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Entenda como os alimentos podem combater ou piorar a candidíase

O que comemos pode interferir, positiva ou negativamente, na forma como o organismo lida com o fungo causador da candidíase

A candidíase é marcada por sintomas como coceira na vagina e na vulva, ardência ao urinar, dor durante a relação sexual, vermelhidão na região e corrimento vaginal espesso e esbranquiçado, o que pode causar grande desconforto.

“Extremamente comum, a candidíase afeta cerca de 75% das mulheres, ocorrendo devido a desequilíbrios na microbiota vaginal. Fatores como higienização excessiva e uso de produtos inadequados e calcinhas sintéticas causam uma alteração no pH da vagina, desregulando as bactérias do local, o que cria um ambiente propício para a proliferação de microrganismos, incluindo do fungo Candida albicans, causador da candidíase”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Mas também existe uma influência clara da alimentação: “Alguns alimentos previnem, melhoram ou pioram o quadro dessa patologia, tão recorrente nas mulheres”, acrescenta a médica.

De acordo com Eloisa, os alimentos podem tanto favorecer na multiplicação dos fungos que causam a candidíase como melhorar os fatores que podem prevenir esta patologia, ou seja, melhora do sistema imunológico, melhora da flora intestinal e controle do pH vaginal. Com relação ao fortalecimento do sistema imunológico, hábitos como dormir, controlar o estresse também ajudam, mas o principal é focar na alimentação. O baixo consumo de vitaminas e minerais e, em contrapartida, o exagero em carboidratos, açúcar e doces ou alimentos enlatados, de calorias vazias e pobres em nutrientes podem interferir na imunidade, piorando a doença.

“Os alimentos que são importantes para combater a doença são os integrais, frutas e vegetais, que fortalecem a flora intestinal impedindo a proliferação da candidíase. Além deles, temos os alimentos fermentados: como iogurte natural, kefir e kombucha que atuam tanto na melhora da saúde intestinal como sistema imunológico; ervas naturais como orégano, alecrim, tomilho, alho e cebola, que contam com ação antifúngica; gorduras boas como azeite e óleo de coco, que reduzem o fator inflamatório; e sementes como chia, linhaça, e de abóbora, que são ricas em ômega 3, que fortalecem o sistema imunológico”, explica a médica.

Com relação aos alimentos que pioram a condição, a lista é extensa, mas traz principalmente aqueles ricos em açúcar, o que altera o pH vaginal, além de alimentos industrializados, ricos em conservantes e aditivos químicos que pioram a imunidade. Açúcar e doces em geral, refrigerantes, bebidas alcoólicas e energéticos, carboidratos de alto índice glicêmico como farinha branca, bolos, pães, salgados e biscoitos, alimentos enlatados, carnes processadas (salsicha, linguiça, bacon e mortadela) e grãos refinados (tais como, arroz branco e macarrão branco) em excesso são ruins para a candidíase, segundo a médica.

No entanto, caso você esteja apresentando os sintomas da doença mesmo tomando todos os cuidados preventivos, principalmente com alimentação, não é uma boa estratégia realizar o diagnóstico e tratamento por conta própria, pois nem todo corrimento que coça é candidíase. “Infecção bacteriana, alteração na flora vaginal e produção excessiva de lactobacilos são apenas algumas das condições que podem ser facilmente confundidas com a candidíase, mas que, apesar de possuírem sintomas similares, não respondem bem ao tratamento antifúngico comumente usados para a candidíase”, afirma a médica.

“Além disso, existem até mesmo casos de candidíase que podem ser resistentes ao tratamento convencional. Por isso, o ideal é sempre buscar um ginecologista para tratar qualquer tipo de infecção vaginal, principalmente em casos de repetição, já que apenas o médico pode realizar um exame de cultura de secreção vaginal para identificar o tipo de Cândida que está causando o problema e assim recomendar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Má alimentação durante pandemia pode prejudicar saúde íntima feminina

Aumento no consumo de doces, carboidratos e bebidas alcoólicas durante a pandemia pode favorecer o surgimento de candidíase e infecções urinárias

Os parâmetros alimentares mudaram muito durante a pandemia. O abuso do açúcar, guloseimas e alimentos pobres nutricionalmente pode acarretar problemas para o corpo inteiro, inclusive para a saúde íntima. “Os hábitos alimentares influenciam diretamente na saúde íntima feminina. O consumo excessivo de doces e carboidratos, por exemplo, podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Segundo a especialista, os carboidratos em excesso, como farinha branca, açúcar, doces e massas, tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. “Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento. Mas não é um problema só do açúcar: alimentos ultraprocessados (ricos em açúcares, aditivos químicos e ingredientes sintéticos), e ricos em leveduras como cerveja, vinho e vinagre também pioram a condição”, afirma a médica.

Devido a essa relação, a candidíase, inclusive, pode ser um sinal de diabetes. “Caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, a diabetes favorece o desenvolvimento de infecções. Por isso, é fundamental manter uma alimentação balanceada.”

Outro problema que pode piorar com a má alimentação é a infecção urinária, que acontece quando as bactérias entram no trato urinário e se multiplicam, causando dor, ardência, desconforto na bexiga, urina turva e até febre.

Luisa Sancelean/EyeEm/Getty Images

“Isso porque alimentos ricos em açúcar, farinha branca, ultraprocessados, além de bebidas alcoólicas e café, contribuem para o enfraquecimento do sistema imunológico, tornando o organismo mais suscetível a ação de agentes patógenos, inclusive das bactérias causadoras da infecção urinária”, alerta a ginecologista.

Foto: Foundry/Pixabay

“Dessa forma, é fundamental aumentar o consumo de água e investir no consumo de alimentos diuréticos, como melancia, graviola, pepino e cenoura, o que ajuda na diluição da urina para que as bactérias nocivas sejam expelidas”, aconselha.

O aumento no consumo de bebida alcoólica durante a pandemia também deve ser uma preocupação para a saúde íntima feminina. “O organismo precisa de uma grande quantidade de água para metabolizar o álcool. Se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, causando desidratação, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a médica.

Por isso, o melhor a se fazer é apostar na moderação, mantendo uma alimentação balanceada e restringindo o consumo de alimentos com farinha branca, doces, ultraprocessados e com gorduras trans. “Procure consumir frutas, legumes, verduras, alimentos integrais, grãos e oleaginosas. Controle também o consumo de bebidas alcoólicas, ingerindo, no máximo, duas doses diárias. E claro, não se esqueça de beber bastante água”, aconselha a ginecologista. Além disso, para prevenir o surgimento de condições que podem afetar a saúde íntima, é fundamental não relaxar na higienização da região.

“Para isso, evite limpar o canal vaginal, restringindo a higiene apenas à vulva, e utilize somente os dedos e sabonetes infantis de glicerina com pH neutro. Ferramentas como duchas vaginais, lenços umedecidos e sabonetes bactericidas não devem ser utilizadas, pois podem causar um desequilíbrio no pH da vagina, o que a torna mais suscetível a infecções”, recomenda a médica. “Evite também utilizar calcinhas sintéticas e roupas muito apertadas, já que aumentam a umidade e abafam ainda mais a temperatura da região genital, contribuindo para a proliferação de bactérias e fungos”, completa.

Os cuidados ainda devem ser redobrados por quem sofre com candidíase de repetição, que é mais provável de surgir devido aos maus hábitos durante a pandemia. No entanto, quem já apresenta sintomas de candidíase ou de outras condições que podem prejudicar a saúde da região íntima deve procurar um ginecologista. “Apenas o médico especializado poderá realizar uma avaliação e diagnosticar corretamente a condição, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Eloisa Pinho.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Ginecologista esclarece principais dúvidas sobre saúde íntima feminina na quarentena

Do tecido da calcinha à alimentação, pequenos hábitos do dia a dia podem contribuir (ou atrapalhar) a saúde e qualidade de vida das mulheres em isolamento social

Em tempos de isolamento social, com a adoção de novos hábitos e uma rotina diferente – às vezes toda bagunçada, alguns comportamentos podem contribuir para o surgimento de problemas na região íntima feminina, como a candidíase.

Para evitar que surjam esses incômodos e para auxiliar as mulheres que já estão sentindo algum sintoma, a ginecologista Débora Tonetti esclareceu as principais dúvidas que aparecem quando o assunto é saúde íntima. Veja a seguir as perguntas mais frequentes recebidas pela especialista e quais são suas recomendações:

• O que é a candidíase?

Fungi Candida albicans which cause thrush
123RF

A candidíase nada mais é que a proliferação desordenada de um fungo chamado Candida albicans, que habita a microbiota que compõe a flora vaginal e intestinal. Essa proliferação excessiva pode acontecer por diversas razões, entre elas o abafamento da região íntima, o uso de roupas apertadas e de tecidos sintéticos que aumentam a temperatura local, por exemplo. Além disso, no momento que vivemos hoje, outros fatores podem provocar esse surgimento, já que temos experimentado situações de muito estresse, ansiedade e até insônia. Tudo isso pode interferir no nosso organismo impactando a nossa imunidade, o provocando esse tipo de problema. É importante lembrar que até uma alimentação inadequada pode contribuir para o aparecimento dessa condição.

• Como é feito o tratamento?

mulher tomando remedio probiotico suplemento
O tratamento é feito com antifúngicos e, hoje, contamos com algumas opções disponíveis no mercado para o tratamento adequado da candidíase, dentre elas existem apresentações com apenas uma aplicação, como é o caso do comprimido vaginal por exemplo. Ou ainda é possível fazer o tratamento com o uso de cremes vaginais por 3 ou 6 dias.

• Estou sentindo uma coceira estranha na vagina. Estou com candidíase?

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Não necessariamente. Os sintomas mais comuns da candidíase são o corrimento esbranquiçado, com aparência de “nata de leite”, acompanhado de muita coceira e sensação de ardência. Mas nem todo corrimento vaginal é candidíase, e há diversas outras razões que podem fazer com que surja esse incômodo, como irritações causadas pelo uso de protetores diários, por exemplo.

• Tenho ficado sentada grande parte do dia. Devo ter algum cuidado específico?

mulher trabalhando mesa
O fato de ficar muito tempo sentada não é um problema, mas a combinação disso com outros maus hábitos como usar roupas muito apertadas ou de tecidos sintéticos, o consumo excessivo de álcool, açúcares e carboidratos, o estresse, entre outros comportamentos típicos desta fase de isolamento, podem ocasionar problemas na região íntima. Por isso é importante tentar ter uma alimentação mais equilibrada, praticar algum tipo de atividade física ou atividades que ajudem no manejo do estresse como meditação, dar preferência a roupas mais leves e confortáveis e calcinhas de algodão que permitam que a região vaginal fique mais arejada ou até mesmo dormir sem calcinha. Tudo isso contribui para a nossa saúde íntima de forma geral.

• Qual o melhor sabonete íntimo?

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Primeiramente é importante alertar que não se deve lavar a parte interna da nossa região genital, que é a vagina, mesmo após as relações sexuais. A higiene se faz na parte externa, a vulva. E para escolher o sabonete íntimo ideal é importante que ele seja líquido, hipoalergênico (sem substâncias que possam irritar a região), com o pH adequado e não bactericida, para que não elimine as bactérias que fazem bem ao nosso organismo. Além disso, para os casos em que há algum tipo de desconforto, os sabonetes que contêm glicina em sua composição ajudam a acalmar a região e diminuir a irritação e coceira local.

• Estou me depilando com lâmina. Isso é prejudicial de alguma forma?

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A depilação com lâmina não é exatamente um problema, mas é preciso ter cuidado com as microfissuras que o uso da lâmina pode ocasionar. Essas microfissuras podem servir como porta de entrada para bactérias, além de causar irritação local.

Precisamos falar sobre nossas vaginas

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Getty Images

Gino-Canesten, marca de produtos para a saúde íntima feminina da Bayer Consumer Health, acaba de lançar um movimento que busca quebrar os tabus voltados à mulher e a relação com seu próprio corpo. Com a hashtag #ppksemtabu, a marca visa desmistificar problemas comuns à maioria das mulheres, como a candidíase – que atinge 3 em cada 4 delas – estimulando o diálogo aberto e direto sobre a saúde íntima feminina.

Todas essas questões são apresentadas em um vídeo manifesto narrado por Sabrina Sato, celebridade que além dos milhões de seguidores, agora também é porta-voz oficial do #ppksemtabu. Na peça, depois de dizer vários nomes populares para vagina, Sabrina constata que nome não falta, o que falta é falar sobre esse assunto. A peça termina com a apresentadora fazendo uma provocação importante: “…ter um coração ou um pulmão não deixa ninguém com vergonha, por que ter uma “pepeka” deixaria?”

Clique aqui para conferir o vídeo do manifesto.

Conheça os seis perigos da praia

Para aproveitar o verão, as férias e feriados, não há melhor lugar do que a praia, mas é importante tomar alguns cuidados para que os dias de lazer na areia não deixem a saúde comprometida. O farmacêutico Adriano Ribeiro, da rede de farmácias Extrafarma, aponta os principais riscos para a saúde para quem quer passar os dias de calor aproveitando o mar e o sol.

Areia

pés na areia

Quando contaminada por fezes de cães ou gatos, a areia pode abrigar a larva migrans, causadora da doença conhecida como Bicho Geográfico. As larvas penetram na pele e por onde passam deixam um rastro com lesões avermelhadas visíveis, formando uma espécie de “mapa” (daí o nome), e causando coceira intensa. O parasita costuma se alojar nos pés, mas pode atingir qualquer parte do corpo que entre em contato com a areia contaminada.

bicho geografico larva migrans

“Em casos mais simples, o tratamento é feito com o uso de pomadas, mas, se a doença tiver se espalhado por muitas áreas, pode haver necessidade de medicamentos ingeridos por via oral. Por isso, é necessária a avaliação de um médico para decidir a melhor forma de tratamento”, diz o farmacêutico.

Sol

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Para se bronzear sem arriscar a saúde da pele, evite expor-se diretamente ao sol entre 10 e 16 horas e, em qualquer horário, use sempre filtro solar. “Para que a pele esteja bem protegida, é recomendável a reposição a cada 2 horas e um fator de proteção solar acima de 30. Caso queira se proteger também dos mosquitos, o filtro solar deve ser aplicado sempre antes do repelente, para que ambos os produtos tenham a máxima eficácia possível”, diz Ribeiro.

A não proteção adequada ao sol pode trazer à saúde e à pele inúmeros riscos, a começar pela vermelhidão indesejada, passando pela insolação e, ao longo praz, o câncer de pele. “Com a pele ardendo e avermelhada, o melhor a fazer é tomar um banho com sabonete suave ao sair da praia ou piscina, enxugar-se com delicadeza numa toalha macia e aplicar hidratante.”, destaca o farmacêutico.

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Quando ficamos muito tempo em um calor forte, como praia com sol quente, a temperatura do nosso corpo sobe, os poros se abrem e começamos a suar. A insolação ocorre quando o corpo esquenta muito e esse mecanismo não dá conta de abaixar a temperatura. Entre os sintomas estão pele avermelhada, quente e seca, aumento de batimentos cardíacos, respiração acelerada, boca e olhos secos, náusea, vômito e até perda de consciência.

“Para prevenir-se da insolação, é importante proteger-se do sol, usar protetor solar e ingerir líquidos regularmente, para manter o organismo hidratado. Água mineral e água de coco são boas opções. Já a bebida alcoólica potencializa o processo de insolação, pois em excesso causa desidratação.”, afirma o farmacêutico.

Biquíni molhado

praia

Refrescar-se com mergulhos no mar é ótimo, mas passar muito tempo com a roupa de praia molhada traz riscos para a saúde, principalmente na forma de infecções. O problema mais comum é a candidíase, que durante o verão chega a afetar cerca de 75% da população feminina. A umidade e o calor criam um ambiente mais favorável à proliferação de germes e fungos, como é o caso do causador da candidíase. Os principais sintomas são coceira, ardência, vermelhidão e secreção vaginal. “Em caso de ocorrência de um ou mais desses sintomas, é importante consultar um médico para iniciar o tratamento adequado. Para prevenir o problema, o ideal é trocar o biquíni molhado por uma roupa seca o mais breve possível após o mergulho”, diz Ribeiro.

Comida de praia

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Diarreia, febre, vômito e desidratação são alguns dos sintomas de intoxicação causada pelo consumo de alimentos contaminados por bactérias. Caso não seja possível verificar as condições de higiene dos alimentos na praia, o ideal é levar petiscos e lanches de casa, acondicionados em bolsas térmicas, para que sejam conservados por mais tempo. Em caso de intoxicação alimentar, a primeira medida a ser tomada é hidratar o organismo, com água, sucos e água de coco. Se o problema persistir ou os sintomas piorarem, é preciso procurar um médico.

Cadeira de praia

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A falta de higiene das cadeiras pode aumentar o risco de contágio por fungos e bactérias causadores de micoses, como o “pano branco”. Também conhecida como micose de praia ou pitiríase versicolor, é uma doença de pele causada pelo fungo Malassezia furfur, que impede a pele de produzir melanina quando exposta ao sol, causando manchas brancas na área afetada. “O tratamento é feito com pomadas antifúngicas, que devem ser prescritas por um dermatologista”, orienta Ribeiro. Para se proteger das micoses, recomenda-se higienizar as cadeiras com álcool em gel antes de sentar-se ou forrá-las com uma toalha grossa.

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Nadar em praias consideradas impróprias para banho deixa o organismo suscetível a doenças e infecções. O contato com águas contaminadas pode causar infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta e doenças como a gastroenterite, cujos sintomas são enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre. Em águas muito contaminadas, os banhistas podem estar expostos a doenças mais graves, como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide. Crianças, idosos ou pessoas com baixa resistência imunológica são as mais vulneráveis. Para se proteger, verifique sempre a balneabilidade, que é a condição de qualidade das praias que pretende visitar, determinada a partir da quantidade de bactérias do grupo coliforme presentes na água.

Fonte: Extrafarma

Verão pede cuidados extras com o surgimento de doenças ginecológicas

O calor intenso e os hábitos adotados durante a estação favorecem a proliferação de fungos e bactérias

Com a chegada do verão, é hora de aproveitar, seja para ir à praia, cachoeira ou clube. No entanto, essa época do ano também exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher. Isso porque o verão é o período em que a proliferação de bactérias é maior e o calor intenso favorece o surgimento de doenças ginecológicas, principalmente por conta dos hábitos adotados durante a estação.

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“Usar roupas com tecidos sintéticos, bem como trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes, além de fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes”, orienta o médico ginecologista João Oscar de Almeida, do Hospital Felício Rocho. Segundo ele, essas roupas acabam “abafando” a área genital, o que faz com que a temperatura local aumente e a umidade também, criando condições favoráveis para o crescimento de fungos e bactérias.

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“Da mesma forma, é muito comum ficar com roupas molhadas após passeios, o que contribui para alterar as condições físicas da região e, consequentemente, para a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde íntima”, completa. Esses hábitos de verão causam um desequilíbrio da flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de infecções vaginais como a candidíase, tricomoníase e a vaginose bacteriana, por exemplo.

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A candidíase é a mais recorrente nessa época do ano, sendo causada pelo crescimento do fungo cândida, que prefere lugares úmidos, causa coceira e dores para urinar e no ato sexual. Embora possa ser transmitida sexualmente, não é considerada uma Doença Sexualmente Transmitida (DST).

Já a tricomoníase é uma DST causada pelo parasita Trichomonas vaginales, e apresenta corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável, além de dores ao urinar e durante o sexo. “Apesar de a doença ser transmitida sexualmente, no verão a flora vaginal está em constantes mudanças, o que favorece para o surgimento da doença”, explica o médico.

A vaginose bacteriana é provocada pela bactéria Gardnerella vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. Todas elas podem ser tratadas com medicamentos via oral e cremes vaginais.

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Para prevenir esses problemas, o ginecologista garante que o ideal é evitar ficar muito tempo com roupas úmidas, inclusive os trajes de banho; optar por roupas mais leves e arejadas, como vestidos e saias; e limpar a genitália com sabonetes neutro ou íntimo.

“É fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina especialmente durante o verão, assim como buscar orientação médica sempre que notar algo errado. Como são situações comuns, é frequente o tratamento sem uma instrução adequada, às vezes baseada em experiências prévias ou sugestões de colegas. No entanto, o tratamento inadequado pode levar a um desequilíbrio ainda maior da flora vaginal. Por isso a avaliação médica especializada é tão importante para um tratamento correto”, adverte.

Fonte: Hospital Felício Rocho

Especialista dá dicas para evitar candidíase

Mais comum no verão, a candidíase é uma infecção causada por fungos, sendo o mais frequente deles a Candida albicans. Apesar de poder acontecer durante o ano todo, nesta estação o calor constante poder resultar no abafamento da região genital. Além disso, a maior frequência em praias e piscinas intensifica o risco, devido à permanência com roupas de banho úmidas.

Segundo Naira Scartezzini Senna, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano, a candidíase pode acometer homens e mulheres, atacando principalmente as regiões genital, inguinal ou perianal. Porém, ela não é considerada uma doença sexualmente transmissível.

“Nossa flora genital natural é composta por fungos e bactérias que vivem em equilíbrio, nos protegendo de infecções. Porém, situações como calor excessivo, umidade e abafamento podem promover um desequilíbrio desta flora e criar oportunidades para o aumento da população de fungos”, esclarece a especialista.

Os sintomas mais clássicos são coceira na região genital e saída de secreção branca e espessa pela vagina. Também pode surgir ardência ao urinar e dores na relação sexual. “O diagnóstico é clínico e pode ser feito em um simples exame ginecológico, onde o médico verificará a presença de vermelhidão nos genitais e acúmulo de secreção característica da infecção por fungos”, diz a médica.

Cuidados de higiene íntima são essenciais para diminuir o desequilíbrio da flora genital e reduzindo as chances de multiplicação dos fungos na região. Naira dá algumas dicas:

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– Absorventes diários são vilões no combate aos fungos, pois aumentam a temperatura da região íntima e promovem abafamento com aumento da umidade. Protetores diários devem ser usados apenas durante a menstruação ou em situações específicas.

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– Sabonetes líquidos íntimos poder ser usados, por serem cosméticos formulados especificamente para a região genital, com pH muito próximo ao natural e sem perfumes ou corantes agressivos à vulva.

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– A roupa de banho deve ser trocada com regularidade. Não permaneça com biquínis ou maiôs úmidos por muitas horas.

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– A roupa íntima deve ser bem lavada e seca. Evite pendurar e secar calcinhas no banheiro. Por ser um ambiente pouco arejado, a roupa pode ficar úmida e se tornar um ambiente propício ao fungo.

Fonte: Hospital São Luiz

Biquínis e outras peças molhadas podem causar doenças

O verão chega hoje oficialmente ao país. Com ele, o sol e as altas temperaturas são convites para a praia, piscina e os exercícios na academia ou ao ar livre, como as caminhadas no calçadão, nos parques ou na areia. Aproveite bem, mas, atenção: o descuido com as roupas molhadas podem causar problemas de saúde. Entre eles as frieiras e a candidíase.

“A umidade irrita a pele de qualquer parte do corpo. Mas não só a umidade pode trazer problemas, o suor também. Portanto, quem frequenta academia, faz exercício ao ar livre ou mergulha na piscina ou no mar pode ficar com a pele irritada se não trocar a roupa molhada”, explica a ginecologista e obstetra Patrícia de Rossi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Ela informa que a pele tem uma camada de proteção que, quando entra em contato com a água ou com o suor, fica úmida e tende a perder sua capacidade de defesa.

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“A pele fica enrugada e inchada e podemos perceber como interferiu no processo de proteção. Daí, além disso, essa pele úmida é um ambiente que favorece irritações e infecções porque perdeu a defesa. O atrito causa ainda desconforto, inclusive na região íntima, que ficou em contato com o suor e pode ficar “assada”. Então temos problemas aqui: a roupa molhada, seja na praia ou na academia, causa irritação, e a umidade em contato com o corpo na região íntima (vulva) favorece a infecção por fungos. Isso acontece porque os fungos se proliferam nas regiões quentes e úmidas”, destaca a ginecologista.

Essa infecção é a candidíase, que provoca irritações, vermelhidão, ardor, coceira, sensibilidade na área genital, fissuras e corrimento.

“O melhor é evitar que isso aconteça. Para tanto, é importante trocar as roupas sempre. Nada de biquíni ou roupas de ginástica molhadas. Se for uma irritação leve, faça compressas com chá de camomila frio ou gelado no local. O chá alivia a irritação. Também é aconselhável lavar as roupas íntimas com sabão neutro se existe uma tendência a alergias. Agora, se for uma infecção por fungos, com os sintomas descritos, é preciso procurar um médico especialista”, ressalta Patrícia.

Se for candidíase, doença que atinge 70% das mulheres pelo menos uma vez na vida, o tratamento será feito com medicamentos por via oral ou vaginal. A médica indica ainda o uso de roupas frescas e sugere evitar roupas muito justas, feitas de lycra e látex. “Dê preferência para peças de algodão e fibras que permitam que a pele respire”, adverte.

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Outros fatores também podem diminuir a resistência do organismo, como o estresse, a menopausa, a obesidade, o diabetes, a gestação e a imunodepressão.

“É difícil falar sobre o estresse, mas é logico que faz sentido. Se você entra em contato com o fungo e está estressada, vai piorar porque as defesas do organismo estão em baixa. Constatamos que quem tem mais infecção por cândida são mulheres diabéticas, as gestantes, as com imunodepressão e as mulheres obesas, pois a gordura favorece o acúmulo de suor”, finaliza Patrícia.

Fonte: Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP)

 

 

Verão: época de candidíase

O verão está agitando as praias e piscinas de todo o país e junto com o astral contagiante da estação, as mulheres devem ter cuidado redobrado com a candidíase. Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, os fungos agentes causadores deste mal preferem locais quentes e úmidos. E nesta época, além do calor, também é comum o uso prolongado de roupas de banho, como biquínis e maiôs, fazendo com que a frequência dessa doença seja bem maior.

“Além das roupas de banhos úmidas, outro fator que pode causar a doença é o uso de roupas muito apertadas, calcinhas de tecidos sintéticos e o uso de antibióticos. Este tipo de medicamento pode alterar a flora de proteção vaginal e facilitar o aparecimento da candidíase”, explica o especialista.

Dentre as diversas espécies de fungo agente da candidíase está a Candida albicans, que é o fungo mais frequente. Ele praticamente está presente em nosso organismo e normalmente fica localizado no intestino sem fazer mal algum. “Quando há queda de resistência do organismo ou modificação do pH vaginal, este fungo, por ser oportunista, se prolifera e causa os sintomas conhecidos como irritações e pruridos, entre outros. É importante ressaltar que você não adquire o fungo na praia. Ela apenas propicia um ambiente favorável para ele se desenvolver rapidamente”, esclarece o médico.

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Foto: Shutterstock

Entre as principais medidas para evitar a candidíase nesta época do ano estão a preferência por calcinhas de algodão, evitar o uso de calças apertadas ou de materiais sintéticos, não ficar muito tempo com o mesmo biquíni molhado na praia ou na piscina e optar por saias e roupas leves ao invés de calças jeans, já que a região não fica tão abafada.

A medida mais indicada é procurar um especialista para um diagnóstico efetivo da doença feito por um exame ginecológico sempre que houver suspeita do problema.

“Após a consulta com um ginecologista, o tratamento é feito com cremes vaginais fungicidas associados ao tratamento oral. Mas caso a ocasião não permita que a pessoa busque ajuda médica rapidamente, outra opção são os tratamentos com banhos de assento feito com bicarbonato de sódio ou ácido bórico”, alerta. Existem diversos tipos de tratamentos para a candidíase, mas a reincidência é muito frequente. Por isso, muitas vezes o tratamento deve ser feito por um período mais longo.

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Fonte: Élvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina desde 1984. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. Além disso é especializado em histerectomia vaginal sem prolapso uterino [sem necessidade de corte abdominal].

Mulher: cinco fatores que podem provocar dor na relação sexual

Dor é sinônimo de que algo não está funcionando direito. Principalmente em relações sexuais, onde o objetivo é sentir prazer, a presença da dor é um sintoma que sempre deve ser analisado. A ginecologista e especialista em uroginecologia e sexualidade humana Lilian Fiorelli, da Alira Medicina Clínica e Cirúrgica, listou alguns dos fatores que podem provocar este incômodo, lembrando que existem vários outros.

Falta de lubrificação

Quando o organismo não produz lubrificação suficiente para preparar a vagina para a relação sexual, a mulher pode sentir muita dor na hora da penetração. Sem a lubrificação, o atrito pode ocasionar microfissuras na mucosa da vagina o que gera a dor. A dor diminui a excitação e a sensação de prazer, o que diminui ainda mais a lubrificação e gera-se um ciclo.

A causa pode estar relacionada desde a problemas ginecológicos mais sérios quanto a situações em que pequenos desequilíbrios na flora vaginal ou hormonal causam a sensação de secura vaginal, ou até mesmo pelo fator psicológico. A falta de lubrificação acontece, com mais frequência, em mulheres mais idosas ou naquelas que não estão muito a fim daquela relação, sejam por estarem tensas ou qualquer outro fator.

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Infecção urinária ou cistite

Ardência, incômodo ou dor durante a relação sexual ou mesmo após o ato podem indicar uma cistite, que é uma infecção e/ou inflamação da bexiga, em geral causada por bactéria (infecção urinária). Como a bexiga fica muito próxima à vagina, quando há infecção, o contato contínuo na relação pode piorar o incômodo na hora do ato.

Candidíase

A candidíase em geral está associada ao corrimento branco, às vezes com coceira, e bastante dor na hora da penetração. Esta infecção é causada pelo crescimento excessivo de um tipo de fungo denominado Candida. Esse fungo é normalmente encontrado em pequenas quantidades na vagina, não causando qualquer sintoma. No entanto, certos medicamentos e problemas de saúde podem favorecer o crescimento. Embora a candidíase não seja considerada uma DST (doença sexualmente transmissível), ela pode ser transmitida por meio do contato sexual, para as genitálias e a boca.

Endometriose

A endometriose é uma situação na qual as células do endométrio, camada que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo, principalmente na região pélvica (no útero, ovário, intestino, reto e bexiga). Todo mês, os ovários produzem hormônios que estimulam as células do endométrio se multiplicarem e estarem preparadas para receber um possível embrião. Quando não há gestação, o corpo elimina parte do endométrio na menstruação. Quando o endométrio está localizado em outras regiões do organismo, é como se estas partes “também menstruassem” e o sangramento fica dentro da barriga ocasionando aumento da dor no período menstrual. Se a endometriose estiver localizada próximo da vagina, como atrás do útero, nos ovários ou for disseminada pela pelve pode ocasionar dor na relação quando o pênis bate no fundo (chamada dispareunia de profundidade).

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Vaginismo

O principal sintoma do vaginismo é a dor durante a tentativa de penetração – seja de pênis, dedos ou outros objetos. Muitas vezes encarado como “frescura”, o vaginismo tem cura e merece atenção. A dor é causada porque o assoalho pélvico, em um espasmo muscular, fecha a região em volta da vagina. Essa musculatura, ao contrair, impede a penetração. A tentativa machuca e então dói. Essa contração é feita de maneira involuntária. Motivos fisiológicos ou psicológicos podem gerar esta disfunção. Mulheres que tiveram uma educação muito rígida e religiosa, em que a virgindade é muito valorizada, ou o medo de engravidar podem desenvolver o vaginismo. Traumas e abusos também podem estar relacionados ao distúrbio. O tratamento, na maioria das vezes, está associado à terapia realizada por uma série de profissionais, muitas vezes em conjunto (ginecologista, fisioterapeuta, sexólogo e psicólogo).

“O importante é não ter vergonha de conversar com o parceiro nem com o médico sobre o assunto. Procure a orientação necessária, faça os tratamentos de acordo com cada causa e aproveite uma vida mais feliz e prazerosa”, orienta Lilian.

Fonte: Clínica Alira