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Quais os limites do turismo com animais selvagens?

Algumas notícias publicadas no último mês vêm chamando a atenção para uma discussão importante: a do contato entre turistas e animais selvagens em atrações. Grazi Massafera, em rápida passagem pela África do Sul, foi criticada ao tirar selfies segurando filhotes de leão, e a blogueira catarinense Ana Bruna Avila levou uma leve mordida no braço ao nadar com tubarões. Tudo isso nos faz refletir sobre os limites das experiências que envolvem animais, e ressalta a importância de buscar atividades que não sejam prejudiciais para os viajantes, nem, principalmente, para os animais.

Por vezes as intenções dos turistas são as melhores possíveis. Segundo pesquisa do World Animal Protection (Proteção Animal Mundial), realizada com 13 mil pessoas de 14 países, 48% dos viajantes que já realizou uma experiência com animais silvestres o fez por “amor aos animais”. Esse dado mostra como falta consciência sobre o dano causado e como é importante informar sobre a dura realidade dos bichos em algumas situações.

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Segundo a Wildilife Conservation Research Unit, (WildCRU), são 550.000 animais silvestres que sofrem no mundo todo por conta de atrações turísticas irresponsáveis. Entre o nado com golfinhos, o passeio montado em elefante e as fotos com animais aprisionados, não faltam exemplos negativos. Por outro lado, as possibilidades de passeios responsáveis existem também, e expor suas práticas é importante na hora da conscientização.

Exemplo disso são os safáris de observação, como os realizados pelo Sabi Sabi Private Game Reserve, hotel localizado na reserva de Sabi Sands, ao sudoeste do Kruger National Park, na África do Sul.

Essa experiência já segue duas diretrizes essenciais para o turismo responsável: os animais não são tirados de seu habitat natural e a única atividade realizada é a de observação. No Sabi Sabi, é possível ver os famosos Big 5: leão, elefante, leopardo, rinoceronte e búfalo, entre muitos outros animais, como girafas, guepardos e antílopes vivendo suas vidas livres e interagindo de acordo com os ciclos da natureza, sem interferência humana. Não à toa, os avistamentos do safári dependem do treinamento dos guias, que rastreiam pegadas e fezes, por exemplo, e também de sorte, afinal nenhuma situação é forçada ou estimulada.

Além disso, outros aspectos merecem destaque no que diz respeito à conservação da natureza, pilar da reserva que é seguido com primor a quatro décadas: a sustentabilidade é pensada na construção e funcionamento diário dos lodges – são 4 propriedades que fazem parte do Sabi Sabi -, incluindo políticas de reciclagem e economia de energia que causam o mínimo impacto nos arredores.

Além disso, durante a realização dos safáris, algumas regras devem ser respeitadas: nunca pode haver mais de 3 carros observando um felino ou 2 próximos de um grande mamífero, por exemplo, solos mais sensíveis devem ser evitados, nenhum tipo de interferência nos hábitos dos animais é permitido, o espaço deles deve ser respeitado.

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Tudo isso é garantido, especialmente, graças ao programa de treinamento oferecido pelo Sabi Sabi aos seus rangers – guias responsáveis por levar os hóspedes pela savana -, um dos mais intensos e exigentes do país. Nesse processo é adquirido um extenso conhecimento sobre comportamento animal, que faz com que os profissionais sejam capazes de entender os bichos e garantir que eles não sejam estressados pela presença dos turistas, respeitando sempre os limites por eles colocados.

Além disso, mais do que mostrar aos hóspedes onde estão os animais, os guias acabam tendo o papel de conscientiza-los sobre a situação das espécies, especialmente porque muitas delas se encontram duramente ameaçadas – e são protegidas pela reserva. Mais do que uma experiência de observação, o safári é uma verdadeira aula sobre a situação do nosso planeta e de sua vida selvagem.

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A oportunidade de ver os animais vivendo livremente é emocionante, seja na fofura de um filhote que bebe o leite da mãe, ou na dureza de um leão que caça e come um impala. São experiências que carregam um valor real, diferente das situações forçadas que rendem boas selfies às custas de maus tratos.

O verdadeiro “amor aos animais” está no cuidado, e disso o Sabi Sabi entende. Para quem busca viver a experiência única oferecida na reserva, é possível se hospedar em quatro lodges que contam com decoração inspirada em diferentes momentos históricos da África do Sul. Há o Selati Camp, em estilo colonial; o Bush Lodge, único que aceita crianças, e o Little Bush Camp, ambos repletos de referências étnicas e contemporâneas; e o Earth Lodge, cuja arquitetura e uso intenso de materiais naturais buscam refletir um futuro “eco-chic”, no qual luxo e natureza coexistem em completa harmonia.

Informações:Sabi Sabi Bush Ledge

 

Confira dicas valiosas para conservar de modo seguro a carne de peixe

O pescado é uma carne extremamente delicada que exige muita atenção em sua conservação para não ocasionar problemas de saúde. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo se preocupa desde a qualidade do peixe aos consumidores até ideias de preparo com novas receitas. O livro gratuito “Pescado: Saúde e Nutrição” traz todas as dicas que você precisa (baixe clicando aqui).

De acordo com a nutricionista Katlly Evillim Sousa, da Coordenaria de Desenvolvimento do Agronegócios (Codeagro) da Secretaria, trata-se de um alimento muito importante com baixo teor de gordura saturada e rico em ácido graxo poli-insaturado, o ômega-3, que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e com ação anti-inflamatória. Segundo ela, “o ideal é que o peixe esteja presente na nossa alimentação por pelo menos duas vezes na semana”.

Veja abaixo as dicas:

pescado

– Se preferir o peixe fresco, sempre pegue no fim das compras, para manter a temperatura;

– As escamas devem estar brilhantes;

– O odor deve ser suave;

salmão peixe congelado pixabay

– O peixe fresco e o peixe congelado contêm os mesmos nutrientes se mantidos em temperaturas adequadas a cada tipo;

– Na hora da compra do peixe congelado prestar atenção a sua situação. Não compre se estiver com água acumulada ou cristais de gelo, pois pode significar que houve o descongelamento, prejudicando a qualidade;

– A validade de qualquer peixe fresco, se for congelar, é de três meses;

– Na hora do descongelamento sempre descongelar dentro da geladeira, pois fora pode desenvolver micro-organismos deteriorantes;

peixe cozinhando pixabay
Pixabay

– Retire o couro/pele antes de cozinhar. Todos os nutrientes do peixe estão dentro da carne;

– Evitar temperos industrializados. Use temperos naturais como a salsinha, manjericão, coentro, louro etc.

mulher comendo peixe

– Quando preparado, consumir dentro de, no máximo, 48 horas, se mantido na geladeira.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Saúde e conservação: ameaças aos macacos também põem humanos em risco

Desmatamento e mudança climática estão entre os fatores que põem em risco mais da metade das espécies de primatas do mundo

Existem cerca de 500 espécies de primatas no planeta Terra e 60% delas correm risco de extinção. No Brasil, país com o maior número de espécies conhecidas, 35 das 139 são consideradas ameaçadas, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No entanto, as principais ameaças aos macacos também são grandes riscos para a humanidade, e a maior parte é gerada justamente pelo homem.

Um exemplo é o novo ciclo de febre amarela que preocupa o Estado de São Paulo. A morte de aproximadamente 300 macacos até o início de novembro provocou o fechamento de parques como o Horto Florestal e o Parque Ecológico do Tietê, entre outros. De acordo com o especialista em primatas e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Sérgio Lucena Mendes, o desenvolvimento da doença se torna mais propício pela redução das áreas silvestres e consequente avanço das cidades. Quando adicionamos outros fatores, como mudança climática, por exemplo, a equação se torna ainda mais complicada.

“É preciso ver o surto com um olhar ecológico, além da preocupação com a saúde humana. Para controlar a febre amarela é preciso, necessariamente, preservar os habitats naturais e suas espécies nativas. Desflorestar e matar macacos não impede a circulação do vírus da doença e pode até piorar a situação”, analisa Mendes.

O especialista explica a relação entre a sobrevivência de humanos, dos primatas e o desmatamento: “Enquanto os macacos precisam da floresta para sobreviver e são afetados diretamente pelo desmatamento, nós humanos gostamos de acreditar que não sentimos os impactos tão rapidamente e invadimos o habitat deles para plantar ou para realizar obras. O que não percebemos é que os serviços ambientais prestados pelas florestas são essenciais para nós. Qualidade do ar, abastecimento e qualidade da água, manutenção da temperatura e do clima, entre outros, são vitais para a humanidade”.

Um estudo publicado em janeiro, na Revista Science Advances divulgou que, além das espécies ameaçadas, outras também devem desaparecer nos próximos 25 anos, a não ser que a conservação se torne uma prioridade. A expansão da humanidade pode ser citada como a principal causa para a redução que está sendo observada. A perda de habitat, causada pelo desmatamento, é uma das razões mais impactantes, explica o biólogo Fabiano Melo, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).

“A redução de habitat é a principal causa de ameaça aos primatas há décadas, com a caça sendo um impacto decisivo nesses ambientes fragmentados”. O desmatamento que acontece em todo o país é consequência de grandes obras de infraestrutura, da ampliação do agronegócio e do crescimento humano desordenado, entre outras questões”, alerta o biólogo.

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Muriqui-do-norte está entre as espécies mais ameaçadas – Foto: Central Press

Planeta dos macacos em risco

A redução da população de primatas no Brasil e no mundo é um alerta importante por diversos aspectos. Além do desmatamento, uma ameaça mais visível, há também outros fatores relevantes, como o grau de conservação das florestas e questões de saúde tanto dos animais como da comunidade.

A bióloga Cecília Kierulff explica que a diversidade de animais também é importante para a manutenção da qualidade de vida das pessoas. “Além da preocupação com o desmatamento, também temos que garantir a presença de diferentes animais nessas áreas. Não basta ter uma floresta vazia, é preciso ter toda uma rede de animais que exercem diferentes funções na natureza, desde insetos polinizadores até animais como onças e gaviões que estão no topo da cadeia”, conta ela, que também faz parte da RECN.

A febre amarela é outro exemplo de como a degradação das florestas pode prejudicar o bem-estar da comunidade e colocar em risco as populações de primatas. No início do ano, milhares de mortes, tanto de humanos e muito mais de primatas, aconteceram devido à contaminação provocada por mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus, que vivem especificamente em ambientes florestais. A proximidade cada vez maior das áreas urbanas às florestas facilita a disseminação da doença, que é letal para os primatas e dizimou espécies nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte.

“A saúde humana está intimamente relacionada à saúde do meio ambiente. O controle da febre amarela inclui, necessariamente, a preservação dos habitats naturais e suas espécies nativas”, alerta Mendes, que também ressalta: “com a volta das temperaturas altas, a doença pode voltar a ter as mesmas consequências que vimos no início do ano. Alguns casos de morte de macacos em São Paulo já nos apontam nessa direção”.

Com a falta de vacinação, uma tragédia muito maior pode ocorrer, uma vez que o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika, conhecido como Aedes aegypti, também pode ser o vetor da febre amarela nas áreas urbanas, potencializando os riscos. Felizmente, isso não ocorre no Brasil desde 1942.

Conservação da saúde e do meio ambiente

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Vítimas fáceis da febre amarela, população de primatas está sendo reduzida pela doença – Foto: Theo Anderson

Como a conservação dos primatas e a preservação do habitat onde vivem são fatores intimamente ligados, pesquisadores de diferentes áreas do Brasil atuam em projetos que atuam em ambas as frentes.

Cecília, por exemplo, comemora a ampliação da Reserva Biológica União, criada em 1998 na região de Rio das Ostras, no estado do Rio de Janeiro. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) estava extinto no local, mas, em 1994, Cecília remanejou 42 micos-leões-dourados para a área por meio de um projeto apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Hoje há mais de 300 micos-leões na Reserva. Além do benefício para o meio ambiente, que ganhou mais uma área de proteção ambiental, que beneficia todas as espécies que ali existem, os micos puderam passar de “Criticamente em Perigo”, de acordo com a classificação da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, a chamada Lista Vermelha, para “Em Perigo”. Apesar de continuar ameaçado, a situação de conservação do mico-leão-dourado melhorou.

Na região Sudeste, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), uma das espécies de primatas mais ameaçadas do mundo, está sendo beneficiado por dois projetos apoiados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Um no Espírito Santo, que prevê a elaboração de um plano de manejo e maior conhecimento da população de muriquis na região serrana do estado, além de ações de conscientização e engajamento da comunidade. Em Minas Gerais, a conservação do muriqui-do-norte ganhou apoio tecnológico inédito, com o desenvolvimento de um drone com câmera ultra HD e termal para monitoramento da espécie.

O mesmo acontece com o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides). Uma pequena população da espécie, que era considerado extinto no Paraná há décadas, foi encontrada em fragmentos florestais, em 2002, em uma região com baixa densidade populacional. Esse fato ressaltou a importância da conservação dessas áreas em que a espécie ainda sobrevive.

Carlos Hugo Rocha, engenheiro agrônomo, professor da UEPG e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, conduz o projeto para caracterização socioeconômica da região, no Vale do Ribeira, no Paraná. O objetivo é apoiar estudos para a criação de uma área protegida associada à definição de políticas públicas para a conservação do muriqui-do-sul, que é considerado “em Perigo”, pelo ICMBio.

Sobre a Rede de Especialistas de Conservação da Natureza

Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

Cuidados para conservar os alimentos no verão devem ser redobrados

As altas temperaturas do verão são ideais para aproveitar o sol, as praias e piscinas, mas também demandam muita atenção na hora de conservar os alimentos e evitar intoxicações e problemas de saúde. Neste caso, o calor e a umidade típicos da estação são fatores que podem aceleram os processos de degradação dos alimentos em geral, especialmente os que são sensíveis à deterioração microbiológica, ou seja, que propiciam um ambiente adequado para o crescimento de bactérias, bolores ou leveduras.

O engenheiro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Assis Euzébio Garcia, orienta a manter o produto na embalagem original, que foi dimensionada para protegê-lo adequadamente, exceto se não possível o refechamento. “Muitas embalagens têm sistema de refechamento pós-abertura e as embalagens flexíveis permitem o uso de clipes para fechamento após consumo parcial do produto”, afirmou.

Para os casos onde não é possível um bom fechamento após abrir a embalagem, ele recomenda a transferência para um recipiente com fechamento hermético, independente se o produto deverá ficar em temperatura ambiente, refrigerador ou freezer. “O fechamento adequado retarda o ressecamento superficial do produto e aumenta a higiene do acondicionamento”, ressaltou o especialista, que dirige o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Ital.

Caso seja necessário transferir o alimento, é importante colar uma etiqueta no novo recipiente contendo, no mínimo, o nome do produto, marca, lote, data de abertura e validade após abertura, conforme a recomendação do fabricante.

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O filme plástico, disponível em várias versões no mercado, é ideal para revestir utensílios como tigelas, potes e envolver produtos sólidos. “Há também os saquinhos prontos, que são vendidos em unidades ou rolos, os quais permitem o acondicionamento de produtos em geral, mas devem ser fechados com selos, fitas ou prendedores. Também são disponíveis saquinhos com ‘zíper’”, lembrou Assis.

Além de observar sempre as recomendações do fabricante e a data de validade, o especialista indica alguns importantes cuidados com os alimentos que devem ser intensificados no verão:

– Carnes: devem ser comercializadas e estocadas em casa sob refrigeração ou congeladas. Tanto no momento da compra como no preparo, é importante observar se as embalagens a vácuo não estão comprometidas: elas devem aderir ao produto, sem a presença de gás em seu interior. Preparar toda a carne depois de aberta, pois sua vida útil enquanto crua, mesmo sob refrigeração, será mais curta.

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Aimee Low/MorgueFile

No caso de congelados, procurar por sinais de descongelamento ou re-congelamento, como líquido congelado nas caixas externas, muitos cristais de gelo no produto, embalagens molhadas, produtos amolecidos ou deformados.

– Legumes e verduras: produtos pré-processados (picados, fatiados etc.) devem ficar sob refrigeração, pois sua sensibilidade a alterações é maior que a do produto in natura inteiro.

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Alimentos adquiridos inteiros devem ser conservados sob refrigeração. Para não ressecar, guardá-los em sacos plásticos ou em gaveta específica na geladeira. Entretanto, frutas como a banana sofrem danos à temperatura de refrigeração. Neste caso, melhor deixá-la em ambiente seco e arejado.

Após retirar as folhas, partes e unidades deterioradas, os legumes e verduras devem ser lavados e deixados de molho por 10 minutos em solução de água clorada. Após enxaguar e embalar, manter sob refrigeração até a hora do consumo.

– Macarrão, açúcar, sal, farinhas em geral: observar se a embalagem está íntegra, sem mofo e insetos. Armazenar em local fresco e sem umidade excessiva. Após abertos, podem ser mantidos na própria embalagem, desde que com algum tipo de refechamento, para manter as propriedades de proteção.

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– Queijos, leites e iogurtes: devem ser mantidos em ambientes refrigerados e recipientes com bom sistema de fechamento. Se não for possível refechar a embalagem aberta, substituir por um recipiente ou envoltório que possa ser fechado. No caso do queijo, quanto maior o contato do envoltório com o produto, ou seja, quanto menor o espaço com ar no interior da embalagem, melhor será a proteção oferecida contra o crescimento de fungos na superfície do produto.

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– Comidas prontas: Comidas preparadas no lar devem ser mantidas a temperaturas acima de 60°C para consumo imediato. Nos dias muito quentes do verão, as comidas não devem ser deixadas resfriando à temperatura ambiente por muito tempo, pois pode ocorrer a contaminação e desenvolvimento microbiológico. Podem ser mantidas sob refrigeração em recipientes fechados para consumo em curto espaço de tempo (1 – 2 dias) ou congeladas em recipiente fechado se for necessária uma duração maior.

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Foto: Andre Eautza

– Peixes, mariscos e crustáceos: exigem maior atenção na sua conservação, reduzindo-se ao máximo o tempo de exposição em temperaturas fora do recomendado.

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Além da perda do produto, falhas de higiene e conservação inadequada do alimento podem causar o desenvolvimento de microrganismos com implicações para a saúde do consumidor. “Quanto maior a temperatura ambiente, maior é a velocidade de deterioração de alimentos, por isso, é preciso muita atenção às recomendações de estocagem e de prazo de validade”, alerta Garcia, ressaltando que a zona de temperatura perigosa para a segurança dos alimentos fica entre 5°C e 60°C.

Por: Paloma Minke / Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo 

Roupas brancas para a virada: como conservá-las?

Tradicional para o réveillon, a roupa branca precisa estar livre de manchas e reluzente, para que você comece o ano com boas energias

A roupa branca é a preferida dos brasileiros para a virada do ano. Em festas, na praia ou mesmo em comemorações mais simples, ela representa a paz, a pureza e o sentimento de renovação. Com toda essa energia boa, você não há de querer usar uma peça manchada ou amarelada justamente numa data tão especial, não é?

A Lavanderia Wash, especialista em roupas finas, recebe muitas peças brancas em dezembro para serem limpas adequadamente para o réveillon. “Vestidos mais nobres, com pedrarias, precisam passar por cuidados especiais na limpeza, secagem e passadoria, porque podem vir amarelados e manchados e os brilhos podem desbotar”, alerta Alaor Chiodin, proprietário, expert que lida com roupas especiais há mais de 40 anos.

As peças que serão usadas na praia também merecem atenção especial. “Só de misturá-las com outras roupas na máquina de lavar, corre-se o risco de deixá-las ainda mais sujas”, diz ele. Veja as dicas da Lavanderia Wash para a conservação das peças brancas:

Jeans, camisetas e roupas brancas do dia a dia, que podem ser lavadas na lavanderia ou em casa:

– Se você vai à praia, provavelmente usará um look mais casual na virada. Para lavar essas peças brancas, de algodão, dissolva o sabão em água limpa, separadamente das peças de cor e de roupas muito sujas (porque a sujeira pode passar delas para as peças brancas), e deixe-as de molho, para, então, lavá-las.

– Se a peça estiver manchada, o ideal é recorrer a uma lavanderia. As peças apenas amareladas podem ser colocadas de molho em alvejante à base de peróxido, em água quente, e, depois, ser lavadas normalmente. Mas, atenção: não são todos os tecidos que podem ser colocados de molho em alvejante. Alguns podem ser danificados. Na dúvida, é melhor recorrer a especialistas de lavanderias.

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– Jamais use água sanitária ou cloro nas roupas. Esses produtos deixam as peças amareladas e destroem as fibras dos tecidos.

– Na hora do enxague, capriche: resíduos de sabão podem estragar as peças.

– Cuidado com o amaciante: se ele não for bem diluído, pode manchar as peças.

– Seque as roupas brancas sempre pelo avesso e à sombra, em local bastante ventilado.

– As roupas brancas podem ser guardadas do avesso. As do dia a dia não precisam de capas especiais, mas jamais devem ser colocadas em sacos plásticos. Há uma ‘lenda urbana’ que diz que sacos plásticos azuis evitam o amarelado em peças brancas. Usá-los é um erro, porque eles não permitem que as peças respirem.

Roupas brancas especiais

Se você pretende usar um vestido especial neste fim de ano, ele merece cuidados também especiais. Veja:

– Os vestidos de festa costumam ser confeccionados em tecidos nobres, como musseline, seda, cetim e tafetá. São peças sujeitas a marcas, rompimento do tecido e esgarçamento porque demandam uma costura delicada e o próprio tecido é bem sensível, com tramas delicadas. Lavá-los em casa é um grande erro: os produtos utilizados são inadequados, não é possível remover manchas e usar a máquina de lavar é o pior erro que se pode cometer. Na Lavanderia Wash, as peças passam pelo processo adequado, a seco ou com água, dependendo de sua necessidade, totalmente artesanal, evitando-se o desbotamento, e secam em uma estufa especial, impedindo o encolhimento das peças. Nada disso é possível de se conseguir em casa.

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– Como os vestidos costumam ter detalhes, é necessário que se determine se serão limpos a seco ou a água por especialistas, que avaliam a qualidade dos brilhos e como foram confeccionados.

– Passar essas peças requer cuidados redobrados. Por serem profissionais, os ferros de passar das lavanderias são bastante diferentes dos utilizados em casa, com alta precisão de temperatura e adequação aos tecidos. A técnica utilizada permite que as peças não fiquem marcadas e não adquiram aquele brilho deselegante, ocasionado pelo ferro muito quente.

– Os vestidos de festa são tão delicados que um detalhe é fundamental na hora de serem lavados: em alguns casos, o forro do vestido precisa ser removido e lavado separadamente. Isso porque ele pode ser incompatível com o tecido principal, mais nobre, sendo que um deve ser lavado a seco e o outro, a água. Então, se forem limpos da mesma maneira, um deles sofrerá danos. Apenas pessoas preparadas conseguem verificar essa questão, oferecendo ao cliente a melhor opção.

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Foto: Pixabay

– Em casa, nunca guarde as peças em sacos plásticos, mesmo que elas venham com essa proteção da lavanderia. O plástico oferecido pela lavanderia é apenas para o transporte, devendo ser trocado em casa por uma capa de TNT, que ajuda a peça a respirar. Uma vez por mês, coloque o vestido para tomar ar num local fresco, à sombra.

– Guarde suas peças do avesso, para que não percam a cor ou puxem fios. Porém, nunca as dobre, já que elas ficarão marcadas permanentemente. E, sempre, opte por cabides de ombros largos, que evitam marcas nas roupas.

– Por fim, não se esqueça: usou, lavou. Mesmo que seja por poucas horas, a peça precisa passar por limpeza profissional. É que desodorante, perfume, suor e microsujidades, como respingos de bebida e comida, ainda que imperceptíveis, são um rico alimento para micro-organismos, que formam o bolor, as manchas e podem, em casos mais graves, até danificar a peça permanentemente. É por esse uso que é preciso lavar as peças antes de serem guardadas.

Fonte: Lavanderia Wash

A importância do armazenamento correto dos alimentos

Após as compras para abastecer nossa casa, nós nos deparamos com a tarefa de guardar os alimentos no seu devido lugar. O armazenamento dos produtos é uma atividade fácil, mas que requer cuidado na conservação adequada, a fim de proporcionar mais tempo de vida aos alimentos.

A Tupperware, sabendo da importância da conservação ideal e do uso consciente dos alimentos, traz de volta em seu portfólio de produtos o Fresh Smart Quadrado, um recipiente facilitador na hora de armazenar e preservar os alimentos. O desenvolvimento desse produto é resultado de pesquisas realizadas em conjunto pela Tupperware e a Universidade da Flórida (EUA).

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A Linha Fresh Smart contém um sistema de ventilação de três vias que possibilita a adaptação do produto para o armazenamento de frutas e legumes com necessidades diferentes. Cada produto contém duas válvulas que podem ser abertas ou fechadas e proporcionam a circulação de oxigênio e gás carbônico entre o interior do produto e o ambiente. Para que você saiba muito mais sobre conservação dos alimentos e coloque isso em prática na sua casa, não deixe de anotar as dicas que apresentamos.

Dicas de Conservação:

§ Todas as frutas frescas parcialmente processadas (cortadas em pedaços) devem ser armazenadas no produto fechado, com as duas válvulas fechadas.

§ Consuma frutas e legumes cortados em até 4 dias.

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Benefícios do produto:

-Possui tecnologia CAA (Controle Atmosférico do Ambiente), que permite regular a quantidade de entrada de ar dentro do produto, dependendo do tipo de alimento.
-As aberturas das válvulas são para regular a quantidade de ar necessária para melhor conservação de cada alimento no refrigerador.
-Possui base translúcida, para facilitar a visualização e a identificação dos alimentos armazenados.
-Fundo ondulado, para que os alimentos fiquem longe da umidade, prolongando sua conservação.
-Tampa texturizada, para evitar que risque quando vários recipientes são empilhados.

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Preço sugerido: Fresh Smart Quadrado – R$ 65,00 (4,2L)

Informações:  Tupperware