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Pais separados: quem fica com as crianças nas férias escolares?

As férias podem ter um significado diferente para os casais que estão em processo de divórcio ou perto de se divorciar. Quando há filhos e o casamento termina, os pais buscam dividir o tempo de convivência com as crianças. Mas, nas férias escolares, aceitar quem fica com os pequenos pode se tornar um problema.

A convivência é geralmente estabelecida por meio de uma decisão judicial ou então em um acordo entre as partes. Mesmo que o seu divórcio ainda não seja definitivo, deve ser ajustado um regramento temporário e que fornecerá as orientações.

O regime de guarda compartilhada é a regra atual no que se refere à guarda de filhos, salvo exceções estabelecidas pelo juiz. Tanto a mãe quanto o pai tem responsabilidade sobre a criação dos filhos quando a vida conjugal chega ao fim. Mas nessa época do ano surgem dúvidas e disputas. Como serão as viagens e as férias escolares?

Foto: Stocksnap/Pixabay

A maioria dos arranjos inclui uma dessas três opções: não há uma programação especial para feriados e férias; pode haver um cronograma especificado, mas os pais podem concordar em flexibilizar esse cronograma; ou são inflexíveis, seguindo acordos sem negociação entre as partes.

Muitas famílias têm o hábito de passar as férias de verão na casa de tal vô/vó ou na casa da praia dos tios ou padrinhos. E agora? Mesmo que a lei não defina claramente uma regra para esse tipo de situação, o ideal é que haja diálogo e equilíbrio entre pai e mãe separados.

“O importante é pensar nas crianças. Mesmo que a busca por alegria e paz durante esse período seja um desafio gigantesco, certamente isso é possível se os pais concordarem em permanecer flexíveis e colocarem as necessidades dos filhos em primeiro lugar”, comenta a advogada gaúcha Martina Madche, colaboradora do site Idivorciei.

Se o filho ainda é pequeno, por exemplo, o período de convivência exclusiva deve ser mais curto e mais frequente. Isso se aplica, inclusive, quando a criança ainda não dorme sozinha na casa nova de um ou de outro. É preciso paciência na adaptação. Por isso, não é aconselhável, nestes casos, que se tire muitos dias de férias com a criança. Ela pode ficar triste e não aproveitar os dias de descanso.

“Se você está pedindo ao ex-parceiro ou parceira que desista de algo, esteja disposto a dar, em troca, algum tempo extra com os filhos. Embora você tenha a opção de rediscutir tudo em juízo, os tribunais preferem que as partes resolvam seus problemas entre si e decidam o que é melhor para as crianças, em vez de pedir para um juiz que o faça”, lembra Martina.

Uma modificação nas regras provavelmente não terá sucesso se for simplesmente baseada na própria conveniência ou na conveniência do/a ex. O ideal é consultar um advogado especializado em direito da família para receber orientações, já que é comum que os pais separados priorizem suas próprias emoções ao tomar decisões importantes sobre as férias.

“Você e o/a ex devem sempre tentar manter o foco nos filhos, deixando-os saber ao longo da temporada de férias que eles são amados por vocês dois. Mas se estiver enfrentando qualquer tipo de questão jurídica familiar, como divórcio, guarda, pensão alimentícia ou necessidade de modificações, pode entrar em contato com diversos advogados por meio do Idivorciei para agendar uma consulta inicial”, aconselha a advogada.

Em relação às viagens, é bom lembrar que, desde 2019, uma lei federal determina que nenhum menor até 16 anos pode viajar para fora da cidade onde mora desacompanhado dos pais ou responsáveis, sem autorização judicial. A nova lei modificou o artigo 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente que regula as viagens de crianças e adolescentes em território nacional. Para viagens ao exterior, se a criança estiver acompanhada apenas de um dos pais, precisa ter autorização expressa do outro, com firma reconhecida em cartório. Outra forma de conseguir essa autorização é por meio de decisão judicial.

Fonte: Idivorciei

Aplicativo Badoo revela tendências em relacionamentos para este ano

Conversas mais profundas e encontros mais longos são alguns dos comportamentos para ficar de olho no próximo ano

O ano de 2020 impactou diversas áreas da nossa vida, incluindo até a forma como nos relacionamos. Com as restrições da Covid-19 e medidas de distanciamento social, os encontros presenciais diminuíram enquanto os virtuais atingiam patamares nunca antes alcançados.

No entanto, o período de isolamento não impediu que as pessoas procurassem por uma nova conexão. O aplicativo de relacionamento Badoo viu mais de dois bilhões de conexões acontecerem e quase 3 bilhões de primeiros chats no aplicativo em todo o mundo em 2020*, provando que é possível conhecer novas pessoas e até iniciar um novo relacionamento no meio de uma pandemia global.

Para auxiliar quem deseja se aventurar e encontrar novas conexões no ano que vem, a analista de dados globais do Badoo, Priti Joshi, compartilhou as tendências de relacionamentos do aplicativo para 2021. Confira:

=Webdate: com certeza, 2020 foi o ano da chamada de vídeo, a ferramenta que promoveu conexões mais íntimas e seguras do conforto de casa continuará forte neste ano.

=Sexting: considerado um tabu antes, a relação entre sexo e tecnologia se intensificou no ano passado e, com isso, gerou mudanças na ordem e quantidade de interações sexuais antes de um encontro na vida real.

=DMs mais profundas: com restrições mudando diariamente acompanhadas de incertezas sobre o futuro, muitas pessoas se viram diante uma nova oportunidade quando o assunto é se relacionar. Se antes era necessária apenas uma conversa breve por mensagem para marcar um encontro e, então, duas pessoas se conhecerem melhor, agora os solteiros estão aproveitando o tempo para terem conversas mais profundas com suas conexões mesmo sem a previsão de um encontro ao vivo.

Ilustração: Studiostoks

=Desacelerar a paquera: a ausência de encontro na vida real colocou uma ênfase no momento pré-encontro. Com isso, a fase da paquera e da conquista online se tornou ainda mais importante e duradoura.

Dan Rentea/iStock/Getty Images Plus

=Dates mais longos: houve uma mudança nos hábitos de encontros em relação à duração e planejamento dos mesmos. A tendência é que agora os encontros sejam marcados com bastante antecedência, seguindo as novas medidas de segurança e com mais tempo para planejar atividades que não coloquem em risco o casal.

=Foco em mim: a maioria das pessoas tem usado mais tempo para refletir sobre si mesmo focando nas próprias necessidades e desejos mais profundos. A partir disso, surge um novo tipo de solteiro, alguém mais autoconsciente, com uma nova visão e mais aberto a conhecer novas pessoas. Afinal, saber o que você está procurando e quem você é são fatores importantes para criar uma conexão sincera com alguém.

“O ano passado foi completamente imprevisível no mundo dos relacionamentos. As pessoas tiveram que inventar novas formas para se relacionar e também criar novas oportunidades para isso acontecer. E mesmo com todos os desafios, fomos inspirados pela maneira como nossos usuários continuaram a se conectar uns com os outros em 2020”, comenta Martha Agricola, Diretora de Marketing do Badoo no Brasil.

Com o objetivo de celebrar as conexões dos usuários do Badoo e apoiar essa análise sobre tendência de comportamento nos relacionamentos, a empresa desenvolveu o “LoveMap”, uma plataforma que destaca todas as interações entre os usuários globais do app todos os dias. O site revela as respostas de acordo com a localização desejada, desde quais as frases de perfil mais populares no Badoo em determinada região, quais os interesses preferidos e até qual o gif mais usado no dia. Para acessar os dados em tempo real no LoveMap do Badoo, clique aqui.

*Dados Globais do Badoo de 1 de janeiro a 6 de novembro de 2020.

Mitos e verdades sobre comprar roupas de brechós

Confira tudo que é fato e o que é fake sobre o uso de peças de segunda mão e conheça mais sobre a moda consciente

Não é raro escutar que as peças compradas em brechós podem carregar consigo histórias dos antigos donos; que pertenceram a pessoas falecidas; ou mais, que não estão cuidadas e podem transmitir maus fluidos. A resposta? Fake. Para além do incentivo à moda sustentável, questões econômicas, sociais e culturais também devem consideradas na hora da escolha do look do dia.

Quem tem a memória de brechós localizados apenas nos bairros, a novidade: os e-commerces de peças de segunda mão. Neles, o consumidor tem acesso às roupas vindas de todo Brasil, com preços competitivos no mercado e pode realizar as compras online.

No Repassa, startup de moda consciente e maior brechó online do Brasil, o processo de curadoria é minucioso para garantir a comodidade do vendedor e transparência em todas as etapas. Com a proposta virtual, o vendedor não precisa sair de casa para repassar suas peças: o site cuida de todo o processo, desde a etapa de fotografia, cadastro, publicação na plataforma e ainda ajuda a destinar o valor recebido de acordo com sua preferência.

Além da economia para o bolso e cuidados com o planeta, o brechó online participa ativamente na moda circular, promove peças exclusivas e ajuda causas sociais. Por isso, a startup destaca as dúvidas e recomendações no momento de comprar roupas de segunda mão. Confira abaixo:

• Os principais receios dos clientes: de acordo com o gerente de Experiência do Cliente do Repassa, Fabiano Lima, as principais dúvidas dos consumidores que desejam repassar suas peças sem uso ou entender o modelo de negócio da startup são vindas pelas redes sociais da marca – que realiza o atendimento por lá mesmo. “Querendo ou não, os clientes ainda podem ficar inseguros sobre o processo de acompanhamento da Sacola do Bem até seu recebimento no Repassa, por tratar-se de um processo novo. Eles querem vender, mas ainda não sabem como”, explica. Para as dúvidas sobre o processo de venda, a marca busca desenvolver respostas didáticas sobre cada etapa e transparência no envio de e-mails de comunicação. “Procuramos abordar o tema de forma simples, para que o consumidor consuma a informação por completo”, diz Fabiano.

• O que recomendam as marcas: segundo pesquisa do site Modefica, referência no assunto, hoje em dia, o descarte das peças sem uso ocorre muito mais pelo excesso de roupas existentes no armário do que pela perda de função. Para questões sobre a qualidade das peças disponíveis e suas formas de uso para ainda estar na moda, o Repassa explica com imagens. Com uma estética de moda informativa e atual, o Instagram da marca se preocupa em trazer conteúdos conscientes e também o melhor uso nas combinações das peças – e conta ainda com o Blog com publicações de moda e sustentabilidade.

• Dica de ouro para encontrar as melhores peças e ainda ajudar o meio ambiente: para melhor garimpar – verbo usado para a atividade de extrair pedras preciosas e que também indica a exclusividade presente nas compras de roupas de brechó -, o site indica filtros específicos com as principais categorias, como tipos, tamanhos, cores e até marcas já conhecidas. Ao receber a mercadoria em casa, você também pode mudar de ideia. Quanto a isso, a devolução é gratuita e promete ser facilitada. O comprador solicita a troca pelo site e pode conversar com o time de atendimento disponível para todo suporte, se necessário.
Como maior benefício sustentável, há a diminuição significativa de 82% do impacto ambiental causado pela produção de cada peça, além do incentivo ao aumento do ciclo de vida das roupas para que possam contar novas histórias.

Sobre o Repassa

Criado pelo empresário Tadeu Almeida, o Repassa é uma startup de moda consciente e maior brechó online do Brasil. Fundada em 2015, a empresa já economizou mais de 553 milhões de litros de água, evitou que 2,4 toneladas de CO2 fossem emitidas e reduziu 13 milhões de kW/h de energia. Desde o início da operação, em 2015, a marca já recebeu mais de R﹩ 10 milhões de aportes provenientes de fundos de venture capital e investidores-anjos.

Mitomania: necessidade de mentir compulsivamente, por Andréa Ladislau*

A mania de mentir pode ser muito mais grave do que parece: é o que chamamos de mitomania. É comum ter um amigo, parente ou conhecido que sempre inventa uma mentira, uma viagem que não fez ou uma história que nunca aconteceu. Um transtorno caracterizado pela compulsão de mentir, onde o indivíduo, inconscientemente, mente com grande frequência. Existe um prazer enraizado na criação de suas próprias histórias.

E qual seria a razão para esse tipo de comportamento? Existem dois possíveis motivos para que alguém recorra às mentiras, um deles é o medo. Na grande maioria das vezes, o indivíduo mente porque tem medo de enfrentar a sua própria realidade. Ou medo de perder alguém, além do perder afeto e reconhecimento. Uma outra razão possível é a ambição.

O transtorno da mitomania pode ser desencadeado por transtornos de personalidade, doenças neurológicas ou psiquiátricas – mas nem sempre está ligado a alguma doença. E o que vai diferenciar este transtorno de uma simples mentira é a intensidade e a frequência. Quando mais se mente, mas sente a necessidade de mentir. Fazendo elos entre as histórias inventadas.

As consequências da mitomania na vida de uma pessoa podem ser muito sérias, como o fim de relacionamentos amorosos e até a perda de emprego. Ao perder o controle sobre as histórias fantasiosas que inventa, a pessoa acaba se complicando nos relacionamentos pessoais e profissionais por não ter sustentação para suas mentiras. Além disso, quando são descobertas as mentiras é comum que o afastamento do mitomaníaco ocorra por pessoas próximas, fazendo com que este sinta-se rejeitado, agravando ainda mais seu quadro psíquico.

O transtorno pode ser tratado, mas os métodos utilizados no tratamento dependem da gravidade do quadro do paciente. Antes de se controlar a mitomania, o indivíduo deve passar por uma investigação terapêutica que irá identificar as doenças psiquiátricas que possam estar associadas a este transtorno, motivo pelo qual a terapia é fundamental para tratar a mitomania. Em alguns casos onde os níveis estão elevados, também é indicado o uso de intervenção medicamentosa. Os antidepressivos entram com a função de reforçar a confiança e autoestima desse indivíduo, bloqueando a necessidade de aceitação e eliminando as angústias oriundas pelo sentimento de rejeição.

É de suma importância estar atento às crianças. É normal que elas mintam. Esse comportamento fantasioso faz parte do universo infantil quando o amadurecimento pessoal começa a ser formado. Porém, o que parece uma atitude ingênua pode tornar-se um problema sério na juventude, quando este jovem começa a se assumir como indivíduo e passa a sustentar relacionamentos sociais adultos.

Também chamada de “síndrome de Pinóquio”, percebemos que existe consciência sobre aquilo que está sendo feito, porém, o mentiroso encara o hábito como uma “mentira boa ou inofensiva”. Fato é que essa doença surge como sintomas de outras questões psicológicas, a exemplo da depressão e outros problemas emocionais como: a necessidade de atenção e o medo da rejeição. Os mentirosos, em geral, são tidos como contadores de histórias. Precisam sentir-se superiores aos demais e, para isso, contam histórias de sua bravura, popularidade e grandes feitos. Ou mesmo mentem para esconder erros e falhas. No entanto, não existe neste comportamento qualquer indício de culpa ou responsabilidade.

Para manter sua “vida grandiosa” aos olhos dos outros, adotam o plágio como uma parte integrante de suas ações. Ao contar uma mentira após a outra, podem não perceber que disseram a mesma mentira para a mesma pessoa mais de uma vez. Cada vez que se conta a mesma mentira, o conceito básico irá permanecer, sendo apenas os personagens, local e data da ocorrência modificados.

Ficam evidentes razões como a baixa autoestima, o déficit de atenção, a hiperatividade e o transtorno bipolar como umas das principais razões que podem transformar um indivíduo em um mitomaníaco ou portador da “Síndrome de Pinóquio”. Uma das molas presentes nesta alteração comportamental é o complexo de inferioridade que impulsiona a pessoa a inventar histórias, fazendo-a acreditar que desta maneira poderá se tornar mais importante e apreciada pelo outro. Indivíduos com alterações severas de humor, oscilando entre a depressão e a agitação (típico comportamento maníaco), bem como os dependentes e viciados em drogas ou jogos, são fortes candidatos a se tornarem mitomaníacos. Os dependentes, por exemplo, precisam mentir – na grande maioria dos casos – para fugir de situações difíceis, como problemas financeiros.

Portanto, a incapacidade de enfrentamento da realidade desencadeia neste ser humano a sentimentos de negação, contribuindo para que a mentira seja uma muleta em sua vida, construída a partir das fantasias criadas. A medida que percebem os “falsos ganhos” com este comportamento, passam a alimentar suas mentiras compulsivamente. Seu maior objetivo é levar a atenção do outro para longe da realidade em que vivem. Por isso, dizemos que o mitomaníaco acredita em sua própria mentira. Por mentir tanto, passa a confundir o que é real do que é fantasioso. Mas tenhamos muita cautela, pois o diagnóstico dessa patologia deve ser minucioso e realizado por profissional de saúde mental adequado.

Quem sofre com a mitomania, a mentira patológica, apresenta transtornos de personalidade narcisista e antissocial. Quando tratadas prematuramente, essas características, notadas a partir de observações criteriosas, diminuem o risco de evolução da doença – visto que é extremamente importante o desenvolvimento da elevação da autoestima, a potencialização de valores e forças, além do enfraquecimento do medo da rejeição e do abandono. Para conseguir uma melhor qualidade de vida, se faz necessária a promoção de sentimentos positivos e um melhor gerenciamento das emoções, assim a mentira compulsiva deixa de fazer parte da realidade do indivíduo – libertando-o da Síndrome de Pinóquio.

*Andrea Ladislau é psicanalista; doutora em Psicanálise, Membro da Academia Fluminense de Letras. Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social. Professora na Graduação em Psicanálise, Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói. Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo. Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada.

Durante o mês de janeiro, taróloga Eliz Prister faz leitura especial para 2021

Tirando um Arcano Maior do Tarô para cada mês, a consulta é uma previsão completa para o ano

Neste mês de janeiro, Eliz Prister preparou um atendimento especial com previsões para todo o ano de 2021. Durante a consulta, a taróloga tira um Arcano Maior do Tarô para cada mês, interpretando o que cada carta simboliza para aquele período. Assim, o consulente terá consciência das situações que o aguardam e pode se preparar, tirando melhor proveito de cada uma delas.

Para marcar horário com Eliz é simples, basta mandar uma direct message para o Instagram @aulas_elizprister.

Live sobre tarô

Keith Gonzalez/Pixabay

Além de taróloga, e de estar fazendo a série de lives no Instagram, todos os dias às 10h30, Eliz é professora de tarô. Assim, os vídeos também são direcionados a quem quer aprender a ler as cartas. A cada transmissão, ela discorre sobre uma lâmina, esclarecendo as dúvidas do público.

Sobre Eliz Prister

Eliz Prister nasceu no Paraná e foi criada pelos avós. Quando perdeu o avô, precisou começar a trabalhar ainda criança para ajudar com os custos da casa. Foi neste momento difícil, aos 13 anos, que decidiu se aprofundar na leitura das cartas, influenciada pela avó, que já jogava. Estudou baralho cigano e começou a ler para as amigas.

“Desde pequena eu sempre tive muita intuição sobre as coisas, minha mãe até falava ‘para de falar, não fica falando as coisas que vão acontecer’, porque as coisas realmente aconteciam”, comenta Eliz.

Há 10 anos, ela recebeu um chamado e, por meio desta experiência intensa, percebeu que não tinha como fugir, o trabalho deveria ser relacionado a algo espiritual. Eliz fez cursos de tarô para se profissionalizar e, hoje, além de atender, dá cursos aplicando todo o conhecimento ancestral aliado aos estudos.

Informações: Eliz Prister

Cinco mudanças trazidas pelo coronavírus que devem sobreviver à pandemia

2020 foi um turbilhão, mas deixará um legado importante para o dia das pessoas

Depois de meses de pandemia da Covid-19, a vacina contra o vírus já é uma realidade bastante próxima, com países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos sendo os primeiros a iniciar a imunização de seus habitantes. No Brasil, por enquanto, o início da vacinação pelo páis está prometida para a próxima semana. A conferir.

Mesmo que ainda não haja uma certeza de quando haverá o início de uma vacinação em massa por aqui, agora as pessoas já conseguem vislumbrar uma luz no fim do túnel, mas, é importante reforçar que o coronavírus segue infectando milhares de pessoas por dia e tirando milhares de vidas Brasil afora. Não podemos, portanto, agir como se a doença não fosse mais uma ameaça, pois, o considerável aumento do número de casos no país e o surgimento de uma segunda onda de contágio na Europa nos comprovam justamente o contrário.

E quando a pandemia passar, alguns hábitos que foram construídos e mudanças que foram implementadas na vida das pessoas devem permanecer. Até porque, após toda população ser vacinada, ainda demorará algum tempo para termos dados confiáveis sobre como será a vida pós-pandemia. De acordo com especialistas, a vacina impedirá que a pessoa adoeça, mas não se sabe se impedirá a infecção e transmissão a outra pessoa não vacinada.

Isso significa que os mesmos protocolos preventivos que todos seguiram ao longo de 2020 – do distanciamento físico ao uso de máscaras de proteção – ainda devem ser seguidos. Além disso, outras mudanças que se instalaram neste período vieram para ficar de vez e, acreditem, isso é algo bastante positivo. Veja quais são eles e a opinião de especialistas:

Home Office – Trabalhando do sofá

Durante a pandemia, a tecnologia também permitiu que qualquer pessoa que trabalha sentada atrás de um computador pudesse se manter distante da sede da empresa e, este novo formato será adotado permanentemente por muitas companhias. No Brasil, os dois mil atendentes do call center da Tim permanecerão em home office. No Magazine Luiza cerca de 1.500 funcionários — de um total de 40 mil— não precisarão mais ir ao escritório. Até mesmo a Prefeitura de São Paulo implementou o trabalho remoto de forma definitiva para os seus mais de 120 mil servidores.

Com esta mudança, empresas podem reduzir os custos de infraestrutura abrindo mão de espaços físicos ou mesmo alugando lugares menores, além de fazer uma economia considerável com energia elétrica, internet, manutenção e suprimentos. Já para os colaboradores, o home office possibilitou, sobretudo, qualidade de vida sem a exaustiva jornada que incluía horas perdidas no trânsito, diminuição de gastos com transporte, alimentação e roupas e também maior convivência com a família.

“A pandemia acelerou a implementação de um sistema de trabalho que levaria ainda muitos anos para ser adotado de forma abrangente. Havia muitas dúvidas sobre a eficiência do home office e se as pessoas manteriam a performance devido às distrações de casa – de filhos à televisão – mas passados nove meses, muitas empresas relatam que a produtividade permaneceu nos níveis anteriores à pandemia, ou até mesmo aumentou. Portanto, esta é uma mudança trazida pela pandemia que, daqui pra frente, deve se estabelecer e fazer parte da vida das pessoas”, explica o consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico, Uranio Bonoldi.

“Anywhere Office” – Meu escritório é onde eu estiver

A pandemia desmistificou o home Office comprovando às empresas que as pessoas podem produzir ainda mais de suas próprias casas e agora está entrando em cena um novo conceito: o “Anywhere Office”, ou, ‘escritório em qualquer lugar’. Esta nova modalidade vai se estabelecer como uma grande guinada com relação à dinâmica de como muitos trabalham atualmente: se com internet e um laptop podemos trabalhar, o escritório será onde estivermos.

E não se trata de nomadismo digital que é quando a pessoa trabalha de um hostel em Bora Bora ou de um café em Berlim, mas de adequar as necessidades profissionais à vida em um local que contribua para a realização pessoal com saúde física e mental. Por exemplo: por quê viver em apartamentos minúsculos em uma grande cidade se há possibilidade de morar e trabalhar em espaços maiores no interior ou mesmo no litoral? Segundo uma pesquisa da plataforma de comércio OLX, a procura por imóveis em cidades do interior cresceu cerca de 30% no mês de julho. Ao que tudo indica ao observarmos metrópoles pelo mundo, este pode ser o início de um verdadeiro êxodo urbano.

“A partir deste novo formato de trabalho, quando não mais for preciso se deslocar diariamente para ir ao escritório, as pessoas passaram a desejar viver em lugares mais espaçosos para trabalhar e ainda conviver de forma mais harmoniosa com a família. Agora, a prioridade é uma vida mais confortável em lugares onde o custo de vida é mais baixo e com mais segurança – os grandes centros urbanos não são compatíveis com esta nova realidade. Consigo identificar esta mudança como o início de uma nova tendência de comportamento”, comenta Dante Seferian, CEO da construtora e incorporadora Danpris.

Produtos que aumentam a proteção? Queremos (precisamos)!

Com o início da vacinação que se aproxima no Brasil, sabemos que em alguns meses a pandemia de coronavírus pode ser apenas uma lembrança pra lá de desagradável. No entanto, ainda não se pode dizer com certeza qual é o futuro da Covid-19. Com base em outras infecções, há poucos motivos para acreditar que o coronavírus SARS-CoV-2 irá embora em breve, mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis. Um cenário mais realista é que ele será adicionado à (grande e crescente) família de doenças infecciosas que são conhecidas como “endêmicas” na população humana.

Além disso, especialistas vêm afirmando que mesmo que vacinadas, as pessoas ainda podem carregar e espalhar o vírus e, por conta disso, o uso de máscaras e outras medidas de proteção, como lavar as mãos com frequência e manter distanciamento social, serão necessárias até que a maioria da população seja inoculada. Sendo assim, produtos surgidos com a pandemia com propriedades antibactericidas e antivirais devem fazer parte de nossas vidas de maneira permanente daqui pra frente.

E não estamos falando apenas de máscaras, mas de plásticos que inativam o coronavírus e vêm sendo utilizados para cobrir superfícies diversas, tecidos que por possuírem propriedades anti Covid-19 estão ajudando o setor hoteleiro a expandir as medidas para a segurança de seus hóspedes e até de pisos e tintas de parede que intensificam a proteção das pessoas contra esta doença e outras infecções.

“A pandemia da Covid-19 deflagrou uma nova etapa na guerra com os micróbios. Uma luta histórica contra várias doenças de origem viral ou bacteriana, entre elas a gripe, que reaparece todo ano e, segundo alguns cientistas, poderá vir ainda mais forte. De olho nisso, precisamos criar e aperfeiçoar barreiras contra esses patógenos. E, quanto mais combatermos esses problemas pela raiz, mais evitaremos novos surtos e pandemias. Usar máscaras, lavar as mãos e utilizar produtos com ação antiviral seguirão mesmo após a aprovação da vacina contra o coronavírus. São hábitos que não têm mais volta. Até porque, quando uma epidemia for embora, podemos ter outra batendo à nossa porta”, explica Daniel Minozzi, químico e fundador da Nanox, empresa brasileira de nanotecnologia.

Eventos híbridos – o mundo ao alcance das mãos

Jagrit ParajuliPixabay

Dizer que os últimos meses foram um turbilhão seria um eufemismo. Em questão de dias, eventos ao vivo e conferências planejadas com meses de antecedência foram repentinamente adiadas ou canceladas. Os eventos virtuais se tornaram parte da rotina e, rapidamente, o segmento teve que reaprender a ser eficaz neste novo formato.

Durante este período, uma das lições mais importantes que a indústria de eventos aprendeu foi que, embora os eventos virtuais certamente tenham seus benefícios, os eventos ao vivo sempre serão uma parte importante de qualquer programação de eventos. Sendo assim, os eventos híbridos – aqueles que combinam experiências presenciais e virtuais – serão uma parte essencial na indústria de eventos daqui em diante e serão responsáveis por uma verdadeira transformação na interação do público.

Mas não espere simplesmente uma transmissão ao vivo de uma webcam em um canto, pois é preciso manter os participantes engajados. Agora, do mesmo jeito que os organizadores têm uma equipe de produção para eventos presenciais, precisarão também de uma equipe de produção focada exclusivamente na experiência virtual. “Desde que a pandemia de COVID-19 começou, os eventos virtuais se tornaram a nova opção para empresas e marcas que buscam manter seus clientes engajados durante o longo período de bloqueio. Agora que o mercado lentamente começa a retornar, é preciso se adaptar novamente e os eventos híbridos permitirão aumentar o seu alcance com a transmissão para um público maior do que jamais seria possível pessoalmente”, explica Natasha de Caiado Castro, especialista em inteligência de mercado e CEO da Wish International.

Telemedicina – saúde pela tela

Com o Covid-19, a medicina despontou como um dos segmentos que mais se valeram da tecnologia para assegurar que a população mantivesse seus fluxos de controle sem comprometer ainda mais o sistema de saúde. No início da pandemia, o Governo Federal autorizou que a prática de consultas virtuais pudesse ser realizada. Desta forma, muitos casos não emergenciais puderam ser tratados sem que os prontos-socorros ficassem lotados de casos que podiam ser facilmente orientados à distância com o devido suporte especializado. Passado este momento crítico, este avanço apoiado por recursos tecnológicos que fazem parte do dia a dia das pessoas, permitirá fechar todo o ciclo do atendimento: do telediagnóstico ao acompanhamento contínuo do paciente, facilitando o processo, salvando mais vidas e garantindo que um número muito maior de pessoas tenha acesso à devida opinião médica ao alcance de um clique. “As plataformas de atendimento virtual são um legado positivo para a saúde. A telemedicina estimula a busca por diagnóstico preciso, evita a automedicação e promove a tomada de decisões com respaldo clínico especializado. Esse acesso correto aos serviços de saúde melhora a eficiência do setor como um todo. E olhando para o bem estar do paciente, promove melhores desfechos clínicos, garantindo diagnósticos precoces, orientações e encaminhamento correto”, afirma Vitor Moura, CEO da startup de saúde VidaClass.

A mania de controlar tudo que afeta severamente o equilíbrio emocional do ser humano*

Já parou para pensar se você está sofrendo por alimentar uma mania de controle? Por que desejamos controlar tudo? Na verdade, existe uma linha muito tênue em promover ou não uma justificativa para a mania de controle. A grande questão é que a necessidade em ter o controle das situações nas mãos é um sentimento intrínseco de nossa espécie. Tudo o que é externo, e nos foge ao controle, gera insegurança e medo – e nos faz sentir vulneráveis.

Essa sensação pode desencadear uma falsa ilusão de segurança, além de colaborar para que acreditemos que nossas ações e pensamentos são sempre superiores aos do outro, quando, na verdade, nossa necessidade por controle só reflete nossas próprias inseguranças e a falta de confiança que, inconscientemente, depositamos no outro e em nós.

Não podemos dizer que essa mania é justificável, pois tudo o que causa dor e sofrimento perde sua capacidade de aceitação. Estudos comprovam que a busca pelo controle pode refletir uma neurose por felicidade constante – uma vez que o ser humano tem a ilusão de que, quando o outro e todas as coisas estão dominadas ou sob o seu controle, não haverá possibilidades de riscos de resultados negativos. O grande problema é que não existem garantias de que a todo momento poderemos ter o controle total sobre o universo a nossa volta. Só podemos controlar nossas ações, não controlamos o tempo e nem os sentimentos e atitudes do outro. E é por isso que, por vezes, nos frustramos e experimentamos o sentimento de angústia.

As pessoas que quererem ter o controle de todas as situações vivem um dilema interno consigo mesmas, pois estão sempre frustradas por não terem suas expectativas atendidas. Podem, psiquicamente, apresentar distúrbios de alteração de humor, irritabilidade excessiva, estresse elevado e até desenvolvem transtornos depressivos. Apresentam grande dificuldade para lidar com críticas e podem ser totalmente inflexíveis, por estarem sempre tentando interferir no livre-arbítrio do próximo. São indivíduos capazes de oprimir a identidade do outro em função de sua característica dominadora, além de tentarem a todo custo centralizar tudo. Ou seja, por todo o exposto, quem possui este perfil e a mania de querer controlar tudo acaba sofrendo muito porque está sempre em estado de tensão. Sempre desesperado para saber se tudo sairá conforme suas expectativas. E quando isso não acontece, é invadido pelo amargo gosto da frustração e da decepção.

As palavras de ordem aqui são: equilíbrio e controle emocional. O autoconhecimento te faz entender que, na realidade, é impossível controlar tudo. Se faz necessário um melhor gerenciamento de seus sentimentos, pensamentos, emoções e ações. Desta maneira, fica mais claro perceber o que está fora do seu alcance e, assim, não correr o risco de empregar energia em algo que não irá trazer resultado. Saber separar, por meio de atitudes conscientes, o que eu posso controlar e o que não faz parte do meu autocontrole. O desapego a esta necessidade de controle é o que irá propiciar uma vida mais equilibrada, mais leve e sem pressões internas e, principalmente, sem o elemento culpa. Culpa porque quando o indivíduo percebe que algo deu errado e que perde o controle da situação, ele se enche de frustração e de culpa. Começa a povoar a mente com cobranças excessivas que aumentam ainda mais seu estresse e a sua ansiedade.

Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Existem muitas situações as quais tentamos controlar em vão, pois tudo o que é externo a nós é incontrolável e imprevisível. Não controlamos, por exemplo, as palavras do outro, os sentimentos alheios, as decisões, ações e esforços das pessoas a nossa volta (sejam elas íntimas ou não). Nem o tempo é controlado por nós. No fundo, o que precisamos desapegar e abandonar é o orgulho e o delírio que alimentamos de acreditar que tudo vai ser como queremos, como planejamos em nosso inconsciente.

Aprender a não sofrer pela falta de controle, tolerando a sensação de incerteza que é intrínseca ao ser humano, sem dúvida é um de nossos maiores desafios. Faz parte do curso natural da vida não conseguir conduzir ou controlar tudo. Não somos seres onipresentes, onipotentes ou oniscientes. É necessário que tenhamos e possamos aceitar nossa infinita necessidade de autoconhecimento e aperfeiçoamento pessoal que nos garanta ordenação da vida, de forma a crescermos com as oportunidades e adversidades apresentadas à partir de um enfrentamento consciente. No entanto, o gerenciamento das emoções pode contribuir de maneira positiva na tarefa contínua de domínio dessa sensação de insegurança causada pela percepção de que não podemos controlar tudo.

Algumas ações individuais garantem o equilíbrio de sua saúde mental e um maior controle emocional em busca de uma vida saudável, como por exemplo: tentar não abraçar tudo para si; evitar centralizar tudo a ponto de se sufocar e aumentar sua ansiedade; aprender a delegar; não ser imprudente a ponto de se colocar acima dos desafios; ter humildade para reconhecer que não se sabe e não se pode tudo; não sucumbir à histeria e neurose coletiva de que é necessário ser perfeito e não se pode errar nunca; aceitar suas deficiências e fortalecer suas qualidades; aprender a exprimir novos significados para seus próprios resultados; permitir-se ousar e experimentar a sensação do descontrole ( por mais desconfortável que possa parecer). Sem medo de errar, se esses pontos forem observados e trabalhados, o indivíduo poderá aprender muito e se conhecer muito mais – entrando até em um processo adaptativo que promova gatilhos para que consiga se sentir mais feliz e menos vulnerável às adversidades.

Portanto, ao abrir mão do controle, relaxar e administrar apenas o que está ao seu alcance de ser administrado e controlado, o ser humano consegue ter mais domínio sobre si mesmo. Isso porque instala-se um equilíbrio emocional, reflexo da ausência de tensão interna que, naturalmente, torna-o mais leve e menos pressionado. Fato é que o primeiro passo deve ser dado: parar de pressionar a si mesmo. Em seguida, eliminar crenças enraizadas que valorizam os seus “tem que” e os “devo”.

Além de parar de se cobrar e de querer controlar com sua mente tudo o que acontece ao redor. Perceba que sua responsabilidade é cuidar de si mesmo. Se sua cabeça anda mal, certamente ficará difícil administrar sua casa, seus filhos ou seus negócios. Melhore seus pensamentos e emoções e se deixe um pouco mais à vontade, sem a rigidez que você mesmo se impõe. Permita-se! Seu corpo vai agradecer, sua saúde mental e sua vida podem se equilibrar e o resultado, acredite, será um maior controle emocional – sem culpas e sem cobranças.

Foto: Pedro Costa

*Andrea Ladislau é psicanalista; doutora em Psicanálise, Membro da Academia Fluminense de Letras. Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social. Professora na Graduação em Psicanálise, Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói. Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo. Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada.

Escolha as cores e prepare rituais para o Ano-Novo

Virada acontece sob lua cheia, dando boas vindas a 2021, ano que será regido por Vênus. As relações entre cores e planetas ajudam a eleger o traje e realizar rituais

A origem da atribuição de diferentes propriedades mágicas às cores é incerta, mas sabe-se que já constam de obras fundamentais do hermetismo que remetem à antiguidade. “Pela Lei da correspondência, princípio do hermetismo segundo o qual o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo, e vice-versa, as cores estão relacionadas, por exemplo, aos astros”, explica a astróloga, psicanalista e terapeuta holística Virginia Gaia. Assim, a cor do Sol é o amarelo-ouro, a de Mercúrio é laranja, a de Marte é o vermelho, e assim por diante.

No Brasil, a tradição do uso de cores específicas na passagem de ano também é influenciada pelas religiões de matriz africana. A disseminação do branco nas festas de Ano-Novo, por exemplo, vem dos rituais umbandistas e está associada a Oxalá, o maior dos orixás.

Embora a maior parte das pessoas não se dê conta disso, os objetivos para o ano relacionados às cores refletem exatamente as associações herméticas entre as cores e os astros, com exceção do branco, que é a mistura de todas as cores.

Confira abaixo os planetas, os temas que eles evocam, os signos que regem e as respectivas cores. A dica para a entrada de 2021 são os tons de rosa e verde, pois o ano será regido por Vênus, em meio a um grande ciclo de 36 anos de Saturno. Como astro mais brilhante no céu, depois do Sol e da Lua, Vênus rege a beleza e tudo o que mais valorizamos: o amor e a riqueza.

PlanetaTemasSignos que regeCores
SolBrilho pessoal, sucesso, prosperidade, criatividade e expressividade. LeãoAmarelo-ouro, dourado e âmbar.  
LuaIntuição, magia, feminilidade, atratividade e equilíbrio emocional.CâncerPrateado, prata azulado e azul pálido.
MercúrioComunicação, comércio, organização, inteligência, aprendizado e clareza mental.Gêmeos e VirgemAmarelo ovo, amarelo alaranjado e cinza.
VênusAmor, relacionamento, beleza, sedução, finanças, persuasão e harmonia.Touro e LibraVerde-esmeralda, verde petróleo e tons de rosa.
MartePaixão, sexualidade, força, conquista, motivação e iniciativa.Áries (regente) e Escorpião (corregente)Todos os tons de vermelho, especialmente o escarlate. 
JúpiterSabedoria, conhecimento, justiça, espiritualidade, proteção, otimismo e expansão.Sagitário (regente) e Peixes (corregente)Azul escuro, azul violáceo e violeta. 
SaturnoEstrutura, materialidade, concretização, projetos de longo prazo, estabilidade e prudência. Capricórnio (regente) e Aquário (corregente)Marrom escuro, preto e preto azulado.

“Além de contemplar os tons do planeta regente do ano, também é válido apostar nas cores relacionadas ao signo solar ou ascendente de cada indivíduo.”, complementa a astróloga. Para quem quiser escolher de acordo com os objetivos do próximo ano, a dica é não somente contemplar o vestuário como também elaborar um pequeno ritual. Pode-se lambuzar com mel uma vela da cor do planeta escolhido e depois acender, mentalizando os votos e desejos para 2021.

Para quem quiser aproveitar a regência de 2021 por Vênus para atrair boas energias para os relacionamentos e também abençoar as finanças, pode-se acender uma vela rosa e uma verde, lambuzadas com mel e azeite, uma ao lado da outra, perto de um vaso decorado com ramos de trigo. Acrescenta-se a esse pequeno ritual de magia planetária um incenso aceso para simbolizar o elemento ar, uma taça cheia para representar a água e, por fim, alguns cristais ou moedas dedicados ao elemento terra para trazer prosperidade.

“Na noite da virada, estaremos com a Lua ainda na fase cheia, no expressivo signo de Leão, pouco depois de ter chegado ao seu ápice, no dia 30”, diz Virgínia. Reforçando o caráter emocional da despedida de um ano tão intenso como 2020, teremos a Lua iluminando Al Tarf*, a estrela Beta da Constelação de Câncer. Marcando a pata mais ao Sul do caranguejo, Al Tarf tem brilho alaranjado no céu.

Como a grande maioria das estrelas, ela recebeu nome árabe, mas seu significado não poderia ser mais simbólico para o momento: *“Al Tarf” significa, literalmente, “o fim”, já que ela marca os limites entre a Constelação de Câncer e suas constelações circunvizinhas, como Cão Maior, Hidra e Gêmeos. “Os votos para 2021 podem ser complementados por uma reflexão sobre crenças e hábitos que precisam ser deixados para trás para garantir a concretização de desejos para o Ano-Novo”, completa a astróloga.

Fonte: Virginia Gaia é astróloga, taróloga, psicanalista e terapeuta holística, ministra cursos e palestras para audiências variadas. Estudiosa das ciências herméticas, do ocultismo, de religião e mitologia comparada há mais de 20 anos, é também sexóloga profissional e, em sua abordagem terapêutica, une conceitos das áreas de desenvolvimento da espiritualidade, da afetividade e da sexualidade para estimular o estabelecimento e a manutenção de relacionamentos melhores.

Três dicas para viajar com segurança no fim do ano

A Flix, seguradora digital com foco na venda de seguros e assistências residenciais, conta como o planejamento pode ser um aliado para o novo modelo de férias coletivas

A ideia de segurança para as viagens de fim de ano mudaram com a pandemia do coronavírus. Se antes a procura se dava por espaço suficiente para encontrar com todos os amigos e familiares em regiões de praia ou interior, agora o ideal é reservar lugares aconchegantes, afastados de aglomerações e em pequenos grupos para evitar novos contágios.

Nessa perspectiva, donos de imóveis para aluguel de temporada e até mesmo interessados em tirar um período fora de casa, podem recorrer a algumas medidas que ajudem nesse novo modelo de férias. Para Felipe Barranco, CEO e cofundador da Flix, seguradora digital com foco na venda de seguros e assistências residenciais, muitos segmentos devem trabalhar juntos para que esse momento seja um período de descanso responsável.

“Nós já percebemos um aumento da preocupação com o bem-estar em consequência do isolamento social, e depois de um ano com muitas transformações, é natural que as pessoas busquem um refúgio. Para que esse movimento seja seguro, é imprescindível estar preparado para possíveis imprevistos e contato com pessoas fora do círculo de convívio”, comenta o CEO.

Pensando nesse cenário, a Flix separou três dicas para quem pretende viajar no recesso sem preocupações. Confira:

  1. Certifique-se dos cuidados básicos com a casa
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Antes de viajar, é importante verificar as condições da casa que ficará sem manutenção diária por um tempo. Para isso, é necessário entender se a saída de gás, torneiras e tomadas estão em dia e sem riscos aparentes. Uma boa opção é deixar uma cópia da chave com uma pessoa de confiança que não vai viajar, assim, caso haja um imprevisto, a resolução será mais ágil e eficaz. Outra alternativa é contratar um seguro residencial personalizado, assegurando que qualquer dano causado possa ser revertido em pouco tempo e não comprometa as economias para o próximo ano – este também vale para quem possui uma casa de aluguel, uma vez que ela terá maior utilização com a privação de passeios.

  1. Verifique se existem centros de saúde não comprometidos perto do destino que vai viajar

Fazer um planejamento de emergência deixará a viagem mais fácil e segura, para isso é importante mapear hospitais, farmácias e centros de atendimento que são próximos da residência alugada. Ter esse controle diminui o tempo de acesso em caso de emergências e previne filas e aglomerações no caminho. “Essa é uma boa iniciativa para ser adotada pelos contratantes neste final de ano, assim é possível preservar não apenas os inquilinos temporários, mas também toda a comunidade residente”, explica Felipe.

  1. Vai viajar com pets? Lembre-se de que eles também precisam de cuidados

Certifique-se, antes de viajar, que a carteira de vacinação do animal esteja atualizada. Procure um veterinário, se necessário, para entender qual é a melhor forma de viajar com o seu companheiro e invista em cuidados básicos de saúde e higiene. Assim como a residência, existem planos e seguros focados na prevenção e cuidados com os pets. Caso seu animal possua alguma predisposição, você estará seguro de que o atendimento será rápido e sem causar aglomerações em centros de medicina veterinária.

Sobre a Flix

Flix é a primeira seguradora digital brasileira com foco exclusivo na venda de seguros e assistências residenciais. Fundada em março de 2020 por Felipe Barranco e Marcos Carneiro, a insurtech possui um portfólio com 45 opções de ofertas, entre cobertura financeira e assistências e permite a personalização da cobertura securitária de acordo com a necessidade do cliente. Desenvolvida com o propósito de ressignificar e acessibilizar o mercado de seguros residenciais, a Flix realiza todo o processo de maneira descomplicada, simples e flexível.

Dicas para lidar com um fim de ano diferente

Quarentena, isolamento social, pandemia… muitas foram as transformações que impactaram no nosso fim de ano; Renata Isa Santoro médica integrativa ensina a lidar com as questões que podem surgir no final de 2020

O ano de 2020 foi considerado pela revista norte-americana Time como “o pior ano de todos”. Realmente houve muitas mudanças no nosso dia a dia, a começar pelo home office/home schooling e o distanciamento social. Agora, é chegado o momento de questionar como serão as tradicionais festas de fim de ano, após meses de isolamento e saudade.

“Além de não haver grandes encontros familiares e amigos, percebo que não haverá a habitual correria de festas, shows, festas de integração de fim de ano da empresa”, destaca Renata Isa Santoro, cardiologista e médica integrativa.

Apesar de todas as diferenças, o fim de ano não precisa ser considerado ruim. Renata convida todos a realmente parar, olhar para o que passou e para o que restou dentro de cada um de nós. “Reflita sobre os sentimentos que te afloraram nestes meses, as emoções que te fizeram mudar a forma como lida com situações alegres ou desafiadoras, em como aquele amigo ou parente que ficou doente ou foi-se embora te trouxe ensinamentos que não quer deixar no esquecimento.”

A fim de lidarmos com as transformações neste fim de ano, a médica deixa algumas dicas para tornar o momento mais leve de vivenciar:

1- Mudar a mentalidade sobre as datas festivas: “A mentalidade que escolhemos ter para entrar nestas datas pode fazer toda a diferença. Em vez de lastimar por não estar passando o Natal com seus 50 pessoas ou reclamar por não levantar a taça de Ano-Novo em Nova York, vamos focar nesta nova oportunidade de gerar memórias afetivas diferentes e criar novas tradições.”

2- Repensar sobre os presentes: “Quem sabe não sejam mais necessárias aquelas toneladas de presentes embaixo da árvore de Natal. Esse feriado traz consigo algumas emoções genuínas, que é dar ao outro um agrado e sentir essa satisfação de volta”, cita a médica. Ela lembra que pesquisas mostram que gastar dinheiro com presentes para os outros lhe dará um impulso maior de felicidade do que comprar algo para si mesmo, mas há uma desvantagem nessa troca: o estresse com os gastos, a pressão de comprar mimos para todos os familiares e conhecidos, entrar em lojas lotadas e não perder promoções, entre outros.

Cocktails

3- Repensar as bebidas de fim de ano: “Afinal, você está mesmo comemorando e agradecendo ou está no piloto automático virando uma taça atrás da outra?”, provoca.

4- Criar uma tradição nova: se você for se reunir com um pequeno grupo ou apenas com sua família domiciliar, Renata propõe que pergunte às pessoas o que é importante para elas. Em vez de tentar recriar o que ocorre todo ano, crie novas experiências. Algo novo que você fizer este ano pode se tornar uma tradição para a suas gerações. E todos podemos também nos transformar junto com o ano de 2020, mas sob um ponto de vista positivo para que o próximo período seja melhor para todos.

A médica cita algumas sugestões:

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-Dê experiência em vez de objetos: as experiências ficam mais tempo na memória afetiva do que os objetos. Então que tal dar uma massagem, uma aula de pintura, uma sessão individual de numerologia?
-Uma doação: faça do seu presente uma doação para uma instituição em que você acredite. Atos de altruísmo como esse trazem, comprovadamente, melhor saúde, felicidade e um senso de propósito que fortalece o doador.


-Pratique compras conscientes: ao escolher um presente preste atenção se está comprando o que planejava, se saiu da rota ou foi seduzido. Observe as mensagens materialistas dos anunciantes para que você compre aquele produto sem necessidade nenhuma. Compre o que vem do coração.
-Não gaste mais do que você tem: por que depois vai te trazer mais ansiedade, mais estresse e você vai ter que lidar com isso sem lembrar como foi parar ali.

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-Ao dar e receber presentes pare um pouco, tire seus pensamentos da agitação, e sinta a verdadeira sensação positiva que é dar um presente e fazer a outra pessoa se sentir querida. Quando receber o presente sinta aquele momento, de gratidão profunda. Fique nesse sentimento de gratidão em vez de sair rasgando papel um atrás do outro.
-No momento da refeição e das conversas, evite os conflitos familiares tão comuns nessa época. Lembrem-se que estamos todos no mesmo barco e que a reação de um pode ser equilibrada pela compaixão do outro.

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-Aproveite todos ao redor da mesa para manifestar a presença, sem pressa, de olhar uns para os outros com calma e de simplesmente relaxar neste momento.

Fonte: Renata Isa Santoro é médica pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos; especialista em Pediatria pela AMB/SBP; especialista na área de atuação em Cardiologia Pediátrica pela AMB/SBP/SBC. Especialista em Ecocardiografia fetal e pediátrica pela Unicamp. Mestrado em Ciências pela Unicamp.