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Por que sentimos tanta vontade de comer carboidratos em dias frios?

As temperaturas mais baixas ativam estímulos cerebrais primitivos que buscam acumular energia e aumentar os níveis de serotonina

Chega o outono/inverno e você só consegue pensar em comida: alimentos quentes e reconfortantes, um desejo louco por carboidratos… será que essa vontade toda de comer mais quando as temperaturas caem é real?

Sim, essa é uma tendência, inclusive, comprovada cientificamente. Existem estudos que já demonstraram que temos a tendência de comer mais nos meses de baixas temperaturas, com uma média de ganho de peso de 0,5 a 1kg no período.

Parece pouco, certo? Agora, pense nesse ganho constante ao longo dos anos. É aí, que, após dez anos, você se percebe com 10 kg a mais, sem saber exatamente o porquê.

É possível, no entanto, contornar essa vontade toda com algumas ideias bastante práticas e que, de fato, aquecem o corpo sem colaborar para o aumento do peso. Veja só:

Na hora do lanche, opte por fibras e proteínas

Botswanayouth

Seja por uma questão de evolução da espécie humana, que aprendeu a estocar energia calórica para os meses frios, seja por conta de estímulos cerebrais que enviam um alerta quando a temperatura corporal cai, o desejo por carboidratos, principalmente, tem como objetivo ajudar nesse estoque de energia / aumento da temperatura corporal. No entanto, além da sua digestão ser rápida, o carboidrato não gera sensação de saciedade.

“Associar as fibras ou as proteínas, que possuem uma digestão mais lenta, parece ser uma boa estratégia para aumentar a saciedade e diminuir o apetite nesta época do ano”, explica a endocrinologista e metabologista pela USP Paula Pires.

Não pule os treinos

Acredita-se que 6% da população mundial sofre de depressão, uma condição que pode se agravar nos meses em que a exposição solar cai – a chamada “depressão sazonal”. Esse diagnóstico também parece estar conectado aos níveis de serotonina no cérebro e ao consumo alto de alimentos ricos em carboidrato – que elevam essa liberação hormonal, gerando uma sensação temporária de bem-estar.

“O frio e os dias chuvosos reduzem nossos níveis de serotonina, e é sabido que a atividade física eleva esses mesmos níveis”, continua a médica. “Além disso, aumentamos nosso tempo em casa, no sofá, vendo televisão, o que muitas vezes está associado a comidas – diferente do verão que vamos a parques, praias e piscinas.”

Em resumo: vale a pena manter a rotina de exercícios físicos mesmo durante os meses mais gelados e chuvosos, colaborando para a sensação permanente de bem-estar gerada pela prática, combatendo a depressão sazonal e, claro, evitando o ganho de peso típico dessa época do ano.

Fonte: Paula Pires é endocrinologista e clínica geral formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); especialista em Endocrinologia e Metabologia; em Endocrinologia Pediátrica; em Clínica Médica.

8 alimentos para fazer as pazes com os carboidratos

Nutricionista aponta as funções indispensáveis desse macronutriente para o organismo. Entenda os riscos de retirá-lo da dieta sem planejamento e saiba quais as melhores opções de consumo

Fontes de energia, controladores dos níveis de glicose, reguladores de insulina… Os carboidratos, muito presentes em alimentos com amido e açúcares, desempenham funções químicas extremamente importantes para o corpo. Apesar de serem famosos pelas calorias, esses macronutrientes estão longe de serem vilões. O maior cuidado deve ser tomado em relação aos produtos industrializados, com excesso de açúcar e farinha branca, como adverte a nutricionista Isabela Zago, da Clínica Corporeum, de Brasília.

“Quando falamos desses cuidados, não nos referimos a frutas e raízes, mas o processo de acrescentar muito açúcar e farinha nos alimentos de forma não calculada. Isso leva a algumas alterações metabólicas, como resistência à insulina, aumento de gordura de maneira geral (principalmente abdominal), diabetes e excesso de colesterol”, instrui a profissional.

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Para quem quer aproveitar o melhor do que esses macronutrientes têm a oferecer, a recomendação é consumir alimentos como aveia, frutas (inteiras e não processadas), batata-doce, arroz integral, batata baroa (ou mandioquinha), pão integral, grãos (ervilha, feijão, grão de bico, lentilha) e sementes. Na avaliação da nutricionista, todos eles são excelentes fontes de carboidrato.

Mesmo nas famosas dietas “low carb” e nas cetogênicas (com maior consumo de gordura), esses nutrientes continuam ali, mas em quantidade menor. Nesses casos, são bem-vindos os alimentos ricos em carboidratos complexos, com maior teor de fibras e água, menor índice glicêmico e absorção mais lenta. Os simples, por outro lado, geram picos de açúcar mais rapidamente na corrente sanguínea, por terem menos compostos bioativos e maior índice glicêmico, mas ainda geram energia.

É importante destacar que o paciente sempre deve seguir orientações profissionais. Retirar os carboidratos da dieta de forma não planejada pode até causar alterações metabólicas e intestinais. O segredo está na quantidade adequada para cada pessoa.

“Isso não pode ser feito por um profissional que não seja um nutricionista”, recomenda Isabela Zago. “Os carboidratos são bem-vindos desde que porcionados e planejados. Cada pessoa deve ser avaliada de forma individual. Devemos organizar e entender se aquele paciente apresenta algum quadro patológico. Se for um paciente diabético, por exemplo, a recomendação é diferente de um paciente que quer apenas emagrecer”, conclui.

Fonte: Clínica Corporeum

Conceito culinário comfort food aguça a memória gustativa e fortalece os aspectos emocionais

Nutricionista explica os benefícios da comida que ativam as lembranças e sugere um cardápio simples e saboroso

O constante crescimento no setor da alimentação e a grande oferta de novos pratos, novas receitas, novas criações e o uso de ingredientes tradicionais apontam para constantes mudanças no cenário gastronômico. Além disso, o termo gastronomia estar tão em evidência nos últimos tempos, tem levado as pessoas a buscarem vez ou outra uma alimentação sofisticada, mas que seja também endereçada à memória afetiva. O fato é que saborear um prato ou sobremesa não apenas ativa nossa memória gustativa, mas sacia a fome e alimenta o coração.

De acordo com Bianca Naves, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o momento da refeição é um meio de contentamento e entusiasmo emocional carregado de memórias, recordações e bons sentimentos, que ficam ainda mais acentuados em ocasiões especiais. “O cheiro do café coado na hora, um bolo quentinho recém-saído do forno ou uma bela macarronada que lembra o almoço de domingo na casa da avó. Essas sensações boas de aconchego e conforto são as melhores definições de comfort food”, exemplifica Bianca.

A especialista destaca que para quem quer aproveitar os benefícios de uma comida que traga aconchego, preparar uma refeição em casa tem um aspecto mais pessoal e envolve diversos contextos, sejam eles culturais, sociais, emocionais ou fisiológicos, mas que devem ser respeitados dentro de uma alimentação saudável e bem planejada.

“A escolha alimentar é feita a partir de lembranças e não apenas pelos nutrientes e o essencial é saboreá-la com satisfação. nosso cérebro memoriza todos nossos sentidos sensitivos e, quando falamos de alimentos, podemos pensar também em recompensas, ou seja, quando estamos alegres queremos comer e quando estamos tristes também”, ressalta a nutricionista.

A especialista sugere um cardápio comfort food simples e muito saboroso para quem quiser preparar uma noite especial, com direito a café da manhã no dia seguinte:

Jantar

Que tal uma salada colorida, massa ao molho pesto e um bom vinho? A sugestão é uma refeição completa, colorida e com diferentes texturas para estimular todas as sensações:

Cenoura: fonte de betacaroteno, precursor da vitamina A e que oferece ação antioxidante;
Tomate: rico em licopeno, seu o consumo está associado a um risco menor de desenvolvimento de câncer de próstata;
Ricota: opção proteica leve e fonte de cálcio, mineral que atua na contração dos músculos;
Spaghetti: excelente fonte de carboidrato. Aumenta a disponibilidade de triptofano, aminoácido precursor da serotonina no cérebro, proporciona sensação de bem-estar;
Molho pesto: preparado com manjericão, azeite, queijo e nozes, que juntos formam um aroma que estimula os sentidos;

Opções de sobremesa

Foto: Upon A Time A Chef

Abacaxi: possui bromelina (enzima que ajuda na digestão) e é rico em vitamina C, magnésio e fibras;
Cookies: fontes de carboidrato, são deliciosos biscoitos que deixam a sobremesa ainda mais saborosa;
Pudim de leite condensado: sugestão comfort food deliciosa, que remete a diversas lembranças, agradando até os paladares mais exigentes.

Café da manhã

Ele é fundamental para renovar a energia e ganhar disposição. Por isso, aposte nos alimentos fontes de carboidrato, como pães, cereais, bolos e biscoitos. A sugestão é preparar o famoso pão com manteiga, acompanhado de morango com iogurte e café.

Pão: uma ótima fonte de energia para o organismo funcionar adequadamente.
Manteiga: dá mais sabor aos alimentos e, consumida com moderação, deve fazer parte de uma dieta equilibrada.
Morango: rico em vitamina C, um poderoso antioxidante que ajuda a combater os radicais livres.
Iogurte: fonte de proteína e cálcio, mineral que ajuda na saúde dos ossos.
Café: além do baixo valor calórico, se consumido sem açúcar, é rico em cafeína, uma substância estimulante que atua no sistema nervoso.

Fonte: Abimapi

Confira alimentos que ajudam a aliviar o estresse

Paulo Lessa indica seis opções de alimentos que aumentam o nível de serotonina no organismo e são ricos em vitaminas e aminoácidos

Atualmente, com a pandemia do coronavírus, vivemos um momento de estresse e ansiedade. No dia a dia, se torna cada vez mais difícil manter a calma, seja com os problemas mais simples. Uma das formas de aliviar esses sintomas é apostar em alguns alimentos que aumentam o nível de serotonina no organismo – substância responsável por regular nosso sono e melhorar nosso humor e bem-estar.

“Em meu consultório, tenho visto nos últimos meses que o estresse provoca uma bagunça nas emoções e de quebra ainda reflete na saúde. Acaba impedindo o paciente de viver a vida com mais leveza e os ataques de gula também são creditados a ele”, afirma o médico capixaba Paulo Lessa (@drpaulolessa). “Se não procurar ajuda, pode levar à depressão e síndrome do pânico, principalmente se estiver junto com ansiedade.”

Existem tratamentos e terapias para controlar o estresse, mas a alimentação também pode ajudar a domar este furacão interno. “Alguns alimentos contêm aminoácidos e vitaminas essenciais, que atuam diretamente na diminuição do estresse”, explica. A seguir, confira opções eficientes para aliviar o problema:

Chocolate

“O chocolate é rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina. Por conta disso, é tão amado e superefetivo na missão de diminuir o estresse”, aponta.

Banana

Uma das frutas mais populares do Brasil também é poderosa no combate ao estresse. “A banana também é ótima para atenuar os sinais de depressão e ansiedade. Além disso, proporciona saciedade graças ao seu teor de triptofano, que estimula a produção da tão desejada serotonina.”

Ovos

Outra alternativa possível de alimento é o ovo, pois também ativa o triptofano. “Uma vez no cérebro, o triptofano aumenta a serotonina. De acordo com um estudo do American Journal of Clinical Nutrition, o ovo também melhora o desempenho do cérebro por conta de um nutriente conhecido como colina. Presente na gema do ovo, é essencial para desenvolver a região relacionada à memória.”

Carboidratos

Pixabay

Os carboidratos, provenientes dos cereais, seja na sua forma simples ou integral, também podem atenuar o estresse, assim como as frutas mais adocicadas. “Eles elevam o nível de açúcar no sangue, dando energia, bem-estar e disposição. O arroz, aveia, feijão, batata, mel, jabuticaba, uvas, maçãs fazem parte deste grupo alimentar.”

Carnes e peixes

Pixabay

Segundo Lessa, as carnes e peixes são a melhor fonte natural de triptofano, aminoácido que, em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio, produzem a serotonina. “Eles apresentam outro aminoácido, chamado taurina. Ele aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor chamado Gaba, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade.”

Chás

Para se sentir mais calmo, uma possibilidade é o consumo de chás naturais. “Às vezes, até nos esquecemos da quantidade de soluções que a natureza nos oferece quando o assunto é saúde e bem-estar. O chá de erva-doce é ótimo para acalmar dores de cabeça, palpitações e estresse. Já o de camomila é famoso por ser calmante. Ele é eficiente porque possui a substância apigenina, que tem propriedades ansiolíticas e sedativas”, recomenda. As folhas do maracujá também são capazes de criar um chá super eficiente. “Nas folhas é que se encontra boa parte das substâncias capazes de trazer tranquilidade. Caso sua intenção seja um sono mais tranquilo, por exemplo, faça a ingestão do chá pertinho da hora de ir para a cama”, orienta o médico.

“Lembrem-se que chá verde, chá preto, chá de gengibre, hibisco, café e guaraná em pó devem ser evitados à noite, uma vez que podem atrapalhar seu sono e, com isso, piorar o quadro de ansiedade”, completa.

Fonte: Paulo Lessa

Sinais negativos que o corpo dá para alertar que você come carboidrato demais

Eles não são inimigos, pois fornecem energia ao corpo, mas como tudo na vida é necessário tomar cuidado com os excessos

Esqueça aquela história de que eliminar os carboidratos da dieta é a solução para todos os problemas da sua vida: de perder peso e ganhar músculos à diminuição das dores. “Há muitos conceitos errados sobre quando e como comer carboidratos quando sua meta é perder peso. Além disso, cortar carboidratos pode ser muito difícil e atrapalhar uma série de questões no organismo, pois eles são responsáveis pelo fornecimento de energia. E a maioria das pessoas pode perder peso ou viver normalmente sem cortar drasticamente os carboidratos. Mas é verdade que comê-los em excesso pode afetar a saúde de muitas formas negativas”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Apesar de dietas da moda e tendências influenciarem a decisão de muitas pessoas em ingerir apenas proteínas, gorduras boas, frutas e verduras, o carboidrato pode ser inserido no plano alimentar, inclusive para ganhar músculos na academia e emagrecer. “Quando você consome os tipos corretos (de preferência carboidratos complexos como aveia, tubérculos, legumes e grãos integrais) e está atento às porções, não existe problema. A população em geral deve consumir carboidratos simples, farináceos refinados e açúcares, com moderação e equilíbrio. Os carboidratos devem ser consumidos com moderação por quem tem disfunções metabólicas como obesidade, diabetes e síndrome metabólica”, diz Marcella.

“Os carboidratos complexos, também chamados polissacarídeos, estão unidos em cadeias longas, complexas e ramificadas, como as fibras alimentares, que requerem mais energia e tempo para serem quebradas em açúcar para obter energia”, diz a médica.

Dessa forma, além da qualidade, é necessário também se atentar às quantidades, que podem sim causar efeitos diretos e rápidos no organismo. Abaixo, listamos sete efeitos negativos do consumo excessivo de carboidratos na dieta.

Sempre inchado

“É comum ficar inchado de vez em quando, mas quando isto é constante, então os carboidratos tanto simples como complexos podem ser os responsáveis. Isso porque o açúcar que eles contêm pode ser excessivamente fermentado pelas bactérias da microbiota intestinal, o que lentifica o trânsito digestivo e leva a sensação de distensão abdominal, como um balão na sua capacidade máxima, pela liberação de gases na luz intestinal”, afirma Marcella.

Seu peso está aumentando

Quando comemos mais calorias do que gastamos, invariavelmente aumentaremos o peso. Então, comer qualquer coisa em excesso pode fazer com que você veja uns quilos a mais na balança, mas isso acontece principalmente ao consumir muitos carboidratos. “Com o consumo excessivo de carboidratos, produzimos mais insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas que leva a glicose para as células do corpo, estimula as células adiposas a formarem mais gorduras e pode contribuir para o aumento do apetite. Além disso, os carboidratos simples têm um tempo de digestão menor e isso interfere na saciedade, o que pode fazer com que você se sinta com fome logo após ter comido”, aponta a nutróloga.

Você tem mais problemas de pele e cabelo

O sinal mais rápido que a sua pele pode dar que há excesso de carboidratos é por meio do surgimento de inflamações como a acne. “Alimentos ricos em carboidratos, que contam com farinha branca são um dos principais causadores de quadros acneicos. Isso porque esse ingrediente é rico em carboidratos simples que aumentam a produção de insulina, substância que favorece a produção de hormônios que estimulam a pele a secretar grandes quantidades de óleo e de sebo, o que aumenta a probabilidade de desenvolver acne e piorar a inflamação”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Em longo prazo, o consumo excessivo pode acelerar o aparecimento de rugas e flacidez na pele, por meio de um processo chamado glicação. “Neste processo, a glicose que fica solta no sangue liga-se às proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, degradando as fibras de colágeno e elastina e levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas e ao envelhecimento do tecido. Dessa forma, é necessário utilizar suplementos antiglicantes como Glycoxil para reverter os danos”, explica a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos.

Além de afetar a pele, o consumo excessivo de açúcar também pode prejudicar a saúde dos cabelos. “Isso porque o aumento de insulina provocado pela ingestão de açúcar faz com que sejam liberados hormônios que inibem a divisão celular da raiz capilar, além de provocar um processo inflamatório que afeta o couro cabeludo, favorecendo o afinamento dos fios e a queda capilar”, ressalta o médico tricologista Lucas Fustinoni, referência internacional em Tricologia e membro da World Trichology Society.

As cáries aparecem mais nos seus dentes

O açúcar é um dos grandes vilões da saúde oral. “Um dos principais problemas nesse sentido é a formação de cáries, que ocorre quando as bactérias da boca metabolizam o açúcar que consumimos, tornando o pH da boca ácido e, consequentemente, provocando a desmineralização do esmalte dos dentes e o aparecimento das cáries. E o pior é que o início dessa ação ocorre poucas horas após a ingestão do açúcar. Além disso, o açúcar também favorece o acúmulo de placa bacteriana que, quando não removida adequadamente, também pode ocasionar gengivite e mau hálito”, alerta Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP.

Você tem infecções genitais frequentes


Doces e carboidratos em excesso também podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase em mulheres. “Esses alimentos tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patogênicas, causando candidíase e corrimento”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. “Além disso, o consumo excessivo desses alimentos também pode prejudicar o sistema imunológico, o que favorece o aparecimento de infecção urinária, que acontece quando as bactérias entram no trato urinário e se multiplicam, causando dor, ardência, desconforto na bexiga, urina turva e até febre.”

Problemas para dormir

Se você é dos que costumam comer carboidratos à noite, é provável que sua insônia esteja relacionada à comida. “O açúcar requer que seu corpo trabalhe para processar a glicose e não lhe permite descansar. Você pode evitar este efeito deixando de comer carboidratos simples desde a tarde para que seu corpo tenha o tempo de processá-los antes da hora de dormir”, afirma Marcella.

Você está cansado o tempo todo

Claro, isso pode estar relacionado a seus horários terríveis, com dias pesados, mas se o cansaço ocorre todo o tempo e vem acompanhado de dores de cabeça, a culpa pode ser da sua dieta. “É importante combinar seus carboidratos com outros macronutrientes, como as proteínas magras e as gorduras boas, além de priorizar o consumo de carboidratos complexos provenientes de vegetais e frutas que também são fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes, os micronutrientes. Isso evitará com que seu corpo use níveis de energia rapidamente e que se sinta particularmente esgotado todo o dia”, finaliza a médica nutróloga.

Como montar um café da manhã low carb com opções saudáveis e deliciosas

É muito comum escutar que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, e por isso, independente dos hábitos alimentares de cada um, é importante tomar um cuidado especial com a escolha dos alimentos. E para ajudar àqueles que querem montar um café da manhã saudável e reforçado com opções low carb, a startup de alimentação saudável Liv Up resolveu dar algumas dicas.

Quando se fala no método low carb, ou seja, uma rotina de alimentação baixa no consumo de carboidratos, é importante frisar que o ideal é que não seja uma alimentação restritiva. Os carboidratos não devem ser extintos, apenas reduzidos, ou em certas situações, substituídos por alternativas de índice glicêmico menor. Isso porque os alimentos ricos em carboidratos, como pães, cereais, biscoitos, massas, entre outros, além de compor uma média de 50% dos nutrientes ingeridos diariamente, são importantes fontes de energia para o organismo.

Contudo, os carboidratos. quando ingeridos, viram açúcar no organismo e o consumo em excesso pode ser prejudicial à saúde. Assim, as opções low carb surgem tanto para quem quer perder peso, quanto para quem busca se alimentar bem e reduzir as porções de açúcar.

Viviane Kim, uma das nutricionistas da Liv Up, ensina: “Ao optar por uma rotina alimentar de redução de carboidratos, é necessário suprir os gastos de energia elevando o consumo de gorduras e proteínas”.

Dessa forma, enquanto alguns alimentos são cortados, outros são incorporados para ajudar no equilíbrio nutricional de uma rotina alimentar saudável. Confira algumas sugestões que a empresa separou do seu cardápio:

Quiche low carb de frango

O quiche de frango da Liv Up tem em seu recheio um extrato de tomate que traz um sabor especial e deixa o prato mais colorido. Alguns outros ingredientes como tomilho, salsinha, e demais temperos naturais, dão um toque final que deixa qualquer um com água na boca.

Ovos cage free

Foto: Scibosnian

Importantes fontes de proteína e ricos em vitaminas, para um café da manhã low carb, uma boa opção é apostar em uma omelete com queijo branco. Na Liv Up, os ovos são cage free, ou seja, as galinhas são criadas livres gaiolas e recebem espaço e condições para viver como se estivessem na natureza.

Frutas (seleção e orgânicos)

Além de ricas em nutrientes, também aumentam a sensação de saciedade e ajudam no bom funcionamento do intestino, porém, em uma alimentação low carb, é preciso se atentar à escolha de qual fruta consumir já que algumas delas possuem bastante açúcar. Na Liv Up, as frutas podem ser encontradas na opção de cesta de orgânicos ou ainda é possível escolher morangos ou laranjas orgânicos disponíveis à parte da cesta.

Castanhas

Sunnysun0804/Pixabay

São oleaginosas ricas em ácidos graxos, potássio, magnésio e fibras, que além de serem fontes de gordura boa, ajudam na regulação do colesterol. Uma boa opção da Liv Up, principalmente para quem quer algo prático, são as castanhas-de-caju ou as castanhas-do-pará – ótimas para consumir sozinhas, ou para incrementar iogurtes e demais preparações.

Fonte: Liv Up

Redução de carboidrato evita e combate doenças metabólicas

Macronutriente é digerido em açúcar, que em excesso no sangue é responsável por doenças como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica

Todo carboidrato é digerido em glicose (açúcar) no corpo humano. Robustas evidências científicas já demonstraram os efeitos deletérios ocasionados na saúde das pessoas pelo excesso de açúcar no sangue. Logo, de acordo com médico, diretor-presidente da Associação Brasileira Low Carb (ABLC), José Carlos Souto, uma dieta que tenha como diretriz a redução do consumo de carboidratos é altamente benéfica para o tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e síndrome metabólica – uma junção das outras duas doenças, combinada com diversos outros males, como a esteatose hepática (gordura no fígado).

No que se refere ao diabetes tipo 2, uma estratégia alimentar que reduza a ingestão de carboidratos é positiva à saúde porque tal doença é caracterizada pelo excesso de glicose no organismo humano. Souto explica que no diabetes tipo 2 as células se tornam resistentes à insulina, hormônio responsável pelo controle do açúcar no sangue. Devido à importância da substância, o corpo reage aumentando sua produção, o que acaba por prejudicar ainda mais o seu funcionamento, contribuindo para o descontrole da glicose e seu consequente acúmulo no organismo.

A redução da insulina pela diminuição do consumo de carboidratos também está atrelada ao emagrecimento e tratamento da obesidade. Isto porque outra função do hormônio é sinalizar o armazenamento de gordura no corpo. Nesse sentido, de acordo com Souto, quando a insulina aumenta, o tecido adiposo também tende a aumentar; quando seu estímulo diminui, favorece a redução do estoque de gordura do organismo.

A relevância da dieta com menos carboidratos no tratamento da obesidade se dá ainda por conta do aumento do consumo de proteína e gordura que passam a ser compensadores – principalmente a gordura – nesse tipo de dieta no sentido de gerarem energia para o metabolismo das células. “A preferência por tais macronutrientes, que são fontes mais ricas de nutrição do que carboidratos, acarreta uma maior saciedade, fazendo com que se coma menos, gerando, por sua vez, manutenção ou perda de peso”, explica Souto.

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Mais uma condição cujo tratamento pode ser feito através de uma estratégia alimentar com diminuição de consumo de carboidratos é a síndrome metabólica. Conforme Souto, a síndrome se caracteriza quando a pessoa apresenta três ou mais das seguintes alterações: obesidade abdominal; triglicerídeos e pressão arterial elevados; colesterol HDL baixo; glicose em jejum elevada; e diabetes tipo 2. “Dificilmente uma pessoa é apenas obesa. Ou apenas hipertensa. Ou tem apenas triglicerídeos elevados. Normalmente, estas e outras anormalidades ocorrem em conjunto, constituindo para a síndrome”, diz

Outras doenças associadas à síndrome metabólica são: esteatose hepática, ácido úrico elevado, gota, cálculos renais, cálculos de vesícula biliar, Alzheimer, transtornos psiquiátricos, doenças autoimunes tais como artrite reumatoide e psoríase etc.

A maioria delas, de acordo com Souto, tem como causa reconhecidamente a resistência à insulina e os níveis consequentemente elevados desta substância no organismo. “Se o problema é a insulina elevada, para tratá-las, basta reduzir o hormônio. E, de fato, uma dieta de baixo carboidrato é capaz de melhorar e mesmo eliminar completamente a síndrome metabólica em sua totalidade”, argumenta.

Evidências científicas recentes corroboram a eficácia da estratégia alimentar com restrição de carboidratos no combate à síndrome metabólica. Estudo clínico realizado pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, publicado no Journal of Clinical Investigation Insight mostrou o que ocorre com pessoas obesas portadoras doença quando aderem a uma dieta com baixa quantidade do macronutriente.

Ao todo foram pesquisados 16 pacientes (10 homens e 6 mulheres) portadores da doença, que durante quatro semanas se alimentaram com dietas que restringiram o consumo de carboidratos em níveis baixos, moderado e alto. Durante esse intervalo, suas dietas contiveram calorias objetivando manter o peso estável. O resultado foi que após o período de estudo mais da metade dos pesquisados (cinco homens e quatro mulheres) apresentou reversão do quadro de síndrome metabólica.

O que consumir

Conforme Souto, uma estratégia alimentar que se defina pela restrição de carboidratos deve priorizar a ingestão da chamada “comida de verdade” (alimentos naturais ou minimamente processados) e evitar o consumo de açúcar, alimentos processados e ultraprocessados. “Assim, coma carne, peixes, ovos, vegetais e frutas de baixo amido e cozinhe com gorduras naturais como banha, manteiga, óleo de coco ou azeite de oliva. Evite o consumo de açúcar e alimentos ricos em amido.”

Entre os tipos de alimentos que devem ser evitados, Souto destaca os refrigerantes açucarados, doces, sucos de frutas doces, bebidas energéticas, bolos, tortas, sorvetes e cereais. Além disso, restringir carboidratos significa evitar farináceos como pães, biscoitos e massas.

Para emagrecer não é necessário abandonar todos os tipos de carboidratos

Se a primeira coisa que você pensa em abandonar quando quer perder peso é o carboidrato, está na hora de rever seus conceitos. Diminuir as porções, no geral, é mais adequado

As dietas mais populares e da moda se concentram em limitar a ingestão de carboidratos e parecem produzir resultados bastante legítimos para muitas pessoas. Portanto, faz sentido que, para perder peso, você pense primeiro em eliminar os carboidratos da dieta, certo? Você não está errado, mas não está totalmente certo.

“Os carboidratos são um nutriente importante, e há muitos conceitos errados sobre quando e como comer carboidratos quando sua meta é perder peso. Além disso, cortar carboidratos pode ser muito difícil e atrapalhar uma série de questões no organismo, pois eles são responsáveis pelo fornecimento de energia. E a maioria das pessoas pode perder peso sem cortar drasticamente os carboidratos”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Primeiro, o que exatamente são carboidratos e o que eles fazem?

Carboidratos são nutrientes e a fonte de energia mais importante para o corpo, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA. Seu sistema digestivo converte carboidratos em glicose (também conhecida como açúcar), que o corpo usa para gerar energia para as células, tecidos e órgãos.

“Os carboidratos também são divididos em duas categorias diferentes: carboidratos simples e complexos. Carboidratos simples incluem açúcares, farináceos refinados como trigo branco, amido de milho e polvilho, doces em geral, sorvetes, arroz branco, pães brancos, massas de trigo refinado, sucos concentrados, salgadinhos de pacote, sucos de frutas concentrados, bebidas açucaradas, refrigerantes regulares; enquanto carboidratos complexos incluem cereais como arroz, trigo, aveia, milho, cevada e centeio integrais, sementes, frutas, vegetais folhosos, legumes e tubérculos como as batatas, mandioca, cenoura, beterraba. Seu corpo tende a digerir carboidratos simples mais rapidamente, enquanto os carboidratos complexos fornecem uma fonte de energia mais duradoura”, afirma Marcella.

Então, quanto carboidrato devo comer por dia para perder peso?

As diretrizes dietéticas recomendam que você obtenha entre 45 a 65 por cento de suas calorias diárias de carboidratos. “Mas, como todos precisam de um número diferente de calorias todos os dias, não existe um número definido de carboidratos que seja igual a uma dieta “baixa em carboidratos” para todos. Se você sabe quantas calorias normalmente consome diariamente, pode fazer um pouco de matemática para encontrar a faixa de baixo teor de carboidratos: por exemplo, se você está comendo 1.800 calorias por dia, isso equivale a 203 a 293 gramas de carboidratos por dia. Reduzir carboidratos abaixo da faixa de 45 a 65 por cento não é recomendado para a maioria das pessoas porque torna a obtenção de todas as vitaminas e minerais a cada dia muito mais difícil”, diz a médica.

A questão genética deve ser observada com atenção através de exames. De acordo o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral da Multigene, laboratório especializado em análise genética e exames de genotipagem, três genes têm destaque quando o paciente é propenso ao acúmulo de gordura: FTO, INSIG2 e POMC. “No caso da desregulação desses genes, o corpo gasta menos energia e ganha mais peso, da mesma forma que ele acumula mais gordura. Para cada alelo de risco (o par do DNA), quando um está alterado, há um ganho de 1,13kg: é o caso de pessoas que engordam com muita facilidade”, afirma Sady.

Segundo Marcella, nesse caso, o paciente responde bem a uma dieta hiperproteica e somente se sente saciado quando consome fibras e vegetais que melhoram a saciedade. Com isso em mente, explica a médica, talvez você precise fazer algumas modificações para encontrar o ponto ideal que funciona melhor para você e seus objetivos de perda de peso. Ela sugere obter cerca de 45% de suas calorias diárias de carboidratos preferencialmente complexos, se você está tentando perder peso, e usar ferramentas como aplicativos para controlar essa ingestão.

De acordo com Marcella, você pode querer atingir o limite inferior da faixa de carboidratos ou não consumir carboidratos simples se tiver diabetes ou outros distúrbios metabólicos que exigem que você mantenha o açúcar no sangue estável e níveis mais baixos de insulina: “Se você tem problemas digestivos, especialmente constipação, o uso de carboidratos complexos é interessante, uma vez que uma dieta rica em fibras, como cereais integrais, sementes, frutas e vegetais melhoram o funcionamento intestinal”.

“A chave para manter o controle dos carboidratos é abastecer-se de variedades saudáveis de carboidratos, como grãos integrais, frutas, vegetais em geral e legumes, mantendo as porções sob controle e em equilíbrio com outros macronutrientes”, argumenta a médica. Essas fontes saudáveis de carboidratos também são repletas de fibras, de modo que o saciam mais rápido e reduzem o apetite melhor do que, digamos, massas e donuts.

Como uma dieta baixa em carboidratos o ajuda a perder peso, exatamente?

Em um nível muito básico, a perda de peso acontece quando o número de calorias consumidas é menor do que o número de calorias queimadas. Comer com baixo teor de carboidratos é uma maneira de chegar lá, mas não é a única – principalmente se você sobrecarrega em gorduras e proteínas. “Mais importante do que a grande quantidade de carboidratos é o tipo de carboidrato que você ingere; substituir carboidratos simples, como grãos refinados e açúcar, por carboidratos complexos, como carboidratos de vegetais e legumes, pode ter muitos dos mesmos benefícios do baixo teor de carboidratos”, explica a nutróloga.

Frutas, vegetais, legumes, nozes, grãos inteiros e tubérculos contêm carboidratos, mas são minimamente processados e carregados com fibras e outros nutrientes. “Nenhuma pesquisa mostrou que comer esses tipos de carboidratos impede a perda de peso saudável”, explica Marcella, acrescentando que os carboidratos encontrados em alimentos processados como massas, bagels, muffins, biscoitos, refrigerantes e doces não contêm muitos nutrientes e são os principais culpados pelo ganho de peso e problemas metabólicos.

Por exemplo, uma revisão de 2017 no International Journal of Environmental Research and Public Health sugere que carboidratos simples como açúcares e adoçantes podem aumentar a taxa de obesidade de uma população, de forma que carboidratos complexos como cereais integrais podem contribuir para uma diminuição geral nas taxas de obesidade.

Além da diferença nos benefícios para a saúde entre carboidratos simples e complexos, Marcella explica que existem duas outras maneiras de uma dieta baixa em carboidratos levar à perda de peso: em primeiro lugar, evita picos de açúcar no sangue, ao mesmo tempo que melhora a sensibilidade à insulina. “Isso significa que você sentirá fome com menos frequência e terá menos probabilidade de armazenar energia como gordura”.

Quando você limita os carboidratos, é mais provável que você obtenha mais calorias diárias de proteínas e gorduras, ambas mais satisfatórias do que os carboidratos. “Você pode comer menos calorias no geral porque fica mais satisfeito com o que está comendo”, diz a nutróloga.

Você pode comer poucos carboidratos?

Com certeza. Muitas pessoas relatam que se sentem melhor com uma dieta baixa em carboidratos, enquanto outras se sentem exaustos. Os carboidratos também são conhecidos por aumentar o desempenho atlético, especialmente em alta intensidade. “Os atletas precisam de alimentos ricos em carboidratos antes do treino para armazenar mais glicogênio em seus músculos para abastecê-los durante a atividade física. Eles também precisam de uma fonte de carboidratos de queima rápida durante exercícios intensos ou de resistência, e mais carboidratos após o exercício para se repor e se recuperar”, fala a médica.

Também é importante frisar que comer pouco carboidrato (menos de 100 gramas por dia) pode afetar sua memória, de acordo com o Instituto de Medicina do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). “Cortar drasticamente os carboidratos também pode ter um impacto no seu humor”, afirma a médica.

“Os carboidratos são a fonte de energia preferida do seu cérebro e aumentam a liberação de serotonina, um neurotransmissor que melhora o seu humor e faz você se sentir feliz. É por isso que as dietas com baixo teor de carboidratos estão associadas a um maior risco de depressão”, completa Marcella.

Em vez de adotar uma dieta com muito baixo teor de carboidratos, pode ser mais interessante começar a enfatizar carboidratos complexos minimamente processados, reduzindo o tamanho das porções e aumentando as quantidades de vegetais sem amido, como as folhas. “E juntamente com isso, buscar exercitar mais o corpo para, estrategicamente, aumentar o gasto calórico”, finaliza a médica.

Respostas às cinco principais dúvidas de quem busca uma alimentação saudável

Carboidratos, glúten, gordura e colesterol, o que realmente faz mal e como melhorar a qualidade de vida

Comer ou não comer? Eis a questão. Essa é uma pergunta que acompanha as refeições de muita gente que busca seguir uma alimentação saudável. Dúvidas sobre dietas, consumo de gordura e carboidrato, preparo dos alimentos, entre outras se tornam comuns no dia a dia, principalmente no começo de uma reeducação alimentar.

Porém, como separar os mitos das verdades para manter uma alimentação saudável e de qualidade? A nutricionista Ellen D’arc, da Bio Mundo , rede de lojas que busca promover saúde e bem-estar por meio de produtos saudáveis, explica alguns dos mitos que envolvem uma alimentação saudável.

Posso retirar o carboidrato das refeições?

A dieta Low Carb é muito procurada por quem planeja emagrecer. Consiste na redução drástica no consumo diário de carboidratos, ou seja, a retirada de alimentos como massas, tubérculos e açúcar e incluir mais fibras, gorduras e proteínas.

“Reduzir drasticamente a ingestão de carboidrato pode ser prejudicial à saúde, o nutriente é importante fonte de energia para o corpo. Esse tipo de dieta pode levar a dificuldade de concentração, fadiga, afeta o humor, comprometimento no rendimento das atividades físicas e deficiência nutricional. A recomendação é uma dieta equilibrada para todos os indivíduos. Dietas restritivas devem ser feitas com acompanhamento nutricional e por um determinado período estrategicamente.”

Uma dica da especialista é buscar o carboidrato em fontes saudáveis e de baixo índice glicêmico, como grãos integrais, vegetais e frutas, evitando assim o consumo excessivo de pães e massas refinados.

Devo dar adeus ao glúten?

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Glúten é o nome dado a uma família de proteínas presentes naturalmente em grãos como trigo, centeio e cevada. É ele que dá a elasticidade em alimentos, como a massa e o pão. Esses alimentos carregam vitaminas e fibras, que ajudam a equilibrar o conjunto de bactérias que vivem em nosso sistema digestivo.

O glúten deve ser realmente evitado para quem sofre da doença celíaca. “O organismo de um celíaco não produz uma enzima responsável por digerir a proteína, que desencadeia um processo inflamatório no intestino”, informa Ellen. Dietas sem glúten ganham espaço mesmo para aqueles não celíacos. As pessoas associam o glúten à retenção de liquido, dificuldade na digestão e enxaqueca. A recomendação é procurar um profissional para melhor orientação.

Gordura sempre faz mal?

Existem três grupos de gordura, são elas: saturadas, trans e insaturadas. As duas primeiras devem ser consumidas moderadamente ou até evitadas, devido ao aumento do colesterol ruim (LDL) entre outras implicações na saúde, como obstruções das artérias.

As gorduras insaturadas são necessárias para o bom funcionamento do organismo. “Ela é capaz de reduzir os níveis de triglicérides e de possibilidade de infarto. Eles protegem os órgãos, liberaram ácidos graxos, sais biliares e produzem hormônios”, destaca. A nutricionista aconselha o consumo diário de fontes de gorduras boas, como castanhas, amêndoas, nozes, sementes, alguns tipos de peixe, abacate e azeite de oliva extravirgem.

Devo excluir o ovo da minha diera?

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Não! O ovo aumenta o HDL que é considerado o bom colesterol, por isso o consumo de ovo não é prejudicial. Além disso, é fonte de proteína e contém lecitina que dificulta a absorção do colesterol ruim no intestino, importante para saúde do coração.

“A clara tem o valor calórico mais reduzido e é fonte de proteína, por isso criou-se a cultura de comer apenas a clara e jogar a gema fora, mas a gema é rica em nutrientes, contém 40% da proteína e a maior parte das vitaminas, minerais e antioxidantes”, explica a nutricionista.

Além do bom colesterol, o ovo é rico em antioxidantes, proteína, fósforo, selênio, vitamina A e complexo B. Os nutrientes dele conferem saciedade, melhoram o perfil lipídico e o funcionamento do sistema imune. Porém, devido as calorias, ele deve ser consumido sem exageros.

Como preparar os alimentos?

Fugir das frituras já é um bom começo para conquistar um estilo de vida mais saudável. A nutricionista aconselha o consumo de alimentos grelhados, cozidos ou assados, que são opções mais nutritivas e que não causam mal à saúde. “Em altas temperaturas e por longo período o óleo se torna gordura ruim, sendo prejudicial à saúde quando consumido em excesso”, destaca.

Por outro lado, segundo a nutricionista, o processo de cozimento auxilia na absorção de alguns nutrientes pelo corpo, que o torna uma excelente opção para preparar os alimentos.

“O passo mais importante para manter uma vida saudável é ter em mente que a alimentação deve ser equilibrada. Buscar comer alimentos nutritivos, não exagerar durante as refeições, aliado ao consumo de bastante água durante o dia”, conclui a nutricionista.

Fonte: Bio Mundo

Alimentação sem carboidratos pode fazer mal à saúde?

Nutricionista da Dietbox fala sobre os malefícios decorrentes da dieta sem o nutriente

Quando o assunto é perda de peso, muitas pessoas optam por dietas restritivas para acelerar o processo, como, por exemplo, o corte de carboidratos. Mas fica uma questão: restringir a alimentação desta forma pode prejudicar a saúde?

Segundo Bettina Del Pino, nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, retirar doces e farinha branca pode ser benéfico, mas, em longo prazo, a falta de carboidratos — principalmente os cereais e grãos integrais — pode afetar o bom funcionamento do organismo. “O ideal é fazer um acompanhamento nutricional para avaliar a necessidade de adotá-la e adaptá-la de acordo com as particularidades de cada pessoa”, explica a especialista.

“Diminuir ou cortar os carboidratos fará o organismo buscar outras fontes de energia. Ao utilizar outras reservas corporais, pode ocorrer uma redução de peso, mas não significa que esse emagrecimento será, necessariamente, um emagrecimento saudável”, completa.

Importância dos carboidratos

Alimentos fonte de carboidratos são excelentes aliados quando consumidos de forma correta e na quantidade adequada. São um dos grupos responsáveis por fornecer energia ao organismo para realizar as tarefas diárias, além de contribuir para o bom funcionamento do cérebro e para o crescimento muscular.

Entenda os riscos da dieta sem carboidratos

Eliminar totalmente os carboidratos da dieta pode causar sintomas, como dores de cabeça, falta de energia, alterações de humor, dificuldade de concentração e ansiedade.

O déficit do nutriente pode levar o indivíduo a consumir mais proteínas que o recomendado para promover a saciedade. Essa prática, se não for acompanhada por um profissional de nutrição, pode sobrecarregar os rins e o fígado, que trabalham mais para sintetizar as moléculas.

Além disso, o corpo pode consumir outras fontes energéticas, utilizando a reserva do tecido adiposo. Se for feita uma restrição muito severa, sem o balanço correto entre macro e micronutrientes, o corpo pode utilizar as reservas musculares, implicando em uma redução de peso não tão saudável.

“Com a falta de energia, proveniente dos carboidratos, o organismo procura outras fontes e o glicogênio, presente nos músculos, se torna o principal alvo. Isso resulta na perda de massa muscular, enquanto a gordura acumulada permanece no corpo, o que pode elevar os níveis de colesterol”, esclarece a nutricionista da Dietbox .

Perder peso com saúde

É fato que as dietas com baixo consumo de carboidratos podem auxiliar de forma considerável no emagrecimento, desde que aliadas à uma reeducação alimentar e acompanhadas por um profissional de nutrição para não acarretar prejuízos.

Bettina acrescenta que a redução moderada do nutriente proporciona outros benefícios, além da perda de peso, como queda das taxas de açúcares e do nível de triglicerídeos e ainda contribui na melhora do sistema cardiovascular em longo prazo.

“A combinação de uma alimentação equilibrada com a prática regular de atividades físicas e hábitos saudáveis é sempre o melhor caminho para emagrecer com saúde, sem cometer excessos. É importante também priorizar alimentos naturais, ricos em vitaminas e minerais, e evitar processados e ultra processados, com uma rotina alimentar adequada em quantidade e qualidade pelo profissional de nutrição”, completa Bettina.

Fonte: Dietbox