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Junho Verde lembra que é preciso dar atenção à escoliose

Condição atinge principalmente meninas a partir dos 11 anos

Entre as condições da coluna sobre a qual mais ouvimos falar está a escoliose. Porém, nem sempre sabemos ao certo o que é a condição e o que há causa. Ainda, há dúvidas sobre formas de identificar o problema e de tratamento. Por isso, junho foi determinado como o mês de conscientização sobre a escoliose, para que seja disseminado conhecimento sobre esse mal da coluna.

A escoliose é caracterizada por uma curvatura anormal da coluna, determinada pela rotação das vértebras. Dessa forma, a coluna vertebral, em vez de reta, fica com uma aparência de “C” ou de “S”. Existem três principais tipos de escoliose, como explica o ortopedista José Thiago Portela Kruppa, especialista em deformidades da coluna vertebral da Clínica SO.U:

Idiopática: responsável por cerca de 80% dos casos, não tem causa definida. Afeta principalmente crianças e adolescentes e, majoritariamente, meninas jovens, entre 10 e 15 anos.

Orthoinfo


Neuromuscular: um efeito colateral de condições que debilitam os músculos de forma que esses não consigam sustentar a espinha.

Orthopedic

Congênita: é o tipo menos comum e causada por uma falha na formação da coluna vertebral ainda no desenvolvimento antes do nascimento.

Estima-se que mais de 6 milhões de brasileiros tenham escoliose idiopática e que cerca de 2% a 4% da população mundial tenha a condição diagnosticada. Alguns desses desvios podem ser assintomáticos, porém, os sintomas mais comuns incluem:

Ombros desiguais/ desnivelados
Cabeça não centrada diretamente acima da pélvis
Um lado do quadril, ou ambos, mais alto
Costela mais saliente
Linha da cintura desigual
Textura ou aparência da pele sobre a espinha com alterações
Corpo pendente para um lado

“Ainda, devido às alterações no tamanho e formato do tórax, é possível haver complicações respiratórias. Também é possível em casos mais severos haver danos nos nervos das pernas e/ou causar desconfortos na bexiga ou intestino”, diz o médico.

A escoliose pode ser tratada e em casos de crianças, o diagnóstico prematuro é essencial. O tratamento varia de acordo com a gravidade da condição, que varia de leve a severa, dependendo do ângulo da curvatura da coluna. “Em casos mais brandos, podem ser indicados, a princípio, apenas a observação do desenvolvimento do quadro, o uso de colete e fisioterapia para fortalecimento dos músculos da região. Ainda, pode ser recomendada cirurgia, para situações nas quais é observado o progresso da curvatura, principalmente em crianças, e, para adultos, quando o grau da curvatura for superior a 50°”, explica Dr. José Thiago.

É importante que, ao suspeitar da possibilidade de escoliose, um médico seja procurado para realização dos exames necessários para diagnóstico, como raio-x, tomografia ou ressonância. Se constada, é importante o início de tratamento e monitoramento especializado, para que problemas futuros sejam evitados.

Fonte: Clínica SO.U

Home office improvisado pode causar danos à coluna

Especialista alerta sobre doenças da coluna que podem ser causadas pela má postura

As medidas de isolamento adotadas para conter o avanço do novo coronavírus no Brasil fizeram com que grande parte dos trabalhadores tivesse que se adaptar ao trabalho remoto. Sem mesa, cadeira e iluminação adequada, o primeiro impacto do home office improvisado foi na coluna, já que o termo “dor nas costas” bateu recorde de buscas no Google Trends no início da quarentena.

Para Cezar de Oliveira, neurocirurgião especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês, assim como outros problemas de saúde, os impactos da quarentena na coluna podem estar começando a surgir agora. “A má postura, quando persistente, pode causar graves lesões na coluna vertebral, principalmente nas regiões cervical e lombar”, comenta o especialista.

Além de dores, muitas vezes até incapacitante, a má postura pode causar curvaturas anormais na estrutura da coluna e desgastes dos discos intervertebrais. “Ficar diariamente em uma posição ruim pode acabar provocando a cifose da coluna, caracterizada quando há uma projeção arredondada das costas para a frente, ou até mesmo a famosa hérnia de disco em casos mais graves”, alerta o neurocirurgião.

Como cuidar da coluna no home office

E se a sua mesa não tem a altura ideal ou sua cadeira não é ajustável, é possível usar a criatividade, com almofadas e objetos para deixar o computador mais alto (de preferência na altura dos olhos). O importante é manter as costas e o pescoço em linha reta, braços relaxados ao lado do corpo, antebraços paralelos ao chão e pés apoiados no solo.

Outro ponto importante é sobre manter as atividades físicas, mesmo que esteja trabalhando de casa. “Os exercícios físicos regulares são tão importantes quanto a mobília adequada, já que ajudam no fortalecimento dos músculos da região. Além disso, lembre-se de se manter hidratado durante o dia e de fazer pequenas pausas para se alongar”, recomenda o médico.

Quando procurar ajuda

Embora ainda não tenhamos chegado ao fim da pandemia, o ideal é buscar um check-up geral da saúde assim que possível. Com medo da contaminação, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames periódicos e, somado com os meses que passamos isolados, a saúde geral deve ser uma prioridade.

“E quando a dor na coluna não vai embora em poucos dias e começa a atrapalhar as atividades do cotidiano, o recomendado é buscar ajuda especializada. Assim como a maioria dos problemas de saúde, as patologias da coluna possuem melhor tratamento com o diagnóstico precoce”, finaliza o cirurgião.

Fonte: Cezar Augusto Alves de Oliveira é neurocirurgião, especialista em coluna, chefe das equipes da neurocirurgia nos hospitais Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina. Possui especialização pela Harvard Medical School, com Prof. Chief Peter M. Black; fez residência médica, com especialização em cirurgia da coluna, no Centro Médico da Universidade de Nova York, no Departamento de Neurocirurgia, com o Prof. Dr. Paul Cooper. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Dor na coluna: veja como fortalecer core de forma simples durante isolamento

Exercício simples pode mudar a rotina de trabalho e até melhorar a qualidade de vida

O momento de quarentena nos convida a ficar mais parados. Colocar uma série em dia, ficar mais tempo sentado durante o home office e encostar no sofá entre uma atividade e outra. Embora essas ações sejam completamente compreensíveis durante o isolamento social, é preciso ficar atento: nosso corpo foi projetado para o movimento.

Como explica Rafael Tomazetti, professor de musculação especializado em treino personalizado da Cia Athletica Unidade Anália Franco, uma das principais ferramentas para manter o equilíbrio do corpo é o fortalecimento do core. Mas o que é isso?

“O core é tudo que está relacionado ao centro do corpo. É dessa região que partem todos os movimentos, portanto é preciso ter uma atenção redobrada, devido às consequências das mudanças da rotina”, explica.

Como nosso corpo foi projetado para se movimentar, é comum sofrer algumas alterações com uma rotina mais desacelerada, como o aparecimento de dores nas costas, dores nos joelhos, desânimo e até mesmo dificuldade para respirar.

Quais são os principais problemas com a falta de fortalecimento do core?

Está com uma dorzinha nas costas? Com a nova rotina, essa queixa tem se tornado cada vez mais comum. É com o fortalecimento do core que conseguimos minimizar os danos do home office e rotina de menos movimentos.

“Um dos primeiros sintomas de um corpo pouco fortalecido são as dores na coluna vertebral, principalmente na região lombar. Isso acontece principalmente pelo core pouco fortalecido”, explica.

Outros problemas podem ser desenvolvidos pela falta de fortalecimento do centro do nosso corpo. “A falta de sustentação do tronco ou mal condicionamento da musculatura do core podem causar inúmeros problemas no corpo todo por falta de alinhamento. Sem contar que a dor nos impede de fazer atividades básicas do dia a dia”.

Como fortalecer o core dentro de casa, sem lesões?

O educador físico ressalta que é importante planejar o dia com hábitos saudáveis, e se exercitar não é apenas um fator estético. Atividade física tem um poder indiscutível para ganhar disposição, aliviar o estresse, diminuir a ansiedade e, além disso, fortalecer o sistema imunológico.

É possível condicionar essa região com apenas um exercício: a tradicional prancha ventral. “O movimento gera estabilidade na coluna vertebral e proporciona força. O ponto chave para realizar esse exercício é alinhar cabeça, tronco e quadril no mesmo plano, e ativar a musculatura do abdômen sugando o seu umbigo nas costas”, orienta o educador físico.

Esse tipo de exercício é extremamente simples, e são exige nenhum tipo de equipamento: apenas um espaço em que caiba o seu corpo inteiro. Depois que o praticante se acostumar com a prancha, ó possível variar nas posições e alternar com exercícios que movimentem outras regiões, para não ficar monótono.

Veja um treino simples montado pelo professor:

prancha ventral
Prancha ventral

ponte dorsal
Ponte Dorsal

· Realizar 20 segundos de prancha ventral e depois 20 segundos de ponte dorsal, descansando 30 segundos entre as séries. É importante repetir de duas a três vezes.
· As repetições devem ser alternadas: faça um exercício e em seguida execute o outro, lembrando de sempre respeitar o tempo de descanso.
· Não se esqueça de alongar no final do exercício. O relaxamento pode proporcionar mais ainda uma sensação de alívio.

Fonte: Companhia Athletica

Sem provocar dores, escoliose pode causar graves problemas

A coluna vertebral é a parte estrutural mais importante do nosso corpo, por isso qualquer questão relacionada a ela e que não tenha a devida atenção pode causar uma lesão de maior gravidade. Umas dessas condições, que a princípio parece inofensiva é a Escoliose, uma deformação morfológica da coluna e que em casos mais delicados, pode até prejudicar o bom funcionamento de órgãos vitais.

Há dois tipos comuns de escoliose, a congênita (que é causada por malformação das vértebras da coluna) e a idiopática (não possui causa comprovada cientificamente), porém a mais comum na população. Uma das explicações se dá pelas modificações que o corpo passa ao longo da vida, sendo mais comum em jovens em fase de crescimento, embora não seja o fator determinante. “O corpo vai fazendo ajustes por conta da nossa postura, do peso que carregamos nos ombros, na maneira como sentamos, mas nenhum deles é responsável 100% pelo desenvolvimento da escoliose”, explica o fisioterapeuta Bernardo Sampaio do ITC Vertebral de Guarulhos.

De acordo com a última PeNSE – Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, feita pelo IBGE, os dados da pesquisa indicam que casos de escoliose com fatores não genéticos podem ser influenciadas pelo sedentarismo. Afinal, 65,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não realizam se quer 300 minutos de atividade física na semana, sendo que o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é de pelos menos 420 minutos.

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A escoliose não causa dores, mas pode ser perigosa, por isso é importante detectá-la logo no início. Em casa é possível fazer um teste simples. O fisioterapeuta sugere que a pessoa dobre o tronco para frente como se fosse para encostar as mãos no chão e mantenha essa posição por alguns segundos. Assim, é possível observar se há algum lado mais alto do que o outro, ao longo das costas. “Caso tenha uma discrepância grande é preciso procurar um especialista para uma avaliação mais adequada e possivelmente a indicação de tratamento, que não necessariamente será cirúrgico”, pontua Sampaio.

Intervenções cirúrgicas são indicadas apenas em casos mais graves; assim como muitos problemas de coluna, quadril e joelho. A cirurgia é sempre a última opção. Em graus menores, são sempre tratadas com exercícios e posturas. “Nem sempre as alterações da curvatura da coluna estão relacionadas com dores crônicas, por isso é sempre importante consultar um especialista para se ter o devido diagnóstico”, finaliza.

Fonte: Bernardo Sampaio é fisioterapeuta responsável pela Unidade de Guarulhos do ITC Vertebral e do Instituto Trata, o especialista é também diretor regional da Associação Brasileira de reabilitação de coluna – ABR Coluna. Graduado pela PUC- Campinas e com formação em osteopatia clínica pela Académie de Thérapie Manuelle Et Sportive (Bélgica). O profissional também possui especialização em fisioterapia músculo esquelética, aprimoramento em membro superior e oncologia ortopédica pela Santa Casa de São Paulo. 

 

Pessoas entre 35 e 50 anos estão mais propensas a sofrer com dor nas costas

Cerca de 80% da população vai ter pelo menos um episódio de dor lombar aguda

“A dor muscular é mais comum em pessoas jovens e em atividade, na faixa etária dos 35 aos 50 anos”, aponta o médico ortopedista Alynson Larocca Kulcheski, especialista em coluna do Hospital VITA. Além disso, de acordo com ele, existem dores que podem se manifestar nos músculos, mas não serem de origem mecânica, isto é, pode existir uma patologia dentro de uma articulação ou na coluna, como uma hérnia de disco, a qual pode se revelar como uma dor muscular.

O especialista relata que vários fatores podem levar aos problemas da coluna. Herança dos pais e avós, má postura, sentar de maneira inadequada, carregar mochilas ou bolsas pesadas e a sobrecarga, que geralmente acontece quando a pessoa está iniciando uma atividade física e não está habituada àquela exigência do grupo muscular.

A ocorrência é comum durante o primeiro mês da prática, mas se persistir após esse período e evoluir para uma dor aguda, ou seja, que faça com que o indivíduo tenha que parar o exercício, é preciso buscar ajuda de um especialista. Além disso, há os problemas degenerativos, que costumam aparecer mais tarde, por isso, a prevenção é o fator mais importante. “Desde a infância e adolescência, a precaução é a melhor forma de evitar problemas futuros”, alerta o ortopedista.

dor nas costas uma vida sem dor

A maioria das pessoas tem dores musculares, chamadas de benignas por não estarem associadas a doenças, causadas pelo excesso do uso da musculatura, relacionadas ao tipo de movimento que os indivíduos realizam. ”Muitas vezes, eles não estão habituados ou fazem uma sobrecarga daquele grupo muscular”, observa o médico. Ele conta também que no inverno é comum os indivíduos sentirem um pouco de dor muscular por ficarem mais contraídos, devido à baixa temperatura.

Esse tipo de dor isolada é um evento esporádico, porém, quando isso se torna recorrente e sem associação a um esforço muito grande – como o início da prática de uma nova atividade física ou por se manter durante muito tempo em uma mesma posição – pode estar relacionado com uma patologia. “Quando essas dores se tornam frequentes ou começam a ter irradiações para outros locais, é importante investigar”, adverte Kulcheski.

O médico explica que a principal queixa da população é de dores na região lombar. “Cerca de 80% da população vai ter pelo menos um episódio de dor lombar aguda que necessite o auxílio de um médico ou que faça uso de medicamento para tratar esse problema. Não é aquela dor que vem e que passa, o paciente precisa ser medicado. Isso atinge uma grande parcela da população”, destaca. O ortopedista cita ainda que o problema só perde para as infeções das vias aéreas respiratórias – gripes e resfriados, que são a primeira causa de consultas médicas.

Cuidados

Ao se agachar para colocar um objeto no chão recomenda-se inclinar levemente a coluna para a frente, mantendo a mão que está livre apoiada no joelho da perna que estiver flexionada à frente. Os ombros devem estar para trás em relação ao joelho que estará dobrado.

”Nunca coloque qualquer objeto no chão inclinando a coluna em um ângulo de 90º, sem flexionar os joelhos para se abaixar”, destaca o ortopedista. Já quando for erguer peso, a dica é flexionar os joelhos e manter a coluna sempre reta. O peso deve ficar o mais próximo possível do tronco. Não se deve abaixar para pegar um objeto dobrando simplesmente a coluna, os joelhos devem ser flexionados sempre.

Além disso, ficar mais de duas ou três horas em uma mesma posição vai interferir nas dores, tanto da coluna como das articulações de quadril, é o caso de viagens muito prolongadas, quando a pessoa fica sob tensão e na mesma posição e traz uma dor muscular decorrente deste período em demasia.

dor nas costas

Em relação aos colchões e travesseiros, não há estudos que comprovem a eficácia desses artifícios, o que mais vai trazer um alívio ou prevenir é uma boa noite de sono e ter um colchão e travesseiro com o qual a pessoa se adapte. Outra dica de prevenção do médico é praticar atividade física regularmente, mas de forma ponderada. Não iniciar de forma rigorosa sem antes estar adaptado a ela.

O ideal é buscar uma orientação de um educador físico ou personal trainer e, antes de tudo, passar por uma avaliação de um profissional de medicina esportiva ou um ortopedista. Os especialistas vão avaliar se há alguma deficiência ou risco daquele exercício gerar estresse ou impacto maior nas articulações, como a corrida, que pode afetar tornozelo, joelho e quadril, ou outras atividades que sobrecarreguem em demasia a coluna lombar, como agachamento e leg press.

“Tomar alguns cuidados e buscar a orientação do ortopedista é sempre importante para o paciente que quer iniciar a atividade física sem ter dores que não sejam as habituais no começo de uma nova prática”, aconselha Kulcheski.

Tratamento de dor lombar

Na maioria das vezes, a terapia medicamentosa é realizada com analgésicos, durante os primeiros dias da crise mais aguda, e repouso, que não deve ultrapassar dois ou três dias, já que a inatividade absoluta e prolongada pode ser prejudicial à recuperação do paciente. Deve-se evitar também a atividade que causou a dor.

dor nas costas

“Geralmente os episódios são únicos, mas quando isso se torna recorrente, o que não é rotineiro, e o espaço de tempo entre as crises fica mais curto, é importante um exame de imagem e uma avaliação clínica com um médico para excluir alguma patologia dentro daquele grupo muscular. Em alguns casos indica-se a reabilitação com o auxílio de fisioterapia”, acrescenta o médico.

Fonte: Hospital Vitta

Dor na coluna: dicas de prevenção e as principais causas

O neurologista e especialista em Medicina da Dor, Adriano Scaff, fala sobre os principais problemas referentes às dores da coluna, a segunda queixa mais frequente da população brasileira. Veja abaixo as dicas do especialista sobre o assunto:

Por que dores na coluna têm sido tão frequentes nos dias de hoje? Existe uma estatística?

Adriano Scaff: A dor na coluna é a segunda dor mais frequente do ser humano. Recentemente, o sedentarismo, associado com o stress, as posturas inadequadas e viciosas no trabalho e durante o uso de smartphones aumentaram a incidência destas dores.

Quais os tipos de doenças mais comuns na coluna vertebral? Em que faixa etária é mais comum esses problemas?

Adriano Scaff: As doenças mais frequentes na região da coluna são as doenças miofascais (musculares) seguidas pelas doenças dos discos invertebrais (hérnias, protrusões, degenerações), bem como as dores das articulações (facetas). Na coluna cervical temos uma incidência maior das doenças articulares em detrimento da lombar, na qual as dores são mais de origem discogênica (do disco).

dor nas costas

É possível fazer a prevenção para evitar problemas na coluna?

Adriano Scaff: Sim, o exercício físico, o controle do stress e dos hábitos alimentares são medidas gerais para prevenção. Porém medidas mais específicas como a ergonomia do trabalho, exercícios específicos para o fortalecimento da musculatura eretora da espinha (músculos profundos da coluna), controle da obesidade e do exagero de alimentos inflamatórios (que estimulam os mecanismos da dor) são ideais para quem sofre deste problema. Vale à pena ressaltar que o stress, a depressão e a ansiedade, são fatores que geram alterações (aumento) na percepção de dor pelo cérebro, podendo muitas vezes ser o principal mecanismo causador da dor em uma pessoa, onde seu tratamento é fundamental para o controle da doença.

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Os tratamentos são diferenciados?

Adriano Scaff: Quando falamos de dor na coluna, a literatura mundial demonstra que o tratamento multidisciplinar (médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, dentre outros) é o método mais eficaz para tratar a maioria dos casos. Devemos olhar o paciente como um todo, o que não acontece em muitas ocasiões. Em muitos casos o profissional se baseia apenas nos exames de imagem (ressonância, tomografia, RX) para tomar uma decisão, quando o diagnóstico em sua maioria é feito clinicamente, com a história e o exame físico. Estes exames deveriam ser complementares ao diagnóstico clínico. A dor deveria ser tratada na maioria das vezes com medicamentos, repouso (na fase aguda) e fisioterapia específica. Quando não existe a melhora satisfatória, os bloqueios, a radiofrequência e as cirurgias minimamente invasivas, como por exemplo, a cirurgia endoscópica, podem ser úteis, sendo avaliados caso a caso. Associada a estas terapias, a avaliação da psicologia e da nutrição, quando detectado algum distúrbio emocional e alimentar complementam o tratamento.

Quais os hábitos dos dias modernos que mais comprometem a coluna?

Adriano Scaff: A falta de tempo para exercitar-se é o principal fator. O exercício físico além de movimentar e fortalecer a musculatura, melhora o sono e alivia o stress. O exercício libera endorfina, uma substância poderosa no alívio da dor. O trabalho com posturas erradas e viciosas, como por exemplo, a pessoa que passa muito tempo sentada seja no computador ou dirigindo, por exemplo, sobrecarregam a coluna e em alguns casos geram dor. Os smartphones hoje tem um papel importante a medida que a coluna cervical é sobrecarregada pela postura da cabeça em relação ao pescoço (fletido).

mulher ocupada trabalho

A hérnia de disco pode manifestar tanto na coluna lombar como na cervical? A hérnia de disco pode ser assintomática ou provocar dor de moderada e leve intensidade até dor muito forte e incapacitante?

Adriano Scaff: As hérnias de disco podem se manifestar em toda a coluna, tanto cervical, torácica e lombar, sendo que nesta última ela é mais frequente. Mas vale lembrar que ter hérnia de disco não significa ser doente, muitas hérnias de disco não causam sintomas e são achados de exames. Ela deve ser tratada quando se encontra sintomática, a intensidade da dor não tem correlação com tamanho da hérnia e com gravidade. Pequenas hérnias podem geral dor forte e grandes hérnias podem ser assintomáticas. A dor esta correlacionada com o grau de inflamação local que a hérnia gera. Casos que devem ter mais atenção são os casos onde além da dor, a pessoa apresenta fraqueza nos membros (braços e pernas e esfincteres).

O que se tem de mais avançado em tratamento para coluna?

Adriano Scaff: O desenvolvimento da ciência no tratamento das patologias da coluna é relativamente recente quando comparado as áreas chamadas básicas da medicina, como cardiologia, ginecologia, etc. Mas na área médica por exemplo, o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas, como os bloqueios, a radiofrequência e as cirurgias endoscópicas (todas estas técnicas feitas com anestesia local e sedação) foram um grande avanço. Na fisioterapia o desenvolvimento de técnicas específicas para o tratamento da dor e para o fortalecimento da musculatura eretora da espinha, são fundamentais para o bem-estar do paciente. Toda esta evolução vem a evitar na maioria dos casos as grandes cirurgias e suas morbidades (complicações).

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Fonte: Adriano Scaff é formado em Neurocirurgia pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. Mestre em Cirurgia pelo Departamento de Cirurgia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP.
Fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral – University of Florida – USA. Fellowship em Dor pelo Hospital Maasland – Sittard – Holanda. Coordenador do Curso de Formação em Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna. Docente da pós graduação em Dor do Hospital Israelita Albert Einstein. Diretor / Secretário do Comitê de Cirurgia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Coluna. Diretor/Secretário da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. Membro do Centro de Tratamento Integrado da Dor em São Paulo.

 

Três exercícios com barra para melhorar as dores nas costas

Alexa Maier, master trainer da Flexi-Sports,empresa alemã especializada em produtos esportivos inteligentes, desenvolveu um minicircuito para minimizar as dores nas costas e reorganizar a postura. A série utiliza a FLEXI-BAR, barra oscilatória que fortalece a musculatura e previne lesões ocasionadas pela prática de outros esportes.

“O equipamento possibilita 270 contrações musculares por minuto. Bastam três sessões de treino por semana, de dez minutos cada uma, para obter uma sensação corporal completamente nova”, afirma Alexa.

Confira:

Exercício 1 – Butterfly Up

exerc 1

Posição inicial – Em pé, com as pernas afastadas paralelamente na largura dos ombros. Joelhos semi-flexionados deixando as pontas dos pés voltados para fora. Mantenha o glúteo contraído ao segurar a FLEXI-BAR com os braços sobre a cabeça e polegares voltados para frente.

Execução – Faça o movimento vibratório, permitindo a oscilação da FLEXI-BAR® para cima e para baixo por aproximadamente de 30 a 60 segundos.

Exercício 2 – Butterfly down

exerc 2

Posição inicial – Em pé, com as pernas afastadas paralelamente na largura dos ombros. Semi-flexione os joelhos e deixe as pontas dos pés voltadas para fora. Incline o tronco para frente e mantenha a coluna alinhada. Segure a FLEXI-BAR por cima.

Execução – Faça o movimento vibratório, permitindo a oscilação da FLEXI-BAR na direção do chão, para cima e para baixo por aproximadamente de 30 a 60 segundos.

Exercício 3 – Tabletop

exerc 3

Posição inicial – Dos quatro apoios, segure com um dos braços semi-flexionados posicione a FLEXI-BAR acima da cabeça, mantenha a coluna alinhada e o glúteo contraído.

Execução – Faça o movimento vibratório, permitindo a oscilação da FLEXI-BAR para frente e para trás por aproximadamente de 30 segundos. Após a execução do exercício, repita com o outro braço pelo mesmo tempo.

Alexa Maier, Master Trainer Mundial da Flexi-Sports, é Mestre em Ciência do Esporte pela Universidade de Augsburg Alemanha. Especialista em Treinamento Funcional pela Peform Sports Munique, Alemanha. Diplom Pilates Trainer, Diplom Personal Trainer IFAA – Internationale Fitness uns Aerobic Akademie.

Fonte: FLEXI-SPORTS

Mudanças no estilo de vida ajudam no tratamento da dor nas costas

Presente no cotidiano das pessoas, o problema é responsável por cerca de 160 mil afastamentos anuais no trabalho

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 85% da população terá problema de coluna em algum momento da vida. Sedentarismo, excesso de peso em bolsa e mochila e, até mesmo a má postura, estão entre as principais causas deste mal que afeta a qualidade de vida e contribui para ausência temporária das pessoas no ambiente de trabalho. Uma pesquisa da Previdência Social indicou que a dor nas costas é responsável por cerca de 160 mil afastamentos anuais.

Para a médica especialista em dor, Denise Katz, este mal que afeta a qualidade de vida, e é importante causa de abstenção no trabalho e na escola pode ser alterado com pequenas mudanças de no estilo de vida, mas recomenda: quando o problema se torna crônico, a orientação de um especialista e o tratamento com o medicamento adequado é a melhor opção.

Saiba como minimizar o problema e adotar sua rotina, em casa ou no trabalho, mais agradável em quatro passos:

1. Faça pausas durante as atividades
O corpo humano não foi feito para permanecer por muito tempo em uma mesma posição. A falta de movimentação faz com que os músculos doam, por isso, é recomendado fazer pausas nas atividades, em diversos períodos do dia, para alongar.

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2. Diminua a quantidade de peso
Bolsas e mochilas devem conter no máximo 10% do nosso peso e o ideal é distribuir essa carga, para não sobrecarregar apenas uma parte do corpo.

3. Ajuste de postura
A postura incorreta pode provocar de dores a lesões nas costas. Para manter a boa postura, mesmo que sentado, é preciso estar sempre com as costas eretas. Tente também jogar os ombros para trás e evite cruzar as pernas.

dor nas costas uma vida sem dor

4. Pratique atividade física
Exercícios que promovem o alongamento como os de equilíbrio e a natação aliviam as dores nas costas. O ideal é realizar a prática diariamente, por no mínimo 30 minutos e, acompanhado por profissionais de educação física.

piscina mulher nadando
Foto: Beglib/MorgueFile

“Medidas como essas amenizam o problema e contribuem para que as dores nas costas não se agravem. No entanto, apenas um tratamento com especialista trará qualidade de vida por longo prazo. Por isso, busque orientação médica”, explica Denise Katz.

Fontes consultadas: Portal do Governo Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério da Saúde.

Fonte: Alivium – SAC: 0800 979 9900

Em 2 anos, H9J registra mais de 7 mil casos de dor lombar na emergência

Má postura está entra as causas mais comuns; veja quais outras causas de dor na região e como se prevenir

As dores na região lombar têm levado cada vez mais pessoas para o pronto-socorro. No Hospital 9 de Julho, a lombalgia liderou novamente o ranking de queixas no atendimento de emergência da Ortopedia em 2016. Os mais de sete mil casos nos dois últimos anos representaram cerca de 30% dos atendimentos em ortopedia e totalizaram mais que o dobro da segunda queixa ortopédica mais frequentemente registrada, a dor articular.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar afeta 80% da população mundial, pelo menos uma vez na vida. E também é a queixa médica mais comum ao redor do mundo, perdendo apenas para o resfriado comum.

Helder de Souza Miyahara, ortopedista e vice-coordenador do Serviço de Emergência ortopédica do H9J, comenta que o atendimento pode começar na ortopedia e, depois, ter encaminhamento para outras especialidades, “Isso acontece quando há alguma infecção, uma doença de causa renal, reumática, ou até mesmo o fator emocional envolvido”, sinaliza. “Essa diferenciação está no que chamamos de sinais de alarme no paciente. Entre eles: há trauma? Fratura? Déficit neurológico? A dor está combinada com febre? Há emagrecimento ou alterações urinárias? ”, explica o médico.

Quando falamos exclusivamente em causas ortopédicas, a maioria está relacionada à problemas posturais, além do fator psicológico, como o estresse, que pode exacerbar o quadro de dor. “Postura incorreta no trabalho ou em atividades do dia a dia, longos períodos em uma mesma posição, sobrecarga, sedentarismo, falta de alongamento e fortalecimento muscular são alguns exemplos e possíveis causas da dor lombar”, afirma Miyahara.

dor nas costas uma vida sem dor

Tipos e tratamentos

O tratamento da lombalgia postural, excluindo emergências clínicas, passam por três fases:

· Aguda – o objetivo é melhorar a dor, geralmente com medicações, compressas de gelo ou quente, bem como outros métodos associados como a acupuntura.

· Pós-aguda – alongamento, exercícios de equilíbrio e fisioterapia.

· Fortalecimento pleno – exercícios regulares bem orientados.

Apenas em casos crônicos ou mais extremos de hérnia de disco, artrose exacerbada e algumas doenças neurológicas, pode ser indicada cirurgia. “Isso dependerá de uma rigorosa avaliação do médico”, observa o especialista.

Prevenção

Os hábitos de vida influenciam diretamente na dor, uma vez que as articulações de carga como quadril, joelho e tornozelo são as que mais sofrem com o ganho de peso. “A cada quilo adquirido, ao realizar uma atividade como corrida, a carga que passa na articulação do quadril é multiplicada por cinco”, diz o ortopedista. “Exercícios físicos regulares de baixo impacto como hidroginástica, natação, pilates, ioga e musculação bem orientadas são as mais indicadas para proteger as articulações”, complementa.

piscina mulher nadando
Foto: Beglib/MorgueFile

A maioria das atividades do dia a dia solicitam a musculatura da região lombar. Daí a importância do alongamento da musculatura central – lombar, abdômen, glúteos e coxas. Para aqueles que já sofreram com a dor lombar, é importante contar com a orientação de um profissional para escolha dos exercícios físicos mais adequados para cada necessidade.

Fonte: Hospital 9 de Julho

Mulheres são mais suscetíveis a dores crônicas nas costas

Dores crônicas nas costas afetam mais mulheres que homens e impactam a produtividade no ambiente de trabalho. É o que revela estudo da SulAmérica, realizado entre maio de 2013 e março de 2016, com mais de 13 mil segurados da companhia. De toda a base analisada, aproximadamente mil indivíduos informaram sofrer de dores recorrentes nas costas.

As mulheres representam 68,5% do grupo impactado pelo problema – e a cronicidade piora entre as seguradas de 41 a 60 anos, o que, segundo a diretora Técnica e de Relacionamento com Prestadores da SulAmérica, Tereza Veloso, pode estar relacionado ao histórico de gestações, e consequente aumento de peso, e também à menopausa.

De acordo com o levantamento, 54% dos que sofrem com dores crônicas nas costas sinalizaram dificuldades de concentração durante o expediente de trabalho, índice 64% ou 21 p.p. superior na comparação com a média. Além disso, 44% das pessoas que enfrentam o problema perderam, pelo menos, três dias de trabalho no ano anterior à pesquisa em virtude de doenças, alta de 42% ou 13 p.p. em relação à média.

“A dor nas costas é uma das queixas mais comuns na população mundial. Estima-se que entre 70% e 80% dos adultos apresentarão um ou mais episódios de dor ao longo da vida. De forma geral, exercícios físicos regulares e feitos com orientação de profissionais, adequação do peso para evitar sobrecarga da coluna e postura correta ao sentar, ao levantar objetos e, sobretudo, ao utilizar smartphones e tablets são algumas medidas que podem auxiliar na melhora e na prevenção do aparecimento de lesões e dor”, afirma a especialista.

O estudo teve como base questionários preenchidos por meio da Plataforma de Bem-Estar do Programa SulAmérica Saúde Ativa, que permite o mapeamento dos diversos aspectos da vida do segurado e ajuda no desenvolvimento de um plano de ação personalizado. A plataforma é online e está disponível para toda a base de clientes de seguros de saúde da companhia com mais de 18 anos, entre titulares e dependentes. Por meio desse portal interativo, o indivíduo pode se engajar em ações que o capacitam para melhorar o cuidado com a saúde e a qualidade de vida.

“A SulAmérica atua desde 2002 guiada por uma diretriz fortemente alicerçada em gestão de saúde. Sob o conceito SulAmérica Saúde Ativa, a companhia vem desenvolvendo uma série de ações para acompanhar e orientar os segurados na melhoria do estado de saúde. Muitos resultados positivos já foram colhidos a partir dessa estratégia, trazendo ganhos para a qualidade de vida dos segurados, além de contribuir para a produtividade das empresas clientes e para sustentabilidade da cadeia de saúde”, explica o vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, Maurício Lopes.

Dentro das iniciativas do Saúde Ativa, a SulAmérica promove o Coluna Ativa, que tem como objetivo auxiliar na redução e no controle de complicações relacionadas a patologias na coluna vertebral, assim como contribuir para a melhora no desfecho clínico, a redução de absenteísmo e o aumento nas condições de bem-estar do segurado. Os ingressantes no Coluna Ativa conseguem reduzir pela metade o nível de incômodo com dores nas costas após participar do programa, sendo que em 40% dos casos os indivíduos deixam de apresentar dores.

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Fonte: SulAmérica