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O que você precisa saber antes de usar enxaguantes bucais

Produto é vendido livremente, mas seu uso requer orientação de um cirurgião-dentista

Um sorriso saudável deve ser sempre acompanhado do cuidado com a higiene da boca, que deve ser feita a partir da escovação correta dos dentes e língua, uso de fio dental e escovas interdentais quando necessário. Além desses, pode ser adicionado o enxaguante bucal, produto que se tornou parte da etapa de limpeza oral de muitos brasileiros.

Presente em lojas, farmácias e supermercados – com diversas fórmulas na sua composição e especificações – alguns enxaguantes bucais vão além de refrescar a boca, desempenham também o papel de auxiliar no processo de higienização, ajudando no controle e combate de problemas bucais, tais como: a cárie e gengivite. Porém, ainda há muitas dúvidas sobre seu uso e qual, entre tantos, é o mais recomendado para o dia a dia.

“O enxaguante bucal pode, em alguns casos, ser indicado para quem tem dificuldade de higienização oral. Nos casos de pacientes com doença periodontal ou que possuam risco de desenvolvê-la, o uso do enxaguante está associado ao controle diário do biofilme dental (placa bacteriana)”, diz Roney Veludo Araujo, cirurgião-dentista e membro da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp).

Mesmo auxiliando na limpeza e na prevenção de doenças bucais, os enxaguatórios não eliminam o mau hálito, apenas aliviam momentaneamente o sintoma, já que o incômodo pode ser multifatorial, tendo como causa outras doenças além das bucais, como diabetes e distúrbios gastrointestinais, o que necessita de avaliação de um especialista para o tratamento.

Os enxaguantes devem servir apenas como complemento à limpeza, portanto, não substituem a escovação mecânica e o uso de fio dental, que garantem uma efetiva higiene dos dentes e da boca. “A placa bacteriana que está na superfície dentária só é removida por meio da associação de: fio ou fita dental, escova dental e escovas acessórias, como a interdental”, completa o cirurgião-dentista.

Quais são os enxaguantes disponíveis no mercado?

O cirurgião-dentista Camillo Anauate Netto, integrante da Câmara Técnica de Dentística do Crosp explica que o mercado oferece dois tipos de enxaguantes: os chamados ‘cosméticos’ e os medicamentosos ou terapêuticos.

“Os enxaguatórios cosméticos oferecem a sensação de frescor e de sabor agradável na boca, mas não são efetivos contra os microrganismos que provocam cárie, problemas periodontais, gengivites, periodontites ou até o mau hálito. Já o outro grupo contém propriedades antibacterianas efetivas no combate aos microrganismos presentes no biofilme dental (placa bacteriana), responsáveis pela cárie dental, gengivite e mau hálito”, diz o profissional.

Os enxaguantes bucais contendo flúor são recomendados para prevenção da cárie dental, já que o composto ajuda a fortalecer o esmalte do dente e combate os microrganismos que provocam a cárie presentes na placa bacteriana, com indicação predominante para crianças acima de 6-7 anos de idade. Nessa faixa etária, as crianças já sabem bochechar sem o risco de engolir a solução.

Outro tipo de enxaguante com função terapêutica são os que possuem digluconato de clorexidina a 0,12%. A solução tem indicação para o combate aos microrganismos do biofilme dental responsáveis pela doença periodontal, recomendado também após procedimentos mais invasivos, como cirurgias, raspagem de cálculos supra e subgengivais para remoção de tártaro ou infecções da cavidade oral. Seu uso contínuo, entretanto, deve ser controlado para evitar alguns possíveis efeitos colaterais indesejáveis.

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Alguns enxaguatórios utilizam álcool em sua composição para conservar e também diluir os princípios ativos que estão presentes nesses produtos, porém são vistos com ressalvas já que o álcool, em uso rotineiro, pode causar irritação nas mucosas da boca.

Fonte: Crosp

Entenda como o açúcar em excesso pode arruinar a saúde bucal

Consumo de açúcar, que cresceu durante a pandemia, segundo pesquisa, está associado a problemas de saúde

Comer chocolate, bolo, paçoca e outras guloseimas contendo açúcar, apesar de tentador e prazeroso para muitas pessoas, pode representar um fator de risco aos dentes e também à saúde como um todo, principalmente se não forem tomados os devidos cuidados.

O açúcar é presença constante na dieta de quase todos os brasileiros e seus efeitos sobre a saúde nem sempre são conhecidos, mas ele é o responsável pela cárie dentária e outras complicações que não se restringem à boca, como diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão e obesidade.

“O açúcar é a causa da cárie dentária, que é uma doença que atinge grande parte da população mundial, independentemente da idade, e que pode levar à perda dentária, afetando a saúde geral do indivíduo”, conta a cirurgiã-dentista Sofia Takeda Uemura.

A cárie é um processo de desmineralização dos dentes, que ocorre quando as bactérias que vivem, normalmente, na cavidade bucal se multiplicam pela presença de resíduos alimentares e produzem ácidos que dissolvem o esmalte do dente, causando lesões cavitadas e dor. Nesse processo, o açúcar é fermentado por essas bactérias, produzindo os ácidos que darão origem à cárie.

“Os microrganismos são habitantes comuns na boca de todas as pessoas. Eles vivem entre si em equilíbrio, mas, diante de um consumo frequente de açúcares (especialmente sacarose), ocorre um desequilíbrio na composição dessas bactérias com seleção de microrganismos que têm maior capacidade de produzir ácidos e sobreviver em meio a essas substâncias. Portanto, o grande vilão no processo de desenvolvimento da cárie não é a bactéria; é o açúcar”, explica o Camillo Anauate Netto, membro da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp).

Consumo de doces cresce na pandemia

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Durante a pandemia de Covid-19, o hábito de consumo de doces se intensificou entre a população brasileira. É o que revela a pesquisa ConVid, estudo feito entre abril e maio de 2020 pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com o levantamento, quase metade das mulheres está consumindo chocolates e doces em dois ou mais dias da semana, um aumento de 7% em relação ao consumo observado antes da pandemia. Mais da metade dos entrevistados entre 18 e 29 anos (totalizando 63%) também disseram consumir doces duas vezes ou mais por semana. Um dos fatores para esse aumento no consumo de açúcar é que a pandemia de Covid-19 alterou a rotina dessas pessoas, incluindo sua alimentação, pois boa parte delas aderiram ao sistema de trabalho remoto, passando mais tempo em casa.

Reduzir o açúcar e adotar hábitos saudáveis como prevenção

A higienização bucal após as refeições, sobretudo quando se trata de alimentos com açúcar, ajuda a evitar o risco de cárie e outras doenças bucais, mas deve estar alinhada ao controle no consumo de doces. Quanto menor for a quantidade de açúcar na boca, maiores são as chances de removê-lo no processo de higienização.

“Sabemos que o açúcar na forma sólida ou pastosa tem maior adesão sobre os dentes e é mais difícil de ser removido do que o açúcar líquido, por exemplo. Devemos, portanto, orientar que o paciente faça um consumo moderado e que fique atento para a higienização, não só nas superfícies lisas dos dentes mas também nos espaços interdentais, aguardando trinta minutos após a ingestão do doce”, diz Anauate Netto.

Alinhado a isso, é fundamental que sejam adotados hábitos alimentares mais saudáveis, evitando assim complicações tanto para os dentes quanto para a saúde em geral. O primeiro passo começa por substituir alimentos industrializados e processados por alternativas mais naturais. Também é importante ter atenção quanto aos rótulos dos produtos que indicam sua composição.

“Temos uma ideia errada de que a higiene bucal é a principal arma contra a cárie, mas, na realidade, a prevenção é uma associação de medidas e a primeira é disciplinar o consumo de açúcar”, diz Sofia. “Faça uma dieta equilibrada e nutritiva; limite a frequência de lanchinhos entre as refeições e, quando o fizer, selecione alimentos saudáveis; verifique os rótulos dos alimentos para identificar a presença de açúcar; troque refrigerantes ou sucos industrializados por suco natural sem açúcar ou água e faça consultas periódicas de prevenção e controle ao cirurgião-dentista”, completa.

Fonte: Crosp

Dor ou desconforto na mandíbula? Melhor procurar um cirurgião-dentista

Ao digitar mandíbula no Google logo aparecem sugestões de pesquisa com as palavras estalando, travada, doendo, deslocada, torta, para frente ou inflamada. Todos esses termos têm um ou mais problemas em comum, mas não é na internet que serão encontradas as soluções para eles. Sentir dor na mandíbula pode ser sinal de luxação ou trismo. Mas, o que isso quer dizer? O cirurgião-dentista Carlos Alberto Novelli Assef, integrante da Câmara Técnica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), explica.

Luxação mandibular

“As luxações mandibulares provocam dor intensa e desconforto ao paciente devido à extrema distensão dos músculos envolvidos na abertura da boca, assim como das estruturas internas ligamentares da Articulação Temporomandibular, denominada ATM”, informa o especialista. É mais comum ouvir falar em deslocamento, mas o problema é o mesmo e os sinais não devem ser ignorados, pois as causas podem ser variadas:

=Alterações anatômicas das estruturas da ATM – que é uma das articulações mais complexas do corpo humano, responsável por ligar a mandíbula ao crânio e por dar flexibilidade ao osso, possibilitando a mastigação e a fala;
=Remodelações das cavidades glenóides, das eminências do osso temporal ou do côndilo mandibular, ou seja, mudanças nas estruturas ósseas;
=Degeneração dos tecidos;
=Fragilidades ligamentares da ATM ou dos músculos masseter e pterigóideo medial (músculos da mastigação);
=Traumas.

O tratamento depende do que originou a luxação. “A solução definitiva vai desde fisioterapias isotônicas, visando o fortalecimento e reduzindo a amplitude da elasticidade dos músculos envolvidos, até a indicação de cirurgia nos casos mais graves em que a anamnese (análise clínica) e os diagnósticos de imagem específicas indicarem essa necessidade”, detalha Assef.

Muitos pacientes, por lidarem com os deslocamentos recorrentes, optam por reposicionar a mandíbula por conta própria, o que não é indicado. “Procurar um profissional especialista é sempre o mais recomendado para que a situação seja controlada ou resolvida com um tratamento adequado. Além do mais, a única forma de evitar as luxações recidivantes é buscar a solução definitiva, pois mesmo o autocontrole para limitar a abertura da boca nem sempre é indicado”.

Sem o atendimento especializado, o desconforto pode ser constante, levando ao transtorno psicossocial ocasionado pela insegurança de abrir a boca somente o necessário, e podendo gerar alterações teciduais e acelerar o processo degenerativo dos ossos.

Trismo

Imagem: OralTrismus

Ao contrário do deslocamento, o trismo limita a abertura da boca, causando um travamento da mandíbula. Entre algumas das causas, estão:
=Redução da amplitude ou elasticidade muscular;
=Processo inflamatório;
=Traumas;
=Bruxismo ou travamentos de mordida noturnos;
=Fatores psicossomáticos (estresse/ansiedade).

“O sinal mais frequente é a limitação de abertura da boca ao acordar e que melhora ao longo do dia. Normalmente, quando ocorre um episódio desses, a chance de se tornar frequente é muito grande, pois pode haver o comprometimento das estruturas intra-articulares ou processo inflamatório dos músculos da mastigação”, sugere o cirurgião-dentista. Em casos em que a abertura da boca não volta ao normal, é preciso procurar ajuda profissional o quanto antes.

O tratamento é basicamente clínico, com terapia medicamentosa, fisioterápica e avaliação dos fatores psicossomáticos que desencadearam a doença. Mas, quando crônico e grave, o paciente pode precisar de uma intervenção cirúrgica, assim como nos casos de luxação.

Fonte: CRO-SP

Tabagismo aumenta riscos de câncer de boca e de contaminação e agravamento da Covid 19

Especialista alerta sobre o uso de novos tipos de cigarros de uso compartilhado como o narguilé e o cigarro eletrônico

Os brasileiros passaram a consumir mais cigarro durante a pandemia da Covid-19. De acordo com pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), feita em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Estadual de Campinas, cerca de 34% dos que se declararam fumantes passaram a consumir mais cigarros por dia durante o período de isolamento social.

Os fumantes também podem ficar ainda mais expostos ao contágio pelo coronavírus, já que o constante manuseio do cigarro com as mãos e o possível contato com a boca, além da necessidade de tirar a máscara para fumar, podem aumentar a possibilidade de contágio pelo vírus. Além disso, o estudo publicado no dia 29 de dezembro pelo periódico Thorax, com mais de 2,4 milhões de participantes no Reino Unido, indica que os fumantes eram 14% mais propensos a terem sintomas clássicos e evidentes da Covid-19 (tosse persistente, falta de ar e febre) do que os não fumantes.

Ely Pineiro/Getty Images

Diante desse número preocupante, campanhas de conscientização sobre os riscos do cigarro e do tabagismo para a saúde, principalmente durante a pandemia, passaram a ganhar mais relevância e devem pautar o Dia Mundial do Combate ao Fumo, celebrado hoje, 31 de maio. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), cerca de 443 pessoas morrem por dia por causa do tabagismo.

A pneumologista Fernanda Miranda, que atende no Órion Complex, alerta que não existe alternativa saudável para a prática do tabagismo. “Os cigarros eletrônicos, que são apresentados como uma alternativa ao fumo, são também compostos por nicotina e causam dependência da mesma maneira. Outro que pode ser tão ou até mais prejudicial para a saúde é o narguilé. Cada sessão deste instrumento corresponde a 100 cigarros fumados”, detalha Fernanda Miranda. Além disso, o compartilhamento de narguilés é um fator muito preocupante pois também pode contribuir para a disseminação do vírus.

A pneumologista alerta que o cigarro pode causar mais de 50 doenças e, do ponto de vista pulmonar, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e o câncer de pulmão são as mais frequentes. Esta última neoplasia teve a terceira maior incidência entre homens em 2020, segundo o INCA, com quase 18 mil ocorrências (7,9% dos novos casos) e foi a quarta com mais incidência entre as mulheres, com mais 12 mil casos (5,6%).

Combate ao tabagismo

De acordo com a pneumologista, apesar das campanhas e das restrições impostas aos fumantes, principalmente em espaços públicos, ainda há pessoas que começam a fumar por curiosidade, principalmente os mais jovens. “Depois disso, muitos fumantes encontram dificuldades em parar de fumar pelo fato de a nicotina ser uma droga com alto poder de levar à dependência química. Ela atua no cérebro e quanto mais se usa, mais difícil é de se deixar o vício”, destaca a especialista.

Ações feitas pelo Ministério da Saúde têm contribuído para o controle em relação ao fumo. Uma delas é o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), por meio do INCA, que busca reduzir a prevalência de fumantes e a mortalidade relacionada ao uso de tabaco por meio de ações educativas e de atenção à saúde. Segundo Miranda, essas ações são importantes para que o país continue sua busca por reduzir ainda mais os números relacionados ao tabagismo.

Ela ainda ressalta que a ajuda multiprofissional formada por médicos e terapeutas pode ser eficaz para o tratamento contra o fumo. “O suporte psicológico, terapia cognitivo comportamental e tratamento medicamentoso são importantes aliados no tratamento do tabagismo”, destaca Miranda.

As ameaças disfarçadas do tabagismo para a sua saúde bucal

70% das pessoas com câncer de boca fumam e o problema não está só no cigarro industrializado

Maio é o mês marcado pela luta contra o fumo, graças ao Dia Mundial sem Tabaco (31/5). Essa é uma das principais datas no calendário da Saúde e da Odontologia, uma vez que o tabagismo aumenta e muito o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes – 70% das pessoas com câncer de boca fumam, revela o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Diante desse cenário, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) faz um alerta para os ‘novos cigarros’, opções mais atraentes do que o industrializado, mas que escondem grandes perigos. São os narguilés, os vapes – cigarros eletrônicos – e até as versões disfarçadas de naturais, com camomila, sálvia, jasmim ou essências de sabor, em que o próprio fumante prepara o cigarro.

“Não existe consumo seguro de tabaco. Se tem tabaco, sempre tem o risco, pois são as substâncias que estão nele que prejudicam a saúde bucal e, consequentemente, o corpo em geral. Nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até a fumaça e o calor geram danos à mucosa da boca”, avisa a cirurgiã-dentista Silmara Regina da Silva, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do Crosp.

São poucos os estudos que abordam os diferentes formatos, mas já se sabe, por exemplo, que “uma hora de cigarro eletrônico equivale a 10 cigarros convencionais fumados”, explica o presidente da mesma Câmara Técnica do Crosp, Fábio de Abreu Alves. A comparação é importante, pois as versões eletrônicas chamam a atenção por emitir menos fumaça e pela discrição, já a ameaça está na alta concentração de nicotina, provocando a dependência de forma mais intensa.

Mas, até o surgimento de problemas, existe um caminho: dos menos graves, como manchas nos dentes e doenças periodontais, ou seja, que afetam os tecidos de suporte, levando, muitas vezes, à perda de dentes e ao insucesso dos implantes dentários; até os de maior complexidade, sendo o câncer de boca o mais preocupante. Ainda segundo o Inca, a estimativa é de que 15 mil pessoas tenham desenvolvido a doença em 2020 no Brasil, além das mais de 6,6 mil mortes registradas em 2019.

Esse percurso do tabagismo no corpo é silencioso e aumenta em até oito vezes o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca em relação a quem não fuma. “A doença é mais comum a partir dos 40 anos porque o tempo e a quantidade ingerida são fatores que influenciam. Mas, dependendo da suscetibilidade da pessoa, uma quantidade pequena já pode desencadear o câncer”, afirma Silmara. “Os sinais surgem em feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas e nódulos (caroços) em qualquer região da boca: língua, gengiva, bochecha ou palato (céu da boca), por exemplo. Ao notar um desses sintomas, é preciso procurar imediatamente por um serviço de Saúde”, enfatiza.

Por não existir consumo seguro, também não há meios de prevenir os efeitos do cigarro na cavidade oral. “Nenhum cuidado com higiene bucal pode evitar os riscos trazidos pelo tabaco. Contudo, bons hábitos como a correta higienização, o consumo de frutas e vegetais e a periodicidade das consultas com o cirurgião-dentista são fundamentais para fazer o diagnóstico precoce e tratamento das possíveis alterações”, conta Silmara.

Alves recomenda que as visitas dos fumantes ao consultório sejam de duas a três vezes por ano. “O câncer de boca na fase inicial, em geral, não tem sintomas, por isso é tão importante a avaliação da cavidade oral por exames odontológicos. O diagnóstico precoce oferece 90% de chance de cura. No diagnóstico tardio, essa chance diminui para 50%”.

O enfrentamento à dependência

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa, conforme a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10).

“O Brasil é o segundo país no mundo, depois da Turquia, a promover um modelo exitoso de implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (primeiro tratado internacional de saúde pública, assinado e ratificado por 181 países), um conjunto de medidas que permite o enfrentamento ao tabagismo. Isso possibilitou uma queda significativa na prevalência da doença, mas há muito a ser feito”, fala a coordenadora Estadual do Programa Nacional de Controle de Tabagismo de São Paulo, pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), e integrante da Comissão de Políticas Públicas do Crosp, Sandra Marques.

No ano passado, com o desafio da pandemia do novo coronavírus e o agravamento das condições de saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19 para o Dia Mundial sem Tabaco de 2021. “O cirurgião-dentista tem papel fundamental na estratégia de ampliação das ações de enfrentamento ao tabagismo e integralidade do cuidado. Assumir esse protagonismo perante um grave problema de saúde pública nos remete à concepção do papel que exercemos enquanto profissionais de Saúde. Precisamos desmistificar a dependência química e entendê-la como patologia para tratá-la”, completa.

Clareamento dental caseiro pode trazer riscos

Especialista alerta para os perigos do procedimento sem acompanhamento profissional e com produtos que prometem ser milagrosos

As pesquisas na internet sobre clareamento dental aumentaram no estado de São Paulo neste ano. É o que mostra o Google Trends sobre as buscas dos internautas paulistas. Entre as principais dúvidas há uma novidade: “como realizar o procedimento em casa?”, movimento que pode estar acompanhado de outra tendência que também tem tomado o mundo virtual com a alta procura pelos produtos de clareamento para os dentes.

Apesar de não existirem contraindicações sobre os métodos caseiros, os mesmos devem ser constantemente monitorados pelo cirurgião-dentista para evitar riscos à saúde bucal. Ao se tratar de pastas clareadoras ou outros tipos de produtos, o mais importante é buscar a indicação profissional para não cair em falsas promessas.

Foto: Zahnreinigung/Pixabay

“O clareamento dental pode ser amplamente utilizado, mas não é um procedimento puramente cosmético, lida com produtos químicos, pode causar irritações, queimaduras, sensibilidade durante e pós-tratamento e até problemas mais graves relacionados à vitalidade da polpa dental. Por isso, muitos cuidados devem ser tomados”, alerta o cirurgião-dentista Camillo Anauate Netto, membro da Câmara Técnica de Dentística e conselheiro do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

Os métodos caseiros são seguros. “Apesar de mais lentos, os métodos caseiros são efetivos e permitem o monitoramento a médio prazo, o que dá mais possibilidade para mudanças no protocolo de tratamento em casos de aumento da sensibilidade dos dentes, por exemplo”, explica.

A dica para o tratamento de sucesso, quando necessária maior rapidez e segurança, é o método jump start. “O jump start é a técnica combinada que utiliza produtos mais concentrados na primeira sessão em consultório e, na sequência, o paciente utiliza produtos menos concentrados na técnica caseira, intensificando o clareamento até a obtenção do resultado desejado. Assim, é possível para o cirurgião-dentista proteger as regiões mais sensíveis de risco”, argumenta.

Dados

Fotomontagem: Encinodentalstudio

A análise comparou dados de 2019 e 2020 registrados no Google. No ano passado, “clareamento dental” deixou São Paulo na 14ª posição entre os estados brasileiros onde haviam sido feitas pesquisas sobre esse termo. Este ano, o estado saltou três posições, ocupando a 11ª colocação no ranking.

Quanto à dúvida dos procedimentos caseiros para clareamento, em 2019 as pesquisas não consideravam essa questão entre os internautas. Em 2020, possivelmente por conta da pandemia, ela passou a integrar os 15 temas mais procurados que citam o clareamento dental.

Fonte: CROSP

Mau hálito: saiba as causas e como proceder para diagnosticar e tratar o problema

A halitose traz impactos de ordem social para o indivíduo

No mês de setembro é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito. O mau hálito ou halitose não é uma doença, mas um sinal de que algo não vai bem no organismo. O problema é mais comum do que se imagina, atingindo aproximadamente 40% da população. No entanto, as pessoas que têm mau hálito constante, por fadiga olfatória, não o percebem. Também é muito comum as pessoas próximas ficarem constrangidas em informá-lo ao portador. Portanto, trata-se de um problema com consequências de ordem social.

“As células nasais se acostumam com o cheiro constante de tal forma que fica impossível para a própria pessoa fazer o diagnóstico”, explica Mário Sérgio Giorgi, membro da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). Ela se torna um empecilho quando cria restrição social, provocando alterações de comportamento, insegurança ao se aproximar das pessoas, tristeza profunda, dificuldade em estabelecer relações amorosas, esfriamento do relacionamento entre o casal, timidez, dificuldade para sorrir, ansiedade, baixo desempenho profissional quando requer contato com outras pessoas, entre outros.

A saburra lingual (língua suja), a gengivite (inflamação na gengiva) e a periodontite (doença que compromete as estruturas de suporte dos dentes) são algumas das principais causas de halitose. Outro fator é o estresse. “Por conta do estresse, o indivíduo pode apresentar pouca ou nenhuma produção de saliva e isso aumenta a saburra ou placa bacteriana em cima da língua, provocando um odor desagradável”, acrescenta Giorgi.

A boa notícia é que o problema tem cura, com a correta avaliação do cirurgião-dentista especialmente habilitado em halitose. “A terapia da halitose deve ser determinada de acordo com as necessidades individuais. O cirurgião-dentista habilitado valoriza e compreende a importância do aspecto emocional no que concerne às suas manifestações e interferências no sistema bucal do paciente que apresenta halitose”, destaca Giorgi.

Campanha

A Associação Brasileira de Halitose (ABHA) iniciou a Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito que se estenderá até o dia 25/10, data em que se celebra o Dia Nacional do Cirurgião-dentista. Com o mote “Mau Hálito: quem avisa amigo é”, a iniciativa reforça a importância de avisar ao portador de halitose do problema para que ele possa buscar ajuda.

Fonte: CROSP

Testes glicêmicos e orientações de higiene bucal promovidos na Avenida Paulista

Prevenção do Diabetes e relação da doença com a saúde bucal é tema de evento gratuito à população

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a relação entre saúde bucal e diabetes, além da importância das ações de prevenção, a Fiesp, em parceria com os Conselhos Regionais de Odontologia de São Paulo (Crosp) e de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), promove a ação Diabetes na Mira dos Cirurgiões-Dentistas e Farmacêuticos – Prevenir para Controlar.

O evento será aberto e gratuito ao público e serão oferecidas experiências em realidade virtual, orientação de higiene bucal e testes glicêmicos (diabetes) para a população. A ação contará ainda com apoio das empresas odontológicas G.U.M e Curaprox e da Panvel Farmácias.

A iniciativa ocorre na quinta-feira, 14 de novembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Diabetes.

O diabetes é uma doença caracterizada pelo desequilíbrio do nível de glicose no sangue pela falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. A doença não tem cura, mas pode e deve ser controlada.

Quando o diabetes não é bem controlado podem surgir graves complicações à saúde como infecções bucais, problemas de visão (glaucoma e catarata), perda da função renal e, nos casos mais graves, podem ocorrer cegueira, amputação de membros inferiores, infarto e AVC (derrame), além de outras complicações.

teste-de-glicemia-diabetes-tipo

Os cirurgiões-dentistas vão orientar a população sobre os problemas bucais causados pela doença, que pode interferir na produção salivar, aumentando o risco de infecções. A gengivite e a periodontite, estágio mais avançado da inflamação na gengiva, inclusive com perdas ósseas, são os problemas bucais mais comuns entre os diabéticos.

Os farmacêuticos realizarão testes de glicemia capilar (diabetes) e orientarão a população sobre a importância do controle de nível de glicose no sangue e o uso correto dos medicamentos para controle da doença.

O evento será realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista nº 1313, das 10h às 16h.

Números

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12,5 milhões de brasileiros são afetados pelo diabetes. Isso classifica o país na quarta posição entre as nações com maior número de pessoas com a doença no mundo, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF na sigla em inglês).

A enfermidade também está entre uma das principais causas de morte no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diabetes na Mira dos Cirurgiões-Dentistas e Farmacêuticos – Prevenir para Controlar
Atividades: experiência de realidade virtual, orientação de higiene bucal, testes glicêmicos e orientações sobre o controle da doença e uso correto de medicamentos.
Data: quinta-feira, 14 de novembro.
Horário: 10h-16h
Local: Fiesp
Endereço: Avenida Paulista, 1313 
Quanto: Gratuito

Fonte: Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) 

 

Alternativas saudáveis para a Páscoa

A data, caracterizada pelo aumento do consumo de doces, requer cuidados com a saúde bucal

A Páscoa chegou e neste período é comum o aumento no consumo de doces e chocolates. Porém, é bom adotar alguns cuidados quanto à saúde bucal, uma vez que o açúcar contido nesses alimentos é o principal agente causador da cárie. Portanto, é válido ter cautela e apostar em alternativas mais saudáveis.

Confira a seguir as recomendações de Sandra Kalil Bussadori, odontopediatra e conselheira do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), para não descuidar da saúde sem abrir mão do sabor.

Alfarroba

alfarroba

A alfarroba é uma alternativa mais saudável na comparação com o chocolate. Feita a partir de um fruto que se assemelha bastante à vagem, tem cor e consistência semelhantes às do doce tradicional, feito com cacau. Ela pode ser encontrada em diversas versões: barra, creme, em pó e até em formato de ovo, além de ser utilizada na culinária, na fabricação de diversos doces. Com relação à saúde bucal, o fato de não conter açúcar faz deste alimento uma ótima opção para quem quer ou precisa cortá-lo da dieta.

Cacau

cacau AlexandreHenryAlves
Foto: Morguefile/Alexandre Henry Alves

Isoladamente, o cacau não causa qualquer prejuízo à saúde bucal. O problema é que os chocolates ainda levam outros ingredientes, como leite, açúcar e, no caso de bombons, os mais variados recheios. Portanto, o mais indicado é consumir os chocolates com maior concentração de cacau – 70% em diante. É bom lembrar de que todo consumo em excesso pode fazer mal à saúde e, no caso da boca, a higienização após as refeições – e também depois de comer doces – é fundamental.

Os ovos de Páscoa diet, que não contêm açúcar, podem ser alternativa se consumidos com moderação. De acordo com Sandra, este tipo de doce deve ser consumido observando alguns cuidados:

“Geralmente chocolates diet têm adoçantes em sua composição, e são contraindicados para crianças não diabéticas. Mesmo para os adultos, é necessário ter cautela, pois na maioria dos casos a quantidade de gorduras e componentes artificiais são aumentadas. O ideal é consumir com moderação e optar por versões menos processadas e com teor maior de cacau (como os acima de 70%)”, explica.

ovo vegano Crédito da foto Júlia Guedes – Blog Herbivoraz

Existem também os ovos de Páscoa feitos sem nenhum ingrediente de origem animal, os chamados “veganos”. Mesmo sendo uma demanda em crescimento no mercado, é necessário deixar claro que se trata de um tipo de alimento que pode conter açúcar – e outros itens pouco recomendáveis – em sua receita.

“Podem ser uma alternativa para quem segue a dieta vegana, mas não é por isso que é saudável. Existem muitos produtos veganos ultraprocessados, além disso, vegano não significa que não tenha açúcar”, pondera.

Mais frutas

Quando o assunto é a alimentação mais saudável e o cuidado com a ingestão de açúcar, uma opção que sempre vem à cabeça são as frutas, principalmente em almoços e jantares comuns em datas como esta. Contudo, é preciso ter atenção, pois o consumo em excesso de frutas ácidas pode alterar o pH da boca, tornando-a um ambiente propício para a ocorrência da cárie e da erosão dental.

Mesmo os doces feitos à base de frutas não devem ser consumidos à vontade. “De um modo geral, são produzidos com muito açúcar adicionado, como o refinado. As frutas in natura sim, são bem melhores”, afirma a odontopediatra.

Ravioli de chocolate com geleia de morango e pimenta

Embora todas as opções apresentadas sejam mais saudáveis, é válido seguir a combinação de sucesso da saúde bucal: higiene correta + visitas regulares ao cirurgião-dentista.

Além disso, as crianças com menos de dois anos de idade, não devem consumir qualquer alimento com açúcar, e este, segundo Sandra, é um hábito que pode ser cultivado por toda a vida.

chocolate mulher

Portanto, a recomendação, independentemente do consumo do açúcar, é limpar os dentes com escova, fio e creme dental fluoretado, seguindo as instruções do cirurgião-dentista, que deve ser consultado regularmente.

Com estas medidas, será possível manter a saúde na Páscoa e em todas as outras épocas do ano.

Fonte: Crosp

Alimentação adequada reflete na saúde da boca

Para quem está iniciando uma dieta, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) traz recomendações com o intuito de manter a saúde bucal em dia

É no início do ano que muita gente resolve adotar hábitos mais saudáveis recorrendo às dietas. A mudança pode ser benéfica, mas se conduzida por um profissional da área. Do contrário, há riscos inclusive para a saúde bucal.

Quem adere a uma dieta da moda como a do jejum intermitente – no qual a pessoa fica horas sem se alimentar – está mais sujeito à diminuição do pH, importante para controlar a acidez da boca.

“Quando ficamos muito tempo sem comer ocorre uma queda acentuada no pH interferindo na acidez, e por consequência, na probabilidade do surgimento da cárie e erosão dental. Para amenizar o problema, a recomendação é beber bastante água”, explica a cirurgiã-dentista e conselheira do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Sandra Kalil Bussadori.

Como a nutrição interfere em todo o funcionamento do corpo, qualquer alteração nos hábitos alimentares causa impactos. “Dietas muito restritivas, por exemplo, podem provocar diminuição ou ausência de alguns nutrientes e vitaminas essenciais para a manutenção da saúde bucal, favorecendo o aparecimento de infecções”, avisa a cirurgiã-dentista.

Outro cuidado necessário é com a ingestão exagerada de certos alimentos, mesmo sendo saudáveis. “As frutas ácidas, se consumidas em excesso, podem causar a erosão dental – que é o tipo de lesão em que ocorre perda de estrutura dental através de reação química”, conta a Sandra.

Para amenizar e até mesmo evitar o processo de erosão, a recomendação é tomar um copo de água ou realizar um bochecho com o líquido. Na sequência, recomenda-se fazer a higienização. “A indicação é esperar, pelo menos, uns 30 minutos para a escovação utilizando sempre uma escova de dente macia ou extramacia, fio e creme dental”, diz a cirurgiã-dentista.

sorriso boca dentes perfeitos

Dietas que podem trazer benefícios

Algumas dietas, por outro lado, podem ser bastante benéficas para a saúde bucal, com a inclusão de determinados grupos de alimentos. Entre eles, os que são ricos em fibras como os grãos, vegetais e algumas frutas. Os lácteos também são fontes importantes para manter a boca saudável.

“Os alimentos fibrosos evitam a formação de placa bacteriana e os lácteos contribuem para saúde por conta do cálcio e das proteínas. Tem ainda os que são ricos em vitamina C, excelentes antioxidantes para aumentar a imunidade, mantendo as gengivas saudáveis”, aponta a conselheira.

Vale ressaltar que além da dieta é necessário manter bons hábitos de higiene e a atenção deve ser redobrada com as crianças. “No caso delas, a higienização costuma ser menos eficiente e se elas têm uma dieta com muito açúcar podem ficar mais suscetíveis à cárie dental”.

Com a adoção de dietas saudáveis, higienização da forma correta e visitas regulares ao (a) cirurgião(ã)-dentista é possível manter a silhueta e a boca mais saudável.

Confira 10 alimentos que podem fazer bem para a saúde bucal

maçãs

· Maçã

pera pippalou2

· Pera

morango do emiliano
· Morango

brocolis
· Brócolis

abobora
· Abóbora

GOIABA VERMELHA
· Goiaba

tomates
Foto: Max Straeten/Morguefile

· Tomate

espinafre
· Espinafre

raspberries framboesa iogurte vermelha
· Iogurte

kefir
· Kefir

Fonte: CROSP

Quatro mitos sobre saúde bucal e consumo de chocolate

Higienização adequada é o segredo para aproveitar a época mais doce do ano

Estamos ainda na temporada mais doce do ano: a Páscoa. As lojas ficaram lotadas de ovos, coelhinhos e bombons de chocolate, e para quem adora essas guloseimas cada ida ao supermercado é uma tentação. E muita gente que ganhou ou trocou ovos de Páscoa no domingo, provavelmente vai ter chocolate por vários dias.

No entanto, muitas pessoas têm receio de consumir chocolate por achar que ele possa prejudicar a saúde bucal. Acredita-se, por exemplo, que ele cause cárie, entre outros problemas bucais.

Para acabar com as dúvidas, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) traz quatro mitos sobre o chocolate e a saúde bucal para que todos possam aproveitar a guloseima sem medo.

1 – Chocolate causa cárie

dentes
O chocolate em si não causa cárie, mas pode trazer prejuízos à saúde bucal caso a higienização não seja feita de forma correta, ou seja, logo após o consumo do alimento.
Portanto, é imprescindível fazer o uso diário da escova, creme dental com flúor e fio dental. Sendo assim, o chocolate, em si, não causa cárie.

2 – Escurece os dentes

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A coloração dos dentes é determinada pela dentina, tecido interno do elemento dental. Por cima dela está o esmalte, que é transparente e translúcido. Somente quando ele é afetado é que a cor do dente pode se modificar, pois aumenta a probabilidade de absorver pigmentos dos alimentos. Sendo assim, para que o chocolate possa provocar alterações na coloração é necessário que o esmalte já esteja danificado. Essa situação pode ser evitada com a escovação diária. A higiene correta remove os corantes da superfície dos dentes, prevenindo o escurecimento.

3 – Amargo ou ao leite, qualquer versão faz mal para os dentes

chocolates
Nenhuma versão do chocolate faz mal para a saúde da boca. Só há prejuízo quando o consumo é excessivo e aliado à falta de higiene. No entanto, as versões com maior presença de açúcar e gorduras podem ser mais nocivas. Dessa forma, a recomendação é optar por aqueles com maior quantidade de cacau, um alimento benéfico para saúde, rico em flavonoides com ação antioxidante e anti-inflamatória.

4 – Causa sensibilidade dentária

dor de dente
Cáries, fraturas, desgaste do esmalte dos dentes, retração da gengiva. Esses são alguns dos principais causadores da sensibilidade. Sendo assim, um alimento, por si só, não provoca o problema. Por outro lado, o incômodo com a sensibilidade varia de acordo com a dieta alimentar. O chocolate não é considerado um causador, mas, em excesso, pode ser um gatilho para a sensibilidade, devido à grande quantidade de açúcar.
A sensibilidade, assim como o escurecimento dos dentes e a cárie, também pode ser prevenida com a higienização adequada e consultas regulares ao cirurgião-dentista.Medidas simples, mas que permitirão apreciar todos os bombons e ovos de chocolate durante a Páscoa e pelo resto do ano.

Fonte: Crosp