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Demanda brasileira por vinhos de pequenos produtores chilenos cresce 100% na pandemia

Em 2020, o Brasil se tornou o principal mercado consumidor dos vinhos chilenos engarrafados. Enquanto o volume de exportações para a China despencou 28%, os envios para as prateleiras brasileiras aumentaram 39,32%, em comparação com 2019. Foram, ao todo, 8,3 milhões de caixas de 12 garrafas (750ml) que desembarcaram em solo nacional. Os dados são da Intelvid para a Wines of Chile, entidade sem fins lucrativos e que representa os viticultores do país andino.

O crescimento foi capitaneado por 30 vinícolas de larga escala; cuja participação no share cresceu de 76,99% para 83,68% em um ano. No entanto, grande parte desse volume foi de vinhos com preço mais baixo. Ainda de acordo com a Intelvid, as exportações com valor FOB (“free on board” ou “livre a bordo” quando o frete é coberto pelo destinatário) de mais de US$ 40 a caixa diminuíram 13% entre 2019 e 2020.

Já as vinícolas boutique de pequenas produções, que representaram menos de 1% deste mercado em crescimento, traçaram uma trajetória diferente no ano passado. Na contramão desta tendência pela exportação de vinhos mais baratos e industriais, a importadora Vinhos Novo Chile — que atua com 8 vinícolas de práticas artesanais, com maior valor agregado — apresentou um crescimento de mais de 100%.

De acordo com o CEO e curador da Vinhos Novo Chile, David Giacomini, os enófilos brasileiros estão aprimorando o paladar e buscando propostas sustentáveis para suas adegas.

Caixas para exportação saindo da La Recova / Divulgação

“Mesmo com a pandemia, conseguimos desenvolver diversas ações virtuais e degustações que aproximaram produtores de consumidores qualificados. Muitos nos revelaram ter se encantado com as histórias dos vinhateiros chilenos que desvendam novos terroirs, resgatam castas patrimoniais e se envolvem diretamente no processo de elaboração de seus vinhos”, comenta Giacomini, que é brasileiro e proprietário de uma das vinícolas representadas pela importadora, a La Recova.

Os vinhos de David, por exemplo, passaram a compor o catálogo de diversas lojas físicas e virtuais do país. Somente o site Da Girafa, que vende exclusivamente os rótulos da Novo Chile, teve um crescimento de mais de 100% nas vendas ao longo de 2020. O destaque foi para os tintos complexos da Erasmo (Vale do Maule) e da Laura Hartwig (Vale de Colchagua).

“Os brasileiros seguem com uma forte preferência pelos vinhos tintos, mas têm se permitido conhecer novas filosofias de produção”, aponta David. Para 2021, a perspectiva é de manutenção do crescimento.

“Só neste primeiro trimestre, fecharemos com aumento de 300% em relação aos três primeiros meses do ano passado. Em 2021, pretendemos consolidar nossa atuação no restante do país, com novos distribuidores em Pernambuco e Bahia. Hoje estamos presentes no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e cidades do interior de São Paulo, como Campinas e Araçatuba”, revela o empresário.

Segundo dados da ProChile, o país hispano-americano é o maior exportador de vinhos do Novo Mundo. Possui uma área total de vinhedos com uvas finas de 137 mil hectares e as regiões de O’Higgins e Maule concentram mais de 72% da produção.

Fonte: Novo Chile

Brasileiro se consolida entre os melhores produtores de vinho no Chile

O brasileiro David Giacomini e sua vinícola chilena de boutique La Recova, situada no Vale de Casablanca, celebram mais um ano de excelentes resultados no Guia Descorchados

Na edição 2021 da publicação, assinada pelo especialista Patricio Tapia e que será disponibilizada no Brasil ainda este ano, o Avid Sauvignon Blanc 2017 recebeu 94 pontos e o Avid Sauvignon Blanc 2018 alcançou 95 pontos. Esta safra mais recente também foi listada na categoria Vinho Revelação e entrou no Ranking dos Melhores Sauvignon Blanc do Chile

O rótulo, que vem sendo premiado desde sua primeira safra, em 2014, vem de um vinhedo de 4 hectares cultivado em escala humana. 

“Hoje a Sauvignon Blanc é a segunda uva mais produzida no Chile, ficando atrás apenas da Cabernet Sauvignon, com 11,2% de toda a área de vitis vinifera no país. É trabalhada pelos melhores e mais renomados enólogos chilenos. Para nós, da pequena La Recova, estar entre os melhores do Chile é um enorme reconhecimento”, conta David Giacomini, engenheiro e empreendedor que criou a marca.

Ainda segundo David, esses resultados são graças à busca incessante pela boa qualidade da uva no campo, pela expressão do terroir e pela diferenciação do seu produto.

“Não tinha a intenção de lançar mais um varietal ao estilo neozelandês, jovem, com os clássicos aromas de maracujá e grama cortada. Queria algo mais e alcançamos esta diferenciação com o AVID. Muito nos alegra alcançar essas altas pontuações (mais comumente vistas em tintos)”, complementa.

Feeling e paciência

Natural de Porto Alegre (RS) e descendente de italianos, David Giacomini já era um apaixonado estudioso de vinhos quando, em 2005, passou de enófilo para enólogo autodidata. 

“Morava há alguns anos neste sítio frio no setor de Las Dichas, a 11 km do Oceano Pacífico e em meio ao Vale de Casablanca – região famosa pela sua vocação para excelentes brancos. Comecei a estudar para produzir vinho, fiz alguns cursos no Brasil e na Califórnia, até que decidi plantar a Sauvignon Blanc em 4 hectares”, recorda.

Por puro feeling e contrariando o “modus operandi” dos demais viticultores chilenos, decidiu implantar um vinhedo de alta densidade, de trato orgânico e com 9,8 mil plantas por hectare (quase o triplo da média no país). “Soube que assim era feito na Borgonha e em Bordeaux, na França, então decidi apostar”, relembra David. 

As videiras estão em encostas de alta inclinação e com exposição leste, protegidas da incidência solar vespertina. Além de pouca água via irrigação, elas recebem a vaguada costera, uma neblina matinal oriunda do Oceano Pacífico e que protege os vinhedos dos primeiros raios solares da manhã. 

Um terroir quase extremo e que levou 5 anos para produzir sua primeira safra, a qual acabou sendo vendida à Viu Manent. Naquele ano, as uvas comercializadas entraram no blend do rótulo Secreto, que recebeu destaque no Guia Descorchados 2011 como Melhor Vinho da renomada vinícola ao lado do Viu 1. 

“Foi quando descobri, enfim, que estava em um terroir especial”, conta David. Em 2013 construiu sua cantina e, no ano seguinte, passou a vinificar na própria La Recova. Os primeiros vinhos nasceram em um contêiner próximo à sua casa, hoje repletos de tanques de inox e ovos de cimento. Hoje Giacomini produz também o Obstinado, um rosé meio seco de Sauvignon Blanc “tingido” com cascas de Syrah; e o Orquídea Late Harvest, também com a mesma cepa. 

Vinhos distintos

Além de toda a influência do terroir, ambas as colheitas do AVID foram realizadas quando as uvas estavam com sua maturação ideal. Isso garantiu aos vinhos maior complexidade aromática, excelente acidez e equilíbrio, mesmo com teor alcoólico mais elevado, de 14%. 

Mas as semelhanças entre as safras param por aí. A colheita de 2017 foi 100% elaborada em tanques de inox; e após o término da fermentação, os vinhos ficaram quase um ano em contato com as leveduras. O resultado foi um vinho branco de guarda, mineral, untuoso e com notas de salsa e endro.

Já o 2018 teve 50% do seu volume estagiando por 12 meses em ovos de cimento, fazendo dele um vinho ainda mais untuoso e com excelente volume em boca. Este AVID chegará ao mercado mais suculento, cremoso e complexo; com aromas de frutas cítricas; frutas brancas como maçã e pêssego; toques herbáceos de capim limão, goiaba e aspargo; além de nuances minerais.  

Harmonize-os com Moqueca de Siri Mole, Escondidinho de Camarão, Nhoque ao Pesto com Lascas de Parmesão, Camarão na Moranga, Atum Selado com Crostas de Gergelim e Purê de Mandioquinha, e Risoto de Limão Siciliano. O AVID 2017 custa R$ 102,00 no site DaGirafa e também pode ser adquirido nas melhores adegas e lojas especializadas do país. O AVID 2018 chega ao Brasil em maio de 2021.

Terroir hunter chilena, BOWines chega ao Brasil

Já estão disponíveis no Brasil os rótulos produzidos pela BOWines – Best Origin Wines. Trazidos pela importadora Novo Chile, os tintos desta vinícola são sustentáveis, focados na expressão do terroir e na preservação de castas patrimoniais chilenas.

Destaque para o Fillo Carignan (R$ 133 no ecommerce Da Girafa), primeiro rótulo lançado pela empresa e que carrega o DNA da BOWines: equilíbrio, sustentabilidade e identidade chilena. 

Fillo significa “filho” na língua aragonesa e homenageia a origem da Carignan na Espanha, onde o renomado enólogo e sócio-proprietário da BOWines, Alvin Miranda, viveu por 13 anos antes de retornar ao Chile. O vinho nasceu a partir do primeiro terroir encontrado por Miranda e seus parceiros: um vinhedo com mais de 70 anos na região de Peumal, no Maule, que persistiu sem irrigação ou qualquer tipo de manejo. 

“Sentimos a necessidade de preservar estas uvas, pois são patrimônio da humanidade e se formaram em ecossistemas complexos. Vinificá-las é, inclusive, ir na contramão da indústria — que trabalha com imediatismo, busca somente o resultado econômico e acaba destruindo esses vinhedos. Nosso propósito hoje é criar vinhos de qualidade, com senso de respeito e origem”, revela Alvin. 

Bastante floral e frutado, Fillo Carignan tem excelente acidez e também um certo caráter mineral, com final longo e intenso. Combina com peixes mais gordurosos, carnes brancas, vermelhas e sobremesas contendo frutas e cremes.

Deste mesmo terroir, nasceu alguns anos depois o Carae Carignan (R$ 212 no ecommerce Da Girafa) — rótulo premium da BOWines. Assim chamado em referência a um assentamento espanhol pré-românico homônimo, que originou o nome da uva, este tinto estagiou por 18 meses em barricas francesas de 2º e 3º uso. Na análise sensorial, expressa um bouquet requintado e complexo, com frutas vermelhas, tabaco, especiarias e um toque terroso. Na boca é fresco e macio.

O caráter “terroir hunter” da BOWines

A BOWines tem, entre seus principais propósitos, preservar “terroirs” únicos ameaçados para gerar vinhos com personalidade. E Peumal foi só o primeiro território adotado. O Fillo Malbec (R$ 133 no ecommerce Da Girafa), por exemplo, é elaborado com uvas provenientes de um vinhedo sustentável de 30 anos em Lolol, no Vale de Colchagua, a 40 km do Oceano Pacífico. Trata-se de um vinho jovem, picante, direto, com aromas varietais puros e toques sutis de lavanda e menta.

Malcriado (R$ 178 no ecommerce Da Girafa), por sua vez, é um assemblage elaborado com 25% de Cabernet Sauvignon de Requinoa, no Vale de Cachapoal, também de vinhedos com mais de 30 anos resgatados pela BOWines. Complementando o blend, é adicionado 75% da Carignan dos mesmos vinhedos do Fillo.

Com estágio de 12 meses em barricas francesas, o corte de Carignan deu o tom deste tinto fresco e equilibrado, com aromas frutados e elegantes notas de envelhecimento. No olfato, revela notas de morangos, cerejas, defumados, tabaco e mentolado; e no paladar, mostra-se fresco, untuoso e frutado.

“Além destes, devem chegar ao Brasil nos próximos anos os exemplares de Tempranillo do Maule e um Carménère de Marchigüe. Seguimos explorando e fazendo testes para incorporar novos terroirs”, conta Alvin Miranda, que não esconde o desafio em orquestrar as produções em diversos locais. 

Escala humana na BOWines

Atualmente a BOWines trabalha com 10 hectares e produz 25 mil garrafas ao ano com uma estrutura reduzida: em escala humana e ainda sem vinícola própria. Desde 2012, ano em que o projeto foi iniciado, os profissionais fazem quatro vinificações em três adegas parceiras distintas; que ficam distantes até 300 km umas das outras.

“Já iniciamos um projeto vinícola em Requinoa, onde estão nossos vinhedos de Cabernet Sauvignon; mas hoje ainda seguimos atuando quase de maneira artesanal. É pesado, mas é um trabalho que nos move. Nosso time está unido por um espírito inquieto, que nos incentiva a assumir novos desafios”, revela Miranda.

Novo Chile: grandes vinhos de pequenos produtores

Os vinhos chilenos lideram o ranking de vinhos importados no Brasil há mais de 10 anos. Mas o brasileiro ainda está alheio à verdadeira revolução – como bem citou Jancis Robinson – iniciada por pequenos vinhateiros. Os dados não mentem: menos de 0,5% dos rótulos andinos que chegam ao país são de vinícolas independentes.

São brancos, rosés, tintos e espumantes elaborados em pequena escala; a partir de terroirs selvagens, microclimas diferenciados, com resgate de uvas centenárias e modelos de produção livres e sustentáveis. E o mais interessante: têm seus rótulos anualmente premiados por publicações e especialistas, como Patricio Tapia (Descorchados), Tim Atkin (Master of Wine), James Suckling e Robert Parker. A importadora Novo Chile surgiu para representar ícones deste movimento. Atualmente, também traz ao Brasil vinhos das vinícolas Alchemy, Erasmo, Laura Hartwig, La Recova, OWM Wines, Trapi del Bueno e Villalobos. Para mais informações, acesse o site do Novo Chile.

Sete vinhos chilenos refrescantes para dias quentes

Chega a época mais quente do ano e, com ela, uma pequena mudança de hábitos. A vontade é de apreciar bebidas que harmonizem com os pratos leves que costumamos saborear no verão, ou que acompanhem programações ensolaradas, como um dia na piscina ou à beira-mar.  

Segundo David Giacomini, produtor e curador da importadora Vinhos Novo Chile, o denominador comum para todo e qualquer “vinho de verão” é o frescor. “Esta característica é amplamente encontrada em brancos, rosés e tintos jovens, sem estágio em barricas de carvalho, vindos de regiões mais frias”, aponta. 

Ele explica, ainda, que algumas uvas têm naturalmente mais acidez, como Sauvignon Blanc e Pinot Noir, resultando geralmente em vinhos frescos. “O enófilo também pode escolher rótulos com corpo mais leve e menor teor alcoólico, que vão pesar menos no paladar”,  complementa Giacomini. 

Confira uma lista com sete vinhos que trazem essas características e farão bonito no seu verão:

Avid Sauvignon Blanc (Valle de Casablanca) — traz grande complexidade aromática, excelente acidez e equilíbrio, mesmo com teor alcoólico mais elevado, de 14%. É frutado, mineral, untuoso e com notas de salsa e capim limão. Harmonize-os com moquecas, nhoque ao pesto com lascas de parmesão, atum selado com crostas de gergelim, purê de mandioquinha e risoto de limão siciliano. 

Erasmo Rosé de Mourvedre (Valle del Maule) — elaborado com uvas colhidas manualmente e fermentado com leveduras nativas, este rosé delicado traz em sua análise sensorial aromas de frutas vermelhas, framboesas e flores selvagens; com acidez refrescante e equilíbrio com final frutado. Servir geladinho, ao lado de carnes brancas, massas leves e saladas; ou à beira da piscina. 

Trapi Savage Pinot Noir (Valle de Osorno) — um tinto macio, que exala aromas de frutas vermelhas frescas e suculentas. Vai bem da beira da piscina ao jantar com amigos. Saboreie-o com queijos de média intensidade, risoto de shitake e filé ao molho de ervas finas.

Laluca Merlot (Valle de Colchagua) — de cor rubi claro, este tinto possui aromas intensos de frutas vermelhas, como cereja e ameixa. Na boca é vívido e fresco. Harmonize com pimentões e legumes grelhados, salada de camarão e carnes brancas. 

Erasmo Garnacha Alicante (Valle del Maule) — suculento e equilibrado, traz intensos aromas de frutas vermelhas frescas e nuances de avelãs tostadas, resultantes do estágio em carvalho francês por três meses. Combine-o com uma tábua de queijos e embutidos, com massas ao sugo, pizza, hambúrguer e queijos de meia cura.

Laluca Malbec (Valle de Colchagua) — de um violeta profundo, traz notas de ameixa e violetas. De corpo médio, carrega consigo forte expressão de fruta no paladar, como framboesa e amoras. Para acompanhá-lo, nada como um polvo ou frango grelhados, carnes magras, massas com molhos vermelhos ou queijos de meia cura.  

Fillo Carignan (Valle de Maule) — elaborado a partir de vinhas velhas de 60 anos, traz um pouco mais de estrutura que os demais, mas é bastante floral e frutado. Com acidez de sobra e também um certo caráter mineral, tem final longo e intenso. Combina com peixes mais gordurosos, carnes brancas, vermelhas e sobremesas contendo frutas e cremes.

Cabernet Sauvignon ícone de Puente Alto alcança 100 pontos no James Suckling

Safra 2018 expressa a emoção única dos grandes vinhos, graças a uma colheita sem precedentes e a condições meteorológicas ideais. Em breve, estará disponível em todo país, para alegria dos fãs desse emblemático vinho

Uma das mais grandiosas da história de Don Melchor, com condições de vindima praticamente ideais, a safra 2018 conquistou a mais perfeita pontuação que um vinho pode receber: 100 pontos conferidos pelo crítico norte-americano James Suckling, um marco para o setor vitivinícola chileno. Com a obtenção deste marco histórico, Don Melchor consolida sua posição como um dos grandes Cabernet Sauvignon de alta gama no mundo.

Enrique Tirado

“Sem dúvida, a qualidade excepcional do Don Melchor não seria possível sem o terroir de Puente Alto, seu vinhedo, solo e clima, que nos permitem produzir um vinho único em cada safra”, explica Enrique Tirado, enólogo e diretor técnico da Viña Don Melchor.

A expressão da fruta e a qualidade das texturas obtidas no vinhedo, com presença marcada de frutas vermelhas – expressão clara de um Cabernet Sauvignon de Puente Alto, aliás- , taninos suaves e elegantes, resultam em um vinho de grande elegância e densidade, com diferentes camadas de aromas e sabores, além de um nariz prolongado e persistente.

“Isto é alucinante. A vitalidade e a energia neste vinho são deslumbrantes. A complexidade dos aromas é impressionante, com flores, cassis, framboesa e pêssego. Corpo amplo, ainda que muito refinado e polido, com uma beleza e textura impecável. A permanência é maravilhosa. Este é um testemunho do equilíbrio, da harmonia e da transparência em um grande tinto”, afirma James Suckling.

Esta pontuação máxima posiciona o terroir de Puente Alto entre os melhores do mundo, um lugar com condições únicas, capaz de mostrar ao mundo o potencial que o Chile tem para produzir grandes vinhos, e a origem que vem impulsionando há mais de 30 anos a viticultura e enologia de alta qualidade no país. O trabalho rigoroso por trás da elaboração do Don Melchor se infunde na obsessão da equipe enológica e agrícola por compreender cada detalhe do vinhedo, estudando minuciosamente seus solos, entendendo a expressão do terroir e respeitando a essência do vinhedo em cada processo do vinho.

“A perseverança na busca pela melhor expressão e qualidade nos permitiu obter na safra 2018 o que chamamos de safra perfeita. Os vinhos são muito expressivos, com a maturação exata, resgatando toda a expressão da fruta do Cabernet Sauvignon e do Cabernet Franc”, afirma o enólogo.

A safra 2018

A safra 2018 é uma das grandes safras na história do vinho Don Melchor, na qual a vindima transcorreu em condições praticamente ideais. A primeira parte da temporada se desenvolveu com boa quantidade e concentração de precipitação, acumulando 338,2 mm entre os meses de maio e outubro de 2017. O período posterior foi mais seco, atingindo um total acumulado de 343,8 mm no final da vindima, em abril de 2018. Isto permitiu aos solos manter uma reserva hídrica muito boa, favorecendo o bom crescimento dos brotos.

Na primavera, a partir do mês de novembro, a temperatura subiu significativamente, permitindo no final de janeiro e princípio de fevereiro, que os cachos se desenvolvessem rapidamente e de maneira mais concentrada, antecipando uma boa homogeneidade no seu amadurecimento. Posteriormente, na segunda metade do período de amadurecimento, as baixas temperaturas noturnas em março e abril ajudaram a atingir um ótimo amadurecimento na época da colheita, conservando toda a expressão de fruta e uma excelente maturação dos taninos.

A colheita decorreu principalmente no mês de abril, terminando na primeira semana de maio, com praticamente ausência de precipitação, temperaturas quentes durante o dia, mas noites bastante frias, condições ideais para a colheita e que permitiram acompanhar muito de perto cada lote do vinhedo e colher a uva em seu momento exato. Don Melchor 2018 possui o caráter único dos grandes vinhos e das grandes safras. É composto por 91% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc, 3% Merlot, 1% Petit Verdot e passou 15 meses em barris de carvalho francês, sendo 67% de primeiro uso e 33% de segundo uso.

Don Melchor 2018 é um vinho que ressalta a expressão da fruta e a qualidade das texturas obtidas no vinhedo de Don Melchor – apresenta este caráter único de vinhos e safras grandiosas. É composto por 91% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc, 3% Merlot, 1% Petit Verdot e envelheceu durante 15 meses em barris de carvalho francês, dos quais 67% eram de

O Terroir

O Vale do Maipo constitui a região vitivinícola de maior prestígio do Chile e é neste lugar onde, precisamente, está localizado o vinhedo Don Melchor. Localizado aos pés da Cordilheira dos Andes, na ribeira norte do Rio Maipo – a 650 metros acima do nível do mar – o vinhedo Don Melchor desempenhou um importante papel na história moderna do vinho chileno. Situado em uma das zonas mais frias dentro do Vale do Alto Maipo, marcada por um clima mediterrâneo semiárido, com uma temperatura média anual de 14,4 °C e uma pluviometria média de 350 mm., o vinhedo está plantado com variedades francesas pré-filoxera que foram importadas da França em meados do século XIX.

Uma das qualidades mais importantes do vinhedo corresponde às características de seu solo: pobre em nutrientes e de uma constituição diversa, está composto por argila, limo, areia, cascalho e pedras arredondadas produto da erosão milenar causada pelas geleiras que avançaram desde as montanhas em direção ao vale, arrastando material que logo deu origem aos terraços. Estes solos garantem uma boa drenagem e uma baixa fertilidade, o que ocasiona uma restrição no crescimento vegetativo das plantas, favorecendo a concentração e o amadurecimento natural dos cachos.

A majestosa Cordilheira dos Andes constitui outro elemento crucial neste extraordinário terroir. Devido à influência fria, que se manifesta na forma de brisas frescas e de uma grande amplitude térmica entre o dia e a noite durante o período de amadurecimento, a maturação ocorre de forma lenta e homogênea junto com a conservação de uma acidez precisa, fruta vermelha fresca e uma maior concentração de cor, aromas e sabores nos cachos.

O vinhedo está formado por 127 hectares, dos quais 90 % correspondem a Cabernet Sauvignon, 7,1 % a Cabernet Franc, 1,9 % a Merlot e 1 % a Petit Verdot.

O Vinho

A cada ano, o enólogo Enrique Tirado percorre o vinhedo, provando fileira por fileira e checando a maturação dos cachos para definir o momento exato no qual a uva deve ser colhida. A vindima de Don Melchor é determinada após a degustação e a realização de análises específicas na uva. As frutas são colhidas manualmente, entre meados de abril e princípio de maio e apenas aquelas bagas de uva maduras, intactas e saudáveis são selecionadas para a fermentação em tanques de aço inoxidável.

Cada seção homogênea é vinificada separadamente, com especial cuidado com a temperatura e as remontagens de cada tanque. A cor e os taninos são extraídos do bagaço e das sementes da uva através de uma delicada maceração. Após a fermentação, o bagaço juntamente com as sementes é prensado para preservar a máxima qualidade dos taninos da uva. Uma nova safra de Don Melchor nasce quando é definida a proporção dos distintos Cabernet Sauvignon, provenientes dos diversos lotes do vinhedo, que formarão o blend final, podendo chegar a representar 60 a 70% do vinho total.

Alguns anos, pequenas porcentagens de Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot são adicionadas para entregar complexidade e elegância ao blend final. Assim, todos os anos no povoado de Lamarque, Bordeaux, na França, o enólogo Enrique Tirado se reúne com Eric Boissenot – filho do renomado consultor bordalês Jacques Boissenot – para degustar em torno de 150 lotes do vinhedo, selecionando apenas aqueles que, na proporção exata, definirão uma nova safra de Don Melchor.

Uma vez definida a mescla, a nova safra de Don Melchor é transferida para barris de carvalho francês dos bosques de Allier, Tronçais e Nevers. Cerca de dois terços dos barris são novos e o terço restante já foi usado anteriormente. Após um período de 14 a 15 meses, o vinho é engarrafado e continua seu envelhecimento por mais um ano, desenvolvendo assim a complexidade e a elegância próprias de Don Melchor.

Vinícola familiar ganha três medalhas de Ouro no Brazil Wine Challenge

Vinícola familiar do Valle de Colchagua, no Chile, a Laura Hartwig ganhou três medalhas Ouro no 10º Brazil Wine Challenge. O júri especializado do concurso, realizado pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) entre os dias 13 a 15 de outubro, em Bento Gonçalves (RS), premiou os rótulos Edición de Familia 2015, Selección del Viticultor Petit Verdot 2015 e o Single Vineyard Carménère 2017.

“O Brasil tem recebido com bastante carinho nossos vinhos e estamos muito felizes com esta premiação de respaldo, que possui chancela oficial da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos”, destaca Alejandro Hartwig B, viticultor responsável pela vinícola.

Clássicos reinterpretados

Laura Bisquertt (foto) fundou a vinícola em 1978 ao lado do marido, Alejandro Hartwig

A Viña Laura Hartwig foi fundada em 1978 na comuna de Santa Cruz, pelos chilenos Laura Bisquertt e Alejandro Hartwig. O solo argiloso e o clima mediterrâneo denunciaram a vocação daquele terroir para a elaboração de grandes vinhos, como os clássicos do Velho Mundo, mas com identidade chilena. Hoje a empresa pratica uma viticultura de caráter sustentável, de baixo impacto e em escala humana, produzindo em 145 hectares até 12 mil caixas por ano.

Um dos principais rótulos da vinícola, premiado no Brazil Wine Challenge, é o Edición de Família 2015. Este blend das uvas Cabernet Sauvignon (50%), Malbec (28%), Petit Verdot (12%) e Cabernet Franc (10%) é elaborado pelo enólogo Renato Czischke, com os vinhedos mais antigos da vinícola.

Edición de Familia servido no enoturismo da Laura Hartwig

Um tinto elegante e delicado, que envelheceu em barricas de 1 e 2º uso por 20 meses e mais um ano em garrafa antes de chegar ao mercado. No sensorial, apresenta ainda rubi profundo e nariz frutado, com notas de especiarias, chocolate meio amargo, cassis, toque floral e grafite.

O vinho é mundialmente reconhecido: recebeu 94 pontos Guia Descorchados, entrando no ranking dos Melhores do Valle de Colchagua; está na seleção Wines of The Year – Bordeaux Blend de Tim Atkin, de quem recebeu 94 pontos; e figurou na lista dos Top 100 Wines of Chile de James Suckling, com 95 pontos. As últimas garrafas foram adquiridas pela importadora Vinhos Novo Chile, com distribuidores por todo o país.

Turista participa da Edición de Familia servido no enoturismo da Laura Hartwig

O Selección del Viticultor Petit Verdot 2015, por sua vez, é uma criação de Alejandro Hartwig. Também Ouro no Brazil Wine Challenge e eleito o Melhor Petit Verdot do Chile no Guia Descorchados, este rótulo é estruturado e com fruta bem integrada. De um rubi profundo, exala notas de especiarias e grafite, com madeira integrada. Em boca é encorpado, com taninos macios e final persistente.

A Viña Laura Hartwig pratica uma viticultura de caráter sustentável, de baixo impacto e em escala humana

Uva símbolo do Valle de Colchagua, a Carménère também é cultivada pela Laura Hartwig e gerou o premiado Single Vineyard Carménère 2017. De vinhedos plantados em 1995, em área com solo franco-argiloso e subsolo arenoso, este vinho ganha ainda 10% de Cabernet Sauvignon. O resultado é um tinto sedoso e elegante, com acidez equilibrada e madeira sutil, devido ao estágio de 12 meses em barricas de 4º uso. No nariz, notas de frutas negras, especiarias e nuances herbáceas, típicas das uvas.

Laura Hartwig é uma das mais condecoradas vinícolas do Chile, considerada pelo crítico Tim Atkim um Premier Cru Classé chileno. Até seus vinhos de entrada receberam boas pontuações em publicações especializadas, como o Laluca Merlot 2019 – 91 pontos Robert Parker. Este e os demais vinhos das linhas Laura, Selección del Viticultor, Single Vineyard e Laluca podem ser adquiridos no site DaGirafa; e encontrados nas melhores adegas e lojas especializadas do país.

Novo Chile On-Wine traz programação gratuita e online

Após o sucesso do Novo Chile Wine Week em 2019, a Importadora Vinhos Novo Chile realiza entre os meses de novembro e dezembro o Novo Chile ON-WINE. Virtual, internacional e gratuito, o evento conta com palestras, degustações, lives e entrevistas com enólogos chilenos de vanguarda. A programação completa pode ser vista aqui.

Ao longo de todo o período, especialistas brasileiros como Marcelu Dvin e Fabiana Knolseisen receberão enólogos e empreendedores por detrás das vinícolas Alchemy, BO Wines, Erasmo, Laura Hartwig, La Recova, OWM, Trapi e Villalobos.  Estas empresas atuam em terroirs selvagens, microclimas diferenciados, com resgate de uvas centenárias e modelos de produção livres e sustentáveis. 

Na programação, constam palestras sobre produção de vinhos de baixa intervenção, com trato orgânico, em terroirs extremos ou castas patrimoniais

“O Brasil é apaixonado pelo vinho chileno, mas pouco conhece os apaixonantes rótulos elaborados em escala humana”, comenta David Giacomini, curador do evento e único brasileiro entre os produtores da Importadora Novo Chile. Apesar do país responder por 46% do total das importações brasileiras da bebida, menos de 0,5% são de vinícolas independentes.

“Queremos apresentar a nova cara da vitivinicultura do país. Temos brancos, rosés, tintos e espumantes de altíssima qualidade e que, verdadeiramente, refletem não somente a territorialidade de suas áreas produtivas, mas o que de melhor se pode fazer no Chile hoje”, complementa Giacomini, que produz brancos de guarda na La Recova.

Além do conteúdo gratuito, todos os participantes desses encontros virtuais terão acesso a cupons de desconto para adquirir os produtos destes vinhateiros com preços especiais no site DaGirafa. Para acompanhar a programação completa e conhecer o trabalho destas pequenas vinícolas, acesse o site Novo Chile e o perfil de instagram @novochile

O revolucionário Novo Chile

Apesar de funcionarem em escala humana, as oito vinícolas representadas pela Importadora Vinhos Novo Chile têm seus rótulos anualmente premiados por publicações e especialistas, como Patricio Tapia (Descorchados), Tim Atkin (Master of Wine), James Suckling e Robert Parker.

Foi a consagrada crítica de vinhos Jancis Robinson que, em uma de suas colunas, declarou estar enxergando uma “revolução” no país através destes pequenos vinhateiros: “Os velhos estilos, as antigas denominações e os produtores conhecidos até agora estão sendo desafiados por uma nova geração”. 

Os vinhos degustados nas lives e entrevistas virtuais poderão ser adquiridos com desconto no e-commerce DaGirafa

Conheça a proposta de cada integrante do Novo Chile

Vinícola Alchemy Eleita a melhor vinícola de pequenas produções do Chile e detém o melhor Carménère no Catad´Or de Santiago. Com vinhedos no Vale de Almahue, na região de Cachapoal, traz vinhos 100% artesanais: com colheita e desengace manuais, fermentação com leveduras selvagens, trasfega por gravidade para barris de carvalho francês e engarrafados sem filtragem ou estabilização. Para beber: Alchemy Gran Cuvee (93 pontos no guia James Suckling) e Parroné Syrah.

Vinícola BO Wines (Best Origin Wines) – Possui um belíssimo trabalho de resgate de castas patrimoniais, trabalhando principalmente com videiras centenárias de Carignan da região do Maule e que sobreviveram anos sem manejo. Para beber: todos os seus vinhos são premiados, com destaque para o Carae (revelação da Guia Descorchados, 93 pontos no James Suckling, 90 Tim Atkin e 90 Robert Parker), Malcriado (blend de Cabernet Sauvignon e Carignan), Fillo Carignan e Fillo Malbec. 

Vinícola Erasmo – Esta vinícola é de propriedade do Conde Francesco Marone Cinzano, com tradição familiar no ramo da vitivinicultura e também responsável pelos Brunellos di Montalcino da grande Col d’Orcia. No Vale do Maule, produz vinhos de tratamento orgânico e ao estilo do Velho Mundo. Para beber: Erasmo 2019 (91 pontos James Suckling e destaque na lista dos Melhores Blends do Chile pelo Guia Descorchados), Erasmo Rosé de Mourvedre (Melhor Rosé do Chile pelo Guia Descorchados) e Erasmo Garnacha Alicante. 

Vinícola Laura Hartwig – Localizada no Valle de Colchagua, é uma das mais premiadas da atualidade. Tem 145 hectares plantados de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Carménère, Malbec, Syrah e Petit Verdot, com uma viticultura sustentável e de baixo impacto. Para beber: todos os seus vinhos receberam pontuações acima de 90 em listas e guias. Atenção ao Laura (96 pontos no James Suckling e considerado um dos 100 melhores Vinhos do Chile pelo especialista), Laura Hartwig Edición de Familia (também no Top 100 James Suckling), Laluca Malbec e Laluca Merlot.

Vinícola La Recova A La Recova fica na região mais fria do Vale de Casablanca e tem suas plantações em ladeiras empinadas de tirar o fôlego, com videiras separadas por apenas 80 cm. É o vinhedo de Sauvignon Blanc de maior densidade de plantação do Chile. Para beber: Avid Sauvignon Blanc (95 pontos no Guia Descorchados) e Obstinado Rosé Demi-sec.

Vinícola OWM – Uma vinícola de pequeníssima produção; com colheita, desengace e vários outros processos feitos manualmente. Está localizada no Vale de Panamá, no Vale de Colchagua, local que possui um microclima que a diferencia dos demais vinhedos da mesma região. Para beber: OWM Handmade, um blend único de seis castas com estágio de 15 meses em barricas de carvalho (90 pontos James Suckling) e Pillo de Panamá, blend de Cabernet-Syrah criado em tanques de cimento (92 pontos James Suckling).

Vinícola Trapi del Bueno – Localizada no Vale de Osorno, na Patagônia Chilena, produz vinhos frescos e elegantes em um dos territórios mais extremos e frios do país. Seu trabalho é artesanal: colheita e seleção dos cachos são manuais, uso de pisa pé e de leveduras selvagens, além de engarrafamento sem filtração. Para beber: Trapi Hand Made 2017 (91 pontos Tim Atkin e 93 pontos no Guia James Suckling, considerado um dos 100 melhores vinhos do Chile pelo crítico) e Pinot Noir Savage.

Vinícola Villalobos – Com videiras centenárias que crescem e frutificam soltas no meio do mato, a Villalobos se destaca pelo vinhedo mais próximo de seu estado natural, sem intervenção humana e colheita feita com escadas em cima das árvores. Para beber: Villalobos Carignan (92 pontos na escala Robert Parker e considerado um dos melhores varietais da uva pelo Guia Descorchados), Lobo Carménère e Zorrito Salvaje.

Vinhos premiados Conde Francesco Marone Cinzano chegam ao Brasil

Trazidos com exclusividade ao Brasil pela Importadora Vinhos Novo Chile, os rótulos da Erasmo unem a expertise do Conde Francesco Marone Cinzano e a dedicação dos profissionais chilenos

Três rótulos premiados da Erasmo, marca chilena de vinhos premium assinada pelo Conde Francesco Marone Cinzano, chegaram com exclusividade ao Brasil pela Importadora Vinhos Novo Chile.

O destaque vai para o Erasmo 2009, que alcançou 94 pontos no Guia Descorchados e figurou na lista dos 20 melhores blends do Chile. Elaborado tradicionalmente com as uvas do corte bordalês (Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc), importadas exclusivamente da França para sua produção, o rótulo é produzido sem filtragem, ao estilo dos tintos de guarda.

Além disso, amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês e envelheceu por 5 anos em garrafa antes de chegar aos mercados. Proprietário da Col d’Orcia, uma das melhores e mais tradicionais vinícolas produtoras de Brunello di Montalcino, o Conde Francesco Marone Cinzano reproduziu neste rótulo a nobreza de sua família e o estilo do Velho Mundo.

“Ao contrário dos vinhos do Novo Mundo, que em sua grande parte são feitos para consumo imediato, este exemplar traz consigo a tradição européia de vinificação”, indica David Giacomini, proprietário e curador da Importadora Vinhos Novo Chile.

Conforme preza a filosofia da marca ítalo-americana, Erasmo 2009 é vinificado em quantidades limitadas, com tratamento orgânico e uso de leveduras selvagens. “São escolhas que buscam unir o melhor do terroir de Caliboro, no Vale do Maule; a expertise de Francesco Marone Cinzano e a dedicação dos profissionais chilenos que atuam no processo produtivo”, complementa Giacomini.

Raros e exclusivos

Para quem busca vinhos raros e com blends inusitados, a Vinhos Novo Chile apostou na importação do Erasmo Garnacha Alicante 2016. De safra única, foi condecorado com 93 pontos na edição 2018 do Guia Descorchados e eleito Vinho Revelação no mesmo ano.

Suculento e equilibrado, traz intensos aromas de frutas vermelhas frescas e nuances de avelãs tostadas, resultantes do estágio em carvalho francês por três meses. “Trouxemos as últimas 900 garrafas deste vinho especial para o Brasil, que representa todo o potencial de inovação da Erasmo”, adiciona David Giacomini.

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Já o saboroso Erasmo Rosé de Mourvèdre 2019 – eleito o melhor rosado do Chile na última edição do Descorchados – é a sugestão para quem aprecia rótulos frescos, jovens e bem elaborados. Apresentando-se como o equilíbrio perfeito entre a nobreza da uva europeia com as condições climáticas mais ásperas de sua região produtora, traz aromas de frutas vermelhas, framboesas e flores selvagens, com acidez refrescante e equilíbrio com final frutado.

Terras ancestrais

Os rótulos Erasmo são provenientes de uma das mais antigas e tradicionais zonas vitivinícolas do Chile: o Vale do Maule, mais precisamente na região de Caliboro. A região – um assentamento assim fundado e nomeado por povos pré-colombianos – recebeu seus primeiros vinhedos na segunda metade do século 16. Novamente no século 19 foi construída no local uma adega em adobe, recondicionada pelo visionário Conde Francesco como sede da Reserva di Caliboro no início da década de 90. Um investimento realizado antes mesmo da explosão das exportações chilenas.

“Buscávamos algo novo no Chile e encontramos ali um território único, dotado de um clima ideal para uma viticultura natural, com excelente amplitude térmica e solos aluviais. Às margens do Rio Perquilauquén, vimos que seria possível produzir grandes vinhos de tratamento orgânico, sem uso de irrigação e com leveduras selvagens – tamanha a riqueza da microbiodiversidade local”, conta Francesco Marone Cinzano.

Hoje a vinícola recebe a assessoria enológica de Donato Lanatti, considerado um dos maiores enólogos italianos; e é gerenciada por César Opazo e Augusto Reyes, homens chilenos que conhecem em detalhes as particularidades do terroir. O próprio nome da vinícola surgiu como homenagem a um dos colaboradores nativos do período de implantação do projeto Reserva di Caliboro.

“Erasmo me ajudou a compreender o clima e o solo desta região tão peculiar. Um nome que nos remete também à Grécia Antiga e que representa bem nossa mescla entre conhecimentos ancestrais e técnicas tradicionais da vitivinicultura europeia”, explica Francesco. Já o pássaro dos rótulos remete ao condor, animal sagrado dos povos incas.

Os três vinhos já podem ser encontrados no site DaGirafa e nas melhores adegas do país.

Dia do Vinho Chileno: oito vinícolas para conhecer a vanguarda enológica do país

Vinícolas em escala humana inovam com produções sustentáveis, valorizando terroirs selvagens, métodos ancestrais e castas patrimoniais

Há exatos 475 anos, em 4 de setembro de 1545, o militar Pedro de Valdívia escreveu uma carta ao Rei Carlos V, da Espanha, solicitando “videiras e vinhos para evangelizar o Chile”. A comunicação inspirou a criação do Dia do Vinho Chileno, celebrado no país andino com festas, degustações e promoções.

Quase cinco séculos se passaram e os brancos, tintos e rosés da nação mais estreita da América Latina conquistaram o mundo. Principalmente o Brasil, um de seus principais mercados na atualidade. Em 2018 os rótulos chilenos corresponderam a 46% do total das importações brasileiras, o que equivale a 67 milhões de garrafas.

Reconhecido por seus tintos fáceis de beber, com muita cor e fruta; além de brancos descomplicados, o país tem sua imagem renovada no mercado com a chegada de produtores com novas filosofias e estilos de vinificação.

São pequenas vinícolas que investem em modelos de produção mais livre e sustentável, valorizam terroirs selvagens ou mesmo produzem a partir de videiras centenárias, que constituem um patrimônio vitivinícola até então desprezado.

“O resultado de tudo isso é um presente aos que apreciam bons vinhos: rótulos de altíssima qualidade, feitos em escala humana e que, verdadeiramente, refletem não somente a territorialidade dessas áreas produtivas, mas o que de melhor se pode fazer no Chile hoje”, comenta o brasileiro David Giacomini, diretor da Importadora Vinhos Novo Chile.

Sua empresa, fundada em 2019, é responsável por uma curadoria criteriosa de vinícolas com essa visão de vanguarda. “Temos em nosso portfólio vinícolas premiadas, classificadas entre as 125 melhores do Chile pelo crítico britânico Tim Atkin, Master of Wine, além de outras que figuraram várias vezes em guias como Descorchados e James Suckling”, complementa.

A seguir, conheça 8 vinícolas que representam a vanguarda do vinho chileno:

Colheita na Villalobos, com videiras criadas “soltas no mato”

Vinícola Villalobos – com videiras centenárias que crescem e frutificam soltas no meio do mato, a Vinícola Villalobos se destaca pelo vinhedo mais próximo de seu estado natural, sem intervenção humana e colheita feita com escadas em cima das árvores. Para beber: Villalobos Carignan (92 pontos na escala Robert Parker e considerado um dos melhores varietais da uva pelo Guia Descorchados), Lobo Carménère e Zorrito Salvaje.

David Giacomini é o curador da Vinhos Novo Chile e proprietário da La Recova

Vinícola La Recova – fica na região mais fria do Vale de Casablanca e tem suas plantações em ladeiras empinadas de tirar o fôlego, com videiras separadas por apenas 80 cm. É o vinhedo de Sauvignon Blanc de maior densidade de plantação do Chile. Para beber: Avid Sauvignon Blanc (91 Pontos no Guia Best of Chile) e Obstinado Rosé Demi-sec.

Laura Hartwig Edición de Família é um dos rótulos mais premiados no catálogo da Vinhos Novo Chile

Vinícola Laura Hartwig – localizada no Valle de Colchagua, é uma das mais premiadas da atualidade. Tem 145 hectares plantados de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Carménère, Malbec, Syrah e Petit Verdot, com uma viticultura sustentável e de baixo impacto. Para beber: todos os seus vinhos receberam pontuações acima de 90 em listas e guias. Atenção ao Laura (96 pontos no James Suckling e considerado um dos 100 melhores Vinhos do Chile pelo especialista), Laura Hartwig Edición de Familia (também no Top 100 James Suckling), Laluca Malbec e Laluca Merlot.

Vinícola Alchemy – eleita a melhor vinícola de pequenas produções do Chile, detém o melhor Carménère no Catad´Or de Santiago. Para beber: Alchemy Gran Cuvee (93 pontos no guia James Suckling) e Parroné Syrah.

Vinícola OWM – de pequeníssima produção; com colheita, desengace e vários outros processos feitos manualmente. Está localizada no Vale de Panamá, no Vale de Colchagua, local que possui um microclima que a diferencia dos demais vinhedos da mesma região. Para beber: OWM Handmade, um blend único de seis castas com estágio de 15 meses em barricas de carvalho (90 pontos James Suckling) e Pillo de Panamá, blend de Cabernet-Syrah criado em tanques de cimento (92 pontos James Suckling).

Processos manuais e em escala humana na BOWines

Vinícola BOWines (Best Origin Wines) – possui um belíssimo trabalho de resgate de castas patrimoniais, trabalhando principalmente com videiras centenárias de Carignan da região do Maule e que sobreviveram anos sem manejo. Para beber: todos os seus vinhos são premiados, com destaque para o Carae (revelação da Guia Descorchados, 93 pontos no James Suckling, 90 Tim Atkin e 90 Robert Parker), Malcriado (blend de Cabernet Sauvignon e Carignan), Fillo Carignan e Fillo Malbec.

Vinícola Erasmo – de propriedade do Conde Francesco Marone Cinzano, com tradição familiar no ramo da vitivinicultura e também responsável pelos Brunellos di Montalcino da grande Col d’Orcia. No Maule, produz vinhos de tratamento orgânico e ao estilo do Velho Mundo. Para beber: Erasmo 2019 (91 pontos James Suckling e destaque na lista dos Melhores Blends do Chile pelo Guia Descorchados), Erasmo Rosé de Mourvedre (Melhor Rosé do Chile pelo Guia Descorchados) e Erasmo Garnacha Alicante.

Tapi Hand Made, considerado um dos 100 melhores vinhos do Chile pelo guia James Suckling

Geada na Viña Trapi, terroir extremo em meio à Patagônia chilena

Vinícola Trapi – localizada no Vale de Osorno, na Patagônia Chilena, produz vinhos frescos e elegantes em um dos territórios mais extremos e frios do país. Seu trabalho é artesanal: colheita e seleção dos cachos são manuais, uso de pisa pé e de leveduras selvagens, além de engarrafamento sem filtração. Para beber: Trapi Hand Made 2017 (91 pontos Tim Atkin e 93 pontos no Guia James Suckling, considerado um dos 100 melhores vinhos do Chile pelo crítico) e Pinot Noir Savage.

 

 

Vinícola Góes e Vinã Santa Irene lançam Simis

Mais do que um novo rótulo, uma nova experiência ao consumidor

Ao longo dos seus 82 anos, a Vinícola Góes, sempre teve como princípio a qualidade para que seus clientes vivenciem experiências únicas. Surge assim o novo rótulo SIMIS, é elaborado em parceria com a Vinã Santa Irene (Chile), que tem uma trajetória similar à empresa, uma vinícola familiar, na quarta geração, que prioriza a excelência na elaboração dos produtos e respeito aos consumidores.

Em suas prioridades estratégicas, a Góes tem como propósito desvendar novos terroirs e castas para oferecer uma gama diversificada de produtos aos seus clientes, por isso, tem rótulos de vinhos finos produzidos em várias regiões, como, por exemplo, os rótulos Góes Tempos (SP), Casa Venturini (RS) e Míneres (MG).

Elaborados em conjunto pelos enólogos da Vinícola Góes e da Vinã Santa Irene, os vinhos SIMIS Grand Reserva Cabernet Sauvignon e SIMIS Reserva Carménère, tem essência e alma paulista, com produção em solo chileno. A parceria entre as vinícolas também a interação com um grande polo produtor mundial de vinhos – Chile, e acelera ainda mais o processo de internacionalização pleiteado pela Góes. Já para a Santa Irene, estreita laços com uma vinícola conceituada e forte no enoturismo, e permite a interação com um mercado em plena expansão para o consumo do vinho.

SIMIS CARBENET (002)

O Cabernet Sauvignon Grand Reserva 2017 – Simis é um vinho tinto seco feito em colheita manual na região do Vale do Curicó – Chile. O local é considerado um dos melhores terroirs para vinhos tintos, principalmente nesta variedade. Tem aspecto límpido e brilhante, uma cor vermelho rubi e seu aroma é intenso, com notas de cereja, figo e frutas negras madura como amora, tabaco, baunilha e chocolate meio amargo. No paladar tem muita estrutura, é saboroso e untuoso, ótimo corpo, taninos presentes mais redondos e maduros, com um final de boca agradável e persistente. Sua maturação é feita em 10 meses de carvalho francês e americano de 1º e 2º uso, mais 06 meses de garrafa.

SIMIS CARMENERE (002)
Já o Carménère 2018 – Simis é um vinho tinto seco feito em colheita mecânica, também na região do Vale do Curicó – Chile. Seu clima mediterrâneo influenciado pelas frias correntes que sopram do pacífico garantem a qualidade das castas. Seu aspecto é límpido e brilhante, sua cor é vermelho intenso com violáceo. Um vinho jovem, frutado com destaque para cereja bem madura, pimenta negra, especiarias, baunilha e chocolate ao leite. No paladar ele é equilibrado, com corpo médio a longo, tanino macio, de fácil consumo. É maturado 06 meses em carvalho americano 60% e francês 40%, mais 04 meses de garrafa.

“Vinhos tem corpo e alma, são diferentes entre eles, ter um portfólio com rótulos de várias regiões enriquece o conhecimento dos nossos clientes, solidifica nossa história em busca da qualidade. Estou muito feliz com mais essa conquista da nossa família”, comemora Fábio Góes, enólogo da vinícola.

Conceito e marca

simis (002)
O interessante nesta história são as similaridades entre as vinícolas. As duas têm mais de 80 anos, são familiares, estão na quarta geração, focam na qualidade dos vinhos, amam a terra e compactuam dos mesmos valores e filosofias.

Por isso os rótulos são referendados pelos diretores gerais e levam a marca SIMIS. Uma analogia a Simil, do latim que significa similares, iguais, parecidos, gêmeos. Além disso, o palíndromo (uma palavra que se pode ler da esquerda para a direita ou vice-versa) representa a interação, troca, uma verdadeira parceria. Já o S com a sobreposição dos dois “G”s descreve o nome das famílias: Góes e Gonzales. Para fechar essa comunhão, todos os clientes são contemplados com a descrição do rótulo em português e espanhol.