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Mamão, delicioso e carregado de nutrientes

Mamão é o fruto da planta Carica papaya, tem sabor doce e cores vibrantes. Quando maduro, a polpa é laranja com muitas sementes pretas comestíveis, mas amargas, e pode ser consumido cru. No entanto, o mamão verde deve ser sempre cozido antes, especialmente durante a gravidez, pois a fruta verde é rica em látex, que pode estimular as contrações. O mamão é rico em muitos nutrientes, e seu consumo frequente pode reduzir o risco de muitas doenças, especialmente aquelas que tendem a surgir com a idade.

Confira 9 benefícios desta fruta maravilhosa com a nutricionista Adriana Stavro:

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Melhora beleza da pele – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduzir as rugas e linhas de expressão, diminuir a acne, principalmente em adolescente e melasmas.

Preveni asma – o risco de desenvolver asma é menor em pessoas que consomem grande quantidade de certos nutrientes. Um deles é o betacaroteno, presente em alimentos como mamão, damasco, brócolis, melão, abóbora e cenoura.

Propriedades anticâncer – mamão pode atuar reduzindo os radicais livres, que contribuem para muitas doenças inclusive o câncer. Além disso, o mamão pode ter alguns benefícios extras. Entre 14 frutas e vegetais avaliadas com propriedades antioxidantes, apenas o mamão demonstrou atividade anticâncer nas células do câncer de mama. Em outro estudo publicado na revista Cancer Epidemiology and Prevention Biomarkers, mostrou que consumir antioxidantes como betacaroteno encontrado no mamão, pode reduzir o risco de câncer de próstata entre os homens jovens.

Saúde óssea – a baixa ingestão de vitamina K tem sido associada a um maior risco de fratura óssea . O consumo adequado deste mineral é importante pois, melhora a absorção de cálcio e pode reduzir a excreção urinária de cálcio, o que significa que terá mais cálcio circulante para fortalecer os ossos.

Controle glicêmico – estudos demonstraram que, indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2 que consomem dietas ricas em fibras, têm níveis mais baixos de glicemia e lipídios sanguíneos. 100g de mamão, que equivale a uma fatia pequena, fornece em média 3 gramas de fibras.

Previne constipação – mamão é rico em fibras e água, o que ajuda a prevenir a constipação e a promover a regularidade e um aparelho digestivo saudável. Muitas pessoas consideram o mamão um remédio para constipação, e outros sintomas para a síndrome do intestino irritável (SII).

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Melhora a digestão – esta fruta contêm uma enzima chamada papaína, que pode tornar a proteína mais fácil de digerir.

Prevenção de doenças cardíacas (DCV) – um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio, é a mudança alimentar mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir os de DCV.

Diminui inflamação – a inflamação crônica está na raiz de muitas doenças. A alimentação inadequada associada a um estilo de vida pouco saudável, pode conduzir a um processo inflamatório grave. Estudos mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como o mamão, ajudam a reduzir marcadores inflamatórios. Um estudo de 2005, observou que os homens que aumentaram a ingestão de frutas e vegetais ricos em carotenoides, tiveram diminuição significativa na PCR, um marcador inflamatório específico. A colina é um nutriente muito importante encontrado no mamão. Este ajuda melhorar o sono, os movimentos musculares, o aprendizado e a memória. Ela também ajuda a manter a estrutura das membranas celulares, auxiliar na transmissão de impulsos nervosos, e reduzir a absorção de gordura e inflamação crônica.

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Cacau Show destina parte da venda da trufa Iogurte de Morango para o IBCC Oncologia

Cacau Show, maior rede de chocolates finos do mundo, em apoio à luta contra o câncer de mama traz, pelo segundo ano consecutivo, a trufa Iogurte de Morango, com embalagem rosa, personalizada com o alvo azul e em comemoração aos 25 anos do IBCC Oncologia. Durante todo o Festival de Trufas, que vai até 25 de outubro, a marca vai destinar parte da renda arrecadada com a venda desta trufa ao IBCC, rede especializada em oncologia e em pessoas com câncer, detentora da marca Alvo Azul e pioneira no combate de câncer de mama no Brasil.

“Essa ação é muito importante de apoio à luta das mulheres contra o câncer de mama, e, para a nós, é um orgulho participar novamente dessa ação”, afirma Luciana Guima, Gerente de Produtos responsável pela ação.

Fonte: Cacau Show

Câncer de cólon e reto: setembro marca mês de conscientização sobre doença

Morte do ator Chadwick Boseman aumenta alerta sobre tipo de tumor que afeta a porção final do intestino, responsável por 10% de todos os diagnósticos de câncer no mundo

Na noite da última sexta-feira (28), o ator Chadwick Boseman, protagonista do longa “Pantera Negra”, do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), faleceu aos 43 anos de idade, em decorrência de câncer colorretal. O tumor que afeta o intestino grosso e reto havia sido diagnosticado em 2016.

O ator em cena do longa Pantera Negra, que ele filmou enquanto tratava a doença

Terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres em todo o mundo – responsável por cerca de 10% de todos os diagnósticos da doença -, estima-se que o câncer colorretal provoque 40.990 novos casos em 2020, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) – um número que vem apresentando aumento ano a ano. Já o número de mortes chega a 18.867, de acordo com os dados mais recentes disponíveis.

Artur Rodrigues Ferreira, oncologista do CPO/Oncoclínicas, explica que algumas condições hereditárias, doenças inflamatórias intestinais, dietas ricas em carne vermelha e processadas, baixo consumo de fibras e vegetais, além de sobrepeso e obesidade estão entre os fatores que elevam os riscos da doença entre pessoas mais jovens, caso do ator. “Aqueles com história familiar de câncer colorretal,condições hereditárias como polipose adenomatosa familiar, doenças inflamatórias intestinais como retocolite, ulcerativa e doença de Crohn, por exemplo, fazem parte de um grupo que deve sempre se manter alerta”, explica.

O médico lembra ainda que não podemos esquecer dos fatores de risco para a doença que podem ser evitados a partir de uma mudança simples de hábitos cotidianos relacionados à alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e controle do peso.

“Apesar de menos frequente em adultos jovens, estudos clínicos mostram que a incidência de câncer colorretal vêm aumentando nesta parcela da população. Estudos científicos não trazem ainda respostas específicas sobre os motivos disso, mas entre as hipóteses estão hábitos alimentares pouco saudáveis, como consumo de alimentos ultraprocessados e pouca ingestão de frutas, verduras e cereais. A obesidade, o estresse, o sedentarismo, o alcoolismo e o tabagismo também figuram como vilões neste cenário”, pontua o médico.

Sintomas e Diagnóstico

Imagem colonoscopia retirando pólipos – Crédito Columbia Surgery

Geralmente, os sintomas do câncer colorretal estão relacionados ao comportamento intestinal, incluindo diarreia ou constipação, fezes finas e que apresentem sangue e/ou mucosa. Inchaço frequente na região abdominal, gases, fadiga ou falta de energia e perda de peso súbita também fazem parte da lista de sintomas possíveis.

No entanto, a ausência de sintomas não significa ausência de doença, já que em suas fases iniciais, os tumores colorretais normalmente não geram sintomas ou, quando presentes, estes podem ser inespecíficos como, por exemplo, uma dor abdominal leve e transitória, fadiga e falta de energia.

Como citado acima, sintomas como dor abdominal progressiva, perda de sangue nas fezes, perda de peso não-intencional, mudança do padrão de evacuação incluindo alternância entre diarreia e constipação, fezes finas são mais sugestivos de doença.

A colonoscopia é o exame padrão para investigação de doenças do cólon e do reto. Nos casos de suspeita de câncer, esse exame pode determinar a localização da lesão e permitir a biópsia para confirmação da malignidade. Hoje, a recomendação para pessoas com risco médio é que ela seja realizada aos 50 anos de idade e repetida a cada dez anos, mas frente às evidências de que pessoas cada vez mais jovens estão desenvolvendo tumores, especialistas sugerem que o rastreio possa ser iniciado aos 45 anos.

O cuidado com a saúde envolve, além da realização periódica de exames preventivos, a atenção a sinais que possam indicar alterações na saúde, caso da presença de sangue nas fezes, uma vez que quando identificado ainda em fase inicial 90% dos casos de câncer colorretal são curáveis.

“No entanto, é preciso levar em conta, tanto na prevenção quanto no tratamento, os hábitos individuais e fatores hereditários, com avaliações personalizadas, a fim de uma obter uma análise mais assertiva, indo além de um protocolo relacionado à faixa etária”, frisa Ferreira.

Geração Millennial apresenta risco aumentado de desenvolver a doença, dizem pesquisadores

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Apesar da maioria dos pacientes com a condição terem idades a partir dos 55 anos, estudos recentes indicam que esses tumores de intestino vêm apresentado incidência aumentada entre jovens adultos, nascidos após o início da década de 1980 até o início dos anos 2000 – os chamados millennials. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, publicado em julho de 2019 pelo jornal JAMA Network Open, lança luz sobre este cenário preocupante: enquanto o volume de novos diagnósticos vem caindo quando observado o grupo de pessoas com mais de cinco décadas, entre aqueles que estão nas faixas etárias abaixo desta a tendência tem seguido na direção oposta, com crescimento constante nos números.

Entre 2006 e 2015, a análise mostra que as taxas de tumores de cólon e reto cresceram 3,47% entre os homens com menos de 50 anos. Já entre as mulheres, no período de 2010 a 2015 houve um acréscimo de 4,45 % considerando o mesmo recorte por idade.

O padrão indicado pelo estudo canadense é similar ao indicado em outra importante análise, feita pela Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla do inglês American Cancer Society) em 2017. De acordo com a entidade, millennials têm o dobro de risco de desenvolver câncer no cólon e quatro vezes mais chance de receberem um diagnóstico de câncer no reto em comparação à geração baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964).

A ACS mostrou ainda que, de 1992 a 2005, a ocorrência geral dessa doença nos Estados Unidos cresceu 1,5% ao ano em homens e 1,6% por ano em mulheres de 20 a 49 anos. E os maiores aumentos ocorreram em pacientes entre 20 e 29 anos: cinco a cada um milhão de pessoas na faixa entre 20 e 29 anos terá a doença, enquanto considerando homens e mulheres nascidos nos anos 1950, essa variação caí para três a cada um milhão.

“Esses percentuais devem continuar aumentando ao longo dos próximos anos se não forem adotadas medidas de conscientização sobre as causas derivadas de um estilo de vida pouco saudável e a importância da detecção precoce para tratamento da doença”, finaliza Ferreira.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia (CPO) 

 

Mercúrio retrógrado em Câncer: é preciso ficar atento*

Mercúrio entrou em movimento retrógrado no dia 18 de junho e assim continuará até o dia 12 de julho. Durante este período, os nascidos em todos os signos, mas especialmente os cancerianos, librianos, arianos e capricornianos, precisam estar atentos as transações que envolvam compra e venda, assinatura de contratos e compras de eletrônicos.

Isto porque Mercúrio rege todos os processos de pensamento e comunicação. Com isso, quando entra em seu movimento retrógrado, tudo que se relaciona a pensamento e comunicação funciona de forma diferente – ou, numa linguagem mais simplificada, “anda para trás”.

No geral, quando Mercúrio fica retrógrado, processos que pareciam definidos entram em processo de revisão. Aquilo que foi dito, de repente, não se sabe mais se pode ser cumprido, alguém que precisa assinar não está disponível, e assim por diante. Portanto, demoras e atrasos são normais. Tente esperar pacientemente que o período termine para voltar a perguntar sobre aquele assunto – até porque, se forçar a barra, a coisa pode ser suspensa por tempo indefinido, ao invés de ser uma situação breve e temporária.

Outra ocorrência comum durante períodos de Mercúrio retrógrado é o retorno de gente do passado. Relacionamentos que não funcionaram antes ressurgem do nada. A questão aqui é: para quê? Se for para esclarecer e realmente finalizar algo que ficou pendente, tudo bem. Mas se for para retomar, não se entregue muito porque a relação poderá durar somente o período do trânsito.

Fora isso, Mercúrio retrógrado é bom para retomar assuntos profissionais do passado que nunca foram adiante – agora eles podem ser definidos, para organização de gavetas e armários (jogando fora o que não serve mais) e para trabalhos terapêuticos, porque permite o resgate memórias do passado que têm um efeito curador quando recuperadas.

É claro que, apesar das recomendações, a vida não pode parar porque Mercúrio está retrógrado. Neste caso, o importante é tomar todos os cuidados necessários. Se tiver que assinar algo, peça revisão dos termos do acordo por um profissional de sua confiança. Quando te oferecerem algo, peça que seja por escrito e assegure-se de saber exatamente o que está sendo oferecido para não se comprometer com aquilo que não pode ou deseja fazer.

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Daniel Olah/Unsplash

Quando tiver que enviar algum e-mail ou conversar com qualquer pessoa a respeito de qualquer coisa, verifique sempre que o outro esteja entendendo o que você quer dizer – e certifique-se também de estar entendendo o outro, porque o período é prolífico para mal-entendidos.

Fora isso, tente não se estressar muito a respeito das coisas. Embora Mercúrio retrógrado seja chato, é temporário e bem administrável. Basta manter-se flexível para lidar com situações onde as coisas não funcionam exatamente conforme o esperado.

Sobre Márcia Fervienza*

Astróloga desde 1999, Márcia é formada em Psicologia pela Ashford University nos Estados Unidos e seguiu seus estudos nesta área, pois achava fascinante a mente humana. Hoje é mestra em Psicologia Clinica e Escolar pela Universidade da Pensilvânia e pesquisadora junto ao chair do departamento de educação da universidade. Além das certificações em psicologia, ela também é Coach. Desde 2011, Márcia é colunista do portal Personare e tem diversos artigos publicados na Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e Gshow, entre outros .

Tanto em seus atendimentos astrológicos quanto em seu trabalho como Coach, Márcia busca identificar e eliminar obstáculos para facilitar o alcance dos objetivos desejados, promovendo resultados. Enquanto especialista em desenvolvimento humano, ela também trabalha com pais que desejam promover um crescimento emocional e psicológico saudável para seus filhos, ou que querem melhorar a qualidade de suas relações com eles.

Márcia Fervienza é brasileira e mora fora do país desde 2007. Hoje ela reside no sul de New Jersey.  Coach Holística de Vida, Carreira e Executiva – Goal Imagery Institute. Bacharel em Psicologia – Magna Cum Laude – Ashford University, IA. Mestra em Psicologia Clínica e Escolar – Magna Sum Laude – Universidade da Pensilvânia.

12 passos para entender o tabagismo e apagar de vez o cigarro da sua vida

31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco; segundo oncologista, os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer

Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – tem como objetivo alertar a população sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estima-se que 100 milhões de pessoas tenham morrido no século 20 em decorrência do fumo. Dados da OMS apontam que no ano de 2020 acontecerão mais 7,5 milhões de mortes, tanto fumantes ativos como passivos serão vítimas desse produto.

“Está cada vez mais claro que os tabagistas passivos (aqueles que não fumam, mas convivem de perto com quem fuma) também têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago e bexiga”, afirma Vinícius Corrêa da Conceição, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia.

Para ajudar as pessoas a entenderem de uma vez por todas o mal que o tabagismo causa a saúde, o médico preparou 12 passos para auxiliar nesta conscientização. Confira:

1 – Substâncias nocivas

cigarros no cinzeiro
São mais de 4.800 compostos químicos em um único cigarro, dentre os quais mais de 70 são sabidamente cancerígenos. É disparado o maior fator de risco para o desenvolvimento de câncer, estando relacionado, a pelo menos, 30% de todos os tumores.

2 – A nicotina atinge o cérebro em 10 segundos
Depois de tragar um cigarro, leva cerca de 10 segundos para a nicotina chegar ao cérebro, liberando substâncias responsáveis por promover sensação de prazer e euforia. Por isso, o cigarro é tão viciante.

3 – Tumores relacionados ao tabagismo
O tabagismo está diretamente relacionado a um maior risco de desenvolver vários tipos de neoplasias, com particular importância para cânceres de pulmão, cabeça e pescoço (boca, língua, faringe, laringe, esôfago), estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemias.

4 – Câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay
O tumor é o terceiro mais incidente no Brasil e aquele que mais mata e, está diretamente relacionado ao tabagismo. Mais de 80% dos pacientes são ou foram tabagistas. Trata-se de um dos cânceres mais agressivos, acometendo cerca de 1,8 milhão de pessoas e em mais de 80% dos casos a doença é diagnosticada em fases avançadas, com metástases, quando a cura é praticamente impossível.

5 – Câncer de cabeça e pescoço
O tumor de cabeça e pescoço, sendo o mais frequente, o carcinoma epidermoide, representa o terceiro tipo mais comum de câncer nos homens no Brasil (quando contamos os tumores de cavidade oral, faringe, hipofaringe e laringe juntos) e está intimamente relacionado ao tabagismo, sendo acompanhado logo em seguida pelo álcool e, depois, pela infecção pelo vírus do HPV.

6- Câncer de bexiga
Embora o tumor de bexiga seja mais raro que o de pulmão e o de cabeça e pescoço, é extremamente agressivo. Acomete mais de 9 mil brasileiros, sendo 6.6 mil homens e 2,7 mil em mulheres, e causa a morte de cerca de 4 mil pessoas ao ano. 70% dos casos estão ligados ao uso de cigarro. As substâncias nocivas do fumo são filtradas pelos rins e entram em contato com a parede da bexiga.

7 – Outras doenças relacionadas ao cigarro
O tabagismo é o segundo fator de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (perdendo apenas para hipertensão arterial), como angina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral. Além de diversas outras doenças respiratórias (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias). Há ainda outras doenças relacionadas ao tabagismo: úlcera do aparelho digestivo; osteoporose; catarata; impotência sexual no homem; infertilidade na mulher; menopausa precoce e complicações na gravidez.

8 – Cigarro e Covid-19
Na atualidade, não podemos esquecer a pandemia de Sars-CoV-19, causada pelo coronavírus, que já matou milhares de pessoas pelo mundo. Já existem dados de estudos chineses e italianos relacionando o tabagismo com a forma mais grave da doença e uma maior letalidade. Acredita-se que um dos motivos pelos quais a Itália teve tantos casos graves e óbitos por Covid-19, seja o fato do número de tabagismo no país ser um dos mais altos da Europa.

9- Fumantes passivos também sofrem as consequências

cigarro parar fumar tabaco pixabay
Os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver câncer, doenças cardíacas e pulmonares. Do total de mortes relacionadas ao cigarro, 12% ocorrem em fumantes passivos.

10 – Brasil com lugar de destaque no combate ao tabagismo
O Brasil ganhou lugar de destaque ao conseguir reduzir de forma consistente o número de pessoas que fumam. Os esforços para essa redução começaram em 1990, quando profissionais de estados e municípios foram treinados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para tratarem pacientes tabagistas no SUS e o tratamento começou a ser oferecido de forma gratuita, por exemplo, com a disponibilização de medicações como a bupropiona. Os impostos sobre os cigarros aumentaram, chegando a 83%, em 2018; as propagandas foram proibidas em televisão e revistas, tornou-se obrigatório estampar as embalagens de cigarro com fotos e frases que mostrassem os efeitos devastadores do cigarro e, por fim, a proibição do fumo em locais fechados de uso coletivo. Todas essas medidas levaram o país a reduzir em mais de 50% o número de pessoas que fumam nos últimos 25 anos (34% da população em 1989 e 10% em 2017).

11 – Alternativas ao cigarro convencional. Perigo em crescimento

mulher fumando cigarro eletronico pixabay pp
Além do cigarro, existem os charutos, cachimbos, cigarros de palha, narguilés e, mais recentemente, os cigarros eletrônicos. Algumas pessoas defendem esses tipos de fumo, alegando serem menos prejudiciais. No entanto, isso não é verdade. Alguns deles são ainda mais nocivos. E o cigarro eletrônico vem se mostrando um grande perigo! O seu uso vem crescendo no Brasil (onde a comercialização é proibida) e no mundo. Em 2018, mais de 3,5 milhões de estudantes do ensino médio nos EUA disseram já ter experimentado o cigarro eletrônico. Seus efeitos deletérios ainda não são completamente conhecidos, mas o Centro de Controle de Doenças dos EUA divulgou recentemente várias mortes associadas diretamente ao seu uso.

12 – Os benefícios ao parar de fumar são rapidamente sentidos

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
Há quem acredite que o tabaco leva anos para começar a causar danos no corpo humano. Na verdade, é preciso apenas alguns minutos para que esses danos comecem a acontecer no organismo. No entanto, mesmo depois de anos alimentando esse vício é possível recuperar a saúde depois de colocar um fim nele. Apenas 48 horas depois de parar de fumar, as terminações nervosas começam a ser regeneradas, fazendo com que se sinta melhor os sabores e cheiros. Porém, uma pessoa que fumou por muitos anos, precisa de cerca de 20 anos livre do cigarro pra voltar a ter o mesmo risco de desenvolver câncer de pulmão de uma pessoa que nunca fumou.

*Vinícius Correa da Conceição é médico oncologista com residência médica em oncologia pela Unicamp, graduação e residência médica em clínica médica também pela Unicamp. Tem título de especialista em cancerologia e oncologia clínica pela Sociedade Brasileira de Oncologia, foi visiting fellow no serviço de oncologia do Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto. Membro titular da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), da Sociedade Europeia de Oncologia (Esmo), da International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC), do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC). Vinícius é sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia, e atua na oncologia do Instituto do Radium, do Hospital Madre Theodora, do Hospital Santa Tereza e da Santa Casa de Valinhos.

Fonte: Grupo SOnHe

Estudo diz que consumir leite e derivados de origem animal aumenta risco de doenças

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) comenta os resultados do estudo, que revela os efeitos negativos da bebida, e recomenda não consumir lácteos em benefício da saúde humana.

O consumo de leite e derivados lácteos bovinos representa elevado risco para a saúde humana, principalmente no que diz respeito ao seu uso como fonte de cálcio. De acordo com o estudo “Milk and Health” (Leite e Saúde, na tradução livre), publicado pelo ‘New England Journal of Medicine’, aumentar o consumo de leite resulta diretamente no aumento do risco de fratura, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e mortalidade em geral.

Publicado no dia 12 de fevereiro de 2020, o material revela que o benefício atribuído ao leite está mais relacionado à qualidade da dieta e menos ao consumo dos produtos lácteos. Em regiões onde a qualidade da dieta e o aporte de calorias estão comprometidos, a alta densidade energética do leite pode ser particularmente favorável, mas apenas no curto prazo.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) destaca a recomendação do estudo para que a necessidade diária de cálcio seja suprida por meio de fontes de cálcio de origem vegetal como os vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor e couve), tofu, castanhas, feijões e leites vegetais fortificados com cálcio.

“Os efeitos nocivos do consumo habitual de lácteos estão amplamente demonstrados. Portanto, não recomendamos o leite e os seus derivados como fonte de cálcio. Vale ainda um alerta para a urgente necessidade de redução do consumo, em benefício da saúde humana em diversos aspectos”, esclarece a médica Camila Secches, endocrinologista membro da SVB.

Diante dos riscos evidentes, a SVB preparou nove motivos que incentivam a redução e até mesmo a eliminação deste tipo de alimento da sua dieta:

1) Saúde óssea

mulher dor quadril alamy
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A redução do consumo de lácteos está associada ao menor risco de fratura de quadril.

2) Pressão arterial

leite
A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que inclui derivados de leite com teor de gordura reduzido, é eficiente em reduzir a pressão arterial. No entanto, a contribuição específica dos lácteos não é clara, uma vez que a dieta é baixa em sódio e rica em frutas e vegetais. Abordagens dietéticas semelhantes, mas com exclusão de leite e derivados, se mostram igualmente eficazes.

3) Perfil lipídico

abacate vitamina
A substituição isocalórica do leite por alimentos fontes de gorduras vegetais insaturadas resulta em redução de LDL-colesterol, triglicerídeos e marcadores inflamatórios.

4) Peso corporal

alimentos dieta prato fita metrica
O leite é um alimento de alta densidade energética e não tem fibras na sua constituição. É possível que sua substituição por um alimento com menor densidade energética e/ou rico em fibras tenha impacto positivo na perda de peso e promoção da saciedade.

5) Doenças cardiovasculares

coração pulsação pixabay
Ilustração: Pixabay

O consumo de gorduras do leite está associado a maior risco de doenças cardiovasculares do que o consumo de gorduras insaturadas (considerando uma substituição isocalórica).

6) Diabetes

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O risco de diabetes é maior quando o leite é comparado com bebidas sem açúcar adicionado, como o café.

7) Câncer

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O consumo de leite está relacionado ao aumento de risco de câncer de mama, endométrio e próstata. O aumento de IGF-1 em pessoas que consomem leite pode representar um mecanismo plausível entre a ingestão de lácteos e outros tipos de câncer.

8) Alergias e intolerâncias

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O leite de vaca causa alergia em cerca de 4% das crianças e está associado ao agravamento de asma na infância. A intolerância à lactose tem alta prevalência na população em geral e é subdiagnosticada. O consumo de lactose por intolerantes, além dos sintomas gastrointestinais, gera deficiência de macro e micronutrientes e impacto negativo na flora intestinal.

9) Mortalidade geral

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Stocksy

O consumo de leite resulta em aumento significativo de mortalidade geral quando comparado com uma fonte de proteína vegetal não processada. Em relação a outras fontes de proteína animal (ovos, carnes, aves e peixes), o leite tem menor mortalidade.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Exposição excessiva ao sol pode causar câncer de olho?

Quando se pensa nos danos causados pelos raios ultravioletas do sol, o que imediatamente vem à mente são o câncer de pele e o envelhecimento precoce da pele. Sabe-se que existe uma ligação entre a radiação solar excessiva, sem proteção, e o desenvolvimento do câncer de pele, com atenção especial ao melanoma, menos incidente, porém de maior gravidade.

Além da pele, o melanoma pode ocorrer em outras partes do corpo, como no olho, por exemplo. Embora tenha origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele e dos olhos) como no câncer de pele, seu comportamento é diferente. “O melanoma ocular ou uveal é o tumor maligno do olho mais comum no adulto e corresponde a 5% de todos os melanomas”, explica Sheila Ferreira, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade Oncoclínicas em São Paulo.

Segundo a especialista, a causa do melanoma ocular é desconhecida, mas alguns fatores de risco para o desenvolvimento tumoral foram identificados:

● Idade/gênero: o risco aumenta com o envelhecimento e a incidência é discretamente maior em homens;

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● Raça e cor dos olhos: pessoas com pele clara, cabelos claros e olhos claros são mais propensas a desenvolver o melanoma ocular;

● Doenças hereditárias: pessoas que tem a síndrome do nevo displásico (múltiplas “pintas” pelo corpo) também têm risco aumentado de apresentar melanoma ocular, assim como melanoma de pele;

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● Pintas: diferentes tipos de sinais no olho ou na pele também têm sido associados a um maior risco. No caso do câncer de pele, recomenda-se o uso de chapéus, óculos de sol contra os raios ultravioleta, que proporcionam melhor proteção para os olhos e, consequentemente, redução do risco de câncer de pele ao seu redor.

“Embora a exposição aos raios ultravioletas aumente o risco de câncer de pele, a relação entre a luz solar e os melanomas oculares não está comprovada, mas alguns acreditam que os óculos de sol podem reduzir o risco de melanoma ocular”, diz Sheila.

Diagnóstico acidental ou sintomático

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Os sintomas do melanoma ocular dependem da localização e tamanho da lesão dentro do olho. “Os pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, não apresentarem nenhum sinal de que algo esteja errado, e o tumor ser percebido durante o exame de rotina com o oftalmologista. Em outros casos, o melanoma pode causar alterações ou dificuldades visuais que fazem o paciente procurar uma ajuda médica que acaba resultando na descoberta da doença”, frisa a oncologista do CPO, apontando as duas formas mais comuns de diagnóstico deste tipo de tumor.

Como é o tratamento do melanoma ocular?

A decisão do tratamento depende de diversos fatores como tamanho e localização do tumor, idade do paciente, estado de saúde. As condutas terapêuticas evoluíram drasticamente ao longo dos anos. No passado, a remoção do globo ocular era a única. “Atualmente, tratamentos conservadores são possíveis. Para tumores pequenos, a braquiterapia é uma opção”, afirma Sheila. A técnica mencionada é uma radioterapia interna em que a fonte de radiação é colocada dentro ou junto da área que exige tratamento. “A decisão é feita de forma individualizada com base na avaliação adequada do aspecto do melanoma e a depender das características clínicas de cada paciente”, observa a médica.

Como prevenir o câncer de olho

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Como já destacado anteriormente, fatores ambientais parecem não ter relação com melanoma ocular e sua associação com exposição solar é incerta. Portanto, o diagnóstico precoce é de extrema importância.

A radiação ultravioleta, no entanto, parece predispor ao melanoma de conjuntiva (membrana transparente que recobre a parte branca do olho) e palpebral. Por isso, o uso de óculos escuros pode contribuir para a prevenção da doença nessas regiões do olho. A oncologista complementa dizendo que “Usar chapéus de aba larga e bonés também pode resguardar os olhos dos raios UV”.

Vale lembrar que a doença não se desenvolve apenas em quem apresenta fatores de risco. Daí a necessidade de acompanhamento regular com oftalmologista. Consequências do melanoma uveal Além dos sintomas oculares, quando diagnosticado tardiamente, o melanoma ocular pode se espalhar para outros órgãos, sendo o fígado o órgão mais acometido, segundo a especialista. Nestes casos, os tratamentos podem incluir cirurgia da metástase, embolização da lesão (injeção de substâncias no intuito de bloquear ou diminuir o fluxo de sangue para as células cancerígenas), quimioterapia, ou imunoterapia.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia

Dia Mundial de Combate ao Câncer: prevenção começa pelo prato

Estudos científicos revelam que consumir produtos de origem animal pode aumentar o risco de desenvolver a doença em até 64%

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é lembrado hoje (4) em todo o mundo, como forma de alerta conscientização para que as pessoas tenham acesso a tratamento e informações sobre a doença. Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em decorrência de algum tipo de câncer, em todo o mundo.

A prevenção ainda é considerada o melhor remédio e tudo indica que ela começa no prato. Análises científicas mostram cada vez mais evidências que os fatores alimentares estão diretamente associados ao surgimento da doença.

Produtos de origem animal e o câncer

salsicha e embutidos pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já comprovou que a cada 50 gramas de carne processada consumida, o risco de câncer de cólon aumenta em cerca de 20%. Os grupos de estudos formados pela entidade analisaram mais de 800 estudos diferentes, investigando mais de 12 tipos de câncer em seres humanos, relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas.

“Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233 gramas por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne”, esclarece o médico nutrólogo e diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Eric Slywitch.

Dieta vegetariana e prevenção ao câncer

O também médico, Sidney Federmann, acrescenta que o consumo regular e diário de leite e seus derivados, como os queijos e a manteiga, é consistentemente associado ao aumento no risco de câncer de próstata, principalmente ao tipo fatal. “A alimentação vegetariana estrita contém centenas de componentes que provocam a morte (apoptose) das células cancerosas a partir de vários mecanismos”, analisa.

O único fator de atenção está relacionado à vitamina B12. “Como a alimentação vegetariana estrita não contém vitamina B12, recomendamos o acompanhamento periódico dos níveis dessa vitamina no sangue. E vale lembrar que a deficiência de vitamina B12 é, também, bastante prevalente na população onívora, igualmente, demandando atenção”, conclui Federmann.

prato vegetariano

Tecnicamente falando, os cereais integrais, leguminosas, legumes e verduras, frutas, sementes e nozes, como a soja, arroz integral, milho, aveia, chás, brócolis, repolho, agrião, feijões, endívia, alho, tomate, morango, uvas têm polifenóis como kampferol, quercitina, galato de epigalocatequina, isoflavonas, miricetina, genistein, resveratrol, que inibem a captação de glicose pelas células cancerosas, causando déficit energético e levando-as à morte.

“Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer”, avalia Slywitch. Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre o assunto, os dados mostram que vale repensar os hábitos alimentares, pois eles podem te salvar.

Quer saber mais? Assista ao vídeo O Câncer e o Consumo de Carne clicando aqui.

 

Alimentos com Vitamina A podem reduzir risco de câncer de pele

 

couve

Segundo estudo publicado em julho de 2019 no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada para aumentar a conscientização sobre a doença. O dia 4 de fevereiro serve também para incentivar a adoção de estratégias adequadas para atuar na prevenção do câncer, afinal, até 30% dos casos da doença podem ser prevenidos por meio de cuidados como praticar exercícios físicos, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, realizar exames anualmente, utilizar fotoprotetor diariamente e manter uma alimentação balanceada.

A alimentação possui tamanha importância na prevenção do câncer que um estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

mulher tomando sol protetor solar

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia. O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012. Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinóides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

*Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Dia Mundial do Câncer: Avenida Paulista recebe ação para quebrar mitos sobre doença

Ação realizada pelo Instituto Oncoguia será hoje, 4 de fevereiro, em frente à FIESP, parceiro da iniciativa. Pacientes e especialistas abordarão a população para desmistificar a doença

O câncer é a doença que mais mata? O câncer não tem cura? É impossível ter qualidade de vida durante o tratamento de um câncer? O câncer é contagioso?

A fim de esclarecer estes e outros mitos sobre o câncer, o Instituto Oncoguia, ONG de apoio a pacientes com câncer, realizará uma ação no Dia Mundial do Câncer, nesta terça-feira, 4 de fevereiro, das 10h30 às 14 horas, em frente à Fiesp, parceira da ação. A iniciativa contará com a presença da equipe do Oncoguia e com pacientes voluntários para conversar abertamente com a população sobre o câncer.

“Considerando nosso objetivo de disseminar informação de qualidade e divulgar para todo mundo as boas notícias do mundo do câncer, nesse dia 4, queremos quebrar e combater mitos, notícias falsas e outras ideias erradas que as pessoas ainda têm sobre o câncer e seus pacientes. Por isso, convidamos todos que estiverem passando por lá nesse dia, que fiquem à vontade para vir conversar conosco e entender um pouquinho mais sobre esse universo que é a realidade de tantas pessoas”, comenta a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

oncoguia

O evento conta com o apoio da Fiesp, Ciesp, Sesi e Senai.

Dia Mundial do Câncer – Quebrando Mitos
Data: 4/2/2020
Horário: 10h30 às 14h
Local: Fiesp 
Endereço: Av. Paulista, 1313 — São Paulo

 

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Antes de terminar o Programa Mais Você de ontem (27), a apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, comentou que recebeu novamente o diagnóstico de câncer, desta vez no pulmão. Para quem não se lembra, em 1991 ela teve câncer de pele e, em 2001 foi descoberto câncer na virilha e no reto e, em 2015, ela também comentou no programa que estava tratando um câncer de pulmão. Daquela vez, ela passou por uma cirurgia.

“Eu tive dois pequenos cânceres de pulmão no passado. Um foi operado e outro foi tratado com radiocirurgia. Infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão. É um adenocarcinoma. É mais agressivo e não é passível de cirurgia ou radioterapia”, disse Ana Maria ontem. A apresentadora fumou por muitos anos e se declarava “viciada em nicotina”. Ela pediu que os telespectadores não se preocupem, pois ela irá vencer mais este desafio.

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Divulgação/TV Globo

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos — no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil soma mais 30 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

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Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença. Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor. Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista, é a imunoterapia.

Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor. “Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários desses produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a médica, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fonte: Grupo Oncoclínicas