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Dermatologista dá dicas para cuidar dos cabelos durante o verão

Banho de piscina, de mar, de sol… Delícias do verão, mas que podem prejudicar os cabelos, uma vez que agridem os fios. Para amenizar o problema, a dermatologista Andrea Frange, da Clínica Luciana Garbelini, de São Paulo, dá algumas recomendações importantes:

trança cabelos loiros

1. Quando for à praia ou piscina, é bom prender os cabelos. Isso ajuda a minimizar a exposição ao vento e o contato com o suor do corpo. “Mas nada de prender rabos de cavalos apertados. O melhor é fazer tranças ou coques frouxos, pois a tração excessiva também é prejudicial aos fios”, diz Andrea.

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Foto: Dissolve

2. Após entrar na água do mar ou na piscina, lavar os fios com água doce fresca para remover o excesso do sal e do cloro.

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3. Importante: aplicar produtos com filtro solar e também usar bonés e chapéus. “Estudos mostram que a radiação UVA, UVB e luz visível causam alterações na cor e perda proteica da fibra capilar. Portanto, essas medidas são aconselháveis”, afirma a médica.

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Foto: All4Women

4. Cabelos com química, como luzes ou progressiva, demandam cuidados redobrados, por serem fios mais fragilizados, que foram submetidos à perda de proteínas e pontes estruturais da fibra capilar. Necessitam repor mais queratina, proteína que compõe os fios, com uso de máscaras específicas em casa ou procedimentos nos salões como a cauterização capilar.

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5. Cabelos cacheados são naturalmente mais secos pois o formato em espiral dificulta a chegada dos óleos, produzidos no couro cabeludo. Portanto, é bom usar cremes mais hidratantes antes e após a exposição solar.

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6. Cabelos oleosos também pioram no verão. “Isso ocorre porque as glândulas sebáceas, que produzem os óleos e as glândulas sudoríparas, estão mais ativas e acumulam mais secreções”, ensina a médica. Ela aconselha utilizar xampus mais adstringentes ou aumentar a frequência das lavagens para uma limpeza mais profunda do couro cabeludo.

secando cabelo toalha

7. Para qualquer tipo de cabelo, a aplicação dos xampus deve ser realizada apenas no couro cabeludo e do condicionador apenas no comprimento dos fios (da altura da orelha para baixo). Isso ajuda a prevenir a oleosidade da raiz e o ressecamento das pontas.

cabelo molhado

8. A aplicação de cremes sem enxágue com protetores térmicos após as lavagens, para quem utiliza secadores de cabelo, chapinhas ou babyliss, ajuda a proteger os fios contra o calor excessivo. “Mas deixá-los secar naturalmente ainda é a melhor opção”, afirma  Andrea.

Fonte: Andrea Frange é dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Especialização em Tricologia pelo Hospital do Servidor Público Municipal. Atende na Clínica Luciana Garbelini, em São Paulo

 

Cinco etapas para recuperar a pele após a comilança de fim de ano

Os excessos das temporadas festivas podem fazer você sentir na pele alguns efeitos como olheiras, inchaço e até aumento da oleosidade e acne. Veja o que fazer para ter de volta a pele dos sonhos

Começo de ano é o momento perfeito para fazer algumas resoluções de cuidados com a pele e já começar a adotar novos hábitos. As semanas de excesso das temporadas festivas, comendo alimentações fartas em carboidratos, açúcares, gordura e fritura, trazem efeitos maléficos que são vistos diretamente no tecido cutâneo.

“Há um impacto direto da alimentação na pele que, por conta dos abusos, tende a ficar mais oleosa, desidratada, opaca e com aparecimento de acne, olheiras e inchaço”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Assim como você já deve ter ouvido falar sobre uma desintoxicação para o seu corpo, a mesma dica também se aplica ao seu regime de cuidados com a pele”, acrescenta a médica.

Mas, calma, não é nada de outro mundo. Ela explica abaixo o que você precisa fazer:

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L’Oreal Paris

Limpeza – o primeiro passo é investir em um produto adequado para a limpeza e desintoxicação da pele. Uma boa dica é investir no cleasing oil. “Ele é um produto que possui uma combinação de óleos na sua composição. Nasceu no oriente, as asiáticas, principalmente as sul-coreanas, não vivem sem. É a mais nova moda quando o assunto é limpeza da pele. Os óleos de limpeza se misturam com as impurezas, partículas de poluição, maquiagem e mesmo a oleosidade existentes na nossa pele, se ligam a eles, e os levam embora. O cleasing oil limpa a pele sem agressão, sem que haja a retirada do manto lipídico normal da pele (como ocorre com sabonetes comuns)”, afirma a médica. Quando o sabonete ou tônico utilizado é muito adstringente, esse sebo natural da pele é retirado, e, pode ocorrer um “rebote”, e a pele produzir mais oleosidade para tentar compensar essa perda, segundo a médica. “Pessoas com pele oleosa podem usar o cleasing oil, porém, um dermatologista deve examinar sua pele para avaliar qual o melhor método de limpeza para você”, acrescenta a médica.

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Pinterest

Ajude a renovação – em seguida, é hora de dar vida à pele removendo as células mortas. “O uso de um esfoliante não só aumentará os benefícios da limpeza, como também irá permitir uma maior eficácia do hidratante que virá a seguir”, afirma a dermatologista. Os esfoliantes naturais, à base de sementes, podem ser indicados, mas peles mais oleosas ou com excesso de queratina podem se beneficiar também dos ácidos como o glicólico e lático.

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Aposte no sérum – para devolver a vitalidade, o sérum pode ajudar, isso por que esse líquido altamente concentrado possui ativos que conseguem penetrar em camadas mais profundas da pele, ajudando a melhorar a hidratação. “Na formulação, além do ácido hialurônico, as Vitaminas C e E, resveratrol e outros antioxidantes podem ser incorporados para conferir mais vitalidade à pele”, diz a médica.

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Getty Images

Lembre-se das máscaras – enquanto uma máscara de argila ou carvão ativado pode melhorar a oleosidade, as máscaras hidratantes com ingredientes suavizantes podem hidratar e aumentar o viço da pele. “As máscaras conseguem hidratar por oclusão e isso potencializa o tratamento a que ela se propõe”, diz. Lembrando que máscaras possuem efeito transitório.

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Volte à rotina dos bons hábitos – não prolongue os excessos das festividades: reduza as bebidas, as comidas gordurosas e busque opções mais saudáveis na alimentação. “Invista nas folhas verdes, no gengibre, alimentos integrais e frutas. Da mesma forma, retome as horas de sono, evite o cigarro e, principalmente, cuide muito bem da sua pele na hora de se expor ao sol. Use filtro solar com FPS 30 no mínimo e reaplique sempre o protetor”, finaliza a médica.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Seis dicas para passar a virada do ano com a pele perfeita

Cuidar da pele diariamente é essencial, porém, devido às festas, muitas pessoas passam a se preocupar mais com a aparência no final do ano; a dermatologista Kédima Nassif traz algumas dicas de como se cuidar para estar com a pele perfeita na noite da virada

Está chegando o Réveillon e com ele as famosas metas de ano novo. Que tal então iniciar 2020 com a pele bonita e saudável? Para isso, não adianta cuidar dela apenas na véspera, comece preparando-a o quanto antes. Kédima Nassif, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, traz algumas dicas tanto para a preparação em longo prazo quanto para as que vão ter que correr atrás do prejuízo:

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Exercite-se fisicamente: quando praticamos atividade física regular, diminuímos o nível de cortisol que em altos níveis, gera oleosidade e acne na pele. Além disso, a atividade física aumenta a produção do hormônio do crescimento que exerce ação antienvelhecimento”, explica a dermatologista.

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Hidrate de dentro para fora: “A pele seca acentua a aparência de rugas e linhas finas. Por isso, a hidratação de dentro para fora é importantíssima, ou seja, beba a quantidade recomendada de água diariamente, além de, é claro, utilizar seu hidratante favorito e protetor solar todos os dias”, afirma Kédima.

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Modere no álcool: “O álcool causa desidratação no organismo por alterar a liberação do hormônio antidiurético, causando maior frequência urinária. Além disso, acelera a perda de líquido do corpo por aumentar a sudorese. Assim, com a desidratação frequente, a pele acaba ganhando aspecto ressecado, descamado e com linhas de expressão mais evidentes. Além disso, o consumo constante de bebidas alcoólicas pode facilitar o aparecimento de novas rugas, já que é capaz de degradar o colágeno”.

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Foto: LiveAbout

Três dias antes: higienize e esfolie – se você não preparou a pele durante todo o ano, ainda dá tempo de passar a virada com ela bonita e hidratada, caso os cuidados comecem com três dias de antecedência, como sugere Kédima: “Utilize um sabonete de limpeza profunda de acordo com o seu tipo de pele. Depois, invista em um esfoliante em gel, que vai retirar as células mortas do rosto e abrir os poros para facilitar a respiração da pele. Além da esfoliação, o produto em gel garante um frescor imediato, ótimo para acalmar a pele nos dias quentes do verão. Por fim, após a esfoliação, aplique um creme hidratante facial”, sugere.

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Véspera: hidratação profunda e filtro solar – “Na véspera, vale a pena intensificar o uso do hidratante, principalmente se você abusou do sol nos dias anteriores. Outro item essencial para deixar a pele com aspecto saudável, livre de manchas ou descamações é o filtro solar, que deve ser usado todos os dias do ano, porém, devido à esfoliação, é recomendável dar uma atenção maior ao fotoprotetor, já que a pele ainda pode estar sensível.”

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No dia da virada: máscara e sérum facial – no dia 31, a dica é apostar em produtos que garantam resultado intenso e imediato, como a máscara facial e o sérum, pois ambos têm altas concentrações de ativos que penetram instantaneamente na pele, deixando-a mais hidratada e suave. “Opte por uma máscara que esteja de acordo com o tipo e necessidade da sua pele: donas de pele oleosa podem usar as anti-inflamatórias e com ação esfoliante para desobstruir os poros; já quem tem a pele seca pode aplicar máscaras que inserem água e óleo na pele. Se você procura maior praticidade, o sérum pode ser mais vantajoso, pois basta aplicar algumas gotas para deixar a pele mais macia, lisa e com as linhas de expressões amenizadas, já que o produto conta com substancias hidratantes e com efeito preenchedor de rugas finas”, finaliza a médica.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.

Dez coisas que talvez você não saiba sobre o câncer de pele

Uma das estações mais esperadas do ano chega no dia 22 de dezembro: o verão. Com ela aumentam as atividades ao ar livre, as viagens à praia e o desejo do famoso bronze nessa época do ano. Mas é preciso ficar atento à exposição ao sol. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 180 mil novos casos do tipo não melanoma acontecem todos os anos. Esse é o tipo mais comum dos cânceres e o menos letal dentre os de pele.

O mês de dezembro é nomeado Dezembro Laranja, iniciativa criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. O dermatologista especialista em câncer de pele, Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tirou algumas dúvidas sobre o tema.

A principal forma de prevenção do câncer de pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

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Mais de 90% dos casos de diagnósticos de câncer de pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crônica como face, tronco e pernas.

Apenas passar o protetor solar não garante proteção total

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Shutterstock

A recomendação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é para evitar a exposição intensa ao sol no horário das 10h às 16h. Ainda assim, se a exposição for inevitável, o uso de proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e guarda-sóis é fundamental.

Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

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O cuidado com os lábios no Verão vai muito além da estética. Castro explica que além de evitar a geração de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne a aparição de rugas precoces e do câncer. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

O tratamento é, na grande maioria, cirúrgico

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O tratamento mais usado para tratar os casos de câncer de pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do câncer, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de desenvolver a doença

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Castro explica que, por terem menos pigmento na pele, essas pessoas contam com uma menor proteção conta as radiações UV, e, por consequência, têm mais risco de desenvolver o câncer. Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras causadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. Durante o verão, essas radiações estão mais presentes e a exposição ao sol costuma ser maior.

Apesar dos riscos, o sol não precisa ser visto com vilão absoluto

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A vitamina D, que é produzida durante a exposição da pele ao sol, é essencial para a prevenção de problemas cardíacos, osteoporose, gripes e resfriados e até mesmo cânceres, portanto, fugir completamente do sol nem sempre é a melhor solução. “É importante identificarmos os grupos de risco antes de recomendações generalistas. Pessoas de pele clara, olhos e cabelos claros, estão muito mais sujeitas ao aparecimento dos carcinomas (forma mais comum de câncer de pele), uma vez que apresentam uma capacidade reduzida na produção de melanina (pigmentação da pele), logo, terão que tomar mais cuidado com a exposição solar”, conta médico.

Os tipos de câncer de pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

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Um dos tipos mais graves de câncer de pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Ter grande número de pintas (+50) também aumenta o risco.

Os carcinomas costumam se manifestar como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas se manifestam como pintas, lesões pretas

Para identificar uma pinta suspeita, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes:

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A — Assimetria: pintas que não são simétricas;
B — Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades em seu formato;
C — Cor: variação da tonalidade das pintas e mudança de tonalidade de uma pinta já existente;
D — Diâmetro: pintas com diâmetro maior que 5mm;
E — Evolução: pintas que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho.

Quem tem tatuagem deve redobrar os cuidados

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As tintas escuras usadas nas tatuagens podem encobrir possíveis lesões de câncer de pele. A pigmentação também pode atrapalhar a detecção de alguns casos. O melanoma tem uma alteração celular com muito pigmento, assim como as tatuagens, dificultando a análise da estrutura celular durante os exames patológicos.

Em todos os casos, o prognóstico da doença tende a ser bom se detectado precocemente

“Não existem recomendações oficiais para a detecção do câncer de pele, no entanto, é de extrema importância que a pessoa conheça sua própria pele e saiba identificar possíveis alterações que indiquem a formação de um tumor”, explica o médico.

Caso note alguma alteração suspeita na pele, consulte um dermatologista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Make up free: 6 dicas para conquistar uma pele linda e dispensar a maquiagem

Dermatologista membro da Academia Americana de Dermatologia dá dicas valiosas para mulheres que desejam abandonar a maquiagem. Tratamentos cosméticos, nutracêuticos e com equipamentos podem ser usados para realçar a luminosidade natural e uniformização da face

Sair da casa sem um ponto de maquiagem, uma gota de corretivo ou mesmo uma base, é o anseio muitas mulheres. Mas, para a maioria delas, as manchas, rosácea, acne, danos causados pelo sol e melasma, entre muitas outras coisas, ainda geram dependência da pele facial pelos pigmentos. Mas a dúvida sempre fica: é possível ter uma pele perfeita sem recorrer ao make?

“Uma pele naturalmente bonita deve ser saudável e ter uma rotina de cuidados adequados a cada tipo, idade e época do ano. Independente da boa genética, bons hábitos de vida são pilares que promovem a beleza, saúde e longevidade. A alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, exercícios regulares, baixa ingestão de bebida alcoólica e evitar o tabagismo são fundamentais para a manutenção da beleza da pele, além do uso de fotoprotetores adequados, que são os princípios elementares para prover saúde ao nosso corpo como um todo e, isto, claramente inclui seu maior órgão: a pele”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito nesse processo de desistir das bases e pigmentos de uma vez por todas. A dermatologista lembra os principais cuidados:

Limpeza

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O rosto, pescoço e área do colo devem ser lavados de manhã e à noite para controle da oleosidade, retirada da sujidade e das nanopartículas de poluentes que ficam aderidas à superfície da pele. “Os sabonetes devem ter pH próximo ao da pele, sem amidas, sulfas ou parabenos e, de preferência, que apresentem na formulação extratos puros naturais em alta concentração como hamamélis, camomila, calêndula, aveia, malva grapefruit, entre outros”, afirma a médica. Após lavar, o uso de um esfoliante, duas vezes na semana, é bem-vindo. Ele deve conseguir retirar estas pequenas imperfeições do estrato córneo em mais de 50% com remoção de asperezas e microcomedos que ficam depositados no ducto de saída das glândulas sebáceas”, explica. A última etapa conclusiva do ritual de limpeza é a tonificação. “Estes produtos, apesar da nomenclatura tônico, podem ser calmantes, hidratantes, antioxidantes e adstringentes”. Os tônicos têm o papel de recuperar também o PH da pele, além das funções já descritas.

Hidratação com antioxidantes e fotoproteção

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Após lavar e tonificar pela manhã, é o momento de usar um sérum tensor com efeito lifting, hidratante, que promova ação antioxidante e de proteção à barreira cutânea. “Ácido ferúlico e um pool de Vitaminas podem estar na formulação, que é um booster de energia para a boa atividade celular principalmente para atuar da junção dermoepidérmica”, explica. “A seguir o uso de fotoprotetor sempre acima de FPS 30 E PPD sempre 1/3 do total da proteção solar com ação anti UVA”, recomenda. Fototipos mais claros devem aumentar a fotoproteção: FPS 50 no mínimo.

Tratamentos noturnos

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Principalmente durante as épocas mais frias do ano, explica Claudia, à noite é o momento de seguir a prescrição do dermatologista e utilizar compostos à base de vitamina A ácida, alfa-hidroxiácidos e derivados associados a clareadores como hidroquinona, alfa arbutin, decapeptídeo e antioxidantes como o resveratrol a vitamina E e C, as antocianinas presentes nos frutos vermelhos, fatores de crescimento, dentre outras formulações específicas para cada caso, tipo de pele e idade. “O regime de tratamento utilizado é prescrito no receituário e pode variar de acordo com a necessidade da pele, o problema em questão, além do estilo de vida de cada paciente”, destaca.

Não esquecer de lábios e olhos

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A dermatologista lembra que lábios e olhos devem ser tratados com cremes com boa espalhabilidade que promovam a formação de filme na pele da região para maior proteção. “O produto para a região dos olhos deve ser usado duas vezes ao dia e a fórmula em questão adequada a cada idade com ação tensora, nutritiva, hidratante e capaz de melhorar a turgescência local, com hidratação e volumização”, conta. “Quanto aos lábios, para a hidratação das mucosas podemos utilizar substâncias emolientes como a manteiga de karité, a vitamina B5, a Vitamina E, ácido hialurônico, fosfolipídios e glicerina”, recomenda.

Nutracêuticos ajudam

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Os nutracêuticos são fórmulas extremamente benéficas e que potencializam e muito a ação do tratamento tópico, explica a médica. “Eles atuam no combate aos radicais livres, ajudam a hidratar e recuperar a membrana de água e gordura sobre a pele, estimulam a elasticidade das fibras de colágeno e elastina, melhoram a perfusão para a microcirculação periférica, auxiliam na fotoimunoproteção do tecido cutâneo e são importantes no controle de patologias como melasma, dermatite atópica, rosácea e na melhora da condição estrutural de textura, coloração, tônus e viscoelasticidade”, destaca. “Estes produtos devem ser prescritos pelo especialista para cada caso clínico em questão e podem conter ativos como o colágeno peptídeo, Exsynutriment, Glycoxil, silício orgânico, carnosina, resveratrol, picnogenol, polipodium leucotomus, vitamina C, FC Oral, extrato de gengibre e extrato de green tea.”

Tratamentos em clínica

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A curto prazo, os tratamentos em clínicas dermatológicas com lasers e radiofrequências podem ser indicados para resultados mais rápidos. “Os tratamentos mais indicados são o laser de CO2 fracionado com radiofrequência para face e pescoço, o microagulhamento de ouro com radiofrequência, entre outros que são indicados de acordo com a necessidade da pele do paciente”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é  médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

 

Ingerir frutas e vegetais com vitamina A reduz risco de câncer de pele sugere estudo

Segundo estudo publicado em julho no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

Muito tem se falado sobre o potencial dos alimentos no tratamento de uma série de alterações na pele, incluindo acne, rugas, dermatites, psoríase e rosácea. Mas um novo estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

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OrganicFacts

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia.

O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012.

Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele. Alimentos de origem animal contendo abundante vitamina A incluem leite, fígado e peixe oleoso”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinoides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

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Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

 

Saiba como ativar proteínas da longevidade e melhorar a qualidade da pele

Estudos apontam que uso de substâncias capazes de ativar as enzimas ligadas à extensão da vida celular pode ajudar a retardar o envelhecimento da pele e prevenir doenças ligadas à idade.

Você já ouviu falar em sirtuínas? As sirtuínas (SIRTs) são enzimas encontradas em diferentes compartimentos das células que desempenham papéis importantes em diversas funções celulares e biológicas. Estudos apontam, por exemplo, que as SIRTs estão diretamente ligadas à extensão da vida celular e da longevidade.

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“As sirtuínas são um conjunto de enzimas que regulam a atividade dos genes responsáveis por processos metabólicos relacionados à reprodução e defesa das células. Dessa forma, as SIRTs atuam na preservação dos tecidos do corpo, assim atrasando o envelhecimento e prevenindo doenças ligadas à idade, como o Alzheimer”, explica o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma.

Porém, segundo o especialista, o papel destas proteínas no combate ao envelhecimento cutâneo ainda não está totalmente esclarecido, sendo alvo de muitas investigações. Pesquisas demonstram, por exemplo, que as SIRTs participam de eventos desencadeados pela radiação UVA e UVB, o que sugere que as enzimas são participantes chave no fotoenvelhecimento.

“Estudos apontam também que o estresse oxidativo, um dos principais desencadeadores do envelhecimento cutâneo, está correlacionado com uma redução dos níveis de SIRT-1 nos queratinócitos. Sabe-se ainda que este tipo de sirtuína atua na inibição da degradação de colágeno e que a SIRT-3 tem um papel na manutenção cutânea através da diferenciação induzida pelo estresse oxidativo, um processo crucial para a regeneração da pele e importante em doenças cutâneas”, afirma.

Apesar dos estudos nesta área ainda estarem caminhando, a descoberta do papel notório das sirtuínas na promoção da longevidade celular fez com que rapidamente se procurassem substâncias que fossem ativadoras destas enzimas.

“Por exemplo, o resveratrol, substância que pode ser encontrada em vinhos e diversos cosméticos disponíveis no mercado, é comprovadamente um ativador da SIRT-1. Dessa forma, o polifenol é capaz de inibir a expressão das enzimas MMP-1 e MMP-9, responsáveis pela degradação do colágeno”, destaca o pesquisador. “Além disso, ativos como NR Nobel e Resverevine, que podem ser encontrados em dermocosméticos manipulados, também apresentam resultados muito positivos na ativação das sirtuínas”.

Segundo a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso destes ingredientes que estimulam e biomimetizam a ação das sirtuínas, principalmente durante a noite, são fundamentais para que não ocorra o envelhecimento precoce das células e, consequentemente, da pele, pois essas substâncias também ajudam a melhorar e controlar o encurtamento dos telômeros, trechos de DNA encontrados nas extremidades dos cromossomos que estão diretamente relacionados ao processo de envelhecimento.

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“Dessa forma há a melhora da elasticidade, firmeza, hidratação, lubrificação e preservação da pele por muito mais tempo”, finaliza a médica.

Fonte: 
Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. 

Cabelos bonitos nem sempre são saudáveis

Manter a beleza das madeixas em dia é o sonho da maioria das pessoas. Porém, na busca de conquistar cabelos bonitos, mulheres e homens recorrem a procedimentos e químicas que apenas mascaram sua aparência, deixando a saúde dos fios de lado.

“As químicas utilizadas nestes procedimentos, quando feitas de forma exagerada, podem acabar danificando os fios, deixando-os mais quebradiços, opacos e fracos, além de causarem irritação e processos alérgicos quando entram em contato com o couro cabeludo. O resultado é o aparecimento da caspa, o aumento da queda de cabelo e até mesmo o surgimento de feridas na região”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

caspa WebMD
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A escova progressiva, por exemplo, utiliza formol, uma substância que age penetrando nas cutículas dos fios para promover cabelos alisados por um determinado período de tempo. Mas, nesse processo, a substância acaba retirando algumas proteínas capilares importantes para a saúde dos fios.

“A progressiva forma uma película sobre os fios e, se eles não estiverem devidamente hidratados e nutridos antes do procedimento, serão impermeabilizados dessa forma, o que no futuro gerará cabelos desidratados, quebradiços e sem força, com provável queda e ruptura dos fios. Além disso, o formol, a longo prazo, ocasiona o que chamamos de eflúvio telógeno, a queda intensa dos cabelos”, alerta a especialista.

Segundo a médica, além do cuidado com o excesso de procedimentos, é importante também verificar se os componentes químicos são compatíveis entre si, pois usar dois tipos diferentes de química nos cabelos pode ser muito agressivo aos fios, causando danos ainda maiores. Por exemplo, o tioglicolato de amônia e o hidróxido de sódio são constantemente usados para realizar o alisamento do cabelo, portanto, não é aconselhado misturá-lo com luzes, reflexos e certas colorações.

“E não é apenas com os processos químicos que devemos tomar cuidado. Procedimentos físicos como a escova simples, onde o cabeleireiro escova e seca o cabelo ao mesmo tempo para alisá-lo, e a chapinha, a médio e longo prazo, podem danificar as raízes, reduzindo a quantidade de cabelo e prejudicando a qualidade do fio”, afirma.

Mas é possível prevenir que o cabelo fique danificado por meio de alguns cuidados básicos, como manter a hidratação e nutrição dos fios sempre em dia para que estes permaneçam sedosos, macios e brilhantes. Para isso, o ideal é que o cabelo seja profundamente hidratado pelo menos uma vez por semana.

“É importante também que você realize testes de mecha antes de qualquer procedimento. Esse teste consiste na aplicação do produto a ser utilizado em apenas uma pequena parte do cabelo. Em seguida, você deve aguardar 48 horas para analisar se o seu cabelo será comprometido pela química. Caso você note coceira, irritação ou ressecamento no local, é essencial que você suspenda o uso do produto”, recomenda a dermatologista.

Porém, se seus fios já se encontram danificados, o primeiro passo é evitar o uso de novas químicas e procedimentos agressivos até a completa recuperação do cabelo. Até lá, é fundamental que você aposte em produtos que melhoram a saúde dos fios, promovendo hidratação profunda e devolvendo elementos fundamentais que se perderam durante os processos químicos.

“Procure por produtos que contenham ativos como queratina, lipídios, aminoácidos, vitaminas, óleos vegetais e filtros UV. Estas substâncias atuarão no tratamento da fibra capilar, ajudando a manter e intensificar a hidratação, além de promover a reparação dos danos da cutícula, restaurando o brilho e a maciez.”, completa Claudia.

“Ativos como Amisol Trio, Liponutrium Hair, Bioex Capilar e ReparAge são essenciais para restauração e reestruturação dos fios; anti-agings capilares como Hydra.Sil que traz o silício orgânico é importante para manter e proteger a hidratação capilar interna; AMDM é outro ativo muito importante ao promover o aumento da oxigenação celular e da produção de energia nas células, o que melhora o fluxo de nutrientes e ajuda a proteger o cabelo. Além disso, os complexos orais com Exsynutriment, FC Oral, Bio-Arct e Glycoxil colaboram e muito para que haja uma ação fortificante desses fios”, diz a médica.

grisalho mulher cabelo

Mas caso você esteja muito preocupada com a saúde dos seus cabelos, é importante que você consulte um dermatologista ou tricologista. Assim, o médico poderá avaliar o estado dos fios e do couro cabeludo e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Saiba como cuidar da pele na primavera

Dermatologista Camila Moulin esclarece que características da época refletem no bem-estar da pele e que por isso merece cuidados especiais

Primavera, conhecida como a estação das flores, começou no dia 23 de setembro, e costuma ter temperaturas agradáveis e dias ensolarados. Porém, algumas das características da estação refletem no bem-estar da pele que por isso merece cuidados especiais.

A dermatologista Camila Moulin faz um alerta sobre os cuidados com a pele neste período. Com a primavera os dias ficam mais longos e a quantidade de radiação ultravioleta oscila assim como as temperaturas. Num mesmo dia podemos ver sair o sol forte e sofrermos uma mudança repentina acompanhada de uma chuva forte. Mudanças de estação significam mudanças no cuidado com a pele.

“Apesar de não estarmos ainda no alto verão é recomendado não descuidar do uso regular do filtro solar. Este item é obrigatório! Mesmo que você tenha diminuído suas reaplicações de filtro solar durante o dia, nos dias de inverno, recomendo voltar a reaplicar seu filtro de eleição a cada 4/4 horas, como você já fazia no último verão. Abuse de sombrinhas, roupas com filtro solar, chapéus e óculos escuros para ter uma maior proteção”, explica Camila.

A dermatologista elaborou algumas dicas para manter a pele sempre bem cuidada:

mulher meia idade creme

Hidrate a pele: o clima ainda está seco e é preciso repor a água que perdemos, mesmo que a pele seja oleosa. Lembre-se que óleo e água não são a mesma coisa. Há excelentes hidratantes para uma pele mista ou oleosa, que podem ser prescritos por dermatologista após uma análise minuciosa do seu tipo de pele. Produtos à base de ácido hialurônico são imbatíveis.

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Foto: LiveAbout

Esfoliação: é importante para remover a pele morta. Primavera é período de renovação. Evite esfoliantes muito abrasivos. Nesta época mesmo a esfoliação deve ser suave para garantir o melhor resultado e não danificar a pele. Recomendo duas vezes por semana no período entre o inverno e verão.

Primavera é uma época interessante para uso de hidroxiácidos, menos irritantes que o ácido retinóico. Excelente momento também para iniciar depilação definitiva visando o uso de biquínis no verão – o que também ajuda a controlar casos de foliculite.

O segredo dos cuidados nesta época do ano é que ainda podemos realizar tratamentos de cor, textura e renovação celular, que muitas vezes não recomendamos no verão. É uma época ótima para tratamentos como peelings, lasers fracionados e microagulhamento. A pele, quando renovada na primavera, chega ainda mais brilhante no verão.

preenchimento

Tratamentos cosméticos que ajudam a retardar os sinais do envelhecimento são recomendáveis na primavera: ajudam a minimizar os danos que o tempo seco do inverno provocou. Toxina botulínica e preenchimento costumam ter uma excelente resposta nessa época. Outro tratamento interessante é o Ultraformer 3, que pode realizar uma espécie de “lifting sem cortes” nos mais velhos ou até mesmo uma espécie de “banco de colágeno” em pacientes mais jovens interessados em envelhecer com uma pele saudável.

É importante certificar-se de que os produtos utilizados em casa são mesmo os recomendados para a estação. Não deixe de se consultar com um médico especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia para saber se você está no caminho certo.

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Fonte: Camila Moulin é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). No exterior, fez Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Cosmética no Mount Sinai Medical Hospital, em Nova York, e no Ackerman Academy of Dermatopathology, na mesma cidade. É graduada em Medicina e pós-graduada em Dermatologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e formada em Cirurgia Dermatológica pelo Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.

Dez mitos e verdades sobre queda de cabelo

A queda capilar é hoje a sexta maior queixa de pacientes em consultórios de dermatologia. Mesmo assim, o assunto ainda é cercado de mitos relacionados às suas principais causas e tratamentos. O dermatologista Rafael Tomaz, gerente médico da Lupin, farmacêutica global que lançou no Brasil a Recrexina – dermocosmético inovador que trata o afinamento e a queda capilar – esclarece dez principais mitos e verdades relacionados ao problema, que tanto preocupa homens  quanto mulheres.

– O uso de apliques e mega hairs pode favorecer a queda capilar

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Verdade: os apliques e mega hairs, quando inseridos na raiz, pesam no fio e têm um efeito gravitacional, puxando os cabelos para baixo. Isso prejudica a saúde dos fios, que vão se destacando da raiz, podendo levar a uma queda de cabelo irreversível. No caso de pacientes que já têm uma diminuição da densidade capilar, o recomendado é deixar os fios soltos sempre que possível.

– Com o tratamento adequado é possível perceber os resultados

cabelo queda
Verdade: hoje existem produtos e tecnologias que permitem resultados satisfatórios em grande parte dos pacientes. Com indicação médica, o uso de medicamentos, como a Finasterida e o Minoxidil, pode trazer benefícios no recrescimento capilar. Entretanto, alguns efeitos colaterais podem ser observados: em alguns pacientes a Finasterida pode promover uma diminuição da libido e disfunção erétil. O Minoxidil, por outro lado, pode induzir o crescimento indesejado de pelos faciais em mulheres. Recentemente foi lançado o dermocosmético chamado Recrexina, que auxilia no aumento da densidade capilar, com resultados iniciais já observados após 2 meses de uso, tornando-se mais expressivos após quatro meses. Recrexina é uma formulação tópica inovadora e patenteada que possui resultados clínicos comprovados por meio de estudos científicos. Ela tem em sua composição moléculas capazes de estimular e ativar as células-tronco do couro cabeludo, promovendo o recrescimento e o fortalecimento do cabelo, além de potencializar a formação de queratina.

– A calvície é provocada exclusivamente pela idade e por fatores genéticos

mulher queda de cabelo MNT
MedicalNewsToday

Mito: a herança genética e o envelhecimento são alguns dos fatores mais comuns que levam à queda capilar e até mesmo à calvície. No entanto, o problema tem diversas causas, podendo ser provocado por fatores como estresse, distúrbios hormonais, anemia, entre outros. É importante a avaliação do dermatologista para o correto diagnóstico da causa da calvície.

– O uso de anabolizantes e esteroides pode provocar queda de cabelo, favorecendo a calvície

anabolizantes esteroides
Verdade: o excesso de testosterona é um dos principais vilões da queda de cabelo. Por isso, o uso do hormônio sexual masculino como anabolizante pode favorecer a perda dos fios. Muitos jovens procuram o consultório do dermatologista queixando-se de uma queda muito acentuada e, quando você investiga a história desse paciente, é comum que esse problema esteja associado ao uso de “bombas” de academia.

– A calvície pode ser totalmente revertida

homem sorrindo pexels
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Mito: não há cura para a calvície, no entanto existem tratamentos que ajudam a aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo. É importante ressaltar que pacientes com queda capilar nos estágios inicial ou moderado responderão melhor ao tratamento. Por isso, recomenda-se tratar o quanto antes para se ter uma resposta mais expressiva.

– O uso de determinados medicamentos pode levar à queda

remedio pilula pixabay
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Verdade: há diversos medicamentos que têm como possível efeito colateral queda de cabelo transitória. Por outro lado, a dosagem errada do medicamento também pode ser prejudicial. Por isso, é importante que o paciente não faça uso de qualquer medicação sem orientação médica.

– O uso diário do secador pode ser prejudicial

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Mito: secador não é vilão, mas é importante utilizar uma temperatura amena e manter determinada distância para não danificar o couro cabeludo. Já o uso da chapinha deve ser desencorajado como hábito, pois a temperatura elevada e o contato direto da prancha com a haste do fio podem provocar uma quebra.

– O uso de chapéus, bonés e tocas pode prejudicar os fios de cabelo

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Verdade: chapéus e bonés abafam o couro cabeludo, podendo causar a chamada dermatite seborreica e o excesso de oleosidade na raiz, que por sua vez favorecem a queda do cabelo.

– Os cabelos caem mais em determinadas estações do ano, geralmente no outono

queda de cabelo

Verdade: há indícios de que os cabelos caem mais em algumas estações do ano, como no outono. Porém, os fatores associados a esta observação são pouco compreendidos. Em países como o Brasil, que não possui estações do ano tão marcadas, este efeito pode ser pouco expressivo.

Fonte: Lupin