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Projeto verão: ainda dá tempo para começar

Especialista lista dicas para iniciar uma reeducação alimentar e garantir bons resultados para a saúde e o corpo

No verão, é comum todos se preocuparem mais com o físico, já que as roupas deixam o corpo mais à mostra e as temporadas na praia e os dias de piscina são mais frequentes. De acordo com Ana Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), não é preciso radicalismo para obter resultados e ainda dá tempo de começar uma mudança de estilo de vida, melhorando a alimentação e incluindo atividade física na rotina, sem colocar a saúde em risco.

“Muitas pessoas se aventuram em dietas restritivas em busca de efeitos imediatos, com cardápios que eliminam os alimentos fontes de carboidratos, por exemplo”, explica Ana.

A nutricionista destaca que o planejamento inicial também pode ser usado como um incentivo às mudanças permanentes no dia a dia, evitando assim, o efeito rebote ou sanfona, quando todo resultado conquistado se perde. “A alimentação adotada deve ser sustentável em longo prazo, saborosa e saudável. Dessa forma é mais fácil seguir o cardápio por mais tempo, passando de uma dieta para uma reeducação alimentar”, pontua.

Abaixo, Ana lista cinco dicas para chegar ao verão com um corpo bonito e saudável:

• Dê atenção para o café da manhã

café da manhã pixabay
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Começar o dia com uma refeição equilibrada garante mais energia, saciedade e disposição ao longo do dia. Aposte em um pão de forma integral ou torradas, que fornecem carboidratos e energia. Para acompanhar, queijo ou ovo mexido, que fornecem proteínas e, como complemento, fruta da estação ou suco de fruta natural, misturados com semente de linhaça ou chia, que acrescentam fibras, vitaminas e minerais.

• Capriche nas saladas

salada com crouton pixabay
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Frescas e refrescantes, as saladas são boas opções para os dias mais quentes, especialmente para o jantar. Combinando alguns ingredientes, é possível elaborar uma refeição completa, leve e balanceada. Acrescente frango desfiado, ovos de codorna, atum ou grão de bico, que são os alimentos fontes de proteína. E, para acompanhar, croutons caseiros. É só cortar o pão de forma em quadradinhos, regar com um fio de azeite de oliva e orégano e torrar no forno.

• Prepare sorvetes caseiros e refrescantes

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Um lanche leve entre as refeições principais pode ajudar a controlar a fome e trazer mais disposição e energia para o dia. Frutas são boas opções para esse momento, e podem se tornar mais atrativas e apetitosas em forma de sorvete. A sugestão é picar uma banana e levá-la ao congelador. Depois de congelada, bater em um mixer com cacau em pó e um pouco de mel. Para dar aquele toque especial, quebre alguns biscoitos integrais de cacau junte à “massa” do sorvete.

• Pratique atividade física

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Comece a rotina de exercícios físicos aos poucos e escolha uma atividade prazerosa para você. Aproveite o sol e os dias mais longos e se exercite ao ar livre, quando possível, praticando corrida, caminhada ou natação. Reserve ao menos três dias da semana para atividades de uma hora. Desta forma já é possível cumprir a recomendação da Organização Mundial de Saúde de 150 minutos de exercício semanais.

• Estipule metas realistas

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Eleve a autoestima e trace metas realistas, condizentes com sua rotina e com o seu biotipo. É possível perder peso ou ficar com o corpo mais definido, mas dentro do que seria ideal para cada um, sem sofrimento e sem arriscar a saúde.

Fonte: Abimapi

O que incluir ou retirar da dieta para melhorar viço, hidratação e luminosidade da pele

Alguns alimentos, principalmente os processados, podem ‘roubar’ o viço e brilho natural da pele. Por outro lado, os alimentos in natura podem promover o reequilíbrio hídrico da pele, conferindo hidratação e mais nutrientes

Sua dieta desempenha um papel significativo na aparência da sua pele, principalmente melhorando a hidratação, o viço, a luminosidade e a defesa antioxidante contra os agentes que podem envelhecê-la. “Os alimentos que você consome regularmente definem a aparência da sua pele,

não apenas em um mês, mas também em um ou dois anos. Beber água é algo muito óbvio e algo que as pessoas esquecem também”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Para quem quer saber o que incluir e o que parar de comer, consultamos alguns especialistas:

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Tenha proteína suficiente no seu cardápio: coma mais peixe, frango, nozes, ovos e produtos lácteos, como iogurte. “A proteína ajuda a manter os músculos em dia, tornando a pele mais cheia. Se você estiver procurando por uma dieta antienvelhecimento eficaz, verifique se ela contém produtos proteicos suficientes”, diz o médico.

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Adicione muitos antioxidantes também: certifique-se de consumir muitas frutas como uvas, laranjas, kiwis, ameixas pretas, cranberries, mirtilos e morangos para neutralizar os radicais livres que influenciam seu processo de envelhecimento. “Temos um sistema muito eficiente de antirradicais livres ou sistema antioxidante, e ele tem três barreiras. A primeira delas é composta pelas vitaminas, resveratrol, e tudo aquilo que já ouvimos falar sobre antioxidantes. Então pode investir no suco verde, cúrcuma, pois realmente funcionam”, afirma a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps. Uma boa dica é não investir tudo em uma fruta em particular. “Tenha uma variedade de tudo para obter diferentes tipos de antioxidantes em sua dieta. Equilíbrio é a chave”, explica Jardis.

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Açúcar demerara

Reduza o açúcar: comer açúcar não é uma boa coisa para sua saúde e aparência. “O excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne”, explica Beatriz. Ao mesmo tempo, é difícil abandonar o vício em açúcar. O que fazer? Comece com um passo de cada vez. “Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso”, completa a médica.

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Tenha fibra suficiente em sua dieta: coma mais vegetais, grãos integrais e feijões. “Os alimentos fibrosos são ótimos, pois ajudam na saúde digestiva. E eles são baixos em calorias. Assim, você pode comê-los mais sem se sentir pesado. Além disso, por serem mais ricos em vitaminas, eles ajudam a melhorar a hidratação e luminosidade da pele”, diz Volpe. Quais são esses alimentos ricos em fibras? Invista nas cenouras, beterrabas, couve-de-bruxelas, brócolis, alface, entre outros. “Se você quiser obter mais fibras de um determinado alimento, coma-o em uma forma completa. Por exemplo, coma uma cenoura inteira em vez de beber suco de cenoura ou comer molho de cenoura”, diz o médico.

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Afaste-se das carnes processadas: salsicha, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra Beatriz. Ou seja, elas roubam o brilho natural da sua pele, que perde viço. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frangos ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

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Portanto, os médicos enfatizam o papel das mudanças saudáveis e lembram que tudo que você faz hoje para sua pele reflete mais tarde. “Busque orientação de um médico ou nutricionista caso tenha dúvidas”, finaliza Jardis.

Fontes:

Jardis Volpe: dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Beatriz Lassance: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da International Society of Aesthetic Plastic Surgery e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Nutricionista alerta: dieta restritiva não é sinônimo de alimentação saudável

Muitas pessoas confundem e têm a mania de associar alimentação saudável com alimentação restritiva. Mas você sabe a diferença entre as duas? Enquanto as dietas restritivas são vistas como tratamentos imediatistas, a alimentação saudável faz parte de uma rotina planejada, elaborada e duradoura.

Muitas pessoas se afundam em dietas restritivas sem fundamento científico que prometem secar incontáveis quilos em um intervalo de tempo muito pequeno na desesperada vontade de perder peso de forma rápida e fácil, mas a consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Ana Pallottini, alerta: “optar dietas restritivas sem a recomendação de um nutricionista pode trazer riscos para a saúde”.

Segundo ela, essas dietas que prometem resultados milagrosos, na maioria das vezes, são extremamente restritivas e nem um pouco saudáveis. Um adulto sem problemas de saúde consome em média 2.000 kcal diárias. Este mesmo adulto, quando adere a uma dieta restritiva, pode passar a consumir entre 1000 e 1200 calorias diárias ou em alguns casos mais radicais, entre 500 e 800 calorias diárias.

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Pinterest

“Com a alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes presente nos grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) levando a fadiga, cansaço e à perda de cognição. Além disso, pode gerar o ‘efeito sanfona’, ou seja, ao voltar para uma dieta normal o ganho de peso é maior do que antes e consequentemente gerar gatilhos para a compulsão alimentar”, diz a especialista.

Quando o assunto é alimentação saudável, se engana quem pensa que o ideal é comer apenas salada. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O carboidrato, por exemplo, muitas vezes é associado ao ganho de peso de forma equivocada.

“Os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados, mas sim da combinação de nutrientes de uma refeição. No caso do carboidrato, ele é constituído por moléculas de carbono, oxigênio e hidrogênio. Esses macronutrientes são as nossas principais fontes de energia, abastecendo o sistema nervoso central, mantendo o bem-estar do cérebro e dando ‘aquela’ disposição para o nosso corpo”, afirma Ana.

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Assim, ao oferecer os nutrientes nas proporções corretas ao seu organismo, você aproveita uma série de benefícios como: perda de peso e manutenção de um peso saudável, bom funcionamento do intestino, prevenção e controle do diabetes e proteção da saúde cardiovascular. A regra de ouro é sempre o equilíbrio.

Fonte: Abimapi

Dieta fracionada e fibras favorecem o controle do diabetes

Nutricionista da Cora orienta sobre a importância da alimentação na prevenção e gerenciamento da doença

Envelhecer bem também está diretamente relacionado ao prato – ou melhor, aos hábitos alimentares. Uma dieta saudável e balanceada ao longo da vida é fator de prevenção e controle das doenças crônicas, que aumentam com o envelhecimento. A taxa de diabetes na faixa etária de 60 a 64 anos, por exemplo, pulou de 18% para 25% em 16 anos, segundo o estudo Sabe (Saúde, Bem-estar e Envelhecimento) da USP (Universidade de São Paulo), que acompanha o envelhecer na cidade de São Paulo desde 2000.

Para conscientização da importância dos alimentos no combate ao diabetes, a nutricionista Letícia Trigo Monteiro, da Cora Residencial Senior, orienta sobre o cardápio adequado para qualidade de vida dos idosos. “A alimentação equilibrada é aquela que oferece todos os grupos de alimentos, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, distribuídos em seis refeições ao longo do dia. Além da ingestão correta de líquidos e de fornecer prazer e qualidade de vida às pessoas”, afirma a nutricionista.

O tipo mais comum de diabetes é o 2, caracterizado pela ausência, deficiência ou resistência à ação da insulina (hormônio que sinaliza ao organismo capturar açúcar que circula pelo sangue). Com isso, o nível de glicose fica alto (hiperglicemia). O problema está associado ao envelhecimento, obesidade, sedentarismo, entre outros fatores. “Por isso, o objetivo da terapia nutricional é manter a glicemia dentro dos níveis da normalidade e o estado nutricional adequado das pessoas”, avalia a nutricionista. Veja a seguir as principais orientações.

Dieta fracionada

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Ela explica que a dieta fracionada, em seis refeições diárias, sendo três grandes e três lanches intermediários, com horários e quantidades determinadas e adequadas, é considerada o ponto-chave no controle glicêmico de diabéticos e intolerantes à glicose, evitando hipoglicemia ou hiperglicemia.

Ler o rótulo dos alimentos

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O mercado oferece um número cada vez maior de produtos rotulados como “diet”, “light” ou “de baixa caloria”. No entanto, a noção de que estes alimentos podem ser consumidos livremente pelos diabéticos é falsa. É preciso ter cuidado para não confundir alimentos dietéticos ou modificados com alimentos para diabéticos.

“Dessa forma, os diabéticos devem ser orientados a ler os rótulos dos alimentos, sejam eles diet ou não, lembrando sempre que o consumo exacerbado dos mesmos pode ocasionar um consumo energético muitas vezes semelhante ou até maior ao convencional, prejudicando o controle glicêmico”, orienta Letícia.

Composição do prato ideal

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Foto: Giraffas

O prato deve ser composto por uma maior parte de verduras e legumes (o que corresponde a metade do prato) e a outra metade deve ser fracionada da seguinte maneira: 1/3 do prato composto por proteína animal (carnes magras, frango ou peixe), 1/3 por carboidratos dando preferência aos integrais e 1/3 por proteína vegetal (feijões, lentilha, grão de bico, entre outras).

Alimentos mais indicados

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De forma geral, deve-se dar preferência aos alimentos in natura (frutas, verduras e legumes) e ricos em fibras, evitando o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, como as conservas, frutas em calda, carnes salgadas, queijos, embutidos e enlatados. Entretanto, é de suma importância o acompanhamento com o nutricionista para que a dieta seja elaborada dentro das necessidades e particularidades de cada indivíduo.

Atividade física

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Pexels

Junto com a alimentação balanceada, os exercícios físicos são fundamentais para o bem-estar. Caminhada, dança, ginástica ou alongamento são algumas das atividades indicadas para prevenir complicações da doença e o controle dos níveis de glicemia. Além disso, a atividade física ajuda a reduzir o peso e a gordura abdominal, melhorando os níveis de colesterol e reduzindo a pressão arterial e risco de problemas cardíacos.

Fonte: Cora

Nutricionista aponta perigos dos planos alimentares restritivos

Conheça os riscos de seguir dietas Low Carb sem consultar um profissional

Dietas restritivas são aquelas que recomendam a diminuição ou a extinção do consumo de algum tipo de ingrediente. As low carb são um segmento que reduz ou elimina o consumo de carboidratos visando o emagrecimento. Seguir esse tipo de plano alimentar sem consultar um especialista pode gerar ganho de peso, ansiedade e doenças cardiovasculares.

A nutricionista Patrícia Diz mostra sua visão sobre os regimes e a popularidade deles nas redes sociais. “Na internet a informação busca sempre ser o mais atrativa possível, por isso prometem além do que podem cumprir. Todo mundo gostaria de perder 10 quilos em uma semana, mas esse emagrecimento dificilmente vai ser feito de forma saudável, já que uma redução tão rápida de peso provavelmente vai causar também a diminuição da massa muscular, um tecido nobre do nosso corpo”, relata a profissional.

Entre as mais populares estão as low carb que se baseiam em uma alimentação farta em proteínas e gorduras, mas pobre em carboidratos. A eliminação de qualquer componente nutritivo cria um desequilíbrio e prejudica o funcionamento do metabolismo.

Sobre o interesse nas dietas restritivas, Patrícia explica que “grande parte das pessoas não entendem a função dos ingredientes no nosso corpo, as pessoas precisam ser conscientizadas de que, por exemplo, os carboidratos geram energia, quando você limita a ingestão desse componente, seu organismo desacelera além de estocar outras fontes como as gorduras. A falta dessa percepção faz as pessoas acreditarem que deixar de consumir algo é a solução, quando o correto é um prato rico e balanceado”.

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Muitos danos à saúde são causados pela lentidão metabólica que a carência de carboidratos origina. “Os riscos são maiores no futuro, ansiedade, compulsões e problemas cardiovasculares são alguns dos prejuízos que refeições desequilibradas acarretam. Em curto prazo, a falta de ingestão de açúcares provoca falta de energia, ganho de peso e perda de massa muscular, por isso esse tipo de orientação só é indicado para períodos pequenos e feito sob controle e com exames constantes. Nesse caso, a intenção é criar um avanço na dieta para estimular o paciente”, conta a nutricionista.

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A profissional explica porque muitos planos alimentares não geram os resultados esperados: “Quando analisamos algumas dessas dietas podemos ver que em um dia ela tem 800 calorias e no seguinte 1.500 calorias, esse desequilíbrio e a deficiência de nutrientes faz o metabolismo frear e estocar energia em forma de gordura. Junto com isso, precisamos entender que cada organismo precisa de uma quantidade específica de nutrientes para se desenvolver, por esse motivo que montamos um direcionamento único para cada paciente”.

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Contudo, a especialista sugere a fórmula para um emagrecimento saudável: “O ideal é associar exercícios físicos à uma alimentação equilibrada e completa, o acompanhamento é importante para apontar a quantidade e os horários de consumo dos nutrientes mais adequados para cada caso. Assim, a perda de peso é naturalmente mais lenta, mas o resultado é real e as chances de voltar a engordar é muito menor”, encerra a nutricionista.

 

Especialista elenca vantagens de ter uma dieta baseada em alimentos vegetais

Cada vez mais popular no Brasil, a dieta plant-based tem como principal foco o consumo de produtos de origem vegetal, priorizando sua forma mais original possível. Além da busca por uma alimentação saudável, é também um estilo de vida que busca melhorias quanto à qualidade de vida e ao meio ambiente.

Pensando nessa nova onda, Jéssica Santos, nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, lista os benefícios de adotar uma dieta plant-based:

Melhora do Sistema Imunológico

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Por ser baseada em vegetais, há uma grande quantidade de micronutrientes nesses alimentos, o que favorece muito as defesas do corpo contra as doenças infecciosas e crônicas, por exemplo. “Além disso, há uma grande redução do risco de câncer, ou até mesmo retardando os avanços da doença”, conta.

Redução do colesterol e glicose no sangue

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Foto: Jerzy Gorecki

Por falar em açúcar, o consumo de alimentos mais naturais é pobre em carboidratos simples e gorduras ruins para o corpo. Em 2017, um estudo da Universidade of Wisconsin (EUA), apontou que a alimentação à base de plantas está ligada à redução de todas as causas de mortalidade e risco diminuído de obesidade, diabetes tipo 2 e Doença Arterial Coronariana (DAH).

“Ter uma dieta plant-based garante uma maior qualidade de vida e reduz os riscos de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, e outras disfunções hormonais, como a diabetes”, explica.

Longevidade

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Rachel Gorjestani/Pixabay

Uma boa notícia para quem se preocupa com qualidade de vida e a longo prazo: alimentos mais naturais desaceleram o envelhecimento. “Essa dieta é rica em antioxidantes que combatem os radicais livres, substâncias nocivas que as células produzem na queima de oxigênio. Eles são os principais responsáveis pela danificação da pele e também pelo surgimento de rugas”.

Abaixo, a nutricionista faz uma seleção de alimentos plant-based da Superbom que podem ser incluídos na dieta à base de vegetais por serem livres de insumos de origem animal, além de serem livres de conservantes e corantes artificiais:

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Burger Gourmet Vegan Superbom é semelhante ao de origem animal, porém feito à base de ervilha e saboroso, ideal para composição de lanches saborosos e nutritivos.

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Outras opções de proteínas plant-based são: a minicoxinha vegana, a steak vegano sabor peixe e o frango vegano em pedaços. Todos feito à base de proteína da ervilha com características e sabor semelhantes dos produtos de origem animal.

Informações: Superbom

Low carb não prejudica pessoas com hipotireoidismo

Aqueles que seguem a dieta, em sua maioria, sentem-se dispostos e emagrecem, ou seja, apresentam os sintomas opostos aos da falta de hormônio da tireoide

De acordo com evidências científicas, a low carb vem se mostrando uma estratégia alimentar das mais eficazes não só para quem deseja o emagrecimento e controle de peso, mas combater doenças como a diabetes, obesidade e síndrome metabólica. Contudo, há uma questão relacionada à falta de eficácia ou prejuízo gerado pela adoção dessa dieta por pessoas que sofrem de hipotireoidismo e tireoide de Hashimoto.

Segundo o médico, diretor presidente da Associação Brasileira de LowCarb (ABLC), José Carlos Souto, se o hipotireoidismo estiver sendo tratado com medicamentos, não será essa doença responsável pelo paciente não conseguir perder peso. Logo, a estratégia alimentar low carb funcionará adequadamente para ela como funciona para qualquer pessoa que esteja livre dessa condição.

A desconfiança que existe com relação ao uso da estratégia low carb em pessoas que sofrem de hipotireoidismo refere-se ao fato da verificação de que uma dieta desse tipo interfere nos hormônios tireoidianos – a triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) -, cujo papel é de alta relevância, não apenas na regulação do metabolismo, como na função de diversos órgãos do corpo humano.

Resumidamente, o hipotireoidismo acontece quando há queda na produção de T3 e T4, ocasionado a diminuição do metabolismo, e consequentemente o ganho de peso. Outros sintomas como cansaço, intolerância ao frio, alterações intestinais, pele seca, sintomas depressivos, diminuição da frequência cardíaca, queda de cabelo, podem ocorrer. Em crianças, pode ocasionar prejuízo ao crescimento e ao desenvolvimento mental.

Depois de começar uma dieta low carb, algumas pessoas realmente costumam verificar uma alteração na concentração dos hormônios de tireoide. De acordo com o médico endocrinologista, diretor científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny, isso relaciona-se a diversos fatores, entre os quais, o de que pessoas que fazem dieta com baixa ingestão de carboidratos, mas rica em gordura e proteínas, tendem a se saciar com mais facilidade, comer menos e emagrecer.

“Diante desse cenário, o corpo responde diminuindo os hormônios T3 e T4, a fim de baixar o metabolismo e evitar mais perda de peso”, explica Bomeny, destacando que essa resposta hormonal não é exclusividade da low carb, podendo acontecer com qualquer dieta que cause perda de peso.problemas-na-tireoide

O diretor científico de Medicina da ABLC explica que, mesmo quando não há restrição de calorias, ou seja, mesmo quando a adesão à estratégia low carb não leva a menos ingestão de alimentos, esse tipo de dieta mostra-se associada a níveis mais baixos do hormônio T3 no sangue. “Olhando superficialmente e levando em conta apenas números, essa redução do T3 tem sido considerada uma evidência de que a restrição de carboidratos prejudica a função da tireoide”, afirma.

Conforme o médico endocrinologista, a explicação para a diminuição desse hormônio pode residir no fato que ele também é utilizado para metabolizar a glicose no sangue. Assim sendo, em uma dieta baseada na restrição do consumo de carboidratos e consequentemente de glicose, é natural que o hormônio T3 diminua.

No entanto, segundo Bomeny, os níveis de T3 no sangue não são a única forma de avaliar a ação dos hormônios da tireoide no organismo. Isso pode ser feito através da taxa metabólica basal. De acordo com o médico, estudos mostram que pessoas adeptas da estratégia low carb, mesmo apresentando menores níveis de T3, mantém constante a taxa metabólica basal. Uma hipótese para isso é de que o corpo se torna mais responsivo devido a mudanças benéficas na estrutura e função celular. “Em outras palavras, uma dieta low carb poderia resultar em uma melhora de sensibilidade dos hormônios tireoidianos. Mas isso é apenas uma hipótese.”, afirma.

O critério atualmente empregado pelos especialistas para diagnosticar se as pessoas sofrem de problemas na tireoide é o Hormônio Estimulante da Tireoide, em inglês, Thyrois Stimulating Hormone (TSH). É ele que controla o T3 e o T4 no sangue: aumenta quando esses hormônios diminuem e abaixa quando eles estão em excesso. Em outras palavras, se é verificado um acréscimo de TSH no organismo, estabelece-se o diagnóstico de hipotireoidismo e o tratamento com medicamentos é iniciado. O diretor científico de Medicina da ABLC enfatiza que, mesmo tendo em vista este critério, diversos estudos randomizados já foram feitos com pacientes em low carb sem que se determinasse neles aumento da incidência de hipotireoidismo.

Por fim, Bomeny explica que, não obstante uma estratégia alimentar com baixa ingestão de carboidratos influenciar na baixa dos hormônios T3 e T4 e consequentemente no indicador do hipotireoidismo, não se verifica, após sua adesão, os sintomas ocasionados pela doença. “As pessoas que seguem a dieta low carb, na sua maioria, sentem-se dispostas e emagrecem, ou seja, apresentam os sintomas opostos da falta de hormônio da tireoide”, ressalta.

Excesso de açúcar afeta ação dos hormônios da tireoide

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Entre os hormônios tireoidianos, o T3 é o chamado hormônio ativo, sendo o responsável por desempenhar o papel principal no ritmo do funcionamento dos órgãos humanos. Apesar de aparecer em maior quantidade no sangue, o T4 é menos potente e acaba se convertendo em T3 durante seu trajeto pelo corpo.

Mas para que a ação efetiva do hormônio T3 ocorra é necessário que este atravesse a membrana celular pelos canais transportadores. “De nada adianta produzir hormônio tireoidiano, se este ficar no sangue, do lado de fora da célula”, esclarece o diretor científico de Medicina da ABLC.

Por sua vez, a entrada do hormônio na célula depende da energia (ATP) produzida pelo corpo, sendo que qualquer distúrbio limitante da produção de ATP prejudica esse mecanismo. Segundo Bomeny, uma das substâncias que afeta a produção de energia e limita essa entrada é a frutose.

Para corroborar sua afirmação, o médico cita um estudo publicado pela American Physiological Society, em 1994, no qual demonstrou-se que, em humanos, a frutose induz ao aumento do ácido láctico e do ácido único sérico, acarretando a diminuição da produção de energia intracelular e dificultando consequentemente a entrada dos hormônios da tireoide na célula. “E não se engane, a principal fonte de frutose na dieta das pessoas não são as frutas e, sim, o açúcar”, conclui.

Fonte: ABLC – Associação Brasileira de LowCarb

Dieta e saúde bucal, é preciso saber como manter essa relação

Segundo pesquisa da associação dos consumidores realizada com 2.400 pessoas, 68% mudaram seus hábitos alimentares nos últimos dois anos. E um dado ainda mais impactante, 80% tem vontade de levar uma vida mais saudável.

Esses números nos mostram que é uma tendência a procura por hábitos saudáveis e uma rotina alimentar mais equilibrada. E isso é muito importante, pois, hoje em dia, o Brasil é o terceiro país com mais obesos no mundo, cerca de 52%.

Porém, os cuidados com a saúde precisam ser pensados uniformemente, conciliando hábitos saudáveis, atividade física, saúde mental e saúde bucal também. E para ajudar nesses cuidados, a nutricionista Ariane Longo e o dentista Guilherme Espósito, da Lira Odonto, falam sobre dieta e saúde bucal.

Reeducação alimentar

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Segundo Ariane, reeducação alimentar consiste em um processo de aprendizagem e de mudança no comportamento exercido por meio de orientações nutricionais específicas em que o indivíduo conhece e incorpora novos hábitos alimentares saudáveis. Além disso, a pessoa aprende a comer em intervalos menores, em pequenas porções, o que diminui a fome e, consequentemente, a quantidade de alimento que a mesma ingere ao longo do dia. Ou seja, em intervalos de três horas, a pessoa faz seis refeições.

Nesse caso, a orientação de Espósito é que, após as refeições principais (café, almoço e jantar), seja realizada a higienização completa com escovação e fio dental. Nos intervalos com lanche, caso não haja consumo de carboidrato, não é necessário fazer a higienização, pois diminuímos risco de fermentação sobre a superfície dental. Porém, lembramos que o resíduo alimentar pode provocar pequenas inflamações gengivais.

Jejum intermitente

mulher escovando dentes
Foto: JanFidler/Morguefile

É um método de emagrecimento que visa intercalar períodos de jejum com períodos de alimentação. Nesse método, a pessoa cumpre janelas alimentares de 8h, 10h ou 12h, portanto, ficando em jejum durante 12h, 14h ou 16h, afirma Ariane.

Para o dentista, o cuidado é proceder com a higienização ao acordar e antes de dormir, mesmo se não houver refeição. Isto ajuda a controlar o mau hálito, remover os resíduos que não foram retirados adequadamente nas outras higienizações e controlar a flora da microbiota oral. Após as refeições, a higienização é indicada sempre.

Além disso, é necessário ter atenção com relação ao suco gástrico, pois, dependendo da pessoa, pode ser sentido na boca, causa mau hálito e até desgaste na superfície do esmalte dental.

Confira algumas dicas:

=Água com limão em jejum – manter a escovação normalmente havendo ou não consumo do café da manhã e, quando necessário, realizar controle de pH bucal, seguindo a orientação do seu dentista, que pode realizar isso por meio de um creme dental com pH mais básico visando neutralizar o pH da boca, por exemplo.

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Foto: Izosoft’s

=Chá e café ao longo do dia – caso seja sem açúcar, não altera a rotina de escovação;

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Michael A. Keller/Corbis

=Substituir refeição por shake – novamente, não altera a rotina de escovação, exceto se for acrescentar uma refeição, nesse caso será necessário alterar também a rotina de higiene bucal;

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Foto: Isilaltay

=Mascar chiclete durante atividade física – essa prática é “moda de internet”, as pessoas dizem fazer isso porque melhoraria a concentração, mas essa prática não é indicada pelos dentistas nem pela nutricionista, pois, cientificamente, não traz ganho nenhum. Mascar chiclete pode estimular a produção de suco gástrico, e não havendo alimento para digestão, sobram efeitos deletérios.

Lembrando que a rotina de consulta com o dentista é tão importante quanto a rotina de consulta com a nutricionista para sua saúde.

Seis hábitos para mudar agora e melhorar a qualidade da pele

Apesar de natural, o envelhecimento da pele e o aparecimento de rugas e linhas de expressão são vistos como um grande problema por muitos. Além das tecnologias e de cirurgias plásticas é importante que haja uma mudança no estilo de vida do paciente, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“Além do envelhecimento natural e cronológico, o principal causador do aparecimento das rugas é a qualidade da pele, que pode ser comprometida por fatores internos como genética, características anatômicas, idade ou externos como exposição ao sol, poluição, tabagismo. Por exemplo, uma pele mais espessa tende a demorar mais para apresentar rugas, assim como peles mais secas têm maior tendência a rugas. Além disso, fatores como exposição solar, poluição e hidratação também influenciam no envelhecimento da pele”, explica a médica.

A especialista elaborou um pequeno guia com a mudança de 6 hábitos que podem impactar muito positivamente para melhorar a saúde da pele:

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Introduza uma rotina de cuidados – “Os raios UVA e UVB causam lesões na pele desde a epiderme até camadas mais profundas da derme, modificando o colágeno, a elastina e a regeneração da epiderme, também contribuindo para o aparecimento de manchas e rugas”, diz a cirurgiã plástica. Então, o melhor tratamento é a prevenção. “A utilização de cremes e filtros solares de forma contínua auxilia na manutenção da qualidade da pele e na prevenção do aparecimento das rugas. A proteção solar e a hidratação são fundamentais para o bom funcionamento de todas as estruturas. Existem cremes que promovem hidratação profunda na pele e permitem melhor funcionamento das fibras e células. Além disso, os ácidos são capazes de retirar a camada córnea, promovendo uma pele mais macia e melhorando a hidratação do tecido”, afirma.

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Melhore a dieta – uma dieta detox livre de açúcares e farinha branca ajuda a diminuir o estresse, o edema e a retenção de líquidos, além de melhorar o sono e conferir um aspecto mais saudável à pele. É importante também incluir na alimentação frutas cítricas, grãos e castanhas.

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Combata o estresse – o controle do estresse é muito importante para a qualidade da pele. Vários estudos já identificaram que os hormônios do estresse liberam mensageiros pró-inflamatórios que pioram a qualidade da pele. Por isso, é essencial que você se desligue das tarefas alguns minutos por dia e mantenha alguma atividade física na rotina, pois estas liberam endorfinas que auxiliam nos efeitos indesejados do estresse.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Durma melhor – dormir bem melhora a condição do colágeno da pele, auxilia no processo de reparação celular, contribui para o bom funcionamento do cérebro e aumenta a capacidade de foco.

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Apague o cigarro – em momentos de estresse é natural que fumantes encontrem no cigarro uma válvula de escape. Porém, o tabagismo piora a circulação sanguínea da pele e aumenta o estresse, além dos efeitos conhecidos.

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Beba mais água – aumente a ingestão de água, pois o corpo hidratado elimina melhor toxinas e melhora a vitalidade da pele.

Rugas de expressão

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Porém, após o aparecimento das rugas, o tratamento depende da sua causa e profundidade das rugas. Por exemplo, rugas de expressão devem ser tratadas com toxina botulínica, paralisando o músculo por baixo da pele, o que significa a perda da expressão pela qual o músculo é responsável. Já as rugas estáticas, que também dependem da ação dos músculos, podem ser tratadas com a toxina botulínica, mas são necessários outros procedimentos que variam conforme a profundidade da ruga.

Segundo a médica, o envelhecimento da pele também pode estar associado a flacidez dos tecidos mais profundos como músculos e ligamentos. Se for o caso, a cirurgia pode se fazer necessária. “É sempre importante lembrar que nenhuma cirurgia substitui o cuidado com a pele. Uma cirurgia facial, chamada de lifting ou ritidoplastia, promove um resultado muito melhor se a pele for bem tratada. Além disso, considero muito importante o trabalho conjunto do cirurgião plástico com o dermatologista”, completa a cirurgiã.

Fonte:. Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Conheça os principais mitos das dietas e do emagrecimento

Confira abaixo as dicas do nutricionista do Vigilantes do Peso para não cair em pegadinhas e manter uma alimentação equilibrada e saudável

Iniciar uma rotina de alimentação saudável exige dedicação e, na busca por resultados rápidos, muitas pessoas recorrem à internet. Em muitos momentos nos deparamos com uma quantidade enorme de informações e é preciso ter cautela para não cair em pegadinhas.

Alimentos milagrosos, estratégias mágicas para emagrecer depressa e comidas que queimam gordura são alguns dos mitos mais corriqueiros. Abaixo, esclarecemos alguns desses fatos com Matheus Motta, nutricionista do Vigilantes do Peso. Confira:

Rituais milagrosos

salada frutas vermelhas e amendoa

Alguns métodos garantem queimar mais calorias ou a perda de peso rápida. Praticar jejum intermitente, consumir apenas alimentos ricos em proteína e com baixos teores de carboidratos e tomar água morna com limão para secar a gordura são exemplos de instruções que não têm qualquer fundamento científico. Outro mito é a proibição de comer após às 20 horas, já que supostamente alimentos ingeridos após esse horário fazem engordar com maior facilidade. Motta explica: “Geralmente essas regras absolutas e proibições são sinais de que algo está errado. Em uma dieta saudável, o importante é alimentar-se de forma equilibrada, priorizando alimentos in natura — como grãos, verduras, legumes e frutas —, seguindo uma rotina que se adapte às suas necessidades”.

Alimentos que queimam gordura

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Foto: fresh design pedia

A forma correta de reduzir a gordura no organismo é aliar uma alimentação saudável à prática de atividades físicas, sempre com orientação profissional. Produtos conhecidos por “queimar gordurinhas”, como comidas zero caloria, chás, cafés e até mesmo a água, podem auxiliar no emagrecimento por outro motivo: eles aceleram o metabolismo.

Vilões da dieta

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Pixabay

Por outro lado, é muito comum ouvirmos falar de alimentos que devem ser cortados da dieta para que seja possível emagrecer. Isso não é verdade, o que existe são comidas que, para determinadas pessoas, podem fazer bem ou mal. No entanto, isso vai depender de diversos fatores. No geral, a recomendação é evitar produtos ultraprocessados, como margarina e refrigerantes, por exemplo, por conterem grande quantidade de substâncias químicas e açúcares em sua composição.

Dietas da moda

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Seguir dietas da moda e altamente restritivas, com o objetivo de reduzir o peso rapidamente, representa um sério risco para a saúde. É compreensível que as pessoas queiram ver os resultados das dietas rapidamente, mas privar-se excessivamente de calorias, por exemplo, pode fazer com que o corpo não tenha energia para manter as suas funções básicas. Já a deficiência de vitaminas e minerais pode ocasionar quadros clínicos sérios e preocupantes.

Outra consequência de seguir dietas sem a orientação adequada é o efeito sanfona, que consiste na perda e posterior ganho de peso de forma muito rápida. Isso acontece porque o cérebro pode entender que a repentina eliminação de peso é indesejada e uma ameaça ao organismo e, com isso, vir a tornar o metabolismo mais lento para se preservar. Além disso, o emagrecimento não-saudável ou muito rápido pode enfraquecer o sistema imunológico e aumentar os níveis de colesterol no sangue – que aparecem ao consumir as reservas de gordura do corpo.

“A melhor forma de garantir o emagrecimento saudável é por meio de um processo gradual, baseado na alimentação consciente da qualidade nutricional dos alimentos ingeridos em todas as refeições, priorizando produtos naturais e refeições caseiras. Aliando tudo isso à prática de exercícios físicos na rotina, conseguimos potencializar os resultados de forma saudável e duradoura”, finaliza o nutricionista.

Alimentos diet e light

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Outro mito bastante difundido é o de que alimentos diet e light são mais saudáveis e a melhor escolha para pessoas que querem emagrecer. Os produtos light são aqueles que apresentam quantidade reduzida de algum nutriente ou de valor energético. Já a versão diet é direcionada para aqueles que possuem alguma restrição na alimentação, como por exemplo quem tem diabetes e não pode ingerir açúcar. Chocolates diet (zero açúcar), por exemplo, apesar de não terem o ingrediente adicionado, possuem alto valor calórico, semelhante ao chocolate comum, e contam com uma maior adição de gorduras. A falta do açúcar gera mudanças na textura e palatabilidade do produto, que acabam sendo corrigidas com o aumento de gorduras na composição. Dessa forma, o consumo excessivo deste tipo de alimento pode, na verdade, levar ao aumento de peso.

Dietas que curam doenças

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A alimentação é uma aliada fiel do equilíbrio em nossa saúde e deve ser considerada durante o tratamento de doenças. No entanto, o papel da comida está muito mais relacionado à prevenção do que à cura. Uma dieta, por si só, não tem o poder de curar o diabetes ou o câncer, mas, certamente, é fundamental para contribuir com o tratamento e gerar uma maior sensação de bem-estar no paciente.

Fonte: Vigilantes do Peso