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Natal The Body Shop exalta igualdade de gênero e incentiva meninas a sonharem

Um dos pilares do projeto contempla a reversão de parte das vendas realizadas entre novembro e dezembro nas lojas da marca no Brasil e no mundo para iniciativas da Plan International no Maranhão e na Indonésia

A The Body Shop, rede inglesa de cosméticos naturais, lançou no dia 7 de novembro a campanha de Natal “Sonhe Grande” que traz à tona a temática da equidade de gênero com o objetivo de chamar a atenção para a causa. No Brasil, os dados são alarmantes: a diferença salarial entre mulheres e homens exercendo o mesmo cargo em diversas áreas de ocupação é de 23,9%. Elas também ocupam apenas 37% dos cargos de liderança no país, de acordo com dados da Plan International Brasil, organização defensora dos direitos de crianças e adolescentes, com foco na promoção da igualdade de gênero.

O mote da campanha da The Body Shop é o incentivo para que meninas e mulheres sonhem grande – a serem o que quiserem e como quiserem – encorajando-as a atingir seu potencial máximo. Para isso, a principal iniciativa é a reversão de parte do valor das vendas realizadas entre os dias 7 de novembro e 25 de dezembro, em todas as lojas da marca no Brasil e mundo, a projetos de educação e liderança para meninas no Brasil e na Indonésia.

Nacionalmente, o aporte será direcionado à “Escola de Liderança para Meninas”, desenvolvido pela organização não-governamental Plan International, que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento das meninas para a prevenção de violências baseadas em gênero, desenvolvendo habilidades para a vida, conhecimentos sobre direitos e incentivando a participação cidadã delas em seus contextos sociais. A Escola tem duração de quase 80 horas, com encontros semanais facilitados por educadoras, além de visitas a espaços como a Assembleia Legislativa, Ministério Público e prefeituras.

O financiamento do projeto permitirá que 75 jovens (entre 18 e 24 anos) de diversas comunidades maranhenses participem do treinamento. A The Body Shop se associou à causa por meio de uma parceria global com a Plan International, para fomentar o desenvolvimento de meninas em diversos países onde a marca atua.É a primeira vez que o Brasil é diretamente beneficiado por uma iniciativa global da marca.

Além disso, todos os elementos e ilustrações da identidade visual da campanha foram pensados para chamar a atenção sobre a importância da conscientização sobre a desconstrução de padrões e preconceitos -meninas sendo astronautas, meninos de tutu de bailarina, Mamãe Noel, meninas cientistas, dentre outros.

“A The Body Shop foi fundada por Anita Roddick, uma mulher ativista, e portanto o DNA da marca não poderia ser diferente. Lutamos pela igualdade de direitos e oportunidades para meninas e mulheres e, junto com a Plan International Brasil, queremos chamar atenção para as barreiras que as meninas enfrentam para acessar seus direitos, principalmente no que diz respeito à educação e, consequentemente, ao mercado de trabalho”, explica Karina Meyer, diretora de Marketing da The Body Shop.

Além do financiamento do projeto no Maranhão, a The Body Shop desenvolveu uma série de ações para sustentar a mensagem central das campanha. Em novembro, a marca realizará um talk sobre equidade de gênero na Casa Free Free com a participação de Cris Bartis, do podcast Mamilos, Viviana Santiago, gerente de gênero e incidência política da Plan International Brasil, e Karina Meyer, diretora de marketing da The Body Shop.

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No mesmo mês, a marca realizará uma agenda de atividades e oficinas voltadas à temática “Sonhe Grande” no Shopping Higienópolis (de 22/11 a 1º/12), em um cenário instagramável cenografado com todos os elementos da campanha. O espaço também será replicado em Recife no mês de dezembro no Shopping Rio Mar Recife (de 7/12 a 15/12).

Informações: The Body Shop

Cinco dicas para aproveitar os descontos da Black Friday

Cuponeria oferece descontos de até 70% em marcas como Netshoes, Carrefour e Quem Disse Berenice
A Black Friday chegou ao Brasil em 2010. A tradição, nascida nos Estados Unidos e importada pelos brasileiros, ocorre na última sexta-feira do mês de novembro – dia seguinte à Ação de Graças, já conhecido como um dia de promoções e preços baixos.

Embora seja um dia específico de grandes descontos, o Brasil passou a fazer diversas ações promocionais por toda a última semana de novembro e, em alguns casos, por todo o mês. Esse dia também marca o início da época de vendas natalinas, uma das principais datas para o comércio durante o ano.

Somente em 2017, a data movimentou no país cerca de R$ 2,1 bilhões de reais, de acordo com o portal Ebit, que ajuda a medir reputação das lojas virtuais e do e-commerce. Esse dado mostra não apenas a importância da ação, mas também como o consumidor brasileiro já tomou pra si a tradição das compras promocionais.

Assim como a Black Friday, a Cuponeria , primeira e mais completa plataforma de cupons de descontos do Brasil, é reconhecida por oferecer aos consumidores de todo o País ofertas incríveis, só que neste caso, durante o ano todo. Fundadora e CMO da Cuponeria, Nara Iachan elencou 5 dicas para os consumidores aproveitarem a Black Friday da melhor forma. Confira:

• Crie uma lista de desejos

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Ao longo do ano, é comum entrar em diversos sites de compra, cadastrar e fazer listas mentais do que se gostaria comprar. Hoje em dia, a esmagadora maioria deles já conta com um espaço para listas de desejo, ou seja, um local em que se pode selecionar os produtos que deseja sem precisar colocar, efetivamente, no carrinho de compras.
A Black Friday é o momento ideal de revisitar essas listas, fazer uma garimpagem no que realmente interessa e, principalmente, verificar quais as melhores ofertas nos produtos que deseja levar.

• Tenha cuidado com sites não recomendados

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Uma boa dica é sempre observar bem o nível de confiabilidade dos e-commerces. Para isso, é possível consultar páginas como o Reclame Aqui ou o Ebit, que fazem esse tipo de verificação. Além disso, comprar em lojas virtuais recomendadas por amigos, reconhecidas do grande público ou direcionados por outros sites confiáveis é sempre uma forma de minimizar o risco.

• Antecipe as compras de Natal

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A Black Friday abre a temporada de compras natalinas, e pode ser muito útil antecipar os presentes de Natal. Uma excelente maneira de aproveitar os grandes descontos é comprar os presentes da família e amigos desde já. Considerando ainda que é comum que as compras online costumam ter um prazo maior para a entrega, esse tipo de planejamento ajuda a ter tudo em mãos quando o Natal chegar.

• Use cupons de descontos

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Além das promoções dos próprios e-commerces, usar cupons de desconto é uma excelente maneira de usufruir ao máximo das ofertas da Black Friday. Pela Cuponeria os descontos podem chegar até 70% em lojas como Netshoes, Carrefour e Quem Disse Berenice. Confira a coleção completa para a data no link .

• Compare os preços

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Outra dica importante para aproveitar as melhores ofertas da Black Friday é comparar os preços entre as lojas, considerando os cupons de desconto, é claro. A comparação, inclusive, deve ser feita entre o preço promocional e o real, para ver se realmente vale a pena investir no produto em questão e evitar cair em fraudes.

Fonte: Cuponeria

 

Como desenvolver disciplina financeira – por Ricardo Hiraki Maila* 

Disciplina financeira é uma qualidade importantíssima para a garantia de execução do planejamento financeiro. Afinal, não adianta criarmos um planejamento sem que ele seja executado de maneira adequada. A organização vai garantir o sucesso nos seus objetivos financeiros.

O fator base para você alcançar a disciplina é comprometimento. Se seu planejamento financeiro diz para você cortar saída aos finais de semana por pelo menos um mês, você terá que cortar. Os resultados só vão aparecer se você se comprometer em executar o planejado. Questione e saiba dizer não. “Qual o benefício se eu for comprometido e realizar o planejado? Quero comprar? Posso comprar? O que acontece se eu não comprar?”

Mobilize sua família e quem está ao seu lado. Conte que está em uma fase de mudança de hábito, os benefícios de você adquirir e porquê está fazendo isso. Peça apoio e “broncas” (se necessário), afinal, todos nós gostamos de um empurrãozinho a mais.

Conheça alguns hábitos que ajudam durante esse processo:

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=Crie seu planejamento financeiro com o horizonte de pelo menos dois anos.
=Faça a análise constante do seu orçamento, trace planos de ação e acompanhe.
=Coloque suas contas para serem pagas em um só dia. Foque na quitação de dívidas.

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=Anote todos os seus gastos e confronte sempre com seu planejamento. O ideal é uma planilha.
=Não compre parcelado. Acostume-se a trabalhar com o dinheiro que tem no momento.
=Evite desperdícios. Seu bolso agradece, o mundo e seu planejamento financeiro também.

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=Estude sempre. Busque conteúdos relevantes e com quem possua autoridade no tema. O mundo financeiro é simples, mas pode ser complexo se você não der a devida atenção.
=O mais importante é você fazer isso repetidamente até se tornar um hábito e ser uma coisa comum.

*Ricardo Hiraki Maila – administrador, pós-graduado em gestão financeira pela FGV e pós-graduado em gestão de negócios pelo Mackenzie. Trabalhou por mais de cinco anos como diretor de planejamento e financeiro de um grande grupo do Brasil. Fundou a Plano Consultoria há dois anos, empresa de consultoria de finanças pessoais, que hoje conta com 15 colaboradores. 

Ritual para o Halloween: aproveite a magia da transmutação

Astróloga, ocultista e estudiosa de religiões Virginia Gaia sugere ritual simples para proteção espiritual no Halloween

Outubro é um mês mágico e terminou com a Lua Nova, no dia 28 de outubro em Escorpião preparando o astral místico do Dia das Bruxas, Halloween, hoje, dia 31 de outubro, quando a Lua Nova estará em Sagitário, signo idealista que gosta de trabalhar a espiritualidade e a fé.

O céu do Halloween fala sobre transmutação de crenças limitantes e sobre a importância da tolerância religiosa, buscando diminuir os extremismos.

halloween irlanda
Snap-Apple Night, do artista irlandês Daniel Maclise (1833), inspirado em uma festa de Halloween que ele participou em Blarney, Co Cork

A tradição do Halloween – que chegou cristianizado nos Estados Unidos – vem de antigas sociedades como a celta que celebravam as estações do ano e a sincronicidades da natureza, dos astros e das estações no dia a dia da comunidade.

Para a sociedade celta era a celebração do dia de Samhain e marca o auge do outono e das colheitas no calendário celta. Eles acreditavam que nesse dia os vivos podiam se comunicar com os mortos e que alguns espíritos poderiam ser maldosos e pregar peças nos vivos, por isto, as brincadeiras, fantasias e decoração que afastasse os malignos da festa.

Quando irlandeses migraram para os Estados Unidos levaram suas tradições e o Halloween se tornou famoso ao redor do mundo com grande destaque para decorações, fantasias e traquinagens, mas as origens da celebração foram se perdendo no tempo e a data ficou conhecida como Dia das Bruxas.

Ritual para “bruxinhas” e “bruxinhos” modernos

Virgínia Gaia sugere um ritual simples e que pode ser feito por qualquer pessoa. Confira:

vela violeta pixabay

– vela violeta (cor da espiritualidade)

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Foto: Frontier-Co-op

– aniz estrelado

Você vai mentalizar proteção espiritual e transmutação do que deseja mudar na sua vida. Acender a vela e colocar cinco aniz estrelados em volta da vela e mel (se desejar). Após a queima da vela, prepare um banho com os aniz estrelados e o mel e jogue do pescoço para baixo antes de sair do banho

Se quiser prepare guloseimas e doces para comemorar a energia da data. E viva a magia!

virginia gaia e gato

Fonte: Virginia Gaia é astróloga, taróloga, sexóloga e estudiosa de mitologia e religião comparada há mais de 20 anos. Propagadora do Vama Marga Tantra, foi iniciada no Vajrayana – o chamado Budismo Tântrico ou Budismo Tibetano –, além de ter sido integrante de ordens iniciáticas e ocultistas. Com base na certificação de Capacitação em Sexualidade que obteve pela Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual), é também educadora sexual, ministrando cursos e palestras sobre o amor e os relacionamentos que abordam o estreito vínculo entre sexualidade, afetividade e espiritualidade.

Você é leniente? Professor da FGV dá dicas para alcançar um grau de suavidade

Ultimamente temos ouvido muito a palavra leniência relacionada a acordos jurídicos em processos na justiça, onde um acusado em processos econômicos colabora com a investigação delatando outros crimes e pessoas envolvidas.

Mas a leniência tem um significado além do palavreado jurídico. De origem latina, leniência quer dizer aquele que é manso, lene, suave, agradável, brando, leve, tolerante.

Para o professor Luciano Salamacha, consultor de empresas e especialista em carreira, a leniência pode levar bons resultados a uma empresa, a uma equipe ou uma carreira. “É o que a maioria das empresas busca num profissional.”

Segundo Salamacha, que também leciona gestão e estratégia no MBA da FGV Management, algumas pessoas se equivocam dando duas desculpas clássicas para não ser leniente: “Não consigo ser suave diante da pressão diária e falta de tempo no ambiente corporativo”.

O professor afirma que, justamente esses dois critérios, são a alavanca para essa mudança e a prática da leniência. Salamacha dá cinco dicas para incorporar a leniência na sua forma de ser:

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1- A pressão no trabalho não vai mudar, faz parte do mundo empresarial e, justamente para aguentar e dar respostas à pressão, o profissional tem que ser leniente. Pratique.

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2 – Não acredite que somente quando os problemas diminuírem você terá chance de ser leniente. Esse é um paradoxo falso. Paradoxo é aquela situação que te coloca em contradição. E quanto mais problemas, mais necessidade de se ter um bom profissional, e quanto mais problemas e necessidade de um bom profissional, mais leniente ele deve ser.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

3- Fuja, se proteja, evite pessoas que interferem negativamente e influenciam aumentando a dimensão de um problema. Colegas que aumentam a criticidade das situações podem tirar o seu objetivo de ser mais suave. Chame para si a responsabilidade em avaliar o problema e dê a ele o tamanho e importância que merece.

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4- Quando a pessoa não é leniente, normalmente é rigorosa, pouco flexível e, às vezes, intransigente. A intransigência é a falta de capacidade de transigir, de estabelecer acordos. Como uma pessoa dura e inflexível pode envolver as pessoas da empresa para atingir objetivos? Como fará bons acordos? Certamente não será lembrada quando a necessidade exigir uma pessoa que unifica, que “coloca a bola no chão” nos momentos de crise.

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5- Faça uma autocrítica. A leniência, essa palavra que está mais popular nos dias de hoje, pode significar um alto grau de evolução de um profissional ou de uma empresa.

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6 – Todo leniente deve sempre ter um conjunto de projetos pessoais e profissionais que o estimulam a se manter focado em coisas boas e saudáveis, evitando a pressão do dia a dia e, que possam envolvê-lo em coisas negativas. Logo, cultuar a prática de bons projetos é um dos fundamentos para se manter leniente. Invista!

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Healthista

Salamacha lembra que a suavidade é a presença da audição e da tolerância. Qualidades que deveriam estar presentes em todas nossas relações e no nosso cotidiano. Jamais a leniência estará ligada à falta de presença e de argumentação, mas como se deve argumentar para ser ouvido. Então, seja “ suave na comando “ e boa jornada.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e multinacionais, Atua como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos, faz parte do “Quadro de Honra de Docentes” da FGV Management. Coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, autor de livros e artigos científicos. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

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Pixabay

1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

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2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

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3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

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5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

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6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

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7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.

Emoções negativas são vilãs do emagrecimento

Sentimentos ruins servem de gatilho para que cérebro use a alimentação como “refúgio” emocional; para especialista em obesidade Gladia Bernardi, é importante observar quais são “armadilhas” levam ao excesso de peso

Muitas pessoas, quando passam por momentos difíceis, acabam buscando algum tipo de compensação. E, por muitas vezes, a comida acaba ganhando o papel de válvula de escape. Apesar de proporcionar uma satisfação momentânea, a prática não traz benefício algum e sentimentos de fracasso, desânimo, rancor, inveja, tristeza, e até depressão, acabam se tornando verdadeiros inimigos para quem quer emagrecer.

Nossa cérebro aponta, de forma equivocada, que devemos comer uma quantidade exagerada de comida para acabar com determinadas frustrações ou tristezas. Essas atitudes viciam o cérebro e criam um padrão alimentar ruim e desnecessário.

As emoções negativas podem ter o papel de “gatilhos” que disparam reações no nosso cérebro e no nosso corpo e determinam comportamentos que podem nos afastar de nossos objetivos.

“Se nos alimentamos com sentimentos negativos, nossas células também irão receber mensagens ruins. Por isso, quando comemos o chocolate, por exemplo, pensando que vamos engordar, automaticamente o corpo vai entender que aquele alimento ingerido engorda. Uma coisa acaba levando à outra”, comenta Gladia Bernardi, autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento” (Ed. Gente).

Segundo a especialista, um ponto interessante é observar qual foi ou quais foram os gatilhos emocionais que levaram ao excesso de peso. “Pressão de amigos e familiares? Bullying na época de escola? Exigência do mercado de trabalho? A dificuldade em emagrecer pode ter esta natureza, no passado. Trabalhar a inteligência emocional ajuda a superar tais barreiras e pode fazer a diferença na luta contra a balança”.

mulher comendo sorvete na cama

Gladia ainda aponta que a inteligência emocional é preponderante para manter o foco na reeducação alimentar e reconhecer quais as barreiras emocionais que impedem o emagrecimento saudável. “Uma dica é elaborar uma lista com os hábitos que impedem seu processo de emagrecimento e identificar quais as emoções que despertam sua vontade de comer. Para acabar com a fome emocional é importante buscar novos caminhos para aliviar esses sentimentos sem a comida e encontrar alternativas práticas para acalmar suas angústias”, completa.

Fonte: Gladia Bernardi é autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente. Há 18 anos pesquisa e trabalha em busca da solução para a obesidade, e após mais de 35 cursos em nutrição, medicina integrativa, física quântica, neurociência e programação neurolinguística, criou seu próprio método, o Emagrecimento Consciente. 

Combate à violência infantil: crianças brasileiras querem ser ouvidas, aponta estudo

No país, 70% das crianças não se sentem protegidas contra maus-tratos, índice superior à média mundial, que é de 40%

A violência contra crianças é um grave problema nacional que ultrapassa gerações, classe social, cultura, gênero e status socioeconômico. No Brasil, 67% dos meninos e meninas com idades entre 10 e 12 anos não se sentem suficientemente protegidos contra a violência. O percentual é superior ao verificado mundialmente, que é de 40%.

É o que revela o estudo do ChildFund Brasil, agência humanitária internacional de proteção e assistência a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de pobreza no país. O levantamento é um recorte nacional da pesquisa Small Voices Big Dreams 2019, realizada pelo ChildFund Alliance com quase 5.500 crianças com idades entre 10 e 12 anos de 15 países diferentes.

Para aprofundar a realidade brasileira, o ChildFund Brasil ouviu a opinião de 722 meninos e meninas nos estados em que atua: Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Bahia e Goiás.

Outro dado relevante mostrado pela pesquisa é que, no Brasil, 90% dos meninos e meninas entrevistados rejeitam a violência física como um instrumento de educação. No levantamento global, esse percentual é de 69%.

Também há diferença entre os dados mundiais e brasileiros quanto à percepção sobre as ações de políticos e governantes para proteger as crianças contra a violência. No Brasil, menos de 3% das crianças acreditam que eles cumprem seu papel, contra 18,1% no mundo.

“Em regiões socialmente vulneráveis do Brasil, é possível observar aspectos mais agravantes com relação à prática de maus-tratos. Compreender todas as dimensões da violência e, principalmente, ouvir as expectativas e concepções das crianças é fundamental para erradicá-la”, afirma Águeda Barreto, assessora de Advocacy e Comunicação do ChildFund Brasil.

É preciso ouvir as crianças

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No Brasil, 26% dos meninos e meninas entrevistados acreditam que as opiniões infantis não são consideradas em questões que lhes dizem respeito. “O dado é preocupante, tendo em vista que a prevenção e o combate da violência contra as crianças exigem o reconhecimento e o respeito pelos direitos delas como indivíduos capazes de agir de forma autônoma e eficaz diante de situações que os afetam diretamente”, reforça Águeda.

O estudo aponta que, para prevenir e combater a violência, é essencial que os adultos ofereçam atenção, apoio e carinho às crianças, reconhecendo os seus direitos.

As principais causas da violência infantil, na avaliação das crianças brasileiras, são o fato de serem indefesas, a falta de conhecimento dos direitos que elas possuem e a perda de autocontrole dos adultos devido ao uso de substâncias.

Algumas das principais conclusões do estudo:

=De acordo com 83% dos entrevistados, os adultos deveriam amar mais as crianças: a oferta de atenção, apoio e carinho às crianças, por parte dos adultos, é um fator-chave na prevenção e no combate à violência;
=52% não concordam com a ideia de que as crianças não podem fazer nada para pôr fim à violência: a atitude delas, seja de denúncia seja de organização, constitui um importante mecanismo para prevenir a violência;
=Mais de 30% acreditam que as crianças não são suficientemente protegidas contra a violência no país em que vivem;
=A maioria das crianças percebe as ruas da vizinhança, praças, parques e transporte público como lugares de maior risco de violência;
=82% dos respondentes concordam que é mais comum meninas sofrerem maus-tratos ou outras formas de violência do que os meninos.

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Fonte: ChildFund Brasil

Hoje é Dia Mundial da Saúde Mental: mude hábitos e evite transtornos

O Dia Mundial da Saúde Mental tem como data 10 de outubro, instituído em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental. “Os transtornos mentais podem ser altamente incapacitantes. Um levantamento realizado pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Saúde, constatou que a maior parte dos casos de licença para o tratamento da saúde no Brasil está relacionada a um diagnóstico psiquiátrico. Entre as 10 principais causas de afastamento do trabalho, cinco estão relacionadas a transtornos mentais, sendo a depressão a causa número um”, relata  Elie Cheniaux, psiquiatra, mestre e doutor em psiquiatria, psicanálise e saúde mental pela UFRJ.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ansiedade, por exemplo, atinge mais de 260 milhões de pessoas. Aliás, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população. Além disso, novos dados mostram que 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental, como ansiedade e depressão. O levantamento feito pela Vittude, plataforma online voltada para a saúde mental, aponta que 37% das pessoas estão com stress extremamente severo, enquanto 59% se encontram em estado extremamente severo de depressão. A ansiedade extremamente severa atinge níveis ainda mais altos: 63%.

Mas como manter a mente saudável e evitar o acometimento destes transtornos? Abaixo, especialistas indicam hábitos que estimulam o cérebro:

Xadrez

xadrez

 

Jogos desse tipo, que desafiam o cérebro, estimulam o crescimento de dendritos – organismos que enviam sinais a partir das células neurais. Com mais dendritos, a comunicação neural, dentro do cérebro, melhora e fica mais rápida. Um estudo feito na Alemanha afirmou que quando é pedido aos jogadores que identifiquem posições de jogo e formas geométricas, os dois hemisférios do cérebro, esquerdo e direito, ficam muito ativos. O tempo de reação para as formas simples era o mesmo, mas acabavam usando ambos os lados do cérebro para responder mais rapidamente a questões relacionadas às posições de jogo. Um estudo científico mostrou que jogar pode aumentar o QI do praticante. Uma análise feita com 4.000 estudantes venezuelanos mostrou aumentos significantes na pontuação do QI, tanto dos meninos quanto das meninas, após quatro meses de práticas. Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine afirmou que pessoas com mais de 75 anos de idade que praticam esportes mentais como este tem menos probabilidade de desenvolver demência que idosos que não praticam esse tipo de jogo.

Leitura

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Pexels

Há diversas pesquisas que comprovam que ler aumenta as conexões neurais, fazendo com que o cérebro funcione melhor. Uma pesquisa da Universidade Emory, dos Estados Unidos, descobriu que a redução do funcionamento do cérebro, na velhice, pode ser reduzida em cerca de 30% se a pessoa mantiver hábitos de leitura, além de proteger contra doenças como o mal de Alzheimer. Ler também melhora as funções cognitivas. “Elas representam o conjunto das funções mentais responsáveis pela aquisição, organização, interpretação e armazenamento de informações do mundo externo que possuem algum valor significativo para o indivíduo. Dentre o grande número de funções cognitivas, destacam-se a consciência, a atenção, a orientação, a sensopercepção, a memória, o pensamento e a inteligência”, reforça o psiquiatra.

Meditação

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“Como prática contemplativa e de aquietamento da mente, a meditação oferece tempo para relaxamento e conscientização de nosso estado de maneira focada, oferecendo um maior recurso interno para lidar com um mundo estressante, onde os nossos sentidos são muitas vezes alterados e influenciados negativamente. Com a prática, a meditação tem o potencial não somente de proporcionar um alívio temporário do estresse, mas de transformar nossa maneira de interagir com o mundo”, explica Vivian Wolff, especialista em Mindfulness. Segundo ela, pesquisadores do mundo todo e experts em inteligência emocional, como Daniel Goleman, defendem a prática do Mindfulness como um grande recurso para autogerenciamento, consciência das emoções, redução de estresse, desenvolvimento de empatia e aumento de foco.

Comunicação

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A falha ou falta de comunicação pode aumentar a propensão à ansiedade ou problemas de desestabilidade emocional. Segundo a psicóloga Elaine Di Sarno, na formação de indivíduos, muitos entendem que a conversa pode ser uma experiência agressiva ou autoritária. “Isso acaba inibindo futuras interações interpessoais e ainda aumenta a possibilidade da pessoa se tornar introvertida, mesmo que ela não queira”. Expor emoções de diversas formas é um recurso assimilado até por vertentes da terapia, como a musicoterapia. Essa técnica aciona o campo do cérebro associado às emoções e é indicada para quem sofre de distúrbios comunicativos, como a gagueira, além de ser eficiente no combate à depressão.

Autodomínio

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Você sabia que possui dentro do seu cérebro um detector de ameaças? Esse radar recebe o nome de amígdala, grupo de neurônios cuja estrutura implica na manifestação de reações emocionais. Sendo o responsável pelo nosso modo de defesa, de lutar ou fugir, está intimamente relacionado com nossas reações, e é o ponto de disparo para emoções como raiva, medo ou impulso. A amígdala funciona mais ou menos assim: ao detectar uma ameaça, ela entra em alerta e domina o resto do cérebro, principalmente nosso córtex pré-frontal, região onde residem as capacidades de resolver problemas, controlar nossos impulsos e nos relacionar bem com os outros. É o que os cientistas chamam de “sequestro da amígdala”. “Quando entramos nesse modo de interação cerebral dominada, todos os nossos recursos estão focados em avaliar o que é mais importante para superar essa ameaça. Para todo o resto, sobra apenas baixa velocidade cognitiva: perdemos a concentração, nos tornamos reativos, os fatos parecem distorcidos e ficamos mais limitados em nossas ações. Fugir de um tubarão em alto mar é uma questão de sobrevivência. Mas se você tem um colega de trabalho que vive te sabotando, sua amígdala entende que ele é uma ameaça”, explica Vivian. Um dos pontos mais importantes para evitar o sequestro da amígdala e nosso consequente comportamento negativo é identificar os gatilhos que disparam nossa reatividade.

Desapego

mulher caminhando caminhada pixabay
Pixabay

O consumo exagerado é um sinal de alerta. De acordo com Vivian, no aprendizado das práticas meditativas existe o conceito de que muito do nosso sofrimento está no apego e no desejo de possuir mais. O que essas pessoas não sabem, e precisam aprender, é que a busca pela felicidade nem de longe está no “ter”. “Quantas vezes alguém sentiu um vazio interno, foi ao shopping, comprou um monte de coisa e voltou para casa com o sentimento de satisfação? Essa sensação é falsa e momentânea. Logo, o vazio volta, pois não são roupas novas que preencherão esta lacuna e tampouco resolverão suas angústias”, explica Vivian. Daí a necessidade de ter autoconhecimento, descobrir sua identidade, suas necessidades e o que realmente é importante na sua vida. Sem precisar torrar o cartão de crédito.

“Faça um check list da sua vida. Identifique o que tem de errado e tente mudar ou resolver o problema. Pense em quem você é, quais os seus valores, suas metas. Sinta se você está feliz com a vida que leva ou apenas acomodado. Descubra o que te dá prazer em viver, e que não tenha relação com consumo. Na medida que percebemos nossas prioridades, começamos a desapegar e construir uma nova forma de viver. Respiramos com alívio quando, em vez de passar a tarde no shopping, preferimos ir a um parque. Em vez de comprar mais um livro, resolvemos começar a ler algum dos 17 que estão empilhados no criado-mudo”, afirma Vivian.

Organização e definição de metas

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O dia só tem 24 horas, e é preciso lembrar que esse é o tempo bruto de que
dispomos. O tempo líquido que sobra deve ser dedicado à atenção de nossas necessidades fisiológicas e de saúde e bem-estar. E o conceito de bem-estar integra as dimensões física, mental, social e intelectual, bem como o propósito de vida de um indivíduo. Daí a importância da organização e definição de metas na vida pessoal e profissional. No entanto, segundo Elaine, mais importante do que definir as metas é estabelecer objetivos e selecionar atividades que possam ser implementadas de forma realista.

“Quando falamos de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, é comum o indivíduo fazer planos como sair do trabalho mais cedo para ficar com a família, fazer ginástica e dormir, pelo menos, 8 horas por noite. Tudo isso pode parecer ideal. Mas dificilmente é possível implementar um plano tão perfeito de uma vez e fazê-lo funcionar. Sempre há imprevistos, como uma viagem a trabalho, um atraso motivado pelo trânsito ou algo que desmorona a estrutura toda”, diz Elaine.

Ela completa: “Daí vem a desmotivação. Num processo de mudança sustentável, é preciso constituir um plano de ação que será implementado aos poucos. As experiências bem-sucedidas vão sendo inseridas pouco a pouco na rotina e tendem a ser consolidadas aquelas que melhor se adequam à vida real e aos recursos disponíveis que o indivíduo possui. Definir um número semanal de horas de exercícios físicos permite uma distribuição flexível e mais realista do que matricular-se na aula de spinning das 19h30 todos os dias, por exemplo. O importante é avaliar constantemente o que está sendo feito versus objetivos e prioridades estabelecidos”.

Fontes
Elie Cheniaux é psiquiatra, mestre e doutor em psiquiatria, psicanálise e saúde mental pela UFRJ; pós-doutor pela COPPE/UFRJ e PUC-Rio; membro licenciado da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro
Vivian Wolff é formada em Mindfulness pela Georgetown University Institute for Transformational Leadership, Washington DC; com MBA em Marketing Estratégico pela University de Catalunya, Barcelona
Elaine Di Sarno é psicóloga com especialização em Avaliação Psicológica e Neuropsicológica pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas – FMUSP; especialização em Terapia Cognitivo Comportamental pelo Hospital das Clínicas; pesquisadora e colaboradora do Projesq (Projeto Esquizofrenia) do IPq-HC-FMUSP

Especialista em carreira alerta para armadilhas da vaidade

A vaidade é perigosa. Tem um conceito tão amplo e sedutor quanto o próprio sentimento. A palavra originária do latim significa oco, vazio. No dicionário quer dizer valorização que se atribui a própria aparência ou a intelectualidade, mas pode se encontrar mais de 130 sinônimos correlacionados a vaidade. Na história do cristianismo, a vaidade é o primeiro pecado capital.

Para o professor da FGV e fundador da escola do Pensar da ESIC Internacional, Luciano Salamacha, a vaidade é uma fera que deve ser controlada no ambiente profissional. Em excesso pode cegar, colocar tudo a perder e, na falta dela, pode ser a pitada que faltava para a autoestima, sentimento fundamental na disputa de cargos de liderança.

Salamacha orienta algumas atitudes que podem fazer com que não se caia na fogueira da vaidade:

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1 – Todo profissional deve, periodicamente, revisar as atividades que desenvolve, pois algumas vezes, alimentamos por vaidade certa rotina de trabalho que passou a ser desnecessária.

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2- A vaidade acontece o tempo todo em nossas vidas, por isso, tenha sempre pessoas de sua confiança que possam apontar se deve manter afazeres por necessidade ou por pura vaidade. Pessoas que possam, inclusive apontar se você está certo sobre certas habilidades que você considera ter.

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3 – Não seja refém de pessoas que, por maldade, vão usar essa característica para provar que você deve ser menos pretensioso, sem ganância, sem ambição, porque, na verdade, querem te frear na competição.

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4- Perceba o que está cultuando na empresa. Estamos em um momento em que certos valores estão sendo revistos. Às vezes, valorizamos coisas que não têm a menor finalidade prática.

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5 – Perceba o quanto sua vaidade é nociva ou não. Há pessoas autocríticas que se condenam demais, destroem a própria autoestima. Saem de um extremo a outro. Gerencie melhor suas emoções e seu julgamento sobre você.

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5 – Troque a vaidade por validade. Na vaidade somos oco, na validade temos força e poder. Estamos plenos.

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6- Use a vaidade para avaliar melhor a si mesmo e aos outros e tenha cuidado ao alertar um vaidoso. Talvez ele saiba, mas prefere mostrar que continua na ignorância, ou talvez acredite que seja esse o caminho.

Salamacha diz que subir na carreira requer antes de mais nada melhorar a nós mesmos, por isso temos que entrar em contato com a realidade e tentar controlá-la. O antídoto da vaidade é a humildade e isso nada tem a ver com nos humilhar, mas em encarar o outro de forma mais igual, muitas vezes aceitando os defeitos e erros, pois somos seres humanos e como tal, absolutamente todos erramos.

As pessoas vaidosas dentro de uma empresa são soberbas na hora de ensinar, deixando claro que estão em uma posição acima do outro, mas Salamacha aconselha: “Nada é estático principalmente em uma companhia, o estagiário que se ensina hoje, pode chegar a chefia amanhã.”

O professor afirma que pessoa vaidosa é pouco estratégica e é frágil porque alguns elogios podem quebrar sua resistência. Salamacha avalia que a vaidade é o caminho para a autossatisfação, é como uma droga: “Ilude temporariamente, fazendo com que talvez a pessoa seja o que não é, achando que tem um poder que não existe e, nessa ilusão, o vaidoso coloca os pés pelas mãos”.

Salamacha diz que vaidade extrema é um defeito, mas a falta dela também. A falta de vaidade também pode indicar falta de amor próprio. Como amar o que se faz, ou ganhar o respeito do outro quando demonstramos que não amamos a nós mesmos?

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O lado positivo da vaidade na medida certa é a autoconfiança e a autoestima que temos ter todos os dias quando saímos para o trabalho. Para Salamacha, não basta apenas uma boa formação curricular, há de se ter nessa era uma boa formação ética e acima de tudo cultivar boas relações.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e de multinacionais, atuando como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos. É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Fundador da Escola do Pensar, coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa.