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Home office: como as luzes dos aparelhos eletrônicos danificam a pele

Dermaticista explica sobre os danos causados pela luz visível e infravermelho e quais alternativas para manter a pele saudável

Com muitos escritórios fechados devido a pandemia, o contato com as telas de celulares, computadores e tablets aumentou durante o home office. A luz emitida pelos aparelhos certamente prejudica a visão, mas o que poucas pessoas sabem é que ela também danifica a saúde da pele.

“Ela é capaz de gerar radicais livres na pele dando início ao envelhecimento precoce, pode desencadear hipercromias (manchas de pele) e deixar a pele mais sensível. Tudo isso devido a constante proximidade com a luz visível. Em específico uma das mais nociva é a luz “azul” devido seu comprimento de onda e o infravermelho que gera calor e também é emitido pelos aparelhos”, explica a dermaticista Patrícia Elias. Estudos comprovam que a luz visível em abundância pode ocasionar o crescimento de enzimas que destroem o colágeno e a elastina, provocando a inflamação do tecido.

Há alguns anos, os fotoprotetores eram utilizados apenas para proteger a pele dos efeitos prejudiciais causados pelo sol. “Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, parte dos protetores solares entrou para o time de dermocosméticos, que são completos fotoprotetores, e alguns até protegem a pele das ondas eletromagnéticas emitidas pelos aparelhos eletrônicos”, esclarece a especialista.

Proteção

Shutterstock

Atualmente existem fotoprotetores desenvolvidos com antioxidantes, vitaminas e substâncias específicas para proteção contra luz visível e infravermelho ou até mesmo pigmentos de alta cobertura para promoverem essa proteção. “A ideia de usar protetor solar dentro de casa ou durante a noite pode parecer estranha, mas é um dos efeitos que o novo normal exige para manter em dia a saúde e o bem-estar da pele”, afirma Patrícia.

Para manter o cuidado com a pele entre uma reunião virtual e outra, Patrícia aconselha a começar o dia limpando o rosto e aplicando os produtos matinais de skincare normalmente e, ao longo do dia, aplicar o protetor solar para garantir que a pele fique protegida enquanto realiza suas atividades. “Para manter o clico de precaução é fundamental beber bastante água e manter um olhar atento para a alimentação que acaba sofrendo com o home office”, finaliza.

Para manter o cuidado com a pele entre uma reunião virtual e outra, Patrícia aconselha a começar o dia limpando o rosto e aplicando os produtos matinais de skincare normalmente e, ao longo do dia, reaplicar o protetor solar para garantir que a pele fique protegida enquanto realiza suas atividades. “Para manter o ciclo de precaução, também é fundamental beber bastante água e manter um olhar atento para a alimentação que acaba sofrendo com o home office”, complementa.

Dicas

Hoje em dia com a tecnologia avançada, alguns smartphones e computadores já oferecem proteção contra luz. Caso não tenha esses aparelhos, também existe a opção de usar uma película de proteção contra luz no computador ou celular.

“Usar um bom fotoprotetor no dia a dia faz toda a diferença para ter uma pele saudável. Mas eles também são ótimos coadjuvantes para quem está fazendo tratamento de hipercromias (Manchas de pele), pois eles potencializam o tratamento. Neste caso, a recomendação é a utilização, também, do protetor solar de uso oral, por conter substâncias com alto poder antioxidante que protegem as células das radiações UV, para aumentar ainda mais a proteção da pele, já que durante o tratamento a pele fica muito mais sensível e precisa de uma proteção extra que age de dentro para fora”, finaliza a profissional.

Fonte: Patrícia Elias é dermaticista e cosmetóloga. Pós-graduada em Dermaticista pela Faculdade IBECO, bacharel em Estética e Cosmetologia na Universidade Anhembi Morumbi. Comanda a Clínica Patrícia Elias. Especialista em Tratamento de Hipercromias, Flacidez Cutânea, Saúde da Pele entre outros, com dezenas de cursos de especialização.

O home office pode estar danificando sua visão

Especialista do Hospital Cema alerta para possíveis distúrbios oculares que podem ocorrer em virtude do uso excessivo de telas e mostra como evitar que os olhos sofram tanto nesse período

Embora o uso de aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones, tenha se disseminado amplamente nos últimos anos, nunca se usou tanto as telas quanto agora. Com a pandemia, e a necessidade de isolamento social, todas as esferas da vida passaram a ser feitas em um mesmo ambiente: em casa; e as demandas de escola, do trabalho e outros eventos precisaram se deslocar para o mundo virtual. Haja visão para tanta tela!

Não à toa a procura em hospitais especializados têm aumentado muito, nesse período. “Especialmente as crianças em idade escolar e profissionais que fazem home office têm buscado os consultórios oftalmológicos com bastante frequência”, explica o oftalmologista do Hospital Cema, Gustavo de Léo Soares.

Entre os principais distúrbios causados pelo uso excessivo de telas estão a Síndrome do Olho Seco e a Miopia. A Síndrome do Olho Seco ocorre quando há uma falta de lubrificação nos olhos, o que pode levar a sintomas, como ressecamento, visão embaçada e vermelhidão. O uso de telas em excesso pode desencadear a doença, pois as pessoas tendem a piscar menos, o que impede a correta lubrificação ocular.

Já no caso da miopia, que é um distúrbio que ocorre quando há dificuldade para enxergar objetos que estão longe, o que acontece é que ficar muito tempo em frente aos aparelhos eletrônicos pode forçar a musculatura responsável por focalizar imagens que estão perto, o que pode levar à fadiga, em longo prazo, dificultando a visão à distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 2020 e 2050 os casos de miopia cresçam 89% no Brasil e 49% no mundo. No entanto, essa relação entre a doença e o aumento no uso de telas ainda não é comprovada.

De todo modo, o especialista do Hospital Cema dá algumas orientações para evitar fadiga visual e possíveis complicações oculares. “É importante que as pessoas se lembrem de fazer pausas durante o uso de telas no trabalho. Utilizar colírios específicos, nos casos de Síndrome do Olho Seco, também é algo que pode ajudar muito”, detalha.

Além disso, é essencial deixar a área de trabalho ou estudo em local arejado e iluminado e utilizar essas pausas para exercitar a visão à distância, olhando o horizonte, por exemplo. Além disso, caso ocorram sintomas persistentes, como irritação ocular ou dores é importante procurar um oftalmologista para avaliar melhor o caso.

Fonte: Hospital Cema

Aplicativo Badoo revela tendências em relacionamentos para este ano

Conversas mais profundas e encontros mais longos são alguns dos comportamentos para ficar de olho no próximo ano

O ano de 2020 impactou diversas áreas da nossa vida, incluindo até a forma como nos relacionamos. Com as restrições da Covid-19 e medidas de distanciamento social, os encontros presenciais diminuíram enquanto os virtuais atingiam patamares nunca antes alcançados.

No entanto, o período de isolamento não impediu que as pessoas procurassem por uma nova conexão. O aplicativo de relacionamento Badoo viu mais de dois bilhões de conexões acontecerem e quase 3 bilhões de primeiros chats no aplicativo em todo o mundo em 2020*, provando que é possível conhecer novas pessoas e até iniciar um novo relacionamento no meio de uma pandemia global.

Para auxiliar quem deseja se aventurar e encontrar novas conexões no ano que vem, a analista de dados globais do Badoo, Priti Joshi, compartilhou as tendências de relacionamentos do aplicativo para 2021. Confira:

=Webdate: com certeza, 2020 foi o ano da chamada de vídeo, a ferramenta que promoveu conexões mais íntimas e seguras do conforto de casa continuará forte neste ano.

=Sexting: considerado um tabu antes, a relação entre sexo e tecnologia se intensificou no ano passado e, com isso, gerou mudanças na ordem e quantidade de interações sexuais antes de um encontro na vida real.

=DMs mais profundas: com restrições mudando diariamente acompanhadas de incertezas sobre o futuro, muitas pessoas se viram diante uma nova oportunidade quando o assunto é se relacionar. Se antes era necessária apenas uma conversa breve por mensagem para marcar um encontro e, então, duas pessoas se conhecerem melhor, agora os solteiros estão aproveitando o tempo para terem conversas mais profundas com suas conexões mesmo sem a previsão de um encontro ao vivo.

Ilustração: Studiostoks

=Desacelerar a paquera: a ausência de encontro na vida real colocou uma ênfase no momento pré-encontro. Com isso, a fase da paquera e da conquista online se tornou ainda mais importante e duradoura.

Dan Rentea/iStock/Getty Images Plus

=Dates mais longos: houve uma mudança nos hábitos de encontros em relação à duração e planejamento dos mesmos. A tendência é que agora os encontros sejam marcados com bastante antecedência, seguindo as novas medidas de segurança e com mais tempo para planejar atividades que não coloquem em risco o casal.

=Foco em mim: a maioria das pessoas tem usado mais tempo para refletir sobre si mesmo focando nas próprias necessidades e desejos mais profundos. A partir disso, surge um novo tipo de solteiro, alguém mais autoconsciente, com uma nova visão e mais aberto a conhecer novas pessoas. Afinal, saber o que você está procurando e quem você é são fatores importantes para criar uma conexão sincera com alguém.

“O ano passado foi completamente imprevisível no mundo dos relacionamentos. As pessoas tiveram que inventar novas formas para se relacionar e também criar novas oportunidades para isso acontecer. E mesmo com todos os desafios, fomos inspirados pela maneira como nossos usuários continuaram a se conectar uns com os outros em 2020”, comenta Martha Agricola, Diretora de Marketing do Badoo no Brasil.

Com o objetivo de celebrar as conexões dos usuários do Badoo e apoiar essa análise sobre tendência de comportamento nos relacionamentos, a empresa desenvolveu o “LoveMap”, uma plataforma que destaca todas as interações entre os usuários globais do app todos os dias. O site revela as respostas de acordo com a localização desejada, desde quais as frases de perfil mais populares no Badoo em determinada região, quais os interesses preferidos e até qual o gif mais usado no dia. Para acessar os dados em tempo real no LoveMap do Badoo, clique aqui.

*Dados Globais do Badoo de 1 de janeiro a 6 de novembro de 2020.

Home office: proteja sua pele da luz visível

Luz emitida por dispositivos móveis pode causar manchas, rugas e até câncer

Em tempos de isolamento social, muitos colaboradores estão fazendo home office e alguns cuidados estão sendo deixados de lado. Certas rotinas de beleza não podem ser negligenciadas, mesmo trabalhando de casa: é o caso, por exemplo, do uso de protetor solar.

Mesmo que a pessoa esteja protegida do sol, a luz visível e a luz azul são altamente prejudiciais. A dermatologista e tricologista Angélica Pimenta, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ressalta que a exposição diária e excessiva a telas de computador, smartphones e TV pode trazer malefícios para a pele.

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Pexels

“Essas luzes podem contribuir para o envelhecimento precoce da pele e o aparecimento de manchas por causa da radiação emitida. Por isso é importante usar protetor solar todos os dias, para proteger a pele da luz visível”, diz.

A luz azul é proveniente dos dispositivos móveis, sendo considerada a porção mais energética da luz visível e pode estar relacionada a diversas doenças como melasma, envelhecimento e câncer de pele.

“Nos atendimentos online, via telemedicina, que tenho feito com pacientes com melasma, mais de 50% deles relataram aumento significativo das lesões e manchas da doença. Isso é muito comum de acontecer já que os pacientes estão ficando mais tempo na frente de dispositivos móveis”, orienta a especialista.

Angélica explica que esses pacientes devem redobrar os cuidados durante a quarentena e a orientação é que as ligações ou videochamadas sejam feitas com fones de ouvido e a intensidade da luz do celular deve ser diminuída.

“Com os pacientes com melasma muito intenso ou reativo, intensificamos o uso do fotoprotetor oral. Existem vários tipos do produto que ajudam a clarear as manchas, a controlar um pouco mais a pigmentação e com efeito antioxidante. A indicação do fotoprotetor depende do tipo do melasma, por isso a importância de consultar o dermatologista antes de se automedicar”, orienta a médica.

Esse tipo de luz azul pode promover, em médio e longo prazos, danos suficientes para gerar células com alterações de degeneração no DNA, podendo mais tarde surgir a possibilidade de câncer na pele.

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“O filtro solar precisa ser físico, ou seja, aqueles compostos por minerais que fazem com que a radiação bata na pele e reflita. Hoje em dia, temos no mercado produtos com cor, que além de uniformizar o tom da pele melhoram a aparência e criam mais uma barreira de proteção contra a radiação”, finaliza a médica.

Meu filho não sai do celular, o que fazer? Especialista responde

Em 2018, o canal da Galinha Pintadinha ultrapassou em visualizações até mesmo grandes nomes da música mundial como Rihanna e Justin Bieber, ficando no ranking entre os mais populares do YouTube, e isto não foi à toa.

Uma pesquisa divulgada em setembro de 2018 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 85% das crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos são usuárias de internet, o equivalente a 24,7 milhões que estão nesta faixa etária em todo o País. Se em 2012, 21% das crianças acessaram a rede por meio do celular, em 2018 são 93%. O aumento impressionante do acesso tem preocupado cada vez mais os pais e profissionais que lidam com os pequenos e coloca em questão o possível vício infantil em celulares. O que fazer?

criancas celulares

A neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner é uma das especialistas que tem estudado esta guinada no comportamento infantojuvenil: “Precisamos considerar que a tecnologia já está incorporada à vida. O celular hoje é mais que uma ferramenta, tornou-se uma dimensão humana muito frequentada. O smartphone hoje é mais que televisão, é biblioteca, jornal, cinema, playlist, dicionário. Estamos reféns dele. No entanto, embora seja inevitável a presença e o uso do celular no cotidiano, é necessário explicar e fazer a criança entender que a tecnologia é um meio para um fim, e não o contrário”.

Transações bancárias, notícias, imagens, e até consultas médicas. Tudo está ali na palma da mão. Basta um toque. Não temos mais como desconectar. Mas até onde isto é saudável para a criança e o adolescente? Roselene responde: “Todos nós devemos aprender a usar a tecnologia com parcimônia. Isto é, encarar como uma ferramenta de resolução de problemas de ordem prática, rápida e superficial. Esta ferramenta tecnológica pode ser usada inclusive com fins recreativos, porém, nós não devemos usá-la abusivamente, para não virarmos dependentes. A dependência é uma ‘doença comportamental’ em todos os seus aspectos, logo retirando o comportamento, retiramos também a doença. Mas a facilidade de se adquirir o hábito e transforma-lo em vício não condiz com a dificuldade de sair desta armadilha”.

Roselene traz algumas dicas para retirar as crianças do celular e evitar o vício dos pequenos. Confira:

Ensinar a criança a lidar com o tédio

idoso e criança

É necessário, em primeiro lugar, ensinar a criança a lidar com o tédio, para que comece a entender e trabalhar algo que acontecerá na vida, que é a frustração. Aprender a lidar com frustrações é pedagógico e terapêutico. Nosso cérebro se desenvolve de trás para frente. Portanto, não tenha medo de conversar e explicar as formas de lidar com a rotina e disciplina dentro dos sistemas familiares.

A área de Wernicke responsável pela compreensão, interpretação da fala, fica pronta antes da área de Broca, responsável pela emissão da fala. As crianças mesmo não falando tudo corretamente, compreendem o que lhes é explicado (de forma simples). Explique, converse e estabeleça limites.

Dar limites é dar amor

menino criança

Crianças precisam compreender o funcionamento do mundo. Cabe aos adultos, pais, cuidadores, explicar. Observar a natureza de seu filho, as inclinações naturais, os gostos, as habilidades, a estrutura do corpo para perceber onde ele “caberia melhor”. No âmbito de uma atividade física, isso significa dizer que o corpo já vem “talhado” com características que facilitariam uma atividade. Identificar no seu filho para quais atividades ele tem predisposição, gosto ou aptidão pode ajudar muito a produzir uma rotina na qual ele possa se adequar. E ter prazer nessa atividade.

Ensinar que um bom dia começa com a organização do seu espaço, o quarto em que dorme, produzir uma convivência de união familiar, onde todos os sistemas (conjugal, parental etc.) devem ser vistos como uma “equipe”. E nela, cada um pode colaborar com uma tarefa, como colocar a mesa, retirar as louças, levar o lixo. Tudo isto tem a ver com limites e educação.

Dê atividades para o seu filho

menina com gato e cachorro

Crianças gostam de ar livre. Leve seu filho para praticar atividades como pedalar, passear, caminhar. Vá à praia, à piscina. Ter lazer, atividades intelectuais, responsabilidades e até mesmo bom sono.

Crianças gostam de estar com outras crianças, em acampamentos, noite do pijama, sessão de cinema, piquenique.

Crianças amam animais. Visitar o zoológico, dar de presente um animal de estimação que ele possa “cuidar”, dentro de suas possibilidades iniciais. Conforme vai crescendo, vai se apropriando e tomando mais responsabilidades sobre este “ser vivo” que exige cuidados e carinho.

Todas essas atividades irão retirando o “tempo de uso” do smartphone. Claro que a retirada total é quase que impossível, pois há uma “necessidade ” do uso da tecnologia, inclusive por ser uma forma rápida, prática de “estudar”, fazer trabalho de aula e afins.

Qual a melhor forma de prevenção do vício em celular?

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Foto: Ben Kerckx / Pixabay

A Dependência Digital é de difícil tratamento, mas a melhor prevenção é a psicoeducação, no sentido de desenvolver uma rotina saudável desde crianças, pois os “nativos digitais”, nascidos na era “virtual” são mais propensos a tornarem-se “adictos virtuais”.

Então ainda que as crianças não sejam capazes de emitir e falar todas as palavras de forma correta, estão aptas a compreender quase tudo. Por isso, é preciso acompanhá-las em todas as fases de desenvolvimento. Ensinando, preparando, guiando e amando.

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Fonte: Roselene Espírito Santo Wagner é psicóloga clínica, psicanalista, neuropsicóloga, psicóloga bariátrica, terapeuta de casal e família com especialização em Psicologia na Dimensão do Envelhecimento.

Smartphones e computadores aceleram envelhecimento da visão

Uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode antecipar a chegada de doenças como miopia, vista cansada e olhos secos, afirma oftalmologista Mário Filippo

Problemas oculares relacionados à predisposição genética podem se manifestar em diferentes períodos da vida, independentemente da faixa etária do indivíduo. No entanto, ao se aproximar dos 40, é comum que algumas complicações surjam, devido ao envelhecimento natural da visão – enfraquecimento dos músculos dos olhos e perda de elasticidade.

De acordo com o oftalmologista Mário Filippo, da COI, entre os fatores que potencializam esses prejuízos e podem até mesmo antecipá-los estão: uso excessivo de aparelhos eletrônicos, dietas inadequadas e ausência de proteção contra o sol.

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Com o passar dos anos, a musculatura da visão perde sua tonicidade e a contração da lente natural dos olhos, o cristalino, começa a ser prejudicada. “Isso causa o que é popularmente conhecido como ‘síndrome do braço-curto’, ou seja, quando as pessoas têm de afastar os objetos para conseguir enxergá-los ou ler alguma coisa”, explica Filippo. Denominado presbiopia, esse fenômeno tem início, de maneira geral, a partir dos 40 anos de idade.

O uso constante de celulares e computadores, no entanto, pode antecipar a chegada desse tipo de problema. “Ao manter o foco em telas de aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, os músculos oculares ficam muito tempo contraídos, e a recorrência desse hábito pode predispor à miopia em crianças e adolescentes”, diz o especialista.

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Não à toa, um estudo publicado pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO) aponta que aproximadamente cinco bilhões de pessoas terão algum tipo de problema na visão até 2050 – o que equivalerá a metade da população mundial.

Além disso, ficar muito tempo vidrado nas telas faz com que se pisque menos e reduz a lubrificação, causando secura – ainda mais para quem trabalha com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. A recomendação de Filippo é que, de hora em hora, o indivíduo desfoque dos gadgets e olhe em direção ao horizonte para relaxar a musculatura e crie o costume de hidratar mais os olhos, por meio do uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais.

Outros maus hábitos

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Má alimentação, diabetes, tabagismo e exposição ao sol sem proteção também podem causar o surgimento ou agravar quadros de doenças relacionadas à visão, sobretudo para quem já atingiu a marca dos 50 anos, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que causa a perda progressiva da visão central e pode levar à cegueira.

Para se prevenir, é recomendável buscar uma dieta balanceada, evitar o tabagismo, utilizar óculos de sol e, uma vez que pertença à faixa etária de risco, ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano: “O quanto antes um problema de saúde é identificado, melhor será o prognóstico”, lembra Filippo.

Fonte: COI

Adolescentes e computadores: aí meu Deus!

Nada mais comum atualmente do que encontrar adolescentes grudados no celular, tablet e computadores. Às vezes dá impressão que já nasceram grudados aos aparelhos eletrônicos. Com o exagero, o que poderia ser de grande ajuda para o estudo e a comunicação, acaba se tornando problema.

Para a professora adjunta Maria Sylvia de Souza Vitalle, presidente do Departamento Científico da Adolescência da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo) e chefe do Setor de Medicina do Adolescente do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a questão do uso incontrolável dos computadores por parte dos adolescentes é meio uma consequência da ‘terceirização’ dos filhos.

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“Muitos pais precisam se ausentar por períodos longos por exigências de trabalho, por exemplo, e não conseguem supervisionar adequadamente as atividades das crianças”. Ela ressalta que os adolescentes precisam de supervisão sempre. Para que não se tornem totalmente dependentes das máquinas, é essencial dar o exemplo.

“Existem regras básicas de convívio e participação em todas as atividades familiares, como limitar o uso de todos os aparelhos eletrônicos, selecionar o que os adolescentes podem acessar, ensinar a ver as máquinas com olhar crítico e manter-se alerta para o que o filho vê na internet. Além de lembrar frequentemente que TV e computador não são babás”.

Maria Sylvia aconselha os pais a não confundir privacidade, com liberalidade total, pois isso acarreta exposição a riscos.

“Além de colocar limites ao uso, é necessário explorar as ferramentas possíveis de bloqueio de conteúdos e informar dos riscos do mundo digital, como o cyberbullying”, destaca.

Estudos apontam que 33% dos adolescentes mudam o comportamento quando sabem que os pais estão supervisionando; 48% deles escondem algumas atividades dos pais; 20% apagam mensagens; 23% apagam o histórico do navegador; e 16% minimizam o navegador quando adultos estão por perto.

TECLADO COMPUTADOR

Quanto ao tempo que eles podem passar nos aparelhos, Maria Sylvia adverte que a utilização dos dispositivos eletrônicos “não pode nunca comprometer as atividades cotidianas; e o tempo precisa ser delimitado de acordo com as idades e o desenvolvimento das crianças e adolescentes”.

Claro que a conexão com a internet tem pontos positivos também, diversos. “São ótimos aliados para a educação e aquisição de conhecimento. As mídias sociais têm imenso potencial de motivação. Sabendo usar, incrementam as habilidades cognitivas, sendo capazes de desenvolver a leitura, o vocabulário e a criatividade. Podem auxiliar na resolução de problemas e atuar na melhora do desempenho de matemática. Portanto, podem enriquecer e em muito o conteúdo acadêmico, trazendo benefícios em distintas áreas, como história, artes, ciência, literatura, música, somente para citar algumas. Há a facilidade do acesso, trazendo o mundo à palma da mão; isso pode aumentar o capital cultural das pessoas. E é o capital cultural que também auxiliará na formação de cidadãos melhores”, conclui.

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Fonte: SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo)

Mundo virtual: é preciso proteger crianças e adolescentes

Em um mundo no qual a inclusão digital se dá cada vez mais cedo e para um número cada vez maior de crianças, os pais e responsáveis precisam estar sempre atentos aos passos dos menores no ambiente virtual. Para a consultora de Direito Digital do Sistema Positivo de Ensino, Patrícia Peck, a internet é uma rua gigantesca de mais de 5 bilhões de pessoas que traz excessos e perigos.

“A negligência, neste caso, quase sempre gera danos – alguns deles irreversíveis. É preciso um controle rigoroso para impedir que nossos filhos acabem se tornando ‘menores abandonados digitais’, sujeitos à própria sorte”, afirma a especialista. A consultora dá algumas dicas que podem ajudar nessa era digital:

1. Estabeleça regras claras (o que pode ou não fazer).

2. Vigilância dos pais é um dever – realize inspeção e monitoramento.

crianças computador

3. Crie perfis de acordo com a idade dos filhos, separando principalmente criança (até 12 anos) de adolescente (maior de 13 anos) em serviços como Netflix e em grupos de WhatsApp.

4. Habilite o controle de segurança no YouTube – via browser – e dê preferência por utilizar o YouTube Kids, se for criança.

5. Defina um horário limite para o uso da internet, para fechar a “porta da casa digital” na hora de dormir.

Female hand holding a mobile phone

6. Monitore a privacidade da família, digitando os nomes dos filhos em buscadores – e veja o que aparece.

7. Ensine os filhos a proteger as informações da família (não exponha rotina, trajetos, horários, informações de viagens, quanto os pais ganham, onde trabalham).

8. Instale ferramentas protetivas antes de dar o dispositivo à criança (antivírus e software de controle dos pais).

9. Sempre leia os termos de uso, verificando a idade mínima dos serviços.

garota adolescente menina celular

10. Acompanhe quem são os amigos digitais de seu filho (jogos em rede, grupos de WhatsApp e outras redes sociais).

Fonte: Editora Positivo