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Fundador da Água Doce, explica como avaliar uma boa cachaça de alambique

Há diferentes versões sobre a história da cachaça, bebida brasileira que faz sucesso nacional e internacionalmente. De acordo com a versão apresentada pelo historiador Luís da Câmara Cascudo, no livro Prelúdio da Cachaça, a primeira cachaça foi destilada por volta de 1532 em São Vicente, no litoral de São Paulo, local onde surgiram os primeiros engenhos de açúcar no Brasil.

O destilado ganhou a preferência dos brasileiros e, por isso, hoje, 13 de setembro, é celebrado o Dia da Cachaça. O que muitos desconhecem é que este tipo de produto deve ser apreciado como uma bebida especial, principalmente as que contam com uma produção artesanal. As diferentes versões podem ser harmonizadas com pratos, da mesma forma que fazemos com vinhos. Para desvendar este universo, Delfino Golfeto, fundador e presidente da Água Doce Sabores do Brasil, mostra curiosidades sobre a produção e degustação da cachaça.

Os 80 restaurantes da marca, localizados em diferentes regiões do Brasil, contam com uma diversificada carta de cachaças, sendo todas elas degustadas e aprovadas pelo próprio Delfino. Dessa forma, figuram apenas os rótulos de alta qualidade, que passam por uma nova avaliação a cada dois anos. Para se tornar um conhecedor da bebida, o primeiro passo é entender que pinga e cachaça são bem diferentes.

“Tecnicamente falando, a pinga é um produto sintético, cheio de químicas e vendido comercialmente, em larga escala. No caso da cachaça, é produzida a partir da fermentação da cana de açúcar, descansadas em tonéis de madeira, de forma natural. Essa bebida, de alambique, é artesanal, sem qualquer adição química e seu sabor é completamente diferente. É esse o nobre produto nacional, que deve ser apreciado e valorizado”, revela o embaixador no Brasil.

Para avaliar a bebida, quando se toma uma dose é preciso observar alguns fatores, como a acidez, o sabor alcoólico inicial e residual. A doçura também deve ser observada, pois se for positiva será resultante dos compostos doces do próprio produto e do método de armazenamento, ou seja, quando recebe açúcares da madeira em que a cachaça é armazenada. Se for negativa é quando há a adição de sacarose e, muitas vezes, o açúcar disfarça sabores ruins.

“Uma boa cachaça é límpida, transparente e sem resíduos. Nós, especialistas, avaliamos a aparência e o aroma da bebida e não apenas o sabor. Ao cheirá-la, o aroma deve ser agradável e despertar a vontade de saboreá-la. Uma cachaça de boa qualidade, por exemplo, deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o copo ou cálice para apreciar o produto deve ser liso, transparente e de boca larga. Assim, a bebida queima agradavelmente na boca, descendo de forma suave”, explica em detalhes Golfeto.

A busca pela qualidade começa no preparo do solo para o plantio da cana de açúcar. O processo requer a escolha correta do terreno, um bom preparo do solo e a seleção criteriosa da variedade da cana. Em seguida, o plantio e a colheita precisam ser realizados na época correta. A moagem, extração da sacarose, fermentação e destilação são processos igualmente importantes. Outra questão que pesa muito é o tipo de madeira utilizada na fabricação, pois isso traz uma modificação química e sensorial na cachaça, além de contribuir com aromas, cores e sabores.

O processo de envelhecimento é feito de acordo com cada tipo de madeira utilizada, sendo que as mais comuns são Carvalho, Amburana e Balsamo. Isso influencia diretamente no resultado, pois cada madeira cria sabores diferenciados e aromas frutados. Para ter qualidade, a cachaça precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos em uma boa madeira. Se ficar acima de oito anos, torna-se um produto nobre e ganha status.

“Quando nós, degustadores, colocamos o líquido em contato com a língua por alguns segundos, já conseguimos distinguir e definir o paladar, entre as opções adocicada, ácida, amarga ou salgada. A gente demora de 15 a 20 minutos para degustar uma cachaça. Já um coquetel e uma batida demoram mais, cerca de 20 a 30 minutos. Alguns especialistas costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam, mais conhecidas como rosário. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida. No processo de degustação de rótulos com gradação alcoólica diferente, é essencial tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro, pois isso auxilia na limpeza do paladar”, ressalta o fundador e presidente da Água Doce.

Saiba harmonizar


Pratos com acento tropeiro, como linguiças, torresmos, carnes suínas e tutu de feijão, se encaixam bem com uma boa cachaça. Segundo Golfeto, há dois tipos básicos de harmonização: por semelhança, com uma cachaça suave com pratos mais suaves ou cachaças adocicadas com pratos agridoces; ou contraposição, apostando no contraste, ou seja, uma cachaça mais ácida com pratos adocicados. Para que a bebida possa valorizar a comida é preciso levar alguns fatores em consideração, como o teor alcoólico, o índice de acidez, os sabores, o aroma e o tipo de envelhecimento.

No caso das cachaças neutras, que apresentam aspecto cristalino e não passam pelo processo de envelhecimento, os pratos mais indicados são: tilápia ao molho de camarão, bolinho de bacalhau, camarão crocante, saladas, queijo provolone e tilápia crocante. Já no caso das cachaças que passam pelo processo de envelhecimento em tonéis madeiras, é preciso levar em consideração o tipo de madeira utilizado para escolher o prato para harmonização. As cachaças envelhecidas no Balsamo, por exemplo, combinam com filé mignon com gorgonzola, picadinho de carne, isca de tilápia e picanha na chapa. A Amburana pode ser perfeita quando a opção é um bolinho de carne de sol, bolinho de mandioca recheado, chapa mista com picanha, linguiça e filé de frango e, por incrível que pareça, até mesmo com sobremesas. O Carvalho, por sua vez, pode ser harmonizado com pratos como escondidinho, costelinha suína, torresmo e carne de sol.

Museu da Cachaça

Outra curiosidade é que Delfino fundou em maio de 2004 o Museu da Cachaça, localizado em Tupã, no interior de São Paulo, onde fica a sede da Água Doce Sabores do Brasil. O local tem mais de 3 mil rótulos, além de contar a história da bebida e o processo de fabricação. A Água Doce foi pioneira na valorização da cachaça ainda nos anos 1990, investindo tanto na variedade de opções da bebida, como no uso em caipirinhas e outros drinques.

Como em tempos de pandemia fica mais difícil visitar determinados locais, a marca preparou um tour virtual para que os apaixonados pela bebida possam conhecer um pouco mais sobre o local, por meio de uma navegação guiada em 360º com vídeos, fotos e explicações sobre o acervo e sobre a história da cachaça.

Fonte: Água Doce

No Dia da Cachaça, desvende como produzir e degustar a bebida típica do Brasil

Especialista em cachaça, Delfino Golfeto explica como é feita a produção artesanal e quais fatores devem ser observados na degustação da bebida; tema é abordado em websérie da Água Doce, veiculada em suas redes sociais

Hoje, 13 de setembro, é comemorado o Dia Nacional da Cachaça. A data foi criada pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), em 2009. Pegando carona na celebração, a Água Doce Sabores do Brasil decidiu produzir uma websérie com um guia que traz preciosas informações sobre como plantar a cana-de-açúcar, produzir a cachaça artesanalmente e, principalmente, como degustar a mais típica das bebidas brasileiras.

Com quatro capítulos, a websérie está disponível redes sociais da rede de franquias e conta com dicas e recomendações concedidas por Delfino Golfeto, empreendedor, fundador do Grupo Água Doce – Sabores do Brasil e especialista que trabalha com cachaça há mais de 30 anos.

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Tudo começa na roça, já que uma cachaça de qualidade depende do bom preparo do solo, rico e bem cuidado. Além disso, a fermentação precisa ser perfeita e a destilação deve ser realizada com muita atenção, principalmente com base no teor alcoólico. Segundo Delfino, a cana deve ser colhida no momento certo, quando a quantidade de açúcar atinge seu ponto máximo de maturação. “Na produção da cachaça artesanal tudo tem que ser feito com muito carinho, de pouco em pouco, por isso é importante que o transporte também seja feito em pequenas quantidades”, revela.

A próxima etapa é a fermentação, processo que transforma o açúcar da cana em álcool. É neste momento que definimos a qualidade da cachaça. Em seguida, chega o momento de efetuar a destilação. O resultado é uma bebida límpida, cristalina e incolor, ou seja, a famosa branquinha!

“Nesse momento, você já pode bebê-la, mas as branquinhas podem ser descansadas em barris de madeira neutra. Ou, se preferir, você pode também envelhecer a cachaça, em barris de madeiras nobres, tornando-a aromática e colorida”, revela o fundador da Água Doce. Enfim pronta, chegou a hora da degustação. Para isso, basta colocar a cachaça em um copo. Primeiro, sinta o aroma dela, dessa forma é possível identificar se ela é de boa qualidade, já que se agredir seu nariz, trata-se de uma cachaça muito ácida, e isso não é bom sinal. Outros fatores a serem avaliados são a presença de bolhas, transparência, oleosidade e frutosidade.

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Para assistir aos vídeos do guia completo é só acessar Facebook da Água Doce Sabores do Brasil clicando em cada episódio: Episódio 1 / Episódio 2 / Episódio 3 / Episódio 4

Para saborear uma boa cachaça, a Água Doce Sabores do Brasil conta com o cardápio mais completo do País, com mais de 100 rótulos que podem ser degustadas nas unidades da rede.

Para celebrar a data em grande estilo

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Desde as raízes há quase 30 anos, a Água Doce tem dedicado um carinho especial à bebida genuinamente brasileira. Como parte das festividades, a rede promove um concurso que premiará um cliente com uma garrafa de Havana, uma das cachaças mais caras do mundo. Para participar, basta os clientes tirarem uma foto em um dos restaurantes da Água Doce, com uma combinação entre cachaça e algum prato ou porção. Em seguida, é preciso postar a imagem no Instagram com a hashtag #CombinaComCachaça. O grande vencedor será o consumidor que efetuar a harmonização mais criativa. Vale ressaltar que o Instagram precisa estar em modo público para que a foto possa concorrer e que é proibida a participação de menores de 18 anos.

Sobre a Água Doce

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Os restaurantes da Água Doce são destino para famílias e grupos de amigos que buscam fazer de almoços, jantares, happy hours e confraternizações variadas um momento especial de entretenimento. O cardápio é extenso, repleto de delícias da culinária brasileira servidas em fartas porções e pratos. Além do extenso menu de cachaças e drinques, a casa é reconhecida pelo melhor escondidinho do País, presente nas versões tradicional (carne de sol), camarão, frango e bacalhau.

Explorando o conceito rústico, os restaurantes proporcionam espaço aconchegante aos clientes, com música ao vivo e espaço kids, mais conhecido como Doce Cantinho. Atualmente, são 75 unidades em nove estados. Além do conceito de restaurante completo, a rede lançou duas marcas com modelos mais enxutos voltados para shopping centers, centros empresariais, supermercados e locais com alta movimentação de pessoas: Água Doce Express e Rei do Escondidinho.

13 de Setembro: Dia da Cachaça

Delfino Golfeto, o Embaixador da Cachaça no Brasil, explica como avaliar uma boa cachaça de alambique

O especialista, que preside a rede Água Doce – Sabores do Brasil, com mais de 90 restaurantes com uma carta de cachaças degustada e aprovada por ele, com cerca de 100 rótulos, alerta: nem toda marca que faz um bom marketing é uma cachaça artesanal, de alambique

A cachaça é o verdadeiro destilado nacional. Delfino Golfeto, considerado o Embaixador da Cachaça no Brasil, defende a versão artesanal, de alambique, como um produto nobre, que deve ser apreciado como uma bebida especial.

“Foi-se o tempo em que as pessoas tomavam a ‘pinguinha’ no boteco e eram discriminadas. Primeiro, porque pinga e cachaça são muito diferentes. Pinga é um produto sintético, cheio de produtos químicos e vendido comercialmente, em larga escala. Já a cachaça é produzida a partir da fermentação da cana de açúcar, em tonéis de madeira, naturalmente. Esse nobre produto, de alambique, é artesanal e, como já citei, natural. Não tem qualquer adição química e seu sabor é completamente diferente. É esse o nobre produto nacional, que deve ser apreciado e valorizado”, diz ele.

Em sua rede de restaurantes, a Água Doce – Sabores do Brasil, há uma carta de cachaças degustada por especialistas, na qual figuram somente produtos de altíssima qualidade, que são avaliados a cada dois anos. “Nós degustamos uma a uma e as que perdem qualidade são excluídas do cardápio”, explica Golfeto.

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Aqui, ele mostra como avaliar uma boa cachaça:

– Quando se toma uma cachaça, é preciso observar a ‘agressividade’, a acidez, o sabor alcoólico inicial e residual. A doçura também deve ser observada: é positiva se ela for resultante dos compostos doces do próprio produto e do método de armazenamento (quando também recebe açúcares provenientes da madeira na qual a cachaça é armazenada). É negativa quando é resultante da adição de sacarose. Muitas vezes, o açúcar mascara sabores ruins;

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– Uma boa cachaça é límpida, transparente e sem resíduos. O degustador também avalia a aparência da bebida e não só o seu sabor. Em seguida, ele a cheira: o aroma deve ser agradável e dar vontade de continuar cheirando – além de despertar a vontade de saboreá-la;

– A boa cachaça deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o cálice deve liso, transparente e de boca larga. A bebida queima agradavelmente na boca, “descendo bem suave”;

– O degustador de cachaça, quando a coloca em contato com a língua por alguns segundos, sabe definir o paladar: adocicado, ácido, amargo ou salgado.

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– No processo de degustação de várias cachaças de gradação alcoólica diferentes é importante tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro.

– Para degustar uma dose, o ‘cachaçólogo’ demora de 15 a 20 minutos. Um coquetel e uma batida requerem de 20 a 30 minutos.

– Geralmente, a boa cachaça tem aroma suave. Alguns degustadores costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida.

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– A busca pela qualidade começa no preparo do solo. O processo requer a escolha correta do terreno, um bom preparo do solo e a seleção criteriosa da variedade da cana. O plantio precisa ocorrer na época correta, assim como a colheita. A moagem, extração da sacarose, fermentação e destilação são igualmente importantes.

– A cachaça de qualidade precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos numa boa madeira. Se ficar acima de oito anos, vira produto nobre e ganha status.

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Informações: Água Doce