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Dia Mundial do Chocolate: o bem e o mal que cada um pode fazer para pele, circulação e saúde

Especialistas explicam os benefícios e malefícios de cada tipo de chocolate e dão dicas para consumir a guloseima sem prejudicar a saúde

Com a chegada do Dia Mundial do Chocolate, comemorado hoje (7), a tentação de consumir a guloseima cresce ainda mais. Enquanto alguns resistem e preferem se privar do consumo desse alimento delicioso, alegando que pode causar espinhas e outras doenças relacionadas à ingestão excessiva de açúcar e gordura, outros não veem a hora de apreciar um pedaço de chocolate, visando suas propriedades antioxidantes e promotoras de bem-estar.

Mas, afinal, o chocolate traz benefícios ou malefícios para a saúde? De acordo com a angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a resposta para essa pergunta depende de uma série de fatores. “O chocolate pode, sim, ser uma boa opção desde que você saiba consumi-lo corretamente. Uma barra de chocolate pode ter vários componentes, como cacau, açúcar, gorduras e até oleaginosas, e a concentração de cada um desses ingredientes é o que vai determinar o benefício ou malefício para o consumo”, explica a médica.

Para entender melhor, confira abaixo a diferença entre cada tipo de chocolate:

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Chocolate amargo – Para quem quer manter a saúde sem se privar de aproveitar a guloseima, o melhor é optar por produtos que tragam, no mínimo, 65% de cacau e massa de cacau como primeiro item da lista de ingredientes que aparece, geralmente, na parte de trás da embalagem. “O cacau é rico em polifenóis, substâncias que, se consumidas com frequência, possuem uma série de benefícios à saúde, incluindo poderosa ação antioxidante e preventiva da formação de radicais e efeito protetor contra os danos ao DNA das células. Além disso, o ingrediente possui propriedades analgésicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias e anticarcinogênicas (previne o aparecimento de câncer)”, afirma a médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia Marcella Garcez.

Segundo Aline, o chocolate amargo, por conta dos flavonoides presentes no cacau, ainda possui benefícios comprovados para a circulação, conferindo ação vasodilatadora, prevenindo a formação de placa de gordura dentro das artérias e controlando os níveis de colesterol no sangue.

Além disso, de acordo com a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o chocolate amargo não causa espinhas, ao contrário do que muitos acreditam. “Devido à alta concentração de cacau em sua fórmula, o chocolate amargo é, na verdade, um aliado da saúde da pele, pois suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias ajudam a conferir luminosidade e hidratação ao tecido cutâneo, além de auxiliarem na proteção aos danos dos raios UV, prevenirem rugas e combaterem os radicais livres”, destaca.

Marcella  ainda ressalta que o chocolate amargo é a melhor opção inclusive para crianças, que, apesar de serem resistentes às versões mais amargas devido ao paladar infantil, devem ser educadas desde pequenas a evitarem o excesso de açúcar na alimentação.

“Para quem não gosta do chocolate amargo, o chocolate meio amargo, com concentração de cacau de 40 a 50%, pode ser uma opção interessante e mais saborosa, pois, apesar de trazer mais açúcar que a versão amarga, também possui benefícios antioxidantes”, recomenda Aline. Porém, antes de oferecer chocolate para crianças é importante lembrar que o cacau é contraindicado para crianças menores de 12 meses de idade e o Ministério da Saúde não recomenda o consumo de açúcar para crianças menores de dois anos.

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Chocolate ao leite – este, por sua vez, não possui quantidade significativa de cacau e, por isso, não traz benefícios à saúde. “Para que o chocolate ao leite mantenha os benefícios do cacau é necessário que seja composto por, no mínimo, 35% do ingrediente, possuindo, nesse caso, metade da capacidade antioxidante do chocolate amargo. O problema é que, segundo resolução da Anvisa, um chocolate brasileiro precisa conter apenas 25% de cacau para ser considerado chocolate, concentração abaixo da necessária para realmente conferir benefícios à saúde”, diz Marcella.

Por conter grandes quantidades de açúcar e gordura em sua composição, o chocolate ao leite pode, na verdade, trazer malefícios à saúde quando consumido em excesso. “O açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus. Estudos mais recentes vêm apontando o carboidrato como grande vilão também para o aumento de colesterol. A diabetes favorece o desenvolvimento de problemas arteriais, causando espessamento e acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, o que pode levar a seu entupimento. Dependendo da artéria afetada, pode ocorrer um infarto, um derrame ou um problema de claudicação ¬— quando se sente dificuldade de andar por falta de sangue nas pernas”, alerta Aline. “Já a gordura também favorece o aumento do colesterol e pode levar a um processo de aterosclerose, condição caracterizada pela formação de placas de gordura na parede das artérias.”

Além disso, essa alta quantidade de gorduras e açúcares presentes no chocolate ao leite o tornam um alimento de alto índice glicêmico. “Muitos estudos sugerem que a alta carga glicêmica na dieta habitual está envolvida com a ocorrência e gravidade da acne vulgar em pacientes predispostos, na medida em que favorece o aumento da secreção sebácea e desenvolvimento de acne. A gordura e o leite presentes em chocolates podem colaborar também para o agravamento do quadro”, explica Paola.

Estudos realizados pela Universidade de Miller School of Medicine, em Miami (EUA), mostraram que as pessoas que comeram mais chocolate ao leite tiveram aumento de acne e da inflamação na pele. E o mesmo vale para o chocolate branco.

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Foto: Enotovyj/Pixabay

Chocolate branco – por também favorecer a inflamação e o aumento da oleosidade da pele, o chocolate branco também deve ser evitado. “O chocolate branco é fabricado a partir da manteiga de cacau, sendo composto basicamente de gordura, açúcar, leite e aromatizantes. Por não ser feito com a massa de cacau, mas sim com a gordura da fruta, o chocolate branco não deveria nem ser considerado um chocolate, sendo, na verdade, apenas um doce”, afirma a médica nutróloga.

Dessa forma, é mais calórico e rico em gorduras, não possuindo funcionalidades e podendo causar danos à saúde. “Alguns chocolates brancos sequer têm algum resquício de cacau na composição, sendo produzidos apenas com óleos vegetais hidrogenados, cujo consumo resulta no aumento dos níveis do mau colesterol (LDL) e na redução do bom colesterol (HDL). Por isso, mesmo se você optar por esse tipo de chocolate, vale a pena dar uma olhada no rótulo”, destaca a angiologista. Por ser pró-inflamatório, o chocolate branco também pode retardar a circulação e colaborar para o aparecimento de doenças circulatórias.

Mas quem não abre mão do chocolate branco pode optar pelas versões sem açúcar para minimizar seus malefícios à saúde, sem esquecer que a guloseima ainda é rica em gorduras, podendo até mesmo trazer uma concentração maior de lipídios, para suprir a falta do açúcar. “Chocolates recheados e que trazem ingredientes que agregam ainda mais açúcar ao produto, como doce de leite e brigadeiro, também devem ser evitados”, recomenda Marcella.

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Chocolate rosa – para quem procura por alternativas mais saudáveis ao chocolate ao leite e branco, mas não aprecia o chocolate amargo, vale a pena apostar no chocolate rosa, que tem se tornado tendência na internet e nas prateleiras dos mercados. Feito a partir da semente do cacau rubi, esse chocolate distingue-se dos demais devido a sua coloração rosada natural, não possuindo corantes artificiais em sua composição.

“Sendo geralmente mais caro que o chocolate amargo, o chocolate rosa se destaca pelo seu sabor diferenciado, sendo mais cremoso, frutado e adocicado, com um leve toque cítrico. Além disso, o chocolate feito a partir do cacau rubi possui uma quantidade maior de polifenóis do que o chocolate convencional, pois os flavonoides presentes no ingrediente são mantidos até o produto final devido ao processo de fermentação especial pelo qual as sementes passam para que não percam o sabor e a coloração natural”, explica Marcella. Pela maior quantidade de polifenóis, o chocolate rosa mostra-se uma boa opção para quem quer manter a saúde, desde que não seja muito rico em açúcar e gorduras.

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Pixabay

Chocolate com oleoginosas – outra opção saudável para substituir o chocolate ao leite e branco é o chocolate amargo combinado com oleaginosas, como avelã, noz e amendoim. “Apesar de serem calóricas, as oleaginosas adicionam nutrientes ao produto, como o ômega-3, que ajuda no controle do colesterol, possui propriedades anti-inflamatórias, melhora a circulação e o desempenho cognitivo”, afirma a nutróloga.

Porém, a dermatologista Paola ressalta que pacientes de pele oleosa devem evitar esse tipo de chocolate, pois as oleaginosas podem estimular a produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas e, consequentemente, favorecer o aparecimento de cravos e espinhas.

Mas atenção. Mesmo que você opte pelo chocolate amargo é importante tomar cuidado com o consumo excessivo, pois, independentemente da concentração de cacau, o chocolate ainda tem açúcar e gorduras saturadas. “Existem, claro, as opções sem açúcar, adoçadas com edulcorantes, sendo assim ideais para pessoas que sofrem com diabetes ou estão em dieta de emagrecimento. Porém, o consumo desse tipo de chocolate também não deve ser indiscriminado, já que ainda contém calorias e gorduras”, ressalta Marcella.

No final das contas, é importante controlar o consumo diário. O ideal é consumir de 25g a 50g de chocolate por dia, dando preferência às opções com maior concentração de cacau, como o chocolate amargo e o chocolate rosa. “Ou seja, uma barra de 200g de chocolate deve ser consumida, em média, em uma semana”, recomenda Paola.

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Foto Alexandre Mazzo

Seguindo essas dicas, a guloseima pode ser consumida sem culpa, não havendo necessidade de estratégias para inibir o apetite antes do consumo ou para diminuir o índice glicêmico do alimento. “Isso porque, no geral, o chocolate possui baixo índice glicêmico e, se composto por mais de 65% de cacau, também é um alimento funcional, possuindo índice glicêmico ainda mais baixo”, finaliza Marcella.

 

Frio e uso de máscaras de proteção: como evitar tendência à irritação e alergia na pele

Da mesma forma que o uso constante do álcool gel ou a limpeza da mão com água e sabão se fazem necessário nesse momento para diminuir o risco de contágio pelo novo coronavírus, a máscara também é. O problema é que – assim como a limpeza e desinfecção das mãos – a nossa pele pode sentir os efeitos do uso da máscara – ainda mais nesse frio.

“A utilização constante das máscaras de proteção desencadeia uma alteração da fisiologia da pele, produzindo a nível cutâneo o que denominamos de dermatite de contato – irritativo ou alérgico. E como estamos em uma estação mais fria, essa combinação tende a deixar a nossa pele mais irritada, seca e com inflamação”, explica a dermatologista  Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em casos de usos mais constantes, é ainda possível observar o aparecimento de secura, vermelhidão, descamação, infecções secundárias e maceração na pele.

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Nickype/Pixabay

“E isso também pode causar o agravamento de algumas doenças preexistentes, como a dermatite atópica, acne, rosácea, psoríase e dermatite seborreica”, acrescenta a médica.

Além do uso de máscaras e do frio, essa inflamação, que precede a sensibilidade da pele, pode ter fatores emocionais envolvidos e um dos maiores vilões nesse sentido é o estresse – que é cada vez mais comum na quarentena.

“Muitos tipos de células da pele, incluindo as imunológicas e as endoteliais (células das paredes dos vasos sanguíneos), podem ser reguladas por neuropeptídeos e neurotransmissores, que são substâncias químicas liberadas pelas terminações nervosas da pele. O estresse pode liberar um nível maior dessas substâncias e, quando isso ocorre, pode afetar o modo com o qual nosso corpo responde a muitas funções importantes, como sensação e controle do fluxo sanguíneo. Além disso, a liberação desses produtos químicos pode levar à inflamação da pele, que pode ficar mais sensível e irritada”, explica a médica.

Evidentemente, a recomendação para o uso das máscaras ainda continua. “Os estudos mostraram que muitas pessoas são assintomáticas. Mas essas pessoas têm o vírus e o transmitem ao falar, mesmo sem nenhum sintoma. Como não sabemos se somos assintomáticos ou não, ao sair de casa, devemos usar máscara”, afirma a dermatologista. “Mas a primeira recomendação para evitar os ‘efeitos adversos’ da máscara é a de não sair de casa. Até porque esses problemas de sensibilidade na pele geralmente nos fazem levar mais a mão ao rosto, por isso é fundamental evitá-los”, acrescenta.

Mas para quem realmente precisa sair e usar a máscara, é possível ter alguns cuidados para evitar os problemas. Para a dermatologista, torna-se essencial adotar algumas medidas de proteção a fim de manter a função barreira cutânea. No momento da higienização, por exemplo, o melhor é optar por uma lavagem suave, evitando uma fricção acentuada e o uso de sabões perfumados.

Também é necessário ficar atento aos produtos e ingredientes que devemos ou não aplicar na pele sensibilizada. Como explica a dermatologista, é importante evitar a utilização de produtos com fragrâncias e alguns conservantes, bem como a aplicação de cremes com retinol, alfa-hidroxiácidos e esfoliantes na pele sensível da face.

Em alternativa, se a sua pele está mais sensível ou irritada, você pode utilizar antes do hidratante uma máscara (cosmética) com ativos calmantes. “Aloe vera e alfabisabolol são boas opções, pois tem efeito anti-inflamatório e anti-irritante”, diz a médica. Outra boa opção é a nicotinamida (vitamina B3), que reforça a barreira cutânea.

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Freepik

“Lembre-se que, nesse momento, a hidratação diária da pele é de suma importância a fim de restaurar e manter o equilíbrio fisiológico; use cremes hipoalergénicos (sem perfumes nem conservantes), com uma ação emoliente, hidratante, regeneradora, anti-irritante e anti-inflamatória. E, para finalizar os cuidados durante o dia, mesmo dentro de casa é necessário usar o fotoprotetor”, finaliza a médica.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Quarentena: aproveite para ficar atenta aos sinais suspeitos de câncer de pele

Maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma; diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura desse câncer de pele agressivo

O isolamento social imposto pela pandemia relacionada ao novo coronavírus (SARS CoV-2) tem permitido que as pessoas cuidem mais de si mesmas em vários aspectos: seja com alimentação mais saudável, prática de exercícios em casa ou passando mais tempo com a família. Então, por que não aproveitar também para cuidar da nossa pele?

Como maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, este é um ótimo momento para aprender a identificar possíveis sinais da doença. Apesar de ser o menos incidente dos cânceres de pele (são estimados 8.450 novos casos por ano), melanoma é o tipo mais agressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por conta da doença todos os anos, o que representa seis mortes por hora.

Pensando nisso, Antônio Carlos Buzaid, diretor geral do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, traz algumas dicas para a realização do autoexame. “Como a maioria das pessoas estão em casa, usem esse tempo para observar todo seu corpo e analisar se há pintas ou manchas que se enquadrem na regra ABCDE”, sugere o médico. Essa regra foi criada para contribuir com o diagnóstico precoce e cada letra representa um ponto a ser analisado:

• Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
• Borda: as bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
• Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes.
• Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
• Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.

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O oncologista ressalta que esses sinais não significam que você esteja com melanoma, mas são um indicativo para procurar por um dermatologista. “Essa regra é uma maneira que encontramos de ajudar a promover o diagnóstico precoce do melanoma. Dado que, quando identificado em seus estágios iniciais, o câncer é tratável e as chances de cura podem ser superiores a 90%”, reforça Buzaid.

Com base no estágio da doença e outros fatores (como idade e saúde geral do paciente), as principais opções de tratamento para melanoma são: cirurgia, terapia-alvo, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Mediante os avanços dos estudos sobre a linha terapêutica mais adequada para cada perfil de paciente, identificou-se que existem dois tipos de melanoma: o que apresenta mutação genética (como o gene BRAF) e o que não apresenta.

Para os casos em que há mutação no gene BRAF – cerca de 50% dos pacientes[iii] -, uma modalidade de tratamento muito efetiva é a terapia-alvo. Este tipo de tratamento consiste em medicamentos administrados por via oral que atacam as células tumorais que são portadoras da mutação do BRAF e poupam as células normais, o que garante menos efeitos colaterais, por exemplo.

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Foto: Indylasercenter

Durante todo o mês de maio, especialistas e associações de pacientes se mobilizam para combater o câncer melanoma com campanhas de conscientização sobre a doença e como realizar o autoexame para obter o diagnóstico precoce. É importante lembrar que o autocuidado também deve ser dedicado ao maior órgão do nosso corpo, que nos protege de tudo: a nossa pele.

Fonte: Novartis

Dermatologista alerta para os riscos da depilação caseira e aponta alternativas

A dermatologista Hellisse Bastos chama atenção para os riscos de se realizar a depilação em casa, em especial com cera quente, e aponta quais alternativas podem ser usadas com segurança para estar com a depilação em dia durante a quarentena

O isolamento social para reduzir a contaminação com o novo coronavírus fez com que muitas mulheres ficassem em casa, sem a possibilidade de recorrer a tratamentos em salões de beleza e clínicas de estética.

Contudo, mesmo em meio à pandemia da Covid-19, ainda se fazem necessários os cuidados com o corpo, que não devem ser negligenciados. Por isso, muitas mulheres têm procurado métodos de depilação caseira, para manterem a higiene e a autoestima em dia.

Hellisse Bastos, dermatologista e especialista em cuidados para a pele e cabelos, salienta que, no entanto, há uma série de riscos associados nos processos mais conhecidos de depilação caseira e todo o cuidado deve ser tomado: “Depilação em casa pode dar hipercrominia pós inflamatória, que são desordens na pigmentação devido uma produção excessiva de melanina, causando manchas a área e foliculite, além do risco de queimaduras por cera quente ou lesão de pele”.

Cremes depilatórios devem ser usados de maneira ocasional

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A especialista ressalta que por se tratar de um produto químico, não deve ser usado com frequência: “O creme depilatório pode ser um grande aliado para situações emergenciais, mas devem ser tomadas precauções, e não pode ser usado com frequência. Usá-lo semanalmente pode trazer irritação e problemas diversos de pele. Antes do uso, é imprescindível fazer o teste em uma área da pele, aplicando uma pequena porção e observando a reação. Também é fundamental ler o rótulo e seguir rigorosamente as instruções do fabricante, para não deixar o creme por mais tempo que o recomendado e causar lesões”.

Depilação a laser ainda é o melhor método

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Entre todos os métodos depilatórios, Hellisse aponta a depilação a laser como o mais seguro e mais eficaz: “O mais adequado e que eu considero ideal é a depilação definitiva a laser. Contudo, embora seja o mais seguro, é importante ressaltar que se tratando de depilação não tem forma totalmente segura de se fazer, todas têm prós e contras e oferecem algum tipo de risco, no entanto, a laser é a mais segura e a que oferece melhores resultados.”

Quanto à periodicidade da depilação a laser, a especialista destaca: “Ela é feita uma vez por mês, durante oito a dez meses e, depois, é necessário fazer a manutenção de seis em seis meses.”

Método caseiro mais seguro é a cera fria

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Contudo, com as clínicas e spas fechados devido à pandemia, é preciso encontrar métodos alternativos caseiros para manter a depilação em dia: “Agora é hora de recorrer a uma depilação realizada eventualmente e, para isso, prefiro a depilação com cera fria mesmo. E após aplicar produtos calmantes e anti-inflamatórios. Hoje é possível comprar a cera fria pronta na farmácia. Dê sempre preferência para aquelas que contenham em sua composição ativos calmantes como camomila, erva-doce e cidreira.”

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Fonte: Hellisse Bastos é médica dermatologista especializada na área estética em cuidados com pele e cabelos e procedimentos como aplicação de toxina botulínica, preenchimento por meio da técnica de MD Codes e cosmiatria. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, se dedica ao estudo da fisiologia da humana, envelhecimento e os processos biológicos que o envolvem. Seu consultório fica em Belo Horizonte.

Make-up free: como aproveitar a quarentena e conquistar uma pele linda

Mulheres que desejam abandonar a maquiagem podem aproveitar o isolamento social para investir pesado nos cuidados com a pele, em tratamentos cosméticos e nutracêuticos para realçar a luminosidade natural e uniformização da face

Sair da casa sem um ponto de maquiagem, uma gota de corretivo ou mesmo uma base, é o anseio muitas mulheres. E para quem está cumprindo o isolamento social, essa pode ser uma oportunidade para mudar alguns hábitos e finalmente se ver livre da maquiagem, conquistando uma pele linda e saudável.

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“Uma pele naturalmente bonita deve ser saudável e ter uma rotina de cuidados adequados a cada tipo, idade e época do ano. Independente da boa genética, bons hábitos de vida são pilares que promovem a beleza, saúde e longevidade. A alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, exercícios regulares, baixa ingestão de bebida alcoólica e evitar o tabagismo são fundamentais para a manutenção da beleza da pele, além do uso de fotoprotetores adequados, que são os princípios elementares para prover saúde ao nosso corpo como um todo e, isto, claramente inclui seu maior órgão: a pele”, afirma a dermatologista  Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito nesse processo de desistir das bases e pigmentos de uma vez por todas. Existem muitos procedimentos como Ultrassom 3D Solon ou Surgical Derm que ajudam a tratar rugas e flacidez, mas nesse momento muitos dermocosméticos podem ajudar”, afirma Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O primeiro passo nesse cuidado diário para abandonar a maquiagem é a limpeza. O rosto, pescoço e área do colo devem ser lavados de manhã e à noite para controle da oleosidade, retirada da sujidade e das nanopartículas de poluentes que ficam aderidas à superfície da pele. “Os sabonetes devem ter pH próximo ao da pele, sem amidas, sulfas ou parabenos e, de preferência, que apresentem na formulação extratos puros naturais em alta concentração como hamamélis, camomila, calêndula, aveia, malva grapefruit, entre outros”, afirma a médica.

Após lavar, o uso de um esfoliante, duas vezes na semana, é bem-vindo. “Ele deve conseguir retirar estas pequenas imperfeições do estrato córneo em mais de 50% com remoção de asperezas e microcomedos que ficam depositados no ducto de saída das glândulas sebáceas”, explica o médico. A última etapa conclusiva do ritual de limpeza é a tonificação. “Estes produtos, apesar da nomenclatura tônico, podem ser calmantes, hidratantes, antioxidantes e adstringentes”. Os tônicos têm o papel de recuperar também o pH da pele, além das funções já descritas.

Após lavar e tonificar pela manhã, é o momento de usar um sérum tensor com efeito lifting, hidratante, que promova ação antioxidante e de proteção à barreira cutânea. “Ativos como Hyaxel, Alistin, Arct-Alg, Ácido ferúlico e um pool de Vitaminas podem estar na formulação, que é um booster de energia para a boa atividade celular principalmente para atuar da junção dermoepidérmica”, explica Abdo.

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“A seguir, mesmo em casa, é fundamental o uso de fotoprotetor sempre acima de FPS 30 E PPD de 1/3 do total da proteção solar com ação anti UVA”, recomenda o médico. Fototipos mais claros devem aumentar a fotoproteção: FPS 50 no mínimo.

Outra dica é com relação ao tratamento noturno. Principalmente durante as épocas mais frias do ano, explica a Dra. Claudia, à noite é o momento de seguir a prescrição do dermatologista e utilizar compostos à base de vitamina A ácida, lanablue, progenitrix, overnight repair, alfa-hidroxiácidos e derivados associados a clareadores como hidroquinona, alfa arbutin, decapeptídeo e antioxidantes como o resveratrol a vitamina E e C, as antocianinas presentes nos frutos vermelhos, fatores de crescimento, dentre outras formulações específicas para cada caso, tipo de pele e idade.

“O regime de tratamento utilizado é prescrito no receituário e pode variar de acordo com a necessidade da pele, o problema em questão, além do estilo de vida de cada paciente”, destaca a médica.

A dermatologista lembra que lábios e olhos devem ser tratados com cremes com boa espalhabilidade que promovam a formação de filme na pele da região para maior proteção. “O produto para a região dos olhos deve ser usado duas vezes ao dia e a fórmula em questão adequada a cada idade com ação tensora, nutritiva, hidratante e capaz de melhorar a turgescência local, com hidratação e volumização”, conta.

“Quanto aos lábios, para a hidratação das mucosas podemos utilizar substâncias emolientes como a manteiga de karité, a vitamina B5, a Vitamina E, ácido hialurônico, fosfolipídios e glicerina”, recomenda.

Mas nem tudo depende dos cremes, nesse momento. Os nutracêuticos são fórmulas extremamente benéficas e que potencializam e muito a ação do tratamento tópico, explica Claudia. “Eles atuam no combate aos radicais livres, ajudam a hidratar e recuperar a membrana de água e gordura sobre a pele, estimulam a elasticidade das fibras de colágeno e elastina, melhoram a perfusão para a microcirculação periférica, auxiliam na fotoimunoproteção do tecido cutâneo e são importantes no controle de patologias como melasma, dermatite atópica, rosácea e na melhora da condição estrutural de textura, coloração, tônus e viscoelasticidade”, destaca.

“Estes produtos devem ser prescritos pelo especialista para cada caso clínico em questão e podem conter ativos como o colágeno peptídeo, Exsynutriment, Glycoxil, carnosina, resveratrol, picnogenol, polipodium leucotomus, vitamina C, FC Oral, extrato de gengibre e extrato de green tea”, diz a médica. “Cápsulas com Bio-Arct e In.Cell também podem ser indicadas para melhorar o viço e a nutrição da pele, pois as duas substâncias são fundamentais para essa ação”, diz Abdo.

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Após a pandemia, os tratamentos em clínicas dermatológicas podem ajudar, com lasers e radiofrequências indicadas para resultados mais rápidos. “Os tratamentos mais indicados são Ultrassom 3D Solon, a radiofrequência microagulhada Eletroderme e o laser Vektra QS para tratar as manchas”, finaliza.

Fontes:
Abdo Salomão Jr: Doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Professor universitário.
Claudia Marçal: médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Autocuidado é fundamental para as mães

Principalmente durante a quarentena, prática é importante para aliviar a rotina das mães, que se esforçam para equilibrar a dedicação à família, home office e atividades da casa.

Diariamente, mães são desafiadas a encontrarem o equilíbrio entre trabalho, atividades pessoais, rotina dos filhos e o autocuidado. E no atual cenário não seria diferente, já que o isolamento social por conta da Covid-19 impôs mudanças de hábitos para a maioria da população, como é o caso da implementação do home office e de ensino à distância, por exemplo.

Diante disso, muitas mães precisam equilibrar atividades para não deixar de lado o cuidado consigo mesmas. Esta é a situação que a dermatologista Maria Helena Garrone conhece bem. Entre a dedicação aos seus trigêmeos de 9 anos, às consultas e a outras funções, a médica se esforça para encontrar um tempo para cuidar de si.

“Precisamos estabelecer um momento nosso de cuidado para deixar o dia mais leve, como uma rotina com a pele. Dedicar minutos para você é fundamental para, inclusive, se preparar para cuidar do outro.”

Pensando nisso, Maria Helena sugere alguns passos simples para as mães incluírem o autocuidado na rotina e, assim, sentirem na pele o carinho que seu instinto materno não deixa faltar para as pessoas com quem convivem.

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1. Higienização da pele: ao acordar, a limpeza é importante para retirada da oleosidade produzida durante o sono, além de oferecer uma sensação de frescor e leveza. Mas é preciso atenção à escolha do sabonete, pois há produtos específicos para isso, como os higienizadores faciais de Dermotivin – com linhas para todos os tipos de pele e sabonete esfoliante – e os de Cetaphil, voltados para peles sensíveis e sensibilizadas.

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2. Hidratação: depois da limpeza, é importante hidratar a pele com produtos específicos, uma vez que o uso de um item inadequado pode comprometer o resultado esperado, como mais oleosidade para uma pele com tendência à acne, por exemplo. Os hidratantes Cetaphil têm formulações para cada tipo de pele, além de recuperar a barreira cutânea, promover hidratação profunda e por 48 horas. Vale aproveitar esse momento para fazer uma automassagem facial e corporal.

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3. Proteção solar: na parte da manhã, é preciso incluir um protetor solar após a hidratação para proteger a pele dos danos causados pelos raios UVA e UVB. Cetaphil também oferece itens de proteção solar para corpo e rosto e para todos os tipos de pele.

Antes de dormir, a mesma rotina deve ser realizada, mas com objetivos diferentes: a limpeza é para retirar impurezas do dia e a hidratação tem papel fundamental para evitar o envelhecimento da pele, além dos cuidados específicos receitados pelo médico. “Manter a hidratação adequada da pele é importante durante o dia e à noite para que o equilíbrio e suas funções sejam mantidas, bem como responda aos tratamentos específicos”, comenta a dermatologista.

Para incentivar as mães nesse autocuidado, Cetaphil e Dermotivin, marcas da Galderma, lançaram a campanha #Sintanapeleocuidadodemae no Instagram (@cetaphilbrasil e @dermotivin_br) e Youtube (Cetaphil e Dermotivin).

Fonte: Galderma

Home office: proteja sua pele da luz visível

Luz emitida por dispositivos móveis pode causar manchas, rugas e até câncer

Em tempos de isolamento social, muitos colaboradores estão fazendo home office e alguns cuidados estão sendo deixados de lado. Certas rotinas de beleza não podem ser negligenciadas, mesmo trabalhando de casa: é o caso, por exemplo, do uso de protetor solar.

Mesmo que a pessoa esteja protegida do sol, a luz visível e a luz azul são altamente prejudiciais. A dermatologista e tricologista Angélica Pimenta, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ressalta que a exposição diária e excessiva a telas de computador, smartphones e TV pode trazer malefícios para a pele.

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“Essas luzes podem contribuir para o envelhecimento precoce da pele e o aparecimento de manchas por causa da radiação emitida. Por isso é importante usar protetor solar todos os dias, para proteger a pele da luz visível”, diz.

A luz azul é proveniente dos dispositivos móveis, sendo considerada a porção mais energética da luz visível e pode estar relacionada a diversas doenças como melasma, envelhecimento e câncer de pele.

“Nos atendimentos online, via telemedicina, que tenho feito com pacientes com melasma, mais de 50% deles relataram aumento significativo das lesões e manchas da doença. Isso é muito comum de acontecer já que os pacientes estão ficando mais tempo na frente de dispositivos móveis”, orienta a especialista.

Angélica explica que esses pacientes devem redobrar os cuidados durante a quarentena e a orientação é que as ligações ou videochamadas sejam feitas com fones de ouvido e a intensidade da luz do celular deve ser diminuída.

“Com os pacientes com melasma muito intenso ou reativo, intensificamos o uso do fotoprotetor oral. Existem vários tipos do produto que ajudam a clarear as manchas, a controlar um pouco mais a pigmentação e com efeito antioxidante. A indicação do fotoprotetor depende do tipo do melasma, por isso a importância de consultar o dermatologista antes de se automedicar”, orienta a médica.

Esse tipo de luz azul pode promover, em médio e longo prazos, danos suficientes para gerar células com alterações de degeneração no DNA, podendo mais tarde surgir a possibilidade de câncer na pele.

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“O filtro solar precisa ser físico, ou seja, aqueles compostos por minerais que fazem com que a radiação bata na pele e reflita. Hoje em dia, temos no mercado produtos com cor, que além de uniformizar o tom da pele melhoram a aparência e criam mais uma barreira de proteção contra a radiação”, finaliza a médica.

Uso contínuo do álcool gel exige cuidados com a hidratação das mãos

Produto é um grande aliado na luta contra a Covid-19 e deve ser usado frequentemente. Para evitar o ressecamento que pode causar na pele das mãos, é recomendado o uso de hidratantes apropriados

Desde 31 de dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta do novo coronavírus, a Covid-19 se alastrou e o mundo vem travando uma intensa batalha para detê-lo. Entre as recomendações médicas, estão: evitar contato físico, etiqueta respiratória, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes ventilados, não frequentar locais com aglomerações e higienizar bem as mãos com água e sabão ou álcool gel.

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“Esse é um problema grave para a saúde pública do Brasil. Vemos os números aumentarem diariamente, mas manter-se calmo e informar-se corretamente são os recursos importantes para lidar com a doença neste momento”, afirma o dermatologista André Piancastelli. Assim como o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual Piancastelli faz parte, indica utilizar álcool gel na impossibilidade de lavar as mãos com água corrente e sabonete.

O álcool gel recomendado é o 70% medicinal, que é apropriado para a pele e diminui o tempo de vida do vírus para um minuto, em até 70% dos casos. Devido a sua alta sobrevivência em superfícies — nas de metal, vidro e plástico é de nove dias –, o cuidado com a higiene das mãos torna-se fundamental para evitar contaminações.

“Graças a eficácia e praticidade de uso, o álcool gel é um grande aliado na luta contra o Covid-19. É importante usá-lo continuamente, mas com atenção ao ressecamento que pode causar na pele”, completa Piancastelli.

O uso frequente do produto compromete a camada de gordura e reduz a umidade natural da pele. Além disso, lavar as mãos continuamente pode causar o ressecamento, pois, o excesso de água retira o NMF, sigla em inglês para fator de hidratação natural. Esse importante fator é solúvel em água e é fundamental para a descamação normal da pele.

As mãos, então, ficam com sensação de ressecamento, aspereza e aspecto descamativo. O ressecamento também compromete a função de barreira da pele, contribuindo para o surgimento de dermatites e outras patologias. Para contornar esse ponto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia indica a aplicação de cremes e loções hidratantes de três a quatro vezes ao dia, sempre após o álcool gel evaporar por completo das mãos.

maos creme

Ao escolher o hidratante, é importante considerar o tipo de pele para que o efeito seja o desejado. A linha Cetaphil conta com produtos específicos e que podem evitar o ressecamento das mãos.

Fonte: Cetaphil

Dicas para aproveitar quarentena e cuidar do couro cabeludo, tornando fios mais saudáveis

Manter a saúde do couro cabeludo em dia é fundamental para ajudar na beleza, nutrição e crescimento dos fios. Tricologista Kédima Nassif dá dicas de cuidados com o couro cabeludo para realizar durante esse período de reclusão devido ao Covid-19.
Os cabelos são a moldura do rosto. Não é à toa que perdemos tanto tempo cuidando deles para garantir que permaneçam bonitos. Porém, muitas pessoas esquecem que para conquistar madeixas perfeitas é preciso também cuidar do couro cabeludo.

“Os fios nascem do couro cabeludo, e, por consequência, herdam dele tanto as qualidades quanto os defeitos. Se a região estiver com oleosidade em excesso ou constantemente suja, não há como os fios não passarem pelo mesmo problema”, explica Kédima, dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

Por isso, vale a pena aproveitar a quarentena pela qual estamos passando devido à pandemia do Coronavírus para cuidar não só dos cabelos, mas também do couro cabeludo e assim evitar problemas como caspa, descamação, enfraquecimento, queda e retardo no crescimento dos fios. Para ajudar nesse momento, a especialista deu sete dicas para conquistar um couro cabeludo forte e nutrido, que realçará a beleza dos seus fios. Confira:

mulher lavando o cabelo

Escolha o tipo certo de xampu e condicionador: “Cada tipo de cabelo possui suas particularidades e, por isso, precisam de produtos feitos especialmente para suas características. Então, muitas vezes, xampus e condicionadores de qualidade e da mesma linha são uma boa forma de promover excelentes resultados em um curto espaço de tempo.”

mulher banho quente chuveiro

Atenção na hora de lavar: na hora de higienizar o couro cabeludo, fique atento à temperatura da água. “A água muito quente estimula as glândulas sebáceas da região, responsáveis pela produção da oleosidade, que trabalharão mais que o normal, favorecendo o aparecimento de caspa”, afirma Kédima. Além disso, é importante tomar cuidado na hora de aplicar o shampoo e o condicionador. “Enquanto o primeiro deve ser usado apenas no couro cabeludo, deixando que apenas a espuma escorra pelas pontas, que possuem pouca oleosidade natural, o condicionador deve ser aplicado somente no comprimento e nas pontas, pois, quando utilizado no couro cabeludo, o produto pode obstruir a raiz dos fios e causar uma série de danos, como queda e caspa”, explica. A dermatologista ainda ressalta que o couro cabeludo deve ser bem enxaguado, pois o acúmulo de produtos na raiz dos cabelos também pode entupir os folículos pilosos do couro cabeludo, prejudicando a nutrição dos fios.

Woman applying conditioner after the shower

Aposte na hidratação: muita gente sofre com o ressecamento do couro cabeludo, principalmente agora com a chegada das estações mais frias e a queda de temperatura, o que pode causar descamação do couro cabeludo. “Por isso, é importante investir em produtos específicos para hidratar o couro cabeludo sem deixá-lo com aspecto ensebado e nem obstruir os poros do couro cabeludo. Princípios ativos como a ureia e o lactato de amônio, por exemplo, têm alto poder emoliente. Mas tenha cuidado: os produtos que hidratam o couro cabeludo não são os mesmos usados para hidratar os fios”, diz a tricologista.

dormir cabelo molhado

Seque os cabelos antes de dormir: aproveite o tempo sobrando que você tem enquanto está em reclusão para enxugar bem os cabelos após o banho, pois dormir com o cabelo molhado não prejudica apenas a força dos fios, mas também pode levar a uma série de problemas ao couro cabeludo, incluindo caspa, dermatite e infecções fúngicas. “Os cabelos molhados criam um ambiente ideal para a proliferação de fungos. Além disso, pode ocorrer alteração no pH da região, provocando infecções como a dermatite seborreica, cujos sintomas vão desde a caspa até feridas graves no couro cabelo e quedas dos fios”, reforça Kédima.

secador de cabelo

Cuidado ao utilizar o secador e a chapinha: segundo a especialista, embora existam produtos que minimizam o sofrimento dos fios causados pelo calor do secador e da chapinha, não há produto capaz de atenuar o dano sofrido pelo couro cabeludo. Logo, a única solução é ter cuidado ao realizar esses procedimentos. “Mantenha o secador a uma distância mínima de 30 centímetros da raiz e a chapinha a cerca de um centímetro e meio do couro cabeludo. Além disso, a chapinha não deve ser usada com muita frequência, pois é uma forte agressora dos fios e do couro cabeludo”, alerta a médica. Vale a pena aproveitar o período em casa para dar uma pausa no uso da chapinha.

tingir os fios

Atenção aos produtos químicos: qualquer procedimento químico, se não for feito do modo adequado, pode detonar os fios. E o mesmo vale para o couro cabeludo. O ideal então é que os processos sejam feitos com profissionais competentes e que o teste de sensibilidade seja feito antes da aplicação dos produtos. Como no momento a recomendação é que se permaneça em isolamento social, o ideal é não realizar procedimentos químicos nos fios, principalmente em casa.

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Tenha uma boa alimentação: de acordo com a especialista, os fios de cabelo são compostos por substâncias que absorvemos através da alimentação. Por isso, uma dieta adequada é fundamental para que os nutrientes cheguem ao couro cabeludo e constituam um belo fio. “Aminoácidos e proteínas (carne, ovos e leite), por exemplo, estimulam o crescimento e o fortalecimento dos fios. Já o zinco, presente em nozes, frutos do mar e levedo de cerveja, estimula o crescimento e reduzem a oleosidade”, destaca.

Por fim, é importante ressaltar que, caso você note seus cabelos caindo ou extremamente fracos, o ideal é consultar um profissional especializado para não correr o risco de cuidar do couro cabeludo de maneira incorreta, pois nem sempre os problemas são aparentes. “As raízes dos cabelos podem esconder problemas graves, como eczema – uma descamação que começa como uma alergia comum -, psoríase ou até mesmo alopecia areata, que é uma das causas da queda de cabelo”, finaliza Kédima.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC.

Dermatologista dá dicas de cuidados com a beleza em casa durante quarentena

Hellisse Bastos dá dicas de procedimentos que podem ser feitos em casa para ficar com a beleza em dia mesmo estando em período de quarentena.

Com a pandemia do novo coronavírus, clínicas estéticas, spas e salões de beleza foram obrigados a encerrar as atividades temporariamente, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, para garantir a segurança de todos. Além disso, muitas mulheres estão cumprindo a quarentena e evitando deslocamentos para fora de casa. No entanto, isto não é motivo para descuidar da beleza e da saúde.

Hellisse Bastos é dermatologista e especialista em estética afirma que mesmo sem poder ir à clínica ou spa, existem cuidados simples que podem fazer toda a diferença neste momento da quarentena para estar com a beleza e a saúde em dia: “cuidar da beleza também é cuidar da saúde, pois inclui hábitos de higiene, treinos físicos e nutrição, o que só faz bem. Além disso, a estética tem a ver com a saúde mental, a autoestima, o equilíbrio emocional de todas nós. Se sentir bem e confortável na própria pele é fundamental, corpo são e mente sã.”

Confira as dez dicas da médica para cuidar da sua beleza e da sua saúde em casa durante a quarentena, elevando a sua autoestima e cuidando do seu bem-estar:

1- Não durma mais que o necessário

mulher dormindo sono
Dar lugar à preguiça e dormir mais de 8h por dia traz desequilíbrio hormonal, leva a mal humor, causa edema facial e bolsas embaixo dos olhos. Ideal é ter de 6h a 8h de sono por dia e acordar de forma natural, ainda com algum sono. Após o almoço, é bom tirar uma soneca por no máximo 20 minutos.

2- Treine o seu humor

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Foto: Kate Kozyrka

As risadas têm propriedades neuroquímicas e fisiológicas que diminuem o estresse, assim como marcadores inflamatórios e tem o poder de aumentar sua energia e beleza.
Rir é um bom remédio para muitos males e libera serotonina no organismo, importante neurotransmissor que mantêm a saúde mental e o equilíbrio do humor. Logo, se permita rir e se divertir mesmo na quarentena, espantando o estresse e o mau humor, que elevam o cortisol e causam inchaço e retenção de líquidos.

3- Faça sua limpeza corporal com autoconsciência

chuveiro banho mulher rosto
Preste atenção a textura , cor e cheiro da sua pele, cabelo e unhas durante o banho. Não empregue força demais na hora de esfregar a pele do corpo e, caso queira fazer uma esfoliação, use materiais e produtos adequados para fazer isto. Pense na sustentabilidade na hora de fazer a higiene bucal e tomar o seu banho. Quando for retirar o esmalte da unha, tenha em mente a atenção de estar sempre limpando os cantinhos. Faça esfoliação dos pés com movimentos de automassagem.

4- Invista mais tempo cuidando de si

mulher corpo creme hidratação pinterest
Pinterest

Aproveite o confinamento para fazer tudo aquilo que talvez a sua rotina não permitisse fazer com frequência. Passe um bom hidratante após o banho no corpo, nos dedos e nas unhas fazendo auto massagem. Retire toda maquiagem e fique um tempo sem usá-la, para descansar a pele. Como não irá sair à rua, não precisa estar maquiada todos os dias. O uso contínuo da maquiagem obstrui os poros.

5- Movimente-se todos os dias para liberar o fluxo energético.

mulher exercicios
Foto: Morguefile/Bonnie Henderson

Água parada dá dengue e do mesmo modo nosso corpo não foi feito para ficar o tempo todo em repouso. É preciso manter o corpo em movimento para liberar o fluxo energético, ajudar na circulação, diminuir a retenção hídrica, eliminar toxinas e mantém o metabolismo em ordem. Diga não à tentação do sedentarismo durante a quarentena e procure uma atividade para fazer em casa, mesmo que de curta duração.

6- Crie rotinas
A quarentena pode ser um apelo tentador para o desleixo. Contudo, é preciso se doutrinar para enfrentar este período sem descuidar da saúde e da beleza. Costumo categorizar por letras do alfabeto as atividades.

mulher usando esfoliante pinterest
Pinterest

A: Corpo – autocuidado com pele, cabelos e unhas principalmente com:
Limpeza
Esfoliação
Hidratação

mulher lendo livro
Foto: GaborfromHngary/Morguefile

B: Mente – autoconhecimento
Leituras
Filmes
Jogos e atividades

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Foto: Jeviniya-Pixabay

C: Atividade física
Evitar o sedentarismo
Estar sempre em movimento

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D: Almoçar/ soneca
Tirar 20min de sono após o almoço
Evitar dormir demais durante a noite
Regrar horários de dormir e acordar

7- Preste atenção na sua alimentação

shutterstock mulher comendo doces
Shutterstock

Evite alimentos hipercalóricos, que sejam ricos em açúcar, assim como diminua o consumo de processados e industrializados . Esse hábito é altamente deletério para nossa saúde e beleza e provoca diversos processos inflamatórios, inclusive na pele e cabelos.

8 – Pratique o jejum intermitente

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Estimula sua imunidade é super antioxidante e favorece processos anti-inflamatórios do corpo.

9- Acrescente chás relaxantes e desintoxicantes à sua rotina

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Invista em acrescentar à sua alimentação a ingestão de chás tipo melissa, carqueja, dente-de-leão, lavanda e valeriana.

10- Faça procedimentos de renovação da pele

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Adotar a esfoliação e a limpeza de pele ajuda e muito a melhorar não somente o aspecto, mas também a prevenir acne, manchas, poros, rugas.

Consulte um dermatologista e tenha um profissional especializado na saúde da sua pele para chamar de seu, que te acompanhe e cuide de você presencial ou telepresencialmente pela internet.

Fonte: Hellisse Bastos é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e atende em Belo Horizonte.