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5 reflexões sobre o consumidor e o mercado vegano**

Veganos: o que fazem, onde vivem, do que se alimentam? Se você é do time que não entende muito bem o porquê uma pessoa deixaria de apreciar as receitas maravilhosas à base de carne e derivados, mas sabe que precisa conhecer melhor esses consumidores e seus hábitos, fique comigo até o fim deste artigo!

Aqui, gostaria de compartilhar descobertas e aprendizados como vegetariana há aproximadamente dois anos – além de grande curiosa e aprendiz do Food Service – e que foram extremamente enriquecidos com a oportunidade de entrevistar grandes referências do mercado vegano: Fabio Zukerman (fundador e CEO do Grupo Planta) e Monica Buava (sócia-fundadora do POP Vegan), ambos membros da Sociedade Vegetariana Brasileira, e que foram extremamente solícitos comigo. Gratidão!

Antes de começar, quero te convidar a deixar por aqui todas as possíveis relutâncias em relação a esse modo de vida – sim, a essência do veganismo é um modo de vida, uma escolha, e não uma dieta – e voltar seu olhar para as milhares de oportunidades dentro desse mercado, que precisa ser visto com empatia ao ser explorado!

Vamos lá?

Afinal, o que é o veganismo? Segundo a definição da Vegan Society*, o veganismo é um modo de viver, que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas do consumo.

Se, assim como eu, você também passou a vida inteira achando que carnes e derivados são essenciais para a nossa alimentação e que é impossível tirar esses itens dos nossos pratos (sem prejudicar a saúde, passar fome, ou comer alimentos ruins e “naturebas”), provavelmente a primeira vez que você ouviu falar sobre veganismo e vegetarianismo deve ter achado que era uma bobagem sem sentido algum. O que eu descobri ao longo dos últimos tempos é que provavelmente esse é o futuro da alimentação em nossa sociedade e que, ao eliminar a carne do meu prato, pude descobrir novos sabores e possibilidades que nunca havia conhecido antes!

O ex-Beatle Paul McCartney entre as filhas Mary e Stella, defensores da campanha Segunda Sem Carne pelo mundo

Bom, você já sabe dos impactos ambientais que o consumo excessivo de carne e derivados causam para a nossa sociedade e para o planeta, correto? Basta fazer uma rápida pesquisa no Google para descobrir que o setor agropecuário é um dos maiores poluidores da água, por exemplo, trazendo uma série de riscos às populações e vidas marinhas. Movimentos, como a Segunda Sem Carne, trazem esperança para a redução desse consumo, conscientizando as pessoas sobre os impactos que esses hábitos causam, não só para os animais, mas também para a sociedade, a saúde humana e do planeta, além de incentivar as pessoas a descobrirem novos sabores ao substituir a proteína animal pela proteína vegetal pelo menos uma vez por semana.

O que estou dizendo é que a descoberta de novas possibilidades para a alimentação pode ser não só benéfica para o planeta, mas também pode enriquecer nossos cardápios! É claro que alimentos de origem animal devem continuar presentes nos pratos das famílias brasileiras por um bom tempo, afinal fazem parte da nossa cultura, mas o consumo consciente, a partir de alternativas mais sustentáveis, deve ser levado em consideração.

À primeira vista pode parecer que esse modo de viver ainda não faz parte do público que você atende atualmente e que isso está muito distante de afetar o seu negócio de alguma forma, certo? Depende. Em 2018, já sabíamos que 14% dos brasileiros se consideravam vegetarianos e que a maioria da população do país já estava disposta a escolher mais produtos veganos. Em fevereiro deste ano, uma pesquisa do IPEC, encomendada pela SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), mostrou que em todas as regiões brasileiras, e independente da faixa etária, 46% dos brasileiros já deixam de comer carne por vontade própria pelo menos uma vez na semana (lembra do movimento Segunda Sem Carne?).

E não para por aí, essa mesma pesquisa apontou que 32% dos consumidores brasileiros escolhem uma opção vegana quando essa informação é destacada pelo restaurante/estabelecimento. Hoje já existem diversas empresas e organizações que acreditam nessa causa, oferecendo uma série de produtos, informações relevantes e soluções para que você, que está lendo este artigo, consiga incluir itens plant-based deliciosos em seu cardápio!

A própria Sociedade Vegetariana Brasileira é uma fonte riquíssima de informações sobre esse mercado. Com diversos estudos, ebooks, pesquisas, cursos e eventos, a organização sem fins lucrativos promove a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa! E se você está em busca de um benchmark para o seu negócio que ainda não possui itens veganos e vegetarianos, o POP Vegan e a Green Kitchen podem ser referências valiosas: alimentos deliciosos, experiência incrível e com preços para todos os públicos. Negócios como esses são importantíssimos para a expansão do mercado vegano no Brasil.

Bom, até aqui já trouxe diversos argumentos para você levar em consideração a inclusão de itens vegetarianos em seu negócio, certo? Se ainda não te convenci, confira mais 5 argumentos e alguns trechos dos bate-papos que tive com Fabio Zukerman e Monica Buava:

1 – Consumidores que não se declaram veganos estão escolhendo opções veganas e vegetarianas

Foto ilustrativa/VeganRicha

Como grande curiosa que sou, desde que ouvi falar do veganismo quis entender do que se tratava a coisa. Tive alguns amigos adeptos ao movimento que me levavam a restaurantes veganos, ou então, sempre que estava em algum restaurante, escolhia a opção vegana para saber se era gostoso mesmo – a vontade de experimentar um sabor diferente sempre foi maior do que possíveis “preconceitos”. Ou seja, antes de me declarar vegetariana, flertei bastante com a ideia, experimentei, tentei algumas vezes e falhei, até que consegui tirar a carne totalmente – uma jornada pessoal, que varia de pessoa para pessoa, certo?

Como vimos na pesquisa do IPEC de 2021, pessoas que não se declaram veganas/vegetarianas também escolhem opções que não contêm derivados animais quando vão a restaurantes/estabelecimentos. Nesse sentido, acredito que a primeira descoberta aqui é que ao incluir uma opção vegetariana em seu cardápio, você – operador de restaurante ou de negócios em alimentação – não está se tornando mais atrativo somente para uma pequena parcela da população (14%) que se declara vegetariana, mas sim, para mais 30% dos consumidores brasileiros!

Os motivos para essas pessoas optarem por itens vegetarianos podem ser os mais variados, desde a preocupação com o meio ambiente, com os animais, por acharem mais saudáveis – como vimos em nossa pesquisa recente com consumidores – ou até mesmo por estarem em transição para o vegetarianismo (como foi o meu caso).

O Voto de veto

Outra razão pela qual as pessoas vão a restaurantes com opções veganas é uma das coisas que aprendi com Franz Carioba, aqui na Galunion: o voto de veto! Conversei sobre isso com o Fabio Zukerman:

“Esse é um ponto muito importante para a indústria de Food Service porque acaba ganhando o voto de veto, todo mundo vai naquele que todos podem comer… Aquela família que tem uma pessoa vegetariana, eles vão optar por locais que tem opção vegetariana. Então realmente, além de ganhar esse voto, ele ganha novos clientes. Sendo comercialmente interessante para os estabelecimentos, para o planeta e para todos.”

Atenção para as novas gerações!

Você deve se lembrar neste ano que a “Gen Z” (Geração Z – nascidos entre 1995 – 2010) tomou conta da internet com o assunto “cringe”, mostrando o poder de influência que possuem (falamos sobre o ocorrido e sobre por que você deve ficar atento ao que essa geração pensa neste artigo). As novas gerações cresceram com o hábito de comer fora e possuem uma visão mais sofisticada em relação à alimentação.

“Temos hoje esse desafio de educar os consumidores, quebrar preconceitos e paradigmas, principalmente tradições […] A geração Z e os Millenials, em muitos casos, esses consumidores têm a tradição do bacon no feijão é um impedimento para esses jovens mudarem. Mas ao mesmo tempo, esses jovens vão levando para casa as informações, mudando gerações, quebrando hábitos. A indústria de Food Service está entendendo a importância de ter itens vegetais no cardápio. […] Nesse momento que estamos vivendo, eu considero até uma “responsabilidade divina” de oferecer isso, porque hoje, falando desses jovens, eles têm a comida como identidade, como ato político, como ferramenta de combate a essa degradação planetária que vem acontecendo”, comentou Fabio Zukerman, pai de 3 filhos vegetarianos desde a barriga!

2 – O veganismo precisa estar sempre associado à saudabilidade?

Bom, os dados não mentem. Vimos em nossa pesquisa recente com consumidores, que sim, 78% dos entrevistados – entre veganos e não veganos – consideram essa uma opção “saudável”. Um outro estudo publicado pela Sociedade Vegetariana Brasileira, mostra que o cuidado com a saúde (56%) é o principal fator de decisão de compra dos alimentos Plant-Based em comparação aos similares de origem animal, seguido pelo quesito nutritivo (28%) e pela experiência de novos sabores (26%).

Mas será então que todas as personas veganas devem ser vistas como “fitness”, “naturebas”, saudáveis, preocupadas com o corpo e com a saúde o tempo todo? O que quero te convidar a refletir é que comida não é somente nutrição. É cultura, é memória afetiva, é experiência! E nem sempre isso está associado à saudabilidade.

Alimentação, cultura e memória afetiva andam lado a lado

Quem aqui não ama reviver momentos em família com um belo bolo de cenoura? Comer uma feijoada ou um churrasco, tão tradicionais nos almoços de domingo? Convidar os amigos em casa para comer pizza? Cada pessoa tem aquele prato especial que a faz relembrar momentos importantes, e a nossa culinária brasileira é extremamente rica e diversa!

E se eu te disser que dá para “veganizar” tudo isso – muitas vezes, até reduzindo custos para o seu negócio?

Para remeter a esses sabores tão populares, ativando memórias afetivas e trazendo cultura para o prato, o básico bem-feito é primordial. Incluir itens veganos e vegetarianos muitas vezes nem requer adquirir novos insumos, ou mudar a identidade do seu restaurante. Conversei sobre isso com a Monica Buava, do POP Vegan: “É o comer, as pessoas brincarem de fazer a competição de quem come mais sabores de pizza no rodízio […] a gente trabalha com insumo simples, não vamos complicar. […]É mostrar que é simples, com tempero que todo mundo tem, ali da zona cerealista. […] Pensando nos restaurantes, não precisam inventar a roda.”

E fazendo das palavras da Monica as minhas palavras: “não basta ser vegano, tem que ser saboroso!”. Da mesma maneira que não se faz uma carne sem um bom preparo, temperos e processos, alimentos veganos e vegetarianos também demandam a mesma complexidade e se tornam extremamente saborosos para todos os paladares, ativando memórias afetivas e tornando a experiência incrível.

Experiência

Vimos também em nossa pesquisa com consumidores, que o encontro com amigos e familiares (58%) e a experiência de comer fora, com um serviço amigável e de qualidade (40%), os fariam voltar a frequentar bares e restaurantes. Pense comigo: depois de tanto tempo em isolamento social, ao voltarem a frequentar esses lugares para encontrar amigos e familiares, esses consumidores querem mesmo uma salada? Ou talvez um bom petisco vegano para acompanhar um drinque?

Comentei isso com Fabio e sua opinião foi a seguinte: “Essas pessoas vão buscar sabor, preço, rastreabilidade do que está por trás do alimento – desde pessoas, até a matéria-prima – as pessoas buscam segurança, sabor, sem dúvida […], mas cada vez mais, a indulgência é unida à saudabilidade. Acho que é isso, conseguir fazer uma união da indulgência com a saudabilidade, e a saudabilidade não somente do corpo, mas do planeta.”

Recentemente, nosso chef e diretor de operações, Rafael Cunha, visitou o Selina Hotel localizado em São Paulo, onde não somente o restaurante como todo o hotel é completamente vegano! A visita foi um convite do próprio Fabio Zukerman e a experiência gastronômica não foi nada “fitness”, o que deixou nosso chef – apreciador de uma boa carne “de verdade” – de queixo caído! “Gabi, um lugar super descolado, com comidas maravilhosas! Parecia carne de verdade. Todos ficaram chocados” comentou após se deliciar com o churrasco vegano da Green Kitchen.

Pós-pandemia

Não podemos falar do crescimento desse mercado sem citar a pandemia. Como temos falado bastante por aqui na Galunion, a pandemia trouxe novos desafios e novos hábitos. Durante esse período, as pessoas voltaram o olhar para a saúde física e do planeta, buscando consumir alimentos mais saudáveis e sustentáveis. Também conversei sobre isso com a Monica: “A gente está vendo a retomada e as pessoas vão querer se reunir, muita gente mudou a alimentação por causa das comorbidades, ou porque “não vou deixar para amanhã uma coisa que eu já queria fazer”. Enfim, por vários motivos as pessoas vão repensando essa alimentação e elas vão exercer o poder de veto, porque todo mundo quer se reunir. “Ah, porque a gente vai para aquele lugar, que a pessoa vegetariana só vai poder comer uma salada? Então vamos no Outback!”.

Ou seja, aqueles restaurantes que não possuem opções veganas ou vegetarianas, estão deixando de vender não só para veganos e vegetarianos, mas sim, para todo o grupo de relacionamento dessas pessoas nestes momentos de reencontro pós-pandemia.

3 – Veganos e vegetarianos, nem sempre, deixaram de comer carne e derivados por não apreciarem o sabor

Essa é polêmica, mas precisamos falar sobre isso! Claro, não existe uma regra, existem sim veganos que chegam a se assustar ao experimentarem produtos com sabor semelhante à carne – e até repudiam. Para entender o universo vegano e o consumidor, é preciso compreender a diversidade dos hábitos, das realidades e das necessidades de cada um.

No estudo ‘O Consumidor Brasileiro e o Mercado Plant Based’, elaborado em 2020 pelo The Good Food Institute (GFI) cerca de 85% das pessoas disseram que experimentariam carnes vegetais que fossem idênticas às de origem animal. Isso porque, aparentemente, a prioridade do consumidor é a experiência de consumo semelhante à do produto tradicional.

De acordo com o estudo, possuir sabor, aroma e textura igual ou melhor foi apontado por 62% dos participantes como a característica mais importante. A vontade de consumir um produto o mais natural possível ficou bastante próxima do primeiro lugar, com 60% das pessoas também escolhendo essa característica, indicando que o consumidor valoriza a percepção de naturalidade nos produtos. Logo em seguida foi priorizado o valor nutricional igual ou melhor, com 59%.

Carnes veganas para quem gosta de carne

A oferta de produtos semelhantes e/ou bem parecidos com o sabor da carne “de verdade” é extremamente necessária para uma parte dos consumidores em transição (incluindo a mim!). Isso porque muitas vezes não deixamos de comer por não apreciarmos o sabor, mas sim porque escolhemos renunciar tudo o que está atrelado ao consumo de carne de origem animal.

“Nós, especificamente o Grupo Planta, fazemos comida vegetal para quem gosta de carne […] para pessoas que buscam a redução, para ajudar na transição, para reunir socialmente vegetarianos e veganos, com uma comida muito inclusiva, porque não agrada somente à essas pessoas, mas onívoros, intolerantes, alérgicos e pessoas em geral. […] É carne, só que é de plantas […] Eu não acho que as pessoas devem parar de comer carne, elas só devem escolher que tipo de carne elas querem comer”

4 – O veganismo acessível é um movimento que só cresce

Se o veganismo já foi visto como um nicho muito pequeno e específico onde, para deixar de consumir alimentos de origem animal era preciso substituir por alimentos industrializados de alto custo, hoje existe um grande movimento de conscientização onde o veganismo não precisa ser tão complicado, ele já está disponível nas prateleiras de supermercados e até mesmo em praças de alimentação dentro de grandes fast-foods.

Esse é um dos temas abordados no estudo publicado pela Sociedade Vegetariana, onde mostra que preço acessível é o atributo mais buscado em um produto vegano (61%), seguido por sabor agradável (57%) e facilidade de localização nas prateleiras (32%). Em contrapartida, o principal motivo da não compra de alimentos plant-based nos países pesquisados está relacionado ao alto preço (59%).

Um case que mostra como é possível ofertar produtos veganos a um preço acessível é o restaurante POP Vegan: “Seja no almoço ou na pizzaria, existimos para servir pratos deliciosos que, além de respeitar os animais, enchem os olhos e dão água na boca de qualquer pessoa – por um preço que todos podem pagar.” Os preços dos pratos do restaurante vão de R$12 a R$15, com menu variado ao longo da semana!

Conversei sobre essa questão com a Mônica, fundadora da POP Vegan. “A gente acredita que é para todos os bolsos […] quando a gente vai pensar no perfil do vegan, a gente tem um público mais feminino, que está mais preocupado com a saúde – cerca de 7 milhões de pessoas – e o mais curioso, e que é antagônico com essa questão dos alimentos veganos serem caros, é que as pesquisas mostram que os vegetarianos, na maioria, são de classes média e baixa. E então a conta não fecha! Como que os produtos podem ser caros, mas as pessoas que mais se declaram como vegetarianas são das classes médias, baixas? […] Alguém não está atendendo esse público.”

Ainda falando sobre preço, também pergunto como foi para o POP conseguir fazer comida vegana, saborosa e tão acessível. “Ou você precisa ter a melhor comida ou, de repente, você precisa ter o melhor preço […] as pessoas têm muito isso, de vegano ser caro, então a gente resolveu baixar mesmo o preço. Isso surgiu no dia dos animais, onde a gente fez a semana dos animais a R$10 e foi um sucesso, a gente estendeu o mês inteiro, foi sucesso. […] A gente fez as contas no final do mês e viu que não precisamos contratar mais funcionários, tivemos mais insumos, mas a gente conseguiu no volume, teve menos desperdício. A gente viu que no volume a gente conseguia pagar as contas e de repente faturar mais.”

Conveniência, sabor e preço

A acessibilidade é um pilar muito importante para o crescimento do movimento vegano. Durante esse período em que tenho buscado refeições veganas fora de casa, me questiono constantemente por que o prato vegano, na maioria das vezes, precisa ser o mais caro? Ou até, porque as opções veganas ainda não estão presentes em todos os supermercados e restaurantes? Esse foi um dos temas da minha conversa com a Monica:

“Se você pensar na alimentação, a acessibilidade é um tripé, com conveniência, sabor e preço. Porque acessibilidade não é só sabor, não adianta ser super saboroso e ter que ir buscar em um local longe, ou ser algo que custe R$100, ou aquela coisa que você tem que encomendar, com 5 dias úteis. Foi-se o tempo que era assim. Então, acessível é aquela coisa da conveniência, do “ai eu quero que entregue rápido, quero que entregue todos os dias” […] e também tem uma questão do lugar comum para as pessoas. Então acessível é tudo aquilo que de alguma forma a pessoa tem alguma relação, por exemplo, você não vai ver no POP uma lentilha germinada […].  Existe sim aquele restaurante que faz essa lentilha germinada, aquele outro que traz um tipo de cogumelos, ou que coloca os pratos em inglês […] mas aqui são pratos que as pessoas não precisam tentar adivinhar o que é, então, que de alguma forma elas têm essa relação.”

5 – O mercado plant-based é monitorado pela Galunion desde 2017

Miroro/Pixabay

Foi na NRA Show de 2017 que pudemos experimentar as primeiras versões dos produtos da marca Beyond Meat nos Estados Unidos, lançada em 2009. Em 2018, a Galunion realizou um estudo sobre o Mercado Vegano em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira, onde abordamos as tendências na oferta vegetariana e a visão dos formadores de opinião e profissionais da saúde.

O tema também foi abordado no Galunion Insights 2019, onde mostramos os resultados do What’s Hot, estudo que mapeou as principais tendências culinárias do Food Service brasileiro sob o olhar de profissionais do setor. Neste ano, já era possível identificar a incrível penetração de itens veganos, em que se destacavam questões do bem-estar animal, alimentação “limpa” e propriedades ligadas aos ingredientes. No período, víamos o crescimento da foodtech Fazenda Futuro aqui no Brasil, com lançamentos em co-brading com a Lanchonete da Cidade e com o Spoleto.
Em julho de 2020, abordamos o tema na pesquisa “Alimentação na Pandemia: Como a COVID-19 impacta os consumidores e os negócios em alimentação”, e 33% dos consumidores afirmaram que produtos plant-based seriam uma das tendências culinárias/gastronômicas que continuariam a ser tendências após a pandemia passar!

E claro, no Galunion FoodTrends Report de 2021, também abordamos cases e tendências frente à evolução do plant-based. “De forma gradual, esses produtos serão incorporados nos cardápios, seja na forma de carne ou de outros ingredientes como queijos, margarinas, molhos, maioneses, cremes culinários para preparo de pratos salgados, como estrogonofe; ou sobremesas, como mousses, coberturas de bolos e chantilly. Em outras palavras, produtos à base de plantas vão além da carne, inclusive” disse Franz Carioba, sócio-diretor da Galunion.

Escute seu consumidor!

Para concluir as reflexões de hoje, deixo aqui o que nós da Galunion sempre falamos aos nossos clientes: escute a voz do seu consumidor. Conhecer bem a sua persona, desenvolver um relacionamento com os seus clientes e possuir bons benchmarks, são fatores essenciais para o sucesso do seu negócio, ao incluir ou ajustar itens no cardápio. Entenda que adicionar opções veganas ao seu cardápio pode ser mais simples do que você imagina e pode trazer para o seu restaurante não só novos clientes veganos, como também amigos e familiares dessas pessoas, aumentando suas vendas!

Como consumidora vegetariana, espero que possamos, a cada dia, conquistarmos mais diversidade em nossos pratos e na alimentação fora do lar, com opções acessíveis a todos os gostos e bolsos, mantendo sabor e experiência incríveis. E claro! Se você está pensando em implantar novos sabores vegetarianos em seu estabelecimento, de forma estratégica e rentável, fale conosco!

*A Vegan Society é a organização vegana mais antiga do mundo, fundada no Reino Unido em 1944.

**Gabrielly Leite, vegetariana e produtora de conteúdo digital na Galunion

Como curtir sol e mar protegendo a pele e a vida marinha

Protetores solares veganos e com embalagens recicláveis são nova opção ecológica contra os efeitos danosos dos raios UVA e UVB

Cada vez mais pessoas compreendem que precisamos tirar o melhor proveito do que a natureza oferece para nossa proteção e conforto, com o equilíbrio necessário para a sustentabilidade do ecossistema em que vivemos. A indústria cosmética aposta na consciência dos consumidores e investe, cada vez mais, em produtos veganos. Feitos com ingredientes naturais, orgânicos, de origem não animal e produzidos sem testes em animais, são classificados como Cruelty free, Eco-Friendly, Ocean-Friendly ou Coral Reef-Safe.

Baseado em estudo feito no Havaí sobre produtos que não afetem os corais e a vida marinha, a Farmax desenvolveu a Beveg, uma linha de filtros 100% veganos, com FPS 30 e 50 para o corpo, e FPS 50 para o rosto. Também produziu um creme pós-sol vegano, com 98% de aloe vera. O grande diferencial é, exatamente, a formulação “Recife Amigável”, com preços atraentes em relação a outras marcas.

Consciência do conteúdo à embalagem

A embalagem acompanha a mesma filosofia de preservação do meio ambiente. Os produtos da linha Beveg da Farmax vêm em frascos de plástico biodegradável, feito com ácido lático proveniente de uma fonte alternativa – a fibra da cana-de-açúcar -, e produzido em parceria com a Braskem. É o chamado bioplástico, 100% reciclável.

Sobre o mercado de protetores solares

Pesquisa do Euromonitor Internacional prevê que, até 2024, esses produtos terão elevação de 6,5% na receita, o que corresponderá a cerca de US$ 12,5 bilhões, sendo o aumento da demanda por produtos naturais e orgânicos um dos principais condutores. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o mercado de proteção solar apresentou alta de 7,7% em valor de vendas ex-factory, no primeiro trimestre de 2021. 

Sobre a defesa dos corais

Há cerca de 6 anos, cientistas dos Estados Unidos e Israel divulgaram estudo que apontou que a oxibenzona, presente nos protetores solares, destrói os corais, depois de investigar a causa do branqueamento de barreiras da Flórida à Austrália. O fenômeno tem uma combinação de causas que vão da poluição ao aquecimento das águas com as mudanças climáticas. Os corais são ecossistemas que abrigam uma grande quantidade de formas de vida que também são afetadas e podem ser extintas.

A linha Beveg vem de encontro à preocupação com o futuro dos mares e do nosso planeta. O Havaí, o Arquipélago de Palau e, mais recentemente, a Tailândia  proibiram o uso de produtos que não são Eco-friendly, Ocean-friendly e Coral Reef-Safe. O Google Earth e o documentário “Em busca dos Corais” (“Chasing Coral”) mostram como os corais estão desaparecendo rapidamente dos oceanos e como isso ameaça a sustentabilidade que mantém toda forma de vida do nosso planeta.

Entenda como funciona a reposição de colágeno para os veganos

Especialista explica quais os alimentos de origem vegetal podem ajudar na compensação

Considerada uma das proteínas mais importantes do corpo humano, o colágeno configura 25% de toda a proteína corporal, sendo fundamental para a pele, cabelos, articulações, ossos e até mesmo para os órgãos. No entanto, a partir dos 25 anos o corpo começa a perder gradativamente essa proteína.

Estudos apontam que a falta de colágeno acelera o processo natural de envelhecimento da pele e outros órgãos, pois a redução dessa proteína ocasiona à perda de elasticidade, causando rugas e flacidez. Os músculos também são afetados diminuindo suas fibras e resistência. As articulações ficam mais fracas e a consistência dos ossos diminui.

Para fazer a reposição de colágeno no corpo, é necessário buscar por alimentos que possuem os aminoácidos que formam a proteína. São eles a Glisina, Prolina e Hidroxiprolina, que podem ser encontrados em carne, peixe, leite, ovo, queijo, entre outros.

Mas, como a reposição de colágeno pode ser feita pelos adeptos ao veganismo, uma vez que a hidroxiprolina, um dos aminoácidos mais importantes para construção da pele, não está presente em fontes vegetais?

A dermaticista Patrícia Elias, especialista em saúde da pele explica que “a solução para os veganos é procurar por fontes de colágeno, ou seja, encontrar alimentos de origem vegetal que possuem os aminoácidos certos, possibilitando que o próprio corpo produza o colágeno no organismo”.

A lista de alimentos ricos em prolina e glicina são: ágar-ágar, uma microalga que ajuda na formação do colágeno – interessante consumir junto com Vitamina C que também estimula a produção de colágeno e silício orgânico, um dos maiores precursores diretamente de colágeno – nozes, avelã, castanha-de-caju, castanha-do-pará, feijão, soja, cebolinha, pepino, repolho, soja, feijão, amendoim, ervilha, quinoa, pistache, algas, semente de abóbora, arroz integral, trigo, aveia, banana, kiwi, couve, espinafre, pepino.

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“Beber bastante água para hidratar o corpo fará toda a diferença em uma pele bonita e saudável, além de dormir bem e cuidar da saúde do intestino”, acrescenta Patrícia.

Segundo a dermaticista, o mais importante da reposição são os resultados atingidos, que elevam a qualidade de vida e evitam doenças ligadas ao desgaste ósseo. “Quem realiza atividades físicas também percebe uma melhora na performance com os benefícios do colágeno, que fortalece a musculatura e as estruturas”, finaliza.

Dia Mundial do Veganismo: nutricionista dá dicas de alimentos que podem ajudar a enriquecer dieta

Alimentação livre de produtos de origem animal pode trazer benefícios, mas é preciso expandir o cardápio com alimentos nutritivos e saudáveis

Celebrado no próximo dia 1º de novembro, o Dia Mundial do Veganismo foi criado por Louise Wallis, presidente da Vegan Society da Inglaterra, em 1994, com o propósito de conscientizar sobre as formas de consumo, exploração e crueldade com os animais, tanto para a alimentação, quanto na utilização de produtos de beleza e vestuário. Os adeptos desse estilo de vida, não ingerem nem fazem uso de nenhum tipo de alimento ou produto que tenham origem animal, como carnes, ovos, leite, couro, entre outros.

Em termos de alimentação, a dieta vegana é considerada altamente saudável, já que pode incluir uma grande variedade de vegetais, legumes, verduras, grãos e frutas, que são consumidos, em sua maioria, na versão integral. De acordo com a nutricionista Aline Maldonado Franzini de Alcântara, os benefícios dessa alimentação podem ser sentidos ao longo do tempo, entretanto, é importante que seja seguida uma dieta balanceada, que conte com a presença de todos os grupos alimentares.

“Os alimentos de origem animal são ricos em proteínas, vitaminas e minerais essenciais para nossa saúde. Ao adotar um estilo de vida vegano, é preciso ter consciência de inserir outros alimentos, ainda que de origem vegetal, que possam suprir essa carência nutricional. Contar com ajuda profissional durante esse processo, pode evitar que a pessoa apresente baixos índices de consumo proteicos, assim como das vitaminas B12 e D, e de minerais como ferro, zinco, cálcio e ômega3”, esclarece a especialista.

Entre os alimentos de origem vegetal que apresentam um bom valor nutricional para as dietas veganas, Aline destaca o consumo de hortaliças verdes escuras, leites vegetais, castanhas, leguminosas como o grão de bico, lentilha e feijões, e alguns tipos de arrozes. “São alimentos importantíssimos para a saúde de todas as pessoas, mas tornam-se essenciais em dietas que restringem o consumo de alimentos de origem animal. O arroz negro, o vermelho e o selvagem, por exemplo, apresentam grandes quantidades de fibras e proteínas, além de vitaminas A, B1, B2, B6, B12, cálcio, magnésio, zinco e ferro”, complementa.

Nesse sentido, a marca Tio João, presente no mercado há mais de 40 anos, sempre oferecendo produtos de qualidade, apresenta uma linha completa de arrozes, que vão desde o tradicional arroz branco, integral e parboilizado até as variedades mundiais, como o vermelho (cozinha francesa), o preto (cozinha chinesa) e o selvagem (cozinha canadense). Pensando em contribuir com dicas de consumo aos adeptos da dieta vegana, a marca preparou algumas receitas exclusivas, que podem ser conferidas a seguir.

Arroz Preto com Peras Assadas

Ingredientes
1 xícara (chá) de Tio João Variedades Mundiais Arroz Preto
1 colher (chá) de sal
1 pera madura em fatias grossas
5 colheres (sopa) de azeite
2 talos de alho-poró cortados em fatias
½ xícara (chá) de damascos picados
2 ramos de tomilho
2 ramos de salsinha picadas
5 folhas de sálvia picadas
Sal e pimenta-do-reino moída na hora
½ xícara (chá) de nozes picadas
Raspas de casca de laranja

Modo de Preparo
Leve ao fogo 3 xícaras (chá) de água fria (600ml) junto com o Arroz Preto e o sal. Deixe ferver, abaixe bem o fogo e mantenha a panela tampada por cerca de 35 minutos, ou até secar.
Enquanto isso, regue as fatias de pera com 2 colheres (sopa) de azeite e asse em forno médio (200°C) por cerca 20 minutos. Aqueça o restante do azeite em uma panela média. Refogue o alho-poró, os damascos, e tempere com as ervas, o sal e a pimenta. Misture o arroz já cozido, as nozes e retire do fogo. Polvilhe as fatias de pera com as raspas de laranja e sirva junto com o arroz.

Arroz Vermelho com Coco Refogado

Ingredientes
Arroz:
3 colheres (sopa) de azeite
2 cebolas roxas picadas (300 g)
1 xícara (chá) de Tio João Variedades Mundiais Arroz Vermelho
Sal e pimenta-do-reino
Coco Refogado:
3 colheres (sopa) de azeite
1 coco seco descascado e cortado em cubos (350 g)
3 colheres (sopa) de shoyu
½ colher (sopa) de açúcar
Pimenta-do-reino

Modo de Preparo
Arroz:

Em uma panela média, aqueça o azeite em fogo baixo, adicione a cebola e refogue, mexendo por cerca de 15 minutos ou até que ela esteja bem dourada. Junte o arroz e 2 xícaras (chá) de água, tempere com sal, pimenta e deixe levantar fervura. Abaixe o fogo e cozinhe com a panela semitapada por 35 minutos ou até que a água seque.

Coco refogado:
Enquanto a arroz cozinha, leve ao fogo médio uma frigideira com o azeite e doure os cubinhos de coco. Desligue o fogo, acrescente o shoyu e o açúcar e tempere com um pouco de pimenta. Misture-o ao arroz cozido e sirva em seguida.

Arroz com Vegetais e Chia

Ingredientes
1 litro de água
1 colher (chá) de sal
1 pacote de Arroz Tio João Cozinha Fácil Integral + Vegetais
½ maço de espinafre higienizado e picado
1 colher (sopa) de azeite de oliva
¼ de cebola picada
1 dente de alho pequeno picado
2 colheres (sopa) de chia

Modo de preparo
Prepare uma bacia com água gelada e, em uma panela, ferva 2 litros de água. Adicione as folhas de espinafre à água fervente, deixe por 30 segundos e, com ajuda de uma escumadeira, mergulhe-o na água gelada. Escorra as folhas e pique-as bem fininho. Reserve. Em uma panela, adicione a água e o sal e espere ferver. Coloque o pacote de Arroz Tio João Integral + Vegetais, diminua o fogo e deixe cozinhar com a panela semitampada, em fogo baixo, por 30 minutos. Retire-o com ajuda de um garfo e deixe escorrer toda a água. Enquanto isso, em uma frigideira adicione o azeite, refogue a cebola e o alho. Adicione o espinafre, uma pitada de sal e refogue por 2 minutos, mexendo. Coloque o arroz cozido na frigideira do espinafre, adicione a chia e misture. Sirva em seguida com azeite.

Arroz Selvagem + Arroz Parboilizado com Amêndoas

Ingredientes
1 xícara (chá) de Tio João Variedades Mundiais Arroz Selvagem
1 xícara (chá) de Arroz Tio João Parboilizado
200 g de amêndoas em lascas
4 colheres (sopa) de azeite
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo
Cozinhe o Arroz Selvagem conforme o modo de preparo indicado na embalagem. Enquanto isso, em outra panela, faça o mesmo com o Arroz Parboilizado. Em uma frigideira, toste as amêndoas com duas colheres de azeite. Depois, misture a elas o arroz selvagem, o arroz parboilizado e o restante do azeite. Tempere com sal e a pimenta e sirva. Para adquirir os produtos Tio João, basta acessar a plataforma de e-commerce Armazém Tio João, que disponibiliza 15% de desconto na primeira compra, além de promoções semanais em todo o site.

Fonte: Josapar

Farabbud apresenta opções para o Dia Mundial do Veganismo

O restaurante traz a riqueza da culinária árabe presente em seu cardápio

1º de novembro é uma data marcada pelo Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. A culinária árabe, com receitas passando por várias gerações, conta com diversos pratos veganos. O Restaurante Farabbud, tradicional casa no cenário paulistano, que embora não seja uma casa exclusivamente vegana, possui grande respeito pela causa e dispõe em seu cardápio de opções para refeição completa.

Na entrada, a sugestão é o Trio de Pastas, com Homus – pasta de grão de bico -, Babaganouch – pasta de berinjela assada – e Mhammara – pasta de pimentão vermelho com especiarias -, servidos com Pão Saj, cuja produção é direta, fazendo com que o pão esteja sempre quente. Além das saladas – com destaque especial para o Tabule -, é possível pedir os clássicos da culinária árabe, como o Falafel – bolinho de grão de bico e especiarias.

Para aqueles que optarem por pratos autorais do Farabbud, as opções são Kibe Emílio Abbud – bolinhas de trigo com especiarias, acompanhadas de cebolas douradas no azeite – ou o Libanês de Falafel – sanduíche com alface, tomate, rabanete e molho tahine, acompanhado de salada.

Farabbud – Alameda dos Anapurus, 1247 – Moema, São Paulo – Horário de atendimento: segunda a sexta: das 12h às 15h30 / das 18h30 às 22h. Sábado e domingo: das 12h às 22h30. Telefone e WhatssApp: (11) 5054-1648
Delivery: Farabbud em casa
Aplicativos para Delivery ou Drive Thru: iFood/ Rappi / UberEats

Aprenda a preparar Cookie Vegano de Abóbora para o lanche da tarde

A receita é da empresária Amélia Whitaker

Esta receita é para os apaixonados por cookies. Amélia Whitaker, empresária e entusiasta da alimentação saudável mostra como fazer cookie vegano de abóbora para o lanche da tarde. Os ingredientes podem ser adquiridos sem sair de casa pelo delivery da A Boa Terra, uma empresa delivery de produtos orgânicos que leva até a sua família o melhor da roça e sem venenos.

É possível montar a sua cesta orgânica 100% personalizada ou há cestas montadas de diversos tamanhos. As entregas podem acontecer semanalmente ou conforme necessidade de cada pessoa. Os pedidos podem ser realizados por WhatsApp no número (19) 99169-7729 ou pelo site do A Boa Terra.

Cookie Vegano de Abóbora

Ingredientes:
• 4 xícaras de abóbora orgânica descascadas e cozida;
• 1 xícara de uvas passas;
• suco de 1 laranja orgânica;
• ½ colher de chá de noz-moscada;
• 1 colher de chá de canela;
• 2 xícaras de farinha de coco feita em casa;
• 3 colheres de sopa de melado;
• 3 colheres de sopa de Pasta de Castanha de Caju da A Tal da Castanha.

Modo de preparo:
Amasse com garfo a abóbora cortada e cozida. Acrescente o restante dos ingredientes e misture bem. Porcione os biscoitos com uma colher, coloque na assadeira e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos. Em seguida, leve para gelar por 12 horas e sirva com um copo de leite vegetal de sua preferência da A Tal da Castanha.

Fonte: A Boa Terra

Divino Fogão ensina receita de bobó de shimeji na moranga

Amanhã, 1º de novembro, é comemorado o Dia Mundial do Veganismo. Para celebrar a data, o Divino Fogão, rede conhecida pelas comidas típicas da fazenda, ensina como preparar bobó de shimeji na moranga.

Bobó de Shimeji na Moranga

Ingredientes
1 moranga grande
200ml de leite de coco
1 colher de sopa de azeite de dendê
2 colheres de sopa de óleo composto
½ cebola picada
1 pimentão vermelho picado

Purê da moranga
100g de mandioca cozida amassada
½ talo de alho-poró picado
½ alga nori picada
1 colher de coentro picado
1 colher de sopa de sal
1 dente de alho picado
Pimenta biquinho para decorar
1 xícara de molho de tomate
400g de shimeji

Modo de preparo
Lave bem e asse a moranga inteira embrulhada em papel alumínio, em forno preaquecido a 180ºC, por 30 minutos. Em seguida, desembrulhe a moranga e corte a tampa dela. Tire as sementes sem desperdiçar a polpa. Raspe a polpa interior o máximo que der, sem romper a casca. Misture bem a moranga amassada com a mandioca amassada. Refogue a cebola, o alho picado, o alho-poró e os pimentões no óleo composto e azeite de dendê até dourar. Acrescente as algas, o leite de coco, o molho de tomates e deixe apurar. Bata a mistura no liquidificador e retorne para panela. Acrescente o shimeji e deixe cozinhar um pouco. Misture o purê e o restante dos temperos. Corrija o sal e sirva.

Rendimento: 8 porções.

Fonte: Divino Fogão

Água Doce ensina como preparar hambúrguer vegano para comemorar Dia do Veganismo

O Dia Mundial do Veganismo é comemorado amanhã, 1º de novembro. Celebrado desde 1994, a temática foi criada para homenagear o 50º aniversário da invenção dos termos vegano e veganismo e a fundação The Vegan Society. Para comemorar a data, a Água Doce ensina como preparar um hambúrguer vegano que leva feijão branco, alho-poró e espinafre.

Hambúrguer Vegano

Ingredientes:
200g de feijão branco
300g de espinafre
100g de alho-poró picadinho
30g de cebola bem picadinha
½ pimentão vermelho cortado em pedaços bem pequenos
2 colheres de (sopa) de azeite de oliva
2 colheres de (sopa) de salsa
1 colher de (chá) de coentro
½ colher de (café) de sal e pimenta do reino
1 colher de (chá) de páprica doce

Modo de Preparo:
Deixe os feijões branco de molho por, pelo menos, 3 horas para hidratar bem. Depois, escorra toda a água. Coloque os feijões em uma panela de pressão com água nova passando uns 2 dedos acima do feijão. Leve ao fogo alto e quando a água começar a ferver, diminua o fogo para médio, tampe e deixe cozinhar por 30 minutos, aproximadamente. É importante que os feijões estejam bem cozidos a ponto de amassar com os dedos. Após o cozimento, escorra toda a água e amasse os feijões até virar um purê. Em seguida separe e lave as folhas de espinafre, cozinhe no vapor por alguns minutos. Depois aperte com as mãos para que soltem o excesso de água. Após, pique bem picadinho e misture com o purê de feijão. Em uma panela ou frigideira, coloque o azeite de oliva, refogue a cebola cortada em cubos finos e o alho-poró. Depois de dourado, desligue o fogo tempere com sal, pimenta e páprica. Misture o refogado com o purê de feijão e espinafre. E, por último, adicione a salsa e o coentro picadinho.
Agora é hora de dar forma ao hambúrguer vegano, se preferir pode utilizar um aro modelador.
Leve os hambúrgueres ao forno a 180ºC, em um tabuleiro ou assadeira previamente untada com um pouco de azeite de oliva, até que estejam bem dourados de ambos lados.

Tempo de preparo: 2h

Rendimento: aproximadamente 6 hambúrgueres de 100g

Fonte: Água Doce Sabores do Brasil

Beco do Batman terá ação com peixe vegano para celebrar Dia Mundial do Veganismo

Neste final de semana, quem comprar um Fakie Fish & Chips grande no Sirène Fish & Chips ganha outro

No próximo domingo, 1º de novembro, será celebrado o Dia Mundial do Veganismo, que tem como objetivo disseminar a prática de abster o uso de produtos de origem animal, seja na alimentação ou no vestuário, para reduzir os impactos ambientais e a exploração animal, além de difundir os efeitos benéficos para a saúde humana.

O Sirène Fish & Chips, tradicional rede brasileira de fish & chips, entrou nessa corrente junto com a Germinou, empresa que propõe uma mudança na alimentação trocando produtos feitos de proteína animal por produtos à base de plantas, e fará uma ação especial entre os dias 31 de outubro a 2 de novembro: quem comprar uma unidade do cone grande de Fakie Fish & Chips, ganha outra.

O Fakie Fish & Chips é o tradicional Fish & Chips em sua versão vegana, feito com o “Fakie Fish’, desenvolvido em parceria com a Germinou, sua base é de soja não transgênica em um preparo que utiliza técnicas chinesas milenares, aprimoradas através de séculos, acompanhadas das deliciosas batatas rústicas da casa.

Dados da última pesquisa Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), divulgada em 2018, apontam que cerca de 30 milhões de brasileiros já se declaram vegetarianos, cerca de 14% da população. Segundo a mesma pesquisa, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro, esse número sobe ainda mais, chegando a 16%.

O preparo é exclusivo do estabelecimento e para a ação do Dia Mundial do Veganismo ele será comercializado nas três unidades da rede em Curitiba (Jockey Plaza, Vicente e Trajano) e, também, nas unidades das cidades de Balneário Camboriú (SC), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP), com preços a partir de R$ 33.

fish

“É a nossa manobra para a galera que não consome proteína animal voltar a se sentir em casa no Sirène”, comenta o sócio fundador da rede Sirène, Alexandre Lopes. A promoção é válida até o final do dia 2 de novembro ou até durarem os estoque para delivery, take away ou ainda para quem quiser consumir em uma das lojas, com toda segurança e protocolos de distanciamento exigidos para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Sirène Fish & Chips: Rua Harmonia, 150 – Vila Madalena, São Paulo. Horário de funcionamento: terça a sexta, das 16h às 22h; sábado e domingo, das 14h às 22h.

Crescimento do veganismo movimenta mercado de produtos substitutos lácteos no Brasil

O mercado de produtos lácteos à base de vegetais cresce e se torna uma grande aposta da indústria no Brasil. O fenômeno observado atualmente no mercado brasileiro já foi presenciado nos Estados Unidos; Associação Brasileira de Supermercado (Abras) avalia que a demanda por produtos vegetarianos é maior do que a oferta no país

Domingo, 1ª de novembro, comemoramos o Dia Mundial do Veganismo. E o mercado de produtos lácteos à base de vegetais é a nova grande aposta da indústrias vegana e vegetariana do Brasil. Após a consolidação dos produtos à base de vegetais que imitam o sabor e a textura da carne animal, como hambúrgueres e embutidos, agora é a vez dos leites vegetais. O grande diferencial neste caso é perfil da demanda, que cresce com a mesma velocidade do surgimento de doenças e intolerâncias associadas ao consumo do leite animal – direcionando um público enorme para os leites alternativos.

Embora não exista um cálculo específico sobre o tamanho do mercado brasileiro de produtos livres de proteína animal, a Associação Brasileira de Supermercado (Abras) avalia que a demanda por produtos vegetarianos é maior do que a oferta no país e responde por boa parte dos R$ 55 bilhões faturados pelo segmento de produtos naturais, anualmente. Empresários estimam ainda que o mercado vegano tenha crescido a uma taxa anual de 40%, nos últimos anos, em média.

Os dados refletem um fenômeno social: atualmente, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa divulgada pelo Ibope Inteligência, em abril de 2018. Em grandes capitais como São Paulo, Recife, Curitiba e Rio de Janeiro, esse percentual sobe para 16% — o que representa um crescimento de 75% da população vegetariana nessas regiões, nos últimos seis anos. A mesma pesquisa do Ibope Inteligência encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) mostra que 55% dos brasileiros consumiriam mais produtos veganos, se existissem indicações sobre os produtos no ponto de venda.

De olho nesse mercado em ebulição, empresas como a brasileira Vida Veg apostam alto no Brasil. A companhia está prestes a inaugurar a maior e mais moderna fábrica de substitutos lácteos do País, o que irá causar um grande impacto no segmento de produtos veganos, nos próximos anos. O portfólio de produtos 100% vegetal oferece aos consumidores iogurtes, shakes, queijos e a nova linha de leites vegetais frescos nos sabores de coco, amêndoas e castanha-de-caju.

Anderson Rodrigues, diretor executivo da Vida Veg, afirma que os lácteos de origem vegetal produzem menor impacto ambiental em comparação com os produtos de origem animal. “A produção de cada litro de leite de amêndoas ou de coco demanda 70% menos água em comparação ao leite de vaca, além de não precisar explorar nenhum animal”, explica.

A multinacional de origem grega Violife também enxerga o atual momento como oportunidade. O desembarque dos produtos está previsto para setembro e deverá contemplar uma linha completa de queijos do tipo mozzarela, prato, provolone, parmesão, entre outros. Os queijos veganos da Violife estão entre os mais consumidos nos Estados Unidos e ficaram entre as 20 marcas de queijo mais vendidas no Reino Unido em 2018 – sendo o primeiro do tipo vegano a aparecer na tradicional pesquisa da The Grocers.

“O queijo Violife é unanimidade entre as pessoas que já experimentaram. No teste cego, é muito comum confundirem os produtos com o queijo de origem animal”, explica Paulo Treu, diretor da Global Picks Brasil, empresa responsável pela venda no país.

Mercado Americano

O fenômeno observado atualmente no mercado brasileiro já foi presenciado nos Estados Unidos, há alguns anos. O mercado por lá está mais consolidado e com fôlego cada vez maior. De acordo com dados da Consultoria Nielsen, o mercado varejista de leites vegetais nos Estados Unidos apresentou crescimento de 20% no volume de vendas, em comparação a 2017. As receitas destes produtos cresceram 9% no mesmo período, atingindo US$ 1,6 bilhão e representando um percentual de 13% do mercado total de leites. Os iogurtes (+55%), queijos vegetais (+43%) ocuparam lugar de destaque, seguidos pelas carnes vegetais (+24%) e ovos/maioneses (+16%). Um detalhe em comum que pode ser observado é o crescimento na casa dos dois dígitos.

Mais do que um simples movimento ou tendência, o vegetarianismo e o veganismo se tornaram hoje um grande reflexo do comportamento veggie que tomou conta do Brasil.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)