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Oito erros comumente realizados na hora do banho que podem prejudicar a saúde

Apesar de parecer um hábito simples, existe uma série de cuidados que devem ser tomados durante o banho para evitar o surgimento de condições que podem afetar a pele, os cabelos e o organismo como um todo

Seja de manhã para acordar ou à noite para relaxar, não há nada melhor do que tomar um bom banho. Mas, por mais simples e rotineiro que esse hábito possa parecer, existem certas práticas que nós realizamos durante o banho que podem ser prejudiciais para a pele, os cabelos e o organismo, como a falta de higienização das toalhas, o tipo de sabonete utilizado ou a temperatura da água.

Por isso, mesmo durante o banho mais rápido, devemos tomar alguns cuidados para evitar sofrer com problemas como ressecamento da pele e dos cabelos e até mesmo infecções. Então, para ajudar você a aproveitar o banho da melhor maneira possível, reunimos um time de especialistas para dar dicas sobre como realizar esse hábito. Confira:

Tomar banho em excesso: principalmente no verão, é comum tomarmos mais de um banho por dia. Mas é importante tomar cuidado com esse hábito, pois o excesso de banhos pode interferir no ambiente cutâneo saudável, prejudicando o manto hidrolipídico e a microbiota. “Limpar demais a pele, sem repor a umidade, pode causar um ressecamento em um primeiro momento e depois a produção rebote de mais oleosidade. Além disso, o excesso de lavagens pode desequilibrar o microbioma da pele, uma ‘população’ de bactérias boas que nos protegem contra doenças e outros problemas, como ressecamento e sensibilidade da pele”, explica Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica Gru Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por isso, o recomendado é que você tome banhos no máximo duas vezes por dia.

Tomar banho com água quente: água quente pode remover demais a oleosidade da pele, favorecendo o ressecamento, descamação, irritação e o efeito rebote, que leva ao aumento da produção de oleosidade. Logo, o ideal é optar por banhos frios. “Além de prevenir a perda da oleosidade natural da pele, a água fria ajuda a contrair os vasos sanguíneos, fechando os poros e diminuindo a vermelhidão e o inchaço, e aumenta a circulação na região, conferindo ao rosto um aspecto mais brilhante e saudável”, destaca Claudia Marçal, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Outra opção é optar por banhos curtos, com menos de dez minutos, em água morna, que já são suficientes para manter a pele e o cabelo com uma aparência brilhante e saudável. Se tiver dúvidas quanto a temperatura da água, basta observar os espelhos e o box: caso estejam embaçados, é melhor diminuir a temperatura.

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Lavar os cabelos excessivamente: todo mundo sabe que não lavar os cabelos pode favorecer o surgimento de uma série de problemas, como queda e caspa. Mas realizar a higienização em excesso é igualmente prejudicial. “Não remover demais a oleosidade dos fios estimula a produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Por isso, o recomendado é que você lave os cabelos de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, quem pratica atividades físicas ou utiliza pomadas nos cabelos deve higienizá-los diariamente para remover impurezas e resíduos de produtos que podem ficar acumulados nos fios. Já quem tem cabelos oleosos e grossos pode aumentar um pouco o espaço entre as lavagens, que deve ser ainda maior no caso de pessoas de cabelos secos e finos”, recomenda Lucas Fustinoni, médico divulgador científico nas áreas de Tricologia e Estética, Fellowship de Estética em Miami e membro da World Trichology Society.

Utilizar o sabonete errado: usar apenas um sabonete durante o banho é prejudicial para a pele, pois o tecido cutâneo de diferentes regiões possui características e necessidades específicas. Por isso, o recomendado é que você tenha dois sabonetes diferentes: um para o corpo e outro para o rosto. “O pH do sabonete corporal é incompatível com a pele do rosto. Logo, se utilizado nessa região, pode causar desidratação e, em seguida, o efeito rebote. E o mesmo vale no caso contrário, já que, por ser mais suave, o sabonete facial pode não ser eficaz na remoção de sujidades e oleosidade do corpo”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, é importante evitar o uso de sabonetes com ação antisséptica. “Isso porque esse tipo de sabonete pode reduzir a quantidade dos microrganismos responsáveis por manter o pH da pele em equilíbrio, tornando-a ressecada, desprotegida e mais suscetível a doenças como dermatite e acne e aos danos ambientais que causam o envelhecimento precoce”, completa Cassiano.

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Passar o sabonete onde você não deveria: utilizar o sabonete em todo o corpo é a ação mais natural. Mas existe uma região que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser higienizada com sabão. “A vagina não necessita de assepsia, pois, além de acumular menos sujidades, possui pH menos ácido, que, quando desequilibrado devido à higienização, favorece a proliferação de agentes patógenos que podem causar infecções. Logo, o ideal é realizar a higienização apenas da vulva, que é a parte externa do órgão genital feminino”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

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Não trocar a toalha com frequência: é fundamental trocar e higienizar as toalhas pelo menos uma vez por semana. “Isso porque as toalhas são um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, além de acumularem óleos, células da pele e outros detritos, o que pode aumentar o risco de infecções de pele e irritações”, alerta Claudia. Além de lavar regularmente, é importante secar as toalhas corretamente para mantê-las livres de microrganismos nocivos. Logo, o ideal é pendurá-las em um local fresco, com bastante circulação de ar e pouca umidade e esperar até que sequem completamente.

Usar a mesma toalha para o corpo e rosto: segundo Claudia, além de lavá-las com regularidade, é importante utilizar toalhas diferentes para o corpo e para o rosto. “Isso porque alguns resquícios de produtos que você coloca em seu corpo, como hidratantes e fragrâncias, podem ficar na toalha e serem transmitidos para o seu rosto, obstruindo os poros, favorecendo o surgimento de cravos e espinhas e causando erupções cutâneas”, completa a dermatologista.

Não hidratar a pele após o banho: e os cuidados não devem ser restringidos apenas ao momento do banho em si. Após se enxugar, é fundamental realizar a hidratação da pele da face e do corpo para manter a barreira de proteção do tecido intacta. “Para isso, o ideal é buscar produtos cujos veículos sejam à base de fosfolipídeos, que formam uma segunda pele e protegem a derme de forma mais efetiva diminuindo a perda de água por evaporação. A associação do ácido hialurônico de alto e baixo peso molecular também é uma ótima opção, pois os ativos atuam em sinergia para estimular a produção de hidratação natural em todas as camadas da pele”, destaca Paola.

Você pode investir em substâncias como Hyaxel, DSH CN, Nutriomega 3, 6, 7 e 9. Para hidratar a face, por exemplo, você pode optar pelo uso do sérum 4D, da Buona Vita, que contém quatro ácidos hialurônicos, incluindo os de alto e baixo peso molecular, para promover hidratação nas camadas mais profundas da pele e preenchimento das rugas.

Já para o corpo, aposte no Nutribalm Lipid Replenish, da Ada Tina Italy, um hidratante corporal com Niacinamida Clareadora de textura leve e macia capaz de hidratar, nutrir, proteger e manter a pele integra e saudável, sendo assim capaz de prevenir o envelhecimento e o escurecimento da pele. “Aplicar os hidratantes após o banho é uma ótima maneira de melhorar a penetração dos ingredientes cosméticos. Mas tome cuidado na hora de aplicar os produtos para não deixar de lado regiões como pescoço, área dos olhos, joelhos e cotovelos. Além disso, evite realizar movimentos muito bruscos e repetitivos, que podem irritar a pele, fazendo com que os produtos percam o seu efeito”, finaliza Isabel Piatti, Consultora Executiva em Estética e Inovação Cosmética e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita.

Dermatologista alerta para riscos de tratamentos estéticos caseiros

A Internet é como um livro de receitas que compartilha orientações sobre os mais variados tratamentos estéticos caseiros, de soluções simples a resultados milagrosos. No entanto, é preciso ficar alerta, já que qualquer método oferece risco à saúde, como explica a dermatologista Cibele Tamietti Durães, da Clínica Leger.

“Todo tratamento estético realizado em casa, sem supervisão médica, tem seus riscos, pois cada pele é única e nem sempre o que é bom para uma será para outra”, explica Cibele, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Você já se aventurou em alguma dessas receitas e não conquistou o resultado que queria? Cibele é categórica ao falar dos riscos aos quais você se expôs: “Produtos e substâncias aparentemente inofensivas podem desencadear irritações e alergias. Procedimentos realizados de forma incorreta, ou com aparelhos não confiáveis, podem provocar queimaduras na pele e até necrose tecidual no local, com consequentes manchas e cicatrizes”.

Esfoliantes caseiros, o uso de limão como clareador, remoção de pintas e verrugas em casa. a dermatologista alerta para o risco de cada processo. Confira:

Quais os perigos das receitas de esfoliantes com grânulos muito grosseiros para a pele e intervalos não adequados entre as esfoliações?

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Os esfoliantes com grânulos grosseiros podem agredir a pele e escoriá-la, e se a pele for muito fina e sensível, o estrago será ainda pior. Como consequências, podem aparecer marcas e manchas na pele. É preciso cautela e supervisão do profissional na escolha de um esfoliante.

O uso do limão como clareador de manchas também oferece riscos para a pele? Quais?

O uso de limão como clareador vem da cultura popular, mas o limão, além de não clarear a pele, pode deixar resíduos (mesmo após lavar a pele) que, expostos à radiação solar, ocasionam uma reação denominada “fotofitodermatose”. Ela consiste em uma queimadura na pele, com consequentes manchas escuras, e até bolhas ou cicatrizes.

Quais os perigos da remoção caseira de pintas e verrugas?

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São dois os principais riscos. Primeiro, uma lesão que aparenta ser inofensiva, mas pode se tratar de uma lesão maligna ou câncer de pele, e ao tentar remover de forma inadequada só piora o diagnóstico e a evolução da lesão, agravando a doença. Segundo, o próprio processo de remoção, de forma incorreta, pode causar agressões na pele, dificuldade de cicatrização, manchas e cicatrizes.

O microagulhamento com dermaroller é um procedimento estético para estímulo de colágeno e elastina, que melhora o aspecto da pele. No entanto, muitas pessoas têm aderido às versões caseiras desse tratamento. Qual é a gravidade de realizar esse procedimento em casa? O que pode ocasionar?

São vários os riscos deste procedimento realizado em casa. O procedimento feito fora de um ambiente preparado aumenta muito os riscos de infecções por bactérias, fungos e vírus, podendo desencadear não só uma infecção localizada, mas também uma infecção generalizada (quando a infecção se espalha pelo corpo). O processo evolutivo da infecção também pode deixar manchas escuras e cicatrizes. O demaroller deve ser de uma marca de qualidade e reconhecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para não correr o risco de a agulha se soltar do roller e ficar presa na pele. A forma de utilizar o roller requer movimentos e pressão sobre a pele de forma correta, além da escolha adequada do tamanho da agulha para cada situação. O uso de forma errônea pode causar escoriações na pele, com consequentes manchas e cicatrizes. E se trata de um procedimento doloroso, que requer anestesia. Sem a anestesia a dor limita os movimentos, deixando-os ainda mais inadequados, de forma não homogênea e com maior chance de escoriações.

Na internet, podemos ver diferentes anúncios de aparelhos que conseguem congelar gordura em casa. Que risco isso pode trazer para o corpo e para a pele do paciente?

Esses aparelhos chegam a menos de zero grau Celsius, diminuindo a passagem de oxigênio e causando a morte das células de gordura, além de ocasionar um grande processo inflamatório no local. O uso de aparelhos requer treinamento, tecnologia reconhecida pela Anvisa, entre outras exigências. Esses procedimentos realizados de forma incorreta, ou com aparelhos não confiáveis, podem ocasionar queimaduras na pele e até necrose tecidual.

Existe algum tratamento caseiro confiável?

Nenhum tratamento na pele, sem supervisão médica, é totalmente confiável, por mais inofensivo que possa parecer. Pois são muitas as variáveis que interferem na pele, que é o maior órgão humano e é muito suscetível ao ambiente, ao clima e a situações do dia a dia.

Fonte: Clínica Leger

Confira os cinco mitos mais comuns sobre cuidados com a pele

Muitas informações sobre cuidados com a pele circulam na internet e são amplamente disseminadas por pessoas influentes nas redes mas, é importante saber o que é verdade e o que é mito, de acordo com a medicina, para não correr nenhum risco e conseguir cuidar da saúde da sua pele. A dermatologista Simone Stringhini, líder da clínica Stringhini Dermatologia Avançada, Membro da Academia Americana de Dermatologia e com 30 anos de experiência, listou os cinco principais mitos e informações equivocadas que circulam por aí.

1- Hidratantes repõe a água da pele

É até equivocado utilizar o termo “hidratar a pele” porque, na verdade, o hidratante não vai repor água, ele vai adicionar óleo na pele para reforçar a barreira cutânea e evitar a perda de água que já está no corpo. A dermatologista alerta que, a única forma de hidratação do corpo é ingerindo água. Por isso que, em alguns casos, pessoas com pele oleosa não tem a necessidade de passar hidratante, mas isso vai depender de cada caso e o dermatologista é que poderá indicar o que é mais recomendado.

2- O colágeno ingerido vai para a pele

O colágeno é uma proteína que nós temos em todo o corpo humano e, na pele, ele é o responsável por garantir a firmeza. A medida que vamos envelhecendo, o corpo vai perdendo a capacidade de produzir colágeno e, consequentemente, diminui a concentração em todo o corpo, o que causa a flacidez. Ele pode ser encontrado em diversos alimentos derivados dos animais, como carnes, peixes, ovos, queijos, leite, entre outros. Mas, com o passar dos anos, o organismo também vai perdendo a capacidade de absorver colágeno desses alimentos e é importante suplementar para diminuir a velocidade do envelhecimento. Mas, o colágeno que é ingerido em forma de cápsula ou pó não é absorvido diretamente pela pele. O que acontece é que, primeiramente, essa molécula irá ser degradada em aminoácidos, que são absorvidos pelo estômago e, posteriormente, serão utilizados para várias funções no organismo e, uma delas, será para a síntese de colágeno pela pele. Caso o médico opte por recomendar o colágeno, o horário mais indicado, segundo Simone, é antes do café da manhã, em jejum, pois depois das refeições, com o estômago cheio, a absorção pode ser menor.

3- Ginástica Facial rejuvenesce

Esse talvez seja o mito mais popular. A ginástica facial vem ganhando muitos adeptos, nos últimos tempos. Mas é importante entender que a ginástica atua diretamente nos músculos faciais e não na pele. Então, esses movimentos repetitivos não rejuvenescem e, podem até causar rugas, dependendo da intensidade e da frequência com que são feitos, pois a maior parte do envelhecimento facial é causado pela perda de elasticidade e, consequente, flacidez da pele. Os músculos também envelhecem, mas eles não são os maiores responsáveis pelo aspecto de envelhecimento facial. Então, quando é praticada a ginástica facial os músculos estão sendo estimulados à hipertrofia, assim como o corpo durante a musculação na academia, por exemplo. Mas isso não trará resultados no aspecto de rejuvenescimento e, pior, esses movimentos repetitivos juntamente com as expressões faciais feitas durante a ginástica podem acabar marcando a pele, causando rugas e trazendo o efeito de envelhecimento. A dermatologista diz que não existe uma ginástica para pele, apenas tratamentos dermatológicos avançados é que trarão o resultado do rejuvenescimento. Além disso, ela sugere ter bastante cautela com a ginástica facial, que pode acabar tendo efeito contrário ao esperado.

4- Cremes faciais tratam rugas e flacidez

Os cremes faciais são ótimos aliados do skincare e de uma pele saudável, mas a função deles é de hidratar e prevenir, então eles podem clarear manchas, melhorar o aspecto de cicatrizes e até prevenir rugas. O que não são capazes de fazer efetivamente é tratar as rugas e flacidez, reverter os sinais de envelhecimento que já surgiram. Para isso, são necessários tratamentos em consultório com o dermatologista, que pode fazer uso de injetáveis e equipamentos, como o laser, de acordo com o caso.

5- Pele negra não precisa usar filtro solar

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Isso é um mito muito perigoso. Todos os tipos de pele necessitam de filtro solar para proteger dos raios ultravioletas (UV), prejudiciais à saúde. Além disso, a pele negra é mais propensa a manchas, e o protetor solar ajuda a evitar o aparecimento delas, assim como do melasma. Para facilitar o dia a dia, uma opção é utilizar base de maquiagem com filtro solar, o que ajuda na praticidade da rotina. Esse tipo de produto contém a proteção necessária, assim como o filtro solar normal e funciona como base com cor, um produto dois em um.

Fonte: Simone Stringhini é formada em medicina pela UFRJ, tem especialização em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, foi a pioneira na área de estética, dentro da dermatologia, no Brasil; tendo sido a primeira dermatologista a fazer o procedimento de peeling no país.

Rugas em excesso podem dificultar expressão das emoções e deixar o rosto triste e cansado

Pesquisas já relacionaram o excesso de rugas à percepção emocional dos pacientes. Rosto com muitas marcas de expressão pode dar sinais falsos de que o paciente está triste, cansado ou zangado

As rugas não só deixam o rosto mais envelhecido como seu excesso pode dificultar a expressão de emoções, deixando a face com aspecto mais triste e cansado. Há alguns anos, pesquisadores da Penn State University pediram a um grupo de participantes, em um estudo, para examinar 64 faces e classificá-las com base nas emoções que percebiam nas imagens. Em média, as fotos que mostram adultos mais velhos foram classificadas como mais zangadas ou tristes em comparação às fotos de pessoas mais jovens, apesar de cada rosto fotografado mostrar emoções neutras.

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“Vincos na boca e na testa podem fazer com que as pessoas pareçam estar franzindo a testa em uma expressão de que estão chateadas”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Este não é o primeiro estudo a examinar a ligação entre rugas e percepção emocional.

Um estudo anterior realizado por pesquisadores da Universidade Humboldt, em Berlim, descobriu que as pessoas mais jovens tinham dificuldade em julgar os rostos dos adultos mais velhos, e muitas vezes percebiam que tinham mais “emoções confusas” do que imagens semelhantes de pessoas mais jovens.

A dificuldade se configura com o excesso de rugas. Segundo a dermatologista Claudia Marçal, independentemente da idade, seja aos 40, aos 50 ou 80, é possível ter rugas, mas é necessário ter uma pele tratada, bonita, viçosa, luminosa, hidratada, tonificada.

“Até mesmo pacientes que pretendem fazer uma cirurgia plástica para diminuir as rugas necessitam de uma ajuda dermatológica para melhorar a qualidade dessa pele”, explica Farinazzo.

“Por exemplo, mesmo uma paciente de 80 anos com sulcos, marcas, linhas ao redor da boca e entre as sobrancelhas, pode e precisa ter uma pele luminosa, com um quadro de tonicidade e uma pele que por si só seja reconhecida como uma bem cuidada”, diz a dermatologista.

De acordo com o cirurgião plástico, este estudo mostra que as pessoas que buscam procedimentos de cirurgia plástica, como ritidoplastia, facelifts ou injeções de toxina botulínica, não estão fazendo isso simplesmente por vaidade. “Existem problemas reais associados aos primeiros sinais de envelhecimento, de forma que o paciente pode apresentar falsamente a ideia de que está enfrentando tristeza e depressão, ou ainda parecer nervoso demais”, diz o cirurgião.

“Felizmente, existem muitos tratamentos que podem ajudar a tratar rugas no rosto e pescoço. Embora os de lifting facial sejam os mais conhecidos e definitivos, outros podem optar pelos injetáveis para paralização muscular (toxina botulínica), preenchimento (ácido hialurônico) e estímulo de colágeno (bioestimuladores), que também trazem bons resultados”, afirma o médico.

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“O mais importante é consultar um médico para indicação precisa dos tratamentos que devem ser realizados, que muitas vezes podem ser feitos em conjunto entre dermatologistas e cirurgiões para o melhor resultado. Além disso, é muito importante que o resultado seja natural, pois um rosto paralisado também demonstra dificuldade de expressar sentimentos”, finaliza Farinazzo.

Fontes:
*Cláudia Marçal é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Professora e fundadora do Dermacademy MB, plataforma online de ensino a dermatologistas. Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. Proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
*Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz e Oswaldo Cruz entre outros.

Gaste menos de 10 minutos e faça o skincare caber na sua rotina pós-quarentena

Será que, das 24 horas diárias, você realmente não tem tempo de cuidar da pele – o maior órgão do corpo? Descubra como ter uma rotina eficiente de cuidados com a pele, no menor tempo possível, mesmo com a volta da sua rotina normal pós-quarentena

Durante o isolamento físico, estamos experimentando novos hábitos de vida e os cuidados com a pele fazem parte deles. Só para se ter uma ideia, as pesquisas no Google sobre skincare aumentaram 66% no período de isolamento social. Mas afinal, agora temos tempo, e depois? Vamos abandonar essa rotina de cuidados?

Negativo: é possível simplificar a rotina e garantir o primordial para a saúde e beleza da pele, em menos de 10 minutos. De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), para uma rotina skincare suficiente, é necessário lembrar da pirâmide de tratamento, cuja base é a hidratação e a fotoproteção, além de higienização. E com o advento dos cosméticos multifuncionais, a rotina skincare pode ser muito facilitada e até ganhou um novo nome: skipcare.

Ligue o cronômetro e vem que a gente te explica como cuidar da pele em pouco tempo:

Pela Manhã:

Durante este período, a ordem é limpar, tonificar, hidratar e fotoproteger. “Os produtos multifuncionais e aqueles com secagem rápida podem colaborar para que essa rotina seja eficiente e feita em menos de 10 minutos”, diz o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da SBD.

limpeza pele mulher

– Limpar em 1 minuto e meio: “A pele deve ser lavada com movimentos circulares com as pontas dos dedos, massageando bem em todas as áreas, principalmente a região da zona T, que é a região mais oleosa. Cuidado com o sabão na região da linha interciliar para evitar qualquer tipo de blefarite ou conjuntivite. Deixar com que esse sabonete, gel de limpeza ou loção de limpeza, dependendo do tipo de pele, permaneça por um minuto e depois retirá-lo com água”, explica Claudia. No geral, é indicada a emulsão de limpeza com extratos calmantes para peles secas e, no caso das oleosas, o sabonete líquido com ácido salicílico pode ser usado.

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– Tonificar em 2 minutos: “As loções tônicas devem ser aplicadas com algodão por toda a extensão do rosto e pescoço. Esse tônico regula (equilibra) o pH, pode ter característica hidratante, controladora da oleosidade e calmante, dependendo do ativo da formulação”, diz o dermatologista Abdo. Espere a pele secar e parta para a próxima etapa.

mulher usando serum pele

– Hidratação em 3 minutos: pode até parecer muito tempo para aplicar, em creme, algo semelhante ao tamanho de uma ervilha no rosto. Mas em três minutos dá até para combinar uma hidratação com um efeito anti-idade potente. Os séruns podem ser aplicados antes e, por terem ativos concentrados, podem trazer uma série de benefícios. “É importante reforçar nosso sistema antioxidante com o uso tópico de Vitamina C estabilizada, Vitamina E, Alistin, OTZ 10 e ácido ferúlico”, explica a médica. No caso do hidratante, aplicado assim que a pele secar, o ácido hialurônico é a opção mais inteligente e pode mesclar baixo e alto peso molecular (Hyaxel e DSH CN). Fique de olho nas texturas: “Peles mais secas se beneficiam de cremes mais pesados enquanto as peles mais oleosas devem investir em gel e loções oil-free”, diz Abdo.

mulher madura rosto creme olhos grisalha

– Área dos olhos em 1 minutinho: região com a pele mais fina e uma das mais sensíveis do corpo, a área dos olhos merece tratamento especial, para prevenir a formação de linhas e sulcos. “As fórmulas devem ser suaves, mas concentradas em ativos que garantam a firmeza e elasticidade da pele”, afirma Abdo.

protetor solar creme rosto mulher

– Fotoproteção em 2 minutos: assim que a pele absorver o hidratante e não estiver “melada”, é hora de proteger. “Essa é uma das etapas mais importantes, mas não adianta passar o protetor solar e se expor diretamente ao sol. Esse filtro deve ser passado, de preferência, 30 minutos antes de sair de casa e sofrer a exposição direta. E nós sempre temos que tomar cuidado com essa aplicação. As recomendações mundiais pelos consensos tanto brasileiros de fotoproteção quanto pelos guidelines internacionais é que se use dois miligramas por centímetro quadrado, mais ou menos uma colherzinha de café. Eu tenho que passar o filtro solar até que essa camada generosa cubra toda a área e eu tenha aquela sensação de que existe um conforto e uma cobertura homogênea”, diz a médica.

Se sobrar tempo, você pode ficar à vontade para maquiar a pele, porque o básico você já fez.

À noite

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No banho, limpe a pele do rosto e repita o ritual de limpeza da manhã, massageando e deixando o produto na pele antes de retirá-lo. Segundo o dermatologista, é possível usar também, duas vezes por semana, um esfoliante que vai adicionar mais dois minutos nos seus cuidados diários, mas garante uma textura mais suave e também facilita a absorção dos ativos de tratamento que vêm a seguir.

Após sair do banho e se secar com a toalha, aproveite os primeiros minutos, em que os poros estão mais abertos, e hidrate todo o corpo com loções cremosas e ricas em óleos vegetais. No rosto, gaste cinco minutos na tonificação e hidratação, mas adicione também fórmulas recomendadas pelo dermatologista – e que vão fazer a sua rotina saltar mais alguns minutinhos.

“Elas podem contar com o retinol, substâncias clareadoras, renovadoras, estimuladoras do turn-over celular e antioxidantes para máximo efeito antiaging”, diz a dermatologista.  “Consulte um dermatologista para saber os ingredientes ideais para sua pele”, finaliza.

Fontes:
Abdo Salomão Jr é doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Professor universitário, Dr. Abdo Salomão Jr. ministra aulas nos principais congressos nacionais da especialidade. Além disso, já deu aulas na Austrália, Itália e Coreia do Sul. É uma referência em conhecimento de lasers e tecnologias para fins dermatológicos e estéticos. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior.
Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Especialista alerta para cuidados extras no inverno em meio ao coronavírus

Com dias mais frios e a pandemia, dermatologista traz dicas para evitar doenças típicas da estação e as ocasionadas pela Covid-19

O inverno chegou e com ele o período que registra as temperaturas mais baixas do ano no Brasil. Além dos desafios típicos dessa época, os brasileiros devem se atentar a cuidados extras em meio a pandemia causada pelo coronavírus. Se, em geral, o clima mais seco já costuma causar maior incidência de acnes, falta de hidratação e ressecamento na pele, a reclusão e a constante lavagem das mãos são fatores que podem agravar reações alérgicas e adversas no corpo.

“Alguns trabalhos, principalmente na Europa, mostraram lesões cutâneas associadas à infecção pelo novo coronavírus. Além disso, o constante atrito pelo uso prolongado de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), principalmente por profissionais de saúde, e a recorrente desinfecção das mãos pelo álcool em gel podem gerar maior desgaste da pele e, consequentemente, aumento no ressecamento, dermatites irritativas (vermelhidões) e descamações que requerem cuidados específicos”, aponta Fábio Heidi Sakamoto, professor de dermatologia no curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina.

Manter a higiene das mãos e uso das máscaras nunca foi tão recomendado. Em contrapartida, os novos hábitos requerem mudanças na rotina de hidratação da pele. Para isso, existem diversos tipos de emolientes que podem ser usados conforme a necessidade. “Hoje a tecnologia dermocosmética apresenta opções em cremes para a aplicação na pele do rosto e mãos contendo ácido hialurônico, ceramidas, vitaminas E e C ou outros ingredientes hidratantes, eficazes na reparação”, explica Fabio.

Outras questões que podem ser ocasionadas tanto pelo clima frio quanto pela influência da reclusão e seus aspectos emocionais e sociais sobre a saúde física do corpo humano são as acnes. Segundo o especialista, o alto nível de estresse gerado em razão da pandemia é relevante, não só no caso de aparecimento de acnes, como no agravamento de afecções dermatológicas como quedas de cabelo, psoríases, eczemas, alergias e dermatites seborreicas, entre outras.

Confira, então, dicas para encarar os diferentes desafios para a pele nesse período:

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Mantenha sua pele hidratada: o uso recorrente de emolientes (que amaciam e suavizam a pele), umectantes (que mantém e retém a unidade na pele) e hidratantes (que ajudam a manter a pele macia e a aumentar o teor de água na pele), dependendo do nível de ressecamento das mãos, é importante;

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Prefira álcool em gel com opções umectantes: o mercado apresenta diversas opções para a higienização das mãos e que contém propriedades calmantes e hidratantes que diminuem a irritação que o álcool em gel pode causar, como a glicerina e o Aloe Vera;

mulher usando serum pele

Abuse de agentes hidratantes para o rosto: são fundamentais para minimizar a agressão causada pelos atritos dos EPIs no rosto, desde que tenham baixo teor de gordura (ácidos graxos) para não agravar a incidência de acnes;

mulher banho quente chuveiro

Seja rápido nos banhos quentes: nesse frio são uma boa pedida, mas a permanência nele por muito tempo provoca diminuição da proteção natural da pele;

mulher madura tomando agua

Beba bastante água: a hidratação interna do corpo, não somente a tópica com hidratantes, é um fator essencial para manter a umidade da pele, além de lubrificar as articulações e manter o bom funcionamento das funções do organismo;

protetor solar creme rosto mulher

Proteja-se dentro de casa: apesar do isolamento, o filtro solar é importante até mesmo para proteger contra a luz da lâmpada residencial;

Wohnen, Berlin, Deutschland
WestEnd

Tome sol: caso tenha um quintal, sacada, janela ou varanda para “pegar” um sol, é importante para a vitamina D do corpo. A reclusão social motivada pela pandemia faz com que as pessoas “esqueçam” dessa luz natural e que ajuda a fortalecer o corpo.

Fonte: Faculdade Santa Marcelina

Por causa do celular, sairemos da quarentena com mais rugas no pescoço?

Durante o isolamento, passamos quase 2/3 do dia com a cabeça inclinada para baixo olhando o celular. Você sabia que isso acelera sinais de envelhecimento no pescoço? Estudo da Universidade de Chung-Ang, da Coreia do Sul, mostrou que mulheres a partir dos 29 anos já apresentam rugas na região

Estamos cada vez mais conectados a dispositivos móveis e, com o isolamento, até nossos momentos de lazer estão no celular – seja falando com amigos, vendo uma receita nova na internet ou buscando outra distração. Muitas pessoas passam quase 2/3 do dia olhando o celular. Mas é bom que você saiba que o uso de dispositivos móveis está acelerando o processo de envelhecimento em uma região difícil de tratar com cremes: o pescoço.

De acordo com o estudo da Universidade de Chung-Ang, na Coreia do Sul, sobre nova técnica para combater rugas no pescoço, mulheres a partir dos 29 anos já apresentam vincos nessa região, enquanto o natural seria depois dos 40. “Recentemente, o número de pacientes com rugas do pescoço vem aumentando. Além disso, um número crescente de pacientes jovens apresentou essa condição, possivelmente devido ao efeito da postura que eles adotam ao olhar para baixo quando usam smartphone ou outros dispositivos”, afirma o estudo. Sairemos da quarentena com mais rugas nessa região?

pescoco dor rugas

Nos Estados Unidos, a imprensa especializada até apelidou o problema como ruga “Tech Neck”. A dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, ressalta que os movimentos repetitivos formam sulcos, como se fossem “colares cervicais”.

“A pele do pescoço é muito fina, praticamente sem glândulas sebáceas, com espessura próxima a dois milímetros, pouco hidratada e onde há grande movimentação natural pela própria dinâmica da região. A inclinação frequente da cabeça para baixo a fim de olhar o celular, tablet ou outro dispositivo, provoca sinais de envelhecimento mais rápidos”, explica a médica.

De acordo com a dermatologista, os movimentos musculares do pescoço realizados a todo o instante sejam voluntários como a laterização, extensão, inclinação para baixo ou mesmo na mastigação e fala produzem inicialmente pequenas linhas, que com o passar do tempo vão se acentuando. “Elas adquirem o status de rugas e sulcos bastante marcados como verdadeiros colares cervicais horizontais”, afirma.

O termo já vinha se tornando uma das preocupações mundiais em skincare, pois o constante dobramento da pele em movimentos repetitivos, característico da era das selfies, aumentou a procura por tratamentos preventivos e corretivos das rugas e linhas do pescoço. Há poucos anos, a marca de luxo Yves Saint Laurent, por exemplo, desenvolveu pesquisas que também vinculam o uso do celular com a aceleração do envelhecimento dessa pele, e criou um creme concentrado com ação antirrugas para a região do pescoço.

No Brasil, a Biotec Dermocosméticos – responsável por distribuir matéria prima dermo e nutricosmética para farmácias de manipulação – criou uma bala e um creme Tech Neck, com função de estimular o colágeno da região e melhorar o aspecto dessas rugas. Enquanto a bala traz três poderosos ativos (Exsynutriment, Glycoxil e Incell) para atuar na síntese de colágeno e proteção da pele por via oral, o creme diminui a degradação de colágeno e tem ação preenchedora, por conta do ativo SWT-7.

A dermatologista acrescenta que a área é quase sempre esquecida, mesmo para quem tem o hábito de cuidar do rosto. “A própria característica local somada às agressões ambientais como água quente, frio, poluição, ar condicionado, sol, vento e o uso de perfumes contendo álcool e bijuterias (que podem causar hipersensibilidade local e alergias), podem provocar ainda mais ressecamento, vermelhidão e mudança da textura da região”, conta.

Prevenção

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De acordo com a dermatologista, uma dica importante é, mesmo quando mexer nos dispositivos, manter a cabeça ereta, sem inclinações, e a postura alinhada: o celular deve ser erguido na direção dos olhos. Com relação aos cuidados diários, a médica indica sabonetes neutros ou loções de limpeza à base de ativos calmantes. “As loções tônicas vêm na sequência e vão preparar a pele para receber o sérum tensor que pode conter Hyaxel, ácido hialurônico de baixo peso molecular, antioxidantes, vitaminas e glicosaminoglicanas, além de substâncias que recuperem a volumetria da região como Adipofill e Sculptessence”, conta.

O protetor solar deve ter FPS 30 no mínimo e ser reaplicado após quatro horas no dia a dia. “À noite, a região, após a higienização, pode receber água termal em jatos e após alguns minutos, usar vitamina C na forma de sérum, emulsão ou espuma associada a outras vitaminas como B5, E, F e alfa hidroxiácidos, alternando com nutritivos”, explica.

Tratamentos

Além da toxina botulínica, muitos tratamentos podem ser feitos na região para tratar as rugas tech neck. Uma das novidades é o Ultrassom 3D Solon, que permite ajustar exatamente a profundidade onde o aparelho vai agir e o tamanho do dano térmico. Com isso, o tratamento causa menos dor e reduz as rugas de maneira poderosa. “Do ponto de vista clínico, o tratamento é menos dolorido e muito mais homogêneo. Ele estimula mais colágeno e traz resultados na hora. O paciente pode imediatamente voltar às atividades de rotina”, afirma o dermatologista Salomão.

Outra tecnologia para esse fim é o plasma de baixa temperatura Surgical Derm. Indicado para rugas profundas, principalmente no pescoço, Surgical Derm é um plasma endodérmico que penetra na pele por meio de pequenos orifícios chegando até a derme e promovendo contração.

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“Uma sessão do plasma traz mais resultado que 4 sessões de laser CO2, que é um procedimento extremamente dolorido. Ele é um plasma que faz a sublimação (passagem direta de uma substância do estado sólido para o estado gasoso) da pele, que não carboniza: isso é o grande diferencial. Existem outros plasmas, usados por esteticistas, que carbonizam, furam e queimam a pele. O Surgical Derm é um plasma frio que entra na pele com um orifício muito fino e se espalha na derme”, afirma o médico. Com isso, há uma grande contração da pele, que reduz de forma eficaz as rugas com resultado percebido já na primeira sessão.

Fontes:
*Abdo Salomão Jr é doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Professor universitário e diretor da Clínica Dermatológica de mesmo nome.
*Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Espante a cara de cansada: dicas para parecer menos exausta do que você de fato está

Com o isolamento social, a ansiedade e até maus hábitos, sua pele pode entregar vários sinais de cansaço: falta de viço, inchaço, desidratação e olheiras são alguns dos problemas mais comuns. Saiba algumas dicas para lidar com o problema

Embora as pessoas estejam em casa cumprindo o isolamento social, isso não quer dizer em hipótese alguma que elas estejam relaxadas. Pelo contrário, muitas delas sentem-se exaustas, em um grau muito próximo da expressão TATT (tired all the time – cansado o tempo todo, em português). Se esse já era um diagnóstico comum ano passado, sem a pandemia, agora – com o problema do vírus aliado ao estresse e à própria mudança brusca na rotina que também afeta nosso estado mental – agora o cansaço parece universal.

Mesmo que estar exausto seja um efeito colateral inevitável da vida moderna, sua pele pode tentar esconder isso – dos males o menor, não é mesmo? “Olheiras, inchaço, pele sem viço e desidratada são as características mais comuns desses pacientes”, afirma a Dra. Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que conta algumas dicas e o que há de novo para dar um up no visual:

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Invista na Vitamina C: poderoso, o ingrediente deve ser usado de maneira tópica e oral: “O antioxidante é fundamental para a pele. Internamente, trabalha para apoiar o sistema imunológico, aumentar a absorção de ferro e reduzir os sinais de cansaço. Com ação tópica clareadora e antioxidante, a Vitamina C diminui as metaloproteinases que degradam colágeno”, diz a médica. Quer uma dica? Nos cremes, prefira as fórmulas com Vitamina E. “Associado à Vitamina E, tem papel hidratante e reverte os danos da pele inflamada e com perda de viço e densidade tissular”, afirma a médica. “Já com relação às cápsulas, a Vitamina C pode ser combinada com Bio-Arct e In.Cell para potencializar o reforço ao sistema imunológico”, diz.

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Foto: wiseGEEK

Lave o rosto com água fria – assim que acordar, lave o rosto com água fria e com um sabonete específico para seu tipo de pele. “De preferência, esse sabonete deve contar com extratos botânicos com ação anti-inflamatória, calmante e descongestionante, como a camomila, erva doce, hamamélis e calêndula. Eles vão ajudar na diminuição do edema”, afirma Claudia.

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Use água termal (gelada) – na noite anterior, deixe sua embalagem de água termal com ativos calmantes na geladeira. Logo após lavar o rosto, borrife no rosto. “A temperatura fria do produto refresca e descongestiona a pele”, explica.

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Lembre-se do seu cosmético para área dos olhos – a área dos olhos tem a pele mais fininha do nosso corpo, portanto, o cuidado diário é essencial, com produtos que tenham efeito contra rugas, desidratação, flacidez e olheiras, além das bolsas por inchaço e acúmulo de linfa. Uma boa pedida são produtos com Meiyanol, que diminui a inflamação e as olheiras.

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Beba mais água e consuma menos sódio – estar em casa o dia todo não pode ser desculpa para ingerir menos que dois litros de água por dia, pois isso é essencial para desinchar o corpo todo, afinal o inchaço entrega o cansaço. “Água de coco e chá verde também são opções. Mas sempre lembre-se de controlar a quantidade de sódio nas refeições, pois ele colabora na retenção de líquido. E fique de olho em sucos de caixinha, que também tem muito sódio”, afirma a médica. Além dele, é necessário prestar atenção também no consumo de carboidratos e açúcares.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Fique de olho na posição de dormir – deitar de bruços é a opção que mais favorece o inchaço matinal do rosto. Se possível, eleve a cabeça com mais de um travesseiro e durma de barriga para cima.

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Atividade física e dieta – mesmo dentro de casa, você precisa arrumar um horário para sua atividade física durante o dia, pois esse estímulo ajudará na oxigenação dos tecidos. “Também é necessário investir em uma dieta equilibrada, com carboidratos de boa qualidade e integrais, alimentos ricos em proteína e gorduras do bem. Lembre-se de consumir frutas, legumes e vegetais, pois melhoram a eliminação de toxinas”, explica a médica.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Speaker Internacional da Lumenis; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. Proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Sete maneiras de manter sua pele hidratada nas estações mais frias

Você não precisa acreditar que passará as temporadas de outono e inverno com a pele ressecada

Se você ainda acha que frio, outono e inverno são sinônimos de pele ressecada, é melhor voltar a consultar seu dermatologista. “À medida que as temperaturas caem durante os meses mais frios, a umidade do ar também cai e isso deixa a pele mais seca, o que se agrava mais com alguns hábitos como banho quente, falta de uma rotina de cuidados e má alimentação”, diz a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Mas, já está mais do que na hora de entender: esse problema tem jeito e abaixo a médica lista sete dicas práticas para fugir do ressecamento da pele no inverno:

De olho na rotina de cuidados

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Botswanayouth

“A ingestão de frutas e vegetais ricos em água pode ajudar a hidratar a pele, pois eles fornecem hidratação a todas as células do seu corpo, mas aplicar um creme ou gel hidratante é uma forma mais direta de impactar a pele. Ele confere alívio imediato”, diz a médica. É muito importante que as peles mais secas apostem em cremes mais ricos e nutritivos, com ômegas em associação a ingredientes clássicos como ácido hialurônico; enquanto isso, as peles oleosas devem usar produtos que confiram hidratação prolongada, mas controle do brilho, geralmente em versões oil-free. Quanto aos ativos, aposte no ácido hialurônico de baixo peso molecular Hyaxel, arct-alg, progenitrix, aquaporine active aqp3, DSH CN e nutriomega 3, 6, 7 e 9.

Cuidados no banho

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Pinterest

Tomar um banho longo e quente é bom quando você está com frio, mas vai deixar sua pele ainda mais seca. É melhor que seja curto e aposte em uma temperatura mais intermediária. “Depois do banho, aplique uma camada leve de óleo corporal, seguida por um creme ou loção para o corpo. É importante fazer isso enquanto a pele ainda está um pouco úmida para ajudar os hidratantes a penetrar”, explica ela.

Adicione uma máscara ao seu mix de cuidados com a pele

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Bridgesward/Pixabay

Uma máscara profundamente hidratante é boa para a sua pele e pode servir como um ritual semanal que o ajudará a relaxar. “As máscaras são úteis porque são oclusivas, o que significa que introduzem vigorosamente os ingredientes hidratantes na pele”, diz a dermatologista. Para transformar seu tempo com a máscara em uma experiência relaxante, sente-se e faça uma respiração profunda por dez minutos enquanto o produto está em seu rosto.

Reabilite as peles rachadas

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Há uma solução fácil para as mãos e pés ásperos no inverno. “O grande segredo é, após a esfoliação realizada durante o banho, aplicar um creme rico em dexpantenol, ureia, nutriomega 3, 6, 7 e 9, óleos como o de abacate, macadâmia, amêndoas, maracujá ou uvas conjuntamente, lanolina ou manteigas como a de karité, cupuaçu ou manga e, então, colocar meia de algodão por trinta minutos para aumentar a absorção dos ativos e potencializar a ação de hidratação, regeneração e nutrição local”, afirma a dermatologista. Nas mãos, a luva pode ser uma opção para fazer a oclusão e potencializar a ação dos ativos.

Resista ao desejo de lamber seus lábios

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Healthgrades

Se o seu lábio está ressecado, pode ser tentador passar a língua, mas isso deve ser evitado. “A saliva tem um pH mais ácido e isso leva uma dermatite constante que piora ainda mais o ressecamento. Há aquela sensação imediata que houve um umedecimento da região, mas logo depois acontece a formação de microfissuras, de ardência e vermelhidão local”, afirma a médica. Ela recomenda usar hidratantes à base de aveia coloidal, vitamina E, pró-vitamina B5, de manteigas de karitê, de óleos como o de girassol, óleo de macadâmia, e a própria presença de zinco, cobre, mandanês, magnésio, que auxiliam no processo de cicatrização, devem estar presentes nas formulações. “Portanto, devem ser formulações ricas em vitaminas e antioxidantes que ajudam no reparo no sentido de evitar a inflamação”, afirma.

Invista nas vitaminas orais

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Foto: Jeltovski

Manter a pele hidratada também tem relação com a ingestão de suplementos orientados pelo dermatologista, sendo dois dos mais importantes FC Oral e Bio-Arct. “FC Oral contém um componente importante, o ômega 3 vetorizado pelo fosfolipídeo, que possui uma identidade com a membrana celular. Dessa forma, o ativo promove uma hidratação de dentro para fora, restaurando os danos dessa membrana e também melhora da fluidez, isto é, permite que os nutrientes sejam absorvidos de uma forma mais plena, o que também traz resultados para a hidratação. Já Bio-Arct age para melhorar o funcionamento celular, fornecendo energia e melhorando o aporte de nutrientes para a células”, afirma a médica.

Melhore o ar do seu quarto

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Juntamente com o ar seco do inverno, o calor do aquecedor é um dos principais fatores para diminuir a hidratação. Para resolver esse problema, coloque um umidificador de ar no seu quarto. Sua pele vai agradecer de manhã.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Speaker Internacional da Lumenis, e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (Dasil). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Por que você deve tomar muito cuidado, muito mesmo, ao usar ácidos na quarentena

Eficaz no tratamento e cicatriz de acne, rugas e manchas, os ácidos podem causar irritabilidade, hipersensibilidade e até queimadura. Dermatologistas alertam para os riscos do uso inadequado do produto, sem a devida orientação

Por conta do novo coronavírus, o isolamento social é a maneira mais saudável de evitar o perigo de ter contato com o vírus causador da Covid-19. Mas isso não significa que, nos cuidados com a pele, devemos ir além da conta e usar ácidos e medicamentos tópicos para cobrir a lacuna deixada pelo fechamento temporário das clínicas.

“Esse é um momento delicado e não devemos apostar em medicamentos sem a orientação dermatológica. Os ácidos, retinoides e alguns clareadores como hidroquinona não devem ser usados nesse momento, pois esses ingredientes contam com algumas reações adversas muito perigosas”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Eles são verdadeira referência no rejuvenescimento domiciliar, com poderosa ação de esfoliação e atividade secativa, então podem ser usados para tratamento de rugas, flacidez, manchas e até acne.

“Os ingredientes ácidos têm a finalidade de melhorar o turn over celular, fazendo com que as células rejuvenesçam, mais oxigenadas e melhor nutridas à superfície da pele”, afirma o médico. Mas é necessário ter cautela: “Os retinóides são prescritos geralmente no inverno e nunca prescrevemos de maneira contínua porque a pele vai ficando mais fina, avermelhada, com aspecto muito mais delicado e isso faz com que ela tenha uma maior sensibilidade aos agressores ambientais – o que significa: mormaço, calor, luz visível e especialmente o sol”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que acrescenta: “E embora o tempo esteja frio, sem orientação não é indicado utilizar esse tipo de ácido.”

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Segundo a dermatologista, a vitamina A ácida (retinoides, ácido retinoico e retinol) pode provocar desde uma irritabilidade, vermelhidão, coceira e hipersensibilidade até uma queimadura, quando mal utilizada: em concentração acima do que a pele pode suportar, ou sendo usada de maneira inadequada, sem orientação médica. Um ingrediente com ação similar aos ácidos e retinoides que pode ser usado é Lanablue, que tem a capacidade de acelerar a renovação celular, sem causar irritação.

Já os alfa-hidroxiácidos, como o ácido glicólico, torna a pele mais sensível, podendo causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas.

Outro ativo que ninguém deve se aventurar a usar é a hidroquinona. Usada há muitos anos nas prescrições dermatológicas para clareamento em fórmulas manipuladas, ela apresenta ação despigmentante, pois degrada fortemente os melanossomas (organelas nas quais ocorre a síntese e o depósito de melanina) e inibe a enzima de conversão tirosinase — responsável pela produção do pigmento.

“Ela pode apresentar efeitos colaterais frequentes como eritema (vermelhidão), dermatite de contato alérgica, fotossensibilidade à luz do sol, e pelo uso contínuo pode provocar ocronose exógena (cor cinza azulada) na área de utilização crônica e pequenas lesões espalhadas no local de aplicação da hidroquinona se a pele for sensível, o tempo de uso prolongado ou as concentrações forem elevadas”, alerta. Por esse motivo, essa substância só pode ser utilizada com a orientação e prescrição de um dermatologista. “Há, inclusive, uma interrogação quanto ao potencial de transformação celular e possível indução carcinogênica pelo uso progressivo da hidroquinona”, explica a médica. Nesse caso, o uso de substâncias mais seguras é recomendado, como B-White.

Vale lembrar que qualquer tratamento deve incluir o uso do fotoprotetor. “O fato de não estarmos em exposição direta ao sol devido ao isolamento social não quer dizer que devemos descuidar da fotoproteção, já que, além dos raios ultravioletas serem capazes de atravessar vidros e janelas, existe ainda a luz azul, emitida por dispositivos eletrônicos, que também é prejudicial à pele, piorando as manchas e causando envelhecimento precoce”, enfatiza Claudia.

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“O melhor a fazer é consultar seu médico por telemedicina, pois também podemos fazer uso das vitaminas orais para potencializar o tratamento, principalmente com FC Oral, que diminui a inflamação, Bio-Arct, que melhora a oxigenação das células e tem ação antioxidante, e o Glycoxil, que reduz a formação de manchas por conta do excesso de açúcar na alimentação”, finaliza a médica.

Fontes:
Abdo Salomão Jr: Doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Professor universitário,ministra aulas nos principais congressos nacionais da especialidade. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior.
Claudia Marçal: é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.