Arquivo da tag: cejam

Ter diabetes significa nunca comer doces? 10 mitos e verdades sobre restrições alimentares

Diabetes é considerado um dos maiores vilões da saúde nos tempos atuais. A doença, que atinge 463 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 16,8 milhões somente no Brasil – número que pode passar dos 21 milhões até 2030 -, conforme a Federação Internacional de Diabetes (IDF), é considerada um verdadeiro problema de saúde pública. Os dados referem-se apenas a adultos entre 20 e 79 anos.

A nutricionista Marlucy Lindsey Vieira, que atende na Unidade Básica de Saúde do Jardim Nakamura, gerenciada pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, respondeu a algumas questões que ajudam a esclarecer mitos e verdades associados à alimentação das pessoas que vivem com esta doença. Confira:

O consumo excessivo de açúcar realmente tem ligação com o surgimento do diabetes?
Verdade.
O excesso de açúcar pode provocar uma sobrecarga no pâncreas, que não consegue produzir insulina suficiente para diminuir os níveis de glicose. Essa sobrecarga pode desencadear o diabetes tipo 2.

Pessoas com alimentação saudável e regrada não têm nenhuma chance de desenvolver diabetes?
Mito.
Existem outros fatores de risco, como o genético, a presença de problemas como pressão alta, colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue, doenças renais crônicas, diabetes gestacional e o uso excessivo de medicamentos da classe dos glicocorticoides (tipo de corticoide). Todos podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Apenas as pessoas mais velhas têm diabetes?
Mito.
O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Conforme dados da IDF, 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1.

Diabéticos não podem exagerar no consumo de carboidratos, como arroz, pães, massas e batatas?
Verdade.
Os carboidratos são os principais responsáveis pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, por isso, pacientes diabéticos precisam consumir esses alimentos de forma moderada. Uma opção saudável seria substituir alimentos feitos com farinha branca, como pão, bolo e macarrão, pelos integrais. O arroz também pode ser substituído pela versão integral.

Steve Buissinne/Pixabay

Apenas o açúcar refinado faz mal. O mel e outros açúcares, como mascavo, demerara ou de coco, estão liberados na dieta de um diabético?
Mito.
Assim como o açúcar refinado, o mel e outros açúcares também podem descompensar o diabetes, levando ao quadro de hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue).

Diabéticos devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas?
Verdade.
O diabético não deve ingerir bebidas alcoólicas porque o álcool pode desequilibrar os níveis de açúcar no sangue, alterando os efeitos da insulina e dos medicamentos orais, podendo provocar hiper ou hipoglicemia (queda vertiginosa das taxas de açúcar no sangue).

Ter diabetes significa não poder comer doces em hipótese alguma?
Mito.
O paciente diabético pode consumir doces em pequenas quantidades, quando associado a uma dieta e hábitos de vida saudáveis. O doce não pode se tornar um alimento do dia a dia e deve-se ter cuidado com a qualidade da sobremesa escolhida, de preferência pobre em gordura.

É possível prevenir o diabetes?
Verdade.
A melhor forma de prevenir o diabetes é por meio da manutenção de hábitos saudáveis, como a ingestão diária de verduras, legumes e três porções de frutas; a redução do consumo de sal, açúcares e gorduras; não fumar; praticar exercícios físicos regularmente; e manter o peso controlado.

Os diabéticos devem ter uma alimentação saudável e isso inclui o consumo de frutas à vontade?
Mito.
A frutose é um açúcar presente naturalmente nas frutas. O consumo recomendado a pacientes diabéticos é de, no máximo, três porções de frutas ao dia.

Foto: Live Science

Todos os tipos de adoçantes são permitidos na dieta de um diabético, pois são todos iguais.
Mito.
Os adoçantes são divididos em dois grandes grupos: os naturais, são obtidos a partir de plantas ou de alimentos de origem animal; e os artificiais/sintéticos, obtidos, de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas. Entre os adoçantes naturais indicados estão a frutose, o xilitol, o eritritol e a stevia. Já no grupo dos sintéticos, a sacarina, o ciclamato, o aspartame e a sucralose costumam ser mais recomendados. Antes de escolher quaisquer um desses produtos, é importante ler os rótulos com atenção para saber qual o tipo de adoçante utilizado na composição e, sempre que possível, optar pelos naturais.

Fonte: Cejam

ISTs: Brasil tem aumento em casos de sífilis durante a pandemia

Doenças causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos podem ser evitadas com uso de preservativos

Especialistas do Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” alertam para o aumento nos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

Em decorrência do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, pacientes infectados com a doença deixaram de procurar os serviços de saúde ao manifestarem sintomas. Conforme o Ministério da Saúde, entre janeiro e junho de 2020, foram registradas 49 mil ocorrências de sífilis, transmitida, principalmente, por meio do contato sexual sem o uso de preservativos.

De 2010 a 2020, o Brasil registrou 783 mil casos da doença, que segue crescendo de forma expressiva, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A sífilis atinge, principalmente, a população masculina, que representa 59,8% dos casos. As mulheres, por sua vez, somam 40,2%, mas merecem uma atenção especial, já que muitas revelam sintomas durante a gestação, aumentando o risco de contaminação de recém-nascidos.

O urologista Renato Fidelis Ivanovic, que atende na AMA Especialidades Jardim São Luiz e na AMA 24 horas Capão Redondo, ambas gerenciadas pelo Cejam, destaca que a doença é traiçoeira, pois a lesão genital que surge no início da doença -sífilis primária- não dói e cicatriza sozinha.

“Nesta fase, muitas pessoas deixam de tratar e permanecem com o agente causador no organismo, resultando nas fases secundária e terciária. Quando isso acontece, o grau de suspeita diagnóstica do médico precisa ser alto, já que o quadro clínico é variável, podendo ser cutâneo, neurológico e, até mesmo, cardíaco.”

Prevenção

Geralmente, a sífilis se apresenta como uma pequena ferida no local de entrada da bactéria, por meio dos órgãos utilizados em práticas sexuais desprevenidas, como pênis, vagina, colo uterino, ânus e boca.

A doença é classificada pelas fases primária, secundária, latente ou terciária, e tem como principais sintomas manchas, pápulas e outras lesões no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dores de cabeça e ínguas, que podem surgir de 10 a 90 dias após o contágio.

De acordo com o ginecologista Gilberto Nagahama, consultor do Programa Parto à Mãe Paulistana, a melhor forma de evitar a infecção é por meio das relações sexuais protegidas e seguras. “Todas as pessoas que mantêm atividades sexuais ou se expõem a relações desprotegidas também devem fazer regularmente exames para ISTs, que são oferecidos de forma gratuita e sigilosa em toda a rede pública.”

Tratamento

Dreamstime

Apesar de os homens apresentarem maior disposição à doença, Ivanovic explica que o tratamento é o mesmo para ambos os sexos. A doença é tratada geralmente com penicilina e antibiótico. Para que haja a quebra deste crescente ciclo de transmissão, é necessário tratar adequadamente todos os pacientes diagnosticados, independentemente do gênero.

Segundo os especialistas, mesmo após o tratamento completo, é importante seguir com acompanhamento, além da testagem das parcerias sexuais dos últimos três meses para a quebra da cadeia de transmissão.

“Devemos informar a população sobre os riscos da doença, além da orientação sobre a prevenção da sífilis, que é muito efetiva. A capacitação do profissional também é fundamental para o diagnóstico precoce e adequado. Essas práticas, associadas ao manejo adequado, podem oferecer praticamente 100% de cura”, complementa o Nagahama.

Nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) gerenciadas pelo Cejam são realizadas iniciativas para conscientização da população e orientações de prevenção da sífilis. A relação das unidades pode ser acessada pelo site.

Fonte: Cejam

Quase 60% dos brasileiros estão acima do peso ou obesos; problema gera várias doenças

A obesidade aumenta o risco para o desenvolvimento de diversas outras doenças, como infarto, AVC, diabetes, cânceres, pressão alta e doenças reumatológicas. Para o endocrinologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, reduzir o sedentarismo e evitar refeições industrializadas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar, são caminhos necessários para prevenção

O número de pessoas com obesidade e excesso de peso no país não para de crescer desde 2006 e este dado piorou com a pandemia, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2020), divulgada pelo Ministério da Saúde. O material indica que, no ano passado, 57,5% da população adulta do Brasil estava com excesso de peso – era 55,7% em 2019 – e 21,5% da população está com obesidade – era 19,8% em 2019.

Estes índices são preocupantes, especialmente quando incluímos a Covid-19 na equação, já que a obesidade é um dos principais fatores de risco para infecções mais graves pelo novo coronavírus. Em adição, o excesso de peso influencia diretamente no aumento da falta de ar, necessidade de oxigênio e ventilação mecânica, além de estar associado a outras doenças.

“Apesar do cenário alarmante, as perdas de peso podem reduzir as chances de desenvolver as formas graves da Covid-19. Então, a perda de 5% do peso é benéfica não só para o metabolismo, mas também para a diminuição do processo inflamatório que a obesidade causa. Esta combinação diminui os riscos de complicações por infecções em geral, entre elas está a do novo coronavírus” explica o Dr. Hugo Valente, endocrinologista do Hospital Santa Catarina – Paulista.

A obesidade é uma doença crônica, ou seja, ela não põe em risco a vida da pessoa a curto prazo, mas aumenta o risco para o desenvolvimento de diversas outras doenças, como infarto, AVC, diabetes, cânceres, pressão alta, doenças reumatológicas e outras. Além disso, pode mexer com fatores psicológicos, ocasionando a diminuição da autoestima e depressão, e dores físicas nos músculos e articulações, principalmente nas costas, pernas e braços.

A previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, até 2025, 700 milhões de pessoas sejam diagnosticadas com a doença e mais de 2 bilhões de pessoas estejam acima do peso no mundo. E mais de 11 milhões de crianças e adolescentes terão, pelo menos, sobrepeso.

A obesidade é calculada a partir do índice de massa corpóreo (IMC), que é obtido ao se dividir o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros). De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.

A obesidade pode ser causada por diversos fatores – genéticos, psicológicos, sociais, metabólicos – e, assim como o excesso de peso, está ligada aos hábitos da vida moderna, estresse e diminuição da atividade física. “Para o bem da população, temos que evitar ou diminuir o sedentarismo, refeições industrializadas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar, que resultam no aumento do número de pessoas obesas, inclusive crianças”, reforça o médico.

Dicas para evitar ou retardar o sobrepeso

=Beber água. A hidratação é um ponto fundamental para manter o metabolismo adequado, a fim de melhor o gasto de energia e, consequentemente, evitar ou prevenir o ganho de peso;
=Aumentar o consumo de vegetais, como leguminosas e verduras;
=Consumir frutas, especialmente in natura e evitar sucos adocicados;
=Ingerir fibras, como grãos – aveia, linhaça, entre outros -, porque geram uma saciedade maior e regularizam o intestino.
=Escolher os macronutrientes – carboidratos, gorduras e proteínas – em equilíbrio, como forma de retardar ou evitar o sobrepeso.

Problema está associado a diversas doenças e tipos de câncer; saiba como evitá-la

Getty Images

Uma pesquisa do Vigitel, sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis, do Ministério da Saúde, informa que, entre 2006 e 2019, a obesidade cresceu 72% no Brasil. E hoje já é considerada um problema de saúde pública no país, potencializado durante a pandemia de Covid-19.

A nutricionista Francyne Silva Fernandez, que atende na Unidades Básica de Saúde Jardim Caiçara, gerenciada pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, destaca que a doença pode tanto ter uma predisposição genética como ocorrer em consequências de maus hábitos de vida e alimentação, gerando o acúmulo de gordura no corpo.

“Esse acúmulo é causado quase sempre pelo sedentarismo e pelo consumo excessivo de alimentos com alto valor calórico, superior ao usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades diárias.”

O diagnóstico da doença é clínico e baseado no Índice de Massa Corporal, o IMC, que é dado pela relação entre o peso e a altura, considerando menor que 18,5 abaixo do peso; entre 18,5 e 24,9 peso normal; entre 25 e 29,9 sobrepeso; e igual ou acima de 30 obesidade.

A nutricionista explica que doença é considerada grave pois o excesso de peso está associado ao aumento do risco de desenvolvimento de patologias como diabetes, pressão alta, apneia do sono, aterosclerose, trombose e distúrbios no ciclo menstrual, além de problemas cardiovasculares diversos.


Uma pesquisa feita pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard e com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), também confirmou a associação da obesidade a diversos tipos de câncer: o de mama na pós-menopausa, cólon e reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea), esôfago, pâncreas, estômago e tireoide.

“Além dos problemas físicos, a obesidade ainda pode afetar a saúde emocional e psicológica, já que pessoas obesas podem desenvolver a baixa autoestima, que leva à depressão”, alerta a especialista.

Prevenção

Francyne explica que a prevenção da obesidade deve ser feita a partir da conscientização da importância de uma vida saudável, com um tempo dedicado para a prática de atividades físicas e uma dieta equilibrada, baseada em alimentos saudáveis, de preferência in natura ou minimamente processados.

“Por outro lado, o sedentarismo, a ingestão de alimentos com excesso de gorduras e açúcares refletem no aumento de chances desta e de tantas outras patologias associadas a ela.” De acordo com a profissional, legumes, verduras, frutas naturais ou envasadas, iogurtes sem adição de açúcar, ovos, chá, café, carnes frescas, refrigeradas ou congeladas, ervas frescas ou secas, leites e sucos de frutas pasteurizados, feijões, entre outros, são bons amigos do peso.

Já os alimentos processados e ultraprocessados, como aqueles em conserva, carnes enlatadas, queijos, pães feitos com farinha de trigo branca, biscoitos recheados, sucos em pó, refrigerantes, macarrão instantâneo, cereais matinais açucarados, frios embutidos, entre outros, são grandes inimigos dos que buscam ter uma vida saudável.

Tratamentos


Além da estética, o tratamento da obesidade tem como finalidade alcançar uma série de objetivos e a saúde é o principal deles. O processo pode ser feito a curto ou longo prazo, por meio das intervenções multifatoriais que combinam componentes como a dieta, exercícios físicos, mudança comportamental e até mesmo utilização de medicamentos, caso o especialista que estiver acompanhando o caso avalie necessário.

“O uso desses remédios, inclusive, não deve ser feito por conta própria ou de maneira indiscriminada, pois pode acarretar outros problemas de saúde. O mesmo vale para as dietas. Regimes milagrosos, que prometem a perda de peso da noite para o dia, não existem. O essencial é sempre buscar um profissional, de preferência um endocrinologista e um nutricionista” orienta.

De acordo com a nutricionista, no SUS (Sistema Único de Saúde) existem diversos serviços dedicados às pessoas que buscam perder peso de forma saudável e com acompanhamento médico.

Grupo de Combate à Obesidade

Algumas UBSs, sob gestão do Cejam, possuem grupos de apoio multidisciplinares, compostos por nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas, para quem precisa de ajuda com reeducação alimentar e atividade física para lidar com a obesidade.

O trabalho tem como foco a prevenção e o tratamento da obesidade, abordando e estimulando o tratamento de diabetes, hipertensão e alta do colesterol, além de acompanhamento nutricional.

As unidades participantes disponibilizam grupos de apoio abertos e fechados, dependendo da necessidade. Qualquer pessoa pode participar, até mesmo quem não é paciente da unidade, basta apresentar o cartão do SUS.

Setembro Amarelo: a importância de debater e prevenir problemas de saúde mental

Em tempos de pandemia, isolamento social e sentimentos aflorados, tema ganhou ainda mais urgência, afirma especialista do Cejam

A campanha Setembro Amarelo, que debate mundialmente a importância de prevenir problemas de saúde mental, ganhou ainda mais urgência entre os anos de 2020 e 2021, em meio ao isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19. Medos, incertezas em relação ao futuro, luto e dificuldades financeiras vêm marcando a vida de muitas pessoas e estão entre as principais causas de depressão, ansiedade excessiva e falta de motivação.

Pesquisa do instituto Ipsos, encomendada pelo Fórum Econômico Mundial, destaca que 53% dos brasileiros declararam que seu bem-estar mental piorou um pouco ou muito no último ano. Essa porcentagem só é maior em quatro países: Itália (54%), Hungria (56%), Chile (56%) e Turquia (61%).

Um relatório de 2017 da OMS (Organização Mundial da Saúde) já apontava o Brasil como um país de grande prevalência de transtornos de ansiedade nas Américas: 9,3% da população, o equivalente a 18,6 milhões de pessoas.

Segundo a psicóloga Ligia Kaori Matsumoto, que atende na UBS Alto da Riviera, gerenciada pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a campanha foi criada no Brasil em 2015 para dar mais ênfase ao tema, com ações de conscientização e debates que possibilitem a quebra de paradigmas e a redução do preconceito que envolve o grave problema.

“As ações do Setembro Amarelo funcionam como uma forma de prevenção e sensibilização, tanto àqueles que podem estar passando por algum tipo de sofrimento, quanto às pessoas próximas, na detecção de fatores que identifiquem quando um ente querido não está bem”, explica.

Alerta vermelho

Foto: MedicalNewsToday

Os sinais de alerta costumam variar de pessoa para pessoa, mas a especialista destaca que existem alguns indícios que servem para detectar se você ou um ente querido está precisando de auxílio profissional. Conforme a psicóloga, é necessário ficar atento às alterações repentinas de humor e comportamento, bem como às mudanças bruscas na rotina, como qualidade do sono, alimentação, abandono de atividades que antes eram prazerosas ou ainda desistência de planos futuros.

Ligia também faz um alerta para o uso abusivo ou para a mudança no padrão de consumo de álcool, substâncias tóxicas e medicações. “Além disso, devemos sempre dar uma atenção maior às pessoas com transtornos psiquiátricos ou com históricos na família.”

Segundo a especialista, é comum ainda as pessoas sinalizarem que não sabem como reagir ou de que forma responder quando alguém próximo expressa suas dores, tristezas e frustrações.

“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção”, ressalta Ligia, citando trecho de um texto do psicanalista e escritor Rubem Alves.

Centro de Valorização da Vida

Umas das formas mais práticas de buscar apoio, seja para você ou para alguém que conheça e possa estar procurando ajuda, é entrando em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida, um serviço gratuito que oferece auxílio emocional 24 horas.

O atendimento é realizado em sigilo total, por meio de telefone (188), e-mail, chat ou ainda pessoalmente. Os canais e endereços estão disponíveis no site.

Mais de 3 milhões de pessoas são atendidas anualmente pelo CVV, que oferece mais de 4 mil voluntários localizados em 24 estados e no Distrito Federal.

A psicóloga recomenda a divulgação do serviço para quem possa estar precisando de ajuda. “Devemos sempre oferecer acolhimento, ouvir e auxiliar na busca por ajuda. Estas posturas de respeito com aquele que está em sofrimento podem ser fundamentais à recuperação, enquanto o desdém e pouco caso podem amplificar a dor ou adiar um tratamento”, finaliza.

Fonte: Cejam

Hoje é o Dia Mundial de Combate à Hepatite

Especialista alerta para riscos da doença, que age de forma silenciosa; tratamento é oferecido de forma gratuita pelo SUS e, quando cumprido corretamente, se mostra eficaz em mais de 95% dos casos

Hoje, 28 de julho, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Hepatite que tem como objetivo alertar as pessoas acerca deste grave problema de saúde pública, que pode levar à morte. A data faz parte da campanha Julho Amarelo, para conscientizar a população sobre os riscos da doença, uma inflamação do fígado que age de forma silenciosa.

Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, publicado em julho do ano passado, indica que mais de 74 mil mortes foram causadas pela doença no Brasil, entre 2000 e 2018. O documento destaca ainda que 76% destes óbitos ocorreram em decorrência da hepatite do tipo C.

O tratamento contra a patologia, no entanto, tem evoluído muito, e as chances de cura já superam 95%, quando a assistência é realizada corretamente.

Depositphotos

De acordo com a infectologista Tassiana Rodrigues dos Santos Galvão, que atende nos hospitais Estadual Francisco Morato e Municipal de Cajamar, ambos gerenciados pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a cor dedicada ao mês foi escolhida por representar um sinal frequentemente associado à doença: a icterícia, como é conhecida a amarelidão da pele.

A especialista ainda detalha as razões pelas quais são conhecidas por letras. “Os vírus receberam a nominação em ordem de descoberta, sendo atribuída uma letra para cada nova hepatite (A, B, C, D e E). As mais comuns no Brasil são as hepatites A, B e C, sendo a D mais frequente na região Norte”, explica.

Conforme a médica, é necessário estar atento, pois as manifestações são muito variáveis, podendo ser assintomáticas ou apresentarem desde quadros de icterícia, mal-estar, fraqueza, náuseas e vômitos até dores abdominais e alterações na coloração da urina e fezes. “Os quadros podem ser graves, com estágios fulminantes, necessidades de transplante, evolução para câncer hepático e até morte”, complementa.

Dra. Tassiana ressalta a relevância dos tipos B e C, considerados silenciosos e de cronificação, ou seja, quando a doença se torna crônica e segue até o final da vida do paciente.

As hepatites podem ser transmitidas por meio de relações sexuais ou exposição direta com o sangue infectado, através de objetos contaminados, como agulhas, seringas, alicates e etc., transfusões sanguíneas ou durante o parto.

“No caso da B, a maioria das pessoas que têm contato com o vírus consegue controlar a infecção e a evolução. Porém, os pacientes que ‘cronificam’ apresentam uma doença silenciosa, que, se não tratada, pode evoluir para cirrose e/ou câncer de fígado”, afirma a médica, reiterando que, nos casos de hepatite do tipo C, as chances de a cronificação acontecer são ainda maiores, tal como o risco de desenvolver cirrose e câncer hepático.

Prevenção

Existem muitas formas de prevenir a hepatite. A infectologista explica que a prevenção pode ser feita de forma simples, com hábitos como consumir apenas água tratada, manter boa higiene e utilizar preservativos durante as relações sexuais.

“No caso de tatuagens e piercings, recomendo procurar estúdios confiáveis, que trabalhem com agulhas descartáveis e jamais compartilhem objetos pessoais. Isso serve também para manicure”, destaca a Dra. Tassiana.

Para as hepatites dos tipos A e B, há vacinas que podem ajudar na prevenção. Por isso, é importante estar com elas em dia.

Tratamento

O tratamento da doença é realizado por meio de antivirais, além de medidas de prevenção, como evitar medicações que possam prejudicar a saúde do fígado. Pacientes que já convivem com a doença, devem realizar um acompanhamento adequado com médicos infectologista, gastroenterologista ou hepatologista.

Para os casos de hepatite C, nos últimos anos, o tratamento sofreu mudanças significativas, contando, atualmente, com drogas de ação direta e esquema terapêutico, dependendo do genótipo e da fase clínica do paciente.

Ambos são oferecidos de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde), assim como os testes capazes de diagnosticar a doença, que podem ser realizados de forma rápida e discreta em qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde).

“Caso o diagnóstico seja positivo para a doença, não há razões para pânico. Hoje em dia, os medicamentos são muito bem tolerados, com raros efeitos colaterais, e as chances de cura, na maioria dos casos, são superiores a 95%. Um sucesso também garantido pelo SUS”, finaliza.

Fonte: Cejam

Automedicação pode causar dependência e agravar doenças já existentes

Hábito comum entre 77% dos brasileiros, segundo informações do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação pode agravar doenças sérias e até mascarar sintomas importantes para que elas sejam diagnosticadas.

De acordo com a farmacêutica Maria Cristina Tavares, que atende nas Unidades Básicas de Saúde Vila Calu e Jardim Caiçara, gerenciadas pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, ambas na zona sul de São Paulo, é necessário alertar a todos acerca dos riscos que a ingestão inadequada de fármacos pode trazer à saúde.

“A prática de medicalização inadequada pode causar reações adversas à saúde da população, impactando no crescimento de índices de intoxicação, resistências bacterianas, interações medicamentosas e reações alérgicas”, destaca.

A especialista destaca ainda que a pandemia de Covid-19, que fez com que a busca por medicamentos, sem eficácia comprovada contra a doença, aumentasse bruscamente. “A prática pode agravar ainda mais o quadro da doença, inclusive, desencadeando outras patologias graves”, afirma Maria Cristina.

Os riscos da “caixinha de remédios”

Steve Buissinne/Pixabay

A veiculação de campanhas publicitárias de medicamentos e o livre acesso a determinados fármacos estimulam um hábito bastante comum na maioria dos lares brasileiros: a chamada “caixinha de remédios”, na qual é comum serem encontrados fármacos como analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e até remédios controlados.

“Algumas pessoas, inclusive, não saem de casa sem suas bolsinhas de remédios”, ressalta a farmacêutica.

A prática não é recomendada, pois, além das questões já citadas, o uso de certos remédios sem prescrição pode causar sérios efeitos colaterais, dependência e até óbito, em casos de dosagem excedida ou fortes reações alérgicas, por exemplo.

“Em casos de dores, mal-estar ou sintomas de quaisquer tipos de doenças, o ideal é sempre consultar o médico. O profissional irá levar em consideração as características do metabolismo de cada paciente para diagnosticar sintomas e, assim, recomendar a melhor medicação”, complementa a especialista.

Na tentativa de acabar ou, ao menos, diminuir a cultura da automedicação, o Conselho Regional de Farmácia (CRF) produz campanhas publicitárias educativas, principalmente por meio folders, a fim de oferecer ferramentas que sirvam para conscientizar a população sobre os riscos que ela pode trazer à saúde.

Assistência nas UBS

enClipart-Vectors/Pixabay


As Unidades Básicas de Saúde sob gestão do Cejam implantaram o Acompanhamento Farmacoterapêutico para gestantes e pacientes diabéticos insulinodependentes, hipertensos e em tratamento da tuberculose.

“Ao desempenhar suas atribuições junto à equipe multidisciplinar no tratamento farmacológico, o farmacêutico contribui ativamente para o controle da doença”, explica Maria Cristina.

O acompanhamento farmacêutico dos pacientes é realizado por meio de consultas individuais e visitas domiciliares, nas quais são observadas a adesão à farmacoterapia. Na ocasião, os profissionais analisam o estilo de vida do usuário e as interações com medicamentos de outras patologias, entre outras questões. 

Fonte: Cejam

Conheça cinco alimentos que ajudam no controle do colesterol

Especialista explica quais alimentos e hábitos devem ser adotados para evitar doenças cardiovasculares

No mês em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol (8 de agosto), o Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam) lista alimentos que podem contribuir para o controle desta doença, que afeta 40% da população brasileira e é responsável por cerca de 300 mil mortes anuais no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Segundo Ivia Fulguera, médica cardiologista do Cejam, a manutenção da saúde cardiovascular requer três cuidados essenciais: monitoramento periódico da pressão arterial, alimentação com pouca gordura trans e saturada e atividade física.

Sendo assim, a especialista aponta alguns alimentos que podem contribuir com a saúde cardiovascular:

soja-1600 getty
• A soja pode diminuir o nível de colesterol de LDL (colesterol ruim) já que é uma fonte importante de fitosterol e ácido linoleico;

cebola roxa Anh Nhi Đỗ Lê por Pixabay
Anh Nhi Đỗ Lê/Pixabay

• Cebola, repolho e alface podem ser substituídos pelos mesmos alimentos, porém na cor roxa, que contêm antocianina, um corante natural e antioxidante que ajuda a evitar o colesterol alto;

suco de uvas Babs Müller por Pixabay
Babs Müller/Pixabay

• Suco de uva natural, que também é uma ótima escolha pois tem resveratrol, pode aumentar o colesterol de HDL (colesterol bom);

chocolate amargo cacau elsenaju
• O chocolate contém antioxidantes e, se consumido com moderação, não aumenta o colesterol ruim;

ovos sanduiche saudavel
• Não é necessário evitar comer ovos, consumir um por dia não aumentará o risco de doenças cardiovasculares.

E o mais importante, mesmo com o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, é fundamental manter acompanhamento médico.

Fonte: Cejam

Nutricionista desvenda alguns mitos e verdades da alimentação

O papel da banana na redução da câimbra e das fibras no emagrecimento, além de indicações de uso do óleo de coco, são respondidas pela profissional do Cejam

Acreditar em dietas malucas e receitas suspeitas é mais comum do que se imagina, assim como seguir dicas lidas nas redes sociais ou confiar em boatos milagrosos. Esses perigos são frequentes no dia a dia de quem busca uma alimentação saudável ou perder alguns quilos.

Para sanar as dúvidas sobre os benefícios e nocividade de certos alimentos, Raira Oliveira Santos, nutricionista do Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim), desvenda alguns mitos e verdade de certos alimentos comuns na mesa dos brasileiros.

Comer banana reduz câimbra?

banana

Verdade: a câimbra tem muitas causas. Pode ser por falta de cálcio ou acido lácteo ou por esforço muscular. Se a causa da câimbra for a falta de potássio, a banana consegue suprir esse papel.

Comer fibras ajuda no emagrecimento?

frutas cereais goji
Pixabay

Verdade: as fibras, em contato com a água, formam uma espécie de gel no estômago, e essa mistura dá uma sensação de dilatação, o que aumenta a saciedade e diminui a fome. Fontes de fibras são encontradas em frutas, verduras e cereais integrais, e previnem doenças. Por isso, devem ser consumidas regularmente.

Óleo de coco é indicado para emagrecimento?

coco oleo creme

Mito:  é uma fonte natural de gordura saturada, que aumenta o colesterol e as triglicérides. Porém, não é proibido consumi-lo, desde que em pequenas quantidades ou em uma preparação culinária, por exemplo. Mas não deve ser usado em tratamento de colesterol alto ou contra a obesidade.

Margarina é mais saudável que manteiga?

manteiga margarina doornekamph pixabay
Foto: Doornekamph / Pixabay

Mito: margarina é uma fonte de gordura trans. A margarina passa por um processo de hidrogenação que transforma a gordura insaturada, até então boa, em trans. Já a manteiga é gordura saturada, porque vem de origem animal. A gordura saturada não é proibida para consumo, mas deve ser ingerida em pequena quantidade.

Fonte: Cejam

 

Dia do Idoso: jogos, artesanato e música para estimular memória e coordenação

As atividades são desenvolvidas por médicos e assistentes sociais de UBSs gerenciadas pela organização social de saúde CEJAM

Cantar, jogar e pintar estimulam a coordenação motora, a memória e as capacidades físicas, mentais e cognitivas dos idosos. Por isso, tais atividades são oferecidas a pessoas na fase da melhor idade por médicos e assistentes sociais do Programa Acompanhante de Idoso (PAI) das Unidades Básicas de Saúde gerenciadas pela organização social Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim), em São Paulo.

No grupo de jogos, por exemplo, que acontece na UBS Jardim Maracá, os idosos realizam competições para estimular a memória, a concentração e a coordenação motora e cognitiva. A unidade ainda promove mensalmente o Cine Pipoca, considerado pela equipe médica como um momento de integração, socialização e conhecimento.

Já na UBS Vera Cruz, o grupo de artesanato realiza atividades de pintura, recorte e colagem, que ajudam a despertar os requisitos básicos de autoestima, além de ser uma forma de estimular o sentimento de se sentir capaz e produtivo.

A unidade ainda promove o grupo de musicoterapia chamado Cantando Memória. A prática de cantar e de ouvir música pretende estimular as capacidades físicas, mentais, cognitivas e sociais dos idosos, por meio de canções que fizeram e fazem parte de suas vidas.

idosos cejam

Dia do Idoso 

Para celebrar o Dia do Idoso, comemorado ontem (1º), data em que a Lei N°10.741 (Estatuto do Idoso) entrou em vigor, a UBS Jardim Maracá realizará nesta quarta-feira (04) uma caminhada liderada pelo educador físico da unidade e uma atividade de dança circular, que será acompanhada por uma terapeuta ocupacional. Já a UBS Vera Cruz promove, na quinta-feira (05), uma palestra sobre envelhecimento.

Fonte: Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim)