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Cinco fatores que podem baixar a imunidade

Estresse e má alimentação estão entre os causadores do enfraquecimento do sistema imunológico

O nosso corpo está em constante contato com microrganismos causadores de doenças como vírus e bactérias. Entretanto, o que determina se haverá uma contaminação ou não é o sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo. Estar com a imunidade baixa significa que este sistema está enfraquecido, portanto mais vulnerável à doenças e infecções.

Agora, com a pandemia do novo coronavírus, é ainda mais necessário fortalecer o sistema imunológico, evitando gripes, resfriados e outras doenças que necessitem de acompanhamento médico. Para ajudar, a nutricionista da Superbom, Jessica Santos, elencou cinco causas que diminuem a imunidade:

• Estresse

fim de ano natal estresse
Em situações de alto estresse o eixo hipotálamo-hipófise é ativado no cérebro, essa parte estimula os glicocorticoides, hormônios capazes de inibir a produção de fatores importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico como as citocinas. “É recomendado a prática de exercícios físicos e boas noites de sono com, pelo menos, 7 horas dormidas para evitar quadros de estresse”, sugere.

• Má alimentação

carne de porco gordura pixabay
Pixabay

“Uma dieta com excesso de gorduras saturadas, sal e açúcar prejudica o bom funcionamento das células e comprometem suas funções, podendo levar ao aumento de infecções e outras doenças sistêmicas como hipertensão, diabetes e obesidade, que dificultam a ação do sistema imunológico”, explica.

• Falta de nutrientes

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Botswanayouth

Uma má alimentação também representa falta de nutrientes e enfraquece a imunidade. A especialista afirma que para fortalecer o sistema imunológico é necessário a ingerir alimentos ricos em ferro, cálcio, zinco, vitaminas A, C, D e E e complexo B, como frutas, legumes, verduras, mel e oleaginosas, além de beber muita água.

• Álcool

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Foto:edmontonfetalalcoholnetworkorg

O consumo prolongado de bebidas alcoólicas causa danos ao fígado, hipertensão, além de inibir as respostas imunológicas do organismo, deixando-o mais vulnerável a ação de vírus e bactérias. “Isso acontece porque o álcool pode sobrecarregar o fígado, já que o órgão só consegue metabolizar em média uma dose de bebida por hora. Na tentativa de retomar o seu funcionamento normal, o organismo trabalha em dobro e os mecanismos de defesa podem não suportar essa carga, tendo como consequência, a queda da imunidade”, esclarece.

• Hábito de fumar

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
O cigarro também pode gerar danos às diversas células do organismo e inflamações, entre elas estão a flora nasal e a bucal, que são responsáveis por evitar a entrada de vírus e bactérias no organismo.

Sugestão de produtos para evitar a queda da imunidade

Mel Superbom

mel
Linha de méis da Superbom, disponíveis no tipo orgânico (330g), tradicional (330g) e composto em tubetes (200g) de eucalipto, geleia real e própolis. Ricos em nutrientes que trazem benefícios para a saúde, todos ajudam a evitar a queda de imunidade.

Granola

granola
A Granola Premium da Superbom é um mix de cereais composta por frutas secas, grãos, oleaginosas e adoçantes naturais, além de ser rica em vitaminas A, D e E, fatores que contribuem para manter a imunidade em alta.

Suco de Tangerina Integral Superbom

tangerina
O suco de tangerina da Superbom Integral é um suco 100% fruta, feito especialmente para quem deseja ter uma vida mais equilibrada. Saboroso, o suco de tangerina é uma bebida saudável feita a partir de frutas selecionadas que oferecem a doçura característica da tangerina somada ao valor energético da vitamina C.

Fonte: Superbom

12 passos para entender o tabagismo e apagar de vez o cigarro da sua vida

31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco; segundo oncologista, os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer

Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – tem como objetivo alertar a população sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estima-se que 100 milhões de pessoas tenham morrido no século 20 em decorrência do fumo. Dados da OMS apontam que no ano de 2020 acontecerão mais 7,5 milhões de mortes, tanto fumantes ativos como passivos serão vítimas desse produto.

“Está cada vez mais claro que os tabagistas passivos (aqueles que não fumam, mas convivem de perto com quem fuma) também têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago e bexiga”, afirma Vinícius Corrêa da Conceição, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia.

Para ajudar as pessoas a entenderem de uma vez por todas o mal que o tabagismo causa a saúde, o médico preparou 12 passos para auxiliar nesta conscientização. Confira:

1 – Substâncias nocivas

cigarros no cinzeiro
São mais de 4.800 compostos químicos em um único cigarro, dentre os quais mais de 70 são sabidamente cancerígenos. É disparado o maior fator de risco para o desenvolvimento de câncer, estando relacionado, a pelo menos, 30% de todos os tumores.

2 – A nicotina atinge o cérebro em 10 segundos
Depois de tragar um cigarro, leva cerca de 10 segundos para a nicotina chegar ao cérebro, liberando substâncias responsáveis por promover sensação de prazer e euforia. Por isso, o cigarro é tão viciante.

3 – Tumores relacionados ao tabagismo
O tabagismo está diretamente relacionado a um maior risco de desenvolver vários tipos de neoplasias, com particular importância para cânceres de pulmão, cabeça e pescoço (boca, língua, faringe, laringe, esôfago), estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemias.

4 – Câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay
O tumor é o terceiro mais incidente no Brasil e aquele que mais mata e, está diretamente relacionado ao tabagismo. Mais de 80% dos pacientes são ou foram tabagistas. Trata-se de um dos cânceres mais agressivos, acometendo cerca de 1,8 milhão de pessoas e em mais de 80% dos casos a doença é diagnosticada em fases avançadas, com metástases, quando a cura é praticamente impossível.

5 – Câncer de cabeça e pescoço
O tumor de cabeça e pescoço, sendo o mais frequente, o carcinoma epidermoide, representa o terceiro tipo mais comum de câncer nos homens no Brasil (quando contamos os tumores de cavidade oral, faringe, hipofaringe e laringe juntos) e está intimamente relacionado ao tabagismo, sendo acompanhado logo em seguida pelo álcool e, depois, pela infecção pelo vírus do HPV.

6- Câncer de bexiga
Embora o tumor de bexiga seja mais raro que o de pulmão e o de cabeça e pescoço, é extremamente agressivo. Acomete mais de 9 mil brasileiros, sendo 6.6 mil homens e 2,7 mil em mulheres, e causa a morte de cerca de 4 mil pessoas ao ano. 70% dos casos estão ligados ao uso de cigarro. As substâncias nocivas do fumo são filtradas pelos rins e entram em contato com a parede da bexiga.

7 – Outras doenças relacionadas ao cigarro
O tabagismo é o segundo fator de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (perdendo apenas para hipertensão arterial), como angina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral. Além de diversas outras doenças respiratórias (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias). Há ainda outras doenças relacionadas ao tabagismo: úlcera do aparelho digestivo; osteoporose; catarata; impotência sexual no homem; infertilidade na mulher; menopausa precoce e complicações na gravidez.

8 – Cigarro e Covid-19
Na atualidade, não podemos esquecer a pandemia de Sars-CoV-19, causada pelo coronavírus, que já matou milhares de pessoas pelo mundo. Já existem dados de estudos chineses e italianos relacionando o tabagismo com a forma mais grave da doença e uma maior letalidade. Acredita-se que um dos motivos pelos quais a Itália teve tantos casos graves e óbitos por Covid-19, seja o fato do número de tabagismo no país ser um dos mais altos da Europa.

9- Fumantes passivos também sofrem as consequências

cigarro parar fumar tabaco pixabay
Os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver câncer, doenças cardíacas e pulmonares. Do total de mortes relacionadas ao cigarro, 12% ocorrem em fumantes passivos.

10 – Brasil com lugar de destaque no combate ao tabagismo
O Brasil ganhou lugar de destaque ao conseguir reduzir de forma consistente o número de pessoas que fumam. Os esforços para essa redução começaram em 1990, quando profissionais de estados e municípios foram treinados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para tratarem pacientes tabagistas no SUS e o tratamento começou a ser oferecido de forma gratuita, por exemplo, com a disponibilização de medicações como a bupropiona. Os impostos sobre os cigarros aumentaram, chegando a 83%, em 2018; as propagandas foram proibidas em televisão e revistas, tornou-se obrigatório estampar as embalagens de cigarro com fotos e frases que mostrassem os efeitos devastadores do cigarro e, por fim, a proibição do fumo em locais fechados de uso coletivo. Todas essas medidas levaram o país a reduzir em mais de 50% o número de pessoas que fumam nos últimos 25 anos (34% da população em 1989 e 10% em 2017).

11 – Alternativas ao cigarro convencional. Perigo em crescimento

mulher fumando cigarro eletronico pixabay pp
Além do cigarro, existem os charutos, cachimbos, cigarros de palha, narguilés e, mais recentemente, os cigarros eletrônicos. Algumas pessoas defendem esses tipos de fumo, alegando serem menos prejudiciais. No entanto, isso não é verdade. Alguns deles são ainda mais nocivos. E o cigarro eletrônico vem se mostrando um grande perigo! O seu uso vem crescendo no Brasil (onde a comercialização é proibida) e no mundo. Em 2018, mais de 3,5 milhões de estudantes do ensino médio nos EUA disseram já ter experimentado o cigarro eletrônico. Seus efeitos deletérios ainda não são completamente conhecidos, mas o Centro de Controle de Doenças dos EUA divulgou recentemente várias mortes associadas diretamente ao seu uso.

12 – Os benefícios ao parar de fumar são rapidamente sentidos

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
Há quem acredite que o tabaco leva anos para começar a causar danos no corpo humano. Na verdade, é preciso apenas alguns minutos para que esses danos comecem a acontecer no organismo. No entanto, mesmo depois de anos alimentando esse vício é possível recuperar a saúde depois de colocar um fim nele. Apenas 48 horas depois de parar de fumar, as terminações nervosas começam a ser regeneradas, fazendo com que se sinta melhor os sabores e cheiros. Porém, uma pessoa que fumou por muitos anos, precisa de cerca de 20 anos livre do cigarro pra voltar a ter o mesmo risco de desenvolver câncer de pulmão de uma pessoa que nunca fumou.

*Vinícius Correa da Conceição é médico oncologista com residência médica em oncologia pela Unicamp, graduação e residência médica em clínica médica também pela Unicamp. Tem título de especialista em cancerologia e oncologia clínica pela Sociedade Brasileira de Oncologia, foi visiting fellow no serviço de oncologia do Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto. Membro titular da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), da Sociedade Europeia de Oncologia (Esmo), da International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC), do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC). Vinícius é sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia, e atua na oncologia do Instituto do Radium, do Hospital Madre Theodora, do Hospital Santa Tereza e da Santa Casa de Valinhos.

Fonte: Grupo SOnHe

Médica indica oito passos para aumentar a imunidade

A médica diretora do Kurotel, Mariela Silveira, dá orientações sobre como cuidar da saúde e melhorar a imunidade do organismo

Em tempos de grandes preocupações e cuidados com a saúde é imprescindível procurar aumentar a imunidade a fim de fortalecer o organismo contra eventuais doenças e infecções.

O sistema imunológico está diretamente ligado à proteção do organismo e nossos hábitos e situações cotidianas influenciam para que a imunidade esteja em níveis bons ou ruins.

Transforme o medo em atitudes preventivas e positivas! Quando sentimos muito medo, deprimimos o nosso sistema imunológico por razões neuroendócrinas. Ao fazer isso, acabamos colocando mais adrenalina e cortisol em nossa corrente circulatória e isso, por sua vez, baixa as resistências do organismo. Entretanto, o medo também pode ser benéfico, pois quando bem controlado, oportuniza, de fato, que as pessoas possam colocar atitudes preventivas e positivas na sua vida, cuidando-se para não se expor a perigos.

Confira abaixo, oito passos que irão auxiliar você a cuidar do organismo e, consequentemente, prevenir inúmeras patologias.

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Foto: SelfSetFreeLiving

Aliviando o estresse: sabemos que o acúmulo de tarefas e as rotinas cada vez mais estressantes contribuem para deixar a resposta do organismo comprometida. Agora, com a pandemia, tudo aumenta. Gerenciar as emoções e buscar estratégias para controlar e o estresse e a ansiedade contribuem para fortalecer a saúde. Procure investir em atividades como ioga, meditação e mindfulness que ajudam a reduzir o cortisol e melhorar a imunidade.

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Foto: Food Network

Ingerindo alimentação rica em nutrientes, balanceada: uma alimentação equilibrada é fundamental para que o organismo funcione bem. Aposte em alimentos como frutas cítricas, oleaginosas, sementes, leguminosas – como feijão, lentilha e ervilha, que são fontes de zinco e são grandes aliados para melhoras as defesas do organismo. Procure comer 7 porções de frutas, verduras e legumes (de preferência frescos e crus), todos os dias. Isto é, sem dúvida nenhuma, uma das medidas mais importantes de saúde que podemos adotar para diminuir a chances de qualquer doença. Se tiver a oportunidade, verifique os níveis de nutrientes no sangue junto a seu médico ou nutricionista para saber o que é essencial para você.

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Dormindo um sono reparador: uma boa noite de sono é capaz de auxiliar de forma muito eficiente o aumento da imunidade. Procure descansar, se possível, de sete a oito horas por dia e preze por ambientes calmos e tranquilos. Evite utilizar eletrônicos – celulares, tablets e computadores – por, no mínimo, uma hora antes de dormir. Essa prática contribui para um sono reparador.

Fazendo exercícios: a prática regular de atividades físicas é essencial para manter a boa saúde e também ajuda a aumentar os níveis de imunidade. Neste momento, opte por aqueles que você possa fazer em casa.

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Não abusando da ingestão de álcool: em caso de desejar tomar álcool é importante que não se abuse a quantidade, pois o excesso de bebida pode fazer o sistema ficar intoxicado e piorar a resistência.

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Não fumando: o cigarro deixa qualquer pessoa mais suscetível a qualquer infecção de vias aéreas superiores ou inferiores. Parar de fumar é uma medida pratica que impacta diretamente na melhora da imunidade e da saúde como um todo.

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Tendo um peso saudável: manter o índice de massa corporal e, especialmente, o percentual de gordura corporal controlado, faz com que haja menos resistência insulínica e, por sua vez, maior imunidade. Além disso, essa medida reduz comorbidades como doenças cardiovasculares e cânceres e a ausência dessas doenças favorecem a pessoa a ter casos mais brandos de infecções e a se recuperar mais rapidamente, caso venha a ser acometida de coronavírus ou de outra virose.

mãos sol céu nuvens

Estando em contato com a natureza e com luz solar: se não houver contraindicação por parte de seu dermatologista, tomar sol cedo pela manhã ou no final do dia, é extremamente importante para manter os níveis adequados de vitamina D. E, quando for possível, fazer isto em locais abertos, aonde a natureza possa ser contemplada, é ainda mais benéfico.

Consulta da Imunidade:

Kurotel – Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar oferece, para os clientes hospedados, uma consulta específica para aumentar a imunidade de maneira rápida e eficaz. Neste momento, a nutricionista funcional verá o histórico de saúde pessoal e as condições clínicas.

A partir disso, a equipe médica e nutricional poderá solicitar exames para avaliar e prescrever suplementação apropriada para melhorar a imunidade, além de recomendar a alimentação mais adequada para isto, baseada nas últimas evidências científicas. Muito além do coronavírus, o ajuste nutricional para melhorar a imunidade é muito importante para se proteger de diversas viroses e bactérias.

Dra.-Mariela

Mariela Silveira é médica graduada pela Universidade Luterana do Brasil. Pós-graduada em Nutrologia pela Universidade de São Paulo e Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia, Pós-graduada em Acupuntura Médica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Pós- graduada em Terapia Cognitiva no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Presidente da ONG Mente Viva. Embaixadora do Global Wellness Day Brasil.

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Antes de terminar o Programa Mais Você de ontem (27), a apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, comentou que recebeu novamente o diagnóstico de câncer, desta vez no pulmão. Para quem não se lembra, em 1991 ela teve câncer de pele e, em 2001 foi descoberto câncer na virilha e no reto e, em 2015, ela também comentou no programa que estava tratando um câncer de pulmão. Daquela vez, ela passou por uma cirurgia.

“Eu tive dois pequenos cânceres de pulmão no passado. Um foi operado e outro foi tratado com radiocirurgia. Infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão. É um adenocarcinoma. É mais agressivo e não é passível de cirurgia ou radioterapia”, disse Ana Maria ontem. A apresentadora fumou por muitos anos e se declarava “viciada em nicotina”. Ela pediu que os telespectadores não se preocupem, pois ela irá vencer mais este desafio.

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Divulgação/TV Globo

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos — no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil soma mais 30 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

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Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença. Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor. Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista, é a imunoterapia.

Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor. “Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários desses produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a médica, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Cinco maus hábitos que estão acabando com a beleza da sua pele

Ainda dá tempo de modificar alguns hábitos e perceber grandes diferenças na pele; confira as dicas de dois dermatologistas

Todo mundo sabe que a rotina skincare é muito importante para a beleza e saúde da pele, mas mesmo assim alguns cuidados são negligenciados. Então é hora de fazer as pazes com sua pele, lembrando sempre dos passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção, que são essenciais para manter a pele cuidada e saudável.

“Consulte sempre um dermatologista, para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. “Esses colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele.

Abaixo, saiba de quais maus hábitos você deve se afastar.

Dormir mal e com maquiagem

mulher sono insonia

A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica Valéria. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas dinâmicas importantes, e que muitas vezes nos faz envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.

Além disso, não durma de maquiagem, mesmo que às vezes o sono fale mais alto. “Para deixar a pele do rosto sempre bonita e saudável é preciso ter o hábito diário de remover toda a maquiagem, principalmente antes de dormir. E para auxiliar nessa tarefa, existe o demaquilante”, afirma Jardis Volpe, dermatologista de São Paulo. Dormir com a maquiagem pode acelerar o envelhecimento da pele, causar alergias e até acne.

Não usar filtro solar todo dia

protetor solar creme rosto mulher

Com a exposição UVA e UVB em alta no verão, o protetor solar deve ser parte de sua rotina matinal como escovar os dentes. Mas também no inverno e em dias encobertos o produto deve ser usado, uma vez que as nuvens não conseguem bloquear os raios. “A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, manchas, melasma e um aumento do risco de câncer de pele”, afirma o médico.

O filtro solar deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared. Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associado a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. Além disso, a exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, explica o médico.

Alto consumo de açúcar e carboidratos

doces mulher chocolate

A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista.

O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão!

Fumar

Lovely and fashionable senior woman enjoying a cigarette outdoors on a rooftop.

O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, finaliza Valéria.

Fontes:

Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Solução pode estar em uma dieta ajustada e com a mandioca como grande protagonista

Podemos falar que as pessoas sabem sobre os males do cigarro e de seus componentes, por isso é importante incentivar o abandono do hábito de fumar para quem tem esse costume na rotina.

O Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada em 2017, pela revista britânica The Lancet, o país teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre os anos de 1990 e 2015.

Mas o que muita gente não sabe é que ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos, a única saída: comer.

mandioca

Dicas da nutricionista

“Ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro, seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”, explica Fernanda Alferes, nutricionista e responsável pelo controle de qualidade da Uni Alimentos.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar ganham, na maioria das vezes, entre 3kg e 4 kg e aproximadamente, porém 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso durante o período de abstinência. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo, desta forma, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

nhoque da mandioquinha

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos. “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e e alimentos saudáveis entre elas. Um que eu gosto bastante é a mandioca, além de ser rica em fibras, substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de seretonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos preparos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Fundada em 2015, a Uni Alimentos entrou nesse mercado para contribuir ainda mais com a rotina dos brasileiros. Tendo como carro chefe a mandioca, a empresa oferece tapiocas em sachês individuais – para evitar o desperdício – no sabor tradicional e de espinafre, além de uma linha completa de chips de mandioca e batata-doce.

“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia, ainda, a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips do mesmo sabor podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia a dia”, conclui a nutricionista.

Cigarro acelera envelhecimento da pele e favorece o aparecimento de rugas e flacidez

Dermatologista Jardis Volpe explica como reverter as alterações na pele causadas pelo hábito de fumar, como as rugas que, segundo estudo realizado pela Santa Casa de São Paulo, são 38% mais evidentes em fumantes do que em pessoas que não fumam

Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Fumo, e o cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde. Afinal, ele está relacionado a uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares crônicas, incluindo asma, infarto do miocárdio e até mesmo câncer. Porém, os perigos do cigarro não afetam apenas o interior de nosso organismo, causando danos também a nossa pele, já que induz ao envelhecimento precoce.

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“Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a viçosidade e luminosidade e torna-se amarelada e flácida”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação a pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele.

“Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta o dermatologista.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro ainda mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõe o tecido cutâneo.”

A má notícia é que as alterações causadas pelo cigarro são, geralmente, irreversíveis. Porém, parar com o hábito de fumar evita que novos danos sejam causados. Além disso, é possível melhorar a qualidade da pele danificada pelo tabagismo através de cuidados diários com o tecido e a realização de tratamentos dermatológicos.

“Em casa, o ex-fumante pode fazer uso de cosméticos hidratantes, antioxidantes e anti-idade formulados com ativos que colaborem para o rejuvenescimento e melhora da saúde da pele, como ácido retinoico, ácido hialurônico, Alistin, Hyaxel e vitamina C. O paciente também deve fazer uso de nutracêuticos para restabelecer a saúde da pele e ajudar na formação de colágeno de boa qualidade. As substâncias mais indicadas são: Exsynutriment, Glycoxil e Bio-Arct”, destaca o médico.

shutterstock mulher madura fumando
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“No consultório é possível a realização de procedimentos que visem tratar alterações especificas causadas pelo cigarro. Para rugas e linhas de expressão, por exemplo, podem ser feitas aplicações de preenchedores injetáveis e toxina botulínica. Já para reduzir manchas o laser de picossegundos é recomendado”. Mas é importante ressaltar que tal melhora na aparência da pele demora a aparecer mesmo após o abandono do cigarro e a adoção de uma rotina de cuidados com a pele, pois a interrupção dos danos do tabaco no tecido cutâneo não é imediata.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Confira alguns mitos e verdades das alergias respiratórias

As doenças alérgicas são bastante comuns acometendo cerca de 30% da população mundial¹. Ou seja, se você não é alérgico, é muito provável que alguém muito próximo a você tem ou já teve alguma crise. Pensando nisso, gostaria de sugerir a lista abaixo com seis mitos comentados por Mariana Sasse, gerente médica da GSK, e que irão desmistificar algumas crenças e ajudarão os pacientes a entenderem melhor as crises alérgicas e como podem se prevenir.

1 – Apenas fatores novos desencadeiam alergias?

mulher espirro
Mito – É muito comum os pacientes chegarem ao consultório relacionando um quadro alérgico a algo novo utilizado, como xampu, sabonete, remédio ou roupa. A alergia é a resposta excessiva do organismo a alguma coisa que deveria ser tolerada². Pode ser um remédio que a pessoa usa há 20 anos, pode ser um sabonete que ela sempre usou e por algum motivo desenvolve a alergia. São agentes presentes na nossa rotina e bem conhecidos. No caso da alergia respiratória, normalmente são poeira, ácaros e mofo por exemplo².

2 – Rinite e asma. Uma desencadeia a outra?

asma bombinha
Depende – Existe uma relação muito frequente entre as duas doenças. Cerca de 80% das pessoas que têm asma, apresentam também rinite¹. Por outro lado, a rinite alérgica é considerada um fator de risco para a asma, sendo observado que em torno de 40% dos pacientes com rinite apresentam asma¹.

3 – O cigarro piora o quadro dos alérgicos?

cigarro
Verdade – O tabagismo causa inúmeros malefícios para a saúde. Ele é um irritante da mucosa nasal e respiratória³ e por isso é um fator que contribui para a sensibilidade da mucosa, piorando os casos alérgicos².

4 – As pessoas tendem a apresentar quadros alérgicos mais frequentes no inverno?

poeira movel sujo limpeza pano
Depende – A ocorrência da alergia se dá por sintomas sazonais ou perenes. Os sintomas sazonais estão relacionados, principalmente à sensibilização e à exposição ao pólen5. Quando a sensibilização se der por motivos perenes como, por exemplo, ácaros e poeira, os sintomas ocorrerão ao longo de todo o ano5.

5 – Todo remédio para alergia causa sono?

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Mito – Isso não é uma verdade. Hoje em dia, existem anti-histamínicos de várias gerações. Os de primeira geração realmente dão bastante sono, mas hoje já temos produtos que não causam sonolência, sendo bem tolerados e seguros¹.

6 – A alergia respiratória é considerada uma doença crônica?

janela
Verdade – A asma e a rinite são doenças inflamatórias crônicas das vias respiratórias, desencadeadas pela exposição frequente e repetida aos alérgenos inaláveis e agravada por poluentes ambientais¹. Por isso é fundamental que as pessoas tenham cuidados frequentes com a casa e com a saúde¹. Se você vai para uma casa de praia ou uma casa de campo, por exemplo, o ideal é que essa casa seja limpa (tirar poeira, aspirar o colchão, limpar cortinas), deixar as janelas abertas e que seja bem arejada¹.

Referências:
1 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Regional do Rio de Janeiro. A doença do século XXI: alergia-perguntas e reposta. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 41 p.
2 – Adde, FV. et al. Asma ou bronquite? Qual o diagnóstico do meu filho? 2006 In: Sociedade de Pediatria de São Paulo.
3 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. II Consenso Brasileiro sobre Rinites 2006. Rev Bras Alerg Imunopatol 2006; p 29-58.
4 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Previna-se contra as doenças alérgicas no outono. 
5 – Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. III Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 2012; 75(6): 1/41.

 

Asma no inverno: cinco dicas para evitar as crises

As pessoas que sofrem com asma, ou que conhecem alguém que tem a doença, sabem que é preciso estar sempre em alerta para os riscos de crises. Como a condição acompanha o paciente ao longo da vida, o acompanhamento médico e os cuidados devem ser mantidos durante todas as estações. Apesar de haver muita preocupação com as doenças pulmonares crônicas durante o verão, o inverno também pode apresentar algumas armadilhas para esses pacientes. Confira alguns cuidados para evitar as crises durante a estação mais fria do ano!

1. Cuidado com ar-condicionado/aquecedores

arcondicionado

As mudanças de temperatura entre ambientes externos e internos são típicas do inverno. A tentativa de se aquecer pode acabar em armadilha para pacientes asmáticos, porque a oscilação de temperatura é um dos gatilhos para as crises. O pneumologista Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, aponta que “a mucosa nasal das pessoas que possuem asma é mais sensível e detalhes como o ar mais seco, poeira, fumaça do cigarro, poluição e até mesmo o pólen podem ser estímulos para uma reação alérgica”, explica o médico. Além disso, a poluição das grandes cidades também pode contribuir para a piora da doença. A dica é manter sempre o ambiente arejado e fazer a limpeza das narinas para evitar ressecamento.

2. Roupas de cama e agasalhos

roupa de cama cobertor the sweethome

Com as baixas temperaturas, blusas e cobertores são indispensáveis para se aquecer. Como vivemos em um país tropical, mantas e casacos peludos costumam sair dos armários só entre julho e setembro, o que pode ser um gatilho para os asmáticos, pois nesse tempo em que ficam guardados, acumulam muita poeira e ácaros. Os asmáticos devem saber se estão com a doença controlada. A Iniciativa Global para a Asma (Gina) afirma que há alguns indícios que podem indicar a falta de controle da asma, apresentados nas últimas quatro semanas: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos, necessidade de medicamento de resgate mais de duas vezes por semana e limitações na rotina. Nesses casos, o médico afirma que “os alérgicos devem evitar o contato direto com agentes alergênicos como ácaros, poeira doméstica, mofo, fumaça, pelos de animais e pólen, e dar preferência aos edredons, cobertores, casacos e travesseiros fabricados com material sintético e/ou antialérgico”.

3. Deixe o cigarro de lado

cigarro parar fumar tabaco pixabay

A asma é uma doença crônica e inflamatória de causa alérgica que leva à falta de ar e chiado no peito, e aliada ao consumo de cigarro torna-se ainda pior. Em um estudo feito com mais de 10.000 pacientes asmáticos foi reportado que 59% dos pacientes tinham a doença fora de controle, 19% a tinham bem controlada e apenas 23% conviviam com ela totalmente controlada. O estudo indicou que os pacientes que convivem com ela mal controlada são mais frequentes entre fumantesii.

4. Esteja sempre com as vacinas em dia

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

“Infecções virais, como gripes e resfriados, são muito comuns nesta época do ano e podem provocar ou piorar as reações alérgicas. Para minimizar as ocorrências de crises, é extremamente importante fazer o tratamento correto das alergias respiratórias durante todo o ano e estar sempre atento às campanhas de vacina contra gripe” afirma Gomes.

5. Não deixe o tratamento de lado

medico mulher teste pulmão

Quando a asma não é diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a internações e até à morte. Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2015 indicam que as enfermidades crônicas não transmissíveis, como a asma, foram a causa de cerca de 72,6% das mortes no Brasil. O número é espantoso, porque 10% da população brasileira possui a condição no país. Uma das opções de tratamento é o tiotrópio, que melhora a função pulmonar e reduz em 21% o risco de exacerbações em pacientes com asma grave e muito grave.

Fonte: Boehringer Ingelheim