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Fundador da Água Doce, explica como avaliar uma boa cachaça de alambique

Há diferentes versões sobre a história da cachaça, bebida brasileira que faz sucesso nacional e internacionalmente. De acordo com a versão apresentada pelo historiador Luís da Câmara Cascudo, no livro Prelúdio da Cachaça, a primeira cachaça foi destilada por volta de 1532 em São Vicente, no litoral de São Paulo, local onde surgiram os primeiros engenhos de açúcar no Brasil.

O destilado ganhou a preferência dos brasileiros e, por isso, hoje, 13 de setembro, é celebrado o Dia da Cachaça. O que muitos desconhecem é que este tipo de produto deve ser apreciado como uma bebida especial, principalmente as que contam com uma produção artesanal. As diferentes versões podem ser harmonizadas com pratos, da mesma forma que fazemos com vinhos. Para desvendar este universo, Delfino Golfeto, fundador e presidente da Água Doce Sabores do Brasil, mostra curiosidades sobre a produção e degustação da cachaça.

Os 80 restaurantes da marca, localizados em diferentes regiões do Brasil, contam com uma diversificada carta de cachaças, sendo todas elas degustadas e aprovadas pelo próprio Delfino. Dessa forma, figuram apenas os rótulos de alta qualidade, que passam por uma nova avaliação a cada dois anos. Para se tornar um conhecedor da bebida, o primeiro passo é entender que pinga e cachaça são bem diferentes.

“Tecnicamente falando, a pinga é um produto sintético, cheio de químicas e vendido comercialmente, em larga escala. No caso da cachaça, é produzida a partir da fermentação da cana de açúcar, descansadas em tonéis de madeira, de forma natural. Essa bebida, de alambique, é artesanal, sem qualquer adição química e seu sabor é completamente diferente. É esse o nobre produto nacional, que deve ser apreciado e valorizado”, revela o embaixador no Brasil.

Para avaliar a bebida, quando se toma uma dose é preciso observar alguns fatores, como a acidez, o sabor alcoólico inicial e residual. A doçura também deve ser observada, pois se for positiva será resultante dos compostos doces do próprio produto e do método de armazenamento, ou seja, quando recebe açúcares da madeira em que a cachaça é armazenada. Se for negativa é quando há a adição de sacarose e, muitas vezes, o açúcar disfarça sabores ruins.

“Uma boa cachaça é límpida, transparente e sem resíduos. Nós, especialistas, avaliamos a aparência e o aroma da bebida e não apenas o sabor. Ao cheirá-la, o aroma deve ser agradável e despertar a vontade de saboreá-la. Uma cachaça de boa qualidade, por exemplo, deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o copo ou cálice para apreciar o produto deve ser liso, transparente e de boca larga. Assim, a bebida queima agradavelmente na boca, descendo de forma suave”, explica em detalhes Golfeto.

A busca pela qualidade começa no preparo do solo para o plantio da cana de açúcar. O processo requer a escolha correta do terreno, um bom preparo do solo e a seleção criteriosa da variedade da cana. Em seguida, o plantio e a colheita precisam ser realizados na época correta. A moagem, extração da sacarose, fermentação e destilação são processos igualmente importantes. Outra questão que pesa muito é o tipo de madeira utilizada na fabricação, pois isso traz uma modificação química e sensorial na cachaça, além de contribuir com aromas, cores e sabores.

O processo de envelhecimento é feito de acordo com cada tipo de madeira utilizada, sendo que as mais comuns são Carvalho, Amburana e Balsamo. Isso influencia diretamente no resultado, pois cada madeira cria sabores diferenciados e aromas frutados. Para ter qualidade, a cachaça precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos em uma boa madeira. Se ficar acima de oito anos, torna-se um produto nobre e ganha status.

“Quando nós, degustadores, colocamos o líquido em contato com a língua por alguns segundos, já conseguimos distinguir e definir o paladar, entre as opções adocicada, ácida, amarga ou salgada. A gente demora de 15 a 20 minutos para degustar uma cachaça. Já um coquetel e uma batida demoram mais, cerca de 20 a 30 minutos. Alguns especialistas costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam, mais conhecidas como rosário. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida. No processo de degustação de rótulos com gradação alcoólica diferente, é essencial tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro, pois isso auxilia na limpeza do paladar”, ressalta o fundador e presidente da Água Doce.

Saiba harmonizar


Pratos com acento tropeiro, como linguiças, torresmos, carnes suínas e tutu de feijão, se encaixam bem com uma boa cachaça. Segundo Golfeto, há dois tipos básicos de harmonização: por semelhança, com uma cachaça suave com pratos mais suaves ou cachaças adocicadas com pratos agridoces; ou contraposição, apostando no contraste, ou seja, uma cachaça mais ácida com pratos adocicados. Para que a bebida possa valorizar a comida é preciso levar alguns fatores em consideração, como o teor alcoólico, o índice de acidez, os sabores, o aroma e o tipo de envelhecimento.

No caso das cachaças neutras, que apresentam aspecto cristalino e não passam pelo processo de envelhecimento, os pratos mais indicados são: tilápia ao molho de camarão, bolinho de bacalhau, camarão crocante, saladas, queijo provolone e tilápia crocante. Já no caso das cachaças que passam pelo processo de envelhecimento em tonéis madeiras, é preciso levar em consideração o tipo de madeira utilizado para escolher o prato para harmonização. As cachaças envelhecidas no Balsamo, por exemplo, combinam com filé mignon com gorgonzola, picadinho de carne, isca de tilápia e picanha na chapa. A Amburana pode ser perfeita quando a opção é um bolinho de carne de sol, bolinho de mandioca recheado, chapa mista com picanha, linguiça e filé de frango e, por incrível que pareça, até mesmo com sobremesas. O Carvalho, por sua vez, pode ser harmonizado com pratos como escondidinho, costelinha suína, torresmo e carne de sol.

Museu da Cachaça

Outra curiosidade é que Delfino fundou em maio de 2004 o Museu da Cachaça, localizado em Tupã, no interior de São Paulo, onde fica a sede da Água Doce Sabores do Brasil. O local tem mais de 3 mil rótulos, além de contar a história da bebida e o processo de fabricação. A Água Doce foi pioneira na valorização da cachaça ainda nos anos 1990, investindo tanto na variedade de opções da bebida, como no uso em caipirinhas e outros drinques.

Como em tempos de pandemia fica mais difícil visitar determinados locais, a marca preparou um tour virtual para que os apaixonados pela bebida possam conhecer um pouco mais sobre o local, por meio de uma navegação guiada em 360º com vídeos, fotos e explicações sobre o acervo e sobre a história da cachaça.

Fonte: Água Doce

Receita do Drink Gabriela, do Transamerica Resort Comandatuba

O Dia da Cachaça é só na segunda-feira (13), mas para aqueles que querem antecipar a comemoração ao longo do fim de semana, o Transamerica Resort Comandatuba, no Sul da Bahia, disponibilizou a receita de um dos drinques mais pedidos pelos hóspedes no resort. Veja como fazer:

Drink Gabriela

Ingredientes:
70 ml de cachaça ouro
3 gomos de limão
3 gomos de laranja
1 colher de açúcar
8 cravos
1 canela em pau

Modo de preparo:
No copo on the rocks colocar os gomos, açúcar e macerar, depois coloca a cachaça, os cravos, mexer bem colocar o gelo e a canela em pau.

Fonte: Transamerica Resort Comandatuba

Drinques para comemorar o Dia da Cachaça e dicas de onde comprar a bebida

De tão famosa, a bebida típica brasileira ganhou uma data todinha para ela: em 13 de setembro é comemorado o Dia da Cachaça. O destilado, famoso por ser base da caipirinha e de muitos outros drinques, conquistou este dia em 2010, e aparece em variadas e criativas opções em estabelecimentos de São Paulo. Confira:

leblon

Recentemente, o restaurante Jangada renovou sua carta de drinques que aposta em novos sabores e apresentações únicas. Foi desenvolvida à quatro mãos pelos mixologistas José Carlos e Alex Mesquita, considerado o melhor do país. Para os apreciadores da bebida, a sugestão é optar pelo drinque apelidado de “Leblon”, preparado com cachaça Leblon, limão, hortelã, xarope de gengibre e gelo aromatizado de violeta (R$ 26).

Kombuchaça sem ferrão

Seguindo sua linha natural, explorando também os drinques com PANC (Plantas alimentícias não convencionais), o restaurante Le Manjue comemora o dia servindo seu drinque chamado “Kombuchaça sem ferrão”, que leva cachaça Yaguara orgânica, mel de abelhas Jataí, pólen negro e limão taiti. O toque especial fica por conta da kombucha de mirtilo, receita exclusiva do restaurante (R$ 38). O coquetel é leve e refrescante, adoçado com mel de abelhas nativas sem ferrão.

imaky

O drinque Dente de Leão (R$ 33) do Imakay, é na verdade um coquetel com notas de caramelo e café. Criado pelo chef de bar Márcio Felipe, finalista no World Class 2015 e 2016, o nome do drinque vem em homenagem à flor da cana de açúcar (ingrediente principal da cachaça) com penugem semelhante a flor de dente de leão e ao mesmo tempo remetendo a algo forte, com personalidade.

lolla

A carta de drinques do Lolla, criada pelo premiado mixologista Marco de la Roche, conta com autorais, clássicos e releituras, como por exemplo o Curatone Negroni, feito com gin, cachaça, campari, punt&mes, noilly prat, luxardo e cassis (R$ 32). Outra bebida feita com base do destilado é a tradicional caipirinha, preparada com cachaça Serra das Almas, açúcar e limão (R$ 29).

kitchin jk

Em suas unidades, JK Iguatemi e Itaim, o oriental Kitchin é uma ótima opção para os fãs de ambientes aconchegantes, mas sem perder o charme trazido pelo bar extenso e iluminado. Para comemorar o dia da cachaça, o barman prepara um coquetel que proporciona sabores únicos. O Gaijin é composto de cachaça, xarope de gengibre, sumo de limão com um toque especial de cravo e canela (R$ 24).

santo grao

Happy Hour na sexta-feira? A rede de cafés Santo Grão é uma ótima opção para brindar com os amigos! Ambiente descontraído e descolado, a casa oferece uma caipirinha especial, feita com cachaça Santo Graal, limão, gengibre e hortelã (R$ 29).

Nice To Meat U

O charmoso bar anexo do Nice To Meat U (NTMU), que tem o churrasco como protagonista da casa, foi parcialmente reformado onde antes funcionava o tradicional açougue São João e agora oferece drinques autorais e clássicos, como a caipirinha de cachaça Leblon, servida nas versões com limão, lima da persa, limão siciliano, tangerina, morango e maracujá (R$ 33).

isola
Foto: Tadeu Brunelli

Os drinques com cachaça estão cada vez mais em alta no paladar paulistano e os profissionais precisam usar da criatividade e versatilidade para conquistar este público. Atentos a isso, os mixologistas do Isola Itaim e Isola JK, Jailson Viana e Alexandre Clement, criaram diferentes drinques à base de cachaça. No Isola Itaim, vale a pena conhecer o Stellato, feito com cachaça, amaro lucano, campari, maple syrup, limão e soda de gengibre (R$ 26); e o Brasiliano, feito com cachaça, limão, caju e clara de ovo (R$ 24). Já na unidade do JK, uma boa pedida é o Atomica, feito com cachaça, aperol, morango, maracujá, e xarope simples (R$ 26); além do Acqua Santa, com cachaça, licor frangelico, purê de mirtilo e xarope simples (R$ 26).

Ummi Finest Sushi tadeu brunelli
Tadeu Brunello

No recém-inaugurado Ummi Finest Sushi, a carta de drinques com cachaça vem chamando atenção, principalmente por seus autorais. Um exemplo é o Sansei, feito com cachaça, purê de pêssego, pepper sugar e suco de limão (R$ 38). Outros drinques mais clássicos, como a caipirinha Leblon, feita com cachaça especial e limão (R$ 34); e a caipirinha Quadrado, que, além da cachaça, leva frutas como morango, abacaxi e maracujá (R$ 34).

Para levar

nega fulo

Na adega do St Marche entre os rótulos que se destacam é a tradicional Nega Fulô 700ml (R$ 150), com aroma de baunilha, chama atenção pela sua embalagem trabalhada em formato de baiana. Os clientes podem encontrar a iguaria nas 19 unidades da rede de supermercados, em São Paulo e na Grande Capital.

emporio santa maria

O tradicional mercado paulistano Empório Santa Maria oferece mais de 2 mil rótulos de destilados na sua adega, entre as opções de rótulos especiais são das cachaças MG Gouveia Brasil Premium Ouro 700ml (R$ 219), a MG Havana 600ml (R$ 599) e a Sagatiba Preciosa 700ml (R$ 659).

 

Conheça receitas especiais com Ypióca para celebrar o Dia Nacional da Cachaça

Drinques da linha Premium apresentam a evolução do destilado nacional e proporcionam novas experiências de sabores e rituais

Para celebrar o Dia Nacional da Cachaça, comemorado hoje, 13 de setembro, a Ypióca, destilaria brasileira com mais de 170 anos de história, compartilha com os fãs da tradicional bebida nordestina receitas de drinques especiais com sua linha Premium. O objetivo é apresentar a evolução do destilado nacional, com líquidos cada vez mais elaborados e sofisticados, além de proporcionar aos clientes novas experiências de sabores e rituais no universo da cachaça.

As receitas são assinadas por Nicola Pietroluongo, embaixador da linha Reserve da Diageo, que buscou referências dentro e fora do Brasil para elaborar os coquetéis. “Minha maior inspiração foi envolver a cachaça nessa onda crescente da alta coquetelaria e torná-la foco principal dos drinques. É preciso explorar mais vertentes desse líquido tão especial e que tem tanto da cultura brasileira” comenta.

Na composição das bebidas são utilizados os três rótulos da linha Premium da destilaria: Ypióca 150, edição comemorativa aos 150 anos da marca, combina sabores nobres de cachaças envelhecidas em barris de bálsamo e carvalho, Ypióca 160, também uma edição de aniversário, tem na composição um blend único e exclusivo com malte, e apresenta um sabor surpreendente e aveludado, e a Ypióca Cinco Chaves, que celebra o conhecimento das cinco gerações de Ypióca com um blend de cachaças raras e envelhecidas em barris de carvalho e castanheira.

Conheça abaixo as cinco receitas e saiba como prepará-las (graduação alcoólica: 15,8g):

Caipirinha 150 (cítrico com um toque de mel)

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Ingredientes:
60 ml cachaça Ypióca 150
25 ml suco de limão siciliano
20 ml xarope de mel

Guarnição:
Casca de limão siciliano

Modo de preparo:
Em uma coqueteleira acrescente gelo, Ypióca 150, suco de limão e mel. Bata vigorosamente. Coe e adicione a mistura em um copo baixo com gelo. Decore o drinque com a casca de limão siciliano

Lady Eugênia (seco e floral)

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Ingredientes:
50 ml Ypióca Cinco Chaves
30 ml St. Germain
4 lances de Angostura Bitters de Laranja

Guarnição:
Casca de limão siciliano

Modo de preparo:
Em uma coqueteleira acrescente Ypióca Cinco Chaves, St. Germain e gelo. Bata vigorosamente. Sirva no copo de Cosmopolitan. Decore com uma casca de limão siciliano.

Maranguape (cítrico)

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Ingredientes:
60 ml Ypióca Cinco Chaves
30 ml Vermute Tinto
15 ml Xarope de Açúcar
2 lances de Angostura Bitters de Laranja

Guarnição:
Lasca de laranja

Modo de preparo:
Encha o copo de gelo. Acrescente 60 ml de Ypióca Cinco Chaves. Acrescente o Vermute Tinto e o Xarope de Açúcar. Finalize com 2 lances de Angostura Bitters de Laranja. Mexa tudo. Finalize com uma longa fatia de laranja.

Rabo de Galo 160 (amargo e complexo)

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Ingredientes:
50 ml Cachaça Ypióca 160
15 ml Vermute Tinto
20 ml Cynar

Guarnição:
Twist casca de limão tahiti

Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes em um copo baixo cheio de gelo. Mexa por 15 segundos
Decore com o twist da casca de limão.

Tonic 5 (refrescante)

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Ingredientes:
50 ml Cachaça Ypióca Cinco Chaves
150 ml Tônica
20 ml Cynar
Ramo de cana de açúcar

Guarnição:
Rodela de limão siciliano

Modo de preparo:
Encha um copo longo de gelo. Acrescente 50 ml de Ypióca Cinco Chaves.Complete com a Tônica. Mexa tudo. Finalize com a rodela de limão siciliano e o ramo de cana.

Aprecie com moderação.
Se beber não dirija
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Fonte: Diageo

Dia da Cachaça: confira bares com drinques com o destilado que é paixão nacional

Sexta-feira é dia de tomar um bom drinque. Seja para relaxar ou para reunir os amigos, o dia é propício para de deliciar com uma bebidinha bem feita. E, se for comemorar uma data importante, melhor ainda.

Hoje, 13 de setembro, é o Dia da Cachaça. Esse destilado que tem a cara do Brasil, além de ser paixão nacional, ganha também apreciadores mundo afora. Seu drinque mais conhecido é a caipirinha, mas a criatividade fez surgirem combinações inusitadas. Como o drinque Rabo de Galo, do Nido, feito de cachaça e vermute tinto (R$26).

Confira bares e restaurantes no Rio com opções com a velha e boa cachaça para celebrar o dia dela.

Spotlab, Ilha da Gigoia

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A Spotlab, casa mais cool da Ilha da Gigoia, oferece a tradicional caipirinha com Cachaça Leblon (R$20).
Spotlab: Ilha da Gigóia – acesso às barcas pelo metrô Jardim Oceânico – Barra da Tijuca Horário de funcionamento: Sexta das 18h às 00h, sábado, das 16h às 00h, domingo, das 16h às 23h

Nido Ristorante, Leblon

Oferece duas opções de bebidas com a famosa aguardente feita de cana-de-açúcar produzida no Brasil. A caipirinha clássica, feita com limão, gelo e açúcar (R$ 26), e também o drinque rabo de galo, feito de cachaça e vermute tinto (R$ 26).
Nido Ristorante: Rua San Martin, 1011 – Leblon Horário de funcionamento: Segunda-feira a partir das 19h, e de quarta-feira a domingo de 12h até 00h.

Em caipirinhas ou para quem prefere a bebida pura, Pátio SP oferece várias opções

Aquela” data que o brasileiro comemora com gosto: Dia da Cachaça. E, variedade não falta, para diferentes paladares. O levantamento “A Cachaça no Brasil – Dados de Registro de Cachaças e Aguardentes”, feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e divulgado em maio deste ano indica que existem 3,6 mil cachaças e 1,8 mil aguardentes de cana registradas pelo governo. Mas, acredita-se que o número seja ainda maior, se considerados os produtores informais.

Os bares são boas vitrines para a bebida, aliás, a cachaça é item essencial no cardápio desses estabelecimentos. No Pátio SP – bar de música brasileira, localizado na boêmia Vila Madalena – a bebida é servida em caipirinhas ou pura.

Batizadas com nomes criativos, as caipirinhas de cachaça são deliciosas:

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Foto: Cris Cartacho

Morena – cachaça leblon, limão taiti, suco de limão siciliano e rapadura (R$ 23); Cara de Pau – cachaça envelhecida em jequitibá, caju, cravo e mel (R$ 23) e Trem das Onze – cachaça envelhecida em bálsamo, tangerina, polpa de cajá e manjericão (R$ 23) e a opção mais tradicional, Três Irmãos – cachaça envelhecida em carvalho, limão taiti, limão siciliano e limão cravo (R$ 22).

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Foto: Cris Cartacho

Também é possível montar a caipirinha, escolhendo entre cachaça da casa (R$ 23) ou cachaça especial Nega Fulô (R$ 25) e as frutas: lima, limão, abacaxi, morango, maracujá, tangerina, caju, kiwi, frutas vermelhas e lichia.

Quem prefere a “pura”, o bar tem as cachaças Sagatiba, Ypióca empalhada ouro (CE), Germana (MG), Espírito de Minas (MG), Nega Fulô Jequitibá (RJ), Yaguara ouro (RS), Yaguara orgânica (RS), Leblon, 1000 Montes.

Pace e Bene Padaria Artesanal anuncia Double Caipirinha na sexta-feira 13

Para comemorar o Dia Nacional da Cachaça, quem pedir um drinque com Sagatiba, ganhará outro a partir do horário do almoço

Nesta sexta-feira 13, Dia Nacional da Cachaça, será sinônimo de Sorte na Pace e Bene Padaria Artesanal. Quem for à casa, localizada na R. Plínio de Moraes 436, e pedir uma caipirinha de Sagatiba, das 12h às 20h, ganhará imediatamente outra.

Caipirinha-Pace-e-Bene karen caetano

Para acompanhar, o casal de sócios Katia Murakoshi e Marcos Martins sugere delícias artesanais da casa como Sanduíches, Toasts, Tapiocas, Coxinhas (tradicionais e veganas), além do Menu de Almoço – com três opções diárias, incluindo sempre uma massa, um risoto e a sugestão do chef -, além dos salgados variados, cestas de pães, antepastos, entre outras opções.

Pace e Bene Padaria Artesanal: Rua Plínio de Morais 436 – Perdizes – São Paulo (SP)Horário de Funcionamento:Terças a Sábados, das 9h às 20h30Domingos, das 9h às 16h

No Dia da Cachaça, desvende como produzir e degustar a bebida típica do Brasil

Especialista em cachaça, Delfino Golfeto explica como é feita a produção artesanal e quais fatores devem ser observados na degustação da bebida; tema é abordado em websérie da Água Doce, veiculada em suas redes sociais

Hoje, 13 de setembro, é comemorado o Dia Nacional da Cachaça. A data foi criada pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), em 2009. Pegando carona na celebração, a Água Doce Sabores do Brasil decidiu produzir uma websérie com um guia que traz preciosas informações sobre como plantar a cana-de-açúcar, produzir a cachaça artesanalmente e, principalmente, como degustar a mais típica das bebidas brasileiras.

Com quatro capítulos, a websérie está disponível redes sociais da rede de franquias e conta com dicas e recomendações concedidas por Delfino Golfeto, empreendedor, fundador do Grupo Água Doce – Sabores do Brasil e especialista que trabalha com cachaça há mais de 30 anos.

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Tudo começa na roça, já que uma cachaça de qualidade depende do bom preparo do solo, rico e bem cuidado. Além disso, a fermentação precisa ser perfeita e a destilação deve ser realizada com muita atenção, principalmente com base no teor alcoólico. Segundo Delfino, a cana deve ser colhida no momento certo, quando a quantidade de açúcar atinge seu ponto máximo de maturação. “Na produção da cachaça artesanal tudo tem que ser feito com muito carinho, de pouco em pouco, por isso é importante que o transporte também seja feito em pequenas quantidades”, revela.

A próxima etapa é a fermentação, processo que transforma o açúcar da cana em álcool. É neste momento que definimos a qualidade da cachaça. Em seguida, chega o momento de efetuar a destilação. O resultado é uma bebida límpida, cristalina e incolor, ou seja, a famosa branquinha!

“Nesse momento, você já pode bebê-la, mas as branquinhas podem ser descansadas em barris de madeira neutra. Ou, se preferir, você pode também envelhecer a cachaça, em barris de madeiras nobres, tornando-a aromática e colorida”, revela o fundador da Água Doce. Enfim pronta, chegou a hora da degustação. Para isso, basta colocar a cachaça em um copo. Primeiro, sinta o aroma dela, dessa forma é possível identificar se ela é de boa qualidade, já que se agredir seu nariz, trata-se de uma cachaça muito ácida, e isso não é bom sinal. Outros fatores a serem avaliados são a presença de bolhas, transparência, oleosidade e frutosidade.

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Para assistir aos vídeos do guia completo é só acessar Facebook da Água Doce Sabores do Brasil clicando em cada episódio: Episódio 1 / Episódio 2 / Episódio 3 / Episódio 4

Para saborear uma boa cachaça, a Água Doce Sabores do Brasil conta com o cardápio mais completo do País, com mais de 100 rótulos que podem ser degustadas nas unidades da rede.

Para celebrar a data em grande estilo

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Desde as raízes há quase 30 anos, a Água Doce tem dedicado um carinho especial à bebida genuinamente brasileira. Como parte das festividades, a rede promove um concurso que premiará um cliente com uma garrafa de Havana, uma das cachaças mais caras do mundo. Para participar, basta os clientes tirarem uma foto em um dos restaurantes da Água Doce, com uma combinação entre cachaça e algum prato ou porção. Em seguida, é preciso postar a imagem no Instagram com a hashtag #CombinaComCachaça. O grande vencedor será o consumidor que efetuar a harmonização mais criativa. Vale ressaltar que o Instagram precisa estar em modo público para que a foto possa concorrer e que é proibida a participação de menores de 18 anos.

Sobre a Água Doce

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Os restaurantes da Água Doce são destino para famílias e grupos de amigos que buscam fazer de almoços, jantares, happy hours e confraternizações variadas um momento especial de entretenimento. O cardápio é extenso, repleto de delícias da culinária brasileira servidas em fartas porções e pratos. Além do extenso menu de cachaças e drinques, a casa é reconhecida pelo melhor escondidinho do País, presente nas versões tradicional (carne de sol), camarão, frango e bacalhau.

Explorando o conceito rústico, os restaurantes proporcionam espaço aconchegante aos clientes, com música ao vivo e espaço kids, mais conhecido como Doce Cantinho. Atualmente, são 75 unidades em nove estados. Além do conceito de restaurante completo, a rede lançou duas marcas com modelos mais enxutos voltados para shopping centers, centros empresariais, supermercados e locais com alta movimentação de pessoas: Água Doce Express e Rei do Escondidinho.

Cachaça Week no Trabuca Bar

Destilado nacional por excelência, a cachaça tem um dia só dela, 13 de setembro. E para comemorar o Dia da Cachaça, o Trabuca Bar realiza a Cachaça Week, para curtir e degustar com os amigos que curtem a bebida. Para isso, foi elaborada por Jaqueline Dias e Fernando Spolaor, uma carta de drinques especiais, disponível de 12 a 14 de setembro, e em double drink, das 18 às 21 horas.

Instituída por um decreto parlamentar em 2010, a data chegou para homenagear uma passagem de nossa história conhecida como Revolta da Cachaça, em que a coroa portuguesa (em 1659) proibiu a produção do líquido no Brasil e ordenou a destruição de todos os alambiques. Em 13 de setembro 1661, a rebelião levantada pelos senhores de engenho do Rio de Janeiro acabou, retomando a liberação.

Feita de cana-de-açúcar, a cachaça produzida no país ganhou variadas versões obtidas por meio da fermentação e destilação do caldo de cana ou melaço, que pode ser envelhecido em diferentes tipos de toneis, resultando em bebidas com estrutura, aromas e sabores diferentes. Algumas destas variedades foram utilizadas pelos mixologistas na carta com cinco drinques. São eles:

trabuca bar drinques cachaca

=Jungle Bird by Fernando Spolaor – Blend de Ypiócas (150 e 160), Campari, limão, suco de abacaxi e xarope de amêndoas (R$ 32,00).
=Pinicilina by Fernando Spolaor – Cachaça Nega Fulô Carvalho, limão, cumaru, gengibre e JW Double Black (R$ 32,00).
=Maria Luisa by Jacqueline Dias – Ypióca 5 Chaves, licor Dom Benedictine, Vermute tinto, Vermute da casa, Absinto e Peychauds Bitter. (Releitura do clássico La Louisiane) (R$ 36,00).
=Bendito by Jacqueline Dias – Cachaça Nega Fulô Jequitibá, creme de cassis, limão, Ginger Beer caramelizado com lúpulo da casa (Releitura do clássico El Diablo) (R$ 32,00).
=RJ Sour by Jacqueline Dias – Cachaça Nega Fulô Ypê, chá de camomila, limão, açúcar, vinho tinto e clara de ovo. (Releitura do clássico New York Sour) (R$36,00).

Trabuca Bar: Av. Juscelino Kubitschek, 1.444 – Itaim Bibi / São Paulo. Dias e horários de funcionamento: segunda-feira a quinta-feira, das 12h às 15h; terça-feira a quarta-feira, das 18h à 1h. Quinta-feira, das 18h às 2h. Sexta-feira, das 12h às 2h (sem intervalo). Sábado, das 16h às 2h (sem intervalo). Domingos – fechado

13 de Setembro: Dia da Cachaça

Delfino Golfeto, o Embaixador da Cachaça no Brasil, explica como avaliar uma boa cachaça de alambique

O especialista, que preside a rede Água Doce – Sabores do Brasil, com mais de 90 restaurantes com uma carta de cachaças degustada e aprovada por ele, com cerca de 100 rótulos, alerta: nem toda marca que faz um bom marketing é uma cachaça artesanal, de alambique

A cachaça é o verdadeiro destilado nacional. Delfino Golfeto, considerado o Embaixador da Cachaça no Brasil, defende a versão artesanal, de alambique, como um produto nobre, que deve ser apreciado como uma bebida especial.

“Foi-se o tempo em que as pessoas tomavam a ‘pinguinha’ no boteco e eram discriminadas. Primeiro, porque pinga e cachaça são muito diferentes. Pinga é um produto sintético, cheio de produtos químicos e vendido comercialmente, em larga escala. Já a cachaça é produzida a partir da fermentação da cana de açúcar, em tonéis de madeira, naturalmente. Esse nobre produto, de alambique, é artesanal e, como já citei, natural. Não tem qualquer adição química e seu sabor é completamente diferente. É esse o nobre produto nacional, que deve ser apreciado e valorizado”, diz ele.

Em sua rede de restaurantes, a Água Doce – Sabores do Brasil, há uma carta de cachaças degustada por especialistas, na qual figuram somente produtos de altíssima qualidade, que são avaliados a cada dois anos. “Nós degustamos uma a uma e as que perdem qualidade são excluídas do cardápio”, explica Golfeto.

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Aqui, ele mostra como avaliar uma boa cachaça:

– Quando se toma uma cachaça, é preciso observar a ‘agressividade’, a acidez, o sabor alcoólico inicial e residual. A doçura também deve ser observada: é positiva se ela for resultante dos compostos doces do próprio produto e do método de armazenamento (quando também recebe açúcares provenientes da madeira na qual a cachaça é armazenada). É negativa quando é resultante da adição de sacarose. Muitas vezes, o açúcar mascara sabores ruins;

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– Uma boa cachaça é límpida, transparente e sem resíduos. O degustador também avalia a aparência da bebida e não só o seu sabor. Em seguida, ele a cheira: o aroma deve ser agradável e dar vontade de continuar cheirando – além de despertar a vontade de saboreá-la;

– A boa cachaça deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o cálice deve liso, transparente e de boca larga. A bebida queima agradavelmente na boca, “descendo bem suave”;

– O degustador de cachaça, quando a coloca em contato com a língua por alguns segundos, sabe definir o paladar: adocicado, ácido, amargo ou salgado.

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– No processo de degustação de várias cachaças de gradação alcoólica diferentes é importante tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro.

– Para degustar uma dose, o ‘cachaçólogo’ demora de 15 a 20 minutos. Um coquetel e uma batida requerem de 20 a 30 minutos.

– Geralmente, a boa cachaça tem aroma suave. Alguns degustadores costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida.

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– A busca pela qualidade começa no preparo do solo. O processo requer a escolha correta do terreno, um bom preparo do solo e a seleção criteriosa da variedade da cana. O plantio precisa ocorrer na época correta, assim como a colheita. A moagem, extração da sacarose, fermentação e destilação são igualmente importantes.

– A cachaça de qualidade precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos numa boa madeira. Se ficar acima de oito anos, vira produto nobre e ganha status.

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Informações: Água Doce