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Etarismo: mais de 60% dos profissionais em meia idade estão desempregados

Pesquisa de Profissionais Brasileiros mostra também quais são os setores que oferecem mais oportunidades para mulheres e homens nessa idade

Com o aumento da expectativa de vida, novas perspectivas são oferecidas para a inclusão de colaboradores mais experientes e maduros que sofrem o etarismo no mercado de trabalho. De acordo com a Pesquisa de Profissionais Brasileiros, realizada pela Catho, marketplace de tecnologia que conecta empresas e candidatos, com profissionais de todo o país, 67,2% das mulheres acima dos 37 anos e 62,1% dos homens acima dos 40 estão desempregados atualmente.

Diante desse cenário, é importante direcionar as atenções para o etarismo no mercado de trabalho, nome destinado a discriminação por idade dentro das empresas. Entre os setores que mais contratam profissionais nesta faixa etária é possível perceber que as mulheres recebem mais oportunidades nas áreas  de Administração (31,5%),  Enfermagem (16,3%) e Ciências Contábeis (8,7%). Já os homens têm mais chances em vagas de Administração (30,5%), Ciências Contábeis (10,4%) e Engenharia Mecânica (7,9%), de acordo com os dados da pesquisa realizada pela Catho. 

“Este cenário tinha tudo para ser diferente. Afinal, profissionais mais velhos tendem a apresentar mais estabilidade e lealdade na relação com o empregador, além de colaborar e agregar o ambiente de trabalho por meio de suas experiências anteriores. Olhando para a nossa pesquisa, é possível perceber que setores de tecnologia, por exemplo, têm um número menor de profissionais mais velhos em seu quadro. É importante que existam cada vez mais programas afirmativos destinados a essa mudança para que as empresas se tornem mais diversas, o que, comprovadamente, traz ganhos como melhorias na resolução de problemas e na produtividade.”, comenta Carolina Tzanno – Gerente Sênior de Recursos Humanos da Catho.  

Uma das alternativas para as empresas avançarem nessa pauta está na inserção de vagas afirmativas, ou seja, destinação de oportunidades indicadas exclusivamente para grupos minorizados, sem distinção de gênero, idade e etnia, prezando sempre pela diversidade.  

Curso para empreendedores acima dos 50 criarem negócios abre inscrições

Iniciativa da Prefeitura de São Paulo é gratuita e com entrega de certificado
 

O programa Fábrica de Negócios está com inscrições abertas para empreendedores acima dos 50 anos de idade. O curso é voltado para quem tem uma ideia de negócio, mas não sabe por onde começar, ou para quem já possui um, mas quer aprender os conceitos de empreendedorismo e estruturar a empresa. As atividades serão realizadas de forma on-line, nos dias 7, 9, 11, 16, 18 e 21 de novembro, das 19 às 21 horas. As inscrições podem ser realizadas até às 12 horas do dia7 de novembro, clicando aqui.

O Fábrica de Negócios, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa), entidade vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, tem o objetivo de acelerar o crescimento econômico da cidade e as oportunidades de geração de renda para os cidadãos. 

“A economia prateada é a terceira maior atividade econômica do mundo, movimentando cerca de US$ 7,1 trilhões anuais e consequentemente, gerando muitas oportunidades em negócios. São Paulo está atenta a esse movimento e busca se preparar para oferecer serviços para essa população, cada vez mais numerosa”, ressalta a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso. “Por este motivo, a Prefeitura de São Paulo não tem poupado esforços para promover a geração de renda dessas pessoas, inclusive por meio do empreendedorismo. Esta edição do Fábrica de Negócios chega justamente para fortalecer os empreendimentos que estão em fase de criação e podem se tornar grandes empresas”, complementa.

O programa Fábrica de Negócios tem como objetivo auxiliar no desenvolvimento de habilidades empreendedoras, aprender ferramentas que auxiliarão na gestão do negócio e possibilitar ampliação de rede de contatos e troca de experiências. 

“Os pequenos e médios empreendedores enfrentam muitos desafios para tirar suas ideias do papel, principalmente quando falamos de um público acima dos 50 anos. Com o Programa Fábrica de Negócios o beneficiado tem a oportunidade de desenvolver suas habilidades empreendedoras, conhecer novas ferramentas para aprimorar as atividades do seu negócio e, ainda, ampliar e criar as redes de contato e trocar experiências”, diz Renan Vieira, presidente da Ade Sampa.

Como funciona o curso:

As duas primeiras aulas serão orientadas pela pergunta “Tenho uma ideia, e agora?”. Essa fase incentiva a integração entre os participantes, estimulando-os a trocar propostas, percepções e a identificarem oportunidades a partir de suas realidades, buscando alternativas, como a utilização de recursos que eles mesmos possuem e valorização do próprio repertório. 

As demais aulas têm como tema “Teste seu negócio pondo a mão na massa”. Essa etapa tem o intuito de auxiliar os participantes nas principais premissas de seus modelos de negócio. Nela, eles conhecem e adquirem ferramentas fundamentais, como o CANVAs – modelo de negócios, para validar ou invalidar sua ideia. O objetivo principal é o desenvolvimento de MVPs — Produtos Viáveis Mínimos — e a realização de uma primeira venda. 

Ao todo, o curso possui carga horária de 12 horas e conta com certificado. Também são oferecidas vagas para pessoas surdas com intérprete de Libras disponível, sendo necessário informar a modalidade na inscrição. As vagas são limitadas. 

Curso Fábrica de Negócios – Aulas: 7, 9, 11, 16, 18 e 21 de novembro, das 19h às 21h Modalidade: On-line – Inscrições aqui



15 profissionais lançam obra que traz histórias negativas e positivas do sistema corporativo

“Olhares para os sistemas”, obra que tem como propósito ajudar à evolução de pessoas, ambientes e sistemas

“Olhares para os sistemas”, obra coletiva que traz a vivência de 15 profissionais em sistemas pessoais e corporativos, será lançada em São Paulo no dia 20 de outubro, às 18h30, no Círculo Militar, na cidade de São Paulo. As cidades do Rio de Janeiro e Curitiba também receberão o evento, que ainda não tem datas marcadas.

O livro foi organizado por Viviane Ribeiro Gago, que tem mais de 20 anos de experiência trabalhando no mundo organizacional e empresarial. Autora da obra “Biografia de uma pessoa comum”, publicada em 2021 pela editora Scortecci, é dela a apresentação que inicia a obra.

“Quando tive a ideia do livro, como obra coletiva, sempre tive dentro de mim o desejo de contar com várias pessoas que aprecio pessoal e profissionalmente, com rica experiência na carreira e na vida para contribuírem nas reflexões, no desenvolvimento e, quem sabe, na evolução de outras pessoas, ambientes e sistemas — em especial o organizacional”, explica a organizadora na apresentação de Olhares sobre os Sistemas.

Já o prefácio foi escrito por Rosa Maria Barreto Borriello de Andrade Nery, professora de Direito Civil da PUC-SP, advogada e escritora de livros jurídicos. Uma das principais personalidades do Direito Civil brasileiro, é dela também uma profunda reflexão sobre meias-verdades, retratada em formato de poesia.

Olhares para os Sistemas está dividido em 6 partes e 15 capítulos e, somando a experiência dos autores, são mais de 340 anos de vivência profissional. A prática no mercado de trabalho em vários sistemas reúne muito conhecimento real a ser compartilhado.

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E é exatamente esse o objetivo de Olhares para os Sistemas: a partir da abordagem de assuntos importantes construir cenários melhores para o futuro. Conheça mais sobre os temas e autores que participam de Olhares para os Sistemas:

Parte 1. REFLEXÕES SOBRE OS SISTEMAS, PESSOAS, ÉTICA, VALORES, AMBIENTE E PRÁTICAS

Capítulo 1. Os sistemas somos nós!
Autora: Viviane Ribeiro Gago
Neste capítulo, a autora conta que o sistema familiar, a administração pública, a sociedade, o país, o mundo etc. são sistemas. E as empresas refletem o nível de consciência das pessoas que as compõem, principalmente a liderança. Tanto que, empresas e pessoas, aquelas que querem melhorar e se desenvolver, devem estar permanentemente atentas para a busca de conhecimento, evolução e adaptação.

Capítulo 2. Conjuntura de meias-verdades (só a poesia nos salva)
Autora: Rosa Nery
Aqui a autora escreve em forma de poesia, faz uma reflexão de que nada incomoda mais que a meia-verdade, sendo que essa permeia todos os sistemas. Comportada e desprovida do poder de escândalo da mentira, é um argumento hipócrita e um atalho para se chegar a um resultado conveniente.

Capítulo 3. Convivência com o mundo corporativo
Autora: Luciana Kapitaniec
A autora começa uma reflexão: Qual a influência exercida pelo ambiente quando se convive com o mundo corporativo? Como conduzir a vida em relação ao trabalho de uma maneira fluida? Este capítulo mostra um olhar sobre o indivíduo imerso no mundo corporativo e sua exposição a situações que não controla e que colocam valores à prova.

Capítulo 4. Fazer o que é conveniente: por que isso não está certo?
Autor: Adriano Magalhães
No capítulo 4, Adriano narra que na vida, como no ambiente profissional, todos são expostos a situações que testam os valores pessoais. Momentos que trazem mais do que a possibilidade de ganho ou perda, mas uma chance de fazer o certo ou o que é conveniente. Fazer a coisa certa é sempre mais importante e esse texto explica o porquê.

PARTE 2. LIDERANÇA, COLABORADORES E POTENCIALIDADES

Capítulo 5. Os desafios da nova liderança. O que o mercado quer de um líder?
Autora: Claudia Nassif
Claudia Nassif conta que ao começar sua carreira em 1982, o seu sonho era ingressar em uma grande empresa, tornar-se chefe e trabalhar nela até a aposentadoria. Uma carreira de sucesso! Os tempos mudaram e hoje responsabilidades muito diferentes são esperadas de um líder. No texto, a autora compartilha lições aprendidas, trazendo pontos de reflexão sobre liderança.

Capítulo 6. Potencialidades que restauram sua autoconfiança
Autora: Sonia Carapunarlo Sens
Neste capítulo, a autora explica que é comum, no mundo corporativo, deparar-se com pessoas competentes, mas que não reconhecem em si suas forças e potencialidades. Traz ainda uma reflexão sobre a maneira de se colocar a serviço da essência e talento natos. O reconhecimento e a apreciação das capacidades e habilidades são um caminho promissor em prol de mais realização e satisfação.

PARTE 3. HUMANIZAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

Capítulo 7. É possível promover o ser humano nas organizações?
Autora: Meire Panzini
Em sua trajetória profissional, a autora sempre teve como “Promover o Humano” o seu propósito. Neste capítulo, Meire Panzini conta a importância desse objetivo pessoal em sua carreira e como é possível promover o ser humano nas organizações.

Capítulo 8. Quem está olhando?
Autora: Claudia O. Rezende
A intenção da autora, com o capítulo, é questionar o olhar de quem olha, reconhecendo que o olho é o objeto que tudo vê, menos a si mesmo, convidando a presença consciente vir à tona dentro e fora do sistema. Será que as pessoas reconhecem seus principais padrões de pensamentos, sentimentos e visão de mundo? Quais são as historinhas contadas para si mesmo sobre como o mundo funciona e o que pode esperar dele?

PARTE 4. O FEMININO E O MASCULINO NO SISTEMA ORGANIZACIONAL

Capítulo 9. Carreira de sucesso e maternidade: o que realmente importa?
Autora: Marina Moreno
No início da sua carreira, a autora acreditava que uma carreira de sucesso era começar como estagiária, subindo até (quem sabe) chegar à presidência. A vida profissional seguiu o seu curso e, após algumas surpresas, o desafio maternidade x carreira surgiu. O que é então uma carreira de sucesso? Como conciliar a vida pessoas e a maternidade? Marina Moreno responde a essas perguntas a partir da sua experiência pessoal.

Capítulo 10. Conectando pontos
Autor: Carlos Pedote
O capítulo Conectando os pontos é uma maneira encontrada pelo autor de compartilhar um olhar de como os acontecimentos ao longo da sua vida pessoal e profissional fizeram e ainda fazem sentido da forma que aconteceram, mesmo que naquele instante ele não tivesse essa clareza. A lição que fica é que a mudança é interna, de dentro para fora e depende de cada um.

Capítulo 11. O olhar para si mesmo: a coragem de ser autêntico e integral no sistema corporativo
Autora: Camila Oki
Para a autora, um dos maiores desafios da vida é ser quem ela é, na mais pura essência. O que, por si só, já é a jornada de uma vida inteira — um incômodo e dificuldade, e que em muitos anos foi encarado como algo de errado. O famoso “não pertenço ao sistema, mas, na prática, faço de tudo para me encaixar”. No capítulo, Camila Oki conta sua história e como foi capaz de atingir a maturidade profissional sendo quem realmente é.

PARTE 5. APRENDIZADOS COM O SISTEMA ORGANIZACIONAL

Capítulo 12. Quando a inquietude é maior, há um despertar que gera transição
Autora: Cristiane Rodrigues Abrahão
Neste capítulo, a autora explica que no começo da carreira, é muito mais normal pensar com a cabeça do que com o coração. Buscar oportunidades como ter carteira assinada mesmo antes de se formar na faculdade, por exemplo. Mas nem sempre essa é a escolha correta. Se apaixonar pelo que faz é o principal mote do capítulo escrito por Cristiane Rodrigues Abrahão. Essa é a verdadeira essência da vida pessoal e profissional.

Capítulo 13. Como construir e gerenciar uma startup dentro do sistema?
Autor: Alexandre Castanha
No mundo atual, a tecnologia não é uma escolha, mas uma estratégia de negócio que deve estar entrelaçada em uma organização. Por isso as startups ganham cada vez mais importância dentro dos sistemas das grandes empresas. A partir da sua experiência pessoal, Alexandre Castanha dá o caminho das pedras para quem deseja empreender dentro de uma grande companhia.

PARTE 6. VISÃO SISTÊMICA, O COMPARTILHAR CONHECIMENTOS E UMA VISÃO SOCIAL NO SISTEMA

Capítulo 14. Um olhar sistêmico para as empresas
Autora: Alessandra Bomura
Com uma carreira profissional brilhante, Alessandra Bomura apresenta neste capítulo sua trajetória profissional e os três presentes que o mundo corporativo lhe deu, encerrando o texto com uma reflexão sobre como as empresas não são ilhas isoladas. É necessária a integração dos departamentos, sob pena de se criar um ambiente tóxico que só prejudicará a todos.

Capítulo 15. A cultura de compartilhar
Autora: Vanessa Lisboa
Neste capítulo a autora fala sobre o compartilhamento de conhecimento e suas experiências no ambiente organizacional. Como incentivar na prática o compartilhar dentro de uma empresa? De que maneira ampliar a cultura da organização, incluindo trabalhos voluntários e os stakeholders? Essas e outras perguntas fundamentais são respondidas no texto.

Sobre Viviane Ribeiro Gago
Mentora, coach nível sênior, consultora e facilitadora pela VRG Desenvolvimento Humano, autora do livro “Biografia de uma pessoa comum” e de outras obras coletivas, Advogada e Mestre em Relações Sociais pela PUC/SP.

Olhares para os sistemas
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Estudo aponta que apenas 56% das mulheres sentem-se realizadas profissionalmente

Índice Geral de Bem-Estar, feito pelo Todas Group, fornece um raio-x personalizado da real situação das colaboradoras

Mesmo que enfrentem uma dupla jornada diária de trabalho, as mulheres têm conquistado seu espaço no mundo corporativo e o nível de ocupação feminino no número de empregados alcançou 45,7% de acordo com a última pesquisa do Pnad. Assim, a realização profissional e a qualidade de vida e bem-estar são preocupações frequentes na vida das mulheres, que se questionam como podem lidar com suas vidas profissionais nos dias de hoje.

Foto: CPA/Canada

Com base nesse cenário, o Todas Group, primeira edtech da América Latina totalmente dedicada ao público feminino, com o apoio de Viviane Leite, especialista em bem-estar, e da consultoria de pesquisa Inside Consumer Insights, realizaram uma pesquisa quantitativa com 673 mulheres que atuam no mercado de trabalho brasileiro. Nela, as participantes avaliaram as seguintes esferas de suas vidas: situação no trabalho, confiança e saúde mental, relacionamentos, saúde física e padrão de vida. Essas informações foram, em seguida, cruzadas com 12 indicadores de perfis, como faixas etária e salarial, tempo de empresa, área de atuação, tamanho da companhia, cargo e estado, entre outros.

Uma das informações derivadas deste estudo é que 74% das mulheres sentem orgulho da empresa em que são colaboradoras e acreditam que podem crescer e se desenvolver profissionalmente. Em contrapartida, apenas 56% se sentem realizadas no trabalho.

Sobre saúde e bem-estar é revelado que 79% das mulheres sentem-se gratas pelo trabalho e 67% sentem-se seguras para dar sua opinião. Contudo, como ponto de atenção, 63% das mulheres se sentem tensas frequentemente pela pressão que sofrem diariamente em seus empregos.

“É preciso ter em mente que o bem-estar é formado por vários fatores subjetivos, como relações pessoais e o estado de saúde, entre outros”, explica Tatiana Sadala, cofundadora da Todas Group, sobre os pontos positivos e negativos que o estudo mostra sobre a vida profissional feminina.

Além disso, o cenário de relacionamentos é um dos mais confortáveis para as mulheres de acordo com a pesquisa. Em torno de 70% das mulheres dizem que os chefes e colegas de trabalho fazem bem a elas, deixando sua saúde social em dia, 64% sentem-se parte de grupos e seguras para opinar com seus colegas. Porém, 50% delas sentem falta de terem lideranças femininas reais por perto para aprenderem.

Com base nestes resultados, o Todas Group criou um Índice Geral de Bem-Estar, com parâmetros bem definidos para cada esfera, que serve de base de comparação para qualquer empresa interessada na implementação de políticas que realmente atendam às necessidades de suas colaboradoras.

“Esses pontos de atenção precisam ser investigados pelas empresas, uma vez que comprometem uma série de coisas, como a autoconfiança e a segurança psicológica no trabalho. A partir da identificação real do bem-estar das funcionárias, fica muito mais fácil para desenvolverem soluções também reais”, explica Viviane Leite, especialista em bem-estar.

Fonte: Todas Group

Amuletos contra inveja no trabalho; se proteja

Sabe quando você recebe aquela promoção, seus planos estão indo superbem e seu chefe sempre te elogia? Esses são alguns dos sentimentos que todos querem viver no ambiente de trabalho, não é mesmo? No entanto, essa felicidade pode desagradar outros.

“Muitas pessoas gostariam de estar onde você está ou até mesmo inconscientemente algumas podem enviar vibrações negativas e prejudicar seu crescimento profissional. Em determinadas situações, conseguimos identificar quem são essas pessoas, mas nem sempre isso é possível, por isso os amuletos são ótimas fontes de proteção” afirma Juliana Viveiros, espiritualista da plataforma iQuilíbrio.

Para te ajudar a combater o mau-olhado, Viveiros elencou 7 amuletos fáceis de encontrar, basta escolher o que mais combina com você. Veja!

Hamsá ou mão de Fátima

O hamsá ou a mão de Fátima é um símbolo muito usado pelo povo islâmico. Ele representa proteção contra inveja e mau olhado. Hamsá em árabe significa o número cinco que está relacionado com os cinco dedos das mãos, os cinco pilares da religião (fé, oração, caridade, peregrinação e jejum) e também os cinco níveis da alma. Esse amuleto pode ser usado contra inveja no trabalho de várias maneiras, como no colar, em pulseira, anel, brinco, no chaveiro ou em um objeto de decoração que pode ser deixado em cima da sua mesa.

Pimenta

A pimenta é um dos amuletos mais conhecidos contra inveja. Se você optar pela pimenta pode tanto usar em algum adereço, como também pode plantá-la em um vasinho e deixá-la no seu trabalho. Caso não queira levar para o trabalho, pode cultivá-la em casa também, pois ela vai sugar todas as energias ruins que estiver em você, contribuindo também para sua limpeza espiritual.

Olho grego

Certamente você já viu em algum lugar o famoso olho Grego, aquele olho azul com branco, como na imagem abaixo. Ele também é conhecido como olho turco ou Nazar. Ele não é apenas bonito, carrega também um grande poder de afastar a inveja, proteger contra o mal e afastar energias ruins de quem o utiliza. Ele também é conhecido como olhar de Deus que protege, traz paz e ilumina. Por ser muito popular, é fácil encontrá-lo de diferentes maneiras, como em acessórios, chaveiros e objetos de decoração. Assim, você tem muitas opções de levá-lo para o trabalho para afastar a inveja.

Figa

Outro amuleto usado para espantar o mau olhado e inveja no trabalho é a figa. O símbolo é uma mão fechada com o polegar entre o dedo indicador e do meio. Além da inveja, ela também oferece proteção, afastando perigos, má sorte e energias negativas. Ela pode estar contida em um patuá que você fizer e também pode ser usada em chaveiro ou como pingente. Geralmente ela é feita em madeira e também é comum encontrá-la como um objeto de decoração.

Alho

Depositphotos

Você sabia que o alho também pode ser considerado um ótimo amuleto contra inveja no trabalho? Basta você comer um dente de alho para afastar a negatividade de você. Mas, é claro que depois disso é bom ficar atento ao hálito para não afastar quem você não quer!

Sal grosso

Você já se sentiu pesada, com a energia lá embaixo e alguém falou pra você tomar um banho de sal grosso para ajudar? Pois é! O sal grosso é um poderoso amuleto contra a inveja no trabalho. Você pode colocar em um potinho e deixar na sua gaveta, pode ter em seu patuá ou quando se sentir muito carregada pode tomar um banho também. “Mas, é bom estar atento e saber como fazer esse banho, pois o sal grosso é muito poderoso e pode limpar até mesmo as energias boas que você quer que fiquem com você. Para isso, aprenda a fazer um banho de sal grosso da forma correta antes de sair por aí jogando sal para todo lado” aconselha Viveiros.

Plantas

Foto: Mercado Livre

As plantas além de deixarem o ambiente mais feliz e bonito são também ótimos amuletos para contra pessoas invejosas. Algumas delas possuem um efeito ainda mais eficiente e direcionado para isso, como a espada-de-são-jorge, a arruda e a comigo-ninguém-pode, além da pimenteira que já mencionamos anteriormente.

“Não julgue os seus sonhos, ame-os! Saiba o porquê você deseja e acredite no seu potencial, entenda também o motivo pelo qual você quer que determinadas coisas aconteçam e lute para conquistar, não dê abertura para que outra pessoa fale da sua vida ou das coisas que você conquistou” conclui a espiritualista da iQuilíbrio.

Fonte: iQuilíbrio

Violência psicológica no ambiente de trabalho: o que é e como agir?

Dimitre Sampaio Moita, professor do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, explica como as agressões no trabalho podem afetar a saúde mental das vítimas

Nos últimos anos, relatos de violência psicológica no ambiente profissional aumentaram, e diversas pessoas vêm sofrendo com as fortes agressões psicológicas no trabalho, o que resulta em sérios problemas na saúde mental dessas vítimas.

Segundo o professor do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, Dimitre Sampaio Moita, a violência no trabalho está relacionada a diversos fatores e processos sociais que estão ligados a uma estrutura social desigual e injusta.

Barbora Franzová/Pixabay

“Quando se trata especificamente da violência no trabalho, é comum que a sociedade pense apenas nos termos de causas externas, desconsiderando aspectos ligados à organização do trabalho. Porém, com uma visão mais criteriosa, essa atitude requer a consideração de características como condições de emprego, relações interpessoais, tarefas, prazos e metas, cujas definições são determinadas no seio de relações de poderes desiguais”, comenta o professor.

A prática de agressões no âmbito corporativo, ocasiona na vítima sofrimento e sentimentos de humilhação, o que pode gerar a Síndrome do Esgotamento Profissional, mais conhecido como Burnout e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, ambos estão relacionados a essas agressões psicológicas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o termo violência e assédio no mundo corporativo, trata-se de um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, de ocorrência única ou repetida, que visem, causem, ou sejam susceptíveis de ocasionarem dano físico, psicológico, sexual ou econômico.

“Os agressores praticam ataques com frequência de maneira repetida, utilizando as principais características da vítima, como jeito, capacidade, gênero, sexualidade, raça, origem, ou até mesmo pontuais, relacionadas com elementos contextuais como o não cumprimento de metas ou a ausência no trabalho, por exemplo. Vale lembrar, que o comportamento do agressor pode envolver ameaças, ofensas e até agressões físicas”, afirma o especialista.

Para o professor, em muitos casos, a denúncia da violência relacionada ao trabalho costuma não acontecer por parte dos trabalhadores, dadas as preocupações como a perda do emprego, ou represálias que levariam a mais sofrimento.

“A forma como cada pessoa reage aos atos violentos está relacionada tanto com aspectos de sua história de vida e dos recursos que dispõe para enfrentá-los, quanto com aspectos contextuais, como a organização e solidariedade do coletivo de trabalhadores, que integram políticas de denúncia e fiscalização dos ambientes de trabalho”, explica.

O especialista ressalta que os agressores, costumam estar presentes em empresas onde a própria instituição, possui uma cultura que favorece a prática da violência e não apresenta políticas justas e acolhedoras.

“O importante a se considerar quanto às ações da pessoa agressora, é o quanto a organização de trabalho pode incentivar tais práticas, com uma cultura que favorece ideias de que essa violência faz parte da atividade realizada”, orienta.

Foto: CPA/Canada

Dimitre Moita enfatiza que ao sofrer violência, o trabalhador tem o direito de mobilizar a Justiça do Trabalho para que a situação seja encerrada. Isso pode ser feito por meio dos sindicatos da categoria profissional que compõe ou do Ministério Público do Trabalho. “É necessário reforçar que tais situações representam ataques a direitos fundamentais das pessoas e à sua dignidade, o que é incompatível com o ambiente democrático e de garantias que desejamos construir como nação”, finaliza.

Fonte: Universidade Cruzeiro do Sul 

O sucesso da vida nas mãos da sua energia emocional*

Não é segredo para ninguém, que manter as emoções e os sentimentos em dia é tarefa primordial para quem deseja alcançar o sucesso na vida e no trabalho. Quando você acorda feliz, vai para o trabalho se sentindo bem, a sua energia está em uma vibração alta e isso fará toda a diferença não só nos ambientes em que frequenta, como nas atitudes que terá durante o dia.

Aprender a se manter positivo e a dominar os seus sentimentos negativos é a chave principal para melhorar o seu olhar sobre a vida, tomar decisões mais assertivas, lidar bem com os problemas e potencializar a sua energia.

Dois fatores são determinantes para se aprender a lidar com os seus sentimentos e emoções, um é praticar o autoconhecimento, e o outro é usar a inteligência emocional. Quem aprende a dominar os sentimentos e emoções consegue lidar melhor com os desafios que fazem parte das nossas rotinas. O que nos faz ter sucesso na vida é a forma com que lidamos com os nossos sentimentos e emoções.

Não são apenas as nossas emoções que impactam a energia e, consequentemente, favorecem ou dificulta as ações diárias. Mas os ambientes influenciam as pessoas de maneiras diversas, e alguns conseguem tirar os melhores proveitos das situações, sejam elas positivas ou negativas. No entanto, outros se abalam mais com as questões diárias.

Quando se fala em energia emocional vem à nossa mente a ideia da inteligência emocional. Um termo que se tornou muito conhecido nas obras de Daniel Goleman, ele define a inteligência emocional como uma maneira de entender os processos cognitivos para além dos pensamentos lógicos e racionais. As nossas emoções e sentimentos são tão fortes que se tornam 90% a 80% do sucesso de nossas vidas. Por outro lado, os elementos intelectuais ficam com os 10% a 20% restantes.

É fato que se você for uma pessoa positiva, tiver os pensamentos bons e o otimismo em dia, a sua energia será alta e, assim, tomará as melhores decisões. Ser otimista é um dos requisitos básicos para dar o melhor de si no trabalho e na vida. Ver a vida de uma maneira otimista ajuda a minimizar as questões diárias.

As pesquisas comprovam que as pessoas mais otimistas conseguem resultados melhores do que as pessimistas. Uma delas foi feita pela Universidade do Texas e publicada no jornal Psychology and Aging. Participaram 1.558 pessoas de uma comunidade de americanos de origem mexicana. O objetivo era verificar se havia ligações entre emoções positivas e problemas de saúde. Eles constataram que aquelas pessoas com uma visão positiva da vida tinham uma probabilidade significativamente menor de ter problemas nessas áreas.

Os pesquisadores acreditam que isso acontece provavelmente porque os otimistas cuidam mais de suas saúdes, se preocupam em se alimentarem corretamente e tem ânimo para praticarem atividades físicas. Existem estudos que estabelecem uma forte correlação entre o ânimo e a felicidade dos colaboradores e os resultados da organização. E para criar motivação, é preciso, justamente, de um ambiente positivo.

Segundo pesquisa realizada pela plataforma HSPW (Heathy & Safe Place to Work) com foco no mercado corporativo, um dos pontos levantados pelos participantes foi a má qualidade de vida que o trabalho presencial pode possibilitar. A questão foi levantada por 45% dos colaboradores.

Foto: Joseph Mucira/Pixabay

Se as empresas e pessoas trabalharem as suas energias emocionais, seja desenvolvendo a inteligência emocional, conhecendo-se melhor, o sucesso, a produtividade e a energia tanto das pessoas quanto dos ambientes se tornarão melhores. O uso da energia pessoal nos permite estar em sintonia com o mundo que nos rodeia. Quando ela é positiva se torna impulsionada de uma maneira mais assertiva.

*Jean Patrick é master coach e treinador comportamental, CEO e founder head coach do Instituto que leva seu nome.

Brasileiros afirmam estar mental e fisicamente afetados em razão da pandemia, diz pesquisa

91% dos colaboradores declaram que seria bem-vinda a ideia de receber algum tipo de apoio que os ajudasse nessas frentes; Pesquisa foi feita em oito países, incluindo o Brasil

Os colaboradores das empresas brasileiras foram severamente impactos com o isolamento social imposto pela pandemia quando comparado com outros países. Dentre os entrevistados, 29% informam que a saúde mental está em nível abaixo do que o normal e 26% declaram queda também no bem-estar físico. No mundo, essa média cai para 15%.

Para 70% da amostra que afirmam estar com o bem-estar mental afetado, a principal causa está ligada à ansiedade gerada pela pandemia, enquanto 68% estão ansiosos a respeito do futuro e 52% preocupados com a sua saúde e com a das pessoas com quem convivem. Dentre aqueles que buscaram reagir diante do desafio, 30% escolheram a prática esportiva e 26% soluções médicas.

Já entre os que afirmam estar com o bem-estar físico afetado, 65% declaram que a razão é a prática de menos exercícios físico; 40% comem de forma menos saudável e 22% consomem mais bebidas alcoólicas. Essas são algumas das principais conclusões da pesquisa global O Futuro da Vida no Trabalho encomendada pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive. A divulgação é comandada pela Sodexo Insights – plataforma da Sodexo Benefícios e Incentivos, que passa a ser oficialmente fonte de informação, tendências e análise para o mercado de benefícios.

Os dados do estudo revelam ainda que 91% dos trabalhadores gostariam de receber algum tipo de apoio de suas empresas nessas frentes. Entre os principais benefícios requeridos aparece em 1º lugar o plano de saúde, seguido da possibilidade de trabalhar de casa um ou dois dias da semana e, por fim, receber vouchers de refeições subsidiadas, cartões.

Quando questionados sobre como está a percepção dos trabalhadores em relação ao apoio das empresas, 25% dizem que não recebem equipamentos ou ferramentas necessárias para trabalhar de casa; 27% não têm programas de bem-estar; 30% dizem não receber suporte de saúde mental; 31% não têm benefícios ou programas de recompensa; 33% não têm subsídios para a compra de alimentos quando em home office; 35% não têm serviços de saúde ou de atividade física quando estão trabalhando de casa; 37% não têm serviço de creche para os filhos; e 39% não contam com subsídios de refeições prontas quando em home office.

Nesse contexto de pandemia, Renato Pelissaro, diretor de marketing e produtos da Sodexo Benefícios e Incentivos, alerta que se faz necessário às empresas voltarem seu ollhar ao que se refere ao universo da saúde de seus colaboradores e também às necessidades de infraestrutura para uma execução adequada do trabalho.

“Hoje é dever das companhias ofertarem benefícios que atendam o trabalhador em todas as suas necessidades que vai desde às de saúde física e mental, como o auxílio psicológico e acesso à alimentação de qualidade até incentivos direcionados ao home office, como por exemplo, a compra de uma cadeira adequada de trabalho. Quanto mais estruturado for esse ambiente de trabalho em casa, mais produtivo o colaborador será. E essa produtividade pode ser até melhor de quando se estava na empresa”, afirma Pelissaro.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa O Futuro da Vida no Trabalho foi encomendada pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive em oito países: EUA, Inglaterra, Espanha, França, Austrália, Alemanha, China e Brasil. Ao total, foram entrevistadas 4.800 pessoas.

Brasil

Foram entrevistados 600 adultos inseridos no mercado trabalho local entre os dias 11 e 21 de junho de 2021. Os resultados trazem aprendizados que indicam comportamento social e respostas às demandas atuais da sociedade.

Fonte: Sodexo Insights

Terapeuta dá dicas de como conviver com pessoas falsas no trabalho?

Especialista dá dicas de como identificar e conviver com essas pessoas; saiba como agir para não criar situações ruins no trabalho.

Em tempos de mercado de trabalho com déficit de vagas e excesso de profissionais em busca de emprego, vale usar diversas estratégias para ganhar destaque e se manter no emprego. Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Carreers, entre as táticas usadas está a falsidade. Mas como identificar que uma pessoa está sendo falsa com os colegas no ambiente de trabalho e até deseja puxar o tapete deles?

Segundo a especialista, a pessoa falsa pode se passar por alguém gentil e prestativo. Porém, também é possível perceber que ela fará fofocas de colegas ao mesmo tempo em que tentará ser simpática e bajuladora. “A falsidade pode ser consequência de uma baixa autoestima ou até mesmo de uma necessidade de tentar parecer o que não é. Se você já se lembrou de alguém assim, pode desconfiar que essa pessoa só pensa nela mesma e nas conquistas que pretende alcançar”, explica Madalena Feliciano.

Madalena também alerta que a máscara, uma hora ou outra, vai cair. “Se você ainda não sabe se aquele ou aquela colega é dissimulado, não se preocupe. Com o tempo, você vai perceber se ela se contradiz, se ela fala mal de alguém pelas costas e vai acabar identificando a falsidade ali”, comenta.

Como agir

Imagine que você seja o assunto dessa pessoa, que está tentando te colocar em um nível inferior em relação aos seus outros colegas e chefes. Como você reagiria? Muitas pessoas com certeza iriam discutir e cobrar satisfação. Porém, esse pode não ser o melhor caminho. “Resolver a situação com um diálogo pode ser a melhor atitude, mas desde que o diálogo seja feito de maneira discreta. Isso porque originar situações de discussões acaloradas e brigas no ambiente de trabalho pode ser muito prejudicial para a sua carreira, podendo levar até a demissão”, esclarece a especialista.

Madalena também ressalta que o primeiro passo que deve ser tomado com essas pessoas que querem impedir seu progresso é se afastar, pois gastar energia com quem não deseja seu bem pode ser muito desgastante e te atrapalhar. No entanto, se afastar não significa que você deve parar de falar e ignorar a existência da outra pessoa. A relação deve existir, sendo estritamente profissional. O problema é querer ser amigo dessa pessoa.

“Dessa maneira, com o tempo, a pessoa que prefere se tornar um personagem no trabalho vai perdendo mais espaço, por isso, não é preciso dar muita atenção a essas pessoas. Saber trabalhar em equipe pode ser um diferencial seu no mercado, e essas pessoas vão se complicar nesse sentido. Por isso, quem convive com uma alguém falso pode ficar tranquilo e manter todo o foco apenas no seu trabalho que, no final, você será recompensado”, conclui Madalena.

Madalena Feliciano: é empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. Mater Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, realiza atendimento personalizado para: fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros.

Mulher 50+: como liderar um time mais jovem, antenado, onde tudo é mais high tech?

O mês das mulheres é carregado de reflexões. Se no passado a data tinha um viés comercial, hoje ela representa, entre outras coisas, a conquista de novos espaços no mercado de trabalho e cargos de liderança. Quando direcionamos a conversa para o público feminino acima dos 50 anos, os questionamentos são ainda mais sensíveis, uma vez que a carreira profissional escolhida por cada uma de nós parece ter prazo de validade. E esse é apenas um dos nossos mais profundos dilemas.

Sou Diretora de Recursos Humanos e Customer Experience de umas das maiores startups de saúde do país, com mais de 60% do time formado por mulheres. No meu guarda-chuva, lidero uma equipe jovem, composta por cerca de 800 colaboradores que, na maior parte, ou está no primeiro emprego ou vivencia a primeira experiência em gestão. Eu poderia me sentir mais confortável coordenando uma equipe com mais tempo de estrada. Por outro lado, acho extremamente prazeroso poder acompanhar e contribuir com o desenvolvimento de profissionais e líderes tão jovens que vem trazendo resultados tão positivos.

Quando me perguntam como eu faço para estar inserida em um ambiente de tecnologia e inovação, digo que a sede pelo conhecimento e a humildade precisam falar mais alto sempre. Em reuniões ou conversas informais, constantemente registro termos e informações menos familiares para depois pesquisar. Sabe esse “incômodo” que aparece quando nos sentimos “por fora” dos assuntos? Ele é fundamental para nos provocar a ampliar nosso repertório.

Nos dias atuais, ser gestor acima dos cinquenta traz desafios ainda maiores do que somente desenvolver e capacitar pessoas com autonomia. É mostrar fragilidades — e isso não tem nada a ver com a ideia de “sexo frágil”. Mostrar fragilidade é deixar claro que não sabemos tudo, que temos dificuldades, que somos feitas de carne e osso, suscetíveis a falhas. É apresentar o nosso currículo para além do que está descrito no LinkedIn. Parece contraditório, mas quem eu sou por trás do crachá me conecta melhor ao grupo de colaboradores da empresa. Sou casada, adoro cozinhar, tenho dois filhos, fui atleta, gosto de corrida de rua, faço musculação e dança. Essa sou eu.

Vejo mulheres com 40, 50, 60 anos dizerem que ficaram para trás, alegando que o tempo passou e que agora é tarde demais para se destacarem e conseguirem uma posição de prestígio. A meu ver, sair deste lugar é o primeiro passo para uma revolução. É sim um grande desafio dividir o dia a dia de uma companhia com pessoas de outra geração, mas — aqui entre nós — se a gente quiser, as diferenças podem ser complementares e isso só tem a agregar no ambiente de trabalho. Ter disposição para ensinar e humildade para aprender é uma troca inexplicável.

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As mulheres são fantásticas na liderança. Sabem fazer gestão, são organizadas, observadoras e se posicionam com maestria. Por isso, para as nem tão jovens, diria para continuarem correndo atrás dos seus objetivos profissionais sem medo dos desafios que possam surgir. Já para as mulheres iniciando a carreira, aconselho que sejam persistentes na busca do conhecimento. Ser líder não é fácil. E a mulher em uma posição de liderança mostra o poder de transformação do mercado de trabalho. Mulheres, brilhem!

*Sônia Norões é Diretora de RH e Customer Experience da Beep Saúde, healthtech líder em serviço domiciliar no Brasil.