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Aspectos psicológicos e emocionais após o diagnóstico de uma doença grave

Apoio de pessoas queridas pode auxiliar na superação da notícia e no tratamento

Ser diagnosticado com uma doença grave é algo muito delicado tanto para quem recebe o diagnóstico quanto para a família e amigos. “Em um primeiro momento, é natural que a pessoa fique insegura e seja tomada pelo medo, criando uma série de conflitos internos e sentimentos negativos, como tristeza e apatia. Isso acontece devido ao mecanismo de defesa do nosso corpo em não saber como lidar com o inesperado, com o que foge de um planejamento, tanto no presente e principalmente quando relacionado ao futuro. E quando somos diagnosticados com doenças consideradas graves, por exemplo, o câncer, o primeiro pensamento que se passa nas nossas cabeças é a morte” – explica Emerson Viana, psicólogo cognitivo comportamental e diretor clínica da Viva Psicologia.

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Neste momento, o apoio da família e dos amigos é fundamental. “A pessoa precisa se sentir segura e acreditar que o diagnóstico não é uma sentença de morte e caso isso venha a acontece, é preciso estar conformada e consciente. É preciso entender tudo sobre a doença para eliminar de seu corpo sensações de medo, preparando-se para o que irá enfrentar”, pontua.

Quanto mais a pessoa souber sobre a doença, mais preparada ela estará para seguir com o tratamento. Sentindo menos as consequências da possível perda de cabelo, diminuição da libido, baixa autoestima. “Todos estes pontos são tratados durante as sessões de terapia. Nosso objetivo é tornar esse momento o menos traumático para todos os envolvidos”.

O apoio de pessoas próximas é essencial nessa fase. É de onde o portador consegue aconchego, carinho e afago, sentindo-se mais seguro consigo mesmo. “O apoio de pessoas queridas é indispensável durante todo o processo. Caso você tenha algum familiar ou amigo que infelizmente foi diagnosticado com alguma enfermidade grave, procure falar palavras de motivação e também de conforto, para ele é de extrema importância entender que não está sozinho”, conclui.

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Vale ressaltar que o acompanhamento médico é indispensável nesse período, procure seguir à risca todas as recomendações médicas, para o melhor resultado no tratamento e logo a cura.

Fonte: Emerson Viana é psicólogo formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Neste período, estagiou em importantes centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Atualmente, além de fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia também atua no atendimento de temas relevantes, como crises entre casais homo e heterossexuais, convivência e sucesso com trabalhos em grupo, problemas na adolescência como transformação hormonal e da própria mente, escolha vocacional e organização empresarial. 

Menopausa e climatério, você sabe a diferença?

A vida da mulher é marcada por alterações hormonais que caracterizam ciclos em sua existência, e o climatério é a etapa que reflete o fim de sua fase reprodutiva. Segundo a médica Fernanda Freire, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é comum as pessoas confundirem a menopausa com o climatério, sendo mais difícil entender e participar do tratamento.

Abaixo, a especialista responde a sete questões sobre o assunto:

Qual a diferença entre menopausa e climatério?

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“O climatério é o processo que caracteriza o fim do menacme, que é o período fértil da mulher, sendo uma endocrinopatia natural do organismo, dividida em três fases: a pré-menopausa, a perimenopausal e a pós-menopausa”, explica.

Como funcionam essas fases?

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Segundo Fernanda, o climatério começa na pré-menopausa, momento onde o corpo já passa os primeiros sinais de esgotamento dos folículos ovarianos e ocorre a redução da produção de estradiol. “Essa etapa vai até a menopausa, e é marcada por sintomas típicos, como calorões ou fogachos, entre outros, por exemplo”, frisa.

O período perimenopausal, por sua vez, é um meio termo antecessor e sucessor da menopausa, onde existe irregularidade na menstruação, além de uma alteração hormonal maior, com mais sintomas. Já a menopausa, de acordo com a especialista, tem duração de aproximadamente dois anos e é o espaço entre a última menstruação da mulher e a pós-menopausa, que vai até a senilidade.

Quais são as causas deste processo?

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Pixabay

“A causa é a diminuição da função dos ovários, que pode ocorrer em idade que independe. Além de relacionados à fertilidade, os ovários também produzem uma série de hormônios que entram em baixa nessa fase, um tipo de endocrinopatia natural”, ressalta a ginecologista.

Quais os sintomas do climatério?

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A especialista explica que os sintomas estão relacionados a cada fase, sendo que os sinais que identificam o começo do climatério são:

=Secura vaginal, acarretando coceira na vagina, perda de urina e dor à relação sexual;
=fogachos (calores);
=tontura, perda de memória, fadiga e insônia;
=sintomas depressivos e irritabilidade;
=diminuição da libido;
=perda de massa óssea;
=aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Com que idade ocorre?

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De acordo com a médica, o climatério começa normalmente por volta dos 40 anos, e a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, dependendo de cada caso. “Quando acontece antes dos 40 anos, nós chamamos de menopausa precoce”, esclarece.

Existe tratamento?

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“O tratamento é feito com reposição hormonal, que deve ocorrer no momento certo e deve ser feito com acompanhamento médico”. A especialista acrescenta que o tratamento visa reduzir os sintomas que afetam a qualidade de vida da mulher, e pode ser feito via oral, tópica ou vaginal.

Toda a mulher passa por esta fase?

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“Sim, é inevitável, mas cada uma tem sua própria percepção neste período delicado e nem todas apresentam os sintomas, além das que não necessitam da terapia hormonal”, conta.

Ainda segundo as indicações da ginecologista, o importante é manter uma rotina constante de visitas ao especialista, que saberá instruir para a melhor forma de passar por este período.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

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Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

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À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

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Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

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Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

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Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

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Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

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Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

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A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

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Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Setembro Amarelo: comportamentos suicidas e como ajudar

Setembro Amarelo: identifique cinco comportamentos que levam a depressão

Desde 2015, no mês de setembro, ocorre o “Setembro Amarelo”, campanha brasileira de prevenção ao suicídio. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), até 2020, a depressão será a doença mental mais incapacitante do planeta, e a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida.

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Pensando nisso, Carlos Florêncio, psicoterapeuta e autor do livro “Tudo certo!”, criou o PHVida, metodologia que busca o aperfeiçoamento das potencialidades do indivíduo com o objetivo de que o mesmo alcance a excelência humana. Desde sua criação, o método já ajudou mais de 30 mil pessoas, tanto no Brasil quanto no exterior, a superarem conflitos internos e se curarem da depressão.

“Infelizmente no Brasil ainda há muito estigma em relação à depressão que, muitas vezes, é encarada como falta de fé, fraqueza e até mesmo preguiça. Na maioria das vezes o suicídio pode ser evitado, caso seja percebido previamente no indivíduo sinais de que ele está deprimido. Esses sinais são atitudes que impedem a pessoa de progredir e alcançar seus próprios objetivos, ou seja, são comportamentos de autossabotagem”, explica Florêncio.

Confira abaixo cinco comportamentos de autossabotagem que Florêncio listou para identificar a depressão, seja nos outros, ou até mesmo, em você:

Solidão e ansiedade

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Encarada por muitos como o “mal do século”, segundo Florêncio, a ansiedade é fruto da solidão, e esse sim é o verdadeiro distúrbio do novo milênio. Em um mundo cada vez mais digital as pessoas tendem a não se encontrar fisicamente, o que gera um maior número de indivíduos solitários e, por consequência, mais pessoas com ansiedade. Ansiosas por reconhecimento, encontrar alguém ou até mesmo compartilhar o que sentem. A ansiedade pode ser identificada por um humor triste, insônia, preocupação excessiva, sensação de que algo ruim irá acontecer, e até mesmo ser levada a níveis extremos, com verdadeiras crises que podem ser notadas previamente com sinais como boca seca, fadiga, enjoos, tontura, falta de ar, entre outros.

Desânimo

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Em um mundo cada vez mais competitivo e exigente, na maioria das vezes o desânimo é causado pela baixa autoestima. Resultado de padrões de beleza, bullying, estafa mental, estresse, entre tantos outros motivos, o desânimo pode ser identificado por um cansaço frequente, perda ou ganho de peso excessivo e, principalmente, a falta de confiança em si mesmo acompanhada de um pessimismo exagerado para encarar as situações.

Desinteresse por atividades prazerosas

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Um dos clássicos sinais de depressão é a perda do interesse atividades que antes o indivíduo achava prazerosas. A pessoa não sente mais prazer pela vida e, na maioria das vezes, não possui mais hobbies ou pratica qualquer atividade de lazer, tendo como rotina ir ao trabalho, voltar para casa e continuar nesse ciclo sem novidades. Acompanhado de uma apatia pelas pessoas e todo o mundo, a depressão pode ser identificada nesse caso como picos de agressividade, bruscas alterações de humor, fadiga constante e o desinteresse sexual.

Dificuldades para dormir ou acordar

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A pessoa com depressão normalmente evita sair de casa. Não quer contato com o mundo, trabalho ou outras pessoas. Nesse sentido, ela encontra no ato de dormir uma válvula de escape, uma fuga da realidade. Em tese, o ser humano dorme normalmente oito horas por noite, mas uma pessoa deprimida pode dormir de 12 horas até um dia completo. O contrário também indica um comportamento de auto sabotagem e por consequência um sinal de depressão. Muitas vezes ansiosas com fatos que talvez nem aconteçam, pessoas deprimidas tendem a ficarem acordadas por noites e mais noites.

Pensamentos de suicídio

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Em um estágio mais avançado de depressão, os pensamentos de suicídio podem se tornar algo constante. Sinais como conversas frequentes sobre a própria morte, automutilação e um profundo ódio ou desprezo a si mesmo, são extremamente preocupantes. Segundo Florêncio, ao identificar esses sinais o indivíduo deve ter alguém ao seu lado, que converse e também o escute. Deve buscar ajuda médica. Mas mais do que isso deve buscar atitudes de amor e compaixão, pois de acordo com o psicoterapeuta, esses são os melhores remédio para curar a depressão.

 

Seis condutas que devem ser adotadas para auxiliar alguém que está pensando em suicídio

Nove em cada dez mortes por suicídio poderiam ser evitadas. A informação da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas, no entanto, quais atitudes devemos ter para auxiliar alguém que precisa de ajuda?

O Setembro Amarelo vem ganhando cada vez mais força. Criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a campanha tem como proposta associar a cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

Desde então, muito tem se esclarecido sobre o assunto. Ideias de estereótipos, por exemplo, foram desmitificadas. “O suicida não tem idade. Ele tem dor e quer acabar com este sofrimento. Ele busca uma solução e para ele o mais rápido é o suicídio”, explica Sônia Grácia Pucci Medina, Professora do curso de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Unincor.

A cada 40 segundos, uma pessoa comente suicídio no mundo. No Brasil, a taxa de suicídios para cada 100 mil habitantes aumentou em 7%. O suicídio é um fenômeno complexo, por isso, quais atitudes devemos ter para mudar essa realidade? A professora, pesquisadora e especialista no assunto, nos apresenta seis condutas importantes:

1 – Quebra de tabus

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No Brasil temos muitos assuntos que ainda são tabus e mitos, por isso, não falamos sobre aquilo que nos saltam aos olhos. Em média, são registrados 37 suicídios, diariamente, no país. É um índice muito alto para um povo considerado alegre, generoso e gentil, diferente de países onde a população vive uma situação de estresse em seu cotidiano. Para mudar essa realidade precisamos falar sobre aquilo que nos incomoda, a respeito do que está à nossa volta. Para isso, o Setembro Amarelo vem para conscientizar as pessoas, para que falem e sejam ouvidas.

2 – Escutar sem julgar

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O suicida dá sinais, e a primeira atitude que devemos ter é escutar o que ele tem a dizer. Aquele que tem pensamentos suicidas procura alguém para ouvi-lo sem receber julgamentos, lição de moral ou conselhos. Deste modo, conclui-se que ele só precisa ser ouvido.

3 – Neutralidade e confiança

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O suicida quer dar fim à dor que ele sente e nenhum dos processos pelo quais ele já passou foi capaz de ajudá-lo. De uma maneira geral, todos aconselham ou dão exemplos, mas isso não acaba com a dor, pelo contrário, o sentimento que está internalizado só cresce e o ato do suicídio acaba sendo a única forma que a pessoa encontra. O comportamento daquele que quer ajudar é ouvir, dar um abraço, um aperto de mão (se o suicida permitir, claro) e principalmente se manter neutro e confiável, ou seja, mostrar que nada do que foi dito será compartilhado com outras pessoas.

4 – Observar atitudes é prevenir

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Prestar atenção nas atitudes é um ato de prevenção. Muitas vezes os que estão mais próximos não conseguem enxergar comportamentos extremos, porém, eles são grandes sinais de que existe uma debilidade a ser tratada. Qualquer tipo de violência contra o seu próprio corpo é um ato de atenção. Alguns exemplos já vistos em pacientes são: pessoas que comiam o próprio cabelo e depois o vomitavam; queimar-se com cigarro; cortes em diferentes partes do corpo; roer as unhas até sangrar; depilar partes visíveis do corpo como sobrancelhas, entre outros. Mas, o que fazer ao notar algum comportamento deste tipo? Ouvir, propor o CVV, terapias analíticas ou comportamentais e se colocar como um canal de confiança.

5 – Investigar excessos

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Houve um caso em que o paciente tinha centenas piercings no corpo. As joias que serviriam para adornar seu corpo, se tornaram-se objetos de violência. Isso é excesso, ou seja, um comportamento que ultrapassa regras ou limites precisa ser observado. Pessoas adictas, de um modo geral, necessitam de atenção. Assim como alcoólatras, dependentes químicos, os verborrágicos e aqueles que possuem algum tipo de transtorno compulsivo.

6 – Mudanças no âmbito profissional

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O suicida mostra por meio do seu comportamento que ele está triste, angustiado e insatisfeito. Podemos pensar naquele funcionário que sempre gostou do seu trabalho, sempre teve uma atitude exemplar, mas que, de repente, passou a faltar constantemente. Ao ser questionado, suas respostas são “não consegui me levantar”, “estou com muita dor de cabeça”, “me faltou ânimo”, “eu não consegui dormir”. Muito confundido com preguiça ou irresponsabilidade, os colegas de trabalho, sejam colaboradores ou chefes, não tomam uma atitude de auxílio e sim de julgamento. Neste caso, colocar-se como um canal de ajuda é imprescindível para mudar a realidade.

É preciso estar alerta para interpretar a fala do suicida e prestar ajuda. Ele quer ser ouvido e percebido. Caso você não se sinta preparado para ouvir, poderá auxiliar indicando profissionais especializados. O CVV é uma Associação Civil sem fins lucrativos, filantrópica, de Utilidade Pública Federal (desde1973) que atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio por meio do telefone 188, chat, e-mail e de forma presencial.

Sônia Grácia Pucci Medina é coordenadora do Curso de Pós-Graduação de Teoria Psicanalítica da Unincor. Doutora em Psicologia Social e em Psicanálise pela Universidad John Keneddy em Buenos Aires, é também Mestre em Comunicação e Estudos da Linguagem pela Universidade de Marília. Presidente da Associação Psicanalítica do Município do Rio de Janeiro, trabalha como Psicanalista Clínica, além de ser Pesquisadora da Petrobras na linha de estudo sobre suicídio em trabalhadores confinados em plataformas off shore. Participa anualmente, como conferencista de Seminários Internacionais de Saúde Mental e Atenção Psicossocial em Buenos Aires. É autora do livro “Incongruências”.

Fonte: Unincor

 

Setembro Amarelo: Brasil tem média de 60 mil novos casos de depressão por ano

A partir de 2021, a depressão deverá ser o segundo maior problema de saúde mundial segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde). O número de casos registrados nos últimos anos serve de alerta. Só no Brasil, houve um aumento de 300 mil portadores da doença, passando de 11,2 milhões em 2013 para 11,5 milhões em 2018 – uma média de 60 mil novos casos por ano.

Apesar do problema atingir pessoas de diferentes idades, a OPAS-Brasil (Organização Pan-Americana de Saúde) alerta que os idosos são os que mais enfrentam a depressão. O último levantamento do IBGE sobre a doença reforça que a faixa entre 60 e 64 é a que mais sofre com o problema, ultrapassando 11% do total de diagnósticos. As causas vão desde déficits físicos e cognitivos, comorbidades, uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida.

“Há indivíduos com episódios depressivos desde a fase adulta e aqueles que apresentam só ao envelhecer, mais relacionados a fatores como o declínio da saúde, perda do papel social com a aposentadoria e do poder aquisitivo, isolamento e perdas bem significativas como o falecimento de cônjuge, familiares e amigos próximos”, explica Ana Catarina Quadrante, geriatra da Cora Residencial Senior.

Lidando com a depressão

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Como se sabe, a depressão não tem uma causa específica. Além de associada à reclusão, há outros fatores como má alimentação, dificuldades para dormir, tristeza e traumas. E nos idosos o diagnóstico é mais difícil. Diferente dos jovens, eles não costumam se queixar de desânimo e angústia. Por isso, especialistas recomendam: conversar com quem está depressivo e acompanhar a rotina sempre que possível ajuda.

Segundo a médica, “o primeiro passo é entender que os sintomas depressivos não são normais do envelhecimento. Idosos frequentemente tem queixas leves de humor deprimido, apresentando muitas queixas somáticas (como dores, falta de energia, insônia e falta de apetite) e evoluem com apatia e isolamento social. É importante que os familiares estimulem o idoso a buscar tratamento e, em alguns casos, o acompanhem, uma vez que o indivíduo pode não perceber seu estado de humor ou não ter energia suficiente para buscar auxílio”.

Neste sentido, ganha importância a atuação do cuidador e também o trabalho desenvolvido pelas ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) no acompanhamento da rotina dos idosos e na socialização. A Cora Residencial Senior, por exemplo, disponibiliza atividades diárias que ajudam a evitar a solidão, desde exercícios físicos à jogos e jantares temáticos. A instituição conta com 500 residentes.

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Especialistas alertam para a importância de uma rede de apoio como suporte para o idoso, tanto em casa quanto nos residenciais. Os medicamentos são importantes, mas não se deve ficar restrito apenas a eles. “O tratamento da depressão pode ser dividido em farmacológico (uso de medicações antidepressivas) e não farmacológico, que envolve a atividade física, inserção em grupos sociais e religiosos, meditação e psicoterapia”, completa Quadrante.

Atitudes como respeitar a autonomia do idosos, valorização da autoestima, e claro, o acompanhamento médico são pilares essenciais para vencer a depressão.

Fonte: Cora Residencial

 

Setembro Amarelo: prevenção ao suicídio, Mackenzie realiza ações de conscientização

Segundo dados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o suicídio é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos. Atenta a essa realidade, Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), do campus Higienópolis, por meio do Proato, Programa de Atenção e Orientação ao Aluno, da Capelania Mackenzie e do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), realiza uma série de atividades para conscientizar às pessoas sobre a depressão e à importância da detecção precoce da condição.

Uma dessas ações é a “Chame para uma conversa”, organizada pela Capelania, com o intuito de incentivar o diálogo como uma forma de prevenção às doenças psicológicas e ao suicídio. O atendimento para conversas sobre o assunto é feito pelo PROATO no mezanino do prédio João Calvino. Já os casos de emergência são enviados para o Serviço Médico.

Além disso, durante essa última semana de setembro, acontecem palestras relacionadas ao tema, direcionadas a profissionais da saúde, pais e cuidadores:

“Bullying – Como identificar para prevenir suas consequências?”

Para falar sobre o bullying e suas consequências, no dia 27 de setembro, o 4° Congresso Internacional Sabará de Saúde Infantil, organizado pela Fundação José Luiz Egydio Setúbal e sediado pelo Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, da UPM, promove evento com o tema “A Criança no Século XXI”.

Gisela Oliveira de Mattos, psiquiatra, psicodramatista com especialização em violência doméstica contra criança e adolescentes, apresentará a palestra na qual tratará do delicado tema e seus desdobramentos, oferecendo medidas de atenção e prevenção. Para participar, basta acessar este link e realizar sua inscrição.

Serviço
Data: 27 de setembro
Horário: 19h às 20h30
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie – Auditório Benedito Novaes Garcez, Rua Itambé, 143 – Higienópolis
Inscrição: Aqui

“Suicídio: epidemia silenciosa”

No dia 28, a palestra fica por conta do chanceler Davi Charles Gomes, que abordará o tema “Suicídio: epidemia silenciosa”, o evento ocorre no auditório do Centro Histórico, no Encontro para Professores Cristãos.

Serviço
Data: 28 de setembro
Local: Centro Histórico do campus Higienópolis, prédio 1.
Horário: Coffee 16h30/ Palestra 17h

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Para conhecer mais sobre a campanha do Setembro Amarelo, acesse a publicação do Ministério da Saúde: Prevenção do suicídio: sinais para saber e agir.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio – por Petrus Raulino*

É momento de nos aliarmos no Setembro Amarelo com o propósito de conscientizar a população para a prevenção do suicídio. O suicídio relaciona-se a uma interação complexa de vários fatores, físicos, sociais, ambientais e individuais, mas cerca de 96,8% dos casos podem estar associados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Estima-se que, anualmente, mais de 800.000 pessoas morrem por suicídio no mundo e, a cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 atentam contra a própria vida. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte no mundo.

Ainda que o cenário seja alarmante, o suicídio pode e deve ser prevenido. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, pessoas que manifestam pensamentos de suicídio devem ser consideradas em uma situação de emergência médica e encaminhadas para atendimento médico para orientar a conduta mais adequada no sentido de proteger o indivíduo.

Mas muitas vezes o estigma com relação ao suicídio impede a procura de ajuda que pode evitar mortes; portanto, é preciso combater o estigma, compartilhando de forma responsável informações sobre a prevenção do suicídio e divulgando práticas de intervenção eficientes fundamentadas em evidências científicas.

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Por acreditar ser imprescindível a mentalidade que combata o estigma em torno da prevenção do suicídio, o Hospital Vera Cruz, no seu papel de cuidado com a saúde integral dos seus pacientes, faz a sua parte e apoia que toda a sociedade tenha este objetivo em comum. O Vera Cruz oferece atendimento humanizado, protocolos institucionais, treinamentos e palestras para a prevenção do suicídio. O Vera Cruz promove essas ações porque ama fazer a diferença.

Vários estudos mostram que os transtornos psiquiátricos não diagnosticados ou sem tratamento adequado são os principais fatores de risco para o suicídio e que o tratamento multidisciplinar desses transtornos, associado ao seguimento ambulatorial (extra-hospitalar) adequado dos pacientes, reduz significativamente esse risco. Por isso, oferecer suporte e tratamento para quem mais precisa é de valor inestimável. Unidos e colaborando juntos, salvamos vidas.

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Foto: Matheus Campos

*Petrus Raulino, médico psiquiatra formado pela Unicamp, coordenador do Serviço de Interconsulta Psiquiátrica do Hospital Vera Cruz.

Leitura recomendada:
Associação Brasileira de Psiquiatria. (2014). Suicídio: Informando para Prevenir / Associação Brasileira de Psiquiatria, Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM / ABP.
D’Oliveira, C. F.; Botega, N. J. (2006). Prevenção do Suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde – Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, 74.
Secretaria de Vigilância em Saúde. (2017). Perfil Epidemiológico das Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil e a Rede de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde.

 

Psicóloga e padre se unem para publicar livro sobre relacionamentos nutritivos e tóxicos

Quem nunca se sentiu triste ou viveu relacionamentos em que se sobressaíssem os sentimentos de culpa, raiva, solidão, abandono, frustração, decepção ou falta de pertencimento? A desarmonia relacional tem início em um emaranhado de sentimentos que provoca dúvidas sobre estarmos no caminho certo.

Pensando em oferecer hospitalidade a esses sentimentos, a psicóloga Karina Fukumitsu se uniu ao padre Licio de Araujo Vale para escrever o livro “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”, que agora é publicado por Edições Loyola em coedição com a Paulinas Editora.

O ponto de partida foi o encontro de três grandes nomes na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: a psicóloga e psicoterapeuta Karina Fukumitsu; o pesquisador sobre luto e valorização à vida padre Licio de Araujo Vale; e o jornalista Marcelo Zorzanelli, que sofre de depressão clínica há 14 anos. Desse encontro, os autores Karina e Licio resolveram transformar o diálogo sobre a doença do milênio: a depressão e suas consequências sérias e trágicas, em uma obra que sugere como tratar essa questão com os adolescentes, não apenas na escola como também em casa.

O livro – o primeiro volume da coleção “Adolescer sem adoecer – Conversas entre uma psicóloga e um padre” – propõe a reflexão sobre os sentimentos, ajuda a entender as complexidades dos relacionamentos humanos e explica, com clareza e sabedoria, como oferecer hospitalidade a todos eles, sejam bons ou maus.

A relação com o tema chegou muito cedo para ambos os autores. Karina, quando criança, presenciou diversas tentativas de suicídio da mãe. Padre Licio perdeu seu pai por suicídio aos 13 anos, porém até os 18 acreditou que havia sido um acidente. “Os assuntos surgiram como uma avalanche de situações que permeiam as nossas vidas”, destaca a psicóloga.

O bate-papo narrado nesta obra evidencia o amor concretizado de um período de entrega de uma psicóloga e de um padre, cujo propósito principal foi o de estabelecer entrelaçamentos entre a adolescência e os processos autodestrutivos, tema que preocupa a sociedade brasileira na atualidade.

“O amor nos faz ser, e não somente existir; quando nos transformamos, tudo se transforma ao nosso redor. As coisas ao nosso redor existem, mas só nós podemos amá-las. Se quisermos colaborar na redenção de alguém, precisamos amar esse alguém”, destaca o padre.

Em “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxica”, o leitor encontrará dicas importantes sobre como lidar com diversos tipos de relacionamentos potencialmente problemáticos e descobrirá o que fazer para transformá-los em relações mais saudáveis e prazerosas. Além disso, vai aprender como construir relações melhores com amigos, filhos, irmãos, sogras, chefes, colegas de trabalho, faculdade ou o companheiro, mostrando que a boa comunicação depende do respeito não apenas ao outro, mas também a si mesmo.

Sobre os autores:

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Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga, com doutorado e pós-doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. É mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA) e autora de vários artigos e livros sobre suicídio, luto por suicídio e Gestalt-terapia. Coordenadora da pós-graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Licio de Araujo Vale é padre na Diocese de São Miguel Paulista (SP), pesquisador sobre luto e valorização à vida, educador e palestrante. Licenciado em Filosofia pela PUC-SP e graduado em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), já ministrou cursos e palestras no Brasil e no exterior. Atualmente, é pároco da Paróquia Sagrada Família de Vila Praia, São Paulo (SP), e membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio (Abeps).

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Título: “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”
Autores: Karina Okajima Fukumitsu e Pe. Licio de Araujo Vale
Editora: Edições Loyola e Paulinas Editora
Formato: 13 x 18 cm
Páginas: 88
Preço: R$ 18,00

Como as emoções afetam as escolhas alimentares?

Terapeuta do emagrecimento fala sobre o tema e dá dicas para comermos com mais consciência

Você sabia que sua alimentação pode estar sendo afetada pelos seus sentimentos? E que, talvez, esses sentimentos – estresse, ansiedade, depressão – estejam dificultando hábitos mais saudáveis e até a perda de peso? Segundo a psicóloga clínica, especialista em saúde focada em emagrecimento, nutrição emocional e comportamental Daiana Peixé, nossas emoções afetam nossas escolhas porque o ser humano é guiado por duas forças: a busca pelo prazer e o medo da dor.

A consequência disso, é nossa tendência em optar por alimentos que estejam associados ao prazer, ao afeto, alimentos que preencham aquela determinada necessidade emocional, e se não estivermos atentos, isso pode causar não só o ganho de peso como também outros problemas relacionados a má alimentação.

“É por isso que as nossas emoções afetam tanto as nossas escolhas, inclusive alimentares. Se não estamos bem emocionalmente, automaticamente vamos buscar alternativas que ajudem a melhorar aquela situação, e na grande maioria das vezes a opção escolhida é por um prazer imediato, que não é tão saudável”, avalia a terapeuta.

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Vamos usar aqui o seguinte exemplo: você chega em casa após um dia cansativo de trabalho e pede uma pizza. Automaticamente, seu cérebro associa esse ato a algo bom, como uma “recompensa”, sendo assim, da próxima vez que você chegar em casa cansado, sua mente pedirá automaticamente por aquela recompensa. De acordo com Daiana, são essas escolhas emocionais que acabam fazendo com que a pessoa entre em um ciclo vicioso de dopamina e serotonina, atrelando imediatamente aquele alimento ao prazer.

“Isto acontece porque quando pensamos em determinado alimento, seja ele doce ou fritura (nossas escolhas mais comuns), temos uma descarga da dopamina, que é o prazer imediato, seguido de uma descarga de serotonina, que é o prazer de recompensa”, explica.

E por que o nosso cérebro entende isso como “recompensa”? Simples. Ao escolher a pizza, para compensar – mesmo que inconscientemente – a dor e o cansaço, e ainda ter o prazer imediato ao saborear, você acaba criando um hábito. Ou seja, automaticamente o seu cérebro vai atrelar a pizza a uma “recompensa” quando seus dias forem cansativos. Isso serve para explicar aquele seu desejo enorme por alimentos ricos em açúcar e fritura.

“É por causa desse ciclo de recompensa que as pessoas criam hábitos de comer um doce após o almoço, um chocolate quando se sentem tristes, uma coxinha para aliviar o estresse. É graças a este “prazer” que o nosso cérebro cria uma imagem e associa aquilo a algo bom. O grande problema, ocorre quando temos a queda da dopamina, pois, esse ciclo inicia novamente, tornando algo incontrolável”, complementa.

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Se você está com tal problema, a primeira coisa a ser feita para melhorar este cenário, é identificar a situação pela qual você está buscando aquele alimento, se é por necessidade física ou se é emocional. Isto feito, é preciso desenvolver novos hábitos, os quais vão ter o mesmo efeito de prazer causado pelo ciclo de dopamina e serotonina. Caso você venha a ter muita dificuldade, o aconselhado é procurar ajuda de um especialista.

“É importante ter consciência quando você sente fome, parar e se perguntar se você está realmente sentindo aquilo. Se a resposta for sim, tente analisar se é uma fome “física”, que precisa ser saciada para nutrir o seu corpo, ou se é fome “emocional”, aquela que você nutre a sua alma. Nem sempre é fácil ter essa consciência, muitas vezes precisamos de ajuda, e o ideal é sempre procurar um especialista para te orientar”, finaliza Daiana.

Oito passos para você criar novos hábitos alimentares

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1. Decida qual ciclo você prefere seguir: o do prazer da comida ou da vida saudável;

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2. Tenha consciência sobre sua fome emocional; avalie o ato, mostrando os ganhos imediatos e secundários de cada decisão;

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Foto: Shutterstock

3. Faça substituições saudáveis.

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4. Aprenda a mudar sua relação com o alimento que a fez entrar nesse ciclo.

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5. Ria! Rir ajuda a aumentar os níveis de dopamina. Veja filmes de comédia, se divirta mais.

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6. Treine sua consciência alimentar.

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7. Visualize sempre as recompensas imediatas e tardias de suas escolhas.

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8. Se não estiver conseguindo, procure ajuda.

Fonte: Daiana Peixé