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11 curiosidades destacam o Direito Animal na família brasileira

Eles fazem parte da família e ocupam um lugar físico e emocional no dia a dia das pessoas. Os pets têm ganhado cada vez mais espaço e importância, sendo reconhecidos, muitas vezes, como “filhos peludos” em muitos lares brasileiros. Da mesma forma que casos de violência doméstica também os acometem, essas questões têm atraído mais a atenção das pessoas, inclusive no Direito e em suas interpretações.

“Refletir e entender como a relação entre seres humanos e animais vem sendo construída faz com que saibamos respeitar esses laços sociais e as novas configurações de família”, afirma a mestre e professora universitária Andreia Bonifácio que, em 2019, lançou o livro “A família contemporânea brasileira à luz do Direito Animal”. A obra pretende abordar não só as normas que versam sobre os animais no Brasil, mas auxiliar na reflexão sobre o espaço que vem sendo ocupado pelos animais de estimação na sociedade brasileira.

Segundo a pesquisadora em Direito Animal, há muitas curiosidades entre a relação das pessoas com os animais. E por isso o Direito tem se manifestado dentro dela. Confira abaixo:

separação casal cachorro chicago tribune

=Assim como as crianças, os pets podem estar em processos que envolvem guarda e pensão alimentícia;
=É cada vez mais comum vermos animais compondo fotos familiares como membros importante das famílias, a exemplo de books de “casais grávidos”;
=Animais de estimação também sofrem violência doméstica;

homem carregando cachorro
=Essas famílias são conhecidas no Direito como família multiespécie;
=Já existem comissões na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e órgãos como o IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família) que vêm tratando justamente sobre o tema;
=Animais vêm sendo registrados em alguns cartórios brasileiros;
=Nem toda família brasileira considera os animais de estimação como membros;

menina criança e gato
=A convivência entre animais e crianças gera benefício para ambos em termos de aprendizados;
=Viajar e deixar o animal de estimação em casa, agora, configura abandono;
=Tutores de gatos geralmente possuem temperamento, personalidade e perfis diferenciados em relação aos tutores de cães;

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Getty Images

=Diante do interesse de muitos alunos e de tanta mudança na sociedade e no Direito, diversas universidades já vêm adotando a disciplina de Direito Animal de forma autônoma.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, defender animais e seus direitos não significa humanizá-los ou enaltecê-los acima das pessoas. “Acredito que deve haver a igual consideração de direitos a cada espécie de animal, pois os animais possuem sentimentos e não são coisas. Devemos compreender que antes mesmo de nos considerarmos dominadores e proprietários da natureza, somos parte da mesma”, explica a pesquisadora.

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Fonte: Andreia de Oliveira Bonifácio Santos é mineira, professora de Direito e mestre em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável. Seu trabalho no meio universitário vem ganhando destaque a partir de palestras e pesquisas na área, e pelas lições utilizando curiosidades, dicas e “memes” sobre Direito Animal no Instagram.

Coronavírus: o comércio de animais silvestres é uma ameaça à saúde humana*

São muitas as teorias de desinformação e fake news que diminuem a eficácia da resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a atual disseminação do coronavírus. Com o número de vítimas fatais superando o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), última grande epidemia global, que assolou o mundo entre 2002 e 2003, a origem do surto atual está cercada de especulações e achismos.

Entre as diversas teorias difundidas para a origem do coronavírus, a maioria delas aponta como culpado um animal silvestre. Morcegos, cobras e pangolins já foram acusados de transmitirem o vírus aos humanos. A similaridade entre as três espécies? Todas são comercializadas no mercado de animais vivos da cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia.

Compreender as reais causas para este surto global é crucial para que ele não se repita. E, independentemente de qual animal selvagem seja a fonte propagadora do vírus, uma coisa é certa: o comércio de animais silvestres é uma ameaça para a saúde humana global. A venda de animais silvestres é extremamente perigosa e, portanto, esta prática deve acabar.

Entre as medidas que a OMS aconselha para minimizar a propagação do vírus está a higiene ao visitar mercados de animais vivos ou de produtos de animais, além de evitar o consumo de produtos de origem animal crus ou malcozidos. Isso ocorre porque mais de 70% das infecções em humanos são provenientes de animais – principalmente animais silvestres.

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Pangolim, animal que está em risco de extinção, mas cuja carne, infelizmente, é muito apreciada pelos chineses –  Foto: Sangha Pangolin Project

A maioria das pessoas não ficaria surpresa ao saber que o comércio ilegal de animais silvestres envolve higiene precária e inúmeros animais doentes e mortos, que podem representar um alto risco para a saúde humana, porém, esses problemas também são muito comuns no comércio legalizado de animais. Há uma falta de medidas adequadas de biossegurança – assunto fundamental para prevenir a propagação de doenças.

Casos como o do coronavírus, e tantas outras doenças causadas a partir do contato de animais com humanos, revela que manter um grande número de animais silvestres juntos, em péssimas condições de higiene, tudo em nome do lucro, representa uma grande ameaça para a saúde humana, além dos problemas de bem-estar animal.

Os riscos que o mercado de animais silvestres representa no atual cenário é, sem dúvida, o motivo pelo qual a China tomou a louvável decisão de proibir, ainda que temporariamente, o comércio de animais silvestres em todo o país. Para minimizar riscos futuros, é fundamental que esta seja uma abordagem abrangente e permanente, que seja adotada não só pela China, mas em todo o mundo.

Portanto, ao invés de debatermos e tentarmos descobrir qual foi o animal responsável pelo início da contaminação do coronavírus, mais correto seria agir na causa principal do problema e proibir o comércio de animais silvestres o quanto antes. Sem essa proibição permanente, a ameaça será constante. Os animais continuarão sofrendo sem necessidade, e mortes humanas ocorrerão por causas evitáveis.

*Neil D’Cruze – chefe global de Vida Silvestre na Proteção Animal Mundial

Nota da redação: a China anunciou no começo desta semana o banimento do comércio e do consumo de animais silvestres. Seria bom se eles também banissem o consumo de cães e gatos!

 

Rádio Transamérica lança campanha voltada à proteção de animais abandonados

Intitulada “Transamérica Companheiro Animal”, a ação de responsabilidade social tem entre seus objetivos conscientizar a população sobre o problema de abandono de animais no país

A Rádio Transamérica começa a veicular em rede nacional uma grande campanha institucional de responsabilidade social focada na proteção de animais abandonados no Brasil. Intitulada “Transamérica Companheiro Animal”, a ação será transmitida em todas as emissoras da rede de rádio no país, principalmente durante a temporada de férias de verão.

De forma instrutiva, sensível e motivadora, a campanha aborda importantes temas, como a conscientização sobre o problema do abandono de animais, possibilidades de adoção, castração de cães e gatos, ou até mesmo como essa questão vulnerável tem sido tratada na Europa. A iniciativa conta com spots que serão veiculados ao longo de toda a programação da Transamérica.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de 30 milhões de animais em situação de abandono Brasil. Sabe-se, no entanto, que apesar de ser em menor número, também há outros tipos de animais deixados de lado por seus tutores, como aves, répteis e até cavalos. De acordo com informações de Organizações não Governamentais (ONGs) voltadas à proteção animal, o período de férias de verão é o que registra maior quantidade de abandono de animais em nosso país.

Idealizada por Luiz Augusto Alper, gerente artístico da Rede Transamérica de Comunicação, a campanha é muito importante para que se revertam as estatísticas relativas ao abandono de animais no Brasil.

“Como veículo de comunicação, também temos responsabilidades sociais e o drama dos animais de rua enfrentado pelo Brasil, hoje no ranking dos países com maior população de animais abandonados, é a grande motivação dessa campanha”, afirma o executivo. “Não existe animal de rua, pois se existe esse termo é porque ele foi descartado por seus tutores, o que é uma questão diretamente relacionada às responsabilidades do ser humano”, completa Alper.

Beagle dog and brown cat lying together on the footpath.
Getty Images

Além de ser uma crueldade, os casos de abandono de animais também é um problema grave para o país, não somente pelos danos que causam ao bem-estar animal, mas à saúde pública, à economia e à ecologia. Em situação vulnerável, esses animais frequentemente são vítimas de fome, desnutrição, doenças, parasitas, envenenamento e violência, entre diversas outras formas de abuso.

Testes em animais estão em baixa no mundo dos cosméticos

Maria Inês Harris, especialista em segurança cosmética, comenta recentes avanços dos testes toxicológicos sem o uso de cobaias animais

Em 10 de setembro, a U.S. Environmental Protection Agency (EPA) anunciou que planeja colocar um fim à necessidade regulatória de testes toxicológicos em mamíferos até 2035. A decisão foi tomada após décadas de manifestação por parte das pessoas e entidades de luta pelos direitos dos animais, que apontam estudos que demonstram que hoje tais testes não são mais necessários para garantir a segurança dos consumidores.

“O mundo caminha na direção da criação de ativos e de produtos cosméticos desenvolvidos sob os mais altos critérios de segurança, sem o uso de testes em animais”, afirma Maria Inês Harris, Diretora Executiva do Instituto Harris e especialista em avaliação de segurança da área cosmética.

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O anúncio da EPA vem na sequência do anúncio do governo holandês de que acabaria com os testes em animais até 2025. De acordo com comunicado distribuído pela organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), tais anúncios são fortes indícios da tendência mundial de erradicação dos testes em animais, e de que uma nova era de ainda maior segurança nos testes de toxicidade, sem uso de cobaias animais, está se iniciando.

Inovação do Brasil

No Brasil, acaba de ser inaugurado no Rio de Janeiro, em 9 de setembro, o primeiro laboratório de bioengenharia (filial da Episkin, subsidiária da L’Oréal) a produzir amostras de pele humana reconstruída para testes em cosméticos, como alternativa ao uso de cobaias animais. A operação ocorrerá no Centro de Pesquisa e Inovação, no campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se da terceira no mundo, sendo as outras na França e na China.

Fonte: Maria Inês Harris é Diretora Executiva do Instituto Harris, Química com Ph.D. em Química (Unicamp) e Pós-Doutorado em Toxicologia Celular e Molecular de Radicais Livres (Unicamp) e em Lesões de Ácidos Nucleicos (CNRS, França) e é certificada no curso “Avaliação da Segurança dos Cosméticos na UE” (Universidade de Bruxelas, Bélgica). Atuou como gerente técnica de Pesquisa Clínica na Alergia Pesquisa Dermatocosmética, gerente de segurança de produtos da Natura e especialista em métodos HPLC (High Performance Liquid Chromatography) na Alcon Laboratórios. Também foi professora do Curso de Especialização em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz (São Paulo) por 19 anos e coordenadora de Pesquisa Institucional da Universidade Bandeirantes (atual Anhanguera) no Brasil. É autora dos livros “Pele – Estrutura, Propriedades e Envelhecimento” e “Pele – do Nascimento à Maturidade”.

Nota da Redação: a notícia é boa, mas, convenhamos, 2025 me parece tão distante…

 

Marca mineira de cosméticos torna-se 100% vegana

Após ouvir consumidores, Skala Cosméticos repagina produtos e os deixa 100% veganos

Com mais de 33 anos de experiência no mercado, a Skala Cosméticos desenvolve novidades, tendências e produtos de qualidade para todos os tipos de cabelos e corpos. A marca mineira, originária de Uberaba, está sempre buscando atender às necessidades de seus consumidores.

Por estar muito próxima aos seus consumidores, a Skala Cosméticos procura escutar as sugestões e opiniões dos seus #Skalovers. Tendo em vista este cenário, desde Junho de 2018, a Skala – que já era cruelty free – tornou-se 100% vegana, ou seja, não utiliza mais nenhum ingrediente de origem animal.

“Em 2015, muitos consumidores perguntavam se tínhamos cosméticos veganos, algo que era novidade para nós, até então. Olhamos em nosso portfólio e vimos que tínhamos, sim, e pensamos ‘Por que não repaginar todos os produtos e deixá-los veganos?’ Então, desde julho do ano passado, todos os nossos produtos levam o selo 100% vegano nos rótulos.”, comenta Bruna Veneziano, Gerente de Produto e Marketing da Skala Cosméticos.

Com tratamentos para todas as etapas de cuidados com cabelo e corpo (desde banho a pós-banho), a Skala se preocupa com o a rotina dos seus consumidores. O principal desafio durante essa transição foi encontrar ativos veganos para substituir os de origem animal e que mantivessem, no mínimo, o mesmo desempenho.

“Ao optar por nos tornarmos uma empresa com produtos 100% veganos, não estamos contribuindo com a criação de animais para cobaias, de laboratórios, testes e práticas, que são nocivas para eles, por exemplo.”, complementa Veneziano.

Quanto às expectativas para o futuro dos cosméticos veganos, Veneziano acredita que “Ser vegano ou simpatizante pela causa é uma nova postura da sociedade, de um modo geral. Provavelmente, no futuro, essa tendência não será um diferencial em cosméticos, mas, sim, uma exigência”.

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Preços sugeridos
Shampoos: R$ 5,00 a R$7,00
Condicionadores: R$ 6,50 a R$ 8,50
Cremes de tratamento: R$ 6,00 a R$ 9,00
Hidratantes: R$ 5,00 a R$ 8,00

Pontos de venda: disponível nos principais varejistas do Brasil e no site.

Informações: Skala –  SAC: 0800 940 2532 ou sac@skala.com.br

Conheça e siga o blog criado apenas para os animais: Se Meu Pet Falasse

Está sentindo falta dos posts sobre animais?

Resolvi separar os assuntos e criar uma página apenas para eles, que são minha paixão, e merecem e precisam de porta-vozes neste mundo.

Neste novo blog continuo dando dicas de alimentação, saúde, vacinação, campanhas e feiras de adoção, direito animal, doações, meio ambiente e sustentabilidade.

Visite e siga: Se Meu Pet Falasse

A natureza e os animais precisam de você, especialmente nesta época atual, de trevas, em que a ignorância e a ambição financeira falam mais alto.

animais

Petz abre espaço para adoção permanente de cães e gatos em suas lojas

Em parceria com ONGs e protetores, rede de pet shops oferece cuidados e recintos especiais dentro de suas unidades para que os pets resgatados das ruas possam conquistar uma nova família

Eventos de adoção de cães e gatos que antes eram realizados aos finais de semana passam a ser permanente dentro das lojas da Petz. Com o fim da venda de filhotes na rede de pet shops, todo o espaço que era utilizado para esse fim foi destinado à adoção, em parceria com ONGs e protetores.

Em um recinto todo envidraçado, com acessórios, brinquedos e alimentação, os pets resgatados das ruas podem ser vistos, interagir e conquistar uma nova família. Todos são castrados, vacinados e vermifugados. Para adotar, o interessado passa por uma rigorosa entrevista com a equipe da ONG e protetores responsáveis, que orientam e auxiliam a tirar as dúvidas sobre os bichinhos e o processo de adoção.

“Estamos muito felizes com essa nova fase da Petz. Queremos, junto com os protetores e ONGs, fazer do Adote Petz um projeto muito maior e grandioso. Contamos com o apoio de todos para ajudar a resolver o problema do abandono animal”, afirma o presidente da Petz, Sergio Zimerman. O Adote Petz já encontrou um novo lar para mais de 34 mil cães e gatos resgatados das ruas desde 2007, quando foi criado.

Posse responsável

A Petz já promovia adoção permanente de gatos em várias lojas desde o ano passado. “Agora vamos potencializar as adoções. Queremos incentivar cada vez mais a posse responsável e uma nova chance para os animais”, explica a veterinária Giulliana Tessari, gerente responsável pelo Adote Petz.

Para isso, a empresa vai intensificar as parcerias com ONGs e protetores, que devem ser homologados, ter seus documentos validados e receberem visitas de representantes da rede para certificação das condições nas quais os animais são mantidos.

A campanha de posse responsável, para a conscientização sobre a importância de cuidar de uma vida e evitar maus-tratos e abandonos, também será ampliada. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que há 30 milhões de bichos nessa situação no Brasil.

Oito dicas para a posse responsável:

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1 – Cães e gatos podem viver mais de 12 anos, por isso, levar um pet para casa é um compromisso para a vida toda.

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2 – É importante saber se a família mora em um lugar que aceite bichinhos, se há espaço para o pet viver com o mínimo de conforto, se alguém é alérgico à pelagem e se os vizinhos não se importarão com os latidos.

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3 – A casa deve ser estruturada para receber o pet, com proteção de tomadas, cuidados ao acesso a produtos de limpeza e plantas tóxicas, incluindo arranhadores para gatos e rede nas janelas, além de um cantinho confortável para ele descansar e se adaptar ao local.

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4 – Os cães são ativos, requerem passeios diários e não gostam de ficar muito tempo sozinhos. É preciso dedicar um tempo para dar atenção, interagir, brincar e passear com eles.

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5 – Os gatos se adaptam melhor às horas em que os donos estão fora de casa, porque dormem mais de 10 horas por dia. Mas também precisam de atenção e cuidados.

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6 – Ter um cão ou gato envolve gastos com saúde e bem-estar. Os pets vão precisar de visitas semestrais ao veterinário, carteira de vacinação em dia e uma boa ração, além de banho e tosa, petiscos, brinquedos, acessórios e produtos de higiene.

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7 – Também é preciso pensar em formas de abrigar o pet quando a família for viajar. Avaliar se o orçamento permite pagar um hotel ou se há conhecidos que possam cuidar dos pets.

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8 – Quando ainda são filhotes, os cães precisam de adestramento e paciência do dono para aprender a fazer as necessidades no lugar certo. Eles crescem e também podem ficar maiores do que o esperado.

Informações: Petz

Atenção: a partir de abril, não postarei mais sobre animais/natureza/meio ambiente neste espaço, mas, sim, no blog criado apenas para esses temas: Se Meu Pet Falasse, clique no nome e irá para a página automaticamente. Por favor, se gosta de animais, siga-o. Obrigada.

Nota oficial do CRMV-SP – A verdade vem à tona…

Considerando os recentes casos de denúncias e maus-tratos em canis comerciais, ocorridos durante as últimas semanas, o CRMV-SP lamenta, mais uma vez, os desdobramentos dos casos, uma vez que eles refletem a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que desobriga a presença do médico-veterinário Responsável Técnico (RT) em canis e pet shops.

O CRMV-SP considera fundamental a presença deste profissional não somente porque a Lei nº 5.517/68 assim determina, mas também pela necessidade de preservar a saúde e bem-estar dos animais que ali são vendidos, bem como das famílias que os receberão em suas casas.

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Apesar da Justiça ter entendido que os animais não necessitam desta proteção, dispensando as empresas da contratação de médico-veterinário, os casos noticiados pela mídia demonstraram o contrário, uma realidade infeliz, na qual estes animais são privados de alimentos, água e do direito de se movimentarem, devido à manutenção em gaiolas pequenas.

O comércio de animais vivos destinados a famílias, com destaque para os cães e gatos, não pode ser realizado de qualquer forma. É fundamental que a reprodução de animais para venda, e a própria venda em si, seja supervisionada por um médico-veterinário. Além de cumprir inúmeros requisitos técnicos, como a comprovação de um bom local de guarda, que garanta o bem-estar, vacinação correta e a microchipagem, também se deve considerar os sentimentos do animal, suas dores e necessidades. Apontamos também as consequências quando cães são submetidos à reprodução como se fossem verdadeiras máquinas.

Independente das decisões do STJ, alguns empresários do mercado pet compartilham de nossa preocupação quando escolhem de livre iniciativa ter a assessoria técnica de um médico-veterinário que evite essas atrocidades. Porém, a falta de legislação pode acarretar em um aumento da clandestinidade e afastar aqueles que buscam trabalhar respeitando e garantindo o bem-estar animal.

É preciso repensar as bases legais às quais estão submetidas a venda de animais vivos, bem como as exigências técnicas para sua autorização, extirpando a clandestinidade e reforçando na legislação a importância do médico-veterinário como responsável técnico, a exemplo do Estado de Pernambuco, em que a Lei Estadual nº 16.536/2019 obriga pet shops e canis a manterem em seu quadro de funcionários um RT.

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O CRMV-SP continuará lutando nas várias esferas públicas, buscando sensibilizar as autoridades sanitárias, políticas e judiciais a fim de preservar a Saúde Animal, Pública e Ambiental.

Nota da redação: nunca compre animais, adote!

Mostra fotográfica traz famosos simulando o sofrimento de animais

Até o dia 6 de março, o Jardim Pamplona Shopping recebe a primeira exibição de Sinta na Pele, exposição gratuita promovida pela ONG Ampara Animal. Lançada no último domingo, em São Paulo, a mostra reúne 13 painéis clicados pelo fotógrafo Jacques Dequeker.

Nomes como Bruno Gagliasso, Thaila Ayala, João Vicente de Castro, José Loreto e Rômulo Arantes Neto posaram como animais vítimas de maus-tratos, fazendo com que os expectadores se coloquem no lugar dos animais e, de fato, reflitam e sintam na pele o descaso e negligência vividos diariamente por diversas espécies domésticas e silvestres. As telas serão exibidas diariamente, no segundo piso do empreendimento.

“Diferente de todas as nossas produções anteriores, que sempre foram suaves e buscavam conscientizar pelo amor, dessa vez a Ampara vem com uma abordagem mais direta e polêmica, mostrando explicitamente diversas formas de exploração às quais os animais são submetidos diariamente”, destaca Declara Juliana Camargo, CEO da Ampara Animal.

“Muitas vezes precisamos de um choque de realidade para mudar nossas ações. Causar incômodo e reflexão é a nossa intenção. Fazer com que as pessoas se coloquem no lugar dos animais e se tornem mais humanas”, completa.

A exposição Sinta na Pele, que busca conscientizar e educar o público ao inverter os papéis, apresenta uma realidade hipotética com o sofrimento do ser humano em evidência.

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Os temas de maus-tratos retratados na mostra fotográfica são: animais explorados, animais encarcerados (Lea T), animais abandonados (Thaila Ayala), animais acorrentados (Bruno Gagliasso), animais humanizados (Giovanna Ewbank), animais torturados (Laura Neiva), animais confinados (Ellen Jabour), animais traficados (João Vicente de Castro), animais depenados (Fernanda Paes Leme), animais escalpelados (Fernanda Tavares), animais engaiolados (Luan Santana), animais violentados (José Loreto e Rômulo Arantes Neto) e animais caçados (Fiorella Mattheis).

Exposição ‘Sinta na Pele’
Local: Jardim Pamplona Shopping
Endereço: Rua Pamplona, 1.704, 2º piso, Jardim Paulista – São Paulo (SP)
Data: de 06/02 a 06/03
Horário: de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 14h às 20h
Entrada: gratuita

Pets ganham áreas exclusivas dentro dos novos condomínios

O Brasil possui mais de 32 milhões de pets, em sua maioria cães e gatos. Esse mercado movimenta R$ 25 bilhões por ano e continua em crescimento. Nos grandes centros urbanos surge uma grande dificuldade para os tutores desses animais, em razão da falta de espaço dentro dos apartamentos e áreas de lazer, e proibição da circulação nas áreas comuns dos prédios, fazendo com que optem muitas vezes por casas.

“Quando as pessoas adotam seus pets, eles adequam suas vidas para que haja uma boa adaptação e os animais se sintam felizes, para isso é importante espaços que sejam criados para recebê-los da melhor forma”, explica Vinicius Amato, Diretor de Incorporação da Gamaro Incorporadora.

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Para atender esta demanda, a Gamaro Incorporadora, conhecida por seus projetos disruptivos, como o prédio de moradia compartilhada, agora está lançando o primeiro edifício com um terraço Pocket Forest e também uma área pet friendly, ou seja, os animais terão um espaço especial para eles passearem e brincarem.

“É uma demanda que já existe e o Brasil está atrasado nesse assunto. Claro que, assim como todo condomínio, existirão regras a serem respeitadas e que serão adaptadas durante a implementação do projeto, mas agora com uma visão para os pets terem mais liberdades dentro dos condomínios”, ressalta.

Espaços como esses são importantes porque atendem as pessoas que procuram a segurança de um condomínio com a liberdade de brincar com seus cães e gatos na área comum do prédio que foi projetada especialmente para esse público, com piso de granite emborrachado que facilita a limpeza. O local também foi equipado com troncos e telas para os animais desfrutarem uma experiência de brincar com elementos naturais.

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“As pessoas buscam facilitar a vida. Nosso objetivo é que todo o setor imobiliário repense a questão e mude o padrão para os próximos anos. Estamos apenas sendo os primeiros”, completa Amato. O empreendimento Seed foi construído em um terreno de 2.805.090m² na Vila Olímpia em São Paulo, com 80 apartamentos. A entrega do edifício está prevista para março de 2019.

Fonte: Gamaro Incorporadora