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Climatério: 6 perguntas para entender de uma vez por todas o que é esse período na vida da mulher

Ginecologista Fernando Prado explica quais são os sintomas e tratamentos comuns do climatério, período de transição para o fim da fase reprodutiva da mulher que é constantemente confundido com a menopausa

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de alterações. E entre as alterações causadas pelo processo de envelhecimento mais temidas pelas mulheres está a menopausa. No entanto, o que muitas pessoas definem como menopausa trata-se, na verdade, de uma período conhecido como climatério. “A menopausa é apenas uma data. É o dia em que se completa um ano que a mulher parou de menstruar devido ao fim do período reprodutivo. Portanto, só podemos falar em menopausa após um ano da última menstruação.

Já o climatério é justamente esse período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da mulher”, explica o ginecologista obstetra Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita, que respondeu as principais dúvidas sobre climatério para facilitar a passagem por esse período tão delicado na vida da mulher. Confira:

O que exatamente é o climatério?
Fernando Prado:
Climatério é um período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva na mulher. Nesse período, surgem uma série de sinais e sintomas característicos do climatério que estão geralmente associados à queda da produção dos hormônios femininos.

Quais os sintomas mais comuns do climatério?
FP:
Os sintomas mais comuns são alterações no ciclo menstrual, ondas de calor (fogachos), secura e atrofia vaginal, insônia, incontinência urinária, perda da libido, depressão e perda de “energia”, osteoporose e alteração no metabolismo de gorduras (colesterol e triglicérides).

Existem formas de aliviar esses sintomas?
FP
: Sim, existem diversas maneiras de aliviar os sintomas, como o uso de hormônios nos chamados esquemas de terapias hormonais. Geralmente, utilizamos estrogênios em diversas vias de aplicação, incluindo oral, adesivos transdérmicos e gel na pele ou na região da vulva e vagina, além de implantes hormonais. O objetivo dessa terapia é manter os níveis de hormônios femininos em valores próximos aos encontrados durante a vida reprodutiva da mulher para prevenir o surgimento de problemas como atrofia genital, alterações no metabolismo de gorduras e osteoporose. São tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente.

O uso de hormônios durante esse período é seguro?
FP:
As terapias hormonais são tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente. Só não indicamos esse tipo de tratamento em situações específicas, como mulheres que tiveram trombose, fumantes, com doenças cardiovasculares graves ou que tenham alto risco para tumores relacionados aos hormônios, como os tumores de mama ou endométrio. Nas mulheres que não apresentam tais contraindicações, podemos usar os hormônios com grande segurança e sucesso.

Por quanto tempo os hormônios podem ser usados?
FP:
O tempo de uso ainda é tema de discussão, mas entende-se que o uso de hormônios é seguro por até 10 anos ou até os 60 anos de idade. No entanto, não há um tempo limite de uso, já que as doses usadas são mínimas. As mulheres podem usar por mais de 10 anos e após os 60 anos de idade, desde que façam acompanhamento médico regular e que as doses do tratamento sejam ajustadas de acordo com as necessidades.

Existem outros cuidados que podem ser adotados além do uso dos hormônios?
FP:
Com certeza. Além dos hormônios, podemos recomendar também outros tratamentos, como dietas, fisioterapia, higiene mental, atividade física e meditação. É importante lembrar que o climatério não é apenas “falta de hormônio”. É um período da vida em que a mulher passa por transformações e precisa de um entendimento global sobre essa nova fase, que pode ser muito melhor do que as anteriores se bem direcionada.

Fonte: Fernando Prado é médico ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana. Diretor clínico da Neo Vita e coordenador médico da Embriológica. Doutor pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Imperial College London, de Londres – Reino Unido. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE).

Climatério para Mulheres Modernas: livro mostra mulher como protagonista de sua longevidade

Viver com a saúde é um dos pilares para o empoderamento. Para ressaltar a importância dos cuidados durante o período mais decisivo para a mulher, o climatério, Odilon Iannetta esmiúça o tema em obra publicada pela Pandorga

Climatério é o último período preventivo da vida feminina, entre 40 a 65 anos, e a última oportunidade para realizar o rastreamento completo e prevenir 80% das doenças que se originam na senilidade. Para ajudar as mulheres a passarem por este período de forma otimizada e leve, o ginecologista Odilon Iannetta apresenta em sua obra, “Climatério para Mulheres Modernas”, publicada pela Editora Pandorga, um conjunto de sinais e sintomas que possuem como causa principal as amplas variações hormonais femininas.

Segundo o especialista, para que as mulheres mantenham uma boa saúde na pós menopausa, o correto é iniciar os rastreamentos multidisciplinares a partir dos 40 anos. E para entender o contexto de tudo o que pode acontecer, o especialista pontua que discutir algumas questões é fundamental.

É preciso romper com determinadas crenças de que o climatério tem de ser sinônimo de doença, ou mesmo que a osteoporose é “coisa da idade”. Estigmas impedem as mulheres de se tornarem as verdadeiras protagonistas de sua saúde e ainda interferem no direito de envelhecerem com qualidade de vida, gozando de boa saúde.

O correto é as mulheres aprenderem o que é realmente a menopausa e divulgarem entre as amigas que estão convivendo com o período do climatério, antes ou depois da data da menopausa e, ao longo desse período, realizar os controles e efetuar as devidas reposições para os diferentes compartimentos endócrinos e para as carências do metabolismo intermediário, assim como a reposição dos oligoelementos, nutrientes básicos etc.
A comercialização de produtos por via eletrônica, que oferece um elevado número de medicações miraculosas, remédios que tratam de tudo, de calor a impotência e, pior, até o câncer, tem contribuído de forma expressiva para a negação da abordagem investigativa, multidisciplinar e preventiva do climatério.

Sobre o autor

Formado, com mestrado e doutorado Sensu Strictu pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), o Professor Doutor Odilon Iannetta, fundou, em 1979, o primeiro serviço público multidisciplinar de climatério do mundo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), atuando até 2013. Após inúmeras pesquisas – todas elas com aplicações práticas, visão multidisciplinar e abordagem psicossomática – em 1989, fundou a Climaterium – a primeira clínica na América especializada no período do climatério. Com uma estrutura completa e dedicada em acolher a mulher nessa tão difícil fase de sua vida, a Climaterium disponibiliza atendimentos especializados, e cuidados de forma única e específica a cada paciente.

O segredo para alcançar saúde plena e longevidade saudável é antecipar-se à doença, preveni-la, e não remediá-la” – Odilon Iannetta

“Climatério para Mulheres Modernas”
Páginas: 208

Formato: 16X23
Editora: Pandorga
Acabamento: brochura
Preço: R$ 49,90

Climatério: severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos e suor noturno.

“Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”.

O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

“Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Cavalcante.

Início precoce ou tardio

Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa).

Janela de oportunidade

Infelizmente, não há evidências científicas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar a essa fase, melhor. Inclusive porque aquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta o médico.

“Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular.

Alternativas aos hormônios

Stock Photos

De acordo com Cavalcante, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista.

Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência.

Quanto ao estudo citado no início do texto, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto.

“Isso significa fazer check-up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra o médico.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico ginecologista e obstetra, mestre e Doutor em Ginecologia, graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA–SP), realizou Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS, em São Paulo; Especialização em Endoscopia Ginecológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPM-SP) e capacitação em Cirurgia Robótica no Intuitive Surgical Training Center, na Flórida (EUA). Possui títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Especialista em Videolaparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Como as vitaminas podem amenizar os desconfortos da menopausa

Nutrólogo aponta as opções que podem auxiliar para atenuar e até eliminar alguns sintomas que prejudicam a qualidade de vida da mulher no período de climatério

“Doutor, posso tomar vitaminas para melhorar os efeitos da menopausa?” – esse questionamento é cada vez mais recorrente nos consultórios que atendem pacientes prestes a entrar ou que já estejam no climatério, fase da vida da mulher que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), corresponde à transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo.

Climatério é confundido com menopausa, que na verdade é o ápice do processo e corresponde ao momento em que ocorre o último ciclo menstrual, algo que geralmente se dá entre 48 e 50 anos de idade.

Considerando-se que, segundo dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são maioria da população brasileira (57,7%), a expectativa de vida delas ao nascer é maior que o dos homens (79,8 anos delas face a 72,7 deles) e que em 2060 haverá mais brasileiros acima de 65 anos do que hoje (25,5% da população face a 10,5% atualmente), o assunto “Saúde da Mulher” ganha cada vez mais relevância no contexto nacional.

Efeitos comuns no climatério e ajuda das vitaminas

No Manual de Atenção Integral à Saúde da Mulher no Climatério/Menopausa, editado em 2008 pelo Ministério da Saúde, já constavam informações esclarecedoras sobre esse período da saúde feminina. Diz o documento:

Neste período, de acordo com a integridade de sua saúde, além de fatores culturais, sociais, psicológicos e emocionais, as mulheres poderão apresentar maior ou menor sintomatologia. Podem observar transformações no seu corpo, com sintomas diversos, estranhos, incompreensíveis e muitas vezes difíceis de serem verbalizados, destacando-se as ondas de calor, suores ‘frios’, insônia, tristeza, instabilidade emocional, modificações nos hábitos sexuais, na pele e na distribuição da gordura corporal, com modificações da silhueta. A intensidade dos sintomas e ou dos sinais clínicos é influenciada principalmente por três fatores:

1. Ambiente sociocultural em que vive;
2. Situação pessoal (estado psicológico), conjugal, familiar e profissional;
3. Diminuição de estrogênio endógeno.

Nesse contexto, a alimentação balanceada, bem como a necessidade em casos específicos de a mulher fazer uso de suplementação ganham importância.

O chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e diretor do serviço de nutrologia do HCor, Daniel Magnoni, informa que a obtenção de doses diárias recomendadas de vitaminas e minerais é difícil de ser alcançada, seja devido à correria do dia a dia, seja por meio da alimentação, que nem sempre supre as necessidades do organismo.

“Durante a menopausa, a suplementação acaba sendo uma possibilidade indicada para que mulheres alcancem um equilíbrio ideal de vitaminas e minerais”, destaca o nutrólogo, que completa: “As vitaminas A, B12, ácido fólico, D e os minerais cálcio e zinco em conjunto desenvolvem um papel fundamental na divisão e diferenciação celulares, processos essenciais à renovação de tecidos como a pele, cabelos e unhas. Em especial as vitaminas A, biotina, C, iodo e zinco contribuem para a integridade e função da pele e, consequentemente, sua aparência”.

A boa notícia é que a ciência da nutrição tem avançado a passos largos e hoje já há uma nova geração de suplementos que contemplam as principais necessidades do público feminino.

“Isso é essencial para enfrentar os desconfortos do climatério e, principalmente, da menopausa. As mulheres que não conseguem manter uma dieta equilibrada devem buscar ajuda médica e, diante da necessidade de suplementação, pesquisar as inúmeras opções existentes, inclusive uma mais recente na forma de gomas, que representa uma nova geração, não necessitam de água para serem ingeridas, são de fácil transporte e têm sabor agradável”, afirma o médico.

Magnoni destaca os atributos de certas vitaminas e minerais para a saúde de mulheres que estão na fase do climatério, mas também àquelas que se encontram em outras fases da vida:

vitaminas ilustração pixabay
Pixabay

• As vitaminas A, C e E, além do zinco e da coenzima Q10, apresentam ação antioxidante. Desta forma, protegem o organismo da ação dos radicais livres, que causam, entre outros efeitos prejudiciais, o envelhecimento precoce.
• A transformação de carboidratos, proteínas e gorduras em elementos que as células possam utilizar em suas diferentes funções, conta com a participação das vitaminas B6, B12, ácido fólico, biotina e zinco.

GettyImages remedios pilulas suplementos
• A ação das vitaminas B6, B12, biotina, C e dos minerais cálcio e iodo, tanto individualmente, quanto em conjunto, é fundamental para a extração de energia dos nutrientes e seu aproveitamento pelas células, contribuindo para a disposição e bem-estar.
• O processo de formação, desenvolvimento e maturação dos elementos do sangue conta com a participação do ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12.

mulher tomando remedio probiotico suplemento
• A presença das vitaminas A, B6, B12, ácido fólico, C, D, E e zinco em associação, favorece o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Magnoni, por fim, aconselha que, aos primeiros sinais do climatério, as mulheres procurem orientação médica para auxiliá-las da melhor forma possível nessa fase da vida.

Menopausa: saiba como reduzir sintomas e evitar problemas mais graves

Comum a todas as mulheres, a menopausa é uma fase hormonal que pode variar de acordo com cada organismo

O período que marca o fim do ciclo menstrual das mulheres costuma ser temido por estar diretamente relacionado a uma série de desconfortos e desequilíbrios no organismo. Os sintomas, no entanto, podem ser amenos ou excessivos, e cada mulher tem seu início sintomático próprio, tento como base a data de início do ciclo menstrual.

Os primeiros indícios gerais do climatério, que são comuns a todas as mulheres, começam pela queda ou encerramento da produção dos óvulos, isto é, os períodos menstruais ficam cada vez mais escassos e espaçados, até atingir o fim da menstruação. Segundo Talitha Melo, ginecologista da clínica Penchel, os sinais básicos da menopausa são as ondas de calor, sudorese noturna, perda da menstruação, ressecamento vaginal e queda da libido.

menopausa - reprodução internet fogacho

A saúde da mulher nessa fase fica fragilizada pelas sinapses difusas na conexão com o próprio organismo. Logo, a parte psicológica é uma das mais afetadas na saúde feminina, por estar diretamente ligada à produção de hormônios. O climatério acontece em duas etapas, a pré-menopausa e a pós-menopausa, e em cada uma delas é necessária uma maior atenção às carências psicofisiológicas.

“No início dos sintomas, aliado aos instáveis níveis de testosterona, progesterona e estrogênio no organismo, as mulheres podem ter oscilações no humor e desequilíbrios neurológicos, como crises de ansiedade, depressão e irritabilidade. Algumas mulheres também se queixam de perda do sono, cansaço, fraqueza e diminuição da libido”, afirma Talitha.

mulher tomando remedio probiotico suplemento

Durante a busca por soluções para os sintomas do climatério, em alguns casos pode ser indicado a terapia de reposição hormonal, que funciona como um inibidor geral de sintomas. Porém, a terapia é contraindicada em casos de já ter havido doenças hormonais ou provenientes de células debilitadas, como o câncer de mama. A terapia de reposição hormonal só deve ser realizada uma vez que haja acompanhamento médico, pois, com o organismo desfalcado na pré-menopausa, não pode receber uma sobrecarga abrupta de hormônios.

Nos períodos de pré e pós-menopausa é de suma importância que as mulheres se atentem ao peso. Por conta da perda da função ovariana, o déficit dos hormônios femininos pode fazer com que a mulher aumente sua gordura visceral.

“Esse ganho de peso, principalmente da adiposidade visceral, preocupa, pois tem relação direta com o desenvolvimento de doenças como: Acidente Vascular Cerebral (AVC), hipertensão, diabetes, alguns cânceres, doenças coronarianas e neurodegenerativas”, alerta Lucas Penchel, médico nutrólogo e diretor da clínica Penchel. Segundo ele, a queda do hormônio estradiol afeta, também, a perda de massa muscular e óssea.

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Foto: Peonia/MorgueFile

Do início até o final da menopausa é essencial que as mulheres reforcem seus níveis de cálcio, ferro, fibras, vitamina D e B12 e magnésio, pois, isso irá reforçar o sistema imune, endócrino e reprodutor. Os alimentos que contêm maiores níveis de cálcio e auxiliam no fortalecimento ósseo, de acordo com Penchel, são peixes, leite desnatado, espinafre, quiabo e ameixa. Já as fibras, as qualidades nutritivas podem ser encontradas em alimentos integrais, nozes, castanhas, banana e hortaliças.

espinafre

Como nessa fase é comum a queda substancial de ferro no sangue é indicado que se insira na alimentação alimentos como açúcar mascavo, uvas e damascos secos, algas, cereais integrais e vegetais escuros, como espinafre e couve. “É de extrema importância investigar se há a necessidade de repor nutrientes e qual. Contudo, com o acompanhamento correto, não há restrições de consumo e as melhorias dos sintomas da menopausa são garantidas”, afirma Lucas.

Fontes
Lucas Penchel é diretor técnico da Clínica Penchel. Nutrologia – Faculdade de Medicina da Santa Casa- SP. Medicina Esportiva – Universidade Católica de Petrópolis.
Pós-Graduando em Endocrinologia – Ipemed. Mestre em Biotecnologia da saúde. Nutrição – Faculdade Universo.
Talitha Mello: Ginecologista e obstetra. Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Membro da Sociedade Mineira de Ginecologia e Obstetrícia.
Membro da Associação Brasileira de Cosmetoginecologia.

Ginecologista tira dúvidas sobre reposição hormonal

Quando a fase reprodutiva da mulher chega ao fim, geralmente entre 45 e 55 anos, inicia-se o processo de menopausa, caracterizado pelas ondas de calor e suores noturnos. Neste cenário, é comum recorrer a reposição hormonal, como explica Renato de Oliveira, infertileuta e ginecologista da Criogênesis.

“A menopausa, nome que se dá para a última menstruação, ocorre pela queda dos hormônios produzidos em doses adequadas pelos ovários. Desta forma, a terapia hormonal para o período após este evento, se indicada, reequilibra o organismo e possibilita uma melhora dos sintomas”, afirma o médico.

Mesmo sendo uma tendência, a reposição hormonal ainda causa muitas dúvidas. Abaixo, o especialista responde as principais questões do tema:

Todas as mulheres podem fazer reposição hormonal?

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Não. “Pacientes com câncer ou lesão suspeita na mama, acidente vascular cerebral (derrame), trombose, hipertensão arterial grave sem controle, câncer de endométrio, doença hepática grave e sangramento vaginal sem causa estabelecida não devem fazer o tratamento, pois existe aumento do risco de doenças tromboembólicas, como coágulos nas pernas, ou pulmão e acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame”, alerta Oliveira.

Quais métodos são utilizados?

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A forma mais comum é por meio de comprimidos à base de estrogênio e progestágenos. Outras alternativas incluem injeções, adesivo e gel.

Há algum efeito colateral?

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iStock

O tratamento pode causar mal-estar, sangramento uterino e alteração dos níveis pressóricos, por exemplo. Porém, tanto a indicação quanto a mudança da terapia dependem da avaliação de riscos e troca de informações entre paciente e médico.

Há outras alternativas ao tratamento com reposição hormonal?

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Para as mulheres que apresentam contraindicação, os efeitos da menopausa podem ser controlados com o uso de vitaminas e fitoterápicos. Em alguns casos, são prescritos antidepressivos e remédios para diminuírem a ansiedade, a irritabilidade e a insônia nesta fase.

Existe um tempo de duração da reposição hormonal?

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Foto: UC Health

O tempo de duração do tratamento será determinado por avaliação médica. Em geral, recomenda-se um período de até cinco anos. O ideal é que, anualmente, o ginecologista faça uma avaliação da necessidade de manutenção da terapia hormonal.

Fonte: Renato de Oliveira é formado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com residência em Ginecologia e Obstetríciano Centro de Atenção Integral à saúde da Mulher (Caism) na Unicamp. Especialização médica em Reprodução Humana na Faculdade de Medicina do ABC. Ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis. Membro da equipe de infertilidade do Instituto Ideia Fértil. Participou de diversas publicações sobre endometriose, infertilidade e carcinoma no colo do útero.

 

Menopausa e climatério, você sabe a diferença?

A vida da mulher é marcada por alterações hormonais que caracterizam ciclos em sua existência, e o climatério é a etapa que reflete o fim de sua fase reprodutiva. Segundo a médica Fernanda Freire, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é comum as pessoas confundirem a menopausa com o climatério, sendo mais difícil entender e participar do tratamento.

Abaixo, a especialista responde a sete questões sobre o assunto:

Qual a diferença entre menopausa e climatério?

menopausa mulher bicicleta

“O climatério é o processo que caracteriza o fim do menacme, que é o período fértil da mulher, sendo uma endocrinopatia natural do organismo, dividida em três fases: a pré-menopausa, a perimenopausal e a pós-menopausa”, explica.

Como funcionam essas fases?

mulher calor fogacho menopausa

Segundo Fernanda, o climatério começa na pré-menopausa, momento onde o corpo já passa os primeiros sinais de esgotamento dos folículos ovarianos e ocorre a redução da produção de estradiol. “Essa etapa vai até a menopausa, e é marcada por sintomas típicos, como calorões ou fogachos, entre outros, por exemplo”, frisa.

O período perimenopausal, por sua vez, é um meio termo antecessor e sucessor da menopausa, onde existe irregularidade na menstruação, além de uma alteração hormonal maior, com mais sintomas. Já a menopausa, de acordo com a especialista, tem duração de aproximadamente dois anos e é o espaço entre a última menstruação da mulher e a pós-menopausa, que vai até a senilidade.

Quais são as causas deste processo?

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Pixabay

“A causa é a diminuição da função dos ovários, que pode ocorrer em idade que independe. Além de relacionados à fertilidade, os ovários também produzem uma série de hormônios que entram em baixa nessa fase, um tipo de endocrinopatia natural”, ressalta a ginecologista.

Quais os sintomas do climatério?

menopausa queda libido sexo

A especialista explica que os sintomas estão relacionados a cada fase, sendo que os sinais que identificam o começo do climatério são:

=Secura vaginal, acarretando coceira na vagina, perda de urina e dor à relação sexual;
=fogachos (calores);
=tontura, perda de memória, fadiga e insônia;
=sintomas depressivos e irritabilidade;
=diminuição da libido;
=perda de massa óssea;
=aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Com que idade ocorre?

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De acordo com a médica, o climatério começa normalmente por volta dos 40 anos, e a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, dependendo de cada caso. “Quando acontece antes dos 40 anos, nós chamamos de menopausa precoce”, esclarece.

Existe tratamento?

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“O tratamento é feito com reposição hormonal, que deve ocorrer no momento certo e deve ser feito com acompanhamento médico”. A especialista acrescenta que o tratamento visa reduzir os sintomas que afetam a qualidade de vida da mulher, e pode ser feito via oral, tópica ou vaginal.

Toda a mulher passa por esta fase?

rejuvenescimento envelhecimento

“Sim, é inevitável, mas cada uma tem sua própria percepção neste período delicado e nem todas apresentam os sintomas, além das que não necessitam da terapia hormonal”, conta.

Ainda segundo as indicações da ginecologista, o importante é manter uma rotina constante de visitas ao especialista, que saberá instruir para a melhor forma de passar por este período.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Hoje é o Dia Mundial da Menopausa

A Sociedade Internacional de Menopausa (International Menopausa Society – IMS), em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), designou 18 de outubro como o Dia Mundial da Menopausa

A menopausa é um acontecimento normal e natural. É definida como a última menstruação, geralmente confirmada após doze meses consecutivos sem a ocorrência de um período menstrual, a não ser que haja outras causas aparentes.

A menopausa decorre do esgotamento da função dos ovários, que acompanha a idade e que resulta na diminuição dos níveis de estrogênio e outros hormônios. Segundo o ginecologista e obstetra Luciano de Melo Pompei, secretário-geral da Sogesp e presidente da Sobrac (Associação Brasileira de Climatério), geralmente ocorre por volta dos 50 anos. Com a chegada da menopausa, a mulher já não pode mais engravidar de forma natural – é o fim de seu período reprodutivo.

Durante a transição desde os anos reprodutivos,  da menopausa, até os estágios posteriores, a mulher passa por muitas alterações físicas e também emocionais, causadas tanto pela deficiência hormonal que caracteriza a menopausa, como pelo avanço da idade. Algumas são os fogachos (calorões), a dificuldade para dormir, alterações de humor e secura vaginal.

Outras mudanças que podem ocorrer como consequência da idade incluem diabetes, distúrbios da tireoide, hipertensão arterial, aumento do risco cardiovascular. Para mulheres com um estilo de vida pouco saudável, um alto nível de estresse, ou uma genética desfavorável, as alterações da menopausa e do avanço da idade podem ser particularmente desafiadoras.

A experiência da menopausa varia pelo mundo e entre grupos étnicos, o que sugere que a cultura e a genética influenciam a experiência. A mulher pode ver o fim da fertilidade como uma libertação das preocupações com controle de natalidade, ou pode lamentar pelo fim da sua capacidade reprodutiva. Certas mulheres terão sintomas incômodos, enquanto outras podem ter poucos ou, até mesmo, nenhum sintoma.

Menopausa ou climatério

Diferentemente do que muita gente pensa, climatério não é sinônimo de menopausa, que se refere somente à última menstruação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), climatério é uma fase biológica da vida da mulher, que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. Inicia-se, em geral, por volta dos 45 anos, como consequência do esgotamento da função ovariana.

Para esclarecer dúvidas:

1- Não existe idade padrão para o início do climatério, a despeito de ser mais comum entre os 40 anos e os 45 anos.

mulher calor fogacho menopausa

2- Entre os sintomas usuais, estão o distanciamento entre os ciclos menstruais, ocorrência de fogachos e suores noturnos e alterações do sono.

3- Em algumas mulheres, ocorrem alterações psicológicas, como irritabilidade, insônia, depressão, perda de memória e mudanças de humor.

4- Para diagnosticar o climatério a mulher deve procurar o seu médico e, eventualmente se submeter a exames clínicos e laboratoriais.

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5- Mamografia, papanicolau, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames complementares que podem ser solicitados com regularidade durante o climatério.

6- Manter uma dieta saudável, rica em cálcio e vitamina D é muito importante neste período.

7- A desidratação pode afetar o sistema nervoso, o que estimula as ondas de calor. Hidrate-se com mais frequência.

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8- Praticar exercícios físicos ajuda a melhorar a densidade óssea, evitar fraturas e também ajuda na flexibilidade e no equilíbrio.

9- A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais indicado para aliviar fogachos, suores noturnos advindos das ondas de calor, sintomas psicológicos e melhorar a qualidade de vida da mulher, todavia, existem opções não-hormonais.

10- Há algumas contraindicações para a TH. Portanto, é essencial consultar um médico que irá avaliar o histórico da paciente para indicar o tratamento adequado.

Fonte: Sogesp

O que toda mulher no climatério precisa saber

Muitas mulheres entram ou já entrou no climatério mesmo quando ainda estão na faixa dos 40 anos. Trata-se de um período que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. O climatério é uma transição importante na vida da mulher, que envolve mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais, mas que pode ser vivida com tranquilidade com cuidados especiais.

“O climatério pode começar por volta dos 35-40 anos e se estender até a menopausa, ou seja, até a última menstruação, que fecha esse período. A confirmação ocorre se a mulher ficar 12 meses ininterruptos sem menstruar”, explica o ginecologista Edvaldo Cavalcante.

“Apesar das situações que podem ocorrer, o mais importante é que a mulher se informe sobre o climatério e se prepare física e mentalmente para passar por essa transição. Felizmente, hoje é possível aliviar os sintomas e tratar os problemas que podem surgir no climatério, na menopausa e na pós-menopausa visando à melhora da qualidade de vida”, comenta Cavalcante.

Veja agora os principais efeitos do climatério e como lidar com eles:

mulher calor fogacho menopausa

1-Fogacho: é um problema vasomotor associado à queda do nível de estrogênio. A mulher pode sentir uma sensação repentina de calor no rosto e na parte de cima do tórax que se espalha pelo corpo. Há intensa transpiração e a pele pode ficar mais avermelhada devido à dilatação dos vasos. Em seguida, cerca de dois a quatro minutos, há uma queda rápida da temperatura, com sensação de frio ou de calafrios. Isso pode ocorrer várias vezes ao dia e durante a noite, o que pode causar insônia e afetar a qualidade de vida da mulher.

Outras condições médicas, como doenças da tireoide, infecção, ou (raramente) câncer também produzem fogachos. Além disso, o uso de medicamentos como tamoxifeno para câncer, raloxifeno para osteoporose e alguns antidepressivos podem causar fogachos.

Os fogachos, geralmente, aumentam com o estresse e podem estar associados a ansiedade e palpitações (batimentos cardíacos acelerados). A sensação inquietante que antecede um fogacho pode parecer um “ataque de pânico” em algumas mulheres.

Como lidar: a terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento mais efetivo para gerenciar os fogachos. Entretanto, nem todas as mulheres tem indicação para repor hormônios. Assim, para aquelas que não podem, recomenda-se praticar atividades físicas, técnicas de relaxamento, adotar uma dieta balanceada e procurar manter o corpo fresco durante o dia e enquanto dorme.

Osteoporosis

2- Osteoporose: a redução dos níveis de estrogênio leva à perda da massa óssea. Com isso, uma em cada três mulheres irá desenvolver a osteoporose, principalmente na menopausa ou na pós-menopausa. O principal problema ligado à osteoporose são as fraturas e suas consequências, como incapacidade e mortalidade.

Como lidar: a prática de atividade física é uma das melhores maneiras de prevenir e de tratar a osteoporose. Os exercícios devem visar ao aumento da força muscular, da estabilidade, do equilíbrio e da mobilidade. Pilates, por exemplo, é bastante recomendado. A terapia de reposição hormonal também pode ser feita e há outros medicamentos específicos para tratar a osteoporose.

casal cama separado

3- Vida Sexual: o estrogênio é responsável pela lubrificação vaginal. Portanto, a diminuição dos níveis do hormônio leva ao ressecamento vaginal. Como consequência, a mulher pode apresentar dor durante a relação sexual (dispareunia). O desejo sexual pode diminuir e pode ser preciso mais tempo nas preliminares para levar à excitação.

Como lidar: o ressecamento vaginal é facilmente tratável. O médico pode prescrever hormônios de uso tópico que melhoram a secura vaginal. Além disso, a mulher pode usar gel lubrificante durante as relações e um hidratante vaginal para manter a vagina úmida de maneira prolongada. A queda da libido pode melhorar com a reposição hormonal.

tristeza dor depressão mulher pixabay

4- Depressão: ao longo dos anos, estudos mostraram que há uma relação entre a menopausa e o aumento dos sintomas depressivos. Mulheres que apresentam sintomas mais severos no climatério/pós-menopausa, principalmente os fogachos, insônia e aquelas que têm histórico de depressão, correm mais risco de apresentar o transtorno.

Como lidar: buscar apoio psicoterápico e acompanhamento com um psiquiatra são estratégias importantes para lidar com a depressão. Além disso, atividade física, sono adequado e técnicas de relaxamento podem contribuir para prevenir ou para tratar a depressão. A terapia de reposição hormonal também pode ajudar a combater os efeitos do climatério no cérebro, como a depressão e o declínio cognitivo.

menopausa mulher bicicleta

5- Aumento do risco cardiovascular: as principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo são o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). São as chamadas doenças cardiovasculares, cuja prevalência é maior nas mulheres na pós-menopausa ou naquelas com 55 anos ou mais.

Como lidar: a adoção de hábitos saudáveis é essencial. Manter o peso, praticar atividade física, comer de forma saudável, parar de fumar, beber com moderação, gerenciar o estresse, manter os níveis de colesterol adequados e cuidar da pressão arterial são as principais medidas que podem ser adotadas para prevenir as doenças cardiovasculares. O estrogênio pode atuar como fator de proteção contra as doenças cardiovasculares em mulheres saudáveis, principalmente quando iniciada logo na transição menopausal.

“Acredito que a partir do momento em que a mulher está ciente do que é o climatério, em que idade isso pode acontecer e o que pode ocorrer, pode ser menos desafiador passar pelo processo. Com os recursos certos e de forma individualizada, a mulher pode descobrir que é possível viver plenamente e, em muitos casos, até melhor do antes. Por isso, é fundamental encontrar um médico que procure tratar o climatério de forma global, ou seja, levando em consideração todos os aspectos, como o físico, o emocional e o social”, finaliza o ginecologista.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico Ginecologista e Obstetra, especializado em Cirurgia Minimamente Invasiva – Videolaparoscopia/Histeroscopia e Cirurgia Robótica.Mestre e Doutor em Ginecologia, atendimento em consultório localizado no Brooklin, assim como no Hospital Albert Einstein. Opera também nos principais hospitais de São Paulo.