Arquivo da tag: dieta

Médica lista 4 fatores que atrapalham a dieta

O relatório Estatísticas da Saúde Mundial de 2021, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que mais de um quinto (22%) da população adulta está obesa, sendo 10,8% entre cinco e 19 anos. A médica da família e diretora técnica da Higia Clinic, Marcia Simões, afirma que a obesidade é uma doença e precisa ser tratada. “Ela é responsável pelo desenvolvimento de outras patologias, como as cardíacas, hipertensão e diabetes. O excesso de peso mantém o organismo inflamado e propenso a outros agravamentos”, alerta.

A obesidade é medida pelo Índice de Massa Corpórea (IMC), calculado pelo peso em quilograma dividido pelo quadrado da altura. O IMC saudável vai até 25, sobrepeso até 29 e obesidade acima dos 30. Confira os fatores que prejudicam o organismo e bloqueiam o emagrecimento do organismo, segundo a médica:

1Medicamentos milagrosos
Hoje encontramos facilmente dietas e medicamentos que prometem uma perda rápida de peso e pasmem, são vendidos sem receita médica. O que vemos nesses casos é uma perda de peso muito rápida na balança, porém, com ele se vão as vitaminas e minerais do organismo, além da tão preciosa massa magra. O processo de emagrecimento deve ser aliado com uma mudança de hábitos, tanto alimentares, quanto de exercícios físicos. Criando um novo hábito de vida, é possível perder peso com saúde e, principalmente, mantê-lo por mais tempo;

2-Alimentos inflamatórios
Os alimentos inflamatórios são aqueles produzidos em altas temperaturas e que utilizam muitos conservantes no preparo para que tenham uma validade maior, ou seja, geralmente os alimentos processados. Evite frituras e alimentos muito gordurosos, biscoitos industrializados, salgadinhos, macarrão instantâneo e refrigerantes. As altas doses de conservantes atrapalham o ritmo de funcionamento do organismo e, consequentemente, o processo de perda de peso. A dica é consumir mais verduras, legumes, comidas não processadas, in natura e preparadas em casa;

3-Sedentarismo
Segundo a OMS, até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fizesse mais exercícios. Para ser considerado fisicamente ativo, é necessário realizar qualquer prática de atividade física por mais de 150 minutos semanais, ou seja, por meia hora durante cinco dias por semana. Se a atividade for vigorosa, 75 minutos semanais são suficientes. A prática regular de exercícios físicos aumenta a capacidade cardiorrespiratória e acelera o metabolismo, elevando o gasto energético, além de trazer a sensação de bem-estar;

4-Estresse e ansiedade
Estresse e ansiedade são problemas que refletem diretamente na disposição, saúde, apetite e no bem-estar geral, e são gatilhos para um estilo de vida pouco saudável, como o sedentarismo, má alimentação, tabagismo e consumo de álcool. Segundo a OMS, o estresse atinge 90% da população mundial e quase 70% dos brasileiros. O equilíbrio emocional está diretamente ligado ao sucesso da busca por uma vida mais saudável e, consequentemente, do controle do peso.

Fonte: Higia Clinic

Não era saudável, era cilada: descubra três erros que estragam a dieta

O CEO do Emagrecentro, Edson Ramuth, explica quais são os erros mais comuns na hora de perder peso de forma saudável

Já ouviu falar que para emagrecer basta cortar o jantar? Ou que trocar comidas sólidas por sopa é o suficiente para uma dieta saudável? Algumas informações que circulam pela internet parecem até saudáveis, mas são verdadeiras ciladas para quem quer ou precisa perder peso e diminuir medidas. O médico Edson Ramuth, CEO do Emagrecentro, desmistificou três fake news sobre emagrecimento com saúde.

Trocar sólidos por líquidos: até parece uma boa ideia trocar a comida sólida por líquidos, mas a verdade é que o que conta são as calorias, carboidratos e os nutrientes envolvidos na refeição. As sopas, cremes e shakes são uma delícia e podem ser uma opção saudável, contudo, não é o estado dos alimentos que vai garantir que o indivíduo perca peso ou não. Um copo de vitamina pode apresentar muito mais carboidratos em sua composição do que um prato de filé com verduras, uma refeição mais interessante nutricionalmente, por exemplo.

Pular refeições e passar fome: parece até dica de emagrecimento da vovó ‘fechar a boca’. No entanto, a ciência envolvida nas técnicas de emagrecimento evoluíram e hoje mostram que passar fome pode até ter o efeito reverso e prejudicar a perda de peso. “Hoje, a medicina entende que pode ser mais interessante ter um cardápio variado e com refeições nutritivas ao longo do dia, como no método 4 fases. Do contrário, a chance do paciente abandonar o tratamento é muito maior”, afirma Ramuth. O método mencionado acima pelo profissional é baseado em estudos científicos e que consiste num plano dividido nas etapas de desintoxicação, emagrecimento, reeducação alimentar e manutenção de peso.

Pixabay

Saudável não significa baixa caloria: contar calorias é um erro. No entanto, é preciso saber usá-las de maneira inteligente. Muitas pessoas confundem alimentos saudáveis com opções menos calóricas e não é verdade. Por exemplo, nozes e castanhas devem fazer parte da dieta, mas é preciso ficar de olho na quantidade. As oleaginosas podem ser consideradas hiperpalatáveis, ou seja, é superfácil acabar com um pacote de amendoim sem perceber. Apesar de supernutritivos, em grande quantidade podem atrasar os resultados.

Dica Final: decidir que vai incluir hábitos saudáveis na rotina é uma decisão que traz muitos benefícios. O que não é nada saudável é começar com dietas e exercícios sem auxílio profissional. “O entusiasmo é muito importante, mas se perde quando os resultados não são como o esperado. É uma mudança de vida e, por isso mesmo, no Emagrecentro realizamos um acompanhamento semanal que leva, no mínimo, cinco semanas, porque sabemos que não é do dia para a noite que se conquista um bom resultado”, finaliza.

Sobre a Emagrecentro
Referência nas áreas de emagrecimento e estética corporal, a Emagrecentro foi fundada pelo médico Edson Ramuth em 1986 e entrou para o franchising em 1994. A rede que oferece tratamentos a preços acessíveis atualmente conta com 250 unidades no Brasil e cinco nos Estados Unidos com a bandeira de Best Shape.

Dicas para voltar à alimentação saudável após os feriados

Dietbox reúne dicas e sugestões para retomar a rotina alimentar após os exageros do feriado

Para muitas pessoas, resistir à tentação de abusar dos chocolates na Páscoa os de outras delícias dos feriados prolongados é um desafio. Por isso, quem sente que exagerou na dose pode ter essa sensação de que precisa retomar as rédeas o mais rápido possível. É aí que a maioria pensa em fazer um detox, mas cai no erro de apostar em receitas com promessas milagrosas que de divinas não têm nada.

“Nessa empreitada, que pode durar de alguns dias a semanas, não existe mágica. A chave para voltar aos seus hábitos saudáveis está no equilíbrio das refeições e numa boa hidratação. Por se tratar de um período pós refeições exageradas, o importante é nutrir o organismo com refeições leves, voltar a uma rotina ativa, além de fugir da sensação de culpa”

É o que afirma Julia Canabarro, nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, que elaborou algumas dicas flexíveis e adaptáveis a diferentes tipos de rotina para serem colocadas em prática:

Botswanayouth

Mente limpa, corpo limpo
O primeiro passo para reequilibrar sua rotina é a base para qualquer mudança: não se culpar pelo exagero. O autoflagelo psicológico é, na verdade, uma armadilha para o cérebro que em algum momento vai buscar conforto na comida ou em outros vícios. Cuidar dos pensamentos, portanto, é uma das dicas mais importantes desta lista, já que uma mente saudável ajuda a manter o equilíbrio e a saúde física.

Fuja de comidas pesadas
Quando a páscoa acaba, compartilhar o chocolate restante até pode ajudar. Mas lembre-se que ao encher novamente a despensa, você deve focar em alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, além de fugir dos industrializados.

Ingredientes essenciais
Após a retirada dos alimentos pesados das refeições, vem a fase de escolher os elementos certos, que farão parte da composição de sucos, chás e pratos. Hibisco, couve, cereais integrais, vegetais frescos, proteínas magras, como peixes brancos, ovos, frango e tofu. Estes são alguns exemplos simples, facilmente encontrados em qualquer mercado, e que quando somados e colocados em uma dieta, são responsáveis pelo bom funcionamento do metabolismo, ajudando o corpo a se recuperar depois de um período de exageros.

Fonte: Dietbox  

5 dicas para uma alimentação saudável

Nutricionista cadastrada no GetNinjas ensina como manter uma dieta balanceada e rica em nutrientes

A alimentação saudável é um hábito que vem conquistando os brasileiros aos poucos e com a pandemia, muitas pessoas repensaram suas refeições especialmente preocupadas com o sistema imunológico. Sendo assim, comer de forma equilibrada é um fator de extrema importância, mas também um desafio cotidiano. A nutricionista Bárbara Ramires, que atende pelo GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços do Brasil, selecionou algumas dicas que podem ajudar. Confira:

Prefira os alimentos orgânicos
Passe longe dos fast foods, comidas congeladas ou alimentos pré-prontos. “Essas comidas são altamente calóricas e gordurosas e não contém nenhum nutriente, nem vitaminas e tampouco minerais”, explica Bárbara. “É importante sempre optar por alimentos orgânicos ou frescos e conhecer as feiras da sua região, o que além de econômico é mais saudável”.

Pixabay

Consumo consciente
Não ultrapasse o limite. Tudo que é demais não faz bem à saúde. Reduza o sal, opte pela segunda sem carne.

Gordura do bem
Existem gorduras que são importantes para o nosso corpo, como por exemplo, o azeite de oliva, óleo de coco, e gordura de porco.

Opte por reeducação alimentar
Reeducação alimentar é a melhor escolha para quem deseja perder peso. Não existe dieta milagrosa. Não faça dieta sem acompanhamento de um profissional de saúde.

Adobe Stock

Frutas são de extrema importância!
Não exclua as frutas, verduras, legumes, sementes e grãos da sua alimentação diária, são eles que darão o equilíbrio necessário para manter a sua alimentação mais saudável.

No GetNinjas, é possível encontrar mais de 500 tipos de serviços, que são oferecidos por mais de 3 milhões de profissionais cadastrados na plataforma, entre eles, serviços de saúde e serviços domésticos, como nutricionistas, personal chef, entre outros.

7 motivos para você diminuir o consumo do açúcar e parar com excessos na dieta em 2022

Apesar de serem deliciosos, alimentos ricos em açúcar, como doces e carboidratos, podem causar uma série de danos ao organismo quando consumidos em excesso. Então, aproveite a virada do ano para abandonar de vez esse hábito

Não há melhor momento para adotar um estilo de vida mais saudável e abandonar hábitos ruins do que a virada do ano, afinal, o primeiro dia de janeiro marca um novo início para todos nós. Não é à toa que a maior parte das pessoas faz promessas para cumprir durante o ano que vai começar. Mas se você ainda não sabe quais mudanças vai adotar em 2022 para tornar sua vida mais saudável, uma boa estratégia é apostar na redução do consumo excessivo de doces, bem como de carboidratos como pães e massas, visto que esses são convertidos em açúcar pelo organismo. Isso porque esses alimentos podem causar uma série de danos ao organismo.

É claro que diminuir a ingestão de açúcar pode parecer algo desafiador, principalmente para quem não passa um dia sem consumir um docinho após o almoço. Mas para te motivar a adotar esse cuidado durante 2022 e para o resto de sua vida, reunimos um time de especialistas para apontar os principais danos que o consumo excessivo de açúcar pode causar. Confira:

Favorece o aparecimento de doenças metabólicas e câncer: “O consumo excessivo de açúcar pode levar a doenças metabólicas como obesidade e diabetes, porém agrava os riscos de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas e até neoplásicas”, explica Marcella Garcez. O açúcar também pode favorecer o surgimento de câncer.

“As células cancerígenas, assim como todas as outras células do organismo, precisam de fontes de energia para sobreviver. Enquanto algumas células retiram essa energia do oxigênio, outras, como as células neoplásicas, utilizam como fonte de energia a fermentação do açúcar. Dessa forma, o açúcar, mais especificamente a glicose, pode impulsionar o desenvolvimento do câncer, já que alimenta as células cancerígenas, que crescem e se espalham pelo organismo”, ressalta a médica nutróloga. “O açúcar é um vilão ainda maior se o câncer já estiver em desenvolvimento, pois, durante os períodos de rápido crescimento do tumor, as células cancerígenas digerem o açúcar até 200 vezes mais rápido do que as células normais.”

Envelhece a pele e causa queda capilar: o excesso de açúcar pode levar ao envelhecimento precoce da pele devido a um processo conhecido como glicação. “A glicação é a relação entre o consumo excessivo de açúcar refinado (carboidratos) e o envelhecimento cutâneo acelerado. Neste processo, a glicose que fica solta no sangue liga-se as proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, degradando as fibras de colágeno e elastina e levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas e ao envelhecimento do tecido. Dessa forma, é necessário utilizar suplementos antiglicantes como Glycoxil para reverter os danos”, explica a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos. E algumas pessoas são mais propensas que outras a sofrer com esse processo.

“A genética é capaz de alterar de forma importante a maneira como o organismo combate a glicação. Por exemplo, portadores dos genes AGER e GLO1 estão relacionados a um menor combate do fenômeno de glicação”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene. Além de afetar a pele, o consumo excessivo de açúcar também pode prejudicar a saúde dos cabelos. “Isso porque o aumento de insulina provocado pela ingestão de açúcar faz com que sejam liberados hormônios que inibem a divisão celular da raiz capilar, além de provocar um processo inflamatório que afeta o couro cabeludo, favorecendo o afinamento dos fios e a queda capilar”, ressalta a médica nutróloga.

Atrapalha os resultados de procedimentos estéticos: segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, além do processo de glicação, o organismo também requisita enzimas não habituais para combater a glicose, o que aumenta a produção de radicais livres, causando um estresse oxidativo no organismo que piora ainda mais a glicação das fibras de colágeno, acelerando sua degradação. “E, como chave dos procedimentos estéticos é o estímulo de colágeno, pacientes com marcadores altos de estresse oxidativo tendem a conquistarem resultados menos expressivos quando submetidos a cirurgias plásticas, além de possuírem mais riscos de sofrerem com problemas de cicatrização e trombose no pós-operatório”, destaca a cirurgiã plástica.

Aumenta a predisposição a problemas circulatórios: o açúcar em excesso pode ser amargo para o coração. O médico cardiologista e geriatra Juliano Burckhardt, membro do Corpo Clínico do Hospital Sírio Libanês, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, explica que o açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus, além de ser apontado como grande vilão para o aumento de colesterol.

“Com a obesidade e a diabetes, cria-se um círculo vicioso no organismo, no qual a obesidade retroalimenta e potencializa os riscos de diabetes e patamares elevados de gordura no sangue, tudo convergindo para uma constante e crescente ameaça à saúde cardiovascular. Além disso, o açúcar pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, causando, por exemplo, o espessamento e o acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, com consequente obstrução desses vasos”, explica o geriatra. “Dependendo da artéria afetada, tal quadro pode levar ainda a incidência de infarto, derrame e problemas de claudicação, que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas”, diz a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Aumenta a suscetibilidade a infecções vaginais: doces e carboidratos em excesso também podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase em mulheres. Esses alimentos tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento.

Prejudica a saúde oral: o açúcar é um dos grandes vilões da saúde oral. “Um dos principais problemas nesse sentido é a formação de cáries, que ocorre quando as bactérias da boca metabolizam o açúcar que consumimos, tornando o pH da boca ácido e, consequentemente, provocando a desmineralização do esmalte dos dentes e o aparecimento das cáries. E o pior é que o início dessa ação ocorre poucas horas após a ingestão do açúcar. Além disso, o açúcar também favorece o acúmulo de placa bacteriana que, quando não removida adequadamente, também pode ocasionar gengivite e mau hálito”, alerta Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP.

Interfere na fertilidade: além de favorecer a obesidade, o que prejudica a qualidade e a quantidade dos espermas e o processo de ovulação, a ingestão de açúcar, por si só, já reduz as chances de um casal engravidar. “O consumo excessivo de açúcar pode levar a um processo inflamatório com consequente risco de estresse oxidativo, o que pode lesar o DNA de células germinativas, aumentar a frequência de mutações prejudiciais e desequilibrar a expressão de genes que atuam na reprodução, assim comprometendo o processo reprodutivo”, afirma Sady.

Logo, o segredo para não prejudicar a saúde é apostar na moderação, reduzindo o consumo de açúcar a, no máximo, uma colher de sopa do ingrediente por dia. O problema é que pode ser muito difícil reduzir de tal forma a ingestão de açúcar, até porque a maioria dos alimentos contêm alguma forma da substância em sua composição. Mas a boa notícia é que existem medidas que podem ser tomadas para reduzir os danos causados pelo açúcar. “Por exemplo, existem nutrientes como fibras, gorduras boas e proteínas que se forem ingeridos juntos com carboidratos refinados, doces e açúcares, reduzem a velocidade de digestão e absorção do açúcar no sangue, diminuindo o índice glicêmico e fazendo com que não os níveis de glicose e insulina circulantes não aumentem tão rápido”, afirma Marcella.

Foto: JanFidler/Morguefile

Por fim, para combater a ação do açúcar nos dentes e prevenir o surgimento de cáries e outras doenças orais, o mais importante é investir na escovação, que deve ser realizada com uma escova de cerdas ultramacias, já que cerdas duras podem machucar as gengivas e provocar a retração gengival, e com uma grande quantidade de cerda. “Mas, lembre-se que a quantidade deve estar aliada à qualidade das cerdas. Um bom exemplo neste caso é a escova CS 5460 ultrasoft, da Curaprox, que conta com 5460 cerdas de Curen, um tipo de fibra mais fina e ultramacia capaz de desorganizar totalmente a placa bacteriana sem causar injúrias ou traumatismos nos dentes e gengivas”, explica Lewgoy.

Além da escovação, outra dica fundamental para evitar os danos do açúcar nos dentes é utilizar uma escova interdental diariamente para remover o acúmulo da substância nos espaços interdentais, como a Curaprox CS Prime. “Esta escova especial é responsável pela desorganização da placa bacteriana ou biofilme oral que se localiza na região entre os dentes, possuindo maior efetividade que o fio ou fita dental, pois muitos dentes, especialmente os posteriores, possuem uma depressão nesta área que apenas a escova interdental é capaz de atingir e higienizar adequadamente”, finaliza o cirurgião dentista.

Dieta MIND ligada a melhor desempenho cognitivo – por Rubens de Fraga Júnior*

O envelhecimento afeta o corpo e a mente. Por exemplo, o tecido do cérebro humano envelhecido às vezes desenvolve aglomerados anormais de proteínas que são a marca registrada da doença de Alzheimer. Como você pode proteger seu cérebro desses efeitos?

Pesquisadores do Rush University Medical Center descobriram que idosos podem se beneficiar de uma dieta específica chamada dieta MIND, mesmo quando desenvolvem esses depósitos de proteína, conhecidos como placas amiloides e emaranhados, que são uma patologia encontrada no cérebro e se acumulam entre as células nervosas, normalmente interferindo nas habilidades de pensamento e resolução de problemas.

Desenvolvido pela falecida Martha Clare Morris, ScD, que era uma epidemiologista nutricional do Rush, e seus colegas, a dieta MIND é um híbrido das dietas mediterrânea e DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension). Estudos de pesquisa anteriores descobriram que a dieta MIND pode reduzir o risco de uma pessoa desenvolver a demência na doença de Alzheimer.

Agora, um estudo mostrou que os participantes do estudo que seguiram a dieta MIND moderadamente não apresentaram problemas de cognição, de acordo com um artigo publicado em 14 de setembro no Journal of Alzheimer’s Disease.

“Algumas pessoas têm placas e emaranhados suficientes em seus cérebros para ter um diagnóstico post mortem da doença de Alzheimer, mas não desenvolvem demência clínica durante a vida”, disse Klodian Dhana, MD, Ph.D., principal autor do artigo e professor assistente na Divisão de Geriatria e Medicina Paliativa do Departamento de Medicina Interna do Rush Medical College.

“Alguns têm a capacidade de manter a função cognitiva, apesar do acúmulo dessas patologias no cérebro, e nosso estudo sugere que a dieta MIND está associada a melhores funções cognitivas, independentemente das patologias cerebrais relacionadas à doença de Alzheimer.

Pesquisadores examinaram as associações de dieta – desde o início do estudo até a morte – patologias cerebrais e funcionamento cognitivo em idosos que participaram do Projeto de Envelhecimento e Memória em andamento do Rush Alzheimer’s Disease Center, que começou em 1997 e inclui pessoas morando na grande Chicago. Os participantes eram em sua maioria brancos sem demência conhecida, e todos concordaram em se submeter a avaliações clínicas anuais enquanto vivos, além de autópsia cerebral após sua morte.

Os pesquisadores acompanharam 569 participantes, que foram convidados a completar avaliações anuais e testes cognitivos para ver se haviam desenvolvido problemas de memória e julgamento. A partir de 2004, os participantes receberam um questionário anual sobre a frequência com que comeram 144 itens alimentares no ano anterior.

Usando as respostas do questionário, os pesquisadores deram a cada participante uma pontuação da dieta MIND com base na frequência com que os participantes comeram alimentos específicos. A dieta MIND tem 15 componentes dietéticos, incluindo 10 “grupos de alimentos saudáveis para o cérebro” e cinco grupos não saudáveis – carne vermelha, manteiga e margarina em barra, queijo, doces e tortas e frituras ou fast food.

Para aderir e se beneficiar da dieta MIND, uma pessoa precisaria comer pelo menos três porções de grãos inteiros, um vegetal de folhas verdes e um outro vegetal todos os dias – junto com uma taça de vinho – lanche quase todos os dias com nozes, e feijão dia sim, dia não, comendo aves e frutas vermelhas pelo menos duas vezes por semana e peixes pelo menos uma vez por semana. A pessoa também deve limitar a ingestão de alimentos não saudáveis designados, limitando a manteiga a menos de 1 1/2 colher de chá por dia e comendo menos de uma porção por semana de doces e tortas, queijo gordo integral e frituras ou fast food.

Com base na frequência de ingestão relatada para os grupos de alimentos saudáveis e não saudáveis, os pesquisadores calcularam a pontuação da dieta MIND para cada participante durante o período do estudo. Uma média da pontuação da dieta MIND desde o início do estudo até a morte do participante foi usada na análise para limitar o erro de medição. Sete medidas de sensibilidade foram calculadas para confirmar a precisão dos resultados.

“Descobrimos que uma pontuação mais alta na dieta MIND foi associada a melhores habilidades de memória e raciocínio, independentemente da patologia da doença de Alzheimer e outras patologias cerebrais comuns relacionadas à idade. A dieta parecia ter uma capacidade protetora e pode contribuir para a resiliência cognitiva em idosos”, disse Dhana.

“Mudanças na dieta podem afetar o funcionamento cognitivo e o risco de demência, para melhor ou para pior”, continuou ele. “Existem mudanças bastante simples na dieta e no estilo de vida que uma pessoa pode fazer que podem ajudar a desacelerar o declínio cognitivo com o envelhecimento e contribuir para a saúde do cérebro”.

Fonte: Klodian Dhana et al, MIND Diet, Common Brain Pathologies, and Cognition in Community-Dwelling Older Adults, Journal of Alzheimer’s Disease (2021). DOI: 10.3233/JAD-210107

*Rubens de Fraga Júnior é professor titular da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná. Médico especialista em geriatria e gerontologia pela SBGG.

Dieta rica em ômega-3 pode diminuir gravidade e frequência de dores de cabeça, diz estudo

Estudo publicado no começo de julho no British Medical Journal afirma que uma dieta rica em ômega-3

As suas dores de cabeça constantes podem ser falta de peixes no prato. Isso é o que conclui um estudo do periódico The British Medical Journal, publicado no começo de julho. O estudo avalia que comer uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3 reduz a frequência de dores de cabeça. A pesquisa cita que as dietas industrializadas modernas tendem a ser pobres em ômega-3 e ricas em ácidos graxos ômega-6. Esses ácidos graxos são precursores das oxilipinas – moléculas envolvidas na regulação da dor e da inflamação.

“As oxilipinas derivadas de ácidos graxos ômega-3 estão associadas a efeitos de redução da dor, enquanto as oxilipinas derivadas de ácidos graxos ômega-6 pioram a dor e podem provocar enxaqueca”, destaca Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA).

É importante destacar, no entanto, que a causa da enxaqueca pode ser multifatorial. “A origem exata da dor de cabeça ainda está para ser melhor esclarecida na medicina, mas podemos, com alguma certeza, apontar que neurônios sensitivos em alguns locais do cérebro estão mais ‘abertos’ aos estímulos, ficando muito ativos e gerando um processo neuroinflamatório que culmina na dor de cabeça. Não acredito que isto, por si só, explique todos os tipos de dores de cabeça que podemos ter, mas esta hipótese nos ajuda a guiar o tratamento do paciente da melhor forma. Fica um pouco mais fácil entender o motivo do estresse gerar dor, assim como muita luz, barulhos intensos, cheiros muito fortes e até alimentos”, acrescenta o médico.

Os peixes gordurosos, como salmão, truta, sardinha, atum, arenque e cabala, aportam gorduras essenciais, como o ômega-3 que o corpo não consegue produzir sozinho e protegem a estrutura da membrana celular e os neurônios. Nozes, semente de chia e linhaça são opções veganas de alimentos que contam com ômega-3.

No estudo, uma equipe de pesquisadores quis descobrir se as dietas ricas em ômega-3 aumentariam os níveis do ácido 17-hidroxidocosahexaenóico (17-HDHA), que reduz a dor, e reduziria a frequência e a gravidade das dores de cabeça. Seus resultados são baseados em 182 pacientes da Universidade da Carolina do Norte, EUA (88% mulheres; idade média de 38 anos) com enxaqueca em 5 a 20 dias por mês que foram aleatoriamente designados para uma das três dietas por 16 semanas.

A dieta controle incluiu níveis típicos de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6. Ambas as dietas intervencionistas aumentaram a ingestão de ácidos graxos ômega-3. Um manteve a ingestão de ácido ômega-6 igual à dieta controle, e o outro reduziu simultaneamente a ingestão de ácido ômega-6. Durante o ensaio, os participantes receberam aconselhamento dietético regular e acesso a informações de suporte online. A frequência da cefaleia foi avaliada diariamente por meio de um diário eletrônico.

“Ao longo das 16 semanas, ambas as dietas de intervenção aumentaram os níveis de 17-HDHA em comparação com a dieta de controle”, diz Batistella. “Isso significa que aumentar o consumo de ômega-3 pode ser benéfico para diminuir a frequência das dores de cabeça, segundo o estudo”, acrescenta o neuro-oncologista.

Segundo o estudo, a dieta rica em ômega-3 foi associada a uma redução de 1,3 horas de dor de cabeça por dia e dois dias de dor de cabeça por mês. O grupo de dieta com alto ômega-3 e baixo ômega-6 viu uma redução de 1,7 horas de dor de cabeça por dia e quatro dias de dor de cabeça por mês, sugerindo benefício adicional da redução do ácido graxo ômega-6 na dieta. “As dores de cabeça também foram mais curtas e menos graves”, explica o médico.

Embora a mudança nas dietas não tenha melhorado significativamente a qualidade de vida segundo o estudo, ela produziu grandes e robustas reduções na frequência e severidade das dores de cabeça em relação à dieta de controle. “Este estudo fornece uma demonstração biologicamente plausível de que a dor pode ser tratada também por meio de alterações dietéticas direcionadas em humanos”, afirma.

Apesar da interpretação dos resultados deste estudo ser complexa, ensaios de medicamentos recentemente aprovados para a prevenção da enxaqueca relataram reduções de cerca de 2 a 2,5 dias de dor de cabeça por mês em comparação com o placebo.

“Comparativamente, a intervenção dietética pode ser tão ou mais eficaz, podendo ser um adicional ao tratamento convencional”, diz o médico. “Essas descobertas mostram que a ciência está muito próxima de encontrar uma dieta para enxaqueca apoiada por resultados de ensaios clínicos robustos”, finaliza.

Fonte: Gabriel Novaes de Rezende Batistella é médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola). Formado em Neurologia e Neuro-oncologia pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp, hoje é assistente de Neuro-Oncologia Clínica na mesma instituição. O médico é o representante brasileiro do International Outreach Committee da Society for Neuro-Oncology (IOC-SNO)

Invista em uma dieta anti-inflamatória

Antocianinas, açafrão, ácidos graxos ômega-3, resveratrol, esses são apenas alguns dos nutrientes e compostos que surgem ao falar sobre uma alimentação anti-inflamatória

Uma dieta anti-inflamatória é um plano alimentar que tem o objetivo de reduzir a inflamação crônica, que está relacionada a doenças cardiovasculares, hipertensão, ansiedade, depressão, diabetes tipo II, alguns tipos de câncer, depressão e obesidade. Não é um regime específico, mas um estilo de alimentação. Em sua essência, esta dieta é estilo mediterrânea com foco em gorduras saudáveis (azeite, nozes, amêndoas, abacate, peixes), alimentos ricos em nutrientes (frutas, verduras e legumes), carboidratos com carga glicêmica baixa (grãos integrais), ervas frescas e especiarias.

Não faz parte do cardápio:
=Bebidas açucaradas: refrigerantes e sucos de frutas adoçados
=Carboidratos refinados: pão, massa branca
=Sobremesas: biscoitos, doces, bolo e sorvete
=Carnes processadas: peito de peru, mortadela, salsichas etc.
=Salgadinhos processados: biscoitos recheados, salgadinhos
=Gorduras trans: alimentos com ingredientes parcialmente hidrogenados
=Álcool: Cerveja, gim, vodca etc.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, há muitas pesquisas que mostram os efeitos negativos da inflamação. Os estados inflamatórios crônicos de baixo grau são pouco compreendidos, porém sabe-se que os hábitos alimentares podem atenuar esta condição. Por isso,se você deseja reduzir ou prevenir a inflamação, baseie sua dieta em alimentos ricos em nutrientes e que contenham antioxidantes. Sua alimentação anti-inflamatória deve fornecer um equilíbrio saudável de proteína, carboidrato, gordura, vitaminas, minerais e fibras, priorizando alimentos com propriedade anti-inflamatórias.

Confira a seguir os 13 melhores alimentos que não podem faltar na dieta anti-inflamatória:

Uvas roxas

As uvas contêm resveratrol, um composto vegetal com propriedades anti-inflamatória e antioxidante. Além disso, eles podem diminuir o risco de várias patologias, incluindo doenças cardíacas, diabetes melitos II, obesidade, Alzheimer e doenças oculares

Frutas vermelhas

As frutas vermelhas, sejam elas mirtilos, morangos, framboesas ou amoras, contêm vários micronutrientes essenciais como fibras, polifenóis e antioxidantes (antocianinas), compostos com ação no combate a inflamações. Elas não apenas reduzem a inflamação existente, mas também preparam as células para responder melhor a qualquer inflamação futura.

Brócolis

Foto: ImageParty/Pixabay

Brócolis e outros vegetais crucíferos, como couve-flor e couve de Bruxelas são ricos em vit K, C, potássio, magnésio, fibras e sulforafano. O potencial papel protetor dos vegetais crucíferos e dos componentes ativos presentes nesses vegetais, foram extensivamente estudados. Os resultados mostraram que os agentes quimio preventivos derivados desta classe de vegetais, influenciam positivamente a carcinogênese durante as fases de iniciação e promoção do desenvolvimento do câncer.

Ômega-3

Foto: Alfonso Charles/Pixabay

Salmão e outros peixes gordurosos são ricos em ácidos graxos ômega-3 (W3) DHA e EPA. As propriedades anti-inflamatórias do W3, foram descritas por seu papel na prevenção e tratamento de condições como doença arterial coronariana, diabetes, doenças inflamatórias intestinal, Alzheimer, transtorno bipolar, esquizofrenia e fibrose cística. O W3 também é benéfico para doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide, diabetes mellitus tipo 1,colite ulcerativa, psoríase e esclerose múltipla.

Cúrcuma

Foto: Pixabay

A cúrcuma, um rizoma da Cúrcuma longa, é uma saborosa especiaria amarelo-laranja. Os componentes da cúrcuma são chamados de curcuminoides, O mais importante é a curcumina. A curcumina tem sido usada na medicina ayurvédica por séculos, pois não é tóxica e tem uma variedade de propriedades terapêuticas, incluindo anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana, hepatoprotetora, imunoestimulante, antisséptica, analgésica e anticarcinogênica.

Sementes de abóbora

As sementes de abóbora contêm ácidos graxos poli-insaturados, potássio, vitamina B2 (riboflavina), folato, vit E e carotenoides, que são antioxidantes, vitaminas e minerais essenciais para o sistema imunológico. São gostosos como petiscos, mas também podem ser polvilhados em saladas ou em cima de sopas.

Folhas verdes

Plooploe/Pixabay

Espinafre, couve, acelga e rúcula são ricos em antioxidantes, vitaminas e nutrientes, incluindo ácido fólico, fibra, vit A, C, E e K. Vale lembrar que o aumento do consumo de frutas e vegetais tem sido amplamente recomendado como um componente-chave de uma dieta saudável para reduzir o risco de doenças crônicas importantes, como câncer e doenças cardiovasculares (DCV), as principais causas de morte em todo o mundo.

Abacate

Os abacates são fontes de gorduras saudáveis (monoinsaturadas), que ajudam a reduzir o colesterol e a inflamação nas articulações. Os abacates também contêm vit K, C, E, manganês, selênio e zinco. Os vários nutrientes da fruta também se mostraram benéficos na prevenção de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Chá verde

O chá verde rico em Catequinas (EGCG) é proposto como um suplemento dietético na prevenção de doenças cardiovasculares nas quais o estresse oxidativo (EO) e a pró-inflamação são as principais causas. O EGCG abranda o dano celular ao diminuir a reação inflamatória e reduzir a peroxidação lipídica e os radicais livres (RL) gerados pelo EO. Pesquisas sugerem que as catequinas são compostos anti-inflamatórios que impedem a formação dos RL, inibem a formação de células cancerígenas, promovem o crescimento de bactérias benéficas no intestino e reduzem o risco de Alzheimer.

Tomates

Os tomates são fonte de licopeno. O licopeno é o pigmento que dá aos frutos vermelhos e rosados, como tomate, melancia e morango, sua cor característica. É um nutriente com propriedades antioxidantes associado a benefícios para a saúde, que vão desde a saúde do coração até a proteção contra queimaduras solares e certos tipos de câncer. Além disso pode oferecer outros benefícios, como:
• Auxiliar a visão: o licopeno pode prevenir ou retardar a formação de cataratas e reduzir o risco de degeneração macular, a principal causa de cegueira em idosos
• Papel neuro protetor: o licopeno tem recebido interesse científico especial em terapias antioxidantes destinadas a reduzir o estresse oxidativo (EO), e no tratamento de doenças como epilepsia e Alzheimer.

Grãos integrais

Os grãos inteiros são aqueles que ainda possuem as três partes: o farelo (casca externa), endosperma e germe. Estes grãos contêm mais fibras, proteínas, selênio , potássio e magnésio, que os grãos refinados. Eles também têm um índice glicêmico mais baixo, que minimiza os efeitos inflamatórios que são vistos com flutuações extremas e constantes de glicose. Além disso, uma dieta rica em grãos integrais foi associada a um melhor controle de peso.

Azeite de oliva extravirgem

O azeite contém aproximadamente 36 compostos fenólicos, e é essa fração fenólica que é responsável pelos benefícios anti-inflamatórios, antioxidante e antimicrobiano. Os principais efeitos anti-inflamatórios do azeite são mediados pelos antioxidantes. O principal deles é o oleocanthal, que demonstrou atuar de forma semelhante ao ibuprofeno, um medicamento anti-inflamatório

Chia

As sementes de chia são conhecidas como um superalimento. Elas oferecem todos os nove aminoácidos essenciais e, portanto, são uma proteína vegetal de alta qualidade. Mais de 80% do teor de carboidratos das sementes está na forma de fibra. A fibra é principalmente do tipo solúvel, responsável pela textura pegajosa das sementes umedecidas. Esta fibra pode ser fermentada no intestino, promovendo a formação de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e melhorando a saúde do cólon. Outra características importante da chia é seu alto teor de ômega-3. Na verdade, a chia é a fonte vegetal mais conhecida de W-3, ainda melhor que a semente de linhaça. Dentre os minerais mais abundantes destaca-se:

Manganês é essencial para o metabolismo, crescimento e desenvolvimento
-Fósforo contribui para a saúde óssea e a manutenção dos tecidos
-Cobre é importante para a saúde do coração
-Selênio um importante antioxidante
-Cálcio é essencial para ossos, músculos e nervos

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista mestre pelo Centro Universitário São Camilo. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Pós -graduada em Nutrição funcional pela VP e em Fitoterapia pela Courses4U

Dieta melhora microbioma intestinal, o que diminui o risco de doenças; mostra estudo

Há um interesse crescente no microbioma do corpo humano e sua conexão com doenças crônicas. Um novo estudo, publicado em fevereiro deste ano na revista científica Nature Medicine, examinou essa conexão, juntamente com a forma como os alimentos que comemos influenciam a composição do nosso microbioma.

“O microbioma protege o hospedeiro e desempenha um papel importante para diminuir o risco de doenças. Ele consiste em minúsculos organismos (bactérias, vírus e outros micróbios) encontrados no trato gastrointestinal, principalmente no intestino delgado e grosso. A flora intestinal normal – outro termo para o microbioma – protege seu hospedeiro humano. Para que o microbioma floresça, o equilíbrio certo deve existir, com as espécies saudáveis dominando as menos saudáveis”, destaca o médico nutrólogo e geriatra Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da International Colleges for Advancement of Nutrology e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Os cientistas não entendem totalmente como o microbioma influencia o risco de desenvolver doenças crônicas, como doenças cardíacas, obesidade e diabetes tipo 2, mas o novo estudo ajuda a entender melhor esse mecanismo.

Os pesquisadores estudaram mais de 1.100 indivíduos inscritos no Predict 1, um grande ensaio que analisa as respostas individuais aos alimentos. Eles usaram uma técnica chamada sequenciamento metagenômico para identificar, classificar, medir e analisar o material genético dos microbiomas dos participantes do estudo. Eles também coletaram informações detalhadas sobre a ingestão alimentar de longo prazo de todos esses indivíduos, para que pudessem analisar seus padrões alimentares, incluindo a ingestão de diferentes grupos alimentares, alimentos e nutrientes.

Além disso, eles coletaram informações dos participantes do estudo sobre uma variedade de fatores que são conhecidos por influenciar o metabolismo e o risco de doenças, incluindo medidas pré e pós-refeição de açúcar no sangue (glicose), colesterol e inflamação. Finalmente, eles mediram os atributos pessoais de saúde dos participantes do estudo, incluindo idade e peso.

Thinkstock

“O estudo descobriu que a saúde do microbioma é influenciada pela dieta e que a composição do microbioma influencia o risco de desfechos para a saúde. Os resultados mostraram que micróbios intestinais específicos foram associados a nutrientes, alimentos, grupos de alimentos específicos e à composição geral da dieta. Condições de saúde como doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e inflamação geral parecem ser as mais afetadas pelas mudanças no microbioma influenciadas pela dieta”, explica o médico.

Por exemplo, padrões de dieta menos saudáveis (sobremesas lácteas, carnes não saudáveis, alimentos processados) suportaram espécies de bactérias do intestino que foram associadas a altas taxas de açúcar no sangue, colesterol e inflamação, que estão significativamente associadas a maior risco de eventos cardíacos, derrames e diabetes tipo 2.

“Em contraste, um microbioma intestinal mais diversificado estava vinculado a padrões alimentares saudáveis (vegetais ricos em fibras, como espinafre e brócolis, nozes e alimentos de origem animal saudável, como peixes e ovos) e também associado a um menor risco de certas doenças crônicas. Além disso, o estudo descobriu que as gorduras poli-insaturadas (encontradas em peixes, nozes, abóbora, linho e sementes de chia, girassol, cártamo e óleos de soja não hidrogenados) produzem espécies intestinais saudáveis ligadas a um risco reduzido de doenças crônicas”, diz Burckhardt.

Então, o que essas descobertas significam para nós? Primeiro, o estudo mostrou que comer mais alimentos vegetais não processados – frutas, vegetais, nozes, sementes e grãos inteiros – permite que o microbioma intestinal prospere.

“Alguns alimentos de origem animal, como peixes e ovos, também são favoráveis. Evitar certos alimentos de origem animal, como carne vermelha e bacon, laticínios e alimentos altamente processados (mesmo alimentos vegetais processados, como molhos, feijões cozidos, sucos ou bebidas adoçadas com açúcar e sobremesas) impede que espécies menos saudáveis do intestino colonizem o intestino. É importante notar que a qualidade dos alimentos é fundamental; alimentos à base de plantas processados ou ultraprocessados não foram associados a aglomerados saudáveis de micróbios intestinais. Ao escolher os alimentos, leve em consideração se são processados ou não, além de se tratarem de alimentos vegetais ou animais”, diz o médico.

Os padrões de refeição que enfatizam os alimentos benéficos para o microbioma são os padrões alimentares de alimentos integrais baseados em vegetais. Isso inclui dietas veganas (sem produtos de origem animal) e ovovegetarianas (vegetarianas mais ovos). O padrão alimentar pescatariano, em que peixes oleosos e brancos são as carnes preferidas, também é bom para o microbioma. “Enfatizar alimentos vegetais minimamente processados permite que o microbioma intestinal prospere, fornecendo proteção ou diminui o risco de doenças crônicas como doenças cardíacas, diabetes, doenças metabólicas e obesidade”, finaliza o médico.

Fonte: Juliano Burckhardt é médico geriatra e nutrólogo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Pós-Graduado em Geriatria no Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Mestrando pela Universidade Católica Portuguesa, em Portugal, o médico atuou e atua como docente e palestrante nas suas especialidades na graduação e pós-graduação. É diretor médico do V’naia Institute.

Manter uma dieta mediterrânea protege contra perda de memória e demência?*

De acordo com um novo estudo, seguir uma dieta mediterrânea rica em peixe, vegetais e azeite de oliva pode proteger seu cérebro de proteínas amilóides e tau, que podem levar à doença de Alzheimer. A pesquisa foi publicada na edição on-line de maio de 2021 da Neurology.

O estudo analisou proteínas anormais chamadas amilóide e tau. Amilóide é uma proteína que se forma em placas, enquanto tau é uma proteína que se forma em emaranhados. Ambos são encontrados no cérebro de pessoas com doença de Alzheimer, mas também podem ser encontrados no cérebro de pessoas idosas com cognição normal.

A dieta mediterrânea inclui alta ingestão de vegetais, legumes, frutas, cereais, peixes e ácidos graxos monoinsaturados, como azeite de oliva, e baixa ingestão de ácidos graxos saturados, laticínios e carne.

“Nosso estudo sugere que comer uma dieta rica em gorduras insaturadas, peixes, frutas e vegetais e pobre em laticínios e carne vermelha pode realmente proteger seu cérebro do acúmulo de proteína que levaria à perda de memória e demência”, disse o autor Tommaso Ballarini, Ph.D., do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn, Alemanha. “Esses resultados se somam ao conjunto de evidências que mostram que o que você come pode influenciar suas habilidades de memória mais tardiamente”.

O estudo analisou 512 pessoas. Destes, 169 eram cognitivamente normais, enquanto 343 foram identificados como tendo maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

As habilidades cognitivas foram avaliadas com um extenso conjunto de testes para a progressão da doença de Alzheimer que analisou cinco funções diferentes, incluindo linguagem, memória e função executiva. Todos os participantes fizeram exames de imagem para determinar seu volume cerebral. Além disso, o fluido espinhal de 226 foi testado para biomarcadores de proteína amilóide e tau.

Os pesquisadores então observaram como alguém que seguia a dieta mediterrânea e a relação com o volume do cérebro, biomarcadores tau e amilóide e habilidades cognitivas.

Depois de ajustar para fatores como idade, sexo e educação, os pesquisadores descobriram que na área do cérebro mais intimamente associada à doença de Alzheimer, em cada ponto menor que as pessoas pontuaram na escala da dieta mediterrânea era igual a quase um ano de envelhecimento do cérebro.

Ao olhar para amilóide e tau no fluido espinhal das pessoas, aqueles que não seguiram a dieta de perto tinham níveis mais elevados de biomarcadores de patologia amilóide e tau do que aqueles que seguiram.

Quando se tratava de um teste de memória, as pessoas que não seguiram a dieta tiveram uma pontuação pior do que as que seguiram.

“Mais pesquisas são necessárias para mostrar o mecanismo pelo qual uma dieta mediterrânea protege o cérebro do acúmulo de proteínas e da perda de função cerebral, mas as descobertas sugerem que as pessoas podem reduzir o risco de desenvolver Alzheimer incorporando mais elementos da dieta mediterrânea em seu dia a dia”, disse Ballarini.

*Rubens De Fraga Júnior é professor da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná. Médico especialista em geriatria e gerontologia.

Fonte: Mediterranean Diet, Alzheimer Disease Biomarkers and Brain Atrophy in Old Age, Ballarini et al., Neurology, DOI: doi.org/10.1212/WNL.0000000000012067