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Compulsão por compras na Black Friday pode ser um alerta para cuidados com a saúde mental

O total de 64% dos consumidores da Black Friday tem o desejo como principal motivo para suas compras, segundo pesquisa da plataforma Méliuz, realizada este ano.  De acordo com Luciene Bandeira, psicóloga e cofundadora da Psicologia Viva, maior plataforma digital de saúde mental da América Latina e integrante do Grupo Conexa, é positivo aproveitar a data para comprar algo que queira há algum tempo e aproveitar as promoções de forma consciente, mas é preciso ter cuidado para que as compras não passem a ter um efeito compensatório de frustração ou tristeza, gerando compulsão.

“Com a retomada do comércio e a abertura das lojas, juntamente com a Black Friday, as pessoas tendem a comprar mais. Quando há uma tendência para a compulsão, o problema é que o efeito psicológico compensatório da compra passa muito rápido. Logo em seguida o incômodo volta e a pessoa sente novamente a necessidade de comprar”, explica a psicóloga.

Luciene aponta que o principal motivo para a compulsão por compras é preencher uma lacuna na vida. “Já ouvi de uma paciente que comprar fazia ela sentir que existia e que podia. Muitas vezes a compra vem para preencher um vazio e sentir que está recebendo a atenção do vendedor também pode influenciar nesse ato. Dizer para si mesmo que compra porque merece, para aliviar a tristeza ou que será só dessa vez são desculpas comuns para manter o comportamento prejudicial.”

O consumo se torna patológico quando a pessoa realmente perde a noção da realidade, compra de uma maneira desproporcional e gera outros problemas na vida. Compras por impulso pode virar uma bola de neve, gerando um ciclo vicioso onde a pessoa adquire produtos para aliviar um sentimento negativo, gasta além do que pode, se endivida, se arrepende e compra novamente para compensar a sensação de remorso, afetando também a sua saúde financeira. “Esse comportamento vira um transtorno mental quando a vida da pessoa passa a girar em torno do consumo. Problemas financeiros causam problemas emocionais.”

Outro alerta da cofundadora da Psicologia Viva é que não é incomum que a pessoa troque o alvo da compulsão. “Uma pessoa que é compulsiva por comprar roupas, por exemplo, pode substituir por idas ao supermercado. Comprar continua sendo uma fonte de prazer”.

Mas nem tudo está perdido. A psicóloga dá algumas dicas para driblar o impulso de comprar, como ter cuidado com as ofertas, pois não é toda oportunidade que se deve ser aproveitada. “O que se recomenda é que, diante de um impulso de compra, a pessoa pare, respire e se questione se precisa do item e se é uma vontade ou uma necessidade. Outros questionamentos devem ser feitos para si mesmo sobre ter recursos financeiros para pagar e se esse dinheiro fará falta caso a compra seja realizada. Só de a pessoa parar, respirar e fazer esses questionamentos já irá frear um pouco o impulso para a compra”.

Ainda, Luciene aponta que o problema tem solução até para os casos mais graves e é possível reverter a compulsão por compras. “É claro que estamos falando de um transtorno e não é fácil enfrentar isso sozinho. Por isso, muitas vezes, é necessário que a pessoa procure a ajuda de um profissional de psicologia para entender melhor o que acontece com ele, como funciona esse transtorno e aprenda mecanismos de controle da autossabotagem para que então consiga reverter essa situação”, conclui.

Sobre a Psicologia Viva

A Psicologia Viva é a maior plataforma de atendimento psicológico online da América Latina, com mais de 10 milhões de vidas cobertas, 900 mil pacientes ativos, 4,5 mil psicólogos ativos, cerca de 100 mil consultas realizadas por mês e mais de 300 clientes B2B. Possui escritórios em Belo Horizonte, São Paulo e Santiago (Chile).

Com o propósito de democratizar o acesso ao atendimento psicológico, a plataforma de saúde digital para atendimentos psicológicos nasceu em 2015, desenvolvida no Brasil pelos sócios Bráulio Bonoto, Fabiano Carrijo, Paulo Justino, Edinei Santos e Luciene Bandeira. Em março de 2021, se uniu ao Grupo Conexa. 

Como introduzir hábitos alimentares saudáveis ao dia a dia

Verão e a promessa de todo início de ano alcançar metas desejáveis podem funcionar como incentivos para as pessoas mudarem alguns de seus hábitos, incluindo os alimentares. A coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Internacional Uninter, Thais Mezzomo, ao lado do professor, Alisson David Silva, alertam que a mudança de certos comportamentos automáticos no cotidiano, podem estimular o consumo de alimentos saudáveis na dieta.

Se o ano começa efetivamente somente após o Carnaval, mesmo em tempos de pandemia, os profissionais selecionaram três dicas valiosas de como adquirir hábitos saudáveis na alimentação.

1- Revise a lista de compras em feiras e supermercados

Dê preferência a alimentos in natura e minimamente processados. Os alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais, como legumes, folhas, frutas, ovos e leite. Já os minimamente processados são aqueles que foram submetidos a processos que não adicionam substâncias ao alimento original. Alguns exemplos são grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado.

Os nutricionistas orientam diminuir o consumo de alimentos classificados como processados e ultraprocessados, tais quais o pão, queijo, compota de frutas e conservas de legumes. “Os processados apresentam métodos usados em sua fabricação que alteram de modo desfavorável a composição nutricional dos alimentos dos quais derivam”, afirmam.
O ideal é não ter sempre à disposição alimentos ultraprocessados, pois geralmente são abundantes em sódio, açúcares e gordura “Por serem alimentos de rápido consumo, muitas pessoas têm a falsa sensação de substituição, e assim ignoram o consumo de alimentos in natura”.

2 – Aposte em receitas com alimentos frescos

Se o alimento in natura não apetecer o indivíduo, uma saída é pesquisar receitas rápidas na internet que utilizem ingredientes saudáveis. Afinal, muitas verduras e legumes apresentam diferentes formas de preparo, e isso pode modificar as preferências da pessoa ao ser introduzida a um novo sabor.

Os professores exemplificam essa prática com a berinjela. Muitas pessoas que não gostam da berinjela podem ter o paladar surpreendido ao incluir o legume em sua dieta na forma de uma saborosa caponata (preparação a base de berinjela refogada com cebola, pimentão, tomates e outros ingredientes conforme a preferência).

“Já para a ingestão de frutas, indicamos para as pessoas que não têm o hábito de comer o fruto in natura, acrescentar alguns pedaços em lanches, saladas, iogurte natural, vitaminas, bolos, sorvetes saudáveis ou cozinhá-las com canela”.

3 – Inclua exercícios físicos em sua rotina

A intenção aqui não é ser um grande atleta, mas é confirmado que adicionando exercícios físicos simples em sua rotina (bicicleta, caminhada, alongamento, entre outros), as práticas podem ser uma porta de entrada para se adotar uma alimentação balanceada.

Em tempos de pandemia, é comum evitar a frequência na academia, então a dica é procurar opções de treinos disponíveis em aplicativos gratuitos, vídeos online na internet ou até procurar um grupo específico no WhatsApp mediado por um profissional de Educação Física.
“Sempre que possível consulte um educador físico para a prática correta dos exercícios e caso sinta algum desconforto, procure um médico”, recomendam.

Fonte: Centro Universitário Internacional Uninter

Cuponeria ajuda consumidor a economizar nos presentes com cupons de desconto

Plataforma oferece aos usuários ofertas de até 60% em marcas como, por exemplo, Americanas, Shoptime, Centauro, Natura, Marisa e Submarino

Chegou o final do ano e com ele as tradicionais festas de Natal, Ano Novo, além dos presentes de amigo secreto, que não podem faltar mesmo em meio à quarentena. Atenta a isso, a Cuponeria, primeira e mais completa plataforma de descontos no Brasil, preparou ofertas especiais com até 60% de desconto em marcas como, Americanas, Shoptime, Centauro, Natura, Marisa e Submarino.

Para quem prefere os eletroeletrônicos, eletrodomésticos e utensílios para casa, a Americanas está com até 60% e a Casas Bahia com 30%. Entre as promoções estão celulares, notebooks, videogames, liquidificadores e o jogo com 6 taças para o vinho tinto.

Aos que preferem os presentes esportivos, a Centauro conta com ofertas de 30% OFF com as camisas oficiais do time, chuteiras no site da Nike com 10% e roupas femininas para treino que chegam até 20% na Netshoes.

Outras dicas são os produtos da Natura como cremes, maquiagens e perfumes com 40%, Shoptime com diversos itens chegando a 30%, Marisa com roupas e calçados femininos, masculinos e infantis com 20% OFF e os livros da Submarino com descontos de até 15%.

Para conferir estas e outras ofertas, clique aqui.

Black Friday: psiquiatra dá dicas para controlar as compras impulsivas

Em tempos de promoções, é preciso ter cautela para não se arrepender depois

Em época de Black Friday o espírito do poder de compra domina as propagandas e os desejos das pessoas. É fato que uma boa promoção pode trazer aquele bem tão desejado ainda mais rápido, porém é preciso ter cuidado para não cair na cilada de comprar apenas por impulso. Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de quatro a cada dez brasileiros admitem fazer compras sem qualquer planejamento.

Para o psiquiatra Luan Diego Marques, o impulso é uma forma de compensação para suprir problemas de autoestima e inseguranças. “Acredito que a falta de visão de si mesmo e de amor próprio faz com que a pessoa desconte todas as suas frustrações e problemas em coisas externas, uns descontam na comida, outros na bebida e muitos nas compras”, ressalta o especialista. Segundo ele, é preciso estar atento aos sinais, pois a pessoa que sofre desse mal vive num vazio constante, já que o prazer da compra é muito efêmero e se vai muito rápido, às vezes horas depois do bem adquirido.

TheDigitalWay/Pixabay

Um alvo fácil para as campanhas e promoções de fim se ano são os mais jovens, como crianças e adolescentes. Conectados a todo tempo na web, onde tudo acontece com certo imediatismo, eles convivem a todo tempo com essa urgência de conseguir o querem o mais rápido possível e transmitem essa sensação aos pais na hora de comprar. “Nessa situação cabe aos pais avaliarem a necessidade de compra e não apenas satisfazer a vontade do filho. É válido ponderar quantos presentes a criança já ganhou, o real uso que ela fará dele e se precisa daquilo que está pedindo”, explica Luan.

Uma dica do psiquiatra é evitar o cartão de crédito e o motivo está estritamente ligado à ínsula cerebral (responsável por, entre outras funções, coordenar as emoções). “Quando saímos só com dinheiro na carteira e gastamos um grande volume, visualmente aquela movimentação nos impacta, já com o cartão cria-se a ilusão de que não houve um gasto já que não se viu quantitativamente o quanto se gastou, ali no ato de pagar o caixa”, finaliza.

Outra dica é contar até dez “pode parecer estranho, mas contar mentalmente aciona o aspecto racional e ajuda a controlar o impulso” revela. Outra boa medida é diferenciar a necessidade do desejo, por exemplo: se seu celular estraga, a compra de um novo é uma necessidade, porque você usa o telefone como meio de comunicação, mas se ele está em bom estado e você apenas quer um mais moderno, isso configura desejo.

O especialista relembra que os sentimentos, às vezes, reforçam as compras impulsivas. “A aquisição instantânea de algo, muitas vezes, é feita para suprir um sentimento, mas ela não preenche o vazio e não soluciona os possíveis problemas emocionais, por isso, nesse momento é melhor refletir sobre a necessidade de compra dos bens de consumo,” afirma Luan.

O desejo é uma sensação de imediatismo muito comum na sociedade moderna. “Vivemos a geração fast food, ou seja, tudo é pra agora, e esse imediatismo é que acaba trazendo frustração e infelicidade. Acredito que a compra de algo que gostamos é importante, mas é necessário avaliar se temos a condição financeira para isso. A aquisição instantânea ou simplesmente ter algo porque o outro tem, não preenche o vazio e não resolve problemas, pensar melhor sobre as atitudes que tomamos é sempre uma boa solução para todas as áreas da nossa vida” ressalta o médico.

Fonte: Luan Diego Marques é professor colaborador da Faculdade de Medicina/UNB; médico formado pela Escola Superior de Ciências da Saúde, residência médica em Psiquiatria pelo Hospital Universitário de Brasília – HUB/UnB. Especialização em Terapia Interpessoal pelo Serviço de Assistência e Pesquisa em Violência e Estresse Pós Traumático (Prove) ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Curso de Neurobiologia e Medicina do Sono pela University of Michigan.

Advogado indica que planejamento para compras na Black Friday deve começar agora

Quem planeja aproveitar as ofertas da Black Friday precisa de programação e planejamento para não cair em roubadas. O advogado especializado em direito do consumidor e direito digital, Ricardo Vieira de Souza, mestre, doutorando e professor da PUC-SP, ensina a planejar suas compras com segurança.

Para fazer antes da Black Friday

Pixabay

=Faça uma lista dos produtos que quer comprar. A lista diminui o risco de compras desnecessárias.
=Pesquise agora os preços desses produtos e tire um print das telas com os produtos que te interessam.


=Pesquise em sites de direito do consumidor, como Procon e Reclame Aqui, sobre as empresas que vendem os produtos que você deseja comprar. Leia os comentários de quem já comprou nessas lojas e a avaliação dos consumidores. Sites como o Google, por exemplo, deixam essas avaliações bem visíveis.
=Compre sempre que possível em sites nacionais e conhecidos; evite comprar fora do país e em sites desconhecidos.


=Crie alertas nos sites comparadores de preços como Bondfaro, Buscapé, Zoom, JáCotei, Vigia de Preço. Com isso, você receberá alertas por e-mail quando o produto que você está querendo comprar entrar numa promoção.

Quando for comprar

=Pesquise em ferramentas de comparação de preços, como as citadas acima, por exemplo, o melhor preço. Algumas dessas ferramentas apontam também a média de preço do produto nos últimos dias e por loja.
=Compare os preços dos produtos na data com os prints que você tirou anteriormente para se certificar que não é uma falsa promoção.
=Fique atento aos prazos de entrega.
=Compare as garantias oferecidas pelas lojas.


=Dê preferência ao pagamento digital, como os cartões de crédito digitais. Evite boletos, que são mais fáceis de serem manipulados por criminosos.
=Não permita que a loja salve os dados do seu cartão de crédito tradicional.
=Caso tenha recebido e-mails com ofertas, não clique em links suspeitos. Quando você passa o mouse em cima do link, é possível ver a URL. Se não for conhecida, não clique.
=Caso você esteja recebendo malas diretas e e-mails não solicitados, lembre-se que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD – entrou em vigor e você pode pedir para se descadastrar sob pena de eventuais punições para a empresa.

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=Se seu produto chegou e não atendeu às especificações da compra, você pode devolver e pedir seu dinheiro de volta.

Fonte: Ricardo Vieira de Souza é graduado, especialista mestre e doutorando pela PUC-SP, Advogado, Professor Universitário, coordenador adjunto do Curso de Direito Digital e Proteção de Dados Cogeae PUC-SP; membro do grupo de pesquisa Dignidade Humana e Estado Democrático de Direito CNPq/ PUC-SP.

Central Plaza implementa vendas via drive thru em apoio ao Dia das Mães

Os clientes deverão consultar o site oficial do shopping para identificar as lojas participantes da ação

Para garantir as necessidades do dia a dia e em especial o presente no Dia das Mães com segurança e comodidade aos clientes e lojistas, o Central Plaza Shopping inicia a operação de vendas via drive thru. Lojas de diversos departamentos participam da ação. Os clientes interessados pelo novo serviço poderão retirar os produtos adquiridos com os lojistas no piso mezanino, colunas M2 e M3.

O processo se dará da seguinte forma. O cliente deve consultar o site do shopping para identificar os lojistas participantes, e assim escolher o produto, combinar agenda para retirada e forma de pagamento. Na data e horário agendados, o lojista utilizando máscara protetora, seguindo as medidas preventivas de saúde, entregará o produto escolhido higienizado, sem que o cliente tenha necessidade de sair do veículo.

Caso o cliente tenha a necessidade de aguardar, o Grande Vizinho indicará vagas que estão sinalizadas como “Drive Thru”, visando um atendimento seguro e confortável para todos.

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Drive Thru Central Plaza Shopping – Piso Mezanino
Av. Dr. Francisco Mesquita, 1000 – Vila Prudente, na Praça de Alimentação
Shopping localizado ao lado da estação Tamanduateí, da Linha Verde do Metrô

Quarentena: o que comprar? Em qual quantidade?

Dicas da nutricionista Adriana Stavro para não vivermos de pizza e besteiras que entregam em casa nessa quarentena

Embora não estejamos como na Itália, e Argentina (proibidos de sair de casa) como resultado da pandemia do coronavírus (Covid-19) as circunstâncias nos obrigaram a considerar que a auto quarentena chegou. E à medida em que os casos se espalham pelo mundo e mais pessoas são expostas ao vírus, mais e mais indivíduos e famílias entram em quarentena imposta ou de forma voluntária. Normalmente, são duas semanas em que eles devem ficar em ambientes fechados (ou, no máximo, em seu próprio quintal ou espaço externo) sem contato ou exposição a ninguém fora de suas quatro paredes.

Há menos de um mês, aqui no Brasil isso parecia ser impensável. Mas hoje o termo quarentena se torna cada vez mais realidade. Portanto, se a quarentena bater na nossa porta, não é nada recomendável pedir pizza por 2 semanas no café da manhã, almoço e jantar.

Por isso, vamos nos organizar. Quais alimentos precisamos comprar para ficar em casa por duas semanas? Entenda que, depois de saber que você deve ficar de forma imposta em quarentena, será tarde demais para dar uma parada no supermercado mais próximo.

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Neste momento a mensagem principal é: planeje com antecedência, mas sem pânico.

cozinha armário mantimentos pixabay
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Vamos lá. Hora de abrir os armários e despensa. Faça um inventário do que você já tem em casa.

supermercado

Não corra para o super mercado e comece a colocar caixas e mais caixas de suco, leite, arroz, feijão arroz etc. no carrinho. Não precisa. Tem mais gente que precisa comprar. Lembre-se: solidariedade.

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Feito o inventário, aí sim vá até a loja e compre os produtos que estão faltando e que poderão ser consumidos por duas semanas. Mas lembre-se. Consuma o que você tem em casa primeiro. E a regra é, o primeiro a vencer o primeiro a ser consumido.

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Foto: Giraffas

Organize um cardápio com ingredientes que não sejam perecíveis como: arroz, feijão, feijão fradinho, macarrão, quinua, grão de bico, cuscus marroquino, tapioca, aprimorados com proteínas e vegetais.

iogurte

Você também pode incorporar facilmente produtos lácteos. Com exceção do leite fresco, os produtos lácteos como queijo e iogurte costumam ter uma data de validade maior que duas semanas.

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O maior problema são as frutas e legumes frescos, especialmente na segunda semana da quarentena (imposta). Maçãs, laranjas e peras duram mais tempo, assim como alguns legumes (cebola, batata, abóbora e cenoura). Por isso consuma os outros vegetais e frutas primeiro e deixe estes para a segunda semana. Outra opção são os congelados.

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Foto: Aimee Law

Frutas e legumes congelados são nutricionalmente semelhantes. Brócolis congelado, espinafre e vegetais misturados podem ser cozidos no vapor, salteados ou assados, como faria com os frescos.

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Para uma dose de antioxidantes que estimulam o sistema imunológico, adicione frutas congeladas a smoothies, cereais ou sobremesas. Planeje usar seus produtos frescos nos primeiros cinco dias e depois mude para congelados quando os suprimentos frescos estiverem acabados.

Estocar comida congelada é bom, mas e as famílias que não têm muito espaço no congelado/freezer? Para otimizar o espaço no freezer, remova os alimentos de suas embalagens originais e armazene por porções do tamanho das suas refeições em sacos com zíper. Não esqueça de rotular as sacolas, com nome dos alimentos e a data de validade.

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Manter refeições simples e sem estresse durante a quarentena é muito importante. Duas semanas presa em casa e a paciência pode se esgotar muito mais cedo do que se espera. Trabalhar enquanto tenta manter as crianças ocupadas, talvez não seja o momento para evocar a ideia de fazer um pão fresco com fermentação natural e preparar suflés elaborados, tão pouco experimentar novas receitas, sugere a nutricionista Adriana Stavro. É hora de comida simples, pouco estresse e colaboração de todos da casa.

Lembre-se, a quarentena não é o apocalipse, e a sociedade não experimentará um colapso completo e absoluto. Eletricidade, gás e celulares ainda funcionarão. Você não precisa acumular comida e combustível como um preparador do fim dos tempos. Apenas fique atento aos suprimentos básicos, faça um plano e faça suas compras com sensatez. E não coma uma caixa inteira de barras de cereais de uma só vez. Equilíbrio.

Fonte: Adriana Stavro é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Consumo em excesso pode ser compulsão e necessitar de tratamento

Amigo secreto, troca de presentes no Natal, roupa nova para o Réveillon… As festas de fim de ano são um convite às compras, ainda mais com um número incontável de promoções, muitas à distância de um clique. O estímulo ao consumo próprio dessa época do ano leva a uma reflexão sobre quando o ato de comprar ultrapassa o limite da satisfação de uma necessidade, ou mesmo de um desejo, e passa a uma compulsão que não pode ser controlada, causando prejuízos ao indivíduo.

O psiquiatra da clínica Holiste, de Salvador, Luiz Guimarães, aponta que a chamada compulsão por compras faz parte dos comportamentos dependentes, aos quais também estão associados o uso de drogas lícitas ou ilícitas, jogos, sexo compulsivo, prática de exercícios e até comida.

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“Muito se fala sobre as dependências químicas – álcool e drogas -, mas essas são apenas algumas das facetas dos comportamentos dependentes, que estão relacionados ao mecanismo de recompensa do cérebro. A pessoa pensa o tempo todo naquela experiência e fica presa naquele pensamento intrusivo. Além disso, ocorre a liberação de substâncias, como a dopamina, no cérebro, e tudo isso é associado na dependência. A pessoa não consegue não fazer. As dependências comportamentais são caracterizadas pela recorrência de impulsos, onde se realiza esse comportamento específico e mantém apesar das consequências negativas ou danosas”, explica Guimarães.

Na compulsão por compras, assim como em outros comportamentos compulsivos, não existe a satisfação de uma necessidade e nem de um desejo, mas sim um impulso para consumir sem qualquer objetivo específico ou necessidade. A ansiedade antes da compra, a compulsão e o arrependimento, logo em seguida, são características desse quadro. Sem ajuda, o problema pode causar, além de dívidas cada vez maiores, depressão e isolamento social.

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André Dória, psicólogo da Holiste

“A compra compulsiva pode gerar transtornos quando começa a representar um prejuízo financeiro ou emocional. Acontece uma espécie de inversão de papéis: a pessoa perde a autonomia em escolher e se torna refém do ato de comprar compulsivamente. Ou seja, deixa de ser agente de suas decisões diante do fascínio exercido pelos objetos que quer adquirir. Um vez adquirido, o objeto perde o brilho, a angústia retorna e o ciclo angústia-compra-frustração se repete indefinidamente”, aponta o psicólogo André Dória.

Comportamentos dependentes

O psicólogo Pablo Sauce destaca que, para avaliar o que causa o comportamento dependente, é preciso olhar para três fatores. A questão biológica ou genética (fator somático), a interferência sociocultural ou fator ambiental, e o psicológico, subjetivo, ou fator mental. É a interação desses três fatores que sustenta o comportamento.

“Não adianta irmos atrás do objeto da dependência pois podemos, a todo tempo, acrescentar algo nesta lista. Temos comportamentos dependentes relacionados às substâncias, ao ato de comer, às compras, ao jogo, e diversos outros. O que caracteriza a compulsão são elementos como o imediatismo, uma vontade que se impõe e a impossibilidade de não obter satisfação. Isso leva ao recuo do confronto com a insatisfação da realidade externa, fazendo a pessoa se entrincheirar na realidade psíquica, apoiada em um ou outro objeto de satisfação. Somos capazes de escolher a dor e até a morte em nome de uma satisfação, e a dependência nos mostra isso”, alerta o especialista.

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O tratamento das compulsões é individualizado, podendo ser indicada a psicoterapia e, nos casos mais graves, medicação. Como muitas vezes a pessoa não se percebe como compulsiva, o paciente chega ao tratamento por meio da família ou de pessoas próximas, por isso é importante ficar atento a comportamentos que possam indicar compulsão.

Fonte: Holiste

 

Como lidar com a avalanche de estímulos ao consumo desta época do ano?*

O consumo paira sobre o imaginário neste período do ano. Mais recentemente, se inicia com a adoção massiva do comércio brasileiro à campanha Black Friday, em novembro, seguindo os estímulos dos tradicionais presentes de Natal e, depois, as promoções e queimas de estoque em janeiro. São inúmeros eventos que conduzem às compras de itens, muitas vezes, não essenciais.

Nesse sentido, o consumo pode ocorrer como resposta a uma emoção negativa (tristeza, baixa estima, tédio) ou mesmo pela necessidade de mostrar status social por meio do poder de compra. Além do quesito emocional, é inegável o impacto das campanhas publicitárias, a ponto de transformar alguns produtos e serviços em necessidades imediatas. São as ideias por detrás do “valer a pena” ao mostrar o “preço reduzido” ou a sensação de “poucas unidades” disponíveis daquele produto/serviço.

Diferentes teorias tentam explicar o comportamento de consumo. Alguns economistas destacam o aumento dos gastos diante da percepção de redução do preço. Sem contar aquelas pessoas que tendem a valorizar mais as possíveis perdas (ou faltas) do que os ganhos que virão do produto ou serviço que estão prestes a adquirir.

Mas o que desencadeia a decisão de comprar?

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Pode ser qualquer estímulo (ambiente, mídia, fala de alguém) que nos faça pensar sobre alguma ideia, conceito, produto ou necessidade. Ou seja, os gatilhos despertam interesse em coisas que não estávamos necessitando ou pensando até o momento que fomos estimulados por eles.

Como lidar com esses gatilhos e evitar armadilhas?

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• Identificar o que te faz querer consumir é o primeiro passo. Pergunte-se sobre o que te levou a querer o produto/serviço naquele momento? Estava triste? O desconto pareceu atraente? O atendimento na loja foi cordial e te fez sentir-se à vontade?
• Seja consciente de sua real necessidade e do motivo que te faz pensar que o produto/serviço é importante naquele momento.
• Questione-se sobre a disponibilidade do produto ou serviço no futuro: ele poderá acabar ou parar de ser oferecido? Você deve comprar naquela hora?

Em síntese, tenha clareza dos objetos ao seu redor, de como eles te afetam, e das estratégias de venda no comércio físico e virtual. A consciência é uma das principais formas de garantir que as decisões de consumo sejam realizadas adequadamente e que efetivamente trarão benefícios.

Por outro lado, deixar-se levar pela sedução barata de algum momento ocasionará a aquisição de bens e serviços desnecessários, decorrentes de pura falta de consciência. É preciso estar atento a si mesmo e ao seu ambiente até mesmo no momento das compras.

*Por Jeferson G. Pires, professor mestre do curso de Psicologia da Anhanguera São José (SC), Psicólogo e Doutorando em Psicologia- UFSC.

Black Friday: dicas para controlar as compras impulsivas

Em época de Black Friday o espírito do poder de compra domina as propagandas e os desejos das pessoas. É fato que uma boa promoção pode trazer aquele bem tão desejado ainda mais rápido, porém é preciso ter cuidado para não cair na cilada de comprar apenas por impulso.

Segundo pesquisa recente realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de 85% dos consumidores admitem fazer compras sem qualquer planejamento. No estudo, 47% dos entrevistados revelaram que o maior motivo para a gastança desenfreada é a ansiedade, seguida de perto pela a insatisfação com a própria aparência, que atinge 44% do público da pesquisa.

Lia Clerot_Psicóloga
Lia Clerot

Para a psicóloga Lia Clerot, o impulso é uma forma de compensação para suprir problemas de autoestima e inseguranças. “Acredito que a falta de visão de si mesmo e de amor próprio faz com que a pessoa desconte todas as suas frustrações e problemas em coisas externas, uns descontam na comida, outros na bebida e muitos nas compras”, ressalta a especialista.

Segundo ela é preciso estar atento aos sinais, pois a pessoa que sofre desse mal vive num vazio constante, já que o prazer da compra é muito efêmero e se vai muito rápido, às vezes horas depois do bem adquirido.

Um alvo fácil para as campanhas e promoções de fim se ano são os mais jovens, como crianças e adolescentes. Conectados a todo tempo na web, onde tudo acontece com certo imediatismo, eles convivem a todo tempo com essa urgência de conseguir o querem o mais rápido possível e transmitem essa sensação aos pais na hora de comprar.

“Nessa situação cabe aos pais avaliarem a necessidade de compra e não apenas satisfazer a vontade do filho. É válido ponderar quantos presentes a criança já ganhou, o real uso que ela fará dele e se precisa daquilo que está pedindo”, explica Lia.

Compras Compulsivas - Banco de imagen (2)

Uma dica da psicóloga é evitar o cartão de crédito e o motivo está estritamente ligado a ínsula cerebral (responsável por, entre outras funções, coordenar as emoções). “Quando saímos só com dinheiro na carteira e gastamos um grande volume, visualmente aquela movimentação nos impacta, já com o cartão cria-se a ilusão de que não houve um gasto já que não se viu quantitativamente o quanto se gastou, ali no ato de pagar o caixa”, finaliza.

Outra dica é contar até dez “pode parecer estranho, mas contar mentalmente aciona o aspecto racional e ajuda a controlar o impulso” revela. Outra boa medida é diferenciar a necessidade do desejo, por exemplo: se seu celular estraga, a compra de um novo é uma necessidade, porque você usa o telefone como meio de comunicação, mas se ele está em bom estado e você apenas quer um mais moderno, isso configura desejo.

Especilista em inteligência emocional - Fabricio Nogueira
Fabrício Nogueira

Para o especialista em inteligência emocional, Fabrício Nogueira, relembra que os sentimentos, às vezes, reforçam as compras impulsivas. “A aquisição instantânea de algo, muitas vezes, é feita para suprir um sentimento, mas ela não preenche o vazio e não soluciona os possíveis problemas emocionais, por isso, nesse momento é melhor refletir sobre a necessidade de compra dos bens de consumo,” afirma o especialista.

Compras Compulsivas mulher computador pensando

O desejo é uma sensação de imediatismo muito comum na sociedade moderna. “Vivemos a geração fast-food, ou seja, tudo é pra agora, e esse imediatismo é que acaba trazendo frustração e infelicidade. Acredito que a compra de algo que gostamos é importante, mas é necessário avaliar se temos a condição financeira para isso. A aquisição instantânea ou simplesmente ter algo porque o outro tem, não preenche o vazio e não resolve problemas, pensar melhor sobre as atitudes que tomamos é sempre uma boa solução para todas as áreas da nossa vida” ressalta Nogueira.

Fonte: Lia Clerot é formada em psicologia pela Universidade Católica de Brasília, com especialização em Terapia Familiar Sistêmica. Além da sua formação, buscou novos cursos para aprimoramento da profissão, sendo eles em Psicodrama, de coaching ontológico com um dos precursores da prática no Brasil, Homero Reis, além de um curso de formação do ICI- Integrated Coaching Institute, um dos mais reconhecidos do Brasil.