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Pesquisa revela que paulistas não controlam colesterol, hipertensão e diabetes

Especialista fala sobre os perigos de não tratar essas e outras doenças que afetam o coração

O colesterol, hipertensão e diabetes são os principais fatores de risco para as complicações cardiovasculares, principalmente quando a evolução destas doenças não é acompanhada e tratada por um especialista.

Uma recente pesquisa, realizada com 9 mil pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBS), em 32 cidades do estado de São Paulo, e analisada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), indicou que a maioria dos paulistas não se preocupa com o controle destas doenças. Segundo dados do estudo, apenas 16% dos entrevistados se importam com o controle do colesterol, só 25% dos participantes estavam com bons níveis de glicemia, enquanto 48% nem se dedicava em checar e controlar a pressão arterial.

Para Elcio Pires Júnior, cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, o principal motivo destas doenças serem tão prevalentes entre os brasileiros são os maus hábitos da população. “No Brasil, além dos altos índices de obesidade e sobrepeso, o sedentarismo somado a alimentação ruim, favorece não só para a hipertensão, mas também para o colesterol e diabetes”, alerta o médico.

Como estas doenças afetam o coração?

O diabetes, doença que afeta a resistência insulínica, resulta em um estado inflamatório do organismo. Esta inflamação favorece uma condição chamada de aterosclerose, onde placas de gordura se acumulam no interior das artérias, fazendo com que os vasos percam a sua flexibilidade natural. Quando o colesterol ruim está alto, há uma grande quantidade de LDL circulando pelo organismo, que podem se depositar no interior dos vasos. O enrijecimento das artérias exige que o coração trabalhe ainda mais para que o sangue circule por essas vias que estão cada vez mais estreitas, resultando na hipertensão.

“A hipertensão é um alerta vermelho para o infarto e para o AVC. Se os hábitos não mudarem, os vasos podem se obstruir em qualquer momento, interrompendo o fluxo de sangue. Se isso acontecer próximo do coração e o músculo cardíaco deixar de ser irrigado, temos o infarto do miocárdio. Se acontecer próximo ao cérebro, temos o Acidente Vascular Cerebral”, conta o especialista.

Sem sintomas, sem busca por ajuda

Tanto a hipertensão quanto o alto colesterol e diabetes, em seu início, são doenças que não apresentam sintomas característicos. Quando alguns sinais começam a aparecer, pode já ser tarde para reverter. “Check-ups regulares podem identificar essas doenças previamente, oferecendo ao paciente uma alternativa: a mudança de hábitos”, ressalta o cirurgião.

Vale lembrar que existem vários fatores para o desenvolvimento dessas doenças, até mesmo o avanço da idade. Entretanto, de maneira geral, a melhor maneira de se prevenir é evitando o alto consumo de bebidas alcoólicas, assim como o excesso de sódio na alimentação. Vale lembrar que o tabagismo, o sedentarismo e a má alimentação são os principais fatores para o desenvolvimento dessas doenças.

“Embora essas doenças não tenham cura, existe tratamento. E controlar o diabetes, a pressão alta e o colesterol alto são fundamentais para a saúde geral do organismo e a longevidade. Antes que essas doenças apareçam, previna-se!”, finaliza o médico.

Fonte: Élcio Pires Júnior é coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro – Rede D’or – Osasco, e coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos. Membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. E atualmente é cirurgião cardiovascular pela equipe do Dr. André Franchini no Hospital Madre Theodora de Campinas.

Estilo de vida atual se reflete no alto índice de óbitos por doenças do coração

Dia Mundial do Coração alerta sobre a falta de atenção à prevenção de doenças cardiovasculares

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus, o índice de óbitos no país cresceu intensivamente, tendo ultrapassado a marca das 100 mil mortes ainda no mês de agosto, o que gerou grande comoção entre os brasileiros. O que poucos têm conhecimento é de que fora da pandemia, a maior causa de morte no país – assim como no resto do mundo – são as doenças cardiovasculares, que já resultaram em mais de 280 mil mortes no Brasil apenas neste ano.

A grande diferença entre esses dois cenários é que as doenças cardiovasculares não são virais como a Covid-19 e contam com métodos de prevenção e de tratamento bem mais simples, viáveis e acessíveis para a população. Então por que a prevalência ainda é tão alta?

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Segundo Jairo Lins Borges, professor da disciplina de Cardiologia da Unifesp e consultor científico da Libbs Farmacêutica, o estilo de vida atual dos brasileiros pode dificultar a implementação das mudanças de hábitos necessárias para prevenir as principais doenças do coração. “A conveniência encontrada nos fast-foods, o consumo exagerado de álcool e a rotina estressante, sem um espaço de tempo dedicado à atividade física, são alguns dos pontos que dificultam o alcance de uma vida mais saudável”, comenta o médico cardiologista.

“Essa rotina é muito comum na população brasileira e contribui para o aumento dos níveis de colesterol e de açúcar no sangue, bem como para obesidade, tabagismo e sedentarismo, que são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças e complicações cardiovasculares potencialmente fatais, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral”.

É por conta disso que a World Heart Federation criou o Dia Mundial do Coração, que ocorre anualmente em 29 de setembro, com o objetivo de alertar a população sobre a importância de manter uma boa qualidade de vida para prevenção das doenças que acometem esse órgão vital. Para ajudar neste processo, a American Heart Association desenvolveu o “Life Simple 7”, uma lista de 7 pontos de fácil abordagem para manter o coração saudável por meio da mudança de estilo de vida.

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São eles: monitorar e cuidar da pressão arterial; controlar o colesterol; reduzir o açúcar no sangue; ser fisicamente ativo; manter um peso saudável; ter uma alimentação rica em peixe, frutas e verduras, e não fumar.

“Em face da alta incidência e prevalência das doenças cardiovasculares, é de extrema importância mantermos esse trabalho de conscientização da população, incentivando sempre a adoção de hábitos mais saudáveis, com alimentação balanceada e prática regular de atividade física; realização periódica de exames preventivos (check-up) e manter o tratamento recomendado pelos especialistas, bem como a avaliação médica periódica”, afirma Borges.

Foto: Shutterstock

“Sabemos que ainda existem obstáculos na busca pela prevenção cardiovascular, como o acesso às unidades de saúde, barreiras socioeducacionais, além da própria dificuldade de adesão e persistência no tratamento; por isso, também é importante considerar as necessidades e o perfil clínico e cultural de cada paciente de forma individualizada”, finaliza o médico.

Fonte: Libbs Farmacêutica

Brasil tem aumento de pessoas estressadas; mulheres são mais propensas

Dormência nos braços, sensação de fraqueza, dor de cabeça, tontura e falta de ar. Parece a descrição clara de sintomas de infarto, mas nem sempre estes sinais do corpo sinalizam um problema mais grave. A rotina muito atarefada da maioria das famílias, faz com que os compromissos profissionais e sociais tenham um ponto de começo, mas não um final.

A sensação é de que 24 horas seja pouco tempo na vida de quem trabalha, estuda, cuida da casa e dos filhos, por exemplo. E é ai que o estresse vai agindo em nosso organismo, liberando hormônios e substâncias químicas que deixam nosso corpo em estado de alerta.


A pandemia da Covid-19 fez o mundo parar e a grande maioria das pessoas passou a trabalhar remotamente. Porém, nem todo mundo se adapta à rotina do home office e acaba misturando o trabalho com a rotina do lar, gerando mais estresse. Antes da pandemia o Brasil já era o segundo no hanking de população mais estressada do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (Isma – Brasil), de 2017.

Agora, uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. O estudo mostrou ainda que as mulheres são as mais afetadas com a ansiedade e estresse durante a epidemia do novo coronavírus.


O médico cardiologista Augusto Vilela alerta para os cuidados com o excesso de estresse, que em altos níveis pode sim levar a um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Embora os sintomas de estresse e infarto possam ser parecidos, existem algumas diferenças que ajudam no diagnóstico inicial. De acordo com Vilela, a maioria dos pacientes que está sofrendo um ataque cardíaco, apresenta dor aguda no meio do peito, no braço esquerdo, gerando formigamento e nas costas podendo refletir em outros pontos como nuca, ombros, mandíbula, queixo e estômago.

“É muito importante que em ambos os casos o paciente procure ajuda médica imediatamente. Somente um médico pode fazer um diagnóstico preciso, afinal, não se pode ‘brincar’ com doenças cardíacas”, avalia o médico.


Segundo o cardiologista, para combater o estresse, não devemos nos descuidar da alimentação saudável e atividade física, que dentre seus inúmeros benefícios, ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem estar e prazer. Cuidar da mente também é fundamental, evitando notícias catastróficas em excesso, escolhendo boas leituras e amizades verdadeiras. “A ansiedade não ajuda a resolver os problemas e traz prejuízos para a saúde de todos”, completa.

 

VinVino recebe cardiologista em live sobre vinhos e saúde do coração

Na sexta-feira (24), às 20h, o Instagram @vivinobr a sommelière Lindslei Monteiro e a cardiologista Sheila São Pedro sobre vinho e saúde

Muito consumido no inverno, o vinho tinto pode trazer benefícios para a saúde do coração. Para indicar rótulos nacionais e importados que tenham um teor alcoólico moderado e possam ser consumidos diariamente, a VinVino loja online convida a sommelière Lindslei Antunes e a médica cardiologista Sheila São Pedro para uma live no Instagram @vinvinobr, no dia 24 às 20 horas.

vinho taça tinto

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o consumo da uva, seja como fruta, suco ou vinho, é benéfico na prevenção, proteção e combate de doenças, principalmente cardiovasculares e renais. Na verdade, o real benefício vem do consumo de uma substância chamada polifenóis, como os flavonoides e o resveratrol, que inibem a oxidação do colesterol ruim (LDL – Lipoproteína de Baixa Densidade) e diminuem a agregação plaquetária no sangue, contribuindo para melhorar a função vascular.

“Essas substâncias estão presentes principalmente nas frutas de coloração mais avermelhadas e roxas como uva, amora, jabuticaba, cereja, mirtilo, ameixa e alguns legumes. Sendo assim, consumir uma taça de vinho diariamente, de forma moderada, pode fazer bem ao coração”, afirma Sheila São Pedro médica cardiologista na Clinicor Jundiaí.

Por fim, de acordo com Sociedade Brasileira de Cardiologia, o consumo moderado de vinho tinto significa uma dose diária (150ml) para mulheres e duas doses para homens (300ml).

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Sobre Lindslei Monteiro Antunes é sommelière profissional formada pela Escola Alta Gama de Curitiba, com curso de especialização em harmonizações realizado em Roma na Itália.

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Sobre Sheila São Pedro: é graduada pela Universidade de Ribeirão Preto em 2000. É especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Pós-Graduada em Reabilitação Cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Experiência Internacional no Guy’s and Saint Thomas Hospital e London Chest Hospital, em Londres.

Fonte: VinVino

Doenças cardiovasculares podem ser evitadas com alimentação saudável

Nutricionista do HCor dá dicas de alimentos amigos e inimigos do coração

O consumo excessivo, de gordura de origem animal, frituras, alimentos industrializados feitos com gorduras trans e de carboidratos refinados podem favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando, assim, os riscos de infartos e acidente vascular cerebral.

A importância da alimentação adequada na redução do risco cardiovascular e no controle dos fatores de risco já está demonstrada por uma série de evidências científicas. Estudos demonstraram que as doenças cardiovasculares podem ser reduzidas em 30% com modificações no estilo de vida, e uma das melhores formas de evitar o problema é através da prevenção, que inclui uma alimentação saudável.

De acordo com a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, a gordura saturada e a trans, os açúcares simples e o sal estão entre os nutrientes que aumentam o risco quando consumidos em quantidades excessivas, pois exercem efeito direto sobre a saúde do coração aumentando a incidência dos fatores de risco, como a hipertensão, a dislipidemia, a obesidade e o diabetes.

“Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados, são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista.

Para cuidar da saúde do coração, a gerente de Nutrição do HCor dá algumas dicas de alimentos que são amigos e os que são considerados “vilões” para o coração:

Amigos do coração:

Truta
Peixes: ricos em ômega-3, possuem ação anti-inflamatória e, também, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides e aumento do bom colesterol (HDL);

azeite
Azeite de oliva: o tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose;

aveia pixabay
Pixabay

Aveia: o farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e com maior capacidade de diminuir o colesterol sanguíneo, reduzindo a absorção de colesterol e retardando a digestão das gorduras;

soja
Soja: possui efeito em reduzir os níveis de colesterol sanguíneo, pela ação das proteínas da soja e das isoflavonas, classe de substâncias vegetais que têm funções semelhantes ao estrógeno humano. As principais fontes são o feijão de soja, o queijo de soja (tofu), o molho de soja (shoyo), a farinha e o leite de soja, dentre outros;

suco de uva Babs Müller por Pixabay
Babs Müller/Pixabay

Suco de uva: os flavonoides presentes na uva podem agir como substâncias antioxidantes, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

Vilões do coração:

sal saleiro sodio Bruno-Germany por Pixabay
Bruno/Germany/Pixabay

Sal: em grandes quantidades, pode elevar a pressão arterial, contraindo as artérias e consequentemente aumentando as chances de infarto e derrame, além de comprometer o funcionamento dos rins. Atenção aos alimentos industrializados e processados, sopas instantâneas, temperos prontos, salgadinhos de pacote, enlatados, conservas e defumados;

refrigerantes
Açúcares: o excesso de açúcar na alimentação pode levar ao aparecimento da obesidade e diabetes. Não exagere no consumo de doces, chocolates, refrigerantes, massas e pães.=;

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

Gorduras saturadas, trans e colesterol: promovem o aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. Estão presentes na gordura animal, óleo e polpa de coco, dendê, banha, gema do ovo, frutos do mar (camarão, lula, marisco, polvo), vísceras (fígado, coração), leite e laticínios integrais, manteiga, queijos amarelos, frios e embutidos. Já as gorduras trans, aparecem em algumas bolachas recheadas, sorvetes cremosos, molhos prontos, folhados e alimentos com consistência crocante.

Fonte: HCor

Maio Roxo faz alerta para sintomas de doença inflamatória intestinal

Doenças Inflamatórias Intestinais podem aumentar riscos cardiovasculares

Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) acometem milhares de pacientes no Brasil. De acordo com o Datasus, são cerca de 160 mil pessoas que sofrem com sintomas, como diarreia, dor abdominal, febre e sangue nas fezes. As DIIs são compostas essencialmente por duas enfermidades: a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

Para o cirurgião vascular Francisco Simi, a própria natureza inflamatória delas pode ser gatilho para doenças cardiovasculares, como o infarto.

“A mesma inflamação que afeta as paredes do intestino também acaba comprometendo todo o sistema vascular do organismo. Quando isso ocorre, a irrigação sanguínea de todo o nosso corpo fica comprometida. É aí que as doenças cardiovasculares podem surgir”, explica Simi.

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Ilustração: Sepalika

O médico chama atenção para casos nos quais há o agravamento do quadro clínico. “Diante de uma situação mais grave de comprometimento vascular, é possível um início de aterosclerose, que é a formação de placas que obstruem as artérias. Quando isso ocorre, o coração tem o seu funcionamento alterado, podendo evoluir para um infarto, inclusive”, afirma.

Tratamento

A campanha Maio Roxo chama atenção da população para os sintomas e tratamentos das Doenças Inflamatórias Intestinais. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são as maneiras mais eficazes de combater o agravamento da doença.

A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são enfermidades autoimunes e de caráter progressivo. “O uso adequado de imunossupressores é fundamental para o controle da doença, evitando o comprometimento de outros órgãos. Além disso, o acompanhamento médico deve ser constante para o controle clínico. As Doenças Inflamatórias Intestinais são autoimunes, então o sistema de defesa do paciente é bastante sensível”, completa Simi.

As DIIs são diagnosticadas por meio de colonoscopia e, apesar de afetarem principalmente jovens e adultos, elas podem ocorrer em todas as faixas etárias.

Posso ter DII?

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De acordo com o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (Gediib), a diarreia é um dos sintomas mais comuns na fase aguda de ambas as doenças. Na doença de Crohn, os sintomas mais frequentes incluem, também, a dor abdominal, febre e perda de peso. A retocolite ulcerativa apresenta quadro clínico com sangue ou muco nas fezes e urgência evacuatória, além de outras manifestações como aftas orais. Se houver esses sintomas, um médico especialista deve ser consultado.

Covid-19: pacientes com diabetes correm mais risco?

Pessoas com doenças crônicas têm desfechos clínicos piores quando são infectadas pelo coronavírus, mas não há evidências de que estão mais propensas a contraírem a doença

As estatísticas demonstram que pessoas idosas e com condições médicas crônicas, como diabetes e doenças cardíacas, têm mais riscos quando contraem o Covid-19. Em um estudo chinês, feito com mais de 173 pacientes, que foram acometidos de maneira severa pelo coronavírus, 23% tinham hipertensão arterial e 16%, diabetes. No Brasil, a primeira vítima fatal do vírus foi um idoso com ambas doenças.

Segundo Rodrigo Noronha, cardiologista do Hospital BP, atualmente, não há dados suficientes para mostrar que pessoas com diabetes tenham, ou não, mais chances de contrair o vírus, mas que, na China, os diabéticos apresentaram mais complicações durante a evolução do Covid-19.

diabetes 2

“Esses pacientes já são mais propensos a apresentarem sintomas graves quando são infectados por um vírus, de forma geral. Contudo, se o diabetes estiver controlado, o doente tem uma chance de complicação quase igual à população sem a doença”, explica o médico. “Isso acontece porque as infecções virais podem aumentar a inflamação e o inchaço no corpo, assim como o açúcar elevado no sangue, então, controlar o diabetes é extremamente importante para que esse paciente fique mais seguro”, completa.

No Brasil, 73% dos pacientes com diabetes ainda estão fora de controle e o avanço dessa doença já é considerado uma epidemia global pela OMS, que estima que o diabetes tipo 2 teve crescimento próximo a 62% na última década, mas é a baixa adesão às terapias que impacta em complicações no coração e nos rins, causando hipertensão, insuficiência cardíaca e renal, e, em tempos de pandemia, podem prejudicar o paciente.

Ainda segundo Noronha, não há indícios de que o coronavírus afete os pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 de forma diferente. Contudo, é importante lembrar que os pacientes do tipo 2 que tratam a doença de forma medicamentosa têm mais chances de não serem adeptos à terapia e, por isso, se tornam mais suscetíveis a complicações. “Cada caso é um caso e deve ser tratado de forma individual, uma vez que temos diversas faixas etárias e quadros de comorbidades, como as doenças cardíacas”, completa o especialista.

“A boa notícia é que, nesse caso, os próprios pacientes têm o poder de mudar esse cenário e diminuir o grupo de risco para o coronavírus, mantendo o tratamento conforme recomendado pelo médico — e assim mantendo seus níveis de glicose equilibrados, controlando a obesidade e o sedentarismo, além de manter uma dieta saudável e planejada”, explica o Dr. Noronha. “Outro ponto essencial, é fazer check-ups cardiovasculares periódicos para monitorar qualquer mudança que comprometa a sua saúde”.

Sobre o diabetes

mulher meia idade diabete

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia) que pode ser subdividida, principalmente, em dois tipos: o tipo 1, no qual há a deficiência de insulina, e o tipo 2, em que há a chamada resistência insulínica. No segundo tipo existe importante influência do aumento de peso e obesidade e o início da doença.

Mas como tratar a doença? Além da adoção hábitos saudáveis, incluindo boa dieta e o abandono do sedentarismo com início de atividade física, em muitos casos, o paciente tem de recorrer à medicação. Para auxiliar no controle dos níveis de açúcar na corrente sanguínea, a ciência tem evoluído e testado formas diversas de tratamento, que varia de acordo com a necessidade individual.

Fonte: AstraZeneca 

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

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O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

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Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Cardiologista alerta para aumento dos riscos de infarto e derrame no calor

Altas temperaturas dilatam vasos sanguíneos, diminuem a pressão e fazem o corpo trabalhar mais para manter o equilíbrio

O infarto é a maior causa de mortalidade no mundo e o risco de sofrer um aumenta com o calor. No verão, com as temperaturas acima dos 30 graus, principalmente em cidades litorâneas, ocorre no corpo uma dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudanças da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca.

Segundo o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas, as pessoas obesas, diabéticas e portadoras de algum problema cardiovascular fazem parte do grupo de maior risco e são mais propensas a sofrer com as altas temperaturas.

Mantenha-se hidratado

mulher madura tomando agua

Quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão. As altas temperaturas causam dores de cabeça, desconforto, desidratação, cansaço e podem aumentar o risco de morte precoce por problemas cardiovasculares”, esclarece o médico.

Outra orientação importante do médico é voltada para pacientes que usam medicamentos. ” Para evitar a desidratação é preciso ingerir bastante líquido. A atenção deve ser redobrada com idosos e pacientes que fazem uso de diuréticos. Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão arterial com medicamentos, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão nas altas temperaturas. Uma reavaliação médica durante o período de férias pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos”, alerta o cardiologista.

O que fazer para prevenir o infarto?

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Para a prevenção da doença, existem dicas que valem para todas as idades, entre elas estão: consultar o médico periodicamente, não fumar, controlar a pressão, colesterol e açúcar, manter o peso ou emagrecer para o ideal, não passar por estresses muito fortes, ter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos.

Para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, os exercícios físicos e a alimentação devem ser feitos com avaliação médica prévia. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, principalmente aquelas com alto teor de colesterol, importante fator de risco da aterosclerose, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas”, recomenda o cardiologista.

No caso de qualquer sintoma, corra para o pronto-socorro e procure o médico.

Fique atento!

Em dias muito quentes fique alerta aos sinais do corpo, e busque ajuda médica se for preciso. Alguns sinais são:

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Pixabay

=Dor no peito que pode irradiar para o braço, costas ou queixo.

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=Sensação estranha na garganta.

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=Ansiedade.

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=Batimento cardíaco acelerado.

dor de cabeça

=Tontura ou dor de cabeça.

Fonte: HCor

Alerta para férias: bebidas energéticas são ciladas e saúde pode ser prejudicada

Especialistas explicam como funciona a “bomba” de energia que ganha espaço nas baladas

Com as férias, as baladas “bombam” em todo o Brasil. Para aguentar a noite inteira, as bebidas energéticas ganharam espaço, prometendo conceder grandes quantidades de empolgação e energia para quem as consome. No entanto, de acordo com especialistas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), o produto é uma grande cilada para o organismo.

bebida energetica energeticos

O presidente da entidade, José Francisco Kerr Saraiva, explica que uma latinha já acelera os batimentos cardíacos, independentemente de fatores de risco como obesidade, diabetes, sedentarismo e estresse. “O energético estimula receptores responsáveis pela vasodilatação coronária e periférica, podendo gerar problemas cardiovasculares até em jovens”, afirma.

Cardiologista especialista em Medicina Esportiva, Nabil Ghorayeb destaca que os energéticos são, na verdade, um concentrado de cafeína e taurina em bebida adocicada. “Na teoria, eles oferecem mais energia, mas a única consequência após a ingestão é a redução da sonolência”, diz o especialista.

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Ambos concordam que o principal risco é quando se mistura o produto com bebidas alcoólicas, como vodca e gim. “Isso gera uma confusão no cérebro da pessoa, já que os destilados agem como soníferos, enquanto o energético é estimulante. O efeito principal é a taquicardia, extremamente desagradável, que pode gerar falta de ar e tontura, além de desmaios”, explica Ghorayeb.

Segundo Saraiva, os energéticos, quando consumidos em excesso, também podem causar aumento de pressão arterial e arritmias, levando a casos mais sérios, como Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral. A bebida promete reduzir fadiga e melhorar o estado de vigília, possibilitando horas de atividades e, por isso, é comumente utilizada em baladas.

coração médico

Além dos problemas cardiovasculares já expostos, os energéticos podem gerar nervosismo, desidratação, insônia e tremores. No rótulo, deve constar a informação que a mistura com bebidas alcoólicas não é recomendada, já que também pode mascarar a embriaguez.

Fonte: Socesp