Arquivo da tag: covid-19

Outono e opção do uso de máscaras contra Covid prometem multiplicar doenças respiratórias

Testes moleculares entregam resultados precisos em poucas horas e agilizam tratamento assertivo de doenças que, a cada ano, fazem milhões de vítimas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, por ano, a gripe cause comprometimento grave em 3,5 milhões de pessoas. Crianças, idosos, portadores de doenças pulmonares, pessoas com problemas cardíacos e de imunidade são os mais afetados. Com a chegada do outono – que teve início dia 20 de abril – a redução da umidade relativa do ar típica desta época, associada à também maior concentração de poluentes no ar, fazem com que as doenças respiratórias aumentem significativamente.

A maioria delas são infecciosas, causadas por vírus, e, em segundo lugar, por bactérias. As constantes e bruscas mudanças climáticas e o fato de que casacos e cobertores são retirados dos armários depois de muito tempo guardados também intensificam a ocorrência dos problemas respiratórios. Além de gripes, resfriados e pneumonia, rinite alérgica e sinusite são doenças comuns nesta época do ano.

De acordo com a infectologista do Hospital Vita, Marta Fragoso, a queda da obrigatoriedade do uso de máscaras em muitas cidades brasileiras promete fazer com que o número de casos de diversas doenças também aumente nos próximos meses. A maioria dos estados brasileiros já retirou a obrigatoriedade do uso em espaços abertos e fechados. “A abolição das máscaras tende a aumentar a exposição das pessoas às partículas infectantes e ao ar com alta concentração de poluentes. Utilizada durante os momentos mais críticos da pandemia causada pela Covid-19, a máscara foi uma boa prática de prevenção de doenças respiratórias infecciosas no geral, e deveria ser mantida em algumas situações especiais”, defende.

As doenças infecciosas respiratórias podem ser classificadas como “transportadas pelo ar” (que se espalham por aerossóis suspensos no ar) e “infecciosas”, que se espalham por outras rotas, incluindo gotículas maiores. Aerossóis são minúsculas partículas líquidas do trato respiratório que são geradas, por exemplo, quando alguém exala, fala ou tosse. Essas partículas ficam em suspensão por um tempo no ar e podem conter vírus vivos. As recomendações médicas indicam que quando alguém apresenta sintomas que indicam problemas respiratórios, é essencial que a pessoa se isole e procure um diagnóstico preciso para direcionar o seu tratamento.

O último boletim InfoGripe, da Fiocruz, sinaliza o crescimento das síndromes respiratórias em crianças. De acordo com o relatório, dados laboratoriais preliminares sugerem um possível aumento nos casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na faixa etária de zero a quatro anos e interrupção de queda nos casos associados à Covid-19 na faixa de cinco a 11 anos. Para a infectologista, especialmente em virtude do momento em que vivemos, é preciso redobrar as atenções. “O crescimento das síndromes respiratórias, tanto em crianças, como entre adultos e idosos, deve-se aos novos patógenos virais e até bacterianos que apresentam versatilidade quanto à mutações e resistência à poluição ambiental”, explica.

Marta ainda destaca que as melhores formas de prevenção passam por uma hidratação adequada, higienização de mãos com álcool em gel, evitar aglomerações, ventilar os ambientes, manter a etiqueta nos momentos de tosse e espirro, manter as vacinas em dia, utilizar umidificadores de ambientes, garantir que os ambientes estejam limpos, livres de poeiras e ácaros e considerar a avaliação médica para o diagnóstico e tratamento adequados.

Diagnóstico correto é essencial para tratamento com resultados rápidos

Diagnosticar corretamente a doença respiratória que acomete uma pessoa é essencial para garantir tratamento rápido e efetivo. Para isso, o mercado hoje já oferece testes que detectam com precisão diversas doenças respiratórias. O laboratório ID8 – Inovação em Diagnóstico, é um exemplo. Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de laboratório e responsável técnico do ID8, explica que o laboratório oferece quatro exames diferentes para diagnóstico de doenças respiratórias. Do exame para detectar a Covid-19, até outros em formatos de painéis, nos quais é possível detectar por meio de apenas uma amostra três patógenos (painel respiratório – Influenza e SARS-CoV-2), quatro patógenos (painel respiratório – Influenza e Sincicial) ou até mesmo 24 patógenos (painel respiratório-Plus: 24 patógenos incluindo Sars CoV-2), causadores de síndromes respiratórias.

Chitolina conta que, antes da pandemia causada pela Covid-19, poucos eram os casos em que pessoas com sintomas de problemas respiratórios buscavam testes para identificar o agente patogênico causador da enfermidade. “Éramos diagnosticados com uma ‘virose’, sem de fato realizar um exame diagnóstico preciso. Ao longo dos anos de 2020 e 2021, com o advento da pandemia, houve um predomínio de testes relacionados à detecção da doença. Contudo, já no começo de 2022, com o aumento dos casos da nova variante do vírus Influenza A, H3N2, houve uma disparada no número de testes para doenças respiratórias, principalmente, nas modalidades de painéis, já que, em um único exame, é possível detectar não apenas a Covid-19, como também os vírus Influenza. Hoje, a terminologia ‘virose’ não deve mais ser aceita. Precisamos, de fato, saber qual é o patógeno causador da enfermidade para termos um tratamento assertivo”, explica.

Lisandra Maba, responsável pela assessoria científica do ID8, destaca que as infecções respiratórias são as principais causas de morbidade e mortalidade em crianças e adultos em todo o mundo, ocasionando de três a cinco milhões de casos graves a cada ano.

Realizar o tratamento dessas infecções sem o diagnóstico preciso pode induzir ao erro, ou mesmo agravar a situação do paciente quando se espera a evolução da doença para observar novos sinais ou sintomas” destaca, lembrando que os exames realizados no laboratório podem detectar até 24 patógenos no mesmo exame com apenas com uma amostra do paciente. “Isso evita a prescrição desnecessária de antibióticos e o uso correto de antivirais, a redução do tempo de internação e da necessidade de realização de testes laboratoriais, e ainda reduz os custos na manutenção da saúde do paciente”, completa.

Fonte: Laboratório ID8

Transtornos psiquiátricos catalisados pelo luto de vítimas de Covid-19

Médico psiquiatra comenta a situação exclusiva de pessoas que perderam parentes queridos durante a pandemia; A ansiedade e o transtorno de humor são os mais prevalentes nesses casos

A pandemia, gerada pela Covid-19, está longe de acabar, justamente quando “parece” estar na UTI. A aceleração e eficácia das vacinas têm dado segurança, fazendo com que países adotem medidas menos rígidas em relação ao vírus. Segundo os levantamentos da pesquisa constante do Our World in Data, proposta pela universidade de Oxford no Reino Unido, mais de 6 milhões de pessoas em todo o mundo já morreram devido a Covid-19, sendo que no Brasil, o número se aproxima de 700 mil.

Enquanto as mortes prosseguirão por um longo período, especialistas alertam para uma consequência da Covid-19: a saúde mental pós luto. De acordo com um manual “ Processo de Luto no Contexto da Covid-19”, elaborado pelo Instituto Fiocruz, a pandemia traz impactos para a saúde mental que pode envolver perdas e dores profundas. Diante disso, faz-se necessário pensar em alternativas que possam ajudar a lidar com aspectos novos das perdas na era do coronavírus, uma vez que os rituais em torno da morte, tão importantes para o luto, precisam ser redesenhados e ressignificados nesse contexto.

Para Ariel Lipman, médico especialista em psiquiatria e diretor da SIG Residência Terapêutica, a dor da perda nesse caso, em especial, pode vir a ser diferente de outros. “Um dos motivos para tal, é porque a situação colocada pelo vírus é nova em relação a outras doenças. As mudanças no cenário causadas pela pandemia foram extremamente repentinas, o que possibilitou confusão e insegurança entre as pessoas, sentimentos que podem vir a gerar estresse”, explica.

De acordo com o levantamento da clínica, com base nos pacientes atendidos, os transtornos que mais foram desenvolvidos por indivíduos de luto são os de humor e ansiedade. O transtorno de humor se caracteriza por alterações emocionais durante um longo período de tempo, alternando entre tristeza profunda e exaltação excessiva. Já a ansiedade é um distúrbio na saúde mental que consiste em extrema preocupação a ponto de interferir na vida cotidiana do indivíduo que a obtém. Dependendo do grau da ansiedade, há a possibilidade em alguns casos dela proporcionar ataques de pânico e até transtorno obsessivo compulsivo.

“Nós sabemos que os transtornos psiquiátricos têm origem multifatorial. Fatores estressantes costumam representar um forte catalisador para o adoecimento psíquico, e, sem dúvida, essa pandemia foi um dos fatores mais estressantes que as últimas gerações já vivenciaram. Quando junta a pandemia em si, aliada ao luto da perda de parentes, pudemos notar um aumento expressivo da demanda de pacientes com transtornos psiquiátricos.” complementa.

A explicação de tudo isso pode ser justificada pela existência da pandemia, excesso de notícias prós e contras, a “culpa” por não tomar todos os cuidados possíveis e ter um parente nas estatísticas da pandemia. “Isso pode servir de gatilho, e a constante lembrança do ente querido pela referência que se faz da doença o tempo todo, nas mídias, redes sociais etc”. finaliza o médico.

Fonte: Sig Residência Terapêutica

Liberação do uso de máscaras em locais abertos: 37% das pessoas não deixarão de usar

Pesquisa realizada pela Doctoralia aponta que, mesmo com a liberação do uso de máscaras ao ar livre em alguns estados, 37% das pessoas afirmam que não abandonarão o uso mesmo após a imunização completa; 34% continuarão utilizando álcool em gel, 28% respeitarão o isolamento social e apenas 1% não pretende tomar nenhuma medida de prevenção.

O levantamento, que busca entender o comportamento dos brasileiros após esquema vacinal completo, permitia a seleção de mais de uma opção nessa questão.

Quando perguntadas sobre novas variantes do Sars-CoV-2, sete a cada dez entrevistados afirmaram que têm medo da ocorrência delas, mesmo após estarem 100% imunizadas contra o vírus. Apesar desse cenário, surpreendentemente, 52% dos participantes responderam que, após completarem o esquema vacinal, se sentem confortáveis em estar na presença de grupos com mais de dez pessoas.

Vale destacar que os especialistas alertam para a importância de não deixar de lado as medidas de segurança, no intuito de diminuir a circulação do vírus até que a maioria da população esteja vacinada e, consequentemente, a pandemia esteja sob controle.

Dessa forma, caso as pessoas optem por encontrar familiares e amigos, devem dar preferência a pequenos grupos e, se puderem, conduziram essa reunião ao ar livre ou com o uso de máscaras bem ajustadas ao rosto. Ao todo, 1.726 pessoas foram entrevistadas, a maioria do sexo feminino, entre 36 e 45 anos.

Fonte:  Doctoralia

Carnaval e pandemia: uma combinação que pede atenção redobrada

Propenso a aglomerações, período exige mais cuidados nos momentos de interação para evitar nova alta de casos no Brasil

“Em todo o país, vários e badalados desfiles das escolas de samba e até mesmo os bloquinhos de rua, com grupos de amigos e familiares. Para outros, uma breve temporada de descanso e viagens, a melhor alternativa”, observa a médica infectologista do Grupo Sabin, Luciana Campos.

Mesmo com a melhora dos índices da pandemia, muitos governos e autoridades municipais decidiram adotaram uma série de medidas e calendários diferenciados no período momesco, que começa no próximo dia 26 até 1º de março. Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, cancelaram os tradicionais blocos de rua e adiaram para abril os desfiles das escolas de samba. Atravessando a região e chegando ao Nordeste, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Sergipe e Piauí suspenderam o ponto facultativo e recomendaram jornadas de trabalho normais a fim de evitar badalações e exposições aos riscos das aglomerações.

Na região Sul, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul os calendários de folga foram mantidos, mas não haverá blocos e nem desfiles. Desembarcando no centro-oeste brasileiro, mais precisamente em Brasília, a preocupação fez o Governo do Distrito Federal anunciar uma força-tarefa para impedir festas e coibir nova incidência de casos de covid-19. Serão feitas fiscalizações de eventos e celebrações na intenção também de combater a pressão no sistema público de saúde. “Medidas como estas contribuem significativamente para que não se repita o que aconteceu nas festas de final de ano, por exemplo, quando o país enfrentou um novo surto de Covid juntamente com uma explosão de casos de gripe, pressionando consideravelmente as redes pública e privada de saúde”, destacou a especialista.

Covid 19: mais de 50 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço no Brasil

Com mais de 72% da população completamente vacinada, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil atingiu a marca de 380 milhões de vacinas aplicadas. Além disso, até agora, mais de 50 milhões de pessoas tomaram a dose de reforço. “A boa cobertura vacinal refletiu em um reduzido número de internações em meio a uma explosão de casos. Hoje, o que sabemos é que a vacina é a melhor escolha que temos para nos protegermos e proteger também as pessoas que amamos”, afirma a médica.

Além disso, a especialista observa ainda a importância da testagem da população para controle epidemiológico e manejo de pacientes. “A partir da testagem obtemos um panorama melhor do comportamento da pandemia, possibilitando intervenções mais assertivas. Se há uma incidência elevada da doença há a alta demanda de exames laboratoriais para o diagnóstico da Covid-19 e consequentemente uma preocupação com a quantidade de insumos para a realização desses exames. Fatores como estes nos mostram que é fundamental que todos se vacinem e, se possível, evitem aglomerações até mesmo nas celebrações, como o Carnaval”, concluiu.

Fonte: Grupo Sabin

Para pessoas com mais de 50 anos, mesmo Covid-19 “leve” pode resultar em problemas de mobilidade*


Adultos com mais de 50 anos que sofrem de Covid-19 leve ou moderado correm maior risco de piorar a mobilidade, mesmo que a hospitalização não seja necessária para tratar o vírus, de acordo com uma nova pesquisa de Dalhousie e outras universidades canadenses.

As descobertas usaram dados do Canadian Longitudinal Study on Aging (CLSA) e destacam a carga de Covid-19 entre adultos de meia-idade e idosos que não são hospitalizados. As informações sugerem que muitos pacientes que tiveram Covid-19 leve têm sintomas persistentes e incômodos.

Os pesquisadores entrevistaram mais de 24 mil pessoas com mais de 50 anos de todo o Canadá durante a fase inicial do lockdown em 2020 para determinar o efeito de um diagnóstico da doença em sua mobilidade. Suas descobertas foram publicadas na revista JAMA Network Open.

Foto: Pascal Rossignol/Reuters

A equipe analisou questões de mobilidade, incluindo dificuldade em se levantar de uma cadeira, capacidade de subir e descer escadas sem assistência e caminhar de dois a três quarteirões da vizinhança, bem como mudanças na capacidade dos participantes de se movimentar pela casa, realizar tarefas domésticas e atividade física.

Susan Kirkland, professora de pesquisa de Dalhousie e chefe do Departamento de Saúde Comunitária e Epidemiologia da escola, é coautora do artigo que se acredita ser um dos primeiros a avaliar a associação entre mobilidade e Covid-19 em idosos.

“Descobrimos que mesmo aqueles com doença leve e moderada, experimentaram mudanças adversas na mobilidade em comparação com indivíduos sem Covid-19”, diz Kirkland. E pontua: “Vale a pena notar essas descobertas porque indicam que os efeitos negativos da doença são muito maiores e afetam uma gama mais ampla de idosos do que aqueles que estão hospitalizados”.

Duplicar as chances

Os participantes com Covid-19 tiveram quase o dobro das chances de piorar a mobilidade e a função física em comparação com aqueles sem a doença, embora a maioria tenha sintomas leves ou moderados. Dos 2.748 indivíduos com a doença confirmada, provável ou suspeito, 94% não foram hospitalizados.

Indivíduos com Covid-19 confirmado ou provável tiveram o dobro das chances de piorar a capacidade de se envolver em atividades domésticas e participar de atividades físicas do que aqueles sem a doença. Resultados semelhantes foram encontrados para aqueles com suspeita.

“Nossos resultados mostraram que havia um risco maior de problemas de mobilidade em idosos, com renda mais baixa, com três ou mais condições crônicas, baixa atividade física e pior nutrição”, diz Marla Beauchamp, professora assistente da Escola de Reabilitação Ciência na McMaster. “No entanto, esses fatores por si só não explicam os problemas de mobilidade que observamos entre as pessoas com Covid-19. Estratégias de reabilitação precisam ser desenvolvidas para adultos que evitam a hospitalização devido à Covid-19, mas ainda precisam de apoio para restaurar sua mobilidade e função física”.

Os pesquisadores concluíram que é necessário entender melhor os impactos de longo prazo da Covid-19 e considerar “o desenvolvimento e a implementação de abordagens eficazes de intervenção e gerenciamento para lidar com quaisquer déficits persistentes de mobilidade e funcionamento entre os que vivem na comunidade”.

Fonte: Marla K. Beauchamp et al, Assessment of Functional Mobility After COVID-19 in Adults Aged 50 Years or Older in the Canadian Longitudinal Study on Aging, JAMA Network Open (2022). DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2021.46168

*Rubens de Fraga Júnior é professor da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná e é médico especialista em geriatria e gerontologia pela SBGG.

Verão 2022: dengue também precisa ser prevenida

A pandemia de Covid-19, que atinge o mundo por quase dois anos, pela sua intensidade e poder de contágio, encobriu outras doenças que, no Brasil, já se apresentaram com alto grau de proliferação, e merecem atenção da população e das autoridades sanitárias, principalmente, com a chegada do verão. Uma delas é a dengue.

O aumento das temperaturas, da umidade e das chuvas formam as condições ideais para a proliferação de diversas doenças de verão — tanto infecciosas quanto parasitárias. Além disso, a falta de saneamento adequado pode contribuir para agravar o caso.

Segundo o Ministério da Saúde, de 3 de janeiro a 9 de outubro de 2021, o país registrou 479.745 casos de dengue, redução de 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse mesmo intervalo foram confirmadas 199 mortes por dengue, redução de 64% se comparado com 2020. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Brasil registrou cerca de 1,5 milhão de casos de dengue no ano passado.

A transmissão da dengue acontece pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, cujo naturalmente não possui o vírus, mas o adquire ao picar uma pessoa infectada. Depois de um determinado período de incubação, esse vírus pode ser transmitido para outras pessoas que foram picadas por fêmeas Aedes aegypti. O vírus da dengue não é transmissível de uma pessoa para outra, a não ser em casos de transmissão vertical (da gestante para o bebê, ou por transfusão sanguínea).

Uma das armas de prevenção e redução da proliferação é combater o mosquito. Além disso, mortes podem ser evitadas ao se procurar atendimento na hora certa e receber o diagnóstico precoce. Menor do que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas, suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho, como de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No verão, a proliferação é maior por conta da temporada de chuvas intensas os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adubo.

Para combater o mosquito é fundamental manter o domicílio sempre limpo e atentar ao acúmulo de água em locais abertos. Em caso de surtos, roupas que minimizem a exposição da pele podem proteger contra as picadas do inseto, assim como mosquiteiros e telas para janelas e portas. Repelentes também podem ajudar, desde que usados conforme as instruções do rótulo.

O primeiro sintoma da dengue é a febre alta (39°C a 40°C) de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Também é comum ocorrerem náuseas e vômitos, que resultam em perda de peso. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdome é tocado, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas (principalmente nariz e gengivas) e outras complicações, podendo até causar a morte.

Independente do estágio da doença é preciso procurar a orientação de um médico, que pode recomendar um acompanhamento ambulatorial nos casos mais simples, até encaminhar o paciente para internação. Em casos de menor gravidade, quando não há sinais de alarme, a recomendação é fazer repouso e ingerir bastante líquido, como água, sucos, soro caseiro ou água de coco.

A Bioclin, indústria mineira focada na produção e desenvolvimento de kits de diagnósticos para laboratório de análises clínicas, atenta à importância da prevenção e do diagnóstico da dengue, desenvolve testes para a detecção da doença como Dengue NS1, Dengue Bio e Bio Gene Dengue PCR.

Fonte: Bioclin

H3N2: conheça a nova gripe em circulação no Brasil

Quando falamos em gripe, estamos no referindo às infecções causadas pelo vírus Influenza, o qual apresenta subtipos denominados A, B e C, de acordo com as características genéticas dele. As letras H e N que classificam os vírus da gripe se referem às variantes de duas proteínas importantes para a infecção: H-Hemaglutinina; N-Neuroaminidase. Essas proteínas sofrem mutação com menor intensidade, porém quando o fazem geralmente são responsáveis por grandes surtos de gripe como Gripe Espanhola, em 1918, causada pelo H1N1; e Gripe Asiática, em 1957, causa pelo H2N2. Conforme são observadas mudanças na estrutura dessas proteínas, recebem numerações, tais como H1N1 ou H2N2. Nos recentes surtos de gripe, foi verificada a infecção pelo subtipo Influenza A (H3N2).

De acordo com o infectologista Marcelo Eichholzer, docente de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar), os sintomas da H3N2 são semelhantes aos da gripe causada por outras cepas e a incubação pode ser de 12 horas a três dias. “Geralmente o início do quadro é súbito com mal-estar, calafrios, tremores, dores de cabeça, dores no corpo, febre e perda de apetite. Evolui com coriza, dor de garganta e tosse seca. Em alguns casos, apresenta complicações como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com pneumonite viral com fôlego curto e rápido, baixa da oxigenação (queda da saturação) e pode causar infecções bacterianas secundárias, além de potencializar descompensações de doenças crônicas cardiopulmonares como asma, insuficiência cardíaca, doenças reumatológicas, renais, hepáticas etc”.

Eichholzer afirma que a efetividade da vacina da gripe é entre 60% e 80% dos vacinados. O material antigênico é disponibilizado de acordo com as variantes circulantes em cada ano e protege contra a Influenza A H1N1, H2N2, H3N2 (cepa Hong Kong) e Influenza B, no entanto, a cepa atualmente circulante e responsável por esse surto é a H3N2 (cepa Darwin) que não está presente na vacina de 2021, mas está sendo adicionada na vacina para 2022. Além disso, comenta que em 2021 houve uma baixa adesão da vacinação da gripe por conta da epidemia e vacinação contra Covid-19, o que favorece outras cepas também estarem circulando.

Pexels

A imunologista Camila Sacchelli, professora de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), campus Higienópolis, diz que a vacina tem eficácia distinta para cada subtipo, sendo em geral mais baixa para o H3N2. De todo modo, estamos sempre expostos a todos eles e a vacina tem reduzido bastante a ocorrência de internações e mortes por gripe, principalmente em crianças e idosos.

Camila pontua que é importante considerar a pandemia da Covid-19, pois influenciou negativamente a cobertura vacinal de outras doenças, incluindo a gripe. “Tanto o isolamento quanto o medo gerado por notícias falsas provocaram uma redução importante na cobertura vacinal, tanto de crianças e idosos, cobertos pela campanha nacional, como de adultos saudáveis, que em geral se vacinam para gripe em clínicas particulares. No ano passado, o governo inclusive liberou a vacina gratuitamente a toda população, visando aumentar a imunidade”.

O infectologista da Fempar destaca que o Instituto Butantan, que produz a vacina no Brasil, já está incluindo a cepa Darwin para a vacina deste ano, que será distribuída no SUS em todos os municípios e seguirá o calendário vacinal normalmente. A imunologista explica que o Brasil inicia a campanha de vacinação de gripe em abril/maio, período que antecede o inverno, quando a permanência em lugares fechados aumenta a incidência da doença, e que o Butantan informou que disponibilizará a nova vacina para o governo em março de 2022.

Como não confundir Covid-19 com H3N2

A orientação dos profissionais do Mackenzie é de que, frente ao aparecimento dos sintomas, o indivíduo busque atendimento médico para o diagnóstico laboratorial diferencial e faça o isolamento, independente da infecção. A nova cepa do coronavírus, a ômicron, está em ampla disseminação, e acaba por se confundir com sintomas gripais, principalmente com a população já vacinada. Os sintomas são semelhantes entre as duas doenças e causa confusão diagnóstica, então se faz necessário utilizar testes específicos, geralmente PCR e antígenos, para encontrar essa resposta, visto que somente clinicamente não é possível fazer a diferenciação.

A transmissão da gripe se dá por gotículas durante a fala, respiração, tosse, espirros e por contato com secreções. Para se proteger, é preciso adotar e manter a tão falada etiqueta respiratória difundida durante o surto de Sars-CoV-2, como manter ambientes arejados, cobrir a boca ao espirrar (de preferência com antebraço), limpeza das mãos com água e sabão ou álcool gel, evitar contato com mucosas (olhos, nariz, boca), manter distanciamento e evitar aglomerações. A vacinação continua sendo a melhor arma para prevenção. Como é uma doença de transmissão aérea/contato, as mesmas medidas que já estávamos tomando para a covid-19 também previnem a gripe.

Não é motivo para pânico. Medidas simples podem ajudar muito na prevenção e no tratamento da doença. Além da etiqueta respiratória, caso alguém tenha os sintomas, deverá procurar assistência o mais breve possível para que seja diagnosticado corretamente, visto que há medicações que são efetivas para o tratamento da gripe quando iniciadas nas primeiras 72 horas do início dos sintomas. É necessário assumir uma postura responsável, a prevenção depende muito mais das ações individuais do que qualquer outra. A vacina ajuda, mas pode não impedir a infecção e a transmissão.

Fonte: Faculdade Presbiteriana Mackenzie

Deficiência de vitamina D aumenta risco de desenvolver forma mais grave de Covid-19

Probabilidade de estágios graves da doença foi 5 vezes maior em pacientes com deficiência

Às vésperas de completar dois anos, a síndrome respiratória coronavírus 2 (Sars-CoV-2) que afetou o mundo ainda levanta algumas questões na comunidade científica. Uma das mais frequentes é o papel da vitamina D na prevenção ou tratamento da Covid-19. Uma meta-análise* realizada por pesquisadores iranianos e divulgada em julho pelo The International Journal of Clinical Practice traz resultados que apontam que sim, pacientes com deficiência de vitamina D apresentam risco maior de desenvolver a doença na forma mais grave.

Embora seja difícil comparar as estatísticas globais dos desfechos da Covid-19, está claro que a taxa de mortalidade é maior em muitos países, como Estados Unidos, Brasil e Índia. Vários fatores estão envolvidos, como idade, qualidade do sistema de saúde, estado geral de saúde, status socioeconômico, etc.

Após meses de investigação sobre a nova doença, vários fatores, como sexo masculino, idade avançada, doenças cardiovasculares, hipertensão, doença pulmonar crônica, obesidade e doença renal crônica, são propostos como de risco para a deterioração dos desfechos dos pacientes com Covid-19.

Curiosamente, uma das condições que levaram à maioria dos fatores de risco considerados é justamente a deficiência de vitamina D. Estudos indicaram que doenças malignas, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares estão significativamente relacionadas a essa carência.

Baixos níveis de vitamina D

A primeira busca em bancos de dados para a realização do estudo resultou em 1.382 artigos. Após exclusão de documentos duplicados e triagem da primeira etapa com base no título e resumo, 121 artigos foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 23 artigos, que somavam 11.901 participantes, foram inseridos na meta-análise.

A maioria dos estudos epidemiológicos utilizados relatava um risco maior de desenvolver a infecção para estágios graves e morte em pacientes com baixos níveis de vitamina D. Além disso, as intervenções clínicas com vitamina D demonstraram um risco significativamente reduzido de infecção do trato respiratório, proposto como uma abordagem profilática ou de tratamento pela OMS ainda em 2017.

O resultado do estudo indicou que as chances de infecção com Sars-CoV-2 aumentam 3,3 vezes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Já a probabilidade de desenvolver estágios graves da doença é 5,1 vezes maior em pacientes com deficiência desta vitamina.

Outras doenças

StockAdobe

Além disso, foi descoberto que aproximadamente 43% dos pacientes infectados com Sars-CoV-2 sofriam de deficiência de vitamina D, que também era insuficiente em cerca de 42% deles. No entanto, a deficiência de vitamina D não afetou substancialmente as taxas de mortalidade em tais pacientes.

Assim, pode-se concluir que pacientes com níveis mais baixos ou com deficiência de vitamina D apresentam maior risco de desenvolver a doença na forma grave. E embora os estudos relatem essa deficiência como um dos fatores críticos nos desfechos clínicos de pacientes com Covid-19, parece que ela também pode estar fortemente relacionada a fatores de riscos básicos subjacentes e doenças em tais pacientes. Hipertensão, doenças cardiovasculares, doença renal crônica, diabetes, obesidade e doenças respiratórias foram as comorbidades mais frequentes encontradas em pessoas com Covid-19.

Foto: Fernando Zhiminaicela/Pixabay

Baixos níveis de vitamina D

A primeira busca em bancos de dados para a realização do estudo resultou em 1.382 artigos. Após exclusão de documentos duplicados e triagem da primeira etapa com base no título e resumo, 121 artigos foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 23 artigos, que somavam 11.901 participantes, foram inseridos na meta-análise.

A maioria dos estudos epidemiológicos utilizados relatava um risco maior de desenvolver a infecção para estágios graves e morte em pacientes com baixos níveis de vitamina D. Além disso, as intervenções clínicas com vitamina D demonstraram um risco significativamente reduzido de infecção do trato respiratório, proposto como uma abordagem profilática ou de tratamento pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda em 2017.

O resultado do estudo indicou que as chances de infecção com o novo coronavírus aumentam 3,3 vezes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Já a probabilidade de desenvolver estágios graves da doença é 5,1 vezes maior em pacientes com deficiência desta vitamina.

Além disso, foi descoberto que aproximadamente 43% dos pacientes infectados sofriam de deficiência de vitamina D, que também era insuficiente em cerca de 42% deles. No entanto, a deficiência de vitamina D não afetou substancialmente as taxas de mortalidade em tais pacientes.

Outras doenças

“De acordo com os resultados mencionados pelo estudo, é plausível que tanto a deficiência de vitamina D quanto as doenças de base, como hipertensão, doenças cardiovasculares e renais crônica, diabetes, obesidade e patologias respiratórias possam piorar o estado desses pacientes mais do que de outros”, afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Ele completa: “Outro papel potencial da vitamina D, segundo o estudo, é reduzir a inflamação induzida após a infecção pelo Sars-CoV-2, suprimindo citocinas inflamatórias e reduzindo a infiltração de leucócitos. Além disso, de acordo com as evidências disponíveis para infecções e malignidades, a vitamina D pode aumentar a resposta sorológica e o desempenho dos linfócitos T CD8+, ou seja, da proteção imunológica, contra a Covid-19”.

Os pesquisadores, no entanto, afirmam que outros grandes ensaios clínicos após uma meta-análise abrangente devem ser levados em consideração para se obter resultados mais confiáveis.

“É preciso deixar claro que mesmo após o estudo mostrar que a vitamina D pode ser uma aliada contra a Covid-19, sua suplementação deve feita com recomendação médica”, finaliza o especialista.

Chegaram as máscaras da Galinhas Pintadinha

Galinha Pintadinha é a primeira marca infantil a lançar uma máscara descartável para crianças com produção nacional

Com o retorno gradual às aulas presenciais, as crianças precisam se adaptar ao uso da máscara por longos períodos nas escolas. Se unirmos proteção e eficácia ao personagem favorito dos pequenos, temos um produto para ajudar nos cuidados contra a contaminação por Covid-19. É exatamente assim que são as máscaras da Galinha Pintadinha produzidas pela SP Protection, diversão e cuidado garantidos.

A marca Galinha Pintadinha já está presente na vida das famílias brasileiras de diversas maneiras, com conteúdo na internet ou mesmo nos produtos licenciados. Como estamos passando pela pandemia e o uso de máscara é obrigatório, nada melhor que utilizar os vários modelos de máscaras da Popó que, por terem nas estampas nossos queridos personagens, prometem agradar aos pequenos.

É a primeira marca infantil a lançar uma coleção de máscaras descartáveis feitas totalmente no Brasil. Há vários modelos: a de tecido branco com a estampa da Popó; e a Galinha Pintadinha versão escolar, com mais cores e o mesmo conforto e proteção.

Há também as máscaras Galinha Pintadinha Mini, Pintinho Amarelinho Mini e Borboletinha Mini. Todas elas são cirúrgicas e têm proteção tripla camada com Índice de Eficiência de Filtração de Bactérias de até 98%, ou seja, elas são eficazes contra o vírus da Covid-19. As máscaras contêm clip nasal e três pregas horizontais, que as tornam práticas e confortáveis.

Além de proteger as crianças da Covid-19, as máscaras da Galinha Pintadinha protegem contra outros vírus e bactérias que ocasionam doenças, como amigdalite, pneumonia, sarampo e tuberculose.

É fundamental que as crianças utilizem máscaras, já que a pouca idade não as impede de transmitir ou receber o coronavírus. É essencial reforçar que se trata de um vírus que circula principalmente pelo ar. Então, com o uso da máscara, as chances de infecção e transmissão vão ser reduzidas. Na volta às aulas, vamos preservar nossos pequenos e suas famílias, estando em dia com os cuidados sanitários indicados pelas autoridades. Entretanto, não é porque o uso é obrigatório que a máscara tem que ser básicas, não é mesmo? Com as máscaras da Galinha Pintadinha, as crianças ficam protegidas e charmosas, pertinho dos personagens que elas adoram.

Rever os amigos, reencontrar professores e funcionários da escola, voltar a brincar pelo pátio, as crianças estavam esperando ansiosamente por tudo isso. Com máscaras feitas especialmente pensando nelas, elas estão prontas e mais seguras para o retorno ao convívio social, respeitando o distância.

Informações: Galinha Pintadinha

Saiba tudo sobre o hormônio do amor – ocitocina*

Com a pandemia do Covid-19, o número de casos de depressão, ansiedade, e síndrome do pânico, aumentou consideravelmente, atingindo índices alarmantes. Especialistas apontam que a Covid-19 compromete o organismo em relação à inflamação, estresse oxidativo, hiperativação do sistema imunológico, síndrome do desconforto respiratório agudo (SARS), e disfunção renal.

Getty Images

Normalmente o que ‘equilibra’ o bem-estar do ser humano é hormônio da felicidade e do amor – ocitocina. A maior parte da produção deste hormônio é gerada, basicamente, por meio de contato social, afeto, abraços e, logo, com o isolamento social provocado pela pandemia, fomos obrigados a abrir disso tudo para nos mantermos longe do vírus. Sendo assim, tivemos uma baixa muito grande deste hormônio e, nesses quase dois anos de reclusão social, foi necessário aprendermos a ‘sentir o sorriso das pessoas’ por meio dos olhos.

Estudada há muitos anos, inicialmente por Sir Henry Dale, em 1906, a ocitocina foi o primeiro hormônio peptídico a ser sequenciado e sintetizado por Vincent du Vigneaud – por essa conquista, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1955. Ao longo dos anos, vários estudiosos chegaram à conclusão de que tanto o amor quanto as ligações sociais servem para facilitar a reprodução, nos dar um senso de segurança e reduzir a ansiedade e o estresse. A compreensão é de um simples peptídeo perito em induzir contrações uterinas e ejeção de leite a um neuromodulador complexo com capacidade de moldar o comportamento social humano, justamente por isso, leva o título de “hormônio do amor e felicidade”.

A ocitocina, hoje em dia, é mais conhecida por sua atuação como terapia auxiliar do abortamento incompleto, inevitável ou retido, além dos benefícios pós-parto, promovendo a contração uterina e, assim, prevenindo o sangramento excessivo pós parto, mas além disso, pode ajudar o ser humano com a reposição de um hormônio no controle das emoções, afetividade e da empatia.

O hormônio tem como função modular e prevenir doenças cardíaca e vascular, acelerar a cicatrização da ferida, aumentar o prazer no orgasmo e aumentar o apego entre os amantes, além de estimular o impulso sexual, comportamento e sentimentos afetuosos. Também é responsável por relaxar os músculos, reduzindo a dor e estimular anabolismo e catabolismo.

Já a baixa quantidade de ocitocina costuma causar: palidez; olhar infeliz; olhos secos; corpo pobre em expressões emocionais; diminuição de libido; estresse; diminuição da função cognitiva; distúrbios do sono; falta de lubrificação da glande durante o sexo; diminuição da capacidade de ejacular; ausência de sorrisos; diminuição da capacidade de orgasmo da mulher; obesidade; dores musculares; incapacidade de amamentar; ansiedade excessiva/medo.

A atividade da ocitocina diminui com o avançar da idade nas áreas centrais do cérebro que são importantes para as emoções, tornando a necessidade de suplementação de oxitocina progressivamente. Os níveis em idosos precisam ser muito maiores para saturação compensatória não espontânea dos receptores. Para essa suplementação existem algumas opções: injetáveis, nasais, implante e oral.

Com o tempo em que vivemos, a ponto da necessidade de repor amor nas pessoas porque precisamos de afetividade, chegamos ao ponto de nos questionarmos: o que realmente vale a pena?

Juntos somos mais generosos, gentis e humanos. É isso que gera multiplicação.

*Fabiane Berta: é médica há dez anos, com especialização pela Santa Casa de São Paulo, em ginecologia endócrina e pós-graduanda em endocrinologia clínica, longevidade saudável aplicada ao antienvelhecimento genético, bioquímica e fisiologia hormonal metabólica, neurociência e comportamento. Idealizadora do movimento #OCITOCINE-SE, que tem por objetivo compartilhar amor por meio da ciência, restaurando a saúde física e mental do ser humano. Apoiada pelo centro de Genoma e células-tronco na USP, em desenvolvimento de pesquisas e análises clínicas, laboratoriais e genética como prova terapêutica dos protocolos embasados na ação hormonal.