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Não consegue dormir? Entenda se pode ser um quadro de insônia agudo ou crônico

O problema, que atinge 73 milhões de brasileiros, está afetando cada vez mais pessoas, principalmente em função do isolamento social e da pandemia

Atualmente, está difícil dormir. A incerteza sobre o futuro, a crise econômica e sanitária, o medo, a ansiedade… Tantas sensações e sentimentos acabam por atrapalhar um dos principais termômetros da saúde: o sono.

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“O impacto na qualidade do sono vem sendo notado desde o início do isolamento social, principalmente pela procura por profissionais especializados na área”, afirma o otorrinolaringologista do Hospital Cema, Gustavo Mury. Mas, como descobrir se há um quadro de insônia em curso ou é apenas uma situação ocasional?

“A insônia é a dificuldade para pegar no sono e manter-se dormindo por horas suficientes, apesar das condições ideais. Ela pode ser aguda, e durar menos de três semanas, ou crônica. Nesse último caso, ocorre pelo menos três vezes na semana, em períodos superiores a um mês”, explica o médico.

As causas mais comuns da insônia aguda são os fatores estressores, como mudança no ambiente de dormir, alterações no turno de trabalho, uso de substâncias estimulantes (como cafeína e nicotina), estresses psicológicos intensos, entre outros. Já a insônia crônica tem como principal causa a má higiene do sono, e, em menor frequência, pode estar ligada a doenças neurológicas, como mal de Parkinson ou doença de Alzheimer. No Brasil, são cerca de 73 milhões de brasileiros sofrendo de insônia, segundo dados da Associação Brasileira do Sono.

Tendo em vista que a má higiene de sono é uma das principais causas da insônia, o que seria, então, uma boa higiene? O otorrinolaringologista do Hospital Cema lista abaixo alguns hábitos importantes para melhorar a qualidade na hora de dormir:

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– Estipular um horário para deitar-se e acordar, criando um ritual de horários de sono e despertar;
– Evitar sestas e cochilos ao longo do dia;
– Não consumir bebidas alcoólicas e cigarros, alimentos e bebidas com cafeína por pelo menos quatro horas antes de dormir;

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Foto: FreeGreatPictures

– Praticar exercícios físicos regularmente, mas evitá-los duas horas antes de dormir;
– Fazer refeições leves ao jantar, evitando comer em excesso. Evitar os alimentos pesados, muito temperados e muito gordurosos;
– Deixar amena a temperatura do quarto, por volta de 21ºC;

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– Promover um ambiente silencioso e com pouca luz no quarto;
– Desligar dispositivos como celulares, TVs, relógios digitais ou telas azuis no quarto na hora de dormir.
– Evitar trabalhar ou fazer refeições na cama;

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– Ter hábitos saudáveis, como alimentar-se bem e praticar atividades físicas.

Fonte: Cema

Verão: tempo de cuidar ainda mais dos olhos

Época é propícia ao aparecimento de diversas doenças oculares, como conjuntivite, ceratites e alergias. Especialista do Hospital CEMA explica por que isso ocorre e como se prevenir

O verão traz muitas coisas boas: praia, férias, lazer. No entanto, pode também ser um fator de risco para alguns problemas de saúde. A aglomeração, o descuido, a exposição à radiação solar, todos esses fatores favorecem o aparecimento de doenças oculares, como a conjuntivite, ceratites, alergias, catarata precoce, DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), tumores, pterígio, entre outras.

“Dessas enfermidades, a mais comum é a conjuntivite, que pode aparecer por alguns fatores, como água poluída, fatores alérgicos e descuidos com a higiene das mãos”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae.

Nesta época, os casos de conjuntivite, por exemplo, podem aumentar até 80%. A doença ocorre quando há uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o olho. A mais comum delas, a infecciosa, pode ser bacteriana ou viral, e é altamente contagiosa. Além dessas, há também a alérgica, fúngica e a tóxica. Já a ceratite acontece quando há inflamação da córnea, e o pterígio quando há crescimento anormal do tecido corneano. Ambas as doenças podem aparecer mais facilmente no verão por causa da exposição maior aos raios solares.

Porém, a ideia não é estragar a diversão de ninguém com medidas radicais, por isso é importante atentar aos principais cuidados a serem adotados nesta época. O especialista do Hospital CEMA lista abaixo algumas medidas para evitar complicações oculares:

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– É importante, durante a exposição solar, utilizar óculos escuros de qualidade, certificado por profissionais. Só assim é possível proteger a visão com segurança. Óculos de procedência duvidosa podem causar o efeito contrário, e prejudicar ainda mais os olhos;

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– Evite coçar os olhos, principalmente se as mãos estiverem sujas, ou caso esteja em ambientes aglomerados. Esse hábito simples é capaz de prevenir boa parte dos casos de conjuntivites e outras infecções;

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– O uso de chapéu, em conjunto com os óculos escuros, melhora ainda mais a proteção ocular, principalmente nos casos de pessoas que ficam muito tempo expostas ao sol;

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Foto: Beglib/MorgueFile

– O cloro e o sal do mar podem irritar os olhos, mas não chegam a causar doenças. De todo modo, todo cuidado é pouco para possíveis alergias ou irritações que não melhoram;

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– Evite tratamentos “caseiros”, pois o problema pode se agravar. Basta lembrar que os olhos são um dos órgãos mais sensíveis. Caso desconfie de alguma doença ocular, consulte sempre um especialista.

Fonte: CEMA

Caia na folia, mas cuidado com a voz

Otorrinolaringologista do Hospital CEMA esclarece que gritar ou cantar em altos decibéis prejudica o aparelho fonológico e, por isso, deve ser evitado

Acompanhar o bloco na rua, vibrar com o desfile da escola do coração no Sambódromo ou se divertir com os bailes do salão. É praticamente impossível experimentar uma dessas emoções sem liberar a voz, cantando bem alto. Mas é aí que mora o perigo. De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Cícero Matsuyama, o uso excessivo do aparelho vocal de forma inadequada, seja gritando, cantando ou falando muito, pode ser muito prejudicial para a voz. Tanto do ponto de vista de intensidade vocal quanto no uso por períodos prolongados, os excessos devem ser monitorados por profissionais especializados.

“Temos como exemplo um maratonista: uma pessoa comum não habituada a trajetos longos não consegue correr 42 km de uma hora para outra. Essa pessoa necessita de um médico especialista em medicina desportiva e de um fisioterapeuta. Assim também funciona com a voz”, compara o especialista. Todo profissional da voz necessita de um acompanhamento de um otorrinolaringologista e, eventualmente, também de um fonoaudiólogo para transtornos funcionais.

O médico esclarece que as principais alterações que ocorrem na voz são, principalmente, da qualidade do som emitido pelas cordas vocais, que podem variar desde uma simples rouquidão até a afonia, que é a ausência completa da voz. As causas podem estar relacionadas a doenças inflamatórias, infecciosas, tensionais (emocionais) ou neuromotoras (degenerações neurais, acidente vascular cerebral).

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Entre outras causas que influenciam na voz estão o tabagismo, a alimentação, a ingestão de líquidos e a poluição. Além de causar o aumento da frequência do surgimento de lesões tumorais, o fumo causa lesões inflamatórias graves que deixam a voz rude e áspera e, mesmo com a parada do hábito, pode permanecer por um período prolongado. Pessoas que já possuem predisposição para inflamações devem evitar alimentos e líquidos em temperaturas muito baixas, pois a ingestão de gelado pode gerar um processo inflamatório no aparelho vocal, causando rouquidão e dor à deglutição.

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O tempo seco e os agentes presentes na poluição das grandes cidades podem causar inflamações e, como consequência, rouquidão, dor de garganta e tosse seca. No inverno, o fato das pessoas ficarem em ambientes mais fechados e sem ventilação adequada e utilizarem roupas que facilita a disseminação das doenças sazonais, que quando afetam o sistema respiratório, podem ocasionar problemas relacionados à voz.

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Assim, a recomendação é aproveitar ao máximo os dias de folia, mas tendo sempre o cuidado de ingerir bastante água (para hidratar o corpo e a garganta) e expor com cuidado a voz.

Fonte: CEMA

Primavera inspira cuidados com os olhos

A bela estação não traz consigo somente o desabrochar das flores. Entre as doenças que se agravam, a conjuntivite merece atenção redobrada; conheça suas características e como evitá-la com a oftalmologista do Hospital CEMA

Apesar de a primavera ser uma das estações mais agradáveis do ano, graças às temperaturas usualmente mais amenas e ao início das chuvas, o período se caracteriza pelo aumento dos casos de inflamação da conjuntiva, fazendo da famosa conjuntivite uma das campeãs das queixas nos prontos-socorros e hospitais.

A razão é simples: o processo de polinização das flores, típico desta época do ano, provoca uma reação exagerada do organismo em algumas pessoas, produzindo uma resposta alérgica ao pólen, na forma de inflamação da conjuntiva.

Segundo Ticiana Fujii, oftalmologista do Hospital CEMA, esse é apenas um dos três tipos existentes da doença: “A conjuntivite pode ser causada por vírus, bactéria ou alergia. A mais comum é a do tipo viral, e ocorre mais no inverno ou no verão, quando o clima favorece as condições de propagação do vírus, seja porque as pessoas estão em ambientes úmidos e fechados, seja porque estão em piscinas, praia ou no clube”, explica a médica.

A conjuntivite viral requer mais cuidados, pois o nível de contágio é muito maior do que o da forma bacteriana ou da alérgica. Entretanto, embora seja transmitida por vírus, a contaminação não ocorre pelo ar: é preciso ter contato direto com a secreção produzida nos olhos da pessoa doente. Já a conjuntivite bacteriana é relativamente incomum. A fonte de infecção pode ser tanto por contato direto com alguém infectada, como por micro-organismos presentes na conjuntiva ou nas mucosas das vias respiratórias superiores do próprio paciente. A conjuntivite alérgica, por sua vez, não é contagiosa e geralmente está associada a quadros de rinite alérgica.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

A evolução dos três tipos da doença também é diferente. De acordo com a médica do Hospital CEMA, a conjuntivite viral tem duração média de sete a quinze dias, podendo contaminar outras pessoas de quatro a dez dias antes de a doença tornar-se aparente. A conjuntivite bacteriana dura em média de uma a três semanas, mesmo com tratamento médico, e o período de contágio varia conforme o tipo de bactéria. A forma alérgica depende da condição do organismo do paciente para acabar e não é transmissível.

Os sintomas também são distintos. A conjuntivite bacteriana causa vermelhidão nos olhos, secreção mucopurulenta (ou seja, de cor amarelada), e pálpebras grudadas ao despertar pela manhã. A do tipo viral, além da vermelhidão, também apresenta lacrimejamento, sensação de corpo estranho, pálpebras inchadas, sensibilidade à luz (fotofobia) e secreção aquomucosa (ou seja, viscosa e de aparência esbranquiçada). Em se tratando da conjuntivite alérgica, os principais sintomas são coceira, sensação de queimação, inchaço nas pálpebras e lacrimejamento.

Prevenção é o melhor remédio

Em relação ao tratamento, a principal arma é a prevenção. Sobretudo nos casos transmitidos por vírus ou bactéria, as regras básicas para diminuir as chances de contágio são as mesmas, conforme enfatiza Ticiana:

– Lavar sempre as mãos e o rosto

– Evitar coçar os olhos

– Evitar aglomerações e lugares fechados

– Lençóis, travesseiros e tolhas devem sempre ser de uso individual

– Nunca usar objetos de quem está com conjuntivite como copo, maquiagem, toalha, travesseiro

– Usar álcool gel para higienizar as mãos

Se a doença surgir, mesmo tomando todas as precauções, é fundamental evitar a automedicação e procurar imediatamente um oftalmologista. “Há vários diagnósticos diferentes para um conjunto de sintomas similares”, explica a médica. “Só com o exame do olho na lâmpada de fenda é possível distinguir a causa e propor um tratamento. A automedicação pode piorar a doença e levar a complicações mais severas, porque para cada tipo de processo inflamatório ou infeccioso há um tratamento específico que somente o oftalmologista poderá prescrever”, finaliza.

Fonte: Hospital Cema