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Dia Mundial da Água: mais de 6 milhões de famílias brasileiras não recebem água encanada

ONG faz alerta para a falta de acesso a esse recurso em meio à segunda onda da pandemia

Hoje, no Dia Mundial da Água (22), o acesso a esse importante recurso natural é celebrado. Com dia instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e protagonista de um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 6), o direito à água segue sendo negado a milhões de pessoas no mundo todo. No Brasil, 6,1 milhões das casas brasileiras não contam com abastecimento diário de água (IBGE, 2019). São 18,4 milhões de brasileiros sem poder lavar as mãos e se higienizar todos os dias. Situação que é agravada pela segunda, e mais forte, onda da pandemia do Coronavírus.

Pia comunitária instalada em São Paulo -foto: Bianca Moreira/Habitat Brasil

Diante desse cenário, a Habitat para a Humanidade Brasil, organização que atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver, segue trabalhando para apoiar quem mais está sendo impactado pela pandemia.

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Desde o ano passado, a organização vem desenvolvendo projetos com foco em acesso à água, saneamento básico e higienização. Mais de 450 pias comunitárias já foram instaladas em favelas e regiões periféricas para que mais de 130 mil pessoas possam higienizar as mãos todos os dias. A Habitat Brasil também está beneficiando famílias de baixa renda com melhorias em suas casas a fim de eliminar as precariedades que podem agravar a transmissão do novo vírus. As obras emergências vão desde a instalação de caixas d’água, como a reforma de banheiros, e adequação nas casas para melhorar a circulação de ar. Talita mora na comunidade do Boqueirão, em São Paulo, e foi uma das beneficiadas pelo projeto.

Talita posa em frente ao novo baheiro – Foto: Bianca Moreira/Habitat Brasil

“Minhas crianças tinham medo de usar o vaso porque ele não estava bem fixado, tinham medo de usar o banheiro à noite porque não tinha luz de madrugada. Antes nem pia tinha pra gente escovar os dentes. A gente tinha que escovar no chuveiro. Também não tinha descarga, toda vez que a gente usava o banheiro tínhamos que encher um balde. A Habitat reformou tudo. Eu agradeço imensamente. Essa reforma fez muita diferença na minha vida e na dos meus filhos”, conta Talita. Cerca de 110 famílias já foram atendidas desde setembro de 2020.

No Nordeste, a organização ainda atua com a construção de cisternas para coleta e armazenamento da água da chuva. Mais de 500 cisternas já foram construídas na região do semiárido pernambucano, beneficiando famílias que convivem com a seca.

“Além disso, seguimos monitorando e pautando o poder público pela garantia desses direitos. Neste Dia Mundial da Água, queremos lembrar que a democratização do saneamento básico e da água potável são demandas urgentes do nosso país e não descansaremos até que esses direitos sejam garantidos a todas e todos”, conclui Socorro Leite, Diretora Executiva da Habitat para a Humanidade Brasil.

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, desde 1992, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, água e saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.

Dia Mundial da Água: especialista indica cinco atitudes para evitar o desperdício

Economia circular, novas tecnologias hidrossanitárias e calculadora de consumo são alguns exemplos que contribuem com a preservação da água

Comemorado no dia 22 de março, o Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, durante uma conferência sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. A data debate e alerta anualmente sobre alternativas para preservar um dos bens mais importantes do planeta.

A escolha de um dia dedicado à água reforça a grande importância desse patrimônio natural na vida das pessoas e no equilíbrio dos ecossistemas. Além de reforçar também a necessidade de conscientizar a população sobre o cuidado e a preservação desse bem, que desde muito tempo vem sendo explorado. A disponibilidade da água faz com que o seu valor seja esquecido, mas, na realidade, casos de regiões com escassez estão cada vez mais comuns.

“Estamos tratando com uma questão que afeta diretamente a fonte de vida da população, por isso medidas sustentáveis precisam ser aplicadas. Buscamos incentivar nossos colaboradores e clientes a economizar e preservar, além disso, também tentamos dar o exemplo praticando a economia circular. Coletamos a água da chuva e reutilizamos para limpeza dos espaços internos da empresa e pátios”, ressalta o gerente industrial da Censi, Arilson Decarlos.

Se conscientize você também. O especialista separou cinco dicas para você economizar em casa, anote aí:

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– Economia Circular: ainda pouco conhecida, essa atitude busca dar valor ao que seria descartado. Alguns ambientalistas consideram que o consumo de água dentro do conceito de economia circular não é só uma opção, mas uma questão de sobrevivência. Dentro desse novo sistema, ao invés de descartar as águas residuais ou esgoto, é encontrado uma forma de reinserir no sistema evitando a realização de uma nova captação.

– Verifique vazamentos: nem sempre os vazamentos são visíveis, podendo ser também internamente. Nesse caso, se você não ficar de olho, só vai descobrir quando sua conta estiver nas alturas e uma grande quantidade de água ter sido desperdiçada. Um método comum para identificar o vazamento é fechar todas as saídas de água da residência e observar se o ponteiro do medidor continua girando. Se continuar, procure um profissional imediatamente, há grandes chances de encontrar um vazamento. Investir em mecanismos de antivazamento ajuda a prevenir e identificar.

mulher escovando dentes
Foto: JanFidler/Morguefile

– Economize água sempre que possível: quando for escovar os dentes, lavar a louça ou fazer a barba, não esqueça de fechar a torneira nos momentos em que não estiver usando. Uma torneira aberta pode desperdiçar em média 80 litros de água a cada cinco minutos. Não enrole na hora do banho, e também mantenha o chuveiro desligado enquanto não precisar da água. Evite lavar calçadas e garagens com água potável e colocar poucas peças de roupa para lavar, espere acumular o suficiente para atingir a capacidade total da máquina.

– Produtos hidrossanitários: além do antivazamento, outros produtos também podem auxiliar na economia de água. O sistema de duplo acionamento, por exemplo, diminui o gasto de 50% até 75% em relação às convencionais. Já os restritores e redutores de vazão são indicados para controlar a pressão da água e evitar o desperdício. Eles reduzem a saída de água em até quatro litros por minuto.

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– Calculadora on-line: você sabe o quanto de água gasta por dia? E se o seu consumo está dentro do indicado para cada habitante? A Organização das Nações Unidas (ONU) considera 110 litros de água por dia o ideal por pessoa. Para medir o quanto você gasta, existem algumas opções de calculadores on-line disponíveis. Por exemplo, clicando aqui, onde você coloca quantas pessoas moram na residência e o consumo mensal para verificar se a mediação está dentro ou acima do indicado pela ONU.

Dia Mundial da Água: dicas para reduzir o consumo na limpeza doméstica

De acordo com o Estudo Global sobre Cuidados Domésticos realizado pela consultoria Nielsen, 1 em cada 3 entrevistados limpam suas casas diariamente e 31% lavam roupas todos os dias. No entanto, sabemos que essa rotina de cuidados domésticos provoca impactos sobre o meio ambiente e a água que consumimos.

Os consumidores que buscam por produtos eficazes na limpeza e que contribuam com a economia de água e energia podem encontrar desde produtos biodegradáveis, ​​formulados com ingredientes que minimizam a contaminação da água e reduzem o dano nos ecossistemas fluviais, assim como soluções concentradas, que podem economizar até 25% de água em seu processo de produção, sem falar da melhor eficiência na etapa de transporte.

Algumas dicas para cuidar da água ao lavar roupas e limpar a casa:

1) Procure por detergentes biodegradáveis ​​para lavar roupas e louças

mulher lavando louçã pixabay
Pixabay

A maioria dos detergentes tem agentes quelantes que ajudam a remover manchas mais difíceis, como graxa, gordura, leite e tinta. No entanto, muitos produtos usam agentes quelantes que contêm fosfatos e são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. Os fosfatos são eliminados pelo encanamento, contaminando a água dos rios. Sua presença gera um crescimento excessivo de algas e um aumento no consumo de oxigênio da água, o que prejudica a vida aquática e o equilíbrio ecológico dos rios, causando a morte de plantas e animais.

Uma alternativa mais ecológica é o uso de quelantes sem fosfatos e com alto poder de limpeza, contribuindo com o equilíbrio dos ecossistemas.

2) Escolha lava-roupas que reduzam os ciclos de lavagem das roupas

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Normalmente, separamos nossas roupas entre peças brancas e coloridas para evitar manchas. Isso nos leva a aumentar o número de lavagens, consumindo mais água e energia. No entanto, existem produtos cujas fórmulas contêm um inibidor de transferência de cor e impedem a coloração dos tecidos brancos, permitindo que todas as roupas sejam combinadas em uma única lavagem.

Por exemplo, em um estudo da Fundação Espaço ECO (FEE), o ativo Sokalan HP 56, da BASF, aplicado em detergentes líquidos ou em barra e que atua como inibidor de transferência de cor reduz em 20% o impacto ambiental da lavagem de roupas. Como resultado, a quantidade de água consumida por uma casa com quatro pessoas em um ano diminui em 1.100 litros, que equivale ao consumo diário de água de cinco pessoas ou 100 lavagens em uma máquina de lavar louça ou 12 quilos de carbono para a atmosfera.

3) Procure produtos que eliminem micróbios em uma única lavagem

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As bactérias presentes na pele podem gerar maus odores em nossas roupas, principalmente naquelas que usamos para realizar atividades físicas. Detergentes para a roupa com um alto espectro de proteção antibacteriana evitam a proliferação de microrganismos e, consequentemente, de odores desagradáveis nas roupas.

Esse tipo de inovação nas fórmulas dos produtos é ainda mais relevante se observarmos que 74% dos consumidores da América Latina usam máquinas de lavar e apontam como atributos necessários a alta eficiência (61%) e a preservação da cor (48%), de acordo com o estudo da Nielsen.

A Basf criou o conceito Cleannovation (Limpeza + Inovação) reunindo um portfólio de soluções e ativos, que quando adicionado a produtos de limpeza, não só possibilitam a redução do consumo de recursos naturais, como água e energia, mas também otimizam o tempo que dedicamos aos cuidados com o lar. Com uma vida diária e uma rotina cada vez mais acelerada, ter mais algumas horas de tempo livre tornou-se uma aspiração comum aos consumidores. Para conhecer estas e outras soluções visite o site clicando aqui.

Dia Mundial da Água: SOS Mata Atlântica analisa qualidade da água em 102 municípios

Apenas 4% dos 294 pontos monitorados em rios da Mata Atlântica têm qualidade boa e 20% estão impróprios para uso; resultado preocupa especialistas; Tietê, São Francisco, Iguaçu, Capibaribe, Parnaíba, Sinos e Doce são alguns dos grandes rios brasileiros monitorados pelo estudo
Na semana em que o Brasil sedia o Fórum Mundial da Água, a Fundação SOS Mata Atlântica apresenta um panorama sobre a qualidade da água de 230 rios, córregos e lagos do bioma. Apenas 4,1% (12) dos 294 pontos de coleta avaliados possuem qualidade de água boa, enquanto 75,5% (222) estão em situação regular e 20,4% (60) com qualidade ruim ou péssima. Isso significa que em 96% dos pontos monitorados a qualidade da água não é boa e está longe do que a sociedade quer para os rios. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

O levantamento foi realizado em 102 municípios dos 17 estados da Mata Atlântica, além do Distrito Federal, entre março de 2017 e fevereiro de 2018. Os dados foram obtidos por meio de coletas e análises mensais de água realizadas por 3,5 mil voluntários do programa “Observando os Rios”, com supervisão técnica da Fundação SOS Mata Atlântica. O projeto tem patrocínio da Ypê e Coca-Cola Brasil e o estudo completo, com a lista dos rios avaliados, está disponível clicando aqui.

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“Os resultados apontam a fragilidade da condição ambiental dos principais rios da Mata Atlântica e a urgência de incluir a água na agenda estratégica do Brasil. Rios e águas contaminados são reflexo da ausência de saneamento ambiental, gestão e governança”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora do estudo e especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica.

Segundo Malu, a qualidade da água doce superficial é muito suscetível às condições ambientais, às variações e impactos do clima, aos usos do solo e às atividades econômicas existentes na bacia hidrográfica. Sendo assim, a água está diretamente ligada à conservação da Mata Atlântica, à sustentabilidade dos ecossistemas, à saúde e atividades econômicas da população que vive no bioma.

Para Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, esse levantamento é uma contribuição da sociedade, representada pelos voluntários do projeto, ao aprimoramento de políticas públicas que impactam na gestão da água limpa para todos. “Ao reconhecer os rios como espelhos da qualidade ambiental das cidades, regiões hidrográficas e países, conseguimos identificar rapidamente os valores da sua comunidade, a condição de saúde na bacia e de desenvolvimento“, completa.

Comparativo 2017-2018

O estudo comparou os resultados do monitoramento de 188 pontos fixos de coletas, distribuídos por 11 estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo –, além do Distrito Federal. Foram consideradas as médias dos indicadores mensais do ciclo 2017 (março de 2016 a fevereiro de 2017) e do ciclo 2018 (março de 2017 a fevereiro de 2018).

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“A qualidade da água dos rios das bacias da Mata Atlântica permaneceu estável nesse ciclo de pouca chuva e não houve evolução significativa dos indicadores em relação ao ciclo anterior”, ressalta Malu Ribeiro.

O destaque para os dados positivos na evolução dos indicadores comparativos é a estabilidade dos níveis de qualidade de água boa em 5 pontos de monitoramento. Todos localizados em áreas protegidas da Mata Atlântica. Já em 16 pontos de coleta sem proteção de mata nativa os dados demonstraram impacto significativo, com perda de qualidade da água.

“Ainda estamos distantes do que a sociedade necessita para segurança, mas conseguimos diminuir de 7 pontos com qualidade péssima em 2015 para 1 neste ano. No entanto, para que os indicadores reunidos nesse estudo possam se traduzir em metas progressivas de qualidade da água nos milhares de rios e mananciais das nossas bacias hidrográficas, é fundamental que a Política Nacional de Recursos Hídricos seja implementada em todo território nacional, de forma descentralizada e participativa, e que a norma que trata do enquadramento dos corpos d’água seja aprimorada, excluindo os rios de classe 4 da legislação brasileira“, conclui.

A classe 4 na prática permite a existência de rios mortos por ser extremamente permissiva em relação a poluentes e mantém muitos em condição de qualidade péssima ou ruim, indisponíveis para usos.

Sobre o Observando os Rios

O programa surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê e originou o primeiro projeto de monitoramento da qualidade da água por voluntários, o “Observando o Tietê”. Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”. Nessa fase, com o patrocínio da Ypê e Coca-Cola Brasil, o projeto conta com 3,5 mil voluntários que monitoram 230 rios nos 17 estados da Mata Atlântica 17 estados do bioma Mata Atlântica – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo –, e Distrito Federal.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira. Atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade em prol da recuperação da floresta, da valorização dos parques e reservas, de água limpa e da proteção do mar. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar visitando o site, clique aqui.

Dia Mundial da Água: confira benefícios que o consumo traz para a saúde

Hoje, dia 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água. Sabia que ela representa cerca de 60% do peso total do corpo de um indivíduo adulto? É por isso que está relacionada a praticamente todo funcionamento do nosso corpo e se manter hidratado é fundamental para a manutenção da saúde.

“Além de atuar no processo fisiológico, como na digestão, a água auxilia o transporte de substâncias, ajuda a eliminar toxinas através da urina e da transpiração e também é importante na regulação da temperatura do nosso corpo”, comenta a nutricionista da Cia. da Consulta, Juliana Mauri.

Muitas pessoas acabam se esquecendo de ingerir água ao longo do dia, mas saiba que isso pode ser um sinal de alerta para o corpo e prejudicial para a saúde. “Sede, boca seca, pele seca, olhos secos, lábios rachados, urina mais escura, redução do volume urinário, perda de peso e cansaço são alguns indícios de que a ingestão de água precisa estar mais presente na sua rotina e podem indicar desidratação”, indica Mauri.

O IOM (Institute of Medicine) recomenda 3,7 litros de líquidos total/dia para homens e 2,7 litros para mulheres. Alimentos também são ricos em água, sobretudo frutas e vegetais, e ajudam o organismo a suprir suas necessidades diárias. “Cerca de 20% do nosso fluído é proveniente dos alimentos”, explica a especialista.

Até aqui já deu para entender que a água só traz coisas boas para o nosso corpo, certo? Confira a seguir cinco benefícios de seu consumo listados pela nutricionista da Cia. da Consulta, Juliana Mauri:

Proporciona saciedade

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A água nos causa saciedade, pois distende o estômago e diminui a fome. Por isso, o seu consumo antes das refeições pode ajudar no processo de emagrecimento.

Reduz cansaço e fadiga muscular

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Um dos motivos do cansaço pode ser o baixo consumo de água. Ela contribui para uma recuperação mais rápida e tem ação diurética, eliminando as toxinas que causam a fadiga. Logo, manter o organismo hidratado ajuda a aliviar a fadiga após o exercício.

Ajuda no raciocínio e bom-humor

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Quando o corpo está ativo e em estado de funcionamento adequado, envia um sinal positivo até o cérebro – o que melhora o humor. A água beneficia os neurônios e proporciona a sensação de bem-estar, além de influenciar a capacidade de raciocínio e memorização. Não tomar a quantidade de água suficiente pode fazer com que o cérebro não processe sentimentos e informações da maneira correta, o que acaba interferindo no humor, na concentração, no raciocínio e em muitas outras coisas.

Retarda o envelhecimento da pele

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A água hidrata e aumenta a elasticidade da pele evitando o envelhecimento precoce, a acne e as rugas. O colágeno responsável pela sustentação da pele, depende da água para a sua renovação e bom funcionamento. Os cosméticos agem na camada mais externa da pele, enquanto o líquido age nas camadas mais internas.

Previne o mau hálito

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Se você está com mau hálito, isso pode ser um sinal de que o seu corpo necessita de mais água. As pessoas que bebem pouca água ou respiram pela boca têm menos salivação. Por sua vez, a saliva ajuda a eliminar bactérias, manter a língua hidratada e evitar o mau hálito.

Dia da Água e a questão do saneamento básico – Por Elias Oliveira*

Para refletir sobre a importância do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, é importante lembrar que, mesmo em pleno século XXI, o Brasil está longe de contar com saneamento básico em todos os municípios. De acordo com um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que tomou como base dados de 2013, apenas em 2054 a água encanada e o tratamento da rede de esgoto estarão disponíveis para todos os brasileiros.

Os dados se tornam ainda mais alarmantes quando falamos em números absolutos: segundo o levantamento, 41 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à rede geral de abastecimento de água e 107 milhões não dispõem de coleta de esgoto. Na região Norte, por exemplo, apenas 52,4% dos habitantes contam com água encanada, 6,5% com coleta de esgoto e menos de 15% com algum tipo de tratamento sanitário.

Os danos que esse cenário pode trazer à população são inúmeros, basta olhar para um dos grandes problemas da saúde pública no momento: a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e o consequente aumento desenfreado dos casos de dengue, chikungunya e vírus zika. Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito.

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Foto: Trestletech

Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afeta diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado – segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde.

Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos.

Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas altamente eficazes e seguros, como o Cloro Gás e Dióxido de Cloro, o DIOX®, ideais para desinfecção de águas e esgoto. Essas soluções já são aplicadas, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas.

Ter água limpa e saneamento básico é um direito humano, é sinônimo de qualidade de vida e saúde. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção da sociedade civil e iniciativa privada para um dos grandes problemas do país.

 

*Elias Oliveira é Gestor Institucional da Sabará Químicos e Ingredientes – empresa brasileira que atua no setor de saneamento há 59 anos.