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Qual a relação do sistema imunológico e o tempo frio?

Quadros de doenças respiratórias são decorrentes das mudanças externas, como baixa umidade e ambientes pouco ventilados

A chegada do frio costuma ser marcada por quadros de espirros, coriza e tosse, decorrentes das mais variadas doenças respiratórias. Para os alérgicos, as mudanças bruscas de temperatura também afetam negativamente o organismo, causando, inclusive, dificuldade para respirar.

De acordo com Alberto Duarte, imunologista do Hcor, há evidências clínicas e laboratoriais indicando que a inalação de ar frio diminui a temperatura corpórea, causando estresse, com aumento dos níveis de mediadores metabólicos e diminuição de mediadores imunológicos, como as citocinas e imunoglobulinas, que pode resultar em vasoconstrição da mucosa respiratória e depressão do sistema imunológico.

“Essas alterações podem ser responsáveis por uma maior suscetibilidade a infecções durante o período de inverno, quando as pessoas são submetidas, às vezes, a baixas temperaturas”, explica.

De acordo com Duarte, a imunidade dos adultos é beneficiada com hábitos saudáveis. Portanto, adotar a prática regular de atividades físicas e uma alimentação balanceada, além de investir em boas noites de sono, costumam ser boas estratégias para se manter longe de determinados diagnósticos.

O frio e nosso sistema respiratório

Segundo o pneumologista do Hcor, Carlos Carvalho, nosso organismo reage de acordo com a temperatura e com o clima. “Quando as vias respiratórias são atingidas por um ar mais seco e frio, há uma piora do sistema respiratório. Isso ocorre porque há redução na produção de muco eliminado pelas glândulas das vias aéreas, na qual existem enzimas e anticorpos protetores. Com o frio, o transporte do muco das vias aéreas inferiores para as superiores fica comprometido e faz com que as doenças respiratórias se proliferem com maior facilidade”, explica.

Para se manter protegido de vírus e bactérias que afetam a respiração, o especialista indica algumas atitudes simples e eficazes para ultrapassarmos as estações frias sem infecções ou problemas respiratórios, tais como:

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=Não se expor desprotegido a baixas temperaturas, evitando inclusive choques térmicos;
=Manter os ambientes arejados, a fim de minimizar a concentração de vírus e bactérias;
=Evitar aglomerações ou ambientes fechados com um grande número de pessoas;


=Higienizar bem as mãos com água e sabão ou álcool em gel;
=Evitar o contato com pessoas gripadas;


=Manter-se hidratado, já que o aumento de doenças respiratórias também tem relação com o tempo seco e a alta concentração de poluentes na atmosfera.

Outro ponto para o qual o médico chama atenção é a aplicação da vacina da gripe – estendida recentemente pelo Ministério da Saúde para toda a população.

Fonte: HCor

Pneumologista do HCor alerta para riscos de doenças respiratórias no verão

Ar condicionado em excesso, poluição, desidratação e até mesmo a má alimentação são fatores que podem favorecer o aparecimento de inflamações, alergias e até pneumonia

Os casos de pneumonia são considerados frequentes no inverno, muito por conta das baixas temperaturas. O que poucos sabem é que a doença também pode se manifestar no verão. Fatores como poluição do ar (comum nas grandes cidades), desidratação (por conta do calor excessivo) e até a má alimentação podem prejudicar o desempenho da chamada barreira mecânica respiratória.

mulher gripe nariz espirro

“Essa barreira é parte das defesas naturais do sistema respiratório. Ela tem início nas narinas que, por meio dos cílios (pelos protetores) e do turbilhonamento aéreo, impedem a passagem de microrganismos, e termina com o fechamento da glote, responsável pela proteção dos brônquios da chegada de eventuais corpos estranhos”, explica o pneumologista Carlos Carvalho, coordenador do Serviço de Pneumologia do HCor.

Quando essas defesas ficam debilitadas, as chances do desenvolvimento de doenças como pneumonia, mesmo nas estações mais quentes, aumentam consideravelmente. “À medida em que as pessoas transpiram, sem repor o líquido perdido, ou ficam muito tempo expostas à poluição, há um ressecamento da mucosa presente nas barreiras mecânicas respiratórias, que perde parte da capacidade de bloquear bactérias presentes no ar e outros microrganismos, que inclusive podem já estar presentes no corpo do indivíduo, mas que ainda não chegaram aos pulmões”, revela o pneumologista.

Alimentação

alimentação ceia carne legumes

Quando não nos alimentamos corretamente, todo o sistema imunológico perde eficiência. Por isso, dependendo da situação, pode ser que o organismo também acabe falhando na tarefa de reter micróbios nocivos à saúde, durante a estação. “De maneira geral, a pneumonia ocorre quando os pulmões são acometidos por uma infecção provocada por bactérias, vírus, fungos ou mesmo reações alérgicas na região alveolar do órgão, onde ocorre a troca gasosa necessária ao processo de respiração. Para que o pulmão esteja saudável, essa região precisa estar sempre livre de microrganismos ou substâncias nocivas”, reforça o médico.

Hábitos saudáveis

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Deixar de fumar também pode prevenir a pneumonia no verão, já que o cigarro baixa a imunidade dos pulmões. Outros métodos como lavar as mãos sempre que assoar o nariz, usar o banheiro ou precisar trocar fraldas, por exemplo, ajudam muito. Todos estes cuidados são ainda mais importantes no caso de pessoas que apresentam imunidade mais baixa do que o normal, como portadores de doenças cardíacas ou respiratórias. “Outra possibilidade é a utilização de vacinas. Mas, para isso, é preciso de orientação médica”, aconselha Carvalho.

Choque térmico

sala ar condicionado mulher

O ar-condicionado é uma das opções utilizadas para aliviar o calor. Porém, passar longos períodos exposto ao ar frio e seco do aparelho, pode ser prejudicial à saúde, pois aumenta o ressecamento da mucosa e das vias aéreas. Outro tipo de problema é o “choque térmico”. Embora não haja comprovação científica, ao transitar em ambientes com variações extremas de temperatura, os mecanismos de defesa naturais do organismo são mais exigidos e provocam crises alérgicas, principalmente em quem sofre com rinite, sinusite, e outras inflamações e alergias, podendo evoluir para uma pneumonia.

Procure um médico

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O tratamento da pneumonia é feito basicamente com antibióticos. Porém, é imprescindível que todo e qualquer tipo de tratamento seja realizado, após uma consulta médica. Quando o paciente é idoso, apresenta febre ou complicações em decorrência da própria doença, como comprometimento da função renal, alteração da pressão arterial ou dificuldade de respirar, normalmente provocada pela baixa oxigenação do sangue, é necessário que ele seja internado, o quanto antes. “Embora seja grave, a pneumonia pode ser prevenida ou revertida com sucesso, quando todos os cuidados necessários são tomados”, conclui o pneumologista do HCor.

Dicas Importantes

banho cabelo agua chuveiro pixabay
• Beber bastante água, mesmo sem sede. Manter o corpo bem hidratado. Atenção especial para crianças e idosos.
• Se necessário, aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar ressecamento.
• Evite atividades físicas outdoor entre às 10 e 16 horas, quando o sol é mais forte.
• Mantenha toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores nos quartos na hora de dormir, principalmente se houver ar-condicionado ou ventilador ligados.
• Mantenha o aparelho de ar-condicionado sempre limpo. Troque os filtros uma vez ao ano e limpe os tubos a cada seis meses.
• Durante o banho, aproveite o vapor da água para lubrificar as narinas.

Informações: HCor