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Confira quais alimentos favorecem o funcionamento do intestino

Embora seja um dos sintomas relacionado a algumas doenças digestivas e distúrbios intestinais, a prisão de ventre geralmente está ligada à alimentação. Comum em várias idades, esse desconforto é decorrente de diversos fatores, como o baixa ingestão de fibras, pouca ingestão de líquidos, sedentarismo, além do consumo excessivo de proteína animal e de produtos industrializados. Segundo a Sociedade Brasileira de Coroproctologia, cerca de 30% dos brasileiros sofrem com esse incômodo abdominal.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom , empresa pioneira na produção de alimentos saudáveis, consumir alimentos ricos em fibras e beber muita água facilita o bom funcionamento do intestino.

“O intestino é o órgão responsável por absorver os nutrientes dos alimentos que ingerimos e eliminar aquilo que não será utilizado pelo corpo. A falta de líquido pode tornar o percurso mais difícil, pois a água dos alimentos será absorvida para a manutenção das funções vitais, consequentemente, deixando as fezes mais secas. Além disso, as fibras tem papel importantíssimo para o bom funcionamento intestinal, pois, contribuem para a formação do bolo fecal e também alimentam as bactérias boas que facilitam o processo”, explica.

De acordo com a especialista, a constipação pode ser causada pelo consumo excessivo de açúcar e gordura, além da falta de exercícios físicos. Pensando nisso, ela separou cinco alimentos que ajudam o trabalho do sistema digestivo e garantem melhora nas complicações intestinais. Confira:

Cereais integrais: “Em sua forma natural ou como farinha, arroz integral, aveia, trigo e granola são componentes que podem auxiliar no combate a prisão de ventre e até mesmo o câncer de intestino”, menciona. As fibras desses alimentos nutrem as bactérias intestinais e estimulam os movimentos peristálticos, favorecendo a eliminação de substâncias tóxicas.

Sementes: a linhaça e chia concentram um tipo de fibra que tem capacidade de absorver água e não soltar mais. Assim, é muito mais fácil evacuar, pois será exigido menos esforço. “Também é importante ingerir muita água junto com esses alimentos, para que eles consigam desempenhar sua função”, destaca Cyntia.

Foto: Max Straeten/Morguefile

Ameixa: muito conhecida por suas atribuições laxativas, a ameixa é rica em fibras e contém substâncias que absorvem mais água do organismo. “Sua ingestão acelera o trânsito intestinal”, aponta.

Maçã: “Conhecida por auxiliar na reversão dos quadros de diarreia, a maçã quando ingerida com a casca facilita o trabalho do sistema digestivo”, ressalta a especialista. Alimentos cozidos costumam não apresentar resistência na digestão, por isso é importante a ingestão daqueles que podem ser consumidos crus e com casca.

Pixabay

Mamão: essa fruta possui uma enzima que auxilia a digerir proteínas e acelerar o percurso do bolo fecal. “O mamão proporciona grandes melhorias na absorção de nutrientes e é excelente para diminuir a constipação. Consumir ¼ dessa fruta por dia já é capaz de melhorar o quadro”, finaliza Cyntia.

Confira abaixo algumas opções disponíveis no catálogo da Superbom ideais para auxiliarem na digestão:

Granola Premium- 500g
A Granola Premium da Superbom é um mix de cereais composta por frutas secas, grãos, oleaginosas e adoçantes naturais. É um preparo que concentra carboidratos, lipídios, fibras, alto conteúdo de vitaminas A, D e E. Muito baixo em sódio, fonte de fibras, isento de gordura trans. O resultado disso, é a melhora dos casos de prisão de ventre, redução de colesterol e da incidência de câncer no intestino. Sem contar que seu bom funcionamento dá maior disposição e proporciona uma pele mais bonita. A granola também é uma aliada na luta contra o envelhecimento, já que os minerais presentes, em especial selênio e zinco, são antioxidantes e ajudam a manter as células sempre jovens.

Geleia de Frutas Vermelhas com Chia
A geleia de frutas vermelhas dá um toque especial aos pratos doces. Além disso é fonte de fibras solúveis, portanto importante na atuação reguladora do intestino. E para aqueles que praticam atividades físicas, também são excelentes fontes de energia. Geleia 100% fruta de frutas vermelhas com chia.

Fonte: Superbom

Mamão, delicioso e carregado de nutrientes

Mamão é o fruto da planta Carica papaya. Têm sabor doce e cores vibrantes. Quando maduro, a polpa é laranja com muitas sementes pretas comestíveis, mas amargas, e pode ser consumido cru. No entanto, o mamão verde deve ser sempre cozido antes, especialmente durante a gravidez, pois a fruta verde é rica em látex, que pode estimular as contrações. O mamão é rico em muitos nutrientes, e seu consumo frequente pode reduzir o risco de muitas doenças, especialmente aquelas que tendem a surgir com a idade.

Confira nove benefícios desta fruta maravilhosa com a nutricionista Adriana Stavro:

Melhora beleza da pele – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduzir as rugas e linhas de expressão, diminuir a acne, principalmente em adolescente e melasmas.

Preveni asma – o risco de desenvolver asma é menor em pessoas que consomem grande quantidade de certos nutrientes. Um deles é o betacaroteno, presente em alimentos como mamão, damasco, brócolis, melão, abóbora e cenoura.

Propriedades anticâncer – o mamão pode atuar reduzindo os radicais livres, que contribuem para muitas doenças inclusive o câncer. Além disso, o mamão pode ter alguns benefícios extras. Entre 14 frutas e vegetais avaliadas com propriedades antioxidantes, apenas o mamão demonstrou atividade anticâncer nas células do câncer de mama. Em outro estudo publicado na revista Cancer Epidemiology and Prevention Biomarkers, mostrou que consumir antioxidantes como betacaroteno encontrado no mamão, pode reduzir o risco de câncer de próstata entre os homens jovens.

Saúde óssea – a baixa ingestão de vitamina K tem sido associada a um maior risco de fratura óssea . O consumo adequado deste mineral é importante pois, melhora a absorção de cálcio e pode reduzir a excreção urinária de cálcio, o que significa que terá mais cálcio circulante para fortalecer os ossos.

Controle glicêmico – estudos demonstraram que, indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2 que consomem dietas ricas em fibras, têm níveis mais baixos de glicemia e lipídios sanguíneos. 100g de mamão, que equivale a uma fatia pequena, fornece em média 3 gramas de fibras.

Pixabay

Previne constipação – o mamão é rico em fibras e água, o que ajuda a prevenir a constipação e a promover a regularidade e um aparelho digestivo saudável. Muitas pessoas consideram o mamão um remédio para constipação, e outros sintomas para a síndrome do intestino irritável (SII).

Melhora a digestão – esta fruta contém uma enzima chamada papaína, que pode tornar a proteína mais fácil de digerir.

Prevenção de doenças cardíacas (DCV) – um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio, é a mudança alimentar mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir os de DCV.

Foto: AniaMineeva/Pixabay

Diminui inflamação – a inflamação crônica está na raiz de muitas doenças. A alimentação inadequada associada a um estilo de vida pouco saudável, pode conduzir a um processo inflamatório grave. Estudos mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como o mamão, ajudam a reduzir marcadores inflamatórios. Um estudo de 2005, observou que os homens que aumentaram a ingestão de frutas e vegetais ricos em carotenoides, tiveram diminuição significativa na PCR, um marcador inflamatório específico. A colina é um nutriente muito importante encontrado no mamão. Este ajuda melhorar o sono, os movimentos musculares, o aprendizado e a memória. Ela também ajuda a manter a estrutura das membranas celulares, auxiliar na transmissão de impulsos nervosos, e reduzir a absorção de gordura e inflamação crônica.

Fonte: Adriana Stavro é Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, mestre do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Um em cada sete adultos tem a qualidade de vida afetada pela constipação idiopática crônica

Mudança de hábitos e orientação médica podem contribuir para melhorar o dia a dia de 14% da população que convive com a doença

Um em cada sete adultos, aproximadamente, tem constipação idiopática crônica. De fato, os estudos de prevalência demonstram que a constipação intestinal acomete cerca de 14% da população mundial, representando um dos principais motivos da procura pelo clínico ou especialista (gastroenterologistas e coloproctologistas). Trata-se de uma condição crônica na qual a ida ao banheiro ocorre com menos frequência do que o usual, em geral as fezes são endurecidas e ressecadas, sua expulsão é dolorosa ou difícil, sendo também frequente a sensação de evacuação incompleta ou bloqueada.

As causas da constipação idiopática crônica são desconhecidas, e não há alteração orgânica que dê suporte à doença. Em relação ao gênero, a doença acomete duas vezes mais mulheres do que homens. Uma das razões para a maior prevalência no sexo feminino é o receio que as mulheres têm de ir a qualquer banheiro, além da falta de tempo para evacuar, ocasionando maior dificuldade de evacuação. A constipação crônica é ainda mais comum nos idosos, sobretudo após os 65 anos.

Impacto social Para se ter uma ideia do impacto da doença na rotina diária de homens e mulheres, 75% dos pacientes dizem ficar mais de uma hora no banheiro para evacuar. Essa enfermidade também prejudica a vida pessoal e profissional, relata Maria do Carmo Friche Passos, gastroenterologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“As pessoas que sofrem com essa doença evacuam menos vezes por semana, relatam dificuldade para ir ao banheiro, necessitando fazer muito esforço e tempo prolongado para defecar (em geral as fezes são fragmentadas e endurecidas), e apresentam quase sempre uma sensação de evacuação incompleta e/ou bloqueio anorretal, comprometendo muito a qualidade de vida dos pacientes na sua rotina diária”, afirma Maria do Carmo.

Para se ter uma ideia do impacto da doença na rotina diária de homens e mulheres, 75% dos pacientes dizem ficar mais de uma hora no banheiro para evacuar. Essa enfermidade também prejudica a vida pessoal e profissional.

A médica também esclarece que o tema fezes e evacuações é cercado por tabus. “As pessoas preferem não comentar sobre problemas relacionados ao assunto, mas, no caso dessa doença, o tabu precisa ficar de lado quando a conversa é com o médico, principalmente pela enfermidade impactar negativamente a qualidade de vida”.

Mas o que falar com o especialista? O primeiro passo é estabelecer uma conversa clara e detalhada sobre o número de idas ao banheiro, se há necessidade de fazer esforço para evacuar e se as fezes são irregulares, endurecidas ou ainda se existe a sensação de obstrução ou bloqueio para evacuar. Além do diagnóstico clinico, o médico – gastroenterologista ou proctologista – poderá pedir alguns exames para a confirmação desse tipo de constipação.

O diagnóstico da constipação idiopática crônica é baseado na história médica e poderá ser confirmado se nos últimos três meses forem observados, pelo menos, dois dos sintomas abaixo. É importante consultar um gastroenterologista ou um proctologista, pois esses são alguns dos seus sintomas:

• Menos de 3 evacuações espontâneas por semana
• Mais de 25% das evacuações com esforço evacuatório
• Mais de 25% das evacuações de fezes irregulares ou endurecidas
• Mais de 25% das evacuações com sensação de obstrução ou bloqueio anorretal
• Mais de 25% das evacuações com necessidade de manobras manuais para defecar

O tratamento da constipação idiopática crônica inclui medidas dietéticas, comportamentais e medicamentos. Para melhorar os sintomas intestinais, a mudança de hábitos alimentares deve contemplar o aumento da ingestão de líquidos e fibras que aumentam o bolo fecal e estimulam o intestino, contribuindo para uma melhor evacuação. Além da dieta, a atividade física regular e a postura correta no vaso são fundamentais.

Quando estas orientações não são suficientes, os medicamentos devem ser usados, mas sempre sob orientação e prescrição médica. O uso indiscriminado de laxantes deve ser evitado, a não ser que haja indicação médica, pois eles determinam efeitos colaterais importantes, sobretudo a longo prazo. Não se deve tomar laxante por conta própria porque o uso crônico pode acostumar o intestino, fazendo com que seja quase sempre necessário um aumento da dose para se obter o mesmo efeito.

“Deixar o tabu de lado e conversar com o médico sobre o problema é o primeiro passo para cuidar dessa doença e para melhorar a qualidade de vida”, finaliza Maria do Carmo.

Fonte: Takeda Pharmaceutical Company Limited

Como as técnicas de massagem podem aliviar a constipação

É possível realizar massagem para alívio da constipação em casa sem equipamento. Envolve uma leve pressão sobre os músculos e órgãos envolvidos na eliminação dos resíduos. Embora não haja prova conclusiva de que a massagem para constipação funcione, algumas evidências sugerem que ela pode fornecer alívio. As massagens geralmente não são perigosas, podem proporcionar alívio e melhorar o bem-estar, independentemente de ajudarem na constipação, por isso pode valer a pena tentar.

Este artigo explora quais técnicas de massagem podem aliviar a constipação e como realizá-las.

O que é prisão de ventre?

A constipação ocorre quando uma pessoa tem dificuldade para evacuar. Os sintomas podem variar, mas uma definição comum é ter:

menos de 3 movimentos intestinais em uma semana
fezes duras ou encaroçadas
dor ao evacuar
sensação de que nem todas as fezes passaram

Massagem pode proporcionar alívio?

Massagens abdominais podem ajudar a aliviar a constipação. Pequenos estudos apoiam o uso da massagem terapêutica para ajudar com essa condição. Abaixo estão vários tipos e os efeitos no alívio da constipação.

Massagem abdominal

Existem algumas evidências de que massagens abdominais podem ajudar a aliviar sintomas da constipação. Em uma revisão mais antiga, pesquisadores descobriram que estudos mostraram resultados geralmente favoráveis ao realizar massagens abdominais para constipação.

No entanto, os autores mencionam que a pesquisa tinha falhas metodológicas, incluindo as massagens que os participantes usaram, quem recebeu a massagem e os tamanhos dos testes. Embora a maioria dos estudos seja pequena, a evidência geralmente é positiva.

Como fazer massagem abdominal

Para realizar uma massagem abdominal:

Deite-se de costas com os joelhos dobrados e os pés plantados no chão.
Comece a massagem no lado direito próximo ao osso pélvico e aplique pressão em movimentos circulares, trabalhando as mãos até a caixa torácica.
Mova as mãos para o lado esquerdo, continue trabalhando-as até o osso do quadril, depois volte para cima em direção ao umbigo.
Repita conforme necessário.

Massagem do cólon para constipação

Embora as pessoas possam traçar paralelos com a massagem do cólon e a abdominal, a principal diferença parece ser a quantidade de pressão aplicada. Os médicos afirmam que a massagem do cólon é uma técnica abdominal profunda para estimular os órgãos a liberar gás e pressão.

Não está claro se os pesquisadores usaram massagens abdominais profundas ou massagens abdominais em seus estudos. Também é incerto se eles examinaram especificamente uma massagem do cólon ou a diferença entre aplicar pressão profunda e massagem regular.

A massagem do cólon é semelhante a uma massagem abdominal. Para executar a técnica:

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Deite-se de costas com os joelhos dobrados e os pés no chão
Use os nós ou as pontas dos dedos para aplicar pressão no lado esquerdo, indo da caixa torácica até o osso pélvico.
Em seguida, comece no lado direito e trabalhe as pontas dos dedos para a esquerda sob a caixa torácica e, em seguida, mova as mãos para baixo até o osso pélvico.
Finalmente, no lado direito do estômago, massageie do umbigo até a caixa torácica, depois da esquerda para o outro lado e finalmente desça novamente até o osso pélvico.
Repita essas etapas de 10 a 15 vezes.

Outros tipos de massagem para constipação

Massagear outras áreas do corpo também pode ajudar na constipação. A seguir estão algumas dessas técnicas, juntamente com qualquer evidência de apoio.

Massagem nas costas

Foto: Yoel/MorgueFile

Embora as pesquisas sejam limitadas, o Institute for Integrative Healthcare sugere que a natureza interconectada dos músculos das costas e do cólon pode fazer com que as massagens nas costas ajudem com a constipação. Não existem estudos que examinem especificamente esse efeito, mas é improvável que este tipo de massagem cause danos, além disso, pode ajudar no relaxamento. Este é o tipo de massagem que você vai precisar de uma ajuda.

Massagem nos pés

Em um estudo de 2003 sobre reflexologia, os pesquisadores descobriram que as crianças que receberam uma massagem nos pés viram melhorias em sua constipação. Semelhante a outra pesquisa, este estudo foi pequeno, com apenas 50 participantes, o que significa que os resultados podem não ser os mesmos para todas as faixas etárias ou tipos de pessoas. Em um estudo mais recente, pesquisadores examinaram 60 adultos mais velhos para estudar os efeitos da reflexologia na constipação. Semelhante ao estudo em crianças, os cientistas encontraram resultados positivos usando essa técnica.

Para realizar reflexologia:

Sente-se em uma posição confortável com um pé cruzado sobre o joelho oposto para que eles possam tocar facilmente a planta do pé. Começando pelo meio do calcanhar, massageie com o polegar e trabalhe em direção à borda externa. Seguindo a borda do pé, continue aplicando pressão, movendo o polegar em direção ao meio do pé. Troque os pés e trabalhe do centro do pé na borda interna para a externa. Mova o polegar em direção ao calcanhar e finalize massageando a parte interna do meio do pé.

Massagem perineal

A massagem perineal usa um ponto de pressão entre a vagina ou escroto e o ânus para ajudar a aliviar a constipação. De acordo com um estudo de 2014 com 100 adultos, uma massagem perineal autoadministrada ajudou os participantes com a passagem das fezes e melhorou a qualidade de vida.

Para realizar uma massagem perineal:

use os dois primeiros dedos para aplicar pressão entre o ânus e o escroto ou vagina
aplique pressão em direção ao ânus
segure a pressão, libere e repita várias vezes

Dicas adicionais para aliviar a constipação

Existem vários métodos para aliviar a constipação ao lado ou em vez da massagem terapêutica. Esses remédios incluem:

mantendo-se hidratado
exercitando-se mais
mantendo uma programação regular de idas ao banheiro
comendo mais fibra
tentando laxantes osmóticos que puxam água para o intestino

Quando procurar um médico

Uma pessoa pode não precisar consultar seu médico se a constipação for resolvida dentro de algumas semanas após tentar métodos como remédios caseiros ou mudanças na dieta alimentar. As pessoas devem falar com um médico se os sintomas afetarem suas vidas diárias ou se houverem preocupações sobre sua condição.

Fonte: MedicalNewsToday

Mamão, delicioso e carregado de nutrientes

Mamão é o fruto da planta Carica papaya, tem sabor doce e cores vibrantes. Quando maduro, a polpa é laranja com muitas sementes pretas comestíveis, mas amargas, e pode ser consumido cru. No entanto, o mamão verde deve ser sempre cozido antes, especialmente durante a gravidez, pois a fruta verde é rica em látex, que pode estimular as contrações. O mamão é rico em muitos nutrientes, e seu consumo frequente pode reduzir o risco de muitas doenças, especialmente aquelas que tendem a surgir com a idade.

Confira 9 benefícios desta fruta maravilhosa com a nutricionista Adriana Stavro:

Pinterest

Melhora beleza da pele – rico em vitaminas A, C, K, E e complexo B, cálcio, potássio, magnésio e fósforo. Fonte de antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres, retardar os sinais de envelhecimento, reduzir as rugas e linhas de expressão, diminuir a acne, principalmente em adolescente e melasmas.

Preveni asma – o risco de desenvolver asma é menor em pessoas que consomem grande quantidade de certos nutrientes. Um deles é o betacaroteno, presente em alimentos como mamão, damasco, brócolis, melão, abóbora e cenoura.

Propriedades anticâncer – mamão pode atuar reduzindo os radicais livres, que contribuem para muitas doenças inclusive o câncer. Além disso, o mamão pode ter alguns benefícios extras. Entre 14 frutas e vegetais avaliadas com propriedades antioxidantes, apenas o mamão demonstrou atividade anticâncer nas células do câncer de mama. Em outro estudo publicado na revista Cancer Epidemiology and Prevention Biomarkers, mostrou que consumir antioxidantes como betacaroteno encontrado no mamão, pode reduzir o risco de câncer de próstata entre os homens jovens.

Saúde óssea – a baixa ingestão de vitamina K tem sido associada a um maior risco de fratura óssea . O consumo adequado deste mineral é importante pois, melhora a absorção de cálcio e pode reduzir a excreção urinária de cálcio, o que significa que terá mais cálcio circulante para fortalecer os ossos.

Controle glicêmico – estudos demonstraram que, indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2 que consomem dietas ricas em fibras, têm níveis mais baixos de glicemia e lipídios sanguíneos. 100g de mamão, que equivale a uma fatia pequena, fornece em média 3 gramas de fibras.

Previne constipação – mamão é rico em fibras e água, o que ajuda a prevenir a constipação e a promover a regularidade e um aparelho digestivo saudável. Muitas pessoas consideram o mamão um remédio para constipação, e outros sintomas para a síndrome do intestino irritável (SII).

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Melhora a digestão – esta fruta contêm uma enzima chamada papaína, que pode tornar a proteína mais fácil de digerir.

Prevenção de doenças cardíacas (DCV) – um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio, é a mudança alimentar mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir os de DCV.

Diminui inflamação – a inflamação crônica está na raiz de muitas doenças. A alimentação inadequada associada a um estilo de vida pouco saudável, pode conduzir a um processo inflamatório grave. Estudos mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como o mamão, ajudam a reduzir marcadores inflamatórios. Um estudo de 2005, observou que os homens que aumentaram a ingestão de frutas e vegetais ricos em carotenoides, tiveram diminuição significativa na PCR, um marcador inflamatório específico. A colina é um nutriente muito importante encontrado no mamão. Este ajuda melhorar o sono, os movimentos musculares, o aprendizado e a memória. Ela também ajuda a manter a estrutura das membranas celulares, auxiliar na transmissão de impulsos nervosos, e reduzir a absorção de gordura e inflamação crônica.

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Prisão de Ventre: é possível aliviar esse desconforto?*

Velha conhecida entre grande parte da população, principalmente do público feminino e idoso, a prisão de ventre causa muito desconforto para quem sofre deste mal. Denominada tecnicamente como constipação intestinal, a prisão de ventre possui como sintomas mais comuns a dificuldade para evacuar, irregularidade na frequência das evacuações, fezes duras e secas, sensação de evacuação incompleta, desconforto abdominal, excesso de gases, inchaço na barriga, mau humor e sensação de irritação.

Esses incômodos, às vezes, chegam a durar dias. Quando a prisão de ventre se torna muito frequente, e quando há a perda de qualidade de vida por conta deste mal, é hora de procurar o auxílio de um especialista para um diagnóstico correto, realização de exames complementares e um tratamento adequado.

Também conhecida como obstipação intestinal, a prisão de ventre possui diversas causas, como sedentarismo, desidratação e consumo de alimentos industrializados. Segundo a Sociedade Brasileira de Proctologia (SBCP), 85% dos casos estão ligados ao baixo consumo de fibras, vegetais e líquidos. Outro fator é a mudança de rotina, por exemplo viagens, hábitos de adiar idas ao banheiro que normalmente são aprendidos na infância; estresse, depressão e ansiedade.

Vale lembrar que um intestino que não funciona regularmente, pode estar relacionado com outros problemas de saúde como hemorroidas e divertículos intestinais, entre outros.

Dicas para aliviar e prevenir a prisão de ventre:

agua copo

Beba muito água – essa é provavelmente a medida mais fácil e importante, pois o líquido amolece as fezes e facilita a evacuação. Um dos primeiros órgãos a ser afetados pelo baixo consumo de água é o intestino. Refrigerantes e bebidas com álcool e cafeína podem contribuir para a desidratação e agravar o problema.

frutas secas goshadron pixabay
Foto: Goshadron/Pixabay

Alimentação rica em fibras – é um dos grandes segredos para tratar a prisão de ventre. Consumir de 15 a 40 gramas, duas vezes ao dia, para evitar gases. Assim como pão integral, verduras, frutas secas e lentilha.

Depositphotos mulher pés exercicio ivan chernichkin

Pratique exercícios – ao fazer exercício físico, mesmo que uma caminhada leve, você estimula os músculos dos intestinos a trabalhar. Não é por acaso que as pessoas sedentárias e os idosos sofrem mais de intestino preso.

produtoc lacteos leite queijo lactose

Cuidado com os laticínios – reduza o consumo dos alimentos deste grupo e observe se os seus hábitos intestinais melhoram.

mulher tomando remedio probiotico suplemento

Atenção com os medicamentos – a lista de remédios que “prendem” o intestino é longa e inclui alguns analgésicos, ansiolíticos, antidepressivos, suplementos de ferro ou de cálcio e diuréticos.

homem banheiro constipação diarreia SII

Vá ao banheiro quando tiver vontade – não segure, esperando que a vontade passe.

mulher banheiro celular

Estabeleça uma rotina – procure estabelecer um período, de preferência sempre na mesma hora, para evacuar. Treinar o intestino pode ser a chave para que ele funcione perfeitamente.

Se os seus hábitos intestinais estão passando por mudanças bruscas, procure seu médico, pois este pode ser um sintoma de uma série de doenças que podem e devem ser tratadas.

O tratamento da constipação intestinal deve ser feito com acompanhamento médico, pois, normalmente, são indicados medicamentos específicos, além de orientações dietéticas e comportamentais. O uso indiscriminado de laxantes, e o seu abuso, tanto nas doses como na frequência, pode causar dependência e agravar ainda mais os sintomas.

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*Samuel Okazaki é formado pela Escola Paulista de Medicina – Unifesp. Serviu voluntariamente o Exército Brasileiro como 2º tenente médico no Batalhão de Polícia do Exército durante o ano de 2005. Fez residência médica em Cirurgia Geral de 2006 a 2008 e Cirurgia do Aparelho Digestivo de 2008 a 2010 ambas na Escola Paulista de Medicina – Unifesp da qual ainda é médico assistente da disciplina de Gastrocirurgia. Especializado também em cirurgia minimamente invasiva – Laparoscopia e especialista em cirurgia Robótica pela Intuitive Surgical – da Vinci Surgical Systemem Bogotá, Colombia

 

Nutricionista indica como alimentação pode ajudar a combater prisão de ventre

Segundo um amplo estudo da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a prisão de ventre, também conhecida como intestino preso ou constipação, é um sintoma presente na rotina de 20% da população brasileira, sendo pelo menos dois terços deste numerário mulheres, sendo então algo recorrente na vida de mais de 40 milhões de brasileiros.

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O nutricionista especialista em ortomolecular, Leone Gonçalves, afirma que existem vários fatores que podem contribuir para o aparecimento destes sintomas: “Fatores físicos, emocionais e culturais combinados ajudam a agravar as condições de manutenção da saúde intestinal. Má alimentação, sedentarismo, baixa ingestão de líquidos, ou ser somente por consequência de uma alimentação pobre em fibras já são agravantes”, explica.

Ele aponta que, muitas das vezes, não é preciso recorrer a laxantes e medicamentos, pois a solução do problema pode estar na própria alimentação: “Assim como qualquer outro remédio, os laxantes não devem ser tomados por conta própria. Caso você esteja há muitos dias sem conseguir evacuar, consulte um médico. Mas, em geral, aumentar a ingestão de fibras, líquidos e alimentos probióticos já ajudam e muito. O melhor remédio para a constipação sempre será ter hábitos saudáveis”.

Para ajudar aqueles que sofrem com o problema, Gonçalves elaborou uma lista com algumas dicas para não sofrer mais com o intestino preso tendo a alimentação como principal recurso:

1- Laxantes naturais

Estes alimentos abaixo são considerados laxantes naturais, porque ajudam a soltar o intestino preso:

Frutas: figo, pera, maçã, kiwi;

Verduras: alface, rúcula, agrião, couve, brócolis, repolho, berinjela e abobrinha;

Grãos: aveia, farelo de aveia, farelo de trigo, milho, lentilha, quinoa;

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Sementes: chia, linhaça, gergelim;

Oleaginosas: castanhas, amendoim, amêndoas, nozes;

Bebidas: café, chá de erva-cidreira e de cáscara sagrada.

2- Evite alimentos constipantes

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Existem alimentos que devem ser evitados, ou ter sua ingestão bastante reduzida, para pessoas que já apresentam os sintomas de intestino preso. Bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto devem ser evitados. Os alimentos que aumentam a produção de gases, especialmente os ricos em enxofre, também entram nessa lista de proibições, caso você queira melhorar o intestino

3- Invista em alimentos probióticos

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Iogurtes naturais ajudam a renovar e fortalecer a flora intestinal. Invista nessas opções, em alimentos que são probióticos. Além do iogurte, o kefir é um probiótico que está ganhando popularidade, principalmente entre os adeptos de uma alimentação mais natural e que tem mostrado bons resultados nesse aspecto.

4- Hidrate-se e faça exercícios

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Além de dar atenção à alimentação, evite o sedentarismo e hidrate-se adequadamente, entre dois e três litros de água por dia aproximadamente, para que o intestino funcione adequadamente. A água ajuda a formar o bolo fecal.

5- Se persistirem os sintomas um médico deve ser consultado

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Se mesmo adotando uma alimentação balanceada e seguindo as orientações a constipação persistir, procure um médico e realize exames, pois a condição pode ser sinal de um problema mais sério de saúde.

Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

O que saber sobre a SIBO e seu tratamento

Uma pessoa com a síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado tem muitas bactérias nessa região. Esse desequilíbrio bacteriano no intestino pode causar inchaço, diarreia e dor

Síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado, conhecida como SIBO (sigla em inglês para o problema) é mais comum do que os médicos pensavam anteriormente. É mais provável que afete mulheres, adultos mais velhos e pessoas com problemas digestivos, como a síndrome do intestino irritável (SII).

Sinais e sintomas

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Os sinais e sintomas da SIBO são semelhantes aos de outros distúrbios digestivos, como SII e intolerância à lactose. Eles podem variar em gravidade, desde um leve desconforto estomacal até diarreia crônica, perda de peso e uma capacidade reduzida de absorver nutrientes dos alimentos (má absorção).

SIBO afeta diretamente o intestino, causando problemas digestivos desconfortáveis. Os sintomas incluem:

=dor de estômago
=inchaço
=diarreia
=prisão de ventre
=náusea
=perda de peso involuntária

Causas

Esse supercrescimento bacteriano pode acontecer quando bactérias de uma parte do trato digestivo viajam para o intestino delgado ou quando bactérias naturais no intestino delgado se multiplicam demais.

As pessoas podem experimentar a SIBO como resultado dos seguintes fatores:

=movimento anormalmente lento do sistema digestivo
=baixos níveis de ácido estomacal
=anormalidades físicas do intestino delgado
=sistema imunológico enfraquecido

Fatores de risco

Pessoas com certas condições médicas são mais propensas a ter SIBO. Os médicos consideram a SIBO como uma complicação das seguintes condições:

=cirrose
=Doença de Crohn
=doença celíaca
=hipotireoidismo
=HIV
=diabetes
=SII
=esclerodermia
=fibromialgia

Outros fatores de risco para SIBO incluem:

=ser idosa(o)
=ser mulher
=uso a longo prazo de inibidores da bomba de prótons (IBPs), que são medicamentos que reduzem a produção de ácido estomacal
=cirurgia intestinal anterior
=tendo completado recentemente um tratamento com antibióticos
=beber álcool

Diagnóstico

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SIBO causa uma ampla gama de sintomas inespecíficos com vários graus de gravidade, o que pode dificultar o diagnóstico. Para diagnosticá-la, o especialista perguntará sobre os sintomas e o histórico médico de uma pessoa. Ele pode sondar o abdome em busca de sinais de excesso de gás ou inchaço. Se suspeitar de SIBO, provavelmente recomendará um teste de respiração.

Um teste de respiração mede a concentração de hidrogênio e metano na respiração de uma pessoa. Os resultados informam ao médico sobre a gravidade e localização do supercrescimento bacteriano no intestino.

O teste de respiração funciona porque as bactérias produzem hidrogênio e metano quando decompõem os carboidratos no intestino. Essas moléculas de hidrogênio e metano entram na corrente sanguínea, viajam para os pulmões e deixam o corpo pela respiração.

As pessoas devem jejuar por 24 horas antes de passar por um teste de respiração. Durante o teste, o indivíduo vai beber uma bebida de lactulose de açúcar antes de respirar em um balão ou um conjunto de tubos em intervalos regulares. Um médico pode precisar coletar amostras de sangue, urina ou líquido intestinal para análises laboratoriais se os resultados do teste respiratório não forem claros.

Tratamento

Os médicos tratam a SIBO prescrevendo antibioticoterapia e recomendando mudanças na dieta. As pessoas que desenvolvem desnutrição ou ficam desidratadas devido à SIBO também precisarão de nutrientes e fluidos fornecidos por meio de um gotejamento intravenoso (IV).

Antibióticos de amplo espectro podem estabilizar a microbiota intestinal, reduzindo o número de bactérias intestinais. Abordar a condição subjacente é a única maneira de curar a SIBO.

As mudanças dietéticas são úteis para o manejo da SIBO, mas há poucas evidências concretas para confirmar qual é a melhor dieta específica. Os médicos ainda não entendem completamente o papel das mudanças dietéticas no tratamento da SIBO.

As pessoas também se beneficiarão do tratamento de quaisquer condições médicas subjacentes, como doença celíaca ou diabetes, que contribuam para a SIBO.

Dieta SIBO

As bactérias do intestino se alimentam de carboidratos. Em geral, a dieta SIBO limita a ingestão de carboidratos para evitar o crescimento de bactérias. As pessoas também podem se beneficiar de uma dieta pobre em alimentos fermentáveis ​​ou FODMAPs.

Os FODMAPs são carboidratos de cadeia curta que estão comumente presentes em produtos lácteos, grãos e certas frutas e vegetais. Reduzir a ingestão desses alimentos pode aliviar os sintomas da SIBO e ajudar as pessoas a identificar os alimentos que as provocam.

Alimentos FODMAP incluem:

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=oligossacarídeos: trigo, leguminosas, cebola, espargos
=dissacarídeos (lactose): leite, iogurte, manteiga, queijos macios
=monossacarídeos (frutose e glicose): frutas, mel, alimentos com adição de açúcares
=polióis: frutas que contêm caroços (por exemplo, cerejas e pêssegos), maçãs, cogumelos, vagens

A dieta elementar é outra opção para pessoas com SIBO. É uma dieta baseada em líquidos que os médicos usam para tratar doenças digestivas graves. Essa dieta fornece nutrientes de forma fácil de digerir, possibilitando que o corpo absorva a maioria deles antes que as bactérias possam se alimentar deles.

Embora a dieta elementar pareça promissora, é cara, complicada e não sustentável. As pessoas não podem comer alimentos sólidos ou bebidas que não sejam água durante a dieta. É vital falar com um médico antes de tentar praticá-la.

Diferentes mudanças na dieta funcionam para pessoas diferentes, dependendo de seus sintomas e de como reagem a alimentos específicos. As pessoas que têm SIBO podem trabalhar com um médico ou nutricionista para adaptar sua dieta para gerenciar seus sintomas.

Complicações

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Ilustração: Sepalika

Populações anormalmente grandes de bactérias no intestino delgado podem ter efeitos negativos em todo o corpo. Supercrescimento bacteriano pode dificultar a absorção de gorduras e carboidratos dos alimentos. Também pode levar a deficiências de vitaminas e excesso de gases.

Outras complicações que uma pessoa com SIBO pode experimentar incluem:

=intestino gotejante
=desnutrição
=desidratação
=dor nas articulações
=prisão de ventre
=encefalopatia hepática (declínio da função cerebral devido a doença hepática grave)

Prevenção

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Pexels

Muitas pessoas relatam sintomas de SIBO meses após completarem a antibioticoterapia. A prevenção é um componente vital do gerenciamento da SIBO.

As pessoas geralmente desenvolvem SIBO como resultado de uma condição médica subjacente ou um defeito físico no intestino delgado. Abordar e controlar a causa raiz da SIBO reduzirá o risco de recorrência da pessoa.

Mudanças na dieta e no estilo de vida também podem impedir que a SIBO retorne. Comer muitos alimentos à base de plantas e evitar os excessivamente processados e açucarados permitirá que boas bactérias floresçam e impeçam o crescimento excessivo de bactérias nocivas. O exercício regular também pode ajudar a regular as funções digestivas do corpo.

Panorama

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) é uma condição médica na qual uma pessoa tem uma população incomumente grande de bactérias em seu intestino delgado. É uma complicação de outras condições digestivas, como SII, doença de Crohn e doença celíaca.

Os tratamentos visam corrigir o equilíbrio de bactérias no intestino delgado. Antibióticos de amplo espectro podem tratar a SIBO, e algumas pessoas também precisam fazer mudanças na dieta para lidar com as deficiências nutricionais. Se possível, o tratamento deve abordar a condição médica subjacente que também causou a SIBO.

Os médicos ainda não entendem completamente a SIBO. Estudos atuais e futuros que explorem o microbioma intestinal humano e os resultados de mudanças na dieta no manejo de desordens digestivas terão um efeito profundo nos futuros tratamentos da SIBO.

Fonte: MedicalNewsToday

Recuperação da microbiota pode ser feita por meio da hidrocolonterapia

Conhecido como o segundo cérebro, o intestino possui neurônios e aloja trilhões de bactérias, boa parte delas envolvida em processos cruciais ao organismo. Em desequilíbrio, ele interfere na predisposição a várias doenças, além de ser capaz de influenciar o comportamento e as emoções das pessoas.

De acordo com Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica e em nutrição funcional do Instituto Sari (Nova Lima/MG), a flora intestinal pode ser entendida como um ecossistema onde habitam milhares de seres vivos. Então, a primeira coisa a fazer para melhorar um ecossistema é tratar o ambiente em que esses seres vivos habitam.

Dentre as técnicas utilizadas com essa finalidade está a hidrocolonterapia, um procedimento de limpeza do intestino grosso, no qual, por meio de um aparelho apropriado, se insere água morna filtrada, purificada e ozonizada pelo ânus, permitindo a eliminação de fezes acumuladas, além de desinflamar a mucosa e estimular a peristalse, os movimentos fisiológicos do intestino.

“O procedimento é indolor, totalmente livre de odores, pois é utilizado um sistema fechado, evitando assim, qualquer tipo de constrangimento”, destaca Sarina. Ela aconselha que o processo seja realizado por um fisioterapeuta capacitado, que poderá associar os estímulos a exercícios fisioterápicos para otimizar e acelerar a reabilitação das funções intestinais e estabilidade pélvica.

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“Além da constipação, pacientes com Síndrome do Cólon Irritável também têm experimentado alívio dos sintomas, inclusive diminuição dos episódios de diarreia e distensão abdominal”, conta a especialista. Os efeitos do procedimento são constatados desde a primeira sessão. Dentre eles, alívio da constipação e do inchaço abdominal, além de sensação de bem-estar e diminuição dos gases abdominais e da flatulência.

Contudo, Sarina alerta que as sessões não devem ser feitas com muita frequência, pois o processo de limpeza intestinal constante pode trazer desequilíbrio para a flora intestinal. “Seu uso deve ser associado a uma dieta bem orientada e, na maior parte das vezes, com uso de probióticos. Também não é aconselhável fazer qualquer procedimento sem antes passar por uma avaliação médica”, afirma.

Sobre Sarina Occhipinti

Sarina Occhipinti é especialista em Clínica Médica e em Nutrição Funcional, do Instituto Sari. Atua há 23 anos em ambulatório de obesidade e regulação hormonal, sendo também pós-graduada em Homeopatia e em Manutenção da Homeostase Endócrina e Prevenção de Doenças Relacionadas à Idade.

Ela é certificada em Bioquímica do Metabolismo aplicado à Obesidade e Doenças Crônicas e Degenerativas e em Endocrinologia Avançada pela A4M (Universidade de Washington). É também membro da American Anti-AgingAcademy, da Associação Brasileira de Ozonioterapia e da Associação de Médica de Prática Ortomolecular.