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A evolução no uso do canabidiol em doenças do cérebro

Marcelo Valadares, neurocirurgião da Unicamp e do Hospital Albert Einstein, explica os benefícios do medicamento para tratar dores crônicas e insônia

Há alguns anos, as leis que permitem o uso do canabidiol (CBD) para fins medicinais vêm avançando no Brasil. Desde dezembro de 2019, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a regulamentação de produtos à base de cannabis sob prescrição médica. Em julho deste ano, inclusive, o primeiro extrato de canabidiol desenvolvido no país chegou às farmácias. Entretanto, os estudos mundiais acerca do derivado da maconha como tratamento, apesar de polêmicos, são muito mais antigos; seu uso na medicina, aliás, é estudado em inúmeras especialidades, como a neurologia.

Porém, há muita publicidade em torno do CBD, além de dúvidas sobre como ele pode, de fato, ajuda no tratamento de doenças diversas. Para falar sobre o uso do canabidiol e seus benefícios no tratamento de algumas doenças neurológicas, Marcelo Valadares, neurocirurgião, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), elencou alguns temas que costumam gerar dúvidas.

Há hipóteses de que os efeitos do CBD podem auxiliar na redução de inflamações no cérebro
O Dr. Marcelo Valadares explica que parece haver evidência, de acordo com alguns estudos, de que a substância pode auxiliar no tratamento de pacientes com transtornos e doenças neurológicas. Nessas pesquisas, há evidências de que o principal efeito do CBD no cérebro é a redução de inflamação, que está relacionada a doenças como Alzheimer, ansiedade, depressão e epilepsia, entre outras.

O canabidiol é um tratamento viável para dores crônicas
Um estudo da The Health Effects of Cannabis and Cannabinoides, nos Estados Unidos, revelou que o alívio de dores crônicas é a condição mais comum citada pelos pacientes em relação ao uso do CBD medicinal. Estudos também mostram a presença de receptores canabinoides na medula espinhal, no sistema límbico, que é regulador das emoções, no hipocampo, na medula espinhal e no hipocampo, relacionado às memórias. Segundo o neurocirurgião, o uso do canabidiol em pacientes com dor crônica intensa mostra benefícios significativos, pois a cannabis tem ação direta no mecanismo central de dor. Valadares, inclusive, já teve relatos de bons resultados entre seus pacientes. “É um valioso recurso quando as primeiras linhas de tratamento não se mostram benéficas ou apresentam efeitos colaterais indesejáveis”, ressalta.

No Brasil, o uso de medicamentos à base de CBD para dores neuropáticas é permitido, mas esse não é um tratamento tão acessível
No país, os medicamentos à base de canabinoides podem ser indicados para tratamentos de dores neuropáticas crônicas, porém com uma receita especial e preenchimento de um formulário pelo médico responsável. É importante lembrar que os medicamentos são de alto custo e difícil acesso.

O CBD pode ser um complemento no tratamento para a dor de pacientes com Parkinson?
Estudos mostraram melhorias na qualidade de vida de pacientes com a Doença de Parkinson. Entretanto, há controvérsias em relação às melhorias nas funções motoras. O médico, especialista em tratamento de doenças neurodegenerativas, afirma que alguns estudos mostram evidências, mas ainda são preliminares. Entretanto, o neurocirurgião afirma que é possível considerar o canabidiol para casos de dor crônica relacionada à Doença de Parkinson.

Pesquisas sobre o uso de CBD para retardar a progressão do Alzheimer são promissoras
Valadares explica que há, ainda, estudos sobre o uso da cannabis medicinal para o tratamento de pacientes com Alzheimer. De acordo com o médico, há limitações medicamentosas tanto para minimizar os sintomas, quanto para retardar a progressão do Alzheimer neste momento, o que enfatiza a necessidade de desenvolver mais pesquisas e viabilizar novas opções de tratamento. “Na literatura, estas pesquisas mostram-se promissoras, mas são necessárias mais avaliações acerca do tema “, diz o médico.

No caso da epilepsia, o canabidiol pode ser um substituto dos medicamentos tradicionais
Casos de epilepsia, muitas vezes, são de difícil controle, como explica o neurocirurgião Marcelo Valadares. Um trabalho publicado no periódico médico The New England Journal of Medicine com pacientes que possuem a síndrome de Dravet, mostra que a média de crises convulsivas por mês diminuiu de 12 para 6 após o uso da solução oral de canabidiol. Valadares enfatiza, ainda, que existem evidências sólidas especialmente no caso de crianças.

Em quadros de insônia, o canabidiol é recomendado?
Pesquisas apontam que os canabinoides são bem-sucedidos na melhora da qualidade do sono em geral e podem ser uma alternativa aos tradicionais medicamentos usados para dormir que podem gerar dependência e uma série de efeitos colaterais. Inclusive, o uso da cannabis tem sido estudado em pacientes com Estresse Pós-Traumático que sofrem com distúrbios do sono.

Fonte: Marcelo Valadares é médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. Fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos.

Mês de Conscientização da Esclerose Múltipla: cannabis medicinal ajuda a reduzir os sintomas

Dor e espasticidade são os sintomas com mais evidências científicas relacionadas aos benefícios do tratamento com cannabis medicinal

No dia 30 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla desde 2006 e desde 2013 a Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) colore o Brasil de laranja com a campanha Agosto Laranja, para dar mais visibilidade à doença e seus impactos na vida das pessoas. Trata-se de uma doença neurológica, crônica e autoimune na qual as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e na medula. De causa desconhecida, a doença acomete pacientes geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

Segundo a Federação Internacional desta enfermidade, a esclerose múltipla não tem cura e pode manifestar-se por sintomas como: fadiga intensa, depressão, distúrbios visuais, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio e da coordenação motora, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga. Atualmente, mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo tem Esclerose Múltipla (EM). No Brasil, estima-se que 300 mil pessoas tenham a doença.

“Entre os sintomas mais presentes no paciente com esclerose múltipla estão a fadiga, a dor neuropática e a espasticidade. Esses fatores podem ter um grande impacto na qualidade de vida e atividades diárias de quem é diagnosticado. Existem estratégias eficazes de gestão desses sintomas, incluindo medicamentos e outras terapias, que podem ajudar a manter a mobilidade e uma vida com qualidade”, esclarece Bruna Rocha, vice-presidente da AME.

A espasticidade pode ser um sintoma da esclerose múltipla que faz com que os músculos fiquem rígidos, pesados e difíceis de se mover. O espasmo é um endurecimento repentino de um músculo, que pode vir acompanhado da dor.

Segundo o neurologista Gabriel Micheli, gerente Médico Científico da Health Meds, a cannabis medicinal apresenta benefícios no tratamento de sintomas como dor, espasticidade e disfunção de bexiga em pacientes com esclerose múltipla. “É uma alternativa de tratamento para pacientes que não respondem a outros tipos de opções terapêuticas, pois apresenta eficácia e perfil de efeitos adversos menos limitadores, principalmente relacionados a cognição e humor”, explica.

Em uma meta-análise que avaliou dezessete estudos de derivados de cannabis, incluindo 3.161 pacientes, as descobertas evidenciaram eficácia significativa nos participantes tratados com canabinoides versus placebo. Na avaliação sobre a espasticidade, o resultado foi 30% superior em relação aos pacientes que receberam placebo, já nas evidências da dor, a resposta chegou a 30% também. O levantamento apontou, ainda, que os participantes que apresentavam disfunção de bexiga obtiveram melhora de até 20% nos sintomas. Os efeitos colaterais foram em sua maioria brandos e o tratamento foi bem tolerado pelos participantes. O estudo foi publicado na Jama Neurology, em 2018.

Especialistas do mundo todo buscam respostas sobre qual seria a forma de atuação da cannabis nos sintomas que os resultados apresentam maior evidências. “O que podemos afirmar, no momento, de forma simples para facilitar a compreensão de todos, é que a cannabis medicinal tem múltiplos mecanismos de ação nos neurônios do Sistema Nervoso Central e periférico que promovem benefícios, principalmente, na dor e na espasticidade em pacientes com esclerose múltipla”, explica Micheli.

Perspectivas futuras

O neurologista revela que existem estudos em andamento para analisar a resposta do tratamento com canabigerol (CBG) na esclerose múltipla com a avaliação da melhora dos processos inflamatórios destes pacientes. “Diversos estudos pré-clínicos apontam o CBG como potencial substância no tratamento de doenças inflamatórias, como a esclerose múltipla.”

Entenda a Cannabis Medicinal

A cannabis medicinal possui mais de 480 substâncias químicas, sendo que 150 destes compostos, denominados fitocanabinoides, são os mais estudados, com o THC (Tetrahidrocanabinol), o CBD (Canabidiol) e o CBG (Canabigerol). Eles são capazes de ativar receptores canabinoides (CB1 e CB2) em diversos tecidos dos nervos periféricos, Sistema Nervoso Central (SNC) e sistema imunológico. Esse funcionamento complexo é responsável por uma série de funções fisiológicas, incluindo a memória, o humor, o controle motor, o comportamento alimentar, o sono, a imunidade e a dor.

Com base em estudos variados em fase II, fase III ou observacionais, as principais indicações para o uso de produtos de cannabis são ansiedade, demência com agitação, distúrbios do sono secundários a doença neurológica, doença de Parkinson (sintomas não-motores), dor crônica, epilepsia farmacorresistente, esclerose múltipla (sintomas urinários, dores, espasticidade), esquizofrenia, síndrome de estresse pós-traumático e Síndrome de Tourette.

Agosto Laranja – AME

Em 2021, o Agosto Laranja na AME trará o conceito do #DireitoADignidade na esclerose múltipla em diferentes abordagens, para que as pessoas com EM possam se expressar, mostrando para o mundo que a dignidade também é um direito para quem convive com essa condição. Para saber mais, clique aqui.

“Trabalhamos para a conscientização sobre a esclerose múltipla, para incentivar a detecção precoce e a melhora da qualidade de vida de quem tem o diagnóstico. Fazemos isso o ano todo, mas durante o Agosto Laranja intensificamos nossas ações para disseminar informação de qualidade e alcançar um número maior de pessoas. Este ano nosso vamos abordar de forma ampla o direto à dignidade com foco em acesso, apoio e acolhimento”, conclui Bruna.

Fonte: Health Meds

Cannabis medicinal pode auxiliar o tratamento de quem tem Fibromialgia

Fibromialgia e a cannabis medicinal – por Maria Teresa Jacob*

Um artigo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos mostrou que a cannabis medicinal é uma opção eficaz de tratamento para a fibromialgia. O estudo utilizou a substância para verificar a melhora na intensidade da dor de 367 pacientes, e 81,1% relataram melhora significativa em sua condição, o que comprova o efeito analgésico da planta.

O tratamento convencional para a doença inclui anticonvulsivantes, analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios, opioides e medicamentos para melhorar a qualidade do sono. Os dados indicam que a cannabis medicinal pode ser uma opção terapêutica promissora para esses pacientes, especialmente àqueles que não alcançam resultados satisfatórios nas terapias farmacológicas padrão.

Segundo também o estudo, embora existam várias opções farmacológicas recomendadas para a fibromialgia, as eficácias são relativamente limitadas. Os resultados do tratamento com o uso da cannabis apontaram alto índice de melhora com baixas taxas de abandono da medicação.

Os pacientes em nosso e em outros estudos frequentemente relatam que a cannabis medicinal é mais tolerável e com menos eventos adversos em comparação com outras terapias. Semelhante a estudos anteriores, descobrimos que o uso de cannabis medicinal é seguro entre pacientes com fibromialgia. No acompanhamento de seis meses, houve uma taxa baixa de eventos adversos menores, e apenas 28 pacientes (7,6%) pararam de usar cannabis medicinal.

A pesquisa reforça que a cannabis é uma alternativa eficiente de tratamento para a fibromialgia. Entretanto, antes do médico prescrevê-la, é necessário avaliar todo o histórico do paciente e definir questões como a dose e as substâncias presentes no remédio à base da planta para o paciente em questão.

*Maria Teresa Jacob é médica especializada em dor crônica e tratamento com cannabis medicinal. Possui Título de Especialista em Anestesiologia, Título de Especialista em Acupuntura e Título de Especialista em Dor.

Aumento de procura por cannabis medicinal alerta para dificuldade de acesso no Brasil

Médica canabinóide aponta necessidade de produtos com qualidade farmacêutica para toda população

O crescente interesse pela cannabis medicinal tem trazido debates em vários âmbitos sobre a necessidade de acessibilizar o tratamento para todos os indivíduos. Apesar de ter sido regulamentada pesquisa, produção e comercialização de medicamentos à base de Cannabis no Brasil, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2019 e em vigor desde março de 2020, o acesso ainda é bastante limitado e restrito à elite.

Mais de 30 países já regulamentaram o uso da cannabis para tratar pacientes com doenças como epilepsia refratária, Alzheimer, autismo, dor crônica, entre outras, seguindo as mais rígidas práticas para um medicamento de qualidade.

Com o cenário brasileiro, a realidade de muitas famílias é recorrer às associações que disponibilizam o óleo de cannabis a preços mais acessíveis, já que o produto importado pode custar cerca de R$ 1,5 mil. A justiça também tem autorizado o plantio individual para uso médico por meio de habeas corpus preventivos. Entretanto, alguns especialistas se preocupam com a qualidade desses medicamentos, que podem apresentar efeitos adversos ou serem ineficazes por não seguirem todos os padrões sanitários previstos pelas agências reguladoras.

“As pessoas têm acesso a produtos mais baratos e sem controle de qualidade de grau médico. Independente da condição financeira do indivíduo, ele tem que ter acesso a um produto de qualidade, porque a cannabis medicinal é um medicamento que deve seguir todas as etapas necessárias para produção. Em cultivo ao ar livre e produções amadoras podemos ter contaminações provenientes do solo (fungos, bactérias etc), agrotóxicos, e outros, além da impossibilidade de uma análise rigorosa de Controle de Qualidade, o que pode causar complicações. As boas práticas para fabricação de um medicamento seguro e eficaz incluem certificação do processo de gestão e garantia da qualidade, certificação das instalações e de todas as etapas necessárias, desde escolha do insumo até armazenamento e distribuição do produto final. O ponto essencial é a concentração estandardizada dos princípios ativos, que devem ser iguais em cada lote”, explica Maria Teresa Jacob, médica que desenvolve medicina canabinóide.

Em maio deste ano, o estado de Nova York decidiu regulamentar a produção, distribuição e venda de canabidiol (CBD), uma das substâncias da cannabis, visando uma maior cautela com possíveis produtos que não atendam aos padrões de qualidade, exemplo que pode ser seguido no Brasil. “Existe a necessidade de produtos com qualidade farmacêutica para toda população e não somente para uma parte privilegiada. O importante é ter medicamentos que passem por todas as etapas de controle necessários para que sejam seguros e eficazes”, completa Maria Teresa.

A especialista acredita que deveriam existir mais estímulos para que as indústrias passem a produzir o medicamento aqui, o que diminuiria o custo e traria o respaldo necessário para o uso medicinal mais acessível.

“Para isso, tem que ter uma produção industrial com todos os testes necessários, desde a escolha da semente, tipo de plantio, irrigação com água purificada e estéril, colheita e tudo mais. A saúde é um direito garantido pela Constituição. Já existem laboratórios que estão fazendo testes de qualidade para a Anvisa autorizar a produção no país, o que, segundo eles, diminuiria cerca de 40% a 50% no custo em dólar para o paciente. Acredito que beneficiaria uma grande parte da população”, finaliza.

Hoje, para a Anvisa emitir autorização sanitária de produtos de cannabis, as indústrias devem apresentar os seguintes itens:

Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE);
Autorização Especial (AE);
Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF);
Justificativa para formular o produto;
Controle de qualidade;
Notificações de efeitos adversos;
Concentração dos canabinóides.

Fonte: Medicina Canábica e Bem-Estar

A microbiota intestinal desempenha um papel na função cerebral e na regulação do humor*

A depressão é um transtorno mental que afeta mais de 264 milhões de pessoas de todas as idades em todo o mundo. Compreender seus mecanismos é vital para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas eficazes. Cientistas do Institut Pasteur, Inserm e do CNRS, na França, conduziram recentemente um estudo mostrando que um desequilíbrio na flora bacteriana intestinal pode causar uma redução em alguns metabólitos, resultando em comportamentos semelhantes aos pacientes depressivos.

Essas descobertas, que mostram que uma microbiota intestinal saudável contribui para o funcionamento normal do cérebro, foram publicadas na Nature Communications em 11 de dezembro de 2020.

A população bacteriana no intestino, conhecida como microbiota intestinal, é o maior reservatório de bactérias no corpo. A pesquisa tem mostrado cada vez mais que o hospedeiro e a microbiota intestinal são um excelente exemplo de sistemas com interações mutuamente benéficas. Observações recentes também revelaram uma ligação entre transtornos de humor e danos à microbiota intestinal.

Isso foi demonstrado por um consórcio de cientistas do Institut Pasteur, do CNRS e do Inserm, que identificou uma correlação entre a microbiota intestinal e a eficácia da fluoxetina, molécula frequentemente usada como antidepressivo. Mas alguns dos mecanismos que governam a depressão, a principal causa de deficiência em todo o mundo, permaneceram desconhecidos.

Usando modelos animais, os cientistas descobriram recentemente que uma mudança na microbiota intestinal provocada pelo estresse crônico pode levar a comportamentos semelhantes aos da depressão, em particular por causar uma redução nos metabólitos lipídicos (pequenas moléculas resultantes do metabolismo) no sangue e no cérebro.

Esses metabólitos lipídicos, conhecidos como canabinóides endógenos (ou endocanabinóides), coordenam um sistema de comunicação no corpo que é significativamente prejudicado pela redução dos metabólitos. A microbiota intestinal desempenha um papel na função cerebral e na regulação do humor

Os endocanabinóides ligam-se a receptores que também são o principal alvo do THC, o componente ativo mais conhecido da cannabis. Os cientistas descobriram que a ausência de endocanabinóides no hipocampo, uma região-chave do cérebro envolvida na formação de memórias e emoções, resultou em comportamentos semelhantes aos pacientes depressivos.

Foto: News Medical

“Esta descoberta mostra o papel desempenhado pela microbiota intestinal na função normal do cérebro”, continua Gérard Eberl, chefe da Unidade de Microambiente e Imunidade (Institut Pasteur / Inserm) e coúltimo autor do estudo. Se houver um desequilíbrio na comunidade bacteriana intestinal, alguns lipídios vitais para o funcionamento do cérebro desaparecem, estimulando o surgimento de comportamentos semelhantes aos depressivos. Nesse caso particular, o uso de bactérias específicas pode ser um método promissor para restaurar uma microbiota saudável e tratar os transtornos de humor de forma mais eficaz.

Fonte: Grégoire Chevalier et al, Effect of gut microbiota on depressive-like behaviors in mice is mediated by the endocannabinoid system, Nature Communications (2020). DOI: 10.1038/s41467-020-19931-2

*Rubens de Fraga Júnior é especialista em geriatria e gerontologia. Professor titular da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

Pesquisas e discussões sobre o uso da cannabis para soluções terapêuticas, alimentação e outras finalidades em alta 

O Instituto científico ILSI Brasil, promoveu um webinar sobre o tema, abordando suas propriedades para uso em medicamento e alimentos

Pela facilidade de seu plantio e cultivo, a cannabis se tornou popular entre diversos povos e regiões do planeta. Hoje, a planta tem entrado novamente na pauta de vários setores. O uso medicinal dos canabinoides tem ganho destaque pelo potencial de ação em diversas condições, em especial para as doenças neurológicas e, recentemente, pela aprovação legal de uso em alguns países.

Pensando neste contexto, a Força-Tarefa Alimentos Funcionais do International Life Sciences Institute Brasil (ILSI Brasil) realizou um webinar para tratar sobre as propriedades da cannabis para uso em medicamentos e alimentos, sob coordenação científica do Professor Emérito da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Franco Maria Lajolo. De acordo com o doutor em Farmacologia, João Ernesto de Carvalho (FCF-UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas), atualmente, diversos estudos trazem comprovações científicas que demonstram que seus princípios ativos podem ser aplicados para diversos fins.

“Os resultados dos estudos revelaram que, por exemplo, a cannabis pode ser utilizada no controle da ansiedade, distúrbio de sono, tratamento para esquizofrenia (THC), pacientes com câncer que fazem quimioterapia, para amenizar dores inflamatórias, tratamento de epilepsia e convulsões (CBD), entre muitos outros”, afirma.

Nos últimos anos, muitos estudos clínicos têm dedicado esforços em pesquisas, principalmente, por ser um mercado de potencial crescimento, como, por exemplo, nos Estados Unidos e Canadá, se tornando um setor com alta perspectiva para negócio, abrangendo muito nichos de mercado. Entretanto, ainda necessita de um controle de qualidade, garantindo máxima eficácia terapêutica. Por isso é tão importante o investimento científico, para que seja feita uma regulamentação mais ampla para a produção de produtos (alimentos) e desenvolvimento de tratamentos e remédios (medicamentos).

O Dr. José Luiz da Costa (FCF-UNICAMP), também participante do webinar, ressaltou que o mercado da cannabis tem movimentado valores bem atrativos para negócios, em países onde seu cultivo e comercialização são permitidos. Entre eles, além do extrato de canabidiol, a cannabis pode ser matéria prima para indústria têxtil, com confecção de roupas, sapatos, acessórios, entre outros objetos.

Segundo levantamento do Banco de Montreal, o mercado global de cannabis movimentou em 2018 cerca de US$ 18 bilhões. E ainda, de acordo com a Instituição, esse valor chegará a US$ 194 bilhões até 2026. Isso se o número de países que liberarem o uso medicinal e recreativo da erva não aumente mais do que o previsto. Outro mercado gigantesco é o de uso veterinário, direcionado à tratamento de pets. Além disso, há alimentos à base de cannabis, substituindo o fumo pela ingestão (uso recreativo).

Uso da erva no Brasil

No país o assunto ainda é bastante polêmico, mas é possível observar notáveis avanços, principalmente, para o uso terapêutico. Grande parte dos pacientes que necessitam do produto à base de cannabis só conseguem acesso por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as exigências estão a comprovação por meio de prescrição, relatório médico e termo de responsabilidade, assinado tanto pelo médico quanto pelo paciente.

Dados da Anvisa relevam que as solicitações para importação também cresceram. Desde 2015, por exemplo, mais de 7.780 pacientes já tiveram essa permissão. As doenças mais citadas nos laudos médicos são epilepsia, autismo, dor crônica, Parkinson e transtornos de ansiedade.

Por enquanto, sem uma legislação que garanta o cultivo da cannabis para fins medicinais e a produção de medicamentos, os pacientes precisam recorrer a produtos importados, que não passam pelo crivo sanitário brasileiro.

Avanços no segmento

Neste ano, o país ainda contou com uma novidade, que foi o desenvolvimento do primeiro extrato canabidiol, realizado por uma parceria entre a indústria farmacêutica e cientistas da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo), que há décadas pesquisam possíveis aplicações farmacêuticas para compostos derivados da planta cannabis sativa. O produto foi liberado para comercialização pela Anvisa abril, e os primeiros lotes foram entregues ao mercado em maio. Entretanto, a venda só é permitida com receita médica, conforme já acontece com calmantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central.

O webinar ‘Cannabis propriedades e implicações do uso como medicamento e em alimentos’, pode ser conferido no canal do YouTube do ILSI Brasil, neste link .

Sobre o ILSI Brasil

O International Life Sciences Institute (ILSI) é uma organização mundial sem fins lucrativos, formada majoritariamente por pesquisadores e acadêmicos de renomadas instituições, cuja missão é promover ciência que melhore a saúde e o bem-estar humanos e proteja o meio ambiente. No Brasil há 29 anos, o ILSI Brasil une esforços de cientistas nas áreas de Nutrição, Biotecnologia e Avaliação de Risco. É um fórum permanente de promoção à diálogos abertos e cooperação, realizados por meio das Forças-Tarefa, que são linhas de frente de pesquisa do ILSI Brasil e desenvolvem e executam ações dentro de focos específicos.

Fonte: ILSI Brasil

Dia Mundial da Fibromialgia: pacientes buscam opções de tratamento na pandemia

Fibromialgia é lembrada neste 12 de maio, dia mundial da doença . Preocupados com a Covid-19, muitos pacientes crônicos deixam de buscar ajuda médica por medo de contaminação.

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de Fibromialgia no mundo, entre dois e quatro por cento da população mundial. No Brasil, segundo o estudo A prevalência da Fibromialgia no Brasil* se estima que existam 4 milhões de pacientes. Destes, entre 75% e 90% dos afetados são mulheres.

Entre os principais sintomas da fibromialgia estão as dores intensas e incapacitantes, sem causa aparente e que frequentemente causam dificuldades na obtenção de um diagnóstico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) , a doença causa dor crônica disseminada por vários pontos do corpo, especialmente tendões e articulações, além de fadiga, distúrbios de sono e alterações de humor.

fibromialgia

De acordo com o médico e diretor associado global da Spectrum Therapeutics, Wellington Briques, por causa da pandemia da Covid-19 muitos pacientes, incluindo os que sofrem de dores crônicas, pararam de buscar ajuda médica. “A epidemia faz com que muitos diagnósticos atrasem, pois as pessoas tem medo de buscar ajuda médica. Por isso é importante reforçar o conhecimento das doenças, como é o caso da Fibromialgia, que é lembrada mundialmente no dia 12 de maio”, afirma o especialista.

Entre os mais recentes estudos do combate à Fibromialgia, os produtos medicinais à base de cannabis vem se mostrando potenciais aliados no tratamento dos sintomas. “Há um estudo recente que eu utilizo como referência. Publicado este ano de 2020 pelo Clinical and Experimental Rheumatology , o estudo Adding medical cannabis to standard analgesic treatment for fibromyalgia conclui que a terapia com cannabis medicinal oferece uma possível vantagem clínica em pacientes com fibromialgia, especialmente naqueles com disfunções do sono. A fibromialgia é uma condição médica complexa que é normalmente tratada pela melhoria da qualidade do sono, diminuição da massa corpórea (por meio de exercício regular) e diminuição da dor. A cannabis pode ter um papel essencial no tratamento da fibromialgia porque atua no distúrbio do sono e no tratamento da dor crônica. Embora na prática clínica se observem melhorias significativas nos sintomas da fibromialgia com o uso dos canabinoides, são necessários mais estudos para determinar o perfil e as dosagens adequadas do produto” completa o especialista, que é diretor médico da divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth, multinacional do setor de cannabis.

O médico reforça os benefícios dos canabinoides para o controle da dor crônica em geral. Segundo um levantamento recente do Ministério da Saúde, a prevalência de dor crônica variou de 29% a 73% em diferentes estados brasileiros, tendo afetado mais mulheres que homens e sendo a região dorsal/lombar o alvo das queixas mais frequentes.

fibramialgia

“Os índices são alarmantes e preocupantes, especialmente em uma época de pandemia, onde os serviços de saúde estão sofrendo uma enorme pressão. É preciso buscar novos tratamentos, com mais benefícios e menos efeitos colaterais, e os canabinoides têm se mostrado uma boa opção para a maioria dos casos”, completa.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Autismo: cresce uso da cannabis medicinal no tratamento dos sintomas

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção para a importância de conhecer e tratar o transtorno do espectro autista (TEA). Atualmente, no mundo, uma em cada 160 crianças tem um transtorno do espectro do autismo.

A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil. Segundo a ONU, com base em estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência global destas doenças parece estar aumentando. Existem muitas explicações possíveis para este aumento, incluindo uma maior conscientização e melhores ferramentas de diagnóstico.

De acordo com Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics “há evidências de possíveis efeitos terapêuticos dos produtos à base de canabinoides no tratamento, por exemplo, de ansiedade, irritabilidade e insônia em pacientes com autismo”.

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Profissionais da saúde começam a enxergar o uso de canabinoides como uma alternativa para aliviar tais sintomas, o que tem aumentado a procura por este tipo de tratamento nos países onde ele já está disponível, como é o caso do Canadá, Estados Unidos, vários países europeus e alguns países da América Latina como Brasil, Peru México e Colômbia, entre outros. “É por isso que existe a necessidade, em toda a região da América Latina e do mundo, de proporcionar acesso regulamentado a produtos de cannabis de alta qualidade”, acrescenta o médico da divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth.

O especialista em medicina farmacêutica cita o estudo Experiência real do tratamento médico da cannabis no autismo, publicado na revista Nature . “Segundo as investigações, foram analisados os dados coletados de 188 pacientes com autismo, tratados com cannabis medicinal entre 2015 e 2017. O tratamento na maioria dos pacientes foi baseado em óleo de cannabis contendo CDB e quantidades mínimas de THC. Após seis meses de tratamento 82,4% dos pacientes estavam em tratamento ativo e 60% foram avaliados; 30% dos pacientes reportaram uma melhora significativa e 53,7% apresentaram melhora moderada nos sintomas”.

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O mesmo documento traz outros resultados, segundo o especialista. “Em um estudo retrospectivo com 60 crianças, os surtos de comportamento foram melhorados em 61% dos pacientes, problemas de comunicação em 47%, ansiedade em 39%, estresse em 33% e comportamentos perturbadores em 33% dos pacientes. A fundamentação deste tratamento é baseada nas observações e teorias anteriores de que os efeitos dos canabinoides podem incluir alívio da ansiedade, facilitação do sono REM e supressão da atividade convulsiva”.

Resultados parecidos foram alcançados no estudo brasileiro Efeitos do Extrato de Cannabis Sativa Enriquecido com CBD nos Sintomas de Transtorno do Espectro do Autismo , publicado na revista Frontiers in Neurology. “Neste estudo, a maioria dos resultados foi positiva para os 15 pacientes que aderiram ao tratamento, especialmente em relação a melhorias nos distúrbios do sono, convulsões e crises comportamentais. Também foram relatados sinais de melhora no desenvolvimento motor, comunicação e interação social, e desempenho cognitivo”, completa o médico.

Neste ano de 2020, por ocasião do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a ONU ressalta as preocupações relacionadas com a transição da pessoa com TEA para a vida adulta, tais como a importância da participação na cultura juvenil, a tomada de decisões da comunidade e o acesso ao ensino pós-secundário, ao emprego e à vida independente.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Dia Mundial do Sono: cannabis medicinal pode ser opção terapêutica para insônia

Este 13 de março é o Dia Mundial do Sono , criado pela Sociedade Mundial do Sono com o objetivo de conscientizar sobre a importância do sono saudável para uma melhor tomada de decisões e compreensão cognitiva, bem como promover a pesquisa da comunidade científica para medir a qualidade do sono da população.

Considerada um problema de saúde pública, a insônia afeta, em média, um terço da população mundial. Estudos em todo o mundo têm mostrado que a prevalência de insônia varia de 10% a 30% da população, em alguns países pode chegar a 50%. Um estudo publicado pelo Medicine and Primary Care Journal na Índia, concluiu que os problemas de distúrbios do sono são mais comuns em idosos, mulheres e pessoas com problemas médicos e mentais, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares, entre outros .

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Na América Latina a situação é parecida. Em 1997, três estudos foram relatados no México que mostraram prevalência aproximada de insônia em 30% da população, e em 2004 os resultados de uma pesquisa em três cidades, Buenos Aires, São Paulo e Cidade do México, encontrando sintomas de insônia em 36,5% da população. Na Colômbia, um estudo clínico sobre distúrbios do sono concluiu que a insônia tem uma prevalência entre 46% e 47% da população e em outro os resultados mostraram que esta condição ocupa o segundo lugar entre os distúrbios mentais.

De acordo com os pesquisadores, embora esta condição possa ser diagnosticada precocemente, a população não vai ao médico por este motivo, mas devido às complicações que normalmente a acompanham. Para a Associação Colombiana de Medicina do Sono, um sono de boa qualidade ajuda a estimular o sistema imunológico, prevenir infecções, prevenir o diabetes e a síndrome metabólica.

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Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics, a divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth explica: “Estudos clínicos mostraram que uma das características mais importantes do sono são as mudanças que ele produz na função cerebral, que estão associadas a mudanças diretas ou indiretas em outros sistemas fisiológicos. A legalização dos produtos de cannabis em vários países do mundo gerou um interesse natural no seu potencial para o tratamento de distúrbios do sono”.

No Canadá, por meio de uma doação ao Montreal Sacred Heart Hospital Foundation – Sociedade Canadense do Sono (SCS) , a Spectrum Therapeutics está apoiando uma campanha que visa organizar a comunidade científica em torno do uso correto da cannabis para distúrbios do sono. Ao estabelecer uma parceria com o líder da indústria da cannabis, o objetivo da SCS é combinar a experiência de clínicos, médicos e pesquisadores para facilitar e apoiar cientificamente o desenvolvimento de um livro branco* baseado em uma revisão abrangente de toda a literatura e fatos existentes sobre o uso da cannabis no tratamento de distúrbios do sono.

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“O sono de boa qualidade é muito mais importante para a nossa saúde em longo prazo do que a maioria das pessoas imagina. Como eu digo a todos os meus pacientes, dormir não é negociável”, diz Briques. “Estamos apenas começando a explorar o papel que a cannabis pode desempenhar no tratamento de distúrbios relacionados ao sono. As respostas dos pacientes têm sido promissoras e parcerias como estas farão avançar a nossa compreensão do intrigante fenômeno do sono, que é tão essencial para o nosso bem-estar geral”, completa o médico.

*documento público, em forma de livro, que expõe a visão do governo sobre o tema da defesa, a ser apresentado à comunidade nacional e internacional.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Medicamento à base de cannabis já é permitido em mais de 40 países

No Brasil, a importação da substância foi autorizada em 2014 e os pacientes já podem ter acesso ao tratamento gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

O Canadá foi o primeiro país do mundo a autorizar o uso medicinal da maconha, em 1997. Desde então, foram desenvolvidos muitos estudos sobre as substâncias contidas na planta e os benefícios no tratamento de doenças. Entre as descobertas, está o canabidiol (CBD), com propriedades que auxiliam, principalmente, no controle de doenças neurológicas em que o paciente não responde ao medicamento farmacêutico tradicional, como a epilepsia refratária, desordem cerebral que gera convulsões repetidas.

“Quando não tratada, além de ter risco de morte, a epilepsia causa diversos danos ao cérebro que reduzem ou prejudicam o desenvolvimento físico e mental dos pacientes. Por isso, para os casos graves, pode haver indicação do canabidiol. Há registros de pacientes que tinham mais de 50 ataques de epilepsia por dia e, após iniciar o tratamento, ficaram cerca de dois meses sem manifestar o problema”, revela o médico Stuart Titus, CEO da Medical Marijuana, Inc, empresa pioneira na fabricação de medicamentos à base da substância extraída da cannabis.

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Os significativos resultados em estudos científicos e clínicos permitiram a importação do canabidiol em mais de 40 países. Só nas Américas do Sul e Central, quatro países já autorizaram o tratamento: Brasil, Porto Rico, México e Paraguai. Atualmente, o governo brasileiro inclusive subsidia o medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A indústria do canabidiol está passando por um crescimento significativo nos países das Américas do Sul e Central, enquanto uma mudança nas atitudes públicas, o desenvolvimento legislativo e uma maior conscientização das propriedades medicinais da substância continuam. À medida em que mais países liberam o uso do medicamento, mais pacientes são beneficiados pelo tratamento”, finaliza Titus.

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Imagem: CBD Alliance

Sobre a Medical Marijuana, Inc. e a HempMeds

A missão da Medical Marijuana, Inc. é ser a principal inovadora da indústria de cânhamo e cannabis e utiliza sua equipe de profissionais para fornecer, avaliar e comprar empresas e produtos de valor agregado, permitindo-lhes manter a sua integridade e espírito empreendedor. Trabalha para conscientizar a indústria, desenvolver negócios ecologicamente corretos e economicamente sustentáveis, aumentando o valor para o acionista. Está empenhada em fornecer consistentemente os produtos de óleo de cânhamo CBD da mais alta qualidade no mercado. A HempMeds Brasil é uma empresa afiliada da Medical Marijuana, Inc. e distribuidora exclusiva do Real Scientific Hemp Oil (RSHO™). Informações complementares sobre o portfólio de empresas e investimentos da Medical Marijuana, Inc, estão disponíveis no site. Sobre a HempMeds Brasil™ e todos os seus produtos com óleo natural de cânhamo.