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Dia Mundial Sem Tabaco: cigarro compromete circulação e aumenta risco de trombose e câncer

Além disso, a nicotina diminui a espessura dos vasos sanguíneos e o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue

Mais de 4.000 compostos químicos (muitos deles tóxicos), incluindo a nicotina, o monóxido de carbono, a acroleína e outros oxidantes: essa é a composição da fumaça de cigarro, cuja exposição constante induz a múltiplos efeitos patológicos no organismo, causados pelo estresse oxidativo das células.

“Os efeitos adversos do cigarro são muitos e, no caso da saúde das veias, o fumo também afeta principalmente a circulação e isso favorece o aparecimento de processos de trombose (com entupimento dos vasos e que pode levar à morte), principalmente quando associado a fatores de risco”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Por conta de todas as doenças associadas, o tabagismo é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável no mundo.

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Normalmente relacionado ao aumento da probabilidade de desenvolver infarto, o cigarro também pode causar problemas circulatórios como arteriosclerose (envolvendo as artérias da perna) e tromboangeite obliterante – distúrbio que afeta as extremidades do corpo. “Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar o membro (como pernas, pés e mãos)”, explica.

A médica enfatiza que a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos. “Além disso, o monóxido de carbono oferece um fator adicional de risco ao diminuir a concentração de oxigênio no sangue. Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose principalmente quando há fatores de risco envolvidos”, afirma a médica.

A trombose é um termo que se refere à condição na qual há o desenvolvimento de um ‘trombo’, um coágulo sanguíneo, nas veias das pernas e coxas. Esse trombo entope a passagem do sangue. Os principais fatores de risco são: dor na perna, obesidade, uso de hormônios (pílula anticoncepcional), portadores de qualquer tipo de câncer, portadores de Trombofilias (doença do sangue que deixa maior predisposição a coagulação sanguínea) e qualquer condição que aumente a imobilização (gesso, deficientes físicos, fraturas), gestantes e idosos.

Alguns estudos também sugerem que a exposição à fumaça do cigarro resulta na ativação das plaquetas e estimulação da cascata de coagulação, por isso há um aumento na incidência de trombose arterial em fumantes. “Ao mesmo tempo, as propriedades anticoagulantes naturais são significativamente diminuídas”, comenta.

Outra complicação do cigarro é que o ele dificulta o importante papel do sangue no processo de cicatrização, após cirurgias e procedimentos. “O vaso mais estreito tem um fluxo menor de sangue e o suprimento de oxigênio aos tecidos é afetado. Isso dificulta a cicatrização e pode causar até necrose de pele. Várias substâncias no cigarro dificultam a formação de fibroblastos, células ligadas ao processo cicatricial”, comenta.

A angiologista alerta que, para os fumantes, o acompanhamento médico é fundamental para impedir que as doenças apareçam ou progridam.

É possível parar de fumar mesmo durante a pandemia

O consumo de cigarros aumentou durante a pandemia. E a dependência química causada pela nicotina pode provocar sofrimento para fumantes que desejam parar, mas a busca por conselho profissional e tratamento ajudam a vencer a batalha

Ansiedade, depressão e tristeza são algumas das causas apresentadas por pessoas que aumentaram o consumo de cigarro durante a pandemia. A batalha travada por fumantes que querem parar de fumar parece ser ainda mais árdua quando se pensa em todas as privações que população tem passado.

Uma pesquisa de comportamento na pandemia da Fundação Oswaldo Cruz, realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas em 2020, mostrou que 34% dos fumantes aumentaram a quantidade de cigarros. Desses, 6,4% aumentaram 5 cigarros ou menos, 22,5% aumentaram cerca de 10 cigarros e 5,1% aumentaram 20 cigarros ou mais. Entre as mulheres, o percentual de aumento de cerca de 10 cigarros por dia (29%) foi maior do que o percentual entre os homens (17%). No total da população, cerca de 12% são fumantes.

Segundo o oncologista torácico Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas, o tabagismo é um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, doenças respiratórias, diabetes e, o mais grave, câncer de pulmão. “A maioria dos pacientes diagnosticados com a doença é ou já foi fumante. Quem fuma também é mais vulnerável a desenvolver um quadro grave da Covid-19, uma vez que têm o pulmão mais comprometido”, diz o médico.

Portanto, parar de fumar é uma batalha que pode e deve ser vencida – mas não sem ajuda. A nicotina é considerada droga e pode levar a dependência química. “Quando a pessoa resolve parar, sofre desconfortos físicos e psicológicos que podem trazer sofrimento. Por isso, é importante procurar ajuda profissional e não julgar ou desencorajar quem está passando pelo problema”, afirma o oncologista.

Campanha da OMS para 2021

Para ajudar quem deseja parar, a Organização Mundial da Saúde lançou no dia 8 de dezembro de 2020 uma campanha mundial com duração de um ano para o Dia Mundial Sem Tabaco de 2021 – intitulada “Comprometa-se a parar de fumar durante a COVID-19”. Um canal exclusivo via WhatsApp (Quit Challenge) e a publicação 101 razões para parar de fumarforam criados para dar início a campanha. “Fumar mata oito milhões de pessoas por ano, mas se as pessoas precisarem de mais motivação para largar o vício, a pandemia fornece o incentivo certo”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

SUS oferece tratamento para quem quer parar de fumar

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde e nos Hospitais. O órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da rede de tratamento do tabagismo no SUS, em parceria com estados e municípios e Distrito Federal é o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva.

Algumas instituições privadas também oferecem programas de cessação do tabagismo. Um exemplo é o Grupo Oncoclínicas, com o apoio do Instituto Oncoclínicas, que vem conduzindo um amplo programa para pacientes e colaboradores.

Novas diretrizes de rastreamento de câncer de pulmão em 2021

A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF) atualizou as recomendações para detecção precoce do câncer de pulmão. No documento publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) em 2021, a orientação é de ampliar o grupo de pessoas que deve fazer exames anuais para a doença. O foco ainda está em fumantes, mas agora ainda mais jovens e que consomem menos cigarro, o que pode ajudar no diagnóstico precoce.

Fumantes, ou pessoas que pararam a menos de 15 anos, entre 50 – 80 anos que consumiram um maço de cigarro por dia durante um ano ou o equivalente a isso, devem fazer anualmente uma tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação. (Antes eram fumantes com 30 “anos-maço” e com idade entre 55 e 80 anos).

“O câncer de pulmão é uma doença com alto índice de letalidade por causa da rápida evolução, se comparada com outros tipos de câncer e pelo diagnóstico que, na maioria dos casos, só acontece quando a doença já está em estágio avançado. A pandemia causada pelo novo coronavírus pode agravar ainda mais essa situação ao provocar um atraso em consultas e realização de exames que, para o câncer de pulmão, pode significar chances bem menores de cura” alerta Ferreira.

12 passos para entender o tabagismo e apagar de vez o cigarro da sua vida

31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco; segundo oncologista, os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer

Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – tem como objetivo alertar a população sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estima-se que 100 milhões de pessoas tenham morrido no século 20 em decorrência do fumo. Dados da OMS apontam que no ano de 2020 acontecerão mais 7,5 milhões de mortes, tanto fumantes ativos como passivos serão vítimas desse produto.

“Está cada vez mais claro que os tabagistas passivos (aqueles que não fumam, mas convivem de perto com quem fuma) também têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago e bexiga”, afirma Vinícius Corrêa da Conceição, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia.

Para ajudar as pessoas a entenderem de uma vez por todas o mal que o tabagismo causa a saúde, o médico preparou 12 passos para auxiliar nesta conscientização. Confira:

1 – Substâncias nocivas

cigarros no cinzeiro
São mais de 4.800 compostos químicos em um único cigarro, dentre os quais mais de 70 são sabidamente cancerígenos. É disparado o maior fator de risco para o desenvolvimento de câncer, estando relacionado, a pelo menos, 30% de todos os tumores.

2 – A nicotina atinge o cérebro em 10 segundos
Depois de tragar um cigarro, leva cerca de 10 segundos para a nicotina chegar ao cérebro, liberando substâncias responsáveis por promover sensação de prazer e euforia. Por isso, o cigarro é tão viciante.

3 – Tumores relacionados ao tabagismo
O tabagismo está diretamente relacionado a um maior risco de desenvolver vários tipos de neoplasias, com particular importância para cânceres de pulmão, cabeça e pescoço (boca, língua, faringe, laringe, esôfago), estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemias.

4 – Câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay
O tumor é o terceiro mais incidente no Brasil e aquele que mais mata e, está diretamente relacionado ao tabagismo. Mais de 80% dos pacientes são ou foram tabagistas. Trata-se de um dos cânceres mais agressivos, acometendo cerca de 1,8 milhão de pessoas e em mais de 80% dos casos a doença é diagnosticada em fases avançadas, com metástases, quando a cura é praticamente impossível.

5 – Câncer de cabeça e pescoço
O tumor de cabeça e pescoço, sendo o mais frequente, o carcinoma epidermoide, representa o terceiro tipo mais comum de câncer nos homens no Brasil (quando contamos os tumores de cavidade oral, faringe, hipofaringe e laringe juntos) e está intimamente relacionado ao tabagismo, sendo acompanhado logo em seguida pelo álcool e, depois, pela infecção pelo vírus do HPV.

6- Câncer de bexiga
Embora o tumor de bexiga seja mais raro que o de pulmão e o de cabeça e pescoço, é extremamente agressivo. Acomete mais de 9 mil brasileiros, sendo 6.6 mil homens e 2,7 mil em mulheres, e causa a morte de cerca de 4 mil pessoas ao ano. 70% dos casos estão ligados ao uso de cigarro. As substâncias nocivas do fumo são filtradas pelos rins e entram em contato com a parede da bexiga.

7 – Outras doenças relacionadas ao cigarro
O tabagismo é o segundo fator de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (perdendo apenas para hipertensão arterial), como angina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral. Além de diversas outras doenças respiratórias (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias). Há ainda outras doenças relacionadas ao tabagismo: úlcera do aparelho digestivo; osteoporose; catarata; impotência sexual no homem; infertilidade na mulher; menopausa precoce e complicações na gravidez.

8 – Cigarro e Covid-19
Na atualidade, não podemos esquecer a pandemia de Sars-CoV-19, causada pelo coronavírus, que já matou milhares de pessoas pelo mundo. Já existem dados de estudos chineses e italianos relacionando o tabagismo com a forma mais grave da doença e uma maior letalidade. Acredita-se que um dos motivos pelos quais a Itália teve tantos casos graves e óbitos por Covid-19, seja o fato do número de tabagismo no país ser um dos mais altos da Europa.

9- Fumantes passivos também sofrem as consequências

cigarro parar fumar tabaco pixabay
Os tabagistas passivos também têm chances de desenvolver câncer, doenças cardíacas e pulmonares. Do total de mortes relacionadas ao cigarro, 12% ocorrem em fumantes passivos.

10 – Brasil com lugar de destaque no combate ao tabagismo
O Brasil ganhou lugar de destaque ao conseguir reduzir de forma consistente o número de pessoas que fumam. Os esforços para essa redução começaram em 1990, quando profissionais de estados e municípios foram treinados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para tratarem pacientes tabagistas no SUS e o tratamento começou a ser oferecido de forma gratuita, por exemplo, com a disponibilização de medicações como a bupropiona. Os impostos sobre os cigarros aumentaram, chegando a 83%, em 2018; as propagandas foram proibidas em televisão e revistas, tornou-se obrigatório estampar as embalagens de cigarro com fotos e frases que mostrassem os efeitos devastadores do cigarro e, por fim, a proibição do fumo em locais fechados de uso coletivo. Todas essas medidas levaram o país a reduzir em mais de 50% o número de pessoas que fumam nos últimos 25 anos (34% da população em 1989 e 10% em 2017).

11 – Alternativas ao cigarro convencional. Perigo em crescimento

mulher fumando cigarro eletronico pixabay pp
Além do cigarro, existem os charutos, cachimbos, cigarros de palha, narguilés e, mais recentemente, os cigarros eletrônicos. Algumas pessoas defendem esses tipos de fumo, alegando serem menos prejudiciais. No entanto, isso não é verdade. Alguns deles são ainda mais nocivos. E o cigarro eletrônico vem se mostrando um grande perigo! O seu uso vem crescendo no Brasil (onde a comercialização é proibida) e no mundo. Em 2018, mais de 3,5 milhões de estudantes do ensino médio nos EUA disseram já ter experimentado o cigarro eletrônico. Seus efeitos deletérios ainda não são completamente conhecidos, mas o Centro de Controle de Doenças dos EUA divulgou recentemente várias mortes associadas diretamente ao seu uso.

12 – Os benefícios ao parar de fumar são rapidamente sentidos

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
Há quem acredite que o tabaco leva anos para começar a causar danos no corpo humano. Na verdade, é preciso apenas alguns minutos para que esses danos comecem a acontecer no organismo. No entanto, mesmo depois de anos alimentando esse vício é possível recuperar a saúde depois de colocar um fim nele. Apenas 48 horas depois de parar de fumar, as terminações nervosas começam a ser regeneradas, fazendo com que se sinta melhor os sabores e cheiros. Porém, uma pessoa que fumou por muitos anos, precisa de cerca de 20 anos livre do cigarro pra voltar a ter o mesmo risco de desenvolver câncer de pulmão de uma pessoa que nunca fumou.

*Vinícius Correa da Conceição é médico oncologista com residência médica em oncologia pela Unicamp, graduação e residência médica em clínica médica também pela Unicamp. Tem título de especialista em cancerologia e oncologia clínica pela Sociedade Brasileira de Oncologia, foi visiting fellow no serviço de oncologia do Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto. Membro titular da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), da Sociedade Europeia de Oncologia (Esmo), da International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC), do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC). Vinícius é sócio do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia, e atua na oncologia do Instituto do Radium, do Hospital Madre Theodora, do Hospital Santa Tereza e da Santa Casa de Valinhos.

Fonte: Grupo SOnHe

Dia Mundial sem Tabaco: Fundação do Câncer relembra principais ações de conscientização

A Instituição reforça o conceito #EuMeImporto, traduzindo uma cultura de empatia e respeito pelas pessoas

No dia Mundial sem Tabaco (31), a Fundação do Câncer apresenta sua nova campanha, ‘’Importe-se com alguém além de você’’, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do tabaco para a saúde individual e coletiva, bem como os problemas ambientais que gera. A ação faz parte do conceito #EuMeImporto, tônica da Instituição que traduz a cultura de empatia e respeito pelas pessoas.

Além das peças publicitárias informativas divulgadas a partir de 22 de maio nas redes sociais da Instituição, a ação conta com depoimentos de um entusiasta da causa antitabagista e de duas personalidades que decidiram parar de fumar por conta da campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação do Câncer em fevereiro deste ano.

Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, aderiu motivado pela perda do pai por conta do cigarro. Para ele, o importante é incentivar cada vez mais as pessoas a deixarem esse hábito. Já para Raphael Alvarez, ator e diretor, a maior motivação para eliminar o tabaco de sua vida é a influência positiva que deseja despertar nas próximas gerações. Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin, por sua vez, contou que o cigarro estava afetando seu paladar e, por ele se importar com os seus clientes e com a qualidade dos pratos que oferece, decidiu parar de fumar.

Também faz parte da ação deste ano uma retrospectiva dos últimos cinco anos de ações realizadas pela Fundação do Câncer no Dia Mundial sem Tabaco. A proposta é mostrar a atuação da Instituição no controle do tabaco, uma das principais bandeiras desde a sua criação. Nesse sentido, a campanha deste ano reforça como a Fundação tem contribuído para que o Brasil seja uma referência mundial na luta contra o tabagismo.

Um dos resultados dessa contribuição foi a queda do percentual de fumantes brasileiros maiores de 18 anos de 34,8%, em 1989, para 14,7% em 2013, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Atualmente, há mais ex-fumantes do que fumantes no país, também segundo a PNS.

Para o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr: “A Instituição sempre atuou em ações de conscientização voltadas para a população. Nosso fundador e presidente do conselho curador, Marcos Moraes, é um dos precursores da causa e desenvolveu, ao longo dos anos, um importante papel, em âmbito nacional, na luta contra o tabagismo” destaca o executivo. Um exemplo de atuação a ser citado foi o envolvimento de Moraes na criação de lei para proibir o fumo em voos, que representou, na época, um avanço significativo no controle do tabaco no país.

A seguir, confira as campanhas realizadas pela Fundação do Câncer desde 2014 até hoje:

2019: Importe-se com alguém além de você
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2019

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Fumar é prejudicial também para aqueles que estão próximos da fumaça e traz impactos ao meio ambiente. Essa consciência pode ser um importante incentivo de mudança para quem deseja parar de fumar. Pensando nisso, em 2019, a Instituição lança a ação: ‘’Importe-se com alguém além de você”, que poderá ser vista nas redes sociais da Fundação a partir de 22/05. Este trabalho conta com os depoimentos do incentivador da causa antitabagista Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, e de dois ex-fumantes que tomaram essa decisão motivados pelo Dia Mundial do Câncer, Raphael Alvarez, ator e diretor; e Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin. Ambos, incentivados pela campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação, em fevereiro deste ano, contam como se importar com a saúde das pessoas próximas os engajou nessa luta e os incentivou a abandonar o tabaco.

2018: Vidas em cinzas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2018

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No último ano, a Fundação do Câncer produziu o vídeo ‘’Vidas em Cinzas’’ para sensibilizar e orientar a população sobre os malefícios do cigarro.

2017: Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2017

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A campanha “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento” teve o objetivo de revelar à população o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população. O consumo do tabaco gera impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. Durante o período da campanha, a Instituição divulgou, em seus diferentes canais nas redes sociais, peças com frases e imagens sobre o efeito do tabagismo na natureza e na vida das pessoas.

2016: Embalagens Padronizadas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2016

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Em 2016, a Fundação do Câncer se uniu com a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e publicaram um vídeo nas mídias sociais em que a médica epidemiologista Veronica Hughes, diagnosticada com câncer de pulmão há mais de 10 anos, convocou a população brasileira a assinar a petição online pela adoção das embalagens padronizadas para cigarros. A campanha ‘’#AcabouoDisfarce’’ ganhou também as páginas dos jornais impressos O Dia, Destak, Meia Hora e Metro.

2015: Dicas para parar de fumar
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2015

dia mundial sem tabaco 2015
Na campanha de 2015, a Fundação do Câncer divulgou depoimentos de pessoas que deixaram de fumar. Nas publicações, os ex-fumantes contavam como o cigarro atrapalhava suas vidas e compartilhavam experiências, além de mostrar o que os incentivou a parar de fumar.
No mesmo ano, a Instituição divulgou as “Dicas para parar de fumar”.

2014: “Preços mais altos, mais vidas salvas”
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2014

dia mundial sem tabaco 2014
Aumentar os preços e impostos dos produtos de tabaco para reduzir doenças e mortes foi o tema central da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014. O alerta foi sobre a necessidade de se elevarem os preços do cigarro para diminuir a prevalência de fumantes nos países.

Fonte: Fundação do Câncer

Dia Mundial Sem Tabaco tem mobilização nesta sexta-feira, em São Paulo

Ação contará com pulmão inflável gigante no acesso da Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás de metrô, além de uma equipe de enfermeiros que orientará a população

Nesta sexta-feira(31), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza, em parceria com a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, mobilização na Estação AACD-Servidor – para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo cigarro.

A ação ocorre por ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estudos mostram que o hábito de fumar é um fator de risco para cerca 50 doenças diferentes, sendo responsável por:

25% das mortes por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio);
45% das mortes por infarto na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar;
25% das doenças vasculares (entre elas AVC);
90% dos casos de câncer no pulmão;
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

Para se ter uma ideia da gravidade desse hábito, segundo a OMS, a incidência global do câncer de pulmão pode chegar a 1,8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1.6 milhão de óbitos.

Por isso, a ação de conscientização do Instituto Lado a Lado pela Vida pretende impactar as pessoas ao instalar um pulmão inflável gigante no local, além de contar com a presença de uma equipe composta por cinco enfermeiros que abordará os pedestres, distribuindo folderes informativos e orientando-os sobre o tema.

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, e o quarto entre as mulheres”, afirma Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL. “Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”, diz Marlene. Ela reforça que, normalmente, o câncer de pulmão é diagnosticado em estágios avançados, quando as possibilidades de cura são mais difíceis.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, 76% dos entrevistados nunca falaram com o médico sobre câncer de pulmão e 61% da população não se consideram bem informados sobre a doença. A alta incidência também foi comprovada pela pesquisa: três em cada dez brasileiros disseram conhecer alguém que tem ou teve câncer de pulmão.

Além disso, a incidência vem aumentando a cada ano entre indivíduos não fumantes. “Hoje, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, ressalta Marlene.

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do pulmão. Este ano, as ações para disseminação de informações começarão mais cedo, aproveitando o ensejo do Dia Mundial sem Tabaco.

Sobre o câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay

As causas da doença variam entre as pessoas, mas estão relacionadas ao tabagismo, estilo de vida, excesso de exposição à poluição do ar, histórico familiar e até mesmo fatores genéticos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico.

De acordo com Fernando Santini, oncologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, o rastreamento é indicado para indivíduos com risco elevado, ou seja, homens e mulheres com idade maior ou igual a 50 anos que tenham histórico elevado de tabagismo com ou sem fator de risco adicional.

“Consideramos o número de maços de cigarro fumados por dia multiplicado pelo número de anos de tabagismo. Por exemplo, 30 anos – maço equivale a 1 maço por dia por 30 anos ou 2 maços por dia por 15 anos”, explica o médico.

O exame indicado para rastrear tumores no pulmão é a Tomografia Computadorizada de Tórax, procedimento rápido, indolor, que não necessita de preparo e nem utiliza contraste oral ou endovenoso.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica ele. “Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia. “A medicina de precisão avaliará qual é o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar resultados mais satisfatórios”, conclui o oncologista.

Serviço – Mobilização Dia Nacional SemTabaco
Dia 31 de maio, sexta-feira
Das 10 às 15 horas
Local: Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás

Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco

Em 15 anos, ex-fumantes têm redução quase completa nas taxas de risco da doença; Cronologia dos benefícios começa 20 minutos após abandonar o cigarro

O tabagismo está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. Apesar destes dados não serem novidade, o Brasil ainda registra um elevado número de casos da doença entre fumantes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país soma mais de 28 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

O tabagismo também é considerado uma doença pediátrica, pois 80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos. Esta realidade, contudo, pode mudar com a conscientização sobre os benefícios de parar de fumar: 31/05 é o Dia Mundial sem Tabaco, criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987 para alertar a população sobre as doenças provenientes do vício.

Mesmo após anos de tabagismo, bastam apenas 20 minutos sem consumir o cigarro para a pressão arterial voltar ao normal e a frequência do pulso cair a níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés. Em oito horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui e em apenas 48 horas as terminações nervosas começam a se recuperar, e os sentidos do olfato e do paladar melhoram. De duas semanas a três meses a circulação sanguínea melhora consideravelmente, caminhar se torna mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, especialistas afirmam que torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fique atento aos sinais de alerta

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Foto: Wallsdesk

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresentam sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar, escarro com sangue e dor no peito.

Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista do CPO, é a imunoterapia. Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

Avanços no diagnóstico precoce

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Outro poderoso aliado na identificação do câncer de pulmão, que permite o diagnostico precoce e exerce o papel fundamental para a cura da doença, é o chamado rastreamento do câncer de pulmão com tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), cuja importância pode ser comparada ao papel da mamografia para o câncer de mama.

Disponível na maioria das unidades de Medicina Diagnóstica no país, a TCBD é o exame mais indicado como método de rastreamento para o câncer de pulmão. Devido a sua menor dose de radiação, pode ser repetida frequentemente, de acordo com um protocolo bem estabelecido, para o acompanhamento dos pacientes tabagistas, que compõe o grupo de risco para desenvolvimento do câncer de pulmão. Além disso, a TCBD também detecta outras doenças provocadas pelo tabagismo, antes mesmo de qualquer sintoma se manifestar.

Devem fazer o rastreamento de câncer de pulmão por meio da TCBD, fumantes com carga tabágica (exposição tabágica (exposição do indivídio ao tabagismo) maior ou igual a 30 maços ano (numero de maços por dia X anos que fumou) e ex-fumantes que cessaram o tabagismo há menos de 15 anos, e com idade entre 55 e 74 anos.

Para este perfil de pacientes já há evidências na literatura médica de que a tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), como método de rastreamento, possibilita uma redução significativa da mortalidade de até 20%, por câncer de pulmão, um avanço tudo como extremamente importante e animador pelos especialistas.

Para avaliar os resultados deste tipo de exame é necessáeia uma equipe interdisciplinar composta por radiologista, patologista, oncologista e cirurgião torácico, todos com experiência em doenças do tórax, para orientar a conduta médica por meio da interpretação dos resultados anormais da TCBD em cada paciente.

O diagnóstico precisa ser confirmado com biópsia, que pode ser feita por broncoscopia (exame em que um tubo fino com uma câmera penetra pelas vias aéreas), punções transtorácicas com agulha ou por cirurgia. Quando o resultado do exame anatomopatológico comprova o diagnóstico de câncer de pulmão, são realizados outros exames para saber o estágio da doença. O estadiamento pode incluir exames de sangue, tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro. O PET-CT pode ser muito útil no estadiamento do câncer de pulmão.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia (CPO)

Sírio-Libanês tem programa para quem quer parar de fumar

Fumante recebe apoio médico e psicológico; índice de cessação do tabagismo chega a 60%, número bem superior à média de quem tenta parar por conta própria

Apesar de o número de fumantes estar caindo no país, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes (7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens), de acordo com estudo de 2015 do The Lancet, que contou com ajuda do governo federal. A publicação é considerada uma das principais revistas médicas independentes do mundo. Já está provado cientificamente que o tabaco causa vários malefícios à saúde.

Porém, segundo médicos de diversas especialidades, um dos maiores receios do fumante e do ex-fumante é descobrir algum nódulo no pulmão – são considerados nódulos pulmonares as manchas ovais ou arredondadas, de até três centímetros, encontradas no meio do tecido pulmonar e que não se assemelham ao tecido normal.

O câncer de pulmão, na verdade um grupo de tumores malignos, pode crescer por muitos anos sem nenhum sintoma específico. Quando um nódulo pulmonar é encontrado, a maior preocupação é descobrir se ele é ou não um câncer de pulmão. É importante frisar que a maioria dos nódulos pequenos encontrados pela tomografia não se trata de câncer de pulmão.

Em geral, estes nódulos são ligeiras infecções ou cicatrizes de infecções anteriores. “Mas, se for um tumor maligno, quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de cura”, explica o oncologista Fernando Santini, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

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O pneumologista André Nathan Costa, do Núcleo de Doenças Pulmonares e Torácicas, explica que o melhor a fazer é parar de fumar, não importa a idade da pessoa. Segundo ele, as vantagens de se parar de fumar são imensas. “Cinco anos após parar de fumar, o risco de câncer de pulmão cai à metade. Quinze anos após parar de fumar, o risco de doença coronária é igual ao de um não fumante.”

Para quem deseja parar de fumar e não sabe se conseguirá isso sozinho, o Sírio-Libanês, por meio do Núcleo de Cessação de Tabagismo, com profissionais do Núcleo de Doenças Pulmonares e do Centro de Cardiologia, oferece o Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que inclui atendimento médico e psicológico e ocorre em um período de aproximadamente 12 semanas.

O interessado responde a um questionário e realiza exames em que serão levados em conta os aspectos físicos, psicológicos e antecedentes familiares. São realizados atendimentos médicos e psicológicos individualizados, incluindo sessões de manutenção para controle e prevenção de recaída.

De acordo com Costa, o índice de cessação, que normalmente é de 30% a 40%, chega a 60% com este programa.

Fonte: Sírio-Libanês

Dia Mundial Sem Tabaco: sete dicas para abandonar o cigarro

Hoje, 31 de maio, é lembrado como o Dia Mundial Sem Tabaco. A data é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos causados pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, Aids e malária juntas. Segundo estudo da organização, no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de tabagistas no mundo, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

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Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji, especialista em câncer de pulmão do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em quatro estágios. O estágio 1 representa os tumores iniciais, o 2, os tumores um pouco maiores, mas ainda restritos aos pulmões, o 3, os tumores avançados dentro do tórax, e o 4 são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que, hoje, o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar, ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma viagem para o exterior”, diz Kenji.

Para quem convive com fumantes, o médico aconselha a evitar ao máximo o contato com o cigarro, determinando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.”

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas.

As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

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Entre os principais danos causados ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar, e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea no órgão pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir em até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um dos problemas causados e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por essas enfermidades, 85% estão associadas ao cigarro. Elas geralmente se desenvolvem depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Sete dicas para abandonar o cigarro:

O oncologista listou sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada, tenha paciência.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda, no mínimo, uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – No Brasil, os tratamentos farmacológicos podem ajudar, eles incluem o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – Evite bebidas alcoólicas e café, pois a ingestão desses líquidos estimula a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, beba água, masque chiclete ou coma algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito para a melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Busque o apoio de sua família e amigos para lidar com possíveis recaídas.

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Benefícios para quem para de fumar

Algumas das vantagens em largar o vício são:

– Ter a pressão sanguínea de volta ao normal após 20 minutos sem fumar.

– Ter a circulação sanguínea adequada após três semanas sem cigarro.

– Depois de 5 a 10 anos, ter o risco de infarto igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

– Os que largarem o cigarro aos 30 anos podem viver até dez anos mais do que viveriam.

– Diminuir a ansiedade e o risco de calvície.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco

Estudo revela que 72% dos fumantes no Brasil que tentaram parar de fumar não conseguiram

No Dia Mundial Sem Tabaco, a Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para Um Mundo Livre de Fumo) divulga pesquisa que visa ajudar mais de 1 bilhão de fumantes no mundo a parar ou mudar seus hábitos para produtos menos prejudiciais

Embora mais de nove entre dez fumantes no Brasil dizerem estar cientes de que fumar é perigoso, 72% não tiveram sucesso em suas tentativas de parar de fumar. Além disso, 83% dos fumantes brasileiros relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde, 69% disseram que planejam parar e 57% dos que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.

Esses são os principais dados de um novo estudo realizado pela Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para um Mundo Livre de Fumo) e divulgado no Dia Mundial sem Tabaco, celebrado há 30 anos em 31 de maio pela Organização Mundial da Saúde.

Os resultados da pesquisa reforçam a importância de ajudar os fumantes a ter novas opções para largar o vício e seguir uma vida mais saudável. “Os dados mostram o que sabemos há décadas – que muitos fumantes têm o desejo de parar, mas não encontram os meios para isso”, explica Derek Yach, presidente da Fundação e que esteve diretamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco, o Framework Convention on Tobacco Control (FCTC), além de ter sido Diretor Executivo para doenças não transmissíveis e saúde mental na Organização Mundial de Saúde.

O tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos anos. Aproximadamente 80% de 1 bilhão de fumantes no mundo vivem em países de baixa e média renda, onde as doenças e morte relacionadas ao tabaco são maiores. Os novos dados da pesquisa da Fundação apontam os desafios de criar um tratamento único que ajude todos os fumantes ao redor do mundo a parar de fumar e deixam claro que eles estão sacrificando o bem-estar físico e econômico, mesmo que muitos deles tenham o desejo de parar.

“Desde que o Royal College of Physicians descobriu há 2 anos que a redução de danos tem enorme potencial para prevenir a morte decorrente do uso do tabaco, continuamos a ignorar o fato de que muitos fumantes não querem parar porque obtêm prazer ao fumar. Os avanços em produtos para redução de danos são literalmente uma questão de vida ou morte para essas pessoas”, acrescentou Yach.

A Fundação está adotando uma nova abordagem para ajudar fumantes a parar ou reduzir os riscos do tabagismo. Os fumantes estão sendo ouvidos para levantar quais os principais desafios enfrentados diante da decisão de parar. Para atender o Tratado (FCTC), a Fundação está comprometida em financiar uma série de pesquisas que priorizará a descoberta de novos métodos para redução de danos e para deixar de fumar, respondendo de forma mais efetiva às necessidades comportamentais e de saúde dos fumantes que lutam para deixar o tabaco.

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Mesmo no Brasil, onde os esforços para parar de fumar foram parcialmente bem-sucedidos, 18,6 milhões de pessoas continuam a ameaçar sua saúde fumando tabaco combustível todos os dias. O Brasil presidiu o Tratado Mundial para Controle do Tabaco na América Latina para implementar e promover as medidas no País. Os países vizinhos devem se beneficiar da experiência brasileira no combate ao fumo com o objetivo de largar e reduzir danos.

“Ao comemorar o 30º Dia Mundial Sem Tabaco estou orgulhoso que a Fundação está ao lado dos fumantes para ajudá-los a romper com o vício. É evidente que houve avanços significativos no Brasil, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, completa Yach.

• 83% dos fumantes relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde.
• 69% dos fumantes disseram que planejam parar.
• 57% dos fumantes que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.
• 72% dos que tentaram parar de fumar não conseguiram
                                                                                     Fonte: Foundation for a Smoke-Free World

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Sobre a Foundation For a Smoke-free World
A Foundation for a Smoke-Free World é uma organização independente, sem fins lucrativos, criada para acelerar os esforços globais em reduzir os impactos na saúde e mortes pelo cigarro e tem como objetivo eliminar o tabagismo em todo o mundo. A Fundação concentra-se em aprender com as pesquisas existentes, identificar onde existem lacunas no conhecimento e financiar novas pesquisas para buscar respostas sobre as estratégias mais eficazes para cessação do tabagismo e redução de danos. Também trabalha para garantir que as populações vulneráveis afetadas por essa transformação, especialmente pequenos produtores de tabaco, sejam capazes de fazer a transição para meios de subsistência sustentáveis. Com 1 bilhão de fumantes no mundo que poderão morrer por conta do cigarro neste século, a tarefa da Fundação é urgente. A entidade financiará pesquisas e apoiará iniciativas colaborativas para acelerar o progresso na redução de danos e mortes por tabagismo em todo o mundo.

Sobre Derek Yach
Especialista em saúde global e defensor do antitabagismo há mais de 30 anos, é o Presidente da Foundation for a Smoke-Free World. Ao longo de sua carreira, apoiou e liderou pesquisas e o desenvolvimento de políticas de cessação do tabagismo, além de ser forte defensor das políticas de redução de danos, exigindo maior ênfase em tais medidas desde 2005. Ele também é um defensor apaixonado da promoção da saúde e prevenção de doenças e está avançando sua carreira na Foundation for a Smoke-Free World.. Yach é um ex-diretor de gabinete e diretor executivo de doenças não transmissíveis e saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde esteve profundamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco (FCTC).

Fundação do Câncer alerta sobre os riscos do tabagismo para o planeta

Desde a sua criação, uma das principais bandeiras da Fundação do Câncer é o controle do tabagismo, causa de diversas doenças, incluindo o câncer, e responsável por seis milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco para mobilizar instituições ao redor do mundo para a causa.

Engajada neste movimento, a Fundação promove a campanha online intitulada “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento”, criada pela OMS, para mostrar o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população.

“O nosso objetivo é revelar para a população que os malefícios do tabaco vão muito além dos prejuízos que trazem ao fumante. A produção e consumo do tabaco geram impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. O intuito é abrir os olhos da sociedade para esta questão”, diz a psicóloga Cristina Perez, da área de Promoção à Saúde da Fundação.

A instituição está realizando ações em seus diferentes canais nas redes sociais. As peças trazem imagens e frases sobre os efeitos do tabagismo na natureza e na vida das pessoas. Na campanha, também são apresentados dados relevantes sobre o desmatamento global, desigualdade social, poluição, custos para saúde, entre outros.

dia mundial sem tabaco e o planeta

Pela página da Fundação do Câncer também é possível obter dicas para deixar de fumar e prevenção para o câncer.

Dia Mundial sem Tabaco: dicas para largar o cigarro

 

A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias que podem irritar as vias respiratórias e os olhos, além de várias substâncias cancerígenas ao ser humano. As pessoas expostas a essa fumaça têm maior risco de adquirir diversos tipos de doença, entre elas o câncer de pulmão, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio. Essas e outras informações sobre os prejuízos do cigarro para a saúde das pessoas – tanto fumantes passivos quanto ativos – ganham destaque com a chegada do Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio.

Além de problemas para o próprio fumante, conviver com uma pessoa que fuma dentro de casa ou trabalhar por muitos anos em um local onde seja permitido fumar, elevam a probabilidade de adoecer. Conscientizar os tabagistas do risco que eles trazem às pessoas com as quais convivem pode ser de grande valia.

“O fumante precisa ter ciência do mal que está fazendo para ele e para os que estão em sua volta. O tabagismo pode ser combatido, desde que a pessoa queira parar de fumar. Em alguns casos, o médico pode até considerar a prescrição de medicações que auxiliem nesta jornada. Porém, elas não são adequadas para todos os pacientes, e não substituem uma orientação profissional adequada”, comenta Osmar Pedro Casseb Moretto, pneumologista da rede dr.consulta.

A rede dr.consulta possui diversos especialistas, inclusive pneumologistas e psicólogos, profissionais que podem ajudar as pessoas a deixarem o cigarro e cuidarem melhor da saúde.

Confira cinco dicas para largar o vício e parar de fumar

1. Reconhecer e evitar situações que lhe estimulem a fumar: o tabagista associa determinadas ações de sua vida cotidiana ao hábito de fumar, e é importante que estas situações sejam identificadas e evitadas. Um exemplo é a associação do consumo com bebida alcoólica ou café.

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2. Ter estratégias para driblar a fissura: a fissura é uma vontade súbita e intensa de fumar, com duração de poucos minutos. Algumas estratégias que podem ajudar neste período é mastigar alimentos com sabor forte (cravo, canela, gengibre), sair para uma caminhada ou até mesmo beber água. Procure a sua.

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3. Apoio da família e dos amigos: além do importante apoio motivacional que pessoas próximas podem oferecer, torná-los parte do processo evita situações de risco para recaídas.

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Lumpi/Pixabay

4. Motivação pessoal: razões não faltam para querer parar de fumar, mas a pessoa deve ter em mente aquelas que mais a motivam. Lembrar de suas maiores motivações ajuda a atravessar os momentos nos quais a vontade de fumar está mais forte.

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5. Auxílio profissional: pneumologista e psicólogos especializados em combate ao tabagismo podem ajudar neste processo.

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