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Mitos e verdades sobre o uso de alimentos para cuidados da pele

Dermatologista especializado em medicina estética desmitifica lista de crenças sobre alimentos, quando utilizados para o tratamento da derme

Passar limão no rosto clareia a pele? Água de arroz realmente alivia a vermelhidão? Hidratação com óleo de coco é segura? Com a pandemia e o isolamento social, muitas pessoas decidiram olhar mais para si e, consequentemente, cuidar mais da saúde. E nessa onda de cuidados, o famoso skincare não ficou de fora. No entanto, ao procurar por soluções rápidas, simples e milagrosas na internet, o barato pode acabar saindo caro.

São inúmeras as receitas caseiras que se disseminaram nas redes sociais, que têm como objetivo tratar a pele. Porém, é preciso ter cuidado e entender até que ponto é possível investir em receitas que não são indicadas por um profissional de confiança. Pensando nisso, o médico dermatologista, especialista em medicina estética e membro da Doctoralia , Gabriel Monteiro de Castro, desmitifica algumas crenças sobre os benefícios dermatológicos dos alimentos, em um “pingue-pongue” de mitos e verdades. Confira:

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Pó de café no rosto: mito ou verdade?
Mito.
O que muitos procuram na cafeína é a ação estimuladora que, na circulação, de certa forma, pode melhorar um pouco a qualidade da pele e reduzir as olheiras, por exemplo. No entanto, quando passamos o pó de café direto no rosto, a cafeína não vai agir da forma que desejamos. Além disso, como há resíduos irregulares dos grãos no pó de café, uma esfoliação com o alimento pode ser bruta e causar sérias irritações no rosto. Por isso, se você está procurando um produto para esfoliação ou que atue na regeneração do rosto, é possível optar por produtos industrializados e testados dermatologicamente que são à base de cafeína.

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Pepinos nos olhos: mito ou verdade?
Verdade.
Estamos falando de um clássico, né? Seja em filmes ou na vida real, as rodelas de pepinos são sinônimos de hidratação ao rosto. Pelo pepino ter uma base de água, ele possui alguns ativos, mesmo que fracos, que são anti-inflamatórios e, quando gelado, pode ajudar também na diminuição do inchaço da pele. Mas vale destacar que os benefícios do pepino só são visíveis quando utilizado como um complemento na rotina diária, em conjunto com produtos que realmente possam atuar diariamente nessas “dores”.

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Água de arroz: mito ou verdade?
Mito.
A água de arroz para aliviar a vermelhidão e/ou como tônico é totalmente mito! Como hidratação, tanto para o rosto quanto para o cabelo, não estamos ganhando nenhum benefício de fato, só perdendo tempo. O arroz pode até ter alguns efeitos anti-inflamatórios e de redução da vermelhidão, mas somente a água do arroz não possui concentração mínima para ter o efeito necessário e, então, notar qualquer diferença na pele.

Limão como clareador: mito ou verdade?
Mito.
O limão, de fato, possui inúmeros benefícios, como a melhora da digestão, da imunidade e absorção de ferro. No entanto, para a pele, pode apresentar um perigo muito grave. Isso porque, em uma tentativa de utilizar alimentos cítricos como clareadores de forma leiga, os ácidos que a fruta contém podem queimar a pele e causar fitofotodermatose, onde a pele fica extremamente manchada com a exposição solar. Isso faz com que o paciente precise do auxílio de um especialista para realizar o tratamento – que pode ser longo – para tirar essas manchas. Então, todas as frutas cítricas são super contraindicadas para qualquer tipo de procedimento na derme.

O famoso abacate: mito ou verdade?
Totalmente verdade.
O abacate, assim como os alimentos que podem ter uma finalidade um pouquinho mais hidratante, como aloe vera (babosa), pode ser usado para pele ressecada, pois além de ser muito hidratante, contém óleos essenciais. Porém, precisamos tomar cuidado, uma vez que nem toda pele precisa de tantos óleos e hidratação assim. Então, dependendo do paciente, eu indicaria uma hidratação facial com abacate com mais regularidade.

Consulte sempre um médico

Além de desmascarar essas crenças bastante comuns, o especialista ainda garante que não é preciso gastar muito para cuidar da pele. “O essencial é investir em um bom filtro solar, pensando tanto no envelhecimento precoce quanto em doenças da pele, como o câncer de pele, e um hidratante específico, inclusive para peles oleosas, que também precisam de hidratação”, pontua o médico.

O especialista ainda destaca a importância de reforçar que nenhuma receita da internet garante a saúde da derme – isso apenas um especialista pode afirmar. “O correto é procurar um dermatologista para entender qual é o seu tipo de pele e as causas de uma possível anormalidade, se existir, para seguir com o tratamento ideal”, finaliza.

Fonte: Doctoralia

Educador físico ensina como combater o sedentarismo

Profissional, membro da Doctoralia, fala sobre necessidade de praticar atividades físicas e dá dicas para começar a movimentar o corpo

O início dos Jogos Olímpicos de Tóquio se tornou o foco de parte da população que adora acompanhar as competições de diferentes categorias esportivas. Entretanto, o assunto chama atenção para outro tema bastante relevante: o sedentarismo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 25% dos adultos em todo o mundo são sedentários e, entre os adolescentes, essa taxa piora, chegando a 81% de jovens que não praticam exercícios.

Porém, a prática de atividade física é essencial e, além dos benefícios que oferece em qualquer tempo, tanto para a saúde física quanto mental, ela é especialmente importante neste momento, devido a pandemia da Covid-19.

“De acordo com os dados divulgados pela OMS, mais de 5 milhões de pessoas morrem anualmente em razão do sedentarismo. Por isso, em tempos de pandemia e UTIs lotadas, os exercícios físicos são de extrema importância para combater tanto a Covid-19 quanto o sedentarismo”, alerta o educador físico e membro da Doctoralia, Werico Rodrigues.

Além disso, a longo prazo, a prática frequente diminui os riscos de desenvolver diversas doenças, que vão da gripe ao câncer, passando por diabetes, hipertensão, depressão e doenças articulares. As atividades físicas rotineiras também deixam o corpo mais saudável, ou seja: elas resultam na melhora da aptidão muscular e cardiorrespiratória, além da redução do risco de queda e de fratura de quadril e vertebral.

E como começar?

Daniel Reche/Pixabay

Rodrigues explica que para aqueles que desejam iniciar do zero, sem experiência prévia na prática de atividade física, a melhor coisa a se fazer é buscar por um profissional de educação física para ter um atendimento personalizado. “Provavelmente, ele irá te orientar de forma individualizada, considerando sua realidade e condição física, o que é bastante importante”, detalha. No entanto, para aqueles que não possuem problemas de saúde e buscam começar aos poucos, uma caminhada leve, de meia hora, é o suficiente para o início de uma rotina mais ativa.

“A melhora na qualidade de vida e na saúde começa com pequenos passos. Se achar necessário, busque por um profissional que possa te orientar, mas outra opção interessante é investir em caminhadas ou passeios de bicicleta, por exemplo. Dessa forma, estará ao ar livre, fazendo algo leve e até mesmo divertido, que também pode ser uma oportunidade para relaxar e espairecer a mente”, completa.

Alongue-se

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O alongamento geralmente está relacionado ao início ou ao final de algum exercício, isso porque essa prática prepara a musculatura para determinada ação que irá ocorrer e, também, pode ser utilizada como um trabalho de resfriamento para acalmar o corpo. Trata-se de uma atividade física que tem como objetivo aumentar a amplitude articular, então não deixe de incluí-la pelo menos antes de iniciar algum exercício!

Além disso, o alongamento também pode ser o exercício principal da sua rotina, sabia? “Pessoas com dores articulares no quadril, por exemplo, ou até mesmo com dores na lombar, podem aderir a prática como atividade diária, uma vez que o exercício promove a sensação de alívio, trabalhando a mobilidade e fazendo com que as dores sejam menos intensas”, explica Rodrigues.

Foque na constância

Dreamstime

Há quem diga que é necessário praticar exercícios todos os dias para ter uma vida realmente saudável, mas, todos sabem que, entre a correria do trabalho e a vida pessoal, nem sempre sobra espaço para a prática diária. Segundo a OMS, o ideal é que se pratique atividades físicas no mínimo três vezes por semana, dando preferência para os exercícios aeróbicos e neuromusculares. “Tente definir um horário no dia que será destinado ao exercício físico escolhido, mantendo a constância de pelo menos três vezes na semana. Caso não consiga ir no dia X, tente repor no dia seguinte e assim por diante. O importante é não desanimar”, completa o educador físico.

Fonte: Doctoralia

Seis dicas para evitar o ressecamento da pele durante o inverno

Dermatologista membro da Doctoralia explica o que se pode fazer para cuidar da pele na época mais fria do ano

Há quem ame ou deteste o inverno, no entanto, quando se fala de pele, o ressecamento está entre os principais problemas das pessoas nessa época do ano. Isso ocorre porque a temperatura cai, assim como a umidade relativa do ar, já que chove consideravelmente menos do que no verão.

“Desta forma, o frio leva as pessoas a tomarem banhos mais quentes e a beberem menos água, uma vez que suam menos. Em decorrência disto, o manto lipídico, uma camada de gordura que cobre a nossa pele, faz a proteção e mantém a hidratação, é danificado”, explica a dermatologista, especialista em Dermatologia, Medicina Estética e membro da Doctoralia, Annie Levy Benzecry Szerman.

Pensando nisso, a Doctoralia e a especialista levantaram algumas dicas para evitar o ressecamento da pele no inverno. Confira:

1. Na hora do banho

O principal dano da pele no inverno é justamente o banho mais quente, que danifica o manto lipídico, principal responsável por preservar a hidratação do corpo. Além da água quente, o próprio sabonete também é um problema, pois a maioria das pessoas têm o hábito de tomar banho com muito produto, o que é um prato cheio para tirar essa capa de proteção, já que ele tende a desidratar a pele. Sendo assim, o primeiro passo para evitar o ressecamento é se adaptar ao banho morno e, para amenizar ainda mais os danos, “os sabonetes devem ser usados nas regiões íntimas, axilas, além de mãos e pés, apenas para limpar onde suamos e sujamos, mas não no corpo todo”, pontua Dra. Annie Levy. Uma outra opção para aqueles que não querem abrir mão do uso do produto no corpo inteiro são os óleos de banho, opções menos agressivas à pele.

2. Consumo de água

Pode parecer besteira, mas essa segunda dica também é vital quando o assunto é o cuidado com a pele. No Brasil, a população está habituada a tomar mais água no verão do que no inverno, principalmente nas regiões sul e centro-oeste, onde o frio afeta mais, fazendo com que a sede seja menos intensa. No entanto, a pele, assim como o restante do organismo, precisa que o consumo de água seja constante. “Se você consome pouca água, menos recursos o seu corpo terá para hidratar a sua pele. Por isso, a dica no inverno é beber mais líquido, não necessariamente só água, podendo também optar por bebidas quentes como os chás, da maneira que for mais conveniente.”

3. Hidrate-se

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Outro ótimo aliado aos efeitos do frio é, sem sombra de dúvidas, o hidratante corporal, principalmente em balm, uma textura mais potente e com uma camada de óleo que além de hidratar, vai evitar a perda de água pela pele. O terceiro passo, então, é adotar o uso de hidratantes logo após o banho: balms e cremes para aqueles com pele seca e hidratantes em gel, com textura matte ou sérum para aqueles que possuem uma pele mais oleosa. Ativos interessantes para se procurar nesses hidratantes são: ureia, lactato de amônia, glicerina, óleo de semente de uva e o óleo de amêndoas.

4. Cuidados com o rosto

O rosto também sente os efeitos da estação e pede por cuidados especiais. Então, no inverno, é necessário hidratar, mas com atenção para cada tipo de pele. Para as secas ou sensíveis, é importante dar preferência a hidratantes mais cremosos e potentes, para garantir a saúde da pele, sem o risco de cravos ou espinhas. Já naquelas pessoas com peles oleosas, o ideal é optar por produtos com textura de sérum, gel ou loção oil-free, que tendem a ser mais leves e não gordurosos, evitando assim a formação de cravos e espinhas.

5. Esfoliação

Foto: LiveAbout

Para os fãs de esfoliação, a boa notícia é que ela pode ser mantida no inverno, mas apenas em áreas menos sensíveis do corpo e que precisam de regeneração constante, como pernas, pés, cotovelos e joelhos. Essas áreas não possuem grande quantidade de glândulas sebáceas, responsável por produzir o óleo que protege a pele, por isso, a esfoliação regular pode ser aliada para que as células mortas sejam eliminadas, aumentando a permeabilidade dos ativos hidratantes. Logo após o banho, lembre-se de hidratar o local, já que a pele está mais propensa a receber os ativos até três minutos após o banho.

6. Atenção às doenças de pele

Foto: Belgravia Centre

Grande parte das pessoas possui alguma doença de pele não considerada grave, mas que causa incômodos, como rosácea, caspa, dermatite seborreica ou eczema. Geralmente, elas pioram no inverno e, com isso em mente, a dermatologista destaca que os tratamentos não devem parar, principalmente nesta época. “O principal ponto é a continuação do tratamento da doença com o dermatologista de confiança, ou seja, adequá-lo à estação, já que os cuidados podem variar a depender do quadro e do período do ano”, completa Annie Levy.

Fonte: Doctoralia

Setembro Amarelo: como cuidar da saúde mental na terceira idade?

Levantamento do IBGE aponta que pessoas entre 60 e 64 anos são as mais afetadas pela depressão no país

Assunto que ganhou muita visibilidade na última década, a saúde mental é pauta de diversas discussões que habitam desde o ambiente corporativo até as redes sociais. Porém, é perceptível o foco majoritário nos jovens, quando falamos de doenças psicológicas, como a depressão e a ansiedade. Isto porque as associamos às fases ativas, cheias de insegurança e questionamentos, como se a maturidade extinguisse essas características da personalidade de todos os indivíduos.

A verdade é que a terceira idade é uma fase que contém novidades como qualquer outra, mas os parentes e outras pessoas jovens próximas dos idosos podem não saber lidar direito com ela. A depressão nessa idade, por exemplo, pode se manifestar de maneira diferente da usual tristeza, falta de motivação etc., “muitas vezes o aumento de dores físicas e a perda de memória são resultantes de uma doença psicológica”, explica Marco Maximino , psicólogo membro da plataforma Doctoralia.

Segundo levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019, pessoas entre 60 e 64 anos são as mais afetadas pela depressão no país, representando 11,1% dentre os 11,2 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença.

Outro ponto de atenção quando se toca no assunto com os mais idosos é a questão geracional. “Há algumas décadas, as doenças psicológicas eram vistas como ‘frescura’, ‘falta do que fazer’, principalmente por pessoas que cresceram em um ambiente atarefado, trabalhando desde cedo ou que constituíram família ainda muito jovens, o que era comum há 25, 30 anos”, conta o especialista.

Assim, a dica de Maximino é que os mais jovens ao redor tentem dialogar e explicar para as pessoas que estão envelhecendo a importância de exercitar o corpo e a mente. “Estimular uma alimentação saudável, por exemplo, é um passo importante para que os idosos tenham mais qualidade de vida. Pessoas que fazem algum tipo de acompanhamento psicoterapêutico também podem compartilhar suas experiências de maneira a exemplificar os benefícios que têm tido a partir delas”.

Além disso, é preciso lembrar que os tempos mudaram e os mais velhos também podem e devem estar antenados. “Incluí-los nas atividades digitais, apresentar conteúdos que possam os interessar em canais da internet, auxiliá-los e incentivá-los na interação com tecnologias as quais não estão habituados, pode ser uma grande ajuda para dispersar sentimentos de solidão ou até mesmo de obsolescência, sem contar que é uma ótima maneira de aproximar as gerações”, finaliza o psicólogo.

Fonte: Doctoralia

Campanha Doctoralia Solidária oferece teleconsultas sem custo

Pensando na importância da manutenção dos cuidados de saúde em tempos de isolamento social, a plataforma líder em agendamento de consultas lança a campanha Doctoralia Solidária. Com o lema “Cuide-se”, a ação irá oferecer atendimento sem custo a pacientes de todo o Brasil por telemedicina.

Mais de 100 profissionais de saúde de diversas especialidades, como psicologia, pediatria, cardiologia e ginecologia, estarão disponíveis para o atendimento remoto por vídeo, até o dia 31 de agosto. O agendamento da consulta é realizado pelo site da campanha.

A Doctoralia já oferece o serviço de telemedicina desde março deste ano, quando o Ministério da Saúde autorizou o exercício em caráter excepcional e temporário. Em cerca de 4 meses, quase 11 mil profissionais de saúde já aderiram à tecnologia e mais de 265 mil pessoas utilizaram a ferramenta para continuar cuidando da saúde.

Desde o início da pandemia, a Doctoralia vem buscando formas de ampliar o acesso da população ao atendimento especializado, respeitando o isolamento social. Assim, a empresa doou a tecnologia a 13 prefeituras, em cinco estados brasileiros (Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo), para que os cidadãos pudessem receber o atendimento necessário sem sair de casa.

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A campanha Doctoralia Solidária é outra iniciativa da empresa para ampliar o acesso à saúde de qualidade através da tecnologia. Com a ação, as pessoas poderão cuidar da saúde sem custo e sem correr o risco de se expor ao coronavírus em consultórios, clínicas ou hospitais. A expectativa é que mais de 500 pacientes sejam atendidos à distância por profissionais da plataforma.

Campanha Doctoralia Solidária
Data: até 31 de agosto
Agendamento: clique aqui

Perda de sensibilidade pode ser sinal de distúrbio neurológico

Neuropatia periférica afeta as extremidades do corpo e pode ser causada por diversas doenças, como diabetes e deficiência de vitamina B

O nome pode ser estranho, mas a neuropatia periférica é uma doença bem comum. Estima-se que de 2% a 8% dos adultos tenham o distúrbio. É caracterizada pela perda da sensibilidade nas extremidades do corpo, causada pelo comprometimento dos nervos periféricos responsáveis por levar informações até o sistema nervoso central.

A neuropatia periférica, geralmente, está associada a uma outra doença. Entre as causas mais comuns, estão diabetes e deficiência de vitamina B. “Estudos sugerem que a neuropatia identificada no momento do diagnóstico da diabetes gira em torno de 7,5% dos casos. Após 20 anos de controle inadequado da glicemia, a doença pode chegar a afetar 60% dos pacientes”, alerta o ortopedista membro da Doctoralia, Rian Souza Vieira.

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Ainda segundo o especialista, um nervo lesionado ou danificado compromete o funcionamento normal do sistema nervoso. “O paciente pode sentir dor, sem que haja um agente causador, ou não sentir nada, mesmo que esteja se machucando, por exemplo”, explica.

Sintomas

Os sintomas podem variar de acordo com a gravidade e com o grupo nervoso afetado, que são divididos em:

• Nervos sensoriais, que se conectam à pele;
• Nervos motores, que se conectam aos músculos;
• Nervos autônomos, que se conectam aos órgãos internos.

Segundo o especialista, os sintomas podem se desenvolver ao longo de dias, semanas ou anos. Em alguns casos, melhoram por conta própria e podem não exigir cuidados avançados. “Entre os principais, está a incapacidade de sentir vibrações e toques, especialmente nas mãos e pés, como se você estivesse usando luvas e meias. Além disso, há a incapacidade de coordenar movimentos, como caminhar ou manter o equilíbrio, quando os olhos estão fechados. Outros sintomas incluem a perda de reflexo, formigamento, fraqueza muscular, cãibras, fasciculados (contrações musculares descontroladas visíveis sob a pele) e encolhimento muscular”, revela.

Tratamento

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O tratamento para neuropatia periférica depende inteiramente do tipo de lesão nervosa, sintomas e localização. “Não há cura para a neuropatia periférica, mas os tratamentos incluem antidepressivos, medicamentos para dor e medicamentos anticonvulsivos que buscam minimizar e gerenciar os danos. O distúrbio é desconfortável, mas os tratamentos podem ser muito úteis. A coisa mais importante a determinar é se a neuropatia periférica é o resultado de uma condição subjacente grave”, esclarece o especialista.

Para ajudar os pacientes no diagnóstico da neuropatia periférica e na busca por especialistas que tratam a doença, a P&G Health e a Doctoralia firmaram uma parceria por meio da campanha “Escute seus Nervos”. A ação conjunta das empresas contribuirá para a retomada das atividades de forma segura, oferecendo a telemedicina como uma das possibilidades de atendimento, auxiliando no diagnóstico precoce da neuropatia periférica. Estrelada por Ana Maria Braga, a campanha está na TV aberta, Youtube e Redes Sociais.

Fonte: Doctoralia

Pesquisa mostra que pacientes recebem informações falsas sobre diagnósticos na internet

Apesar da facilidade, informações genéricas podem preocupar sem necessidade ou tratar como insignificante um problema sério de saúde

Uma dor de barriga ou de cabeça que não passa e você corre para o Google para ler sobre o assunto, certo? O que pode parecer uma facilidade em conseguir informações sobre doenças, também pode na verdade ser um dos maiores vilões nesse caso, porque além de sermos “máquinas complexas” e termos históricos únicos de vida, o site de busca não é um médico, e isso faz toda a diferença.

Um pesquisa realizada com 570 médicos registrados na Doctoralia, plataforma líder global do setor de agendamento de consultas, mostrou que 73% deles receberam algum questionamento de seus pacientes no último ano sobre saúde que ao final descobriu-se ser apenas um boato. Mais do que isso, 72% desses profissionais notaram um aumento desses casos, ou seja, cada vez mais as pessoas procuram diagnósticos na internet e recebem informações que não são fidedignas.

celular redes sociais

Por exemplo, uma dor de cabeça no campo de busca do Google pode trazer diagnósticos de febre, dengue, meningite, AVC e tantas outras patologias que podem preocupar sem necessidade ou, no pior dos casos, passar uma falsa sensação de tranquilidade. Esse comportamento está fazendo com que os médicos fiquem preocupados com o que eles estão chamando de “cibercondríacos”, aqueles pacientes que se autodiagnosticam por meio de pesquisas na internet.

“Todo site sério sobre saúde ressalta, de uma forma ou outra, que as informações contidas ali não substituem uma consulta médica. Aqui mora o principal problema das pesquisas na internet: as informações acerca de uma condição de saúde ou doença disponíveis online muitas vezes são tratadas como diagnóstico pelo usuário”, diz Frederic Llordachs, médico cofundador da Doctoralia.

De acordo com a pesquisa, 87% dos médicos atribuem esse aumento aos novos canais de comunicação imediatos (WhatsApp, redes sociais etc) que permitem a difusão mais rápida dos boatos. As razões que levam as pessoas a pesquisarem seus sintomas na internet vão desde a comodidade até a ansiedade, passando pela dificuldade de atendimento.

Sobre as maiores dúvidas, os médicos puderam escolher mais de um tema na resposta, e entre os entrevistados, os maiores boatos surgem sobre as terapias alternativas. Nesse contexto, 62% dos profissionais são procurados por dúvidas dessa natureza. Em segundo lugar ficam as dúvidas sobre alimentação (45%), seguidas de questões sobre câncer (38%), efeitos adversos de medicamentos (34%), sexualidade (15%), dores (11%), intoxicação por medicamentos (10%) e outras naturezas que somam 7% dos questionamentos.

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Mas, 9 a cada 10 médicos acreditam que os pacientes deveriam receber formação para distinguir os boatos das informações verdadeiras. “Além de informações que podem estar erradas, ainda há casos em que a informação passada por um parente ou amigo, ganha um ar de credibilidade falso e perigoso. Mesmo quando um diagnóstico é feito em consultório, nem sempre é conclusivo e rápido, ou seja, a saúde merece atenção e cuidado”, explica Llordachs.

Mas há como ter tudo isso com um respaldo profissional. A Doctoralia, por exemplo, é uma plataforma gratuita para pacientes na qual um médico especialista, ou vários, respondem em até 48h qualquer pergunta sobre saúde em diversas especialidades. Além disso, o sistema busca um médico que esteja próximo da sua localidade e já apresenta os horários disponíveis para o agendamento da consulta.

O diferencial é enorme, afinal de contas existe um profissional lendo a pergunta do usuário, ou seja, uma personalização de atendimento online e não uma informação colocada da mesma maneira para milhares de visitantes diferentes de um site. A pergunta do usuário é enviada para todos os especialistas compatíveis que estão cadastrados no site, dessa forma, o remetente pode receber mais de uma avaliação, algo impossível de se fazer fisicamente em apenas 48h.

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Na Doctoralia, o usuário pode inclusive fazer sua pergunta de forma anônima, o que em alguns casos nos quais a descrição dos sintomas podem constranger a pessoa é uma ferramenta bastante interessante. A dica do site na hora de perguntar é simples: faça uma pergunta de saúde clara, objetiva, seja breve. Dessa forma a resposta pode ser muito mais assertiva do que sua pesquisa no “Dr. Google” e você pode evitar uma dor de cabeça maior ainda.

Projeto Verão: combate ao mosquito da dengue requer atenção

Prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypt precisa começar antes da alta estação para evitar a proliferação do mosquito

Com a proximidade do verão, o sinal de alerta para o combate à dengue se acende. Por conta do calor e do período de chuva extensas é possível observar um aumento na proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Além da dengue, a atenção se estende à zika e à chikungunya, doenças também transmitidas pelo mosquito.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018 foram registrados 101.863 casos de dengue, 29.675 de chikungunya e 2.985 de zika. Para incentivar as campanhas de sensibilização sobre o tema, a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, antecipa a discussão e esclarece os principais pontos do tema.

Prevenção

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De acordo com a infectologista e membro da Doctoralia, Diana Galvão Ventura, a prevenção, consiste no combate ao foco do mosquito. “É mais fácil eliminar o vetor na fase de larva do que na fase adulta, quando já é mosquito. O Aedes se prolifera na água acumulada. Ele prefere a limpa, mas também deposita ovos na água suja, então é importante eliminar todos os focos: tampar caixas d’água, esvaziar vasos de planta e pneus, desativar piscinas abandonadas etc.”. Ela ainda complementa que o uso de repelente nas áreas expostas do corpo também é um recurso válido.

Sintomas

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Os principais sintomas da dengue, de acordo com a infectologista, são febre alta, dor muscular, dor de cabeça, dor nos olhos, dor nas articulações, manchas pelo corpo, dor abdominal, enjoo, vômito e diarreia. “O paciente pode apresentar uma combinação de alguns sintomas, que também podem se agravar a depender do grau da doença. No caso da zika, eles aparecem de forma mais branda, já no caso da chikungunya a dor articular é mais intensa e tem maior duração – com idas e vindas – podendo evoluir para um quadro crônico”, complementa Diana.

Em todos os casos, os grupos de risco da doença, especialmente das formas graves, são crianças, idosos, gestantes (as três doenças são transmissíveis para o feto) e pessoas com alguma imunodeficiência. Nessas situações, os sintomas podem ser mais intensos e as consequências ainda mais sérias. “A zika tem o agravante de ser transmitida sexualmente e, apesar da dengue ser considerada mais grave de forma geral, tanto a zika como a chikungunya podem desencadear complicações neurológicas”.

Tratamento

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Foto: Shutterstock

O primeiro passo é sempre buscar atendimento médico para se obter um diagnóstico assertivo e dar início ao tratamento adequado. “Os cuidados com a dengue envolvem a hidratação intensa para reposição de fluidos. Esse também é um aspecto importante para as outras doenças, mas não em caráter tão imediato. A chikungunya, por exemplo, precisa entrar mais forte na analgesia por conta das dores”, comenta a médica.

No serviço “Pergunte ao Especialista” – que permite tirar dúvidas sobre saúde de forma gratuita e anônima -, as perguntas mais comuns dizem respeito ao tratamento e aos remédios que podem, ou não, interferir no processo. Diana explica que medicamentos anti-inflamatórios e aspirina devem ser evitados e, para evitar complicações, o acompanhamento médico é sempre recomendável.

Fonte: Doctoralia 

Tabu ainda é principal obstáculo para combate ao suicídio

Setembro Amarelo: especialistas da Doctoralia analisam as principais questões envolvendo a depressão
Para marcar o Setembro Amarelo – mês da campanha brasileira de combate ao suicídio – a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, conversou com especialistas para desvendar os principais estigmas sobre esse assunto. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio, número 2,3% maior do que o registrado no ano anterior.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, transtorno mental mais associado ao risco de suicídio, sendo 11,5 milhões de brasileiros – deixando o país em quinto lugar entre os mais afetados e em primeiro quando se fala de América Latina.

Entre as principais questões, o tabu e o preconceito existente em relação aos transtornos mentais ainda são as principais barreiras ao tratamento. “É possível observar uma mudança de mentalidade, mas ainda precisamos melhorar muito. Esse cenário não está tão ruim como era há 20 anos, mas na prática vemos muito preconceito, às vezes isso vem do próprio paciente”, destaca o psiquiatra e membro da Doctoralia, Rafael Dias Lopes.

“Por ser uma doença de ordem mental, acontece de a pessoa ser subestimada, questionada e até ter seu problema minimizado e relativizado”, completa a psicóloga especialista em saúde mental e membro da Doctoralia, Tatiane Paula Souza.

Os profissionais são unânimes dizendo que o primeiro passo do tratamento é acolher a pessoa que se encontra em situação de risco. “Ela precisa sentir que pode falar sobre o que está sentindo, que não será julgada por isso e nem terá seu problema tratado como frescura”, pontua Lopes. “A pessoa que está em sofrimento e chega a verbalizar que tem vontade de sumir ou que não aguenta mais viver, precisa se sentir acolhida, o que não acontece geralmente. É preciso entender que não se trata de uma pessoa fraca, pelo contrário, ela é corajosa e está buscando ajuda”, complementa Tatiane.

MULHER TRISTE DEPRESSÃO

Dúvidas comuns

Dentro da plataforma, a Doctoralia dispõe do serviço “Pergunte ao Especialista” – que permite tirar dúvidas sobre saúde, de forma gratuita e anônima. A maior parte das dúvidas relacionadas a esse assunto são sobre as medicações para o tratamento da depressão. Entre elas é possível observar questionamentos sobre quais são os riscos de dependência e os efeitos colaterais de medicamentos para tratamento dessa patologia.

Os especialistas esclarecem que existem diversos transtornos mentais que podem estar associados ao suicídio e a necessidade de medicação varia de acordo com o caso, portanto somente um médico pode avaliar o paciente e medicar de acordo com o quadro de cada um.

“A depressão é a causa mais conhecida para o suicídio, mas não é a única. A pessoa precisa passar por uma avaliação para se estabelecer o diagnóstico, depois disso é possível discutir a medicação, dosagem e duração necessária de tratamento. Também é importante unir o acompanhamento do psiquiatra com o tratamento psicológico”, pontua Lopes.

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De forma geral, todos os profissionais sinalizam que é essencial observar os sinais que podem indicar mudanças comportamentais de uma pessoa com risco de suicídio e buscar ajuda profissional é fundamental. “O isolamento, por exemplo, pode ser um forte indício. Se a pessoa muda muito o seu comportamento habitual, abandonando as coisas do dia a dia, não quer conversar, chora muito, fala sobre morte ou faz referências ao suicídio, é essencial consultar um profissional o quanto antes”, afirma Lopes.

A psicóloga Tatiane sinaliza ainda que os sinais podem ser discretos e não verbais. “A pessoa pode apresentar bastante ambivalência, pois existe um conflito interno. De modo geral, o comportamento é marcado por um sofrimento intenso, com traços de desesperança e desamparo”.

Fonte: Doctoralia

Especialista dá dicas de como prevenir doenças típicas de inverno

Com a chegada do inverno, vem também as epidemias características desta estação. As pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados o que favorece a transmissão de vírus e bactérias e, também, o tempo frio e seco tende a diminuir os mecanismos de defesas naturais do aparelho respiratório.

Rodrigo Athanazio, pneumologista do InCor, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e membro da plataforma Doctoralia, dá dicas de como prevenir doenças como gripe, rinite, asma, sinusite e outras.

Evite locais sem ventilação

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Foto: Emily Beeson/Morguefile

São nos locais abafados que doenças respiratórias infecciosas e alérgicas mais tendem a se manifestar. É importante que as pessoas com um sistema imunológico mais comprometido tenham ciência de evitar esse tipo de ambiente. Para quem tem doenças crônicas, idosos e crianças, todo cuidado é pouco. Nestes ambientes fechados existe um maior acúmulo de substâncias que podem desencadear crises alérgicas, além do maior risco de propagação de vírus e bactérias.

Deixe a carteirinha de vacinação em dia

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

De acordo com as secretarias municipais e estaduais de Saúde, a vacina da gripe teve uma baixa adesão esse ano e atingiu somente 66,2% do público-alvo até 13 de junho. Pouco mais de 10 dias antes da chegada do inverno.
É fundamental estar com a vacinação em dia. No caso da vacina da gripe, ela é aplicada anualmente e é gratuita para os grupos de risco. A vacina contra pneumonia também é indicada para pacientes com doenças respiratórias.

Mantenha ambientes de convívio limpos

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Com o tempo seco, o acúmulo de sujeira e pó costuma se espalhar mais rapidamente. Para evitar doenças alérgicas, como rinite e sinusite, evite o mofo e os ácaros da poeira doméstica e do ambiente de trabalho. Pelos de cão e gato e poluição também podem contribuir para o aumento das crises alérgicas.

Mantenha hábitos de vida saudáveis

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Foto: C_Scott/Pìxabay

Um dos principais fatores para ter essas doenças durante o inverno é o comprometimento do sistema imunológico. No clima frio e seco é fundamental manter-se bem hidratado, alimentar-se de forma saudável e garantir uma boa qualidade do sono. Uma boa imunidade pode garantir quadros respiratórios mais leves e prevenir complicações como, por exemplo, pneumonias e sinusites bacterianas após um quadro viral de um resfriado.

lavar as mãos

Athanazio ainda lembra da importância de lavar as mãos para passar tranquilo por esta estação do ano. Mãos contaminadas são uma das principais vias de transmissão de vírus e bactérias, muitas vezes até mais importante do que a via inalatória através de tosse e espirros. Desta forma, além de lavar as mãos, o uso frequente de álcool gel também pode ser uma boa estratégia preventiva, principalmente após usar transporte público ou frequentar ambientes com grande fluxo de pessoas.

Fonte: Doctoralia