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Gostosuras ou cáries? Dentista dá dicas para aproveitar o Halloween sem ter que escolher

É possível se deliciar com as guloseimas e ainda assim ter os dentes saudáveis

O Halloween está chegando e com ele abóboras, caveirinhas e sacolinhas recheadas, para desespero dos pais, também prometem ‘invadir’ a rotina da criançada nos próximos dias. É fato que doces não combinam com dentes saudáveis, mas é possível abrir uma exceção e curtir a festa sem preocupações com o sorriso.

“Não podemos descuidar da saúde bucal, mas os doces não precisam ser os vilões do Halloween. É possível aproveitar a festa, se divertir e ainda continuar com o sorriso saudável. Se a criança tem uma boa rotina de escovação e vai ao dentista regularmente não há problema em comer alguns docinhos nesta época”, conta Carla Sarni, CEO da Sorridents.

Para não ter problemas pós-Halloween, Carla separou algumas dicas:
-Escovar bem os dentes sempre que consumir os doces
-Não esquecer de passar o fio dental
-Não ingerir todos em um só dia, o ideal é porcioná-los para que sejam consumidos aos poucos
-Dividir com outras crianças e até mesmo com os adultos de casa ou parentes

Já para o dia a dia, com ou sem Halloween, a profissional ressalta a importância de:
-Não esquecer de agendar consultas de rotina a cada 6 meses para cuidar do sorriso das crianças
-Reforçar a importância de escovar ao menos 3 vezes ao dia e passar fio dental
-Não liberar açúcar todos os dias

Vale destacar que o açúcar presente na maioria dessas guloseimas oferecidas na caça aos doces é maléfico para todo o organismo, pois contribui com a obesidade e com outros problemas de saúde quando consumidos em abundância, por isso, é muito importante que os pais e responsáveis se atentem à quantidade de açúcar ingerida diariamente. Não só nos doces, mas também os açúcares disfarçados em outros alimentos, tais como iogurtes, condimentos (mostarda, molhos, catchup), biscoitos, entre outros.

“Para quem vai montar as sacolinhas, uma boa ideia é optar por dar doces mais saudáveis e sem açúcar, por exemplo. Hoje em dia é possível encontrar opções semelhantes aos tradicionais que não perdem em nada no sabor. Entretanto, mesmo assim, ainda é preciso escovar os dentes e não consumi-los em excesso”, finaliza a dentista.

Fonte: Sorridents

Mau odor na boca: será que tenho? Dúvida é tema da Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito

Ações realizadas pela Associação Brasileira de Halitose a partir do dia 22 de setembro vão incentivar o questionamento a pessoas próximas, além de informar e orientar sobre saúde bucal e tratamentos; especialista explica como produtos de higiene oral combatem o problema

Mau hálito, halitose, bafo… enfim, o odor desagradável do ar expelido pela boca é um problema que atinge uma grande parte da população e normalmente causa grande constrangimento. No entanto, muitas pessoas não têm certeza se realmente estão com halitose, sofrem sozinhas e muitas vezes decidem se afastar de outras pessoas. Desconfiar que tem mau hálito e sofrer sozinho com a dúvida é algo mais comum do que se imagina, já que a halitose atinge quase 1/3 da população mundial.

“No Brasil, pesquisas revelam que aproximadamente 30% da população sofrem com o problema, que é cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose não é uma doença, mas pode denunciar a ocorrência de alguma patologia, problema de saúde ou alteração fisiológica. É um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio”, explica a cirurgiã-dentista Karyne Magalhães, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). A maioria das pessoas sente mau hálito em alguns momentos do dia e, de 9 em cada 10 casos, o problema se origina na boca.

“Na grande maioria dos casos, o mau hálito, ou halitose, tem origem na própria boca, principalmente na região localizada entre os dentes (região interdental) e também na língua, que é um músculo revestido por papilas gustativas”, explica o Prof. Dr. Mario Sergio Giorgi cirurgião-dentista homeopata e Membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

A Associação decidiu abordar a problemática em sua nova Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito 2022: “Mau Hálito: Na Dúvida, Pergunte!”. Promovida pela ABHA a partir do dia 22 de setembro, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito, a ação acontecerá em todo país até amanhã, dia em que se celebra o Dia Nacional do Cirurgião-Dentista. “Nosso intuito é incentivar as pessoas a, sempre que tiverem dúvidas, perguntarem para entes de seu convívio. Com a resposta, elas podem buscar tratamento”, conta Karyne.

Segundo Giorgi, o principal agente causador da halitose é um tipo de biofilme chamado saburra lingual. “Essa saburra se apresenta como uma placa esbranquiçada que se forma continuamente sobre o dorso da língua devido à falta de uma higienização específica com a utilização de limpadores de língua. A saburra sofre fermentação e libera compostos sulfurosos voláteis (CSV), que possuem um odor muito desagradável e causam a halitose”, diz o cirurgião-dentista.

O problema tem inúmeros efeitos negativos na vida das pessoas. Ainda segundo Karyne, a insegurança e o isolamento social, resultando em transtornos psicológicos, são alguns deles, muitas vezes afastando o indivíduo do convívio social, afetivo e profissional. Outra consequência comum é a peregrinação médica, com gastos excessivos em exames que não detectam a causa. “Essa alteração está em 90% dos casos relacionada a algum transtorno bucal, como a baixa salivação, doenças bucais ou até uma dieta desequilibrada, devendo ser identificada através de um correto diagnóstico e tratada adequadamente. É por isso que o cirurgião-dentista qualificado em halitose deve ser o primeiro profissional a ser buscado. Então aí, se necessário, o tratamento poderá ser multidisciplinar, envolvendo outras especialidades.”

A presidente da ABHA ainda destaca a chamada halitose subclínica ou subjetiva, que ocorre quando há ausência de mau cheiro na boca, mas o paciente sente uma distorção do olfato e do paladar, que o fazem acreditar que tem mau hálito, quando na verdade não tem. “Não somos bons avaliadores do próprio odor. O olfato se adapta a qualquer cheiro, o que chamamos de fadiga olfatória. É o mesmo caso quando usamos um perfume há muito tempo e não nos damos conta mais do cheiro. E fazer essa avaliação a partir das reações das pessoas só serve para alimentar as inseguranças. A única forma de saber se você está ou não com o hálito alterado é perguntando”, afirma a profissional qualificada em halitose.

A campanha prevê palestras e ações sobre adequação dos hábitos diários para manutenção da saúde bucal e informações sobre tratamento direcionado, que possam tranquilizar o paciente.

Como combater

A ingestão frequente de água auxilia a redução do problema (2 litros de água por dia), mas não resolve totalmente o problema. “A halitose pode ser prevenida através da correta higiene oral. É importante realizar diariamente a higienização da língua e a remoção da saburra”, explica o professor.

“É necessário utilizar escovas e instrumentos próprios para a limpeza da língua. A escova para língua deve ter cerdas um pouco mais firmes que as das escovas dentais. Isto porque na língua existem fissuras e irregularidades onde as cerdas devem penetrar de forma adequada para conseguir desalojar a saburra lingual. A escova também deve ter um perfil baixo, para não provocar ânsia, e ter uma superfície circular que se adapte à forma da língua sem provocar desconfortos”, afirma o especialista.

A escova e o gel TUNG Brush e TUNG Gel, da EHM, são ideais para prevenir e controlar o mau hálito. “Estes produtos desencadeiam um efeito sinérgico, em que a ação mecânica das cerdas da escova, somada às substâncias ativas do gel, inibem a formação desses gases de odor desagradável”, completa.

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Além da escova específica para língua, é recomendável o uso dos chamados higienizadores linguais plásticos. Estes removem a saburra lingual de forma muito mais eficiente do que as escovas normais, sem machucar a língua ou sem provocar ânsia ou náuseas.

“Os higienizadores linguais devem ter um design que se adapte ao formato da língua possibilitando a remoção da saburra de forma simples. Podem ser mais estreitos ou mais largos, ter lâmina dupla ou simples e ter ranhuras ou não. O raspador com ranhuras deve ser utilizado principalmente para a remoção da placa mais aderida.

Já o raspador liso de uma lâmina é o ideal para manutenção diária por ser mais estreito e delicado”, explica o cirurgião-dentista. Para a higienização completa, o especialista recomenda o uso do higienizador de língua CTC 201, de lâmina simples, e do higienizador de língua CTC 202, de lâmina dupla, ambos da Curaprox. “Estes cuidados combinados com uma ótima higienização bucal e visitas regulares ao dentista são ideias para evitar a halitose”, finaliza Giorgi.

Fontes:
ABHA: Associação Brasileira de Halitose é uma Associação Civil, de direito privado, de caráter cultural e científico, sem fins lucrativos, religiosos ou políticos, constituída por um número ilimitado de associados e fundada na Bahia, em 1998. Atualmente é a principal referência quando se fala em halitose no Brasil, graças ao desempenho de seus diretores e membros, que trazem em cada ato a seriedade e, acima de tudo, o compromisso com a categoria odontológica e a população. Um dos objetivos é alertar a população contra o uso indevido de produtos que não possuem registro junto à Anvisa. Além de incentivar o desenvolvimento e aprimoramento de estudos e pesquisas na área de Halitose, contribuindo para o crescimento técnico e científico dos profissionais de diferentes áreas da saúde.
Curaprox: a empresa trouxe para o Brasil a escova de dente com o maior número de cerdas do mercado, 5460, um diferencial significativo na hora da escovação. A variedade produtos, que vão de limpadores de língua até escovas dentais, oferecem benefícios com alta qualidade, garantindo a prevenção de doenças de forma eficiente sem machucar as gengivas. Instagram: @curaproxbrasil

Quando as doenças bucais são associadas a distúrbios emocionais

Sempre ouvimos falar que a boa saúde começa pela boca. De fato, isso é verdade, mas ela também envolve outros fatores, principalmente o bem-estar físico, emocional e psicológico. Quando algo não vai bem emocionalmente pode afetar também a rotina diária, os relacionamentos e acabar atingindo a saúde de um modo geral, incluindo a saúde bucal.

“Nossas emoções dependem de níveis flutuantes de neurotransmissores, que causam a ativação de diferentes partes do cérebro responsáveis por diferentes humores, ou ativam partes do cérebro que desencadeiam a estimulação do sistema nervoso autônomo. Se isto não estiver em equilíbrio há diminuição do fluxo salivar, alteração do paladar e sintomas e sinais bucais poderão ser desencadeados”, afirma Dulce Helena Cabelho Passarelli, cirurgiã-dentista, mestre e especialista em Estomatologia e Patologista Bucal, autora do Atlas de Estomatologia Casos Clínicos.

Segundo a especialista, muito do estresse que passamos no dia a dia pode refletir também na saúde bucal porque muitas doenças bucais são reflexo de um estado emocional em desequilíbrio. Sem perceber, o paciente passa a sofrer de bruxismo, que leva aos desgastes dentários, aumentando a probabilidade de levar a perda de dentes. Isso sem contar que maus hábitos alimentares e falta de higiene adequada também aumentam a incidência de cáries.

É preciso ficar de olho em alguns sinais do corpo:

  • Ansiedade: é comum ficarmos ansiosos quando há uma grande mudança na rotina ou na vida. Mas quando ela é excessiva pode fazer com que se descuide da higiene bucal, escovando os dentes muito rapidamente, o que pode causar gengivites (inflamações nas gengivas), cáries e até retração gengival
  • Estresse: em excesso causa a diminuição da saliva e reduz a resistência às bactérias. Também faz com que o paciente force o apertamento e o ranger de dentes. Além disso, essa tensão pode levar a uma disfunção temporomandibular. Essa condição causa dor de cabeça e dificuldade de abrir e fechar a boca.

De acordo com a professora, tanto o sistema orgânico como o profissional são os responsáveis para diagnosticar doenças bucais de origem emocional. Mas não adianta tratar um e deixar o outro sem tratamento. “O diagnóstico preciso das doenças bucais direciona diferentes formas de tratamento e em alguns casos há necessidade de complementar os diversos tipos de tratamento, incluindo psicoterapia, entretanto este só pode ser indicado pelo profissional especializado”, aconselha.

Transtornos alimentares

Dos problemas emocionais comuns entre os brasileiros, destacam-se os transtornos alimentares, como a compulsão alimentar e a própria bulimia, quando em ambos os casos, o paciente consome uma grande quantidade de alimentos ricos em carboidratos, em especial, açúcar e não faz uma boa higienização após as refeições. Na bulimia há o agravo que após o consumo, o paciente se sente culpado e provoca o vômito como uma forma de expurgar o que consumiu. Ambos os casos podem levar a problemas bucais.

“Tanto a bulimia como a compulsão alimentar podem desenvolver doenças bucais. A bulimia em especial, pode provocar vômitos recidivantes e recorrentes que alteram o PH da saliva, causando desgastes dentários conhecidos como erosões”, explica. “A compulsão alimentar faz com que o paciente aumente a formação de biofilme ou placa bacteriana e consequentemente a cárie é instalada com muita facilidade”, considera.

De acordo com Dulce Helena Cabelho, o cirurgião-dentista é o profissional mais capacitado para diagnosticar doenças bucais e tratá-los. “Entretanto, alterações de fundo emocionais deverão ser tratadas por psicoterapeutas e psiquiatras, pela complexidade do tratamento”, afirma.

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Segundo a especialista, a prevenção sempre é o melhor remédio. Por isso, visitas constantes ao consultório odontológico, escovações diárias e corretas dos dentes, uso do fio dental após cada refeição fazem parte de uma boa rotina bucal. “Além disso, fazer uso de uma alimentação equilibrada com frutas, verduras e com pouca quantidade de sacarose (açúcar), hidratação constante. Evitar bebidas alcoólicas e tabagismo”, aconselha. “E em tempos de pandemia, manter a saúde emocional em equilíbrio, previne complicações bucais”, completa.

Fonte: Abimo

Saúde bucal: mais da metade dos brasileiros não vai ao dentista regularmente

14 milhões de adultos brasileiros vivem sem nenhum dente, de acordo com o IBGE; ações sociais buscam reverter esse quadro

Problemas como cáries, gengivite e traumatismo dentário causam grande impacto na qualidade de vida da população e esse é o objeto de estudo da Pesquisa Nacional da Saúde Bucal, que está sendo realizada em 422 municípios brasileiros. O último estudo do IBGE já indicava que 55% da população não ia ao dentista com regularidade e 8 milhões de pessoas acima dos 30 anos usavam prótese dentária. E, ao que tudo indica, com a pandemia da covid-19, esses números ficaram ainda mais precários.

“O acesso ao consultório odontológico no Brasil ainda é muito insatisfatório. Pesquisas indicam que 22% das crianças, 9% dos adultos e 20% dos idosos nunca tiveram acesso ao dentista. Isso preocupa porque podemos dizer com propriedade que a saúde começa pela boca e que uma boa condição bucal é essencial para o equilíbrio da saúde como um todo”, explica o dentista e coordenador de projetos sociais da Neodent, João Piscinini.

Para tentar reverter esse quadro, ações sociais vêm se multiplicando no país ao longo dos últimos anos, ganhando ainda mais importância nesse momento de retomada dos cuidados com a saúde. Um desses projetos, criado em 2016 pela Neodent, é o “Expedição Novos Sorrisos”. Uma unidade móvel com dois consultórios odontológicos leva orientação sobre a importância da saúde bucal e atendimentos a diferentes regiões do país.

Voluntários que aproximam e levam acesso

O projeto, que já realizou mais de 5 mil atendimentos e que estava parado por conta da pandemia, voltou para as ruas. Desde a retomada do projeto, que aconteceu em julho, até agora, a unidade móvel realizou 350 atendimentos em três paradas. Mais de 40 voluntários – dentistas, técnicos e auxiliares de saúde bucal, e também o público geral – auxiliaram no trabalho, que está no interior do Paraná e depois segue para outras regiões do país.

“Já trabalho há 11 anos como técnica, estou no último ano da faculdade de odontologia. Ter experiências como esta que possibilitam a aproximação com os pacientes, entender suas dificuldades e necessidades é muito bacana. Isso foi o que mais me motivou a participar da Expedição”, conta a Técnica de Saúde Bucal e futura dentista, Janaína Lopes. “Doar um pouco de tempo, conhecimento e trabalho para ajudar a construir sorrisos é algo muito gratificante”, ressalta João Piscinini, dentista e coordenador de Responsabilidade Social da Neodent. “Muitos deixaram de lado os cuidados com a saúde bucal na pandemia e sabemos que eles são fundamentais para a saúde como um todo. Por isso essas ações de conscientização e aproximação com a comunidade são tão importantes”, complementa.

Com saúde bucal agravada na pandemia, a aposentada Jucimália Santos viu no projeto itinerante uma oportunidade para cuidar da saúde. “Tenho bruxismo e piorou na pandemia, o que fez meus dentes começarem a quebrar”, conta. A vendedora Karen Monique também elogiou o projeto. “A atenção dos profissionais aqui na Expedição é maravilhosa. Não lembro de ter sido tão bem atendida no dentista antes”, complementa.

Recuperando sorrisos

Foto: Zahnreinigung/Pixabay

O sorriso sempre foi o cartão de visitas de Benedito Domingos da Silva. Corretor de imóveis aposentado, ele se sentia muito constrangido no trabalho com a falta de um dente. “Sou relações públicas da terceira idade e tinha muita dificuldade em falar, sorrir ou cantar. Sorrir é muito importante. Não adianta falar que uma pessoa fechada vai se dar bem, porque não vai”, assegura.

Ele foi uma das 17 pessoas atendidas no início de maio, em Bauru (SP), graças à parceria entre a empresa Neodent e o Instituto Branemark para uma ação social executada pela equipe das cirurgiãs-dentistas Ivete Sartori e Elisa Sartori. A Neodent repassou os implantes, financiou o trabalho dos técnicos em prótese dentária e as cirurgias foram realizadas sem custo para os pacientes. “Sabemos da importância do trabalho voluntário dos cirurgiões-dentistas para que pessoas sem acesso aos serviços de saúde bucal tenham seu sorriso restaurado e retome a qualidade de vida”, comenta o diretor de novos produtos e prática clínicas da Neodent, Sérgio Bernardes.

A seleção foi feita com o auxílio do Conselho Municipal de Saúde de Bauru. Após o atendimento de triagem com os cirurgiões-dentistas, os pacientes passaram por exames laboratoriais para atestar as condições de saúde, além das sessões de preparo para cirurgia. “Há muitas pessoas que não têm condições de implantar a prótese sem ações sociais como essa. Por isso é importante a união de esforços da sociedade”, afirma Ivete.

O atendimento pós-cirúrgico ocorrerá uma vez por mês até novembro e, depois, uma vez por semestre, em um período de 3 anos. “É um tratamento em etapas e esse acompanhamento é importante para confirmarmos que correu tudo bem”, explica Elisa.

Para Silva, agora é o momento de comemorar. “Fiz a cirurgia, deu tudo certo e estou dando piruetas, pois o idoso tem que dar piruetas”, brinca.

Fonte: Neodent

Guia definitivo para escolher a escova dental perfeita para sua saúde oral

Do formato da escova ao tipo das cerdas, passando pelas necessidades específicas de cada indivíduo, saiba todos os detalhes que você deve prestar atenção na hora de comprar sua próxima escova dental

Atualmente, a grande maioria das pessoas já sabe que apenas a escovação convencional não é suficiente para garantir uma higiene oral eficaz. Fio dental, raspadores de língua e escovas interdentais são alguns itens que também devem fazer parte da rotina de cuidados com a cavidade oral. Isso não quer dizer, no entanto, que o uso da escova dental (combinada ao creme dental, é claro) não seja importante. Muito pelo contrário.

A escovação é tão importante para uma higiene oral adequada que até mesmo a escolha do produto que será utilizado no seu dia a dia deve ser realizada com cuidado. Existem uma série de detalhes que devem ser observados para garantir que a escova realizará a higiene não somente de maneira eficaz, mas também sem causar lesões na cavidade oral. Então, para te ajudar a escolher sua próxima escova dental, Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor pela USP, aponta todos os itens que devem ser levados em consideração. Confira:

Foto: Bruno/Germany-Pixabay

-Veja se o material da escova é adequado: bambu, plástico e alumínio são alguns dos materiais utilizados atualmente para a confecção de escovas dentais. E, ao contrário do que muitos pensam, esse não é apenas um detalhe estético. “É importante que a escova seja feita com um material não poroso e seja lisa e sem irregularidades. Caso contrário, existe um maior risco de contaminação e proliferação de microrganismos na escova, o que pode colocar sua saúde em risco”, afirma o especialista.

Verifique a rigidez das cerdas: muitas pessoas acreditam que cerdas duras são mais eficazes na higienização dos dentes, o que não é verdade. Na realidade, o uso de escovas com cerdas rígidas não é recomendado pelos dentistas. “Cerdas muito duras podem desgastar o esmalte dos dentes e provocar retração gengival”, diz Lewgoy, que indica o uso de escovas com cerdas mais macias. Hoje já é possível, inclusive, encontrar no mercado escovas com cerdas feitas com um tipo de fibra ultramacia ideal para uma escovação eficiente e atraumática: o Curen. “O Curen é um tipo de fibra mais fina e ultramacia capaz de desorganizar totalmente a placa bacteriana sem causar injúrias ou traumatismos nos dentes e gengivas”, explica.

-Atente-se à quantidade de cerdas: além de ultramacias, as cerdas devem estar presentes na escova em uma grande quantidade. “Quanto mais cerdas, maior é a eficácia da escovação e menor é o acúmulo de placa bacteriana no dente”, alerta o cirurgião-dentista. “Além disso, uma grande quantidade de cerdas, preferencialmente acima de 5 mil cerdas, ajuda a eliminar os espaços existentes entre os tufos, assim impedindo o acúmulo de sujeiras e restos de alimentos”, afirma. Atualmente, a escova com maior número de cerdas no mercado é a Escova Curaprox Velvet, que conta com 12.460 cerdas ultramacias para formar uma superfície extremamente eficaz na limpeza dos dentes sem perder a suavidade e delicadeza.

Escolha um formato adequado para sua idade: idade é uma das características mais importantes na hora de escolher a escova de dentes, que deve ser usada já a partir do nascimento dos primeiros dentes. “Nessa primeira fase, o ideal é que a escova utilizada possua uma cabeça pequena e anatômica, para que não cause ferimentos, e um cabo ergonômico que permita que o instrumento seja segurado tanto pelos pais, quanto pela criança, como é o caso da escova Curaprox Baby, assim ajudando a estimular a criança precocemente a realizar a higiene oral, o que contribui para estabelecer esse hábito que deverá ser levado ao longo de toda a vida”, destaca o profissional.

Já por volta dos 4 anos, quando começamos a ganhar certa autonomia na escovação, a escova ideal recomendada pelo especialista é aquela que possui um tamanho adequado para ser segurada pelas mãos pequenas dessa idade e uma anatomia que evite a ocorrência de lesões na gengiva, como é o caso da escova Curaprox Kids. “A partir dos 12 anos, quando entramos na adolescência, até a idade adulta, a escolha da escova vai depender das necessidades individuais de cada paciente. Mas, no geral, é importante que as escovas possuam uma grande quantidade de cerdas ultramacias, um cabo que facilita a empunhadura e uma anatomia da cabeça que não cause traumas na cavidade oral. É interessante também apostar em escovas com um design que favoreça a angulação correta durante o ato da escovação, que deve ser de 45º, como é o caso das escovas dentais Nuance Nude, da Swiss Smile”, completa o cirurgião-dentista.

Foto: JanFidler/Morguefile

Suas necessidades individuais também importam: os seres humanos são únicos e possuem necessidades individuais. O mesmo vale para nossa cavidade oral, que pode ter características específicas que precisam ser endereçadas na hora de escolher uma escova eficaz na manutenção da saúde oral. Por exemplo, durante a adolescência e início da fase adulta, é muito comum o uso de aparelhos ortodônticos, que podem impedir que as escovas convencionais realizem uma higiene adequada.

“Dessa forma, quem utiliza aparelhos ortodônticos deve apostar em escovas com uma canaleta central de cerdas rebaixadas, que se encaixam perfeitamente sobre o aparelho para permitir uma higienização eficaz, como é o caso da escova Curaprox 5460 Ortho. Se a escova não for adequada, o aparelho ortodôntico pode acumular detritos alimentares e, consequentemente, facilitar a formação da chamada placa bacteriana ou biofilme oral, provocando as cáries dentais e inflamações gengivais”, recomenda o especialista.

Já pacientes que se sentem desmotivados a realizar a higienização oral ou acabam aplicando muita força durante essa etapa dos cuidados, o que pode prejudicar a saúde dos dentes e gengivas, encontram a solução ideal nas escovas hidrossônicas, como a Hydrosonic Pro, da Curaprox. “A grande vantagem da escova hidrossônica é justamente a diminuição da força ou pressão de escovação, possibilitando a desorganização da placa bacteriana com pouco contato com as superfícies dos dentes, além de diminuir o tempo de escovação e motivar o paciente a praticar o hábito com a frequência recomendada”, explica o cirurgião-dentista. E as opções de escovas para atender características específicas de cada indivíduo são inúmeras, então não deixe de buscar um produto que se adeque as suas necessidades.

Consulte um dentista: na dúvida sobre qual a escova dental ideal para você, o melhor é perguntar ao seu dentista durante as consultas. “O profissional especializado poderá realizar uma avaliação do estado da sua saúde oral e das duas características individuais para recomendar o produto mais adequado e eficaz para o seu caso”, finaliza Lewgoy.

Fonte: Curaprox – os produtos da marca refletem décadas de pesquisas, um conhecimento profundo sobre higiene oral e o trabalho em cooperação com as principais lideranças profissionais da Odontologia mundial. Estes produtos traduzem-se em benefícios abrangentes com alta qualidade e sofisticação para garantir a prevenção das doenças orais de forma totalmente eficiente e sem machucar as gengivas.

Envelhecimento dos dentes: entenda por que acontece e quais os sinais

Presidente da Odontocompany aponta para as principais causas do surgimento do quadro e como preveni-las

Nem todo mundo sabe, mas os dentes também sofrem com o envelhecimento causado pelo avanço da idade. Quando este é o assunto, as pessoas geralmente associam à perda da estética do rosto, como o aparecimento de rugas, por exemplo. No entanto, assim como o restante do corpo, a arcada dentária também passa pelo mesmo processo, que é natural e se caracteriza por alterações que podem ser mais ou menos evidentes conforme os anos passam.

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O cirurgião dentista, fundador e presidente da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do mundo, Paulo Zahr, destaca que isso acontece porque alguns tecidos de formação de células dentárias acabam deixando de ser renovados diante do aumento da idade. “À medida que envelhecemos, surgem sinais estéticos e na funcionalidade dos dentes, como recessão da gengiva, que expõe parte do dente; mobilidade dentária, quando há amolecimento dos dentes e possibilidade de se deslocarem em vários sentidos; e o amarelamento dos dentes e desgastes nas bordas”, explica.

O cirurgião também aponta para a associação desse processo com outros problemas de saúde. “O envelhecimento dos dentes pode estar acompanhado de doenças, que podem tanto acontecer com o aumento da idade quanto de maneira precoce, com pessoas que não tiveram cuidado adequado na fase juvenil”, aponta.

Alguns destes principais problemas são as cáries, que podem acontecer quando o esmalte dentário começa a se desgastar. Isso quer dizer que, por exemplo, uma pessoa mais jovem, com hábito de escovação adequado, tem menos propensão de desenvolver cárie do que alguém mais velho, que já tem certa vulnerabilidade ao esmalte. Por isso, é importante redobrar os cuidados com a ingestão de alimentos que contêm açúcar e aumentar a frequência de higienização em todas as faixas etárias.

Outro sinal do envelhecimento é o surgimento da sensibilidade dentária. Ele é caracterizado por dor ou incômodo ao ingerir alimentos quentes ou frios, muito doce ou ácidos, e geralmente acontece devido à diminuição da margem gengival. “A partir dos 40 anos também existe uma maior incidência de doença periodontal, uma inflamação dos tecidos de sustentação do dente. A principal causa é o acúmulo excessivo de placa bacteriana e, por isso, a limpeza é fundamental. Além disso, outro problema muito comum com o avanço da idade é a xerostomia, quando há redução no processo de produção de saliva”, completa.

Como prevenção, é importante realizar visitas regulares ao dentista para avaliar os cuidados e tratar da melhor forma possível a saúde dentária.

Fonte: OdontoCompany

Cinco motivos para você fazer o check-up no dentista a cada seis meses

Engana-se quem pensa que a visita ao dentista deve acontecer somente quando algum dente começa a incomodar. Neste caso, quando isso acontece é sinal de que já há ali algum problema que pode ser uma cárie, mas também pode ser algo que pode comprometer muito mais a saúde bucal. Por isso, assim como acontece com as demais áreas do seu organismo, as visitas ao dentista devem ser vistas como um check-up para uma vida mais saudável. E, desse modo incorporar a cada seis meses a vista ao dentista é fundamental para se ter a sonhada qualidade de vida.

E como diz o velho ditado: se a saúde começa pela boca, não deveríamos adiar tanto a visita ao dentista, especialmente para a prevenção de doenças. “A visita ao cirurgião dentista pode prevenir ou tratar rapidamente desde problemas, como o aparecimento de cáries, tártaros, até a um tratamento de gengivite, periodontite. Além de o especialista poder detectar problemas de saúde mais graves como bruxismo, distúrbio de ATM e até câncer”, alerta Rosely Cordon, professora-doutora em Ciências da Saúde, Odontologia e consultora científica do Projeto Sorrir Muda Tudo. Todas essas doenças terão uma forma de tratamento, se tratadas em um diagnóstico precoce. “Podendo acarretar outros tipos de procedimentos mais longos, doloridos, que poderá mexer com a disponibilidade de tempo, de orçamento, além de alterar as emoções do paciente”, alerta a professora. Tudo isso porque foi feito tardiamente, quando a saúde bucal já estava comprometida.

A seguir, confira os 5 motivos para você não deixar de fazer o seu check-up a cada seis meses:

Limpeza odontológica
Um ponto importante é que somente a limpeza feita em consultório consegue eliminar todo o tártaro entre a gengiva e o dente. “Esse é o tártaro responsável pela perda óssea”, afirma Rosely. Esse tipo de avaliação, segundo a professora pode ser feito por um cirurgião-dentista. Identificando outros problemas, como doenças periodontais (gengivas) mais graves e encaminhar para outro profissional especializado nas áreas especificas da odontologia.

Tratamentos dentários
Depois do diagnóstico, é preciso se submeter aos tratamentos dentários adequados, que como os já mencionados pela professora Rosely podem ser mais simples, rápidos, e baratos, ou serem complexos, longos e caros, a depender da frequência que o paciente visita o cirurgião-dentista. Em casos quando há problemas específicos como sensibilidades dental, dentes quebrados ou tortos, coroas e próteses, os retornos devem ser mais frequentes para tratar e acompanhar o avanço do tratamento. “Hoje vemos um número cada vez maior de pessoas com menos e 40 anos que procuram o consultório dentário mais por estética. Estes pacientes normalmente apresentam problemas periodontais, bruxismo ou apertamento e de alinhamento dos dentes”, relata a especialista. Segundo ela, neste caso, os pacientes são orientados primeiro a fazer o tratamento dentário para ter funcionalidade e, como consequência, a estética. E não o contrário. “Já os pacientes com mais de 40 anos Tem maior incidência de cáries cervicais (próximo à gengiva), doenças periodontais, podendo levar a perda de dentes. “Esses pacientes estão mais preocupados com a sua saúde bucal e a qualidade de vida. Eles buscam soluções mais duradouras. A estética para eles é uma consequência”, admite.

Prevenção de perda de dentes
Quando você faz a prevenção em todas as faixas etárias, fazendo as visitas regulares ao dentista, consegue prevenir muitas doenças dentárias e da cavidade oral como um todo.
Dificilmente vai desenvolver problemas mais sérios que podem levar a reabsorção óssea, gengivite ou até mesmo a periodontite que podem ocasionar à perda dos dentes. Pessoas que sofrem de bruxismo costumam ter os dentes desgastados, por conta da pressão que faz nos dentes. Mas com a indicação de tratamento adequado também é possível reverter o problema, sem que isso leve a perda de dentes.

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Prevenção de doenças
Com as visitas a cada seis meses ao consultório odontológico, o profissional consegue avaliar precocemente a condição temporomandibular, se o paciente sofre de bruxismo, ou até mesmo se o desgaste pode ter outra origem. Diversas condições como a articulação da boca (DTM), músculos da face e desgaste dos dentes e suas relações por exemplo com o bruxismo, apertamento e qualidade do sono, podem estar relacionados entre si e ao consumo de medicamentos e outras drogas. “Com o histórico das avaliações feitas nas consultas a cada seis meses, o profissional pode ter indicativos de algum outro problema como diabetes, cardíaco e câncer, de modo precoce e que esteja ligado a boca e estruturas ao redor.” Dentre os exames pedidos pelo especialista estão o raio-X, que analisa principalmente os dentes e suas posições, estrutura óssea e suas patologias, seios paranasais. As tomografias que através de várias imagens traz avaliação mais minuciosa e precisas de determinadas áreas como articulação temporomandibular e áreas de implantes dentários. Outros exames também são importantes como clínicos laboratoriais de sangue.

Melhora da autoestima
As visitas regulares ao dentista também criam um vínculo de confiança entre profissional e paciente. Vendo os resultados satisfatórios, o sorriso aberto sem medo, sem o menor sinal de dor e de sofrimento, também eleva a autoestima de qualquer pessoa. “Com os dentes bem cuidados, tanto no consultório como no seu dia a dia, você está tratando tanto da saúde bucal como do corpo como um todo. Refletindo no nosso bem mais precioso: O sorriso fácil e sem medo.”, finaliza a professora.

Fonte: Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos

O que você deve saber sobre osteoporose e implantes dentários

A maior parte dos pacientes que sofrem com a perda progressiva de massa óssea pode recorrer à cirurgia para instalação dos implantes, sem qualquer contraindicação. Porém, em alguns casos, é preciso um nível maior de atenção para conquistar pleno sucesso no tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de brasileiros são afetados pela osteoporose, condição de saúde que enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e propensos a fraturas. Uma dúvida comum é: portadores da doença podem se submeter a implantes dentários?

A especialista Bruna Ghiraldini, doutora em Implantodontia e coordenadora do departamento de Pesquisa & Desenvolvimento da S.I.N Implant System, afirma que a grande maioria dos pacientes pode realizar o procedimento sem medo. “Isso acontece porque, em geral, a osteoporose não causa alterações nos ossos da face e, sendo assim, a taxa de sucesso, após a instalação dos implantes, é praticamente a mesma dos indivíduos não afetados pela condição”, explica.

Bruna alerta, porém, que o tratamento pode ser contraindicado ou, ainda, exigir maior cautela, quando o paciente faz uso de uma medicação conhecida como bisfosfonato. O composto é amplamente utilizado no tratamento de doenças ósseas, como osteopenia e câncer nos ossos, entre outras. “Nestes casos, é preciso que a pessoa informe ao cirurgião dentista o máximo de detalhes sobre o remédio, como dose, forma de administração (se é oral ou venosa) e o tempo de tratamento. Estas são informações preciosas”, destaca Bruna. “Além disso, na fase que antecede a cirurgia, é imprescindível que o paciente procure também um endocrinologista, para que o profissional auxilie no controle da doença e, ainda, faça uma avaliação criteriosa, alertando sobre as condições que poderiam oferecer risco ao procedimento”, diz.

Ainda segundo a especialista, o dentista pode solicitar, sempre que achar necessário, exames de sangue. “Por exemplo, o chamado CTX demonstra a degradação do colágeno tipo 1 e é um dos exames que ajuda na tomada de decisão para a intervenção cirúrgica”, diz Bruna. “O exame permite avaliar o nível de atividade metabólica do osso e oferece uma boa previsibilidade, em relação ao risco e sucesso no tratamento”.

Em síntese, conforme a especialista, estas medidas servem para afastar os riscos de má cicatrização e necroses, nos pacientes com osteoporose. E, também, previnem infecções ósseas, ou até mesmo que os pontos da cirurgia se rompam. “Mas a boa notícia é que o acompanhamento multidisciplinar e o controle sobre o uso das medicações tornam o implante dentário uma opção para os portadores da osteoporose”, afirma Bruna.

Fonte: S.I.N Implant System

Além dos dentes: 5 fatores pouco comentados que podem afetar a beleza do seu sorriso

Assim como a saúde dos dentes, qualidade e proporção dos lábios, além da exposição da arcada dentária, também impactam diretamente na aparência do sorriso, podendo ser alterados através de procedimentos estéticos para tornar o ato de sorrir ainda mais agradável.

O sorriso é o nosso cartão de visitas para o mundo. Além de nos tornar esteticamente mais bonitos, sorrir traz uma série de benefícios, nos deixando mais simpáticos, ajudando a estabelecer relações sociais mais facilmente, aliviando a tensão e aumentando o bem-estar. O problema é que muitas pessoas sentem receio em sorrir por acreditarem possuir um sorriso inestético.

“O sorriso pode ser prejudicado por fatores como falta de manutenção da saúde oral, estresse e má alimentação, já que favorecem o acúmulo de placa bacteriana, o amarelamento dos dentes e o surgimento de doenças orais, como cáries e gengivite”, explica Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP. Mas engana-se quem acredita que os dentes são os únicos fatores envolvidos na aparência do sorriso. Um sorriso bonito também depende de sua harmonia com outras estruturas da face.

“Por exemplo, um elemento fundamental na composição do sorriso são os lábios, que funcionam como uma moldura das arcadas dentárias. Para um sorriso bonito, o ideal é que o lábio superior seja até 50% menor do que o lábio inferior. Além disso, para um sorriso harmônico, é preciso considerar também a quantidade de dente exposta durante o ato, para que não haja exposição excessiva ou limitada da arcada dentária”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para mostrar que não são só os dentes que são importantes, listamos abaixo alguns fatores relacionados aos lábios que podem afetar a beleza do seu sorriso. Confira:

Lábios muito pequenos: é muito comum que o sorriso perca destaque devido a uma desproporção entre os lábios, que podem apresentar um tamanho reduzido. Nesse caso, é possível optar pela aplicação de preenchedores injetáveis para corrigir o problema. “O procedimento pode ser feito de duas formas: com ácido hialurônico (material seguro e totalmente aceito pelo nosso organismo), ou com a própria gordura do paciente, utilizando uma técnica chamada de lipoenxertia. O procedimento é rápido e, em ambos os casos, o paciente não precisa se afastar de suas atividades rotineiras por muito tempo. Quem opta pelo ácido hialurônico pode voltar à rotina no mesmo dia, enquanto quem escolhe a lipoenxertia deve aguardar em torno de 7 dias”, explica o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Quando aplicado corretamente, o procedimento propicia um resultado natural com mudanças sutis nos lábios que proporcionam uma aparência mais agradável e harmônica com o restante da face. “No entanto, os resultados adquiridos com o ácido hialurônico não são definitivos, pois a substância é absorvida pelo organismo após um tempo, durando cerca de um ano e meio. Já o preenchimento com gordura pode ser considerado permanente, pois apenas parte da gordura é absorvida pelo organismo”, completa o médico.

Lábios muito grandes: quando o problema é o contrário e os lábios são excessivamente grandes, escondendo o sorriso, pode-se optar pela queiloplastia redutora, que é a cirurgia que visa diminuir os lábios para conquistar proporções equilibradas, lábios simétricos e um efeito natural. “A cirurgia é realizada com uma incisão na parte interna do lábio (do superior, inferior ou de ambos – dependendo do desejo do paciente) de onde é retirada uma faixa da mucosa. Após essa remoção, a incisão é suturada. O procedimento é simples, precedido por anestesia local e não há necessidade de internação, mas exige repouso de cinco dias antes do retorno às atividades rotineiras”, destaca o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Porém, o procedimento não deve ser feito considerando a boca como um elemento isolado, ou seja, a intervenção cirúrgica deve ser realizada após um estudo detalhado de toda a face do paciente.

Dentes escondidos: além de lábios grandes, outro fator que pode esconder a beleza do sorriso é a pouca exposição da arcada dentária, que ocorre quando a parte acima da boca, que se estende do nariz até a borda dos lábios, é muito longa. Mas podemos reverter esse quadro através do lifting labial. “Nesse procedimento, o cirurgião plástico, por meio de uma incisão realizada sob o efeito de anestesia na base do nariz, remove o excesso de pele entre o lábio superior e o nariz para encurtar essa distância, aumentando a área do vermelhão, ressaltando o arco de cupido e criando definição. Com tempo de recuperação que varia de sete a dez dias, o procedimento é capaz de conferir melhora imediata na aparência dos lábios, mas os resultados definitivos podem demorar até três meses para aparecer devido ao inchaço que surge na região”, afirma Beatriz.

Dentes superexpostos: mostrar demais os dentes ao sorrir, o que é conhecido como sorriso gengival, pode ser tão ruim quanto não mostrá-los. Por isso, quando a parte superior à boca é muito curta e há muita exposição da arcada superior, a aplicação de toxina botulínica é recomendada. “Para melhorar o sorriso gengival, quando, além do dente, a gengiva também aparece, podemos realizar a aplicação de toxina botulínica, que paralisa o músculo e impede a contração muscular de forma que o lábio não possa ser elevado acima do necessário. No entanto, o resultado não é permanente, já que o efeito da substância dura, em média, de quatro a seis meses, podendo variar de paciente para paciente”, diz Beatriz.

Lábios ressecados: muitas vezes, a proporção entre os lábios e dentes é adequada e os dentes são bem cuidados, mas, ainda assim, o sorriso não se destaca. Nesses casos, o problema pode estar relacionado com a falta de qualidade da pele dos lábios, que, por ser fina, é mais suscetível a sofrer com os danos que levam a desidratação. Felizmente, é possível recuperar a saúde dos lábios através de procedimentos como a experiência HydraFacial Perk Lábios, que, através da combinação entre tratamento em consultório e cuidados homecare, é capaz de conferir lábios hidratados, revitalizados e levemente volumizados. “Em consultório, a experiência HydraFacial Perk Lábios é realizada com a exclusiva tecnologia roller-flex, que, por meio de sucção à vácuo, promove uma limpeza e esfoliação suave enquanto deposita na pele da região um poderoso sérum nutritivo e hidratante, que, após o tratamento, é levado pelo paciente para ser aplicado em casa, assim contribuindo para prolongar e melhorar gradualmente os resultados do procedimento”, afirma a dermatologista Adriana Awada, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. O resultado, que pode ser visto imediatamente, são lábios mais sedosos, hidratados e brilhantes, além de um efeito volumizador temporário.

É claro que, ainda que os lábios sejam importantes, não podemos esquecer de cuidar da saúde dos dentes e gengivas na busca por um sorriso bonito, o que não significa apenas realizar a escovação convencional, com qualquer escova e creme dental. Para conquistar um sorriso não somente bonito, mas também saudável, até a escolha da escova e do creme dental importa. “O ideal é que a escovação seja feita com uma escova dental com grandes quantidades de cerdas ultramacias, como a Curaprox CS 5460 Ultrasoft, e um creme dental de baixa abrasividade, como os cremes dentais Be You”, diz Lewgoy.

É fundamental investir também no uso do fio dental e de uma escova interdental, como a Curaprox CPS Prime. “Enquanto o fio dental auxilia na remoção de detritos alimentares e pontos de contato muito apertados, a escova interdental realiza a desorganização da placa bacteriana nas irregularidades e depressões interdentais que o fio dental não consegue higienizar”, destaca o cirurgião-dentista.

Essas etapas já são uma excelente maneira de conquistar um sorriso maravilhoso. Mas ainda é possível ir além, por exemplo, através do uso de clareadores dentais para combater o amarelamento dos dentes, como o Pearl Dental Shine, da Swiss Smile, que possui efeito cosmético branqueador e a capacidade de proteger os dentes e gengivas sensíveis por até 16 horas. “O uso de enxaguatórios orais, como os produtos da linha Perio Plus+ da Curaprox, também é interessante, pois possuem ação importante na prevenção do desenvolvimento de microrganismos na cavidade oral”, completa Lewgoy, que, por fim, ressalta que mesmo a melhor e mais completa rotina de cuidados com a saúde e beleza da cavidade oral deve ser acompanhada de visitas regulares ao cirurgião-dentista.

5 dicas para aproveitar a Páscoa sem prejudicar a saúde bucal

Este mês é marcado por uma data especial, a Páscoa. Entre os diversos símbolos dessa celebração destaca-se o ovo de Páscoa, delícia de chocolate que atrai crianças e adultos. Nesta época, o consumo do doce aumenta consideravelmente e, por isso, redobrar os cuidados com a saúde bucal é importantíssimo, em especial com a higienização dos dentes.

Mas, afinal, é possível conciliar o prazer das guloseimas sem descuidar dos dentes? De acordo com a cirurgiã-dentista Sofia Takeda Uemura, mestre em Odontologia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic e doutora em Ensino de Ciências pela Universidade Cruzeiro do Sul, observando-se alguns cuidados e dicas é possível sim conciliar o consumo de doces, especialmente chocolate, com a saúde da boca.

Cuidado com o açúcar

Apesar de o cacau possuir compostos com propriedades antibacterianas, ou seja, anticariogênica, a adição de ingredientes como açúcar facilita o desenvolvimento da cárie. “Por meio da fermentação bacteriana do açúcar ocorre a desmineralização dos tecidos dentais com o surgimento das cavidades que conhecemos como lesões de cárie”, explica Sofia. De acordo com a cirurgiã-dentista, é importante entendermos que a cárie é uma doença e que as desmineralizações dos tecidos dentais e as cavitações são as manifestações da doença. Assim, a inclusão de açúcar na dieta influencia o surgimento da cárie.

Ela esclarece, ainda, que o importante não é necessariamente a quantidade de açúcar ingerida, mas sim quantas vezes esse consumo se repete no dia. “Sempre que o pH bucal torna-se ácido, o dente perde mineral e, depois, ganha quando o pH bucal se restabelece. A alta frequência de ingestão de alimentos açucarados vai manter o pH bucal ácido por mais tempo com o desenvolvimento das lesões de cárie”, explica a cirurgiã-dentista.

O que causa mais estragos: balas, pirulitos ou chocolate?

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A consistência do alimento açucarado está diretamente relacionada à sua aderência aos dentes e permanência no meio bucal. Este raciocínio aplica-se às balas e aos pirulitos, que mesmo não sendo grudentos permanecem por muito tempo na boca. “Pensando desta forma, consumir uma barra de chocolate pode ser melhor do que um pirulito, por exemplo. É importante lembrar que o consumo racional de açúcar é uma questão de saúde como um todo, e não somente de preocupação com a cárie”, observa Sofia.

Dicas para aproveitar a Páscoa de forma saudável

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-Evite o consumo precoce: com relação às crianças, quanto mais tarde se introduzir o açúcar na dieta, melhor. Seu consumo, em especial o da sacarose (típica do açúcar de mesa, por exemplo), deve ser evitado por crianças menores de 2 anos.
-Incentive a escovação: a escovação dentária deve ser iniciada assim que os primeiros dentes irromperem na cavidade bucal, com a utilização de escova e de creme dental fluoretado, controlando-se a quantidade do mesmo. A orientação é que a escovação ocorra após 15 a 20 minutos da ingestão dos alimentos açucarados ou ácidos, para que seja feita a desorganização da placa bacteriana.
-Consuma com disciplina e junto às refeições: para prevenir o problema, é imprescindível que o consumo do açúcar seja disciplinado e, no caso das crianças, sob orientação. Cabe lembrar que mesmo após o segundo ano de vida a ingestão de açúcar deve ser orientada pelo pediatra e pelo dentista, assim como os abusos precisam ser evitados desde cedo. O consumo adequado é junto com as refeições, e não nos intervalos, pois assim os dentes não ficam sem escovação e suscetíveis à formação da cárie. Mas, caso isso não seja possível, o ideal é que a higiene bucal seja feita após o consumo de alimentos, entre as refeições.


-Capriche na higiene bucal: a rotina de higiene bucal adequada também é imprescindível. Isso envolve o uso de fio dental e creme dental com flúor. “O consumo de água é uma questão de saúde, que pode contribuir no restabelecimento do pH bucal, mas o consumo de água não substitui a higiene bucal”, esclarece Sofia.
-Consulte o cirurgião-dentista regularmente: a consulta regular ao cirurgião-dentista, a fim de receber orientações personalizadas e o tratamento correto, é um hábito que precisa ser incorporado aos cuidados com a saúde. É ele que vai orientar sobre a higienização ideal para cada pessoa, respeitando as posições dos dentes na arcada, o risco de cárie e até quais produtos utilizar.

Fonte: Crosp – Conselho Regional de Odontologia de São Paulo