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Dia do Abraço: por que o cérebro sente tanta falta desse contato?

Hoje, 22 de maio, é celebrado o Dia do Abraço. Em tempos de isolamento social, o médico neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes, explica por que a ausência desse afeto tem causado tanta confusão de sentimentos e tristeza em muitas pessoas.

“O cérebro trabalha com recompensas e o fato de abraçar – ou ser abraçado – é capaz ativar o circuito mesolímbico dopaminérgico do cérebro: uma região responsável por emoções agradáveis e uma descarga de neurotransmissores e substâncias que causam bem-estar são disparadas para todo o corpo, causando a sensação de conforto que só um abraço bem apertado é capaz de causar”, explica.

O médico fala que sem o abraço, que estimula as funções cerebrais e ativa os cinco sentidos, não há a mesma troca de ‘energia’ entre as pessoas, e o cérebro sofre fisiologicamente com isso.

“Como somos seres programados para vivermos em sociedade, estabelecer conexões nos torna mais fortes e isso está no nosso DNA e por mais que isso não seja compensado por uma ligação em que se vê do outro lado da tela, essas ações são as únicas possíveis atualmente e podem ajudar a sanar o buraco que essa fase tem causado”, revela.

Outra dica importante é tentar ao máximo manter uma rotina no afastamento social. “Neste momento de pandemia os níveis de dopamina e serotonina se alteram e aumentam naturalmente a irritação, a intolerância, faz perder a noção do tempo, do dia da semana, do mês e isso tudo vai aumentando o estresse oxidativo.

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Para manter o eixo hipotalâmico – área do cérebro responsável pelo ritmo circadiano e comportamento alimentar – além dos cuidados com alimentação, sono e atividade física, Gomes chama a atenção para a importância de organizar a semana e o dia em manhã, tarde e noite; entre trabalho, estudo, descanso e lazer – mesmo que se esteja fazendo tudo isso sem sair de casa.

Fonte: Fernando Gomes é médico neurocirurgião, neurocientista, comunicador e autor de 8 livros. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas. 

Exercícios para o cérebro durante a quarentena

Como manter a saúde cerebral durante a pandemia, especialmente no caso de idosos e pacientes com doenças neurológicas

Mudar um hábito não é fácil. É preciso muito esforço, determinação e, acima de tudo, uma motivação forte. É o caso da população brasileira: para evitar a proliferação do novo coronavírus, as pessoas se viram obrigadas a reorganizarem suas vidas em prol do isolamento social. Nesse processo, uma das principais dificuldades é adaptar-se e manter o cérebro ativo durante todo o confinamento.

“A quarentena é muito importante. A orientação é a de ficar em casa, recluso, evitando o contato social direto e reduzindo o risco de transmissão”, ressalta Rubens Gagliardi, presidente da Associação Paulista de Neurologia (APAN). Para manter as funções cerebrais em pleno funcionamento, a indicação do neurologista é realizar atividades físicas e intelectuais.

Andar pela casa, fazer alongamentos, realizar levantamentos de peso (com pacotes de arroz ou feijão, por exemplo), além de ler, estudar e se atualizar são as principais recomendações. “É muito importante não parar. Temos que manter o cérebro ativo, senão ‘enferruja’”, explica o especialista.

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Foto: Dianne Hope/Morguefile

Estudar um assunto do interesse do indivíduo ajuda a exercitar a memória, a concentração e o foco. Se a pessoa gosta de números, estudar matemática pode ser estimulante. Já se ela se interessa por literatura ou artes, o interessante é ler sobre esse tema. Aprender uma nova língua, seja ela qual for, também tem impactos muito positivos para o intelecto humano. “Nesses casos, a internet é uma aliada. Uma ferramenta que, quando bem utilizada, propicia uma boa maneira de manter o cérebro ativo”, pontua Gagliardi.

Pacientes com doenças neurológicas: o que fazer?

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Alzheimer, Parkinson, AVC e outras complicações neurológicas podem causar limitações motoras, sequelas, a necessidade de cuidadores e até mesmo, deixar o paciente de cama. Nessas situações, os riscos durante a quarentena são maiores, mas os cuidados são os mesmos. “A atenção deve ser redobrada, mas a base é exatamente a mesma”, diz o neurologista.

A preocupação maior é com a imunidade: manter uma alimentação saudável e correta, dormir bem e estar descansado, manter atividades físicas, intelectuais e sociais (mesmo que a distância) ajudam no fortalecimento da defesa do organismo e no combate à doença.

Convívio com os idosos durante o isolamento

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Já os idosos, aqueles acima de 60 anos, estão no grupo de risco do contágio. Eles são mais propensos a contrair a doença e desenvolver sintomas mais graves, portanto, necessitam seguir a quarentena à risca. “É um grupo que deve fazer zoneamento restrito, bem como evitar contato com pessoas com suspeita de infecção”, destaca Gagliardi.

Porém, mesmo isolados, devem motivar-se a não parar e manter uma rotina diária de atividades físicas e intelectuais, assim como o resto da população. Os familiares, ainda que a distância, devem apoiar, incentivar e prestigiar essas atividades. Consultar médicos sobre os exercícios mais indicados para os idosos além de motivar o estudo e a leitura são fundamentais no cuidado com a terceira idade.

Para aqueles que moram sozinhos, há ainda a preocupação psíquica, já que o isolamento poderá afetá-los de diferentes maneiras. A sensibilidade dos netos, filhos e sobrinhos em manter a comunicação social por telefone ou até mesmo pela internet é imprescindível para o convívio e a demonstração de afeto para com essa geração.

Fonte: Associação Paulista de Neurologia

Novo coronavírus é capaz de infectar neurônios humanos

Karina Toledo | Agência Fapesp

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de confirmar, por meio de experimentos feitos com cultura de células, que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos.

A infecção e o aumento da carga viral nas células nervosas foram confirmados pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da Covid-19 em laboratórios de referência. O grupo coordenado pelo professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza também confirmou que os neurônios expressam a proteína ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), molécula à qual o vírus se conecta para invadir as células humanas. Nos próximos dias, a equipe pretende investigar de que modo o funcionamento dessas células nervosas é alterado pela infecção.

A pesquisa está sendo conduzida no âmbito de um projeto aprovado pela Fapesp na chamada “Suplementos de Rápida Implementação contra Covid-19”, como parte da força-tarefa criada pela Unicamp (leia mais aqui).

“Vamos comparar as proteínas e demais metabólitos presentes nas culturas celulares antes e após a infecção. A ideia é observar como o padrão das moléculas muda e, com base nessa informação, tentar contar a história de como o vírus atua no sistema nervoso central”, explica Martins-de-Souza à Agência Fapesp.

No experimento, realizado pela pós-doutoranda Fernanda Crunfli, foram usados uma linhagem celular cerebral humana e também neurônios humanos obtidos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês).

O método consiste, inicialmente, em reprogramar células adultas – que podem ser provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso – para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias. Esta primeira parte foi realizada no laboratório do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Stevens Rehen, no Instituto DOR de Pesquisa e Ensino. Em seguida, o time de Martins-de-Souza induziu, por meio de estímulos químicos, as células IPS a se diferenciarem em células-tronco neurais – um tipo de célula progenitora que pode dar origem a diversas células do cérebro, como neurônios, astrócitos e oligodendrócitos.

“Também estamos começando testes com astrócitos humanos e, em breve, saberemos se o vírus infecta essas células, que dão suporte ao funcionamento dos neurônios e são as mais abundantes do sistema nervoso central”, conta Martins-de-Souza.

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Testes estão sendo feitos em cultura de células por pesquisadores da Unicamp para investigar como a infecção muda o padrão de proteínas e outros metabólitos presentes nas amostras (imagem: neurônios derivados de células-tronco neurais / Giuliana S. Zuccoli)

Efeitos no cérebro

Como explica Martins-de Souza, estudos feitos em outros países sugerem que o SARS-CoV-2 tem tropismo pelo sistema nervoso central, ou seja, uma certa propensão a infectar as células nervosas. “Mas ainda não sabemos se o vírus realmente consegue atravessar a barreira hematoencefálica [estrutura que protege o cérebro de substâncias tóxicas e patógenos presentes na circulação sanguínea] e, caso consiga, que tipo de impacto pode causar no tecido nervoso. Tentaremos buscar pistas que ajudem a elucidar essas dúvidas”, diz o pesquisador.

Os experimentos in vitro com isolados virais estão sendo feitos no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve) do Instituto de Biologia da Unicamp, que tem nível 3 de biossegurança (em uma escala que vai até 4) e é coordenado pelo pesquisador José Luiz Proença Módena.

Participam dos testes os pós-graduandos Gabriela Fabiano de Souza e Stéfanie Primon Muraro, orientandas de Módena, e Ana Campos Codo e Gustavo Gastão Davanzo, sob a orientação do professor Pedro Moraes Vieira.

Os testes de metabolômica e proteômica serão conduzidos no Laboratório de Neuroproteômica, coordenado por Martins-de-Souza, pelos pós-doutorandos Victor Corasolla Carregari e Pedro Henrique Vendramini. Para isso, será usado um espectrômetro de massas, equipamento capaz de discriminar diferentes substâncias presentes em uma solução com base no peso molecular de cada uma.

“Além de investigar se a quantidade de uma determinada proteína na amostra aumenta ou diminui após a infecção, também pretendemos avaliar como está o nível de fosforilação e de glicosilação das moléculas. Esses dois mecanismos bioquímicos são usados pela célula para ativar ou desativar rapidamente a função desempenhada pelas proteínas. Isso nos dará pistas sobre as vias metabólicas que são alteradas nos neurônios em resposta ao novo coronavírus”, conta Martins-de-Souza.

Manifestações neurológicas

Em um vídeo divulgado no site da Unicamp, o neurologista Li Li Min comenta as manifestações neurológicas já observadas em pacientes com Covid-19, entre elas perda de olfato e paladar, confusão mental, derrame e dor muscular (sem relação com alguma lesão no músculo).

Segundo o pesquisador, estima-se que até 30% dos infectados pelo novo coronavírus possam apresentar algum sintoma neurológico. Min é coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fapesp.

Brain food: alimente sua memória na quarentena

Conheça alimentos que ajudam a manter a memória e o bom funcionamento cerebral, importantes para se manter saudável durante o período de confinamento

Sabemos que a alimentação não irá nos proteger contra a Covid-19, mas um corpo – e cérebro! – bem nutrido é capaz de garantir bem-estar, qualidade de vida, energia e saúde para os tempos de quarentena.

Alguns nutrientes e substâncias presentes em alimentos específicos podem ajudar a fornecer mais foco e concentração, potencializar a memória e contribuir para a formação de novos neurônios e, assim, garantir longevidade e saúde em qualquer fase da vida.

Inclui-los na dieta é importante principalmente neste momento em que as pessoas se sentem mais ansiosas e estressadas, em reflexo às mudanças na rotina e ao confinamento social.

“Os sintomas de ansiedade podem prejudicar o desempenho de atenção e de memória; uma vez que ficamos desconcentrados por pensar em várias informações simultaneamente ou por não concluir adequadamente uma tarefa iniciada”, diz Thaís Bento Lima, gerontóloga do Método Supera – Ginástica para o Cérebro.

Vamos conhecer esses nutrientes?

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• Cafeína: a ação dessa substância está voltada à melhora da concentração, do raciocínio lógico, memória. Além disso, reduzem a sensação de cansaço e dão energia ao corpo, aumentando a liberação de neurotransmissores e combatendo o envelhecimento de células. Onde encontrar? Cacau, chá verde e chá mate, café e bebidas energéticas.

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Foto: Avocado.org

• Ômega 3: alimentos ricos dessas substâncias são essenciais para o bom funcionamento e fortalecimento do cérebro, favorecendo a memória, melhorando a capacidade de aprendizagem. É responsável pela formação de membranas celulares, atuando nas funções cerebrais e na prevenção de doenças neurodegenerativa, como o Alzheimer, por exemplo. Onde encontrar? Peixes como o atum, salmão, sardinha, truta; castanha-do-pará, nozes, chia, linhaça, abacate, soja.

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Pixabay

• Colina: esse nutriente é fundamental para as funções cerebrais, uma vez que é precursor de neurotransmissores essenciais para a memória e o aprendizado. Onde encontrar? Ovos, salmão, levedura, quinoa, amêndoas, couve-flor, brócolis, linhaça.
• Cúrcuma: tempero com alto teor de curcumina, substância capaz de promover a neurogênese e desenvolver a memória; além de ser um ótimo antioxidante. Onde encontrar? A cúrcuma ou açafrão-da-terra é um ótimo condimento, ideal para ser utilizado em temperos e afins.

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• Fisetina: composto orgânico que estimula a formação de conexões neuronais novas e induz o amadurecimento das células que potencializam a formação de memória por longo prazo. Permite que as memórias sejam armazenadas no cérebro ao estabelecer ligações mais fortes entre os neurônios.Onde encontrar? Morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã, espinafre e na cebola.

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• Vitamina E: o consumo de alimentos ricos em vitamina E serve como proteção no declínio de memória em idosos. A longo prazo, sabe-se que a ausência desta vitamina na corrente sanguínea tem se associado com o desenvolvimento de doenças neurológicas, como Alzheimer. Onde encontrar? Alimentos oleaginosos, como óleo de cártamo, óleo de girassol, avelã seca e torrada e amendoim.

Durante o isolamento social, é necessário também ter planejamento para realizar uma rotina de alimentação adequada, pois estar ansioso ou estressado pode fazer com que descontemos em alimentos gordurosos, como doces, fast foods, refrigerantes e etc.
Além disso, a procura por alimentos não perecíveis, como congelados também aumentou, devido à sua facilidade de acesso.

Para fortalecermos nossa saúde e garantirmos uma rotina de alimentação balanceada, seguem algumas dicas:

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• Adicione mel e gengibre em sua dieta – melhoram a imunologia e garantem ação anti-inflamatória, respectivamente;
• Frutas cítricas e vitamina C também turbinam a imunidade e protegem contra gripes, resfriados e infecções nas vias respiratórias;
• Adicionar alho como tempero é essencial para combater infecções bacterianas e virais.
• Invista em frutas, legumes e verduras – são mais perecíveis, mas são essenciais para o sistema imunológico;
• Lave bem todos os alimentos e também as mãos antes das refeições;

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• Prefira cozinhar do que contar apenas com serviços de entrega e delivery;
• Evite beliscar durante o dia e faça em média 5 refeições completas ao dia;
• Hidrate-se bem;
• Proteínas, carboidratos e alimentos na versão integral garantem sensação de saciedade;
• Consuma probióticos – essenciais para a saúde e presentes principalmente em iogurtes.

Fonte: Supera

Molho de tomate promove benefícios à saúde do cérebro e do coração

O molho de tomate é um ingrediente presente no dia a dia de grande parte dos brasileiros por ser o parceiro perfeito para massas. Mas, além de versátil e saboroso, o item culinário ainda garante diversos benefícios a saúde.

“Além da versão tradicional ser pouco calórica, estudos apontam que o molho de tomate ajuda a melhorar a circulação e a saúde cardiovascular, aumenta as defesas o organismo, protege contra os radicais livres, tem ação desintoxicante e previne contra câncer e doenças neurodegenerativas”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

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Pixabay

O problema é que, ao chegarmos nas prateleiras dos mercados, encontramos diferentes variações de molho de tomate, como a polpa de tomate e o extrato de tomate. Mas, afinal, qual é a diferença entre estes produtos? De acordo com a Dra. Renata, a principal diferença está na concentração, ou seja, quantos tomates foram utilizados para fazer cada um destes ingredientes.

“Enquanto o molho de tomate comum é o tomate processado, já temperado e pronto para o consumo, a polpa de tomate, também chamada de purê, é simplesmente o tomate processado, para que você tempere como preferir. Por fim, o extrato de tomate é a polpa de tomate concentrada, sendo necessário diluí-la antes de consumir”, destaca a médica.

Já com relação aos aspectos nutricionais, existem algumas diferenças, mas nada muito considerável. De acordo com a especialista, o mais importante é observar os rótulos e ficar atento as quantidades de sódio, gordura, conservantes, amido modificado, extrato de levedura e glutamato monossódico para escolher a opção mais saudável. “É preciso tomar cuidado também com as opções light e zero disponíveis no mercado hoje, pois essas variações podem ter seus valores nutricionais alterados, levando a perda da qualidade original do produto”, explica.

“Se você está procurando a opção mais saudável, o ideal é optar pelos molhos orgânicos, já que estes combinam tomates cultivados ecologicamente com ingredientes igualmente saudáveis, como sal marinho e ervas aromáticas, sendo assim menos calóricos e mais saborosos, além de conterem mais licopeno do que os molhos convencionais”, indica a médica.

Por fim, é essencial observar a integridade da embalagem do produto, pois é um ponto fundamental para garantir a qualidade do molho, já que tem como principal função proteger os alimentos contra as condições externas, como luz e microrganismos, e evitar a perda de aroma e gosto.

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“Melhor que decidir entre as diferentes formas do molho de tomate industrializado, é preparar o seu próprio molho em casa, já que, além de ser muito mais gostoso e saudável, não tem conservantes e preserva boa parte dos valores nutricionais do alimento”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)

 

Dia do Alzheimer: uma data para não esquecer

Diversas atividades são recomendadas para a manutenção do bom funcionamento do cérebro, dentre elas a ginástica para o cérebro

Sábado passado, 21 de setembro, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Alzheimer. De fato, a data serve para sensibilizar e informar a população em relação aos indícios e cuidados que podem ser tomados para a prevenção e minimização dos sintomas da doença.

Embora a doença ainda não tenha cura, é possível postergar o surgimento dos sintomas com atividades que mantenham a mente ativa por toda a vida, quebrando os estigmas relacionados ao Alzheimer.

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Para marcar a data, durante todo o mês de setembro, as unidades do curso Supera – Ginástica para Cérebro oferecem aulas gratuitas para promover a sensibilização acerca dos cuidados com o cérebro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para se manter um processo de envelhecimento saudável com autonomia e independência, as diretrizes são: manutenção da preservação cognitiva, realização de atividades físicas regulares, adoção de uma dieta balanceada, sono de boa qualidade e prática de atividades intelectuais, como a ginástica para o cérebro.

Por isso, durante todo o mês, as 400 unidades do Supera estão de portas abertas, oferecendo aulas gratuitas para incentivar a população a cuidar da saúde do cérebro e conscientizar acerca dos benefícios de exercitá-lo diariamente.

A prática de exercícios para o cérebro é uma das atividades mais eficazes para que se construa uma rede robusta de neurônios, formando uma reserva no cérebro, postergando assim o aparecimento dos sintomas da doença e fazendo com que a pessoa possa vir a não desenvolvê-los, garantindo saúde e qualidade de vida por mais tempo.

“Ao estimular o cérebro, o fluxo sanguíneo aumenta e há um crescimento na produção de proteínas da aprendizagem e da rede neural. Ocorre ainda um processo chamado neurogênese, ou seja, o nascimento de novos neurônios, deixando o cérebro mais resistente ao desenvolvimento de doenças neurológicas”, explica a pesquisadora Thaís Bento Lima, que é Gerontóloga – consultora do Supera Ginástica para o Cérebro e
docente do Curso de Graduação em Gerontologia da Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento, da USP.

Leonardo Kawashita, diretor da unidade Supera Rudge Ramos ressalta os benefícios que a ginástica para o cérebro oferece aos idosos, sobretudo na manutenção e melhora da capacidade cognitiva.

“Cada ser humano possui uma capacidade cerebral específica para a manutenção da resiliência do cérebro, apresentando condições de proteção e tolerância diferentes. Por contar com atividades variadas, a ginástica para o cérebro é uma grande aliada na manutenção de um cérebro saudável”, ressalta o diretor.

Além de ser responsável pela criação de novos neurônios e aumento da reserva cognitiva, a ginástica para o cérebro ainda promove a melhora da autoestima, contribuindo para o bem-estar e evitando outras doenças, como a depressão, muito comum entre idosos.

Os alunos da rede Supera são as maiores provas dos benefícios da ginástica cerebral. Em 13 anos, mais de 130 mil pessoas já treinaram o cérebro no Supera e podem dar depoimentos positivos sobre seus resultados.

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“Eu sentia necessidade de exercitar o cérebro, principalmente porque tenho caso de Alzheimer na família. O curso veio em boa hora, com minha aposentadoria. Percebi melhoras na memória, nas atividades do dia a dia, como lembrar onde guardei as coisas, horários de consultas médicos e outras tarefas”, afirma a aluna Maria Santana de Souza, 71 anos, aluna do Supera Londrina (PR).

“Depois que comecei a praticar ginástica para o cérebro, retenho com muito mais facilidade o que leio ou escuto, além de conseguir fazer até cálculos mentalmente. Também ajudou a melhorar minha autoestima e segurança, o que faz com que eu me posicione melhor diante de várias situações do cotidiano”, conta Priscila Webber, de 36 anos, aluna do Método Supera Passo Fundo (RS).

Como funciona a ginástica para o cérebro?

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No curso do Supera, os alunos participam de aulas semanais, com duração de duas horas. Eles interagem com ferramentas como o ábaco – um instrumento milenar para cálculos -, jogos de tabuleiro coletivos e individuais, jogos online, dinâmicas, vídeos e neuróbicas (atividades aeróbicas para os neurônios).

A metodologia foi 100% desenvolvida por Antônio Carlos Perpétuo, presidente da rede, junto à uma equipe de pedagogos e neurocientistas para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais importantes para o aprendizado, a carreira e a vida pessoal.

Informações: Supera de São Bernardo do Campo – Unidade Rudge Ramos pelo telefone (11) 4177-5013 e whatsapp (11) 99619-6984

Como melhorar sua performance mental*

Acredito que muitos já ouviram falar da palavra “performance”, né? Ela, geralmente, é atrelada a condições físicas, mas também pode ser equiparada ao lado emocional, que afeta diretamente a criatividade, o foco, a memória e consequentemente, o aprendizado. O que, convenhamos, é essencial para o sucesso.

É conhecido hoje na medicina que se o nível de testosterona no homem ou na mulher estiver muito baixo, haverá a tendência de se desenvolver depressão e perda de concentração. Se os níveis de cortisol estiverem altos, haverá déficits no funcionamento cognitivo. Portanto, a performance mental vai muito além do simples lado emocional, tendo fatores externos ou não, ela é responsável por influenciar um determinado comportamento do cérebro 24 horas por dia.

Não estou falando aqui de uma mera questão psicológica, mas, sim, de tratar a mente como parte de um organismo complexo, que é o nosso corpo. Já está mais do que comprovado: você é o que a sua mente pode ser! Apesar disso, poucas pessoas apostam na performance mental.

Diariamente, enquanto trabalhamos, estamos colocando ela em prática, mas nem sempre com o máximo de seu potencial. Conseguir manter o seu nível de estresse diário sob controle, diante das adversidades que vão surgindo, não é uma tarefa fácil, porém, é possível e sempre podemos melhorar. Como?

Hábitos como os da meditação, alimentação e atividade física, estão diretamente ligados a estes fatores. Por exemplo, ter uma dieta equilibrada e consumir alimentos anti-inflamatórios, pobres em carboidratos, ricos em gordura, ômega 3 (e o componente DHA), peixe, azeite de oliva, etc., e evitar o glúten, leite e outros alimentos alérgenos, é fundamental. Enquanto os primeiros trazem nutrientes, vitamina e energia, os segundos causam a inflamação do cérebro, o que compromete o seu rendimento.

O uso de smart drugs também são uma opção, mas, claro, com a recomendação médica. Antigamente, eles serviam ao propósito de tratar distúrbios como epilepsia, narcolepsia e doença de Alzheimer. Entretanto, com o tempo, as pessoas saudáveis começaram a utilizar remédios para memória e concentração como estimulante para impulsionar seu desempenho. Em geral, eles proporcionam esses benefícios e ajudam a aumentar a produtividade.

As atividades físicas também são essenciais, principalmente exercício aeróbicos que estão diretamente ligados à performance mental. A meditação é a chave para o sucesso, pessoal e profissional, e deve ser cada vez mais praticada, pois um dos seus primeiros resultados é a melhora da concentração e do foco.

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O sono é outro fator que contribui para melhorar ou prejudicar o cérebro. Basicamente, a performance mental é dividida em quatro subáreas: foco e concentração, aprendizado, memória e criatividade. Todas ficarão comprometidas diante de noites de sono maldormidas. Nosso corpo é uma máquina na qual o cérebro é o comandante e, quando um comandante não vai bem, isso reflete em todo o resto ao seu redor, inclusive no que é externo.

Para ter uma vida equilibrada, um emocional forte e uma carreira bem sucedida é preciso ser o líder que a sua mente pode ser. E lembrar-se sempre que a performance mental é essencial para manter a vivência na linha do sucesso.

Thiago Volpi é formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), e pós-graduado em Nutrologia, fundou em 2006 o Espaço Volpi, clínica especializada em tratamentos para emagrecimento, estética, beleza, saúde e bem-estar aliados à performance mental, e que hoje conta com 47 profissionais especializados. 

Memória ruim? Sono de má qualidade pode ser o problema

Conheça o papel de uma boa noite de sono para a aprendizagem e bom funcionamento do cérebro

Em uma sala de aula, um jovem aluno esquece uma das fórmulas matemáticas que passou a noite estudando. No escritório, uma empresária é lembrada de uma reunião, que ela mesma havia marcado com um cliente logo pela manhã. A expressão “esqueci” pode ser muito comum no dia a dia de algumas pessoas, mas a frequência dela pode indicar alguns problemas como estresse e, até mesmo, a falta de uma boa noite de sono. Mas qual seria a relação de dormir bem com a memória?

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia – Riverside e publicado no Journal of the International Neuropsychological Society, revela pela primeira vez os impactos negativos isolados de três fatores que contribuem para a perda de memória recente: sono, idade e humor. Os pesquisadores chegaram à conclusão que uma noite maldormida afeta de forma quantitativa a capacidade de memorização das pessoas, ou seja, diminuem as chances de eventos e tarefas serem armazenadas no cérebro.

Segundo a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, um descanso de qualidade é essencial para a construção da memória. “É na fase mais profunda do sono que o nosso cérebro consolida toda a aprendizagem adquirida durante o dia. Esse estágio é importante para construir e fixar conhecimentos. A privação do repouso atrapalha o desempenho desse ciclo, o que aumenta as chances de esquecermos informações recentes”, destaca.

Para a formação da memória são necessárias três fases. As duas primeiras, aquisição e evocação, ocorrem quando se está acordado, é neste momento que o cérebro obtém novas experiências e informações, ao mesmo tempo que relembra conhecimentos já adquiridos. Enquanto que a consolidação, terceira fase, ocorre durante o sono.

Dormir bem também vai ajudar a manter o foco e o raciocínio necessários para a construção da memória nas fases ligadas ao período do dia em que as pessoas estão acordadas. “A memória está relacionada com tarefas conectadas à cognição das pessoas, como o aprendizado, raciocínio, resoluções de problemas e compreensão. A privação do sono e interrupções dele podem causar problemas cognitivos e emocionais. Por esse motivo, um repouso de qualidade deve ter um papel de destaque na manutenção da saúde mental” completa Renata.

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Alguns cuidados podem ser seguidos para melhorar a noite de sono. “Se atentar para o uso de travesseiro e colchão que ofereçam conforto e prezem por manter uma disciplina postural vai colaborar para um descanso de qualidade. Além disso, manter o ambiente arejado, silencioso e o mais escuro possível e seguir uma alimentação leve e saudável até três horas antes de dormir, podem auxiliar em noites mais agradáveis”, conclui a consultora da Duoflex.

Fonte: Duoflex

Para existir saúde plena, o intestino tem que funcionar bem, por Leonard Verea*

O intestino determina, em grande parte, nossas emoções, estado mental e até preferências alimentares. Da saúde do intestino depende a saúde do cérebro. À primeira vista, essas afirmações podem parecer irreais – mas não são. Considere os seguintes fatos:

O intestino tem mais neurônios que a medula espinhal – cerca de 100 milhões – perdendo apenas para o cérebro em número de neurônios. Ele fabrica muito mais serotonina que o cérebro. Mais exatamente 95% dela são fabricadas e armazenadas no intestino. Serotonina é um neurotransmissor – substância química fabricada pelos neurônios e que possui papel vital na transmissão e processamento das informações e estímulos sensoriais por meio dos neurônios.

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O equilíbrio da serotonina determina, em última análise, o “fundo musical” dos nossos pensamentos. Dependendo do fundo musical, uma mesma cena (pensamento) pode ser interpretada como alegre, triste, pavoroso, engraçado, neutro, relaxante ou aterrorizante.

Além da serotonina, o intestino fabrica e utiliza mais de 30 neurotransmissores – substâncias envolvidas na transmissão e processamento das informações pelos neurônios, tanto do intestino quanto do cérebro. Todos esses neurônios e neurotransmissores são necessários para a complexa função que é a passagem dos alimentos pelo intestino – a chamada digestão.

O processo de digestão envolve, entre outras coisas, o monitoramento da pressão exercida pelo alimento na parede do intestino a cada momento; o movimento coordenado desse alimento ao longo do intestino; o progresso do processo digestivo; a concentração de sal, nutrientes, acidez, alcalinidade – tudo isso sem ajuda do cérebro.

Ao mesmo tempo, esses mesmos neurônios e neurotransmissores, em conjunto com os do cérebro, fazem parte da rede neural responsável pela conexão entre o bem-estar emocional e o bem-estar físico. E também, é claro, o mal-estar.

Neurotransmissores como a serotonina conectam o que ocorre no cérebro com o que ocorre no intestino e vice-versa. A quase totalidade de quem sofre de doenças crônicas envolvendo o cérebro, como, por exemplo, depressão, pânico, ansiedade, enxaqueca, autismo, esquizofrenia etc, sofre também de problemas no sistema digestivo em maior ou menor grau, como constipação intestinal (intestino preso), síndrome do intestino irritável (alternância entre períodos com intestino muito solto e períodos com intestino preso), cinetose (enjoo fácil quando em movimento, por exemplo, numa simples viagem de carro ou ônibus), colite, doença de Crohn (tipo especial e potencialmente grave de inflamação no intestino), e todo tipo de má digestão e intolerâncias alimentares.

Emoções extremamente fortes podem causar desde “frio no estômago” até diarreia e/ou vômitos. Quantos de nós não lembramos de pelo menos um dia muito importante, na infância ou adolescência – pode ter sido uma viagem muito esperada, um prêmio muito antecipado, um final decisivo de torneio ou competição, ou até uma prova escolar – quando, justamente naquele dia, aconteceu uma diarreia e/ou vômito “inexplicável”?

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Situações de estresse podem também provocar um aumento da permeabilidade do intestino, resultando na absorção de “pedaços” maiores, incompletamente digeridos, de material digestivo, os quais, uma vez na circulação sanguínea, não são reconhecidos pelo organismo como nutrientes a serem aproveitados, mas, sim, como corpos estranhos a serem atacados pelo sistema imunológico, provocando reação com produção de anticorpos. Uma reação inútil, que apenas serve para criar todo um estado inflamatório no nosso corpo e cérebro, o que predispõe a uma série de doenças. Isso além de diminuir o “gás” de nosso sistema imunológico para combater os vírus e bactérias causadores de doenças que realmente importam, e predispondo, em consequência, a toda sorte de infecções.

Alimentos ásperos, de impossível digestão – inclusive muitas das tão festejadas “fibras” – podem causar irritação e dano às delicadíssimas células epiteliais que recobrem o intestino, resultando em aumento da permeabilidade do intestino com as mesmas consequências do parágrafo anterior.

Você já se perguntou como os “chás emagrecedores” funcionam? Eles agem provocando irritação no intestino, o que resulta em digestão incompleta, absorção incompleta, aumento da velocidade do “trânsito intestinal” e eliminação mais rápida de alimentos que poderiam ter sido muito melhor digeridos. Não sem que alguns desses “pedaços” tenham sido indevidamente absorvidos, provocando – mais uma vez – um estado inflamatório em todo nosso organismo.

A esta altura você já deve ter compreendido que o mesmo processo vale para quem faz uso muito frequente de laxantes – naturais ou não. E inflamação inútil é exatamente o que não precisamos. As mais variadas doenças são causadas e/ou “turbinadas” por processos inflamatórios. Não apenas doenças acompanhadas de dor – como enxaqueca, cólicas menstruais, tendinites, fibromialgia e muitas outras “ias”, “ites” e dores que existem no universo –, mas também doenças que não envolvem dor física. Porém, envolvem processos inflamatórios, como esclerose múltipla, esquizofrenia, autismo, entre uma série de problemas de ordem cerebral, mental e comportamental.

Cada vez mais, a ciência vem percebendo que por trás de todas as doenças existe um componente inflamatório. Tais reações de anticorpos contra “pedaços” mal digeridos de nutrientes pode ter consequências ainda mais desastrosas, na eventualidade de um desses “pedaços” ser confundido, pelo sistema imunológico, como sendo uma parte do corpo. Nesse caso, anticorpos começam a atacar estruturas do próprio corpo (por exemplo da glândula tireoide, cérebro, articulações ou qualquer outro órgão ou tecido), simplesmente por confundirem essas estruturas pertencentes ao nosso organismo com a estrutura química tridimensional de algum desses “pedaços” de material digestivo presentes, indevidamente, na circulação.

Esta confusão e ataque a estruturas do nosso próprio corpo por parte dos anticorpos recebe o nome de autoimunidade. Doenças autoimunes são aquelas que resultam do ataque a órgãos e tecidos do corpo pelos nossos próprios anticorpos. Alguns exemplos são doença celíaca, diabetes do tipo I, tireoidite de Hashimoto, artrite reumatoide e doenças cerebrais como esclerose múltipla.

Até mesmo doença de Parkinson (Nature Communications 5, artigo número: 3633, publicado em 16 de abril de 2014), autismo (Molecular Psychiatry 18:1171-1177, Nov 2013), e transtorno obsessivo-compulsivo (http://www.health.harvard.edu/blog/can-an-infection-suddenly-cause-ocd-201202274417) passaram a fazer parte da lista de suspeitos de possível fundo autoimune.

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Podemos também olhar a conexão intestino-cérebro por outro ângulo: uma criança (ou adolescente, ou adulto) não come bem, vive à base de “produtos alimentícios” industrializados, refinados, desvitalizados, pobres em nutrientes e que até prejudicam, de uma forma ou de outra, a integridade do intestino e absorção de nutrientes necessários para o bom funcionamento do cérebro.

Com o tempo, isso causa prejuízo das funções mentais mais sofisticadas, como memória, atenção, concentração e humor. Isso, por sua vez, leva a um aumento do estresse que, como vimos acima, resulta em um prejuízo ainda maior da função de absorção de nutrientes pelo intestino, criando um círculo vicioso que, inevitavelmente, resulta em doenças e piora do estado mental e comportamental.

Qual a doença, ou qual a manifestação indesejável do estado mental e/ou comportamental que uma pessoa poderá ou não apresentar, dependerá das predisposições genéticas que ela possuir.

Esse círculo vicioso somente pode ser quebrado por meio do conhecimento que você começa a adquirir ao ler este artigo. Afinal, somente o conhecimento pode levar a mudanças-chave no estilo de vida.

Você ou suas crianças têm “alimentação rica em fibras”? À luz do que foi discutido, isso pode não ser tão bom quanto se imagina. Tudo depende das fibras utilizadas. O termo “fibras” pode incluir elementos que, mesmo moídos, esfarelados, cozidos e mastigados, continuam “duros”, “pontudos”, “cortantes” e agressivos para a delicada camada celular que compõe as vilosidades e criptas microscópicas do nosso intestino, causando má absorção, aumento da permeabilidade, e todas as possíveis consequências.

Você cozinha seus alimentos o quanto mais depressa, na panela de pressão, para economizar tempo e conta de luz/gás? Lembre-se que o cozimento lento (por mais tempo, no fogo baixo) ajuda a pré-digerir os alimentos, de modo a tornar o processo digestivo menos agressivo e menos oneroso para nosso intestino, otimizando a absorção de nutrientes e preservando a integridade do tecido epitelial intestinal.

Deixar grãos de molho por 24 horas (feijão, arroz integral, lentilhas, grão-de-bico etc), antes de cozinhá-los lentamente, é uma maneira excelente de aumentar a digestibilidade desses grãos, e minimizar a agressividade deles para com nosso intestino. Nossos antepassados da era ‘pré-alimentos-industrializados’ sempre faziam isso. Ah, e também deixavam o pão fermentar naturalmente por muitas horas, o que melhora a digestibilidade do trigo.

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Hoje vivemos em um mundo com cada vez menos tempo para cozinhar, porém cada vez mais doente. Colite, enxaqueca, depressão, pânico, intestino irritável, comportamento agressivo, autismo, distúrbio bipolar e doenças autoimunes estão cada vez mais frequentes, segundo as estatísticas.

Conclusão: para existir saúde plena, o intestino tem que funcionar bem.

Leonard Verea psiquiatra

*Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap, empresa voltada à implementação e manutenção das condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho.

Nota da Redação: os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do blog.

Conheça seis benefícios do chá preto

O chá preto é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Ele vem da planta Camellia sinensis e, geralmente, é misturado a outras plantas para diferentes sabores. Tem um gosto forte e possui mais cafeína que outros chás, porém, ainda menos que o café propriamente dito.

Além disso, o chá preto oferece uma grande variedade de benefícios à saúde, uma vez que contém antioxidantes e compostos que podem ajudar na redução de inflamações no corpo. A Casa Madeira, empresa do Grupo Famiglia Valduga, apresenta a seguir alguns destes benefícios. Confira:

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1 – Ajuda a emagrecer: principalmente pela presença da cafeína, substância que acelera o metabolismo e facilita a queima de gordura. Outro ponto importante é que a bebida apresenta substâncias antioxidantes, ajudando na redução do apetite e na diminuição de gorduras no organismo.

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2 – Protege o cérebro: a degeneração do cérebro é um processo natural que acontece, em geral, por inflamações e pela oxidação das células cerebrais causadas por radicais livres. Por ter polifenóis, o chá preto age neutralizando este problema. Sua potente ação antioxidante é a responsável por proteger o cérebro e outros órgãos, como a pele. Além disso, a cafeína presente em altos níveis aumenta o fluxo sanguíneo cerebral e estimula a atenção e a concentração.

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3 – Controla o colesterol: o consumo regular de chá preto ajuda a controlar o colesterol, graças aos polifenóis presentes na bebida. Além disso, a cafeína tem influência na dilatação dos vasos sanguíneos e evita ataques cardíacos, por exemplo.

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Foto: Gudrun Sjïdén

4 – Combate vírus: os taninos presentes no chá preto garantem a saúde do sistema digestivo e ainda têm a capacidade de combater vírus como os responsáveis pela gripe, disenteria e hepatite. Além disso, a bebida tem efeito antibacteriano.

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5 – Reduz incidência de tumores: a catequina, por exemplo, ajuda a reduzir a incidência de tumores e o desenvolvimento de doenças como o câncer. O chá também contém antígenos, substâncias que elevam a imunidade do corpo e diminuem a frequência do aparecimento de problemas de saúde.

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6 – Estimula órgãos vitais: a cafeína do chá preto funciona como um estimulante e pode servir como substituto do café. Além disso, existe uma substância encontrada apenas no chá: a teofilina. Este composto estimula o sistema respiratório, rins e coração, mantendo o organismo saudável e com bastante energia.

O chá preto pode ser consumido quente ou frio, de preferência entre as refeições. Isso porque algumas substâncias presentes na bebida atrapalham a absorção de certos nutrientes, como o ferro. Também não é recomendado ingerir o chá durante a noite, pois a cafeína pode dificultar o sono.

A linha de chás da Casa Madeira está disponível em lojas especializadas e no e-commerce da marca.