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Saiba como agir diante da paquera por sites e aplicativos de relacionamentos

Segredos embutidos na conversa online revelam interesses dos adeptos do romance virtual

A paquera virtual tornou-se hoje o ponto alto dos relacionamentos. A cutucada, a piscadinha ou o “favoritar aquele perfil que chamou a atenção” são as formas mais rápidas e práticas de fazer novas amizades e iniciar um contato que pode virar um romance.

“O que vale dizer é que a tecnologia ajuda bastante, mas a iniciativa de cada um é importante para o jogo da sedução, de paquera pessoal ou virtual”, afirma a terapeuta de casais e consultora do site de relacionamentos Solteiros50, Carla Cecarello. Para a especialista, investir em alguém não é tão difícil como antigamente mesmo para quem é tímido ou para quem já tem a fama de pegador ou pegadora, afinal, elas atuam mais intensamente nas redes sociais que eles.

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Apesar dos tempos de paquera online o romance não morreu. Homens e mulheres buscam a pessoa especial e afirmam que não há nada melhor que olhar no olho, trocar sorrisos e partir para a conversa. Na paquera virtual esse jogo da conquista também ocorre e, em vez de ser frente a frente, é por meio de um computador ou smartphone por meio de palavras escritas, gifs, emojis. “O desenrolar da conversa é a forma de paquera, os gifs e os emojis são as sensações envolvidas e significam parte daquilo deve ser filtrado”, alerta a psicóloga especialista em relacionamentos, Yris Monallizza de Souza, do site Amor&Classe.

A especialista diz que a conversação, por ser uma ferramenta disponível nos sites e aplicativos de relacionamentos, faz parte do jogo de sedução e conquista nas redes sociais. É por meio dessas conversas síncronas (quando ambos respondem simultâneamente) ou assíncronas (quando a resposta é feita após alguns minutos, horas ou dias) que a conquista ocorre. Depende muito de como as pessoas utilizam esses recursos e como são interpretados por quem recebe as mensagens.

mulher computador lendo

“Para um público mais maduro, perto dos 50 anos ou mais, esse jogo é interessante. Quando se descobre falhas sobre a personalidade do outro a frustração é menor porque a experiência de vida já os deixou mais preparados para personagens criados na rede”, salienta Carla.

No entanto, para um público mais jovem e afoito, esse jogo de palavras nem sempre é bem visto. Para eles, a troca de emojis, figuras, gifs e mesmo partir para um encontro de forma mais rápida é a forma de fazer valer o serviço que os sites de relacionamento oferecem.

“Mas é prudente identificar se um determinado perfil é realmente aquilo que diz ser antes de sair para um encontro às cegas sem uma checagem”, lembra Yris. Para a especialista em relacionamentos, a ansiedade nos mais jovens é comum e por isso estão mais propensos à frustrações. “Quando se cria mentalmente uma personagem a partir das conversas online ou tem-se uma expectativa qualquer desencontro entre o que foi imaginado e o real pode decepcionar”, destaca a psicóloga do Amor&Classe.

Decifrar o que o outro quer, o que procura e como é antes de ir para um encontro é uma maneira de evitar angústias. “As pessoas, fazem tudo de forma rápida e emocional sem se preocupar com as consequências e depois não encaram a frustração”, diz Carla.

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Normalmente, as conversas entre os usuários dos sites de relacionamento são para impressionar. Cabe ao outro decifrar e compreender as entrelinhas dessas trocas, como forma de perceber os detalhes das mensagens. “Quando todos se entendem e a conversa ocorre de forma natural e aberta o jogo da conquista é mais prazeroso”, comenta a terapeuta.

Os sinais nas conversas online são maneiras de expor sentimentos e devem ser analisados para descobrir os interesses por trás dessa comunicação. Frases de efeito, pensamentos complexos ou rebuscados podem mostrar a pouca criatividade do interlocutor. Existem milhares de sites com frases românticas prontas que podem ser copiadas por qualquer usuário da internet.

“Quem se entrega para os jogos de sedução deve saber que na rede tudo é possível, que o desconhecido do outro lado está escondido atrás de um perfil”, reforça Yris. Se a pessoa se interessa por um perfil que tem todas as características que deseja deve pesquisar antes de marcar um encontro. “Há casos de muitos encontros que terminaram em casamento, em namoros longos ou efêmeros e há aqueles que sequer passaram do encontro inicial porque havia muita informação fake”, lembra a psicóloga.

Todas essas recomendações das especialistas são formas de auxiliar os usuários dos sites e aplicativos de relacionamento, para que sejam possíveis ocorrer histórias de sucesso e final feliz. Assim como pessoas se conhecem na balada, trocando olhares, sorrisos e conversas antes de passarem à amizade e beijos, abraços ou algo mais, muitos usuários encontram seus pares nas ferramentas de aproximação online. É caso de Miguel D’Agostino (47) e Valentina Soares (44).

A história dos dois é quase um conto de amor impossível: “Conheci a minha esposa num site de relacionamento, no período de carnaval, quando todos querem folia, festa, fantasia, beijar muitas bocas e contar para os amigos”, conta ele. Em vez de ir para a folia, o técnico em radiologia decidiu relaxar em casa e aproveitou a internet. “Recebi a publicidade do site. Entrei, me cadastrei e associei-me. Logo de cara o cruzamento de perfis com os mesmos desejos e semelhanças indicou o de Lena, que estava online. Fiz o contato e apesar da demora em responder, ela finalmente disse um Oi”, lembra D’Agostino.

Os dois trocaram correspondências dia sim dia não, cada vez com mais detalhes, até que um mês depois marcaram o encontro. A amizade online virou real e namoro alguns meses seguintes. Três anos anos depois, subiram ao altar.

A história de D’Agostino se repete com os milhares de usuários registrados nos bancos de dados dos sites Solteiros50 e Amor&Classe. “Há sempre uma chance para quem está disponível e quer encontrar um parceiro ou parceira”, afirma Carla. Para conquistar um amor duradouro a chave é o romantismo. “O flerte inicial, a forma como aborda temas e ou assuntos do cotidiano e como se dispõe a ser verdadeiro é o que define um relacionamento duradouro”, aponta Yris.

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Ilustração: Studiostoks

Não há garantias de que se terá sucesso imediato, mas vale a pena tentar. “Primeiro ambos devem saber o que querem, depois tentar uma aproximação, estudar a maneira da pessoa”, complementa Carla.

“As mulheres gostam de elogios, isso não muda. A mensagem deve ser sempre real e verdadeira, pois isso é bacana nos relacionamentos online”, finaliza Yris.

Expecialista explica porque namorar aos 50 é melhor que na juventude

Sexóloga e terapeuta de casais diz que experiências vividas dão mais confiança para um relacionamento mais tranquilo e feliz

Muitas mulheres solteiras que atingiram a casa dos 50 anos pensam que namorar nessa idade é angustioso, fora de moda, podendo trazer muito mais frustração e confusão que felicidade. Para a sexóloga e terapeuta de casais, Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 não é a idade a principal razão para o medo, mas as características da nossa sociedade que dão valor exacerbado para a juventude.

A vida conturbada faz muitas pessoas, nesta faixa de idade, ainda não terem se estabelecido profissionalmente ou pessoalmente. “Esse é um processo pelo qual todas as pessoas, homens e mulheres, atravessam, mas há um lado positivo em ter atingido a maturidade”, afirma a especialista.

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Shutterstock

De acordo com Carla, a correria cotidiana, os afazeres, a pressão, as responsabilidades tem feito pessoas chegarem aos 50 sem sequer terem vivido um romance duradouro, sem contar a solidão ou a indefinição da vida profissional. Por outro lado, existem razões para comemorar, segundo a consultora, como as mudanças ocorridas na sociedade e que permitiram uma qualidade de via superior aos que chegam aos 50 anos.

Essas mulheres e homens estão em plena movimentação, seja profissional e pessoal, que incluem as atividades físicas, intelectuais e porque não dizer sexuais. “As mulheres de 50 anos, por exemplo, não deixam nada a desejar e não perdem em relação às garotas de 20 e poucos anos em especial no que tange ao namoro”, diz Carla Cecarello.

Há outros motivos que transformaram a forma de encarar a realidade por parte das mulheres mais maduras. A qualidade de vida melhor, mais ativa e porque não dizer com uma intensidade em vários campos, permite ter uma vida amorosa ou até pensar em montar uma família nesta idade. Além das novas estruturas da sociedade, as pessoas de 50 anos são mais bem informadas, estão mais atualizadas e algumas já economicamente definidas, atentas, inclusive, as novidades tecnológicas.

“Há uma falsa noção de que aos 50 anos as pessoas deixaram a vida de lado ou deixaram de produzir”, afirma a consultora do site de relacionamento focado em pessoas nesta faixa etária.

O Solteiros50 foi criado por uma empresa alemã que notou uma intensa atividade entre pessoas que procuravam recomeçar suas vidas seja após um casamento frustrado e finalizado ou por se tornarem viúvas ou viúvos em plena atividade. No Brasil, desde 2018, o site reúne em torno de 2 milhões de assinantes e cerca de 15 mil novos registros diariamente. A intensa troca de mensagens no sistema mostra que as cinquentonas e cinquentões estão bem ativos e querem sim experimentar e vivenciar o que lhes é oferecido.

Para Carla, as mulheres sabem que o processo de namoro é tão brilhante e belo como elas são. “Elas sabem que podem fazer toda a diferença porque possuem visão sobre homens e os relacionamentos justamente por causa das experiências já vividas”, afirma a sexóloga.

Essa é a diferença que faz das mulheres de 50 tão boas quanto as jovens de 20, porque essas podem dar beleza e prazer e as outras podem dar tranquilidade e prazer com toda a experiência. Para destacar essas diferenças entre as jovens e as maduras, a consultora do site Solteiros50 apontou 6 razões de porque as mulheres consideram os 50 anos a melhor idade para engatar um romance e ser feliz.

Riqueza de conhecimentos

mindfulness- mulher meia idade
Aos 50 elas não se importam mais quem são ou como eram aos 20 anos ou as diferenças entre um período e outro. As mulheres com mais de 50 anos sentem-se mais seguras, sabem do que gostam (e não gostam) e confiam mais em si mesmas. Esse é o benefício da experiência de vida – maior confiança. “Elas sabem que podem aproveitar mais e melhor a vida nesta faixa”, diz a consultora.

Encontrou a si mesma

casal briga separação pixabay
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Se aos 20 e poucos anos, a mulher busca se impor e se estabelecer, aos 50 ela já encontrou a si mesma, não necessita comparar-se às outras ou se preocupar com o que as pessoas pensam. As descobertas já foram feitas assim como as preferências. As lições mais fáceis assim como as mais difíceis foram aprendidas e assimiladas. Os benefícios desta experiência são notáveis e podem ser usados para encontrar o amor da vida delas, pois já sabe o que gosta e não gosta nos homens.

Começar ou não projetos

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A liberdade permitida nesta idade impõe regras como perceber o avanço do relógio biológico. Ou a pessoa já tem seus filhos ou não, o parceiro tem ou não. Assim, se o projeto é formar uma família com filhos, ela sabe que o relógio biológico é um problema, o que não a impede de assumir a maternidade por vias alternativas, como a adoção, por exemplo. Lá atrás essas mulheres procuravam por homens com quem pudessem começar uma família e tinham critérios como ser bom provedor e pai. Atualmente, elas podem decidir e escolher de que forma será, uma vez que já estão economicamente resolvidas e independentes. A missão delas é apenas escolher um homem com potencial de ser um bom pai, na formação, educação e auxilio para cuidar do filho. “Se a opção for não ter filhos, significa que elas querem se divertir, com a liberdade de escolher um homem que saiba aproveitar e compartilhar os bons momentos da vida”, diz Carla.

Experiência nos relacionamentos

casal maos dadas coracao
As mulheres aos 50 já passaram pelo casamento e relacionamentos diversos e adquiriram habilidades de comunicação para lidar com situações que surgem. Não tem mais medo de falar ou de dialogar sobre esses problemas e tampouco se exasperam por simples dificuldades. Elas conversam mais, tem mais calma e raciocínio lógico para resolver as situações com sucesso. As explosões e os ciúmes comuns na juventude desaparecem, pois são comportamentos inaceitáveis. Não há garantias de que agir desta forma gere felicidade perpétua, mas é uma chance de que as soluções sejam mais duradouras e efetivas.

Símbolos e demonstrações de posse

casal meia idade feliz
Como casamento não é uma necessidade nesta faixa de idade para as mulheres, encontrar um parceiro não necessita demonstrar controle ou posse como forma de garantir a efetividade da relação. Assim, nem sempre elas desejam colocar uma aliança nos dedos para confirmar o relacionamento ou a posse sobre o outro e também não demonstram ciúmes como forma de segurar o companheiro, embora desejem um relacionamento de longo prazo e comprometido. Elas são livres para escolher e dão liberdade para os parceiros decidirem. Essa é uma pressão que deixa de existir aos 50 anos.

Parceiros também estão melhores

casal na banheira
Assim como as mulheres, os homens aos 50 anos e mais estão muito melhores. Não é a regra, mas a maioria está bem melhor e madura. Eles são mais sensíveis e demonstram isso com mais facilidade e menos vergonha. Na medida em que envelhecem, os homens sentem-se mais à vontade com a intimidade, se tornam carinhosos, sábios ou têm melhores habilidades no sexo e no amor. A tecnologia, os sites de namoro, os aplicativos de encontro, por exemplo, são formas de contribuir para a aproximação entre elas e eles.

Fonte: Solteiros50 

Sexo aos 50: por que é melhor nesta faixa etária?

A experiência de vida conta muito nesta faixa de idade, especialmente porque boa parte delas já foram experimentadas e, apesar das controvérsias sobre a capacidade física dos cinquentões, a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 e a psicóloga Iris de Souza, especialista em relacionamentos do site Amor&Classe, confirmam: “esta é a melhor idade para tudo, inclusive para os relacionamentos e para o sexo”, afirmam.

Para Carla, há algumas razões para o sexo ter mais qualidade nesta faixa etária, porém, se houver informação e cuidados, há ainda muitas formas de melhorar a vida sexual dos novos 50+. Já para Iris, está é também uma fase em que os homens já vivenciaram muitas experiências e podem se dedicar a uma relação afetiva mais contundente.

Ambas as especialistas dizem existirem argumentos suficientemente reveladores de como o sexo e a relação amorosa vai melhorando com o passar dos anos. No caso deles, as relações tornam-se muito mais fáceis de serem conduzidas. Para elas, nem tanto, principalmente pelos erros deles em serem menos interessados anteriormente. Por isso, as especialistas listaram dez razões do porquê tanto o sexo quanto as relações podem ser interessantes aos 50 anos. Confira:

Autoconfiança

casal 50
Para as especialistas, aos 50 anos, tanto ele quanto ela já possuem maior conhecimento de suas capacidades pessoais e determinações. Sabem também de tudo o que gostam e do que não gostam. Nesta faixa etária já estão como queriam estar e como querem ficar na vida, de forma que não precisam se autoafirmar continuamente para outras pessoas. Por essa razão, as pessoas de 50 anos se concentram nas coisas que são realmente importantes para elas. Essa autoconfiança permite a elas viverem melhor cada momento e abraçar de forma muito mais responsável suas escolhas, notadamente na intimidade e nos relacionamentos.

Mais prazer e menos pressão
Antes de chegar aos cinquenta anos, as pessoas levam a vida em uma intensidade tão grande que é preciso se autoafirmar constantemente. Quando se é jovem, por exemplo, existe uma pressão muito maior para que haja correspondência entre o corpo (parte física) e o sexo. Essa tensão na parte física do sexo exige mais correspondência no que diz aos resultados, o que, em vez de ajudar, na maioria das vezes, atrapalha. Os mais jovens vivem sobre pressão para se apresentar bem fisicamente, especialmente sobre a cama e sobre o corpo do outro, para oferecer prazer. Com a idade e com o autoconhecimento, percebem que não é a duração do sexo, nem a quantidade de prazer e orgasmos que têm ou dão que conta, mas o prazer e a satisfação de ambos em completa e absoluta sintonia e sincronia. Por essa razão, sexo depois dos 50 é conexão. Mesmo que seja sexo casual, o foco mudou da performance para o conectar-se ao outro.

Sem pressa

casal meia idade feliz
O passar dos anos ensina muita coisa, uma delas é dar tempo ao tempo e não viver apenas em relação a ele, mas conectado ao seu redor e com todos, inclusive com o próprio Chronos*. Desta forma, as pessoas aprendem a gerir melhor o seu tempo e ganham, assim, oportunidades para apostar mais na vida sexual. Dar tempo ao tempo significa que elas passam a uma posição privilegiada de poder investir em si mesmas e a possuir mais tempo para cultivar gostos, hobbies e namoros, que incluem o prazer sexual, não como objetivo, mas como forma de expressar a forma de encarar a vida.

Experiência e qualidade
Se o sexo já não é apenas uma capacidade física e tampouco uma demonstração de força, mas de jeito e forma, só com o tempo as pessoas percebem-se melhor e valorizam outras formas de atingir o prazer sexual. A leitura de bons livros ou a consulta com especialistas, como sexólogas, psicólogas ou terapeutas entram no circuito de conhecimento e informação dessas pessoas. Existem livros sobre satisfação sexual e novas experiências sexuais que antes eram impensáveis de ser lidos, ou eram considerados objetos que jamais seriam contemplados. Conhecer-se a si mesmo e a sexualidade abre novas fronteiras de relacionamentos e experiências que aqueles que têm mais de 50 se colocam disponíveis e abertos para conhecer.

Liberdade absoluta

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Há durante o percurso até os 50 anos inúmeras preocupações, especialmente em relação as questões profissionais, financeiras e suporte material. Atribui-se a elas um peso maior. Quando se obtém as experiência de vida, percebe-se que o peso pode ser igual para todos os assuntos e temas, o que é libertador. Isto permite à pessoa priorizar o que é realmente importante para ela e, de acordo com o que gosta, dedicar mais ou menos atenção e prioridade. Na vida sexual, a libertação, principalmente em relação a questão física, permite que se procure e se entregue a novas aventuras.

O ápice com mais facilidade
A libertação da questão da prática sexual concede às pessoas com mais de 50 atingir o orgasmo com muito mais facilidade e qualidade, mesmo várias vezes. O prazer completo, o ápice da relação, pode ser conseguido mais facilmente porque as pessoas são mais seletivas na escolha dos parceiros e as escolhas são baseadas em gostos, compatibilidades e não apenas por beleza física, comum nos jovens, como processo de seleção. Além disso, a pressa para se levar alguém para a cama não permite que se conheça tão bem o outro, como em uma relação aos 50 anos.

Espontaneidade

lareira inverno casal
Outra razão é a quebra da rotina, que pode aumentar a libido do casal. As mudanças de hábitos trazem novidades. Inovar ajuda no aumento da atividade sexual, sobretudo quando os casais já se conhecem há muito tempo.

Relações mais simples e claras
Honestidade nem sempre é o forte das relações mais jovens. Aprende-se com o tempo que a necessidade de se falar com clareza e ser honesto naquilo que diz é fundamental para que a relação ocorra de forma simples e verdadeira. Aos 50 anos, essa é outra das coisas que se ganha: clareza e honestidade nas relações interpessoais. As pessoas sentem-se mais à vontade com o outro e dão mais liberdade para se autoafirmarem ou apresentar suas ideias e opiniões. É algo fabuloso. Ser direto e objetivo na relação com os outros não é algo apenas para pessoas aos 50, mas deve ser para todas as idades, em que os estereótipos deveriam ser deixados de lado e os estigmas esquecidos para facilitar a experiência da vida.

Tolerância

casal na banheira
Desde que o ser humano é ser humano deveria ser tolerante com o outro. Numa relação interpessoal ou amorosa, a tolerância deveria ser central, pois evitaria o desperdício de tempo entre duas pessoas que não se respeitam ou não se conhecem por não serem diretas e objetivas ou porque vivem com seus estigmas e montam seus estereótipos (de como deve ser a pessoa ideal para elas). Ser tolerante com o outro não é aceitar suas ideias e opiniões, mas entender quais são essas ideias e opiniões. Se ambos agem com tolerância, as opiniões serão claras e as decisões tomadas suavemente tanto para a vida em conjunto quanto não. Aos 50, isso está claro.

Inovar e experimentar
Aos 50, a inovação não tem de ser uma barreira para o sucesso, mesmo que as experiências já tenham sido vividas. Ainda há tempo para aprender. Esse aprendizado é sempre obtido com muita qualidade e, por isso, capaz de inovar e experimentar, de forma a analisar os ganhos e as perdas em torno da inovação. Nos relacionamentos, a inovação e experiência se tornam mais fáceis e muito mais aceitas.

Apps de namoro para quem tem mais de 50 anos: vale a pena?

Sexóloga fala dos benefícios à saúde de quem tem uma vida sexual ativa na maturidade

Cada vez mais, homens e mulheres de todas as idades têm procurado por um estilo de vida mais ativo, mesmo depois que chegam na maturidade. Uma das ferramentas mais utilizadas por esse público tem sido os aplicativos de namoro para cinquentões e cinquentonas, permitindo conhecer pessoas novas, além de desfrutar de uma parceria mais tranquila depois de tantas experiências vividas.

A sexóloga do site Solteiros50, Carla Cecarello, explica que retomar a vida sexual na maturidade ajuda a proteger até mesmo o coração. “O sexo funciona como exercício, por isso, traz todos os benefícios de uma atividade física comum. Uma pesquisa realizada na Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, já revelou que o sexo regular funciona como exercício cardiovascular, aumentando as chances de combater o câncer e diminuindo os sintomas da menopausa”, destaca.

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Além disso, Carla conta que, em 2011, uma pesquisa divulgada durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Gerontologia, revelou-se que a frequência da atividade sexual está diretamente ligada à felicidade dos idosos. “Quanto mais ativa a vida sexual dos mais velhos, maiores são os níveis de bem-estar na vida e felicidade no casamento”, lembra.

O levantamento considerou as respostas de 238 pessoas com mais de 65 anos de idade. Segundo os dados, 60% dos idosos que faziam sexo mais de uma vez por mês se classificaram como “muito felizes” em comparação com 40% dos indivíduos que não tinham tido relação sexual nos últimos 12 meses.

Mas a especialista faz um alerta para quem tem mais de 50 anos: “Embora a sensação de liberdade e a segurança na hora de retomar a vida sexual sejam recorrentes aos mais velhos, alguns cuidados não podem ser deixados de lado. Esta é uma geração que não conheceu o preservativo e hoje em dia, apesar de conhecerem, torcem o nariz para ele. E aí mora o perigo! Curtir a vida é muito válido, mas com precaução”, orienta a sexóloga.

Benefícios de uma vida sexual ativa depois dos 50 anos

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“Os benefícios do sexo são muitos, ele aumenta a autoestima, melhora a qualidade de vida, o humor e a intensidade das relações. No entanto, conforme a idade avança, o corpo vai passando por mudanças, por isso é preciso ficar atento e ter alguns cuidados. A libido não acaba com o envelhecimento. O que pode acontecer são algumas alterações hormonais com a terceira idade, como no caso das mulheres quando muitas vezes têm a testosterona alterada. O homem passa pela andropausa – distúrbio antropogênico do envelhecimento masculino – e essa alteração hormonal pode atingir a libido. Mas se não houver nenhum tipo de alteração no hormônio que desperta desejo sexual, a vontade continua da mesma forma”, descreve a especialista.

É possível ter lubrificação na terceira idade?

A lubrificação tende a diminuir na mulher após a menopausa. Algumas ficam com ‘muito pouco’ e outras desaparecem completamente. Nesse caso, é sempre importante fazer à utilização de géis, principalmente os que são à base de água. Além disso, o lubrificante pode ser usado em cima do preservativo para que o deslizamento seja ainda melhor.

Géis com hormônio são aconselháveis somente com recomendação médica. Vale ressaltar que o prazer continua da mesma forma, o orgasmo é uma sensação cerebral desencadeada por um estímulo no pênis ou no clitóris (vagina), se essa sensação for muito boa e prazerosa com certeza essa pessoa vai chegar ao orgasmo naturalmente.

Família

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Muitas vezes a família pode influenciar na vida sexual pelo fato de não conseguir imaginar seus avós ou pais tendo uma vida sexual ativa. “A terceira idade é vista como o fim de tudo na vida daquela pessoa, alguns chegam a recriminar beijos e, portanto, podem não aceitar que saiam para bailes em busca de novos parceiros. O que é uma pena porque nunca é tarde para viver e ser feliz”, conclui a especialista.

Fonte: Solteiros50

Sexo aos 50: deixe a vergonha e o medo de lado

Sexóloga e terapeuta de casais diz que estágio inicial para voltar a vida sexual e recomeçar um relacionamento aos 50 anos ou mais, o início pode ser a internet

Apesar de muitas pessoas ainda criticarem, os sites de relacionamento têm sido de grande ajuda para quem quer retomar a vida sexual, iniciar um relacionamento amoroso e quem sabe até topar com a cara metade. A facilidade para encontrar um parceiro e conhecer pessoas diferentes são os principais atrativos para quem, por exemplo, ficou muito tempo em um relacionamento apenas e ao chegar nos 50, 60 anos se vê sozinho após o fim de um casamento.

“Essas pessoas estão destreinadas, têm vergonha ou até mesmo medo de recomeçar e dar tudo errado novamente e os sites podem ser um estágio inicial”, afirma a sexóloga e terapeuta de casais Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50.

Os sites do relacionamento mostram como as pessoas estão agindo, onde elas marcam para se encontrar, que tipo de papo conversam. Segundo a especialista, é um ótimo começo, pois a pessoa pode participar de grupos, fazer um curso de dança em clubes, participar de bailes.

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Mudanças de comportamento

O fim de um relacionamento sempre causa alguma frustração pessoal, porém, existem pessoas que se adaptam bem ao fim para recomeçar outro. Há, no entanto, aquelas que demoram para reagir. Nestes casos, as dificuldades serão maiores para enfrentar o medo e a vergonha de ter contato com alguém novamente. Não existem regras de como se preparar para o primeiro encontro para recomeçar.

“É complicado para quem nunca teve um relacionamento ou para quem já teve dezenas”, diz Carla. De acordo com a especialista, normalmente, as pessoas costumam cuidar da aparência e treinam como vai falar ou deixar de falar sobre tais assuntos. “Mas é natural que a ansiedade e um certo receio aconteçam no primeiro encontro. Não tem como fugir disso”, salienta a sexóloga do Solteiros50.

A ansiedade é importante para que a pessoa perceba e se sinta viva. “Uma ansiedade controlada ajuda a dizer como você deve agir e a perceber, por exemplo, se a pessoa com quem vai se encontrar é realmente com quem quer estar”, acrescenta. Apesar de a internet facilitar esses contatos, essa ansiedade permite você ter consciência e analisar as características da pessoa, ver se está de acordo com o que quer, para que se sinta seguro no primeiro encontro.

 

“Existe sempre esse receio: será que vai dar certo? Será que eu estou bem? Será que eu não estou. O medo e a vergonha fazem perguntar tudo isso, mas é um impulso para ir ao encontro e fazer os ajustes necessários para os próximos encontros”, salienta a sexóloga.

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Pixabay

E se a ansiedade ajuda de um lado pode estragar do outro. Se tudo correu bem no primeiro encontro, a ansiedade, mesmo para aquele que tem medo ou vergonha, pode fazê-lo agir sem pensar. A especialista explica: no dia seguinte ao encontro o ideal é aguardar porque se for para um relacionamento estável não é indicado extrapolar.

“Aguarde e espere a outra pessoa também se manifestar, ver de que jeito ela vai avaliar como foi o encontro. Assim você pode ver quais são os pontos fortes e fracos. Não ficar na marcação pelo telefone ou redes sociais para marcar outro encontro. As coisas devem fluir com uma certa tranquilidade e naturalidade”, orienta a especialista do Solteiros50.

Informe-se

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O ideal é procurar o máximo de informação possível da pessoa, passar alguns dias até fazer uma manifestação e fazer um novo convite para sair. “Tudo com calma porque pessoas com mais de 50 são pessoas que costumam ter mais maturidade, não são muito aflitas, sabem esperar o melhor momento para reagir”, destaca Carla.

As regras para encontros marcados pelos sites de relacionamento ou internet, em que o contato é distante, continuam sendo as mesmas. O primeiro encontro de praxe deve ocorrer num lugar público. Não ir direto num motel ou local desconhecido, porque é um pouco complicado. “Mesmo que já tenha conhecido no site de relacionamento, ainda assim é necessário ter cuidado”, observa a consultora do Solteiros50.

Ela, no entanto, reforça que pessoas com mais de 50 anos, muitas vezes, ficaram presas num relacionamento por muito tempo e podem perder o jeito de lidar com as malícias do dia a dia, ainda mais dos momentos que a gente se encontra hoje. “Então, procurar marcar um encontro num lugar público para conhecer e ter mais segurança, principalmente as mulheres, e só quando estiver segura partir para uma situação posterior, de mais intimidade e tudo mais”, completa.

Benefícios

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Segundo Carla, os benefícios são muitos quando se recomeça a viver numa perspectiva de se relacionar novamente. Primeiro, porque o bom humor se faz presente, a autoestima se mantém alta, porque a pessoa vai querer se cuidar, mas vai cuidar não só da aparência física como também de sua saúde física e mental. Poderá procurar uma psicoterapia, fazer uma atividade física e criar seu nível com as pessoas, ter relacionamento social, ficando mais disposta e mais alegre.

“Tudo resulta em qualidade de vida. A manutenção de relacionamentos seja social ou sexual são positivos e podem trazer mais ânimo e a pessoa estará mais disposta para tudo. De modo geral, ela passa a investir mais nela mesmo em todos os sentidos, espiritual, físico e mental”, finaliza a sexóloga e terapeuta de casais do Solteiros50.

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Carla Cecarello

Fonte: Solteiros50