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Cinco dicas para otimizar seu tempo no trabalho*

Você quer otimizar o tempo no trabalho, para melhorar a produtividade, diminuir o estresse e encaixar outras atividades, mas não sabe por onde começar? Não precisa se precipitar no primeiro livro de autoajuda que você encontrar. Com algumas dicas simples, é possível organizar seu tempo desde já. Veja o que faz mais sentido para você e coloque em prática agora mesmo.

1 – Planejamento é tudo!

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Essa regra se aplica para os fãs de organização… e para os alérgicos. Isso não quer dizer que precisa virar escravo da agenda para se beneficiar das vantagens de atividades planejadas. Muito pelo contrário. A base é essa: todos temos momentos do dia de alta e de baixa produtividade. Ou seja, há períodos em que estamos mais dispostos a fazer uma atividade que exige muita concentração, outros em que estamos mais confortáveis a uma tarefa rotineira. Há dias em que queremos pensar sozinhos e há outros que estamos abertos para colaboração.

Essa sequência de fases costuma seguir o mesmo padrão todo dia, com pequenas alterações em função do seu estado de descanso e nível de estresse. Identifique primeiro o seu padrão e, no início do dia, ou da semana, planeje as suas atividades. Por exemplo, deixar a redação de um e-mail importante para o fim do dia não é sempre a melhor escolha. O período da manhã costuma ser o mais recomendado para atividades de alta concentração e pode ser considerado um desperdício de tempo usar esse período do dia para colocar os e-mails em dia. Este é apenas um exemplo, cabe a cada um se conhecer e identificar esse padrão.

2 – Saiba diferenciar o importante do urgente

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Quantas vezes temos a impressão de passar o dia apagando incêndios e começar a “trabalhar” de verdade a partir das 5 horas da tarde? Dessa forma, nunca conseguimos parar para planejar a longo prazo, pensar em estratégia, e realmente ganhar em produtividade e alcançar novos objetivos. Para que o tempo seja um parceiro e não um inimigo do seu dia, a matriz Eisenhower nos convida a organizar as nossas tarefas em função da importância e da urgência, conforme essa frase atribuída ao Dwight Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, de 1953 até 1961: “Eu tenho dois tipos de problemas, o urgente e o importante. O que é urgente é raramente importante, e o que é importante é raramente urgente”.

Aloque cada uma das suas tarefas em um dos quatro quadros da matriz e trate cada tarefa com o comportamento adequado. Isso significa, muitas vezes, deixar os e-mails de lado no início do dia, saber dizer não e resistir à tentação de resolver um problema fácil e rápido. Pode ser que não flua tão naturalmente no início, mas, em breve, perceberá os benefícios para a sua produtividade e o tempo ganho.

3 – Identifique e modele os seus hábitos

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Estima-se que 60% das nossas ações ao longo do dia são definidas por um hábito, ou seja, não são decisões conscientes da mente. Alguns desses hábitos são necessários e positivos: escovar os dentes, ligar para alguém na volta do trabalho, ir para a academia à noite. Porém, não somos sempre conscientes de todos os nossos hábitos e, por consequência, não somos totalmente mestres do nosso tempo. Um primeiro passo para ter consciência e saber como efetivamente você gasta as horas acordadas do seu dia, é descobrir esses hábitos.

É provável que você identifique alguns hábitos inimigos da sua produtividade: entrar nas redes sociais toda vez que tiver o celular na mão, verificar e responder os e-mails sempre que for sentar na sua mesa no trabalho, sair para o almoço meio-dia em ponto porque é o hábito dos seus colegas, mas na realidade, meio-dia é um horário de alta produtividade para você, e você sente fome só uma hora mais tarde. Esses são apenas alguns exemplos, é importante identificar os seus próprios hábitos e modelá-los para servir à sua produtividade e ao seu bem-estar.

4 – A importância das pausas

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A tentação é grande de querer compactar as horas de trabalho em um bloco único, para poder encaixar outras atividades no seu dia: atividade física, tempo com a família, estudos. Por isso, você pula o almoço ou recusa o convite para um café com os seus colegas no meio da tarde. Porém, é comprovado que o nosso cérebro se mantém concentrado por um período limitado.

Já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Ignorar essa necessidade natural de descanso do cérebro tem um preço, em termos de estresse e tempo para concluir a tarefa.

Ou seja, você se tornará mais produtivo, menos cansado e menos estressado implementando pausas programadas na sua rotina: aproveite para caminhar, se hidratar, ter um momento de socialização com os seus colegas. Um exemplo de metodologia de produtividade inspirada nesse conceito é o pomodoro: essa técnica preconiza trabalhar por períodos de 25 minutos, sem interrupção e numa tarefa específica definida previamente, e descanso de 5 minutos. Depois de 4 ciclos (2 horas), faça uma longa pausa de 30 minutos, antes de iniciar um novo ciclo.

5 – O peso das interrupções

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Em oposição às pausas programadas, são as interrupções não solicitadas: uma ligação telefônica, a notificação do e-mail do seu desktop que incentiva você a abrir a mensagem na hora, uma conversa barulhenta dos colegas, ou as interrupções que você mesmo provoca sem perceber, abrindo as redes sociais no meio de uma tarefa. São vários os estudos que mostram o impacto nocivo sobre a concentração e produtividade dessas interrupções. Um deles foi realizado pela professora Gloria Mark (University of California Irvine), em que ela demonstrou que leva, em média, 23 minutos para se concentrar de volta na tarefa que foi interrompida. Diante desse número assustador, são inúmeras as dicas para diminuir essas interrupções: supressão das notificações no celular e no computador, uso de espaços adequados para atividades de alta concentração, política de limitação das reuniões e do uso do e-mail, bloqueio de aplicativos depois de um certo tempo de uso… Experimente.

*Por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil.

Setembro Amarelo: por que uma pessoa comete suicídio?*

O suicídio  vem chamando a atenção da sociedade. Não é de hoje que somos surpreendidos com alguns casos, seja de alguma celebridade ou de pessoas que, direta ou indiretamente, estavam próximas a nós. Nestas ocasiões, chocados, a pergunta que insistentemente invade a nossa mente é: por quê?

Segundo as estatísticas, podemos ver o quão importante é abordar esse assunto e compreender a situação. Trata-se, além de uma comprovação do sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública. Segundo o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio, é classificada pela OMS , é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos.

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Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade. O comportamento intencional de tirar a própria vida é resultado da soma de diversos fatores de origem emocional, psíquica, social e cultural. O indivíduo busca na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime, que o exclui de maneira insuportável.

Existem algumas pessoas que são mais propensas a cometer suicídio, são aquelas com transtornos mentais, depressivos, bipolares, transtornos de personalidade, dependentes químicos e esquizofrênicos. Outras podem estar passando por uma enfermidade, como câncer, HIV, ou mesmo pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso ou bullying. Ou passaram por perdas, seja de emprego, separação, ou até uma exposição da vida íntima na internet.

A melhor forma de combater o suicídio é vencer nossos preconceitos e começar a falar desse assunto. Existem muitas pessoas que têm ideias suicidas, mas não cometem o suicídio. Nesse processo, a pessoa pensa em se matar, às vezes até planeja isso, mas não o faz.

O fato de haver um número considerável de pessoas que têm ideias suicidas criou uma crença na nossa sociedade de que quem fala que vai se matar não faz isso. Essa crença não é verdade. A maioria das pessoas que comete suicídio comenta essa ideia com alguém antes de cometer esse ato. Neste caso, os sentimentos de uma pessoa que fala em se suicidar são minimizados por aqueles que não entendem sobre o assunto ou que nunca sentiram o mesmo.

A pessoa que sente vontade de morrer está em um processo de dor tão intenso que não vê outra saída. Na verdade, ela não quer matar a vida, ela quer matar a dor. Há nessas pessoas uma vontade imensa de viver, mas sem a dor, sem o problema. Nesses casos o suicídio pode ser visto como o fim de um longo sofrimento. Essas pessoas não têm encontrado sentido para a vida.

Para prevenir o suicídio é indicado que as pessoas escutem aquele que fala em se matar. Preste atenção em mudanças de comportamento, seja para uma tristeza profunda, a perda de vontade de fazer as coisas que a pessoa gostava, e até mesmo uma mudança repentina de humor para a felicidade. Se a pessoa estava muito triste e de repente fica feliz, pode ser que tenha planejado seu suicídio e está assim por se sentir aliviada em poder acabar com a dor.

Alguns sinais podem nos ajudar a perceber se o indivíduo está pensando em suicídio. Preste atenção se a pessoa costuma dizer as seguintes frases:

“Minha morte seria melhor para todos” ou “Pelo menos vocês não teriam mais que me aguentar”.

“Ninguém se importa, mesmo”, “Ninguém entende o que eu sinto” ou “Você nunca entenderá”.

“Agora é tarde, eu não aguento mais”, “Não existe mais nada a ser feito” ou “Eu só queria que a dor passasse”.

“Eu não tenho razões para viver” ou “Estou tão cansado de viver”.

Conversas assim podem ser indícios que o indivíduo pretende cometer suicídio. Não julgue. Se você nunca pensou ou se sentiu como a pessoa, não diga como ela deveria se sentir ou o que deveria fazer. Apenas demonstre seu apoio e esforce-se para compreendê-la.

Falar que “não é ruim assim” ou “as coisas vão melhorar” não ajuda em nada e fará com que ela sinta que você não entende ou não está ouvindo. Prefira dizer “Você não está sozinho. Eu estou aqui com você e ajudarei no que for preciso”. “Eu não quero que você morra.” ‘Eu me preocupo com você.” Chame a pessoa para fazer algo com você como caminhar, praticar um esporte e qualquer coisa que a ajude a se manter fisicamente ativa. Um diário para a pessoa também pode ajudar. Assim, ela poderá expressar tudo que sente em vez de reprimir as próprias emoções.

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Se você que está lendo este artigo agora tem ideias suicidas, saiba que existe um caminho para você. Existem estratégias que você pode usar para ajudar a mudar esses pensamentos. A mente de uma pessoa com pensamentos suicidas funciona de forma diferente. É preciso encontrar estratégias para lidar com isso. O uso, de programação neurolinguística, técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar, além de um acompanhamento terapêutico intenso para que a pessoa possa se expressar livremente, sem julgamentos e encontrar atividades que lhes proporcione qualidade de vida.

*Sabrina Ferrer é psicóloga-chefe do FalaFreud. Possui 14 anos de experiência na área de psicoterapia e Gestão de Pessoas. Sua abordagem é baseada na Psicanálise e Teoria Cognitivo Comportamental. Atua em clínicas atendendo adolescentes com questões emocionais, autoconhecimento, adultos com os mais variados sintomas e situações, além de idosos em casos de depressão e falta de motivação.

Setembro Amarelo: ANS reforça o alerta sobre cuidados com doenças mentais

Em alusão à campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça o alerta sobre os cuidados com as doenças mentais e incentiva as operadoras de planos de saúde a desenvolverem programas de promoção da saúde e prevenção de riscos de doenças (Promoprev) voltados a essa linha de atenção. Além disso, a ANS destaca as principais coberturas que estão previstas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para o tratamento de doenças mentais.

O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado todo ano em 10 de setembro. O objetivo é conscientizar as pessoas ao redor do mundo que o suicídio pode ser evitado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, e essa é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.

No Brasil, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos. Ações preventivas são fundamentais para reverter essa situação: mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e, portanto, podem ser evitados se as causas forem tratadas corretamente, aponta a OMS.

Na saúde suplementar, a preocupação com as doenças mentais é crescente. O Rol de Procedimentos da ANS determina cobertura obrigatória para consultas médicas em número ilimitado (inclusive em psiquiatria), internação hospitalar, atendimento e acompanhamento em hospital-dia psiquiátrico, consulta com psicólogo e com terapeuta ocupacional e sessões de psicoterapia.

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Procedimentos realizados por beneficiários de planos de saúde

O número de procedimentos realizados por beneficiários nessa área vem aumentando ano a ano, segundo dados do Mapa Assistencial. De 2011 a 2018, o número de atendimentos com psiquiatras subiu 63% – em 2011 foram 3,01 milhões de consultas, ante 4,9 milhões em 2018. As sessões com psicólogos deram um salto de 146% no período, saindo de 7,1 milhões em 2011 para 17,5 milhões em 2018.

O número de internações em hospital-dia para saúde mental quadruplicou de 2011 até 2018 – saiu de 18.595 mil internações para 99.965 mil. As consultas/sessões com terapeuta ocupacional cresceram 200%, passando de 648,1 mil para 1,9 milhão. E o percentual de internações psiquiátricas aumentou 130% (de 85,2 mil para 196,3 mil).

Cabe ressaltar que o número de beneficiários em planos de assistência médica também aumentou nesse período (passou de 46 milhões em 2011 para 47,3 milhões em 2018 – dados de dezembro). Portanto, é válido ponderar o número de atendimentos realizados em cada ano em relação ao número de usuários existentes no período. Ainda assim, percebe-se que houve aumento percentual em todos os procedimentos acima mencionados.

Confira os dados na tabela abaixo:

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Promoção e prevenção

Além de garantir, pelo Rol de Procedimentos, os tratamentos mais indicados para doenças mentais, a ANS vem estimulando as operadoras a desenvolverem programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev) voltados para essa área. Em 2011, eram três iniciativas voltadas a esse fim; hoje, existem 42 programas cadastrados na Agência, atendendo cerca de 29,5 mil beneficiários de planos de saúde. As principais linhas de cuidado são depressão, estresse, esquizofrenia, transtornos psiquiátricos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, transtorno bipolar, entre outras.

Vale destacar que as operadoras que têm programas aprovados na ANS recebem incentivos regulatórios. Há redução de 10% na exigência mensal de margem de solvência e bonificação que eleva pontos/notas no Programa de Qualificação das Operadoras. A ANS estimula que as operadoras elaborem ações de inclusão de seus usuários nos programas, concedendo descontos em serviços ou até pelo não pagamento de coparticipação para procedimentos relacionados ao Promoprev.

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Fonte: ANS

Como as emoções afetam as escolhas alimentares?

Terapeuta do emagrecimento fala sobre o tema e dá dicas para comermos com mais consciência

Você sabia que sua alimentação pode estar sendo afetada pelos seus sentimentos? E que, talvez, esses sentimentos – estresse, ansiedade, depressão – estejam dificultando hábitos mais saudáveis e até a perda de peso? Segundo a psicóloga clínica, especialista em saúde focada em emagrecimento, nutrição emocional e comportamental Daiana Peixé, nossas emoções afetam nossas escolhas porque o ser humano é guiado por duas forças: a busca pelo prazer e o medo da dor.

A consequência disso, é nossa tendência em optar por alimentos que estejam associados ao prazer, ao afeto, alimentos que preencham aquela determinada necessidade emocional, e se não estivermos atentos, isso pode causar não só o ganho de peso como também outros problemas relacionados a má alimentação.

“É por isso que as nossas emoções afetam tanto as nossas escolhas, inclusive alimentares. Se não estamos bem emocionalmente, automaticamente vamos buscar alternativas que ajudem a melhorar aquela situação, e na grande maioria das vezes a opção escolhida é por um prazer imediato, que não é tão saudável”, avalia a terapeuta.

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Vamos usar aqui o seguinte exemplo: você chega em casa após um dia cansativo de trabalho e pede uma pizza. Automaticamente, seu cérebro associa esse ato a algo bom, como uma “recompensa”, sendo assim, da próxima vez que você chegar em casa cansado, sua mente pedirá automaticamente por aquela recompensa. De acordo com Daiana, são essas escolhas emocionais que acabam fazendo com que a pessoa entre em um ciclo vicioso de dopamina e serotonina, atrelando imediatamente aquele alimento ao prazer.

“Isto acontece porque quando pensamos em determinado alimento, seja ele doce ou fritura (nossas escolhas mais comuns), temos uma descarga da dopamina, que é o prazer imediato, seguido de uma descarga de serotonina, que é o prazer de recompensa”, explica.

E por que o nosso cérebro entende isso como “recompensa”? Simples. Ao escolher a pizza, para compensar – mesmo que inconscientemente – a dor e o cansaço, e ainda ter o prazer imediato ao saborear, você acaba criando um hábito. Ou seja, automaticamente o seu cérebro vai atrelar a pizza a uma “recompensa” quando seus dias forem cansativos. Isso serve para explicar aquele seu desejo enorme por alimentos ricos em açúcar e fritura.

“É por causa desse ciclo de recompensa que as pessoas criam hábitos de comer um doce após o almoço, um chocolate quando se sentem tristes, uma coxinha para aliviar o estresse. É graças a este “prazer” que o nosso cérebro cria uma imagem e associa aquilo a algo bom. O grande problema, ocorre quando temos a queda da dopamina, pois, esse ciclo inicia novamente, tornando algo incontrolável”, complementa.

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Se você está com tal problema, a primeira coisa a ser feita para melhorar este cenário, é identificar a situação pela qual você está buscando aquele alimento, se é por necessidade física ou se é emocional. Isto feito, é preciso desenvolver novos hábitos, os quais vão ter o mesmo efeito de prazer causado pelo ciclo de dopamina e serotonina. Caso você venha a ter muita dificuldade, o aconselhado é procurar ajuda de um especialista.

“É importante ter consciência quando você sente fome, parar e se perguntar se você está realmente sentindo aquilo. Se a resposta for sim, tente analisar se é uma fome “física”, que precisa ser saciada para nutrir o seu corpo, ou se é fome “emocional”, aquela que você nutre a sua alma. Nem sempre é fácil ter essa consciência, muitas vezes precisamos de ajuda, e o ideal é sempre procurar um especialista para te orientar”, finaliza Daiana.

Oito passos para você criar novos hábitos alimentares

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1. Decida qual ciclo você prefere seguir: o do prazer da comida ou da vida saudável;

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2. Tenha consciência sobre sua fome emocional; avalie o ato, mostrando os ganhos imediatos e secundários de cada decisão;

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Foto: Shutterstock

3. Faça substituições saudáveis.

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4. Aprenda a mudar sua relação com o alimento que a fez entrar nesse ciclo.

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5. Ria! Rir ajuda a aumentar os níveis de dopamina. Veja filmes de comédia, se divirta mais.

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6. Treine sua consciência alimentar.

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7. Visualize sempre as recompensas imediatas e tardias de suas escolhas.

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8. Se não estiver conseguindo, procure ajuda.

Fonte: Daiana Peixé

Pouco lembrado, estresse financeiro é uma das principais ameaças à saúde mental

Este mês acontece a campanha Setembro Amarelo, criada para promover a conscientização e prevenção do suicídio. É um período marcado pela discussão de temas ligados à saúde mental, porém um fator bastante importante nessa equação costuma ser pouco mencionado: a saúde financeira. Os problemas financeiros, comprovadamente, são grandes fontes de preocupação e até depressão.

Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 69% das pessoas endividadas sofrem de ansiedade. Insegurança (65%), estresse (64%), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%) também aparecem no estudo.

A pesquisa revela, ainda, que o endividamento atinge até mesmo a vida profissional e social dos entrevistados, com 25% dos pesquisados afirmando terem ficado mais desatentos e menos produtivos no ambiente de trabalho.

De acordo com a Investor Pulse, pesquisa realizada pela BlackRock, 71% dos brasileiros acreditam que sua saúde financeira afeta diretamente seu bem-estar. Além disso, quase 60% afirmam que é o dinheiro – no caso, a falta dele – o que mais causa estresse em suas vidas.

Algumas empresas já começam a se preocupar com o estresse financeiro de seus funcionários e seus impactos sobre sua produtividade e saúde mental. A fintech Magnetis, primeira gestora de investimentos digital, oferece o primeiro benefício corporativo de bem-estar e educação financeira do país, chamado Magnetis Para Empresas. O programa tem duração mínima de 12 meses e a dinâmica é muito parecida com a dos planos de saúde, em que as empresas pagam por vida.

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O serviço começa com palestras para a equipe, com o objetivo de despertar o interesse em educação financeira. Por meio de um questionário, cada colaborador identifica seu perfil e recebe recomendações para planejar melhor sua vida financeira. O programa ainda inclui uma plataforma digital de educação financeira, em que o colaborador vai aprender os ensinamentos essenciais de acordo com seu perfil financeiro, e diferentes tipos de consultoria individualizada.

Em apenas dois anos, o benefício já foi adotado por dezenas de empresas de diferentes segmentos, como Leo Madeiras, GPS Investimentos, Edools, Transunion, Arquivei, Olist, Megamamute e Monashees.

Informações: Magnetis

 

Carlinhos Brown lança música e clipe sobre prevenção do suicídio

O músico Carlinhos Brown lançou a música e o videoclipe “Vozes do Silêncio”, obras que exaltam a importância da vida e incentivam o diálogo sobre o suicídio. Ambos foram desenvolvidos especialmente para a campanha “Suicídio: Falar pode mudar tudo”, iniciativa do CVV com o apoio da Libbs.

O objetivo é incentivar o diálogo em torno do tema, além de mostrar que o silêncio, o preconceito e o tabu sobre o suicídio podem ser gatilhos para quem está sofrendo. De acordo com o CVV, quando as pessoas conversam sobre suas tristezas e pensamentos suicidas sem se sentirem julgadas, têm mais facilidade para encontrar novas alternativas e seguir em frente.

O assunto é sério – o Brasil é o oitavo país do mundo em número de suicídios. São cerca de 12 mil por ano, em média 32 pessoas se matam por dia no Brasil, se tornando a terceira maior causa de morte entre jovens. No mundo, mais de 800 mil pessoas se suicidam anualmente e esse número não para de crescer.

“O nosso propósito é contribuir para que as pessoas alcancem uma vida plena. Esse é o nosso maior compromisso e nós fazemos isso de diversas maneiras. Por isso, levantar a causa sobre um assunto tão importante e delicado como suicídio faz todo sentido para gente. Com essa campanha, queremos quebrar o tabu sobre este assunto e incentivar as pessoas que estão passando por alguma situação difícil a falarem. Mas além disso, queremos incentivar todas as outras a ouvirem. Isso pode mudar tudo. Nós podemos mudar tudo”, explica Wilson Junior, diretor da unidade B2C da Libbs.

A campanha da Libbs tem a criação feita pela TracyLocke Brasil, agência global de shopper experience, consiste em diversas ações para desmistificar pré-conceitos, reforçando a importância do diálogo para a prevenção do suicídio. Uma delas é o lançamento de uma música interpretada por Carlinhos Brown – o artista foi escolhido a integrar o projeto tanto pelo histórico de dedicação a ações e projetos sociais, quanto por sua personalidade e estilo musical irreverentes, que dão um tom de esperança e acolhimento à canção.

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“Construímos uma linda história para que chegue àqueles que muitas vezes se consideram sem esperança. Nosso intuito é que você fale, queremos que o outro fale, que as pessoas se comuniquem. Afinal, falar pode mudar tudo. O ser humano é o meu amor e o nosso propósito é este: ajudar. Então, estamos estendendo a mão em forma de melodia”, diz Carlinhos Brown sobre sua participação no projeto.

A letra da música traz mensagens de apoio e empatia com o sentimento de quem está sofrendo, mas também exalta a vida e traz uma reflexão sobre a importância de encarar os problemas de frente e de dialogar sobre angústias e tristezas como ferramenta para encontrar uma saída que não seja o suicídio.

Com a música também será lançado um videoclipe onde Brown aparece como maestro de um coral silencioso de 32 participantes, que representam a quantidade de pessoas que se matam por dia no Brasil. Esse coral aparece nas cenas iniciais de forma silenciosa fazendo apenas sons com a boca, mas sem cantar, simbolizando o silêncio.

São três personagens protagonistas que, de forma sensível, representam as principais causas que levam as pessoas a cometerem suicídio – um homem em depressão, um idoso que perdeu a esposa e uma adolescente que está sofrendo bullying. Em outra cena, as pessoas se expressam com os olhos e coreografia que representam sofrimento, como se estivessem tentando pedir ajuda. O filme se desenvolve com a libertação das amarras figurativas dos protagonistas, que influenciam os demais para cantarem todos juntos de forma bem emocionante.

“Tentar reduzir o estigma relacionado ao assunto e incentivar o diálogo por meio de empatia e acolhimento é, de alguma forma, capacitar e estimular a própria população a fazer dentro de seu meio, o que os voluntários do CVV fazem nacionalmente”, explica Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV.

Além da música, foram criados canais informativos nas redes sociais – Instagram, Twitter e Youtube –, com o nome da campanha (@falardesuicidio), para abastecimento de conteúdo educativo, além da participação de influenciadores digitais engajados na causa.

A TracyLocke é responsável pelo conceito criativo da campanha, além do processo de escolha do artista até o planejamento, além das ativações, mídia on e off, produção dos filmes e eventos.

“A causa é tão importante e, por isso, dá mais orgulho participar deste projeto, que tem um grande potencial de engajamento e um propósito tão nobre. Mais do que criar uma delicada campanha de conscientização, queremos levantar uma bandeira sobre um grave problema que o país convive todos os dias”, finaliza Pipo Calazans, CEO da TracyLocke Brasil.

Setembro Amarelo: suicídio é segunda principal causa de morte entre jovens no Brasil

Qual o papel das instituições de ensino no combate a esse problema?

O Setembro Amarelo, movimento de conscientização sobre a prevenção do suicídio, tem levantado a discussão mais aberta e profunda de temas como a depressão entre jovens. No Brasil, de acordo com dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte de jovens com idades entre 15 e 29 anos. Diálogo, inclusão e acolhimento estão entre os principais elementos para sua prevenção.

Mas como incorporar tudo isso no ambiente acadêmico?

O bem-estar dos alunos é uma preocupação da ESPM Rio desde a sua fundação em 1974. E atualmente a instituição oferece, ao longo do período de graduação, atividades de extensão para que os alunos troquem experiências, identifiquem seus desejos, expressem e entendam seus sentimentos e desenvolvam a individualidade e a convivência em grupo. São oficinas, workshops, semanas profissionais e de talentos, projetos de pesquisa e núcleos estudantis. Com a supervisão de professores mentores, os alunos escolhem as atividades com as quais tenham mais afinidade e manifestam suas emoções por meio do engajamento e da criatividade. Os alunos têm acesso também a serviços que ajudam na compreensão do momento e das emoções e que prestam apoio acadêmico e social.

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São eles:

Papo – Programa de Acolhimento Psicológico e Orientação — atende alunos e, quando necessário, seus familiares, para que possam repensar seus conflitos, angústias e ansiedades diante dos impasses vividos fora e nas atividades acadêmicas, além de oferecer oficinas para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes.

Carreira – Tem o objetivo de levar o aluno a entender seus dilemas, aptidões e habilidades para que ele próprio estabeleça sua escolha profissional. Analisa o currículo do estudante, orienta sobre uma melhor postura em entrevistas e dinâmicas de seleção, orienta em casos de conflitos no ambiente e trabalho e na reflexão sobre dilemas éticos profissionais.

Pipa – Programa de Intervenção Pedagógica no Aprendizado — acolhe e orienta estudantes que apresentem laudo de necessidades específicas. O atendimento elabora um plano de acompanhamento para cada aluno, juntamente com seus professores e coordenadores de curso.

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“O companheirismo e o senso de coletividade amparam aqueles que apresentam dificuldades na vida. Queremos que jovens que passam por momentos de sofrimento sejam acolhidos pelos colegas, amigos e professores”, diz Maria Cláudia Tardin, professora da ESPM e coordenadora do Papo, Programa de Acolhimento Psicológico e Orientação.

Fonte: ESPM

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio: principais dúvidas e como lidar

Hoje, 10 de setembro, é o dia em que se discute a prevenção do suicídio, psiquiatra da Cia. da Consulta esclarece sobre o tema que mata aproximadamente 800 mil pessoas por ano no mundo

O Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio, uma campanha importante para abordar um fenômeno complexo. O objetivo é estimular o debate sobre o tema para garantir ajuda e atenção adequadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte no mundo entre a população de 15 a 29 anos.

Anualmente, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida, porém nove em cada dez mortes por suicídio poderiam ser evitadas. Embora, em 2019, os índices terem caído globalmente, a taxa entre adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Nas unidades da Cia. da Consulta a psiquiatria é a terceira especialidade mais procurada entre os pacientes. O psiquiatra Caio Pinheiro responde as principais questões sobre o tema e dá algumas dicas importantes sobre como agir e ajudar:

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– Quais os comportamentos mais comuns?
Caio Pinheiro: Muitas pessoas em risco de suicídio estão com problemas em suas vidas entre os desejos de viver e de acabar com a dor psíquica. Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como ‘“preferia estar morto’” ou ‘quero desaparecer’ podem indicar necessidade de ajuda. É importante ficar atento às frases de alerta, pois por trás delas estão os sentimentos de pessoas que podem precisar de apoio emocional. E, é preciso investigar e buscar um especialista, sempre que possível. Quando identificado, o profissional de saúde pode ajudar a diminuir o risco de suicídio.

– Como lidar com uma pessoa que dá indícios de comportamento suicida?
Caio Pinheiro: A primeira medida preventiva é entender que falar sobre o suicídio é proteger o próximo. Ouvir atentamente e com calma, entender os sentimentos com empatia, expressar respeito pelas opiniões e valores, conversar honestamente, mostrar sua preocupação, cuidado e afeição e focar nos sentimentos da pessoa. Essas atitudes são medidas que podem ajudar quem está com o risco de suicídio e aliviar a dor psíquica. O melhor caminho é a conversa, quebrar tabus e compartilhar informações para que seja estimulado o diálogo. Saber reconhecer os sinais de alerta é um passo crucial.

– Quais as características próprias de quem está sob o risco de suicídio?
Caio Pinheiro: Indivíduos com características suicidas podem ter comportamentos semelhantes que costumam ser próprios do estado em que se encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio: ambivalência – quase sempre querem ao mesmo tempo alcançar a morte, mas também viver; impulsividade – pode ser um impulso transitório e durar alguns minutos ou horas, normalmente desencadeados por eventos negativos do dia a dia; e rigidez/constrição – a consciência passa a funcionar de forma dicotômica: tudo ou nada, pensam constantemente no tema como única solução.

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– Que tipo de fatores costumam desencadear a motivação suicida?
Caio Pinheiro: Existem alguns fatores predisponentes – que aumentam o risco de suicídio: histórico familiar, alcoolismo ou outros vícios, transtornos mentais, tentativas de suicídio prévias, doenças físicas, desesperança, isolamento social, pertencimento a uma minoria étnico-sociais (mulheres, negros e população LGBT) ou sexual (homossexuais e transexuais), ter passado por abuso físico, emocional ou sexual. Assim como outros pontos como desemprego ou aposentadoria. Os fatores precipitantes – que desencadeiam uma crise de suicídio – incluem a separação conjugal, ruptura de relação amorosa, rejeição física e/ou social, alta recente de hospitalização psiquiátrica, graves perturbações familiares, perda de emprego, modificação da situação econômica ou financeira, gravidez indesejada (principalmente para solteiras), vergonha e temor de ser descoberto por algo socialmente indesejável.

– Todo depressivo tem precondição para ser um suicida?
Caio Pinheiro: É preciso desconstruir que a depressão é o único fator de risco para o suicídio, pois todos os outros transtornos psiquiátricos podem motivar um ato suicida. Nem todo suicídio está associado à depressão e também nem todo paciente deprimido quer se suicidar. A depressão tem diversos estágios e o suicídio é um dos atos mais graves. Ele vem, muitas vezes, com a sensação de desesperança em relação à melhora, de um sofrimento psíquico que é muito forte e profundo.

– Somente pessoas com transtornos mentais têm comportamento suicida?
Caio Pinheiro: Estima-se que em até 90% das vezes o suicídio está associado a transtornos mentais. Por exemplo, há os casos de pessoas que agem pelo impulso, com tentativas não relacionadas a transtornos mentais. Também indivíduos que oferecem um sacrifício por fazer parte de uma seita religiosa, os homens-bombas (atos terroristas), que pensam que aquele ato suicida poderia trazer algum tipo de salvação ou mérito, como um contexto cultural.

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– Quem planeja se matar está determinado a morrer?
Caio Pinheiro? A sensação de desesperança muito profunda faz com que algumas pessoas pensem na morte como uma solução e elas podem chegar a planejar esse ato suicida, mas, nem sempre, já tomaram a decisão. O pensamento não está necessariamente associado ao plano de um ato suicida, pode ser um sinal de alarme importante e merece uma atenção muito intensa. São necessários cuidados e uma certa vigilância.

– Pessoas que falam sobre suicídio estão procurando ajuda ou suporte?
Caio Pinheiro: As pessoas que conversam sobre o suicídio, estão abertas a falar no tema e, geralmente, o fazem como uma maneira de pedir ajuda. Muitas vezes ela divide seu pensamento pela angústia de lidar com o assunto e para buscar um acolhimento.

– A maioria dos suicídios ocorre sem alerta?
Caio Pinheiro: Existem alguns comportamentos comuns que, quando associado a outros transtornos psiquiátricos, podem ser sinais. Como indivíduos que se preparam para solucionar problemas pendentes e fechar ciclos para deixar suas questões resolvidas. Pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que se matam haviam sinalizado de alguma maneira sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos.

– Uma pessoa que tenta se matar uma vez tentará novamente?
Caio Pinheiro: Segundo estudos, após uma tentativa de suicídio existe um risco maior da pessoa cometer até duas novas tentativas em dois anos. Existe uma probabilidade de 80% da pessoa tentar novamente até dois dias após a primeira tentativa. A ameaça de suicídio também deve ser sempre levada a sério, pois demonstra um sofrimento e a necessidade de ajuda.

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– Perguntar se a pessoa está pensando em se matar pode induzi-la ao suicídio?
Caio Pinheiro: Quando conhecemos alguém que está com problemas, dificuldades ou sofrimento, conversar e buscar entender o que a pessoa está passando e sentindo nesse momento são fatores protetores. Não se deve ter medo de abordar o assunto, pois sozinha a pessoa pode se sentir sem apoio. Dessa forma, é possível criar uma rede de suporte entre familiares e amigos.

– Quem se mata é fraco?
Caio Pinheiro: Não. O suicídio vem como uma solução de algo que gera uma angústia muito intensa. O que dirige a ação auto infligida é uma dor psíquica insuportável e, não, uma atitude de covardia ou coragem. “Dizer que a pessoa é fraca, muitas vezes, é por julgamento ou não entendermos a dor do próximo. Deve-se ter em mente que ela está em desespero e é preciso ter cuidado para compreender esse sofrimento que o outro está passando para chegar nesse ato, que podem ter diversos aspectos psiquiátricos envolvidos”, explica o psiquiatra.

Fonte: Cia. da Consulta

Confira sete dicas para curtir o Dia do Sexo

Hoje, seis de setembro, é o Dia do Sexo. Para celebrar a data mais gostosa do ano, a sexóloga Jéssica Siqueira de Oliveira separou algumas dicas para deixar a data ainda mais especial e picante!

=Transe em lugares novos e inusitados: aqui vale soltar a imaginação, a aventura e adrenalina apimentam ainda mais o momento, mas cuidado para não ser pego no flagra em lugares públicos.

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=Troque nudes durante o dia: para esquentar o clima, descubra a parte do seu corpo que ele/ela mais gosta, faça uma foto e envie. Atenção: não encaminhe imagens em que o rosto apareça, pois nunca se sabe onde essa foto pode parar.
=Utilize jogos ou brinquedos eróticos: o objetivo é sexo e diversão, o casal pode abusar de vibradores, anéis, calcinha ou cueca comestível, gel que esquenta ou esfria. =Também vale usar a criatividade com o que se tem em casa.
=Entre no personagem: depois do filme 50 Tons de Cinza, fazer sexo com submissão e dominação virou uma fantasia. Algemas, vendas nos olhos e até uns tapinhas durante o sexo valem, claro, se for ser de consentimento de ambas as partes.

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=Crie roteiros e histórias fictícias: imaginar que você é outra pessoa, ou que vocês estão vivendo outra situação sempre cai bem para sair da rotina.
=Abuse do sexo oral: engana-se quem pensa que sexo oral é só preliminar e para dar um toque especial dá para usar sabores diferentes de menta, morango, chocolate entre outros.

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=Use a tecnologia para inovar no sexo: já existem aplicativos para ajudar o casal a fazer algo diferente na hora H, entre eles o iKamasutra Lite Sex Positions, Desire e Jogo do Sexo para Casais. É só baixar e experimentar.

Agora é só aproveitar as dicas e abusar da criatividade para comemorar o Dia do Sexo com muito prazer.

Sobre o Sexo Sem Dúvida

Fundada em 2013, a plataforma Sexo Sem Dúvida reúne médicos, psicólogos, fisioterapeutas, sexólogos, entre outros profissionais que atuam diretamente com sexualidade humana. Tem como objetivo levar saúde sexual a todo o Brasil, por meio de artigos, guias digitais e também com a realização de consultas online com sexólogos especializados.

Sexo sem Dúvida em números:
– Mais de 37 milhões de acessos no portal;
– Mais de 60 profissionais envolvidos;
– 375 artigos;
– 3.500 consultas online realizadas
– 37 vídeos no Youtube, somando 1.8 milhão de visualizações.

Dicas para economizar e poupar dinheiro mesmo em tempo de crise financeira

Se um bom planejamento financeiro é essencial para ter uma vida equilibrada, em tempos de crise econômica no país, ele se torna fundamental. Quando o cenário econômico brasileiro apresenta problemas, grande parte da população também passa por dificuldades, e precisa se esforçar para manter as finanças em dia. O importante é se manter longe das dívidas e dos empréstimos, além de economizar e poupar dinheiro.

Como educação financeira não é o ponto forte dos brasileiros, conseguir economizar e poupar dinheiro, ainda mais em tempos de crise econômica, pode ser um grande desafio. Como desafios foram feitos para serem vencidos, o especialista em finanças e fundador da Maway Global Investments, Thiago Silva, dá algumas dicas:

1) Organize suas finanças

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Faça uma planilha e coloque nela os seus ganhos e os seus gastos. Até a compra de uma bala deve ser anotada. Afinal, é tão comum se perguntar “onde gastei todo o meu dinheiro” e não fazer a mínima ideia de como o valor foi diminuindo na sua conta. Isso vai ajudar a controlar as despesas.

2) Controle as despesas

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Cortar os gastos é o primeiro passo para controlar as despesas e economizar. Mas será que as pessoas sabem realmente o que cortar? Para fazer tal corte é preciso entender que há três tipos de gastos: os essenciais, os necessários e os supérfluos. Entender o que cada um engloba faz toda a diferença, pois é o ponto essencial que mostra os gastos realmente importantes dos que podem ser cortados.

3) Comece a poupar desde o primeiro dia que receber o pagamento

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Não espere chegar o fim do mês para começar a cortar gastos e economizar para poupar. Separe uma quantia assim que o dinheiro entrar. Se não sabe como nem onde investir, busque se informar ou conte com a ajuda de um profissional. Atualmente existem meios muito democráticos de se poupar, de forma eficiente, mesmo que com uma pequena quantia. Que tal começar guardando 5% do que você ganha e ir aumentando a porcentagem?

4) Pague as suas contas em dia

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Fique de olho nas datas de pagamento das suas contas, pague em dia e evite a cobrança de juros e multas. Se tiver desconto no pagamento antecipado, programe-se para isso.

5) Evite compras parceladas

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Priorize compras à vista, uma vez que as parceladas podem se tornar uma verdadeira armadilha. Especialmente para quem não sabe controlar o dinheiro. Uma compra parcelada aqui, outra ali, e a pessoa terá muitos meses só pagando dívidas. Fora que é um perigo contar com um dinheiro que ainda não é seu; valor que pode entrar na sua conta futuramente, mas que ainda não é uma certeza.

6) Repense alguns itens da sua vida

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O seu estilo de vida condiz com sua renda mensal? É interessante reavaliar alguns hábitos e repensar o que pode ser trocado na sua vida e, mesmo assim, continuar sendo divertido e prazeroso.

7) Use a tecnologia como aliada

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Você pode lançar mão de aplicativos e ferramentas que ajudam a gerenciar as finanças e controlar os gastos.

Fazer o planejamento financeiro não é difícil. O mais complicado é segui-lo. “Comece, se empenhe, faça acontecer, torne o controle um hábito até que se torne algo natural. No começo pode até ser desconfortável, mas quando a pessoa domina isso e começa a economizar e poupar, ela vê que pode investir e caminhar para a independência financeira. Isso não significa só qualidade de vida, mas liberdade”, finaliza Silva.

Fonte: Maway Global Investments