária precária. É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem. A vacinação combinada ao uso de repelentes é a melhor fora de prevenção. Além disso, os repelentes também ajudam a afastar outros insetos como as moscas, responsáveis pela transmissão de doenças como berne e miíase.

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Câncer de pele – animais que ficam expostos por muito tempo no sol podem desenvolver câncer de pele. Um dos sintomas iniciais é uma vermelhidão na pele e úlceras que não cicatrizam (dermatites solares). As regiões mais afetadas pela radiação solar constituem o focinho e as extremidades das orelhas. Animais mais claros são as principais vítimas, como gatos brancos ou albinos e cães das raças Whippet, Staffordshire Terrier Americano, Boxer branco, entre outros. É importante de o uso do filtro solar específico para pets e também oferecer ambientes com sombra e frescos.

Fonte: Petz

Radiação solar atinge níveis extremos e aumenta risco de câncer de pele

O Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) tem atingido números alarmantes no Brasil e no mundo. Por isso, é preciso muita atenção aos cuidados com a pele, não apenas durante passeios ao ar livre, na praia ou piscina, mas até mesmo na sombra. Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, o IUV tem chegado a 14, nível considerado extremo, com alto grau de periculosidade. O índice normal e seguro fica em torno de 3 a 5.

“É extremamente importante adotar medidas fotoprotetoras, como o uso de filtro solar, chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), sempre que for sair de casa. Isso previne problemas de saúde, que podem ser graves, como o câncer de pele”, aconselha o dermatologista José Jabur, especialista em câncer de pele, da Altacasa Clínica Médica e chefe do setor de cirurgia dermatológica da Santa Casa de São Paulo.

Todas as cidades do país vêm registrando níveis de radiação solar extremos, acima dos 12. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm os índices mais altos, inclusive cidades do interior. São José dos Campos (SP) registra nessa época do ano IUV 14, igual a capital paulista; e Santos e Ribeirão Preto (SP) vêm marcando 13. No Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes e Búzios também chegam ao IUV 13.

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Foto: Pixabay

No caso das crianças, é preciso redobrar a atenção. Estudo recente publicado no Jornal da Associação Médica Americana de Dermatologia mostrou que o uso de fotoprotetor na infância pode reduzir em 40% o risco de melanoma – tipo mais perigoso de câncer de pele – antes dos 40 anos.

“Os pais não devem usar protetor solar em crianças de até seis meses. Por isso, não exponha o bebê diretamente no sol e coloque chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU). Após os seis meses de idade, escolha um protetor com no mínimo FPS 30, e que seja ‘resistente à água’ para não sair com facilidade após uma ducha ou uma rápida entrada no mar ou piscina. É preciso reaplicar o protetor a cada três horas”, orienta o médico.

A Austrália é o continente que mais recebe radiação solar e lá existe uma enorme conscientização da população. Todas as crianças usam protetor solar e chapéus com abas largas para ir à escola, por exemplo. Jabur explica que é importante se inspirar no exemplo australiano e orientar as crianças desde cedo sobre a importância de se proteger do sol.

“Fale sempre com a criança sobre a importância de se proteger do sol para a pele não arder, para evitar queimaduras. Aos poucos, ela mesma vai aprender a colocar o chapéu e o protetor solar, sem que você precise brigar para isso. Estimule esse hábito. Dar o exemplo também é primordial. Mães e pais também devem cuidar da pele ao sol”.

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O horário de máxima intensidade de radiação solar é ao meio-dia. É importante evitar se expor entre 10 e 15 horas. A “regra da sombra” é interessante e serve como dica: se a sombra do seu corpo no chão for menor que a sua altura, não deve ficar exposto ao Sol.

Ao comprar o protetor solar, dê preferência a marcas conhecidas e procure um produto que proteja tanto dos raios UVB (que causam vermelhidão e atingem a camada superficial da pele) quanto dos raios UVA (que penetram na camada mais profunda). Mas se a ideia for ficar na praia ou piscina por muito tempo, o ideal é também usar peças com FPU – camisas, bermudas, chapéus e bonés, que garantem a fotoproteção duradoura. Nas áreas protegidas pelo tecido, não é necessário aplicar o filtro solar na pele.

Os dias nublados também queimam a pele e emitem radiação, mesmo que um pouco mais baixa. As nuvens fazem uma camada leve de proteção, mas não bloqueiam totalmente os raios solares. Portanto, é imprescindível que você também se proteja em dias nublados.

IUV registrado nas últimas semanas nas capitais brasileiras:

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São Paulo:14 / Rio de Janeiro: 14 / Belo Horizonte: 14 / Vitória: 13 / Curitiba: 14 / Florianópolis: 13 / Porto Alegre:12 / Campo Grande: 14 / Brasília/DF:13 / Goiânia: 13 / Cuiabá: 13 / Palmas: 13 / Fortaleza: 12 / Salvador: 12 / Recife: 12/ João Pessoa: 12 / Natal: 12 / Teresina: 12 / São Luís: 12 / Manaus: 12 / Belém:12 / Rio Branco: 13 / Porto Velho: 12 / Macapá: 12 / Boa Vista: 12

Pesquisa: tipo de fotoprotetor pode diminuir em até 90% a proteção contra radiação

Mestrando em Ciências Médicas pela Unicamp, o pesquisador Lucas Portilho comprovou em pesquisa que a proteção solar depende diretamente do tipo de fotoprotetor utilizado. Protetor solar em pó compacto, por exemplo, pode oferecer até 90% menos proteção do que diz o rótulo

Recentemente, as formas de fotoproteção têm se tornado mais amplas, sendo possível encontrar fotoprotetor em pó, spray, bastão, creme, gel, entre outras formulações. Mas uma pesquisa recente do Mestrando em Ciências Médicas pela Unicamp, o pesquisador Lucas Portilho, afirma que alguns tipos de protetor solar não protegem a pele de forma eficiente, deixando o consumidor mais exposto à radiação dependendo do tipo de produto.

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Pixabay

“A proteção solar depende diretamente do tipo de fotoprotetor utilizado. Que o consumidor não tem nem ideia da quantidade de protetor que deve ser aplicada, isso já sabíamos; mas que as formas disponíveis no mercado variavam tanto na proteção contra radiação, isso é novidade”, afirma Lucas Portilho. No estudo, inédito no mundo, o pesquisador avaliou a proteção de seis diferentes tipos de fotoprotetores, todos faciais, sendo eles: pó compacto, fluido, bastão (stick), mousse, loção e pancake.

Mais de 100 voluntárias participaram da pesquisa. “Primeiro foi avaliada a quantidade real usada pelas consumidoras e, posteriormente, identificamos que a proteção solar está diretamente relacionada com o tipo de produto. Com exceção da loção facial, todos os outros veículos (tipos) apresentaram menos de 50% da proteção original, chegando em valores alarmantes, como o pó compacto, que apresentou 90% a menos de proteção”, afirma o pesquisador.

As formas pancake e pó compacto foram as piores: “Não protegem nem contra raios UVB e nem contra raios UVA. As formas de bastão, mousse e fluido ficaram muito abaixo do valor declarado na rotulagem”, declara o pesquisador.

O estudo foi feito utilizando as metodologias globalmente utilizadas e são as mesmas utilizadas pelas empresas antes de colocar o produto no mercado. “O problema é que antes de lançar qualquer protetor solar, as empresas testam o nível de proteção UVB e UVA, que são obrigatórios, mas durante esses testes, as quantidades utilizadas estão bem longe da quantidade real aplicada no dia a dia pelos consumidores. E elas não informam a quantidade correta para aplicação, então o resultado é uma falsa sensação de proteção”, afirma o especialista.

De acordo com a pesquisa, no geral, as pessoas usam 0,15mg/cm² de um pó compacto com proteção solar, quando a recomendação de fotoproteção é de 2mg/cm². “E alguns produtos com FPS 30 proporcionaram na aplicação real um FPS 2”, acrescenta. “Ao aplicar de forma errada um protetor, o consumidor se acha apto para se expor ao sol, o que ele não sabe é que grande parte da radiação está passando e que o DNA da pele pode estar em risco, podendo levar ao desenvolvimento de câncer de pele”, diz o pesquisador.

Sunblock bottles a yellow backgroundMas, qual é a conduta que o consumidor deve seguir? Segundo o pesquisador, para garantir uma maior proteção, a primeira ação é utilizar fotoproteção na forma de loção. “Nunca utilizar protetor solar na forma de pó ou pancake como única forma de proteção. O protetor na forma de bastão, mousse e fluido somente se for com FPS acima de 50. O pó compacto e pancake podem ser usados apenas em conjunto a outros protetores, pois utilizados de forma isolada não protegem a pele”, finaliza.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França, Mônaco e Espanha. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

 

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar todo dia e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido, pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. De acordo com a pesquisa, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%.

“Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, diz o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro

mulher tomando sol protetor solar

A pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

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                                                                                                                              Fonte: Consulfarma

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar. Possui 18 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

Dermatologista esclarece mitos e verdades mais comuns sobre câncer de pele

Dezembro Laranja é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de pele. Neste período, dermatologistas e demais profissionais da saúde reforçam a importância da prevenção e diagnóstico da doença, além de esclarecer as principais dúvidas sobre o tema. Com isso, a médica dermatologista chefe da Clínica Sitonio, Renata Sitonio, esclarece os mitos e verdades mais comuns sobre o câncer de pele. Confira:

“Nos dias nublados, não há necessidade de usar filtro solar”
Mito. Mesmo nesses dias, ocorre a radiação Ultravioleta. Ela danifica o DNA das células da pele, predispondo ao câncer de pele. Estações mais frias também oferecem riscos, diferente do que alguns acreditam. Portanto, o uso do protetor solar é imprescindível e deve ser diário.

“Pessoas com olhos e cabelos claros têm mais chances de ter câncer de pele”

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Verdade. Por ter menos proteção pela melanina, as pessoas claras estão mais sujeitas a ter câncer de pele. Em dias de exposição solar, é recomendado que, além do protetor solar, também use acessórios para proteção, como chapéus e óculos de sol.

“Cicatriz de queimadura pode se tornar câncer de pele”

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Foto: Justaboutskin

Verdade. É uma ocorrência rara, mas em grandes cicatrizes pode-se ter a formação de câncer de pele. Por isso, se houver alguma mudança da pele da cicatriz, procure um dermatologista.

“Áreas não expostas ao sol não estão sujeitas ao surgimento do câncer de pele”

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Mito. O câncer de pele tipo melanoma, por exemplo, tem um fator genético muito importante e pode surgir também em locais como nádegas, palmas e plantas, unhas e até nos olhos. Isso pode ser determinado por fatores genéticos de cada indivíduo.

“Pessoas de pele negra não têm câncer de pele”

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Mito. Apesar de mais resistente, a pele negra não está imune aos efeitos da radiação UV. Além disso, um estudo apresentado no XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica revelou que as pessoas de pele negra podem desenvolver com maior intensidade a forma mais grave do câncer de pele, o melanoma nos pés, mãos, braços e pernas. Esse tipo de câncer é o menos frequente entre os melanomas (de 2% a 8% dos casos), no entanto, é o mais comum entre pessoas de pele negra.

“Quem possui muitas pintas ou histórico familiar de câncer de pele corre mais riscos”

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Foto: Indylasercenter

Verdade. Existem sim fatores genéticos que podem determinar a maior ou menor predisposição ao câncer de pele. Quanto às pintas, é importante considerar aspectos como quantidade, alterações na cor e formato ou se doem ou coçam, pois elas também podem ser indícios de câncer de pele.

“O protetor solar é a única forma de prevenção”

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Foto: Wikimedia

Mito. Apesar de ser o principal fator de proteção, o filtro solar deve ser aliado a outros cuidados, como o uso de acessórios de proteção, moderação na exposição solar a fim de evitar queimaduras e também por meio do autoexame. Uma dica para o autoexame é aplicar o método ABCDE (diferença na Assimetria, com Bordas desiguais, Coloridas, Diâmetro maiores que 5 mm, que Evoluem rapidamente de forma, espessura, tamanho e cor, são indicativos da doença).

Fonte: Renata Sitonio é médica dermatologista chefe da Clínica Sitonio, em São Paulo, e médica colaboradora no ambulatório de cosmiatria do Hospital do Servidor Público Municipal. Graduada pela Universidade Federal da Paraíba, Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Dermatologia no Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira, Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD – e regional de São Paulo e Coautora do livro IPCA sobre técnicas cirúrgicas com agulhas.