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Diabetes: conheça dez cuidados na hora da alimentação

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado ontem (14) é um alerta: de acordo com a última pesquisa do Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, no período de 2008 a 2018 o diagnóstico da doença cresceu 24% entre os brasileiros de 18 anos ou mais. Segundo levantamento da IDF (International Diabetes Federation), o Brasil tem cerca de 14 milhões de diabéticos, ficando em quarto lugar no mundo em números de portadores.

O naturopata Daniel Alan Costa, professor de fitoterapia na USP e coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia na Unip, explica que mudanças dos hábitos alimentares são fundamentais para reduzir os sintomas e controlar a doença. “O nosso pâncreas é a glândula que produz a insulina, hormônio que permite a entrada da glicose vinda dos alimentos e que se transforma em energia para nosso organismo. Além da qualidade dos alimentos, devemos estar especialmente atentos aos hábitos alimentares”, explica.

O professor indica 10 cuidados e alimentos importantes para reduzir os sintomas da doença:

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=Estudos mostram que adotar uma rotina alimentar com horários regrados é um dos principais benefícios para amenizar os sintomas da doença.

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Foto: Hello Doktor

=No caso de diabetes infantil os mesmos cuidados devem ser tomados. A mudança de hábitos deve incluir toda a família, pois as crianças se espelham nos adultos.

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=O ponto mais delicado quando falamos de diabetes é sem dúvida a ingestão de açúcar que deve ser moderada. Prefira sempre açúcar de malte, açúcar mascavo, alcaçuz, anis, malte de cevada ou mel. Refrigerantes e bebidas industrializadas que possuem grandes quantidades de açúcar devem ser evitados.

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Foto: Nudnik/Pìxabay

=Diabéticos devem restringir o consumo de carboidratos de cadeia simples, como arroz branco, macarrão, pão branco e substituir por exemplo por arroz, macarrão e pão integrais.

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=Batata baroa, batata doce e inhame são fontes de carboidratos mais complexos e que ajudam a controlar os níveis glicêmico, retardando a absorção da glicose.

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Pixabay

=Proteínas e gorduras não podem faltar, assim como alimentos ricos em fibras.

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Pixabay

=Abacate, farinhas funcionais (banana verde, berinjela, linhaça e chia), alimentos ricos em ômega 3 como o salmão, sardinha, atum e anchova, além de leguminosas são importantes aliados da alimentação.

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=Outra alternativa são os alimentos funcionais. Um exemplo é o gengibre, que fortalece o sistema digestório e é um poderoso anti-inflamatório.

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=Blueberry ou mirtilo como é mais conhecido aqui, é um excelente alimento por conter taninos, além de ser antioxidante e proteger os capilares sanguíneos e a visão, e é indicado para prevenir as complicações do diabetes em especial as oculares. Na falta do mirtilo é possível substituir pelo consumo da amora ou pitanga.

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=Maxixe, vagem, tanchagem e berinjela fortalecem a energia do elemento Terra da Medicina Chinesa, elemento este que quando em desequilíbrio pode levar a essa enfermidade.

“O acompanhamento médico é fundamental para monitorar toda a evolução do tratamento. Mas vale ressaltar que as práticas integrativas como acupuntura, fitoterapia, aromaterapia e meditação têm trazido excelentes resultados no controle desta enfermidade”, finaliza Costa.

Fonte: Daniel Alan Costa, é naturopata, professor de fitoterapia na USP e coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia na Unip

Diabetes atinge 13 milhões de pessoas no Brasil

Dia Mundial do Diabetes alerta para prevenção da doença que registrou aumento de 60% nos diagnósticos em 10 anos

Criado em 1991, o Dia Mundial do Diabetes é uma forma de chamar a atenção da população para os riscos da doença e a importância de investimento em prevenção e tratamento adequados. O dia de hoje, 14 de novembro, destaca a necessidade de levar informação sobre a doença que acomete boa parte da população mundial e que, se não tratada, pode levar até à morte. Apenas entre 2006 e 2016, houve aumento de 60% no número de diagnósticos de diabetes no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou dificuldade de ação da insulina, hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-as em energia para manutenção das células do nosso organismo. O diabetes se divide em dois grupos:

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– No tipo 1, as células responsáveis pela defesa do organismo acabam atacando outras, capazes de sintetizar insulina, por causa de um defeito no sistema imunológico.

– Já no tipo 2, o organismo não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue, ou não é capaz de usar adequadamente a que produz.

Além destes dois tipos principais, podemos ter outros como o diabetes gestacional, diabetes secundário ao uso de medicações, secundário a pancreatite, diabetes neonatal.

Entre os sintomas da doença, estão fome e sede constantes, fraqueza e fadiga, visão embaçada, infecções, perda de peso sem motivo aparente, náuseas e vômito. Se não tratada corretamente, ela pode causar complicações nas artérias que nutrem o coração, os olhos, os rins e os nervos. Em casos mais graves, pode até levar à morte.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o país possui mais de 13 milhões de pessoas com diabetes atualmente, o que representa 6,9% da população nacional. No mundo, este número é de uma a cada 11 pessoas.

“A prevalência de diabetes está intimamente relacionada à presença de fatores de risco, como, por exemplo, idade acima de 45 anos, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, sedentarismo, presença de outras doenças associadas, como pressão alta e alteração de colesterol e triglicérides, e apneia do sono”, explica Renata Marques, diretora de Gestão de Saúde da Care Plus.

Apesar dos números alarmantes, o diabetes tem fácil diagnóstico. E para realizar o tratamento, é necessário o controle da glicose no sangue, por meio de um monitor de glicemia ou bombas de insulina.

Para auxiliar no tratamento de pacientes com diabetes, entre outras enfermidades, a Care Plus, maior operadora de saúde premium do Brasil, lançou em 1999 o Programa de Prevenção de Doenças Cardiovasculares. A operadora de saúde oferece atendimento integrado e especializado a fim de contribuir com a promoção de saúde e prevenção de doenças por meio de mudanças no estilo de vida dos participantes, com tratamentos individuais e especializados.

“Pelo fato do diabetes ser uma doença crônica, é muito importante que o paciente se sinta acolhido e assistido por uma equipe capacitada e que o acompanhe nessa jornada tão desafiadora que é a mudança de comportamento e a adoção de um estilo de vida mais saudável que contribuirá para o controle do diabetes e prevenção de complicações agudas e crônicas da doença”, considera Renata, diretora responsável pelo programa.

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O suporte oferecido aos pacientes inclui orientação e acompanhamento de atividades físicas, hábitos alimentares saudáveis, utilização de medicamentos e oferece ainda uma série de benefícios como subsídio para academia, parcerias com empresas de alimentos saudáveis e grupos de corrida, realização de exame que mede da taxa metabólica de repouso, quinto mês de medicamento gratuito, tratamento psicológico com tecnologia para monitoramento do stress, bonificação pela aderência ao acompanhamento, dentre outros.

Fonte: Care Plus

Testes glicêmicos e orientações de higiene bucal promovidos na Avenida Paulista

Prevenção do Diabetes e relação da doença com a saúde bucal é tema de evento gratuito à população

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a relação entre saúde bucal e diabetes, além da importância das ações de prevenção, a Fiesp, em parceria com os Conselhos Regionais de Odontologia de São Paulo (Crosp) e de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), promove a ação Diabetes na Mira dos Cirurgiões-Dentistas e Farmacêuticos – Prevenir para Controlar.

O evento será aberto e gratuito ao público e serão oferecidas experiências em realidade virtual, orientação de higiene bucal e testes glicêmicos (diabetes) para a população. A ação contará ainda com apoio das empresas odontológicas G.U.M e Curaprox e da Panvel Farmácias.

A iniciativa ocorre na quinta-feira, 14 de novembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Diabetes.

O diabetes é uma doença caracterizada pelo desequilíbrio do nível de glicose no sangue pela falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. A doença não tem cura, mas pode e deve ser controlada.

Quando o diabetes não é bem controlado podem surgir graves complicações à saúde como infecções bucais, problemas de visão (glaucoma e catarata), perda da função renal e, nos casos mais graves, podem ocorrer cegueira, amputação de membros inferiores, infarto e AVC (derrame), além de outras complicações.

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Os cirurgiões-dentistas vão orientar a população sobre os problemas bucais causados pela doença, que pode interferir na produção salivar, aumentando o risco de infecções. A gengivite e a periodontite, estágio mais avançado da inflamação na gengiva, inclusive com perdas ósseas, são os problemas bucais mais comuns entre os diabéticos.

Os farmacêuticos realizarão testes de glicemia capilar (diabetes) e orientarão a população sobre a importância do controle de nível de glicose no sangue e o uso correto dos medicamentos para controle da doença.

O evento será realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista nº 1313, das 10h às 16h.

Números

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12,5 milhões de brasileiros são afetados pelo diabetes. Isso classifica o país na quarta posição entre as nações com maior número de pessoas com a doença no mundo, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF na sigla em inglês).

A enfermidade também está entre uma das principais causas de morte no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diabetes na Mira dos Cirurgiões-Dentistas e Farmacêuticos – Prevenir para Controlar
Atividades: experiência de realidade virtual, orientação de higiene bucal, testes glicêmicos e orientações sobre o controle da doença e uso correto de medicamentos.
Data: quinta-feira, 14 de novembro.
Horário: 10h-16h
Local: Fiesp
Endereço: Avenida Paulista, 1313 
Quanto: Gratuito

Fonte: Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) 

 

Dia Mundial do Diabetes: você realmente sabe o que está comendo?

Hoje, dia 14 de novembro, marca o Dia Mundial do Diabetes e o tema continua sendo “Proteja a sua família”. A campanha no Brasil leva o nome Novembro Diabetes Azul, a ideia é conscientizar a população a reduzir os níveis de açúcar da dieta, a fim de evitar o diabetes. Em caso de existência da doença, a proposta é adotar medidas para cuidados eficazes.

Hoje existe no mundo cerca de 387 milhões de diabéticos (12.5 milhões no Brasil)* e as estimativas não são boas. De acordo com o Atlas do Diabetes, a previsão é que esse número chegue a 20.3 milhões até 2045. Além disso, o Brasil está em quinto lugar, com 5.7 milhões de indivíduos, entre os 10 países com mais pessoas sem diagnóstico.

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Os especialistas da Sociedade Brasileira da Cirurgia Bariátrica consideram que o Diabetes tipo 2, será a próxima epidemia global. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2, caracterizada quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para balancear a taxa de glicemia.

María Teresa Onetto, Nutricionista do Departamento de Nutrição, Diabetes e Metabolismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca: “O ideal é que a dieta das pessoas com diabetes seja baseada nos parâmetros da alimentação saudável. Todos deveriam comer como as pessoas com diabetes, isto é, ter horários fixos, comer em porções, evitar gorduras e açúcares, comer alimentos altos em fibra. Recomendamos uma dieta o mais natural possível e que o consumo de alimentos processados como biscoitos, salgadinhos, sucos e bebidas seja com moderação”

E ela completa: “Existem certos produtos que contêm edulcorantes não calóricos, mas também ensinamos que o fato de um alimento ter rótulo de light ou dietético, ou conter estévia em vez de açúcar, não significa que não tenha carboidratos. Por exemplo: os biscoitos sem açúcar não contêm açúcar, mas contêm carboidratos que aumentam os níveis de açúcar no sangue. Nem tudo o que é light pode ser consumido livremente”.

Segundo a nutricionista, os edulcorantes contribuem com o sabor doce dos alimentos e preparações sem ter calorias nem aumentar a glicemia. Essas substâncias são essenciais para controlar o diabetes, manter níveis ideais de glicose no sangue, menor peso corporal e evitar ao máximo o açúcar, mel, sucos de frutas, geleias. “Graças aos edulcorantes, as pessoas com diabetes podem aderir melhor aos planos e tratamentos nutricionais. Os adoçantes não calóricos permitem tornar a dieta mais fácil de seguir e menos restritiva, pois podemos continuar desfrutando de sabores doces, mas sem os efeitos que o açúcar tem nas pessoas com diabetes”, apontou a nutricionista.

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Finalmente, é importante notar que todas as recomendações nutricionais devem ser individualizadas para cada paciente e sempre supervisionadas por um especialista em nutrição.

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*Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, novembro, 2019.

Conheça sete mitos e verdades sobre diabetes

Amanhã, 14 de novembro, é Dia Mundial do Combate ao Diabetes, doença que vem crescendo no mundo todo, e o Brasil não é exceção.

“Quanto mais brevemente se controla o diabetes, melhor será a evolução do paciente, com menores complicações crônicas. É importante não deixar de rastrear o diabetes e o pré-diabetes naqueles pacientes com fatores de risco. E uma vez feito o diagnóstico, não se pode retardar o tratamento”, comenta Andressa Heimbecher, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Veja abaixo sete mitos e verdades sobre o diabetes:

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O mito – Comer doce leva ao diabetes. A verdade – para ter diabetes é preciso ter pré-disposição genética à doença e outras associações, como obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Portanto, consumir açúcar exclusivamente, não leva à doença. Mas para quem tem diabetes, certamente há necessidade de moderar esse consumo.

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O mito – é fácil saber os sinais do diabetes. A verdade – os sintomas do diabetes não são claros e variam de uma pessoa para outra. É importante fazer exames de rotina para saber os fatores de risco e obter diagnóstico preciso.

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O mito – É possível curar o diabetes. A verdade – existem vários estudos sérios para achar a cura, mas nada ainda que possa ser afirmado. “Portanto, cuidado com falsas promessas disseminadas na internet”, reforça Andressa.

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O mito – Diabéticos podem ter mais gripes e resfriados. A verdade – não há relação. O que os médicos indicam é que portadores de diabetes tomem a vacina, pois gripes e resfriados costumam dificultar o controle do diabetes, levando a complicações.

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O mito – Só obesos têm diabetes tipo 2. A verdade – embora o sobrepeso seja um fator, não é causa única. A doença também está associada ao histórico da família e à idade. Muitas pessoas consideradas magras também são diabéticas.

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O mito – Diabéticos não podem comer pães, batata e massas. A verdade – não há restrições, o que se deve fazer é controlar a porção. Isso porque a alimentação saudável é a chave da boa saúde. Os diabéticos que precisam controlar a quantidade de carboidrato ingerida devem ficar atentos aos níveis de glicose, para saber a porção certa desses alimentos a ser ingerida.

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O mito – Frutas podem ser consumidas sem controle pelos diabéticos. A verdade – depende, pois, embora sejam muito saudáveis, elas contém carboidratos e, por isso, devem obedecer ao planejamento alimentar e à contagem dos carboidratos.

“Para profissionais de todas as áreas envolvidos no controle da doença, a abordagem multidisciplinar como base de tratamento deve ser sedimentada para alavancar processo de melhora nos níveis glicêmicos. Para o paciente, o entendimento das causas do diabetes e a implementação de uma rotina de mudanças de hábitos de vida é o pilar para todo o tratamento”, alerta a endocrinologista da SBEM-SP.

De acordo com o Atlas da International Diabetes Federation o Brasil tem cerca de mais de 12 milhões de diabéticos. Esse número representa quase 8% da população do nosso país, que é o 4º do mundo em números absolutos de portadores da doença. Globalmente, há 415 milhões de diabéticos, o que corresponde a uma pessoa em cada 11 habitantes.

O diabetes mata precocemente. Em 2015, no Brasil, 42% dos diabéticos que morreram tinham menos de 60 anos. No mesmo ano, 5 milhões de pessoas morreram no mundo por causa do diabetes, mais que a soma dos óbitos causados por AIDS, tuberculose e malária.

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Com o objetivo de alertar sobre a prevenção ao diabetes e o papel da família o tratamento, haverá palestra e convite à caminhada no dia 24, das 11 às 14 horas, no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Entre os temas de alerta estão Prevalência, incidência e complicações, Mitos e Verdade sobre alimentação no Diabetes, Papel da Família, Apoio emocional para pessoas com Diabetes, A Criança e o Idoso com Diabetes e a Importância da atividade física.

Estarão presentes os endocrinologistas Marcio Krakauer (referência em tecnologias aplicadas ao diabetes), a Érika Parente, e Adriana Moretti, além de atletas que têm diabetes. Haverá participação especial do ator e cantor Daniel Boaventura, que vai palestrar sobre saúde e bem-estar nos dias de hoje. A ação será aberta ao público e o evento é realizado em parceria com a Sociedade Brasileira do Diabetes.

Ações pelo Novembro Diabetes Azul
Quando: 24 de novembro de 2019
Horário: das 11 às 14 horas
Local: Parque Villa Lobos
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros, São Paulo, SP
Atividade: palestras de conscientização, alongamento e convite à caminhada

Fonte: SBEM-SP

Os males provocados pelo açúcar

Dentre as doenças acarretadas pelo consumo exagerado de açúcar, o médico, diretor-presidente da Associação Brasileira LowCarb (ABLC), José Carlos Souto, destaca o diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica

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Pixabay

Com o objetivo de combater e tratar as doenças relacionadas à má alimentação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de até 18,2 kg de açúcar por pessoa ao ano, o equivalente a 12 colheres ou 50 gramas do produto por dia. O brasileiro, no entanto, está bem longe de atingir esta meta. Segundo o Ministério da Saúde, a média de consumo anual de quem habita o país é de 30 kg, ou seja, cerca de 80 g ou 18 colheres de açúcar por dia. São números bem acima dos estipulados, o que vem gerando muita preocupação, haja vista o potencial nocivo do açúcar.

Formado por glicose e frutose, a sacarose, também conhecida como açúcar de mesa, acarreta diversos efeitos tóxicos à saúde humana. Conforme o médico, diretor-presidente da Associação Brasileira LowCarb (ABLC), José Carlos Souto, eles começam pela boca, sendo a principal causa de cáries e doença gengival. Outra doença que está intimamente relacionada ao consumo do açúcar é o diabetes tipo 2 ou diabetes mellitus. De acordo com Souto, mesmo ingerindo a quantidade igual de calorias, – de açúcar ou de outros alimentos – a chance de o indivíduo desenvolver diabetes é dez vezes maior por causa do açúcar.

Mais um mal que vem atrelado à ingestão de açúcar é a síndrome metabólica. De acordo com o diretor-presidente da ABLC, a substância contribui para o desenvolvimento dessa doença por meio de dois mecanismos principais:

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1 – O primeiro está relacionado ao ganho de peso. Souto explica que tanto a glicose quanto a frutose são carboidratos. Sendo assim interferem no uso da gordura como fonte de energia. “Quando o corpo emprega carboidratos para produzir energia, ele para de utilizar a gordura e começa a armazená-la”, justifica. Quanto mais açúcar ingerido mais gordura é estocada, gerando o aumento de peso e até a obesidade e por consequência a síndrome metabólica.

Conforme o diretor-presidente da ABLC, uma das razões que levam as pessoas a consumirem açúcar em grande quantidade reside no sabor agradável e viciante. Neste ponto, a culpa pode recair na frutose, que apresenta um sabor mais adocicado que a glicose. “Não há dúvidas de que o sabor doce de um alimento é que desencadeia a reação de prazer, a liberação de dopamina no cérebro, fazendo com que tanto seres humanos quanto animais busquem consumir mais daquele produto”, afirma.

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2 – O segundo mecanismo está associado ao efeito específico que o excesso de frutose exerce sobre o fígado. Ele gera acúmulo de gordura no órgão, – esteatose hepática não alcoólica – que, por sua vez, leva à síndrome metabólica.

Souto explica que diferentemente da glicose, que é metabolizada em todo o organismo, a frutose é processada somente no fígado. Dessa forma, quando consumida em demasia a frutose gera o acúmulo de gordura no órgão, obtendo como resposta o aumento da produção da insulina, o que torna o fígado mais resistente ao hormônio. A maior resistência, por sua vez, eleva ainda mais os níveis da insulina no sangue, tendo como consequência a síndrome metabólica.

Tanto a sacarose ou açúcar de mesa (glicose + frutose) quanto alimentos que contêm apenas glicose, como o amido, são carboidratos, cujo consumo em excesso pode dificultar a perda de gordura e facilitar o ganho de peso. Contudo, no que diz respeito à esteatose hepática não alcoólica e à gordura no fígado, a sacarose se mostra mais deletéria à saúde humana.

Segundo o diretor-presidente da ABLC, estudo recente realizado em adolescentes com síndrome metabólica corrobora esta afirmação. Nessa análise, ao manter as calorias e a quantidade total de carboidratos iguais na dieta dos jovens, mas substituindo a sacarose por glicose, na forma de amido, os pesquisadores detectaram uma melhora significativa na esteatose e de alguns outros marcadores de síndrome metabólica.

A respeito da quantidade que pode ser ingerida de açúcar, em média, Souto enfatiza que se trata de uma toxina, tal como o álcool e, assim, a dose importa. “O ideal é que não houvesse nenhum açúcar adicionado aos produtos alimentícios, de uma forma geral, e que todo o açúcar ingerido fosse aquele naturalmente encontrado nos alimentos”, afirma.

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Foto: Shutterstock

Em alguns casos, mesmo o açúcar existente de forma natural na comida deve ser minimizado. “Uma pessoa saudável não tem problema em comer uma banana, mas para um diabético, essa mesma fruta produzirá um pico substancial na glicose sanguínea”, diz.

O açúcar já foi detectado como um vilão para a saúde. E muitas pessoas vêm buscando consumir alimentos com menor quantidade dessa substância. A low carb, por exemplo, é uma prática alimentar que tem como uma de suas regras básicas evitar a ingestão de açúcar. Uma questão, porém, que dificulta o acesso dos consumidores a uma dieta mais saudável desse ponto de vista, encontra-se na falta de informação adequada.

De acordo com o diretor-presidente da ABLC, o fato de um alimento apresentar na embalagem os dizeres “sem adição de açúcar” não significa que ele não contenha a substância. “Um suco de uva integral, por exemplo, contém tanto açúcar quanto um caldo de cana. No entanto, o rótulo sugere ao consumidor que seja um alimento saudável por não ter açúcar adicionado”, explica. Souto enfatiza que para o pâncreas não faz nenhuma diferença se o açúcar foi adicionado posteriormente ou se veio da cana ou da fruta.

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Além disso, argumenta o diretor-presidente da ABLC, alguns produtos rotulados como “diet” e “zero açúcar” podem não conter açúcar (sacarose), mas apresentam grande quantidade de carboidratos, na forma de amido (glicose), ou na forma de sua variante, a maltodextrina.

Nesse sentido a ABLC gostaria que houvesse uma revisão do conceito de “açúcares adicionados” na forma que se encontra atualmente na legislação brasileira, a fim de que os consumidores não adquirissem produtos tidos por eles como saudáveis, mas que, na realidade, apresentam grande quantidade de açúcares e carboidratos oriundos dos próprios ingredientes, ou seja, não “adicionados”.

Fonte: ABLC

Evento em São Paulo realiza testes gratuitos de colesterol e fibrilação atrial

Além de testes de glicemia no sangue, ação em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes abordará outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, de 8 a 14 de novembro

A MedLevensohn participará da 22ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes, realizada pela Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (Fenad). Com o propósito de contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e estimular debates sobre a qualidade da vida, a empresa, que figura entre as maiores distribuidoras de produtos de saúde do país, doou mil testes de colesterol e disponibilizou cinco aferidores de pressão Microlife Afib para a iniciativa. O aparelho exclusivo rastreia a fibrilação atrial, arritmia que está entre as principais causadoras de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O evento será realizado em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, na sede da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Anad). A finalidade é detectar precocemente o diabetes, por meio de testes de glicemia, e conscientizar a população sobre outros fatores de risco cardiovascular, como colesterol, hipertensão, obesidade e a própria fibrilação atrial, além de encaminhar os pacientes de risco elevado aos serviços de saúde.

Perigo silencioso da FA

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Ilustração: Pixabay

Apesar de ser, na maioria dos casos, assintomática, a fibrilação atrial é extremamente perigosa, podendo aumentar em até cinco vezes o risco de AVC. Estima-se que dois milhões de brasileiros convivam com essa arritmia, mesmo sem saber.

“O AVC causado pela FA pode ser bastante grave, causando sequelas, como paralisia, alteração da fala e memória, ou até mesmo levando ao óbito. Por isso, acreditamos que, por meio da prevenção, temos a possibilidade de reduzir a quantidade desses casos na população”, afirma o Diretor Médico da MedLevensohn, Alexandre Chieppe. Ele explica que o AVC isquêmico é caracterizado pela falta de sangue no cérebro, representando 80% dos casos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

Já José Marcos Szuster, CEO da MedLevensohn, destaca a importância em promover ações como essa. “Investir em qualidade de vida e prevenção está no DNA da nossa marca. O objetivo é que essas parcerias sejam cada vez mais recorrentes. O AFIB é inovador pois identifica, em poucos minutos, a presença da FA em um paciente. É interessante observar que, com um método simples e não-invasivo, um dos principais fatores de risco do AVC pode ser detectado com elevada acurácia e precisão. Os ganhos propiciados são imensuráveis pois, além de reduzir custos, ele salva vidas”, comenta Szuster.

Debater fatores de risco

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Para além da fibrilação atrial, altas taxas de colesterol e a diabetes são grandes fatores de risco para doenças cardiovasculares, as que mais matam no Brasil. Em média, ocorrem 360 mil óbitos anuais no País decorrentes de problemas no sistema circulatório. O número alarmante indica a falta de conscientização da população: segundo pesquisa realizada pela KRC Research, este ano, 44% dos sobreviventes a um ataque cardíaco não monitoram regularmente o nível sanguíneo do colesterol ruim, o LDL. Outro dado relacionado a esse grande fator de risco cardiovascular chamou a atenção: um a cada três pacientes não sabe quais são as quantidades adequadas dessa substância no sangue.

O diabetes é outro fator preocupante, que pode causar problemas nos vasos sanguíneos, olhos, rins, nervos, e ainda, gerar infarto. Existem dois tipos da doença, o 1, que normalmente aparece na infância ou na adolescência, e o 2, que se manifesta, geralmente, em pessoas acima dos 40 anos.

Manter os níveis de colesterol e glicemia controlados no sangue, realizando-se monitoramento com aparelhos confiáveis e certificados, e adotar práticas de vida saudáveis, como fazer atividade física, ter boa alimentação, não fumar e diminuir o estresse, são as melhores maneiras de se evitar uma complicação cardiovascular.

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22ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes
Ações gratuitas oferecidas: testes de glicemia e colesterol, aferição de pressão arterial com rastreio de fibrilação atrial, avaliação de olhos, pés, boca, risco cardiometabólico, palestras educativas, entre outros.
Data: de 8 a 14 de novembro de 2019
Horário: das 9h às 16h
Local: Anad
Endereço: Rua Eça de Queiroz, 198, Vila Mariana, São Paulo

Especialista aponta o papel fundamental da nutrição na prevenção de diabetes

Diabetes é uma doença metabólica crônica que tem atingido cada vez mais pessoas em todo o mundo, em especial no Ocidente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com diabetes vem crescendo principalmente devido aos maus hábitos alimentares e rotina sedentária. 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes e a taxa de incidência da doença cresceu 61,8% nos últimos dez anos em todo o mundo, tornando-se uma epidemia global.

Leone Gonçalves, nutricionista e preparador físico, revela que sem a devida atenção com a alimentação, qualquer pessoa está sujeita ao diabetes: “A nutrição e a prática de atividades físicas cruciais em seu papel de prevenção a diabetes. O fato é que qualquer pessoa pode sofrer de diabetes. No entanto, a exposição a fatores de risco aumenta a probabilidade do seu aparecimento. Muitos têm deixado de ter uma alimentação saudável, optando por fast food, refrigerantes, alimentos industrializados, que estão cada vez mais açucarados e processados, e isto tem aumentado a incidência da diabetes, assim como sobrepeso e obesidade, que também são fatores de risco”.

Tipos de Diabetes

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O especialista conta que existem tipos de diabetes: “Diabetes tipo I, geralmente já diagnosticada desde a infância ou adolescência, está relacionada a uma insuficiência do pâncreas em produzir insulina, que é o hormônio que regula o aproveitamento do açúcar no organismo e, consequentemente, o nível de glicose na corrente sanguínea. Geralmente o diagnóstico é precoce, quer pelos sintomas, quer pelas análises de rotina. Já o diabetes tipo II, ocorre quando o organismo não consegue usar de forma adequada a insulina que produz. Assim, o nível de glicose no sangue se mantém sempre elevado. Este tipo de diabetes é desenvolvida na vida adulta e sempre por conta da má alimentação”.

Sendo a má alimentação a responsável pelo aparecimento do Diabetes tipo II, o nutricionista recomenda alguns cuidados quanto a alimentação: “Para prevenir o aparecimento da Diabetes tipo II, que costuma estar associada a pessoas com sobrepeso, o ideal é uma dieta de emagrecimento. Portanto, além de evitarem açúcares, também devem evitar alimentos gordurosos que promovem alterações nos níveis de colesterol e triglicérides”.

Segundo o nutricionista, prevenir o diabetes ou controlá-lo é importante para evitar também outras complicações severas: “entre as complicações que podem surgir como consequência do diabetes estão a retinopatia, doença renal, amputações, infartos e derrames, que ainda são frequentes embora dados de mortalidade tenham apresentado discreta queda”

Alimentação como aliada no combate ao Diabetes

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Alguns hábitos alimentares podem ajudar no controle da glicemia e consequentemente previnem picos glicêmicos: “Sempre recomendo aos meus pacientes que, além de ingerir alimentos naturais e o menos açucarados possíveis, que façam várias refeições diárias para minimizar os picos glicêmicos (alta taxa de glicose no sangue ou baixa taxa), ajudando o organismo a fazer uma melhor gestão da produção de insulina”.

Para aqueles que têm diabetes tipo I e precisam manter os níveis de glicose sob controle, Gonçalves aponta que as restrições alimentares não são tão severas como muitos pressupõem, mas que é fundamental manter-se sempre em estado de atenção: “No doente diabético, o controle da glicemia é fundamental para prevenir episódios de hiperglicemia e de hipoglicemia, por isso ele precisa de carboidratos integrais, como o amido da batata, do arroz e do feijão, que são digeridos mais lentamente pelo organismo, por isso liberam glicose em pequenas quantidades. A única restrição é para a ingestão de açúcares que são rapidamente absorvidos pelo organismo”.

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Gonçalves aponta ainda que existem alguns alimentos que podem ser utilizados para melhorar o quadro de diabetes: “Em geral, alimentos ricos em fibras e proteínas (inhame, aipim, leguminosas, verduras, legumes, frutas, ovos e iogurtes naturais) e frutas com cascas, pois apresentam mais fibras. Todos estes ajudam a impedir a oscilação de taxas de glicose no sangue, que faz muito mal ao paciente”.

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Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

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Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

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À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

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Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

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Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

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Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

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Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

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Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

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A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

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Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Dia Nacional de Prevenção à Obesidade: doença avança e mata 4 milhões no mundo

O número de adultos e crianças com a doença deve permanecer alto nos próximos anos; saiba mais sobre hábitos preventivos e os benefícios da cirurgia bariátrica

A FAO e outras quatro agências da ONU (Fida, PMA, OMS e Unicef) lançaram nesta semana os novos dados globais sobre a fome e outras formas de malnutrição. Os números divulgados pelo relatório impressionam em cada um dos extremos: enquanto cerca de 820 milhões de pessoas sofreram de fome no mundo em 2018, o número de pessoas obesas é de 830 milhões. Ou seja: a quantidade de obesos ultrapassou o de famintos.

O relatório monitora não apenas a fome, mas também outras formas de malnutrição com informações sobre o número de pessoas que enfrentam incertezas sobre sua capacidade de obter alimentos nutritivos e suficientes ao longo do ano.

De acordo com o cirurgião bariátrico Thales Delmondes Galvão, é simples entender a relação entre a insegurança alimentar e a obesidade: “Quando não há recursos, as pessoas acabam optando por ingerir alimentos mais em conta; no entanto, que são menos nutritivos e mais calóricos”.

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A obesidade está contribuindo para quatro milhões de mortes todos os anos, de acordo com números da ONU. Atualmente existem cerca de 672 milhões de adultos obesos mundialmente, enquanto que crianças e adolescentes em idade escolar com a enfermidade chegaram a 338 milhões, estatística que deve permanecer pelos próximos seis anos e ser reduzida apenas em 2030, segundo a Unicef.

“O excesso de peso na infância e adolescência acarreta doenças crônicas precoces, como diabetes tipo II, hipertensão e apneia do sono. Por conta disso, esses jovens são mais propensos a desenvolver doenças cardíacas, pulmonares, psicológicas e endócrinas que os acompanharão durante a vida adulta”, explica Thales.

Além do sedentarismo, um dos hábitos causadores da doença é o grande consumo de alimentos industrializados e com baixo valor nutricional. “Alimentos ultraprocessados como embutidos, refrigerantes, macarrões instantâneos, salgadinhos ,entre outros, têm grandes quantidade de sal, açúcar, produtos realçadores de sabor, entre outros ingredientes industrializados. Possuem pouco benefício nutricional e são uma das principais causas da obesidade que estamos observando globalmente”, ressalta o médico.

Obesidade no Brasil

Em 2016, 23% dos brasileiros estavam obesos – um valor que chega a 57% da população se for considerado o índice de massa corporal (IMC) maior que 25 (o que caracteriza o sobrepeso).

Diante deste cenário, números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam para o crescimento no volume de intervenções realizadas no Brasil: foram 105.642 mil cirurgias no ano de 2017, ou seja, 5,6% a mais do que em 2016, quando 100 mil pessoas fizeram o procedimento no setor privado, de acordo com os dados mais atuais fornecidos pela entidade.

Galvão explica que a cirurgia bariátrica pode ser benéfica para pacientes que sofram com problemas acarretados pela doença. “A redução de estômago é recomendada para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40, ou maior que 35, desde que possuam um conjunto de doenças associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e dislipidemias (anomalias dos lipídios no sangue). Além disso, a cirurgia também é recomendada para pacientes com o IMC maior que 30 com diabetes de difícil controle”, diz.

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O aumento da incidência da doença também está diretamente relacionado com as questões socioeconômicas do país. Quando os recursos financeiros são escassos para o consumo de alimentos, os cidadãos optam por produtos ultraprocessados que são mais acessíveis e fáceis de serem consumidos do que os alimentos mais nutritivos. Sendo assim, a indústria de alimentos deve ter participação no combate à obesidade que além de um tema de saúde pública, também é um tema que diz respeito à cidadania da população.

Fonte: Thales Delmondes Galvão é membro titular da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), membro da IFSO (International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders) e especialista em laparoscopia pela Sobracil (Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica)