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Dia Nacional de Combate ao Fumo: hábito e consumo aumentaram durante a pandemia

Pneumologista do Vera Cruz Hospital explica sobre os prejuízos à saúde; fumantes têm mais chances de desfecho fatal caso contraiam o novo coronavírus

“Uma válvula de escape para os momentos de estresse e irritação”. Assim Helena Molinari, 39 anos, profissional de relações públicas, resume o vício no cigarro. “Sou fumante há três anos e, durante a pandemia, minha rotina de trabalho tem sido em home office, o que facilita o acesso ao tabaco. Preciso gerir o tempo e a equipe a distância, tenho mais demandas e cobranças, e acabo fumando mais.”

O caso de Helena não é isolado. Aliás, pelo contrário, se aplica a muitos brasileiros. Dados do IPC Maps, banco de dados que mede o índice potencial de consumo em todo país, mostra que o consumo do tabaco aumentou 16% em 2021, quando comparado ao ano passado. Na região de Campinas, o crescimento foi de 16,6%, um pouco acima dos parâmetros nacionais, sendo o vício mais presente nas classes C, D e E, que fumaram 20% a mais do que em 2020.

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Os dados ganharam destaque ontem (29), que marcou o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Na visão do pneumologista Ricardo Siufi, do Vera Cruz Hospital, o aumento durante a pandemia é multifatorial. “Provavelmente, o maior gatilho está na questão emocional, como coexistência de transtorno de ansiedade e depressão em pacientes tabagistas. Não podemos negar, porém, que novos hábitos desenvolvidos ao longo da pandemia, como o trabalho em home office, por exemplo, exercem uma influência importante, visto que diversos regimes de trabalho presenciais não permitem o tabagismo”, exemplifica.

Outra pesquisa, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), já havia monitorado este aumento no ano passado, logo que a orientação à população era pelo distanciamento social para combater a disseminação do coronavírus. Na ocasião, mais de 30% dos homens e 38% das mulheres fumantes passaram a consumir, ao menos, 10 cigarros a mais por dia em média.

A maioria das pessoas acende o primeiro cigarro por curiosidade ou, eventualmente, de forma recreativa. “Comecei por curiosidade. É um vício nocivo para a saúde, quero sempre parar porque não gosto de fumar, me incomoda o cheiro, o gosto, mas ainda não consegui. Tentei no início deste ano, mas achei que estava fazendo bem para meu psicológico, e não encontrei ainda um substituto para esse momento de pausa e reflexão que o cigarro me propõe”, adiciona Helena.

Para o médico, as pessoas perpetuam o hábito de fumar pela presença da nicotina. “A substância tem alto poder em causar dependência e gerar uma sensação de bem-estar, com uma ativação importante de nosso sistema de recompensa”, explica Siufi.

Segundo o médico, o crescimento no tabagismo durante a pandemia é preocupante, pois o hábito piora os desfechos da Covid-19. “Temos vivido com frequência complicações de pessoas fumantes. O uso do tabaco pode elevar o risco de desenvolver a Covid-19, com quadros mais graves e até mesmo fatais”, salienta.

Doenças relacionadas ao consumo do tabaco

O especialista esclarece que o consumo do tabaco deve ser tratado como uma doença, já que causa dependência. “Não apenas a nicotina exerce efeito maléfico para o nosso organismo, tanto que já foram encontradas mais de 40 substâncias comprovadamente carcinogênicas no cigarro industrial”, diz.

O ato de fumar está relacionado a aproximadamente 50 doenças, entre elas as respiratórias (doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções respiratórias e asma), cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial) e diversos tipos de cânceres (pulmão, laringe, faringe e esôfago).

“Os fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior do que os não fumantes e têm menor resistência física, menos fôlego e um pior desempenho nos esportes e na vida sexual, além de envelhecerem mais rapidamente”, pontua Siufi.

Benefícios de parar de fumar

Cessar o consumo de cigarro traz inúmeros benefícios, segundo o pneumologista. Tais vantagens podem ser observadas logo na primeira hora. “Com 20 minutos, é possível observar melhora na pressão sanguínea. Em duas horas, há uma baixa acentuada nos níveis de nicotina no sangue. Entre 12 e 24 horas, os pulmões já funcionam melhor. Após um ano, o risco de morte por infarto é reduzido à metade e, finalmente, após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram”, classifica.

O primeiro passo para parar de fumar é reconhecer os danos que o hábito causa à saúde e, na sequência, procurar por um pneumologista para uma avaliação adequada e início a tratamentos adequados. “Os cuidados envolvem desde um exame clínico completo, solicitação de exames e avaliação do grau de dependência nicotínica para que, assim, em decisão compartilhada, seja proposta a melhor terapêutica para a cessação”, conclui Siufi.

Fonte: Vera Cruz Hospital

Tabaco prejudica a pele e faz fumante parecer mais velho

Existem condições dermatológicas causadas, associadas ou agravadas pelo tabagismo. “No contexto da saúde da pele, parar de fumar é fundamental para desacelerar o envelhecimento, minimizar complicações cirúrgicas e dermatológicas relacionadas ao tabagismo e melhorar as condições de saúde como um tudo, o que impacta diretamente no tecido cutâneo”, explica a dermatologista Paola Pomerantezeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Abaixo, a médica destaca as principais manifestações cutâneas do cigarro:

Dificuldade na cicatrização de feridas: o tabagismo demonstrou repetidamente ter efeitos deletérios na cicatrização de feridas cutâneas. “O cigarro tem sido associado a inúmeras complicações pós-operatórias, incluindo infecções de feridas. Quando são usados retalhos ou enxertos, os fumantes têm maior risco de necrose. Isso ocorre basicamente por três motivos: vasoconstrição, efeito pró-trombóticos e inflamação”, explica a médica. No caso da vasoconstrição, o fluxo sanguíneo periférico diminui em 30-40% em poucos minutos após a inalação da fumaça, comprometendo a oxigenação dos tecidos e a cicatrização de feridas. “A nicotina aumenta a adesividade das plaquetas ao inibir a prostaciclina, levando à oclusão microvascular e isquemia do tecido. O tabaco também inibe a função das células endoteliais e dos fibroblastos, a atividade do óxido nítrico, a produção do fator de crescimento endotelial vascular e a síntese de colágeno, tudo isso com impacto direto na cicatrização”, destaca.

Aparecimento de rugas e aceleração do envelhecimento da pele: a associação entre tabagismo e rugas foi estabelecida há muito tempo. “As características clínicas de um ‘rosto de fumante’ foram descritas em estudos e incluem: rugas faciais proeminentes, proeminência dos contornos ósseos subjacentes, pele seca e vermelha. As mulheres, segundo estudos, parecem ser mais suscetíveis aos efeitos de enrugamento causado pelo fumo do que os homens. O tabagismo é um fator de risco independente para as rugas, entretanto, a exposição ao sol tem um efeito sinérgico que potencializa o envelhecimento da pele”, explica Paola. “Os mecanismos de influência do cigarro nas rugas incluem a degradação da elastina da pele (mesmo quando não exposta ao sol), o aumento de espécies reativas de oxigênio, que estão implicadas no envelhecimento acelerado da pele, e também de metaloproteinases da matriz, que são enzimas que levam à degradação do colágeno, fibras elásticas e proteoglicanos”, explica a médica.

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Distúrbios orais e mucocutâneos: o tabaco tem se mostrado um fator de risco independente para o carcinoma epidermoide oral, o câncer que se desenvolve na boca. Fumar está associado à melanose do fumante, hiperpigmentação gengival devido ao aumento da melanina na camada basal da epiderme, além de gengivite, periodontite e erosões palatinas dolorosas. “O hábito de fumar também contribui para as rugas labiais, na medida em que ajuda a quebrar a fibra de sustentação e o colágeno da pele, ocasionando o aparecimento do código de barras.”

Doenças de unhas e cabelos: fumar tem sido associado a vários distúrbios do cabelo e das unhas, como alopecia androgenética, cabelo grisalho prematuro, unhas de fumante e pelos faciais descoloridos. “O cigarro basicamente prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação e aporte de nutrientes de tecidos periféricos, incluindo a pele, unhas e cabelo. As substâncias tóxicas do cigarro também levam a um quadro altamente inflamatório, sensibilizando a região que pode sofrer com irritação, dermatite seborreica, afinamento, quebra dos fios e queda capilar”, explica.

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Hidradenite supurativa: conhecida como acne inversa, essa condição de pele ocorre com mais frequência em fumantes. “Geralmente confundida com furúnculos ou espinhas grandes, a hidradenite supurativa é uma inflamação crônica da pele que se caracteriza pelo surgimento de inchaços e cistos profundos em regiões como axilas, mamas, virilha, genitais e glúteos, que liberam secreção purulenta e causam desconforto e dor”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff. “O mecanismo dessa associação ainda não está claro, mas foi sugerido que a nicotina altera a função das células imunológicas e hiperplasia epidérmica, levando à oclusão e ruptura dos folículos pilosos”, explica.

Psoríase: fumantes apresentam risco aumentado de desenvolver psoríase e apresentam taxas mais baixas de melhora clínica com o tratamento. “Nessa doença autoimune comum, o corpo reconhece uma proteína normal da pele como anormal e tenta se livrar dela fazendo a pele descamar. Isso resulta em placas grandes, espessas e escamosas que racham e sangram, e podem ser dolorosas e apresentar coceira”, diz a dermatologista. As áreas de impacto podem variar, mas algumas das mais sensíveis são o couro cabeludo, rosto, genitais e unhas. “Pacientes que fumam têm maior probabilidade de apresentar maior gravidade da doença. A pustulose palmoplantar, uma variante da psoríase, demonstrou ter uma associação mais forte com o tabagismo”, explica.

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Lúpus: o desenvolvimento de lúpus eritematoso sistêmico, bem como o aumento da gravidade da doença, tem sido associado ao tabagismo. “Além disso, o cigarro prejudica demais o tratamento da doença, interferindo diretamente na efetividade dos medicamentos”, afirma.

Desordens vasculares: Doença de Buerger (tromboangeíte obliterante), uma doença oclusiva segmentar não aterosclerótica que afeta várias extremidades, está fortemente associada ao tabagismo. “Nessa doença, os sintomas são os mesmos da redução do fluxo de sangue nas extremidades: sensação de frio, dormência, formigamento ou ardor. É mais comumente visto em homens com idade entre 20 e 40 anos que fumam muito”, diz Paola.

Dermatite: o tabagismo demonstrou ter uma associação significativa com eczema ativo nas mãos. Os cigarros são um fator de risco conhecido para dermatite de contato alérgica. “Vários alérgenos potenciais de cigarros podem ser encontrados em filtros, papel e tabaco. Vários relatórios documentaram dermatite de contato irritante e alérgica ao adesivo de nicotina em alguns pacientes que tentaram parar de fumar.”

Câncer de pele: apesar da presença de vários carcinógenos na fumaça do tabaco, a relação entre o tabagismo e o câncer de pele permanece controversa. “Parece haver uma correlação entre maços por dia e anos de tabagismo com o desenvolvimento de carcinoma de células escamosas, principalmente em mulheres. Mas, mais estudos precisam ser realizados para avaliar o papel do tabagismo no desenvolvimento do câncer de pele. O que se sabe é que a falta de nutrição das células da pele pode prejudicar sua imunidade, o que a deixa mais suscetível aos danos ambientais do sol”, explica a médica. Não existe evidência conclusiva que associe o tabagismo a um risco aumentado de melanoma. “De qualquer maneira, parar de fumar ajudará e melhorar diversas condições de pele”, finaliza a médica.

Cigarro provoca rugas precoces e fumantes aparentam ter dois anos a mais

Cigarro acelera envelhecimento da pele e nicotina estimula o estresse oxidativo, libera mensageiros pró-inflamatórios, que prejudicam a função de barreira da pele, e compromete a hidratação

O cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde e com relação à pele não é diferente. “Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a luminosidade e torna-se amarelada e mais flácida com o passar do tempo”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética.

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“O fumo também causa uma série de manifestações cutâneas de forma que fumantes aparentam ter dois anos a mais do que suas idades reais, segundo pesquisa”, completa a médica. “O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, afirma Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com a especialista, o tabagismo é associado ao comprometimento da permeabilidade epidermal, ou seja, da primeira camada da pele. “E isso contribui para um aumento da prevalência de desordens cutâneas, uma vez que a nicotina – que é somente uma das substâncias tóxicas presentes no cigarro – estimula o estresse oxidativo e libera mensageiros que vão causar inflamação na pele e prejudicar a função da barreira. Isso compromete a hidratação e favorece o aparecimento de rugas e flacidez”, conta Roberta. Os efeitos do fumo no envelhecimento foram avaliados no norte da Finlândia, onde os danos cumulativos da exposição solar são baixos.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação à pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele. “Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta Roberta Padovan.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro tão ou mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõem o tecido cutâneo”, acrescenta a médica.

Roberta sugere que fumantes, além de buscar reduzir o consumo do cigarro, devem procurar um médico para reforçar os cuidados com a pele, a fim de diminuir os danos causados pelo cigarro. “Existem diversos tratamentos para recuperar o contorno facial, como preenchimentos injetáveis, além de lasers e radiofrequência microagulhada para melhorar a qualidade da pele”, diz.

Um dos tratamentos mais indicados para rejuvenescer a pele de fumante é o Pico Ultra 300, no modo de tratamento ultrafracionado. Segundo Letícia, diferente dos outros lasers de picossegundos, é possível com o comprimento de onda 532nm eliminar os sinais de fotodano e envelhecimento: “Além das hiperpigmentação, o envelhecimento ocorre pela desnaturação e redução de fibras elásticas e colágenas, então Pico Ultra 300 promove uma reorganização dessas fibras, além de aumento da produção dessas proteínas de sustentação da pele”.

A grande vantagem, segundo a médica, é o rejuvenescimento sem downtime ou com mínimo incômodo por pouco tempo. “Hoje as pessoas não querem e não tem tempo para ficar vermelhas ou descamando em casa. Além disso, o tratamento não dói, mas ainda é possível aplicar anestésico tópico antes para pessoas mais sensíveis”, conta. No geral, são feitas três sessões, sendo uma a cada 30 dias, mas podem ser feitas mais vezes, dependendo da indicação.

Outra opção para renovar o colágeno da pele, consumido pelos anos de vício, é o ultrassom microfocado, capaz de combater a flacidez e devolver firmeza à pele. “As ondas de ultrassom fazem micropontos de coagulação sob a pele para tonificar o tecido cutâneo, estimular a produção de colágeno e conferir efeito lifting, o que dá fim à flacidez presente na área tratada”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“As sessões são rápidas, com o tempo de duração variando de acordo com o local de aplicação e a quantidade de áreas tratadas. No geral, cada sessão facial dura entre 15 e 40 minutos”, afirma a cirurgiã plástica. Já é possível ver melhora significativa após a primeira sessão e os resultados continuam a aparecer durante os três meses seguintes.

Tabagismo aumenta riscos de câncer de boca e de contaminação e agravamento da Covid 19

Especialista alerta sobre o uso de novos tipos de cigarros de uso compartilhado como o narguilé e o cigarro eletrônico

Os brasileiros passaram a consumir mais cigarro durante a pandemia da Covid-19. De acordo com pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), feita em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Estadual de Campinas, cerca de 34% dos que se declararam fumantes passaram a consumir mais cigarros por dia durante o período de isolamento social.

Os fumantes também podem ficar ainda mais expostos ao contágio pelo coronavírus, já que o constante manuseio do cigarro com as mãos e o possível contato com a boca, além da necessidade de tirar a máscara para fumar, podem aumentar a possibilidade de contágio pelo vírus. Além disso, o estudo publicado no dia 29 de dezembro pelo periódico Thorax, com mais de 2,4 milhões de participantes no Reino Unido, indica que os fumantes eram 14% mais propensos a terem sintomas clássicos e evidentes da Covid-19 (tosse persistente, falta de ar e febre) do que os não fumantes.

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Diante desse número preocupante, campanhas de conscientização sobre os riscos do cigarro e do tabagismo para a saúde, principalmente durante a pandemia, passaram a ganhar mais relevância e devem pautar o Dia Mundial do Combate ao Fumo, celebrado hoje, 31 de maio. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), cerca de 443 pessoas morrem por dia por causa do tabagismo.

A pneumologista Fernanda Miranda, que atende no Órion Complex, alerta que não existe alternativa saudável para a prática do tabagismo. “Os cigarros eletrônicos, que são apresentados como uma alternativa ao fumo, são também compostos por nicotina e causam dependência da mesma maneira. Outro que pode ser tão ou até mais prejudicial para a saúde é o narguilé. Cada sessão deste instrumento corresponde a 100 cigarros fumados”, detalha Fernanda Miranda. Além disso, o compartilhamento de narguilés é um fator muito preocupante pois também pode contribuir para a disseminação do vírus.

A pneumologista alerta que o cigarro pode causar mais de 50 doenças e, do ponto de vista pulmonar, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e o câncer de pulmão são as mais frequentes. Esta última neoplasia teve a terceira maior incidência entre homens em 2020, segundo o INCA, com quase 18 mil ocorrências (7,9% dos novos casos) e foi a quarta com mais incidência entre as mulheres, com mais 12 mil casos (5,6%).

Combate ao tabagismo

De acordo com a pneumologista, apesar das campanhas e das restrições impostas aos fumantes, principalmente em espaços públicos, ainda há pessoas que começam a fumar por curiosidade, principalmente os mais jovens. “Depois disso, muitos fumantes encontram dificuldades em parar de fumar pelo fato de a nicotina ser uma droga com alto poder de levar à dependência química. Ela atua no cérebro e quanto mais se usa, mais difícil é de se deixar o vício”, destaca a especialista.

Ações feitas pelo Ministério da Saúde têm contribuído para o controle em relação ao fumo. Uma delas é o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), por meio do INCA, que busca reduzir a prevalência de fumantes e a mortalidade relacionada ao uso de tabaco por meio de ações educativas e de atenção à saúde. Segundo Miranda, essas ações são importantes para que o país continue sua busca por reduzir ainda mais os números relacionados ao tabagismo.

Ela ainda ressalta que a ajuda multiprofissional formada por médicos e terapeutas pode ser eficaz para o tratamento contra o fumo. “O suporte psicológico, terapia cognitivo comportamental e tratamento medicamentoso são importantes aliados no tratamento do tabagismo”, destaca Miranda.

As ameaças disfarçadas do tabagismo para a sua saúde bucal

70% das pessoas com câncer de boca fumam e o problema não está só no cigarro industrializado

Maio é o mês marcado pela luta contra o fumo, graças ao Dia Mundial sem Tabaco (31/5). Essa é uma das principais datas no calendário da Saúde e da Odontologia, uma vez que o tabagismo aumenta e muito o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes – 70% das pessoas com câncer de boca fumam, revela o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Diante desse cenário, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) faz um alerta para os ‘novos cigarros’, opções mais atraentes do que o industrializado, mas que escondem grandes perigos. São os narguilés, os vapes – cigarros eletrônicos – e até as versões disfarçadas de naturais, com camomila, sálvia, jasmim ou essências de sabor, em que o próprio fumante prepara o cigarro.

“Não existe consumo seguro de tabaco. Se tem tabaco, sempre tem o risco, pois são as substâncias que estão nele que prejudicam a saúde bucal e, consequentemente, o corpo em geral. Nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até a fumaça e o calor geram danos à mucosa da boca”, avisa a cirurgiã-dentista Silmara Regina da Silva, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do Crosp.

São poucos os estudos que abordam os diferentes formatos, mas já se sabe, por exemplo, que “uma hora de cigarro eletrônico equivale a 10 cigarros convencionais fumados”, explica o presidente da mesma Câmara Técnica do Crosp, Fábio de Abreu Alves. A comparação é importante, pois as versões eletrônicas chamam a atenção por emitir menos fumaça e pela discrição, já a ameaça está na alta concentração de nicotina, provocando a dependência de forma mais intensa.

Mas, até o surgimento de problemas, existe um caminho: dos menos graves, como manchas nos dentes e doenças periodontais, ou seja, que afetam os tecidos de suporte, levando, muitas vezes, à perda de dentes e ao insucesso dos implantes dentários; até os de maior complexidade, sendo o câncer de boca o mais preocupante. Ainda segundo o Inca, a estimativa é de que 15 mil pessoas tenham desenvolvido a doença em 2020 no Brasil, além das mais de 6,6 mil mortes registradas em 2019.

Esse percurso do tabagismo no corpo é silencioso e aumenta em até oito vezes o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca em relação a quem não fuma. “A doença é mais comum a partir dos 40 anos porque o tempo e a quantidade ingerida são fatores que influenciam. Mas, dependendo da suscetibilidade da pessoa, uma quantidade pequena já pode desencadear o câncer”, afirma Silmara. “Os sinais surgem em feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas e nódulos (caroços) em qualquer região da boca: língua, gengiva, bochecha ou palato (céu da boca), por exemplo. Ao notar um desses sintomas, é preciso procurar imediatamente por um serviço de Saúde”, enfatiza.

Por não existir consumo seguro, também não há meios de prevenir os efeitos do cigarro na cavidade oral. “Nenhum cuidado com higiene bucal pode evitar os riscos trazidos pelo tabaco. Contudo, bons hábitos como a correta higienização, o consumo de frutas e vegetais e a periodicidade das consultas com o cirurgião-dentista são fundamentais para fazer o diagnóstico precoce e tratamento das possíveis alterações”, conta Silmara.

Alves recomenda que as visitas dos fumantes ao consultório sejam de duas a três vezes por ano. “O câncer de boca na fase inicial, em geral, não tem sintomas, por isso é tão importante a avaliação da cavidade oral por exames odontológicos. O diagnóstico precoce oferece 90% de chance de cura. No diagnóstico tardio, essa chance diminui para 50%”.

O enfrentamento à dependência

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa, conforme a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10).

“O Brasil é o segundo país no mundo, depois da Turquia, a promover um modelo exitoso de implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (primeiro tratado internacional de saúde pública, assinado e ratificado por 181 países), um conjunto de medidas que permite o enfrentamento ao tabagismo. Isso possibilitou uma queda significativa na prevalência da doença, mas há muito a ser feito”, fala a coordenadora Estadual do Programa Nacional de Controle de Tabagismo de São Paulo, pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), e integrante da Comissão de Políticas Públicas do Crosp, Sandra Marques.

No ano passado, com o desafio da pandemia do novo coronavírus e o agravamento das condições de saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19 para o Dia Mundial sem Tabaco de 2021. “O cirurgião-dentista tem papel fundamental na estratégia de ampliação das ações de enfrentamento ao tabagismo e integralidade do cuidado. Assumir esse protagonismo perante um grave problema de saúde pública nos remete à concepção do papel que exercemos enquanto profissionais de Saúde. Precisamos desmistificar a dependência química e entendê-la como patologia para tratá-la”, completa.

Cuidados que você deve ter com a voz durante o outono

Fonoaudióloga que atende pelo GetNinjas oferece dicas que ajudam a evitar rouquidão e dores de garganta durante a estação

Com o aumento das vídeo chamadas e ligações telefônicas o uso da voz se tornou mais constante. É comum também que, durante as estações mais frias, as pessoas acabem roucas ou sintam dores de garganta. Isso tem relação direta com a queda nas temperaturas e com o tempo seco, características que variam durante esse período.

A queda nas temperaturas acabam contraindo os vasos sanguíneos, o que deixa a laringe mais estreita e as cordas vocais mais apertadas, por isso, muitas pessoas identificam mudanças na qualidade da voz. Para cuidar dos vocais, a Liliane Lopes, fonoaudióloga que atende no Rio de Janeiro pelo GetNinjas, aplicativo de contratação de serviços, separou algumas dicas práticas para cuidar da voz.

Confira abaixo quais são elas:

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Dica 1: poupe a voz e procure não falar tão alto;

Dica 2: evite fumar;

Dica 3: afaste-se do ar condicionado;

Dica 4: faça inalação com vaporizador ou aproveite o vapor de uma chaleira com água quente;

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Dica 5: evite líquidos e alimentos muito gelados ou muito quentes;

Dica 6: beba bastante líquido, principalmente água, e prefira chás mornos;

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Dica 7: evite as bebidas alcoólicas e as com gás;

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Dica 8: coma maçã;

Dica 9: evite excesso no consumo de leite e derivados, pelo menos no período da manhã.

Atenção: “Muitas pessoas acreditam que o conhaque, por exemplo, auxilia a garganta durante o frio. Ele pode até esquentar, mas, assim como qualquer outra bebida alcoólica, produz ácido clorídrico, o que é prejudicial para as cordas vocais”, explica a fonoaudióloga.

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Se mesmo com todos esses cuidados, você perceber que está ficando doente, procure um médico para fazer o tratamento adequado. No caso dos profissionais que trabalham com a voz, é essencial fazer um acompanhamento com fonoaudiólogos para a realização de exercícios que auxiliam na preservação da voz.

Fonte: GetNinjas

Cinco pontos para melhorar e dar uma nova vida à pele

Modificar seus hábitos e até introduzir uma nova rotina de cuidados podem fazer muito pela sua pele

O seu estilo de vida dita muita coisa na sua vida. Ele é o responsável por melhorar ou piorar sua saúde, inflamar ou curar o seu corpo, e até embelezar ou prejudicar sua aparência. Se você sente que a sua beleza está precisando de uma ajudinha, talvez seja melhor rever alguns hábitos – que podem ter relação com a rotina skincare ou até mesmo com alimentação e controle do estresse. Consultamos especialistas para indicar os 5 pontos prioritários para melhorar a qualidade da pele:

Proteja a pele: o protetor solar deve ser parte de sua rotina matinal como escovar os dentes – até mesmo no inverno e em dias encobertos, uma vez que as nuvens não conseguem bloquear os raios. “A exposição solar exacerbada de maneira aguda acaba provocando queimaduras e insolação, de forma que também imunodeprime a pele, favorecendo infecções como herpes simples. Já a exposição crônica ao sol acelera o envelhecimento cutâneo, representado pela flacidez e perda de viço da pele e provoca manchas brancas e marrons nas áreas expostas. Antes de nos preocuparmos com uma rotina que contenha ácidos e antioxidantes, devemos ter o hábito do uso regular do filtro solar: ele é o creme antienvelhecimento mais importante”, explica Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Evite excessos: lavar a pele demais. Está aí um problema que vem preocupando dermatologistas, já que o hábito, praticado geralmente por quem tem pele oleosa, retira o manto de proteção da pele, deixando-a mais susceptível às ameaças externas, que podem desencadear acne, aumento de oleosidade por efeito rebote (de compensação) e até dermatites. Lavar o rosto em excesso pode ser tão problemático quanto não lavar o rosto o suficiente. “A nossa pele possui um manto lipídico, que é como se fosse uma ‘película lubrificante’ formada por água e óleo na sua superfície. Esse manto lipídico tem função de proteção e de preservar a hidratação e a saúde da pele. Limpar demais essa pele, sem repor a umidade, pode causar um ressecamento em um primeiro momento e depois a produção rebote de mais oleosidade. Além disso, nossa pele conta com um microbioma, uma ‘população’ de bactérias boas que nos protegem contra doenças e outros problemas, como ressecamento e sensibilidade da pele. A presença desses microrganismos mantém o pH da pele em equilíbrio. Mas usar sabonetes e cosméticos que reduzem demais essas bactérias pode deixar a pele desprotegida e suscetível a doenças de pele como a dermatite atópica e acne”, afirma Cassiano.

Foto: Pixabay

Coma com equilíbrio: a alimentação influencia muito na saúde da pele como um todo. “Uma dieta desequilibrada, com consumo excessivo de gorduras não saudáveis presentes em alimentos ultraprocessados, gorduras vegetais modificadas, gorduras saturadas de origem animal, frituras de imersão, alimentos pró-inflamatórios como açúcares em geral, doces em excesso, farinhas brancas e refinadas e ainda ingredientes alergênicos como os corantes, aromatizantes e conservantes artificiais, desequilibram o organismo aumentando o perfil inflamatório, também da pele, o que geralmente resulta em maior estímulo das glândulas sebáceas”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. “O desequilíbrio metabólico do organismo, por causa da alimentação inadequada além de aumento no perfil inflamatório, resulta também em aumento do estresse oxidativo”, completa. “O excesso de doces e açúcares na dieta, além da inflamação subclínica que atinge a pele, também é responsável por um processo chamado glicação, que é a formação de produtos de glicação avançada, que nada mais é que a glicose excessiva que se liga às proteínas que dão estrutura à derme, alterando suas funções e seu aspecto”, diz a médica. “Com isso, essas proteínas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Esse envelhecimento induzido pela alimentação pode ser revertido com ajuda de procedimentos estéticos, como Pico Ultra 300, um laser de picossegundos que trata a pele de maneira global para clarear e rejuvenescer, combatendo flacidez, textura e rugas.

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Controle o estresse: estresse também afeta nossa pele de maneira importante, segundo o dermatologista. “Uma pele que vive sobre descargas constantes de adrenalina e outros hormônios como cortisol e prolactina, pelo desequilíbrio em cascata, tem seu estado inflamatório persistente potencializado, já que esses hormônios fazem com que nossas células tenham um tempo de vida e atividade diminuídas, acarretando perda da longevidade. A acne também é uma manifestação comum ocasionada pelo estresse e seus fatores associados, que além disso provocam a aceleração do envelhecimento biológico”, diz o médico.

Livre-se dos vícios: consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “O consumo de álcool prejudica o organismo através de surtos imediatos e efeitos a longo prazo do envelhecimento, e deve ser evitado”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. “Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta muitos órgãos, inclusive a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica. O álcool aumenta o inchaço e sangramento, além de ressecar a pele e piorar a qualidade do sono – o que também interfere na capacidade de reparo da pele.

Mudar os hábitos é uma boa estratégia, mas para conseguir tratar e reverter os efeitos do envelhecimento, quando eles são mais intensos, é necessário consultar o médico. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de sua pele e indicar a melhor rotina de cuidados para te ajudar as alterações por meio dos cuidados skincare e tratamentos em consultório. “Além disso, podem ser indicadas algumas substâncias via orais, como FC Oral, que tem ação anti-inflamatória importante, e outros nutrientes como Vitamina C, Resveratrol e InCell para melhorar o aspecto da pele”, finaliza a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos.

A máscara de proteção pode danificar os lábios? Quais cuidados devemos ter?

Definitivamente é hora de investir no que vem sendo chamado de Lipcare – cuidado com a pele dos lábios. Eles podem ficar escondidos por mais tempo do que visíveis, mas precisam, agora, mais do que nunca, de uma boa dose de hidratação, pois também sofrem o efeito da máscara

Maskne, Mask Mouth… realmente, a máscara de proteção para evitar o contágio por Covid-19 tem alguns efeitos negativos na pele (ressecamento) e na boca (mau hálito e cárie), mas a semimucosa dos lábios (uma transição da mucosa oral para a pele ao redor da boca) também pode ser afetada pelo uso constante da máscara.

“O motivo é simples: os lábios são uma das partes mais sensíveis do corpo, contando com apenas de três a cinco camadas de células em comparação com a pele do rosto, que pode chegar a 16 camadas. Consequentemente, sua pele, mais delicada, também sofre o efeito do microclima criado pela máscara. Os lábios secam e até racham com mais frequência. Nessas circunstâncias, é necessário, mais do que nunca, o uso de cuidados hidratantes, nutritivos e suavizantes para protegê-los do ressecamento e irritação causados pelas máscaras”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O problema tem aparecido com frequência também em mulheres, já que muitas abandonaram o uso dos batons (que formam um filme hidratante), por conta das máscaras.

Porém, é claro que a máscara (cujo uso é indiscutível e necessário) não é a única culpada: existem outros fatores que afetam a saúde e a beleza dos lábios. Morder ou lamber os lábios com frequência é um dos principais hábitos que danificam a região, no momento. “Lamber ou morder os lábios pode gerar sensação de queimação, infecções, dor, inchaço, ressecamento e sangramento”, afirma a médica.

O sol, obviamente, também é um desses agressores. “Ele agride a pele, então é claro que danifica também os lábios, que são bem mais finos. Por isso é importante usar protetor solar labial com FPS 30, no mínimo. O ideal é usar durante todo o ano, mas principalmente sempre que estivermos expostos ao sol”, afirma a médica. E cuidado: não confie na máscara, pois ela não vai proteger da radiação ultravioleta.

O que você provavelmente não sabia é que outra causa que age contra a beleza dos lábios é o consumo de cafeína. “Beber muito café pode desidratar e quando as células perdem a hidratação ficam mais suscetíveis ao aparecimento de rugas, também nos lábios. Portanto, devemos tentar evitar o excesso de cafeína”, diz a médica.

O cigarro, então, nem precisa falar, não é? Fumar não só seca os lábios, sem falar no aparecimento precoce do código de barras, como causa pequenas rachaduras e rugas, além de, também, alterar seu tom rosado natural. “Por um lado, eles ficam mais pálidos devido à falta de oxigênio, o que é particularmente perceptível nas membranas mucosas. Ao parar de fumar, a pele recupera sua oxigenação em questão de dias. Da mesma forma, a fumaça e as substâncias dos cigarros também causam escurecimento dos lábios (como acontece nos dentes ou nas unhas)”, diz a médica.

Foto: BeautyLish

Lipcare – alguns cuidados, tão simples quanto eficazes, podem ajudar a aliviar todos os efeitos e manter o frescor e a juventude dos lábios. O primeiro passo é esfoliar, retirando as células mortas (por favor, suavemente, sem esfregar e com produtos específicos). “Essa esfoliação labial não deve ser diária, podendo ser feita a cada 15 dias. Não esqueça da hidratação imediata após a esfoliação, usando produtos na textura de bálsamos, manteigas, óleos, gloss hidratantes e máscaras labiais. Eles devem ter FPS de no mínimo 30, a fim de manter a região hidratada e protegida. Evite, também, passar a língua, já que a saliva dá uma falsa sensação de umedecimento em um primeiro momento, mas agrava o ressecamento depois”, finaliza a médica.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Cinco fatores que podem baixar a imunidade

Estresse e má alimentação estão entre os causadores do enfraquecimento do sistema imunológico

O nosso corpo está em constante contato com microrganismos causadores de doenças como vírus e bactérias. Entretanto, o que determina se haverá uma contaminação ou não é o sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo. Estar com a imunidade baixa significa que este sistema está enfraquecido, portanto mais vulnerável à doenças e infecções.

Agora, com a pandemia do novo coronavírus, é ainda mais necessário fortalecer o sistema imunológico, evitando gripes, resfriados e outras doenças que necessitem de acompanhamento médico. Para ajudar, a nutricionista da Superbom, Jessica Santos, elencou cinco causas que diminuem a imunidade:

• Estresse

fim de ano natal estresse
Em situações de alto estresse o eixo hipotálamo-hipófise é ativado no cérebro, essa parte estimula os glicocorticoides, hormônios capazes de inibir a produção de fatores importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico como as citocinas. “É recomendado a prática de exercícios físicos e boas noites de sono com, pelo menos, 7 horas dormidas para evitar quadros de estresse”, sugere.

• Má alimentação

carne de porco gordura pixabay
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“Uma dieta com excesso de gorduras saturadas, sal e açúcar prejudica o bom funcionamento das células e comprometem suas funções, podendo levar ao aumento de infecções e outras doenças sistêmicas como hipertensão, diabetes e obesidade, que dificultam a ação do sistema imunológico”, explica.

• Falta de nutrientes

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Botswanayouth

Uma má alimentação também representa falta de nutrientes e enfraquece a imunidade. A especialista afirma que para fortalecer o sistema imunológico é necessário a ingerir alimentos ricos em ferro, cálcio, zinco, vitaminas A, C, D e E e complexo B, como frutas, legumes, verduras, mel e oleaginosas, além de beber muita água.

• Álcool

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Foto:edmontonfetalalcoholnetworkorg

O consumo prolongado de bebidas alcoólicas causa danos ao fígado, hipertensão, além de inibir as respostas imunológicas do organismo, deixando-o mais vulnerável a ação de vírus e bactérias. “Isso acontece porque o álcool pode sobrecarregar o fígado, já que o órgão só consegue metabolizar em média uma dose de bebida por hora. Na tentativa de retomar o seu funcionamento normal, o organismo trabalha em dobro e os mecanismos de defesa podem não suportar essa carga, tendo como consequência, a queda da imunidade”, esclarece.

• Hábito de fumar

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
O cigarro também pode gerar danos às diversas células do organismo e inflamações, entre elas estão a flora nasal e a bucal, que são responsáveis por evitar a entrada de vírus e bactérias no organismo.

Sugestão de produtos para evitar a queda da imunidade

Mel Superbom

mel
Linha de méis da Superbom, disponíveis no tipo orgânico (330g), tradicional (330g) e composto em tubetes (200g) de eucalipto, geleia real e própolis. Ricos em nutrientes que trazem benefícios para a saúde, todos ajudam a evitar a queda de imunidade.

Granola

granola
A Granola Premium da Superbom é um mix de cereais composta por frutas secas, grãos, oleaginosas e adoçantes naturais, além de ser rica em vitaminas A, D e E, fatores que contribuem para manter a imunidade em alta.

Suco de Tangerina Integral Superbom

tangerina
O suco de tangerina da Superbom Integral é um suco 100% fruta, feito especialmente para quem deseja ter uma vida mais equilibrada. Saboroso, o suco de tangerina é uma bebida saudável feita a partir de frutas selecionadas que oferecem a doçura característica da tangerina somada ao valor energético da vitamina C.

Fonte: Superbom

12 passos para entender o tabagismo e apagar de vez o cigarro da sua vida

31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco; segundo oncologista, os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer

Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – tem como objetivo alertar a população sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estima-se que 100 milhões de pessoas tenham morrido no século 20 em decorrência do fumo. Dados da OMS apontam que no ano de 2020 acontecerão mais 7,5 milhões de mortes, tanto fumantes ativos como passivos serão vítimas desse produto.

“Está cada vez mais claro que os tabagistas passivos (aqueles que não fumam, mas convivem de perto com quem fuma) também têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago e bexiga”, afirma Vinícius Corrêa da Conceição, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia.

Para ajudar as pessoas a entenderem de uma vez por todas o mal que o tabagismo causa a saúde, o médico preparou 12 passos para auxiliar nesta conscientização. Confira:

1 – Substâncias nocivas

cigarros no cinzeiro
São mais de 4.800 compostos químicos em um único cigarro, dentre os quais mais de 70 são sabidamente cancerígenos. É disparado o maior fator de risco para o desenvolvimento de câncer, estando relacionado, a pelo menos, 30% de todos os tumores.

2 – A nicotina atinge o cérebro em 10 segundos
Depois de tragar um cigarro, leva cerca de 10 segundos para a nicotina chegar ao cérebro, liberando substâncias responsáveis por promover sensação de prazer e euforia. Por isso, o cigarro é tão viciante.

3 – Tumores relacionados ao tabagismo
O tabagismo está diretamente relacionado a um maior risco de desenvolver vários tipos de neoplasias, com particular importância para cânceres de pulmão, cabeça e pescoço (boca, língua, faringe, laringe, esôfago), estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemias.

4 – Câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay
O tumor é o terceiro mais incidente no Brasil e aquele que mais mata e, está diretamente relacionado ao tabagismo. Mais de 80% dos pacientes são ou foram tabagistas. Trata-se de um dos cânceres mais agressivos, acometendo cerca de 1,8 milhão de pessoas e em mais de 80% dos casos a doença é diagnosticada em fases avançadas, com metástases, quando a cura é praticamente impossível.

5 – Câncer de cabeça e pescoço
O tumor de cabeça e pescoço, sendo o mais frequente, o carcinoma epidermoide, representa o terceiro tipo mais comum de câncer nos homens no Brasil (quando contamos os tumores de cavidade oral, faringe, hipofaringe e laringe juntos) e está intimamente relacionado ao tabagismo, sendo acompanhado logo em seguida pelo álcool e, depois, pela infecção pelo vírus do HPV.

6- Câncer de bexiga
Embora o tumor de bexiga seja mais raro que o de pulmão e o de cabeça e pescoço, é extremamente agressivo. Acomete mais de 9 mil brasileiros, sendo 6.6 mil homens e 2,7 mil em mulheres, e causa a morte de cerca de 4 mil pessoas ao ano. 70% dos casos estão ligados ao uso de cigarro. As substâncias nocivas do fumo são filtradas pelos rins e entram em contato com a parede da bexiga.

7 – Outras doenças relacionadas ao cigarro
O tabagismo é o segundo fator de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (perdendo apenas para hipertensão arterial), como angina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral. Além de diversas outras doenças respiratórias (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias). Há ainda outras doenças relacionadas ao tabagismo: úlcera do aparelho digestivo; osteoporose; catarata; impotência sexual no homem; infertilidade na mulher; menopausa precoce e complicações na gravidez.

8 – Cigarro e Covid-19
Na atualidade, não podemos esquecer a pandemia de Sars-CoV-19, causada pelo coronavírus, que já matou milhares de pessoas pelo mundo. Já existem dados de estudos chineses e italianos relacionando o tabagismo com a forma mais grave da doença e uma maior letalidade. Acredita-se que um dos motivos pelos quais a Itália teve tantos casos graves e óbitos por Covid-19, seja o fato do número de tabagismo no país ser um dos mais altos da Europa.

9- Fumantes passivos também sofrem as consequências

cigarro parar fumar tabaco pixabay
Os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver câncer, doenças cardíacas e pulmonares. Do total de mortes relacionadas ao cigarro, 12% ocorrem em fumantes passivos.

10 – Brasil com lugar de destaque no combate ao tabagismo
O Brasil ganhou lugar de destaque ao conseguir reduzir de forma consistente o número de pessoas que fumam. Os esforços para essa redução começaram em 1990, quando profissionais de estados e municípios foram treinados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para tratarem pacientes tabagistas no SUS e o tratamento começou a ser oferecido de forma gratuita, por exemplo, com a disponibilização de medicações como a bupropiona. Os impostos sobre os cigarros aumentaram, chegando a 83%, em 2018; as propagandas foram proibidas em televisão e revistas, tornou-se obrigatório estampar as embalagens de cigarro com fotos e frases que mostrassem os efeitos devastadores do cigarro e, por fim, a proibição do fumo em locais fechados de uso coletivo. Todas essas medidas levaram o país a reduzir em mais de 50% o número de pessoas que fumam nos últimos 25 anos (34% da população em 1989 e 10% em 2017).

11 – Alternativas ao cigarro convencional. Perigo em crescimento

mulher fumando cigarro eletronico pixabay pp
Além do cigarro, existem os charutos, cachimbos, cigarros de palha, narguilés e, mais recentemente, os cigarros eletrônicos. Algumas pessoas defendem esses tipos de fumo, alegando serem menos prejudiciais. No entanto, isso não é verdade. Alguns deles são ainda mais nocivos. E o cigarro eletrônico vem se mostrando um grande perigo! O seu uso vem crescendo no Brasil (onde a comercialização é proibida) e no mundo. Em 2018, mais de 3,5 milhões de estudantes do ensino médio nos EUA disseram já ter experimentado o cigarro eletrônico. Seus efeitos deletérios ainda não são completamente conhecidos, mas o Centro de Controle de Doenças dos EUA divulgou recentemente várias mortes associadas diretamente ao seu uso.

12 – Os benefícios ao parar de fumar são rapidamente sentidos

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
Há quem acredite que o tabaco leva anos para começar a causar danos no corpo humano. Na verdade, é preciso apenas alguns minutos para que esses danos comecem a acontecer no organismo. No entanto, mesmo depois de anos alimentando esse vício é possível recuperar a saúde depois de colocar um fim nele. Apenas 48 horas depois de parar de fumar, as terminações nervosas começam a ser regeneradas, fazendo com que se sinta melhor os sabores e cheiros. Porém, uma pessoa que fumou por muitos anos, precisa de cerca de 20 anos livre do cigarro pra voltar a ter o mesmo risco de desenvolver câncer de pulmão de uma pessoa que nunca fumou.

*Vinícius Correa da Conceição é médico oncologista com residência médica em oncologia pela Unicamp, graduação e residência médica em clínica médica também pela Unicamp. Tem título de especialista em cancerologia e oncologia clínica pela Sociedade Brasileira de Oncologia, foi visiting fellow no serviço de oncologia do Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto. Membro titular da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), da Sociedade Europeia de Oncologia (Esmo), da International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC), do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC). Vinícius é sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia, e atua na oncologia do Instituto do Radium, do Hospital Madre Theodora, do Hospital Santa Tereza e da Santa Casa de Valinhos.

Fonte: Grupo SOnHe

Médica indica oito passos para aumentar a imunidade

A médica diretora do Kurotel, Mariela Silveira, dá orientações sobre como cuidar da saúde e melhorar a imunidade do organismo

Em tempos de grandes preocupações e cuidados com a saúde é imprescindível procurar aumentar a imunidade a fim de fortalecer o organismo contra eventuais doenças e infecções.

O sistema imunológico está diretamente ligado à proteção do organismo e nossos hábitos e situações cotidianas influenciam para que a imunidade esteja em níveis bons ou ruins.

Transforme o medo em atitudes preventivas e positivas! Quando sentimos muito medo, deprimimos o nosso sistema imunológico por razões neuroendócrinas. Ao fazer isso, acabamos colocando mais adrenalina e cortisol em nossa corrente circulatória e isso, por sua vez, baixa as resistências do organismo. Entretanto, o medo também pode ser benéfico, pois quando bem controlado, oportuniza, de fato, que as pessoas possam colocar atitudes preventivas e positivas na sua vida, cuidando-se para não se expor a perigos.

Confira abaixo, oito passos que irão auxiliar você a cuidar do organismo e, consequentemente, prevenir inúmeras patologias.

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Foto: SelfSetFreeLiving

Aliviando o estresse: sabemos que o acúmulo de tarefas e as rotinas cada vez mais estressantes contribuem para deixar a resposta do organismo comprometida. Agora, com a pandemia, tudo aumenta. Gerenciar as emoções e buscar estratégias para controlar e o estresse e a ansiedade contribuem para fortalecer a saúde. Procure investir em atividades como ioga, meditação e mindfulness que ajudam a reduzir o cortisol e melhorar a imunidade.

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Foto: Food Network

Ingerindo alimentação rica em nutrientes, balanceada: uma alimentação equilibrada é fundamental para que o organismo funcione bem. Aposte em alimentos como frutas cítricas, oleaginosas, sementes, leguminosas – como feijão, lentilha e ervilha, que são fontes de zinco e são grandes aliados para melhoras as defesas do organismo. Procure comer 7 porções de frutas, verduras e legumes (de preferência frescos e crus), todos os dias. Isto é, sem dúvida nenhuma, uma das medidas mais importantes de saúde que podemos adotar para diminuir a chances de qualquer doença. Se tiver a oportunidade, verifique os níveis de nutrientes no sangue junto a seu médico ou nutricionista para saber o que é essencial para você.

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Dormindo um sono reparador: uma boa noite de sono é capaz de auxiliar de forma muito eficiente o aumento da imunidade. Procure descansar, se possível, de sete a oito horas por dia e preze por ambientes calmos e tranquilos. Evite utilizar eletrônicos – celulares, tablets e computadores – por, no mínimo, uma hora antes de dormir. Essa prática contribui para um sono reparador.

Fazendo exercícios: a prática regular de atividades físicas é essencial para manter a boa saúde e também ajuda a aumentar os níveis de imunidade. Neste momento, opte por aqueles que você possa fazer em casa.

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Não abusando da ingestão de álcool: em caso de desejar tomar álcool é importante que não se abuse a quantidade, pois o excesso de bebida pode fazer o sistema ficar intoxicado e piorar a resistência.

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Não fumando: o cigarro deixa qualquer pessoa mais suscetível a qualquer infecção de vias aéreas superiores ou inferiores. Parar de fumar é uma medida pratica que impacta diretamente na melhora da imunidade e da saúde como um todo.

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Tendo um peso saudável: manter o índice de massa corporal e, especialmente, o percentual de gordura corporal controlado, faz com que haja menos resistência insulínica e, por sua vez, maior imunidade. Além disso, essa medida reduz comorbidades como doenças cardiovasculares e cânceres e a ausência dessas doenças favorecem a pessoa a ter casos mais brandos de infecções e a se recuperar mais rapidamente, caso venha a ser acometida de coronavírus ou de outra virose.

mãos sol céu nuvens

Estando em contato com a natureza e com luz solar: se não houver contraindicação por parte de seu dermatologista, tomar sol cedo pela manhã ou no final do dia, é extremamente importante para manter os níveis adequados de vitamina D. E, quando for possível, fazer isto em locais abertos, aonde a natureza possa ser contemplada, é ainda mais benéfico.

Consulta da Imunidade:

Kurotel – Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar oferece, para os clientes hospedados, uma consulta específica para aumentar a imunidade de maneira rápida e eficaz. Neste momento, a nutricionista funcional verá o histórico de saúde pessoal e as condições clínicas.

A partir disso, a equipe médica e nutricional poderá solicitar exames para avaliar e prescrever suplementação apropriada para melhorar a imunidade, além de recomendar a alimentação mais adequada para isto, baseada nas últimas evidências científicas. Muito além do coronavírus, o ajuste nutricional para melhorar a imunidade é muito importante para se proteger de diversas viroses e bactérias.

Dra.-Mariela

Mariela Silveira é médica graduada pela Universidade Luterana do Brasil. Pós-graduada em Nutrologia pela Universidade de São Paulo e Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia, Pós-graduada em Acupuntura Médica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Pós- graduada em Terapia Cognitiva no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Presidente da ONG Mente Viva. Embaixadora do Global Wellness Day Brasil.

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Antes de terminar o Programa Mais Você de ontem (27), a apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, comentou que recebeu novamente o diagnóstico de câncer, desta vez no pulmão. Para quem não se lembra, em 1991 ela teve câncer de pele e, em 2001 foi descoberto câncer na virilha e no reto e, em 2015, ela também comentou no programa que estava tratando um câncer de pulmão. Daquela vez, ela passou por uma cirurgia.

“Eu tive dois pequenos cânceres de pulmão no passado. Um foi operado e outro foi tratado com radiocirurgia. Infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão. É um adenocarcinoma. É mais agressivo e não é passível de cirurgia ou radioterapia”, disse Ana Maria ontem. A apresentadora fumou por muitos anos e se declarava “viciada em nicotina”. Ela pediu que os telespectadores não se preocupem, pois ela irá vencer mais este desafio.

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Divulgação/TV Globo

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos — no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil soma mais 30 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

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Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença. Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor. Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista, é a imunoterapia.

Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor. “Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários desses produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a médica, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fonte: Grupo Oncoclínicas