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Como as emoções afetam as escolhas alimentares?

Terapeuta do emagrecimento fala sobre o tema e dá dicas para comermos com mais consciência

Você sabia que sua alimentação pode estar sendo afetada pelos seus sentimentos? E que, talvez, esses sentimentos – estresse, ansiedade, depressão – estejam dificultando hábitos mais saudáveis e até a perda de peso? Segundo a psicóloga clínica, especialista em saúde focada em emagrecimento, nutrição emocional e comportamental Daiana Peixé, nossas emoções afetam nossas escolhas porque o ser humano é guiado por duas forças: a busca pelo prazer e o medo da dor.

A consequência disso, é nossa tendência em optar por alimentos que estejam associados ao prazer, ao afeto, alimentos que preencham aquela determinada necessidade emocional, e se não estivermos atentos, isso pode causar não só o ganho de peso como também outros problemas relacionados a má alimentação.

“É por isso que as nossas emoções afetam tanto as nossas escolhas, inclusive alimentares. Se não estamos bem emocionalmente, automaticamente vamos buscar alternativas que ajudem a melhorar aquela situação, e na grande maioria das vezes a opção escolhida é por um prazer imediato, que não é tão saudável”, avalia a terapeuta.

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Vamos usar aqui o seguinte exemplo: você chega em casa após um dia cansativo de trabalho e pede uma pizza. Automaticamente, seu cérebro associa esse ato a algo bom, como uma “recompensa”, sendo assim, da próxima vez que você chegar em casa cansado, sua mente pedirá automaticamente por aquela recompensa. De acordo com Daiana, são essas escolhas emocionais que acabam fazendo com que a pessoa entre em um ciclo vicioso de dopamina e serotonina, atrelando imediatamente aquele alimento ao prazer.

“Isto acontece porque quando pensamos em determinado alimento, seja ele doce ou fritura (nossas escolhas mais comuns), temos uma descarga da dopamina, que é o prazer imediato, seguido de uma descarga de serotonina, que é o prazer de recompensa”, explica.

E por que o nosso cérebro entende isso como “recompensa”? Simples. Ao escolher a pizza, para compensar – mesmo que inconscientemente – a dor e o cansaço, e ainda ter o prazer imediato ao saborear, você acaba criando um hábito. Ou seja, automaticamente o seu cérebro vai atrelar a pizza a uma “recompensa” quando seus dias forem cansativos. Isso serve para explicar aquele seu desejo enorme por alimentos ricos em açúcar e fritura.

“É por causa desse ciclo de recompensa que as pessoas criam hábitos de comer um doce após o almoço, um chocolate quando se sentem tristes, uma coxinha para aliviar o estresse. É graças a este “prazer” que o nosso cérebro cria uma imagem e associa aquilo a algo bom. O grande problema, ocorre quando temos a queda da dopamina, pois, esse ciclo inicia novamente, tornando algo incontrolável”, complementa.

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Se você está com tal problema, a primeira coisa a ser feita para melhorar este cenário, é identificar a situação pela qual você está buscando aquele alimento, se é por necessidade física ou se é emocional. Isto feito, é preciso desenvolver novos hábitos, os quais vão ter o mesmo efeito de prazer causado pelo ciclo de dopamina e serotonina. Caso você venha a ter muita dificuldade, o aconselhado é procurar ajuda de um especialista.

“É importante ter consciência quando você sente fome, parar e se perguntar se você está realmente sentindo aquilo. Se a resposta for sim, tente analisar se é uma fome “física”, que precisa ser saciada para nutrir o seu corpo, ou se é fome “emocional”, aquela que você nutre a sua alma. Nem sempre é fácil ter essa consciência, muitas vezes precisamos de ajuda, e o ideal é sempre procurar um especialista para te orientar”, finaliza Daiana.

Oito passos para você criar novos hábitos alimentares

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1. Decida qual ciclo você prefere seguir: o do prazer da comida ou da vida saudável;

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2. Tenha consciência sobre sua fome emocional; avalie o ato, mostrando os ganhos imediatos e secundários de cada decisão;

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Foto: Shutterstock

3. Faça substituições saudáveis.

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4. Aprenda a mudar sua relação com o alimento que a fez entrar nesse ciclo.

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5. Ria! Rir ajuda a aumentar os níveis de dopamina. Veja filmes de comédia, se divirta mais.

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6. Treine sua consciência alimentar.

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7. Visualize sempre as recompensas imediatas e tardias de suas escolhas.

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8. Se não estiver conseguindo, procure ajuda.

Fonte: Daiana Peixé

Campanha de prevenção do suicídio convoca para conversa franca sobre depressão

Com o apoio de diferentes setores sociais, ações digitais e um labirinto instalado em São Paulo, a iniciativa “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu” tem o objetivo de combater os estigmas associados à doença

Depressão não é frescura, também não é fraqueza. E muito menos falta de fé. Essas são algumas das expressões que compõem a carta-manifesto da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, uma iniciativa que faz parte do movimento mundial Setembro Amarelo, focado na prevenção do suicídio, e tem o objetivo de abrir o diálogo sobre esse tema com toda a sociedade, estimulando um ambiente de mais acolhimento para o paciente.

Conduzida pela Upjohn – divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis –, pela área de Medicina Interna da Pfizer, pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), com a participação do Centro de Valorização da Vida (CVV), a campanha traz ações de rua e digitais, com o intuito de combater os estigmas associados à depressão.

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“O primeiro passo é posicionar a depressão como uma doença. Legitimar o que esse paciente sente como sintoma de algo que pode ser tratado é uma forma de encorajar sua busca por ajuda, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, diz a neurologista Elizabeth Bilevicius, líder médica da Upjohn.

Com o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais, a campanha tem o propósito de unir vozes a favor da vida. “Afinal, a depressão está entre os transtornos mentais mais comuns nas vítimas de suicídio. E, por isso, o girassol foi escolhido como o grande símbolo dessa iniciativa. Estamos falando de uma flor que, quando jovem, gira na direção do sol todas as manhãs, mesmo em dias nublados. Ou seja, ela está sempre em busca da vida. E essa é uma simbologia muito forte”, complementa Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer.

No ambiente on-line, os internautas serão convidados a postar o ícone do girassol da vida em suas redes sociais para mostrar a todos que estão dispostos a falar de #depressaosemtabu. Esse movimento será estimulado por depoimentos reais de celebridades que já enfrentaram a doença. Por meio deles, os internautas também serão convidados a conhecer o espaço digital, que ficará hospedado no site da Abrata para reunir informações importantes sobre a temática e dicas de como identificar comportamentos de risco em pessoas próximas.

“Não basta conversar apenas com o paciente. Nós precisamos, sem dúvida, envolver os diferentes grupos que permeiam as relações sociais dessa pessoa. Seja no trabalho, na família, na escola ou entre os amigos, a ideia é fortalecer essa rede de apoio, criando uma atmosfera de confiança em que esse paciente não veja mais a necessidade de sentir vergonha ou medo de expor o seu problema e de pedir ajuda”, afirma a presidente da Abrata, Marta Axthelm.

Labirinto de Girassóis

Fora da web, a iniciativa vai chamar a atenção da sociedade por meio de um Labirinto de Girassóis que tomará conta do Largo da Batata, em São Paulo, a partir de 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A instalação, que contará com 120m² de extensão e quase 2 mil girassóis, ficará montada até o dia 14/9, com visitação gratuita aberta ao público.

Mais do que uma intervenção urbana, a obra tem um forte componente educativo: pelos caminhos do labirinto será possível acompanhar toda a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade de diagnóstico até o enfrentamento dos diferentes desafios que podem surgir nessa trajetória, como o preconceito ou a sensação de inadequação.

Quem visitar o local também poderá deixar uma mensagem de apoio aos pacientes. Depois, com o término da instalação, as flores usadas no labirinto e os bilhetes arrecadados serão transformados em buquês para presentear pacientes de algumas instituições da cidade com o girassol da vida, por meio do trabalho realizado por uma ONG.

“Nós precisamos fazer barulho e romper com esse silêncio. Por muito tempo, o suicídio foi colocado como um grande tabu em nossa sociedade. Imaginava-se, tempos atrás, que falar sobre isso poderia estimular as pessoas a tirar a própria vida. Mas sabemos que isso não é verdade. Ao contrário: é a solidão que pode potencializar esse risco. A melhor forma de ajudar é ouvir o indivíduo com calma e empatia, sem julgamentos, demonstrando cuidado e afeição, fortalecendo sua rede de apoio. Cabe destacar a importância de pedir ajuda especializada, tanto médica quanto emocional”, afirma o presidente do CVV, Renato Caetano.

Reconhecido pelo Ministério da Saúde, o CVV presta um serviço gratuito de prevenção do suicídio há muitos anos. A equipe de voluntários fica disponível para acolher e atender qualquer pessoa que busque apoio emocional, sempre sob sigilo, por telefone (188), chat, e-mail ou pelo site.

setembro amarelo

Labirinto Gigante de Girassóis: Na Direção da Vida
Quando: de 10 a 14 de setembro de 2019
Onde: Largo da Batata, Pinheiros (próximo à estação Faria Lima do metrô)
Horário: das 9h às 18h
Entrada gratuita

Desinformação e vergonha permeiam relação dos jovens com a depressão

Pesquisa nacional realizada pelo Ibope Conecta aponta que tabus sobre a doença persistem sobretudo entre os mais novos e os homens, afastando muitos pacientes do tratamento

Os jovens brasileiros sabem pouco sobre a depressão, sentem vergonha de falar sobre o assunto e não estão convencidos sobre a importância do tratamento. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a Saúde Mental, aplicada pelo Ibope Conecta a 2 mil brasileiros, a partir dos 13 anos de idade, em diferentes regiões metropolitanas do País: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Fortaleza. Em São Paulo, a amostra de entrevistados foi colhida na capital.

O levantamento faz parte de uma ampla investigação sobre o cenário da depressão no Brasil. E a resposta a essa realidade, permeada por mitos e desinformação sobre a doença, é o lançamento da campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu”, conduzida pela Upjohn – divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis – e pela área de Medicina Interna da Pfizer. A iniciativa tem o apoio da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) e conta com a participação do Centro de Valorização da Vida (CVV).

“Verificar o quanto existe de desconhecimento e vergonha sobre a depressão entre os jovens brasileiros é muito preocupante porque a doença representa um dos diagnósticos mais frequentes entre as pessoas que tiram a própria vida. E temos visto, nos últimos anos, o quanto as taxas de suicídio estão aumentando justamente na população mais jovem”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Os mitos associados à origem da depressão são, de fato, muito mais evidentes nas faixas etárias mais jovens contempladas pela pesquisa. Mais de um a cada quatro entrevistados do grupo de 18 a 24 anos (26%) considera, por exemplo, que se trata de uma “doença da alma”. Por outro lado, a porcentagem de pessoas que compartilham dessa percepção cai para 15% entre aqueles com 55 anos ou mais de idade.

Apesar de entenderem que a depressão tem tratamento (71%), a faixa etária dos 18 aos 24 anos é a que expressa a menor confiança. Quase um terço desses jovens (29%) não está totalmente convencido de que a depressão é uma doença como qualquer outra, que pode ser tratada com sucesso. Já entre os entrevistados mais velhos, com 55 anos ou mais, esse porcentual cai para 18%. O dado de São Paulo também chama a atenção: 26% dos internautas paulistanos têm dúvidas ou desacreditam na chance de tratar a doença com sucesso.

Quando se analisa o panorama entre os entrevistados ainda mais jovens, de 13 a 17 anos, a situação também é preocupante. Mais de um a cada cinco (23%) acredita, por exemplo, que não existem sintomas físicos na depressão porque ela seria “apenas um momento de tristeza” e não uma doença. “Essa percepção equivocada reforça a importância de um amplo trabalho de conscientização no Brasil. Posicionar a depressão como doença, para a qual existe tratamento, é importante porque ajuda a encorajar o paciente e legitima a sua busca por ajuda”, explica Elizabeth Bilevicius, líder médica da Upjohn, divisão da Pfizer focada em doenças crônicas não transmissíveis.

Jovens: vergonha e silêncio

depressão

A desinformação sobre a depressão alimenta o estigma e a vergonha que o paciente sente. Não por acaso, os jovens demonstram constrangimento para falar do assunto na escola ou trabalho e, até mesmo, com pessoas do convívio próximo: 39% dos adolescentes de 13 a 17 anos dizem que não se sentiriam à vontade para dividir o problema com a família caso recebessem um diagnóstico de depressão, um porcentual bastante acima da taxa média verificada na amostra total de entrevistados, que foi de 22%, como indica a tabela abaixo:

Se você recebesse um diagnóstico de depressão, se sentiria à vontade para falar sobre isso com a sua família?
    IDADE
TOTAL 13-17 18-24 25-34 35-54 55 OU MAIS
Sim 78% 61% 75% 70% 85% 89%
Não 22% 39% 25% 30% 15% 11%

Entre os jovens de 18 a 24 anos, o silêncio sobre a depressão também é uma defesa para a falta de confiança que eles sentem em seu entorno social: a maioria dos entrevistados dessa faixa etária, ou 56% do grupo, declara que também não se sentiria à vontade para contar sobre um diagnóstico de depressão no trabalho ou na escola, um porcentual que cai para 28% entre a população de 55 anos ou mais de idade. Considerando a amostra total da pesquisa, 44% dos entrevistados expressam esse mesmo comportamento.

Se você recebesse um diagnóstico de depressão, você se sentiria à vontade para falar sobre isso no seu trabalho e/ou escola?
    IDADE
TOTAL 13-17 18-24 25-34 35-54 55 OU MAIS
Sim 56% 51% 44% 51% 60% 72%
Não 44% 49% 56% 49% 40% 28%

O principal motivo que levaria o grupo de 18 a 24 anos a esconder a doença no ambiente profissional seria a percepção de que seus colegas não costumam levar a depressão a sério e, portanto, poderiam não acreditar que a pessoa está realmente doente. Já em São Paulo, 40% dos entrevistados dizem que a principal motivação para essa omissão seria o fato de sentirem vergonha de admitir um eventual diagnóstico de depressão.

Ainda em relação aos entrevistados de São Paulo, mais de um em cada cinco (23%) afirma que, caso tivesse de visitar um psiquiatra, iria à consulta sem contar a ninguém. Esse porcentual chega a 25% entre aqueles de 25 a 34 anos. Além disso, 12% dos entrevistados do grupo mais jovem, de 13 a 17 anos, dizem que não iriam ao psiquiatra nem mesmo se recebessem o encaminhamento de um outro médico. No grupo de 25 a 34 anos, 31% daqueles que não iriam ao psiquiatra mesmo com uma recomendação acreditam que esse profissional trata doenças mais graves e que a depressão não seria algo tão sério.

Se você respondeu que não iria ao psiquiatra mesmo com um encaminhamento médico qual seria o motivo para essa decisão?
    IDADE
TOTAL 13-17 18-24 25-34 35-54 55 OU +
Prefiro tentar outros tipos de apoio, como falar com meus amigos 40% 70% 21% 38% 39% 47%
Tenho receio que o médico me receite remédios fortes 21% 26% 15% 29% 11%
Acho que o psiquiatra trata doenças mentais mais graves e depressão não é algo tão sério 21% 16% 31% 21% 26%
Não quero ser vista como uma pessoa desequilibrada 15% 16% 15% 20% 5%
Tenho vergonha 6% 21% 5%
Nenhuma das anteriores 31% 30% 47% 23% 25% 37%

Os adolescentes de 13 a 17 anos também são os que se mostram mais resistentes diante do tratamento para a depressão: 34% desses entrevistados dizem que não tomariam antidepressivos mesmo que o médico as prescrevesse. E 23% dos participantes de 18 a 24 anos teriam essa mesma atitude. “Essa resistência está associada a um profundo desconhecimento sobre os antidepressivos mais modernos. Vale lembrar que estamos falando de uma doença de elevado potencial incapacitante, que pode ser associada a um desfecho trágico, que é o suicídio, mas que pode e deve ser tratada”, destaca Márjori.

Homens: tabus e desinformação

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Se entre os jovens ouvidos pela pesquisa a vergonha diante da depressão se destaca, os homens formam um outro público que merece mais atenção porque, entre eles, os tabus ligados à doença ganham força. Quando perguntados sobre a relação da depressão com a falta de fé, por exemplo, 30% dos homens ou indicam que essa associação é verdadeira ou afirmam que não sabem avaliar sua veracidade. Entre as mulheres, por outro lado, esse porcentual cai para 17%. Esse mito, em particular, também se destaca entre os entrevistados mais velhos, assim como é mais evidente entre os participantes de Fortaleza.

A maioria dos homens também não está convencida de que ter uma atitude positiva e alegria de viver não são suficientes para vencer a depressão. Questionados sobre isso, 55% dos entrevistados do sexo masculino ou acreditam que essas atitudes bastam ou não sabem opinar. Menos da metade, ou 46% da amostra, tem a informação de que se trata de um mito. Além disso, para quase um terço desses entrevistados não está claro que a depressão não é mero sinal de fraqueza ou pouca força de vontade: 29% deles ou acreditam nesse mito ou, pelo menos, estão em dúvida sobre essa afirmação.

Assim como as mulheres, os homens também acreditam que é possível superar a depressão. Mas o suporte médico é menos valorizado por eles: quando perguntados sobre as formas mais importantes de vencer a doença, o acompanhamento médico aparece em terceiro lugar, ao passo que essa estratégia surge na segunda posição para o público feminino. Para ambos, o acompanhamento psicológico é o fator mais citado e, entre os homens, a prática regular de exercícios físicos se destaca também, em segundo lugar.

Questionados especificamente sobre o tratamento medicamentoso, os homens também se mostram mais resistentes do que as entrevistadas. Pelo menos um a cada cinco (21% da amostra) diz que não tomaria antidepressivos mesmo que o médico prescrevesse, um porcentual que cai para 16% entre as mulheres. “Esse é um sinal de alerta muito importante se considerarmos que os homens compreendem a maior parte dos casos de suicídio e a maioria dessas vítimas sofria de transtornos mentais, como a depressão”, reforça Márjori.

Antidepressivos: um amplo desconhecimento

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Pixabay

Mais do que indicar a presença de muitos mitos associados à depressão no Brasil, a pesquisa revela um forte desconhecimento a respeito dos antidepressivos. Só 29% dos jovens de 18 a 24 anos discordam, por exemplo, da falsa afirmação de que os medicamentos mais modernos seriam menos eficazes, uma vez que tendem a provocar menos efeitos colaterais. A maioria, ou 61% desse grupo, não sabe opinar sobre esse assunto.

Entre os adolescentes de 13 a 17 anos, grande parte também não está convencida da eficácia dos antidepressivos. Metade deles fica em dúvida quando está diante da seguinte sentença falsa: “a maioria dos antidepressivos não funciona”. Os mais velhos estão melhor informados sobre essa questão e 58% das pessoas do grupo de 55 anos ou mais discordam dessa frase.

Ainda em relação aos atributos dos antidepressivos, um em cada quatro entrevistados está convencido de que esses medicamentos poderiam “viciar o organismo”. Apenas 41% das pessoas da amostra geral da pesquisa discordam dessa informação. Em São Paulo, 59% dos participantes ou acreditam que essa afirmação é verdadeira ou não sabem responder.

Outros mitos populares, como a ideia de que todos os antidepressivos provocam ganho de peso, também aparecem no levantamento. Considerando a amostra total de entrevistados, 55% das pessoas ou concordam com essa afirmação ou não sabem avaliar se ela é verdadeira. Da mesma forma, para 61% dos participantes não está claro se todos os medicamentos usados no tratamento da depressão podem provocar a queda da libido. Só 14% dos ouvidos discordam da ideia de que os antidepressivos poderiam atrapalhar a concentração.

“Na verdade, tanto a falta de concentração como a queda da libido podem ser sintomas do próprio quadro depressivo. Assim, ajustar a medicação adequada para o perfil de cada pessoa é um caminho importante para auxiliar a restabelecer a funcionalidade desse paciente”, destaca Elizabeth.

Suicídio e o papel do psiquiatra

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Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Os resultados da pesquisa indicam que a figura do psiquiatra começa a ganhar força nas faixas etárias mais maduras, acima de 35 anos. O público mais velho também tende a ter mais informações sobre os antidepressivos. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, buscar um psiquiatra seria a primeira medida a tomar diante de um quadro de depressão grave, incapacitante. Em todas as outras faixas etárias, porém, é o auxílio psicológico que aparece em primeiro lugar. Em São Paulo, contudo, as pessoas disseram que inicialmente conversariam com um familiar: o psiquiatra aparece em terceira posição, depois do psicólogo.

Quando a pergunta é sobre o profissional mais indicado para tratar a depressão, mais uma vez a figura do psicólogo aparece, mencionado por 57% da amostra geral e por 80% dos jovens de 13 a 17 anos. Na comparação entre as regiões pesquisadas, apenas em Porto Alegre (RS) a menção ao psiquiatra prevalece. “As pessoas tendem a subestimar a depressão, como se ela fosse menos importante ou grave que outros transtornos mentais. Por isso, existe naturalmente uma resistência e um estigma associado à consulta com o psiquiatra”, comenta Márjori. “Certamente o psicólogo tem um papel muito importante no acompanhamento do paciente com depressão, mas o psiquiatra é o profissional habilitado a estabelecer o diagnóstico e tratamento medicamentoso adequados”.

Entre os participantes mais velhos, porém, o psiquiatra é destaque quando os entrevistados são convidados a pensar sobre como agiriam diante de alguém que estivesse convencido de que a vida não vale a pena e pensasse na morte como uma solução. Buscar o suporte desse profissional especializado seria a primeira recomendação do grupo com 55 anos ou mais para essa pessoa. A maioria da amostra, contudo, responde que se oferecia para conversar sem julgar. Por outro lado, 28% dos homens diriam para o indivíduo “não pensar em bobagens”. Em Fortaleza, quase uma a cada quatro (23%) recomendaria que a pessoa buscasse uma religião.

A dificuldade em lidar com a temática do suicídio também se evidencia em diferentes pontos da pesquisa. Para 22% dos entrevistados, o assunto ainda é um tabu no Brasil e as pessoas deveriam falar mais abertamente sobre essa questão. Mais de 4 a cada 10 participantes afirmam que já conheceram alguém que tirou a própria vida e o porcentual chega a 51% em Belo Horizonte. “Esses dados apontam o quanto ainda existe espaço para fortalecer essa discussão junto à população, como forma de estimular uma conversa franca sobre a saúde mental com toda a sociedade”, completa Márjori.

Fonte: Pfizer

Setembro Amarelo alerta para os preocupantes números de depressão

No mês de prevenção ao suicídio, a atenção volta-se para a doença que se tornará a mais incapacitante a partir de 2020

Criado em 2015, o Setembro Amarelo tem como objetivo a conscientização para prevenção do suicídio. Em seu quinto ano, a campanha tem crescido devido ao aumento desenfreado de casos de transtornos mentais, como a depressão, muitas vezes responsáveis por criar nas pessoas o desejo de tirar a própria vida.

Para combater esse mal, o Setembro Amarelo alerta para a necessidade de falar sobre depressão, suicídio e outros transtornos que ainda são considerados tabus em diversos setores da sociedade. “É um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima esteja com ideias suicidas”, aponta o movimento.

Dados divulgados pela própria OMS corroboram com o que diz o movimento. De acordo com o órgão, nove em cada 10 casos de suicídio poderiam ser evitados. Por isso, a necessidade de busca por ajuda de pessoas com transtornos mentais, mas também de sensibilização daquelas que estão ao redor de quem apresenta comportamentos que indicam tendências suicidas.

Alguma coisa está fora da ordem

Estudos chancelados pela OMS em 2018 mostram que 800 mil pessoas se suicidam todos os anos, e que essa é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, os números também assustam. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde revelou que, em média, um caso de suicídio acontece a cada 46 minutos no país.

Não por acaso, os dados ligados a transtornos psicológicos também são alarmantes. De acordo com a OMS, em estudo divulgado no ano passado, 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão ao redor do mundo. Não à toa, essa será a doença mais incapacitante do planeta a partir de 2020.

“Muitos motivos podem levar pessoas a tirarem suas próprias vidas, como estresse, problemas financeiros ou amorosos, doenças crônicas e dores, mas o suicídio está diretamente ligado à depressão. E ambos têm apresentado números preocupantes”, afirma Melina Cury Haddad, psicóloga da Care Plus.

Até mesmo quem parece ter a vida dos sonhos está suscetível a esse mal. Recentemente, o comediante, ator e youTuber Whindersson Nunes precisou se afastar do público para se cuidar da depressão. Em 2018, o maior medalhista olímpico da história, o nadador norte-americano, Michael Phelps, também revelou lutar contra o distúrbio e a ansiedade. Outro que fala abertamente da dificuldade de lidar com a depressão é o premiado ator e humorista Jim Carrey.

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Novo cenário pede novos serviços de saúde

A atenção a comportamentos preocupantes nas pessoas ao redor, como alterações no humor, no sono e no apetite, desânimo, fadiga excessiva, entre outros, é fundamental. “Ao perceber algum colega ou familiar nessa situação, ofereça apoio, ouça com gentileza, adotando uma postura livre de julgamentos ou sermões, e auxilie a pessoa a procurar ajuda profissional, pois a depressão é uma doença e deve ser tratada como tal”, comenta Melina.

Foi justamente com isso em mente que a operadora de saúde Care Plus criou um novo programa. O Mental Health é focado em saúde mental e busca entender qual a melhor jornada para os pacientes que precisam de tratamento para doenças mentais. Trata-se de um programa que vai além do que a ANS exige e fornece tratamento personalizado, avaliando a necessidade de cada indivíduo para poder dar o melhor cuidado.

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Fonte: Care Plus

 

A importância de entender o sentir para a saúde

Nesse mundo corrido e cheio de afazeres e tecnologias, que nos levam sempre para fora de nós mesmos, esquecemos a importância de entender o que sentimos em cada situação. Segundo a fisioterapeuta com foco em Saúde Integrativa, Frésia Sa, o resultado disso é muito descontentamento e as chamadas doenças emocionais

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“Precisamos retomar a importância de entender o sentir para a saúde”. A frase é da fisioterapeuta Frésia Sa, que realiza um trabalho de Saúde Integrativa, reunindo técnicas que descobrem e tratam a causa real de dores e doenças crônicas. Segundo ela, a modernidade e as tecnologias nos deram o entendimento do corpo, de uma forma nunca imaginada – chegamos à era dos clones e dos órgãos substituídos por similares eletrônicos – mas nos afastou do entendimento dos nossos sentimentos: “passamos a buscar a resposta cada vez mais do lado de fora, na informação e nos medicamentos, e esquecemos que, muitas vezes, ela está do lado de dentro, na nossa forma de sentir o mundo”.

Conforme explica Frésia, negligenciar o sentir nos trouxe, nessas últimas décadas, alguns problemas novos para lidar: “o descontentamento com a própria vida, síndromes, como a do pânico, dificuldades de gerenciar os ciclos de vida, como o sono, o envelhecimento do corpo, a nossa alimentação”. E o consequente aumento das chamadas doenças emocionais, como a ansiedade, o estresse e a depressão.

“Nós trabalhamos com a Saúde Integrativa exatamente para tentar preencher essa lacuna. Com essa forma de olhar para o paciente, nós englobamos sintomas físicos e emocionais, estilo de vida, objetivos, traumas conscientes e inconscientes, crenças enraizadas que podem ter origem familiar, social ou mesmo de situações vividas. Sob a nossa ótica, tudo no indivíduo faz parte do quadro de dor ou doença. E tudo no social em que ele está inserido pode influenciar”, explica a fisioterapeuta.

Frésia lembra que vivemos muito em modo automático e acreditamos, sem pensar muito, que seguir o que todos dizem ser correto é a melhor saída, sempre: “Temos muitos pacientes que chegam aqui com quadros agudos, que são amenizados com os tratamentos, mas que só são realmente revertidos quando a pessoa se dá conta de que é possível, sim, andar na contramão das crenças e criar seu próprio futuro”, revela.

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Ter essa autonomia de decisão, segundo ela, é libertador: “É ela que nos leva exatamente onde nós desejamos chegar. E, geralmente, na grande maioria dos casos, ela tem um efeito incrível sobre a nossa saúde integral. Sentir que temos capacidade de fazer nossas próprias escolhas, de que podemos seguir aquilo que sentimos, é uma das formas de atingirmos nosso potencial total de Saúde Integrativa”, finaliza.

Fonte: Biointegral Saúde

Salvar

Cardiologista alerta sobre diferenças entre crise de ansiedade e problemas cardíacos

O pico de ansiedade aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias, o que pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral)

Um levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela dados preocupantes sobre a saúde psíquica dos brasileiros. O país ocupa o 4º lugar no ranking dos países com mais pessoas ansiosas, ficando atrás apenas do Paquistão – que lidera a pesquisa com 28% da população com quadro de ansiedade -, dos Estados Unidos (25%) e da Colômbia (24%). Cerca de 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade ao longo da vida, e os cardiologistas recebem, com cada vez mais frequência, pacientes com transtornos de ansiedade manifestando algum problema cardiológico.

Segundo o cardiologista e clínico geral do HCor, Abrão Cury, a ansiedade é a antecipação de uma possível situação de ameaça. O medo é algo comum e protege as pessoas de diversos perigos. “No entanto, quando a sensação de angústia é permanente, gera reações físicas e atrapalha atividades cotidianas, e é preciso averiguar se a ansiedade ganhou um patamar patológico”, explica Cury.

A base bioquímica do ataque de pânico é a baixa de serotonina – neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar -, que ocasiona diversos sintomas como a aceleração dos batimentos cardíacos, em uma resposta corporal às emoções intensas durante a crise. “Por isso, é comum os pacientes ansiosos procurarem o cardiologista ‘achando’ que estão tendo um infarto agudo do miocárdio”, alerta o cardiologista.

Quando os especialistas recebem essas reclamações, são solicitados os exames de eletrocardiograma, teste ergométrico e holter para verificar se há algum problema cardiológico ou como o coração reagiu após a pressão da crise. Por vezes, por se tratar apenas de manifestações emocionais, não é constatada nenhuma desordem nos resultados.

Cury alerta, no entanto, que os sintomas nunca devem ser ignorados. “O pico de ansiedade aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias, o que pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral). Por isso, é importante deixar de lado a timidez e a falta de tempo, e sempre procurar a ajuda de especialistas que indicarão os tratamentos mais adequados”, sugere o cardiologista.

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Queixas mais comuns de ansiedade nos consultórios cardiológicos:

Falta de ar;
Palpitações;
Dores no peito;
Dormência;
Formigamento;
Tremores em alguma parte do corpo.

Em alguns casos, o tratamento com medicação, psicoterapia e terapia ocupacional são suficientes. O acompanhamento dura, no mínimo, seis meses, mas pode perdurar por mais tempo, variando para cada paciente. “O uso de antidepressivo, ansiolítico e psicoterapia, aliados a prática regular de atividades físicas, alimentação saudável, boas noites de sono e tempo para se dedicar ao lazer aumentam a qualidade de vida e são os métodos mais recomendados aos ansiosos”, finaliza.

Fonte: HCor

 

Controle sua ansiedade de forma natural por meio da alimentação

Em um mundo cada vez mais agitado, onde as pessoas se sentem sob pressão o tempo todo, motivos para o estresse não faltam, gerando cada vez mais ansiedade. Enquanto alguns encontram na compulsão alimentar um refúgio para sua ansiedade, saiba que através da alimentação adequada também é possível controlar a ansiedade e viver uma vida mais plena.

Leone Gonçalves, preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, esclarece sobre a reação fisiológica do corpo à ansiedade: “Algumas pessoas podem manifestar uma ansiedade além do normal, por se preocuparem demais com os mínimos detalhes de tudo ao seu redor, até esse excesso de zelo se tornar um hábito. Neste caso, o estresse associado a essa postura, em vez de prepará-lo em um estado de alerta, praticamente o paralisa, com manifestação de sintomas físicos e emocionais, como a compulsão alimentar. A ansiedade gera compulsão alimentar, dai as pessoas comem muitas besteiras e ganham peso”.

Felizmente, o especialista aponta que existem formas simples e totalmente naturais para aliviar a mente, usando a alimentação como aliada. Confira:

Reduza a ingestão de cafeína

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Não é algo raro se sentir ansioso ou mais agitado depois de consumir bebidas com cafeína. Inclusive, o quadro de “transtorno de ansiedade induzido pela cafeína” é um diagnóstico médico oficial. A cafeína é um psicoestimulante, que mesmo após estimular o sistema nervoso central fica na corrente sanguínea e nos tecidos por até seis horas. A maioria das pessoas pode consumir até 300 mg de cafeína (três xícaras de 240 ml de café ou cinco xícaras de chá) antes de começar a ter problemas. No entanto, se você estiver consumindo mais que isso, diminua a quantidade e veja se o quadro de ansiedade apresenta alguma melhora.

Substitua o café pelo chá de camomila

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Foto: chamomileteaonline

A erva contém as substâncias apigenina e luteolina, que promovem o relaxamento. Num estudo, pacientes prestes a se submeterem a um cateterismo cardíaco foram tratados com chá de camomila para se observar quais efeitos ela exercia sobre o sistema cardiovascular. Embora não tivesse efeito mensurável, 10 dos 12 pacientes adormeceram durante esse procedimento que gera tanta ansiedade. Para ação calmante máxima, use dois saquinhos de chá de camomila para uma xícara de água e deixe em infusão, coberto, por 10 minutos. Beba três xícaras por dia quando estiver passando por momentos de tensão.

Cereais

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Um estudo da Universidade de Tufts, com 3 mil homens e mulheres, detectou que até 39% das pessoas têm níveis baixos de B12, ao passo que cerca de 9% são deficientes. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que o problema esteja na absorção do nutriente. A vitamina B12 no cereal é mais bem absorvida do que em outros alimentos porque a vitamina é borrifada, como um suplemento. (Tome o leite até o último gole, que é onde ficam as vitaminas do cereal matinal.)

Tome banhos de sol

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A luz do sol é um tremendo inibidor de ansiedade. Portanto, experimente ficar ao sol 15 minutos por dia. Isso vai aumentar os níveis de vitamina D de forma natural, o que pode diminuir a depressão e a ansiedade.

Atum

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O atum tem altos níveis do aminoácido essencial lisina, um dos componentes dos neurotransmissores. Em estudo de 2004, homens que tinham altos níveis de ansiedade iniciaram a se sentir melhores quando experimentaram a ter alimentação enriquecida com lisina. Além disso, as taxas do aminoácido são mais altas na carne, no peixe e nas leguminosas, entre outras fontes.

Prefira o mel ao açúcarmel

Um estudo neozelandês de 2009 apurou que ratos alimentados com mel, que tem efeito antioxidante alto, tiveram menos ansiedade num labirinto complexo que os que receberam uma quantidade equivalente de sacarose. Assim, os estudos apontam que esta substituição do açúcar pelo mel também pode funcionar no ‘labirinto estressante’ da vida.

Alimentos ricos em ômega-3 são grandes aliados contra a ansiedade

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Indícios mostram que os ácidos graxos ômega-3, abundantes em peixes gordurosos, frutos secos e linhaça, reduzem os sintomas de ansiedade. Além disso, limitam no organismo os níveis de estressores químicos como adrenalina (epinefrina) e cortisol. Uma pesquisa israelense mostrou que alunos que receberam suplementos de óleo de peixe tiveram menos ansiedade nas provas; segundo medidas de seus hábitos de alimentação e de sono, níveis de cortisol e estados mentais.

Como lidar com a compulsão alimentar se nada resolver?

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Se você identificou o ciclo da compulsão alimentar, e percebeu que consome mais comida do que deveria, e acredita que as causas estejam muito além do simples estresse e da ansiedade natural por algo que se está a realizar, talvez também seja válido recorrer a um especialista da área de saúde, como um terapeuta ou psicólogo, que poderá ajudar a entender este acontecimento pelo viés mental e emocional, identificar a sua origem e qual a melhor forma de resolver a questão.

Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Filósofo dá dez dicas para combater a solidão

Os mais recentes estudos na área da antropologia apontam que apesar das redes sociais, e todas as possibilidades com a globalização de estar em maior contato com as pessoas, nunca estivemos tão sozinhos.

Especialistas apontam que uma das possíveis várias razões para isso é o medo latente do desconhecido, que é inescapável às pessoas que vivem em grandes cidades. Logo, quanto mais violento é o centro urbano em que essas pessoas vivem, mais distante costuma ser o tratamento com estranhos ao círculo, onde a a impessoalidade faz deste um lugar em que se vive, apenas. Por isso, a solidão já é considerada um dos grandes males do século 21, especialmente nas grandes cidades.

O filósofo e escritor Fabiano de Abreu concorda com os mais recentes estudos e acredita que sim, é possível combater a solidão através da adoção de algumas medidas. As teorias de Fabiano foram publicadas no portal Impala, um dos maiores veículos de comunicação de Portugal, onde ele elencou 10 pontos que podem ajudar a lidar com a solidão. Confira:

1 – Frequentar lugares públicos

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Pixabay

Este é um método óbvio. Isolar-se e permanecer só não salva ninguém da solidão. Ambientes públicos aumentam as oportunidades de conhecer pessoas. Esteja aberto a isso. Ser negativo só atrai coisas negativas e afasta pessoas positivas.

2 – Desligue as redes sociais por um instante

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Isso mesmo. Apesar de atraírem milhares de pessoas e de estarmos rodeados de amigos virtuais, as redes sociais podem trazer solidão e depressão. A ideia de ter amigos nas redes sociais é uma ideia falsa da realidade. Redes sociais aumentam a sensação de solidão, pois invertem a realidade.

3 – Seja positivo

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Engane os pensamentos negativos. Seja positivo! A forma positiva de ver a vida e as pessoas afasta os sentimentos de solidão e de depressão. E ao contrário de afastar pessoas, atrai-as para si.

4 – Tenha planos futuros

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Planos e ações ocupam a mente para que não pense na solidão. Mas não faça disso a única opção, pois quando der por si o tempo passou e está sozinho. Lembre-se de que tudo na vida tem de ser moderado.

5 – Animais de estimação

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Este é um dos melhores meios para combater a solidão. Animais de estimação, principalmente os que interagem conosco, são ótimas companhias, combatem a solidão e nos distraem.

6 – Não confunda um sentimento momentâneo com a realidade

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A solidão é momentânea. Não faça disso uma realidade permanente para não se afundar na solidão por um tempo maior.

7 – Não se isole

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A vontade de se isolar, como consequência da solidão, é comum, mas pode ser perigosa. Nesses momentos, o melhor é procurar um familiar ou um amigo com quem se sinta à vontade para desabafar.

8 – Seja ouvinte

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Pexels

Mostre-se participativo. Ouça mais e fale menos e conquistará a sua roda de amigos. Muito cuidado com o egocentrismo, o que afasta as pessoas.

9 – Elogie, não critique

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Não menospreze nem julgue as pessoas. Para opinarmos, temos de procurar o conhecimento pleno sobre o assunto. Caso contrário, caímos em descrédito e sofremos sentimentos negativos. Todos gostam de elogios, mas, se tiver de criticar, saiba fazê-lo de forma suave e racional. Ninguém gosta de receber críticas.

10 – Procure um psicólogo

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Foto: Shutterstock

Caso a solidão esteja a se transformar em depressão, procure a ajuda de um profissional. Um psicólogo poderá ajudar e ser um amigo para tirá-lo da solidão.