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Produto promete higienizar máscaras de proteção para uso prolongado

Durante a quarentena, o uso de máscaras de proteção tornou-se essencial para a prevenção contra a Covid-19 e sua propagação. E o que antes era facultativo, agora tornou-se obrigatório e seu uso deverá ser mantido por um longo período.

O Ministério da Saúde recomenda a troca das máscaras de proteção a cada duas horas de uso para manter a efetividade e segurança. Pensando nisso, o Limpmask foi desenvolvido para facilitar a vida das pessoas que estão se adaptando a essa nova realidade, sendo um produto prático e versátil para higienizar máscaras de tecido e TNT, eliminando 99,9% de fungos, bactérias e vírus, incluindo o da Covid-19.

O Limpmask pode ser utilizado em qualquer momento e lugar, prolongando o uso da máscara antes da lavagem, mantendo a segurança das pessoas durante todo o dia. O processo é simples e rápido. A cada duas horas de uso contínuo, com as mãos limpas, basta borrifar 2 vezes o produto na parte interna da máscara e aguardar de 3 a 5 minutos para reutilizar a máscara. O Limpmask é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com teste de eficácia e segurança, além de ser dermatologicamente testado.

A responsabilidade social está integrada na missão do Limpmask, que irá reverter parte da renda para o movimento Gerando Falcões, que é responsável por uma rede de ONGs conveniadas e idôneas, que fazem a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade.

Informações e vendas: Limpsmask pelo valor de R$ 29,90.

Como o desmatamento da maior floresta tropical do mundo interfere na saúde da população?

Covid-19 e outras doenças chegam até nós como consequência da degradação ambiental

A preservação do meio ambiente nunca esteve tão em voga quanto ultimamente, o assunto é de extrema importância, não só pela vida dos seres vivos que ali habitam, mas também para a saúde ambiental do planeta e do ser humano.

A degradação ambiental ocorre há anos, e cada vez mais vemos de perto como esse descaso com as florestas interfere diretamente na vida da população. Estudos científicos já atestaram que o desmatamento gera uma cadeia de acontecimentos complexos, criando meios para que diferentes patógenos mortais se espalhem entre os humanos. Doença de Lyme e a malária, por exemplo, surgiram a partir daí.

São 40 mil espécies de plantas, milhões de insetos e 400 mamíferos que estima-se ter na Amazônia, floresta que ocupa sete milhões de quilômetros quadrados e faz parte de nove países da América do Sul. O especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, Rafael Zarvos, alerta a necessidade das pessoas entenderem que desmatamento e doenças estão relacionados.

Doenças como a zika, que somada a dengue e chikungunya contabilizaram um aumento de 248% do número de casos no ano de 2019, é exemplo de enfermidade que veio da cena rural para a urbana pelo avanço do desmatamento em áreas florestais. “A destruição da natureza coloca em risco a nossa própria existência. O coronavírus, por exemplo, responsável pela pandemia que vivemos, é fruto do contato de humanos com morcegos”, destaca Rafael.

Em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível ver que a cada quatro meses o ser humano tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, e que 75% das doenças são de origem animal. O consumo de carne crua de animais silvestres, o desmatamento, as mudanças climáticas e o tráfico ilegal de animais silvestres são fatores que contribuem para facilitar o contágio de seres humanos por patógenos que vivem na natureza e nas espécies que ali habitam.

Abaixo, artigo de Rafael Zarvos:

Meio ambiente, problema da destruição e pandemia. As pessoas precisam ter em mente que uma coisa está relacionada com a outra. Infelizmente, somos a única espécie capaz de de destruir e de ameaçar a nossa própria sobrevivência. A destruição da natureza coloca em risco a sobrevivência da espécie humana. A forma como a sociedade está transformando o meio ambiente e reduzindo os habitats, faz com que animais silvestres e seres humanos se aproximem.

Isso potencializa o risco de transmissão de variados patógenos aos seres humanos. Uma publicação recente da biblioteca nacional de medicina aponta que existem cerca de 165 espécies de doenças capaz de causar algum dano ao ser humano. Relatório da ONU mostra que a cada quatro meses a gente tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, sendo que 75% das doenças que temos são de origem animal.

O impacto no meio ambiente de maneira negativa, acaba trazendo essas consequências que agora estamos vendo na pele, que é a pandemia originada pelo novo coronavírus. Em relação ao desmatamento, florestas estão sendo derrubadas para pasto, agronegócio. Mudanças climáticas, por conta da alteração da temperatura. Inclusive, uma publicação que saiu hoje (24) em um  jornal diz que a Groenlândia atingiu um ponto irreversível no degelo depois de 40 anos, e resultará no aumento de um milímetro por ano nos oceanos. Parece pouco, mas vai gerar impactos negativos a quem mora em ilhas e perto da costa. Um milímetro faz muita diferença.

A partir do momento que você tem mudanças climáticas com o aumento da temperatura, os micróbios começam a ter uma sobrevida maior. Tráfico ilegal de animais silvestres. Todos esses fatores contribuem, além do consumo da carne crua dos animais silvestres. Em relação ao coronavírus, por exemplo, tudo indica que a contaminação ocorreu pelo morcego no mercado chinês (mas ainda não está comprovado). Na história, para dar outro exemplo com origem já comprovada, o HIV, o vírus da Aids. Tudo indica que ele teria passado para o ser humano na década de 30 por meio de tribos africanas que faziam caça e domesticação de chimpanzés e macaco verde.

Passaram-se todas essas décadas, quando veio a explosão e, teoricamente, o marco zero teria ocorrido nos anos 1980 com um comissário americano que morreu nos Estados Unidos após viagem. Posteriormente, descobriu-se que surgiu, na verdade, em 1959, com registro de um rapaz no Congo que morreu de doença não detectada, mas que teve seu sangue congelado para posterior avaliação.

Ebola é outro exemplo de doença originária de animais silvestres, pois veio por meio do morcego de fruta. A gripe aviária, aqui no Brasil, a zika e por aí vai. Meio ambiente e doenças estão correlacionados, é preciso tomar cuidado. De acordo com o relatório da ONU, quanto maior a diversidade entre as espécies, mais difícil fica essa contaminação, pois passa de uma espécie para outra até chegar na gente. Se você elimina todas as espécies, ou se encurta a distância entre elas, você tem o que estamos vivendo agora: uma pandemia. E a relação de lixo descartado incorretamente e doenças?

A peste negra é um exemplo de doença que veio da falta de higiene. Se você descarta o lixo incorretamente, atrai vetores como o rato, por exemplo, que vai se aproximar e é vetor de doenças. Saneamento básico também. Cientistas especulam que o vírus que desencadeará a próxima pandemia já está em circulação, é só uma questão de tempo até sermos atingidos. Isso prova que está mais do que na hora de prestarmos atenção no consumo de produtos, além de pequenos hábitos do dia a dia que podem ser cruciais para ajudar o meio ambiente e a nós mesmos.

 

Mudanças de temperatura afetam o sistema imunológico

Os mais vulneráveis são crianças, idosos e portadores de doenças crônicas

Após o Brasil passar por uma onda histórica de frio, com temperaturas negativas e neve na região Sul, os dias de sol e calor voltam a surgir. Com isso, espirros, tosses e alergias também aparecem. Em épocas de variações climáticas, é preciso saber como proteger o sistema imunológico, principalmente durante a pandemia de Covid-19.

“O tempo frio e o aumento da poluição lesionam diretamente a mucosa do nariz, ressecando-a. Isto aumenta o risco de invasão de vírus e bactérias, e pode desencadear crises de asma, rinite e até ataques cardiovasculares”, explica o pneumologista da Doctoralia, Ciro Kirchenchtejn .

Além do tempo frio, o confinamento causado pelo novo coronavírus faz com que a exposição ao sol diminua, interferindo diretamente na produção de vitamina D, essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico. “Se durante o isolamento o indivíduo aumentar o consumo de álcool ou tabaco, também pode ter seu sistema imunológico prejudicado”, alerta o pneumologista.

Ainda segundo o especialista, é importante reforçar a atenção aos hábitos que afetam diretamente o bom funcionamento no nosso corpo. “Ao invés de consumir produtos industrializados, as pessoas devem dar preferência aos alimentos in natura, fontes diretas de fibras e vitaminas que garantem a integridade das nossas defesas. Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas merecem cuidados redobrados, pois são os mais vulneráveis neste período”, revela Kirchenchtejn.

Para ajudar na proteção, é importante estar com a saúde em dia. “Todos devem ser vacinados para os agentes mais comuns, como a gripe e o pneumococo, e manter acompanhamento médico, a fim de garantir a estabilidade e a melhora das doenças crônicas”, reforça o pneumologista.

Coronavírus

O frio pode aumentar a resistência do vírus no meio externo, como em corrimões, mesas e balcões. “Por isso, é fundamental manter o uso de máscaras e a higiene frequente das mãos, principalmente antes de levá-las ao rosto, além do isolamento social, pois a transmissibilidade é ainda maior com a junção de tempo frio e aglomeração em locais fechados”, orienta  Kirchenchtejn.

Fonte: Doctoralia

 

Herbalife Nutrition lança gel antisséptico para mãos

Com uma deliciosa fragrância de chá verde, o produto higieniza as mãos sem ressecar a pele

A Herbalife Nutrition, empresa global de nutrição, acaba de trazer mais uma novidade para seu portfólio de produtos de nutrição externa: o Gel Antisséptico Para as Mãos.

Pertencente à linha Soft Green – que também conta com o Sabonete Líquido para Mãos – o produto possui uma refrescante fragrância de chá verde, conhecido por suas propriedades antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres. A novidade chega para auxiliar os consumidores a higienizar suas mãos, ajudando na preservação de sua saúde e bem-estar.

Sua fórmula com álcool 70o INPM mata mais de 99,9% dos microrganismos frequentemente encontrados nas mãos e unhas. Além disso, conta com substâncias emolientes que ajudam a evitar o ressecamento da pele. Dermatologicamente testado, tem secagem rápida e pH fisiológico.

Prático, o Gel Antisséptico Para as Mãos pode ser encontrado em embalagens de 50g, fáceis de carregar e que podem ser utilizadas a qualquer hora e em qualquer lugar.

Como usar: espalhe sobre as mãos até a secagem do produto. Não é necessário enxaguar.

Gel Antisséptico Para as Mãos (50g/55ml): R$ 23,00 ( sugerido para o Estado de São Paulo sem frete).

Informações: Herbalife

Como encontrar propósitos em meio à crise?

Especialista em psicologia positiva dá dicas para você criar o seu propósito de vida e alcançar realizações

O mercado de trabalho sofreu um grande impacto com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Para se ter uma ideia, estima-se que o número de horas de trabalho perdidas no segundo semestre de 2020 seja equivalente a 400 milhões de empregos em período integral.

Os dados do relatório da Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas são mesmo impactantes. Sobretudo para os milhares de profissionais que perderam sua principal fonte de renda de uma hora para outra.

Apesar de dificuldades, após o impacto da notícia negativa, o que se viu por aí foi muita gente enfrentando a situação – algumas vezes, usando a criatividade a seu favor. Teve quem abriu um novo negócio, aprendeu uma habilidade diferente e, até mesmo, migrou para outra área de atuação. Para todas essas pessoas, a palavra de ordem, portanto, foi “reinventar-se”.

Mas como isso é possível, afinal? De acordo com Flora Victoria, por meio da criação de propósitos de vida. “Procurar maneiras de fazer a diferença de uma forma distinta é uma resposta humana natural quando enfrentamos adversidades. Eventos imprevisíveis como o que estamos vivendo podem realmente inspirar as pessoas a mudar e crescer, colocando-as no caminho do propósito”, explica a mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

Você tem um senso de propósito?

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Segundo a especialista, nós não precisamos nos preocupar em encontrar um único propósito. “É possível ter propósitos em diferentes áreas da vida. Basta cultivá-los, por meio de ação e reflexão. Como a felicidade, o propósito não é um fim, mas uma jornada e uma prática. Isso significa que é possível você pensar que tipo de pessoa e profissional deseja ser neste momento. No entanto, claro, é necessário agir para chegar até lá”, pontua Flora, que ainda lista 5 maneiras de descobrir um propósito:

• Seja curioso

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Sirindablog/Pixabay

Tudo começa com a leitura. O hábito de ler nos conecta a pessoas, ideias e informações que não conhecíamos. Então, passe a apreciar desde livros até reportagens de revistas especializadas e sites de notícias. Encontrar conteúdos que são importantes para você pode ajudá-lo a ver o que importa em sua própria vida. Mas descobrir um propósito não é apenas uma busca intelectual. Você também precisa sentir e estar atento ao que acontece no seu bairro, na sua cidade, no seu país e no mundo. Às vezes, a necessidade de outra pessoa pode nos levar a chegar a um propósito. Isso fica evidente quando você vê alguém que passou a oferecer um produto ou serviço que fazia falta em determinada região. Sabe o que eles fizeram? Observaram uma necessidade e partiram para a ação.

• Crie laços de parceria

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Shutterstock

Muitas vezes, também podemos encontrar um plano de vida nas pessoas ao nosso redor. É possível criar um projeto comum em família, como montar um novo negócio, por exemplo. Dê uma olhada nas pessoas que lhe cercam. O que você tem em comum com elas? O que eles estão tentando ser? Que impacto você observa que elas têm no mundo? Esse impacto é positivo? Se as respostas para essas perguntas não o inspirarem, talvez seja necessário criar mais conexões – e, com isso, um novo propósito pode chegar.

• Cultive emoções como admiração, gratidão e altruísmo

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Foto: thinkinglQ

A admiração, por si só, não lhe dará um propósito na vida. Porém, ela ajuda a você se sentir motivado. Quando vemos como os outros tornam o mundo um lugar melhor, ficamos mais animados a retribuir com algo. É aí que a gratidão e o altruísmo entram em jogo. Curiosamente, essas emoções parecem trabalhar juntas para gerar significado, pois estão neurologicamente ligadas, ativando os mesmos circuitos de recompensa no cérebro. Em um experimento, pesquisadores designaram aleatoriamente alguns participantes para escrever cartas de gratidão. Mais tarde, essas pessoas relataram um senso de propósito maior.

4) Ouça o que as outras pessoas apreciam em você

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Agradecer pode ajudá-lo a encontrar seu propósito. Mas isso também ocorre ao ouvir o que as pessoas dizem sobre você. Muitos artistas, escritores e músicos contam como a apreciação de outras pessoas alimenta o trabalho e produz energia para criar.
Como você poderia ajudar a vida de outras pessoas? O que você faz de especial? Quais são os elogios mais recorrentes que você recebe? Para trilhar esse caminho, pense quais habilidades você domina e gostaria de aperfeiçoar. Quem só cozinhou por hobby até agora pode começar uma carreira na gastronomia. E o melhor: trabalhando com algo que dá prazer!

5) Relembre sua história

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O propósito geralmente surge da curiosidade sobre sua própria vida. Quais obstáculos você encontrou? Quais pontos fortes ajudaram você a superá-los? De que forma suas competências permitiram melhorar a vida dos outros? Ao fazer uma narrativa de sua própria vida, você entende melhor as suas experiências. Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies descobriu que aqueles que veem significado e propósito na vida são capazes de contar uma história de mudança e crescimento no qual conseguiram superar os obstáculos que encontraram. Em outras palavras, criar uma narrativa ajuda a ver suas forças e como a aplicação delas pode fazer a diferença, o que aumenta o senso de autoeficácia.

Finalmente, é hora de partir para a ação!

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Flora Victoria, que também é Embaixadora da Felicidade no Brasil pela World Happiness Summit, explica como colocar esse aprendizado em prática. “Primeiro, pense em cada um dos pontos mencionados. Depois, anote quais propósitos surgiram a partir das reflexões propostas. Por fim, escolha um deles por vez e trace um plano de ação com metas realizáveis. É importante detalhar a data de início e a previsão de término de cada uma delas”, finaliza.

Aprofunde-se ainda mais neste assunto

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Para contribuir com o aprendizado das pessoas nesse momento de dificuldades, Flora Victoria decidiu presenteá-las com o seu mais novo livro: “O Tempo da Felicidade”. Lançado em março pela HarperCollins, uma das maiores editoras do mundo, a obra é um sabático para repensar a vida, priorizar os seus objetivos e se renovar. Quem estiver interessado em temas como felicidade, bem-estar e florescimento, pode receber o livro gratuitamente em casa pagando apenas a taxa de envio. Basta acessar a página e reservar o exemplar enquanto durarem os estoques.

Skincare é fundamental na reabertura para evitar danos à pele causados pelas máscaras

Com a flexibilização da quarentena e grande parte das pessoas voltando ao trabalho, período de utilização das máscaras de proteção tende a ser maior, o que pode causar prejuízos à pele, incluindo ressecamento, irritação e o surgimento de acne. Dermatologista dá dicas para evitar o problema

Passamos por um momento delicado da pandemia do novo coronavírus. Apesar da recente flexibilização da quarentena e reabertura gradual do comércio, os números de casos e mortes devido à Covid-19 continuam altos e sem previsão de diminuir. Por isso, o uso de máscara continua sendo fundamental.

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“Muitas pessoas são assintomáticas ao Coronavírus, ou seja, podem ter e transmitir o vírus mesmo sem apresentarem nenhum sintoma. Além disso, as micropartículas do Coronavírus podem permanecer no ar por muito tempo. Logo, devemos usar máscara sempre que houver a necessidade de sair de casa”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O problema é que, como muitas pessoas estão voltando a trabalhar, o período de utilização das máscaras passará a ser maior e o uso constante desses equipamentos pode causar uma série de danos à pele.

De acordo com a especialista, a utilização constante das máscaras de proteção pode, por exemplo, levar ao surgimento de dermatite de contato, tanto irritativa, quanto alérgica, devido aos materiais da máscara e a pressão exercida pelo equipamento sobre a pele.

“Em casos de usos mais constantes, é ainda possível observar o aparecimento de secura, vermelhidão, descamação, infecções secundárias e maceração na pele, o que pode causar também o agravamento de algumas doenças preexistentes, como a dermatite atópica, rosácea, psoríase e dermatite seborreica. O surgimento e agravamento de quadros de acne também são uma preocupação, visto que, além do ressecamento, as máscaras também podem causar a obstrução dos poros”, alerta.

O problema ainda é agravado por dois fatores: o uso de máscaras N95, já que essas são mais apertadas, e a chegada do inverno. “O inverno é uma estação naturalmente mais fria e seca, o que, combinado ao uso constante da máscara, pode intensificar ainda mais o ressecamento e a irritação da pele.”

É claro que não usar máscara para se locomover até o trabalho ou retirá-la durante o experiente não é uma opção, afinal, o uso do equipamento quando não há possibilidade de distanciamento social é uma das principais formas de prevenir a transmissão e proliferação do vírus causador da Covid-19.

Então, a melhor maneira de evitar o surgimento desses problemas na pele é apostar na realização diária de uma rotina de cuidados da pele visando manter intacta a barreira responsável por proteger o tecido cutâneo.

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Foto: wiseGEEK

“Comece realizando a higienização da pele, o que deve ser feito com sabonetes específicos para o seu tipo de pele, ou seja, quem possui pele oleosa deve optar por sabonetes líquidos formulados com ativos seborreguladores, enquanto quem possui a pele mais ressecada precisa realizar a limpeza com mousses mais hidratantes. Mas, independentemente do tipo de pele, o ideal nesse momento é investir no uso de produtos mais suaves e evitar fazer uma fricção acentuada enquanto higieniza a pele para não causar agressões ao tecido”, aconselha Paola.

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Em seguida, aposte na hidratação, que é de suma importância para restaurar e manter o equilíbrio fisiológico da pele. Procure por produtos que possuem ação emoliente, hidratante, regeneradora e anti-inflamatória para combater o ressecamento e os danos causados ao tecido pela máscara. Se sua pele está muito sensível ou irritada, vale a pena investir também no uso de máscaras cosméticas com ativos calmantes, como aloe vera e alfabisabolol.

“Também é necessário ficar atento aos produtos e ingredientes que podem contribuir para a sensibilização da pele. Então evite a utilização de cosméticos formulados com fragrâncias e conservantes, além de ativos como retinol e alfa-hidroxiáidos”, recomenda a médica.

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Para finalizar a rotina de cuidados com a pele, aposte no uso de um fotoprotetor com, no mínimo, FPS 30, mesmo se você for passar o dia dentro do escritório, já que os raios ultravioletas do sol são capazes de atravessar vidros e janelas. “Após o fotoprotetor, evite aplicar maquiagem ou então restrinja o uso desses cosméticos à região dos olhos, pois as sujidades da maquiagem podem ficar acumuladas na máscara, levando a diminuição da filtragem do ar e, consequentemente, reduzindo sua eficácia na hora de impedir a passagem de agentes patógenos como o novo coronavírus”, destaca a especialista.

E o mesmo vale para qualquer tipo de produto que possa depositar impurezas na máscara, incluindo alguns tipos de loções pós-barba e produtos skincare, como fotoprotetores com base e cosméticos formulados em veículos pesados, como cremes. Então preste atenção aos produtos que você aplica na pele na hora de realizar a rotina skincare.

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Por fim, caso você note o surgimento de alterações na pele causadas pelo uso constante da máscara durante a reabertura, não pare de usar o equipamento. Nesse caso, o melhor é consultar seu dermatologista, seja por atendimento online ou consulta presencial, visto que grande parte dos médicos já reabriram suas clínicas para atender os pacientes. “O dermatologista poderá realizar uma avaliação de sua pele e, através do diagnóstico correto do problema, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Paola.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Neurociência explica por que pessoas se arriscam durante pandemia do coronavírus

Já faz tempo que estamos em isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus. Em São Paulo, por exemplo, apesar da retomada gradual das atividades neste mês de julho, permanecemos em casa, com a rotina totalmente alterada, pelo menos, desde março.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Neurociências Cognitiva e Social, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Paulo Boggio, é totalmente normal nos sentirmos cansados após tanto tempo distantes.

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“Somos uma espécie muito social, vivemos em grupos. O isolamento limita isso e por um lado aumenta a vontade das pessoas”, explica o professor da UPM. Neste contexto, até a falta que sentimos de abraços e de tocar pessoas queridas tem explicação. “O toque físico resulta na liberação de hormônios e auxilia na percepção de conforto e bem-estar; a ausência do toque pode ser um problema para quem está vivendo sozinho”, acrescenta.

Se tornou muito comum vermos pessoas que relaxaram a questão do distanciamento físico e muitos culpam justamente esse “cansaço de quarentena”. Cenas de aglomerações, reuniões e festas foram noticiadas e compartilhadas em redes sociais. Mas de acordo com o professor, isso não pode ser creditado a esta “fadiga de isolamento”. Existem outros fatores que podem levar uma pessoa a considerar se expor ao risco de contrair a Covid-19 em uma aglomeração.

Boggio explica que este tipo de situação passa pelo que a Neurociência chama de percepção de risco. “Juntamos várias informações objetivas que nos chegam e avaliamos subjetivamente se é um risco baixo, médio ou alto. Não é algo muito racional”, afirma. Por isso, algumas pessoas optam por se expor, enquanto outras seguem com a rotina de isolamento.

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Foto Cottonbro/Pexels

Essa diferença de percepção passa por uma questão social. No contexto em que vivemos, não houve uma liderança que passasse informações de forma confiável, além do fenômeno das fake news ter demonstrado uma grande força. Por isso, as informações que coletamos para analisar os riscos da situação chegaram até nós de forma conflitante.

“Se a gente considerar que as informações chegam com conteúdos conflitantes ou com pesos diferentes, a percepção de risco vai variar.”, diz Boggio. No entanto, é extremamente importante que a consciência de se manter isolado permaneça, por conta da necessidade de não colocar outras pessoas em perigo de contaminação. Por isso, apesar da percepção de risco variar, a consciência de coletividade deve ser fortalecida.

“Seria necessário haver lideranças apresentando direções e informações de forma coerente e precisa. Isso ajudaria a promover uma percepção de risco adequada para a situação e a fomentar nas pessoas o senso coletivista e cooperativo”, analisa o professor.

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Mesmo que várias localidades já estejam em processo de relaxamento do isolamento e várias atividades econômicas estejam retomando o funcionando, não é hora de relaxar com a pandemia. Os altos números ainda não permitem que tenhamos uma rotina “normal”. Por isso, continue firme, faça sua parte, e se possível, fique em casa.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Abertura gradual: restaurante Così adota tecidos “anticovid” em toalhas e uniformes

Restaurante Così adota produto inovador para proporcionar cuidado ainda maior para receber clientes

A reabertura das atividades de serviços no Brasil está sendo feita de forma gradativa. Alguns comércios – com exceção dos que vendem produtos essenciais, como padarias, farmácias e supermercados, que estão na ativa – estão voltando a funcionar com um horário reduzido e adotando uma série de cuidados para minimizar o contágio da Covid-19.

Este é o caso do setor de restaurantes, que recebeu na última semana, o sinal verde dos órgãos governamentais para retomar as atividades do salão Para isso, vários protocolos de segurança terão que ser seguidos, porém um desses locais largou na frente nesse sentido. O charmoso restaurante Così, localizado no bairro de Santa Cecília em São Paulo (SP), reabriu as portas no último dia 11, com toalhas de mesa confeccionadas com o tecido Delfim-Protect, produto desenvolvido no Brasil pela indústria têxtil Delfim, em parceria com a Nanox, que conta com uma nanotecnologia que é capaz de matar fungos, bactérias e vírus – incluindo o SARS-Cov-2 – em menos de dois minutos por meio do contato.

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Leonardo Recalde, sócio-proprietário da casa, conta que, quando ele ficou sabendo da novidade, ficou empolgado em logo levar a inovação para o restaurante. “Achei essa inovação incrível e não quis perder tempo para adaptá-la ao Così, para que quando abríssemos nossas portas, pudéssemos oferecer segurança para todos, tanto para os nossos colaboradores, quanto para os nossos clientes. Queremos que todos fiquem confortáveis, sem pensar em perigo de contaminação, ao retornar à nossa casa”, ressalta.

Nesse sentido, o produto entrega o que promete. É composto de 100% poliéster e tem como diferencial a tecnologia empregada na construção dos fios e na aplicação da nanotecnologia desenvolvida pela Nanox. Isso garante a ele tenha alta eficiência bactericida e, o mais importante em tempos de Covid-19: o Delfim-Protect é capaz de eliminar 99,9% do novo coronavírus em até dois minutos, de acordo com testes realizados em laboratório.

No Così, o “supertecido” está sendo utilizado para a produção de 120 toalhas, entre quadradas e redondas, o que garantirá a sua troca a cada cliente que chegar no restaurante. Além disso, também está sendo aplicado para a produção de aventais e máscaras utilizados pela equipe de cozinha – chef, assistentes e auxiliares – e para o time da linha de frente, incluindo garçons, maître, entre outros.

Essa ação soma-se aos demais cuidados que o Così irá tomar para sua reabertura, como a redução de quase 50% no número de mesas, um aumento considerável no espaçamento entre elas – priorizando a utilização da área externa do restaurante – disponibilização de álcool gel para todos os clientes e colaboradores, luvas e toucas – que já eram utilizadas na cozinha -, entre outros itens.

“Temos que ter toda cautela nesse momento delicado, pois está tudo muito incerto ainda. Queremos que o retorno seja feito de forma bem estruturada e não precisemos mais fechar as portas novamente para o público”, enfatiza Recalde.

Cosi Delfim Protect (002)

Para Mauro Deutsch, presidente da indústria têxtil Delfim, a presença do Delfim-Protect no restaurante, logo na chegada do produto ao mercado brasileiro, mostra a alta versatilidade do tecido em suas aplicações, que pode ser utilizado de muitos itens, que vão desde lençóis hospitalares a babadores infantis. “Esse avanço de novas possibilidades está acontecendo de forma muito rápida, o que aponta que vamos avançar muito nos próximos meses, não somente no setor de restaurantes, mas também em outros segmentos”, comemora.

O famoso Uovo Mollet está no nosso cardápio de reabertura
O famoso Uovo Mollet da casa está no cardápio de reabertura

Restaurante Così: Rua Barão de Tatuí, 302 – Santa Cecília, São Paulo – Horário de funcionamento: quinta e Sexta, das 12h às 15h e sábados e domingos, das 12h às 17h. Tel.: (11) 3826-5088 / WhatsApp (11) 99717-8670

 

Eu tive Covid-19 quatro meses atrás, e ainda vivo com os sintomas

Depoimento de Rachel Baum a Jennifer Clopton

Talvez eu nunca melhore.

Não sei o dia exato em que percebi isso. Chegou em algum momento depois que eu cruzei a marca de 100 dias lidando com os sintomas da Covid-19.

Contraí o vírus por volta de 10 de março, e os sintomas ainda persistem. Uma dor de cabeça debilitante. Uma dor aguda entre meus ombros que parece que estou sendo picado por algo quente e nunca desaparece. Sinto um aperto no peito e tosse que ainda requer um inalador para limpar. A névoa cerebral, a falta de jeito e a confusão são tão ruins que fico impressionada com o quanto regredi intelectualmente. Fadiga e náusea avassaladoras vêm e vão, e minha voz geralmente soa como um sussurro, porque não consigo respirar o suficiente para falar mais alto.

Depois de mais de 100 dias lidando com esses sintomas que surgem como ondas, durando e indo sem padrão – finalmente me dei conta de que talvez essa seja minha vida agora. Neste momento, não tenho certeza se isso vai desaparecer. Apenas pode ser o meu novo normal.

Isso está muito longe do meu antigo normal. Eu tenho fibromialgia, mas antes da Covd-19, eu era muito ativa. Eu sou um treinadora aposentada de cães, então sempre estive em movimento. Eu moro perto de um lago e andava de caiaque, às vezes duas vezes por dia, fazendo uma caminhada de cinco quilômetros todos os dias, e comecei a dançar sapateado, praticando 45 minutos a uma hora por dia.

Durante minha doença, e agora sempre que recaio, tudo o que posso fazer é olhar para o lago pela janela. Eu nem tentei dançar sapateado. Eu sei que não tenho energia para isso. Ainda assim, tenho dias em que me sinto muito bem. Eu posso dar um passeio, cozinhar refeições e lavar a roupa. Mas então a recaída chega. Sempre vem. Às vezes, dura um dia ou dois, mas às vezes até dez. Quando isso acontece, sou derrubado, de volta à cama, precisando dormir, me sentindo ansiosa, procurando meu inalador para me ajudar a respirar.

Isso é melhor do que era quando fiquei doente com a Covid-19. No primeiro mês, eu estava doente com todos os sintomas que você ouve falar – náusea, calafrios, dor de cabeça, perda de paladar e olfato. Por alguns dias, não consegui andar porque todo o meu lado esquerdo – minha perna e braço – estava rígido e com dores terríveis. Eu estava com fadiga debilitante e, na pior das hipóteses, não conseguia comer nem respirar fundo. Uma vez, tive que ligar para o 9-1-1 em busca de oxigênio. Com o tempo, vi algumas melhorias, mas para mim, está longe de uma recuperação completa.

Também não foi uma jornada linear. Tenho bons dias que me deixam esperançosa de que finalmente chutei isso para longe, mas depois recuo. Não há explicação médica para isso que pude encontrar. As radiografias do tórax mostram que meus pulmões estão bem. Os testes de acompanhamento foram negativos e meus níveis de saturação de oxigênio continuam a registrar-se normalmente. Os médicos estão francamente confusos sobre o que está acontecendo e o que fazer sobre isso. A única coisa que parece que posso fazer é tomar Tylenol quando a dor de cabeça surge, manter meus inaladores de manutenção e socorro ao alcance e tentar me ajustar mentalmente a essa nova realidade.

Às vezes fico muito desanimada pensando – o que fiz de errado, por que eu? Mas acho que devo agradecer por ainda estar viva. Ajuda saber que não estou sozinha (mesmo que seja de partir o coração). Quando entrei para o grupo Covid-19 Long Haulers no Facebook, fiquei surpresa ao ler post após post que soava como eu. Atualmente, existem mais de 7.000 pessoas de todo o mundo neste grupo, e elas também ainda estão lutando com uma lista aparentemente interminável de sintomas debilitantes que vêm e vão em ondas. Algumas pessoas são hospitalizadas durante as recaídas e tiveram sintomas muito mais extremos do que eu, então acho que tenho sorte, embora nem sempre seja assim.

Por enquanto, estou tentando me concentrar no que posso controlar. Eu me inscrevi para fazer parte de dois ensaios clínicos em que registro meus sintomas todos os dias para que os pesquisadores possam aprender com pessoas como eu que não melhoraram. Eu tento ajudar outras pessoas no meu grupo do Facebook quando estão com os sintomas com os quais ainda estão lidando. Para minha própria saúde mental, neste momento acabei de decidir que tenho que desistir da ideia de que algum dia vou me recuperar completamente. Tenho que parar de pensar como se estivesse voltando para onde estava antes, porque realmente não sei se isso vai acontecer.

Muitas pessoas melhoram e isso é maravilhoso para elas. Mas, por alguma razão, existem milhares de pessoas por aí que o vírus agarrou e não as liberta.

Se alguém por aí está lidando com isso, eu diria – encontre um grupo de apoio, porque você precisará dele, e isso ajuda muito. Você precisa de pessoas que entendam o que está passando e talvez não encontre isso em sua família ou círculo social.

Neste ponto, depois de experimentar os sintomas por quase quatro meses, estou tentando encontrar as lições positivas da vida para mim. Eu sempre fui uma pessoa que gosta de ir, ir, ir, e isso está me forçando a aprender a desacelerar, diminuir um pouco as coisas e relaxar um pouco mais. Eu estou aprendendo a realmente apreciar os bons dias em que eles chegam e me acompanhar nesses dias e, depois descansar, quando os momentos difíceis chegarem.

Caiaque todos os dias pode não estar mais nas cartas para mim, mas ainda posso apreciar a beleza do lago. Outro dia, pesquei um pouco, e isso me fez sentir melhor. Estou encontrando novas fontes zen em atividades mais calmas que me trazem alegria. Também acho que continuarei contando minha história, porque, infelizmente, acredito que ainda haverá muitos outros como eu. E, realisticamente, não tenho certeza de que todos se recuperem totalmente desse vírus.

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*Rachel Baum vive em Saratoga Springs, Nova York, Estados Unidos e, atualmente, participa de dois estudos que rastreiam sintomas de longo prazo em pacientes que tiveram Covid-19. Ela diz que encontra suporte em no grupo de apoio de Long Haul Covid-19 Fighters no Facebook, e está feliz que um livro que escreveu na época da primeira carreira dela, como bibliotecária, Funeral e Memorial Leituras, Poemas e Homenagens (McFarland, 1999) – esteja agora ajudando muitas pessoas que, infelizmente, precisam enterrar seus entes queridos que foram contaminados com esse vírus.

Fonte:WebMD

Especialista alerta para cuidados extras no inverno em meio ao coronavírus

Com dias mais frios e a pandemia, dermatologista traz dicas para evitar doenças típicas da estação e as ocasionadas pela Covid-19

O inverno chegou e com ele o período que registra as temperaturas mais baixas do ano no Brasil. Além dos desafios típicos dessa época, os brasileiros devem se atentar a cuidados extras em meio a pandemia causada pelo coronavírus. Se, em geral, o clima mais seco já costuma causar maior incidência de acnes, falta de hidratação e ressecamento na pele, a reclusão e a constante lavagem das mãos são fatores que podem agravar reações alérgicas e adversas no corpo.

“Alguns trabalhos, principalmente na Europa, mostraram lesões cutâneas associadas à infecção pelo novo coronavírus. Além disso, o constante atrito pelo uso prolongado de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), principalmente por profissionais de saúde, e a recorrente desinfecção das mãos pelo álcool em gel podem gerar maior desgaste da pele e, consequentemente, aumento no ressecamento, dermatites irritativas (vermelhidões) e descamações que requerem cuidados específicos”, aponta Fábio Heidi Sakamoto, professor de dermatologia no curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina.

Manter a higiene das mãos e uso das máscaras nunca foi tão recomendado. Em contrapartida, os novos hábitos requerem mudanças na rotina de hidratação da pele. Para isso, existem diversos tipos de emolientes que podem ser usados conforme a necessidade. “Hoje a tecnologia dermocosmética apresenta opções em cremes para a aplicação na pele do rosto e mãos contendo ácido hialurônico, ceramidas, vitaminas E e C ou outros ingredientes hidratantes, eficazes na reparação”, explica Fabio.

Outras questões que podem ser ocasionadas tanto pelo clima frio quanto pela influência da reclusão e seus aspectos emocionais e sociais sobre a saúde física do corpo humano são as acnes. Segundo o especialista, o alto nível de estresse gerado em razão da pandemia é relevante, não só no caso de aparecimento de acnes, como no agravamento de afecções dermatológicas como quedas de cabelo, psoríases, eczemas, alergias e dermatites seborreicas, entre outras.

Confira, então, dicas para encarar os diferentes desafios para a pele nesse período:

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ThatSister

Mantenha sua pele hidratada: o uso recorrente de emolientes (que amaciam e suavizam a pele), umectantes (que mantém e retém a unidade na pele) e hidratantes (que ajudam a manter a pele macia e a aumentar o teor de água na pele), dependendo do nível de ressecamento das mãos, é importante;

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Prefira álcool em gel com opções umectantes: o mercado apresenta diversas opções para a higienização das mãos e que contém propriedades calmantes e hidratantes que diminuem a irritação que o álcool em gel pode causar, como a glicerina e o Aloe Vera;

mulher usando serum pele

Abuse de agentes hidratantes para o rosto: são fundamentais para minimizar a agressão causada pelos atritos dos EPIs no rosto, desde que tenham baixo teor de gordura (ácidos graxos) para não agravar a incidência de acnes;

mulher banho quente chuveiro

Seja rápido nos banhos quentes: nesse frio são uma boa pedida, mas a permanência nele por muito tempo provoca diminuição da proteção natural da pele;

mulher madura tomando agua

Beba bastante água: a hidratação interna do corpo, não somente a tópica com hidratantes, é um fator essencial para manter a umidade da pele, além de lubrificar as articulações e manter o bom funcionamento das funções do organismo;

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Proteja-se dentro de casa: apesar do isolamento, o filtro solar é importante até mesmo para proteger contra a luz da lâmpada residencial;

Wohnen, Berlin, Deutschland
WestEnd

Tome sol: caso tenha um quintal, sacada, janela ou varanda para “pegar” um sol, é importante para a vitamina D do corpo. A reclusão social motivada pela pandemia faz com que as pessoas “esqueçam” dessa luz natural e que ajuda a fortalecer o corpo.

Fonte: Faculdade Santa Marcelina