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Profissionais alertam para o alto consumo de açúcar

Com mais tempo em casa e aumento de pedidos de refeições, ingestão de açúcar passou dos 68%

A pandemia de Covid-19 alterou vários hábitos entre os brasileiros. Muitas pessoas passaram a trabalhar na modalidade de home office, outras em modelos híbridos e tantas outras já retomaram suas atividades presenciais.

O fato é que com mais tempo em casa, muitas ações que faziam parte do dia a dia se transformaram, uma das consequências foi o elevado consumo de açúcar. A pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com as universidades de Minas Gerais (UFMG) e de Campinas (Unicamp), mostrou que praticamente a metade das mulheres, por exemplo, estão consumindo chocolates e doces em dois ou mais dias da semana.

O estudo realizado com mais de 40 mil brasileiros mostrou que esse aumento representa 7% a mais do que antes da pandemia. Outros 63% dos entrevistados afirmaram que consomem doces duas vezes por semana ou mais.

Para o endocrinologista credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Caoê Indio do Brasil Von Linsingen os açúcares são importantes para o bom equilíbrio do organismo, mas precisam de moderação. “Os açúcares são fontes importantes de energia e contribuem com a palatabilidade da dieta, mas moderação é fundamental. O excesso contribui para ganho de peso e pode também precipitar diabetes nas pessoas predispostas”, esclareceu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que no máximo 10% das calorias diárias devem vir do consumo de açúcar. Considerando uma média de 2.000 calorias ao dia, essa taxa equivale a 50 gramas de açúcar por dia (aproximadamente dez colheres de chá).

Outra pesquisa que tem chamado a atenção dos médicos foi publicada em setembro e realizada nos Estados Unidos. O estudo produzido pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA, com mais de 400 mil pacientes, mostrou uma elevada taxa de índice de massa corporal (IMC) das crianças e adolescentes durante a pandemia de Covid-19. Segundo o estudo, a proporção estimada de pessoas com obesidade aumentou de 19,3% em agosto de 2019 para 22,4% em agosto do ano passado.

Um dos fatores que levaram a esse aumento pode ser o maior período em casa e o aumento dos pedidos de comida por meio de aplicativos. “Geralmente, a pessoa pede a refeição e já coloca um refrigerante, um suco ou uma sobremesa já aproveitando o mesmo pedido. Há ainda locais que oferecem a bebida como combo da refeição. Outra possibilidade é que as pessoas podiam fazer um bolo para comer a tarde, por exemplo, fazer um docinho. Hábitos que antes não faziam parte do dia a dia do trabalho nas empresas e escritórios”, contou o médico.

Outro fator que pode ter contribuído para esse elevado consumo é a falta de atividade física, além das crises de ansiedade, estimuladas, muitas vezes, pelo longo período de distanciamento das pessoas e outras situações comportamentais.

É possível notar também esse consumo excessivo entre as crianças: “A interrupção das aulas pode ter contribuindo para essa situação. Os pesquisadores observaram que durante a pandemia as crianças provavelmente estavam longe de ambientes escolares estruturados e podem ter experimentado aumento do estresse, horários irregulares de refeições, menor acesso a alimentos nutritivos, aumento do consumo de ultraprocessados, aumento do tempo de tela e menos oportunidades de atividade física. Essas mudanças foram mais pronunciadas entre crianças do ensino fundamental de 6 a 11 anos, cuja taxa de mudança de IMC mais do que dobrou em comparação com a taxa pré-pandemia”, enfatizou Von Linsingen.

Cuidados redobrados

Foto meramente ilustrativa: Cait’s Place

Além da quantidade usual, é preciso que as pessoas que já possuam diabetes fiquem atentos a esses níveis, pois o consumo elevado de açúcares pode descompensar a doença. Engana-se quem acha que apenas os alimentos processados ou ultraprocessados possuem altas taxas de açúcar, já que fazem parte do grupo de alimentos chamado de carboidratos.

Dentro dessa grande classificação alimentar, os carboidratos são separados em simples e complexos. O primeiro de mais fácil digestibilidade está presente em produtos como pães, bolos, biscoitos, açúcar refinado, sucos e refrigerantes. Já os complexos têm absorção mais demorada pelo organismo, são mais saudáveis e estão presentes nos arrozes, massas integrais, aveias e outros.

Reeducação

Mesmo com os mais saudáveis é preciso ficar atento à quantidade. Para Von Linsingen, é importante reduzir o consumo e respeitar o corpo. “Reduzir essa porcentagem para 5% (25 gramas ou 5 colheres de chá) é ainda melhor para a saúde. Lembrando que essa quantidade abrange tanto os açúcares adicionados nos alimentos processados e ultraprocessados, quanto nos açucares naturalmente presentes nos alimentos. Um desafio e tanto para o momento em que vivemos, com alterações na rotina e consequente aumento na ansiedade. O doce acaba vindo como uma recompensa”, explicou.

Para a nutricionista credenciada pela Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Fernanda Gularte, a redução precisa ser lenta e gradativa para que o paciente não obtenha ainda mais vontade de consumir. “Muitas pessoas se empolgam no início da dieta e com o passar do tempo, começam a sofrer com essas substituições. Por isso, é preciso ir aos poucos, com paciência e criar um planejamento, para que assim, o objetivo seja alcançado”, enfatizou a profissional.

Para isso, a profissional separou algumas dicas:

-Reduza as bebida açucaradas
-Troque o tipo de chocolate para 60% cacau ou mais, e saiba o melhor horário de comer
-Reduza o açúcar do café

Fonte: Paraná Clínicas

Brasil bate recorde de consumo de vinho em ano de pandemia

Pesquisa revela aumento histórico de mais de 30% no consumo de vinho

O brasileiro nunca consumiu tanto vinho como neste último ano de pandemia. Em média foi consumido 2,78 litros de vinho per capita, o que representa um aumento de mais de 30%.

É o que releva um estudo divulgado pela plataforma Cupom Válido que reuniu dados do Statista, Euromonitor e Nielsen, sobre o consumo de vinho no Brasil e no mundo. O consumo total foi de 501 milhões de litros (contra 383 milhões no ano anterior), um valor nunca atingido na história. Ao considerar todos os países da América Latina, o Brasil ficou só atrás da Argentina.

Do total de 83 milhões de consumidores de vinho no Brasil, 46% tomam vinho pelo menos uma vez por semana, e 53% pelo menos uma vez por mês.

Vinhos preferidos pelos brasileiros

O vinho tinto é o preferido dos brasileiros, com 55% da preferência. O vinho branco fica em segundo lugar, com 25%. E por fim, o vinho do tipo rosé está em terceiro lugar de preferência nacional, com 20% do total.

No caso vinho tinto, o tipo preferido dos brasileiros são os da uva Malbec, originária da França e com quase 59% do plantio mundial. Em sequência seguem os tipos Cabernet Sauvignon e Merlot, respectivamente.

Para os vinhos do tipo branco, a primeira opção é a do tipo Chardonnay, mais conhecida como a “Rainha das uvas brancas”. A uva do tipo Sauvignon Blanc e Moscato, seguem na segunda e terceira posição, respectivamente.

Aproximadamente 59% dos consumidores de vinhos no país tem mais de 35 anos. Além disso, 30% dos consumidores desta bebida, utilizam os canais digitais, como portais ou lojas online para comprar vinhos.

Os brasileiros também podem são considerados consumidores abertos à novas experiências, já que mais de 70% estão dispostos a provar novos tipos vinhos, não ficando preso só a uma marca ou subtipo de uva.

Freepik

Vinhos nacionais versus importados

Segundo a pesquisa, no Brasil, 69% do total de vinho consumido é nacional, contra 31% importado. A alta do dólar foi um dos principais contribuidores pela queda no consumo de vinhos importados em comparação com o ano anterior.

Mais de 42% de todos os vinhos importados, são provenientes do Chile. Seguido por vinhos importados da Argentina e Portugal, com 16% e 15%, respectivamente.O estado brasileiro que mais importou vinho, foi a Santa Catarina, com 30% da importação total. Seguindo por São Paulo em segundo, e Espírito Santo em terceiro.

Cenário mundial do consumo de vinho

O vinho mais vendido do mundo é o da marca Barefoot, dos Estados Unidos. O segundo mais vendido é a Concha y Tore, do Chile. E a marca Gallo, também dos Estados Unidos, segue em terceira posição.

Os Estados Unidos é o país que mais consome vinho do mundo, no total são mais de 33 milhões de hectolitros por ano, ou 13% do consumo mundial. A França e Itália seguem em segunda e terceira posição, respectivamente. Levando em consideração o consumo per capita, a ordem muda, e a França segue na liderança, seguido por Portugal na segunda posição.

Confira o infográfico completo abaixo:

Brasileiros alteram hábito de consumo por preocupação com mudanças climáticas

Sete em cada dez brasileiros (68%) dizem já ter modificado hábitos de consumo devido à preocupação com as mudanças climáticas: 25% contam que fizeram muitas modificações e 43% fizeram algumas. Por outro lado, 20% negam qualquer alteração nesse sentido. Os dados são da pesquisa “Climate Change and Consumer Behavior, realizada pela Ipsos para o Fórum Econômico Mundial.

Globalmente, 69% dizem ter modificado hábitos de consumo por causa do clima, sendo que 17% fizeram muitas mudanças e 52% realizaram algumas. Enquanto 23% não mudaram nada.

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Pixabay

“Há uma maior conscientização no país. O brasileiro está mais consciente quanto ao consumo de água, por exemplo, por causa das grandes campanhas de conscientização e também porque isso impacta no seu bolso. Entretanto, quando consideramos o consumo de outros itens como viagens e alimentos orgânicos, eles ainda preferem uma viagem de avião mais rápida e conveniente e não querem gastar tanto com esse tipo de comida. O brasileiro entende a necessidade de defender o meio ambiente, mas se isso custar mais caro, ele ainda não está preparado para fazer”, afirma Marcos Calliari, CEO da Ipsos.

Os consumidores mostraram maior inclinação a relatar modificações de hábitos para combater as mudanças climáticas na Índia (88%), México (86%), Chile (86%), China (85%), Malásia (85%) e Peru (84%).

O Japão foi o único país estudado onde apenas uma minoria (31%) diz ter feito qualquer alteração de comportamento por causa das mudanças climáticas, enquanto quase metade (47%) nega ter tomado qualquer atitude. Os três outros países onde mais de um terço dos entrevistados negou qualquer alteração são EUA (36%), Holanda (35%) e Rússia (35%).

Decisões individuais

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Foto: Trestletech

No Brasil, o hábito que mais mudou foi a quantidade de água utilizada em casa: 66% dos entrevistados afirmam que alteraram essa questão. O segundo ponto foi o volume ou frequência da reciclagem (52%), juntamente com a quantidade de energia elétrica utilizada em casa (52%). Logo depois aparece volume ou frequência da reutilização de produtos (48%).

Globalmente, o ranking dos comportamentos que mais mudaram é o mesmo (com alguns percentuais diferentes): quantidade de água usada em casa (60%), reciclagem (57%), uso de energia elétrica (55%) e reutilização de produtos (50%).

A pesquisa on-line foi realizada com 19,9 mil entrevistados em 28 países, incluindo o Brasil, entre 25 de outubro e 8 de novembro de 2019. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p.

Fonte: Ipsos

Como lidar com a avalanche de estímulos ao consumo desta época do ano?*

O consumo paira sobre o imaginário neste período do ano. Mais recentemente, se inicia com a adoção massiva do comércio brasileiro à campanha Black Friday, em novembro, seguindo os estímulos dos tradicionais presentes de Natal e, depois, as promoções e queimas de estoque em janeiro. São inúmeros eventos que conduzem às compras de itens, muitas vezes, não essenciais.

Nesse sentido, o consumo pode ocorrer como resposta a uma emoção negativa (tristeza, baixa estima, tédio) ou mesmo pela necessidade de mostrar status social por meio do poder de compra. Além do quesito emocional, é inegável o impacto das campanhas publicitárias, a ponto de transformar alguns produtos e serviços em necessidades imediatas. São as ideias por detrás do “valer a pena” ao mostrar o “preço reduzido” ou a sensação de “poucas unidades” disponíveis daquele produto/serviço.

Diferentes teorias tentam explicar o comportamento de consumo. Alguns economistas destacam o aumento dos gastos diante da percepção de redução do preço. Sem contar aquelas pessoas que tendem a valorizar mais as possíveis perdas (ou faltas) do que os ganhos que virão do produto ou serviço que estão prestes a adquirir.

Mas o que desencadeia a decisão de comprar?

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Pode ser qualquer estímulo (ambiente, mídia, fala de alguém) que nos faça pensar sobre alguma ideia, conceito, produto ou necessidade. Ou seja, os gatilhos despertam interesse em coisas que não estávamos necessitando ou pensando até o momento que fomos estimulados por eles.

Como lidar com esses gatilhos e evitar armadilhas?

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• Identificar o que te faz querer consumir é o primeiro passo. Pergunte-se sobre o que te levou a querer o produto/serviço naquele momento? Estava triste? O desconto pareceu atraente? O atendimento na loja foi cordial e te fez sentir-se à vontade?
• Seja consciente de sua real necessidade e do motivo que te faz pensar que o produto/serviço é importante naquele momento.
• Questione-se sobre a disponibilidade do produto ou serviço no futuro: ele poderá acabar ou parar de ser oferecido? Você deve comprar naquela hora?

Em síntese, tenha clareza dos objetos ao seu redor, de como eles te afetam, e das estratégias de venda no comércio físico e virtual. A consciência é uma das principais formas de garantir que as decisões de consumo sejam realizadas adequadamente e que efetivamente trarão benefícios.

Por outro lado, deixar-se levar pela sedução barata de algum momento ocasionará a aquisição de bens e serviços desnecessários, decorrentes de pura falta de consciência. É preciso estar atento a si mesmo e ao seu ambiente até mesmo no momento das compras.

*Por Jeferson G. Pires, professor mestre do curso de Psicologia da Anhanguera São José (SC), Psicólogo e Doutorando em Psicologia- UFSC.

Plantas Alimentícias Não Convencionais são temas de encontro e oficina no Sesc Consolação

Durante o mês de fevereiro, o Sesc Consolação promove atividades voltadas ao consumo responsável e à sustentabilidade, visando o máximo aproveitamento dos alimentos, bem como uma alimentação saudável e equilibrada, através das PANC (plantas alimentícias não convencionais). As oficinas, que são gratuitas, ocorrem em diversos espaços da unidade e são abertas ao público geral, credenciados e não credenciados.

O projeto “Planta Resistência” busca discutir formas alternativas e sustentáveis de produção e comércio de alimentos, além de maneiras práticas de preparo para o consumo em casa com vistas na redução do desperdício, na valorização do sabor dos produtos naturais, na promoção da saúde, na troca dos saberes tradicionais e acadêmicos e na autonomia dos indivíduos frente ao condicionamento agroindustrial hegemônico.

“Atualmente o conceito de PANC está bem difundido, principalmente nas grandes cidades, que se configuram como espaços de troca de informações. As pessoas conhecem a sigla, mas ainda consomem as PANC somente em ocasiões especiais ou restaurantes. Para esta população é importante consolidar o consumo, de forma que estes alimentos façam parte do cotidiano. Nas áreas rurais, muitos vegetais considerados PANC se fazem presentes por serem parte da memória afetiva alimentícia, mas é preciso resgatar o valor destes ingredientes para manter viva a tradição de uma alimentação mais diversa” explica Arthur Rodrigues, do Mato no Prato, projeto de educação ambiental através da revolução alimentar, que ministrará duas atividades no Sesc Consolação.

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Programação

Cultivo com PANC

Nesta oficina, Beatriz Carvalho e Arthur Rodrigues, criadores do projeto Mato no Prato (organização criada para fortalecer o vínculo entre as pessoas e a natureza, promovendo saúde e qualidade de vida), convidam o público a se aprofundar no cultivo das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), apresentando aspectos técnicos, como: o trato com a terra, as necessidades fisiológicas e as preferências de cada planta. Ao final, cada participante poderá levar seu vaso para a casa, para dar continuidade aos cuidados e ao plantio.

Alimentação Viva

A alimentação viva utiliza alimentos crus ou submetidos ao calor máximo de até 45 graus, assim como grãos e sementes germinadas. Nesta oficina, será apresentada uma grande variedade de possibilidades da culinária viva, como: salada de lentilha germinada, vegetais fermentados, queijo de castanha e trufa viva. A atividade será ministrada pela Menina Brasileira, organização de ecogastronomia, volta à cozinha artesanal, orgânica, integral e sem origem animal.

Caminhada de Reconhecimento das PANC

A atividade, que tem acompanhamento do Mato no Prato, consiste em um passeio para a identificação, observação e contato com espécies PANC, que podem ocorrer espontaneamente ou serem cultivadas como ornamentais pela vizinhança ou serviço de paisagismo municipal. O roteiro é previamente planejado para ser realizado a pé. São feitas paradas em pontos estratégicos para demonstração e explicação de algumas espécies, suas características e formas de aplicação culinária.

Cozinha Experimental, Banquete Marginal

Nesta oficina, a culinarista Raquel Blaque propõe compartilhar seu conceito de cozinha experimental, que é cozinhar com ingredientes não programados e pratos improvisados onde quem faz o cardápio é o próprio alimento. Propõe, ainda, ensinar técnicas de cortes de acordo com a aparência, técnicas de perecividade e técnicas de aproveitamento total do alimento, aprofundando conhecimentos em economia doméstica no tratamento e consumo de alimentos descartados.

Raquel Blaque é cozinheira na Creative Commes e membro do grupo Freeganismo São Paulo, que coleta e mapeia alimentos em feiras livres, distribuindo no evento Banquete Comum e em ocupações. Nos dois projetos é explorado o experimental utilizando apenas insumos adquiridos de forma gratuita.

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Planta Resistência

Cultivo com PANC (já realizada)
Com Mato no Prato
Dia 9/2, sábado, das 14h às 17h
Local: Sala Alfa (8º andar)
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento

Alimentação Viva
Com Menina Brasileira
Dia 12/2, terça-feira, das 19h às 21h
Local: Hall de entrada do Teatro Anchieta
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência

Caminhada de Reconhecimento das PANC
Com Mato no Prato
Dia 23/2, sábado, das 10h30 às 13h30
Local de saída: entrada do Sesc Consolação
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Inscrições com 30 minutos de antecedência no local

Cozinha Experimental, Banquete Marginal
Com Raquel Blaque
Dia 27/2, quarta-feira, das 19h às 21h
Local: Sala de Leitura (3º andar)
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento

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Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo
Informações: (11) 3234-3000
Transporte Público: Estação Mackenzie do Metrô – Linha 4 – Amarela

 

Criança e Consumo lista dicas para minimizar o consumismo infantil

Sugestões são para ajudar a refletir e reduzir os apelos de consumo no fim de ano

O Natal é uma das épocas do ano em que há um crescimento significativo nos apelos para o consumo, e entre os principais alvos dessas estratégias estão as crianças. O direcionamento de publicidade ao público infantil aumenta e é importante que as famílias estejam atentas e procurem alternativas para evitar o consumo excessivo. Por isso, o programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, preparou algumas sugestões para que os familiares e amigos celebrem as festas de final de ano com mais presença e menos presentes.

1. Natal não precisa ser sinônimo de compras

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É importante conversar com as crianças para que essa data comemorativa não seja associada a momentos de compras. Caso seja necessário levar a criança ao shopping – para comprar um presente, combine o objetivo antes de sair de casa, como forma de reduzir os pedidos impulsivos e inesperados das crianças. Lembre-se: consumir por impulso e, ao mesmo tempo, querer educar uma criança para o consumo consciente pode ser pouco eficaz, portanto, ser coerente nas atitudes é importante.

2. Proponha atividades livres de consumo

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Foto: Alley/Pixabay

O consumismo excessivo pode nos fazer esquecer de coisas importantes como convívio social, familiar e do contato com a natureza. Por isso, que tal propor às crianças atividades que não envolvam consumo, como brincar ao ar livre, em parques, praças, jardins ou na praia? Outra ideia é convidar os pequenos para atividades criativas em casa como ajudar na decoração; na montagem da árvore de Natal, reutilizando materiais para criar novos enfeites, e, até mesmo, no preparo de receitas simples, como um bolo. Incentive para que as festividades sejam marcadas pelo afeto e pelas conexões familiares, e não apenas pelo consumo.

3. Incentive a ressignificação dos brinquedos

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Natal não precisa ser associado à compra de novos brinquedos. Converse com as crianças sobre como é o processo de produção dos brinquedos, o que acontece quando eles são descartados e os impactos desses resíduos no meio ambiente. Essa é uma boa oportunidade para ensiná-las sobre sustentabilidade e entusiasmá-las a trocar um brinquedo que não usa mais por outro, em uma atividade como a Feira de Trocas de Brinquedos. A iniciativa do Criança e Consumo é uma maneira engajada e divertida para refletirmos sobre o atual padrão de consumo de adultos e crianças. Saiba mais aqui.

4. Converse com a criança sobre a diferença entre conteúdo e publicidade

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Nesta época do ano, aumentam as publicidades direcionadas aos pequenos, inclusive nos canais de youtubers mirins (ou até mesmo de adultos que apresentam conteúdos infantis). Muitas empresas de brinquedos, alimentos, roupas, calçados, materiais escolares, entre outras, se aproveitam da popularidade e da audiência desses canais para enviarem “presentes” aos apresentadores, que os exibem em seus vídeos. Essas publicidades tentam convencer as crianças de que a posse de bens de consumo as farão, supostamente, felizes e socialmente aceitas. Por isso, é importante acompanhar o consumo de mídia e o uso de tecnologias, e explicar os objetivos comerciais das campanhas publicitárias às quais elas foram expostas. Se é difícil para os adultos se protegerem dos valores consumistas, imagine para as crianças!

5. Conheça os impactos da publicidade infantil

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Para entender melhor como o estímulo ao consumismo na infância, impulsionado pela publicidade impacta as crianças, vale assistir ao filme “Criança, a alma do negócio”, de Estela Renner. O documentário é um convite para que os adultos reflitam sobre como colaborar para reduzir o consumo exagerado. O filme está disponível no Videocamp para exibições públicas e gratuitas.

6. Denuncie

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Pexels

Saiba que é possível cobrar das empresas o cumprimento da legislação e fazer denúncias aos órgãos de Defesa do Consumidor ou ao Criança e Consumo, caso se deparem com estratégias publicitárias direcionadas às crianças. Direcionar publicidade às crianças é prática abusiva e, portanto ilegal, conforme previsto no artigo 37, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), e reforçado pela Resolução 163 de 2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Sobre o Criança e Consumo

Criado em 2006, o programa Criança e Consumo, do Alana, atua para divulgar e debater ideias sobre as questões relacionadas à publicidade dirigida às crianças, assim como apontar caminhos para minimizar e prevenir os malefícios decorrentes da comunicação mercadológica.

Sobre o Instituto Alana

O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

Como fugir das armadilhas das compras de Black Friday?

Todo ano é a mesma coisa, os consumidores ficam loucos com as promoções arrasadoras da tão esperada Black Friday, mas será que realmente vale a pena? Sabrina Espíndola é coach de desenvolvimento humano e dá algumas dicas para que o seu desejo de comprar não se transforme em um tormento.

Veja algumas dicas:

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1. Sempre que for comprar se pergunte: eu realmente preciso disso?
2. Procure fugir da tentação e do impulso de comprar só porque está mais barato.
3. Pense no que você poderia investir melhor o seu dinheiro.
4. Tenha uma lista de necessidades para sempre que pensar em comprar e não caia em tentação comprando coisas que não precisa.

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5. Busque pensar com a mentalidade da riqueza que visa não apenas o curto prazo, mas também no investimento em longo prazo. Será que esse dinheiro não poderia ser investido em uma viagem ou na compra da casa própria?
6. Tenha definido seus objetivos financeiros em longo prazo para não gastar com o que não vale a pena.

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7. Caso perceba que realmente precise comprar o que está na oferta verifique se é realmente um desconto que vale a pena. Compare com o preço que era antes da Black Friday.
8. Certifique-se que o vendedor ou a loja não receberam reclamações de clientes.
9. Lembre-se que no início do ano sempre temos um grande número de despesas altas como: matrícula da escola, material escolar, IPVA, IPTU, compras de natal a pagar, férias das crianças.

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10. A sua alegria momentânea de comprar na Black Friday não deve ser a dor de cabeça por entrar no ciclo de dívidas.

Fonte: Sabrina Espíndola é especialista em Desenvolvimento Humano e Coach de Liderança. Organizadora e Coautora do livro “O impacto do coaching no dia a dia: 20 perspectivas da teoria à prática”. Leadership and Coaching Certification | Ohio University College of Business In Partnership with Instituto Brasileiro de Coaching – IBC. Coach com certificação internacional, Global Coaching Community (GCC), European Coaching Association (ECA), Brasilian Coaching Institute (IBC) e International Association of Coaching (IAC). Atuando há 17 anos no mundo corporativo.

Paraíso Feminino traz sustentabilidade versus moda e consumo

A sustentabilidade nasceu em 1972 na Suécia, como termo e conceito, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Humano, e só ganhou força no Brasil 20 anos depois, na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Hoje, o termo retrata uma questão de sobrevivência para as futuras gerações, solução que só pode ser alcançada através de múltiplas iniciativas, entre elas a conscientização da problemática, o combate do problema, e revisão dos valores, como por exemplo, o conceito da marketização da moda, que influencia gerações a seguirem determinados padrões para serem aceitos a um determinado grupo.

O Paraíso Feminino, primeiro site de busca fashion que revolucionou o mundo da moda online no Brasil, traz um compilado de iniciativas sustentáveis voltados para a moda e o consumo consciente, através de um equilíbrio de ações envolta da realidade que nos cerca, que influenciam um futuro melhor para todos. O material está disponível no e-trends especial geral sobre Sustentabilidade, que traz dicas práticas sobre o dia a dia, marcas inspiradoras, além de sugestões de peças, acessórios e calçados para “abraçar” a causa. Confira abaixo algumas dicas pessoais e produtos para incluir no closet.

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=Seja livre para fazer as compras que desejar e onde desejar. O segredo é ter consciência de fazer uso com sabedoria, equilibrando atitudes diárias, contribuindo para uma sociedade harmônica.

=Faça um detox no guarda-roupa periodicamente. Separe as peças que não são usadas e entregue à doação (jamais jogue-as no lixo), separe o que precisa de conserto. Torne o espaço mais limpo, arejado e funcional.

=Cuide de si mesma. Mantenha em dia seus cuidados não só de beleza, mas como do corpo e da mente. Quando cuidamos do nosso bem-estar, nos tornamos mais dispostos a contribuir com a nossa própria natureza e com a que nos rodeia.

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=Tenha sempre à mão uma ecobag cheia de estilo para carregar suas compras e evitar o uso de sacolinhas plásticas. Ajudar o meio ambiente é lindo e nunca sai de moda.

=Seja gentil, consigo mesmo e com todos à sua volta. Não adianta nada trocar o carro pela bicicleta se, por exemplo, sai impaciente na rua e se desentende no trânsito. A empatia e a gentileza são a base para um ser humano mais consciente.

=Experimente diminuir os resíduos de lixo que produz. Carregue na bolsa um copo plástico próprio e outros itens como canudos portáteis e reutilizáveis. Parece uma tarefa difícil, mas com o tempo torna-se um hábito repensar o lixo que produzimos diariamente sem necessidade.

=Contribua com o meio ambiente e à sociedade de todas as formas que puder. Ninguém consegue sozinho salvar o mundo, mas cada um pode fazer parte da mudança do ambiente.

=Não tenha receio em fazer parte do meio econômico. O dinheiro não é inimigo de ninguém, a sua relação com ele precisa ser saudável. Encontre esse equilíbrio para viver com bem-estar.

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=Ame o que você faz, ame as pessoas ao seu redor e o mundo que lhe cerca. Com amor não há como falhar, as suas atitudes serão sempre as melhores se vierem acompanhada desse sentimento tão especial.

=Economize tempo, combustível e dinheiro fazendo suas compras online. O buscador Paraíso Feminino, por exemplo, promove todas essas economias, além de oferecer dicas de moda que você não encontra em outro lugar.

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Informações: Paraíso Feminino

Criança e Consumo dá dicas para celebrar a Páscoa com menos consumismo

Projeto do Instituto Alana orienta como comemorar a data e proteger as crianças dos apelos publicitários

Com a proximidade da Páscoa, celebrada neste ano no dia 16 de abril, lojas e supermercados ficam repletos de ovos de chocolate: personagens infantis e brinquedos, muitos deles colecionáveis, são alguns dos apelos utilizados pelas empresas para chamar a atenção das crianças.

“Nessa época do ano, são muitas as novidades anunciadas diretamente para o público infantil, nos pontos de venda e nos meios de comunicação. Listamos algumas dicas para ajudar mães, pais e responsáveis a aproveitarem a Páscoa com as crianças, resistindo aos apelos consumistas”, explica Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.

1. Diminua a exposição das crianças à publicidade

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Nessa época, as empresas investem pesado no público infantil para aumentar suas vendas e desenvolvem ações mercadológicas em diferentes mídias para atrair a atenção dos pequenos. Se não for possível evitar a exposição, procure conversar com as crianças sobre essas publicidades abusivas e enganosas.

2. Canais de youtubers mirins e redes sociais

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Na Páscoa muitos canais de youtubers mirins populares entre as crianças exibem vídeos apresentando os ovos de chocolate e seus brinquedos. As marcas também estão nas redes sociais e criam conteúdos audiovisuais, passatempos e posts direcionados ao público infantil. É interessante que o responsável acompanhe, sempre que possível, os conteúdos que as crianças acessam e conversem com elas para explicar as motivações comerciais da empresa. Usar um bloqueador de publicidade pode ajudar também, pois previne certos abusos e evita que as empresas tenham acesso aos sites visitados.

3. Mais brincadeiras, menos consumo

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Que tal festejar esta Páscoa de uma forma diferente, com menos doces e mais brincadeiras? Existem ótimas ideias como corrida do ovo, coelhinho na toca, pintura de casca de ovos e até preparação de ovos caseiros de chocolate. Procure outras sugestões divertidas, criativas e de baixo custo.

4. Fique atento aos preços

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Ovos de chocolate que estampam personagens nas embalagens ou vêm acompanhados de brinquedos licenciados são mais caros do que produtos que não são anunciados. Uma alternativa é optar por chocolates artesanais, que são mais baratos do que os produtos que contam com publicidades. Inclua as crianças na escolha do produto, combine antecipadamente quantos ela poderá escolher e aproveite para explicar o motivo da substituição do chocolate industrializado pelo caseiro.

5. Limite o consumo de chocolate pelas crianças

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Nessa época, as crianças tendem a querer consumir muitos ovos de chocolate, pois querem o maior número de brinquedos possível que vem com o produto, que é repleto de açúcar. No entanto, dados da Pesquisa de Orçamento Familiar, conduzida pelo IBGE, indicam que 33,5% da população brasileira entre 5 e 9 anos já está com excesso de peso e 14,3% dessa parcela já é considerada obesa. Outro dado ainda mais preocupante revela que, pela primeira vez na história, um número crescente de crianças tem apresentado problemas de coração, respiração e diabetes tipo 2, todos relacionados à obesidade.

6. Saiba que dizer “não” é importante

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Diante da insistência das crianças, é importante que os pais ou demais responsáveis tenham a consciência de que dizer “não” é fundamental para uma educação saudável e faz parte da formação e amadurecimento de seus filhos. Essa atitude faz parte do processo educativo e pode ajudar as crianças a enfrentar possíveis frustrações futuras, com as quais terão de lidar em certos momentos da vida adulta.

7. Venda casada é proibida

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O Código de Defesa do Consumidor proíbe a venda casada, quando veicula necessariamente a venda de produtos, sem que seja oferecido ao consumidor opção de escolha. Ou seja, os tais brinquedos, amplamente anunciados às crianças, têm seu custo embutido no valor do produto.

8. Denuncie publicidades dirigidas às crianças

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Vale lembrar que direcionar publicidade de qualquer espécie às crianças é ilegal e abusivo, conforme previsto no artigo 37, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), reforçado pela Resolução 163 de 2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Os pais podem cobrar das empresas o cumprimento da resolução, e fazer denúncias diretamente aos órgãos de Defesa do Consumidor ou ao Criança e Consumo, caso se deparem com estratégias publicitárias direcionadas às crianças.

Sobre o Criança e Consumo
Criado em 2006, o Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, atua para divulgar e debater ideias sobre as questões relacionadas à publicidade dirigida às crianças, assim como apontar caminhos para minimizar e prevenir os malefícios decorrentes da comunicação mercadológica.

Sobre o Instituto Alana
O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que reúne projetos na busca pela garantia de condições para a vivência da plena infância. Criado em 2002, o Instituto é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.