Arquivo da tag: Câncer

Câncer: nutrição é a chave no combate e na prevenção de diversos tipos

Que a alimentação saudável auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, muitos sabem, mas um dos maiores desafios para os especialistas da área têm sido estudar, comprovar e fazer com que as pessoas se conscientizem da importância da nutrição adequada na prevenção do câncer, um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com uma pesquisa sobre esse tema, feita pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) em 2017, metade das pessoas ouvidas não faz exercício físico e uma em cada quatro não vê a obesidade como problema relacionado ao câncer.

“A nutrição inadequada é classificada como a segunda causa de câncer que poderia ser prevenida, atrás apenas do tabagismo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Cerca de um terço de todos os cânceres humanos está relacionado ao tipo de alimentação”, explica Rodrigo Cunha Guimarães, oncologista do Grupo Oncoclínicas.

Segundo o médico, a adoção de comportamentos protetores, como seguir uma alimentação saudável, fazer atividades físicas com regularidade, evitar bebidas alcoólicas e manter o peso adequado são capazes de evitar 28% de todos os casos de câncer, também de acordo com estimativas do INCA. E essa é uma porcentagem relevante se considerarmos que 625 mil brasileiros devem receber o diagnóstico da doença em 2021. O assunto também é relevante por conta dos números globais: uma a cada cinco pessoas desenvolverá ao longo da vida algum tipo de tumor maligno e o câncer é a segunda principal causa de morte no planeta, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Adobe Stock

“Uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas e que seja, porém, pobre em ultraprocessados, como os prontos para consumo e as bebidas açucaradas, pode prevenir novos casos de câncer. Isso porque o excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais e faz com que nosso organismo fique em constante estado inflamatório, o que por sua vez estimula a proliferação celular e dificulta o processo ativo de morte ‘programada’ das células – inclusive aquelas que apresentam problemas, que podem se tornar nocivas à saúde. Esses são fatores que sabidamente contribuem para o surgimento de tumores malignos”, diz Guimarães.

Vale lembrar ainda que as evidências científicas apresentadas na última década têm relacionado dietas baseadas no consumo de açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans e alimentos ultraprocessados com o favorecimento dos índices de câncer de várias formas. A exemplo disso, as mais recentes análises do Fundo Global de Pesquisa sobre o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa para o Câncer (AICR) indicam que a ingestão de fast food e alimentos com alto teor de sódio e açúcar estão aumentando em todo o mundo, levando ao crescimento global de sobrepeso e obesidade e, consequentemente, a mais casos de câncer.

No caso do câncer de mama, que figura como o mais incidente entre toda a população global, recentes estudos demonstram que diferentes componentes dos alimentos, bem como uma boa qualidade alimentar, sendo fontes de vitaminas, minerais e compostos bioativos, podem ter relação direta na saúde celular, podendo influenciar no não aparecimento da doença, agindo como fatores de proteção.

Getty Images

“No total, temos indícios de que ao menos 13 tipos de câncer estão associados aos maus hábitos alimentares e excesso de peso. Na neoplasia de mama, o estilo de vida é fator determinante e há uma relação íntima com o padrão da alimentação – motivo de investigação científica crescente por conta da complexidade em desvendar todos os seus mecanismos. Fazem ainda parte dessa lista de tumores que têm sua crescente incidência ligada ao nosso tipo de consumo de alimentos os de colorretal, de útero, da vesícula biliar, do rim, de fígado, de ovário, de próstata, mieloma múltiplo, esôfago, pâncreas, estômago e tireoide”, explica a nutricionista oncológica Rafaela Peixoto, também do Grupo Oncoclínicas.

Dietas ricas em carboidratos de rápida absorção, excesso de peso corpóreo e circunferência da cintura elevada podem ainda acarretar em outras doenças crônicas como diabetes tipo 2, pressão alta, insuficiência cardíaca e depressão, além do câncer. Adultos com obesidade grave desde a infância vivem até dez anos menos em relação aos que mantiveram um Índice de Massa Corporal (IMC) – cálculo que considera o resultado do peso dividido pela altura ao quadrado – ideal para adulto 18,5 a do 24,9 kg/m2 e 22 a 27 kg/m2 para o idoso. Acima desse valor a pessoa é considerada com sobrepeso, enquanto o IMC superior a 30 indica obesidade e quando atinge a marca de 40 ou mais configura a chamada obesidade grave ou grau III, um sinal de alerta para um alto risco de mortalidade geral.

Vilões no prato

São algozes e podem favorecer o aparecimento de cânceres, assim como outras doenças crônicas, o consumo de: sal em excesso; alimentos ultraprocessados; alimentos muito condimentados; temperos industrializados, que aumentam a incidência de câncer gástrico; excesso de carne e gordura animal; enlatados; carnes processadas/embutidas (salsicha, linguiça, presunto, peito de peru e blanquet de peru, bacon); nitritos e nitrato, presentes em alguns alimentos industrializados – o objetivo dessa substâncias é conservar e realçar o sabor – estão relacionadas com maior incidência de câncer de próstata, pâncreas, cólon e reto.

Pixabay

Além disso, os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida.

“Se em vez disso, sua dieta for incrementada por frutas e hortaliças frescas e orgânicas, o cenário muda. É que determinados compostos presentes nestes alimentos impedem a mutação do DNA, criando uma espécie de proteção contra lesões celulares. Alguns alimentos específicos, como a cúrcuma, conhecida como açafrão da terra, também estão associados com a inibição do crescimento das células cancerosas”, ensina Rafaela.

E as dicas de alimentação balanceada são também valiosas para garantir melhores respostas aos tratamentos de quem recebeu o diagnóstico do câncer.

“Quem tem a doença pode e deve repensar os hábitos alimentares, aumentando o consumo de nutrientes para fortalecer a imunidade. Além disso, é muito importante fazer um acompanhamento com um nutricionista especializado”, ressalta o oncologista Rodrigo.

O último relatório do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano de Pesquisa do Câncer destaca a importância de uma dieta saudável na prevenção do câncer de forma global. Veja as principais orientações do documento que é baseado nas evidências listadas pela Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos:

-Mantenha o peso adequado;
-Siga fisicamente ativo;
-Consuma uma dieta rica em vegetais (frutas, verduras, leguminosas, grãos integrais…);
-Limite o consumo de fast food e alimentos processados ricos em gordura, amido e açúcar;
-Modere na carne vermelha e processada;
-Reduza a ingestão de bebidas açucaradas;
-Diminua o consumo de bebida alcoólica;
-Para as mães: amamentem seus bebês;
-Não fume;
-Evite exposições solares em excesso.

Também para ajudar a população em geral e os pacientes oncológicos a adotarem hábitos de vida mais saudáveis, o Grupo Oncoclínicas disponibiliza um guia completo com dicas para uma dieta balanceada com muitas cores e sabores, ideias simples para a prática de atividades físicas e outras informações para vivermos mais e melhor.

O material está disponível aqui.

Dia de Doar: doações ajudam a manter tratamentos no Hospital Graacc

Além de doações de empresas, instituição conta com milhares de pessoas que contribuem com pequenos valores e somam um terço do total do orçamento que mantém o atendimento hospitalar. Em 2020, a queda nas doações por conta da pandemia representou cerca de R$ 10 milhões

Hoje, 30 de novembro, é uma data mundialmente escolhida para chamar a atenção da sociedade sobre a importância da doação. Doar é uma ação que faz bem, tanto para quem doa, quanto para quem recebe. É um ato de amor e preocupação com o próximo. Porém, a quantidade de doadores no Brasil vem caindo, de acordo com o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), que aponta queda no percentual de doadores (bens, voluntariado ou dinheiro) entre 2015 e 2020, passando de 77% para 66%. A porcentagem cai ainda mais quando a doação é em dinheiro, saindo de 52% em 2015 para 41% em 2020.

O cenário é preocupante, pois muitas organizações sociais dependem da captação de recursos financeiros para continuar e também ampliar a sua atuação. A chegada da pandemia, somada a períodos de crise econômica, representou uma queda significativa nas doações em vários segmentos. O total de doações em 2015 somou R﹩ 13,7 bilhões enquanto em 2020, R﹩ 10,3 bilhões, conforme o IDIS. Um dos setores que vêm sofrendo consequências é o de instituições de saúde que necessitam da captação de recursos para manter os atendimentos aos pacientes.

É o caso do Hospital do Graacc, referência no tratamento de casos de alta complexidade do câncer infantojuvenil, que recebe e trata cerca de quatro mil crianças todos os anos de todas as regiões do país, e conta com doações para compor parte do orçamento dos seus atendimentos. Em 2020, a queda nas doações representou cerca de R$ 10 milhões. O que garantiu que o Graacc continuasse seu trabalho foi contar com doadores constantes que mantiveram suas contribuições de R$ 30, em média, mesmo durante a pandemia. Juntos, eles somam um terço da receita que sustenta o hospital.

“Recebemos, em média, mais de um novo paciente no hospital todos os dias e não diminuímos e nem deixamos de atender nenhum caso durante a pandemia. É com a sociedade que podemos contar em fases complicadas como esta. Um terço do orçamento do Graacc vem de contribuições dos milhares de doadores constantes do hospital. Precisamos muito das doações das pessoas, independentemente do valor, qualquer quantia faz a diferença. Às vezes, as pessoas deixam de doar por acharem o valor baixo, mas é exatamente o contrário. Somando as contribuições dos nossos doadores, conseguimos oferecer um resultado final para muitas de nossas crianças”, comenta Tammy Allersdorfer, Superintendente de Desenvolvimento Institucional do Graacc.

Doações

É muito fácil se tornar um doador e contribuir com o Hospital do Graacc e com o tratamento de crianças e adolescentes com câncer. A doação pode ser feita por pessoa física ou jurídica. Para conhecer melhor todo o trabalho realizado pelo Graacc e também as maneiras de contribuir com o hospital, clique aqui

Dia de Doar

A GivingTuesday, que vem na sequência das datas comerciais BlackFriday e CyberMonday, é uma data conhecida no exterior e acontece sempre na primeira terça-feira após o Dia de Ação de Graças. Aqui no Brasil, o movimento Dia de Doar surgiu em 2013 e é organizado pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). Em 2014, a mobilização passou a fazer parte do movimento mundial que hoje conta com 85 países.

O Dia de Doar tem como objetivo fortalecer uma cultura de doação. Uma coalização de organizações e indivíduos promovem o engajamento das pessoas com as causas e as organizações da sociedade civil, por meio da doação como forma de promover a generosidade e instrumento para fortalecimento da democracia.

A cultura de doar ajuda a construir um país mais solidário, com pessoas conectadas com um objetivo em comum. O hábito de doar deve ser praticado, fortalecido e passado adiante para que cada vez mais pessoas se envolvam com uma causa.

Em 2020, o Dia de Doar teve como resultado R$ 2 milhões em doações on-line, com valor médio de R$ 75,66. Além disso, foram criadas 6 novas ações comunitárias e 31 histórias de doações compartilhadas.

Fonte: Graacc

Novembro Branco: 10 perguntas e respostas sobre a relação entre fumo e câncer

90% dos casos de câncer de pulmão possuem como origem o tabagismo. Por isso, no mês de conscientização da doença, é fundamental alertar sobre o diagnóstico precoce e os prejuízos

Novembro Branco é dedicado à conscientização do câncer de pulmão, doença que tem como origem em 90% dos casos o tabagismo. Os fumantes possuem um risco 20 vezes maior de desenvolverem tumores pulmonares, fazendo com que o alerta seja visto com ainda mais sensibilidade para este grupo em especial.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), apesar dos dados não serem novidades, os tumores pulmonares ainda lideram o ranking de doenças oncológicas com maior número de óbitos todos os anos. Além disso, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 30 mil pessoas terão o diagnóstico da doença em 2021.

Um dado alarmante, também apresentado pelo Inca, indica que aproximadamente 10% dos brasileiros acima de 18 anos fumam – ou seja, 20 milhões de pessoas são fumantes no país. Mesmo o Brasil sendo reconhecido mundialmente por suas campanhas de combate ao fumo, esse desafio ainda é grande. Segundo Mariana Laloni, oncologista do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, é necessário alertar quanto ao uso de vaporizadores de fumo, que têm sido usados principalmente por jovens.

“Apesar da redução do consumo de cigarros no país, em decorrência das campanhas de conscientização e proibições do fumo, que vêm sendo aplicadas em locais públicos desde a década de 1990, o número absoluto de tabagistas ainda é alarmante. E os novos dispositivos tecnológicos de vape, que conquistam especialmente as chamadas gerações Millennial e Z, sob a falsa justificativa de serem menos nocivos à saúde e por seu design moderno – que serve como atrativo adicional para essa parcela da população -, representam uma ameaça ainda maior de retrocesso na luta contra o tabagismo”, comenta a especialista.

No mundo, a OMS aponta que atualmente 8 milhões de pessoas vão a óbito por causa de doenças relacionadas ao tabaco. No Brasil, esse número pode chegar a 156 mil mortes anualmente – uma média de 428 por dia. Vale lembrar ainda que o tabagismo vai muito além do câncer de pulmão, incluindo problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, infarto e Acidente vascular cerebral (AVC), entre outros.

Iluminando o caminho

Com o avanço da ciência, as diferentes maneiras de tratar o câncer foram se transformando ao longo dos anos. No caso das neoplasias de pulmão, as alternativas terapêuticas têm sido indicadas para o enfrentamento da doença, como é o caso da radioterapia isolada. “A indicação depende principalmente do estadiamento, tipo, tamanho e localização do tumor, além do estado geral do paciente”, diz Mariana.

A imunoterapia exerce um papel importante para o enfrentamento do câncer de pulmão. A partir do reconhecimento do tumor pelo organismo, e que com o passar do tempo ele irá se “disfarçar” para não ser reconhecido e crescer, a técnica consiste em fazer com que o corpo ative uma espécie de chave, religando a resposta imunológica para agir contra o problema.

“Embora o sistema imune esteja apto a prevenir ou desacelerar o crescimento do câncer, as células cancerígenas sempre dão um jeitinho de driblá-lo e, assim, evitar que sejam destruídas. O papel da imunoterapia é justamente ajudar os ‘soldados’ de defesa do organismo a agir com mais recursos contra o câncer, produzindo uma espécie de super estímulo para que o corpo produza mais células imunes e assim a identificação das células cancerígenas seja facilitada – devolvendo ao corpo a capacidade de combater a doença de maneira efetiva”, explica a especialista. Entretanto, é fundamental alertar que antes de remediar, o câncer de pulmão deve ser prevenido. Para Mariana, a melhor alternativa é sempre parar de fumar.

A seguir, a oncologista Mariana Laloni esclarece dez perguntas e respostas comuns sobre a relação entre o fumo e o câncer.

O fumo pode aumentar o risco de câncer de pulmão?
Sim
. O tabagismo pode aumentar em aproximadamente 20 vezes o risco de desenvolver câncer de pulmão. Cerca de 90% dos casos estão relacionados ao fumo.

Quais são os principais sintomas do câncer de pulmão?
Nas fases iniciais da doença, onde a chance de cura é maior, o problema é, infelizmente, silencioso, não apresentando sintomas. Já nas fases em que o câncer está mais avançado, o paciente pode apresentar sinais no aparelho respiratório, como tosse, dor no peito e falta de ar.

Quais são os principais tipos de câncer de pulmão?
Existem dois tipos de câncer de pulmão, sendo eles o carcinoma de pequenas células e o de não pequenas células. Geralmente, o segundo caso corresponde a 80 a 85% dos casos, podendo ser subdividido em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. No mundo, o tipo mais comum é o adenocarcinoma, atingindo 40% dos pacientes.

Como é o tratamento para câncer de pulmão?
Para o tratamento adequado, é importante analisar o estadiamento, subtipo, tamanho e localização do tumor, além se o paciente possui algum tipo de comorbidade. Caso a doença esteja em seu estágio inicial e localizado apenas no pulmão, a indicação é de cirurgia ou radiocirurgia, uma radioterapia direcionada. Já nos casos mais avançados, porém sem lesões à distância, o tratamento escolhido pode ser a combinação da quimioterapia e radioterapia, podendo consolidar a imunoterapia. Quando existem metástases, o caminho para os recursos irá depender do tipo de tumor.

Além do câncer de pulmão, o tabagismo aumenta o risco de outros tipos de câncer?
Sim. Além do câncer de pulmão, o fumo pode aumentar os riscos para o câncer de de cabeça e pescoço, boca, laringe, faringe e bexiga.

Quais são os principais elementos cancerígenos dos cigarros convencionais?
Ao todo, existem quase cem tipos diferentes de substâncias cancerígenas nos cigarros tradicionais. As principais são: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, nicotina e alcatrão. Dentre elas, é importante ressaltar aida a mais perigosa em termos cancerígenos: a nicotina.

Qual dessas substâncias causa dependência em cigarros?
É justamente a nicotina, uma vez que provoca a sensação de prazer e pode levar ao vício. Essa substância psicoativa faz parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) da OMS.

O cigarro eletrônico também aumenta o risco de câncer de pulmão?
Sim. Como ele vaporiza um líquido com grande quantidade de nicotina, a substância também pode elevar os riscos da doença. Mas, vale lembrar que ainda não se sabe qual a extensão de impacto no desenvolvimento de cânceres, devido ao desenvolvimento recente e uso variado do produto: há pessoas que fumam apenas ele, outras que consomem cigarros eletrônico e convencional, aquelas que nunca fumaram cigarro convencional e foram direto para o eletrônico, as que substituíram o convencional pelo eletrônico, etc.

Depois de quanto tempo sem fumar há a diminuição do risco de desenvolvimento de cânceres ligados à nicotina?
Com o passar das horas e dias, os benefícios à saúde são bastante perceptíveis e as chances de desenvolvimento de cânceres também diminui com o passar dos anos – com 10 anos sem fumar, os riscos são considerados baixos. Mas, dependendo da carga tabágica – número de maços por dia vezes o número de anos que a pessoa fumou – é importante continuar de olho.

Que impacto haveria nos diagnósticos de câncer se todos os fumantes do mundo conseguissem se livrar do vício agora?
O principal impacto seria a diminuição de aproximadamente 33% do número de casos de câncer diagnosticados e, ao longo do tempo, uma redução ainda mais expressiva.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Nutróloga do Albert Einstein lança livro sobre alimentação anticâncer

Chegamos ao período do movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, mês da campanha do Outubro Rosa, quando a doença fica em evidência para discussão sobre prevenções e tratamentos relacionados também a outros tipos de câncer.

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), órgão do Ministério da Saúde, o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. Em 2019, a taxa de mortalidade por essa doença, ajustada pela população mundial, foi 14,23 óbitos/100.000 mulheres. As regiões sudeste e sul apresentam também as taxas mais elevadas (Inca, 2021). O câncer está associado à obesidade, ao sedentarismo, ao alcoolismo, além de fatores genéticos e familiares. Quando descoberto em fases iniciais é potencialmente curável. Por isso, a prevenção é a melhor aliada.

Em relação à importância do tema e números crescentes, a alimentação é um fator que está muito ligado a essa doença e é importante que seja dada a devida atenção para evitar o desenvolvimento do câncer ou até mesmo para que sejam encontradas formas de cuidar da saúde por meio dos alimentos adequados após o diagnóstico.

Andrea Pereira, médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, explica o papel da alimentação adequada no combate ao câncer e como ela pode contribuir e influenciar no sucesso do tratamento e prevenção de recidivas no paciente oncológico, sendo que o conhecimento é, com certeza, uma fonte de empoderamento do paciente e das famílias.

A especialista ressalta um ingrediente que ganhou destaque em estudos recentes devido aos seus benefícios à saúde: a cúrcuma. Nesse estudo foi analisado o poder da curcumina, um polifenol extraído da cúrcuma longa também conhecida como açafrão, em pacientes com câncer.

“É usado 400 mg de curcumina em pacientes caquéticos (com perda de peso marcante e perda de massa muscular) com câncer. O estudo é focado em câncer de cabeça e pescoço e com uso da curcumina foi observado um aumento de massa muscular e redução de massa gorda nesses pacientes. Isso melhora a qualidade de vida deles. Geralmente, o paciente caquético já está em estágios mais avançados do câncer, então o propósito é melhorar a qualidade de vida dele”, esclarece a nutróloga .

Uma outra grande vantagem da curcumina que ela destaca é o baixo valor. Então, essa seria uma forma de ganhar massa muscular, já que esse é um processo difícil e, além disso, a curcumina funciona também como um anti-inflamatório.

A médica nutróloga que também é adepta ao conhecimento como fonte de empoderamento, lançará no próximo dia 26 de outubro, o livro “Dieta do Equilíbrio – a melhor dieta anticâncer”, e estará ao vivo em uma live com a Oncologista Aline Hada, para fazer o lançamento oficial e bater um papo sobre nutrição e câncer das 20h às 21h. O evento será transmitido no Youtube, Instagram e Facebook da médica.

O livro é baseado em dados científicos para provar essa relação da nutrição com o câncer e traz informações relacionadas não só aos alimentos como também à influência de vitaminas, atividades físicas e até mesmo o papel das mídias sociais e da internet nessa orientação alimentar.

Sobre Andrea Pereira | @dra.andrea.nutrologia

Médica nutróloga, Andrea Pereira tem Doutorado pela Endocrinologia da Unifesp em Obesidade e Cirurgia Bariátrica, Pós-Doutorado concluído pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa e outro em andamento na Medicina Esportiva da USP. Ela é também médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, além de presidente e cofundadora da ONG Obesidade Brasil.

Andrea é membro da Comunidade Canadense de Terapia Nutricional, membro do Núcleo de Saúde Alimentar da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro do Núcleo de Cuidado Paliativo e Suporte da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. No consultório, atende casos de Nutrologia Esportiva, Geriátrica, Oncológica, Hospitalar, Obesidade, Gestantes e Preventiva.

Parque D. Pedro Shopping promove corte de cabelo solidário para doação de perucas a pacientes com câncer

Ação em parceria com a ONG Cabelegria acontece nesta quinta-feira (7); estacionamento do empreendimento doará R$ 1 por cliente pagante para a entidade

O Parque D. Pedro Shopping recebe, nesta quinta-feira (7), o truck da ONG Cabelegria, que fará cortes gratuitos para quem quiser doar o cabelo para a confecção de perucas. Além disso, serão distribuídas perucas para pessoas submetidas ao tratamento de câncer ou outras doenças que resultam em queda de cabelo. A ação faz parte dos eventos promovidos pelo shopping no Outubro Rosa, que tem a intenção de alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. Complementando a parceria com a ONG, o shopping doará R$1 por carro pagante nesta quinta-feira.

“Esta iniciativa com o Cabelegria reforça o nosso compromisso com ações sociais e destaca a importância do tema com todos os nossos clientes, funcionários e fornecedores. Com o fluxo de clientes que recebemos diariamente, será possível impactar muitas vidas e ajudar esse trabalho tão importante, que trata de autoestima durante o tratamento oncológico”, reforça a gerente de marketing do Parque D. Pedro Shopping, Taís Tavares.

O Banco de Peruca Móvel da ONG Cabelegria estacionará na Entrada das Águas, das 12h às 20h, e realizará cortes gratuitos, receberá doações de cabelos e fará a distribuição de perucas. São aceitos todos os tipos de cabelo com no mínimo 15cm, podendo ser natural, com química ou tintura. Já as pacientes que quiserem receber uma peruca, basta apresentar a documentação necessária para o cadastro: RG, CPF, laudo médico e comprovante de quimioterapia no caso de paciente oncológico.

Durante a ação, todas as medidas de segurança de prevenção à Covid-19 serão seguidas, como o uso obrigatório de máscara, disponibilidade de álcool em gel e distanciamento social.

Mais de 10 mil perucas já foram doadas

Todo customizado e equipado como se fosse um salão de beleza, o truck do Cabelegria possui uma prateleira com diversos modelos de perucas, bancada com espelho e acesso para pessoas com mobilidade reduzida. “Com a possibilidade de nos deslocarmos, conseguimos oferecer às pacientes um espaço no qual elas possam experimentar, ajustar as perucas em um ambiente acolhedor e alegre. Foi exatamente esta a ideia que tivemos ao criarmos o Banco Móvel”, conta Mariana Robrahn, fundadora do Cabelegria.

A ONG confecciona aproximadamente 300 perucas mensalmente e não possui fila de espera para as entregas solicitadas, que são entregues também pelos Correios, sem custo para as pacientes.

São necessários cerca de 300 gramas de cabelo (cerca de 5 mechas de pessoas diferentes) para se confeccionar uma peruca. Desde sua criação, a ONG já arrecadou milhares de fios, que chegam até mesmo de outros países. Já foram doadas mais de 10 mil perucas para crianças e mulheres.

Corte de cabelo solidário
=Será aceito qualquer tipo de cabelo, mesmo com química ou tintura;
=Para doação, o cabelo tem que ter no mínimo 15cm;
=Estar com o cabelo limpo e sem chapinha ou escova;
=Os protocolos de higienização serão cumpridos, portanto, os cortes serão espaçados;
=Os doadores serão atendidos por ordem de chegada. Será entregue uma senha e o voluntário receberá uma ligação para comparecer ao local, evitando aglomerações;
=As senhas poderão ser suspensas antes do horário do término da ação, dependendo da quantidade de senhas já distribuídas.

Entrega de peruca

=Para pacientes que queiram retirar peruca, é importante lembrar que o atendimento será realizado por ordem de chegada, é preciso levar a documentação (laudo médico, comprovante de quimioterapia, RG e CPF) . Será realizado um cadastro para a liberação da doação;

=A ONG Cabelegria doa somente 1 peruca por paciente.

Corte de Cabelo Solidário
Quando: Quinta-feira, 7/10
Horário: 12h às 20h
Local: Parque D. Pedro Shopping
Endereço: Av. Guilherme Campos, 500 – Jd. Santa Genebra (Entrada das Águas) – Campinas/SP

Outubro Rosa: alimentação tem grande influência em casos de câncer de mama

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas, isto é, às mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, aos hábitos e aos estilos de vida, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Todas podem aumentar o risco de várias doenças, entre elas, o câncer de mama – amplamente debatida durante o Outubro Rosa.

Esse é o tipo de tumor mais diagnosticado e a principal causa de morte entre mulheres em todo o mundo, com quase 700 mil óbitos estimados somente para este ano, conforme dados do Inca. Os altos índices também reforçam um novo marco. Relatório recente da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que o câncer de mama se tornou o mais comum do mundo, superando o de pulmão, que foi, por anos, o primeiro do ranking.

No entanto, mesmo com 2,3 milhões de casos novos estimados somente em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos em mulheres, esse tipo de câncer, assim como outros, pode ser evitado com mudanças simples de hábitos. Praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar e evitar o uso de hormônios sintéticos, por exemplo, poderiam reduzir em até 30% o número de novos casos.

Cuidados com a alimentação ajudam a evitar a doença

De acordo com Melissa Carpi, gerente pesquisa e desenvolvimento da Jasmine Alimentos, uma das principais recomendações para evitar o problema é o consumo diário de alimentos como grãos e cereais integrais (arroz, aveia etc.), linhaça, chia, red berries, sementes, mixes de castanhas, legumes, verduras, frutas e leguminosas, além da limitação de alimentos processados ricos em gordura, amidos ou açúcares e da redução do consumo de proteína animal no geral. “Essas orientações visam controlar o ganho de peso excessivo e a obesidade, fatores de risco para qualquer tipo de câncer, inclusive, o de mama”, diz ela.

Outro ponto importante ligado à boa alimentação está no tratamento de quem foi diagnosticado com a doença. Mulheres que tratam o câncer de mama, por exemplo, seja com cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica (terapia-alvo), também devem ter uma alimentação controlada e balanceada, rica em vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos de qualidade, junto a uma boa hidratação. “O tratamento de câncer com quimioterapia e radioterapia pode afetar o estado nutricional de forma progressiva e comprometer a qualidade de vida do paciente. Além disso, algumas mudanças podem ser observadas no paladar, no olfato, no apetite e na capacidade do paciente em se alimentar ou absorver os nutrientes dos alimentos, levando a uma possível desnutrição”, explica a nutricionista-consultora da Jasmine Alimentos, Karla Maciel.

A profissional também destaca que cada tipo de câncer responde melhor a um tratamento e demanda um padrão alimentar específico, devendo ser avaliado individualmente, em conjunto com o profissional de nutrição. É importante ressaltar que uma alimentação deficitária pode resultar em perda de massa magra, e criar um risco maior de infecções, complicações pós-cirúrgicas e, consequentemente, mais tempo em hospitais. Assim como o contrário: o aumento de gordura no organismo traz como resultado a chance de o problema voltar a acometer o paciente, ou ainda, desenvolver um segundo câncer.

Entenda o câncer de mama

O problema ocorre pela produção desordenada de células nos seios, gerando células anormais, que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, o que faz com que a doença evolua de diferentes formas; algumas com desenvolvimento rápido, outras mais lento. Esse tipo é o mais comum entre as mulheres, mas também pode acometer os homens, sendo raro e representando apenas 1% do total de casos da doença.

Dentre os fatores de risco estão os ambientais e os comportamentais, como sobrepeso, sedentarismo e consumo de álcool; os hormonais ou de histórico reprodutivo, como primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter filhos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais e reposição hormonal; e os genéticos ou hereditários, como histórico de casos de câncer de mama na família, alterações genéticas, histórico familiar de câncer de ovários, entre outros. Outro fator de risco é a idade: cerca de quatro entre cinco casos ocorrem após os 50 anos.

No entanto, de todos os desafios relacionados ao câncer de mama, a detecção precoce e a prevenção são unanimidade entre os médicos. Por isso, a campanha do Outubro Rosa, criada nos Estados Unidos em 1990 e, atualmente, um dos projetos de conscientização em saúde mais bem-sucedidos no mundo, é tão importante.

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama

Confira abaixo cinco alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama:

Chia: rica em fibras, a chia ajuda a reduzir a absorção de gordura e evita a formação de substâncias tóxicas no intestino, incluindo moléculas cancerígenas. Além disso, essa semente contém ômega-3, um ácido graxo com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, combatendo assim os efeitos danosos dos radicais livres e prevenindo vários tipos de câncer, inclusive o de mama.

Linhaça: assim como a chia, a linhaça dourada e a linhaça marrom oferecem fibras e ômega-3 e, dessa forma, ajudam a prevenir o câncer de mama e outros tipos de neoplasias. Contudo, a linhaça se destaca pela presença de lignana, uma substância que atua diretamente nas células cancerosas.

Castanhas e outras sementes oleaginosas: castanhas em geral, como amêndoas, avelãs, castanha-de-caju, castanha-do-pará e nozes, são fontes de vitamina E, que também possuem ação antioxidante. Ela atua em conjunto com a vitamina C, aumentando ainda mais o combate aos danos causados pelos radicais livres. Além disso, a castanha-do-pará se destaca por fornecer selênio, um mineral necessário para o bom funcionamento das defesas do organismo e para o controle do processo de divisão celular, que é especialmente importante para a prevenção do câncer.

Frutas vermelhas e roxas: a cor típica de frutas como amora, cranberry, cereja, blueberry, framboesa e morango se deve à presença de antocianinas, pigmentos da classe dos flavonoides. Essas substâncias têm propriedades antioxidantes, ou seja, são capazes de combater os danos causados pelos radicais livres – moléculas que atacam o DNA das células e provocam erros que podem levar ao câncer de mama e a outros tipos de tumores.

Soja e outras leguminosas: leguminosas, como ervilha, lentilha e grão-de-bico, contêm isoflavonas, mas é a soja que tem o teor mais elevado dessas substâncias, pertencentes à classe dos fitoestrógenos. As isoflavonas têm uma estrutura química semelhante à do estrogênio, um dos principais hormônios femininos. Por isso, elas conseguem se ligar aos receptores desse hormônio e “roubam” seu lugar. Como alguns tipos de câncer de mama crescem ainda mais na presença de altos níveis de estrogênio, as isoflavonas da soja ajudam a combater seu desenvolvimento ao bloquear a ação desse hormônio sobre os tumores.

Fonte: Jasmine Alimentos

Confira cinco alimentos que ajudam a parar de fumar

No Dia Mundial sem Tabaco, a Bio Mundo separou algumas opções saudáveis que podem ajudar na luta contra o vício

Para de fumar certamente é um ato difícil para muitas pessoas. Isso ocorre porque o vício já está relacionado à rotina, por exemplo, no consumo de café, ansiedade e ao humor. E, em tempos de pandemia, isso pode aumentar. Porém, a prática não traz à saúde nenhum benefício e pode ser responsável por diversos tipos de cânceres e doenças cardíacas e pulmonares.

No processo de parar de fumar, o primeiro passo é reconhecer os estímulos que levam à prática. A cafeína, por exemplo, faz com que a pessoa se sinta mais ansiosa, pois é um ingrediente estimulante, e as substâncias viciantes da nicotina do cigarro liberam no corpo uma sensação incrível de prazer. Para controlar a vontade e a ansiedade, a inserção de atividades físicas e o consumo de uma alimentação equilibrada são grandes aliados nessa batalha.

Para contribuir com a data que visa o controle do tabagismo, a partir da conscientização dos malefícios, a Bio Mundo, franquia de alimentos naturais e saudáveis, separou opções de alimentos e bebidas para quem deseja largar a dependência de forma mais tranquila e natural.

Chá de ervas

Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

Além de ser uma bebida natural à base de água, os chás são calmantes e uma boa opção para substituir o café. A grande dica é realmente tirar da dieta bebidas que contenham cafeína, substância que aumenta o desejo pelo cigarro, diminuindo a ansiedade. Fatores que estão diretamente ligados à vontade de fumar.

Laranja: um dos principais alimentos para largar o cigarro

O cigarro causa uma grande perda de nutrientes, entre eles a vitamina C, e o fazer a reposição dessa vitamina por meio da ingestão da fruta, o fumante sente menos vontade do cigarro. Isso ocorre pois, ao perder os nutrientes e as vitaminas, o corpo costuma buscá-los em elementos da nicotina, o que causa severa dependência. Com o consumo de laranja, a vitamina C retorna ao organismo, que passa a sentir menos falta do fumo.

Óleo de linhaça

Rico em ômega 3, o óleo de linhaça estimula a liberação da serotonina, hormônio responsável por equilibrar o humor, fator importante para quem quer parar de fumar. Além da substância estar relacionada a perda de peso, já que ao parar de fumar algumas pessoas notam o ganho de calorias.

Castanha-do-pará

Pixabay

A castanha-do-pará é rica em selênio, mineral com alto poder antioxidante que auxilia na prevenção de doenças e no fortalecimento do sistema imunológico, além de estar ligado a melhora do humor. Com o consumo de poucas unidades ao dia já é possível atingir a recomendação diária de nutrientes, que contribuem também na melhora do cansaço, tristeza e ansiedade.

Leite

Um copo de leite também pode ser um grande aliado nessa luta. Pesquisas confirmam que tanto o leite quanto os seus derivados, como queijo ou iogurte,ajudam a eliminar a nicotina do organismo do fumante, e também alteram o sabor do cigarro,

Fonte: Bio Mundo

Dia Mundial Sem Tabaco: cigarro compromete circulação e aumenta risco de trombose e câncer

Além disso, a nicotina diminui a espessura dos vasos sanguíneos e o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue

Mais de 4.000 compostos químicos (muitos deles tóxicos), incluindo a nicotina, o monóxido de carbono, a acroleína e outros oxidantes: essa é a composição da fumaça de cigarro, cuja exposição constante induz a múltiplos efeitos patológicos no organismo, causados pelo estresse oxidativo das células.

“Os efeitos adversos do cigarro são muitos e, no caso da saúde das veias, o fumo também afeta principalmente a circulação e isso favorece o aparecimento de processos de trombose (com entupimento dos vasos e que pode levar à morte), principalmente quando associado a fatores de risco”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Por conta de todas as doenças associadas, o tabagismo é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável no mundo.

Getty Images

Normalmente relacionado ao aumento da probabilidade de desenvolver infarto, o cigarro também pode causar problemas circulatórios como arteriosclerose (envolvendo as artérias da perna) e tromboangeite obliterante – distúrbio que afeta as extremidades do corpo. “Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar o membro (como pernas, pés e mãos)”, explica.

A médica enfatiza que a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos. “Além disso, o monóxido de carbono oferece um fator adicional de risco ao diminuir a concentração de oxigênio no sangue. Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose principalmente quando há fatores de risco envolvidos”, afirma a médica.

A trombose é um termo que se refere à condição na qual há o desenvolvimento de um ‘trombo’, um coágulo sanguíneo, nas veias das pernas e coxas. Esse trombo entope a passagem do sangue. Os principais fatores de risco são: dor na perna, obesidade, uso de hormônios (pílula anticoncepcional), portadores de qualquer tipo de câncer, portadores de Trombofilias (doença do sangue que deixa maior predisposição a coagulação sanguínea) e qualquer condição que aumente a imobilização (gesso, deficientes físicos, fraturas), gestantes e idosos.

Alguns estudos também sugerem que a exposição à fumaça do cigarro resulta na ativação das plaquetas e estimulação da cascata de coagulação, por isso há um aumento na incidência de trombose arterial em fumantes. “Ao mesmo tempo, as propriedades anticoagulantes naturais são significativamente diminuídas”, comenta.

Outra complicação do cigarro é que o ele dificulta o importante papel do sangue no processo de cicatrização, após cirurgias e procedimentos. “O vaso mais estreito tem um fluxo menor de sangue e o suprimento de oxigênio aos tecidos é afetado. Isso dificulta a cicatrização e pode causar até necrose de pele. Várias substâncias no cigarro dificultam a formação de fibroblastos, células ligadas ao processo cicatricial”, comenta.

A angiologista alerta que, para os fumantes, o acompanhamento médico é fundamental para impedir que as doenças apareçam ou progridam.

É possível parar de fumar mesmo durante a pandemia

O consumo de cigarros aumentou durante a pandemia. E a dependência química causada pela nicotina pode provocar sofrimento para fumantes que desejam parar, mas a busca por conselho profissional e tratamento ajudam a vencer a batalha

Ansiedade, depressão e tristeza são algumas das causas apresentadas por pessoas que aumentaram o consumo de cigarro durante a pandemia. A batalha travada por fumantes que querem parar de fumar parece ser ainda mais árdua quando se pensa em todas as privações que população tem passado.

Uma pesquisa de comportamento na pandemia da Fundação Oswaldo Cruz, realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas em 2020, mostrou que 34% dos fumantes aumentaram a quantidade de cigarros. Desses, 6,4% aumentaram 5 cigarros ou menos, 22,5% aumentaram cerca de 10 cigarros e 5,1% aumentaram 20 cigarros ou mais. Entre as mulheres, o percentual de aumento de cerca de 10 cigarros por dia (29%) foi maior do que o percentual entre os homens (17%). No total da população, cerca de 12% são fumantes.

Segundo o oncologista torácico Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas, o tabagismo é um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, doenças respiratórias, diabetes e, o mais grave, câncer de pulmão. “A maioria dos pacientes diagnosticados com a doença é ou já foi fumante. Quem fuma também é mais vulnerável a desenvolver um quadro grave da Covid-19, uma vez que têm o pulmão mais comprometido”, diz o médico.

Portanto, parar de fumar é uma batalha que pode e deve ser vencida – mas não sem ajuda. A nicotina é considerada droga e pode levar a dependência química. “Quando a pessoa resolve parar, sofre desconfortos físicos e psicológicos que podem trazer sofrimento. Por isso, é importante procurar ajuda profissional e não julgar ou desencorajar quem está passando pelo problema”, afirma o oncologista.

Campanha da OMS para 2021

Para ajudar quem deseja parar, a Organização Mundial da Saúde lançou no dia 8 de dezembro de 2020 uma campanha mundial com duração de um ano para o Dia Mundial Sem Tabaco de 2021 – intitulada “Comprometa-se a parar de fumar durante a COVID-19”. Um canal exclusivo via WhatsApp (Quit Challenge) e a publicação 101 razões para parar de fumarforam criados para dar início a campanha. “Fumar mata oito milhões de pessoas por ano, mas se as pessoas precisarem de mais motivação para largar o vício, a pandemia fornece o incentivo certo”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

SUS oferece tratamento para quem quer parar de fumar

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde e nos Hospitais. O órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da rede de tratamento do tabagismo no SUS, em parceria com estados e municípios e Distrito Federal é o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva.

Algumas instituições privadas também oferecem programas de cessação do tabagismo. Um exemplo é o Grupo Oncoclínicas, com o apoio do Instituto Oncoclínicas, que vem conduzindo um amplo programa para pacientes e colaboradores.

Novas diretrizes de rastreamento de câncer de pulmão em 2021

A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF) atualizou as recomendações para detecção precoce do câncer de pulmão. No documento publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) em 2021, a orientação é de ampliar o grupo de pessoas que deve fazer exames anuais para a doença. O foco ainda está em fumantes, mas agora ainda mais jovens e que consomem menos cigarro, o que pode ajudar no diagnóstico precoce.

Fumantes, ou pessoas que pararam a menos de 15 anos, entre 50 – 80 anos que consumiram um maço de cigarro por dia durante um ano ou o equivalente a isso, devem fazer anualmente uma tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação. (Antes eram fumantes com 30 “anos-maço” e com idade entre 55 e 80 anos).

“O câncer de pulmão é uma doença com alto índice de letalidade por causa da rápida evolução, se comparada com outros tipos de câncer e pelo diagnóstico que, na maioria dos casos, só acontece quando a doença já está em estágio avançado. A pandemia causada pelo novo coronavírus pode agravar ainda mais essa situação ao provocar um atraso em consultas e realização de exames que, para o câncer de pulmão, pode significar chances bem menores de cura” alerta Ferreira.

Médico explica tratamento pelo qual Rita Lee vai passar após diagnóstico de câncer de pulmão

Câncer de pulmão: imunoterapia e terapias avançadas estão revolucionando o combate à doença; tratamentos baseados no conceito de oncologia de precisão, cirurgias minimamente invasivas e programa antitabagismo estão entre as grandes aliadas para qualidade de vida dos pacientes

Rita Lee, um dos ícones do rock brasileiro e uma das mais queridas cantoras do país, descobriu um tumor no pulmão esquerdo. Ela, que está com 73 anos, passava por exames de rotina no Hospital Israelita Albert Einstein. No Instagram, a equipe da cantora postou sobre o assunto e acrescentou: “Ela já se encontra em casa e dará sequência aos tratamentos de imuno e radioterapia”.

Rita Lee fotografada em casa pelo marido, Roberto de Carvalho. Reprodução Instagram

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, ao ano, mais de 30 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de pulmão, fazendo com que o tumor esteja entre os líderes em volume de incidência no país – cerca de 13% de todos os casos registrados. E cabe a ele mais um título pouco valoroso: o de doença oncológica que mais mata todos os anos. O levantamento mais recente sobre esses índices no Brasil, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer (2019), indica 29.354 mortes em decorrência dessa neoplasia maligna a cada 12 meses.

Contudo, há boas notícias que devem promover a melhora desse cenário: graças ao avanço proporcionado pelas pesquisas científicas nos últimos anos, os tumores de pulmão atualmente contam com um arsenal poderoso, que, somados à quimioterapia, radioterapia e outras condutas de cuidado, tem revolucionando o combate a esse tipo de câncer. Entre as mais recentes, a imunoterapia – que ativa o sistema imunológico por meio de uma combinação de medicamentos biológicos avançados – é apontada como uma aliada valiosa e eficaz em muitos casos, podendo ser combinada ou não a outras alternativas terapêuticas.

O tratamento recebeu dedicatória do Prêmio Nobel de Medicina em 2018 e, desde então, se estabeleceu como caminho importante para pacientes com Câncer de Pulmão, inclusive aqueles que apresentam metástases, por seu potencial de ação em tumores mais complexos, com um acúmulo de mutações genômicas alto. Dados apresentados na Associação Americana de Pesquisa do Câncer, em Chicago, no mesmo ano, já mostravam a Imunoterapia como a responsável por maior qualidade de vida e probabilidade de sobrevivência, modificando de forma imediata as práticas médicas no tratamento de algumas formas da doença desde então.

“Essa prática terapêutica vem apresentando resultados muito significativos para casos de neoplasias malignas de pulmão. Em linhas gerais, alguns tipos de câncer são capazes de driblar o sistema imunológico usando uma espécie de ‘camuflagem’ para não serem notados ou ‘desligando’ os mecanismos responsáveis por identificar que há algo errado com aquela célula. A imunoterapia tem então a missão de potencializar o sistema de defesa do corpo para combater o câncer, oferecendo ferramentas para que o organismo enxergue essas células anormais e as combatam. Ou seja, o caminho passa a ser o fortalecimento do sistema imune do próprio indivíduo, com menos chances de efeitos colaterais e aumentando não apenas as possibilidades de sucesso, mas também de bem-estar ao paciente”, argumenta Carlos Gil Ferreira, Líder de Oncologia Torácica do Grupo Oncoclínicas e Presidente do Instituto Oncoclínicas.

O médico lembra que nem todos os casos de câncer podem ser tratados com uso de imunoterapia, mas estudos para descoberta de novas drogas imunoterápicas seguem em curso, o que permitirá que cada vez mais pessoas sejam beneficiadas. Atualmente, além da indicação para alguns tumores de pulmão, os imunoterápicos podem ser adotados para tratar cânceres de bexiga, rins, cabeça e pescoço, melanoma, leucemia e linfoma de Hodgkin. Estudos clínicos apontam ainda para avanços consideráveis em alternativas de uso para subtipos específicos de câncer de mama e colorretal.

Combate ao tabagismo e individualização também são palavras de ordem

O arsenal de avanços na Oncologia tem ainda como aliada a análise genética, tanto para a precisão diagnóstica, quanto para o direcionamento de tratamentos cada vez mais pautados pelo olhar individualizado e eficácia nos resultados. Segundo Carlos Gil Ferreira, exames que ajudam a detectar o perfil molecular de tumores de pulmão têm se mostrado importantes ferramentas no controle da condição.

“Esse tipo de teste proporciona maior precisão e melhor qualidade no diagnóstico, o que é fundamental para uma definição precisa do tratamento. Isso porque, apenas conhecendo com precisão a célula cancerígena o profissional de saúde conseguirá especificar o melhor tratamento para aquele caso”, ressalta.

O presidente do Instituto Oncoclínicas cita estudos que comprovam esses impactos positivos, entre eles uma análise publicada no New England Journal of Medicine em agosto de 2020 , que mostra que a mortalidade em nível populacional devido ao câncer de pulmão diminuiu acentuadamente durante 2013-2016. Além disso, as taxas de sobrevivência após o diagnóstico melhoraram com o tempo, o que, conforme descrito pelos autores, é resultado da melhora nos índices de detecção precoce combinadas a esses avanços no tratamento, levando pouco a pouco à redução das taxas de letalidade pela doença.

Adicionalmente, seguindo essa visão voltada à união de esforços para obtenção de melhores resultados em toda a linha de cuidados ao paciente, o Carlos Gil ressalta que o combate ao fumo é essencial para reduzir os riscos de incidência de tumores de pulmão.

“Nunca é tarde para abandonar o vício. Mesmo no caso de pacientes com diagnóstico de câncer, aqueles que largam o cigarro obtêm uma melhora na capacidade de oxigenação que favorece a redução de possíveis efeitos colaterais das terapias empregadas e contribui para uma melhor resposta ao tratamento, com ganhos evidentes para a qualidade de vida”, finaliza, reforçando que em linha com esta percepção, o Instituto Oncoclínicas lançou neste ano um programa próprio de cessação do tabagismo.

Fonte: Carlos Gil Ferreira é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutorado em Oncologia Experimental – Free University of Amsterdam. Foi pesquisador Sênior da Coordenação de Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) entre 2002 e 2015, onde exerceu as seguintes atividades: Chefe da Divisão de Pesquisa Clínica, Chefe do Programa Científico de Pesquisa Clínica, Idealizador e Pesquisador Principal do Banco Nacional de Tumores e DNA (BNT), Coordenador da Rede Nacional de Desenvolvimento de Fármacos Anticâncer (REDEFAC/SCTIE/MS) e Coordenador da Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Câncer (RNPCC/SCTIE/MS). Desde 2018 é Presidente do Instituto Oncoclínicas e Diretor Científico do Grupo Oncoclínicas.

Sábado: Cabelegria volta ao Santana Parque Shopping para mais um dia de solidariedade

Ação reforça ao público da Zona Norte que a doação de cabelo faz mulheres e crianças voltarem a sorrir

O Santana Parque Shopping reforça seu compromisso com ações sociais e recebe mais uma vez, amanhã, 15 de maio, a ONG Cabelegria. Com o objetivo de transformar a doação de cabelos em perucas e distribuí-las a pessoas submetidas a tratamentos de câncer ou que foram diagnosticadas com outras doenças que resultam em queda de cabelo, o Banco de Peruca Móvel estaciona na entrada principal do shopping das 11h às 19h.

No local, a Cabelegria realiza cortes gratuitos, recebe doações de cabelos e também faz a distribuição de perucas. São aceitos todos os tipos de cabelo com no mínimo 15cm, podendo ser natural, com química ou tintura. Em janeiro, a iniciativa arrecadou um total de 225 doações, entre cortes realizados no local e entrega de cabelos previamente cortados.

“Nossa expectativa é sempre superar a arrecadação anterior e continuar incentivando nosso público a abraçar essa causa tão importante. Estamos felizes em contribuir com a felicidade de muitos”, afirma Marcus Borja, superintendente do Santana Parque Shopping.

Durante a ação, o empreendimento reforça todas as medidas de segurança contra a Covid-19, como o uso obrigatório de máscara, disponibilidade de álcool em gel e distanciamento social.

Santana Parque Shopping e Cabelegria
Quando: Dia 15 de maio
Horário: 11h às 19h
Local: Entrada principal do Santana Parque Shopping
Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2780 – Santana – SP

Informações: site ou pelo telefone: (11) 2238-3002 ou WhatsApp: (11) 96588-3226.