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Luciana Gimenez dispara: “Estamos no jogo”

A apresentadora do Super Pop! é a capa digital da revista Máxima de setembro. Luciana Gimenez que topou fazer o ensaio sem retoques fala sobre o amadurecimento das emoções e o Etarismo, e garante que preconceito relacionado à idade, por muito tempo, não era falado

Luciana Gimenez estampa a capa da edição de setembro da Máxima Digital. Sempre muito franca revela ser vítima de etarismo – inclusive nas relações amorosas. Ouvir a frase: você não tem mais idade para isso ou aquilo, pode ser classificada como etarismo, que consiste no preconceito, na intolerância, na discriminação contra pessoas com idade avançada.

A apresentadora, que completa 53 anos em novembro, é uma inspiração para centenas de mulheres espalhadas mundo à fora. Ela afirma que envelhecer é uma coisa que não tem como lutar contra, não é algo que se pode escolher. “Eu acho muito legal quando as pessoas falam que adoram quando ficam maduras. Eu não levanto essa bandeira, porque realmente ainda tenho uma dificuldade com isso. Acredito que o etarismo é mais um tipo de preconceito que, por muito tempo, não era falado por aqui – e nem considerado importante. Sempre admiti para todos que eu odeio ficar velha – e isso desde os meus 30 anos”, disse ela em entrevista exclusiva para a Máxima. “Então, já tem um certo (auto)preconceito, mas não sabemos o quanto isso foi motivado pela rejeição alheia”, comentou.

A revista Máxima que retomou sua publicação na versão digital, muda o foco de seu conteúdo e passa a tratar de temas como diversidade, movimentos sociais e inclusão. A publicação do Grupo Perfil conta com edições especiais mensais, com o projeto das capas colecionáveis que reunirá personalidades da mídia, como influenciadores, artistas e líderes político para estampar as versões digitais.

A capa digital e colecionável da Máxima deste mês estará disponível no canal

Fotos: Pedro Dimitrow (@pedrodimitrow)
Texto: Gabriele Salyna (@gabisalyna)
Design de Capa: Felipe Fiuza (@felipepontofiuza)
Make e cabelo: Leonardo Nascimento (@leonardo_makeup)
Stylist: Satomi Maeda @satomimaeda
Assistente Stylist: Priscila Gomes (@prigomees)
Assistente fotografia: Denisson Felix (@denisson_felix)
Backstage: Renato Dantas (@renatodantas)
Business ( estúdio Pedro Dimitrow): Viviane Arnaldi (@viviarnaldi)
Coordenação: (estúdio Pedro Dimitrow) Adriana Rocha (@adri_roch)
Captação de vídeo: Rafaella Brandi (@rafaellabrandi)

Contos de Nada traz sete textos que mesclam ficção, fantasia e realidade

Vencedora do edital ProAC 2020, obra traz sete contos que mesclam ficção, fantasia e realidade e foi escrita e ilustrada por Roberta Asse 

Será lançado de forma virtual, hoje, 29 de setembro, às 17 horas o livro “Contos de Nada – Histórias de fantasia e não ditos que permanecem por eras, muito além de uma vez”, a primeira obra escrita e ilustrada por Roberta Asse voltada ao público adulto. A transmissão on-line ocorrerá pelo canal da Editora Bela Brava (clique aqui) e pelo instagram @belabrava.editora. 

Vencedor da edição 2020 do edital ProAc na categoria Produção e publicação de obras de ficção, o livro “Contos de Nada” não foi o primeiro reconhecimento recebido por Roberta Asse. Autora de 38 livros direcionados para as infâncias, ela também atua como escritora em parceria com ilustradores e como ilustradora em parceria com escritores, tendo sido finalista do Prêmio Jabuti em 2020 e vencedora quatro vezes do Prêmio Cátedra 2021.  

Publicado pela editora Bela Brava, “Contos de Nada” reúne sete histórias. O título faz referência aos contos de fada tradicionais e esse “Nada” é um lugar onde seres mágicos, nobreza e os comuns acabam por chegar durante as narrativas de cotidiano, de relações da vida doméstica em contraste com a social, da condição feminina, da condição humana.   

Um diferencial da obra é apresentar um projeto gráfico que reverencia as publicações clássicas voltadas para mulheres: delicados livros estampados e ilustrados. A proposta das ilustrações é a sobreposição de intervenções a traço, feitos pela autora, sobre fotografias de Daniela Dib e Helyana Manso, para criar conexão entre retratos do nosso tempo com desenhos de arquétipos característicos dos contos de fadas. 

“Entendo que o livro possa provocar relações de significado entre o contemporâneo e o ancestral, diálogos entre o que herdamos e o que vivemos, o que insiste em se manter e o que conseguimos transformar”, relata a autora.  

Já a capa é uma alusão às brochuras em que muitas mulheres confessaram seus pensamentos, memórias e poesias – mesmo que registrados apenas na imaginação.  

“O critério foi a minha vontade de que o livro converse com e por pessoas comuns diante de um mundo de alta complexidade velada, entregues aos seus cotidianos e narrativas sobre a vida. As letras do título, incompletas. A capa pouco revela do que há dentro, assim como nós”, reflete Roberta Asse.     

O amadurecimento de Contos de Nada 

A ideia que levou ao formato final de “Contos de Nada” nasceu em 2008, quando Roberta começou a escrever pequenas histórias imaginadas a partir das vidas de amigos e pessoas da família. 

“Já tinha a intenção de adotar um formato fantástico, com histórias que se passam em um tempo indeterminado, já que as condições sobre as quais eu quero falar perduram desde um passado bem distante”, explica. 

A ideia foi consolidada em 2017, quando durante os seus estudos para o mestrado na USP a escritora teve acesso a obras e reflexões sobre os contos de fadas, que mesmo depois de séculos continuam atuais por trazerem assuntos que não envelhecem.  

Entre autoras de referência importantes, teóricas e literárias, Roberta cita os contos fantásticos de Maria Valéria Rezende, que colocam a cultura e tradições brasileiras em contexto. 

“Depois de ter produzido mais de dez contos, entendi que poderia criar um livro com vozes que tem muito a dizer, que querem ser ouvidas pela temática, formato e abordagem que resultaram desse processo de escrita e pesquisa tão intensos e profundos para mim”, conta. 

Vale mencionar que por meio do ProAc (Programa de Ação Cultural de São Paulo), os livros estão sendo distribuídos e poderão ser encontrados em todo o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo.  

Lançamento livro “Contos de Nada” – Data: 29 de setembro de 2022 – Horário: 17 horas

Canal da Editora Bela Brava e pelo Instagram @belabrava.editora 

Shopping Penha realiza Silver Week com promoções exclusivas para pessoas 50+

Em comemoração ao dia internacional da pessoa idosa, iniciativa acontece entre os dias 29 de setembro e 9 de outubro

Entre os dias 29 de setembro e 9 de outubro, o Shopping Penha, localizado na zona leste de São Paulo, participa da Silver Week 2022, iniciativa com promoções e descontos exclusivos para pessoas com mais de 50 anos, em comemoração ao dia internacional da pessoa idosa.

Segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o número de pessoas com mais de 50 anos no Brasil é de mais de 55 milhões. Com isso, a primeira edição Silver Week foi criada em uma parceria da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), com o Fórum Longevidade e a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) com o objetivo de incluir a população idosa e valorizar esse público na economia brasileira.

O Shopping Penha irá promover serviços e ações com foco na saúde para esses clientes. “As pessoas com mais de 50 anos representam boa parte da população brasileira e possuem bastante potencial de consumo, por isso, iniciativas como a Silver Week são importantes para valorizá-las. Além disso, a campanha é uma forma do Shopping Penha estar mais conectado à comunidade, reforçar sua participação na sociedade e desenvolver ações relevantes com todos os seus públicos”, finaliza Renata Barros, Gerente de Marketing do empreendimento.

Silver Week
Data: de 29 de setembro a 9 de outubro
Onde: Shopping Penha
Endereço: Rua Dr. João Ribeiro, 304 – Penha de França- SP

Dia Nacional de Doação de Órgãos: quase metade das famílias não autoriza doação

Um dos principais centros de transplantes pediátricos do Paraná, Pequeno Príncipe reforça a importância desse gesto para salvar vidas

O Brasil tem o maior sistema público do mundo para transplantes de órgãos, tecidos e células e é o segundo país em número de transplantes, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Ainda assim, dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o país tem quase 60 mil pessoas na fila de espera por um órgão. E, conforme a ABTO, no primeiro semestre de 2022, a taxa nacional de negativa da família em doar se manteve em níveis elevados, com 44%, sendo um dos principais motivos de impedimento à doação.

Por isso, neste Dia Nacional de Doação de Órgãos, lembrado em 27 de setembro, o Hospital Pequeno Príncipe, um dos principais centros de transplantes pediátricos do Paraná, reforça a importância desse gesto para salvar e transformar vidas. No caso de crianças, conseguir doadores cardíacos compatíveis, por exemplo, é ainda mais difícil pelas especificidades do procedimento. “A compatibilidade para esse público, em geral, o ideal é que o doador não seja cinco anos mais velho que o receptor, o peso geralmente é o dobro do doador e a estatura também”, explica o cardiologista pediátrico Bruno Hideo Saiki Silva, do Pequeno Príncipe.

Foto: Marieli Prestes/Hospital Pequeno Príncipe

Uma das vidas transformadas pelo sim de uma família foi a da pequena Vitoria. Diagnosticada com uma doença rara – acidúria argininosuccínica – que faz a amônia acumular-se no sangue, tornando-o tóxico e provocando hemorragias em diversas partes do corpo, ela precisava de um transplante hepático para se salvar. “Ela estava com 7 meses quando a equipe do transplante de fígado decidiu colocar ela na lista. Como é uma doença genética, nós não podíamos ser os doadores, e então ela foi colocada em segundo lugar na lista de espera do Paraná e em quarto lugar na lista brasileira. Em cerca de dois meses surgiu o órgão para transplantá-la”, conta a mãe, Inocência Dalbosco.

Hoje Vitória está com um ano e já pode retornar para sua cidade natal, Chapecó (SC). “Minha filha era uma aposta. Hoje ela está totalmente curada, sem nenhuma sequela, comendo de tudo, se desenvolvendo e ganhando peso”, comemora a mãe.

Para quem deseja ser um doador, vale avisar seus familiares de primeiro e segundo grau (pais, filhos, irmãos, avós e cônjuges) sobre essa disposição. Essa conversa pode fazer com que tenham força e motivação para assinar os documentos necessários, mesmo em um momento difícil. O adulto também pode deixar registrado a sua vontade de ser doador com uma identificação em sua carteira de identidade. “Por mais que a doação comece em um momento de sofrimento, ela também é um término de sofrimento para quem aguarda por um doador. Isso pode ser uma pontinha de alívio para as famílias que passam por uma perda tão dolorida”, diz o cirurgião do Serviço de Transplante Hepático do maior hospital exclusivamente pediátrico do país, José Sampaio.

Já no caso de crianças e adolescentes, a doação depende da decisão de seus responsáveis. Um único doador pode salvar a vida de várias pessoas, pois é possível doar mais de um órgão e tecidos. “Grande parte das recusas familiares acontecem pela dúvida em saber se algo ainda pode ser feito ou não. Por isso é importante explicar que o processo de doação de órgãos no Brasil é um dos mais seguros do mundo.

Para atestar a morte encefálica, o teste clínico é feito duas vezes com várias provas de testagem neurológica de maneira bastante criteriosa, sempre nos ambientes de UTI. Os profissionais fazem ainda exames complementares de comprovação de ausência de atividade cerebral ou de fluxo cerebral sanguíneo. Isso traz uma tranquilidade adicional em aceitar o processo de doação, pois ele começa no entendimento da família de que a morte encefálica aconteceu”, finaliza Sampaio.

Referência

Há 33 anos, o Pequeno Príncipe realiza transplante de órgãos (coração, fígado e rim) e tecidos pediátricos. Maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, a instituição superou a previsão do número de transplantes que realizaria no segundo ano de pandemia de coronavírus. Em 2021, foram realizados 282 procedimentos, oito a mais do que em 2019. Ao todo, foram 43 de órgãos sólidos (coração, rim e fígado), 74 de medula óssea, 43 de válvula cardíaca e mais 122 transplantes de tecido ósseo. Neste ano, até agosto, o Pequeno Príncipe já realizou 183 procedimentos, consolidando a organização como um dos centros de referência para esse tipo de procedimento no país.

A instituição conta com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), responsável por organizar rotinas e protocolos institucionais para viabilizar o processo de doação. Composta por uma equipe multiprofissional, a comissão atua para garantir agilidade e eficiência na doação de órgãos e tecidos, além de seguir os parâmetros éticos e morais que o processo requer.

“A doação de órgãos é um ato de amor ao próximo! Representa a vontade de doar parte de si, de forma incondicional. Todos os programas de transplantes do Pequeno Príncipe cumprem os valores éticos e morais estabelecidos pela instituição e corpo clínico. A cultura de doação de órgãos e tecidos deve estar presente na consciência da sociedade e, para tal, é fundamental a confiança nos serviços médicos transplantadores”, reitera o diretor-técnico do Pequeno Príncipe, o médico Donizetti Dimer Giamberardino Filho.

Fonte: Hospital Pequeno Príncipe

Benefícios e importância do abraço para nossa saúde mental

Psicanalista afirma que o toque é uma impressão favorável e amigável de atitudes altruístas que pode, inclusive, salvar vidas

Um abraço de saudade, de amor, de carinho, de amizade ou de acolhimento pode parecer apenas uma simples atitude de gratidão ou uma demonstração de afeto corriqueiro. No entanto, esse comportamento quase automático que passa desapercebido na correria do nosso dia a dia, pode beneficiar relações e privilegiar nosso equilíbrio emocional.

Já dizia Gilberto Gil em sua canção de 1969: “Aquele Abraço”, o quanto um abraço é bom. Muitas vezes, estar perdido em um abraço nos faz sentir aquecidos, acolhidos e pode aplacar medos e insegurança. Esse poder do abraço desperta positividade que acessa nossas emoções de maneira terapêutica.

Trazendo esse carinho para o início de nossa caminhada enquanto seres humanos, podemos avaliar a essencialidade do carinho desde criança. Os bebês precisam do abraço e aconchego das mães para se encaixarem em um crescimento saudável. Porém, estudos evidenciam que crianças que não receberam esse afeto constante, desenvolveram distúrbios psicológicos consideráveis e que carregaram para a vida adulta muitos complexos e gatilhos negativos, principalmente no âmbito da construção de suas relações interpessoais.

Neste sentido, são inúmeros os benefícios do abraço mapeados psiquicamente para o indivíduo: a promoção do bem estar; a instalação de uma linguagem comunicativa para as emoções internas; protege; acolhe; demonstra afeto, carinho e amor; diminui o estresse; alivia a ansiedade; previne a depressão e o pânico; estimula o aumento da imunidade fortalecendo o sistema imunológico, reduzindo os riscos de doenças físicas e emocionais, uma vez que o hábito de receber ou dar um abraço provoca a liberação do hormônio oxitocina (hormônio do amor e do bem estar físico e emocional), diminuindo os níveis de cortisol (hormônio do estresse) no organismo; induz a paciência; libera dopamina que é responsável pelo bom humor e motivação. Ou seja, os estados de ansiedade e depressão tendem a ser reduzidos por um abraço caloroso recebido com mais frequência, transmitindo confiança e carinho.

O fato é que cultivar abraços, bons relacionamentos, segurança e afeto sempre será bom para a saúde de todo e qualquer indivíduo, independente da idade ou fase da vida. Visto que, essa comunicação de carinho não precisa de palavras.

Quantas vezes você já não recebeu um abraço que disse muito mais que mil palavras? O toque é uma impressão favorável e amigável de atitudes altruístas e intensas que podem, inclusive, salvar vidas. Resgatar a autoestima de pessoas que estão tristes, perdidas e sem qualquer perspectiva de futuro, talvez pensando até em eliminar sua dor interna através de atitudes definitivas como a retirada da vida.

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Enfim, dentro de um abraço despretensioso cabe muito amor e muitos benefícios importantes para nossa saúde física e mental. Quando abraçamos alguém estamos falando, verbalizando um desejo ou um querer sem pronunciar uma só palavra.

E quem recebe esse toque vai ressignificar internamente de acordo com o que possa estar vivenciando naquele momento. Portanto, ofereça o seu abraço. Quanto mais, melhor, e o encare como um remédio perfeito contra as dores da alma e do corpo.

Fonte: Andréa Ladislau / Psicanalista

Setembro Amarelo: 53% dos brasileiros já tiveram a saúde mental afetada por problemas financeiros

Dentre os principais sintomas relatados estão ansiedade, insônia e depressão

A saúde mental tem ganhado cada vez mais destaque e relevância para a medicina e para as empresas. Porém, mais do que tratamentos e formas de prevenção, é preciso entender os gatilhos que fazem com que a população desenvolva doenças da mente. Para entender melhor como o dinheiro pode afetar a saúde mental dos brasileiros, a Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, fez uma pesquisa que constatou que os problemas financeiros podem, sim, desenvolver ou agravar doenças de ordem psíquica.

A pesquisa, que ouviu 3.172 respondentes de todo o Brasil, aponta que a falta de dinheiro já afetou a saúde mental de 53% dos brasileiros. Em seguida, aparecem os problemas de relacionamento com parceiro (a) e/ou familiares (21%) e, em terceiro lugar, a saúde física, com 15%.

Ao serem questionados sobre os sintomas mentais que os problemas financeiros trouxeram, 62% dos respondentes alegaram ansiedade, 51% relataram insônia e 28% desenvolveram quadros depressivos. Além disso, 10% confessaram terem tido episódios de síndrome do pânico.

Com tantas sensações ruins relacionadas ao dinheiro, 61% dos entrevistados preferem nem falar sobre. E quando questionados sobre os sentimentos que brotam quando pensam no assunto, 48% disseram que se sentem preocupados e ansiosos e 18% ficam tristes e desanimados.

O principal motivo apontado para os sentimentos ruins foi a falta de perspectiva na realização de sonhos e objetivos (38%), seguida pela diminuição do poder de compra pela alta da inflação (28%). Em terceiro lugar, aparecem as dívidas, com 27% das respostas, e em quarto lugar vêm as despesas maiores que a renda, com 26% dos entrevistados.

“Sabemos que o estresse financeiro é uma realidade constante para os brasileiros. Além de prejudicar a produtividade na vida profissional e gerar conflitos comportamentais, a falta de recursos pode causar inúmeros problemas de saúde. Não à toa, 19% dos entrevistados afirmaram que precisaram passar no psiquiatra e fazer uso de medicamentos e 14% começaram a fazer terapia por conta de problemas financeiros”, explica Samuel Torres, consultor financeiro da Onze.

Saúde física também é afetada

Sabemos que a saúde mental e a saúde física estão diretamente ligadas e que sintomas de ordem mental podem desencadear doenças como gastrite, enxaqueca, entre outras. Dentre os entrevistados, os principais sintomas apontados foram dores crônicas em decorrência do estresse (48%); problemas digestivos (23%); e problemas relacionados à saúde do coração, como pressão alta (21%). Além disso, 6% dos respondentes afirmaram que passaram a ter hábitos ruins, como tabagismo.

Para Samuel Torres, a saúde mental e a saúde financeira estão diretamente ligadas e o primeiro passo para combater essa realidade é investir em educação financeira em todos os âmbitos: na escola, em casa e, claro, no trabalho.

“Educação financeira não se trata apenas de questões matemáticas e econômicas, mas de hábitos e costumes gerais, que acabam envolvendo finanças pessoais. A partir do momento em que esse tema passa a ser discutido com naturalidade dentro e fora das empresas, podemos ajudar as pessoas que estão passando por problemas financeiros a se recuperarem, diminuindo índices de endividamento, estresse e ansiedade”, conclui.

Fonte: Onze

Despreparo médico é uma das principais queixas no sistema público e privado

Para Wilderi Sidney, especializado em saúde pública, profissionais não recebem formação adequada

Quais problemas em comum os pacientes das redes pública e privada de saúde podem enfrentar no Brasil? Segundo uma pesquisa realizada pelo Ipec/Globo, parece que muitos. O levantamento feito com duas mil pessoas, revelou quais são as principais queixas quanto à saúde no país. Além da superlotação de hospitais, emergências e pronto-atendimentos, a falta de profissionais e a demora para a realização de exames, os entrevistados apontaram o despreparo médico como um dos grandes gargalos do setor. De acordo com o médico especialista em saúde pública, Wilderi Sidney Guimarães, a reclamação faz sentido.

O médico, com passagens por redes públicas e privadas, explica que a falta de preparo para o atendimento começa porque o profissional não recebe uma formação adequada na universidade. “Primeiramente, o profissional médico não recebe, dentro da faculdade de medicina e nem na residência médica, a formação necessária para atender bem um paciente. Somos ensinados a fazer diagnóstico e indicar tratamentos, mas não aprendemos a lidar com o público de forma humanizada. A maioria dos médicos não faz um mal atendimento de propósito, mas porque ele foi ensinado assim, a diagnosticar uma lesão ou patologia e não a cuidar de uma vida”, afirma.

Outro ponto que contribui para a reclamação dos usuários é a rotina extenuante dos profissionais. Guimarães lembra que muitos médicos possuem mais de um vínculo empregatício e vivem de plantões em hospitais e emergências. “Isso acaba deixando o profissional extenuado e estressado”, opina. Mas, para ele, esse gargalo tem solução. “Além do investimento em planos de carreira por parte dos planos de saúde e do sistema público para esses profissionais, o médico também precisa buscar conhecimento sobre atendimento humanizado” destaca.

Sobre os outros problemas apontados no levantamento, ele também crê que são passíveis de serem resolvidos. “A pesquisa apontou para a demora em conseguir consultas e exames e para a superlotação de hospitais e emergências. Esses são um gargalos que têm origem na falta de investimentos que se faz na atenção primária no Brasil. Quando a gente fala de atenção básica, a coisa mais importante é fazer um atendimento preventivo, para que o profissional consiga indicar outros cuidados, como mudança de hábitos, para que o paciente não precise de atendimentos mais complexos. Nos países desenvolvidos, onde a atenção básica funciona, isso desafoga o sistema secundário e terciário. Aqui no Brasil, como a pesquisa mostra, estamos distantes dessa realidade”, finaliza.

A pesquisa do Ipec/ Globo ouviu duas mil pessoas das classes A, B e C e com mais de 16 anos das entre os dias 20 e 27 de julho pela internet. O intervalo de confiança é de 95%.

Fonte: Wilderi Sidney Guimarães é formado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com especialização em Medicina de Família e Comunidade. Também possui mestrado em Saúde Pública pela UFAM, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre 2011 e 2012, atuou como médico de comunidades ribeirinhas no interior do Amazonas. Entre 2012 e 2014, fez parte do corpo de médicos da Secretaria Especial de saúde Indígena (Sesai). E entre 2014 a 2020, atuou como docente de Saúde Coletiva e Preceptor do Internato Rural no curso de Medicina da UFAM. Sócio-fundador da Cuidado Integral da Saúde, que oferece cursos, mentorias e consultorias sobre medicina humanizada, marketing e gestão para médicos e profissionais de saúde.

Eleições 2022: entenda a relevância de um voto consciente

Professor de Ciências Políticas do UDF, Alan Camargo, explica sobre a importância da participação do indivíduo no período eleitoral e os primeiros passos para decidir o voto

As eleições políticas estão chegando e para auxiliar a escolha, é necessário estudo de cada um dos candidatos e muita pesquisa. Mas no Brasil, muitas pessoas ainda têm dificuldades neste período e o que muitos não imaginam é que os votos são de extrema importância para o país, pois reflete em todo o contexto social, cultural, político e econômico.

Pensando neste cenário, para ajudar os brasileiros no preparo para eleger os próximos líderes do Brasil, o professor de Ciências Políticas do Centro Universitário do Distrito Federal, Alan Camargo, aponta que antes de tudo, é preciso entender o que são as eleições e o seu papel dentro dos regimes democráticos. Em largos termos, as eleições são um processo de escolha de representantes que, uma vez selecionados a partir de regras previamente estabelecidas, assumem cargos em nome daqueles que os escolheram.

Segundo o professor, com o alvorecer do século XX e a consolidação das formas republicanas, as eleições tornaram-se mais organizadas e ampliadas, incorporando tecnologias e setores cada vez mais diversos da sociedade. É importante reconhecer que as práticas eleitorais foram canalizadas como estratégias de legitimação inclusive de regimes ditatoriais e totalitários, cujos líderes, em quase sua maioria, foram escolhidos através do voto popular. Isso nos desperta à reflexão, portanto, quanto aos riscos das escolhas mal direcionadas ou inconscientes pelo eleitor.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, é necessário apresentar, no ato da votação, documentos com foto que identifiquem o eleitor. Junto aos mesmos, deve haver a apresentação do título de eleitor, entretanto, em vista da maior acessibilidade dos recursos digitais, o TSE vem aceitando a identificação feita pelo aplicativo e-Título. O alistamento eleitoral é obrigatório a todos os indivíduos com mais de 18 anos de idade, sendo possível optar pelo local mais próximo ou conveniente para votar.

Também é importante falar sobre a ausência na hora de realizar a votação. Segundo o professor Alan Camargo, o não comparecimento às urnas não acarreta ônus ao indivíduo. Porém, deixar de justificar a ausência pode trazer complicações. “Caso esteja fora do seu domicílio eleitoral, porém em território brasileiro, o indivíduo poderá acessar o aplicativo e-Título, o site do Sistema de Justificativa na Internet, ou preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral, disponível no site do TSE, nos postos de atendimento da Justiça Eleitoral, bem como nos locais de votação, para expressar os motivos de sua ausência. O prazo para tais providências é até 60 dias após cada turno” explica.

O docente finaliza pontuando a importância e necessidade de um voto esperto e bem estudado. Tendo em vista o exposto, fica clara a importância de que a escolha política seja feita de maneira consciente pelo eleitor. É preciso que os indivíduos reconheçam quais as dificuldades enfrentam em seu dia a dia, tais como falta de transportes públicos, desemprego, inflação, dentre outras, e tracem o que esperam como resposta do poder público. O próximo passo é conhecer a quais cargos políticos compete a iniciativa para solucionar tais problemas: deputados federais, deputados estaduais, senadores, governadores ou Presidente da República. Isso porque, no Brasil, a Constituição Federal atribui a cada um dos entes federados, competências diferentes para tratar das questões sociais.

“Uma vez identificados os problemas de sua realidade, as expectativas de mudança e os cargos responsáveis por tal decisão, cabe ao cidadão mapear os candidatos que apresentem propostas condizentes aos seus interesses. Recomenda-se o acompanhamento contínuo às redes sociais dessas figuras, de modo a conhecer seus feitos e propostas, bem como reconhecer a repercussão junto aos internautas.

Imagem: TSE

Outra fonte para a tarefa é o site do Tribunal Superior Eleitoral, onde constam oficializadas todas as candidaturas validadas pela Justiça Eleitoral. Esses elementos formam um arcabouço para que o eleitor tome de maneira mais consciente a decisão de seu voto em meio ao referido “mercado eleitoral” em que os pleiteantes buscarão conquistar a simpatia e a adesão do eleitor. Quanto mais convicto de sua escolha, menores serão as chances de vender seu voto ou contribuir para fraudes e desvios da finalidade eleitoral”, conclui Alan Camargo.

Fonte: UDF Centro Universitário do Distrito Federal (UDF)

ONG Cabelegria retorna ao Santana Parque Shopping

Ação realiza corte gratuitos e distribui perucas para pessoas com câncer ou outras doenças que causam a queda nos fios

O Santana Parque Shopping recebe mais uma vez o Banco de Peruca Móvel da ONG Cabelegria. Desta vez, a ação acontece no dia 18 de setembro, das 11h às 19h, na entrada principal do empreendimento.

O projeto, que retorna ao shopping a cada dois meses, tem como principal objetivo transformar a doação de cabelos em perucas para serem distribuídas às pessoas que passaram por tratamentos de câncer ou que foram diagnosticadas com outras doenças que causam queda de cabelo.

Os interessados em participar podem doar o cabelo já cortado ou realizar o corte gratuitamente no local. Não existem restrições para doação, pois todos os tipos de cabelos com no mínimo 15cm são aceitos, podendo ser natural, com química ou tintura. Além disso, quem doar tem isenção no preço do estacionamento.

Cabelegria no Santana Parque Shopping
Quando: dia 18 de setembro
Horário: das 11h às 19h
Local: Entrada principal do shopping
Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2780 – Santana – SP

Plenapausa cria grupo gratuito de acolhimento para as mulheres em menopausa

Femtech pioneira no segmento promove encontros online para troca de experiências e conversa com especialistas

Você sabia que 82% das mulheres se sentem sozinhas, deprimidas e não sabem com quem conversar no período da menopausa? Esses dados são da pesquisa da Plenapausa, primeira femtech brasileira a olhar para a mulher em menopausa. Com objetivo de trazer acolhimento, informações e soluções para essas mulheres, a femtech criou uma roda de conversa para apoiar e promover temas relacionados a menopausa. Chamada de Prosas&Pausas, o encontro mensal gratuito é feito de forma virtual e convida as mulheres para trocar experiências sobre esta fase da vida, além de promover informações com a participação de médicos de diversas especialidades, como ginecologia, nutrição, fisioterapia pélvica, entre outros.

A iniciativa aconteceu após as fundadoras, Márcia Cunha e Carla Moussalli, identificarem um fator importante sobre a menopausa, mas pouco falado: a solidão. “Quando começamos as pesquisas, não se falava em menopausa no Brasil, somos pioneiras. Então, além de trazer mais informação, visibilidade e formas de aliviar os sintomas, sentimos a necessidade de fornecer também um espaço de troca e acolhimento para essas mulheres. Inclusive, o acolhimento é o nosso terceiro pilar”, explica.

Segundo a cofundadora da femtech, Carla Moussali, o principal objetivo do projeto, é mostrar para as mulheres que elas não estão sozinhas nesta jornada. A empreendedora conta que, já é possível perceber uma mudança de comportamento e naturalização na menopausa por parte das participantes. “Quando começamos com o Prosas&Pausas, no ano passado, tínhamos um número menor de mulheres participando. Grande parte delas, entrava com a câmera desligada e apenas escutava. Hoje já sentimos uma mudança, o número de participantes aumentou de 10 para mais de 20 em cada encontro, e elas estão mais seguras e abertas para o tema, trocando experiências e tirando suas dúvidas”, conta.

A femtech se divide em três pilares: informação, com as avaliações feitas pelo site, identificando em qual fase da menopausa a mulher está e o seu nível de sintomas. Solução, por meio da linha de fitoterápicos da marca, desenvolvidos a partir das avaliações da plataforma, que identificou os cinco principais sintomas relacionados à menopausa. E, por fim, o acolhimento, com as rodas de conversa mensais, as inscrições devem ser feitas pelo site da Plenapausa.