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Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Antes de terminar o Programa Mais Você de ontem (27), a apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, comentou que recebeu novamente o diagnóstico de câncer, desta vez no pulmão. Para quem não se lembra, em 1991 ela teve câncer de pele e, em 2001 foi descoberto câncer na virilha e no reto e, em 2015, ela também comentou no programa que estava tratando um câncer de pulmão. Daquela vez, ela passou por uma cirurgia.

“Eu tive dois pequenos cânceres de pulmão no passado. Um foi operado e outro foi tratado com radiocirurgia. Infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão. É um adenocarcinoma. É mais agressivo e não é passível de cirurgia ou radioterapia”, disse Ana Maria ontem. A apresentadora fumou por muitos anos e se declarava “viciada em nicotina”. Ela pediu que os telespectadores não se preocupem, pois ela irá vencer mais este desafio.

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Divulgação/TV Globo

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos — no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil soma mais 30 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

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Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença. Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor. Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista, é a imunoterapia.

Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor. “Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários desses produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a médica, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Cinco maus hábitos que estão acabando com a beleza da sua pele

Ainda dá tempo de modificar alguns hábitos e perceber grandes diferenças na pele; confira as dicas de dois dermatologistas

Todo mundo sabe que a rotina skincare é muito importante para a beleza e saúde da pele, mas mesmo assim alguns cuidados são negligenciados. Então é hora de fazer as pazes com sua pele, lembrando sempre dos passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção, que são essenciais para manter a pele cuidada e saudável.

“Consulte sempre um dermatologista, para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. “Esses colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele.

Abaixo, saiba de quais maus hábitos você deve se afastar.

Dormir mal e com maquiagem

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A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica Valéria. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas dinâmicas importantes, e que muitas vezes nos faz envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.

Além disso, não durma de maquiagem, mesmo que às vezes o sono fale mais alto. “Para deixar a pele do rosto sempre bonita e saudável é preciso ter o hábito diário de remover toda a maquiagem, principalmente antes de dormir. E para auxiliar nessa tarefa, existe o demaquilante”, afirma Jardis Volpe, dermatologista de São Paulo. Dormir com a maquiagem pode acelerar o envelhecimento da pele, causar alergias e até acne.

Não usar filtro solar todo dia

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Com a exposição UVA e UVB em alta no verão, o protetor solar deve ser parte de sua rotina matinal como escovar os dentes. Mas também no inverno e em dias encobertos o produto deve ser usado, uma vez que as nuvens não conseguem bloquear os raios. “A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, manchas, melasma e um aumento do risco de câncer de pele”, afirma o médico.

O filtro solar deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared. Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associado a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. Além disso, a exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, explica o médico.

Alto consumo de açúcar e carboidratos

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A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista.

O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão!

Fumar

Lovely and fashionable senior woman enjoying a cigarette outdoors on a rooftop.

O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, finaliza Valéria.

Fontes:

Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Solução pode estar em uma dieta ajustada e com a mandioca como grande protagonista

Podemos falar que as pessoas sabem sobre os males do cigarro e de seus componentes, por isso é importante incentivar o abandono do hábito de fumar para quem tem esse costume na rotina.

O Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada em 2017, pela revista britânica The Lancet, o país teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre os anos de 1990 e 2015.

Mas o que muita gente não sabe é que ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos, a única saída: comer.

mandioca

Dicas da nutricionista

“Ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro, seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”, explica Fernanda Alferes, nutricionista e responsável pelo controle de qualidade da Uni Alimentos.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar ganham, na maioria das vezes, entre 3kg e 4 kg e aproximadamente, porém 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso durante o período de abstinência. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo, desta forma, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

nhoque da mandioquinha

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos. “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e e alimentos saudáveis entre elas. Um que eu gosto bastante é a mandioca, além de ser rica em fibras, substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de seretonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos preparos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Fundada em 2015, a Uni Alimentos entrou nesse mercado para contribuir ainda mais com a rotina dos brasileiros. Tendo como carro chefe a mandioca, a empresa oferece tapiocas em sachês individuais – para evitar o desperdício – no sabor tradicional e de espinafre, além de uma linha completa de chips de mandioca e batata-doce.

“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia, ainda, a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips do mesmo sabor podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia a dia”, conclui a nutricionista.

Cigarro acelera envelhecimento da pele e favorece o aparecimento de rugas e flacidez

Dermatologista Jardis Volpe explica como reverter as alterações na pele causadas pelo hábito de fumar, como as rugas que, segundo estudo realizado pela Santa Casa de São Paulo, são 38% mais evidentes em fumantes do que em pessoas que não fumam

Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Fumo, e o cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde. Afinal, ele está relacionado a uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares crônicas, incluindo asma, infarto do miocárdio e até mesmo câncer. Porém, os perigos do cigarro não afetam apenas o interior de nosso organismo, causando danos também a nossa pele, já que induz ao envelhecimento precoce.

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“Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a viçosidade e luminosidade e torna-se amarelada e flácida”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação a pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele.

“Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta o dermatologista.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro ainda mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõe o tecido cutâneo.”

A má notícia é que as alterações causadas pelo cigarro são, geralmente, irreversíveis. Porém, parar com o hábito de fumar evita que novos danos sejam causados. Além disso, é possível melhorar a qualidade da pele danificada pelo tabagismo através de cuidados diários com o tecido e a realização de tratamentos dermatológicos.

“Em casa, o ex-fumante pode fazer uso de cosméticos hidratantes, antioxidantes e anti-idade formulados com ativos que colaborem para o rejuvenescimento e melhora da saúde da pele, como ácido retinoico, ácido hialurônico, Alistin, Hyaxel e vitamina C. O paciente também deve fazer uso de nutracêuticos para restabelecer a saúde da pele e ajudar na formação de colágeno de boa qualidade. As substâncias mais indicadas são: Exsynutriment, Glycoxil e Bio-Arct”, destaca o médico.

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“No consultório é possível a realização de procedimentos que visem tratar alterações especificas causadas pelo cigarro. Para rugas e linhas de expressão, por exemplo, podem ser feitas aplicações de preenchedores injetáveis e toxina botulínica. Já para reduzir manchas o laser de picossegundos é recomendado”. Mas é importante ressaltar que tal melhora na aparência da pele demora a aparecer mesmo após o abandono do cigarro e a adoção de uma rotina de cuidados com a pele, pois a interrupção dos danos do tabaco no tecido cutâneo não é imediata.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Confira alguns mitos e verdades das alergias respiratórias

As doenças alérgicas são bastante comuns acometendo cerca de 30% da população mundial¹. Ou seja, se você não é alérgico, é muito provável que alguém muito próximo a você tem ou já teve alguma crise. Pensando nisso, gostaria de sugerir a lista abaixo com seis mitos comentados por Mariana Sasse, gerente médica da GSK, e que irão desmistificar algumas crenças e ajudarão os pacientes a entenderem melhor as crises alérgicas e como podem se prevenir.

1 – Apenas fatores novos desencadeiam alergias?

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Mito – É muito comum os pacientes chegarem ao consultório relacionando um quadro alérgico a algo novo utilizado, como xampu, sabonete, remédio ou roupa. A alergia é a resposta excessiva do organismo a alguma coisa que deveria ser tolerada². Pode ser um remédio que a pessoa usa há 20 anos, pode ser um sabonete que ela sempre usou e por algum motivo desenvolve a alergia. São agentes presentes na nossa rotina e bem conhecidos. No caso da alergia respiratória, normalmente são poeira, ácaros e mofo por exemplo².

2 – Rinite e asma. Uma desencadeia a outra?

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Depende – Existe uma relação muito frequente entre as duas doenças. Cerca de 80% das pessoas que têm asma, apresentam também rinite¹. Por outro lado, a rinite alérgica é considerada um fator de risco para a asma, sendo observado que em torno de 40% dos pacientes com rinite apresentam asma¹.

3 – O cigarro piora o quadro dos alérgicos?

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Verdade – O tabagismo causa inúmeros malefícios para a saúde. Ele é um irritante da mucosa nasal e respiratória³ e por isso é um fator que contribui para a sensibilidade da mucosa, piorando os casos alérgicos².

4 – As pessoas tendem a apresentar quadros alérgicos mais frequentes no inverno?

poeira movel sujo limpeza pano
Depende – A ocorrência da alergia se dá por sintomas sazonais ou perenes. Os sintomas sazonais estão relacionados, principalmente à sensibilização e à exposição ao pólen5. Quando a sensibilização se der por motivos perenes como, por exemplo, ácaros e poeira, os sintomas ocorrerão ao longo de todo o ano5.

5 – Todo remédio para alergia causa sono?

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Mito – Isso não é uma verdade. Hoje em dia, existem anti-histamínicos de várias gerações. Os de primeira geração realmente dão bastante sono, mas hoje já temos produtos que não causam sonolência, sendo bem tolerados e seguros¹.

6 – A alergia respiratória é considerada uma doença crônica?

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Verdade – A asma e a rinite são doenças inflamatórias crônicas das vias respiratórias, desencadeadas pela exposição frequente e repetida aos alérgenos inaláveis e agravada por poluentes ambientais¹. Por isso é fundamental que as pessoas tenham cuidados frequentes com a casa e com a saúde¹. Se você vai para uma casa de praia ou uma casa de campo, por exemplo, o ideal é que essa casa seja limpa (tirar poeira, aspirar o colchão, limpar cortinas), deixar as janelas abertas e que seja bem arejada¹.

Referências:
1 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Regional do Rio de Janeiro. A doença do século XXI: alergia-perguntas e reposta. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 41 p.
2 – Adde, FV. et al. Asma ou bronquite? Qual o diagnóstico do meu filho? 2006 In: Sociedade de Pediatria de São Paulo.
3 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. II Consenso Brasileiro sobre Rinites 2006. Rev Bras Alerg Imunopatol 2006; p 29-58.
4 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Previna-se contra as doenças alérgicas no outono. 
5 – Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. III Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 2012; 75(6): 1/41.

 

Asma no inverno: cinco dicas para evitar as crises

As pessoas que sofrem com asma, ou que conhecem alguém que tem a doença, sabem que é preciso estar sempre em alerta para os riscos de crises. Como a condição acompanha o paciente ao longo da vida, o acompanhamento médico e os cuidados devem ser mantidos durante todas as estações. Apesar de haver muita preocupação com as doenças pulmonares crônicas durante o verão, o inverno também pode apresentar algumas armadilhas para esses pacientes. Confira alguns cuidados para evitar as crises durante a estação mais fria do ano!

1. Cuidado com ar-condicionado/aquecedores

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As mudanças de temperatura entre ambientes externos e internos são típicas do inverno. A tentativa de se aquecer pode acabar em armadilha para pacientes asmáticos, porque a oscilação de temperatura é um dos gatilhos para as crises. O pneumologista Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, aponta que “a mucosa nasal das pessoas que possuem asma é mais sensível e detalhes como o ar mais seco, poeira, fumaça do cigarro, poluição e até mesmo o pólen podem ser estímulos para uma reação alérgica”, explica o médico. Além disso, a poluição das grandes cidades também pode contribuir para a piora da doença. A dica é manter sempre o ambiente arejado e fazer a limpeza das narinas para evitar ressecamento.

2. Roupas de cama e agasalhos

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Com as baixas temperaturas, blusas e cobertores são indispensáveis para se aquecer. Como vivemos em um país tropical, mantas e casacos peludos costumam sair dos armários só entre julho e setembro, o que pode ser um gatilho para os asmáticos, pois nesse tempo em que ficam guardados, acumulam muita poeira e ácaros. Os asmáticos devem saber se estão com a doença controlada. A Iniciativa Global para a Asma (Gina) afirma que há alguns indícios que podem indicar a falta de controle da asma, apresentados nas últimas quatro semanas: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos, necessidade de medicamento de resgate mais de duas vezes por semana e limitações na rotina. Nesses casos, o médico afirma que “os alérgicos devem evitar o contato direto com agentes alergênicos como ácaros, poeira doméstica, mofo, fumaça, pelos de animais e pólen, e dar preferência aos edredons, cobertores, casacos e travesseiros fabricados com material sintético e/ou antialérgico”.

3. Deixe o cigarro de lado

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A asma é uma doença crônica e inflamatória de causa alérgica que leva à falta de ar e chiado no peito, e aliada ao consumo de cigarro torna-se ainda pior. Em um estudo feito com mais de 10.000 pacientes asmáticos foi reportado que 59% dos pacientes tinham a doença fora de controle, 19% a tinham bem controlada e apenas 23% conviviam com ela totalmente controlada. O estudo indicou que os pacientes que convivem com ela mal controlada são mais frequentes entre fumantesii.

4. Esteja sempre com as vacinas em dia

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

“Infecções virais, como gripes e resfriados, são muito comuns nesta época do ano e podem provocar ou piorar as reações alérgicas. Para minimizar as ocorrências de crises, é extremamente importante fazer o tratamento correto das alergias respiratórias durante todo o ano e estar sempre atento às campanhas de vacina contra gripe” afirma Gomes.

5. Não deixe o tratamento de lado

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Quando a asma não é diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a internações e até à morte. Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2015 indicam que as enfermidades crônicas não transmissíveis, como a asma, foram a causa de cerca de 72,6% das mortes no Brasil. O número é espantoso, porque 10% da população brasileira possui a condição no país. Uma das opções de tratamento é o tiotrópio, que melhora a função pulmonar e reduz em 21% o risco de exacerbações em pacientes com asma grave e muito grave.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Seis hábitos para mudar agora e melhorar a qualidade da pele

Apesar de natural, o envelhecimento da pele e o aparecimento de rugas e linhas de expressão são vistos como um grande problema por muitos. Além das tecnologias e de cirurgias plásticas é importante que haja uma mudança no estilo de vida do paciente, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“Além do envelhecimento natural e cronológico, o principal causador do aparecimento das rugas é a qualidade da pele, que pode ser comprometida por fatores internos como genética, características anatômicas, idade ou externos como exposição ao sol, poluição, tabagismo. Por exemplo, uma pele mais espessa tende a demorar mais para apresentar rugas, assim como peles mais secas têm maior tendência a rugas. Além disso, fatores como exposição solar, poluição e hidratação também influenciam no envelhecimento da pele”, explica a médica.

A especialista elaborou um pequeno guia com a mudança de 6 hábitos que podem impactar muito positivamente para melhorar a saúde da pele:

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Introduza uma rotina de cuidados – “Os raios UVA e UVB causam lesões na pele desde a epiderme até camadas mais profundas da derme, modificando o colágeno, a elastina e a regeneração da epiderme, também contribuindo para o aparecimento de manchas e rugas”, diz a cirurgiã plástica. Então, o melhor tratamento é a prevenção. “A utilização de cremes e filtros solares de forma contínua auxilia na manutenção da qualidade da pele e na prevenção do aparecimento das rugas. A proteção solar e a hidratação são fundamentais para o bom funcionamento de todas as estruturas. Existem cremes que promovem hidratação profunda na pele e permitem melhor funcionamento das fibras e células. Além disso, os ácidos são capazes de retirar a camada córnea, promovendo uma pele mais macia e melhorando a hidratação do tecido”, afirma.

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Melhore a dieta – uma dieta detox livre de açúcares e farinha branca ajuda a diminuir o estresse, o edema e a retenção de líquidos, além de melhorar o sono e conferir um aspecto mais saudável à pele. É importante também incluir na alimentação frutas cítricas, grãos e castanhas.

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Combata o estresse – o controle do estresse é muito importante para a qualidade da pele. Vários estudos já identificaram que os hormônios do estresse liberam mensageiros pró-inflamatórios que pioram a qualidade da pele. Por isso, é essencial que você se desligue das tarefas alguns minutos por dia e mantenha alguma atividade física na rotina, pois estas liberam endorfinas que auxiliam nos efeitos indesejados do estresse.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Durma melhor – dormir bem melhora a condição do colágeno da pele, auxilia no processo de reparação celular, contribui para o bom funcionamento do cérebro e aumenta a capacidade de foco.

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Apague o cigarro – em momentos de estresse é natural que fumantes encontrem no cigarro uma válvula de escape. Porém, o tabagismo piora a circulação sanguínea da pele e aumenta o estresse, além dos efeitos conhecidos.

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Beba mais água – aumente a ingestão de água, pois o corpo hidratado elimina melhor toxinas e melhora a vitalidade da pele.

Rugas de expressão

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Porém, após o aparecimento das rugas, o tratamento depende da sua causa e profundidade das rugas. Por exemplo, rugas de expressão devem ser tratadas com toxina botulínica, paralisando o músculo por baixo da pele, o que significa a perda da expressão pela qual o músculo é responsável. Já as rugas estáticas, que também dependem da ação dos músculos, podem ser tratadas com a toxina botulínica, mas são necessários outros procedimentos que variam conforme a profundidade da ruga.

Segundo a médica, o envelhecimento da pele também pode estar associado a flacidez dos tecidos mais profundos como músculos e ligamentos. Se for o caso, a cirurgia pode se fazer necessária. “É sempre importante lembrar que nenhuma cirurgia substitui o cuidado com a pele. Uma cirurgia facial, chamada de lifting ou ritidoplastia, promove um resultado muito melhor se a pele for bem tratada. Além disso, considero muito importante o trabalho conjunto do cirurgião plástico com o dermatologista”, completa a cirurgiã.

Fonte:. Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Dia Mundial sem Tabaco: Fundação do Câncer relembra principais ações de conscientização

A Instituição reforça o conceito #EuMeImporto, traduzindo uma cultura de empatia e respeito pelas pessoas

No dia Mundial sem Tabaco (31), a Fundação do Câncer apresenta sua nova campanha, ‘’Importe-se com alguém além de você’’, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do tabaco para a saúde individual e coletiva, bem como os problemas ambientais que gera. A ação faz parte do conceito #EuMeImporto, tônica da Instituição que traduz a cultura de empatia e respeito pelas pessoas.

Além das peças publicitárias informativas divulgadas a partir de 22 de maio nas redes sociais da Instituição, a ação conta com depoimentos de um entusiasta da causa antitabagista e de duas personalidades que decidiram parar de fumar por conta da campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação do Câncer em fevereiro deste ano.

Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, aderiu motivado pela perda do pai por conta do cigarro. Para ele, o importante é incentivar cada vez mais as pessoas a deixarem esse hábito. Já para Raphael Alvarez, ator e diretor, a maior motivação para eliminar o tabaco de sua vida é a influência positiva que deseja despertar nas próximas gerações. Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin, por sua vez, contou que o cigarro estava afetando seu paladar e, por ele se importar com os seus clientes e com a qualidade dos pratos que oferece, decidiu parar de fumar.

Também faz parte da ação deste ano uma retrospectiva dos últimos cinco anos de ações realizadas pela Fundação do Câncer no Dia Mundial sem Tabaco. A proposta é mostrar a atuação da Instituição no controle do tabaco, uma das principais bandeiras desde a sua criação. Nesse sentido, a campanha deste ano reforça como a Fundação tem contribuído para que o Brasil seja uma referência mundial na luta contra o tabagismo.

Um dos resultados dessa contribuição foi a queda do percentual de fumantes brasileiros maiores de 18 anos de 34,8%, em 1989, para 14,7% em 2013, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Atualmente, há mais ex-fumantes do que fumantes no país, também segundo a PNS.

Para o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr: “A Instituição sempre atuou em ações de conscientização voltadas para a população. Nosso fundador e presidente do conselho curador, Marcos Moraes, é um dos precursores da causa e desenvolveu, ao longo dos anos, um importante papel, em âmbito nacional, na luta contra o tabagismo” destaca o executivo. Um exemplo de atuação a ser citado foi o envolvimento de Moraes na criação de lei para proibir o fumo em voos, que representou, na época, um avanço significativo no controle do tabaco no país.

A seguir, confira as campanhas realizadas pela Fundação do Câncer desde 2014 até hoje:

2019: Importe-se com alguém além de você
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2019

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Fumar é prejudicial também para aqueles que estão próximos da fumaça e traz impactos ao meio ambiente. Essa consciência pode ser um importante incentivo de mudança para quem deseja parar de fumar. Pensando nisso, em 2019, a Instituição lança a ação: ‘’Importe-se com alguém além de você”, que poderá ser vista nas redes sociais da Fundação a partir de 22/05. Este trabalho conta com os depoimentos do incentivador da causa antitabagista Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, e de dois ex-fumantes que tomaram essa decisão motivados pelo Dia Mundial do Câncer, Raphael Alvarez, ator e diretor; e Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin. Ambos, incentivados pela campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação, em fevereiro deste ano, contam como se importar com a saúde das pessoas próximas os engajou nessa luta e os incentivou a abandonar o tabaco.

2018: Vidas em cinzas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2018

dia mundial sem tabaco 2018
No último ano, a Fundação do Câncer produziu o vídeo ‘’Vidas em Cinzas’’ para sensibilizar e orientar a população sobre os malefícios do cigarro.

2017: Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2017

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A campanha “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento” teve o objetivo de revelar à população o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população. O consumo do tabaco gera impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. Durante o período da campanha, a Instituição divulgou, em seus diferentes canais nas redes sociais, peças com frases e imagens sobre o efeito do tabagismo na natureza e na vida das pessoas.

2016: Embalagens Padronizadas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2016

dia mundial sem tabaco 2016
Em 2016, a Fundação do Câncer se uniu com a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e publicaram um vídeo nas mídias sociais em que a médica epidemiologista Veronica Hughes, diagnosticada com câncer de pulmão há mais de 10 anos, convocou a população brasileira a assinar a petição online pela adoção das embalagens padronizadas para cigarros. A campanha ‘’#AcabouoDisfarce’’ ganhou também as páginas dos jornais impressos O Dia, Destak, Meia Hora e Metro.

2015: Dicas para parar de fumar
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2015

dia mundial sem tabaco 2015
Na campanha de 2015, a Fundação do Câncer divulgou depoimentos de pessoas que deixaram de fumar. Nas publicações, os ex-fumantes contavam como o cigarro atrapalhava suas vidas e compartilhavam experiências, além de mostrar o que os incentivou a parar de fumar.
No mesmo ano, a Instituição divulgou as “Dicas para parar de fumar”.

2014: “Preços mais altos, mais vidas salvas”
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2014

dia mundial sem tabaco 2014
Aumentar os preços e impostos dos produtos de tabaco para reduzir doenças e mortes foi o tema central da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014. O alerta foi sobre a necessidade de se elevarem os preços do cigarro para diminuir a prevalência de fumantes nos países.

Fonte: Fundação do Câncer

Dia Mundial Sem Tabaco tem mobilização nesta sexta-feira, em São Paulo

Ação contará com pulmão inflável gigante no acesso da Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás de metrô, além de uma equipe de enfermeiros que orientará a população

Nesta sexta-feira(31), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza, em parceria com a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, mobilização na Estação AACD-Servidor – para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo cigarro.

A ação ocorre por ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estudos mostram que o hábito de fumar é um fator de risco para cerca 50 doenças diferentes, sendo responsável por:

25% das mortes por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio);
45% das mortes por infarto na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar;
25% das doenças vasculares (entre elas AVC);
90% dos casos de câncer no pulmão;
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

Para se ter uma ideia da gravidade desse hábito, segundo a OMS, a incidência global do câncer de pulmão pode chegar a 1,8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1.6 milhão de óbitos.

Por isso, a ação de conscientização do Instituto Lado a Lado pela Vida pretende impactar as pessoas ao instalar um pulmão inflável gigante no local, além de contar com a presença de uma equipe composta por cinco enfermeiros que abordará os pedestres, distribuindo folderes informativos e orientando-os sobre o tema.

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, e o quarto entre as mulheres”, afirma Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL. “Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”, diz Marlene. Ela reforça que, normalmente, o câncer de pulmão é diagnosticado em estágios avançados, quando as possibilidades de cura são mais difíceis.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, 76% dos entrevistados nunca falaram com o médico sobre câncer de pulmão e 61% da população não se consideram bem informados sobre a doença. A alta incidência também foi comprovada pela pesquisa: três em cada dez brasileiros disseram conhecer alguém que tem ou teve câncer de pulmão.

Além disso, a incidência vem aumentando a cada ano entre indivíduos não fumantes. “Hoje, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, ressalta Marlene.

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do pulmão. Este ano, as ações para disseminação de informações começarão mais cedo, aproveitando o ensejo do Dia Mundial sem Tabaco.

Sobre o câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay

As causas da doença variam entre as pessoas, mas estão relacionadas ao tabagismo, estilo de vida, excesso de exposição à poluição do ar, histórico familiar e até mesmo fatores genéticos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico.

De acordo com Fernando Santini, oncologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, o rastreamento é indicado para indivíduos com risco elevado, ou seja, homens e mulheres com idade maior ou igual a 50 anos que tenham histórico elevado de tabagismo com ou sem fator de risco adicional.

“Consideramos o número de maços de cigarro fumados por dia multiplicado pelo número de anos de tabagismo. Por exemplo, 30 anos – maço equivale a 1 maço por dia por 30 anos ou 2 maços por dia por 15 anos”, explica o médico.

O exame indicado para rastrear tumores no pulmão é a Tomografia Computadorizada de Tórax, procedimento rápido, indolor, que não necessita de preparo e nem utiliza contraste oral ou endovenoso.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica ele. “Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia. “A medicina de precisão avaliará qual é o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar resultados mais satisfatórios”, conclui o oncologista.

Serviço – Mobilização Dia Nacional SemTabaco
Dia 31 de maio, sexta-feira
Das 10 às 15 horas
Local: Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás