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Carlinhos Brown lança música e clipe sobre prevenção do suicídio

O músico Carlinhos Brown lançou a música e o videoclipe “Vozes do Silêncio”, obras que exaltam a importância da vida e incentivam o diálogo sobre o suicídio. Ambos foram desenvolvidos especialmente para a campanha “Suicídio: Falar pode mudar tudo”, iniciativa do CVV com o apoio da Libbs.

O objetivo é incentivar o diálogo em torno do tema, além de mostrar que o silêncio, o preconceito e o tabu sobre o suicídio podem ser gatilhos para quem está sofrendo. De acordo com o CVV, quando as pessoas conversam sobre suas tristezas e pensamentos suicidas sem se sentirem julgadas, têm mais facilidade para encontrar novas alternativas e seguir em frente.

O assunto é sério – o Brasil é o oitavo país do mundo em número de suicídios. São cerca de 12 mil por ano, em média 32 pessoas se matam por dia no Brasil, se tornando a terceira maior causa de morte entre jovens. No mundo, mais de 800 mil pessoas se suicidam anualmente e esse número não para de crescer.

“O nosso propósito é contribuir para que as pessoas alcancem uma vida plena. Esse é o nosso maior compromisso e nós fazemos isso de diversas maneiras. Por isso, levantar a causa sobre um assunto tão importante e delicado como suicídio faz todo sentido para gente. Com essa campanha, queremos quebrar o tabu sobre este assunto e incentivar as pessoas que estão passando por alguma situação difícil a falarem. Mas além disso, queremos incentivar todas as outras a ouvirem. Isso pode mudar tudo. Nós podemos mudar tudo”, explica Wilson Junior, diretor da unidade B2C da Libbs.

A campanha da Libbs tem a criação feita pela TracyLocke Brasil, agência global de shopper experience, consiste em diversas ações para desmistificar pré-conceitos, reforçando a importância do diálogo para a prevenção do suicídio. Uma delas é o lançamento de uma música interpretada por Carlinhos Brown – o artista foi escolhido a integrar o projeto tanto pelo histórico de dedicação a ações e projetos sociais, quanto por sua personalidade e estilo musical irreverentes, que dão um tom de esperança e acolhimento à canção.

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“Construímos uma linda história para que chegue àqueles que muitas vezes se consideram sem esperança. Nosso intuito é que você fale, queremos que o outro fale, que as pessoas se comuniquem. Afinal, falar pode mudar tudo. O ser humano é o meu amor e o nosso propósito é este: ajudar. Então, estamos estendendo a mão em forma de melodia”, diz Carlinhos Brown sobre sua participação no projeto.

A letra da música traz mensagens de apoio e empatia com o sentimento de quem está sofrendo, mas também exalta a vida e traz uma reflexão sobre a importância de encarar os problemas de frente e de dialogar sobre angústias e tristezas como ferramenta para encontrar uma saída que não seja o suicídio.

Com a música também será lançado um videoclipe onde Brown aparece como maestro de um coral silencioso de 32 participantes, que representam a quantidade de pessoas que se matam por dia no Brasil. Esse coral aparece nas cenas iniciais de forma silenciosa fazendo apenas sons com a boca, mas sem cantar, simbolizando o silêncio.

São três personagens protagonistas que, de forma sensível, representam as principais causas que levam as pessoas a cometerem suicídio – um homem em depressão, um idoso que perdeu a esposa e uma adolescente que está sofrendo bullying. Em outra cena, as pessoas se expressam com os olhos e coreografia que representam sofrimento, como se estivessem tentando pedir ajuda. O filme se desenvolve com a libertação das amarras figurativas dos protagonistas, que influenciam os demais para cantarem todos juntos de forma bem emocionante.

“Tentar reduzir o estigma relacionado ao assunto e incentivar o diálogo por meio de empatia e acolhimento é, de alguma forma, capacitar e estimular a própria população a fazer dentro de seu meio, o que os voluntários do CVV fazem nacionalmente”, explica Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV.

Além da música, foram criados canais informativos nas redes sociais – Instagram, Twitter e Youtube –, com o nome da campanha (@falardesuicidio), para abastecimento de conteúdo educativo, além da participação de influenciadores digitais engajados na causa.

A TracyLocke é responsável pelo conceito criativo da campanha, além do processo de escolha do artista até o planejamento, além das ativações, mídia on e off, produção dos filmes e eventos.

“A causa é tão importante e, por isso, dá mais orgulho participar deste projeto, que tem um grande potencial de engajamento e um propósito tão nobre. Mais do que criar uma delicada campanha de conscientização, queremos levantar uma bandeira sobre um grave problema que o país convive todos os dias”, finaliza Pipo Calazans, CEO da TracyLocke Brasil.

Campanha de prevenção do suicídio convoca para conversa franca sobre depressão

Com o apoio de diferentes setores sociais, ações digitais e um labirinto instalado em São Paulo, a iniciativa “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu” tem o objetivo de combater os estigmas associados à doença

Depressão não é frescura, também não é fraqueza. E muito menos falta de fé. Essas são algumas das expressões que compõem a carta-manifesto da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, uma iniciativa que faz parte do movimento mundial Setembro Amarelo, focado na prevenção do suicídio, e tem o objetivo de abrir o diálogo sobre esse tema com toda a sociedade, estimulando um ambiente de mais acolhimento para o paciente.

Conduzida pela Upjohn – divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis –, pela área de Medicina Interna da Pfizer, pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), com a participação do Centro de Valorização da Vida (CVV), a campanha traz ações de rua e digitais, com o intuito de combater os estigmas associados à depressão.

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“O primeiro passo é posicionar a depressão como uma doença. Legitimar o que esse paciente sente como sintoma de algo que pode ser tratado é uma forma de encorajar sua busca por ajuda, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, diz a neurologista Elizabeth Bilevicius, líder médica da Upjohn.

Com o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais, a campanha tem o propósito de unir vozes a favor da vida. “Afinal, a depressão está entre os transtornos mentais mais comuns nas vítimas de suicídio. E, por isso, o girassol foi escolhido como o grande símbolo dessa iniciativa. Estamos falando de uma flor que, quando jovem, gira na direção do sol todas as manhãs, mesmo em dias nublados. Ou seja, ela está sempre em busca da vida. E essa é uma simbologia muito forte”, complementa Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer.

No ambiente on-line, os internautas serão convidados a postar o ícone do girassol da vida em suas redes sociais para mostrar a todos que estão dispostos a falar de #depressaosemtabu. Esse movimento será estimulado por depoimentos reais de celebridades que já enfrentaram a doença. Por meio deles, os internautas também serão convidados a conhecer o espaço digital, que ficará hospedado no site da Abrata para reunir informações importantes sobre a temática e dicas de como identificar comportamentos de risco em pessoas próximas.

“Não basta conversar apenas com o paciente. Nós precisamos, sem dúvida, envolver os diferentes grupos que permeiam as relações sociais dessa pessoa. Seja no trabalho, na família, na escola ou entre os amigos, a ideia é fortalecer essa rede de apoio, criando uma atmosfera de confiança em que esse paciente não veja mais a necessidade de sentir vergonha ou medo de expor o seu problema e de pedir ajuda”, afirma a presidente da Abrata, Marta Axthelm.

Labirinto de Girassóis

Fora da web, a iniciativa vai chamar a atenção da sociedade por meio de um Labirinto de Girassóis que tomará conta do Largo da Batata, em São Paulo, a partir de 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A instalação, que contará com 120m² de extensão e quase 2 mil girassóis, ficará montada até o dia 14/9, com visitação gratuita aberta ao público.

Mais do que uma intervenção urbana, a obra tem um forte componente educativo: pelos caminhos do labirinto será possível acompanhar toda a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade de diagnóstico até o enfrentamento dos diferentes desafios que podem surgir nessa trajetória, como o preconceito ou a sensação de inadequação.

Quem visitar o local também poderá deixar uma mensagem de apoio aos pacientes. Depois, com o término da instalação, as flores usadas no labirinto e os bilhetes arrecadados serão transformados em buquês para presentear pacientes de algumas instituições da cidade com o girassol da vida, por meio do trabalho realizado por uma ONG.

“Nós precisamos fazer barulho e romper com esse silêncio. Por muito tempo, o suicídio foi colocado como um grande tabu em nossa sociedade. Imaginava-se, tempos atrás, que falar sobre isso poderia estimular as pessoas a tirar a própria vida. Mas sabemos que isso não é verdade. Ao contrário: é a solidão que pode potencializar esse risco. A melhor forma de ajudar é ouvir o indivíduo com calma e empatia, sem julgamentos, demonstrando cuidado e afeição, fortalecendo sua rede de apoio. Cabe destacar a importância de pedir ajuda especializada, tanto médica quanto emocional”, afirma o presidente do CVV, Renato Caetano.

Reconhecido pelo Ministério da Saúde, o CVV presta um serviço gratuito de prevenção do suicídio há muitos anos. A equipe de voluntários fica disponível para acolher e atender qualquer pessoa que busque apoio emocional, sempre sob sigilo, por telefone (188), chat, e-mail ou pelo site.

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Labirinto Gigante de Girassóis: Na Direção da Vida
Quando: de 10 a 14 de setembro de 2019
Onde: Largo da Batata, Pinheiros (próximo à estação Faria Lima do metrô)
Horário: das 9h às 18h
Entrada gratuita

Tabu em torno de suicídio é tema de campanha educativa do CVV

O silêncio, o preconceito e o tabu são comuns quando o assunto é suicídio, e podem se transformar em gatilhos para pessoas que estão sofrendo. Por isso, a campanha “Falar de Suicídio Não é Tabu”, uma iniciativa de caráter educativo e conscientizador realizada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), com o apoio da Libbs, traz o assunto à tona, com o objetivo de incentivar o diálogo em torno do tema.

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Segundo a experiência de quase seis décadas do CVV, quando as pessoas conversam sobre suas tristezas e pensamentos suicidas sem se sentirem julgadas, têm mais facilidade para encontrar novas alternativas e seguir em frente.

“Tentar reduzir o estigma relacionado ao assunto e incentivar o diálogo por meio de empatia e acolhimento é, de alguma forma, capacitar e estimular a própria população a fazer dentro de seu meio, o que os voluntários do CVV fazem nacionalmente”, explica Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV. “A principal diferença é que no nosso caso há ainda o anonimato por parte de quem nos procura, o que deixa algumas pessoas mais à vontade para uma conversa aberta”, complementa.

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A iniciativa consiste em ações online e offline para desmistificar pré-conceitos, reforçando a importância do diálogo para a prevenção do suicídio. Psiquiatras e representantes do CVV farão palestras educativas em faculdades de São Paulo para abordarem o tema. Nas redes sociais – Instagram, Twitter e Youtube –, foram criados canais informativos com o nome da campanha (@falardesuicidio), para abastecimento de conteúdo educativo, além da participação de influenciadores digitais engajados na causa.

Sobre suicídio

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Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em todo o mundo, a cada 40 segundos alguém se suicida. E, a cada três segundos, uma pessoa tenta se matar. O Brasil é o oitavo país do mundo em número de casos com 12 mil por ano, o que representa uma morte a cada 45 minutos. São diferentes os motivos que levam um indivíduo a tomar a decisão de acabar com a própria vida. Entretanto, 97% das pessoas possuem algum tipo de doença mental que poderia ser tratada.

“Os maiores riscos para suicídio são indivíduos que tentaram anteriormente e que têm algum tipo de transtorno mental (depressão, transtorno bipolar do humor, esquizofrenia, uso e dependência de álcool e drogas). Na mesma linha, pessoas que passam por experiências de bullying, assédios de toda espécie e burnout (estresse no trabalho), têm mais chance de tentar o suicídio. Independente da causa, falar pode mudar tudo”, explica o psiquiatra José Paulo Fiks.

Doenças clínicas com tendência à cronicidade também têm se mostrado como campo de risco, como os portadores de HIV/AIDS, câncer e doenças degenerativas. Condições sociais também podem predispor ao suicídio, como, por exemplo, isolamento social, desemprego, empobrecimento e dívidas.

Falar é importante. Ouvir também

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Confira abaixo algumas dicas que podem servir de apoio para quem quer ajudar pessoas que estão passando por uma situação difícil.

Como ser um bom ouvinte?

Crie um ambiente confortável e seguro para iniciar a conversa;
Mantenha o olhar na pessoa (esqueça o celular por alguns minutos);
Tenha empatia – tente compreender a dor dessa pessoa;
Não interfira nas pausas e nem complete frases;
Não dê opiniões pessoais com exemplos da própria experiência;
Não faça comparações do problema dessa pessoa com a de outras;
Não simplifique a situação com frases como “isso passa” ou “você supera”;
Não responda a possíveis agressões.

O que dizer para quem precisa de ajuda?

Pergunte se a pessoa está pensando em suicídio;
Em caso de resposta positiva, pergunte o conteúdo deste pensamento;
Diga que tem tempo para escutá-la (“sou todos ouvidos para você neste momento”);
Ofereça auxílio para buscar ajuda médica profissional (muitas vezes é necessário ajudar a pessoa a chegar ao médico).

Como ser um voluntário do CVV

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O voluntário do CVV doa seu tempo e sua atenção para quem deseja conversar com outra pessoa de forma anônima, sigilosa e sem julgamentos ou críticas.

Se você tem mais de 18 anos de idade, pelo menos quatro horas disponíveis por semana e vontade de ajudar pessoas, você pode ser um plantonista do CVV. Para isto, você precisa participar de um curso gratuito de preparação de voluntários, em um dos 110 postos de atendimento em todo o país ou no ambiente virtual. As principais frentes de atuação do plantonista são o atendimento por telefone, e-mail e chat.

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Para se cadastrar e participar gratuitamente do curso presencial ou virtualmente, acesse o site do CVV, clicando aqui.

Também é possível ser um voluntário-especialista, nos auxiliando com seus conhecimentos e habilidades próprias, como, por exemplo, na divulgação, captação de recursos ou tecnologias. Nesse caso, pedimos que entre em contato pelo e-mail: comunicacao@cvv.org.br

 

Lançada Plataforma digital Abertamente para falar sobre Saúde Mental

Canal de Comunicação traz conteúdo relevante e orientação médica semanalmente. Plataforma apoia o CVV para atrair e engajar novos voluntários

Buscando levar informação de qualidade sobre saúde mental e desmistificar o assunto, foi criada a Plataforma Abertamente, para ajudar quem sofre e precisa sentir-se acolhido. Semanalmente são postados vídeos e conteúdos importantes com orientações médicas que tratam, de maneira clara e objetiva, os sintomas das principais doenças que acometem o sistema nervoso central, como: depressão, ansiedade, esquizofrenia, demência, bipolaridade e síndrome do pânico. Além de vídeos esclarecedores, o canal digital também apoia iniciativas culturais que abordem o tema. A Plataforma Abertamente, idealizada pela FQM Farma, pode ser acessada clicando aqui.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no Brasil, 23 milhões de pessoas tenham problemas com a saúde mental, sendo ao menos cinco milhões em níveis que vão de moderado a grave.

Na opinião do neurologista, Willians Lorenzatto, a Plataforma Abertamente é muito importante para que as pessoas tenham total acesso à informação. “O objetivo é que a pessoa tenha uma referência na hora de pesquisar sobre o tema e também um canal com os especialistas da área. A população precisa saber que há várias formas de tratamento, sem que haja necessariamente uma internação”, afirma.

A Plataforma Abertamente, em apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV), também participa da Campanha Setembro Amarelo de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que tem como intuito alertar a população sobre a realidade do suicídio e as formas de prevenção. Através de depoimentos de embaixadores, serão exibidos vídeos nas mídias sociais com o objetivo de atrair e engajar novos voluntários, para que possam aumentar a capacidade de apoio emocional gratuito e sigiloso oferecido pela entidade. Para se candidatar ao voluntariado, basta ter mais de 18 anos de idade, tempo disponível para os plantões semanais e vontade de conversar com pessoas desconhecidas sem preconceitos, críticas ou aconselhamentos.

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Sobre a FQM Farma

A FQM Farma é uma indústria farmacêutica especializada em medicamentos vendidos sob prescrição médica. Sua linha de produtos está presente em farmácias de todos os Estados do Brasil. A fábrica está localizada no Rio de Janeiro e possui a certificação de boas práticas, emitida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A sua missão é promover a saúde e o bem-estar, colocando à disposição da classe médica e profissionais de saúde, soluções terapêuticas modernas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida.

Sobre o CVV

O CVV presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os dois milhões de atendimentos anuais são realizados por 2.400 voluntários em 90 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo site via chat e e-mail.

Setembro Amarelo: taxa de suicídio é maior em idosos com mais de 70 anos

Dados inéditos do Ministério da Saúde apontam ainda que suicídio é a quarta causa de morte entre jovens. Diagnóstico orientará qualificação e expansão da rede de atenção à saúde mental

Em alusão ao Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, o Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (21), o primeiro Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil. Um dos alertas é a alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70 anos.

Nessa faixa etária, foram registradas média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos. A média nacional é 5,5 por 100 mil. Também chamam atenção o alto índice entre jovens, principalmente homens, e indígenas. O diagnóstico inédito vai orientar a expansão e qualificação da assistência em saúde mental no país.

 

O Ministério da Saúde, com base nos dados do boletim, lança uma agenda estratégica para atingir meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020. Entre as ações, destacam-se a capacitação de profissionais, orientação para a população e jornalistas, a expansão da rede de assistência em saúde mental nas áreas de maior risco e o monitoramento anual dos casos no país e a criação de um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio. Desde 2011, a notificação de tentativas e óbitos é obrigatória no país em até 24 horas.

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“Temos o compromisso de reforçar agora toda nossa rede de atenção psicossocial junto aos gestores locais, visando fortalecer e ampliar a assistência a todos os indivíduos que necessitam de atenção e cuidado neste momento”, afirmou o Secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante.

O diagnóstico registrou entre 2011 e 2016, 62.804 mortes por suicídio. Os homens concretizaram o ato mais do que as mulheres, correspondendo a 79% do total de óbitos registrados. Os solteiros, viúvos e divorciados, foram os que mais morreram por suicídio (60,4%). Na comparação entre raça/cor, a maior incidência é na população indígena.

A taxa de mortalidade entre os índios é quase três vezes maior (15,2) do que o registrado entre os brancos (5,9) e negros (4,7). “A reúne esforços entre as áreas de vigilância e assistência em saúde com programas de prevenção e cuidado da saúde mental para diminuir a mortalidade por suicídio”, ressaltou Quirino Cordeiro Junior, coordenador geral de Saúde Mental, álcool e outras drogas do Ministério da Saúde.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é maior entre os homens, cuja taxa é de 9 mortes por 100 mil habitantes. Entre as mulheres, o índice é quase quatro vezes menor (2,4 por 100 mil). Na população indígena, a faixa etária de 10 a 19 anos concentra 44,8% dos óbitos.

“A notificação de casos é muito importante para que consigamos visualizar onde se encontram as regiões com maiores indicadores e reunir esforços para diminuir as taxas de suicídio. Já trabalhamos com ações de prevenção nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que, em breve, devem chegar nas áreas de maior incidência”, enfatizou Maria de Fátima Marinho, Diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde.

O documento apresenta ainda que, entre os anos de 2011 e 2016, ocorreram 48.204 tentativas de suicídio. Ao contrário da mortalidade, foram as mulheres que atentaram mais contra própria vida, 69% do total registrado. Entre elas, 1/3 fez isso mais de uma vez. Por raça/cor, a população branca (53,2%) registrou maior taxa. Do total de tentativas no sexo masculino, 31,1% tinham entre 20 e 29 anos.

Entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões sociodemográficas, como isolamento social; psicológicos, como perdas recentes; e condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica, neoplasias malignas. No entanto, tais aspectos não podem ser considerados de forma isolada e cada caso deve ser tratado no Sistema Único de Saúde conforme um projeto terapêutico individual.

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Assistência é fator de proteção

Os serviços de assistência psicossocial tem papel fundamental na prevenção do suicídio. O Boletim apontou que nos locais onde existem Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), uma iniciativa do SUS, o risco de suicídio reduz em até 14%. Existem no país, 2.463 CAPS e, no último ano, foram habilitadas 146 unidades, com custeio anual de R$ 69,5 milhões do Ministério da Saúde. Por isso, a agenda estratégia prevê a expansão dessas unidades nas regiões de maior risco.

Outro ponto para ampliar o atendimento é a parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV). O Ministério da Saúde tornou gratuito a ligação para a instituição que faz o apoio emocional por para prevenção de suicídios. A partir do dia 30/09, além do Rio do Grande do Sul, o 188 ficará disponível sem custo de ligação para mais oito estados: MS, SC, PI, RR, AC, AP, RO e RJ. A expansão beneficiará 21% da população brasileira. Para se ter ideia do impacto da medida, no Rio Grande do Sul, onde já funciona desde setembro, número de atendimento aumento em treze vezes: de 4.500 ligações em setembro de 2015 para 58.800 em agosto deste ano.

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Além disso, a entidade também presta assistência pessoalmente, via e-mail ou chat. A representante do CVV, Leila Herédia, ressalta a importância da gratuidade das ligações para o aumento dos atendimentos. “O custo das ligações era um fator impeditivo na hora das pessoas procurarem ajuda. No momento de angústia, as pessoas querem ser ouvidas, querem conversar. A medida vai facilitar o acesso da população aos serviços do CVV”, afirmou.

Também está previsto materiais de orientação para ampliar a comunicação social e qualificar a informação aos jornalistas, profissionais de saúde e a população. Por isso, o Ministério lançou um folheto informativo para os jornalistas, com sugestões sobre como abordar o tema. Para a população, foi feito um folder com foco na identificação de sinais de alerta, como o que fazer e o que não fazer diante de uma pessoa com risco de suicídio.

Já para profissionais de saúde, foi feito documento sobre a importância da notificação compulsória da tentativa de suicídio em até 24 horas e que traz informações técnicas sobre acolhimento na rede do SUS.

Já para a Educação Permanente dos profissionais de saúde na prevenção do suicídio, o Ministério da Saúde oferta, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um curso à distância sobre Crise e Urgência em Saúde Mental. Desde 2014, já foram capacitados 1.994 profissionais. A próxima turma, prevista para 2018, capacitará outros 1.500 profissionais da RAPS, com capítulo sobre suicídio. Outra capacitação prevista é a Oficina Nacional de Qualificação das Ações de prevenção suicídio entre povos indígenas, que será realizada em novembro.

Também para os índios, ainda neste ano, haverá a implantação das linhas de cuidados de prevenção do suicídio com capacitações em 16 DSEI prioritários e formação de jovens indígenas multiplicadores em estratégias de valorização da vida nas regiões com maior incidência de suicídio.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

Telefone sem custo para prevenção do suicídio chega a mais oito estados

188, já em operação no Rio Grande do Sul, é operado pelo CVV resultado de convênio com o Ministério da Saúde

Em operação desde setembro de 2015, exclusivamente no Rio Grande do Sul, o 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio, passará a funcionar a partir do dia 30 de setembro em mais oito estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Piauí, Roraima, Acre, Amapá, Rondônia e Rio de Janeiro.

O serviço é operado pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), entidade sem fins lucrativos que oferece esse serviço gratuitamente e de forma sigilosa há 55 anos. Em março deste ano, o CVV assinou convênio com o Ministério da Saúde expandindo o 188 para todo o território nacional de maneira gradual, o que deve ocorrer até 2020.

Com essa primeira expansão, passam a ser atendidos pelo 188 os cinco estados com maiores índices de suicídio do país*: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Piauí e Roraima. Ao mesmo tempo, 21% da população brasileira reside nos nove estados atendidos, o que garante uma ampla cobertura já na primeira fase do projeto.

Sobre o CVV

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O CVV presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.000 voluntários pelo telefone 188 ou 141 (de acordo com a região), pessoalmente (nos mais de 70 postos de atendimento) ou pelo site da CVV via chat, Skype e e-mail.

Sobre o suicídio

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O suicídio é um problema de saúde pública que mata pelo menos um brasileiro a cada 45 minutos, mais do que a Aids e muitos tipos de câncer, porém pode ser prevenido em 9 de cada 10 casos. O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão.

*Dados do Ministério da Saúde

Fonte: CVV

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: falar é a solução

30% das pessoas que tiram a própria vida comunicaram, de alguma maneira, sua a intenção; depressão lidera causas do suicídio

Falar é a solução: esse é o slogan da campanha do Setembro Amarelo de 2017. O movimento mundial foi criado pela Internacional Association for Suicide Prevention (IASP) para mostrar a importância de falar sobre o assunto, que é desconfortável para a maioria das pessoas e coincide com a data mundial de prevenção ao suicídio, dia 10 de setembro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos, o que significa que a cada 40 segundos é cometido um suicídio no mundo. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda causa de morte. No Brasil, as estatísticas também são assustadoras: A cada 45 minutos, um brasileiro comete suicídio. São 32 vidas perdidas por dia, segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Para Caio Magno, psiquiatra e cofundador da Estar Saúde Mental, o mais importante não são as estatísticas de morte, mas sim de prevenção. “Em 90% dos casos, o suicídio está ligado a transtornos mentais, como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e abuso de álcool e drogas. Todas essas condições são tratáveis. Porém, enfrentamos no Brasil dois obstáculos: dificuldade de acesso aos serviços de saúde e falta de conscientização da importância de cuidar da saúde mental como cuidamos da saúde física”, diz o médico.

O que leva uma pessoa a cometer suicídio?

Em 90% dos casos, o suicídio é consequência de um transtorno mental não tratado ou tratado inadequadamente. A dependência química é um fator de risco importante, pois aumenta em 15% o risco de tirar a própria vida. “Temos também os suicídios que ocorrem devido ao desemprego, problemas financeiros, luto e divórcio, mas são menos prevalentes que aqueles ligados aos transtornos mentais”, explica Magno.

Segundo um estudo que avaliou a epidemiologia do suicídio, a cada 100 habitantes, 17 já pensaram em suicídio, cinco planejaram, três tentaram e apenas um foi atendido em um serviço de emergência. Esses dados mostram que tirar a própria vida é algo mais comum do que podemos imaginar, por isso é considerado um problema de saúde pública.

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Quando a vida perde a graça

De acordo com Ghina Machado, psicóloga e cofundadora da Estar Saúde Mental, não há uma explicação objetiva para o suicídio. “A família que passa por esse problema tende a procurar respostas. O que podemos dizer é que quem tira a própria vida o faz na esperança de escapar da dor e dos problemas. Normalmente, se sentem incompreendidas. Desta maneira, falar realmente pode ser a melhor solução para prevenir o suicídio. Porém, mais importante que falar, é saber escutar quem está passando por um comportamento suicida”.

Como identificar os sinais de alerta

“Uma ameaça de suicídio sempre deve ser considerada pelos familiares e amigos. Quando a pessoa aponta essa hipótese é porque chegou ao limite e precisa de ajuda. Sabemos que a maioria dos suicidas expressou, de alguma maneira, a intenção para pessoas próximas ou até mesmo na internet, o que é cada vez mais comum”, explica Ghina.

A regra dos 4D

A psicóloga explica que há uma maneira simples de identificar comportamentos suicidas. “Costumamos dizer que nas frases de pessoas com ideação suicida estão presentes sentimentos de depressão, desesperança, desamparo e desespero, conhecidos com a regra dos 4D. Veja alguns exemplos:

“Eu já sei o que vou fazer” / “Eu não aguento mais”/ “Os outros vão ser mais felizes sem mim” / “Ninguém me entende”/ “Não farei falta”

O que fazer?

“Buscar ajuda de um médico psiquiatra é a primeira atitude. A família é fundamental neste momento e deve tomar atitudes rápidas. Após a avaliação do médico, devem ser tomadas medidas de segurança. O tratamento pode envolver medicação e terapia.”, explica Magno.

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Prevenção

“É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a física. O suicídio pode ser prevenido na maioria dos casos. Quem sofre de depressão, transtorno bipolar e outros distúrbios mentais deve procurar tratamento. Entretanto, como a pessoa pode estar mergulhada em seu próprio sofrimento, cabe à família ou aos amigos ajudá-la, mostrando interesse e preocupação, sem criticá-la ou julgá-la”, conclui Ghina.

Grupos de apoio para prevenção do suicídio se espalham pelo país

Organizados pelo CVV, Grupos de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio recebem familiares de suicidas e pessoas que atentaram contra a própria vida.

Apesar de poder ocorrer com qualquer pessoa, a ideia de tirar a própria vida é mais comum em pessoas que já tentaram suicídio ou em familiares de vítimas de suicídio. “Essas pessoas precisam de atenção especial, principalmente nos meses seguintes à morte ou à tentativa de suicídio”, comenta Ana Rosa Ramos Nunes, voluntária do CVV, entidade que atua na prevenção do suicídio há 54 anos em todo o país. Não há comprovações de tendência genética, mas sim a influência do sentimento de culpa e de um processo de luto cercado por tabus, revolta e discriminação.

Para complementar seu atendimento individual por telefone, e-mail, chat, Skype e pessoalmente, o CVV passou a coordenar grupos de apoio com reuniões presenciais. É o chamado CVV GASS – Grupo de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio, realizado em modelo similar a outros grupos de apoio, como para alcoolismo, dependência química e luto. A essência do trabalho é que todos os participantes têm histórias afetadas pelo suicídio e, na troca de experiências e apoio mútuo entre esses ‘iguais’ buscam superar as dificuldades de ter um recomeço ou superar o drama vivido.

Ana Rosa explica que oficialmente ‘sobrevivente’ é o familiar ou pessoa muito próxima de um suicida, mas que o CVV GASS está aberto também aos que tentaram se matar. “Não se exige nada de quem busca o Grupo, a não ser que se enquadre no perfil e esteja disposto a ser ajudado”, explica. “Ninguém vai ser cobrado por isso ou por aquilo, mas acolhido de maneira compreensiva e sem críticas ou julgamentos”.

Já há 13 Grupos em funcionamento, tanto em postos de atendimento do CVV quanto em outros locais, pois o conceito é que possa ser implementado por outras organizações, como casas religiosas, universidades, secretarias de saúde, hospitais e ONGs. Nesses casos, a exigência é exclusivamente o cumprimento do modelo, como a existência de uma periodicidade nos encontros, a gratuidade e a supervisão de um psiquiatra ou psicólogo.

O CVV GASS já opera no Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Novo Hamburgo), Paraná (Curitiba), São Paulo (capital e Sorocaba), Rio de Janeiro (capital), Mato Grosso (Cuiabá) e Brasília. Ainda neste ano Belém, Recife e Roraima devem ter novos Grupos.

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Confira os endereços, horários e contatos dos Grupos de Apoio aos Sobreviventes de Suicídio (CVV GASS) disponíveis:

Porto Alegre/RS
Reunião nas primeiras quintas-feiras de cada mês
Horário: 15h às 17h
Local: Avenida José de Alencar, 414, Sala 205, Porto Alegre/RS

Novo Hamburgo/RS (2 Grupos)
1º Grupo
Reunião nas primeiras terças-feiras de cada mês
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Avenida Nicolau Becker, 762, Sala 32, Novo Hamburgo/RS

2º Grupo
Reunião nas segundas terças-feiras de cada mês
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Clinica Recomeçar (Grupo fechado para Pacientes), Novo Hamburgo/RS

Curitiba/PR – 2 Grupos
1º Grupo
Reunião nas primeiras terças-feiras de cada mês
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Rua Carneiro Lobo, 35, Bairro Água Verde, Curitiba/PR

2º Grupo
Reunião nas terceiras quintas-feiras de cada mês
Horário: 15h às 16h30
Local: Rua Carneiro Lobo, 35, Bairro Água Verde, Curitiba/PR

São Paulo/SP (3 Grupos)
1º Grupo – CVV GASS ABOLIÇÂO
Reunião nas primeiras quartas-feiras de cada mês
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Rua Abolição, 411, Bairro Bela Vista, São Paulo/SP

2º Grupo – CVV GASS PINHEIROS:
Reunião nos segundos sábados de cada mês
Horário: 14h30 às 16h30
Local: Rua Cristiano Viana, 972, Bairro Pinheiros, São Paulo/SP

3º Grupo – CVV GASS VILA CARRÃO:
Reunião nos quartos sábados de cada mês
Horário: 14h às 16h
Local: Rua Pinhalzinho, 389, Bairro Vila Carrão, São Paulo/SP

Sorocaba/SP
Reunião nas quartas quintas-feiras de cada mês
Horário: 19h às 21h
Local: Rua Dr. Nogueira Martins, 334, Centro, Sorocaba/SP

Rio de Janeiro/RJ
Reunião nas segundas segundas-feiras de cada mês
Horário: 18h30 às 20h30
Local: CAP2.2 Tijuca, Rua Conde de Bonfim, 764, Térreo, Tijuca, Rio de Janeiro/RJ

Cuiabá/MT – 2 Grupos
1º Grupo
Reunião quinzenal às terças-feiras
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Rua Comandante Costa, 296, Centro, Cuiabá/MT

2º Grupo
Reunião quinzenal às sextas-feiras
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Rua Comandante Costa, 296, Centro, Cuiabá/MT

Brasília/DF
Reunião nas quartas quintas-feiras de cada mês
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Escola Parque 303/304 Norte, Brasília/DF

setembro amarelo

Sobre o suicídio

Todos os dias pelo menos 32 brasileiros tiram a própria vida, resultado da falta de prevenção que poderia ter poupado pelo menos 28 dessas pessoas. São dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que causam espanto, mas retratam uma realidade de tabus e mitos. Em todo o mundo, estima-se que ocorra um suicídio a cada 40 segundos. Ao contrário do que muitos acreditam, quem pensa em se matar dá sinais e pede ajuda e esse tem sido o trabalho do CVV há mais de 50 anos.

Sobre o CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.250 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 76 postos de atendimento) ou pelo site via chat, VoIP (Skype) e e-mail. Desde setembro de 2015 realiza o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio, nesse primeiro momento exclusivamente no estado do RS.

É associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo, participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde e é um dos mobilizadores do Setembro Amarelo (mês de prevenção do suicídio) no Brasil.

 

Crise econômica e suicídio – como o CVV enxerga a questão

Alguns tristes fatos ocorreram recentemente envolvendo casos de suicídio possivelmente motivados por desemprego e falta de dinheiro.

O CVV atua na prevenção do suicídio há 54 anos e, além dessa experiência única no país, mantém contato com diversos médicos, psicólogos, institutos de pesquisas e outros serviços similares ao redor do mundo. Podemos afirmar que são raríssimos os casos, para não dizer inexistentes, em que a tentativa de suicídio possui uma única motivação.

A pessoa é levada à ideia suicida pelo acúmulo de situações, normalmente de diferentes origens. Ocorre, sim, um fator desencadeante, como se fosse a gota d’água em um copo cheio, levando à sensação de total impotência e desespero.

Dificuldades financeiras, assim como guerras, ditaduras e outros cenários críticos podem ser fatores de pressão externa e “adicionar água ao copo” de muitas pessoas, mas não podem ser apontados como motivos exclusivos de suicídio. Cada pessoa tem um limite próprio e reage de maneira diferente aos mesmos estímulos, então é essencial sempre encontrar maneiras de “esvaziar o copo” antes que chegue na borda.

Essa é mais uma razão para se quebrar o tabu do suicídio, problema de saúde pública que mata pelo menos um brasileiro a cada 45 minutos e pode ser prevenido em nove de cada dez casos, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde. Trazer a público a problemática do suicídio, esclarecer que pensar no assunto é mais comum do que se pensa, tem prevenção, é possível pedir ajuda e quais são os sinais de que uma pessoa pode caminhar para esse ato.

Essa é proposta do Setembro Amarelo, um movimento mundial que tem no Brasil o CVV como um dos apoiadores. Busca-se iluminar diversos pontos do país com a cor amarela, além de ações como caminhadas, palestras e passeios ciclísticos. Para colaborar, qualquer pessoa pode iluminar ou identificar a fachada de uma casa ou prédio, promover motoata (passeio de motos) com balões, fitas ou panos amarelos, caminhadas com camisetas amarelas ou outras ações que impactem a população.

O CVV colocou à disposição dos interessados alguns materiais para download no site. Todos que mandarem fotos de suas iniciativas para o email setembroamarelo@cvv.org.br poderão ver o material compartilhado na fanpage do Facebook. do CVV  ou Setembro Amarelo.

setembro amarelo

Sobre o suicídio

Todos os dias pelo menos 32 brasileiros tiram a própria vida, resultado da falta de prevenção que poderia ter poupado pelo menos 28 dessas pessoas. São dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que causam espanto, mas retratam uma realidade de tabus e mitos. Em todo o mundo, estima-se que ocorra um suicídio a cada 40 segundos.

Sobre o CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.000 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 70 postos de atendimento) ou pelo site via chat, VoIP (Skype) e e-mail. Desde setembro de 2015 realiza o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio, nesse primeiro momento exclusivamente no estado do RS.

É associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.

Telefone gratuito de prevenção do suicídio bate recorde no final do ano

188 está disponível somente no Rio Grande do Sul e ultrapassa 24.500 ligações em quatro meses, com pico em 30 de dezembro

O 188, primeiro telefone sem custo de ligação para prevenção do suicídio no Brasil, completou quatro meses de funcionamento com mais de 24.500 ligações acumuladas no período. Em relação a setembro, quando entrou em operação, o serviço fechou o mês de dezembro com um aumento de 66%, ao atender 7.625 pessoas.

O serviço é administrado pelo CVV somente no estado do Rio Grande do Sul como teste para ampliação para todo o território nacional.

O pico de ligações se deu no dia 30 de dezembro, com 409 atendimentos, seguido da véspera do Natal, com 370 ligações. Esse movimento de maior procura nas duas semanas que encerram o ano era esperado pelo CVV – “Quando chega o período festivo do final de ano, existe um senso comum de que todos ficam felizes, mas isso é uma falsa percepção e, o pior, torna-se uma pressão social às pessoas que não sentem essa felicidade toda”, explica Carlos Correia, voluntário do CVV.

“Essa pressão social, somada a outras situações e a dificuldade em lidar com as próprias emoções, pode levar as pessoas à sensação de não suportar mais, querer desistir de tudo,” complementa.

O CVV foi selecionado pelo Ministério da Saúde para administrar o 188 por realizar o atendimento telefônico de prevenção do suicídio gratuitamente há 53 anos. Nos demais estados, o serviço pode ser utilizado pelo 141 com custo de ligação local, por e-mail, chat ou Skype.

O suicídio mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e pode ser prevenido em pelo menos 90% dos casos. O Rio Grande do Sul foi escolhido para receber o teste por ser o estado com o maior índice de suicídio no Brasil.

cvv

Sobre o CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.

Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 70 postos de atendimento) ou pelo site via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

No estado do Rio Grande do Sul opera em fase de teste o número 188, primeiro telefone sem custo de ligação para prevenção do suicídio que, nos quatro primeiros meses, acumulou mais de 24.500 ligações.