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Nutricionista indica como alimentação pode ajudar a combater prisão de ventre

Segundo um amplo estudo da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a prisão de ventre, também conhecida como intestino preso ou constipação, é um sintoma presente na rotina de 20% da população brasileira, sendo pelo menos dois terços deste numerário mulheres, sendo então algo recorrente na vida de mais de 40 milhões de brasileiros.

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O nutricionista especialista em ortomolecular, Leone Gonçalves, afirma que existem vários fatores que podem contribuir para o aparecimento destes sintomas: “Fatores físicos, emocionais e culturais combinados ajudam a agravar as condições de manutenção da saúde intestinal. Má alimentação, sedentarismo, baixa ingestão de líquidos, ou ser somente por consequência de uma alimentação pobre em fibras já são agravantes”, explica.

Ele aponta que, muitas das vezes, não é preciso recorrer a laxantes e medicamentos, pois a solução do problema pode estar na própria alimentação: “Assim como qualquer outro remédio, os laxantes não devem ser tomados por conta própria. Caso você esteja há muitos dias sem conseguir evacuar, consulte um médico. Mas, em geral, aumentar a ingestão de fibras, líquidos e alimentos probióticos já ajudam e muito. O melhor remédio para a constipação sempre será ter hábitos saudáveis”.

Para ajudar aqueles que sofrem com o problema, Gonçalves elaborou uma lista com algumas dicas para não sofrer mais com o intestino preso tendo a alimentação como principal recurso:

1- Laxantes naturais

Estes alimentos abaixo são considerados laxantes naturais, porque ajudam a soltar o intestino preso:

Frutas: figo, pera, maçã, kiwi;

Verduras: alface, rúcula, agrião, couve, brócolis, repolho, berinjela e abobrinha;

Grãos: aveia, farelo de aveia, farelo de trigo, milho, lentilha, quinoa;

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Sementes: chia, linhaça, gergelim;

Oleaginosas: castanhas, amendoim, amêndoas, nozes;

Bebidas: café, chá de erva-cidreira e de cáscara sagrada.

2- Evite alimentos constipantes

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Existem alimentos que devem ser evitados, ou ter sua ingestão bastante reduzida, para pessoas que já apresentam os sintomas de intestino preso. Bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto devem ser evitados. Os alimentos que aumentam a produção de gases, especialmente os ricos em enxofre, também entram nessa lista de proibições, caso você queira melhorar o intestino

3- Invista em alimentos probióticos

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Iogurtes naturais ajudam a renovar e fortalecer a flora intestinal. Invista nessas opções, em alimentos que são probióticos. Além do iogurte, o kefir é um probiótico que está ganhando popularidade, principalmente entre os adeptos de uma alimentação mais natural e que tem mostrado bons resultados nesse aspecto.

4- Hidrate-se e faça exercícios

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Além de dar atenção à alimentação, evite o sedentarismo e hidrate-se adequadamente, entre dois e três litros de água por dia aproximadamente, para que o intestino funcione adequadamente. A água ajuda a formar o bolo fecal.

5- Se persistirem os sintomas um médico deve ser consultado

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Se mesmo adotando uma alimentação balanceada e seguindo as orientações a constipação persistir, procure um médico e realize exames, pois a condição pode ser sinal de um problema mais sério de saúde.

Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

O que saber sobre a SIBO e seu tratamento

Uma pessoa com a síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado tem muitas bactérias nessa região. Esse desequilíbrio bacteriano no intestino pode causar inchaço, diarreia e dor

Síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado, conhecida como SIBO (sigla em inglês para o problema) é mais comum do que os médicos pensavam anteriormente. É mais provável que afete mulheres, adultos mais velhos e pessoas com problemas digestivos, como a síndrome do intestino irritável (SII).

Sinais e sintomas

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Os sinais e sintomas da SIBO são semelhantes aos de outros distúrbios digestivos, como SII e intolerância à lactose. Eles podem variar em gravidade, desde um leve desconforto estomacal até diarreia crônica, perda de peso e uma capacidade reduzida de absorver nutrientes dos alimentos (má absorção).

SIBO afeta diretamente o intestino, causando problemas digestivos desconfortáveis. Os sintomas incluem:

=dor de estômago
=inchaço
=diarreia
=prisão de ventre
=náusea
=perda de peso involuntária

Causas

Esse supercrescimento bacteriano pode acontecer quando bactérias de uma parte do trato digestivo viajam para o intestino delgado ou quando bactérias naturais no intestino delgado se multiplicam demais.

As pessoas podem experimentar a SIBO como resultado dos seguintes fatores:

=movimento anormalmente lento do sistema digestivo
=baixos níveis de ácido estomacal
=anormalidades físicas do intestino delgado
=sistema imunológico enfraquecido

Fatores de risco

Pessoas com certas condições médicas são mais propensas a ter SIBO. Os médicos consideram a SIBO como uma complicação das seguintes condições:

=cirrose
=Doença de Crohn
=doença celíaca
=hipotireoidismo
=HIV
=diabetes
=SII
=esclerodermia
=fibromialgia

Outros fatores de risco para SIBO incluem:

=ser idosa(o)
=ser mulher
=uso a longo prazo de inibidores da bomba de prótons (IBPs), que são medicamentos que reduzem a produção de ácido estomacal
=cirurgia intestinal anterior
=tendo completado recentemente um tratamento com antibióticos
=beber álcool

Diagnóstico

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SIBO causa uma ampla gama de sintomas inespecíficos com vários graus de gravidade, o que pode dificultar o diagnóstico. Para diagnosticá-la, o especialista perguntará sobre os sintomas e o histórico médico de uma pessoa. Ele pode sondar o abdome em busca de sinais de excesso de gás ou inchaço. Se suspeitar de SIBO, provavelmente recomendará um teste de respiração.

Um teste de respiração mede a concentração de hidrogênio e metano na respiração de uma pessoa. Os resultados informam ao médico sobre a gravidade e localização do supercrescimento bacteriano no intestino.

O teste de respiração funciona porque as bactérias produzem hidrogênio e metano quando decompõem os carboidratos no intestino. Essas moléculas de hidrogênio e metano entram na corrente sanguínea, viajam para os pulmões e deixam o corpo pela respiração.

As pessoas devem jejuar por 24 horas antes de passar por um teste de respiração. Durante o teste, o indivíduo vai beber uma bebida de lactulose de açúcar antes de respirar em um balão ou um conjunto de tubos em intervalos regulares. Um médico pode precisar coletar amostras de sangue, urina ou líquido intestinal para análises laboratoriais se os resultados do teste respiratório não forem claros.

Tratamento

Os médicos tratam a SIBO prescrevendo antibioticoterapia e recomendando mudanças na dieta. As pessoas que desenvolvem desnutrição ou ficam desidratadas devido à SIBO também precisarão de nutrientes e fluidos fornecidos por meio de um gotejamento intravenoso (IV).

Antibióticos de amplo espectro podem estabilizar a microbiota intestinal, reduzindo o número de bactérias intestinais. Abordar a condição subjacente é a única maneira de curar a SIBO.

As mudanças dietéticas são úteis para o manejo da SIBO, mas há poucas evidências concretas para confirmar qual é a melhor dieta específica. Os médicos ainda não entendem completamente o papel das mudanças dietéticas no tratamento da SIBO.

As pessoas também se beneficiarão do tratamento de quaisquer condições médicas subjacentes, como doença celíaca ou diabetes, que contribuam para a SIBO.

Dieta SIBO

As bactérias do intestino se alimentam de carboidratos. Em geral, a dieta SIBO limita a ingestão de carboidratos para evitar o crescimento de bactérias. As pessoas também podem se beneficiar de uma dieta pobre em alimentos fermentáveis ​​ou FODMAPs.

Os FODMAPs são carboidratos de cadeia curta que estão comumente presentes em produtos lácteos, grãos e certas frutas e vegetais. Reduzir a ingestão desses alimentos pode aliviar os sintomas da SIBO e ajudar as pessoas a identificar os alimentos que as provocam.

Alimentos FODMAP incluem:

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=oligossacarídeos: trigo, leguminosas, cebola, espargos
=dissacarídeos (lactose): leite, iogurte, manteiga, queijos macios
=monossacarídeos (frutose e glicose): frutas, mel, alimentos com adição de açúcares
=polióis: frutas que contêm caroços (por exemplo, cerejas e pêssegos), maçãs, cogumelos, vagens

A dieta elementar é outra opção para pessoas com SIBO. É uma dieta baseada em líquidos que os médicos usam para tratar doenças digestivas graves. Essa dieta fornece nutrientes de forma fácil de digerir, possibilitando que o corpo absorva a maioria deles antes que as bactérias possam se alimentar deles.

Embora a dieta elementar pareça promissora, é cara, complicada e não sustentável. As pessoas não podem comer alimentos sólidos ou bebidas que não sejam água durante a dieta. É vital falar com um médico antes de tentar praticá-la.

Diferentes mudanças na dieta funcionam para pessoas diferentes, dependendo de seus sintomas e de como reagem a alimentos específicos. As pessoas que têm SIBO podem trabalhar com um médico ou nutricionista para adaptar sua dieta para gerenciar seus sintomas.

Complicações

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Ilustração: Sepalika

Populações anormalmente grandes de bactérias no intestino delgado podem ter efeitos negativos em todo o corpo. Supercrescimento bacteriano pode dificultar a absorção de gorduras e carboidratos dos alimentos. Também pode levar a deficiências de vitaminas e excesso de gases.

Outras complicações que uma pessoa com SIBO pode experimentar incluem:

=intestino gotejante
=desnutrição
=desidratação
=dor nas articulações
=prisão de ventre
=encefalopatia hepática (declínio da função cerebral devido a doença hepática grave)

Prevenção

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Muitas pessoas relatam sintomas de SIBO meses após completarem a antibioticoterapia. A prevenção é um componente vital do gerenciamento da SIBO.

As pessoas geralmente desenvolvem SIBO como resultado de uma condição médica subjacente ou um defeito físico no intestino delgado. Abordar e controlar a causa raiz da SIBO reduzirá o risco de recorrência da pessoa.

Mudanças na dieta e no estilo de vida também podem impedir que a SIBO retorne. Comer muitos alimentos à base de plantas e evitar os excessivamente processados e açucarados permitirá que boas bactérias floresçam e impeçam o crescimento excessivo de bactérias nocivas. O exercício regular também pode ajudar a regular as funções digestivas do corpo.

Panorama

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) é uma condição médica na qual uma pessoa tem uma população incomumente grande de bactérias em seu intestino delgado. É uma complicação de outras condições digestivas, como SII, doença de Crohn e doença celíaca.

Os tratamentos visam corrigir o equilíbrio de bactérias no intestino delgado. Antibióticos de amplo espectro podem tratar a SIBO, e algumas pessoas também precisam fazer mudanças na dieta para lidar com as deficiências nutricionais. Se possível, o tratamento deve abordar a condição médica subjacente que também causou a SIBO.

Os médicos ainda não entendem completamente a SIBO. Estudos atuais e futuros que explorem o microbioma intestinal humano e os resultados de mudanças na dieta no manejo de desordens digestivas terão um efeito profundo nos futuros tratamentos da SIBO.

Fonte: MedicalNewsToday

Recuperação da microbiota pode ser feita por meio da hidrocolonterapia

Conhecido como o segundo cérebro, o intestino possui neurônios e aloja trilhões de bactérias, boa parte delas envolvida em processos cruciais ao organismo. Em desequilíbrio, ele interfere na predisposição a várias doenças, além de ser capaz de influenciar o comportamento e as emoções das pessoas.

De acordo com Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica e em nutrição funcional do Instituto Sari (Nova Lima/MG), a flora intestinal pode ser entendida como um ecossistema onde habitam milhares de seres vivos. Então, a primeira coisa a fazer para melhorar um ecossistema é tratar o ambiente em que esses seres vivos habitam.

Dentre as técnicas utilizadas com essa finalidade está a hidrocolonterapia, um procedimento de limpeza do intestino grosso, no qual, por meio de um aparelho apropriado, se insere água morna filtrada, purificada e ozonizada pelo ânus, permitindo a eliminação de fezes acumuladas, além de desinflamar a mucosa e estimular a peristalse, os movimentos fisiológicos do intestino.

“O procedimento é indolor, totalmente livre de odores, pois é utilizado um sistema fechado, evitando assim, qualquer tipo de constrangimento”, destaca Sarina. Ela aconselha que o processo seja realizado por um fisioterapeuta capacitado, que poderá associar os estímulos a exercícios fisioterápicos para otimizar e acelerar a reabilitação das funções intestinais e estabilidade pélvica.

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“Além da constipação, pacientes com Síndrome do Cólon Irritável também têm experimentado alívio dos sintomas, inclusive diminuição dos episódios de diarreia e distensão abdominal”, conta a especialista. Os efeitos do procedimento são constatados desde a primeira sessão. Dentre eles, alívio da constipação e do inchaço abdominal, além de sensação de bem-estar e diminuição dos gases abdominais e da flatulência.

Contudo, Sarina alerta que as sessões não devem ser feitas com muita frequência, pois o processo de limpeza intestinal constante pode trazer desequilíbrio para a flora intestinal. “Seu uso deve ser associado a uma dieta bem orientada e, na maior parte das vezes, com uso de probióticos. Também não é aconselhável fazer qualquer procedimento sem antes passar por uma avaliação médica”, afirma.

Sobre Sarina Occhipinti

Sarina Occhipinti é especialista em Clínica Médica e em Nutrição Funcional, do Instituto Sari. Atua há 23 anos em ambulatório de obesidade e regulação hormonal, sendo também pós-graduada em Homeopatia e em Manutenção da Homeostase Endócrina e Prevenção de Doenças Relacionadas à Idade.

Ela é certificada em Bioquímica do Metabolismo aplicado à Obesidade e Doenças Crônicas e Degenerativas e em Endocrinologia Avançada pela A4M (Universidade de Washington). É também membro da American Anti-AgingAcademy, da Associação Brasileira de Ozonioterapia e da Associação de Médica de Prática Ortomolecular.

“O principal componente da SII é a alteração do eixo cérebro-intestino”

Cristine Lengler, gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde, nesta entrevista, explica que a síndrome do intestino irritável é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. Sim, muitos podem achar que os alimentos são os vilões, mas, na verdade, é o cérebro o principal ator neste drama.

Cristine afirma que muitos pacientes chegam ao consultório após uma via crucis de atendimentos anteriores. E que algo muito comum, e preocupante, é que muitos desistem do tratamento, pois querem resultados rápidos. Ela avisa que é preciso ter paciência, pois não existem curas milagrosas, muito menos imediatas.

Confira abaixo a entrevista exclusiva:

Pergunta-Como define a síndrome do intestino irritável – SII?

Resposta-A síndrome do intestino irritável acomete o intestino e é uma condição comum na população mundial, sendo parte do grupo de distúrbios funcionais associados a alterações do eixo cérebro-intestino. É definida pela presença de dor abdominal associada à alteração do hábito intestinal (diarreia, constipação ou ambos). Na ausência de doença orgânica associada.

P-A SII parece ser algo difícil de diagnosticar, concorda? Por quê?

R-O diagnóstico da síndrome não é difícil, mas requer a exclusão de algumas situações que podem causar sintomas semelhantes, uma vez que não temos um exame específico que a diagnostique. Uma vez excluídas causas orgânicas importantes, na ausência de alterações laboratoriais e com quadro clínico compatível, faz-se o diagnóstico da síndrome. Se uma pessoa tem diarreia com frequência, a motilidade está alterada e um teste que confirme isso não me dará um diagnóstico. É preciso fazer alguns exames, como a colonoscopia ou calprotectina fecal, por exemplo. Porém é preciso analisar caso a caso, depende do sintoma, da história e do exame físico individual.

P-Há uma impressão que o número de pessoas com a SII e/ou com a Intolerância à Lactose está aumentando. É fato ou impressão mesmo? Tem algum número atual?

R-Os trabalhos mostram que a prevalência da doença tem sido estável. Os sintomas de síndrome do intestino irritável acometem aproximadamente 10% a 15% da população mundial.

P-Sempre ouvimos que humanos são os únicos mamíferos que continuam a tomar leite depois de crescerem. Leite não seria natural ou necessário fora da fase da amamentação?

R-Isso não procede. O leite e seus derivados são a principal fonte de cálcio na infância e também são importantes fontes de cálcio na idade adulta. Apenas intolerantes à lactose e portadores de algumas condições gastroenterológicas específicas não devem consumir leite e derivados.

P-Pessoas com a SII comentam que os profissionais não as levam a sério nas consultas. Há uma falta de conhecimento sobre o problema?

R-Como médica gastroenterologista, vejo muitos pacientes com síndrome do intestino irritável no meu dia a dia. Pessoalmente, não posso dizer que seja uma realidade de mau atendimento médico, no sentido de menosprezar a queixa do paciente, mas acho que muitos pacientes podem assim interpretar ao ouvirem do médico que se trata “apenas” da síndrome do intestino irritável, quando, na verdade, estão tentando tranquilizar o paciente no sentido de que não é uma condição grave que possa colocar a vida em risco.

Para atendermos bem um paciente com síndrome do intestino irritável é necessário um tempo maior de consulta, o que muitas vezes não é possível. Além disso, há a necessidade de entendermos melhor a realidade do paciente e contextualizar os sintomas. Os aspectos emocionais são realmente muito importantes. Para isso é necessário que se estabeleça uma boa relação médico-paciente. E o paciente também precisa entender que muitas vezes leva-se certo tempo até conseguir melhorar os sintomas, não é incomum precisarmos de mais de uma tentativa medicamentosa, além da abordagem dos aspectos emocionais.

P-O lado emocional pesa, mas a alimentação parece ser o gatilho mais importante. Ou não?

R-Não, a alimentação não é o gatilho mais importante. O alimento dispara o sintoma, mas não causa o problema. A SII é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. O fator essencial na síndrome são as alterações de motilidade e de hipersensibilidade visceral mediados pelo sistema nervoso central. Pessoas com SII têm o intestino com uma sensibilidade maior. Por exemplo, uma quantidade de gases que para uma pessoa sem o problema seria normal, para quem tem a síndrome dá a sensação de estufamento.

Ou seja, o paciente tem uma sensibilidade exacerbada, o que chamamos de hipersensibilidade visceral. Nessas pessoas, a movimentação do intestino fica alterada, seguindo o comando que vem do cérebro. O cérebro de quem tem SII, quando associado a fatores estressores, dá uma resposta alterada, liberando substâncias que, no intestino, vão provocar hipersensibilidade e sensação de motilidade. E essas alterações realimentam o cérebro com estímulos, aumentando a sensação de dor. Ou seja, é um caminho de duas vias.

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P-Algumas pessoas não concordam quando se fala que o mais importante é o lado emocional, dizendo que não têm problemas.

R-Muitas vezes não há um diagnóstico psiquiátrico. Pessoas com SII têm respostas exacerbadas ao estresse, como falei antes. Não é porque uma pessoa é mega-ansiosa, megaestressada que vai passar mal. O cérebro de quem tem SII dá respostas inadequadas a qualquer coisa, não precisa ser um evento importante, como uma discussão com o chefe, basta que o cérebro libere substâncias que disparem estímulos nervosos. Isso é inconsciente, a pessoa não percebe.

P-Dizem que não morremos por causa da SII, mas morreremos com ela. Não há mesmo cura?

R-Não existe cura. A pessoa com síndrome do intestino irritável, ao longo da vida, costuma ter períodos sem sintomas alternados com períodos mais sintomáticos. Mas a síndrome é tratável.

P-Há estudos novos que trazem alguma esperança em tratamento ou descoberta mais rápida do problema? Novos exames?

R-Não, por enquanto.

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P-Quais as dicas para se viver com a SII e IL da melhor forma possível?

R-Inicialmente, procurar atendimento médico logo e não deixar de comunicar seu médico quando ocorrerem intensificação dos sintomas. O tratamento da síndrome do intestino irritável tem dois focos: alívio dos sintomas com medicação e alimentação adequada; e modificação da resposta ao estresse. A parte emocional é muito importante. Abordagens que modifiquem a resposta ao estresse ajudam muito, como psicoterapia, exercícios de relaxamento, atividade física regular e mindfullness. No caso desta última, não foi que um pessoal “paz e amor” que falou que funciona, há trabalhos científicos demostrando bons resultados.

A dieta pode auxiliar e é orientada conforme os sintomas (se diarreia, se constipação, se distensão). Se houver constipação, o consumo de mais líquidos e de alimentos ricos em fibras auxiliam; quando predomina distensão, orientamos uma dieta com alimentos pouco fermentativos. Em geral, a orientação alimentar depende dos sintomas apresentados. Quando essas medidas não são suficientes pode-se optar por adotar uma dieta com restrição de FODMAPs.

FODMAP é o conjunto de alimentos fermentáveis que são mal absorvidos pelo nosso organismo e que podem causar desconforto intestinal. Eles são classificados como oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis. Os alimentos fermentáveis referidos são os carboidratos não digeridos pelo trato digestivo humano. Assim, esta alta osmolaridade e a formação de gases pela microbiota intestinal acabam por desencadear os referidos sintomas.

Quando adotamos uma dieta com baixo teor de FODMAPS a ideia é identificarmos os alimentos desencadeadores de sintomas. Não é o objetivo manter a restrição de todo o grupo para sempre. O ideal é que, após a pessoa se sentir melhor, vá reintroduzindo os alimentos gradativamente até identificar os específicos de modo que, posteriormente, sejam evitados apenas os alimentos desencadeadores, e que a dieta não fique muito restrita por muito tempo. Manutenção de dieta com pouco FODMAPs por longo prazo pode levar a várias deficiências nutricionais. Não é recomendada a adoção desse tipo de dieta sem acompanhamento profissional.

TIPOS DE FODMAP   ONDE ENCONTRAR?*
Monossacarídeos (frutose) Xarope de milho, mel, néctar de agave, maçã, pera, manga, aspargos, cereja, melancia, sucos de fruta, ervilha.
Dissacarídeos (lactose) Leite de vaca, leite de cabra, leite de ovelha, sorvete, iogurte, nata, creme, queijo ricota e cottage.
Oligossacarídeos (fructans) Cebola, alho, alho-poró, trigo, cuscuz, farinha, massa, centeio, caqui, melancia, chicória, dente-de-leão, alcachofra, beterraba, aspargos, cenoura vermelha, quiabo, chicória com folhas vermelhas, couve
Oligossacarídeos (GOS Lentilhas que não foram enlatadas, grãos de bico que não foram enlatados, grãos enlatados, feijão, ervilha, grãos integrais de soja.
Polióis Xilitol, manitol, sorbitol, glicerina, maçã, damasco, pêssego, nectarina, pera, ameixa, cereja, abacate, amora, lichia, couve-flor, cogumelos.

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P-Como substituir os alimentos que na teoria fazem mal?

R-A substituição vai depender de qual alimento será retirado da dieta, portanto isso é analisado caso a caso.

P-Li que alguns profissionais recomendam a criação de um diário com a lista do que se comeu.

R-Fazemos isso quando a pessoa está em tratamento, mas não melhora. Tentamos identificar alimentos que fazem mal para ela. Ou seja, é caso a caso, não há uma fórmula que vale para todos. É individual, conforme sintomas e evolução. Como falei antes, a alimentação faz parte do tratamento. Há casos nos quais conseguimos identificar um alimento e o tirarmos, mas varia de um paciente para outro.

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P-Quais dicas são importantes para quem tem SII?

R-A primeira coisa é ter cuidado com blogs que trazem informações erradas. Dão fórmula disso, receitas daquilo, chás que curam… As pessoas querem algo milagroso, e isso não existe! Outro problema muito comum, a pessoa não tem paciência de persistir no tratamento. Ela chega no meu consultório, por exemplo, depois de passar com vários médicos antes e já quer resultado. Não há um remédio superbom para a SII. Prescrevemos um medicamento e não dá certo, voltamos ao zero. Às vezes, na terceira ou quarta tentativa funciona, mas o paciente não tem paciência e isso acaba atrapalhando um pouco.

A vida agitada, como, por exemplo, a que levamos aqui em são Paulo, não ajuda. É uma cidade complicada, muito trabalho, muito trânsito, muitos problemas e a SII é uma doença na qual o estresse piora muito os sintomas. Por isso, técnicas de relaxamento e mindfulness ajudam muito. E, claro, procurar ajuda médica. Isso porque os sintomas da síndrome podem esconder inúmeras doenças, até graves, e a pessoa pode achar que não é nada. Ou o contrário, ela achar que tem algum problema de saúde sério e é mesmo a SII.

Cristine Lengler é Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Especialista em Gastroenterologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua como médica gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde. É membro fundador do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)

*Tabela cedida pela médica

 

 

 

 

 

Alimentos que causam inchaço (e como substituí-los)

Inchaço é quando sua barriga parece intumescida ou aumentada depois das refeições.Geralmente isso é causado por gases ou outros problemas digestivos. Inchaço é algo muito comum. Cerca de 16% a 30% das pessoas dizem que o experimentam regularmente.

Embora o inchaço possa ser um sintoma de uma condição médica grave, geralmente é causado por algo presente na dieta. Abaixo estão 13 alimentos que podem causar inchaço, juntamente com sugestões sobre o que comer em vez disso. 

É importante frisar que as pessoas frequentemente confundem “inchaço” com “retenção líquida”, que envolve quantidades aumentadas de fluido no corpo. Preste atenção ao seu problema para encontrar a solução correta.

1. Feijão

Feijão é um tipo de leguminosa. Contém grandes quantidades de proteína e carboidratos saudáveis. Os feijões também são muito ricos em fibras, além de várias vitaminas e minerais. No entanto, a maioria dos grãos contém açúcares chamados alfagalactosídeos, que pertencem a um grupo de carboidratos chamados FODMAPs.
Os FODMAPs (oligo-, di-, mono-sacarídeos e polióis fermentáveis) são carboidratos de cadeia curta que escapam da digestão e são fermentados pelas bactérias intestinais no cólon. O gás é um subproduto desse processo.

Para pessoas saudáveis, os FODMAPs simplesmente fornecem combustível para as bactérias digestivas benéficas e não causam nenhum problema. No entanto, para indivíduos com síndrome do intestino irritável, outro tipo de gás é formado durante o processo de fermentação. Isso pode causar grande desconforto, com sintomas como inchaço, flatulência, cólicas e diarreia. Deixá-lo de molho é uma boa maneira de reduzir os FODMAPs nos beans. Mudar a água da imersão várias vezes também pode ajudar.

O que comer em vez disso: alguns tipos de feijão são mais fáceis no sistema digestivo. Feijão carioca e feijão preto podem ser mais digeríveis, especialmente após ficarem de molho. Você também pode substituir o feijão por grãos, carne ou quinoa.

2. Lentilhas

Lentilhas também são leguminosas. Elas contêm grandes quantidades de proteínas, fibras e carboidratos saudáveis, além de minerais como ferro, cobre e manganês. Por causa de seu alto teor de fibra, podem causar inchaço em indivíduos sensíveis. Isto é especialmente verdadeiro para pessoas que não estão acostumadas a comer muita fibra. Como feijões, também contêm FODMAPs. Estes açúcares podem contribuir para a produção excessiva de gás e inchaço.No entanto, deixando-as de molho ou lavando-as várias vezes antes de comê-las pode torná-las muito mais fáceis de serem digeridas pelo sistema digestivo.

O que comer em vez disso: lentilhas de cor clara são geralmente mais baixas em fibras do que as mais escuras, e podem, portanto, causar menos inchaço, especialmente após o molho

3. Bebidas Carbonatadas, como refrigerantes

Bebidas carbonatadas são outra causa muito comum de inchaço. Essas bebidas contêm quantidades elevadas de um gás, o dióxido de carbono. Quando você bebe uma dessas bebidas, acaba engolindo grandes quantidades desse gás. Alguns gases ficam presos no sistema digestivo, o que pode causar inchaço desconfortável e até cólicas.

O que beber em vez disso: água pura é sempre melhor. Outras alternativas saudáveis incluem café, chá e água com sabor de frutas.

4. Trigo

O trigo tem sido altamente controverso nos últimos anos, principalmente porque contém uma proteína chamada glúten. Apesar da controvérsia, o trigo ainda é amplamente consumido. É ingrediente da maioria dos pães, massas, tortilhas e pizzas, bem como produtos de panificação como bolos, biscoitos, panquecas e waffles. Para pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten, o trigo causa grandes problemas digestivos. Isso inclui inchaço, gases, diarreia e dor de estômago.O trigo também é uma fonte importante de FODMAPs que podem causar problemas digestivos em muitas pessoas.

O que comer em vez disso: existem muitas alternativas ao trigo, como aveia pura, quinoa, trigo mourisco, farinha de amêndoa e farinha de coco.

5. Brócolis e outros vegetais crucíferos

A família de vegetais crucíferos inclui brócolis, couve-flor, couve, couve de bruxelas e vários outros. Estes são muito saudáveis, contendo muitos nutrientes essenciais como fibra, vitamina C, vitamina K, ferro e potássio. No entanto, eles também contêm FODMAPs, por isso podem causar inchaço em algumas pessoas. Cozinhar vegetais crucíferos pode torná-los mais fáceis de digerir.

O que comer em vez disso: existem muitas alternativas possíveis, incluindo espinafre, pepino, alface, batata doce e abobrinha.

6. Cebola

As cebolas são vegetais de bulbo subterrâneos com um sabor único e poderoso. Raramente são comidas inteiras, mas são populares em refeições cozidas, acompanhamentos e saladas. Apesar de serem consumidas em pequenas quantidades, as cebolas são uma das principais fontes alimentares de frutanos, fibras solúveis que podem causar inchaço. Além disso, algumas pessoas são sensíveis ou intolerantes a outros compostos em cebolas, especialmente nas versões cruas. Portanto, cebolas são uma causa conhecida de inchaço e outros desconfortos digestivos. Cozinhá-las pode reduzir esses efeitos digestivos.

O que comer em vez disso: tente usar ervas frescas ou especiarias como uma alternativa. 

7. Cevada

Cereal comumente consumido, muito nutritivo, pois é rico em fibras e contém grandes quantidades de vitaminas e minerais como molibdênio, manganês e selênio. Por causa de seu alto teor de fibra, a cevada integral pode causar inchaço em pessoas que não estão acostumadas a comer muita fibra. Além disso, contém glúten. Isso pode causar problemas para pessoas que são intolerantes.

O que comer em vez disso: cevada refinada, como cevadinha, que pode ser melhor tolerada. A cevada também pode ser substituída por outros grãos ou pseudocereais como aveia, arroz integral, quinoa ou trigo sarraceno. 

8. Centeio

O centeio é um cereal que está relacionado ao trigo.É muito nutritivo e uma excelente fonte de fibras, manganês, fósforo, cobre e vitaminas B. No entanto, também contém glúten, uma proteína que muitas pessoas são sensíveis ou intolerantes. Por causa de seu alto teor de fibra e glúten, pode ser uma das principais causas de inchaço em indivíduos sensíveis.

O que comer em vez disso: outros grãos ou pseudocereais, incluindo aveia, arroz integral, trigo mourisco ou quinoa. 

9. Produtos Lácteos

Laticínios são altamente nutritivos, bem como excelentes fontes de proteína e cálcio. Há muitos produtos lácteos disponíveis, incluindo leite, queijo, cream cheese, iogurte e manteiga. No entanto, cerca de 75% da população mundial não consegue decompor a lactose, o açúcar encontrado no leite, condição conhecida como intolerância à lactose. Se você é intolerante à lactose, laticínios podem causar grandes problemas digestivos. Os sintomas incluem inchaço, gases, cólicas e diarreia. 

O que comer em vez disso: pessoas que são intolerantes à lactose às vezes podem manipular creme e manteiga, ou laticínios fermentados como iogurte. Produtos lácteos sem lactose também estão disponíveis. Outras alternativas ao leite normal incluem leite de coco, amêndoa, soja ou arroz. 

10. Maçã

As maçãs estão entre as frutas mais populares do mundo. São ricas em fibras, vitamina C e antioxidantes, e têm sido associados a uma série de benefícios para a saúde. Porém, também são conhecidas por causar inchaço e outros problemas digestivos para algumas pessoas. Os culpados são a frutose (que é um FODMAP) e o alto teor de fibras. A frutose e a fibra podem ser ambas fermentadas no intestino grosso e podem causar gases e inchaço. Maçãs cozidas podem ser mais fáceis de digerir do que as frescas.

O que comer em vez disso: outras frutas, como bananas, mirtilos, toranjas, tangerinas, laranjas ou morangos. 

11. Alho

 O alho é incrivelmente popular, tanto para dar sabor quanto como um remédio para a saúde. Como as cebolas, o alho contém frutanos, que são FODMAPs que podem causar inchaço. Alergia ou intolerância a outros compostos encontrados no alho também é bastante comum, com sintomas como inchaço, arrotos e gases. No entanto, cozinhar o alho pode reduzir esses efeitos.

O que comer em vez disso: tente usar outras ervas e especiarias em sua cozinha, como tomilho, salsa, cebolinha ou manjericão.

12. Açúcar de álcool

 Açúcares de álcool são usados para substituir o açúcar em alimentos sem açúcar e gomas de mascar. Tipos comuns incluem xilitol, sorbitol e manitol. Eles também são FODMAPs e tendem a causar problemas digestivos, uma vez que atingem o intestino grosso inalterado, onde as bactérias se alimentam deles. Consumir grandes quantidades de açúcar de álcool pode causar problemas digestivos, como inchaço, gases e diarréia.

O que comer em vez disso: Eritritol é também um álcool de açúcar, mas é mais fácil na digestão do que os mencionados acima. A estévia também é uma alternativa saudável ao açúcar e aos álcoois de açúcar.

13. Cerveja

 
Todo mundo já ouviu falar do termo “barriga de cerveja”. Refere-se não só ao aumento da gordura da barriga, mas também ao inchaço causado pelo consumo de cerveja.

A cerveja é uma bebida carbonatada feita a partir de fontes de carboidratos fermentáveis, como cevada, milho, trigo e arroz, juntamente com algumas leveduras e água. Portanto, contém tanto gás (dióxido de carbono) quanto carboidratos fermentáveis, duas causas bem conhecidas de inchaço. Os grãos usados para preparar a cerveja também contêm glúten.

O que beber em vez disso: a água é sempre a melhor bebida, mas se você está procurando alternativas alcoólicas, em seguida, vinho tinto, vinho branco ou aguardente podem causar menos inchaço.

Outras maneiras de reduzir o inchaço

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O inchaço é um problema muito comum, mas muitas vezes pode ser resolvido com alterações relativamente simples. Existem várias estratégias que podem ajudar a reduzir o inchaço, descritas neste artigo. Se você tem problemas digestivos persistentes, então você pode querer considerar uma dieta de baixo FODMAP. Pode ser incrivelmente eficaz, não apenas por inchaço, mas também por outros problemas digestivos. No entanto, certifique-se de também consultar um médico para descartar uma condição médica potencialmente grave.

Guarde para você

Se tiver problemas com inchaço, então as chances são de que um alimento nesta lista seja o culpado é muito grande. Dito isto, não há razão para evitar todos esses alimentos, apenas os que causam problemas pessoais. Se você achar que um determinado alimento constantemente o deixa inchado, simplesmente evite-o. Nenhum alimento vale tanto sofrimento.

Fonte: Health Line: artigo nutricional baseado em evidências de especialistas da Authority Nutrition (EUA)

 

Cinco sinais que uma dieta de baixo Fodmap pode ser boa para você

Você tem problemas digestivos? Você tem medo de voar, sair para jantar ou até mesmo fazer sexo, porque você não sabe quando esse momento de “necessidade de banheiro imediata” vai chegar.

Quando dores de barriga, gases, inchaço, constipação ou diarreia são um problema frequente, é hora de procurar o médico para procurar a causa subjacente. Muitas vezes, esses sintomas são indicadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). De acordo com o American College of Gastroenterology, a SII é um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns, afetando cerca de 20% da população. É tão comum que é responsável por 40% de todas as consultas com gastroenterologistas.

A boa notícia é que a pesquisa sugere que as pessoas com a síndrome podem reduzir ou, em alguns casos, eliminar seus sintomas digestivos seguindo uma dieta com baixo teor de Fodmap.

Fodmaps são carboidratos que podem ser mais difíceis de digerir para alguns indivíduos com os chamados “distúrbios gastrointestinais funcionais”, como a SII. Fodmaps significa fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Alguns alimentos ricos em Fodmap incluem trigo, cebola, alho, legumes, leite, mel, maçãs, frutas secas, alguns substitutos do açúcar e fibras adicionadas.

Enquanto todos experimentam os sintomas da SII de forma diferente, aqui estão 5 sinais de que uma dieta baixa Fodmap pode ser o ideal para você*:

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1. Você se tornou um detetive de banheiro. Não importa onde você esteja, sua primeira preocupação é descobrir onde fica o banheiro mais próximo. Você pode realmente planejar suas atividades ao ar livre – caminhadas ou corridas – em torno de onde você sabe que há um banheiro.

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2. Você parece grávida de cinco meses depois de uma refeição. Algumas pessoas que sofrem da SII experimentam grande inchaço e distensão depois de comer. Você pode sentir que passou do “tamanho normal” para o tamanho de cinco meses de gestação.

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3. Você está na zona de exclusão aérea. Os sintomas da SII podem causar tanta agitação que você evita viajar porque se sente mais seguro perto de casa, perto do seu próprio banheiro. E se você precisar voar, escolhe seu lugar com base na proximidade do banheiro.

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4. Você pula o sexo! Seus sintomas de SII podem ser tão graves ou embaraçosos que você evita o sexo por medo de soltar gases ou precisar correr para o banheiro quando as coisas começam a acontecer no quarto.

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5. Alimentação  “saudável” não parece ajudar. Você já tentou comer mais frutas e verduras, sem glúten e acrescentando mais fibras à sua dieta, mas ainda tem sintomas. Isso pode ocorrer porque muitos alimentos saudáveis – incluindo certas frutas e vegetais – contêm Fodmaps.

Ao eliminar alimentos ricos em Fodmap de sua dieta, você pode reduzir alguns ou mesmo todos os seus sintomas desagradáveis. Como há muitos alimentos ricos em Fodmap é necessário um compromisso, e não há espaço para fazer tapeação nessa dieta. No entanto, isso é apenas para a fase de eliminação que normalmente dura de duas a seis semanas.

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Depois disso, você pode reintroduzir gradualmente os alimentos ricos em Fodmap em sua dieta, mantendo apenas os que não causam sintomas. Embora isso possa parecer difícil, agora existem algumas marcas de alimentos e outras que criaram refeições e / ou lanches para ajudar a manter um plano de baixo Fodmap muito mais fácil.

* Converse com seu médico antes de iniciar uma nova dieta

Fonte: Katherine Brooking – WebMD

Para saber mais sobre a dieta Fodmap clique aqui.


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Azeite de oliva pode ser usado para tratar constipação?

A constipação é um problema digestivo comum que pode afetar pessoas de todas as idades. É definido por ter menos de três evacuações por semana ou movimentos intestinais secos, duros, pequenos ou difíceis de passar.

Embora algumas pessoas possam pensar que fazer uma evacuação diária é necessário, a Associação Americana de Gastroenterologia afirma que nem sempre é esse o caso. Algumas pessoas podem ter evacuações todos os dias e ainda ter constipação se as fezes estiverem secas e duras.

Outros podem ter apenas evacuações três vezes por semana, mas terem fezes regulares e moles. A dureza e consistência das fezes podem ser um melhor sinal de constipação do que a frequência de evacuações. Muitas pessoas experimentarão constipação em algum momento. Viajar, mudanças na rotina ou certos alimentos podem causar mais evacuações no curto prazo.

Embora a constipação geralmente não seja grave, muitas vezes é desconfortável. Pode causar dor de estômago, inchaço e náusea. A constipação a curto prazo geralmente desaparece sozinha após a pessoa retornar às rotinas normais e aos hábitos alimentares.

Em alguns casos, a constipação pode durar semanas ou mais. Isso pode levar a problemas de saúde a longo prazo, incluindo:

-Hemorroidas: veias dilatadas no ânus que podem causar dor, irritação, sangramento e coceira
-Pequenas fissuras no ânus que podem causar dor ou coceira
-Uma grande massa de fezes fica presa no reto
-Prolapso retal, onde o reto desliza para fora da sua posição normal

Tratando a constipação com azeite

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O azeite pode ser uma maneira segura e saudável de fazer as fezes se moverem novamente. As gorduras no azeite podem ajudar a tornar o interior do intestino mais suave, tornando as fezes mais fáceis de passar. Também pode ajudar as fezes a manter mais água, mantendo-as mais suaves.

Uma colher de sopa de azeite, tomada com o estômago vazio pela manhã, pode aliviar a constipação para muitos adultos saudáveis. Tomar mais do que essa quantidade pode levar a diarreia e câimbras, por isso não é recomendado.

O azeite de oliva não é recomendado para bebês e crianças com constipação. A Academia Americana de Pediatria recomenda uma pequena quantidade de suco de maçã ou pera, xarope Karo ou purê de ameixas para bebês. Crianças pequenas e mais velhas podem obter alívio com alimentos ricos em fibras, como ameixas, damascos e cereais integrais. Se as mudanças na dieta não ajudarem, as crianças devem consultar um médico para tratamento adicional.

Outros benefícios do azeite para a saúde

azeite de oliva

O azeite de oliva não é apenas útil para a constipação, mas tem outros benefícios para a saúde também. É um alimento básico na dieta mediterrânea, que está ligada a um menor risco de certas doenças e uma vida mais longa.

O óleo tem efeitos anti-inflamatórios que podem reduzir o risco de diabetes, doenças cardíacas, certos tipos de câncer, artrite e doenças degenerativas, como Alzheimer ou  Parkinson. Também pode diminuir o risco de depressão de uma pessoa.

A American Heart Association (AHA) recomenda tomar azeite para melhorar a saúde do coração, devido às suas gorduras monoinsaturadas saudáveis. Pessoas saudáveis com mais de dois anos de idade devem receber 25% a 35% de suas calorias diárias de gorduras monoinsaturadas ou poli-insaturadas, segundo a AHA. Consumir principalmente gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e limitar as gorduras saturadas e trans pode ajudar a melhorar os níveis de colesterol.

O azeite de oliva também contém vitamina E, um nutriente importante que está faltando na dieta de muitas pessoas.

Embora diferentes tipos de azeite estejam disponíveis nas lojas, o extravirgem pode oferecer mais benefícios para a saúde. Quando um óleo é rotulado de “extravirgem”, significa que o fruto foi simplesmente pressionado para extrair o óleo.

Outros tipos, como o azeite “light”, podem ter sido extraídos com produtos químicos ou em processos diferentes. Isso pode refinar e filtrar alguns dos compostos naturais da azeitona.

Outros óleos que podem ser usados no tratamento da constipação

colher de remedio shutterstock
Shutterstock

Usar óleos para alívio da constipação não é uma nova tendência. O óleo de mamona tem sido usado há anos para tratar a constipação, embora sua ação seja diferente dos efeitos suaves do azeite. O óleo de rícino afeta os músculos do intestino, fazendo com que eles se contraiam e se movam. Isso muitas vezes estimula as fezes a passarem pelo intestino.

Às vezes, as mulheres grávidas são aconselhadas a tomar óleo de mamona para induzir o parto em uma gravidez a termo tardia, pois isso pode causar a contração do útero. As mulheres grávidas devem discutir o uso do óleo de mamona ou quaisquer medicamentos ou suplementos com seu médico antes de tomá-los.

O óleo mineral ajuda a amolecer as fezes de maneira semelhante ao azeite. Um estudo no Journal of Renal Nutrition sugere que o azeite de oliva funcionou tão bem quanto o óleo mineral para pacientes submetidos à diálise que sofrem de constipação. Os pacientes tomaram quatro mililitros de azeite por dia.

Outros tratamentos

Para casos leves de constipação, as mudanças no estilo de vida, como beber mais água, fazer mais exercícios e comer mais fibras, são frequentemente recomendadas. Se essas medidas não fornecerem alívio suficiente, os laxantes podem ajudar. Eles devem ser usados ​​com moderação, a menos que um médico diga o contrário. Isso porque o intestino pode se tornar dependente deles para estimular seus músculos.

Muitas opções de tratamento estão disponíveis e funcionam de diferentes maneiras para aliviar a constipação:

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=Suplementos de fibra adicionam volume às fezes e facilitam a passagem. Exemplos: Citrucel, FiberCon, Metamucil.
=Amaciadores de fezes ajudam a obter fluido para as fezes e são frequentemente recomendados após cirurgia ou parto. Exemplos: Colace, docusate.
=Os laxantes osmóticos ajudam o intestino a manter mais fluido, em vez de absorvê-lo. Isso ajuda a suavizar as fezes. Exemplos: Leite de Magnésia, Miralax, Sorbitol.
=Os lubrificantes ajudam a tornar as fezes mais escorregadias para que possam passar facilmente do cólon. Embora o óleo de oliva seja considerado um lubrificante quando tomado como um laxante, outros lubrificantes estão disponíveis. Exemplos: óleo mineral, frota, zymenol.
=Os laxantes estimulantes causam contrações e movimentos no intestino. Em geral, eles só devem ser usados ​​com casos mais graves de constipação e sob orientação médica. Exemplos: Correctol, Dulcolax, Senocot.

Quando ver um médico

homem banheiro constipação diarreia SII

Algumas pessoas podem se tornar dependentes de laxante se o usarem por muito tempo, especialmente os estimulantes. As pessoas que sentem que não podem ter uma evacuação sem tomar um laxante primeiro devem conversar com seu médico. Com essa ajuda, podem ser desmamadas ou encontrar outras maneiras de aliviar a constipação.

Tratar constipação ocasional com azeite ou outro produto pode ajudar a evitar desconforto e tem benefícios para a saúde.

A constipação a longo prazo pode ser um sinal de outro problema de saúde ou pode ser uma reação a certos medicamentos. As pessoas que acham que seus movimentos intestinais são consistentemente duros, secos ou dolorosos devem consultar seu médico para aconselhamento.

Causas

A constipação pode ser causada por uma grande variedade de fatores. Alguns dos mais comuns incluem:

-Alterações hormonais, incluindo gravidez ou após o parto
-Certos medicamentos, incluindo pílulas de água, antiácidos, analgésicos receitados, antidepressivos e suplementos de ferro
-Demasiada pouca fibra na dieta
-Falta de exercício
-Alguns problemas de saúde, como tireoide subativa e diabetes
-Problemas com o sistema digestivo, como a síndrome do intestino irritável
-Cirurgia recente
-Quando se ignora ou adia a vontade de usar o banheiro

Às vezes, uma pessoa pode ter constipação sem uma causa clara. Os adultos mais velhos e as mulheres são mais afetados que outros grupos.

Por Jennifer Berry – Medical News Today

 

 

 

Dicas de como diminuir o excesso de gases

Enquanto expelir gases possa parecer embaraçoso para algumas pessoas, é bom lembrar que isso é uma parte natural do ciclo de digestão. Todo mundo faz isso, e é um sinal de que o sistema digestivo de uma pessoa está funcionando como deveria. É, de fato, essencial que o gás produzido pelo corpo seja liberado. Se não for, pode se acumular e se tornar muito desconfortável.

As pessoas podem expelir gases entre 5 e 15 vezes por dia. Pode parecer muito, mas é totalmente normal. A maioria não tem cheiro e não é barulhenta e, assim, passa despercebida.

Muitas pessoas podem sentir-se como se fossem “excepcionalmente gasosas”, mas, provavelmente, é só porque estão mais conscientes de seus gases do que de qualquer outra pessoa. Para aqueles que sentem que têm excesso de gás, há várias etapas para reduzir a flatulência. Aqui, uma lista com 12 dicas para melhorar a situação.

Formas de parar de soltar gases

Como parar

Geralmente não há necessidade de se preocupar com os gases. Enquanto algumas pessoas fazem isso mais que outras, é uma parte regular de como o corpo funciona.
No entanto, se uma pessoa sente que seu pum mudou, ou está se sentindo particularmente envergonhada e desconfortável, há algumas coisas que ela pode fazer para tentar reduzir a quantidade:

1. Coma refeições e lanches devagar e com cuidado

mulher comer mastigas pixabay

A maioria do gás produzido pelo corpo se forma por causa do ar engolido. Uma pessoa não pode evitar completamente de engolir ar, mas certos hábitos podem fazer com que o excesso entre no corpo. Comer muito depressa é um deles. Comer devagar e com a boca fechada reduzirá a quantidade de ar que uma pessoa ingere na hora das refeições. As pessoas devem tentar sentar-se e ter tempo para a alimentação, em vez de comer em qualquer lugar.

2. Pare com a goma de mascar

chiclete goma de mascar isilaltay
Foto: Isilaltay

Muitas pessoas mascam chiclete para manter o hálito fresco e ajudar a evitar que belisque. No entanto, aqueles que o fazem podem achar que têm mais gás do que outros. Goma de mascar significa engolir ar continuamente, o que incrementa e aumenta o número de vezes que uma pessoa precisa eliminar os gases.

3. Pesquise intolerâncias alimentares e alergias

sem lactose

Pessoas diferentes podem ser sensíveis a diferentes alimentos e podem ter alergias que provocam uma reação no corpo. Estas podem levar a gases e outros sintomas desagradáveis, como inchaço, náusea e diarreia. Uma pessoa com excesso de gás pode achar que uma dieta de eliminação ajuda. Dieta de eliminação: quando se corta todos os alimentos que conhecidamente causam gases antes de introduzi-los de volta, um de cada vez, para descobrir quais causam os problemas.

4. Evite roupas apertadas

mulher vestido confortável largo
Pinterest

Roupas soltas ajudam a garantir que a pessoa permaneça o mais confortável possível, caso haja inchaço. Vestindo roupas que não são muito apertadas também ajuda quando ocorre o inchaço dos gases, permitindo que eles passem livremente para fora do corpo.

5 – Evite ou reduza a ingestão de alimentos produtores de gás

Alguns alimentos são conhecidos por aumentar a produção de gás. Carboidratos que contêm frutose, lactose, fibra insolúvel e amido fermentado no intestino grosso. O gás é liberado enquanto fermentam. Cortar esses alimentos totalmente, no entanto, não é recomendado, pois eles são uma parte essencial de uma dieta saudável e equilibrada.
Frutas e vegetais podem causar gases, mas comer várias porções deles por dia é mais importante do que eliminar o gás. No entanto, reduzir a quantidade desses alimentos produtores de gás pode ajudar a minimizar a flatulência de uma pessoa.

Alimentos a serem menos consumidos:

sopa de feijão

-Feijão, vegetais de folhas verdes, como repolho, couve de Bruxelas, brócolis e aspargos. Eles contêm açúcares complexos que são difíceis de serem quebrados pelo corpo.
-Refrigerantes, suco de frutas, cebolas, peras e alcachofras. Todos esses alimentos contêm frutose, um ingrediente produtor de gás.
-Produtos lácteos, como laticínios e bebidas, contêm lactose, que também pode causar a formação de gás.
-Frutas, farelo de aveia, ervilha e feijão, pois contêm fibras insolúveis.
-Alimentos ricos em amido, como batatas, massas, milho e produtos que contenham trigo.

6. Pare de fumar

cigarro

As pessoas que fumam engolem mais ar do que as que não fumam. Quanto mais uma pessoa fuma, mais ar engole. Há, naturalmente, muitos outros benefícios de saúde para deixar de fumar também. As pessoas que usam cigarros eletrônicos também engolem mais ar do que as  que não usam. Evitar cigarros eletrônicos também pode ajudar quando uma pessoa tem excesso de gás.

7. Faça mais exercício

mulher exercicio sanavita

O exercício regular colabora para manter o sistema digestivo em boa forma. Uma caminhada suave após grandes refeições também pode ajudar a colocar o sistema digestivo em ação e mover a comida suavemente.

8. Beba muitos líquidos

homem garrafa de água foto derneuemann pixabay

Manter-se bem hidratado estimula as sobras a passarem suavemente pelo sistema digestivo de uma pessoa. Isso ajuda a manter as fezes moles, e beber bastante durante o dia é essencial. Além disso, a falta de fluido pode causar constipação, o que pode resultar em gases malcheirosos. As pessoas devem tentar beber um copo de água em cada refeição para ajudar o corpo a digerir os alimentos mais facilmente.

9. Evite bebidas carbonatadas

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Foto: Arker

As bebidas carbonatadas (refrigerantes) contêm bolhas de ar, e uma pessoa que bebe muitas bebidas gaseificadas pode achar que elas arrotam e soltam pum mais do que outras. Quando alguém reduz ou remove esses tipos de bebidas de sua dieta, pode ajudar a reduzir a quantidade de gás.

10. Tome probióticos

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Os probióticos são suplementos que contêm as bactérias saudáveis já encontradas no trato digestivo de uma pessoa. Essas boas bactérias ajudam a desmembrar a comida e podem até trabalhar para quebrar o gás hidrogênio produzido durante a digestão. Ocasionalmente, os probióticos podem causar um aumento de gás e inchaço. Isso geralmente é de curta duração e provavelmente diminuirá quando o corpo se acostumar com as novas bactérias. Muitos suplementos probióticos estão disponíveis.

11. Tente suplementos de enzima

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Pesquisas sugerem que suplementos de enzimas podem colaborar na quebra de proteínas e carboidratos complexos. Isso significa que eles podem ajudar com inúmeras doenças digestivas e seus sintomas. Se os carboidratos complexos podem ser quebrados no intestino delgado, uma pessoa produzirá menos gás. No entanto, se eles não quebrarem no intestino delgado e se moverem para o intestino grosso, serão as bactérias produtoras de gás que trabalharão para quebrá-las. Isso significa que mais gás irá se desenvolver e precisará ser liberado. Os suplementos de enzima lactase podem ajudar as pessoas cujo excesso de gás é causado pela intolerância à lactose. A lactase é a enzima que ajuda as pessoas a digerir produtos lácteos, e assim pode tornar as pessoas menos gasosas depois de comer refeições que incluem laticínios. Esses suplementos também estão disponíveis para compra.

12. Enfrente a constipação

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A constipação pode ser uma causa do excesso de gás. Se as fezes permanecerem no cólon por longos períodos de tempo, continuarão  fermentando dentro do corpo. Isso produz gás extra que pode cheirar particularmente mal. O tratamento para a constipação varia. No entanto, beber muita água e aumentar a ingestão de fibras pode ajudar a reduzir o risco de ocorrer. Certos medicamentos e amaciantes de fezes, que estão disponíveis on-line, também podem ajudar.

Dicas gerais

Sim

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-Comer pouco e muitas vezes e evitar refeições enormes;
-Ter tempo para mastigar os alimentos e tomar pequenos, ao invés de grandes goles de bebidas;
-Fazer exercícios regulares, o que ajudará a melhorar a digestão
-Manter uma dieta saudável e equilibrada
-Beber chá de hortelã, que é pensado para ajudar a digestão e acalmar o estômago

Não…

-Fumar
-Mastigar chiclete, chupar tampas de caneta ou doces duros
-Usar próteses/aparelhos dentários que não se ajustam adequadamente
-Comer qualquer alimento que seja difícil de digerir, ou conhecido por causar gases

Se uma pessoa está envergonhada com gases excessivos ou puns que cheiram mal, podem falar com um farmacêutico. Um farmacêutico pode recomendar medicação específica ou remédios para ajudar. Comprimidos de carvão foram pensados para absorver o excesso de gás no estômago, o que poderia reduzir a flatulência.

Uma pessoa que tem gases que cheiram mal pode também experimentar roupas íntimas e almofadas especiais que absorvem os odores.

Causas dos gases

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Muitos puns são devidos a engolir o ar ao longo do dia. Engolir ar não é algo que uma pessoa possa evitar completamente. Outro gás se desenvolve quando o intestino trabalha para decompor os alimentos que uma pessoa ingere. Os puns são uma combinação de gases inodoros, como dióxido de carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e, às vezes, metano.

Gases excessivos ou fétidos podem ocasionalmente ser um sinal de um problema médico. Se uma pessoa tiver preocupações sobre sua flatulência, deve marcar uma consulta com seu médico. O pum pode ser um sintoma de condições que podem exigir tratamento médico, como:

-Prisão de ventre
-Síndrome do intestino irritável (SII)
-Indigestão
-Doença celíaca
-Intolerâncias alimentares ou alergias

Certos medicamentos também podem causar gases excessivos ou malcheirosos. É essencial sempre consultar um médico antes de parar ou trocar a medicação.

Quando ver um médico

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Excesso de gases geralmente não é nada para se preocupar. Fazer algumas mudanças no estilo de vida pode ajudar a melhorar os sintomas. No entanto, em alguns casos, pode ser um sinal de algo mais sério. Uma pessoa deve marcar uma consulta com seu médico se isso for acompanhado por:

-Dores de estômago ou outras dores
-Náusea ou vômito
-Diarreia
-Perda de peso inesperada
-Sangue nas fezes
-Casos contínuos de constipação ou diarreia
-Alta temperatura ou sensação de calor e arrepios

Se a flatulência afetar a vida de uma pessoa negativamente e as mudanças na dieta e no estilo de vida e os medicamentos de venda livre não funcionarem, o ideal é consultar um médico para obter mais orientações.

Fonte: MedicalNewsToday

 

Complicações da Síndrome do Intestino Irritável: o que pode ocorrer?

Síndrome do intestino irritável (SII) afeta até 45 milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Mas os médicos não sabem muito sobre o que causa esse distúrbio intestinal. Encontrar um tratamento que funcione pode demorar, e outros problemas de saúde podem surgir nesse meio tempo.

Nenhuma das complicações são potencialmente fatais. SII não leva ao câncer ou a outras condições mais graves relacionadas ao intestino. Aqui estão alguns dos problemas de saúde que pode causar:

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Foto: Trestletech

Desidratação: se você tem diarreia grave com frequência, seu corpo pode perder muita água e sal. Isso pode deixar você desidratado. Você pode impedir que isso aconteça bebendo muita água. Seu médico pode recomendar suco de frutas e bebidas esportivas (isotônicas) também.

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Intestino impactado: se você está constipado por um longo tempo, as fezes podem ficar bloqueadas no cólon. Às vezes pode ficar tão difícil que você não conseguirá “empurrá-las” para fora. Isso é conhecido como uma impactação fecal. Pode doer e causar dor de cabeça, náusea e vômito. ocorre com mais frequência em adultos mais velhos. Consulte o seu médico imediatamente se você tiver sinais de que isso pode estar acontecendo.

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Intolerância alimentar: certos alimentos podem piorar os sintomas da SII. O que eles provocam pode ser diferente para cada um. Mas algumas pessoas se sentem melhor quando cortam trigo, laticínios, café, ovos, fermento, batatas e frutas cítricas. E gorduras e açúcares podem piorar a diarreia. Seu médico pode sugerir que você tente uma dieta Fodmap para cortar alguns carboidratos que são difíceis de digerir.

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Desnutrição: cortar alguns tipos de alimentos pode aliviar os sintomas da SII. Mas seu corpo pode não obter todos os nutrientes de que precisa. Um nutricionista pode ajudá-lo a encontrar uma dieta que funcione para você.

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Foto: Derneuemann/Pixabay

Hemorroidas: vasos sanguíneos inchados ao redor de seu ânus, a abertura onde as fezes saem, podem machucar e sangrar. Fezes muito duras ou muito soltas podem piorar a situação. Se os vasos inchados estão dentro do seu ânus, eles podem sair o suficiente para ficar para fora. Você pode muitas vezes tratar hemorroidas em casa com um creme sem receita. Você também pode tentar sentar em um bloco de gelo frio. E certifique-se de manter a área limpa.

mulher no banheiro

Problemas na bexiga: algumas pessoas com SII acordam durante a noite porque precisam fazer xixi. Você também pode ter uma necessidade urgente de ir durante o dia. Além disso, você pode sentir que não consegue esvaziar completamente a bexiga. Mas não reduza os fluidos. Isso pode piorar os problemas da bexiga.

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Foto: Luciana Ferraz/Pixabay

Complicações na gravidez: alterações hormonais e a pressão física que um bebê põe na parede do intestino podem causar problemas digestivos. Muitas mulheres também optam por interromper os medicamentos para a SII que estão tomando. Isso pode ser melhor para o bebê, mas pode tornar as mães mais propensas a ter azia e indigestão.

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Qualidade de vida: os surtos podem acontecer sem aviso prévio. Além disso, você pode ter diarreia por um tempo e, em seguida,ficar constipado. Não ser capaz de prever como você se sentirá pode dificultar a sua vida diária. Você provavelmente também precisa consultar seu médico com frequência e, provavelmente, perderá mais dias de trabalho do que outras pessoas. Pode ser mais difícil se concentrar quando você está no seu trabalho. O controle do estresse, por exemplo, por meio de exercícios ou meditação, pode ajudar.

depressão

Depressão e ansiedade: é comum as pessoas que têm SII sentirem que estão perdendo o controle sobre suas vidas. Se os seus sintomas são ruins, você pode se encontrar sempre tentando mapear o banheiro mais próximo. Porque há uma ligação entre cérebro e intestino, esse tipo de estresse pode piorar o quadro. A dor e os sintomas desajeitados com os quais você está lidando podem afetar seu humor. Pode ajudar falar com um superior sobre o que está acontecendo com você.

Referência Médica WebMD, texto analisado por Minesh Khatri, em 23 de maio de 2017