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Maio Roxo faz alerta para sintomas de doença inflamatória intestinal

Doenças Inflamatórias Intestinais podem aumentar riscos cardiovasculares

Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) acometem milhares de pacientes no Brasil. De acordo com o Datasus, são cerca de 160 mil pessoas que sofrem com sintomas, como diarreia, dor abdominal, febre e sangue nas fezes. As DIIs são compostas essencialmente por duas enfermidades: a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

Para o cirurgião vascular Francisco Simi, a própria natureza inflamatória delas pode ser gatilho para doenças cardiovasculares, como o infarto.

“A mesma inflamação que afeta as paredes do intestino também acaba comprometendo todo o sistema vascular do organismo. Quando isso ocorre, a irrigação sanguínea de todo o nosso corpo fica comprometida. É aí que as doenças cardiovasculares podem surgir”, explica Simi.

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Ilustração: Sepalika

O médico chama atenção para casos nos quais há o agravamento do quadro clínico. “Diante de uma situação mais grave de comprometimento vascular, é possível um início de aterosclerose, que é a formação de placas que obstruem as artérias. Quando isso ocorre, o coração tem o seu funcionamento alterado, podendo evoluir para um infarto, inclusive”, afirma.

Tratamento

A campanha Maio Roxo chama atenção da população para os sintomas e tratamentos das Doenças Inflamatórias Intestinais. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são as maneiras mais eficazes de combater o agravamento da doença.

A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são enfermidades autoimunes e de caráter progressivo. “O uso adequado de imunossupressores é fundamental para o controle da doença, evitando o comprometimento de outros órgãos. Além disso, o acompanhamento médico deve ser constante para o controle clínico. As Doenças Inflamatórias Intestinais são autoimunes, então o sistema de defesa do paciente é bastante sensível”, completa Simi.

As DIIs são diagnosticadas por meio de colonoscopia e, apesar de afetarem principalmente jovens e adultos, elas podem ocorrer em todas as faixas etárias.

Posso ter DII?

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De acordo com o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (Gediib), a diarreia é um dos sintomas mais comuns na fase aguda de ambas as doenças. Na doença de Crohn, os sintomas mais frequentes incluem, também, a dor abdominal, febre e perda de peso. A retocolite ulcerativa apresenta quadro clínico com sangue ou muco nas fezes e urgência evacuatória, além de outras manifestações como aftas orais. Se houver esses sintomas, um médico especialista deve ser consultado.

Covid-19: pacientes com diabetes correm mais risco?

Pessoas com doenças crônicas têm desfechos clínicos piores quando são infectadas pelo coronavírus, mas não há evidências de que estão mais propensas a contraírem a doença

As estatísticas demonstram que pessoas idosas e com condições médicas crônicas, como diabetes e doenças cardíacas, têm mais riscos quando contraem o Covid-19. Em um estudo chinês, feito com mais de 173 pacientes, que foram acometidos de maneira severa pelo coronavírus, 23% tinham hipertensão arterial e 16%, diabetes. No Brasil, a primeira vítima fatal do vírus foi um idoso com ambas doenças.

Segundo Rodrigo Noronha, cardiologista do Hospital BP, atualmente, não há dados suficientes para mostrar que pessoas com diabetes tenham, ou não, mais chances de contrair o vírus, mas que, na China, os diabéticos apresentaram mais complicações durante a evolução do Covid-19.

diabetes 2

“Esses pacientes já são mais propensos a apresentarem sintomas graves quando são infectados por um vírus, de forma geral. Contudo, se o diabetes estiver controlado, o doente tem uma chance de complicação quase igual à população sem a doença”, explica o médico. “Isso acontece porque as infecções virais podem aumentar a inflamação e o inchaço no corpo, assim como o açúcar elevado no sangue, então, controlar o diabetes é extremamente importante para que esse paciente fique mais seguro”, completa.

No Brasil, 73% dos pacientes com diabetes ainda estão fora de controle e o avanço dessa doença já é considerado uma epidemia global pela OMS, que estima que o diabetes tipo 2 teve crescimento próximo a 62% na última década, mas é a baixa adesão às terapias que impacta em complicações no coração e nos rins, causando hipertensão, insuficiência cardíaca e renal, e, em tempos de pandemia, podem prejudicar o paciente.

Ainda segundo Noronha, não há indícios de que o coronavírus afete os pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 de forma diferente. Contudo, é importante lembrar que os pacientes do tipo 2 que tratam a doença de forma medicamentosa têm mais chances de não serem adeptos à terapia e, por isso, se tornam mais suscetíveis a complicações. “Cada caso é um caso e deve ser tratado de forma individual, uma vez que temos diversas faixas etárias e quadros de comorbidades, como as doenças cardíacas”, completa o especialista.

“A boa notícia é que, nesse caso, os próprios pacientes têm o poder de mudar esse cenário e diminuir o grupo de risco para o coronavírus, mantendo o tratamento conforme recomendado pelo médico — e assim mantendo seus níveis de glicose equilibrados, controlando a obesidade e o sedentarismo, além de manter uma dieta saudável e planejada”, explica o Dr. Noronha. “Outro ponto essencial, é fazer check-ups cardiovasculares periódicos para monitorar qualquer mudança que comprometa a sua saúde”.

Sobre o diabetes

mulher meia idade diabete

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia) que pode ser subdividida, principalmente, em dois tipos: o tipo 1, no qual há a deficiência de insulina, e o tipo 2, em que há a chamada resistência insulínica. No segundo tipo existe importante influência do aumento de peso e obesidade e o início da doença.

Mas como tratar a doença? Além da adoção hábitos saudáveis, incluindo boa dieta e o abandono do sedentarismo com início de atividade física, em muitos casos, o paciente tem de recorrer à medicação. Para auxiliar no controle dos níveis de açúcar na corrente sanguínea, a ciência tem evoluído e testado formas diversas de tratamento, que varia de acordo com a necessidade individual.

Fonte: AstraZeneca 

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

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O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

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Getty Images

Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Cardiologista alerta para aumento dos riscos de infarto e derrame no calor

Altas temperaturas dilatam vasos sanguíneos, diminuem a pressão e fazem o corpo trabalhar mais para manter o equilíbrio

O infarto é a maior causa de mortalidade no mundo e o risco de sofrer um aumenta com o calor. No verão, com as temperaturas acima dos 30 graus, principalmente em cidades litorâneas, ocorre no corpo uma dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudanças da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca.

Segundo o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas, as pessoas obesas, diabéticas e portadoras de algum problema cardiovascular fazem parte do grupo de maior risco e são mais propensas a sofrer com as altas temperaturas.

Mantenha-se hidratado

mulher madura tomando agua

Quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão. As altas temperaturas causam dores de cabeça, desconforto, desidratação, cansaço e podem aumentar o risco de morte precoce por problemas cardiovasculares”, esclarece o médico.

Outra orientação importante do médico é voltada para pacientes que usam medicamentos. ” Para evitar a desidratação é preciso ingerir bastante líquido. A atenção deve ser redobrada com idosos e pacientes que fazem uso de diuréticos. Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão arterial com medicamentos, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão nas altas temperaturas. Uma reavaliação médica durante o período de férias pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos”, alerta o cardiologista.

O que fazer para prevenir o infarto?

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Para a prevenção da doença, existem dicas que valem para todas as idades, entre elas estão: consultar o médico periodicamente, não fumar, controlar a pressão, colesterol e açúcar, manter o peso ou emagrecer para o ideal, não passar por estresses muito fortes, ter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos.

Para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, os exercícios físicos e a alimentação devem ser feitos com avaliação médica prévia. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, principalmente aquelas com alto teor de colesterol, importante fator de risco da aterosclerose, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas”, recomenda o cardiologista.

No caso de qualquer sintoma, corra para o pronto-socorro e procure o médico.

Fique atento!

Em dias muito quentes fique alerta aos sinais do corpo, e busque ajuda médica se for preciso. Alguns sinais são:

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Pixabay

=Dor no peito que pode irradiar para o braço, costas ou queixo.

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=Sensação estranha na garganta.

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=Ansiedade.

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=Batimento cardíaco acelerado.

dor de cabeça

=Tontura ou dor de cabeça.

Fonte: HCor

Alerta para férias: bebidas energéticas são ciladas e saúde pode ser prejudicada

Especialistas explicam como funciona a “bomba” de energia que ganha espaço nas baladas

Com as férias, as baladas “bombam” em todo o Brasil. Para aguentar a noite inteira, as bebidas energéticas ganharam espaço, prometendo conceder grandes quantidades de empolgação e energia para quem as consome. No entanto, de acordo com especialistas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), o produto é uma grande cilada para o organismo.

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O presidente da entidade, José Francisco Kerr Saraiva, explica que uma latinha já acelera os batimentos cardíacos, independentemente de fatores de risco como obesidade, diabetes, sedentarismo e estresse. “O energético estimula receptores responsáveis pela vasodilatação coronária e periférica, podendo gerar problemas cardiovasculares até em jovens”, afirma.

Cardiologista especialista em Medicina Esportiva, Nabil Ghorayeb destaca que os energéticos são, na verdade, um concentrado de cafeína e taurina em bebida adocicada. “Na teoria, eles oferecem mais energia, mas a única consequência após a ingestão é a redução da sonolência”, diz o especialista.

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Ambos concordam que o principal risco é quando se mistura o produto com bebidas alcoólicas, como vodca e gim. “Isso gera uma confusão no cérebro da pessoa, já que os destilados agem como soníferos, enquanto o energético é estimulante. O efeito principal é a taquicardia, extremamente desagradável, que pode gerar falta de ar e tontura, além de desmaios”, explica Ghorayeb.

Segundo Saraiva, os energéticos, quando consumidos em excesso, também podem causar aumento de pressão arterial e arritmias, levando a casos mais sérios, como Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral. A bebida promete reduzir fadiga e melhorar o estado de vigília, possibilitando horas de atividades e, por isso, é comumente utilizada em baladas.

coração médico

Além dos problemas cardiovasculares já expostos, os energéticos podem gerar nervosismo, desidratação, insônia e tremores. No rótulo, deve constar a informação que a mistura com bebidas alcoólicas não é recomendada, já que também pode mascarar a embriaguez.

Fonte: Socesp

Ceias de fim de ano ideais para o coração

Gerente de Nutrição do HCor dá dicas de substituições de alimentos tradicionais nas festas de fim de ano para versões mais leves, com baixo teor calórico, menos gordura e açúcar

As festas de fim de ano são sempre um convite apetitoso para deixar a dieta saudável e balanceada de lado para abusar nas ceias de Natal e Réveillon. Fugir à regra dos cardápios típicos dessa época do ano, recheados de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas, doces e guloseimas, é a medida ideal para evitar excessos e prejuízos para a saúde.

Nos últimos anos, o HCor registrou aumento de cerca de 10% nos atendimentos do pronto-socorro devido aos exageros alimentares comuns nesta época do ano. Entre os principais quadros clínicos destacam-se: casos de hipertensão e intoxicação alimentar e alcoólica. Por isso, nestas festas, que tal fazer diferente e apostar numa ceia mais saudável?

Para quem está procurando um cardápio que foge ao habitual para celebrar as festas com os amigos e familiares, a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, elenca algumas dicas que valem por um presente de Natal: “Substituir ingredientes ou pratos inteiros calóricos por produtos ricos em fibras, vitaminas e sais minerais auxiliam na digestão e no controle das doenças como diabetes, hipertensão, colesterol, entre outros”, esclarece.

Confira as sugestões da nutricionista para a sua ceia:

salada de vinagrete

Abuse das saladas: elas devem ocupar metade de seu prato. Evite os molhos prontos para temperá-las e dê preferência ao azeite de oliva, limão, molho de vinagre e iogurte;

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Não exagere nos assados: peru, tender e pernil tem a cara das festas de fim de ano e não podem ficar fora do cardápio neste período. Porém, é preciso conter os exageros. Caso queira comer um pouco mais, uma boa dica de carne magra e saudável para as festas é o lombo de porco. Outra dica importante é evitar diferentes tipos de carne ao mesmo tempo. Se houver mais de uma opção, procure escolher apenas uma;

farofa agridoce

Modere nos acompanhamentos: arroz, batata, farofa ou massas, se consumidos com moderação, são boas opções de acompanhamento;

alimentos frutas vermelhas

Prefira frutas frescas às secas e cristalizadas: para a sobremesa, as frutas frescas, como melão, melancia, uva, pêssego, figo, cereja e ameixa são sempre as melhores opções. Afinal, têm poucas calorias e fornecem diversos nutrientes. Evite consumir uma grande quantidade de frutas nas versões secas e cristalizadas, pois elas contêm o dobro de calorias. Se não resistir aos doces, consuma uma porção pequena;

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Foto: Pressfoto/Freepik

Brinde com moderação: na hora do brinde, lembre-se que as bebidas alcoólicas contêm muitas calorias. Não exagere e alterne o consumo com água.

Fonte: HCor

Como ter “boas festas” sem prejudicar o coração

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) salienta importância de se evitarem excessos alimentares e na ingestão de bebidas alcoólicas nas festas de final de ano

Nas festas de fim de ano, que incluem almoços e jantares de confraternização com a família, empresas e amigos, assim como as ceias de Natal e Ano Novo, recomenda-se bom senso e moderação no consumo de alimentos e bebidas alcoólicas. Pessoas com antecedentes de doenças cardiovasculares e/ou com fatores de risco, como obesidade, colesterol/triglicérides, diabetes, tabagismo, estresse e hipertensão, devem adotar cuidados redobrados, pois esses problemas podem agravar-se com a quebra da rotina alimentar e de hábitos.

Passado o Natal, a proximidade com a festa da virada do ano amplia ainda mais a necessidade de alerta. Isso porque o uso excessivo de bebida alcoólica pode causar arritmia cardíaca, principalmente em mulheres, que têm níveis menores de enzimas responsáveis pelo metabolismo da substância.

Confira a seguir os principais riscos neste período de diversão, descanso e, muitas vezes, excessos:

vinho amigos brinde

• O uso demasiado de bebida alcoólica pode causar arritmia cardíaca, principalmente em mulheres — este público apresenta menos água no organismo, o que faz com que o álcool fique mais concentrado. As mulheres geralmente pesam menos e possuem níveis menores de enzimas responsáveis pelo metabolismo do álcool, como a aldeído desidrogenase (ADH) e a álcool desidrogenase (ALDH).

natação piscina

• Exageros versus lesão no coração – exageros na alimentação e de esforço físico podem representar riscos imediatos de alguma lesão no coração. Para fazer exercícios físicos intensos, é preciso ter um precondicionamento físico, de modo que aquele futebol com os amigos no dia 31, excesso de esportes aquáticos ou em montanhas devem ser evitados por quem não está habituado à prática de exercícios. Podem ocorrer infartos e arritmias.

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• Em longo prazo, o álcool consumido em excesso pode levar a uma dilatação do coração ou uma miocardiopatia, doença no músculo cardíaco que dificulta o fornecimento de sangue do coração para o corpo e pode causar insuficiência cardíaca.

Como amenizar situações de lesão cardiovascular para aqueles que têm fatores de risco:

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• Ter feito avaliação prévia ou validada há menos de um ano.

• Manter a alimentação e a ingestão de álcool como nos períodos normais.

• Evitar lugares muito quentes ou muito frios.

• Não deixar de tomar nenhum dia as medicações habituais, mesmo em caso de uso de álcool.

Fonte: Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo 

Tutores que passeiam com cachorros vivem melhor

Não é exagero: quem convive com cachorros e passeia com eles têm uma vida muito melhor. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Uppsala, na Suécia, com mais de três milhões de pessoas com idades entre 40 e 80 anos – comparando tutores e não tutores de cães -, quem é pai de cachorro apresentou uma redução de 33% no risco de morte e 11% no risco de doença cardiovascular em comparação aos que não convivem com o pet.

Além disso, a caminhada é a principal responsável pelo upgrade na saúde. “Tutores que passeiam com seus cães são mais felizes e confiáveis, menos solitários, dão às suas vidas um significado maior e têm uma sensação de pertencimento ao mundo aprimorada”, explica Renata Ragazini, passeadora da DogHero e especialista em comportamento de cães.

Ainda segundo o estudo, a presença do cachorro influenciou na redução de 20% no risco de morte e de 23% no risco de doença cardiovascular. “Esses números provam que os cachorros são um fator de proteção impactante, especialmente para a saúde de pessoas que moram sozinhas – grupo notadamente mais vulnerável a essas condições”, diz Renata.

Os benefícios ainda vão além: aumento do bem-estar e dos contatos sociais e melhoria no microbioma bacteriano (mais resistência imunológica e menos alergias); outros estudos com tutores também apontaram a redução da pressão arterial, do colesterol e dos triglicérides, além de melhores índices de sobrevivência e recuperação após ataque cardíaco.

Ser pai de cachorro já ajuda na saúde. Agora, passear com ele todos os dias aumenta ainda mais os benefícios. Renata Ragazini separou alguns benefícios. Confira:

Passear com o cachorro é bom para a sua saúde

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Uma pesquisa realizada na China pela Universidade de Nanjing entre 2015 e 2016, concluiu que quanto maior o tempo de convívio e de interação (brincadeiras e passeios) com o cão, menores são os riscos de desenvolver doenças coronarianas.

Passear com o cachorro te mantém em forma

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A Organização Mundial de Saúde recomenda uma média de duas horas e meia de atividade física por semana para pessoas entre 18 e 64 anos. Adivinha quem tem mais chance de alcançar essa meta? Pessoas que passeiam com seus cachorros! Esse compromisso de fazer um bem ao amigo de quatro patas também ajuda a emagrecer, já que cada saída dura no mínimo 10 minutos e o ideal é que isso aconteça ao menos três vezes por dia.

Passear com o cachorro é benéfico à mente

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“Quando você está com seu pet e mais ainda quando passeia com ele, os níveis de ocitocina, serotonina e dopamina se elevam no organismo”, explica Renata. “Consequentemente, seu bem-estar se eleva, você se acalma, fica menos ansioso e com a pressão arterial dentro da normalidade. Não é à toa que eles estão cada vez mais presentes nos ambientes de trabalho, trazendo mais energia, satisfação e produtividade para todos.”

Para as pessoas mais velhas, passear com o cachorro também adiciona propósito e significado ao cotidiano, afastando a solidão e reduzindo o declínio cognitivo e as doenças. Cuidar do pet é um grande motivo – baseado no amor – para seguir positivamente a rotina. Nesse aspecto, que vale para todos, a depressão também leva um “chega pra lá”.

Chame um passeador quando a agenda apertar

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Mesmo para quem está comprometido em passear regularmente com o cachorrinho, imprevistos podem acontecer. Nessas situações, a melhor saída é contar com ajuda profissional. Na DogHero, o passeador recebe orientação para lidar com as mais diversas situações que podem acontecer durante um passeio. Assim como você, o dog walker ama cachorros e vai dar ao seu pet toda a atenção que ele precisa – cada passeio é feito com apenas um cachorro (salvo quando há mais de um na mesma família). Os passeios são adaptados ao perfil e nível de energia do seu cão, que ficará satisfeito e saudável.

O passeador ideal é selecionado no aplicativo da DogHero seguindo as informações que você forneceu, como endereço e duração de passeios. Você acompanha, graças ao rastreio por GPS do aplicativo, tudo que acontece, incluindo início, término e quantos xixis ele fez. E, caso ele se machuque ou passe mal durante o passeio, a empresa reembolsa os gastos com veterinário em até R$ 5 mil.

Fonte: DogHero

Molho de tomate promove benefícios à saúde do cérebro e do coração

O molho de tomate é um ingrediente presente no dia a dia de grande parte dos brasileiros por ser o parceiro perfeito para massas. Mas, além de versátil e saboroso, o item culinário ainda garante diversos benefícios a saúde.

“Além da versão tradicional ser pouco calórica, estudos apontam que o molho de tomate ajuda a melhorar a circulação e a saúde cardiovascular, aumenta as defesas o organismo, protege contra os radicais livres, tem ação desintoxicante e previne contra câncer e doenças neurodegenerativas”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

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O problema é que, ao chegarmos nas prateleiras dos mercados, encontramos diferentes variações de molho de tomate, como a polpa de tomate e o extrato de tomate. Mas, afinal, qual é a diferença entre estes produtos? De acordo com a Dra. Renata, a principal diferença está na concentração, ou seja, quantos tomates foram utilizados para fazer cada um destes ingredientes.

“Enquanto o molho de tomate comum é o tomate processado, já temperado e pronto para o consumo, a polpa de tomate, também chamada de purê, é simplesmente o tomate processado, para que você tempere como preferir. Por fim, o extrato de tomate é a polpa de tomate concentrada, sendo necessário diluí-la antes de consumir”, destaca a médica.

Já com relação aos aspectos nutricionais, existem algumas diferenças, mas nada muito considerável. De acordo com a especialista, o mais importante é observar os rótulos e ficar atento as quantidades de sódio, gordura, conservantes, amido modificado, extrato de levedura e glutamato monossódico para escolher a opção mais saudável. “É preciso tomar cuidado também com as opções light e zero disponíveis no mercado hoje, pois essas variações podem ter seus valores nutricionais alterados, levando a perda da qualidade original do produto”, explica.

“Se você está procurando a opção mais saudável, o ideal é optar pelos molhos orgânicos, já que estes combinam tomates cultivados ecologicamente com ingredientes igualmente saudáveis, como sal marinho e ervas aromáticas, sendo assim menos calóricos e mais saborosos, além de conterem mais licopeno do que os molhos convencionais”, indica a médica.

Por fim, é essencial observar a integridade da embalagem do produto, pois é um ponto fundamental para garantir a qualidade do molho, já que tem como principal função proteger os alimentos contra as condições externas, como luz e microrganismos, e evitar a perda de aroma e gosto.

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“Melhor que decidir entre as diferentes formas do molho de tomate industrializado, é preparar o seu próprio molho em casa, já que, além de ser muito mais gostoso e saudável, não tem conservantes e preserva boa parte dos valores nutricionais do alimento”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)

 

Dez grupos de alimentos que contribuem para a saúde do coração

Cardiologista do Hospital Santa Catarina explica a importância da boa alimentação para evitar problemas cardiovasculares

Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes, as pessoas não conseguem manter uma alimentação balanceada ou mesmo consumir produtos mais naturais, sem muitos corantes e conservantes. Por conta disso, é comum o aparecimento de problemas de saúde, em especial relacionados à obesidade, diabetes e cardiopatias.

De acordo com o coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina, Diego Gaia, muitos desses problemas de saúde podem ser evitados ou amenizados com uma alimentação mais equilibrada, além da prática de atividades esportivas. Segundo ele, existem frutas, verduras, legumes, castanhas e cereais que podem contribuir para a saúde do coração:

salmão

Peixes: Gaia explica que peixes como salmão e sardinha são ricos em ômega 3 (ácidos graxos), que auxilia no controle da pressão arterial e da coagulação do sangue. Segundo ele, consumir um ou duas porções por semana pode trazer benefícios ao coração.

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Aveia: o alimento, rico em fibras, ácidos graxos, ácido fólico e potássio, reduz os níveis de LDL, conhecido como o colesterol ruim, e ajuda a manter as artérias limpas e desobstruídas.

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Frutas: segundo doutor Gaia, há uma variedade de frutas que podem beneficiar a saúde do coração. Entre elas, o abacate, que pode ajudar a reduzir os níveis do colesterol ruim e elevar a quantidade do colesterol bom em seu corpo. As frutas vermelhas também estão no grupo de alimentos benéficos, pois são anti-inflamatórias e reduzem o risco de doenças cardíacas e câncer. A banana, rica em potássio, ajuda a manter a função normal do coração e o equilíbrio do sódio e da água no corpo. O potássio ajuda os rins a excretar o excesso de sódio, contribuindo assim para a pressão sanguínea saudável.

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Chocolate amargo: o consumo diário de um pequeno pedaço de chocolate com mais de 70% de cacau pode auxiliar no combate ao aumento da pressão arterial, pois, de acordo com doutor Gaia, o cacau é rico em resveratrol e flavonoides.

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OrganicFacts

Brócolis, cenoura e batata doce: o brócolis é rico em beta-caroteno, vitaminas C e E, potássio, folato, cálcio e fibras, assim como a batata doce. A cenoura tem grande quantidade de vitamina A.

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Grãos: segundo Gaia, cereais como arroz integral (rico em vitaminas do complexo B, fibras, niacina e magnésio), feijão preto (tem grande quantidade de niacina, folato, magnésio, ácidos graxos, cálcio e fibra solúvel) e soja (auxilia na redução do colesterol e é uma ótima fonte de proteína magra) são importantes para manter o organismo saudável, o que estimula o bom funcionamento do coração.

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Vinho tinto: o médico explica que uma taça de vinho por dia ajuda a elevar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom.

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Nozes: contém ômega-3 e, assim como as amêndoas e as nozes de macadâmia, são ricas em gordura mono e poli-insaturada. Além disso, nozes possuem mais fibras e são uma grande fonte de gordura saudável.

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Azeite: o óleo das olivas também tem gorduras monoinsaturadas, por isso reduz o colesterol LDL e diminui o risco de se desenvolver doenças cardíacas.

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Espinafre: o vegetal possui luteína, folato, potássio, além fibras. Por isso, pode ajudar o seu coração a se manter mais saudável.

Ainda de acordo com Gaia, a alimentação é apenas um dos pilares para uma boa saúde do coração. “É importante que, além de comer alimentos mais saudáveis, as pessoas pratiquem atividades físicas e procurem, sempre que possível, relaxar a mente para eliminar parte do estresse do dia a dia”, diz.

Fonte: Hospital Santa Catarina