Arquivo da tag: check-up

Check-up é receita de vida longa para os pets

Avaliação feita durante consulta de rotina ajuda a prevenir ou detectar doenças antes que elas se agravem

Cuidados e prevenção estão associados à longevidade também dos pets. Alimentação balanceada, atividades físicas, dormir bem e a prevenção de doenças, com vacinação e visitas regulares ao veterinário, fazem parte da receita de qualidade de vida de cães e gatos. “O check-up é uma maneira de manter a saúde do pet em dia”, alerta a veterinária Larissa Seibt, do Centro Veterinário Seres, da rede Petz.

Ela explica que é um ‘exame de bem-estar’, em que é possível identificar alterações no organismo do pet, que podem ser corrigidas precocemente, evitando o seu agravamento. Além disso, o bate-papo com o profissional orienta o tutor na conduta e manejo, favorecendo a saúde global dos bichinhos de estimação.

Quais doenças ajuda a prevenir

“Em sua grande maioria, as doenças possuem uma fase silenciosa – sem apresentar sintomas. Mas diagnosticadas e tratadas em fase inicial, há mais chances de sucesso e menos riscos de agravamento, além de, em alguns casos, reduzir o tempo de tratamento – de acordo com a enfermidade”, afirma Larissa. Alterações renais, cardiovasculares, pulmonares, osteoarticulares, hormonais, entre outras, podem ser detectadas nessas consultas.

Por que é importante?

veterinario-gato-1-770x490

Quando o pet vai ao veterinário para check-up, ele é avaliado a partir de um exame físico, em que pode ser constatada, por exemplo, alguma anormalidade no coração. São pedidos os exames para o diagnóstico preciso e orientação de tratamento, caso necessário. “Essa intervenção evita a progressão negativa do quadro e melhora a qualidade de vida dos bichinhos. Caso não reconhecida a alteração em tempo hábil, a progressão negativa pode ser acelerada e reduzir a expectativa de vida do pet, bem como afetar seu bem-estar”, avalia a veterinária.

De modo geral, o check-up permite a identificação de anormalidades ou problemas que podem ser tratados para evitar agravamento e comprometimento da saúde do pet.

Como é feito

cachorro no veterinario warren
Foto: Warren Photographic

Durante o check-up é realizada uma conversa com o tutor, para entender a rotina do pet e seu comportamento e, em seguida, exame físico do animal, onde são avaliados peso corporal (caquexia/subnutrição/desnutrição/obesidade), saúde bucal, hidratação, temperatura, pressão arterial, avaliação cardíaca, pulmonar, avaliação de pele e pelos, palpação abdominal para identificar desconforto ou alterações.

Exames

Cat at veterinarian

Dependendo do caso, é indicada a realização de exames de sangue, testes hormonais, exames de imagem (radiografias e ultrassom), exames cardiológicos. Com o hemograma, é possível ver se o animal não apresenta nenhuma infecção. Já os testes de função renal e hepática servem para avaliar o trabalho dos rins e do fígado. E o eletrocardiograma permite um check-up cardiológico.

De quando em quando deve ser feito

A periodicidade é estipulada de acordo com a idade do pet. Cães e gatos de até sete anos de idade devem ir ao veterinário, pelo menos, uma vez ao ano, visto que este intervalo também é o utilizado para protocolo de vacinação. Quando acima dos sete anos de idade, aumenta a periodicidade dos check-ups, sendo adequado levá-los ao veterinário por, pelo menos, duas vezes ao ano (a cada seis meses). Ainda, se constatadas alterações nos check-ups, pode ser necessário que o pet compareça à consulta veterinária com uma maior periodicidade, de acordo com as instruções do veterinário responsável.

Fonte: Petz

Check-up anual em animais domésticos pode evitar doenças graves

Animais de estimação têm feito mais parte da rotina das pessoas, muitas vezes até considerados integrantes da família, por isso seus tutores não medem esforços quando o assunto é saúde. É nesse momento que a Medicina Veterinária entra com os exames preventivos. Os testes laboratoriais são uma ferramenta importante para evitar que doenças atinjam os animais, assim como nos humanos.

Carolina Ferreira, médica veterinária do Hospital Veterinário Cão Bernardo, aponta que os exames necessários todos os anos são o hemograma, bioquímica sérica (que avaliação de função renal, fígado, glicemia, colesterol, proteínas) e eletrocardiograma porque previnem doenças como anemias, insuficiências renal e hepática, diabetes e insuficiência cardíaca. Com esses testes é possível detectar possíveis alterações que são mais comuns de forma precoce, aumentando as chances de sucesso no combate a essas doenças e garantindo melhor qualidade de vida aos pets.

pesquisa estudo microscopio testes ciencia pixabay
Pixabay

Os laboratórios veterinários são uma ferramenta importante para pesquisa de doenças infecciosas e zoonoses (doenças transmitidas dos animais aos humanos). Principalmente pela presença de matas muito próximas a grandes centros urbanos, fica muito difícil o controle dessas doenças na população em geral. Por serem comuns, os laboratórios precisam estar atentos a surtos e ao aumento da incidência de doenças, e trabalhar em conjunto com os órgãos públicos para minimizar o impacto na população.

É necessário que essas avaliações sejam realizadas em centros de análises clínicas próprios para animais, com profissionais capacitados para o processamento destas amostras e com divisórias entre cães e gatos.

Preparação do pet para os exames

Cat at veterinarian

A preparação dos animais para fazerem exames médicos é tão ou mais importante do que as avaliações em si. Cães e gatos podem se estressar com todo o processo, principalmente nos exames mais invasivos, como a endoscopia. Essa última avaliação e o exame de sangue exigem estômago vazio e um jejum do pet de 12 horas.

O ideal é o bicho de estimação ter uma pessoa de confiança por perto durante os exames. A insegurança e o estresse podem deixá-lo agitado e complicar o processo. Antes de exames sanguíneos é necessário que o animal esteja em jejum alimentar, finaliza Ferreira.

Fonte: Cão Bernardo

O risco do autodiagnóstico e a segurança do check-up*

A internet é uma ferramenta tecnológica que torna mais rápida a comunicação no mundo moderno, um grande avanço da civilização. Mas é um meio eletrônico para troca de informações, não pode ser confundida com o guru iluminado que sobe ao pico da montanha para semear a sabedoria na terra.

Como é máquina alimentada por seres humanos – em geral desconhecidos, limitados e sujeito a erros, como toda a espécie -, convém não submeter a própria vida às informações que chegam pelo computador ou pelo smartphone.

Mas, infelizmente, é o que vem ocorrendo com uma boa parte dos brasileiros e de outros povos que preferem se autodiagnosticar e a se automedicar segundo a “sabedoria” do doutor Google. Essas pessoas ainda não perceberam os riscos a que estão sujeitas.

Assim como proliferam as fake news, as informações médicas pela internet podem ser igualmente falsas ou desprovidas do devido embasamento científico, embora reconheçamos as mais sérias, de fontes identificadas e comprovadas.

Porém, isso não justifica o fato de alguém, a partir de um incômodo qualquer, recorrer à internet, verificar o nome de algum remédio, se automedicar e, depois, ficar sem saber se é portador ou não de alguma doença. Pode ser que o incômodo volte outras vezes e só aí o paciente poderá desconfiar de algo mais sério, além do mal-estar passageiro.

Nesses tempos de tanta tecnologia disponível na área médica, algumas pessoas se esquecem da importância do exame clínico para o diagnóstico e tratamento de doenças. O exame é dividido em duas etapas: a anamnese e o exame físico.

Anamnese (do grego ana, trazer de novo, e mnesis, memória) é básico: o paciente deve relatar ao médico seus sintomas, falar de seu passado e presente, de sua vida, de sua família e de seus antecedentes, de seus hábitos. Neste processo deve-se estabelecer uma conversa franca entre os dois.

exame ciencia equipamento

A partir daí, além dos exames laboratoriais, é possível obter informações sobre o estado geral do paciente, podendo ser identificadas doenças por meio de sinais e sintomas. Mas medicina não é uma ciência exata. Por exemplo, não é possível um diagnóstico de infarto do coração em diversas situações em que nenhum exame o identifica, principalmente pela internet.

Nessa interação com o paciente se formulam 70% dos diagnósticos. O foco na pessoa – e não no computador ou na ressonância magnética – é que levará às causas de uma moléstia e a indicar o melhor caminho para o tratamento. Em cardiologia, por exemplo, médico e paciente precisam ficar atentos aos sintomas que podem indicar algum tipo de comprometimento.

Alguns sinais podem ser confundidos com um simples mal-estar. Sudorese, tremores e falta de ar estão entre as várias manifestações de princípio de infarto agudo do miocárdio. Mesmo em análise para diferenciar infecção de inflamação é preciso levar em conta sinais, sintomas e as diversas variações clínicas e exames laboratoriais. Outro caso é o AVE – Acidente Vascular Encefálico, antes chamado de AVC -, que pode se manifestar apenas como uma confusão mental passageira. Como tratar essa informação pela internet? O que pode ser apenas mal-estar de momento pode esconder algo mais grave e cabe ao médico investigar e tratar.

Levantamento recente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pesquisa e pós-graduação na área farmacêutica, divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostrou que a situação é mais grave do que se imagina. Afinal, pessoas das classes A e B, jovens e com curso superior, formam a maioria dos pacientes que usa a internet para se autodiagnosticar. O terceiro estudo do instituto sobre o tema apontou que 40,9% dos brasileiros fazem autodiagnóstico pela internet. Desses, 63,84% têm formação superior.

Na pesquisa anterior, de 2016, o índice de autodiagnóstico online foi de 40%. Imaginava-se que o público em busca de soluções pela internet era de classe média para baixo, por falta de condições de procurar um médico.

Mas o resultado surpreendeu e surgiram então as pessoas das classes altas, esclarecidas e com poder econômico para buscar informações mais concretas e conscientes sobre saúde. Na classificação econômica, 55% dessas pessoas são das classes A e B e 26% das classes D e E. As de renda mais baixa ainda buscam mais o médico em prontos-socorros. Quanto mais idosas, mais recorrem ao médico, pois têm dificuldade com a internet. O levantamento foi feito em maio deste ano em 120 municípios, incluindo todas as capitais, e ouviu 2.090 pessoas com mais de 16 anos.

Para os pesquisadores, o imediatismo está entre as motivações, principalmente entre os jovens de 16 a 34 anos. Imediatismo ou preguiça da rotina de marcar um horário, o tempo às vezes longo na sala de espera, depois os exames etc.

Esses pacientes costumam procurar o médico já com efeitos colaterais ou interação medicamentosa. Ou seja, alguma doença foi mascarada, o que resultará em diagnóstico retardado.

remedio pilula pixabay
Pixabay

Boa parte das doenças começa com dor, febre, indisposição, sintomas comuns, e as pessoas se valem de remédios mais conhecidos, sem esperar sua progressão. Aí mora o perigo de mascarar algo mais grave.

Se o paciente não tem nenhum dos sintomas e vai ao consultório apenas em nome da prevenção, ótimo. Está a caminho de uma vida mais longa. De todo modo, é importante fazer um check-up uma vez por ano, a verdadeira chave da boa saúde.

Enfim, fazer da prevenção o principal aliado, manter o compasso da máquina e viver intensamente. O corpo merece, em nome da sobrevivência.

americo tangari jr.jpg

*Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira

Por que os cães precisam de check-ups periódicos?

A grande maioria dos tutores leva os cães em consultas somente quando os animais apresentam algum problema de saúde. Porém, visitas regulares podem ser extremamente benéficas para os amigos de quatro patas. O ideal é que ele passe pelo veterinário, pelo menos, uma vez por ano.

Os check-ups são muito importantes, pois podem revelar doenças graves, ainda em estágios iniciais, possibilitando seu tratamento e até mesmo a cura. Em muitos casos, os cães só apresentam sinais nas fases mais avançadas das enfermidades, quando pode ser tarde demais para serem tratadas.

“Em algumas situações, os animais não apresentam qualquer mudança de comportamento ou sintoma, e isso faz com que o tutor acredite que está tudo bem. O veterinário está apto a identificar alguns sinais que podem passar despercebidos em casa”, explica Ricardo Cabral, médico veterinário da Virbac, especialista em saúde animal. A vacinação e vermifugação também são práticas de enorme importância na prevenção e manutenção da saúde de cães e gatos, e que devem ser aplicadas periodicamente.

post_diaveterinario

Além de manter a saúde do seu pet, a familiaridade dos cães com o ambiente do consultório torna a relação com o médico veterinário mais fácil. Esses locais costumam ser estranhos aos animais, com sons, odores e pessoas desconhecidas, deixando os cães agitados e, muitas vezes, com comportamento agressivo. Se ele for levado a consultas periodicamente, ficará mais calmo durante as avaliações.

Fonte: Virbac

Cardiologista aponta em qual fase da vida a mulher deve realizar check-up

Em prol do Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira, 8 de março, o cardiologista do HCor elenca quais são os exames de rotina para o público feminino, a idade e a periodicidade que devem ser feitos

As mulheres costumam estar mais bem informadas sobre as doenças que as atingem diretamente, como o câncer de mama, útero e ovário. Estas, sem dúvida, são as mais temidas. Por isso, elas sabem exatamente quais são as medidas preventivas e os cuidados que devem tomar para evitá-las.

E, neste cenário, a preocupação com as doenças cardiovasculares, osteoporose, disfunção tireoidiana, entre outras, vem ganhando cada vez mais espaço. Hoje, no Brasil, morrem mais mulheres acima dos 50 anos de infarto do miocárdio do que de todos os cânceres combinados que atingem o aparelho reprodutor feminino.

Medidas preventivas, diagnóstico precoce e rastreamento de doenças mais prevalentes entre as mulheres são fortes aliados no tratamento e reduzem consideravelmente a mortalidade, antes mesmo que alguns sintomas apareçam e tragam sequelas irreversíveis. Os hábitos diários nada saudáveis, como tabagismo, obesidade, sedentarismo, estresse, hipertensão, contribuem para as estatísticas alarmantes sobre a saúde da mulher no Brasil.

medico-gde

Para o cardiologista e coordenador do Clinic Check-up HCor (Hospital do Coração), César Jardim, a saúde cardiovascular da mulher, quando comparada com a do homem, apresenta fatores de risco menos controlados e valorizados, queixas distintas e, quando a doença nelas se instala, é subestimada.

“A falta de informação faz com que muitas pessoas não valorizem os sintomas. Somente o conhecimento da doença, suas causas e possibilidades terapêuticas poderão evitar possíveis complicações”, esclarece Jardim.

Check-up de rotina

Durante toda a fase da vida, alguns exames de diagnóstico são fundamentais. Tudo começa desde os primeiros dias de vida, com o teste do pezinho, feito 48 horas depois do nascimento. Já na fase adulta, as mulheres devem seguir um calendário preventivo que começa a partir da primeira menstruação. A avaliação é fundamental para monitorar a saúde e o bom funcionamento do organismo. “A partir dos 30 anos, a lista de exames que deve ser seguida anualmente à risca são: ultrassonografia pélvica e transvaginal, teste ergométrico, mamografia, papanicolau, colonoscopia, testes oculares, análises sanguíneas e densitometria óssea”, alerta o cardiologista do HCor.

Quando começar o check-up e quais são os exames necessários?

A partir da primeira menstruação – anual
-Mamas: detecção de nódulos mamários e prevenção do câncer.
-Papanicolaou: coleta de material do colo uterino e exame físico anual da pélvis, diagnóstico precoce de câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas.
-Sangue: diagnóstico de doenças como diabetes, hipertensão e da tireoide.

A partir dos 30 anos – anual
-Mamografia: além dos exames anteriores, para quem possui histórico de câncer na família.

A partir dos 40 anos – anual
-Densitometria óssea: detecção de osteoporose.
-Ultrassonografia pélvica e transvaginal: avalia ovários e úteros e são solicitados a critério do médico.
-Avaliação cardiológica: eletrocardiograma e controle da pressão arterial.
-Vacinação: tríplice viral e dupla adulto.

ginecologista medico ucla

A partir dos 50 anos – anual (a periodicidade pode ser alterada de acordo com os resultados de exames ou a critério do médico)
-Colonoscopia: avaliação intestinal.
-Olhos: exames de fundo de olho para detecção de problemas oculares.

Fonte: Clinic Check-up HCor

 

Veterinária  alerta sobre a importância do check up para cães aos seis anos

Nessa fase começa a velhice canina que requer mais cuidados para o envelhecimento saudável do pet

Se você de tempos em tempos tem que realizar alguns exames com o seu cachorrinho não poderia ser diferente, além dos cuidados do dia a dia que incluem visitas frequentes ao veterinário e vacinação em dia. Os donos dos peludinhos devem ficar atentos ao check up detalhado que deve ser realizado quando o animal fizer seis anos. Nessa idade, os cães passam a ser considerados idosos, se comparamos ao ser humanos seria como se atingissem cerca de 50 anos.

Segundo a veterinária e fundadora da Clinicão Monique Rodrigues é necessário que sejam realizados exames clínicos gerais também com avaliação odontológica, cardíaca e exames de sangue.

“Todos esses exames se fazem importantes porque aos seis anos ja se considera que o cão esteja entrando no terço final da evolução e, nessa fase, são comuns problemas dentários e gengivites, alterações cardíacas, diabetes, problemas hormonais, e obesidade”, esclarece a veterinária.

monique rodrigues clinicao.jpg

Monique alerta também que tanto a obesidade e a osteoartrite – dores no quadril, ombros e cotovelos, problemas de joelho e coluna – podem, inclusive, ser percebidas a partir de algumas limitações de mobilidade do animal, quanto os cânceres de mama, próstata e testículo, que ocorrem mais em animais não castrados, se tornam grandes agravantes após os seis anos.

 

Fonte: Clinicão

Seis motivos para levar seu pet para fazer check-up

Veterinária da Petz explica que avaliação a cada seis meses ajuda a prevenir ou detectar doenças antes que se agravem

O daschund Colete teve sopro no coração diagnosticado aos 8 anos de idade. Ele passava por um check-up, durante uma consulta de rotina, quando a veterinária percebeu o problema ao auscultá-lo. Ela o encaminhou a um especialista, que pediu exames e orientou a medicação adequada. Hoje, o cãozinho é monitorado de seis em seis meses e vive normalmente, cheio de saúde e energia aos 12 anos de idade.

Foi graças ao check-up de rotina que o Colete teve seu problema detectado e tratado antes que provocasse algum tipo de complicação. “A consulta de rotina a cada seis meses é a melhor estratégia para manter a saúde em dia e prevenir doenças”, afirma a veterinária Camila Lozano, da Petz. “O check-up permite identificar um problema cedo, antes de a doença se manifestar, o que ajuda no tratamento e na recuperação do pet.”

Além de manter a vermifugação e a vacinação em dia, a indicação é fazer uma visita ao veterinário a cada seis meses. A partir de exames de rotina é possível identificar diferentes doenças, além da infecção urinária no início ou até mesmo antes de os sintomas se agravarem, permitindo que ela seja tratada de imediato e que a recuperação seja mais rápida e eficaz. “Quanto mais cedo for feito um diagnóstico preciso para o tratamento, maiores serão as chances de sucesso e de recuperação do pet”, explica a Dra. Camila.

Como é o check-up

Durante a consulta, são avaliados os níveis de hidratação, peso, temperatura, pressão e batimentos cardíacos. Além de apalpar e observar o pet, o veterinário faz um o exame de sangue, para checar possíveis infecções ou anemias. Caso necessário, ele indica novos exames específicos para um diagnóstico mais preciso. Nos bichinhos mais velhos, as funções renais e do fígado também são analisadas.

Por que é importante?

1 – É fundamental para evitar a insuficiência renal, uma das complicações mais comuns e prejudiciais para os gatos, já que não existe vacina para prevenção deste problema. A doença é mais comum em pets de meia idade e idosos.

gato dormindo
Foto: Castlelass/Morguefile

2 – Permite ao tutor conversar com o veterinário para tirar todas as dúvidas em relação à saúde e à manutenção dos cuidados com o pet.

3 – Com o exame físico e o exame de sangue, doenças transmitidas por agentes como carrapatos e pulgas, por exemplo, são evitadas, além de prevenir doenças renais, hepáticas, periodontais, obesidade e neoplasias.

cachorro no veterinário

4 – As observações feitas pelos veterinários são fundamentais para detectar complicações com antecedência. Assim o pet pode ter um diagnóstico precoce e responder melhor ao tratamento.

5 – Antes de fazer uma viagem, o check-up é ainda mais importante, já que o pet poderá ter contato com outros animais e com ambientes desconhecidos, o que aumentam os riscos de doenças. O ideal é fazer a consulta pelo menos com um mês de antecedência.

Hospital-Veterinario-24h-Dog-750x600

6 – O veterinário verifica se está em dia e orienta sobre a vacinação (múltipla, antirrábica, contra giárdia e gripe), assim como o controle de pulgas, carrapatos e vermes.

Fonte: Petz

A importância do check-up ginecológico uma vez ao ano

Os exames de rotina devem marcar presença durante toda a vida da mulher independente da idade. Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, a consulta com um ginecologista é fundamental desde a primeira menstruação.

“A chegada da puberdade é o momento ideal para escolher um médico de confiança que acompanhará toda a evolução feminina antes do início da vida sexual. É nessa primeira consulta que o médico explicará como funciona toda a anatomia da mulher para que a paciente conheça seu próprio corpo, entenda o funcionamento do ciclo menstrual e lide bem com as questões de sexualidade no futuro”, afirma o especialista.

O ultrassom pélvico está entre os exames mais comuns pedidos pelos ginecologistas. “Este procedimento avalia o útero e os ovários da paciente e analisa se o volume e dimensões estão dentro da normalidade, além de localizar qualquer alteração como pólipos, miomas, cistos e nódulos”, explica o médico.

Após o início da vida sexual há ainda um reforço maior para que o retorno ao ginecologista seja feito anualmente. “O papanicolau é um dos principais exames que conseguem de forma geral avaliar a saúde da mulher. A Colpocitologia oncótica, mais conhecida como papanicolau é capaz de identificar desde a presença do papiloma vírus, o HPV, que pode provocar câncer de útero até a presença de microrganismos que causam corrimentos, infecções e DST”, alerta.

mamografia-1

Outra solicitação rotineira é o ultrassom das mamas. Apesar de ser recomendado para mulheres abaixo dos 35 anos, este ultrassom também é indicado como um exame complementar à mamografia, além de conseguir detectar a presença de lesões sólidas ou nódulos.

A partir dos 35 anos, a mulher passa a ser encaminhada para o exame de mamografia. Este é o principal mecanismo para avaliar a presença ou não de nódulos e câncer de mama. “No caso de mulheres mais jovens, mas com histórico familiar da doença, é recomendado a antecipação deste exame, porém todo caso é avaliado individualmente”, diz Floresti.

Além disso, o exame de sangue que mede os níveis de colesterol, glicemia, cálcio, triglicérides, ferro e a função da tireoide também devem ser realizados anualmente. “O exame de sangue é um importante aliado para detectar a presença de hepatite, HIV, sífilis e herpes”, complementa.

Vale lembrar que além do ginecologista, é recomendado a consulta pelo menos uma vez ao ano com um clínico geral para um check-up frequente.

Fonte: Elvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina desde 1984. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. 

Check-up: saiba por que o otorrino deve ser incluído nas consultas de rotina

Se você é alguém que tem o hábito de fazer um check-up de saúde todo ano, por um acaso, coloca a especialidade de otorrinolaringologia na sua lista de exames? Pois saiba que é por meio dela que é possível prevenir diversas doenças que afetam ouvidos, nariz e garganta.

A saúde auditiva, por exemplo. As células da audição, diferentemente das células de outras áreas do corpo, aparentemente não apresentam capacidade regenerativa ou de cicatrização. Uma vez perdidas não é possível recuperá-las.

“Entretanto, existe uma janela ou gap, ou seja, se a perda auditiva for tratada imediatamente diante de sua instalação, maiores são as chances de recuperação da audição. A perda auditiva aguda recente tem chance de reversão. Perda auditiva crônica instalada pode ser tratada, mas com pouca chance de reversão, com algumas exceções”, explica Jeanne Oiticica, otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A visita de rotina anual aliada ao exame de audiometria são medidas preventivas capazes de reduzir o impacto da deficiência auditiva na população. A especialista conta que estudos recentes mostram que a deficiência auditiva não corrigida aumenta em 36% as chances de demência na população não reabilitada.

Outras doenças capazes de serem evitadas ou receber tratamento precoce, assim que o problema se instala, são: otite, mastoidite (infecção bacteriana do osso mastoide, localizado atrás da orelha), otoesclerose (formação atípica de osso na orelha média e ou interna, de causa genética, que provoca perda progressiva da audição), colesteatoma (massa de pele – tecido epitelial – que se forma dentro do ouvido), glomus (tumor benigno altamente vascularizado do sistema neuroendócrino que se forma na orelha média), neuroma (tumor benigno que se forma por espessamento do nervo do ouvido), meniere (aumento da pressão de líquido no ouvido que determina episódios recorrentes de sensação ouvido tampado, zumbido, vertigem e surdez flutuante) e ototoxicidade (lesão das células ciliadas do ouvido – células responsáveis pela audição – pelo uso de drogas e medicamentos – antibióticos e antineoplásicos – potencialmente danosos a estas estruturas).

garganta

No consultório do otorrinolaringologista é possível fazer alguns exames como o eletrofisiológico da audição, incluindo audiometria tonal e vocal, imitanciometria, otoemissões acústicas e Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral (PEAT).

Já nos exames laboratoriais estão incluídos hemograma, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total e frações, triglicérides, dosagem de hormônios da tireoide, entre outros.

“É muito mais fácil prevenir do que cuidar da doença. A visita de rotina aos especialistas é uma das formas de se atingir uma boa qualidade de vida”, alerta Jeanne.

Fonte: Jeanne Oiticica Médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.