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Dez coisas que talvez você não saiba sobre o câncer de pele

Uma das estações mais esperadas do ano chega no dia 22 de dezembro: o verão. Com ela aumentam as atividades ao ar livre, as viagens à praia e o desejo do famoso bronze nessa época do ano. Mas é preciso ficar atento à exposição ao sol. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 180 mil novos casos do tipo não melanoma acontecem todos os anos. Esse é o tipo mais comum dos cânceres e o menos letal dentre os de pele.

O mês de dezembro é nomeado Dezembro Laranja, iniciativa criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. O dermatologista especialista em câncer de pele, Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tirou algumas dúvidas sobre o tema.

A principal forma de prevenção do câncer de pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

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Mais de 90% dos casos de diagnósticos de câncer de pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crônica como face, tronco e pernas.

Apenas passar o protetor solar não garante proteção total

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A recomendação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é para evitar a exposição intensa ao sol no horário das 10h às 16h. Ainda assim, se a exposição for inevitável, o uso de proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e guarda-sóis é fundamental.

Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

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O cuidado com os lábios no Verão vai muito além da estética. Castro explica que além de evitar a geração de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne a aparição de rugas precoces e do câncer. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

O tratamento é, na grande maioria, cirúrgico

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O tratamento mais usado para tratar os casos de câncer de pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do câncer, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de desenvolver a doença

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Castro explica que, por terem menos pigmento na pele, essas pessoas contam com uma menor proteção conta as radiações UV, e, por consequência, têm mais risco de desenvolver o câncer. Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras causadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. Durante o verão, essas radiações estão mais presentes e a exposição ao sol costuma ser maior.

Apesar dos riscos, o sol não precisa ser visto com vilão absoluto

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A vitamina D, que é produzida durante a exposição da pele ao sol, é essencial para a prevenção de problemas cardíacos, osteoporose, gripes e resfriados e até mesmo cânceres, portanto, fugir completamente do sol nem sempre é a melhor solução. “É importante identificarmos os grupos de risco antes de recomendações generalistas. Pessoas de pele clara, olhos e cabelos claros, estão muito mais sujeitas ao aparecimento dos carcinomas (forma mais comum de câncer de pele), uma vez que apresentam uma capacidade reduzida na produção de melanina (pigmentação da pele), logo, terão que tomar mais cuidado com a exposição solar”, conta médico.

Os tipos de câncer de pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

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Um dos tipos mais graves de câncer de pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Ter grande número de pintas (+50) também aumenta o risco.

Os carcinomas costumam se manifestar como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas se manifestam como pintas, lesões pretas

Para identificar uma pinta suspeita, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes:

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A — Assimetria: pintas que não são simétricas;
B — Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades em seu formato;
C — Cor: variação da tonalidade das pintas e mudança de tonalidade de uma pinta já existente;
D — Diâmetro: pintas com diâmetro maior que 5mm;
E — Evolução: pintas que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho.

Quem tem tatuagem deve redobrar os cuidados

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As tintas escuras usadas nas tatuagens podem encobrir possíveis lesões de câncer de pele. A pigmentação também pode atrapalhar a detecção de alguns casos. O melanoma tem uma alteração celular com muito pigmento, assim como as tatuagens, dificultando a análise da estrutura celular durante os exames patológicos.

Em todos os casos, o prognóstico da doença tende a ser bom se detectado precocemente

“Não existem recomendações oficiais para a detecção do câncer de pele, no entanto, é de extrema importância que a pessoa conheça sua própria pele e saiba identificar possíveis alterações que indiquem a formação de um tumor”, explica o médico.

Caso note alguma alteração suspeita na pele, consulte um dermatologista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Make up free: 6 dicas para conquistar uma pele linda e dispensar a maquiagem

Dermatologista membro da Academia Americana de Dermatologia dá dicas valiosas para mulheres que desejam abandonar a maquiagem. Tratamentos cosméticos, nutracêuticos e com equipamentos podem ser usados para realçar a luminosidade natural e uniformização da face

Sair da casa sem um ponto de maquiagem, uma gota de corretivo ou mesmo uma base, é o anseio muitas mulheres. Mas, para a maioria delas, as manchas, rosácea, acne, danos causados pelo sol e melasma, entre muitas outras coisas, ainda geram dependência da pele facial pelos pigmentos. Mas a dúvida sempre fica: é possível ter uma pele perfeita sem recorrer ao make?

“Uma pele naturalmente bonita deve ser saudável e ter uma rotina de cuidados adequados a cada tipo, idade e época do ano. Independente da boa genética, bons hábitos de vida são pilares que promovem a beleza, saúde e longevidade. A alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, exercícios regulares, baixa ingestão de bebida alcoólica e evitar o tabagismo são fundamentais para a manutenção da beleza da pele, além do uso de fotoprotetores adequados, que são os princípios elementares para prover saúde ao nosso corpo como um todo e, isto, claramente inclui seu maior órgão: a pele”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito nesse processo de desistir das bases e pigmentos de uma vez por todas. A dermatologista lembra os principais cuidados:

Limpeza

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O rosto, pescoço e área do colo devem ser lavados de manhã e à noite para controle da oleosidade, retirada da sujidade e das nanopartículas de poluentes que ficam aderidas à superfície da pele. “Os sabonetes devem ter pH próximo ao da pele, sem amidas, sulfas ou parabenos e, de preferência, que apresentem na formulação extratos puros naturais em alta concentração como hamamélis, camomila, calêndula, aveia, malva grapefruit, entre outros”, afirma a médica. Após lavar, o uso de um esfoliante, duas vezes na semana, é bem-vindo. Ele deve conseguir retirar estas pequenas imperfeições do estrato córneo em mais de 50% com remoção de asperezas e microcomedos que ficam depositados no ducto de saída das glândulas sebáceas”, explica. A última etapa conclusiva do ritual de limpeza é a tonificação. “Estes produtos, apesar da nomenclatura tônico, podem ser calmantes, hidratantes, antioxidantes e adstringentes”. Os tônicos têm o papel de recuperar também o PH da pele, além das funções já descritas.

Hidratação com antioxidantes e fotoproteção

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Após lavar e tonificar pela manhã, é o momento de usar um sérum tensor com efeito lifting, hidratante, que promova ação antioxidante e de proteção à barreira cutânea. “Ácido ferúlico e um pool de Vitaminas podem estar na formulação, que é um booster de energia para a boa atividade celular principalmente para atuar da junção dermoepidérmica”, explica. “A seguir o uso de fotoprotetor sempre acima de FPS 30 E PPD sempre 1/3 do total da proteção solar com ação anti UVA”, recomenda. Fototipos mais claros devem aumentar a fotoproteção: FPS 50 no mínimo.

Tratamentos noturnos

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Principalmente durante as épocas mais frias do ano, explica Claudia, à noite é o momento de seguir a prescrição do dermatologista e utilizar compostos à base de vitamina A ácida, alfa-hidroxiácidos e derivados associados a clareadores como hidroquinona, alfa arbutin, decapeptídeo e antioxidantes como o resveratrol a vitamina E e C, as antocianinas presentes nos frutos vermelhos, fatores de crescimento, dentre outras formulações específicas para cada caso, tipo de pele e idade. “O regime de tratamento utilizado é prescrito no receituário e pode variar de acordo com a necessidade da pele, o problema em questão, além do estilo de vida de cada paciente”, destaca.

Não esquecer de lábios e olhos

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A dermatologista lembra que lábios e olhos devem ser tratados com cremes com boa espalhabilidade que promovam a formação de filme na pele da região para maior proteção. “O produto para a região dos olhos deve ser usado duas vezes ao dia e a fórmula em questão adequada a cada idade com ação tensora, nutritiva, hidratante e capaz de melhorar a turgescência local, com hidratação e volumização”, conta. “Quanto aos lábios, para a hidratação das mucosas podemos utilizar substâncias emolientes como a manteiga de karité, a vitamina B5, a Vitamina E, ácido hialurônico, fosfolipídios e glicerina”, recomenda.

Nutracêuticos ajudam

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Os nutracêuticos são fórmulas extremamente benéficas e que potencializam e muito a ação do tratamento tópico, explica a médica. “Eles atuam no combate aos radicais livres, ajudam a hidratar e recuperar a membrana de água e gordura sobre a pele, estimulam a elasticidade das fibras de colágeno e elastina, melhoram a perfusão para a microcirculação periférica, auxiliam na fotoimunoproteção do tecido cutâneo e são importantes no controle de patologias como melasma, dermatite atópica, rosácea e na melhora da condição estrutural de textura, coloração, tônus e viscoelasticidade”, destaca. “Estes produtos devem ser prescritos pelo especialista para cada caso clínico em questão e podem conter ativos como o colágeno peptídeo, Exsynutriment, Glycoxil, silício orgânico, carnosina, resveratrol, picnogenol, polipodium leucotomus, vitamina C, FC Oral, extrato de gengibre e extrato de green tea.”

Tratamentos em clínica

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A curto prazo, os tratamentos em clínicas dermatológicas com lasers e radiofrequências podem ser indicados para resultados mais rápidos. “Os tratamentos mais indicados são o laser de CO2 fracionado com radiofrequência para face e pescoço, o microagulhamento de ouro com radiofrequência, entre outros que são indicados de acordo com a necessidade da pele do paciente”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é  médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

 

Ingerir frutas e vegetais com vitamina A reduz risco de câncer de pele sugere estudo

Segundo estudo publicado em julho no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

Muito tem se falado sobre o potencial dos alimentos no tratamento de uma série de alterações na pele, incluindo acne, rugas, dermatites, psoríase e rosácea. Mas um novo estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

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E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia.

O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012.

Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele. Alimentos de origem animal contendo abundante vitamina A incluem leite, fígado e peixe oleoso”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinoides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

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Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

 

Saiba como ativar proteínas da longevidade e melhorar a qualidade da pele

Estudos apontam que uso de substâncias capazes de ativar as enzimas ligadas à extensão da vida celular pode ajudar a retardar o envelhecimento da pele e prevenir doenças ligadas à idade.

Você já ouviu falar em sirtuínas? As sirtuínas (SIRTs) são enzimas encontradas em diferentes compartimentos das células que desempenham papéis importantes em diversas funções celulares e biológicas. Estudos apontam, por exemplo, que as SIRTs estão diretamente ligadas à extensão da vida celular e da longevidade.

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“As sirtuínas são um conjunto de enzimas que regulam a atividade dos genes responsáveis por processos metabólicos relacionados à reprodução e defesa das células. Dessa forma, as SIRTs atuam na preservação dos tecidos do corpo, assim atrasando o envelhecimento e prevenindo doenças ligadas à idade, como o Alzheimer”, explica o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma.

Porém, segundo o especialista, o papel destas proteínas no combate ao envelhecimento cutâneo ainda não está totalmente esclarecido, sendo alvo de muitas investigações. Pesquisas demonstram, por exemplo, que as SIRTs participam de eventos desencadeados pela radiação UVA e UVB, o que sugere que as enzimas são participantes chave no fotoenvelhecimento.

“Estudos apontam também que o estresse oxidativo, um dos principais desencadeadores do envelhecimento cutâneo, está correlacionado com uma redução dos níveis de SIRT-1 nos queratinócitos. Sabe-se ainda que este tipo de sirtuína atua na inibição da degradação de colágeno e que a SIRT-3 tem um papel na manutenção cutânea através da diferenciação induzida pelo estresse oxidativo, um processo crucial para a regeneração da pele e importante em doenças cutâneas”, afirma.

Apesar dos estudos nesta área ainda estarem caminhando, a descoberta do papel notório das sirtuínas na promoção da longevidade celular fez com que rapidamente se procurassem substâncias que fossem ativadoras destas enzimas.

“Por exemplo, o resveratrol, substância que pode ser encontrada em vinhos e diversos cosméticos disponíveis no mercado, é comprovadamente um ativador da SIRT-1. Dessa forma, o polifenol é capaz de inibir a expressão das enzimas MMP-1 e MMP-9, responsáveis pela degradação do colágeno”, destaca o pesquisador. “Além disso, ativos como NR Nobel e Resverevine, que podem ser encontrados em dermocosméticos manipulados, também apresentam resultados muito positivos na ativação das sirtuínas”.

Segundo a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso destes ingredientes que estimulam e biomimetizam a ação das sirtuínas, principalmente durante a noite, são fundamentais para que não ocorra o envelhecimento precoce das células e, consequentemente, da pele, pois essas substâncias também ajudam a melhorar e controlar o encurtamento dos telômeros, trechos de DNA encontrados nas extremidades dos cromossomos que estão diretamente relacionados ao processo de envelhecimento.

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“Dessa forma há a melhora da elasticidade, firmeza, hidratação, lubrificação e preservação da pele por muito mais tempo”, finaliza a médica.

Fonte: 
Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. 

Cabelos bonitos nem sempre são saudáveis

Manter a beleza das madeixas em dia é o sonho da maioria das pessoas. Porém, na busca de conquistar cabelos bonitos, mulheres e homens recorrem a procedimentos e químicas que apenas mascaram sua aparência, deixando a saúde dos fios de lado.

“As químicas utilizadas nestes procedimentos, quando feitas de forma exagerada, podem acabar danificando os fios, deixando-os mais quebradiços, opacos e fracos, além de causarem irritação e processos alérgicos quando entram em contato com o couro cabeludo. O resultado é o aparecimento da caspa, o aumento da queda de cabelo e até mesmo o surgimento de feridas na região”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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A escova progressiva, por exemplo, utiliza formol, uma substância que age penetrando nas cutículas dos fios para promover cabelos alisados por um determinado período de tempo. Mas, nesse processo, a substância acaba retirando algumas proteínas capilares importantes para a saúde dos fios.

“A progressiva forma uma película sobre os fios e, se eles não estiverem devidamente hidratados e nutridos antes do procedimento, serão impermeabilizados dessa forma, o que no futuro gerará cabelos desidratados, quebradiços e sem força, com provável queda e ruptura dos fios. Além disso, o formol, a longo prazo, ocasiona o que chamamos de eflúvio telógeno, a queda intensa dos cabelos”, alerta a especialista.

Segundo a médica, além do cuidado com o excesso de procedimentos, é importante também verificar se os componentes químicos são compatíveis entre si, pois usar dois tipos diferentes de química nos cabelos pode ser muito agressivo aos fios, causando danos ainda maiores. Por exemplo, o tioglicolato de amônia e o hidróxido de sódio são constantemente usados para realizar o alisamento do cabelo, portanto, não é aconselhado misturá-lo com luzes, reflexos e certas colorações.

“E não é apenas com os processos químicos que devemos tomar cuidado. Procedimentos físicos como a escova simples, onde o cabeleireiro escova e seca o cabelo ao mesmo tempo para alisá-lo, e a chapinha, a médio e longo prazo, podem danificar as raízes, reduzindo a quantidade de cabelo e prejudicando a qualidade do fio”, afirma.

Mas é possível prevenir que o cabelo fique danificado por meio de alguns cuidados básicos, como manter a hidratação e nutrição dos fios sempre em dia para que estes permaneçam sedosos, macios e brilhantes. Para isso, o ideal é que o cabelo seja profundamente hidratado pelo menos uma vez por semana.

“É importante também que você realize testes de mecha antes de qualquer procedimento. Esse teste consiste na aplicação do produto a ser utilizado em apenas uma pequena parte do cabelo. Em seguida, você deve aguardar 48 horas para analisar se o seu cabelo será comprometido pela química. Caso você note coceira, irritação ou ressecamento no local, é essencial que você suspenda o uso do produto”, recomenda a dermatologista.

Porém, se seus fios já se encontram danificados, o primeiro passo é evitar o uso de novas químicas e procedimentos agressivos até a completa recuperação do cabelo. Até lá, é fundamental que você aposte em produtos que melhoram a saúde dos fios, promovendo hidratação profunda e devolvendo elementos fundamentais que se perderam durante os processos químicos.

“Procure por produtos que contenham ativos como queratina, lipídios, aminoácidos, vitaminas, óleos vegetais e filtros UV. Estas substâncias atuarão no tratamento da fibra capilar, ajudando a manter e intensificar a hidratação, além de promover a reparação dos danos da cutícula, restaurando o brilho e a maciez.”, completa Claudia.

“Ativos como Amisol Trio, Liponutrium Hair, Bioex Capilar e ReparAge são essenciais para restauração e reestruturação dos fios; anti-agings capilares como Hydra.Sil que traz o silício orgânico é importante para manter e proteger a hidratação capilar interna; AMDM é outro ativo muito importante ao promover o aumento da oxigenação celular e da produção de energia nas células, o que melhora o fluxo de nutrientes e ajuda a proteger o cabelo. Além disso, os complexos orais com Exsynutriment, FC Oral, Bio-Arct e Glycoxil colaboram e muito para que haja uma ação fortificante desses fios”, diz a médica.

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Mas caso você esteja muito preocupada com a saúde dos seus cabelos, é importante que você consulte um dermatologista ou tricologista. Assim, o médico poderá avaliar o estado dos fios e do couro cabeludo e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Saiba como cuidar da pele na primavera

Dermatologista Camila Moulin esclarece que características da época refletem no bem-estar da pele e que por isso merece cuidados especiais

Primavera, conhecida como a estação das flores, começou no dia 23 de setembro, e costuma ter temperaturas agradáveis e dias ensolarados. Porém, algumas das características da estação refletem no bem-estar da pele que por isso merece cuidados especiais.

A dermatologista Camila Moulin faz um alerta sobre os cuidados com a pele neste período. Com a primavera os dias ficam mais longos e a quantidade de radiação ultravioleta oscila assim como as temperaturas. Num mesmo dia podemos ver sair o sol forte e sofrermos uma mudança repentina acompanhada de uma chuva forte. Mudanças de estação significam mudanças no cuidado com a pele.

“Apesar de não estarmos ainda no alto verão é recomendado não descuidar do uso regular do filtro solar. Este item é obrigatório! Mesmo que você tenha diminuído suas reaplicações de filtro solar durante o dia, nos dias de inverno, recomendo voltar a reaplicar seu filtro de eleição a cada 4/4 horas, como você já fazia no último verão. Abuse de sombrinhas, roupas com filtro solar, chapéus e óculos escuros para ter uma maior proteção”, explica Camila.

A dermatologista elaborou algumas dicas para manter a pele sempre bem cuidada:

mulher meia idade creme

Hidrate a pele: o clima ainda está seco e é preciso repor a água que perdemos, mesmo que a pele seja oleosa. Lembre-se que óleo e água não são a mesma coisa. Há excelentes hidratantes para uma pele mista ou oleosa, que podem ser prescritos por dermatologista após uma análise minuciosa do seu tipo de pele. Produtos à base de ácido hialurônico são imbatíveis.

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Foto: LiveAbout

Esfoliação: é importante para remover a pele morta. Primavera é período de renovação. Evite esfoliantes muito abrasivos. Nesta época mesmo a esfoliação deve ser suave para garantir o melhor resultado e não danificar a pele. Recomendo duas vezes por semana no período entre o inverno e verão.

Primavera é uma época interessante para uso de hidroxiácidos, menos irritantes que o ácido retinóico. Excelente momento também para iniciar depilação definitiva visando o uso de biquínis no verão – o que também ajuda a controlar casos de foliculite.

O segredo dos cuidados nesta época do ano é que ainda podemos realizar tratamentos de cor, textura e renovação celular, que muitas vezes não recomendamos no verão. É uma época ótima para tratamentos como peelings, lasers fracionados e microagulhamento. A pele, quando renovada na primavera, chega ainda mais brilhante no verão.

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Tratamentos cosméticos que ajudam a retardar os sinais do envelhecimento são recomendáveis na primavera: ajudam a minimizar os danos que o tempo seco do inverno provocou. Toxina botulínica e preenchimento costumam ter uma excelente resposta nessa época. Outro tratamento interessante é o Ultraformer 3, que pode realizar uma espécie de “lifting sem cortes” nos mais velhos ou até mesmo uma espécie de “banco de colágeno” em pacientes mais jovens interessados em envelhecer com uma pele saudável.

É importante certificar-se de que os produtos utilizados em casa são mesmo os recomendados para a estação. Não deixe de se consultar com um médico especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia para saber se você está no caminho certo.

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Fonte: Camila Moulin é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). No exterior, fez Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Cosmética no Mount Sinai Medical Hospital, em Nova York, e no Ackerman Academy of Dermatopathology, na mesma cidade. É graduada em Medicina e pós-graduada em Dermatologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e formada em Cirurgia Dermatológica pelo Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.

Dez mitos e verdades sobre queda de cabelo

A queda capilar é hoje a sexta maior queixa de pacientes em consultórios de dermatologia. Mesmo assim, o assunto ainda é cercado de mitos relacionados às suas principais causas e tratamentos. O dermatologista Rafael Tomaz, gerente médico da Lupin, farmacêutica global que lançou no Brasil a Recrexina – dermocosmético inovador que trata o afinamento e a queda capilar – esclarece dez principais mitos e verdades relacionados ao problema, que tanto preocupa homens  quanto mulheres.

– O uso de apliques e mega hairs pode favorecer a queda capilar

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Verdade: os apliques e mega hairs, quando inseridos na raiz, pesam no fio e têm um efeito gravitacional, puxando os cabelos para baixo. Isso prejudica a saúde dos fios, que vão se destacando da raiz, podendo levar a uma queda de cabelo irreversível. No caso de pacientes que já têm uma diminuição da densidade capilar, o recomendado é deixar os fios soltos sempre que possível.

– Com o tratamento adequado é possível perceber os resultados

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Verdade: hoje existem produtos e tecnologias que permitem resultados satisfatórios em grande parte dos pacientes. Com indicação médica, o uso de medicamentos, como a Finasterida e o Minoxidil, pode trazer benefícios no recrescimento capilar. Entretanto, alguns efeitos colaterais podem ser observados: em alguns pacientes a Finasterida pode promover uma diminuição da libido e disfunção erétil. O Minoxidil, por outro lado, pode induzir o crescimento indesejado de pelos faciais em mulheres. Recentemente foi lançado o dermocosmético chamado Recrexina, que auxilia no aumento da densidade capilar, com resultados iniciais já observados após 2 meses de uso, tornando-se mais expressivos após quatro meses. Recrexina é uma formulação tópica inovadora e patenteada que possui resultados clínicos comprovados por meio de estudos científicos. Ela tem em sua composição moléculas capazes de estimular e ativar as células-tronco do couro cabeludo, promovendo o recrescimento e o fortalecimento do cabelo, além de potencializar a formação de queratina.

– A calvície é provocada exclusivamente pela idade e por fatores genéticos

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MedicalNewsToday

Mito: a herança genética e o envelhecimento são alguns dos fatores mais comuns que levam à queda capilar e até mesmo à calvície. No entanto, o problema tem diversas causas, podendo ser provocado por fatores como estresse, distúrbios hormonais, anemia, entre outros. É importante a avaliação do dermatologista para o correto diagnóstico da causa da calvície.

– O uso de anabolizantes e esteroides pode provocar queda de cabelo, favorecendo a calvície

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Verdade: o excesso de testosterona é um dos principais vilões da queda de cabelo. Por isso, o uso do hormônio sexual masculino como anabolizante pode favorecer a perda dos fios. Muitos jovens procuram o consultório do dermatologista queixando-se de uma queda muito acentuada e, quando você investiga a história desse paciente, é comum que esse problema esteja associado ao uso de “bombas” de academia.

– A calvície pode ser totalmente revertida

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Mito: não há cura para a calvície, no entanto existem tratamentos que ajudam a aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo. É importante ressaltar que pacientes com queda capilar nos estágios inicial ou moderado responderão melhor ao tratamento. Por isso, recomenda-se tratar o quanto antes para se ter uma resposta mais expressiva.

– O uso de determinados medicamentos pode levar à queda

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Verdade: há diversos medicamentos que têm como possível efeito colateral queda de cabelo transitória. Por outro lado, a dosagem errada do medicamento também pode ser prejudicial. Por isso, é importante que o paciente não faça uso de qualquer medicação sem orientação médica.

– O uso diário do secador pode ser prejudicial

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Mito: secador não é vilão, mas é importante utilizar uma temperatura amena e manter determinada distância para não danificar o couro cabeludo. Já o uso da chapinha deve ser desencorajado como hábito, pois a temperatura elevada e o contato direto da prancha com a haste do fio podem provocar uma quebra.

– O uso de chapéus, bonés e tocas pode prejudicar os fios de cabelo

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Verdade: chapéus e bonés abafam o couro cabeludo, podendo causar a chamada dermatite seborreica e o excesso de oleosidade na raiz, que por sua vez favorecem a queda do cabelo.

– Os cabelos caem mais em determinadas estações do ano, geralmente no outono

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Verdade: há indícios de que os cabelos caem mais em algumas estações do ano, como no outono. Porém, os fatores associados a esta observação são pouco compreendidos. Em países como o Brasil, que não possui estações do ano tão marcadas, este efeito pode ser pouco expressivo.

Fonte: Lupin

 

Dermatologista ensina a cuidar dos cabelos crespos e como ter cachos saudáveis

Os cabelos crespos, caracterizados por cachos bem pequenos ou que, muitas vezes, nem chegam a ser cacheados, são naturalmente mais secos e precisam de muita hidratação para revelar toda a sua beleza.

Quando penteados, os cachos pequenos em formato de S perdem a definição e ganham volume, já que os fios tendem a ser mais finos e ressecados. Esse tipo de cabelo é naturalmente armado e seco, e é nele que fica mais fácil fazer o poderoso penteado black power. Mais do que um penteado, o black power é símbolo de identidade.

“Assim como acontece com os cabelos cacheados, é preciso escolher o corte em cabelos crespos respeitando as linhas do rosto, o caimento e a textura dos fios. Os cabeleireiros especializados nessas texturas recomendam, inclusive, o corte a seco, que permite verificar o volume natural e o resultado já no início do processo. Para secar (no salão ou em casa), o indicado é usar o difusor, que ajuda a modelar os cachos”, afirma Luciana Maluf, dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Dicas de como cuidar dos cabelos crespos:

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=Para cachos mais definidos, recorra a um ativador de cachos. Tenha sempre o produto por perto e borrife ao longo do dia ou sempre que achar necessário;
=O ressecamento natural desse tipo de cabelo pode ser combatido com hidratações semanais. Entre as opções: as máscaras de aminoácidos do trigo, de manteiga de Karité, ou ainda com óleo de buriti ou azeite de oliva. Converse com o seu cabeleireiro para definir a melhor opção para você;

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=Para diminuir o volume, espalhe algumas gotinhas de óleo de silicone no cabelo molhado; em seguida, retire o excesso de umidade amassando os fios com uma toalha e use o difusor;
=Deixar secar ao natural também está valendo. Aliás, os fios agradecem essa ausência do secador. Nesse caso, só espalhe o leave-in “disciplinador” de cachos no cabelo úmido;
=No salão, a dica é procurar pela hidratação com queratina vaporizada ou máscara de chocolate. Os crespos ficam suaves;

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=Preserve a oleosidade natural: antes da lavagem, passe um pouco de óleo de silicone a partir de dois dedos da raiz. Depois, use normalmente sua dupla de xampu e condicionador preferida;
=Quando não for lavar o cabelo, com uma touca plástica proteja os fios da umidade no banho, evitando assim o frizz;

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=Passe  um pente de madeira e desembarace os fios ainda úmidos;
=Se o seu cabelo crespo é bem fechado, experimente as esponjas capilares. Elas têm buraquinhos na superfície para formar os cachos. Para fazer um penteado afro, use o garfo capilar.

E a química?

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Em geral, os produtos químicos – seja para alisamentos, relaxamentos ou colorações – têm a função de abrir a cutícula (camada externa) do fio, a fim de conseguir penetrar no córtex (“coração” do cabelo), e assim promover a modificação desejada.

Esse é um processo que exige cuidado e experiência por parte do profissional de beleza. As químicas podem causar um desgaste da haste capilar, já que são retirados todos os nutrientes do fio – como água, óleo e a queratina.

“Todos os tipos de fios sofrem com a ação desses produtos. Mas, por serem mais sensíveis, os crespos sentem ainda mais esses efeitos colaterais. Quanto mais fina fica a haste, maior é a propensão à quebra. Sendo assim, submeter os cabelos crespos ou com estruturas mais fechadas de cachos a esses procedimentos requer cuidados redobrados”, alerta a dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Portanto, fique atento aos cuidados:

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Shutterstock

-Antes da mudança: investigue se há a necessidade de promover uma reconstrução antes de aplicar o produto escolhido. Se os seus fios estiverem muito danificados, vale repensar e adiar a aplicação da química até conseguir recuperá-los. Uma nova corou textura não garante vida nova aos cabelos. São os cuidados diários que fortalecem a saúde dos fios;
-De preferência, uma por vez: juntar dois procedimentos químicos no cabelo de uma vez não é uma prática recomendável, sobretudo para os cabelos crespos. Por isso, os profissionais costumam recomendar fazer um intervalo entre as aplicações, que varia conforme a intensidade, a potência do produto e a técnica em questão;

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Pixabay

-Cuide bem depois: cabelos com química são sinônimos de cuidados intensificados; -Como a haste fica mais frágil, as lavagens devem primar pela suavidade (lavando o couro cabeludo com a ponta dos dedos e fazendo massagem de baixo para cima) e os produtos precisam ser adequados, ou seja, os xampus e os condicionadores devem ser especialmente formulados para cabelos com química;

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Foto: All4Women

-Hidratação sempre: ela é o segredo para a beleza e a saúde de todos os tipos de cabelos. O primeiro passo é escolher um bom creme de tratamento. O mais indicado é pedir ajuda ao seu cabeleireiro, no entanto segue uma dica: use hidratantes que tenham agentes reconstrutores, consistência firme e que promovam umahidratação profunda;
-Vá de máscara: para escolher uma máscara adequada, é preciso verificar a consistência. As mais firmes têm melhor poder de hidratação. Dê preferência às máscaras que contêm de dois a três agentes hidratantes ou reconstrutores. A lista desse tipo de substância é grande: queratina, aminoácidos, germe de trigo, argan, macadâmia e óleo de coco. Conte com a orientação de um profissional para decidir.

Fonte: Condor

Cinco hábitos que tornam sua pele ressecada, sensível e avermelhada

Dermatologista listou cinco cuidados que devemos tomar ao realizarmos certos hábitos rotineiros para evitar que nossa pele fique sensível e, consequentemente, mais suscetível ao dano de agressores externos que podem causar desde irritação e ressecamento até doenças de pele e envelhecimento precoce.

Em todo o mundo, as reclamações relacionadas à sensibilidade da pele em consultórios dermatológicos estão aumentando. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a plataforma de e-commerce do Reino Unido, Look Fantastic, registrou um aumento de 71% nas pesquisas por produtos de pele sensível desde o ano passado e as pesquisas do Google sobre o assunto mais do que dobraram nos últimos cinco anos em todo o planeta.

Aqui no Brasil também houve aumento nas buscas por esse tema. Mas, afinal, o que causa a pele sensível? “São muitas as causas da pele sensível. Pode ser uma característica de uma série de diferentes condições da pele, incluindo acne, rosácea e eczema, ou pode estar associada à pele ‘normal’, mas que é exposta a fatores ambientais como radiação e poluição, além de desencadeantes comuns, como certos ingredientes para o cuidado da pele”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Além disso, alguns hábitos de nosso dia a dia também aumentam a sensibilidade de nossa pele. Porém, boa parte dos danos causados por esses hábitos rotineiros podem ser evitados através das dicas que o especialista deu abaixo. Confira:

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Não abuse do ar-condicionado e de aquecedores de ar – para grande parte das pessoas, o uso do ar-condicionado é imprescindível durante os meses mais quentes; enquanto o aquecedor é usado durante todo o período frio. Mas, de acordo com o dermatologista, é importante tomar cuidado para não abusar, pois eles reduzem a umidade do ar, tornando a pele mais sensível e ressecada. “Caso não dê para fugir do ar-condicionado ou aquecedor, é fundamental o uso de um bom hidratante, que deve ser escolhido de acordo com o seu tipo de pele e contar com ativos que promovam alta hidratação do tecido, como Hyaxel, Sculptessence, ácido lático e ureia”, destaca.

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Cuidado ao tomar banho com água quente – uma das principais causas da pele ressecada e, consequentemente, sensível e irritada, é o hábito de tomar banhos prolongados com água muito quente. Isso porque a água quente facilita a remoção da camada de gordura que protege a derme e é responsável por manter a água no tecido, tornando-a hidratada. “O ideal, então, é passar a tomar banhos mais curtos e com a temperatura da água mais próxima à da nossa pele, ou seja, entre 35 e 36 graus. Caso seja difícil, principalmente nos meses mais frios, a dica é começar com a água um pouco mais quente e ir diminuindo gradativamente até a pele acostumar”, recomenda o médico.

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Enxugue-se corretamente – segundo Volpe, é importante ser cauteloso para enxugar o rosto após o banho, pois esfregar a toalha na pele acaba tornando a região mais sensível. Prefira, então, toalhas mais macias e evite esfregar tanto. “Além disso, utilize uma toalha diferente para o rosto e para o corpo. Isso porque podem sobrar na toalha alguns resquícios de produtos que você coloca em seu corpo, como hidratantes, óleos de banho, fragrâncias e produtos capilares, que não vão bem em seu rosto, podendo, assim, obstruir os poros e causar irritações ou erupções cutâneas, ainda mais se sua pele já estiver sensibilizada”, ressalta.

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Atenção após procedimentos estéticos – “Após alguns procedimentos estéticos, como peelings, microagulhamento e depilação a laser, é completamente normal que sua pele fique um pouco mais sensível. Mas é possível evitar que o problema se agrave por meio da aplicação de produtos que ajudem a proteger e estabilizar a barreira cutânea, principalmente fotoprotetores, hidratantes e águas termais.”

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Não se exponha ao sol sem proteção – o sol é um dos principais agressores da pele, causando uma série de danos em longo prazo, incluindo câncer de pele e envelhecimento precoce. “Porém, a radiação solar também causa danos em curto prazo, levando a uma reação inflamatória na pele que a sensibiliza e faz com que perca substâncias que auxiliam na hidratação do tecido cutâneo. Como resultado, a pele torna-se avermelhada, irritada e ressecada”, alerta o especialista. Mas a boa notícia é que o uso diário de fotoprotetor previne os danos da exposição solar, tanto em curto quanto em longo prazo.

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Porém, caso você esteja sofrendo com pele sensível e avermelhada, o ideal é que você consulte um dermatologista. “‘Pele sensível’, na verdade, não é um termo definido, pois pode ter diferentes causas subjacentes que precisam de abordagens terapêuticas muito diferentes. E identificar a fonte da sensibilidade da pele é crucial para tratá-la. Dessa forma, a consulta com um profissional especializado é de extrema importância, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, inclusive com a prescrição de cápsulas que atuam na hidratação e ação anti-inflamatória de dentro para fora, como FC Oral (fosfolipídeos de caviar)”, finaliza Volpe.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Saiba qual é o seu tipo de olheira e quais tratamentos podem ser adotados

Sabe aquelas manchas escuras, que aparecem embaixo dos olhos e tanto incomodam homens e mulheres quando o assunto é beleza facial? Agora não é mais preciso conviver com elas. As temidas e indesejadas olheiras podem ser tratadas e amenizadas por meio de uma série de técnicas, que vão desde a aplicação de cosméticos a um procedimento estético minimamente invasivo realizado em consultório.

A dermatologista e speaker da Sinclair Pharma, Jaciara Hunnicutt , alerta, no entanto, que antes de adotar qualquer tipo de tratamento, é importante conhecer a origem do problema. Segundo a especialista, existem quatro tipos de olheiras, que podem se manifestar pelos mais diversos motivos, como genética, exposição excessiva ao sol, noites mal dormidas, entre outros.

Confira agora os tipos de olheiras existentes e os tratamentos recomendados:

1. Olheiras vasculares:

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As olheiras vasculares são aquelas que apresentam coloração arroxeada, azulada ou até algo avermelhada. Também podem deixar a região abaixo dos olhos mais inchada em algumas circunstâncias. As principais causas são distúrbio do sistema circulatório, aumento dos vasos sanguíneos e pele muito fina na região. Retenção de líquidos, estresse, noites mal dormidas ou cansaço pioram a situação. O tratamento pode ser realizado com laser, drenagem linfática, dermocosméticos com cafeína, entre outros. “Laser e Luz pulsada são excelentes opções de tratamento”, explica Jaciara.

2. Olheiras pigmentares:

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As olheiras pigmentares possuem coloração amarronzada ou marrom-acinzentada, podendo ter a tonalidade parecida com outras manchas da face, como o melasma, por exemplo. São causadas pelo acúmulo de pigmentos na pele fina dos olhos. Geralmente, são mais comuns em pessoas que possuem a pele morenas a negra ou que tenham rinite. Segundo a dermatologista, o tratamento ideal depende do tipo de pigmento, que pode ser melanina ou hemossiderina, mas de forma geral, dermocosméticos despigmentantes, peelings e procedimentos a laser fazem parte do tratamento. Já a exposição solar pode piorar o aspecto das manchas ao longo do tempo.

3. Olheiras estruturais ou profundas:

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De coloração castanha ou marrom-acinzentada, as olheiras profundas costumam dar um ar de constante cansaço em quem as possui e, curiosamente, de todas as olheiras essas são as menos influenciadas pelos hábitos de vida do paciente. Na verdade, essas olheiras, que são como sombras na face, estão intimamente ligadas à estrutura do rosto; acontecem devido a maior profundidade do sulco nasojugal (goteira lacrimal) e, às vezes, do sulco palpebromalar. A boa notícia é que podem ser facilmente tratadas com preenchimento.

De acordo com a médica, os preenchimentos têm se mostrado bastante efetivos para estes casos. “Eu indico a linha Perfectha, uma geração de preenchedores de ácido hialurônico da Sinclair Pharma, empresa internacional de dermatologia. Entre as quatro apresentações do produto, voltadas para o tratamento de diferentes áreas do rosto e das mãos, a Perfectha Finelines, desenvolvida exclusivamente para a região dos olhos (pés de galinha e olheiras), apresenta um resultado realmente espetacular”, enfatiza.

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Jaciara ainda ressalta que, aplicado por um profissional capacitado e na medida certa, o preenchedor possui poucas contraindicações. “O produto traz em sua fórmula o acido hialurônico, um componente natural do nosso organismo, que promove sustentação, brilho e hidratação da pele. O Perfectha devolve ao paciente uma expressão realmente mais jovem e saudável”, finaliza.

4. Olheiras mistas

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Acontecem quando dois ou mais tipos se associam. Nesse caso, as olheiras apresentam características combinadas e, normalmente, exigem também tratamentos combinados.

Fonte: Sinclair