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Deficiência de vitamina D aumenta risco de desenvolver forma mais grave de Covid-19

Probabilidade de estágios graves da doença foi 5 vezes maior em pacientes com deficiência

Às vésperas de completar dois anos, a síndrome respiratória coronavírus 2 (Sars-CoV-2) que afetou o mundo ainda levanta algumas questões na comunidade científica. Uma das mais frequentes é o papel da vitamina D na prevenção ou tratamento da Covid-19. Uma meta-análise* realizada por pesquisadores iranianos e divulgada em julho pelo The International Journal of Clinical Practice traz resultados que apontam que sim, pacientes com deficiência de vitamina D apresentam risco maior de desenvolver a doença na forma mais grave.

Embora seja difícil comparar as estatísticas globais dos desfechos da Covid-19, está claro que a taxa de mortalidade é maior em muitos países, como Estados Unidos, Brasil e Índia. Vários fatores estão envolvidos, como idade, qualidade do sistema de saúde, estado geral de saúde, status socioeconômico, etc.

Após meses de investigação sobre a nova doença, vários fatores, como sexo masculino, idade avançada, doenças cardiovasculares, hipertensão, doença pulmonar crônica, obesidade e doença renal crônica, são propostos como de risco para a deterioração dos desfechos dos pacientes com Covid-19.

Curiosamente, uma das condições que levaram à maioria dos fatores de risco considerados é justamente a deficiência de vitamina D. Estudos indicaram que doenças malignas, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares estão significativamente relacionadas a essa carência.

Baixos níveis de vitamina D

A primeira busca em bancos de dados para a realização do estudo resultou em 1.382 artigos. Após exclusão de documentos duplicados e triagem da primeira etapa com base no título e resumo, 121 artigos foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 23 artigos, que somavam 11.901 participantes, foram inseridos na meta-análise.

A maioria dos estudos epidemiológicos utilizados relatava um risco maior de desenvolver a infecção para estágios graves e morte em pacientes com baixos níveis de vitamina D. Além disso, as intervenções clínicas com vitamina D demonstraram um risco significativamente reduzido de infecção do trato respiratório, proposto como uma abordagem profilática ou de tratamento pela OMS ainda em 2017.

O resultado do estudo indicou que as chances de infecção com Sars-CoV-2 aumentam 3,3 vezes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Já a probabilidade de desenvolver estágios graves da doença é 5,1 vezes maior em pacientes com deficiência desta vitamina.

Outras doenças

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Além disso, foi descoberto que aproximadamente 43% dos pacientes infectados com Sars-CoV-2 sofriam de deficiência de vitamina D, que também era insuficiente em cerca de 42% deles. No entanto, a deficiência de vitamina D não afetou substancialmente as taxas de mortalidade em tais pacientes.

Assim, pode-se concluir que pacientes com níveis mais baixos ou com deficiência de vitamina D apresentam maior risco de desenvolver a doença na forma grave. E embora os estudos relatem essa deficiência como um dos fatores críticos nos desfechos clínicos de pacientes com Covid-19, parece que ela também pode estar fortemente relacionada a fatores de riscos básicos subjacentes e doenças em tais pacientes. Hipertensão, doenças cardiovasculares, doença renal crônica, diabetes, obesidade e doenças respiratórias foram as comorbidades mais frequentes encontradas em pessoas com Covid-19.

Foto: Fernando Zhiminaicela/Pixabay

Baixos níveis de vitamina D

A primeira busca em bancos de dados para a realização do estudo resultou em 1.382 artigos. Após exclusão de documentos duplicados e triagem da primeira etapa com base no título e resumo, 121 artigos foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 23 artigos, que somavam 11.901 participantes, foram inseridos na meta-análise.

A maioria dos estudos epidemiológicos utilizados relatava um risco maior de desenvolver a infecção para estágios graves e morte em pacientes com baixos níveis de vitamina D. Além disso, as intervenções clínicas com vitamina D demonstraram um risco significativamente reduzido de infecção do trato respiratório, proposto como uma abordagem profilática ou de tratamento pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda em 2017.

O resultado do estudo indicou que as chances de infecção com o novo coronavírus aumentam 3,3 vezes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Já a probabilidade de desenvolver estágios graves da doença é 5,1 vezes maior em pacientes com deficiência desta vitamina.

Além disso, foi descoberto que aproximadamente 43% dos pacientes infectados sofriam de deficiência de vitamina D, que também era insuficiente em cerca de 42% deles. No entanto, a deficiência de vitamina D não afetou substancialmente as taxas de mortalidade em tais pacientes.

Outras doenças

“De acordo com os resultados mencionados pelo estudo, é plausível que tanto a deficiência de vitamina D quanto as doenças de base, como hipertensão, doenças cardiovasculares e renais crônica, diabetes, obesidade e patologias respiratórias possam piorar o estado desses pacientes mais do que de outros”, afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Ele completa: “Outro papel potencial da vitamina D, segundo o estudo, é reduzir a inflamação induzida após a infecção pelo Sars-CoV-2, suprimindo citocinas inflamatórias e reduzindo a infiltração de leucócitos. Além disso, de acordo com as evidências disponíveis para infecções e malignidades, a vitamina D pode aumentar a resposta sorológica e o desempenho dos linfócitos T CD8+, ou seja, da proteção imunológica, contra a Covid-19”.

Os pesquisadores, no entanto, afirmam que outros grandes ensaios clínicos após uma meta-análise abrangente devem ser levados em consideração para se obter resultados mais confiáveis.

“É preciso deixar claro que mesmo após o estudo mostrar que a vitamina D pode ser uma aliada contra a Covid-19, sua suplementação deve feita com recomendação médica”, finaliza o especialista.

Doação de brinquedos novos e usados pode ajudar crianças com deficiência

Doação de brinquedos novos e usados pode ajudar crianças com deficiência do Instituto Gabi a ter um Dia das Crianças e um ano cheios de alegria. A ONG disponibiliza uma caixa para condomínios, clubes e empresas realizarem campanhas de arrecadação

A brinquedoteca da instituição precisa de doações constantes para repor peças que se quebram e as crianças também necessitam de brinquedos para levarem para suas casas, afinal, criança gosta mesmo é de ganhar brinquedo.

Quantos brinquedos seu filho tem em casa, sem uso, e que estão em bom estado de conservação? Quantos mais ele ganhará no Dia das Crianças, aniversário e Natal? Você sabia que, doando uma pequena parte dos que ele não brinca mais, você e ele podem beneficiar dezenas de crianças com deficiência do Instituto Gabi?

O Instituto Gabi, Núcleo de Apoio às Inclusão da Pessoa com Deficiência, localizado na zona Sul de São Paulo, e que atende, há 16 anos, crianças, adolescentes e jovens com deficiência, possui uma brinquedoteca que necessita de doações constantes de brinquedos novos e usados, em bom estado de conservação, para repor perdas e trazer novidades às crianças.

As peças também podem ser doadas aos atendidos, que precisam de brinquedos para levarem para suas casas. “Atendemos uma comunidade muito carente, que vive de nossas doações. Um brinquedo significa muito para nossas crianças”, diz Francisco Sogari, presidente do Instituto Gabi.

A campanha

A ideia do Instituto Gabi é a de disponibilizar uma caixa para que condomínios, clubes, empresas e outros locais de movimento façam uma campanha de arrecadação. Segundo Sogari, essa é uma boa oportunidade para quem deseja ajudar. “É possível mobilizar familiares, amigos, colegas de trabalho, do clube e vizinhos. É uma ação coletiva, comunitária, porque se todos doarem um, apenas, já formará um volume interessante”, explica.

Além do mais, essa ação beneficiará o coletivo. “Muita gente doa para pessoas que moram na rua, debaixo dos viadutos. Outros fazem campanhas e distribuem individualmente nas comunidades, sem nenhuma ação organizada. A atitude é louvável, mas nem sempre a doação é usada da melhor forma. Doando para uma instituição que faz um trabalho organizado, sistemático e sério, o resultado é sempre maior”, diz ele.

A campanha pode acontecer o ano inteiro, mas, perto do Dia das Crianças, é natural que as pessoas sejam naturalmente estimuladas a doar mais. “Oferecemos uma caixa adesivada e panfletos a quem desejar. Quem quiser doar individualmente pode fazê-lo nas duas unidades”, explica o fundador do Instituto Gabi.

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Imagem meramente ilustrativa – Pixabay

Quem quiser participar da campanha precisa entrar em contato com a entidade: Telefone: (11) 5564-7709/5563-1566.
Endereço:
Núcleo de Apoio À Inclusão: Rua Gustavo da Silveira, 128 – Vila Santa Catarina – São Paulo (SP).
Sede Administrativa e Multidisciplinar: Rua Palacete das Águias, 753 – Vila Alexandria (SP).

Informações: Instituto Gabi

 

Livro Ághata Borralheira & Amigos fala de respeito e amor aos animais

O livro “Ághata Borralheira & Amigos tocando corações” (lançado em julho) aborda várias questões relacionadas aos animais, mas de forma suave, com o objetivo de atingir o coração de adultos e crianças. São três histórias inspiradas em clássicos infanto-juvenis, mas com uma roupagem totalmente diferente para abordar questões como diversidade, inclusão e solidariedade, tendo como protagonista uma gatinha preta.

Na primeira história, da Cinderela, por exemplo, a carruagem não é puxada por cavalos em respeito a esses animais. A segunda, “Ághata no País das Maravilhas”, procura chamar a atenção para o preconceito contra animais pretos e deficientes, abandono, maus-tratos, vivissecção e animais de circo, entre outras situações. Todos os personagens dessa história são reais e exemplos de superação.

Dois deles são estrangeiros e famosos: a cadelinha Chi Chi (que foi resgatada de um restaurante asiático e, por ter ficado muito tempo com as pernas amarradas, perdeu metade delas – vide foto) e o gatinho Blake que foi adotado de um abrigo quando estava prestes a ser morto na câmara de gás – ambos dos Estados Unidos.

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A cachorra Chi Chi

A terceira história é “Ághata de Botas, Luvinhas e Echarpe Brancas” traz as características físicas da Ághata.

Aghata Borralheira
Agatha

O livro é uma edição independente e está à venda por R$ 50 (incluindo taxa do correio para qualquer lugar do Brasil) apenas pelo Facebook.

Sebastian e AmeliePacocaBarto

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A gatinha Dianna

Ághata Borralheira, como vive na cozinha, também cria receitas veganas com abóboras (marca registrada da Cinderela), assim algumas delas constam na obra. O livro também traz páginas para colorir e um outro destaque é a seção com sites e redes sociais de ONGs cujos animais participaram do livro. Assim, quem simpatizou com algum dos bichinhos pode ajudar na causa que eles defendem.

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Sobre a autora

Fátima Chuecco é jornalista ambientalista, atuante na causa animal e colaboradora eventual da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais. Ághata é sua gata, assim como Dianna e a Rebecca Selvagem que também estão na obra. Defensora dos animais desde pequena, também é autora dos livros “MI-AU BOOK – Um livro pet-solidário” e “MI-AU BOOK & Cia”.

 

Bike Sem Barreiras passa a fazer parte da rota do PE Conduz

Projeto vai realizar café da manhã e, além dos passeios de bicicleta, promoverá jogos e gincanas para pessoas com deficiência

Acontece neste domingo (29), a partir das 9 horas, o primeiro café da manhã do Projeto Bike Sem Barreiras. Com a finalidade de realizar ações de interatividade entre grupos de pessoas com deficiência, esse encontro vai reunir usuários do PE Conduz e demais frequentadores do bicicletário para desempenhar atividades que promovam a saúde, o lazer e bem-estar.

A partir desta data, o Bike Sem Barreiras passa a fazer parte da rota do PE Conduz, projeto do Governo do Estado do Pernambuco, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio da Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência – SEAD. Este programa oferece atendimento especial gratuito de busca domiciliar em pontos de embarque pré-determinado, que disponibiliza veículos adaptados para o transporte confortável e seguro das pessoas com baixa ou nenhuma mobilidade.

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Inédito no Brasil e idealizado pelo Instituto Ser Educacional por meio da UNINASSAU- Centro Universitário Maurício de Nassau, com a parceria da Prefeitura do Recife e da Empetur (através da Secretaria Estadual de Turismo), o Bike Sem Barreiras promove lazer e integração social para pessoas com deficiência, uma vez que lhes permite participar de atividades simples que até então se encontravam fora do seu cotidiano.

As bicicletas são voltadas para pessoas com deficiência visual, física, mental ou múltipla e estão classificados como HandBike, Bike Dupla e The Duet, esta última é mais especial de todas, já que trata-se uma bicicleta pode que carregar uma pessoa tetraplégica ou com deficiência múltipla, com até 120 quilos. The Duet (O Dueto) é o nome perfeito, pois uma pessoa com deficiência sempre tem alguém que o apoia e está constantemente ao seu lado. Este é um produto importado e que custa mais de cinco mil dólares.

Na ocasião, três vans do PE Conduz levarão o grupo para andar nas bikes adaptadas. Após o café da manhã, além dos passeios de bicicleta, uma equipe de estudantes dos cursos de Fisioterapia e de Enfermagem da UNINASSAU, estará presente no local para desenvolver jogos e gincanas e ainda realizar aferição de pressão e alongamento com os participante.

“O Bike Sem Barreiras tem como objetivo promover qualidade de vida e mobilidade para pessoa com deficiência através da inclusão. Queremos trazer para essa parte da população a vontade de se engajar em uma atividade de lazer, que no caso do nosso projeto, é andar de bicicleta. Um ato simples para a maioria das pessoas, mas inviável para o público em questão, até a implantação do Bike Sem Barreias. Através do Grupo Ser Educacional e do Instituto HandsFree, este projeto será ampliado para outros estados ”, explica Sérgio Murilo, coordenador do Instituto Ser Educacional.

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Em funcionamento desde o dia 18 de dezembro, o bicicletário funciona de acordo com a programação da ciclofaixa – domingos e feriado, das 9 às 16 horas, e está localizado na Praça Edgar Amorim, na Jaqueira – ao lado do restaurante Tokiomaki, na Av. Rui Barbosa, em Recife. O café da manhã do Bike sem Barreias acontecerá todo último domingo de cada mês.

Fonte: Ser Educacional

Campanha Adote Um Pet com Deficiência já tem datas este ano

A Campanha #AdoteUmPetComDeficiencia tem agenda mensal fixa até dezembro de 2016 e ganha mais duas edições itinerantes nos meses de janeiro e fevereiro. Entretanto, a meta é fazer uma edição extra a cada mês, para isso, a equipe busca outros locais para realizar o evento. No total, seriam 12 edições fixas, mais 12 itinerantes.

Confira as próximas edições:

17/01/16 – Meau | Rua Brig. Gavião Peixoto, 557, Lapa, das 9h às 18h
31/01/15 – RealtON | Rua Groelândia, 393, Jd. América, das 9h às 18h
07/02/16 – Meau | Rua Brig. Gavião Peixoto, 557, Lapa, das 9h às 18h
28/02/16 – RealtON | Rua Groelândia, 393, Jd. América, das 9h às 18h
27/03/16 – RealtON | Rua Groelândia, 393, Jd. América, das 9h às 18h

 

O objetivo da campanha, idealizada por Livia Clozel, e junto com os Defensores de Animais, Luiz Scalea e Giuliana Stafanini, do Proteção Animal, é uma só: criar um evento especialmente para Pets com Deficiência e Especiais, gerando a oportunidade única de unir outras ONGs e protetores, promovem a adoção de seus Pets, uma vez que eles tem o menor indice de obterem um lar.

Todos os Pets para adoção devem ser cadastrados, vacinados e vermifugados. Após isso, entram para a seleção dos que vão participar de cada evento.

O objetivo é quebrar preconceitos, conscientizar e promover a adoção consciente, gerando conhecimento sobre o assunto e criando um elo entre as pessoas que desejam ter um companheiro de quatro patas que estão esperando por uma família.

Neste caso, o índice de adoção é minimo. A maioria dos Pets com deficiência participam de inúmeros eventos durante e acabam não sendo adotados, desta forma, acabam passando toda a vida, ou até a morte, no respectivo abrigo.

Em um evento de adoção convencional, 90% dos filhotes são adotados. Esta realidade é inversa e chega ao índice de +90% de não adoção aos Deficientes e Especiais.

São considerados Pets com Deficiência todos aqueles que apresentam problemas motores, mentais, renais, amputados, paraplégicos, cegos, que tomam medicações constantes, necessitam de tratamento periódico etc.

Os pets especiais são os de cor preta, a partir de 6 meses à idosos, que por sua vez que têm menor índice de adoção.

A Campanha prova que um pet com deficiência tem uma vida normal: muitos deles não precisam sequer de acompanhamento médico por conta da deficiência, e todos são grandes companhias! Sem contar que, na verdade, o preconceito é que é uma deficiência e impede a adoção absoluta de qualquer tipo de animal.

Informações: Facebook

 

Campanha Adote um Pet com Deficiência agora é mensal

A partir de dezembro deste ano, os eventos mensais da campanha vão acontecer no Jardim Europa, no espaço cedido pela RealtON – os organizadores seguem buscando o local para o evento do mês de novembro

A Campanha Adote um Pet com Deficiência passará a ser um evento mensal de adoção. Já aconteceram duas edições e a próxima será dia 25 de outubro, domingo, no espaço da Reserva Animal, na Rua Dom Henrique Mourão, 184, no bairro do Peri, das 10 às 17 horas.

A quarta edição, que acontece em novembro, está em negociação de datas para ser realizada no Dog Zone do parque Villa Lobos e, a partir de dezembro, haverá um evento por mês na sede da RealtON – primeiro outlet de imóveis novos do país, na Rua Groenlândia, 393, Jardim Europa. O objetivo é que, além de ser mensal, a campanha aconteça de forma itinerante: “queremos realizar eventos em diferentes bairros de São Paulo para trabalhar na conscientização e incentivar a adoção de pets com deficiência”, explica Livia Clozel, Comunicação e Estratégia da Uhelp.com, idealizadora da campanha.

No evento do dia 25 de outubro, estarão disponíveios para adoção cinco gatos e 15 cães. A campanha segue em parceria com a Luiz Proteção Animal. Giuliana Stefanini, Gerente da ONG, explica: “buscamos pessoas conscientes, que adotem por amor e que não tenham preconceito com a condição do animal, a cor e a idade”. Nos abrigos, os pets que costumam ficar, muitas vezes até o fim de suas vidas, são os mais idosos, aqueles que têm algum tipo de deficiência física e os de cor preta. Livia Clozel enfatiza que é só o começo do trabalho: “seguimos buscando um local para que aconteça um evento no mês de novembro, e sabemos que há muito a fazer para mudar a realidade dos pets com deficiência no país”.

Além dos eventos de adoção, a campanha segue angariando doações que servirão para que a Luiz Proteção Animal e outras ONGs que participarem possam continuar realizando seu trabalho, que é de recolher e abrigar os animais, vacinar, castrar, vermifugar, entre outros. Giuliana lembra: “todo pet disponível para adoção é vermifugado, vacinado, castrado, e ainda há os cuidados diários, com ração, por exemplo, e os cuidados especiais, no caso de um animal que necessite de amputação, internação, medicamentos etc. Para que as adoções aconteçam, precisamos manter esses animais, tratar, alimentar, e esses custos precisam ser cobertos, toda ajuda é bem-vinda”.

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Não existem dados concretos sobre a quantidade de animais com deficiência no Brasil, as estima-se que cerca de 10% dos abandonados ou resgatados têm algum tipo de condição que os define como um animal com deficiência, ou seja, dificilmente serão adotados.

Entre os pets adotados no último evento da campanha, por exemplo, está uma cachorrinha amputada que aguardava por um lar há três anos, outra que passou 12 anos sendo matriz para venda de filhotes e sofrendo maus-tratos, mas que foi resgatada e agora finalmente adotada: “nos abrigos, existem animais que esperam há mais de cinco anos por um lar”, lembra Livia. Giuliana reforça a importância da iniciativa: “cada 5 animais com deficiência que conseguimos encaminhar para um novo lar significa o mesmo que 20 filhotes adotados em um evento convencional”.

Informações: UHelp

Primeiro evento da Campanha Adote um Pet mudou de dia, agora é sábado!

Atenção! A data do primeiro evento da campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA mudou do dia 30 para dia 29 de agosto, próximo sábado!

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A Uhelp.com reuniu casos de pessoas que adotaram pets nesta situação e que contam um pouco dessa relação de amor. Ao começar a conhecer histórias de pessoas que adotaram pets com deficiência, conhecendo um pouco mais esse universo e reunindo informações para realizar a campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA, a Uhelp.com não viu outra forma de mostrar o quanto a doação é um ato de amor a não ser contando essas histórias. Conheça um pouco de cada uma delas:

A Giuliana Stefanini é gerente da Luiz Proteção e adotou o Frederico há pouco mais de um ano. Para ela, cuidar do cãozinho da raça dachshund já é natural: “é como escovar os dentes”, revela. Ela revela que foi a melhor coisa que já fez na vida: “o Fred é um anjo!”. O pet tem deficiência física e precisa usar andador nas patas traseiras, mas nem por isso deixa de fazer estripulias e encher a dona de orgulho. Giuliana enfatiza que é muito importante divulgar a causa dos pets com deficiência, porque é muito difícil alguém adotá-los. “Infelizmente, eles ficam esquecidos, pois as pessoas têm preconceito”, declara.

Sharon Reibscheid, veterinária que há 24 anos cuida de animais, além de atender pets com deficiência, tem dois deles em sua clínica: “adotar um animal com deficiência é incrivelmente recompensador: eles vivem super bem, se adequam rapidamente à sua nova condição e nos ensinam a sermos seres humanos melhores”. Ela conta que Vicky ficou cega devido ao Diabetes e Hope precisou ser amputada devido a um tumor ósseo: “as duas vivem muito bem e são a alegria da clínica”, revela Sharon.

Sabrina Custódia é paratleta e faz parte, com Adriele Silva e Vinícius Rodrigues, do time Ultrability apoiado pela Uhelp.com, que tem como objetivo captar recursos que serão destinados à manutenção das próteses utilizadas pelos paratletas, que estão treinando pesado para tentar uma vaga na equipe paralímpica brasileira. Ela acolheu, há 3 meses, o Junior, um buldogue inglês que foi rejeitado para venda por ter lábio leporino. Sabrina explica que apesar de ser apenas um problema estético e não de saúde, ele não pôde tirar pedigree, por isso, sua venda seria muito difícil. Para Sabrina, o fato dele ser um cão considerado fora do padrão não interferiu em nada na escolha: “foi amor à primeira vista”, ela enfatiza.

A própria Livia Clozel, Comunicação e Estratégia da Uhelp.com, é um desses casos. Livia adotou a pequena Amora há cerca de 3 anos: “ela é amputada e sofreu maus tratos, demorou a se sentir segura, mas hoje é uma companheira incrível”, enfatiza.

Na campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA, na qual a Uhelp.com está unindo nomes importantes do universo de defesa animal em prol da adoção de cães e gatos portadores de alguma deficiência. O evento terá duas edições na cidade de São Paulo, uma agora, no dia 30 de agosto, e outra em 20 de setembro. Saiba mais abaixo:

Campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA

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A Uhelp.com Associação Assistencial é uma Associação Civil, sem fins lucrativos. Com a finalidade de realizar a campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA, é a responsável por unir nomes como Ampara Animal, Luiz Proteção Animal, Praça Velorama e Dog Zone Villalobos/Portinari. O objetivo do evento é incentivar a adoção e promover a conscientização de que um animal com deficiência é um pet como todos os outros, pois apesar de suas limitações, a capacidade de superação que eles têm é infinitamente superior. E cá entre nós, participar desse processo e conviver diariamente com cada progresso é uma experiência única e extremamente gratificante.

A Campanha tem a hashtag #especialmentediferente, criada pela Ampara Animal, e contará com duas edições da feira de adoção, em pontos distintos da capital paulista. A primeira acontece no dia 30 de agosto, na Praça Velorama, na Rua Groenlândia, 848. No dia 20 de setembro, é a vez do Dog Zone nos parques Villalobos e Portinari, na zona Oeste de São Paulo. Já estão confirmadas, até o momento, as participações da Ampara Animal e da Luiz Proteção Animal, ambas com trabalhos voltados para adoção – e que incluem pets com deficiência.

Juliana Camargo, presidente da Ampara Animal explica que “são considerados pets com deficiência os que apresentam problemas motores, mentais, renais, idosos, amputados, cegos e os de cor preta, uma vez que têm menor índice de adoção”. Para Livia Clozel, Comunicação e Estratégia da Uhelp.com, “um pet com deficiência tem uma vida normal: muitos deles não precisam sequer de acompanhamento médico por conta da deficiência, e todos são grandes companhias! Sem contar que, na verdade, o preconceito é que é uma deficiência!”

Adote um Pet com Deficiência – 1a edição
Data: 29 de agosto
Local: Praça Velorama | Rua Groenlândia, 848 | Jardim América
Horário: 12h às 18h

Fonte: Uhelp.com