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Tabaco prejudica a pele e faz fumante parecer mais velho

Existem condições dermatológicas causadas, associadas ou agravadas pelo tabagismo. “No contexto da saúde da pele, parar de fumar é fundamental para desacelerar o envelhecimento, minimizar complicações cirúrgicas e dermatológicas relacionadas ao tabagismo e melhorar as condições de saúde como um tudo, o que impacta diretamente no tecido cutâneo”, explica a dermatologista Paola Pomerantezeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Abaixo, a médica destaca as principais manifestações cutâneas do cigarro:

Dificuldade na cicatrização de feridas: o tabagismo demonstrou repetidamente ter efeitos deletérios na cicatrização de feridas cutâneas. “O cigarro tem sido associado a inúmeras complicações pós-operatórias, incluindo infecções de feridas. Quando são usados retalhos ou enxertos, os fumantes têm maior risco de necrose. Isso ocorre basicamente por três motivos: vasoconstrição, efeito pró-trombóticos e inflamação”, explica a médica. No caso da vasoconstrição, o fluxo sanguíneo periférico diminui em 30-40% em poucos minutos após a inalação da fumaça, comprometendo a oxigenação dos tecidos e a cicatrização de feridas. “A nicotina aumenta a adesividade das plaquetas ao inibir a prostaciclina, levando à oclusão microvascular e isquemia do tecido. O tabaco também inibe a função das células endoteliais e dos fibroblastos, a atividade do óxido nítrico, a produção do fator de crescimento endotelial vascular e a síntese de colágeno, tudo isso com impacto direto na cicatrização”, destaca.

Aparecimento de rugas e aceleração do envelhecimento da pele: a associação entre tabagismo e rugas foi estabelecida há muito tempo. “As características clínicas de um ‘rosto de fumante’ foram descritas em estudos e incluem: rugas faciais proeminentes, proeminência dos contornos ósseos subjacentes, pele seca e vermelha. As mulheres, segundo estudos, parecem ser mais suscetíveis aos efeitos de enrugamento causado pelo fumo do que os homens. O tabagismo é um fator de risco independente para as rugas, entretanto, a exposição ao sol tem um efeito sinérgico que potencializa o envelhecimento da pele”, explica Paola. “Os mecanismos de influência do cigarro nas rugas incluem a degradação da elastina da pele (mesmo quando não exposta ao sol), o aumento de espécies reativas de oxigênio, que estão implicadas no envelhecimento acelerado da pele, e também de metaloproteinases da matriz, que são enzimas que levam à degradação do colágeno, fibras elásticas e proteoglicanos”, explica a médica.

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Distúrbios orais e mucocutâneos: o tabaco tem se mostrado um fator de risco independente para o carcinoma epidermoide oral, o câncer que se desenvolve na boca. Fumar está associado à melanose do fumante, hiperpigmentação gengival devido ao aumento da melanina na camada basal da epiderme, além de gengivite, periodontite e erosões palatinas dolorosas. “O hábito de fumar também contribui para as rugas labiais, na medida em que ajuda a quebrar a fibra de sustentação e o colágeno da pele, ocasionando o aparecimento do código de barras.”

Doenças de unhas e cabelos: fumar tem sido associado a vários distúrbios do cabelo e das unhas, como alopecia androgenética, cabelo grisalho prematuro, unhas de fumante e pelos faciais descoloridos. “O cigarro basicamente prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação e aporte de nutrientes de tecidos periféricos, incluindo a pele, unhas e cabelo. As substâncias tóxicas do cigarro também levam a um quadro altamente inflamatório, sensibilizando a região que pode sofrer com irritação, dermatite seborreica, afinamento, quebra dos fios e queda capilar”, explica.

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Hidradenite supurativa: conhecida como acne inversa, essa condição de pele ocorre com mais frequência em fumantes. “Geralmente confundida com furúnculos ou espinhas grandes, a hidradenite supurativa é uma inflamação crônica da pele que se caracteriza pelo surgimento de inchaços e cistos profundos em regiões como axilas, mamas, virilha, genitais e glúteos, que liberam secreção purulenta e causam desconforto e dor”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff. “O mecanismo dessa associação ainda não está claro, mas foi sugerido que a nicotina altera a função das células imunológicas e hiperplasia epidérmica, levando à oclusão e ruptura dos folículos pilosos”, explica.

Psoríase: fumantes apresentam risco aumentado de desenvolver psoríase e apresentam taxas mais baixas de melhora clínica com o tratamento. “Nessa doença autoimune comum, o corpo reconhece uma proteína normal da pele como anormal e tenta se livrar dela fazendo a pele descamar. Isso resulta em placas grandes, espessas e escamosas que racham e sangram, e podem ser dolorosas e apresentar coceira”, diz a dermatologista. As áreas de impacto podem variar, mas algumas das mais sensíveis são o couro cabeludo, rosto, genitais e unhas. “Pacientes que fumam têm maior probabilidade de apresentar maior gravidade da doença. A pustulose palmoplantar, uma variante da psoríase, demonstrou ter uma associação mais forte com o tabagismo”, explica.

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Lúpus: o desenvolvimento de lúpus eritematoso sistêmico, bem como o aumento da gravidade da doença, tem sido associado ao tabagismo. “Além disso, o cigarro prejudica demais o tratamento da doença, interferindo diretamente na efetividade dos medicamentos”, afirma.

Desordens vasculares: Doença de Buerger (tromboangeíte obliterante), uma doença oclusiva segmentar não aterosclerótica que afeta várias extremidades, está fortemente associada ao tabagismo. “Nessa doença, os sintomas são os mesmos da redução do fluxo de sangue nas extremidades: sensação de frio, dormência, formigamento ou ardor. É mais comumente visto em homens com idade entre 20 e 40 anos que fumam muito”, diz Paola.

Dermatite: o tabagismo demonstrou ter uma associação significativa com eczema ativo nas mãos. Os cigarros são um fator de risco conhecido para dermatite de contato alérgica. “Vários alérgenos potenciais de cigarros podem ser encontrados em filtros, papel e tabaco. Vários relatórios documentaram dermatite de contato irritante e alérgica ao adesivo de nicotina em alguns pacientes que tentaram parar de fumar.”

Câncer de pele: apesar da presença de vários carcinógenos na fumaça do tabaco, a relação entre o tabagismo e o câncer de pele permanece controversa. “Parece haver uma correlação entre maços por dia e anos de tabagismo com o desenvolvimento de carcinoma de células escamosas, principalmente em mulheres. Mas, mais estudos precisam ser realizados para avaliar o papel do tabagismo no desenvolvimento do câncer de pele. O que se sabe é que a falta de nutrição das células da pele pode prejudicar sua imunidade, o que a deixa mais suscetível aos danos ambientais do sol”, explica a médica. Não existe evidência conclusiva que associe o tabagismo a um risco aumentado de melanoma. “De qualquer maneira, parar de fumar ajudará e melhorar diversas condições de pele”, finaliza a médica.

Cigarro provoca rugas precoces e fumantes aparentam ter dois anos a mais

Cigarro acelera envelhecimento da pele e nicotina estimula o estresse oxidativo, libera mensageiros pró-inflamatórios, que prejudicam a função de barreira da pele, e compromete a hidratação

O cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde e com relação à pele não é diferente. “Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a luminosidade e torna-se amarelada e mais flácida com o passar do tempo”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética.

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“O fumo também causa uma série de manifestações cutâneas de forma que fumantes aparentam ter dois anos a mais do que suas idades reais, segundo pesquisa”, completa a médica. “O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, afirma Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com a especialista, o tabagismo é associado ao comprometimento da permeabilidade epidermal, ou seja, da primeira camada da pele. “E isso contribui para um aumento da prevalência de desordens cutâneas, uma vez que a nicotina – que é somente uma das substâncias tóxicas presentes no cigarro – estimula o estresse oxidativo e libera mensageiros que vão causar inflamação na pele e prejudicar a função da barreira. Isso compromete a hidratação e favorece o aparecimento de rugas e flacidez”, conta Roberta. Os efeitos do fumo no envelhecimento foram avaliados no norte da Finlândia, onde os danos cumulativos da exposição solar são baixos.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação à pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele. “Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta Roberta Padovan.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro tão ou mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõem o tecido cutâneo”, acrescenta a médica.

Roberta sugere que fumantes, além de buscar reduzir o consumo do cigarro, devem procurar um médico para reforçar os cuidados com a pele, a fim de diminuir os danos causados pelo cigarro. “Existem diversos tratamentos para recuperar o contorno facial, como preenchimentos injetáveis, além de lasers e radiofrequência microagulhada para melhorar a qualidade da pele”, diz.

Um dos tratamentos mais indicados para rejuvenescer a pele de fumante é o Pico Ultra 300, no modo de tratamento ultrafracionado. Segundo Letícia, diferente dos outros lasers de picossegundos, é possível com o comprimento de onda 532nm eliminar os sinais de fotodano e envelhecimento: “Além das hiperpigmentação, o envelhecimento ocorre pela desnaturação e redução de fibras elásticas e colágenas, então Pico Ultra 300 promove uma reorganização dessas fibras, além de aumento da produção dessas proteínas de sustentação da pele”.

A grande vantagem, segundo a médica, é o rejuvenescimento sem downtime ou com mínimo incômodo por pouco tempo. “Hoje as pessoas não querem e não tem tempo para ficar vermelhas ou descamando em casa. Além disso, o tratamento não dói, mas ainda é possível aplicar anestésico tópico antes para pessoas mais sensíveis”, conta. No geral, são feitas três sessões, sendo uma a cada 30 dias, mas podem ser feitas mais vezes, dependendo da indicação.

Outra opção para renovar o colágeno da pele, consumido pelos anos de vício, é o ultrassom microfocado, capaz de combater a flacidez e devolver firmeza à pele. “As ondas de ultrassom fazem micropontos de coagulação sob a pele para tonificar o tecido cutâneo, estimular a produção de colágeno e conferir efeito lifting, o que dá fim à flacidez presente na área tratada”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“As sessões são rápidas, com o tempo de duração variando de acordo com o local de aplicação e a quantidade de áreas tratadas. No geral, cada sessão facial dura entre 15 e 40 minutos”, afirma a cirurgiã plástica. Já é possível ver melhora significativa após a primeira sessão e os resultados continuam a aparecer durante os três meses seguintes.

Fibrose após cirurgia plástica: como prevenir e tratar essa condição

Descubra o que é uma fibrose e como você pode evitar seu surgimento durante o período pós-operatório

A fibrose após cirurgia plástica é um tema que costuma causar grande preocupação nos pacientes, e até mesmo nos cirurgiões plásticos. Para quem não sabe, a fibrose é basicamente uma espécie de cicatriz interna que pode alterar visivelmente a pele da região afetada.

Uma das principais medidas para amenizar seu surgimento são os cuidados no período pós-operatório, no qual o corpo precisa de muitos cuidados para que não aconteçam desconfortos, problemas de cicatrização e/ou funcionais.

Normalmente, as pessoas que passam por uma cirurgia plástica na região abdominal, por exemplo — onde a fibrose costuma acontecer com mais frequência —, fazem uso de cinta modeladora, drenagem linfática e outros métodos para auxiliar na cicatrização.

Tudo isso auxilia o organismo a evitar uma cicatrização errada e o surgimento de uma fibrose exacerbada, que pode colocar todos os seus resultados por água abaixo e gerar inúmeros desconfortos mais à frente.

Abaixo, falaremos mais sobre as fibroses, como elas acontecem e como elas podem ser prevenidas e tratadas. Pronto para saber mais a respeito? Continue sua leitura até o final.

O que são as fibroses?

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Uma fibrose nada mais é que o desenvolvimento de tecido conjunto em uma região corporal que está passando por um processo de cicatrização. Basicamente, todo e qualquer ferimento apresenta algum tipo de fibrose, que é, na verdade, uma resposta natural do organismo para a reparação daquela área danificada.

Vale também mencionar que essa reparação fica “por baixo da pele”, ou seja, ela faz parte da cicatrização mais interna do ferimento. As fibroses são comuns de todas cirurgias, independentes de serem plásticas ou não.

Normalmente elas são indolores, possuem pequeno tamanho e podem ser sentidas — em alguns casos — com um exame de toque no local em que foi realizado a cirurgia. Abaixo da cicatriz superficial, há uma espécie de “massa” que pode ser sentida pelo paciente.

O problema somente acontece quando há um desenvolvimento exacerbado desse mecanismo natural do corpo, o que faz com que o indivíduo sinta dores e perceba rapidamente mudanças superficiais na sua pele.

É bem difícil não perceber uma fibrose anormal e certamente ela necessita de inúmeros cuidados para ser tratada corretamente, caso contrário, podem surgir problemas no futuro. Dentre eles, talvez um dos que costuma mais chamar atenção dos pacientes é a aparente modificação na pele, que fica ondulada e com aspecto deformado.

Atualmente, não há um consenso sobre o que realmente causa as fibroses anormais, mas ao que tudo indica, os poucos cuidados no período pós-operatório podem estar intimamente relacionados com seu desenvolvimento.

Quais são as cirurgias que costumam causar as fibroses anormais?

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Como mencionado acima, não existe um consenso atual na Medicina sobre quais são as cirurgias que aumentam os riscos para a fibrose anormal. Entretanto, podemos informar que existem claramente algumas circunstâncias em que elas costumam aparecer com maior frequência.

Uma dessas circunstâncias ocorre na lipoaspiração, na qual, após a retirada do tecido adiposo, pode surgir uma flacidez natural e esperada pela remoção da gordura. Quando essa gordura é removida, acontecem traumas e outras microlesões nas camadas mais profundas da pele. Quando os cuidados essenciais não são tomados, o quadro pode evoluir para o desenvolvimento da fibrose indesejada.

Neste caso, o abdômen fica com um aspecto deformado e com a pele toda irregular, o que certamente não é o objetivo do paciente que passou pelo procedimento estético. A falta da utilização da cinta e a não realização da drenagem linfática podem estar relacionadas com o aumento da fibrose após a cirurgia.

Vale ressaltar, que o excesso de líquido após qualquer cirurgia é um dos fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição. Portanto, é essencial seguir à risca as recomendações médicas no período de recuperação.

Outras cirurgias que podem causar fibrose são a rinoplastia e a abdominoplastia. A mamoplastia de aumento também pode causar essa condição, porém, elas são mais raras de acontecer nessas circunstâncias.

Prevenindo e tratando a fibrose

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Foto: SBBTI

Para prevenir é fácil: basta seguir todas as recomendações médicas e ter um cuidado especial com o seu corpo no período de cicatrização. O espaço de tempo costuma durar algumas semanas, e é essencial se alimentar corretamente, evitar atividades físicas e, principalmente, utilizar a cinta modeladora e não faltar às sessões de drenagem linfática.

Tomando conta desses detalhes e das demais recomendações do seu cirurgião plástico, as probabilidades do surgimento de uma fibrose anormal diminuem drasticamente. O importante é ter disciplina e paciência para não cometer erros ou equívocos durante essa importante fase que, inclusive, é responsável para quem quer alcançar o melhor resultado.

Quanto ao tratamento, ele varia bastante e, normalmente, é utilizado um conjunto de técnicas e de equipamentos para fazer com que o corpo reduza a fibrose. O ultrassom estético, a carboxiterapia, a endermoterapia e a drenagem linfática são todos métodos interessantes e que são aplicados rapidamente. Entenda que, quanto mais rápido eles forem inseridos na sua rotina, melhores serão seus resultados e menor a chance do desenvolvimento de uma fibrose definitiva.

Apenas para que você tenha um parâmetro de tempo, uma fibrose anormal deve ser identificada e ter o início do seu tratamento dentro do primeiro mês. Por essa razão, não deixe de estar em contato constante com seu doutor para evitar desconfortos e prevenir o desenvolvimento desta condição.

Em casos mais extremos, uma nova cirurgia pode ser realizada para tentar diminuir a cicatriz interna. Porém, tudo dependerá do quadro clínico individual, fazendo com que seja importantíssima a recomendação médica após uma análise clínica minuciosa.

Seja como for, entenda que o desenvolvimento de uma fibrose anormal não é tão comum quanto se imagina. E, como citado, basta seguir todas as recomendações para evitar os problemas desagradáveis que podem ocorrer em uma má cicatrização.

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Fonte: AesCare