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Entenda o que está em jogo com o Projeto de Lei da caça esportiva no Brasil

Reuber Brandão, professor da UnB e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, analisa argumentos dos defensores do PL 5.544/20 e avalia os riscos à conservação da biodiversidade

O Projeto de Lei 5.544/2020, que libera a caça esportiva no Brasil – permitindo perseguição, captura e abate de animais – foi retirado da pauta da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados na última semana, após uma série de obstruções de parlamentares contrários à medida. “A forte mobilização da sociedade civil brasileira e o entendimento que as pessoas possuem sobre o valor intrínseco da vida fizeram com que os apoiadores do PL recuassem. Mas é provável que o tema volte à pauta em algum momento e, por isso, devemos ficar atentos”, afirma Reuber Brandão, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor de Manejo de Fauna e de Áreas Silvestres na Universidade de Brasília (UnB).

Diante da dificuldade em fiscalizar as áreas naturais em todo o país, a permissão à caça pode fazer com que muitas espécies silvestres sejam vistas como troféus. “A tendência é a busca pelos animais mais raros e únicos, aumentando a pressão sobre as espécies que são topo de cadeia, que precisam de grandes áreas preservadas para viver. Incentivar essa prática me parece uma covardia”, frisa o professor da UNB. Algumas das espécies que poderiam entrar na mira dos caçadores são a onça-pintada, a anta, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará.

O especialista reforça que esse tipo de proposta vai na contramão dos esforços mundiais pela preservação das diversas espécies ameaçadas de extinção. “O Brasil precisa de um modelo de desenvolvimento que valorize a sua incrível biodiversidade e não de propostas que aumentem a pressão sobre a nossa fauna, que já enfrenta dificuldades por causa do desmatamento, de incêndios e outros enormes desafios”, afirma.

Para Brandão, a tentativa de colocar o PL 5.544/20 em votação é um aceno dos deputados ao atual governo, alicerçada em uma falsa noção da ampliação das liberdades individuais. Facilitar o acesso da população a armas é uma das principais bandeiras nesta direção. “Sob este pretexto, a tentativa revela, tão somente, uma percepção egoísta que pressupõe a ausência de limite do comportamento do indivíduo na sociedade. Entendo que a garantia de liberdades individuais não pode se confundir com ausência de responsabilidade coletiva. Na área ambiental, essa ideologia somada aos esforços para enfraquecer os órgãos de fiscalização e controle pode gerar um ambiente de total descontrole, que certamente vai trazer mais ameaças a muitas espécies da nossa fauna”, argumenta Brandão.

Um dos argumentos em defesa da aprovação do PL 5.544/20 é o aumento da interação entre o ser humano, os animais e a natureza. Na visão do professor da UnB, a apresentação deste raciocínio beira o surreal. “Presume que as pessoas querem ter interação com o sangue, a morte e a extinção dos animais. Não consigo entender que tipo de benefício um PL como esse pode trazer ao país. Pelo contrário, pode reforçar a ideia de que o Brasil realmente não tem compromisso com a sua rica biodiversidade”, finaliza.

Conforme Enquete Pública realizada no site da Câmara, a ampla maioria da sociedade civil brasileira é contra a caça por esporte. O levantamento mostrou que 97% dos votantes (71.614 votos) se dizem “totalmente contrários” ao PL. Existe a possibilidade de o projeto ser submetido a audiência pública antes de voltar à apreciação da Câmara.

Pixabay

Sobre a Rede de Especialistas A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes clicando aqui.

N.R.: tentativas como esta me fazem sentir vergonha de viver no Brasil atual.

Devoluções de animais de estimação adotados durante pandemia batem recordes nos EUA

Os abrigos para animais de estimação nos Estados Unidos estão relatando taxas de devolução acima da média conforme a pandemia começa a diminuir

Por volta desta época, no ano passado, os abrigos relataram um aumento nas adoções, pois as pessoas passaram por medidas de bloqueio e queriam companhia em casa. Agora que estão se reajustando às rotinas anteriores, no entanto, elas estão voltando ao trabalho e às viagens e sentem que não podem mais cuidar de seus animais de estimação. Os cães, em particular, estão sendo devolvidos em números recordes.

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“No início da pandemia, vimos absolutamente um aumento no número de pessoas prontas para adotar”, disse Ashley Roberts, do Lucky Dog Animal Rescue, em Arlington, VA, à BBC .

“Eles estavam fora do trabalho ou trabalhando em casa ou tinham horários mais flexíveis”, disse ela. “Mas nós, nos últimos dois meses, definitivamente vimos mais devoluções.”

Às vezes, as pessoas não pensam no compromisso sério de cuidar de um animal de estimação, disse ela. Conforme os novos tutores de animais voltam às suas rotinas, eles estão percebendo que filhotes e cães podem não se adequar ao seu estilo de vida, então os estão devolvendo, de acordo com KDVR , uma afiliada da Fox no Colorado.

“Fizemos muitas mudanças em nosso processo de adoção para evitar que as pessoas devolvessem cães uma vez que a pandemia acabasse”, disse Aron Jones, diretor executivo do Moms and Mutts Colorado Rescue em Englewood, CO, à estação de notícias.

“Mas nos últimos quatro meses, tivemos um número extremo de devoluções”, disse ela. “Eles estão devolvendo em vez de tentar fazer ajustes para manter seus cães, agora que o mundo está se abrindo”.

As entidades receberam mais devoluções até agora, em 2021, do que normalmente em um ano inteiro. Com mais de 200 cães disponíveis, eles estão enfrentando restrições financeiras e precisam de mais ração para alimentar todos os animais.

Além disso, as medidas de bloqueio impediram os tutores de animais de esterilizar ou castrar seus cães. Então, os abrigos estão vendo um aumento no número de ninhadas de filhotes que precisam de novos lares, informou a BBC.

No entanto, nem todos os abrigos tiveram um aumento nos retornos, de acordo com a WRGB , uma afiliada da CBS em Nova York. A Mohawk Hudson Humane Society, por exemplo, preparou novos tutores de animais para a responsabilidade da adoção quando o boom aconteceu no ano passado.

“A expectativa é que seja um compromisso vitalício para a vida toda que você terá com esse animal”, disse Ashley Bouch, CEO da humane society em Menands, NY, à estação de notícias.

“Isso sempre fez parte do nosso processo de querermos encontrar a melhor combinação”, disse ela. “Queremos combinar e preparar todos para o sucesso”, finalizou.

Esperemos que esta situação também não ocorra aqui no Brasil, já que a pandemia continua em alta, a vacinação lenta e muitos ainda estão em esquema de home office. Os animais simplesmente não merecem isso!

Fonte: WebMD

Nutricionista alerta para tendência de redução de alimentos de origem animal

Para Saiury Carvalho, reducitarianismo poder ser a grande mudança em 2021

A qualidade da alimentação é uma das grandes preocupações atualmente. Além disso, a redução do consumo de alimentos de origem animal se tornou um dos principais motivos de debate. Cada vez mais as indústrias estão se atentando a essa mudança e estão criando alternativas para vegetarianos e veganos.

Para os menos radicais, o reducitarianismo é uma ótima opção, pois é a diminuição do consumo de alimentos de origem animal no cotidiano. É uma alternativa para quem quer começar a ser vegetariano, vegano ou simplesmente melhorar algumas condições de saúde. Esse estilo de vida tem tudo para bombar em 2021.

That’s some good cookin’

Toda mudança alimentar, seja por escolha ou pela saúde, deve ser feita com o acompanhamento de um profissional. A nutricionista e influencer Saiury Carvalho, formada na Universidade Tiradentes, acredita na tendência do movimento e está estudando sobre.

“O reducitarianismo é um movimento um pouco recente, mas vem crescendo com força total e, em 2021, atrairá mais olhares. O propósito é muito bacana, principalmente para quem quer reduzir o consumo de forma mais gradativa e não radical”

Saiury alerta sobre os perigos de fazer uma dieta alimentar drástica e sem o acompanhamento de um profissional da saúde: “A carne é uma excelente fonte de proteína, vitaminas do complexo B e minerais como ferro, zinco, magnésio e ácidos graxos essenciais. Iniciantes em dietas veganas ou vegetarianas devem sempre procurar o acompanhamento de um profissional da área, para equilibrar os aspectos nutricionais com outros alimentos. No reducitarianismo, é um pouco mais tranquilo: a pessoa pode começar com o movimento ‘Segunda Sem Carne’, por exemplo”, acrescenta.

O ex-Beatle Paul McCartney entre as filhas Mary e Stella, defensores da campanha Segunda Sem Carne pelo mundo

Além disso, a nutricionista ressalta que a adaptação varia de pessoa para pessoa. “Conheço pessoas que seguem e que se sentem bem com a redução do consumo, mas também outras que não se adaptaram. É muito relativo. O ideal é seguir o que te faz feliz”, ressalta.

A causa animal também é outro argumento forte para debater esse estilo de vida, já que muitas empresas alimentícias tratam a vida dos animais com descaso. “Acho que é uma causa que deve sim ter uma atenção maior. Os animais também são seres e devem receber todo amor e atenção. Muitos continuam maltratando ou até mesmo abandonando”, desabafou a nutricionista.

11 curiosidades destacam o Direito Animal na família brasileira

Eles fazem parte da família e ocupam um lugar físico e emocional no dia a dia das pessoas. Os pets têm ganhado cada vez mais espaço e importância, sendo reconhecidos, muitas vezes, como “filhos peludos” em muitos lares brasileiros. Da mesma forma que casos de violência doméstica também os acometem, essas questões têm atraído mais a atenção das pessoas, inclusive no Direito e em suas interpretações.

“Refletir e entender como a relação entre seres humanos e animais vem sendo construída faz com que saibamos respeitar esses laços sociais e as novas configurações de família”, afirma a mestre e professora universitária Andreia Bonifácio que, em 2019, lançou o livro “A família contemporânea brasileira à luz do Direito Animal”. A obra pretende abordar não só as normas que versam sobre os animais no Brasil, mas auxiliar na reflexão sobre o espaço que vem sendo ocupado pelos animais de estimação na sociedade brasileira.

Segundo a pesquisadora em Direito Animal, há muitas curiosidades entre a relação das pessoas com os animais. E por isso o Direito tem se manifestado dentro dela. Confira abaixo:

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=Assim como as crianças, os pets podem estar em processos que envolvem guarda e pensão alimentícia;
=É cada vez mais comum vermos animais compondo fotos familiares como membros importante das famílias, a exemplo de books de “casais grávidos”;
=Animais de estimação também sofrem violência doméstica;

homem carregando cachorro
=Essas famílias são conhecidas no Direito como família multiespécie;
=Já existem comissões na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e órgãos como o IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família) que vêm tratando justamente sobre o tema;
=Animais vêm sendo registrados em alguns cartórios brasileiros;
=Nem toda família brasileira considera os animais de estimação como membros;

menina criança e gato
=A convivência entre animais e crianças gera benefício para ambos em termos de aprendizados;
=Viajar e deixar o animal de estimação em casa, agora, configura abandono;
=Tutores de gatos geralmente possuem temperamento, personalidade e perfis diferenciados em relação aos tutores de cães;

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Getty Images

=Diante do interesse de muitos alunos e de tanta mudança na sociedade e no Direito, diversas universidades já vêm adotando a disciplina de Direito Animal de forma autônoma.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, defender animais e seus direitos não significa humanizá-los ou enaltecê-los acima das pessoas. “Acredito que deve haver a igual consideração de direitos a cada espécie de animal, pois os animais possuem sentimentos e não são coisas. Devemos compreender que antes mesmo de nos considerarmos dominadores e proprietários da natureza, somos parte da mesma”, explica a pesquisadora.

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Fonte: Andreia de Oliveira Bonifácio Santos é mineira, professora de Direito e mestre em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável. Seu trabalho no meio universitário vem ganhando destaque a partir de palestras e pesquisas na área, e pelas lições utilizando curiosidades, dicas e “memes” sobre Direito Animal no Instagram.

Coronavírus: o comércio de animais silvestres é uma ameaça à saúde humana*

São muitas as teorias de desinformação e fake news que diminuem a eficácia da resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a atual disseminação do coronavírus. Com o número de vítimas fatais superando o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), última grande epidemia global, que assolou o mundo entre 2002 e 2003, a origem do surto atual está cercada de especulações e achismos.

Entre as diversas teorias difundidas para a origem do coronavírus, a maioria delas aponta como culpado um animal silvestre. Morcegos, cobras e pangolins já foram acusados de transmitirem o vírus aos humanos. A similaridade entre as três espécies? Todas são comercializadas no mercado de animais vivos da cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia.

Compreender as reais causas para este surto global é crucial para que ele não se repita. E, independentemente de qual animal selvagem seja a fonte propagadora do vírus, uma coisa é certa: o comércio de animais silvestres é uma ameaça para a saúde humana global. A venda de animais silvestres é extremamente perigosa e, portanto, esta prática deve acabar.

Entre as medidas que a OMS aconselha para minimizar a propagação do vírus está a higiene ao visitar mercados de animais vivos ou de produtos de animais, além de evitar o consumo de produtos de origem animal crus ou malcozidos. Isso ocorre porque mais de 70% das infecções em humanos são provenientes de animais – principalmente animais silvestres.

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Pangolim, animal que está em risco de extinção, mas cuja carne, infelizmente, é muito apreciada pelos chineses –  Foto: Sangha Pangolin Project

A maioria das pessoas não ficaria surpresa ao saber que o comércio ilegal de animais silvestres envolve higiene precária e inúmeros animais doentes e mortos, que podem representar um alto risco para a saúde humana, porém, esses problemas também são muito comuns no comércio legalizado de animais. Há uma falta de medidas adequadas de biossegurança – assunto fundamental para prevenir a propagação de doenças.

Casos como o do coronavírus, e tantas outras doenças causadas a partir do contato de animais com humanos, revela que manter um grande número de animais silvestres juntos, em péssimas condições de higiene, tudo em nome do lucro, representa uma grande ameaça para a saúde humana, além dos problemas de bem-estar animal.

Os riscos que o mercado de animais silvestres representa no atual cenário é, sem dúvida, o motivo pelo qual a China tomou a louvável decisão de proibir, ainda que temporariamente, o comércio de animais silvestres em todo o país. Para minimizar riscos futuros, é fundamental que esta seja uma abordagem abrangente e permanente, que seja adotada não só pela China, mas em todo o mundo.

Portanto, ao invés de debatermos e tentarmos descobrir qual foi o animal responsável pelo início da contaminação do coronavírus, mais correto seria agir na causa principal do problema e proibir o comércio de animais silvestres o quanto antes. Sem essa proibição permanente, a ameaça será constante. Os animais continuarão sofrendo sem necessidade, e mortes humanas ocorrerão por causas evitáveis.

*Neil D’Cruze – chefe global de Vida Silvestre na Proteção Animal Mundial

Nota da redação: a China anunciou no começo desta semana o banimento do comércio e do consumo de animais silvestres. Seria bom se eles também banissem o consumo de cães e gatos!

 

Rádio Transamérica lança campanha voltada à proteção de animais abandonados

Intitulada “Transamérica Companheiro Animal”, a ação de responsabilidade social tem entre seus objetivos conscientizar a população sobre o problema de abandono de animais no país

A Rádio Transamérica começa a veicular em rede nacional uma grande campanha institucional de responsabilidade social focada na proteção de animais abandonados no Brasil. Intitulada “Transamérica Companheiro Animal”, a ação será transmitida em todas as emissoras da rede de rádio no país, principalmente durante a temporada de férias de verão.

De forma instrutiva, sensível e motivadora, a campanha aborda importantes temas, como a conscientização sobre o problema do abandono de animais, possibilidades de adoção, castração de cães e gatos, ou até mesmo como essa questão vulnerável tem sido tratada na Europa. A iniciativa conta com spots que serão veiculados ao longo de toda a programação da Transamérica.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de 30 milhões de animais em situação de abandono Brasil. Sabe-se, no entanto, que apesar de ser em menor número, também há outros tipos de animais deixados de lado por seus tutores, como aves, répteis e até cavalos. De acordo com informações de Organizações não Governamentais (ONGs) voltadas à proteção animal, o período de férias de verão é o que registra maior quantidade de abandono de animais em nosso país.

Idealizada por Luiz Augusto Alper, gerente artístico da Rede Transamérica de Comunicação, a campanha é muito importante para que se revertam as estatísticas relativas ao abandono de animais no Brasil.

“Como veículo de comunicação, também temos responsabilidades sociais e o drama dos animais de rua enfrentado pelo Brasil, hoje no ranking dos países com maior população de animais abandonados, é a grande motivação dessa campanha”, afirma o executivo. “Não existe animal de rua, pois se existe esse termo é porque ele foi descartado por seus tutores, o que é uma questão diretamente relacionada às responsabilidades do ser humano”, completa Alper.

Beagle dog and brown cat lying together on the footpath.
Getty Images

Além de ser uma crueldade, os casos de abandono de animais também é um problema grave para o país, não somente pelos danos que causam ao bem-estar animal, mas à saúde pública, à economia e à ecologia. Em situação vulnerável, esses animais frequentemente são vítimas de fome, desnutrição, doenças, parasitas, envenenamento e violência, entre diversas outras formas de abuso.

Testes em animais estão em baixa no mundo dos cosméticos

Maria Inês Harris, especialista em segurança cosmética, comenta recentes avanços dos testes toxicológicos sem o uso de cobaias animais

Em 10 de setembro, a U.S. Environmental Protection Agency (EPA) anunciou que planeja colocar um fim à necessidade regulatória de testes toxicológicos em mamíferos até 2035. A decisão foi tomada após décadas de manifestação por parte das pessoas e entidades de luta pelos direitos dos animais, que apontam estudos que demonstram que hoje tais testes não são mais necessários para garantir a segurança dos consumidores.

“O mundo caminha na direção da criação de ativos e de produtos cosméticos desenvolvidos sob os mais altos critérios de segurança, sem o uso de testes em animais”, afirma Maria Inês Harris, Diretora Executiva do Instituto Harris e especialista em avaliação de segurança da área cosmética.

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O anúncio da EPA vem na sequência do anúncio do governo holandês de que acabaria com os testes em animais até 2025. De acordo com comunicado distribuído pela organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), tais anúncios são fortes indícios da tendência mundial de erradicação dos testes em animais, e de que uma nova era de ainda maior segurança nos testes de toxicidade, sem uso de cobaias animais, está se iniciando.

Inovação do Brasil

No Brasil, acaba de ser inaugurado no Rio de Janeiro, em 9 de setembro, o primeiro laboratório de bioengenharia (filial da Episkin, subsidiária da L’Oréal) a produzir amostras de pele humana reconstruída para testes em cosméticos, como alternativa ao uso de cobaias animais. A operação ocorrerá no Centro de Pesquisa e Inovação, no campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se da terceira no mundo, sendo as outras na França e na China.

Fonte: Maria Inês Harris é Diretora Executiva do Instituto Harris, Química com Ph.D. em Química (Unicamp) e Pós-Doutorado em Toxicologia Celular e Molecular de Radicais Livres (Unicamp) e em Lesões de Ácidos Nucleicos (CNRS, França) e é certificada no curso “Avaliação da Segurança dos Cosméticos na UE” (Universidade de Bruxelas, Bélgica). Atuou como gerente técnica de Pesquisa Clínica na Alergia Pesquisa Dermatocosmética, gerente de segurança de produtos da Natura e especialista em métodos HPLC (High Performance Liquid Chromatography) na Alcon Laboratórios. Também foi professora do Curso de Especialização em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz (São Paulo) por 19 anos e coordenadora de Pesquisa Institucional da Universidade Bandeirantes (atual Anhanguera) no Brasil. É autora dos livros “Pele – Estrutura, Propriedades e Envelhecimento” e “Pele – do Nascimento à Maturidade”.

Nota da Redação: a notícia é boa, mas, convenhamos, 2025 me parece tão distante…

 

Marca mineira de cosméticos torna-se 100% vegana

Após ouvir consumidores, Skala Cosméticos repagina produtos e os deixa 100% veganos

Com mais de 33 anos de experiência no mercado, a Skala Cosméticos desenvolve novidades, tendências e produtos de qualidade para todos os tipos de cabelos e corpos. A marca mineira, originária de Uberaba, está sempre buscando atender às necessidades de seus consumidores.

Por estar muito próxima aos seus consumidores, a Skala Cosméticos procura escutar as sugestões e opiniões dos seus #Skalovers. Tendo em vista este cenário, desde Junho de 2018, a Skala – que já era cruelty free – tornou-se 100% vegana, ou seja, não utiliza mais nenhum ingrediente de origem animal.

“Em 2015, muitos consumidores perguntavam se tínhamos cosméticos veganos, algo que era novidade para nós, até então. Olhamos em nosso portfólio e vimos que tínhamos, sim, e pensamos ‘Por que não repaginar todos os produtos e deixá-los veganos?’ Então, desde julho do ano passado, todos os nossos produtos levam o selo 100% vegano nos rótulos.”, comenta Bruna Veneziano, Gerente de Produto e Marketing da Skala Cosméticos.

Com tratamentos para todas as etapas de cuidados com cabelo e corpo (desde banho a pós-banho), a Skala se preocupa com o a rotina dos seus consumidores. O principal desafio durante essa transição foi encontrar ativos veganos para substituir os de origem animal e que mantivessem, no mínimo, o mesmo desempenho.

“Ao optar por nos tornarmos uma empresa com produtos 100% veganos, não estamos contribuindo com a criação de animais para cobaias, de laboratórios, testes e práticas, que são nocivas para eles, por exemplo.”, complementa Veneziano.

Quanto às expectativas para o futuro dos cosméticos veganos, Veneziano acredita que “Ser vegano ou simpatizante pela causa é uma nova postura da sociedade, de um modo geral. Provavelmente, no futuro, essa tendência não será um diferencial em cosméticos, mas, sim, uma exigência”.

skala

Preços sugeridos
Shampoos: R$ 5,00 a R$7,00
Condicionadores: R$ 6,50 a R$ 8,50
Cremes de tratamento: R$ 6,00 a R$ 9,00
Hidratantes: R$ 5,00 a R$ 8,00

Pontos de venda: disponível nos principais varejistas do Brasil e no site.

Informações: Skala –  SAC: 0800 940 2532 ou sac@skala.com.br

Conheça e siga o blog criado apenas para os animais: Se Meu Pet Falasse

Está sentindo falta dos posts sobre animais?

Resolvi separar os assuntos e criar uma página apenas para eles, que são minha paixão, e merecem e precisam de porta-vozes neste mundo.

Neste novo blog continuo dando dicas de alimentação, saúde, vacinação, campanhas e feiras de adoção, direito animal, doações, meio ambiente e sustentabilidade.

Visite e siga: Se Meu Pet Falasse

A natureza e os animais precisam de você, especialmente nesta época atual, de trevas, em que a ignorância e a ambição financeira falam mais alto.

animais

Petz abre espaço para adoção permanente de cães e gatos em suas lojas

Em parceria com ONGs e protetores, rede de pet shops oferece cuidados e recintos especiais dentro de suas unidades para que os pets resgatados das ruas possam conquistar uma nova família

Eventos de adoção de cães e gatos que antes eram realizados aos finais de semana passam a ser permanente dentro das lojas da Petz. Com o fim da venda de filhotes na rede de pet shops, todo o espaço que era utilizado para esse fim foi destinado à adoção, em parceria com ONGs e protetores.

Em um recinto todo envidraçado, com acessórios, brinquedos e alimentação, os pets resgatados das ruas podem ser vistos, interagir e conquistar uma nova família. Todos são castrados, vacinados e vermifugados. Para adotar, o interessado passa por uma rigorosa entrevista com a equipe da ONG e protetores responsáveis, que orientam e auxiliam a tirar as dúvidas sobre os bichinhos e o processo de adoção.

“Estamos muito felizes com essa nova fase da Petz. Queremos, junto com os protetores e ONGs, fazer do Adote Petz um projeto muito maior e grandioso. Contamos com o apoio de todos para ajudar a resolver o problema do abandono animal”, afirma o presidente da Petz, Sergio Zimerman. O Adote Petz já encontrou um novo lar para mais de 34 mil cães e gatos resgatados das ruas desde 2007, quando foi criado.

Posse responsável

A Petz já promovia adoção permanente de gatos em várias lojas desde o ano passado. “Agora vamos potencializar as adoções. Queremos incentivar cada vez mais a posse responsável e uma nova chance para os animais”, explica a veterinária Giulliana Tessari, gerente responsável pelo Adote Petz.

Para isso, a empresa vai intensificar as parcerias com ONGs e protetores, que devem ser homologados, ter seus documentos validados e receberem visitas de representantes da rede para certificação das condições nas quais os animais são mantidos.

A campanha de posse responsável, para a conscientização sobre a importância de cuidar de uma vida e evitar maus-tratos e abandonos, também será ampliada. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que há 30 milhões de bichos nessa situação no Brasil.

Oito dicas para a posse responsável:

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1 – Cães e gatos podem viver mais de 12 anos, por isso, levar um pet para casa é um compromisso para a vida toda.

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2 – É importante saber se a família mora em um lugar que aceite bichinhos, se há espaço para o pet viver com o mínimo de conforto, se alguém é alérgico à pelagem e se os vizinhos não se importarão com os latidos.

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3 – A casa deve ser estruturada para receber o pet, com proteção de tomadas, cuidados ao acesso a produtos de limpeza e plantas tóxicas, incluindo arranhadores para gatos e rede nas janelas, além de um cantinho confortável para ele descansar e se adaptar ao local.

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4 – Os cães são ativos, requerem passeios diários e não gostam de ficar muito tempo sozinhos. É preciso dedicar um tempo para dar atenção, interagir, brincar e passear com eles.

gato dormindo

5 – Os gatos se adaptam melhor às horas em que os donos estão fora de casa, porque dormem mais de 10 horas por dia. Mas também precisam de atenção e cuidados.

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6 – Ter um cão ou gato envolve gastos com saúde e bem-estar. Os pets vão precisar de visitas semestrais ao veterinário, carteira de vacinação em dia e uma boa ração, além de banho e tosa, petiscos, brinquedos, acessórios e produtos de higiene.

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7 – Também é preciso pensar em formas de abrigar o pet quando a família for viajar. Avaliar se o orçamento permite pagar um hotel ou se há conhecidos que possam cuidar dos pets.

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8 – Quando ainda são filhotes, os cães precisam de adestramento e paciência do dono para aprender a fazer as necessidades no lugar certo. Eles crescem e também podem ficar maiores do que o esperado.

Informações: Petz

Atenção: a partir de abril, não postarei mais sobre animais/natureza/meio ambiente neste espaço, mas, sim, no blog criado apenas para esses temas: Se Meu Pet Falasse, clique no nome e irá para a página automaticamente. Por favor, se gosta de animais, siga-o. Obrigada.