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8 em cada 10 pessoas vão enfrentar problemas na coluna em algum momento da vida

Procedimentos minimamente invasivos podem ser a solução para alguns pacientes

Mielopatia cervical. Esse foi o diagnóstico que a empresária Sinara Barbosa, de 45 anos, recebeu no final de 2020, após uma ressonância magnética. Os primeiros sintomas surgiram em março daquele ano, quando procurou um ortopedista para entender a causa de um desconforto no pescoço. Mesmo com a recomendação médica para realizar exames, o início da pandemia e a ausência de dores intensas fizeram com que a volta para o consultório fosse adiada. Com a diminuição dos casos de Covid-19, ela fez os exames e logo recebeu o diagnóstico que não imaginava.

“Busquei opinião de sete médicos e todos me disseram a mesma coisa: o meu caso exigia uma intervenção cirúrgica”, conta Sinara. A necessidade de uma cirurgia na coluna sempre gera medos, incertezas e muitas dúvidas em pacientes que já estão sofrendo com dores. Para Sinara não foi diferente, já que ela não esperava receber esse diagnóstico tão cedo, pois sentia apenas algumas dores na coluna e no pescoço. De acordo com o ortopedista Luiz Gustavo Dal’Oglio da Rocha, a empresária sofria de um processo degenerativo na coluna cervical e precisou da cirurgia para evitar futuros comprometimentos da função dos membros inferiores e superiores.

Problemas na coluna são mais comuns do que se pode imaginar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito em cada dez pessoas vão passar por isso em determinado período da vida. Sedentarismo, excesso de peso, má postura ou herança genética são alguns dos fatores que estão fazendo aumentar o número de homens e mulheres diagnosticados com dores crônicas na coluna. “Quase todo mundo vai travar uma batalha contra incômodos na coluna, mas a maioria vai encontrar a solução em medicamentos e terapias complementares, como fisioterapia”, esclarece Rocha.

O médico explica que as cirurgias são indicadas para casos extremos, ou bem específicos, ou ainda, quando os tratamentos prévios já não são eficazes. “Com as novas tecnologias, os procedimentos estão cada vez menos invasivos, o que significa tempo reduzido de internação, menor incidência de complicações e retorno mais rápido às atividades cotidianas: são as chamadas cirurgias minimamente invasivas. Hérnia de disco e estenose do canal vertebral são as causas mais comuns para justificar uma cirurgia”, afirma o ortopedista que atua nos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba (PR).

“Se têm como tratar, não há motivo para pânico. A confiança na equipe que me acompanhou foi determinante para que eu passasse por essa fase de cabeça erguida. Foi preciso apenas um dia no hospital para eu voltar para casa, sem dor nenhuma”, lembra Sinara.

Técnicas minimamente invasivas

Cortes pequenos, pouca dor e recuperação rápida. Esses são os princípios das cirurgias modernas que podem devolver a qualidade de vida a pessoas com problema de hérnia de disco, por exemplo. As cirurgias minimamente invasivas já são realidade nos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, que são referências nacionais em cirurgias da coluna e importantes centros de formação de novos cirurgiões. “O uso dessas técnicas permite melhor visualização do campo cirúrgico, menos sangramento e tempo menor de recuperação. O aperfeiçoamento dos métodos e uso adequado de implantes garantem resultado mais efetivo e menor risco cirúrgico”, assegura o ortopedista Rocha.

A técnica minimamente invasiva, com uso de tecnologia, é um pilar da cirurgia moderna da coluna. Para difundir o conhecimento e permitir que profissionais de outros estados apliquem essas práticas em sua rotina, os dois hospitais realizaram um curso de técnica cirúrgica na coluna cervical em novembro, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e a AO Spine Latin America.

“Abordamos técnicas de instrumentação com as quais os participantes puderam evoluir com conhecimento da estabilização cirúrgica com uso de sistemas de navegação, desde o crânio até a transição entre a coluna cervical e torácica, e aprimoramos técnicas de descompressão neural com recursos de microscopia. O foco do aperfeiçoamento é sempre melhorar o resultado para os pacientes”, conclui.

Fonte: Universitário Cajuru

Novas tecnologias revertem catarata de forma precisa, sem injeção e com rápida recuperação

Em outubro, a apresentadora Ana Maria Braga comparou a cirurgia para catarata a um milagre, por sua rapidez e conforto, a Zeiss reforça que diagnóstico precoce e inovações garantem bem-estar a pacientes

A catarata é hoje a principal causa de cegueira evitável no mundo, e seu tratamento exclusivamente cirúrgico ainda preocupa pacientes, que tendem a postergar exames por medo do procedimento. Casos recentes como da rápida recuperação da apresentadora Ana Maria Braga, porém, ajudam a esclarecer que avanços tecnológicos permitem hoje intervenções mais precisas e sem injeção local, garantindo mais segurança e bem-estar ao operado -como foi Ana, que declarou ter ficado surpresa com a agilidade e o conforto sentidos em sua experiência.

De acordo com a Pebmed (pesquisa médica e serviços tecnológicos da área da saúde), a catarata é a origem de metade dos casos de cegueira reversível em todo o mundo. No Brasil, os números divulgados no último ano pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) impressionam devido ao crescimento de cirurgias de catarata realizadas pelo SUS (Sistema único de Saúde), que saltaram de 302.312, em 2009, para 600.844, em 2019 -aumento de aproximadamente 99%. Por isso, os avanços tecnológicos na área são fundamentais.

Diante do cenário, a alemã Zeiss, referência universal em tecnologia voltada à saúde ocular, alerta que um diagnóstico precoce é fator de extrema importância para evitar a perda da visão; estimula, ainda, o compartilhamento de informação atualizada sobre a reversão da enfermidade, que conta com o suporte de equipamentos em constante evolução para otimizar processos e minimizar incômodos.

Convidada pela Zeiss a oftalmologista Alessia Braz, diretora clínica da Univi (centro oftalmológico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças oculares), responde às principais perguntas sobre o tratamento da catarata e ajuda a desmistificar crenças sobre a doença, que resume ser “a perda da transparência do cristalino, que é a lente interna do olho”.

O que é catarata?
É o processo de opacificação do cristalino. Considerado a lente natural do olho, o cristalino geralmente é incolor e permite a focalização de objetos.

Como ela se manifesta?
Embaçamento gradual da visão. Diminuição do contraste das cores e da forma dos objetos. Em alguns casos pode haver alteração do grau, com “indução de miopia”, chegando a dar a falsa impressão de melhora para ver de perto. Mancha branca na pupila pode surgir em casos avançados.

Quando ocorre?
O mais comum é haver a perda da transparência com o passar do tempo, configurando a catarata senil. Portanto, idosos são mais propensos à evolução da doença. Mas ela também pode ocorrer por questão congênita, trauma, uso de medicamentos como cortisona ou mesmo por alterações metabólicas como diabetes.

Como detectar?
Exames oftalmológicos periódicos com avaliação minuciosa permitem o diagnóstico precoce. Equipamentos modernos contribuem para a otimização desta etapa, a exemplo do IOLMaster 700, recém-lançado pela Zeiss, que permite a leitura fácil e precisa do comprimento completo do olho (comprimento axial), medindo a catarata avançada em 99% dos casos.

Tratamento


O tratamento é cirúrgico, com indicação cada vez mais precoce (a ideia de que a catarata precisa amadurecer para ser operada é conceito ultrapassado). No procedimento, o cristalino é substituído por uma lente intraocular, que corrige a visão. O cálculo do grau da lente a ser implantada é feito por equipamentos ultratecnológicos, como o IOLMaster 700, com muito mais precisão.

Avanços na cirurgia
Hoje, são feitas microincisões sem pontos nem injeção anestésica dentro do olho. A técnica ficou mais precisa; a anestesia é local, com colírio e sedação, e o paciente já sai movimentando todo o olho. São usados desde microscópios de alta resolução até aparelhos que permitem a remoção do cristalino com mais segurança.


Um desses dispositivos é o inovador Zeiss miLOOP, que acaba de ser lançado no Brasil e atua como uma espécie de laço em torno do cristalino opacificado para, minimizando o estresse em sua estrutura de sustentação, apertá-lo e fragmentá-lo, permitindo sua retirada com facilidade pelo cirurgião.

Reprodução Instagram

Pós-operatório
A lente intraocular pode permitir menor dependência dos óculos ou até mesmo uma total independência deles. Para o segundo caso, opera-se cada olho com intervalo de até três dias entre eles. O tampão de acrílico, como o usado por Ana Maria Braga, por exemplo, é uma medida protetiva para evitar contato durante banho ou sono.

Fonte: Zeiss

Crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por ansiedade e estresse causados pela pandemia

Time de médicos deu dicas para prevenir os episódios de forte dor de cabeça durante a pandemia do Coronavírus e explicou como funcionam os tratamentos para o problema

Devido à pandemia do novo coronavírus, estamos passando por um período de grandes mudanças em nossos hábitos rotineiros. E, apesar das vacinas, os números de casos das doenças seguem altos, criando grande incerteza quanto ao futuro. Esses fatores podem resultar em grande quantidade de estresse e ansiedade, gerando até mesmo um impacto importante em nossa saúde.

“Por exemplo, muitas pessoas, principalmente aquelas que já possuem algum tipo de predisposição, podem sofrer com crises de enxaqueca. Isso porque nosso comportamento, emoções e estado mental influenciam fortemente no aparecimento do problema, já que, durante essas situações de alteração do humor, ocorrem mudanças na liberação das substâncias que o cérebro utiliza para minimizar a dor”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Felizmente, é possível adotar alguns cuidados que vão ajudar a prevenir a recorrência dessas crises, principalmente no que diz respeito ao estilo de vida. “Não podemos menosprezar o valor de uma boa alimentação, uma rotina de exercícios físicos, meditação e tratamentos psicológicos. Comprimidos não fazem milagres. Mesmo ir ao neurologista não resolverá tudo sem esforço por parte do paciente”, diz o neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola).

Um dos cuidados importantes nesse sentido é controlar o estresse, o que pode ser feito por meio da programação da rotina. “Tente manter a mente ocupada. Procure ter horário para acordar, comer, trabalhar e para dormir. Ao se levantar, procure trocar de roupa. Não fique na cama de pijama o dia todo. Crie objetivos e prazos para que você cumpra ao longo desse período. Mas, lembre-se de pausar por um momento. Ao final do dia, desconecte-se e realize algo que te dê prazer”, aconselha Rubez.

Foto: Ulrike Leone/Pixabay

A alimentação também é fundamental. De acordo com a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), os fortes sintomas da enxaqueca podem ser evitados e amenizados com uma alimentação equilibrada, principalmente com a inclusão de castanha-do-pará, atum, canela, vegetais verde-escuros e grão-de-bico na dieta. “Alimentos ricos em selênio e magnésio são importantes para diminuir o estresse, enquanto anti-histamínicos (presentes na canela e gengibre) inibem a produção de prostaglandina, responsável pela sensação de dor”, afirma a médica.

“É fundamental também evitar fast-foods, frituras e alimentos gordurosos, que têm perfil mais inflamatório e liberam prostaglandina, assim como diminuir o consumo de cafeinados, substâncias que alteram a circulação sanguínea e de bebidas alcoólicas, que promovem a dilatação dos vasos”, explica a médica. A prática regular de atividade física também é fundamental, pois libera substâncias que ajudam a controlar o estresse e promovem a sensação de bem-estar, algo muito importante nesse momento de grande ansiedade pelo qual estamos passando.

Porém, se mesmo com os cuidados acima as dores de cabeça não cessarem, vale a pena procurar um médico, que poderá realizar uma avaliação para diagnosticar corretamente o problema, pois a enxaqueca pode ser facilmente confundida com dores de cabeça passageiras. “Dores de cabeça ocorrem, na maioria das vezes, por duas causas comuns: tensional, que são dores geralmente mais leves que surgem nos dois lados da cabeça e não causam náusea ou irritabilidade com luz e cheiros fortes; e enxaqueca, quando a dor começa e permanece apenas de um lado, mas atrapalha muito a rotina do paciente, podendo gerar náusea, irritabilidade com a luz, sons e cheiros e redução da produtividade de forma geral”, afirma Batistella.

“De fato, a chance de estarmos lidando com uma dor de cabeça momentânea é maior do que de estarmos lidando com uma dor de cabeça crônica. Então, para identificarmos se há necessidade de um acompanhamento neurológico para dor de cabeça, precisamos considerar o impacto da dor na rotina social do paciente e o motivo do surgimento das dores. Por isso, à rigor, o ideal é que todos que possuem dor de cabeça procurem um neurologista ou clínico geral ao menos uma vez para receber orientação adequada”, recomenda o neurologista.

Uma vez que o quadro foi diagnosticado como enxaqueca, o médico poderá recomendar o melhor tratamento para cada caso. “A escolha do tratamento ideal para o paciente é difícil, exigindo que o médico e o paciente discutam profundamente todas as possibilidades. Mas hoje temos diversas opções para controlar o problema com bons resultados, incluindo desde o uso de medicamentos orais até procedimentos que utilizam toxina botulínica e medicamentos monoclonais”, destaca o neurologista.

Hoje já existe também a possibilidade da realização de uma cirurgia que, muitas vezes, é capaz de colocar um fim definitivo às fortes crises de enxaqueca. “A cirurgia de enxaqueca vem sendo realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard. Os resultados positivos e semelhantes das publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma Rubez.

De acordo com o especialista, o procedimento é pouco invasivo e visa descomprimir e liberar os ramos periféricos dos nervos trigêmeo e occipital, que podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos e vasos sanguíneos, gerando a liberação de substâncias que desencadeiam a inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro e, consequentemente, favorecem o aparecimento dos sintomas da enxaqueca, como dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som. “

Ao todo, são sete tipos de cirurgias de enxaqueca, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. Mas em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”, afirma o cirurgião.

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A cirurgia para enxaqueca pode ser feita em qualquer paciente que tenha diagnóstico de migranea (enxaqueca) feito por um neurologista e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações. Além disso, pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor, que tenham intolerância a estas medicações ou ainda que têm sua vida pessoal e profissional comprometida devido às dores também podem passar pelo procedimento.

“As cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral ou, em alguns casos, sob anestesia local, durando cerca de uma a duas horas para cada nervo. E o melhor é que o paciente tem alta no mesmo dia, podendo voltar para casa”, finaliza Rubez.

Cirurgia de coluna: conheça mitos e verdades sobre o tema

A cirurgia de coluna não é indicada em todos os casos, mas quando o paciente está em mãos de um especialista experiente, pode ser a solução ideal para problemas crônicos, que causam incômodos persistentes e a longo prazo. Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein elencou alguns mitos e verdades sobre o tema.

Cirurgia de coluna não é para todos, mas pode ser eficiente em boas mãos.
Verdade:
o organismo é naturalmente perfeito e capaz de, muitas vezes, se regenerar sozinho. Porém, a dor intensa não controlável, a incapacidade a ponto de causar prejuízo às atividades diárias, doenças prolongadas, causando meses de dor, e outros riscos à saúde, precisam de atenção. Valadares reforça que não existe uma verdade que seja absoluta para todos: “Nem sempre algo é bom para todos. Não existe uma técnica melhor do que a outra. Cada caso é um caso. Um cirurgião experiente domina todas as técnicas deve saber escolher o melhor para aquele paciente”, pontua.

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As novas tecnologias podem tornar as cirurgias de coluna mais promissoras.
Parcialmente verdade:
segundo o médico, novas tecnologias aumentam a segurança em uma cirurgia e diminuem o risco, mas se mostram revolucionárias apenas no começo, para depois encontrarem suas aplicações ideais. “Geralmente, este tipo de cirurgia é pouco acessível e cara. Cuidado com inovações muito promissoras, especialmente em casos de implantes”, alerta o neurocirurgião.

A cirurgia de coluna sempre é um procedimento invasivo.
Mito:
de acordo com o médico, procedimentos na coluna podem ser pouco invasivos e realizados, até mesmo, com pequenas agulhas – às vezes muito finas – ou ainda com cânulas, tubos que podem ser tão pequenos quanto um canudo, por exemplo. Procedimentos assim, em geral, são realizados com auxílio de uma câmera ou um aparelho de raio-x, que guiam o cirurgião durante o procedimento.

Para tratar uma hérnia de disco, o paciente necessariamente precisa fazer uma cirurgia.
Mito:
não é verdade que todo paciente com hérnia de disco precisa de uma cirurgia de coluna. Segundo o especialista, cerca de 9 a cada 10 pacientes com dores causada por hérnias de disco não precisam de cirurgia. “O bom cirurgião sempre leva a intensidade da dor do paciente em conta, há quanto tempo ele está sofrendo com o problema e, também, como a dor interfere em suas atividades diárias”, explica o médico. “Se os sintomas forem leves e tiverem curta duração, o tratamento jamais será cirúrgico. O organismo é sábio e capaz de corrigir alterações sozinho, ou com um pequeno auxílio de tratamentos, como fisioterapia”, complementa.

O paciente pode perder os movimentos após uma cirurgia de coluna.
Mito:
nenhuma cirurgia de coluna feita atualmente, que siga os protocolos de segurança e técnicas corretas, prevê perda de movimentos como resultado aceitável. Se houver risco real, o procedimento não deve ser indicado. “Existem sim riscos de complicações devido a variações anatômicas que não podemos prever e podem levar a situações como déficits neurológicos pós-operatórios. Mas estas são extremamente raras”, afirma o neurocirurgião. Ele explica que, especialmente no caso de pessoas com tumores na medula, o paciente pode apresentar uma fraqueza no pós-operatório, que normalmente se recupera em alguns dias.

Dores após a cirurgia podem acontecer.
Verdade:
dor após cirurgia pode acontecer, especialmente em procedimentos maiores. Porém, hoje existem medicamentos de diversos tipos para controlar eventuais dores. O esperado é que, após cirurgias de coluna, o paciente não sinta dores que o incomodem. Se sentir, é comum que elas sejam controladas com medicação e persistam por um curto período.

A cirurgia de coluna precisa ser feita somente por um neurocirurgião.
Mito:
no Brasil, todos os neurocirurgiões são habilitados para realizar cirurgias de coluna, e alguns ortopedistas que, após realizarem sua especialização em Ortopedia, buscam especialização, também, em cirurgias de coluna.

São necessários vários meses de recuperação após qualquer cirurgia na coluna.
Mito:
apenas as grandes cirurgias de coluna para deformidades, como as escolioses ou as fraturas causadas por acidentes, precisam de recuperações prolongadas hoje em dia, às vezes ultrapassando um mês. O normal é que o paciente saia andando do hospital, muitas vezes no mesmo dia da cirurgia. Parte significativa dos pacientes pode voltar a trabalhar dentro de uma ou duas semanas, e muitos deles podem praticar esportes em apenas um mês.

Cirurgia na coluna é sempre a última opção.
Mito:
uma cirurgia de coluna bem feita e na hora certa é um excelente tratamento e que, dependendo do problema, pode curar o paciente. A cirurgia de coluna, como explica o Dr. Valadares, não é a primeira opção quando a doença do paciente é benigna e deve se resolver sozinha, como as hérnias de disco que causam dores mais amenas. Existem, ainda, procedimentos mais simples e também capazes de curar a doença do paciente, como fortalecimento muscular para alguns casos de dor lombar. “Incorreto é o paciente passar meses – às vezes anos – realizando tratamentos com pouco eficiência para determinado problema apenas por medo ou falta de informações sobre o seu caso”, reitera.

Exercícios em academia podem ser feitos após uma cirurgia de coluna.
Verdade:
em geral, a atividade física em academia ou ao ar livre faz, até mesmo, parte da recuperação de quem operou a coluna. É preciso cuidado com o tempo certo para início das atividades e saber quais exercícios o paciente poderá fazer no início. O neurocirurgião da Unicamp alerta: apenas o médico por trás de cada caso poderá opinar especificamente sobre o paciente e suas necessidades.

Fonte: Marcelo Valadares é médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Entenda os tipos de cirurgias indicados ao tratamento de enxaqueca

Desenvolvida em 2000 e respaldada por vários estudos científicos, cirurgia é pouco invasiva e tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital, envolvidos nos pontos de dor.

A enxaqueca afeta 15% da população brasileira, segundo estatísticas, e já existe uma forma mais eficaz de lidar com o problema: a cirurgia. Hoje realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard, o procedimento tem resultados muito positivos e semelhantes.

“As publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Mas afinal, por que investir em uma cirurgia para enxaqueca? De acordo Rubez, a enxaqueca tem sido associada à compressão e irritação dos principais nervos sensitivos do rosto e da cabeça. “Em pessoas com predisposição genética para a enxaqueca os nervos podem sofrer compressões ao longo de seus trajetos e desencadear a cascata de sintomas da doença. O alívio cirúrgico da compressão nos nervos pode reduzir a frequência, a intensidade e a duração das dores de cabeça ou até mesmo eliminá-las”, destaca.

Da mesma forma, a cirurgia é uma opção muito vantajosa para pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor ou que tenham intolerância a essas medicações. Todos os tipos de cirurgia de enxaqueca são pouco invasivos, de forma que a cirurgia tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital envolvidos nos pontos de dor.

“Os ramos periféricos destes nervos, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos, vasos, ossos e fáscias. Isto gera a liberação de substâncias (neurotoxinas) que desencadeiam uma cascata de eventos responsável pela inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro, que irão causar os sintomas de dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som”, diz o médico.

A cirurgia para enxaqueca pode ser feita em qualquer paciente que tenha diagnóstico de migrânea (enxaqueca) feito por um neurologista, e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações; pacientes que tenham muitos efeitos colaterais com as medicações; ou ainda em pacientes que desejam realizar o procedimento devido ao grande comprometimento que as dores causam em sua vida pessoal e profissional.

Segundo o especialista, são sete os tipos de cirurgia, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. O cirurgião explica que cada cirurgia foi desenvolvida para gerar a menor alteração possível na fisiologia local. “Em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”.

Conheça abaixo cada um deles:

Frontal – um dos tipos mais comum e é realizado para os pacientes que têm o início das dores na região dos supercílios, segundo o médico. “Esta cirurgia é feita a partir de incisões nas pálpebras superiores, como nas blefaroplastias, ou incisões no couro cabeludo. As cicatrizes, portanto, ficam imperceptíveis. Nesta cirurgia, é realizada a remoção dos músculos corrugadores do supercílio, depressores do supercílio e próceros, além de artérias locais, que causam irritação aos ramos supraorbital e supratroclear do nervo trigêmeo”, afirma o médico. Além de tratar a enxaqueca, o paciente desse tipo de cirurgia, como consequência do procedimento, diminui a formação de rugas nestas áreas, contribuindo para um efeito rejuvenescedor da face.

Temporal – “Neste procedimento as incisões são realizadas no couro cabeludo, e tem como objetivo descomprimir ou ressecar parte do nervo zigomático-temporal, o qual é rotineiramente lesado em cirurgias estéticas para a face”, afirma o médico. A perda parcial de sensibilidade na região temporal pode ser temporária ou definitiva e nesta cirurgia também ocorre efeito rejuvenescedor da face, uma vez que os tecidos da região são levemente tracionados para lateral, causando elevação discreta da sobrancelha.

Aurículo-temporal – pacientes que apresentem dores na lateral da cabeça, ou seja, nas têmporas, podem se submeter a cirurgia para o nervo aurículo-temporal. “Assim como as demais, fará a descompressão dos nervos localizados na região temporal — bem próximo à orelha—, minimizando os sintomas da enxaqueca. Em alguns casos, a condição pode ser eliminada por completo. Esta cirurgia pode ser feita sob anestesia local, com duração de cerca de 15 minutos”, afirma o médico.

Numular – trata-se de um procedimento realizado sob anestesia local, com duração em torno de 15 minutos. “As dores são na região do couro cabeludo, mais comumente nas laterais da cabeça. O paciente em geral consegue identificar pontualmente o local de maior dor, que é confirmado com a utilização de um doppler. Através de pequena incisão é realizada a neurotomia de pequenos ramos nervosos, sendo que a cicatriz fica disfarçada pelo cabelo”, explica Rubez.

Rinogênico – trata-se de cirurgia realizada toda por dentro do nariz, e destinada para os pacientes que apresentam dores que se iniciam atrás dos olhos, por exemplo, causadas por variações do clima. “Os contatos entre o septo desviado e os cornetos (ou carne esponjosa) ativam a cascata de dores neste caso. O intuito da cirurgia, portanto, é corrigir eventuais desvios ou esporões do septo, hipertrofias de cornetos ou conchas bulhosas. Esta cirurgia vai promover um pós-operatório com melhora da respiração”, conta o especialista.

Occipital – este tipo é correspondente às dores atrás da cabeça ou na nuca, que podem ser causadas pela irritação de diversos nervos, sendo o principal o nervo occipital maior. “A compressão do nervo pode ser feita por músculos ou vasos. Realiza-se, então, a remoção de parte do músculo semiespinal e descompressão do nervo em todo seu trajeto”, afirma.

Occipital Menor – o nervo occipital menor, quando apresenta compressão, faz com que o paciente tenha dores na região lateral da nuca, semelhantes a uma dor muscular. “Para melhorar a condição clínica, a cirurgia realiza a neurotomia (secção) do nervo. A incisão é pequena e no couro cabeludo do paciente, não resultando em cicatriz visível, e com melhora significativa do quadro de enxaqueca na grande maioria dos casos”, enfatiza o especialista.

Rubez enfatiza que as cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral e em alguns casos sob anestesia local. “A duração da cirurgia, para cada nervo, é de cerca de uma a duas horas, e o paciente tem alta no mesmo dia, ou no dia seguinte, para casa”, explica.

Como surgiu a cirurgia para enxaqueca

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A Cirurgia para Enxaqueca foi criada e desenvolvida, a partir de 2000, pelo cirurgião plástico Dr. Bahman Guyuron, em Cleveland nos EUA. Desde então, diversas equipes ao redor de todo o mundo vêm realizando este tipo de cirurgia com sucesso. Único médico a realizar a cirurgia em São Paulo, Rubez aprendeu detalhes das técnicas cirúrgicas desse procedimento com o médico Bahman Guyuron, por meio de sete estágios entre os anos de 2014 e 2019.

Segundo Rubez, o procedimento foi criado a partir de cirurgias estéticas para a região frontal ou superior da face, de forma que Guyuron notou que seus pacientes melhoravam das dores de enxaqueca, quando sofriam com o problema. Em 2005, Guyuron e sua equipe publicaram um estudo prospectivo com randomização entre um grupo tratado e um controle sem cirurgia, envolvendo no total 125 pacientes.

Do grupo tratado 92% dos pacientes obtiveram sucesso com a cirurgia, sendo que 35% apresentaram eliminação completa dos quadros de Enxaqueca. “Nos trabalhos científicos sobre a Cirurgia de Enxaqueca, o sucesso do procedimento é definido como uma melhora de no mínimo 50% na intensidade, duração e frequência das crises. Este mesmo grupo de pacientes foi acompanhado por cinco anos e, em nova publicação de 2011, comprovou-se a manutenção da melhora dos pacientes operados”, finaliza.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Mioma é segunda maior causa de cirurgia em mulheres

Febrasgo alerta que, ao menos, 50% das mulheres em idade fértil apresentam a doença

Desafio para mulheres, em todo o mundo, mioma é um tumor uterino benigno que atinge, ao menos, 50% delas ao longo da fase reprodutiva. Assintomático em metade dos casos, o mioma tende a se manifestar por meio de fortes dores abdominais, sangramentos (que podem ser confundidos com aumento do fluxo menstrual) e aumento do volume abdominal. Por trás desses sintomas aparentemente comuns está uma doença que, somente no Brasil, resulta em cerca de 300 mil cirurgias anuais para remoção do útero, segundo o Ministério da Saúde.

Especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) apontam que, comumente, o mioma se manifesta em mulheres de 35 a 50 anos. Em mulheres de ascendência negra, há uma tendência de a doença surgir mais precocemente – a partir de 25 anos. De acordo com sua localização, o mioma pode se relacionar a quadros de infertilidade e aborto, maior sangramento e menor resposta a tratamentos medicamentosos.

O ginecologista Mariano Tamura, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Endoscopia Ginecológica da Febrasgo, comenta que parte do impacto da doença advém do comprometimento da mulher ser mãe. “O mioma é encontrado em 10% a 15% dos casais com infertilidade. Dentre eles, é a causa fundamental da infertilidade em 5% dos casos”.

Diagnóstico e tratamento

A formação dos miomas está associada aos hormônios progesterona e estrogênio. Deste modo, seu desenvolvimento ocorre gradualmente a partir da adolescência e vida adulta. Pesquisas apontam, contudo, que anticoncepcionais hormonais não influem no surgimento da doença. Fatores genéticos estão comumente associados ao problema – sendo mais recorrentes em mulheres com mães e irmãs que tiveram. Dentre as causas ambientais, nota-se maior predisposição à doença em meio a mulheres com sobrepeso e obesidade.

Tamura explica que os miomas são diagnosticados por meio de avaliação da história clinica da paciente, exames clínicos e exames de imagem – como ultrassonografia e ressonância magnética. O tratamento é individualizado, variando de acordo com cada caso. Como ainda não há um método preventivo ou que identifique previamente os quadros que apresentarão manifestação mais agressiva, o tratamento tende a buscar o controle dos sintomas, como forma de preservar o útero e possibilitar a gestação. Segundo ele, cerca de 20% das mulheres que fazem tratamento apresentam recidiva da doença, em até cinco anos.

mioma febrasgo
O tratamento também pode ocorrer por meio cirúrgico. Neste caso, há a miomectomia (retirada só do mioma) e a histerectomia, a remoção parcial ou total do útero. “A histerectomia não prejudica a vida sexual, hormonal, nem impacta a saúde da bexiga e intestino. Contudo, fecha um ciclo na vida da mulher ao não possibilitar que ela desenvolva uma gravidez. Por isso, esse método é indicado quando a paciente está de acordo e deseja essa solução definitiva. Hoje a histerectomia é a segunda cirurgia de médio e grande porte mais realizada em mulheres, em todo o mundo. É importante que se discuta alternativas quando há essa possibilidade clínica”.

Fonte: Febrasgo

Qual é a melhor escolha para fortalecer o assoalho pélvico?

Você sabia que a perda involuntária de urina é uma das maiores queixas de mulheres, especialmente na fase pós-menopausa? A chamada incontinência urinária, associada ou não ao esforço, atinge cerca de 20% delas em algum momento da vida. Isso acontece em decorrência de alterações no assoalho pélvico, região formada por músculos que sustentam útero, vagina, bexiga e reto.

“Há muitas mulheres que associam esse quadro à maturidade, como se ele fosse natural após determinada idade. No entanto, isso não é fato. É preciso buscar um especialista que solicitará exames específicos para diagnosticar o problema e orientar sobre a melhor de tratamento”, constata o médico Luiz Gustavo Oliveira Brito, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Uroginecologia e Cirurgia Vaginal, da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Há outros problemas relacionados à fragilidade do assoalho pélvico, como prolapso genital, popularmente conhecido como bexiga caída ou bola na vagina (é caracterizado pela perda de sustentação dos órgãos da região pélvica), incontinência fecal, ou perda de fezes de forma não voluntária (é decorrente principalmente do estiramento de um músculo específico no momento do parto) e dor pélvica crônica (dor na base da barriga quando ocorre por mais de seis meses). Há tratamentos eficientes para melhorar o quadro e oferecer mais qualidade de vida à paciente.

Conheça as indicações de cada um:

Dieta alimentar

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“Estudos comprovam que ao eliminar 5% do peso corporal há uma redução de 40% a 50% de episódios de perda não desejada de urina. A melhora é significativa e interessante principalmente para mulheres idosas que acreditam que isso não seria um problema, mas sim uma questão natural relacionada ao envelhecimento. Nós gostamos de deixar bem claro que, na verdade, perder urina não é normal em nenhuma idade e necessita de tratamento”, avisa o médico.

Cirurgia

Na verdade, não existe um método que seja 100% eficaz para qualquer tipo de incontinência. Mesmo a melhor das cirurgias (a escolha da técnica dependerá da gravidade do problema, do tipo de incontinência, bem como da experiência do médico e da concordância da paciente) promete uma taxa de cura de 90 a 95%, mas não mais do que isso. “Quando a mulher se submete a uma cirurgia para aquele tipo de perda urinária, à qual chamamos de incontinência urinária de esforço, ela precisa estar ciente de que existe uma taxa de falha. E com o passar do tempo, esse risco pode aumentar, pois alguns fatores influenciam o retorno do problema, como ganho de peso ou algumas doenças que afetam o sistema urinário”, alerta o Dr. Luiz Gustavo Oliveira Brito.

Laser

É uma técnica razoavelmente nova e pesquisas mostram mais benefícios nos casos de atrofia genital. Isso ocorre na menopausa e a mulher percebe ressecamento vaginal que pode gerar coceira, falta de lubrificação no momento do sexo, ardência, incômodo e incontinência urinária. De acordo com o especialista, neste caso, para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal de nenhuma forma, incluindo a tópica, o laser é uma opção. “No entanto, se o problema for perda de urina, especificamente, há poucos trabalhos já realizados comprovando que essa tecnologia funciona. Os resultados apontam para uma alternativa interessante, porém ela ainda carece de um número maior de estudos”, afirma.

Exercício

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Desenho: healthyandnaturalworld

A fisioterapia é indicada para mulheres que apresentam alteração na condição muscular local. A avaliação é feita pelo exame de toque e mostra o quanto a mulher contrai e segura essa musculatura. Caso ela não tenha força de contração adequada, alguns exercícios podem ser realizados em casa para fortalecimento da região. Os mais comuns são chamados de exercícios de Kegel. A técnica consiste basicamente em uma série de contrações que podem ser realizadas pela mulher em qualquer local ou momento do dia.

Medicamento

Auxilia no combate da incontinência de urgência (perda de urina depois de uma vontade subida de urinar) ou apenas a urgência urinária – as duas formas são conhecidas como bexiga hiperativa. A medicação atua bloqueando a contração muscular involuntária. É bom salientar que esse problema pode ser agravado pelo frio, consumo de cigarro, bebida gasosa, café e por situações estressantes.

Injeção de toxina botulínica

Vials and Syringe
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Indicada para bexiga hiperativa, a substância é aplicada nos músculos da parede da bexiga, paralisando-os e impedindo que se contraiam involuntariamente. Os efeitos duram, em média, nove meses. Depois é necessário refazer a aplicação. Apresenta ótimos resultados.

Fonte: Febrasgo

 

Quais problemas de visão podem ser corrigidos com cirurgias?

Dores de cabeça, perda da concentração, tonturas. Quem utiliza óculos sabe o quanto é ruim esquecê-los em casa. E pior do que os sintomas físicos, que causam diversos transtornos no trabalho e nos estudos, há aqueles famosos inconvenientes, como: sinalizar o ônibus errado e se passar por arrogante por não reconhecer amigos e parentes na rua. Tirando o fato de nunca enxergar por inteiro.

A boa notícia é que já é possível evitar este tipo de situação, eliminando por completo o uso de armações e lentes de contato. As cirurgias retrativas a laser estão se tornando cada vez mais comuns entre os brasileiros. Elas tratam as deficiências mais comuns entre a população, como: miopia, astigmatismo e hipermetropia, e podem ser encontradas em hospitais e clínicas de pequeno, grande e médio porte, espalhadas por todo o país.

“O procedimento é bem simples. Leva em torno de 20 minutos por olho, não existe internações e logo após o procedimento o paciente é liberado”, comenta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica. A cirurgia refrativa trata-se de uma correção da visão com laser e existem duas técnicas de aplicação. A escolha dependerá da espessura da córnea, que varia de acordo com cada pessoa.

“Na maioria dos casos, o paciente retorna as suas atividades após três dias de repouso”, explica Korn. O tempo de descanso é importante para a regeneração do epitélio, que foi alterado para a correção visual. O acesso a este método tem se tornado mais acessível aos brasileiros devido ao aumento de especializações no assunto e da oferta de crédito no mercado, como ocorre pelo Centro Nacional – Cirurgia Plástica, entidade que fornece recursos, à base do crédito, para pacientes cirúrgicos. No caso, o cirurgião recebe do paciente, à vista, o valor de seus honorários e o paciente tem a opção de pagamento em parcelas.

Segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 35 milhões de pessoas no Brasil lidam com alguma dificuldade de visão, o número equivale a quase 19% da população. A pesquisa aponta também que torno de 500 mil pessoas receberam o diagnóstico de cegueira. Como diz o ditado, melhor prevenir do remediar. “As chances de sucesso das cirurgias refrativas são altíssimas. A maioria dos pacientes têm as expectativas atendidas, ficando livres de óculos”, finaliza Korn.

olho

Veja o quadro abaixo, que detalha as diferenças entre problemas de visão:

Miopia

Miopia é uma deficiência visual que dificulta a visualização de objetos que estão longe. A palavra miopia tem origem no grego “myopia”, que significa “olho fechado”, porque as pessoas com esta condição muitas vezes fecham ligeiramente os olhos na tentativa de ver o que está mais longe.

A miopia é causada por um aumento anormal do eixo ocular (miopia axial) ou por uma ação de refração demasiada intensa do cristalino (miopia de refração), fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

Isto significa que em uma curta distância a visão ainda é possível, mas para além desta, a imagem não é nítida, sendo necessário o uso de lentes ou óculos. A miopia é geralmente congênita, embora com frequência se desenvolva só com o avançar dos anos, com tendência para aumentar durante a fase de crescimento.

Hipermetropia

A hipermetropia ocorre quando o olho é um pouco menor do que o normal, provocando uma focalização errada da imagem, que se forma após a retina. Ela também pode ser causada pela diminuição do poder refrativo do olho, causada por alterações no formato da córnea ou no cristalino.

Geralmente o paciente com hipermetropia tem boa visão de longe, pois se o seu grau não for muito elevado, é naturalmente corrigido pelo aumento do poder dióptrico do cristalino, em um processo chamado de acomodação. A maior parte das crianças apresenta hipermetropia, porque seus olhos normalmente são menores do que deveriam ser, porém elas têm um maior poder de acomodação e suportam graus muito mais elevados. São comuns casos de pessoas que necessitam de óculos na infância, mas deixam de usá-los na idade adulta, quando o olho atinge o tamanho ideal.

A hipermetropia também pode estar associada ao aparecimento de estrabismo acomodativo na infância, com o surgimento de sintomas ao redor dos dois anos de idade. Neste caso a correção total do problema pode ser feita com o uso de lentes de óculos adequadas.

Astigmatismo

Astigmatismo é uma imperfeição comum, leve e facilmente tratável na curvatura do olho. A maior parte do poder de foco no olho ocorre ao longo da superfície frontal, chamada córnea. A próxima estrutura envolvida na focagem é o cristalino, lente que fica atrás da íris, no interior do olho.

A córnea ideal tem uma superfície simetricamente curva, como uma bola de basquete. O astigmatismo é causado por uma córnea ou uma lente que não é simétrica. Como resultado, as pessoas com astigmatismo podem ter visão distorcida ou borrada.

O astigmatismo pode ocorrer em famílias e, na maioria dos casos, está associado com outros problemas de refração, como miopia ou hipermetropia. Ele também pode aumentar ao longo do tempo, devido à idade.

Segundo o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica as chances de sucesso nos procedimentos oftalmológicos são altíssimas e a maioria dos pacientes têm suas expectativas atendidas, ficando livres de óculos.

Fonte: Centro Nacional – Cirurgia Plástica

 

 

Cirurgia bariátrica não pode ser entendida como questão estética, diz especialista

Dados revelam crescimento dos números de procedimentos para redução de estômago no Brasil

Uma pesquisa recém divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam para o crescimento no volume de intervenções realizadas no Brasil: houve um salto de 85% na quantidades de procedimentos feitos entre 2011 e 2018. Ao todo, a entidade estima que nos 7 anos contabilizados, 424.682 realizaram a chamada redução de estômago. Ainda de acordo SBCBM, no Brasil estima-se que 13,6 milhões de pessoas têm o perfil para se submeter ao procedimento.

Essa realidade é reforçada por dados do Ministério da Saúde: uma em cada cinco brasileiros está acima do peso. Atualmente, a obesidade é uma das condições de saúde mais presentes na população e está relacionada tanto a fatores genéticos quanto hábitos de vida pouco saudáveis, como alimentação desequilibrada e sedentarismo.

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Iluatração: Medscape

De acordo com o cirurgião bariátrico Thales Delmondes Galvão, contudo é preciso alertar a população sobre os critérios que tornam uma pessoa elegível à intervenção. Um dos fatores limitantes e essenciais para a realização da cirurgia está relacionado ao perfil de paciente.

“A redução de estômago é recomendada para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40, ou maior que 35, desde que possuam um conjunto de doenças associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e dislipidemias (anomalias dos lipídios no sangue). Além disso, a cirurgia também é recomendada para pacientes com o IMC maior que 30 com diabetes de difícil controle”, explica o médico.

Saúde x Estética

A imagem mais esbelta e a busca por padrões de medida tidos como os ideais salta aos olhos de quem desconhece o tema a fundo. Nas mídias sociais, páginas de pessoas que obtiveram rápida perda de peso ressaltam o apelo visual como principal fator de referência sobre o tema. No entanto, Galvão alerta que é preciso cautela para que a redução de estômago não seja encarada como uma mera cirurgia estética.

barriga emagrecer

“Conceitualmente, a beleza deve ser o último fator para o paciente procurar a cirurgia bariátrica. Por conta de todos os riscos presentes no diagnóstico, a qualidade de vida deve ser priorizada”, explica o médico.

Caso o paciente opte por realizar a redução de estômago, é necessário reforçar que a cirurgia não é a única ação a ser tomada para o início de uma vida mais saudável. O paciente deve buscar acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que vai além do cirurgião e inclua ainda cardiologista, nutricionista, endocrinologista, fisioterapeuta, pneumologista e psicólogo. Desta forma, o apoio pré e pós o procedimento cirúrgico estará garantido.

Fonte: Thales Delmondes Galvão é especialista em Cirurgia Aparelho Digestivo, Especialista em Cirurgia Bariátrica, SBCBM

Mutirão de cirurgias de catarata e hérnia em São Paulo e Campinas

Nos meses de fevereiro e março a clínica de especialidades cirúrgicas Doutor Opera vai promover um mutirão para a realização de cirurgias de catarata e de hérnia, em São Paulo e em Campinas. Enquanto essas cirurgias custam cerca de R$ 10 mil na rede privada e pelo SUS é preciso aguardar até 10 anos para ser atendido, segundo estudo do CFM, os pacientes da Doutor Opera encontram atendimento rápido e sem burocracia e pagam, em média, R$ 3 mil. As cirurgias serão realizadas no Hospital Adventista de São Paulo e a expectativa é atender 200 pacientes.

Considerada um empreendimento social, a Doutor Opera tem como objetivo promover o acesso à saúde oferecendo estrutura hospitalar confortável e segura e profissionais de qualidade, sem nenhuma burocracia ou filas. Para realizar uma cirurgia através da clínica basta preencher um formulário no site ou entrar em contato com a central de agendamento pelo 0800 880 1871 ou por WhatsApp. Em seguida é agendada consulta com o médico especialista, solicitados exames e a cirurgia é marcada. Tudo resolvido em no máximo 15 dias.

“Milhares de pessoas não podem pagar por planos de saúde e a rede pública não consegue atender a demanda de pacientes e, apesar das cirurgias não serem consideradas urgentes, muitos casos se agravam devido a longa espera pela cirurgia. A Doutor Opera, com atuação nacional, chega para suprir essa necessidade. Nossa proposta é oferecer uma nova opção em realizar cirurgias eletivas para pessoas que aguardam atendimento pelo SUS, particular ou dos convênios, oferecendo estrutura hospitalar confortável e segura, profissionais de qualidade e custo acessível”, explica o cirurgião Marcelo Assis, coordenador médico da clínica.

Os pacotes cirúrgicos com redução de até 70% do valor de mercado só é possível graças ao sistema “Medical Lean”, desenvolvido pelos executivos da Doutor Opera. Trata-se de um sistema de eficiência de gestão administrativa, financeira e técnica aliado a parcerias com hospitais e médicos, otimizando espaços, reduzindo custos e ocupando tempo ociosos nos centros cirúrgicos.

Público-alvo

Mais de 900 mil pacientes esperam cerca de dez anos para realizar cirurgias eletivas pelo SUS, segundo levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2017. Esses pacientes junto aos mais de 3 milhões de pessoas que perderam convênio médico nos últimos quatro anos, é o público que a Doutor Opera, primeira clínica de especialidades cirúrgicas do Brasil espera atender.

Cirurgias eletivas ambulatoriais

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A clínica Doutor Opera oferece cirurgias de catarata, herniorrafias em geral, colecistectomia (vesícula), cirurgia de varizes, vasectomia, laqueadura e muitas outras das áreas de oftalmologia, cirurgia geral, urologia, ginecologia, cirurgia vascular, dermatologia, otorrinolaringologia, ortopedia e otorrinolaringologia. Um dos diferenciais do projeto é que ele também oferece suporte ao paciente desde o encaminhamento à avaliação médica, passando por exames, internação e pós-operatório, além do acesso ao suporte médico para os seus pacientes on line 24 horas por dia.

Possui unidades em funcionamento em Campinas e em São Paulo, parceria com 18 hospitais, 44 médicos e 70 profissionais envolvidos, call center e estrutura administrativa especializada.

Informações: Doutor Opera