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Amar depois dos 40, por Margareth Signorelli

Quando éramos crianças pessoas com 30, 40 anos ou mais eram consideradas velhas. Era quase inconcebível que pessoas com mais de 40 ou 50 anos pudessem encontrar um novo relacionamento amoroso.

Com a medicina moderna nos trazendo a longevidade, a expectativa de vida nos trouxe novos desafios, afinal, o ser humano nunca viveu tanto como nos dias de hoje. Em 1900, a expectativa de vida era de 47 anos e agora é de 78 para homens e de 80 para mulheres. Então, se falarmos que uma mulher de 40 anos começou um novo relacionamento, estamos falando que ela ainda pode ter um relacionamento de 40 anos ou mais. Isto é simplesmente maravilhoso!

Um artigo publicado recentemente no The New York Times apontou que a indústria dos sites de relacionamento está crescendo assustadoramente nos Estados Unidos. Pesquisas apontam que pessoas com mais de 50 anos estão visitando os sites de relacionamento mais do que qualquer outra faixa etária e que o segundo maior grupo a usar esse canal é o de pessoas entre 45 e 50 anos.

Encontrar o amor pela segunda, terceira vez ou mais, é diferente de como foi na primeira vez. Existem quatro áreas especificamente importantes para que este processo tenha sucesso. Nestas áreas o foco é diferente do que quando tínhamos 20 anos. Nesta idade nossa história estava apenas começando. Completamos nossos estudos, trabalhamos, nos casamos, construímos uma família e assumimos muitas responsabilidades. Fizemos uma história, tivemos obrigações com muitas coisas para gerenciar e também experiências com decepções e mais pessoas para doar o nosso amor, incondicional ou não. Então a primeira área é:

Deixe o passado mais equilibrado possível para que o futuro entre em um ambiente saudável e receptivo.
A – Faça o possível para manter seus relacionamentos do passado em equilíbrio.
Cuide de ressentimentos, mágoas, raiva. Trabalhe estas áreas da sua vida para eliminar cada um destes bloqueios. Se não conseguir sozinha, procure um profissional que lhe ajude a sanar estas feridas.
B – Saiba que tipo de pessoa você procura.
– Seja a pessoa que você tanto quer para amar.
– Lembre dos seus acordos ditos e não ditos no passado. Por exemplo: “Eu vou te amar para sempre” ou “Eu nunca mais vou me machucar me relacionando com alguém”. Os acordos que fizemos quando estávamos apaixonados ou mesmo machucados têm que ser lembrados e quebrados porque são uma energia viva que pode ser um dos bloqueios para o amor chegar novamente. São barreiras extremamente limitadoras que precisam ser trabalhadas.

A madura habilidade de amar e ser amado

O amor depois dos 40 anos requer muito mais maturidade emocional do que quando somos mais jovens. Nos relacionarmos com alguém agora não significa somente nos relacionarmos com a pessoa em si, mas com tudo o que ela construiu até aqui, com a sua história de vida, com filhos e, às vezes, até netos, carreira, obrigações, enfim, com a vida do outro. É preciso estar consciente e preparado para abraçar as causas de uma história que você não ajudou a construir. É um momento em que não estamos mais preocupados em justificar nossos atos para os nossos pais, pois o que importa é a pessoa com quem estamos pois, afinal, agora somos só nós. Hoje somos maduros o suficiente para criar uma relação não mais de codependência, mas sim de interdependência.

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Se amar

Outro ponto extremamente importante é aprender a amar sem abandonar a nós mesmos. É a habilidade de saber o que queremos e falar a nossa verdade para o outro, sem medo das consequências. Quando somos codependentes nem sempre falamos a verdade por medo que o outro nos deixe. Então, o que aprendemos com a idade? Que conseguimos sobreviver sós e que vamos confiar em nós mesmos para escolher alguém para amar pois, se amar significa se conhecer para poder construir uma relação equilibrada e saudável. Em um primeiro relacionamento o que muitas vezes nos mantém nele pode ser insegurança, filhos, família, estrutura de vida, mas, agora, o que vai manter a sua relação é a aliança de amor, confiança e companheirismo que construirão juntos e isso só depende de vocês.

Dividir os mesmos propósitos de vida

Quando adultos estamos muito mais preocupados em viver pensando naquilo que deixaremos como legado do que viver uma vida autêntica, com significado e propósito. Esta autenticidade está ligada a viver uma vida separada do clã familiar de origem, do meio social, voltada para os seus objetivos. Não significa a necessidade de nos desligarmos do nosso passado, mas sim a possibilidade de termos uma vida alinhada com a nossa verdade. Precisamos ter coragem de nos arriscar e até mesmo de até desapontar algumas pessoas para viver aquilo que acreditamos. Não devemos nos preocupar com que os outros irão pensar ou o quanto de satisfação devemos dar para a sociedade. O importante é saber se os propósitos desta pessoa estão alinhados aos seus e que vocês terão que olhar para o mesmo horizonte e seguir juntos.
A vida amorosa depois dos 40 pode ser muito melhor do que nas décadas anteriores baseada em nossa maturidade, segurança, na diminuição da ansiedade e em muitos outros fatores.
Alguém para amar será um dos maiores presentes que você já recebeu para poder dividir e compartilhar uma das melhores fases da sua vida em que o que você plantou está crescendo e, com a maturidade, florescerá ainda mais com a chegada de cada nova primavera.

Fonte: Margareth Signorelli, profissional com formação internacional,fundadra do ILE – Instituto de Liberação Emocional. Pós-graduada em Sexualidade e terapia sexual – Prosex- FMUSP. Método Gottman de Terapia de Casal – Level I e II. Certificada Leader do Método Gottman “Os 7 Princípios para um Relacionamento Saudável”. Certificada Especialista em Relacionamento e Sexualidade – Abrap e Centro Metamorfose, entre outros.

Aproveite o fim de semana para deixar o casamento mais quente e melhorar o relacionamento

Quando se trata de questões românticas, muito se fala sobre como sair da solteirice ou como reconquistar o ex, porém, mesmo quando se está dentro de um relacionamento, crises e problemas acontecem durante a relação. Faz parte do ciclo da maioria – senão de todos – dos casais passar por um período de desgaste, e é normal preocupar-se com isso.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios no país cresceu 75% nos últimos cinco anos e, durante a pandemia, até a metade de 2020, a taxa deu um salto de 260% comparada às anteriores.

A fim de evitar crises mais profundas e riscos de separação, muitos casais tentam procurar soluções para tirar o casamento do marasmo. Maicon Paiva, espiritualista da casa de apoio espiritual Espaço Recomeçar, fala sobre a importância de fortalecer os laços conjugais ao longo do tempo: “Todo relacionamento é composto por ciclos, eles se renovam e se desgastam e muitos casais acabam enfraquecendo o vínculo entre eles. Por isso, ambas as partes devem se esforçar para manter um relacionamento saudável e vivaz”.

Pensando nisso, Paiva, que já atendeu mais de 35 mil pessoas com problemas amorosos e pessoais, traz quatro dicas valiosas para reacender a chama da paixão do seu casamento:

• Conversem sobre assuntos novos
Dia a dia do trabalho, filhos e tarefas da casa… É cansativo rodar as conversas entre os mesmos tópicos. Só de tentar puxar um tema novo, tentar abrir os horizontes do diálogo pode ser um diferencial. Que tal deixar o papo ainda mais dinâmico e interessante usando um jogo?

• Cultivem o autocuidado
Seja com um dia de spa, uma meditação em casal ou fazer exercício físico juntos pode estimular os ânimos da relação. Experimentem atividades novas, como um esporte diferente ou um passeio ao ar livre. O ditado “corpo são, mente sã” também se aplica na vida a dois.

Saiam da rotina (literalmente!)
Principalmente no período de isolamento social, ficamos restritos às nossas casas e isso pode ser muito estressante. Portanto, tente uma mudança de ambiente. Uma escapada para um chalé ou uma pousada no fim de semana pode aliviar as tensões da rotina em casa. Uma transformação no ambiente também pode ajudar muito. Reorganizem os móveis para dar uma cara nova e refrescar a casa.

• Conectem-se no plano espiritual
Para garantir a serenidade do relacionamento e que todas as emoções do casal possam estar organizadas e direcionadas para um caminho positivo, é fundamental ter orientação espiritual. O Espaço Recomeçar , baseado em São Paulo, também atende de forma virtual e conta com serviços de Adoçamento Amoroso, Consulta Espiritual e Casamento Espiritual.

Fonte: Espaço Recomeçar

Relacionamento de casal: menos glamour, mais realidade*

Por que há em torno do casamento entre duas pessoas tanto glamour e tão pouco preparo? Por que estes sonhos se acabam tão rapidamente? Por que duas pessoas que resolveram viver juntos uma vida toda não suportam tal “juramento”?

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Em minha experiência profissional atendendo casais ou parceiros individuais em busca de melhorar a si próprios para melhorar a relação, percebi que existem algumas atitudes que levam ao fracasso do relacionamento entre duas pessoas. Não se trata de exceções, grande parte destas atitudes é sabidamente negativa na relação inclusive interpessoal.

A primeira atitude que percebo como uma erva daninha ao relacionamento é que as pessoas não têm a mínima consciência de que adquiriram um “bem valioso”, sem a ilusão de que alguém é dono de outro alguém, a relação e os parceiros precisam de cuidados diários. Uma relação entre duas pessoas precisa ser nutrida com tentativas constantes de compreensão e superação. Sem cair no clichê da fala do Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, é mais ou menos isso. As relações entre parceiros necessitam de intenso cuidado entre as partes.

A segunda questão é o que eu chamo de posse: o que é meu e o que é do outro. Vidas distintas grande parte das vezes leva ao desligamento afetivo do casal, se não trabalhada por ambos. Questões ou decisões individuais repercutem na relação do casal. É necessário um grande exercício de equilíbrio, bom senso e aceitação quando apenas um viaja, trabalha durante a noite, ganha um salário muito superior, tem a posse dos bens materiais, fora todas as outras questões cotidianas como quem e como prepara as refeições, leva os filhos na escola ou cuida dos animais.

Dar o meu melhor, e não o meu pior é um item importante! Nosso parceiro precisa ser nossa prioridade. E não um resto a ser tolerado para cobrir nossas deficiências e questões mal trabalhadas. Além de tudo precisa ser nosso amigo, em momentos difíceis trocar de papel e ser nosso cuidador e poder nos acolher quando estamos doentes, por exemplo.

O excesso de críticas e a forma de manifestar opiniões também é importante. Muitas vezes é preciso esperar o momento mais adequado para discutir questões que geram raiva, discordância ou polêmica, divergências familiares, políticas, religiosas e esportivas. Quando houver perspectivas distintas, é necessária criatividade para encontrar formas de resolver o conflito e respeitar a opinião de cada um.

Faz parte do cultivo desta relação o perdão! Quando nossas palavras ou gestos ferem o outro, é imprescindível admitir o nosso erro e pedir perdão. E quando o contrário acontece, é preciso estar disposto a perdoar.

Quando ameaçamos o outro falando de separação ou começamos a fantasiar com a ideia de viver com outra pessoa, estamos destruindo nossa união em sua raiz. Muitas vezes é necessário rediscutir os contratos, combinados e a fidelidade.

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Se percebermos que as discussões tomam o rumo do desrespeito é melhor que ambos procurem ajuda profissional. Muitos casais esperam muito e chegam com a relação tão desgastada que não é mais possível retomar. Ter a sensibilidade de tentar restaurar o equilíbrio o quanto antes é maduro de ambas as partes.

É verdade que temos certa tendência ao egoísmo, mas o casamento só funciona se soubermos superá-la. Se ambos os cônjuges estão dispostos a se amar com generosidade, colocando o bem do outro à frente do seu, então o casamento prospera. O relacionamento de casal não é um conto de fadas, mas o encontro de duas pessoas bem humanas. Se conseguirmos no dia a dia lidar com estes conflitos certamente seremos humanos melhores, com menos glamour e com mais experiência e maturidade.

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*Ana Cassia Stamm é palestrante socióloga, psicóloga e psicoterapeuta Vibracional. Fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais

Cozinhando a Dois: evento ensina a preparar um jantar romântico

Stella Artois e Spicy convidam para uma noite especial. Sob o comando da Chef Gabi Cabett, os convidados irão preparar um jantar romântico especial.

No menu: mil folhas de tomate com presunto cru, mozarela de búfala e redução de azeite balsâmico com farofinha de castanha de caju. Como prato principal, um delicioso namorado à beurre blanc sob cama de alho porró, cogumelo Paris e bacon. Para fechar, uma torta de chocolate com nuts e caramelo com flor de sal.

A aula é gratuita.

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Dia: 6 de junho
Horário: às 19h
Local: Spicy Gabriel Monteiro da Silva
Endereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1236 – Jardim America, São Paulo
Inscrições: gerentegab@spicy.com.br
Vagas Limitadas

Depressão e estresse: os ladrões da libido feminina

Para um dos maiores estudiosos da mente humana da história, Sigmund Freud, a libido é a força motriz da vida sexual. Para ele, inclusive, o desejo sexual é o que nos motiva e nos dá forças para nossas tarefas diárias. Porém, para uma boa parcela das brasileiras, incluindo as mais jovens, nada anda mais em baixa do que a libido. Segundo o estudo Mosaico 2.0, do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (SP), uma em cada três entrevistadas tem dificuldade em se interessar pelo sexo.

De acordo com psicóloga e neuropsicóloga, Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, atualmente a falta de desejo sexual atinge mulheres e homens. Entretanto, a mulher apresenta algumas peculiaridades que faz com que a prevalência da queda ou da ausência da libido seja mais alta nelas do que neles.

Montanha-russa hormonal

“As mulheres são marcadas pela oscilação dos hormônios sexuais durante toda a vida. Além das mudanças hormonais típicas do ciclo menstrual, há aquelas que ocorrem durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa. Até mesmo o anticoncepcional, dependendo do tipo, pode reduzir a libido”, explica Carolina.

Além de lidar com a montanha-russa hormonal, as mulheres têm duas vezes mais risco de desenvolver o estresse, a ansiedade e a depressão, transtornos que mexem muito com o desejo sexual. “Aliado a esses dois fatores, precisamos levar em conta que a mulher moderna, em geral, trabalha fora, cuida dos filhos e do lar, numa tripla jornada exaustiva. Portanto, a chance de pensar em sexo no final do dia, pode ser realmente mínima”, conta a especialista.

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Como a depressão afeta o sexo

A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo o Brasil o país com maior prevalência da doença na América Latina e nas Américas só perde mesmo para os Estados Unidos. Um dos sintomas da depressão é justamente a queda ou a perda da libido.

“A depressão afeta o funcionamento normal da mente e isso se reflete na vontade de fazer sexo de várias maneiras. Uma delas é que para despertar o desejo sexual precisamos usar a imaginação, ter fantasias, ideias ou lembranças. Além disso, exige uma disponibilidade para a estimulação dos sentidos, do contato com o outro. Mas, as pessoas deprimidas tendem a se isolar socialmente e ficar mais apáticas, o que também impacta na libido. Sem contar que o efeito colateral mais comum de vários antidepressivos é justamente a perda da libido ou a dificuldade de se atingir o orgasmo”, explica Carolina.

Estresse crônico afeta sexualidade

Outro fator que pode detonar a vida sexual é o estresse, presente em 70% da população economicamente ativa no Brasil. Um estudo mostrou que o aumento dos níveis do cortisol, o hormônio do estresse, interfere na resposta sexual das mulheres.

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Sexo alivia o estresse

Os motivos para a baixa da libido, como vimos, são quase óbvios. Porém, a pergunta que fica é: será que tem solução? “Uma vida sexual saudável é um dos pilares da qualidade de vida. Mas, a sexualidade é muito individual. Há pessoas que não sentem necessidade ou falta de manter relações sexuais e convivem muito bem com isso. Já para quem gosta de sexo e enfrenta problemas nessa área, o ideal é procurar ajuda”, comenta Carolina.

Descartados os problemas físicos, a psicoterapia pode ajudar muito a recuperar o desejo sexual e ter mais alegria debaixo dos lençóis. Carolina explica que para recuperar a libido é preciso identificar o que a está afetando, como depressão, estresse, insônia, cansaço, pós-parto etc. A partir disso, é possível tratar a condição e melhorar a sexualidade.

Além do tratamento por meio da psicoterapia, por exemplo, é bom lembrar que o sexo é uma ótima maneira de relaxar, já que libera neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Então, depois de um dia estressante, fazer sexo pode ser, sim, uma boa ideia.

Fonte: Estar Saúde Mental

Pesquisa: 72% dos casais brasileiros conversam sobre fantasias sexuais

Porém, nos comentários da pesquisa, cerca de 16% das mulheres destacaram que consideram o seu parceiro careta, moralista ou sem criatividade quando o assunto é fantasia sexual.

Em tempos do lançamento do segundo filme da trilogia “50 tons de cinza”, o que não falta é imaginação para as fantasias sexuais. E parece mesmo que as mulheres estão com a criatividade à flor da pele quando o assunto é esse. Por outro lado, o homens estão deixando um pouco a desejar na hora de realizar os desejos femininos.

Essas foram as conclusões da pesquisa realizada pelo Instituto do Casal no final de 2016 revelou que 72% dos casais conversam sobre fantasias sexuais. Porém, nos comentários, cerca de 16% das mulheres destacaram que consideram o seu parceiro careta, moralista ou sem criatividade quando o assunto é fantasia sexual.

Segundo Marina Simas de Lima, psicóloga e especialista em sexualidade e terapia de casal, a maioria das pessoas tem frequentemente suas fantasias sexuais. “Podemos chamar as fantasias sexuais de “alimento” da libido, ou seja, do desejo sexual. Cada pessoa cria sua própria fantasia com aquilo que mais lhe excita, pois a imaginação não tem limites e oferece a liberdade de experimentar várias situações sexuais, mesmo que apenas na mente”, explica Marina.

“É interessante observar que muitas vezes uma fantasia sexual pode expressar o desejo por um determinado tipo de relação, por sexo anal, ou transar com mais pessoas ou até mesmo pela prática do sadomasoquismo, como no filme. Entretanto, na maioria das vezes, cumpre apenas a função de estimular o interesse pelo sexo”, explica Marina.

É importante ressaltar que quando um casal se sente à vontade para falar de seus desejos, passa a ter mais intimidade e compreensão sobre o que outro deseja”, explica Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga e especialista em terapia de casal.

Para desmistificar o tema, o Instituto do Casal listou 6 fatos sobre as fantasias sexuais. Confira:

-A fantasia sexual pode “acender” a libido. Pessoas com baixa libido geralmente têm poucas fantasias sexuais. Em muitos casos, conectar com as próprias fantasias pode propiciar ao casal ter uma vida sexual mais estimulante.

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-Aumenta o repertório: depois de um tempo de relacionamento, é comum a vida sexual esfriar. As fantasias sexuais são uma ótima maneira de fazer com que o sexo saia da monotonia.

-Homens x mulheres: geralmente, as fantasias dos homens são direcionadas para o ato sexual e as mulheres tendem a romantizar mais situação.

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-Realidade x ficção: nem tudo que se imagina vai ser realizado. O sexo deve ser algo lúdico e criativo. As fantasias são excelentes para trabalhar o lado divertido do sexo, porque dificilmente serão realizadas em sua totalidade, mas o simples fato de se imaginar em uma situação sexual não convencional, pode levar a um alto nível de excitação.

-Nem mais, nem menos amor: quando a fantasia sexual envolve uma terceira pessoa, mesmo que seja apenas na imaginação, alguns casais podem ter dificuldade para lidar com o ciúmes ou até podem surgir dúvidas sobre o amor e a fidelidade. A dica aqui é conversar e analisar se é meramente uma fantasia ou um desejo real e assim avaliar em que medida isso é saudável para o casal.

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Foto: Psychicemily

-Há fantasias e fantasias: quando a fantasia envolve diversão, prazer, amor e intimidade entre o casal é sempre bem-vinda. Porém, é preciso avaliar se a fantasia sexual não ultrapassa os limites do bom senso e da lei, obviamente.

Fonte: Instituto do Casal

Uso excessivo da tecnologia aumenta risco de brigas conjugais e depressão

Estudo mostrou que quanto maior o uso do celular, menor a satisfação conjugal

Os brasileiros são apaixonados por tecnologia. Prova disso é que 9 em cada 10 possuem um telefone celular, segundo um estudo da Kantar Worldpanel. Porém, estar conectado o tempo todo pode trazer algumas consequências para a vida cotidiana, como, por exemplo, conflitos nos relacionamentos. Afinal, muitos casais deixam de conversar para usar o celular, o que pode gerar afastamento e perda da intimidade.

Um estudo publicado pela Brigham Young University, de Utah, nos Estados Unidos, analisou o impacto da tecnologia nos relacionamentos. Os resultados mostraram que quanto maior o uso do celular, menor a satisfação conjugal, maior o número de discussões e maior o risco de desenvolver depressão.

Estou sendo rejeitado?

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Segundo Marina Simas de Lima, psicóloga e especialista em terapia de casal, a leitura que podemos fazer desse estudo vai muito além dos resultados. “Na verdade, quando estamos fazendo uma refeição ou até mesmo conversando sobre como foi o dia, e o parceiro fica navegando no celular, em vez de prestar atenção e interagir conosco, podemos interpretar como uma forma de rejeição, e isso é muito tóxico para qualquer relacionamento”, explica.

Já para Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga e especialista em terapia de casal, há ainda a possibilidade de preferir ficar no celular para evitar entrar em contato com os próprios sentimentos ou com problemas que o casal possa estar enfrentando. “Todas as alternativas podem dificultar o diálogo, diminuir a intimidade e contribuir para o aumento das inseguranças vividas nos relacionamentos. Afinal, ninguém gosta de se sentir rejeitado, muito menos pela pessoa amada”, diz a psicóloga.

Esses constantes distanciamentos nas relações, em que o uso da tecnologia ganha destaque e protagonismo, podem provocar queda no humor, baixa autoestima, raiva e ressentimentos, podendo impactar de forma relevante na satisfação da vida conjugal, afirmam as especialistas.

Bom senso é fundamental

Veja algumas dicas preparadas pelo Instituto do Casal que podem ajudar a equilibrar o uso do celular ou de outras tecnologias na vida a dois, diminuindo a chance da tecnologia ter esse papel de destaque nos relacionamentos:

-O celular é um problema? Se o casal passa mais tempo no celular que conversando, é hora de avaliar o quanto esse hábito está prejudicando a relação.
-O uso é necessário? Algumas profissões podem exigir que o parceiro ou a parceira fiquem conectados sempre. Mas, quando não for o caso, é importante se desconectar para dedicar-se ao relacionamento e negociar esses espaços de dedicação exclusiva.
-Silencie: desligue as notificações e evite usar o celular quando estiverem à mesa, na cama ou fazendo qualquer outra atividade juntos, dentro ou fora de casa.

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-Preserve o quarto: o quarto do casal deve ser preservado, quanto menos estímulos externos, melhor será a conexão entre os parceiros. Evite colocar televisão, computador e usar o celular nesse cômodo da casa.
-Para Denise e Marina, a conversa entre o casal é essencial para a saúde do relacionamento. A simples presença de um celular inibe a intimidade e a confiança, reduzindo o nível de empatia e compreensão. “É preciso dar valor ao que realmente importa”.

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Sobre o Instituto do Casal

Instituto do Casal (IC) é uma organização que se dedica a práticas, pesquisas e educação em relacionamentos e sexualidade humana. O IC foi fundado pelas psicólogas Denise Miranda de Figueiredo e Marina Simas de Lima, ambas com mais de 20 anos de experiência em sexualidade humana e terapias de casal, de família e individual. O IC oferece diversos recursos, tanto para os casais que buscam autoconhecimento e terapias, quanto para profissionais da área de saúde e educação que procuram ampliar e se aprofundar nos temas relacionados à qualidade dos relacionamentos afetivos e sexuais.