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Temperaturas baixas aumentam risco de conjuntivite

Permanecer em ambientes pouco ventilados propicia contaminação; doença pode ser viral, bacteriana ou alérgica

Temperaturas mais baixas demandam cuidados extras com a saúde, especialmente porque para se proteger do frio as pessoas permanecem por mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar, o que facilita a contaminação por diversas enfermidades. Uma dessas doenças é a conjuntivite, inflamação da membrana que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras e causa bastante incômodo.

Mas para saber qual é o tratamento correto, primeiro é preciso identificar qual é o tipo de conjuntivite que está acometendo o paciente: viral, bacteriana ou alérgica. A primeira é a mais comum e a menos grave. Os sintomas são vermelhidão e irritação ocular, secreção e sensibilidade à luz. O tratamento costuma ser parecido com o de uma gripe, quando são receitados medicamentos para que os sintomas não incomodem tanto.

“Raramente, ocorrem algumas complicações que podem comprometer a qualidade visual. Por isso, na vigência de um olho vermelho com ausência de melhora, é importantíssimo consultar um oftalmologista”, afirma Michel Rubin, médico especialista do Hospital IPO.

Já a conjuntivite bacteriana, embora mais rara, é bem mais grave. Os sintomas são os mesmos da viral, mas agravados. Há mais secreção e irritabilidade, além da dificuldade de olhar para qualquer ponto luminoso. Nesse caso, o tratamento deve ser feito com um antibiótico indicado pelo médico.

Por último, a conjuntivite alérgica tem como principal sintoma a coceira, mas também apresenta vermelhidão ocular, irritabilidade e lacrimejamento. O tratamento depende do grau constatado, mas normalmente é possível resolver o problema com um antialérgico. Caso o paciente esteja com sintomas muito acentuados, corticoides e até imunossupressores podem ser indicados.

Como os sintomas dos três tipos de conjuntivite são muito parecidos, é de extrema importância que o paciente agende uma consulta com um oftalmologista para identificar qual é o seu quadro e seguir o melhor tratamento. Segundo Rubin, pode haver complicações se o tratamento não for realizado corretamente.

Conjuntivite – Fonte: WebMd

“Muitas vezes, a conjuntivite é menosprezada, mas é preciso reforçar que qualquer uma delas pode levar a complicações e afetar a visão”, acrescenta o oftalmologista do Hospital IPO.

Para evitar a transmissão, recomenda-se: evitar locais fechados e aglomerações; lavar as mãos com frequência; e não compartilhar toalhas e roupas de cama.

Fonte: Hospital IPO

Ácaros, poeira e mofo podem causar alergias oculares; saiba como evitar

Oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho ensina como evitar o problema

Eles podem até não ser vistos a “olho nu”, mas estão longe de passar despercebidos pelos olhos. Ácaros, poeiras, pólen, mofo, pelos de animais, produtos de limpeza (os chamados alérgenos), podem levar o sistema imunológico a uma reação exagerada, causando a alergia ocular.

“O problema é mais comum em indivíduos que já possuam algum tipo de alergia, como sinusite, rinite ou asma, mas estima-se que 15% da população mundial sofra este tipo de reação, que pode afetar pálpebras e córnea”, explica a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, Professora Titular de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas e Chefe do Departamento de Oftalmologia da FCM/Unicamp.

Healthline

A oftalmologista explica que os olhos costumam ser alvo fácil para as alergias porque, ao abri-los, a conjuntiva – a parte branca dos olhos– fica totalmente exposta, podendo, em contato com certos alérgenos, desencadear algum processo alérgico. Com sintomas semelhantes aos diferentes tipos de conjuntivite, como vermelhidão, desconforto ocular, irritação, coceira, lacrimejamento, inchaço e fotofobia (sensibilidade à luz), o que difere o problema é o tempo de duração dos sintomas, que em casos de conjuntivite infecciosa, por exemplo, podem persistir por uma a duas semanas, e na forma alérgica, com administração do anti-histamínico, tendem a aliviar já no segundo dia.

Para evitar o problema, a prevenção é o melhor remédio. “O primeiro passo é identificar e eliminar os alérgenos do ambiente. Isso fará com que os sintomas apresentem uma boa melhora. Também é importante realizar o tratamento com o oftalmologista em conjunto com o alergologista”, comenta Keila.

Mudanças simples em casa também podem contribuir em muito para reduzir a incidência da alergia. Entre as medidas que podem ser tomadas, pode-se manter o ambiente limpo, arejado e com exposição solar, para evitar o acúmulo de ácaros; diminuir a quantidade de travesseiros, roupas de cama, cortinas, bichos de pelúcia e objetos que acumulem poeira; e realizar a higienização do ar-condicionado semanalmente.

Mas, caso ocorra uma crise de alergia ocular, a médica explica que é fundamental evitar esfregar ou coçar os olhos, pois, além de estimular as alergias, isso pode facilitar o surgimento ou desenvolvimento de ceratocone. “Deve-se ainda evitar o uso de soro fisiológico para lavar o local, pois o sal do soro irrita ainda mais os olhos. O ideal é aplicar compressas frias sobre os olhos fechados”, orienta a oftalmologista.

Segundo a especialista, colírios específicos podem ser indicados pelo oftalmologista a fim de amenizar os sintomas. Também pode ser prescrita a imunoterapia (vacina para alergia). “O método consiste em injetar gradualmente um número crescente de alérgenos no indivíduo para estimular a imunidade do paciente às substâncias que causam a alergia”, explica ela.

“É importante ressaltar que, se não tratada corretaente, a alergia ocular pode evoluir, trazendo complicações à visão, como o surgimento de vasos anormais na periferia da córnea e úlceras. Por isso, caso os sintomas surjam, deve-se consultar um oftalmologista”, acrescenta a médica.

Fonte: Keila Monteiro de Carvalho é Professora Titular de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas e Chefe do Departamento de Oftalmologia da FCM/Unicamp

Cuidado: confira 12 doenças que não podem ficar sem tratamento médico

Especialistas do Hospital Cema listam as enfermidades de olhos, ouvidos, nariz e garganta que podem causar sequelas graves se não receberem os cuidados médicos necessários durante a pandemia

Existem inúmeras doenças que precisam de um acompanhamento médico rigoroso, sob pena de provocar danos graves e sequelas irreversíveis com a interrupção do tratamento. Por esse motivo, o Hospital Cema e suas unidades são considerados serviços essenciais e continuarão com atendimento normalmente, mesmo na fase vermelha no estado de São Paulo.

Em oftalmologia, por exemplo, algumas enfermidades podem levando à perda da visão; já em otorrinolaringologia há aquelas que causam surdez e problemas neuromotores.

Há questões médicas que não podem ficar para depois. “Infecções agudas ou crônicas precisam ser tratadas e acompanhadas adequadamente, assim como casos de paralisia facial periférica aguda ou surdez súbita, que podem provocar sequelas sensório-motoras permanentes”, explica o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Andy Vicente.

“No que diz respeito à saúde dos olhos, os problemas que podem gerar sequelas graves, caso não exista um tratamento adequado, é o glaucoma, que atrofia o nervo óptico; a retinopatia diabética e hipertensiva, que causa hemorragia na retina, e também o estrabismo, em crianças menores de 4 anos”, detalha o oftalmologista Pedro José Monteiro Cardoso.

Os especialistas listam abaixo quais doenças necessitam de um acompanhamento presencial qualificado:

Imagem mostra olhos saudáveis, com glaucoma e catarata – Ilustração/Shutterstock
  • Glaucoma – sem controle médico, o aumento da pressão intraocular danifica o nervo óptico. O paciente não percebe, pois, a perda é, inicialmente, periférica. Com o tempo os danos podem ser irreversíveis;
  • Doenças maculares – a falta de acompanhamento leva a uma perda progressiva da visão central;
  • Miopia – em adolescentes e pessoas com mais de 6 graus pode haver progressão da doença. Além disso, acima dos 6 graus é mais comum a ocorrência de descolamento da retina;
Imagem mostra olho normal e olho com a retinopatia diabética – Ilustração: Researchgate
  • Retinopatia diabética e hipertensiva – essas doenças podem levar a hemorragia e extravasamento do líquido da retina, levando a perda da visão.
  • Catarata – sem acompanhamento cirúrgico, a doença evolui para perda da visão. Embora a diminuição da visão seja reversível, a cirurgia, quando adiada por muito tempo, fica mais complicada, já que o cristalino – afetado pela doença – torna-se mais rígido;
  • Conjuntivite – se não tratada, pode levar a complicações mais graves na córnea;
  • Estrabismo – principalmente nos casos de crianças que tratam a ambliopia (olho preguiçoso) é essencial o acompanhamento;
Imagem: WebMD
  • Infecções agudas ou crônicas no aparelho respiratório e auditivo – amigdalites, otites, otomastoidites, sinusites e laringites necessitam de acompanhamento criterioso, principalmente quando os sintomas permanecem por mais de 5 dias. Tais doenças podem causar complicações, como abscessos, meningite, trombose venosa, entre outras.
  • Obstruções nasais – crianças com aumento significativo das amígdalas, pessoas com hipertrofia dos cornetos nasais ou polipose nasal severa, que apresentam como principal sintoma a obstrução nasal intensa, devem ser acompanhadas, já que podem prejudicar a qualidade de vida das pessoas afetadas e trazer outras complicações;
  • Doenças que causam déficits sensoriais e/ou motores — surdez súbita, vertigem súbita, labirintites crônicas e a paralisia facial periférica aguda (paralisia de Bell) também devem ser avaliadas e acompanhadas adequadamente para evitar sequelas sensório-motoras permanentes;
  • Apneia e ronco — pacientes que apresentam tais problemas também precisam de avaliação médica regular, pois a afecção pode provocar ou estar associada à comorbidades importantes, como hipertensão arterial, diabetes, arritmias cardíacas e até mesmo morte súbita;
  • Candidatos à implante coclear — pacientes que apresentam perda auditiva neurossensorial profunda bilateral congênita, principalmente crianças abaixo de 2 anos, e que podem se beneficiar de implantes cocleares, devem fazer reabilitação auditiva o mais precocemente possível, pois um atraso na realização desse procedimento pode provocar déficits cognitivos irreversíveis. Essa é uma situação considerada emergência neurolinguística. Tais pacientes precisam de um acompanhamento contínuo.

Ademais, algumas doenças otorrinolaringológicas possuem sintomas semelhantes a outras enfermidades mais graves, como tumores, granulomatoses (inflamação nas vias aéreas), doenças autoimunes e neurológicas. Por isso é tão importante que essas patologias sejam investigadas, tratadas e acompanhadas adequadamente.

Fonte: Cema

Carnaval requer cuidados com os olhos

Carnaval é época de cair na folia, caprichar na maquiagem e na fantasia. Mas para não encerrar a festa antes da hora é preciso tomar alguns cuidados com os olhos. Neste período, crescem os casos de inflamação e a doença mais comum é a conjuntivite, pois as aglomerações, principalmente em ambientes fechados, favorecem a proliferação de vírus.

Sprays de espuma e maquiagens também podem aumentar o risco de contaminação nos olhos por agentes biológicos e químicos, causando blefarite (inflamação das pálpebras), terçol e alergias.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

Os sintomas da conjuntivite viral ou bacteriana são pálpebras inchadas, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e secreção. Em ambos os casos a pessoa precisará de tratamento especializado. Segundo o oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugênio, a melhor forma de evitar as conjuntivites durante o carnaval é manter as mãos limpas, evitar coçar os olhos, optar por locais arejados e não compartilhar maquiagem nem óculos.

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O excesso de maquiagem pode acarretar problemas. “Sombras com glitter ou purpurina podem arranhar o cristalino ou ainda se acomodar nas pálpebras, causando irritação”, explica o médico. O lápis de olho também pode obstruir os orifícios das glândulas de meibômio, que são responsáveis pela secreção de material gorduroso presente na composição da lágrima. Com a obstrução das glândulas, aumentam os riscos de inflamação e infecção local, causando terçol ou blefarite.

Recomenda-se utilizar maquiagem de boa qualidade e retirá-las com demaquilantes bifásicos, além de lavar bem o rosto. Respeitar o prazo de validade dos produtos é importante.

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DiarioLaNoticia

O spray de espuma, muito utilizado neste período, também é um grande risco para os olhos. “Esse tipo de spray utiliza substâncias como o poliuretano, além de gases para o efeito de spray (gás butano) que podem causar lesões nas mucosas dos olhos”, afirma Hilton Medeiros.

O médico explica que se a substância entrar nos olhos, deve ser lavada com água corrente e nenhuma medicação deve ser aplicada no local. “Nada de colírios, pomadas, isso só vai agravar o problema. Se após a lavagem ainda houver dor ou sensação de areia nos olhos ou ainda uma piora da visão, é imprescindível procurar a ajuda de um oftalmologista”, diz o especialista.

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Objetos estranhos, como os variados tipos de serpentinas, confetes e outros artifícios que são empregados em festas de carnaval, podem lesionar os olhos. Por isso, durante o dia procure usar óculos com proteção UVA e UVB, pois além de proteger os olhos dos raios ultravioleta, vão protegê-los desses objetos. À noite, redobre a atenção.

Fonte: Clínica de Olhos Dr. João Eugênio

Conjuntivite é muito comum no verão; veja como evitá-la

Incidência da doença nesta época pode chegar a 80%; porém, medidas simples e eficazes podem ajudar a evitar esse e outros problemas oculares

Chapéus e óculos escuros. Esses adereços tornam-se muito presentes em épocas de férias, como no início do ano, mas a utilidade deles vai muito além do estilo. Quem quer prevenir doenças oculares deve levar tais itens na mala, sem pensar duas vezes. O uso de óculos escuros de qualidade, certificado por profissionais, aliado ao chapéu, ajuda — e muito -, a proteger a visão de vários problemas, como a conjuntivite.

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“No verão a incidência dessa doença chega a 80%, por isso é importante prevenir”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae.

A conjuntivite ocorre quando há uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o olho. A mais comum delas, a infecciosa, pode ser bacteriana ou viral, e é altamente contagiosa. Existem vários tipos da doença, como a conjuntivite alérgica, fúngica e a tóxica, porém as virais são as mais comuns.

Além do uso do chapéu e dos óculos escuros, é importante também adotar medidas de higiene, que podem fazer toda a diferença e deixar a conjuntivite bem longe. “Evite coçar os olhos, principalmente se as mãos estiverem sujas e se estiver em ambientes aglomerados. Só esse cuidado já previne boa parte dos casos”, detalha o médico. Já no caso do cloro das piscinas e do sal do mar, embora não causem doenças diretamente, podem provocar alergias ou irritações.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

Por fim, nada de tratamentos caseiros para tratar a vermelhidão ocular, coceira ou outros sintomas correlatos. Sentiu que algo não vai bem nos olhos, procure um oftalmologista, pois medidas caseiras podem agravar ainda mais o quadro. Além de conjuntivite, outras enfermidades que podem aparecer no verão são as ceratites, alergias, catarata precoce, tumores, pterígio, entre outras.

Fonte: Cema

Verão: tempo de cuidar ainda mais dos olhos

Época é propícia ao aparecimento de diversas doenças oculares, como conjuntivite, ceratites e alergias. Especialista do Hospital CEMA explica por que isso ocorre e como se prevenir

O verão traz muitas coisas boas: praia, férias, lazer. No entanto, pode também ser um fator de risco para alguns problemas de saúde. A aglomeração, o descuido, a exposição à radiação solar, todos esses fatores favorecem o aparecimento de doenças oculares, como a conjuntivite, ceratites, alergias, catarata precoce, DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), tumores, pterígio, entre outras.

“Dessas enfermidades, a mais comum é a conjuntivite, que pode aparecer por alguns fatores, como água poluída, fatores alérgicos e descuidos com a higiene das mãos”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae.

Nesta época, os casos de conjuntivite, por exemplo, podem aumentar até 80%. A doença ocorre quando há uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o olho. A mais comum delas, a infecciosa, pode ser bacteriana ou viral, e é altamente contagiosa. Além dessas, há também a alérgica, fúngica e a tóxica. Já a ceratite acontece quando há inflamação da córnea, e o pterígio quando há crescimento anormal do tecido corneano. Ambas as doenças podem aparecer mais facilmente no verão por causa da exposição maior aos raios solares.

Porém, a ideia não é estragar a diversão de ninguém com medidas radicais, por isso é importante atentar aos principais cuidados a serem adotados nesta época. O especialista do Hospital CEMA lista abaixo algumas medidas para evitar complicações oculares:

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– É importante, durante a exposição solar, utilizar óculos escuros de qualidade, certificado por profissionais. Só assim é possível proteger a visão com segurança. Óculos de procedência duvidosa podem causar o efeito contrário, e prejudicar ainda mais os olhos;

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– Evite coçar os olhos, principalmente se as mãos estiverem sujas, ou caso esteja em ambientes aglomerados. Esse hábito simples é capaz de prevenir boa parte dos casos de conjuntivites e outras infecções;

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– O uso de chapéu, em conjunto com os óculos escuros, melhora ainda mais a proteção ocular, principalmente nos casos de pessoas que ficam muito tempo expostas ao sol;

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Foto: Beglib/MorgueFile

– O cloro e o sal do mar podem irritar os olhos, mas não chegam a causar doenças. De todo modo, todo cuidado é pouco para possíveis alergias ou irritações que não melhoram;

OFTALMOLOGISTA OLHOS EXAME

– Evite tratamentos “caseiros”, pois o problema pode se agravar. Basta lembrar que os olhos são um dos órgãos mais sensíveis. Caso desconfie de alguma doença ocular, consulte sempre um especialista.

Fonte: CEMA

Maquiagem: falta de higienização de acessórios pode causar dermatites e infecções

O compartilhamento de pincéis e o uso de maquiagem vencida também favorecem o desenvolvimento de bactérias e fungos. Dermatologista Thais Pepe dá dicas para evitar o problema

No nécessaire de grande parte das mulheres a maquiagem é o item número um para camuflar imperfeições e embelezar o rosto. Porém, para evitar que as maquiagens acabem piorando a situação da pele, alguns cuidados são necessários.

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Pixabay

“A higienização dos pincéis e das esponjas que auxiliam na aplicação da maquiagem é fundamental para a saúde da pele, pois estas ferramentas acumulam resíduos ao longo do tempo, como restos dos produtos e poeira”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Estes instrumentos contaminados, além de influenciarem no acabamento, textura e até na cor de sua maquiagem, podem causar alergias, irritações ou dermatites na pele, chegando até a contribuírem para a formação de cravos e espinhas”, acrescenta.

Para evitar este problema, o ideal é sempre limpar os pincéis e esponjas após o uso ou, pelo menos, a cada duas semanas, esfregando as cerdas de trás para frente com delicadeza, para não embaraçar os fios, e deixando os utensílios, de cabeça para baixo, para secar ao sol. Para isso, você pode usar produtos específicos ou água morna e xampu neutro, e, em caso de pincéis de cerdas naturais, pode utilizar também condicionador.

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“Além disso, na hora de se maquiar, opte pelos pincéis, pois as esponjas acumulam mais bactérias. Também é necessário armazenar seus produtos em ambientes limpos, evitando contato com itens que tornam a contaminação mais fácil, como dinheiro e documentos”, completa a médica.

Outro cuidado importante a ser tomado é evitar o uso de maquiagens e pincéis de outras pessoas, pois este hábito aumenta o risco de transmissão de doenças como conjuntivite, herpes e foliculite.

“Quando seu uso não é estritamente individual, as maquiagens que têm proximidade com mucosas ou olhos são as mais perigosas. Nos batons, por exemplo, há o risco de transmissão do vírus do herpes. Já as maquiagens para os olhos, como rímel e delineador, podem transmitir conjuntivite, terçol e até tracoma”, afirma a especialista. “Se você vai se maquiar no salão e não confia nos produtos que serão utilizados, o ideal é que você leve seus pincéis ou até mesmo suas próprias maquiagens.”

validade

De acordo com Thais, o risco de contaminação é ainda maior se o cosmético estiver fora do prazo de validade, pois as substâncias presentes na maquiagem que evitam a proliferação de bactérias e fungos perdem a sua eficácia quando o produto vence. Geralmente, além da data de validade, um símbolo de pote aberto com um número seguido pela letra M indica a validade do produto em meses após aberto. “Caso note alguma alteração em sua pele devido ao uso da maquiagem, procure imediatamente um dermatologista”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

veterinario olho oftalmo

3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

gato coçando os olhos warren photographic
Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz

Bastante comum nesta época do ano, conjuntivite pode ser evitada

Mudanças na temperatura, ambientes mais fechados e má higienização das mãos favorecem a transmissão da doença

Engana-se quem pensa que é apenas a pele que precisa de atenção especial durante os períodos mais frios. Os olhos também pedem cuidados redobrados nesta época do ano. “É durante a estação de transição entre os meses quentes e frios, em que a umidade do ar é mais baixa, que há grande proliferação de micro-organismos no ar que causam a conjuntivite”, explica o médico oftalmologista André Luís Alvim Malta, consultor das Óticas Diniz – maior rede do varejo óptico do Brasil.

Ainda de acordo com o especialista, outros fatores contribuem para a disseminação da doença. “Por causa das folhas das árvores, que caem com maior frequência no período, e os ambientes mais cheios e fechados, com grande aglomeração de pessoas por conta do tempo seco, os olhos ficam mais sucetíveis à afecção, inclusive porque há maior quantidade de poeira no ar. Tudo isso facilita a transmissão da conjuntivite”, afirma.

Existem três formas mais comuns da doença: bacteriana, viral e alérgica. Os principais sintomas são coceira, lacrimejamento, olhos vermelhos, secreção e sensibilidade à luz. Na conjuntivite viral os olhos ficam ainda mais inchados, podendo haver lesão nas córneas.

conjuntivite Webmd
Foto: WebMd

“No caso da conjuntivite alérgica, pessoas que sofrem com rinite, asma, tosse alérgica ou dermatites são mais propensas. Isso acontece porque há uma reação de hipersensibilidade a um agente específico ou substância estranha ao organismo. Normalmente poeira, ácaros e o pólen das plantas desencadeiam a doença. Porém, diferentemente dos dois primeiros casos, a conjuntivite alérgica não é transmissível”, explica Malta.

O tratamento deve ter sempre a orientação de um médico oftalmologista. “Este é o único profissional capacitado para isso. Cada colírio tem uma indicação específica que pode ter como efeito colateral o aumento da pressão ocular e o desenvolvimento da catarata, por exemplo. Já o uso de compressas geladas, com o descarte da gaze ou do algodão no lixo logo após serem utilizados, aliviam o desconforto e a coceira, e evitam a contaminação”, explica o especialista.

A falta de hábitos saudáveis de higiene, como o compartilhamento de objetos pessoais, favorecem a doença nesta estação. “A prevenção deve ser feita o ano inteiro, e não apenas durante o outono&inverno, que costuma ter mais casos de conjuntivite. Por isso, evite usar fronhas e maquiagens de outras pessoas, mantenha as mãos limpas e longe do contato com o olhos, enxague o rosto apenas com toalha de papel e fique longe da exposição de agentes irritantes, como fumaça e alérgenos”, finaliza Malta.

Fonte: Óticas Diniz

Gripe de outono também afeta os pets

Dica do veterinário da Petz é manter a vacinação em dia e deixar os pets sempre bem hidratados para evitar a queda da imunidade

Os bichinhos de estimação também sentem a mudança no clima e, com ela, o aumento da propensão às gripes. As principais doenças que os atingem nesta época são a traqueobronquite infecciosa canina, no caso dos cães, e a rinotraqueite, nos gatos. Ambas são transmitidas por vírus, em contato com algum pet doente, principalmente em passeios na rua e nos parques.

O veterinário Felipe Chaguri, da Petz, afirma que a imunização é a melhor forma de proteger os pets: “Nos cães, deve ser aplicada a vacina de gripe canina e, nos gatos, a múltipla felina. As duas dão proteção contra essas doenças, mas devem ter uma dose de reforço todos os anos”.

Sinais e tratamento

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Nos cães, os sintomas da traqueobronquite ou tosse dos canis aparecem com tosse seca, secreção nasal, espirros e febre. Já os gatos apresentam secreção nasal, secreção ocular amarelada ou esverdeada, espirros, febre e falta de apetite, em casos mais graves.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Silver tabby cat Zelda sneezing
Foto: Warren Photographic

Outras alterações que podem ocorrer nesta época:

• Conjuntivite: com o ar mais seco, os olhos dos animais podem ficar vermelhos, lacrimejar e coçar. Com isso, eles podem tentar aliviar a coceira com as patinhas, causando lesões ou até levando bactérias para os olhos. O que provoca a infecção chamada de conjuntivite. Animais de focinho mais curto tem mais incidência de conjuntivite. Para aliviar esses sinais, a limpeza dos olhos deve ser feita com algodão e água bem delicadamente. Mas é importante procurar um médico veterinário para que os sinais não persistam ou piorem.

• Problemas respiratórios: alguns pets podem ficar ofegantes e sofrer de crise respiratória nos dias secos. O ideal é evitar caminhadas longas e brincadeiras muito ativas nesses dias.

• Bichinhos de focinho bem curto ou achatados (braquicefálicos) têm dificuldade de respiração e maior predisposição para esses problemas, assim como filhotes e os pets mais idosos.

Fonte: Petz