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Mulher, mãe e executiva: como lidar com o home office em tempo integral

As executivas Vanessa D’Angelo e Caroline Raimundo pontuam os desafios de se adaptar ao novo normal enquanto tentam balancear a vida pessoal e profissional durante a pandemia de Covid-19

O período de distanciamento imposto pela pandemia do novo coronavírus proporcionou mudanças no estilo de vida da maioria dos executivos em todo o mundo, que precisaram se adaptar a uma nova forma de trabalhar e liderar, agora, exclusivamente, à distância. Para as mulheres e mães, esta adaptação se mostrou ainda mais desafiadora, já que o novo normal também contempla o fechamento das escolas e os filhos em casa em tempo integral.

vanessa e filhas

Vanessa D’Angelo, Head de Marketing para a América Latina na LogMeIn, já estava acostumada ao trabalho remoto pelo menos duas vezes por semana antes da pandemia e, apesar disso, pontua que nas primeiras semanas de adaptação ao home office somado ao distanciamento foi muito difícil separar o trabalho dos cuidados com a casa e relacionamento com a família. A executiva é casada e mãe de duas adolescentes e, em família, depois de uma conversa séria sobre o momento desafiador, decidiram dividir as tarefas para que a rotina de todos pudesse seguir da melhor forma possível.

Com crianças mais velhas, lidar com a educação das filhas a distância também não foi um grande problema para Vanessa, já que além da idade e facilidade com a tecnologia, as adolescentes também já haviam sido capacitadas por sua escola para utilizar o notebook anteriormente nas aulas presenciais. Porém, essa não é a realidade da maioria das mães.

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Caroline Raimundo, Gerente de Marketing na Acer do Brasil, é mãe de crianças de 5 e 7 anos, em fase de alfabetização e que precisam de auxílio em tempo integral com as aulas online. Para a executiva, conciliar a rotina de liderança remotamente, com os cuidados com a casa e os filhos é, sem dúvidas, um grande aprendizado. “Transformei a mesa da cozinha em um grande coworking onde eu e meu filhos passamos parte do dia juntos, eu trabalhando e eles estudando. E, sempre que há dúvidas nas tarefas da escola, levantam a mão e eu vou ajudá-los”, destaca Caroline.

Não é de hoje que o trabalho remoto se popularizou entre diversas áreas e empresas. Nos últimos anos, com a chegada dos nativos digitais ao mercado, a prática se tornou requisito essencial para inúmeras vagas, principalmente em empresas com atuação global. Apesar disso, no Brasil, ainda era visto por muitos como um tabu.

De acordo com ambas as executivas, diante de todos os desafios do momento atual, a principal cobrança ainda vem delas mesmas. “Eu tinha receio de falar que estava ocupada fazendo uma tarefa de casa e não podia fazer algo do trabalho naquele momento”, conta Vanessa.

Caroline, que ainda não tinha a rotina de trabalhar em casa com frequência antes da pandemia, também pontua o quanto é delicado impor limites aos colegas de trabalho durante o home office em tempo integral: “aprendi a ter horário para conectar e para desconectar, e entendi que não é errado focar em outras atividades da vida pessoal e buscar maior equilíbrio durante este momento. Quando sabemos o momento de colocar e cumprir os horários, todos entendem e te seguem como exemplo”.

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Apesar das dificuldades, após um período de adaptação, a situação também trouxe muitos benefícios à rotina de negócios das executivas, que se dizem muito mais focadas, criativas e produtivas enquanto trabalham de casa. No quesito família, os benefícios também são inúmeros. “Com a correria do dia a dia, eu nunca tinha conseguido passar tanto tempo com minhas filhas e isso me fez descobrir novas características nelas que em outro momento talvez eu não teria oportunidade, e essa experiência não tem preço”, pontua Vanessa.

A forma como as empresas estão lidando com a nova rotina também pode influenciar bastante na qualidade de vida dos funcionários. De acordo com Caroline, “a Acer vê o bem-estar dos funcionários como a sua maior prioridade neste momento, o que tranquiliza e incentiva suas equipes a continuar prestando serviço de qualidade e com segurança de suas casas”.

A LogMeIn também está priorizando o bem-estar do seu time e para isso criou benefícios para auxiliar os funcionários na aquisição de itens para seus escritórios em casa e decretou, mensalmente, um feriado institucional para incentivar suas equipes de todo o mundo a passar mais tempo de qualidade e em família durante a pandemia de Covid-19.

Para outras mães e executivas que também estão batalhando para equilibrar as tarefas do trabalho e a vida pessoal, as executivas dão dicas simples e práticas que estão as ajudando bastante nos últimos três meses:

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• Criar regras – independente das obrigações e agendas do trabalho e de casa, é importante impor regras para si mesma, para a família e para os colegas de trabalho. Seja criando um horário fixo para cada atividade diariamente; ou deixando claro para a família e os e colegas de trabalho em que momentos você não está disponível, criar uma rotina é fundamental.

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Gerd Altmann/Pixabay

• Não ter medo de dizer “não” – a família e os colegas de trabalho precisam estar cientes que haverá momentos em que você não estará disponível para o trabalho e/ou socialização.

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• Separar um tempo para si mesma – seja fazer exercícios, ler, assistir filmes ou até mesmo um novo curso online, é preciso lembrar de separar diariamente momentos para relaxar com atividades prazerosas e relaxantes para você, já que o momento atual tende a causar mais ansiedade e estresse.

Como identificar sintomas de distúrbio financeiro?

Especialista mostra que mudança de hábito pode começar durante a pandemia

Com a crise do coronavírus, questões relacionadas à finanças merecem ainda mais atenção, pois a instabilidade da economia e mudança de comportamento levaram a uma série de demissões, inclusive no Brasil. Em tempos tão instáveis, o equilíbrio e a organização ajudam a evitar problemas que atrapalham o dia a dia e o convívio familiar. Com isso, Rebeca Toyama, especialista em saúde financeira traz pontos a serem aprimorados na vida de pessoas e famílias que passam essas dificuldades.

A organização da vida financeira é uma das bases do tripé para se atingir estados de bem-estar, mas é preciso lembrar que é comum enfrentar diversas crises ao longo da vida, e para passar bem por estes momentos difíceis é necessário buscar hábitos no cotidiano que desperte a consciência de poupar.

Para a especialista é necessário buscar hábitos no cotidiano que desperte a consciência de poupar e entender que mudança de comportamento é algo gradual. Muitas vezes as pessoas não seguem seu propósito por conta da indisciplina financeira, e por isso, e acabam abrindo mão de sonhos, justamente por não sobrar dinheiro no final do mês.

“Para melhorar de vida precisamos procurar ajuda e perder o medo de encarar as finanças. Começar com pequenos hábitos e fazer suas escolhas a partir da sua realidade, faz muita diferença. E lembre-se, a nosso balanço patrimonial é um reflexo de nossa história de vida, e você pode mudar algumas coisas para impactar positivamente no seu patrimônio daqui para frente, afinal já sabemos que imprevistos acontecem.”, afirma Rebeca Toyama, especialista em saúde financeira.

Rebeca lista seis atitudes para identificar os sintomas do distúrbio financeiro:

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1- Ansiedade: preocupação e desespero com tudo que envolve o dinheiro;

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2- Ausência de economia: quando não se faz parte da vida do indivíduo poupar ou guardar dinheiro;

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3- Excesso de dívidas: força do hábito de trabalhar para fazer dívidas e pagá-las;

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4- Falência e empréstimos: se esbarra sempre em fazer empréstimos para quitar ou fazer mais dívidas, e sem perceber, coloca seus bens em perigo;

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5- Conflito com familiares: o dinheiro impacta nas relações com parentes e amigos;

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TheDigitalWay/Pixabay

6- Incapacidade de manter mudanças: não consegue seguir com os planos colocados para poupar dinheiro, como deixar o cartão em casa e guardar dinheiro.

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Fonte: Rebeca Toyama é fundadora da RTDHO empresa com foco em bem-estar e educação corporativa. Especialista em estratégia de carreira e saúde financeira. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora e atualmente é mestranda em psicologia clínica. Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da Alubrat (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), Instituto Filantropia e Universidade Fenabrave.

Tie dye: saiba mais sobre a técnica de tingimento que virou tendência

A consultora de imagem Érica Cunha Alvarenga aponta que é preciso respeitar o seu estilo antes de embarcar naquilo que está na moda

A técnica de amarrar e tingir, mais conhecida como tie dye, tem aparecido fortemente nesses últimos tempos em roupas, acessórios e até em máscaras de proteção. Segundo a consultora de imagem, Érica Cunha Alvarenga a técnica de tingimento teve início nos anos 1970 e está bem atrelada ao movimento hippie.

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Foto: Karol Olson/Pixabay

“Tudo era feito de modo artesanal, bem comum naquela época. E agora, essa tendência vem com tudo nas ruas e principalmente nas redes sociais, artistas, blogueiros e fashionistas”, aponta a expert.

Mas será que essa moda fica bem para todas as pessoas? Érica afirma que basta respeitar o seu estilo.

vestido tie dye

“Se você tem um estilo criativo e esportivo juntos, você pode sim usar o look. Aliás, essa moda é um ótimo exemplo quando vejo quase todo mundo usando, mas sem ter a menor ideia de Estilo, mas usa por estar na moda. Se for para você seguir esse padrão, não existe problema nenhum em se jogar no look, mas pra quem conhece de estilo e sabe o seu próprio, tem conhecimento que, muitas vezes, a moda atrapalha para que possamos manter a nossa originalidade”, pontua.

A idade da pessoa não é uma questão crucial na hora de adotar a tendência, desde que esteja de acordo com quem você é.

vestido tie dye mulher

“Tie dye transmite uma mensagem jovem, criativa, de pessoas que não se incomodam em combinar muito suas peças. Geralmente, são artistas, mas o mundo é livre e se você se sentir bem e quer usar, aproveite, mas é muito importante saber que você passar a ideia de estar na Moda, nem sempre é ser quem você é, e isso é um fato, o tie dye está aí para provar. Se você se preocupar com sua imagem e o que ela transmite e, repito, não tiver nos seus estilos o criativo e esportivo, é melhor repensar o que é mais importante pra quem você é”, analisa.

Érica diz que as combinações são diversas, quando Érica conversou com muitas das clientes criativas que tem, ouviu que elas usariam de diversas formas.

denim tie dye

“Clientes tradicionais e criativas, disseram que usariam tranquilamente com uma calça de alfaiataria e um sapato Oxford. Já as clientes com estilo feminino, disseram que usariam com um vestido leve fluido, que pudesse ser de tie dye. Outras com um estilo esportivo mais forte, colocariam com uma camiseta, e uma saia jeans. E as elegantes e as sensuais disseram que seria um pouco mais difícil de usar, mas que um salto não poderia faltar. Mas todo mundo pode criar seu estilo e maneira de usar. Sempre falo quanto mais original for, mas sua personalidade carrega esse ou qualquer outro look”, finaliza.

Fonte: Érica Cunha Alvarenga

 

Será que terapia é para mim?*

Não é de hoje que as pessoas me perguntam qual é o melhor momento para contratar o serviço de um psicólogo. Tem idade? Situação de vida? Será que terapia é para mim? Esses são questionamentos que costumam surgir para os que ainda não experimentaram as vantagens deste tipo de serviço.

Sim, terapia é um serviço que deve ser contratado como outro qualquer. Você não faz dieta, vai no salão de beleza, na manicure, vai na academia, coloca botox, faz limpeza de pele, vai ao dentista, ao médico etc? Deveria ir ao psicólogo também, afinal a cabeça é o elemento mais importante e significativo desse nosso corpinho. Ah, e ela não está em cima do pescoço apenas para enfeite. Ela é responsável pelas nossas funções cognitivas, executivas e comanda praticamente todas as ações que tomamos diariamente, mesmo que você não perceba.

Bom, se você está se perguntando se terapia é para você, a minha dica será sempre um sonoro “sim”. Terapia é para qualquer pessoa, de qualquer idade. Se você acha que tem algo a melhorar na sua jornada enquanto ser vivo, sim, terapia é pra você! Terapia é uma das ferramentas mais importantes de autodesenvolvimento que conheço. Não estou falando apenas de autoconhecimento, mas, também, da capacidade de ter ações diante do ganho de consciência a respeito de si.

Terapia é fundamental para gente que não aceita feedback. Sabe aquelas pessoas que não se responsabilizam por nada? Que estão sempre se colocando no papel de vítimas? Aquelas que culpam o chefe, o colega, a mãe, o pai, os irmãos, o cônjuge, a economia, o presidente, o coronavírus, ou qualquer outra coisa pelas circunstâncias da vida? Tem quem culpe outros indivíduos até pela sua infelicidade.

Terapia é para o sujeito acima. Responsabilizar-se pelas rédeas da vida é uma das primeiras coisas que um bom psicólogo vai te ensinar. E não para por aí, não!

Terapia é um ótimo instrumento para quem se frustra com os nãos que a vida oferece. Para quem não tem persistência, que desiste fácil dos objetivos, que recua dos desafios sem ao menos tentar. Sabe aquelas pessoas que não param em emprego algum? Que ao sinal de primeira dificuldade pedem para sair? Que desistem dos amores por medo de sofrer ou de serem abandonados?

É bem fácil reconhecer essas pessoas. Talvez elas não se reconheçam. Elas têm medo de encarar a própria imagem diante do espelho. Sentem dificuldade em assumir seus erros, suas falhas, de aceitar orientações. Aliás, elas têm extrema dificuldade de ouvir. Ficam presas em um universo próprio e paralelo. Estão sempre repetindo as mesmas atitudes, fazendo a história pessoal se repetir.

Já viu gente que desiste fácil? Que fecha portas ao invés de mantê-las abertas? Que não se despedem de colegas, não agradecem seus pares, seus mentores e até mesmo aqueles amigos de boteco tão queridos? Aqueles que afastam propositalmente as pessoas que amam. Tem muita gente assim por aí. A terapia ajudaria, e muito, essas pessoas a sofrerem menos.

Terapia também é bom para quem tem dificuldade para amadurecer. Acreditem, tem muita de gente de 30 e poucos que se comporta como adolescente. Outro dia observei um grupo de psicólogos debatendo sobre o adolescente mais velho que cada um já havia atendido. Uma delas respondeu: 39 anos.

Tem muito adulto que vive na barra da saia da mãe. Incapaz de ter escolhas próprias, atitudes maduras, que, se deixar, passa o dia na frente da TV ou do videogame. E tem sempre aquela turma do corpo mole. Que finge demência achando que todo mundo ao redor é bobo. Aquele colega que não sabe trabalhar em equipe, que procrastina, que promete o que não consegue cumprir. Que fala um monte de sim, quando deveria falar não.

Aliás, se tem uma coisa que a terapia ensina é a falar não. Um bom psicólogo vai ensinar qualquer pessoa a reconhecer e estabelecer limites. Falar não, ou melhor, saber falar não é uma bênção, uma verdadeira dádiva. E, acreditem, você pode aprender a falar não na terapia.

Psicoterapia e autoconhecimento fazem bem demais. Conheço gente que, ao invés de colocar a culpa dos problemas atuais na pandemia e no desemprego, aprendeu a costurar e anda fazendo dinheiro comercializando máscaras reutilizáveis. Esta pessoa sabe que está nas mãos dela decidir rir ou chorar, agir ou reclamar. E depois ainda vão dizer que ela teve sorte. Ela apenas tomou as rédeas.

Já conheci muita gente superinteligente, com QI altíssimo, mas totalmente disfuncional do ponto de vista emocional. Gente que chora só de pensar no chefe, na meta, no cliente, no compromisso. Que se cobra pelas atividades erradas. Gente que fica doente toda hora. Cai cabelo, tem problema de pele, gastrite, enxaqueca, alergia, doença autoimune e por aí vai. A imunidade está sempre lá embaixo. Aliás, tem gente que só falta ser o melhor amigo do plantonista do hospital mais próximo de casa.

Quando alguém me pergunta será que terapia é pra mim, eu respondo: terapia é pra quem é forte! É para quem é capaz de olhar para dentro de si e segurar o rojão. Quem consegue mergulhar dentro de si e encarar a própria sombra. Seus medos, suas angústias, seu lado vulnerável. Terapia é para quem tem coragem de se desafiar.

Há quem pensa que mudar de cidade, de emprego, de país, de marido ou de namorado resolve. Sinto informar que não! Só muda o problema de lugar, transfere a culpa para o outro e passa a vida infeliz.

Outro dia, durante uma sessão de mentoring, ouvi a história de uma pessoa que aos 65 anos de idade havia descoberto que passou a vida na profissão errada. Não estava feliz com sua carreira, com a empresa e nem com suas conquistas. Nada tinha valido a pena. Eu pensei comigo: ainda bem que comecei a terapia aos 30.

Tempo é vida, é felicidade. Tempo é a única coisa que não volta atrás e que não conseguimos comprar. E, se tem um tempo bem investido nesta minha vida, ah… posso afirmar que é aquela uma horinha semanal com a Ju, minha psicóloga.

É ali que eu descubro uma Tati nova toda semana. Me reinvento! Me percebo frágil e ao mesmo tempo forte. Insegura, mas também determinada, persistente. Ali, naquela uma hora semanal, aprendo a estabelecer meus limites e ser protagonista da minha trajetória de vida. Afinal, a única responsável pelas minhas escolhas e atitudes, certas ou erradas, sempre serei eu! E viva quem inventou essa tal de terapia.

tatiana pimenta

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude (plataforma pioneira no ramo de saúde mental que conecta psicólogos e pacientes). Engenheira que se apaixonou pela Psicologia, pelo estudo constante do comportamento humano e da felicidade. Com mais de 15 anos de experiência profissional, foi executiva de sucesso em empresas de grande porte. Única brasileira finalista da premiação internacional Cartier Women’s Initiative Awards em 2019. Faz terapia há mais de 8 anos, é maratonista amadora e praticante de Mindfulness.

 

40% dos casos de demência podem ser evitados ou adiados*

A modificação de 12 fatores de risco durante o curso da vida pode atrasar ou prevenir 40% dos casos de demência, de acordo com uma atualização da Lancet Commission sobre prevenção, intervenção e cuidados com demência, que foi apresentada na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC 2020).

Combinados, os três novos fatores de risco estão associados a 6% de todos os casos de demência – com cerca de 3% dos casos atribuíveis a lesões na cabeça na meia-idade, 1% dos casos ao consumo excessivo de álcool (de mais de 21 unidades por semana) na meia-idade e 2% à exposição à poluição do ar mais tarde na vida.

Os demais fatores de risco estão associados a 34% de todos os casos de demência. Os fatores associados à maior proporção de casos de demência na população são menos escolaridade no início da vida, perda auditiva na meia-idade e tabagismo no final da vida (7%, 8% e 5%, respectivamente).

“Nosso relatório mostra que está ao alcance de formuladores de políticas públicas prevenir uma proporção significativa de demência, com oportunidades de causar impacto em cada estágio da vida de uma pessoa”, diz o principal autor, Gill Livingston, professor da University College. Londres, Reino Unido. É provável que as intervenções tenham o maior impacto sobre aqueles afetados por fatores de risco para demência, como os de países de baixa e média renda e populações vulneráveis.

Para lidar com o risco de demência, os autores pedem que 9 recomendações sejam feitas pelos formuladores de políticas:

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– Procure manter a pressão arterial sistólica de 130 mm Hg ou menos na meia idade a partir dos 40 anos de idade.

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Foto: Eldecare.org

– Incentive o uso de aparelhos auditivos para perda auditiva e reduza a perda auditiva protegendo os ouvidos contra altos níveis de ruído.

cigarro– Reduza a exposição à poluição do ar e ao fumo passivo de tabaco.

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Pasja1000/Pixabay

– Prevenir lesões na cabeça (principalmente visando ocupações e transporte de alto risco).

mulher bebendo
– Evite o uso indevido de álcool e limite o consumo a menos de 21 unidades por semana.

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
– Pare de fumar e apoie os indivíduos a parar de fumar (o que os autores enfatizam é benéfico em qualquer idade).

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– Proporcionar a todas as crianças educação primária e secundária.

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Foto: Jeviniya-Pixabay

– Leve uma vida ativa.

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– Reduzir a obesidade e diabetes.

*Rubens de Fraga Júnior é especialista em geriatria e gerontologia. Professor titular da disciplina de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

Hoje, Ginger foi viver no céu dos gatinhos

“Eu ainda lembro do dia em que te encontrei…”

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Pois é, foi em agosto de 2012, eu estava trabalhando no UOL e finalmente fiquei cara a cara com ela na minha rua. Ela, como outros gatos, gostava de ficar na garagem de um prédio. Não sei se ela era de alguém, mas eu tenho certeza de que a havia visto antes, em uma madrugada fria e chuvosa em que tive de ir cedo para o aeroporto e ela estava lá, literalmente no meio da rua. Aflitivo.

Mas voltando àquele dia de agosto, oito anos atrás, não foi fácil pegá-la. Ela entrou no prédio, e ficou atrás das grades. Deitou-se no chão e mostrou a barriguinha. Perguntei para o porteiro se ela era de alguém do prédio, ele disse que não, mas que uma pessoa a tinha pego, mas como ela não se deu bem com os gatos da casa, foi colocada na rua de novo. Quem faz isso? Tentei pegá-la, mas só funcionou quando deixei a caixa de transporte aberta com atum dentro. Demorou, mas ela entrou e eu a peguei.

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Ela não se deu bem com as gatas que eu já tinha na época. Pior: fazia xixi em qualquer lugar. Foi preciso muita paciência. Mas ela repetiria isso toda vez que sentisse ciúme, como quando peguei duas gatinhas de uma pessoa da rua que foi internada e não voltou mais pra casa. Sofá e cama eram as vítimas. Elas três nunca se deram bem, assim como as mais velhas, Penélope e Jolie. Tentei quase tudo, até Feliway, só faltou o Jackson Galaxy.

Mas isso foi diminuindo até parar. Em 2015, meus gatos pegaram rinotraqueíte dos gatos do vizinho, que moravam dois andares abaixo. Só de ficarem no corredor. Foi terrível. Eram oito gatos doentes, sendo que Penélope e Ginger não melhoraram, ficaram internadas por dias. Penélope era doente renal e, durante a internação, descobrimos que Ginger havia se tornado doente também. Depois de dias de internação, Penélope não resistiu. Desde então, Ginger vinha se tratando. Tinha altos e baixos, mas conseguíamos manter a doença estável.

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Se com as meninas ela não se dava muito bem, com o albino, fofo e surdo Ringo era puro amor. Com o Pelé nem tanto, mas ficavam juntos de vez em quando. Ginger e Ringo viviam às lambidas. Muito fofo de se ver. Cada gato tem uma personalidade, uma característica e Ginger era muito meiga. Em mais de uma ocasião, quando eu aumentava o tom da voz ao telefone, ela vinha perto de mim e começava a miar, parecia dizer: calma, calma… E quando eu chorava. Sim, ela vinha e miava pra mim. Nenhum outro fez isso, só ela.

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Os três em épocas diferentes

No mês passado, notei que ela estava mais desanimada e vomitando, o exame de sangue mostrou que estava mal da doença. Ficou internada dois dias, tomando soro na veia. Voltou para casa, mas não foi mais a mesma. Neste fim de semana, piorou muito, não comia mais e não conseguia ficar em pé, e começou a ter convulsões (Ringo também tem, ocasionalmente, pois tem um problema no cérebro, mas não é epilético). Espero que nunca veja seu amigo tendo convulsões. É muito aflitivo. E você só pode pedir que não dure muito.

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Diante de tudo isso, pesquisei e vi que os sintomas mostravam que ela havia entrado em uma fase terminal. Nunca é fácil colocá-los para dormir, mas é o mais digno diante do sofrimento. E como disse uma veterinária, a eutanásia é uma prova de amor. Eu acredito nisso.

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Ginger e Ringo ontem à noite

Vai, Ginger, vai ser feliz no céu dos gatinhos, encontrar seus irmãos e amigos. Um dia a gente vai se encontrar de novo, longe deste insensato mundo.

Com amor, Cármen

Saiba como surgiu o Dia do Orgasmo e quais os caminhos para alcançá-lo

Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT, fala sobre os segredos para atingir o ápice do prazer

Quando o assunto é sexo, ele é a estrela. Almejado por 11 em cada 10 pessoas, para alguns ele é facilmente encontrado, chegando a dar o ar de sua graça repetidas vezes em questão de minutos; para outros é a busca incessante pelo Santo Graal. Sim, estamos falando do orgasmo, que até ganhou uma data comemorativa: 31 de julho.

O Dia do Orgasmo foi criado em 1999 por alguns sex shops britânicos com o objetivo de alavancar sua vendas e chamar a atenção para um debate importante, que é a questão de muitos ainda o desconhecerem.

“O que acontece é que muitos não exploram novos caminhos para encontrar aquilo que realmente pode ser prazeroso por o considerarem tabus e, pior ainda, muitas vezes costumam se autossabotar para agradar o parceiro(a)”, explica Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT. Apesar do orgasmo ser algo que todos podem sentir, são as mulheres que costumam sair em desvantagem. Aproximadamente 70% das mulheres nunca chegaram a sentir um orgasmo com seus parceiros.

“Desde nova, a mulher é educada para reprimir os seus desejos e práticas de estímulos sexuais por estarem associados à promiscuidade ou para evitar estigmas que poderão comprometê-la tanto no âmbito social como profissional. Questões essas que muitas vezes a obrigam assumir uma postura submissa, onde passa a encarar com normalidade que deve se resguardar para o parceiro, enquanto este mostra sua virilidade através de várias parceiras”, diz Vanessa.

Relação morna durante o isolamento

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O isolamento acabou se tornando um grande obstáculo para os casais. Conviver quase que durante 24 horas requer paciência, respeito e compreensão. Para não cair na temida rotina, inovar e procurar novos caminhos para vivenciar um orgasmo incrível por meio do diálogo e da troca com o parceiro (a) podem ser alternativas nesse momento. “Essa história de que é necessário realizar todas as vontades e fetiches do parceiro para não correr riscos de esfriar o relacionamento é lenda. É importante fazer aquilo que dá prazer a ambos”, ressalta Vanessa.

Prazer anal

E por falar em novas experiências, o sexo anal ainda é um obstáculo a ser superado. Para quem tem curiosidade sobre o assunto, mas não sabe por onde começar, existe alguns cuidados que precisam de atenção: “Nada de ir direto ao ponto, é importante pedir para o parceiro(a) estimular essa região com os dedos, passar um pouco de lubrificante, massagear toda área e, no momento da penetração, ir bem devagar”, afirma Vanessa.

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iStock

Inovando com sex-toys

Se não curtir a experiência, não tem problema, invista em outras fantasias. No sexo pode tudo, desde que seja bom para ambos, então tente explorar os pés, as mãos, toque-se e descubra o caminho para chegar ao orgasmo. Sex-toys e cosméticos também podem contribuir para uma experiência única, confira:

INTT Excitation

Aexcitation

O excitante feminino INTT Excitation é um facilitador de orgasmos, que auxilia as mulheres a induzirem seu orgasmo, em casos de dificuldade; ou aumentar a frequência para ter orgasmos múltiplos. Os efeitos de aquecimento, contração e pulsação no clitóris e na parte interna da vagina, fazem com que a mulher sinta sensações que nunca foram exploradas. Preço sugerido: R$ 44,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

INTT Lady Gooza

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Excitante feminino com 7 funções: excitar, esquentar, pulsar, vibrar, lubrificar, estimular e sensibilizar, além de ser o único a possuir uma cápsula vibratória. Preço sugerido: R$ 119,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

Vibrador e Estimulador INTT FiFi 2 Nalone

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Projetado para estimular o clitóris e promover o ápice do prazer, o toy possui duas hastes que podem ser usadas para cercar o clitóris, testículos ou mamilo, que transmitem vibrações silenciosas em sete padrões. Preço sugerido: R$ 384,30 – Onde encontrar: Butique Bella

INTT Masturbador Ninja

NIJNA-CX
O Ninja é uma masturbador masculino com efeitos que auxiliam a alcançar o prazer de forma única. São seis tipos de vibrações e pulsações, além disso, esquenta e simula o sexo oral, proporcionando sensações de forma singular. Preço sugerido: R$ 218,92. Onde encontrar: Cia Sex

Fonte: INTT Cosméticos

Pet terapia: maneira alternativa de levar conforto e carinho a crianças e idosos

Cães terapeutas contribuem para a socialização e equilíbrio emocional das pessoas

A Terapia Assistida por Animais (TAA), popularmente conhecida como pet terapia, tem como objetivo despertar a socialização, diminuir o estresse, aumentar a autoestima, motivar, descontrair e entreter as pessoas. Normalmente é realizada em instituições como casas de repouso, hospitais, orfanatos e entidades assistenciais. A atividade é essencial para deixar o ambiente mais acolhedor e leve, além de permitir que, em alguns casos, o assistido lembre-se de algum animalzinho que teve ao longo da vida.

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Os principais fundamentos da pet terapia estão ligados à parte emocional, concentração e socialização. “Cães de raças mais dóceis são os que obtêm os melhores resultados. O Golden Retriever, por exemplo, consegue perceber as mudanças de humor. Se uma pessoa começa a se debater ou chorar, ele chega próximo e intervém de alguma forma”, revela Carla Bonfin, psicóloga e voluntária do grupo de pet terapia “Pelo Carinho”, de Belo Horizonte, apoiado pela Origens, linha de alimentos para cães e gatos do Grupo Adimax, que possui um projeto social voltado a essa terapia alternativa.

Mas engana-se quem pensa que a TAA se limita a cães de raça, os SRDs (Sem Raça Definida) são igualmente bem-vindos, pois o fator determinante é o comportamento do animal. Desta forma, gatos, cavalos, pássaros, golfinhos e elefantes também possuem efeitos terapêuticos sobre as pessoas.

Todo esse envolvimento benéfico entre animais e humanos está presente no projeto Nutrindo Amor, que percebeu a importância da pet terapia na vida das pessoas. “A maioria das ações são realizadas por voluntários acompanhados dos próprios pets, que levam conforto a pessoas que estão debilitadas de alguma forma, seja fisicamente ou emocionalmente”, explica André Sano, coordenador do marketing social da Adimax, empresa responsável pelo projeto e que realiza parcerias com grupos de pet terapia pelo Brasil, oferecendo assistência e incentivo a esses grupos, além de alimento para os animais.

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A história da pet terapia

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A pet terapia surgiu em 1792, quando o filantropo Willian Tuke indicou o uso de animais domésticos no tratamento de doentes de um asilo em Londres (Inglaterra) e, desde então, vem ganhando cada vez mais espaço na sociedade devido aos resultados positivos. Os principais beneficiados da terapia são pacientes no espectro autista, com demência, paralisia cerebral e transtornos mentais. Porém existem pesquisas que utilizam o tratamento auxiliar também em casos de AVC, obesidade e hipertensão.

Um estudo realizado com pacientes crianças pelo Departamento de Ciências e Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, mostrou que um grupo submetido a um tratamento pós-operatório com a presença de cães terapeutas, teve o nível de estresse mais baixo e a percepção de dor modificada comparado àquele sem a presença do animal. Ao ter uma resposta emocional positiva devido a presença dos cães, que distraem e entretêm com carinho, a recuperação tanto física como mental dos pacientes teve uma melhora.

No Brasil, a TAA é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito).

Fonte: Adimax

P.S. Você gosta de animais? Eu criei um site só para falar sobre eles, nossos amados amigos. É o Se Meu Pet Falasse. Se inscreva para receber avisos de novos posts. Tem saúde, comportamento, adoção, fofuras… Você vai gostar!

Como se preparar para um futuro profissional incerto?*

O futuro do trabalho já era alvo de muitos estudos, palestras e conferências pelo mundo afora. Com a pandemia, o assunto ganhou ainda mais relevância. Especialistas são unânimes ao dizer que estamos vivendo o fim da era dos empregos para a entrada definitiva na era do trabalho. Isso quer dizer que registros em carteira, vale-transporte, alimentação e batidas de cartão de ponto parecem mesmo estar com os dias contados. Mas, calma, não há motivo algum para pânico.

Sempre houve e sempre haverá alguém disposto a pagar para outra pessoa fazer aquilo que ele não gosta, não sabe, não quer ou não consegue fazer sozinho. E essa é a oportunidade ideal para a oferta de um trabalho remunerado. Ou seja, é bem provável que, num futuro não muito distante, você se torne uma pessoa jurídica, emitindo notas fiscais para várias pessoas físicas ou mesmo empresas que precisem dos seus serviços. Pode ser que você até ganhe mais dinheiro dessa forma, mas, inevitavelmente, ganhará mais trabalho também.

mulher executiva

Se você é o dono do seu “nariz”, precisa assumir várias funções simultaneamente. Por exemplo, não adianta ser um excelente técnico, se não souber como e para quem vender os seus serviços. Não adianta vender e entregar bem, se não conseguir administrar suas próprias finanças, entendendo que a vida de um empreendedor é feita de altos e baixos. E também não vai adiantar fazer tudo isso muito bem se você não reservar um tempo para se manter atualizado na sua área de atuação.

Sendo assim, para se preparar para um futuro do trabalho completamente incerto, profissionais de todas as áreas deverão investir constantemente no desenvolvimento de suas habilidades técnicas e comportamentais, as chamadas hard e soft skills. É bom também já ir se acostumando com o conceito de lifelong learning, que significa que teremos que estudar para sempre, buscando o que muitos especialistas chamam de reskilling, ou a necessidade de atualização constante das habilidades profissionais.

Caso você ainda seja do tipo que acredita que um diploma em uma universidade de primeira linha irá te garantir um futuro tranquilo, sinto em lhe informar que você está bastante atrasado. Foi-se o tempo em que tínhamos um mercado de trabalho linear, onde se entrava como estagiário e depois se ia galgando o crescimento para analistas júnior, sênior, pleno, coordenador, gerente, diretor e, para pouquíssimos, as almejadas cadeiras de vice ou presidente. Tudo isso, de preferência, dentro de uma mesma empresa, ao longo de 20, 30 ou até 40 anos.

O grande desafio dos profissionais que já têm uma carreira estabelecida é que eles receberam esse tipo de instrução ao longo de toda a sua vida escolar e agora se deparam com uma realidade um tanto quanto distante de tudo aquilo para o qual eles foram preparados. É quase como estudar para uma prova por anos e, na hora H, alguém virasse para você e dissesse: “esqueça, agora não é mais assim”. A sensação de estar absolutamente perdido é totalmente compreensível.

E o problema maior é que ninguém sabe dizer ao certo como vai ser. As regras mudaram no meio do jogo, mas ninguém é capaz de falar “vá por aqui”, “faça dessa forma”, “isso será assim a partir de agora”. As regras estão sendo construídas com a bola em campo. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não existem mais cartilhas ou manuais que conduzam um profissional ao pódio. De agora em diante, será tudo uma questão de tentativa e erro.

estudante laptop computador

Por isso, quanto maior a sua resiliência e capacidade de adaptação, as suas hard e soft skills, mais fácil será construir uma carreira de sucesso em um futuro incerto. Esquecer os roteiros preestabelecidos e as antigas fórmulas é o primeiro passo para encarar a nova realidade. As habilidades a serem desenvolvidas vão variar muito de um profissional para outro, mas de um modo geral, o mais importante é entender que sua vida profissional depende de pequenos esforços diários e contínuos. Estar preparado (independentemente do que isso queira dizer no seu caso) para aproveitar as oportunidades é o que vai fazer a diferença.

Marcos-ActionCOACH

*Marcos Yabuno Guglielmi é coach empresarial certificado da ActionCOACH