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7 mentiras sobre restrição de glúten e lactose na dieta

Retirada total para quem não tem intolerância ou doença celíaca pode causar problemas à saúde

As dietas com restrição ou a retirada total de glúten e lactose têm ganhado espaço na casa de muitas pessoas que buscam emagrecer. Nos últimos 12 meses, segundo o Google Trends, a busca por “dieta sem glúten” cresceu mais de 550%. Já a procura por “dieta sem lactose” registrou um aumento repentino. Porém, quem não tem intolerância aos ingredientes deve ter cuidado com medidas assim. Essas restrições extremas devem ser seguidas pelos intolerantes à lactose, sensíveis ao glúten e os celíacos.

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada e centeio, responsável pela elasticidade nas massas e por dar maior flexibilidade aos alimentos. Já a lactose é o açúcar existente no leite – o leite de vaca, por exemplo, contém cerca de 5% de lactose.

Por conta da busca pelo peso ideal, muitos têm retirado o carboidrato e a proteína da rotina alimentar. Porém, a nutricionista do Hospital Marcelino Champagnat, Patrícia Lara, afirma que as dietas restritivas, sem glúten e lactose, são recomendadas apenas para quem tem diagnóstico clínico. “Não existe uma comprovação científica que certifique o benefício ou justifique a retirada desses itens da dieta para os indivíduos saudáveis”, destaca. Sendo assim, há muitos mitos sobre a redução do consumo de glúten e lactose na dieta alimentar. Confira alguns deles abaixo:

Glúten engorda

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Mentira. O glúten não é o responsável pelo aumento de peso. Mas, de acordo com a nutricionista, o que faz engordar são os outros componentes dos alimentos que contêm glúten, como carboidrato e gordura. Sendo assim, a perda de peso pode ser pelo fato da retirada de pizza, cerveja e doces da dieta.

Retirar lactose da alimentação ajuda a emagrecer

Mentira. Não há evidências científicas que mostrem que cortar a lactose da dieta pode ajudar a reduzir o peso. “O fato de algumas pessoas emagrecerem com a restrição da lactose pode ser devido à diminuição calórica total na dieta”, explica Patrícia. Para emagrecer, a indicação é seguir uma alimentação saudável e equilibrada, com ajuda de um profissional.

Glúten é um carboidrato

Mentira. O glúten é uma proteína encontrada no trigo, cevada e centeio. “Quando o glúten é consumido de maneira equilibrada e correta, ao chegar no intestino ajuda na renovação das bactérias boas e na digestão alimentar”, ressalta a nutricionista.

Alimentos integrais não têm glúten

Mentira. Pão, macarrão, biscoitos e torradas contêm glúten. Dessa forma, mesmo na versão integral, em cardápios com uma alimentação equilibrada, a proteína está presente. “A definição de alimentos integrais está na quantidade de fibra que ele possui, os outros componentes continuarão na mesma proporção. Um exemplo são as farinhas com o selo do Whole Grain Council, que fazem parte do portfólio da Unium e que possuem 100% dos componentes dos grãos de trigo e procedência do alimento”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Vitorio Ongaratto.

Lactose é prejudicial para quem não tem intolerância

Mentira. A lactose não causa prejuízo para quem não apresenta intolerância. O consumo em excesso pode provocar desconfortos gastrointestinais temporários. Desde que o leite tenha qualidade e procedência, com a presença de cálcio e ferro, pode auxiliar no fortalecimento dos ossos e no combate à anemia. Para o coordenador comercial de leite da Unium, Rogério Marcus Wolf, o cuidado na industrialização é essencial. “Para um leite de qualidade e que mantenha suas características originais, e que fazem a diferença para a saúde, a atenção tem que começar na criação de animais e seguir até o fim da cadeia produtiva, no envio do produto aos mercados. Cada fase do processo exige dedicação e, claro, o compromisso de entregar um produto final de qualidade para o consumidor”, ressalta.

A retirada de glúten e lactose não causa problemas para a saúde

Mentira. A restrição completa de leite e derivados, a longo prazo, pode ocasionar problemas à saúde, como osteoporose. Já o problema da diminuição de glúten é a redução da quantidade de fibras na alimentação, já que, se feita sem a ajuda de um profissional, o consumidor pode acabar reduzindo o consumo das fibras como consequência da retirada do glúten. “Quando feitas sem acompanhamento e instrução, as dietas sem glúten podem ficar pobres em cereais, integrais e fibras por conta da restrição de alguns alimentos. Essa falta de alguns itens pode influenciar diretamente na saúde do intestino, por exemplo”, explica a nutricionista.

Somente crianças podem consumir lactose

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Mentira. A lactose é um carboidrato que pode ser consumido durante toda a vida, exceto intolerantes ou alérgicos. “Ao tomar qualquer decisão referente à saúde, é primordial que as pessoas consultem médicos e especialistas, ainda mais se tratando da saúde de crianças, que precisam dos nutrientes essenciais para um crescimento saudável”, finaliza Patrícia.

Fonte: Unium

Conheça os principais sintomas da doença celíaca e aprenda a driblar a má digestão

Nutricionista do Oba Hortifruti explica os principais sinais que o corpo apresenta devido ao problema

O glúten faz parte de um composto de proteínas que estão presentes, especialmente, em cereais como o trigo, centeio, malte e cevada. Ao consumi-lo, o organismo é capaz de digerir a substância de forma natural, entretanto, esse processo se torna mais complexo para quem sofre com a doença celíaca. A enfermidade, considerada autoimune, atinge cerca de duas milhões de pessoas apenas no Brasil, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos (Fenacelbra).

Por essa razão, é importante estar atento aos sinais do próprio corpo. “É comum ocorrer, com mais frequência, problemas relacionados à diarreia, distensão abdominal, anemia, fadiga, dor abdominal e flatulências. O consumo de fontes com a proteína pode favorecer o desenvolvimento de manifestações clínicas, como alergias, irritação e inflamação intestinal, má absorção de nutrientes e até aumento na predisposição para doenças como câncer de intestino”, esclarece Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti.

O diagnóstico da doença deve ser feito por um médico especialista que, ao ouvir as queixas do paciente, irá solicitar exames capazes de indicar a irritação do organismo. Quando o problema é identificado, o paciente deve estar atento às mudanças que devem ser feitas na alimentação para minimizar o desconforto durante o dia a dia e, além disso, diminuir as chances de desenvolver o quadro.

Segundo a nutricionista, a dieta desses indivíduos deve ser rigorosamente restrita no consumo de glúten. Isso porque, mesmo quando consumido minimamente, os alimentos são capazes de desencadear os sintomas. Portanto, torna-se fundamental cortar as fontes de trigo, centeio, cevada e malte. Alimentos comumente processados também devem ser deixados de lado.

Além disso, outros tipos de cereais, como a aveia, precisam ser avaliados antes de ingeridos.
Os cuidados não param por aí: até com os pets é preciso ter mais atenção, visto que algumas rações podem ter o glúten presente. O animal, que tem o costume de lamber os donos, pode transferir a proteína para pessoas celíacas, aumentando os riscos dos sintomas surgirem novamente.

Mas não há motivo para desespero. A alimentação dos celíacos pode ser adaptada para melhorar a qualidade de vida de quem possui a doença. A nutricionista do Oba destaca que é fundamental manter uma alimentação saudável, com consumo adequado de proteínas, sendo eles carnes, ovos, queijos e iogurtes.

Os vegetais e as oleaginosas devem, igualmente, fazer parte do cardápio do dia a dia. Além disso, é interessante investir em alimentos frescos para garantir uma boa nutrição e favorecer o equilíbrio do sistema imunológico, assim como a saúde do intestino.

“Cuidar da flora intestinal também deve ser uma preocupação e isso é possível com o consumo de alimentos frescos, probióticos e baixa ingestão de alimentos ultraprocessados e açúcares. Para substituir o glúten é necessário evitar suas fontes e optar por produtos elaborados especialmente para dietas com restrição de glúten”, complementa a especialista em Nutrição.

Sabe-se que, cada vez mais, as marcas investem nessa área, com opções saborosas e nutritivas, em alternativa para quem não pode consumir a versão convencional dos alimentos. “Pães, bolachas, torradas, farinhas para bolos e tortas podem ser encontradas com facilidade atualmente e as farinhas alternativas, como a de arroz, de castanhas, de mandioca, ajudam na hora do preparo de receitas caseiras”, informa Renata.

Para facilitar a criação dos pratos dentro de casa, a nutricionista indica quatro receitas saborosas, diferentes e “gluten free” para serem apreciadas. Confira:

Pãozinho de Liquidificador

Ingredientes
2 ovos
3 colheres de sopa de azeite
½ xícara de chá de leite desnatado ou leite de vegetal
1 colher de café de sal
1 colher de sopa de pissiliun em pó
2 colheres de sopa de semente de gergelim branco
2 colheres de sopa de semente de linhaça dourada
½ xícara de farinha de arroz
¼ de xícara de polvilho doce
¼ de xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo
Bata tudo no liquidificador, exceto a linhaça e o gergelim. Coloque em forma de bolo inglês untada ou de silicone. Finalize com as sementes e leve para assar até que o pão fique dourado.

Massa para torta

Ingredientes
3 ovos
250 ml de água
1/3 de xícara de chá de azeite
2 xícaras de chá de farinha de arroz
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sal

Preparo:
Bata tudo no liquidificador.
Sugestões de recheio: frango desfiado com legumes, atum com tomate, cogumelos com espinafre, palmito com orégano, legumes variados.

Tomates Recheados

Foto ilustrativa/Yummi Mummy Kitchen

Ingredientes
4 tomates médios, não muito maduros
4 colheres de sopa de quinoa em flocos
2 ovos
1 colher de sopa de bacon picadinho
2 colheres de sopa de cheiro verde picadinho
2 colheres de sopa de parmesão ralado

Modo de preparo:
Corte as tampas dos tomates e retire a polpa, abrindo espaço para o recheio. Em uma panela, frite o bacon na própria gordura. Quando o bacon estiver bem sequinho, desligue o fogo e acrescente os ovos, o cheiro verde e a quinoa em flocos. Faça um mexidinho, acrescentando também sal e pimenta a gosto. Recheie os tomates com o preparo da panela e finalize com o parmesão ralado. Leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até que os tomates fiquem macios.

Almôndega sem Glúten

Ingredientes
500g de patinho moído
3 colheres de sopa de cheiro verde picado bem fininho
2 colheres de sopa de farinha de arroz
1 ovo
½ colher de café de noz-moscada ralada na hora

Modo de preparo
Sal e pimenta a gosto. Misture todos os ingredientes, formando uma massa homogênea. Faça bolinhas e leve para assar. Sirva com molho de tomate caseiro.

Fonte: Oba Hortifruti

Wickbold amplia portfólio Sem Glúten com entrada em diferentes categorias

Com formulação saborosa e textura macia, além de um processo de fabricação seguro, marca apresenta pão de Beterraba & Batata-Doce, bolinhos infantis e muffins para consumidores celíacos, alérgicos ou que seguem dieta restritiva

Wickbold anuncia mais um marco na sua trajetória com o lançamento de diversos produtos inéditos para ampliar a linha Sem Glúten. O objetivo da marca é atender os consumidores que seguem uma dieta restritiva, os alérgicos e os acometidos pela doença celíaca, um distúrbio intestinal provocado pelo consumo de glúten. Esses, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), são mais de 2 milhões no país.

“A nossa tradicional linha Sem Glúten proporciona uma experiência de consumo diferenciada e faz muito sucesso entre os consumidores, que diariamente entram nas nossas redes sociais para fazer perguntas sobre os produtos e pedir novidades. Tudo isso porque temos uma receita exclusiva, que garante maciez e sabor, além de uma composição livre de lactose. Também asseguramos uma fabricação com o mais rigoroso padrão de qualidade, ou seja, 100% livre de qualquer contaminação”, explica Denise Pacheco, coordenadora de marketing da companhia.

Bolinhos Sem Glúten com personagem celíaco para as crianças

Uma das novidades é a linha de Bolinhos Infantis Sem Glúten Wickbold, opção para os pequenos celíacos e alérgicos à lactose. Disponível nos sabores Chocolate com Gotas e Baunilha com Chocolate, eles chegam com vitaminas essenciais para a infância – A, Complexo B, D, K, Ferro e Zinco.

Para embalar esse lançamento, a fabricante apresenta o Caio, personagem celíaco da Turma da Nutrição. Com ele, a marca pretende gerar identificação e ampliar a comunicação com a criançada, além de orientar os pais e responsáveis sobre nutrição e alimentação equilibrada para esses pequenos consumidores.

Em embalagens monoporções de 70g, os produtos são ideais para um lanchinho rápido, saudável, nutritivo e saboroso e já podem ser encontrados nas principais gôndolas pelo valor de R$ 3,70.

Inovação: pão Sem Glúten desenvolvido na cor roxa

Para atender os pedidos dos consumidores, a marca preparou um lançamento inovador na categoria: o Pão Sem Glúten Beterraba & Batata-Doce, com vegetais de verdade na formulação e coloração roxa do miolo.

A novidade se destaca devido à receita exclusiva, que traz inúmeros benefícios, como fibras, textura macia e sabor. Também possui zero colesterol e gordura trans, além de não conter lactose. Outro benefício é trazer versatilidade ao consumidor, com inúmeras possibilidades de consumo e receitas.

Assim como os outros dois pães da linha, Original e Multigrãos, o produto é indicado para o público que busca pães diferenciados. Isso pode acontecer por questões de saúde, como intolerância ou alergia ao glúten, ou mesmo para quem deseja abrir mão dessa substância na alimentação diária e atender às necessidades de dietas específicas.

Com 300g e prazo de validade diferenciado de 18 dias, o lançamento já está disponível pelo valor médio de R$ 15,00.

Muffins Sem Glúten para qualquer hora do dia

Para surpreender ainda mais seus consumidores, a Wickbold apresenta os Muffins Sem Glúten e Sem Lactose, que contam com uma formulação cheia de sabor e textura macia. A novidade chega ao mercado para atender as demandas de praticidade e saudabilidade, por ser uma opção para consumo nutritiva e saborosa a qualquer hora do dia.

O lançamento está disponível em duas versões inovadoras, com ingredientes inéditos na categoria: Cacau & Castanha-de-Caju e Amêndoas, que foram escolhidos por oferecerem diversos benefícios para a saúde. Em embalagens monoporções, sendo 1 unidade de 40g, os produtos podem ser encontrados por R$ 3,70 no mercado.

Informações: Wickbold


Retirar o glúten da alimentação pode fazer mal?

O consumo de glúten vem sendo amplamente discutido na alimentação diária. Ingeri-lo ou não? No Brasil a doença celíaca atinge mais de 2 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil e para esta porcentagem da população a restrição à proteína é inevitável, é uma questão de saúde.

Além das pessoas que possuem Doença Celíaca, a retirada do glúten também é indicada para quem possui sensibilidade ao glúten não celíaca e para quem faz tratamento para Síndrome do Intestino Irritável. Nestes casos, a retirada da proteína é necessária e deve ser realizada sob orientação de um nutricionista. Mas e quem apenas opta por retirar o glúten sem possuir sensibilidade à substância?

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A nutricionista Luiza Carvalho, da Schär, explica que não existem efeitos colaterais ou malefícios em adotar uma dieta sem glúten. “O glúten é uma proteína de baixo valor nutricional, portanto, ao excluí-la, a pessoa não apresentará déficit na alimentação, mas é sempre importante que, qualquer mudança ou restrição alimentar, seja acompanhada por um nutricionista, já que cada pessoa tem necessidades específicas”.

A especialista ainda reforça que é sempre bom buscar por alimentos sem glúten que possuam ingredientes nutricionalmente interessantes, com adição de fibras, por exemplo, e sem aditivos artificiais, como conservantes, aromatizantes e corantes.

Luiza explica que o glúten é a única proteína que o corpo humano não é capaz de digerir completamente. Por esse mesmo motivo, pessoas que buscam um estilo de vida mais equilibrado ou que têm dificuldade na digestão, optam pela alimentação isenta de glúten, evitando o processo de má digestão e reduzindo o nível de inflamação do organismo. Estudos apontam que atletas de alta performance também se beneficiam da retirada do glúten da alimentação, melhorando seu rendimento.

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A nutricionista ainda lembra que retirar glúten não tem nenhuma relação com perda de peso. “A perda de peso não depende exclusivamente do glúten, mas, sim, das escolhas alimentares realizadas. Quando uma pessoa opta por uma dieta sem glúten, muitas vezes ela tem uma perda de peso devido à exclusão de alimentos calóricos e ricos em carboidratos, como pães, massas e farinhas refinadas”, finaliza Luiza.

Fonte: Schär

Glúten: cosméticos com a substância podem causar reações alérgicas em celíacos

Além dos alimentos, a proteína do trigo também está presente em muitos cosméticos e pessoas celíacas podem ter alergias, irritações e dermatites por usarem estes produtos sem saber que contém glúten.

Os portadores da doença celíaca sabem que não devem ingerir nenhum alimento que contenha glúten, pois sua ingestão causa danos à parede do intestino delgado e gera problemas como diarreia, prisão de ventre, irritabilidade, flatulência e inchaço. Porém, em alguns casos, não ingerir glúten não é o suficiente.

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“Existe uma variante da doença celíaca, a dermatite herpetiforme, que é desencadeada pelo uso de cosméticos que tenham alguma substância derivada do glúten. Entre os sintomas da doença estão erupções, bolhas, escurecimento da pele, vermelhidão e coceira. Em 20% dos casos, ela vem acompanhada pelos sintomas gástricos comuns da doença celíaca, como cãibras intestinais e diarreia”, explica Márcio Accordi, biólogo geneticista e diretor da Biozenthi Laboratórios Cosméticos.

O problema é que, ao contrário do que ocorre com os alimentos, as empresas de cosméticos não são obrigadas a dizer no rótulo se o produto contém glúten ou não. Além disso, devido ao INCI Name, sistema internacional de codificação para os ingredientes de um produto, pode ser difícil identificar que componentes presentes na fórmula possuem glúten.

“Alguns nomes comuns em cosméticos e que indicam a presença de glúten são Triticum Vulgare, Avena Sativa, Hordeum Vulgare, Secale Cereale, Hydrolyzed Wheat e Wheat Germ Extract, mas existem muitos outros. Em caso de dúvida, o melhor a se fazer é entrar em contato com o fabricante do produto”, alerta o especialista.

Biozenthi

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Desde dezembro de 2011, a Biozenthi abraçou a causa dos celíacos sendo a primeira empresa brasileira a fabricar e identificar cosméticos livres de glúten. A empresa certifica-se da origem das matérias-primas adquiridas com os fornecedores, evitando assim que qualquer cosmético da marca contenha glúten, seja de forma direta ou indireta, como em casos de contaminação cruzada.

“Para saber se os produtos contêm glúten pessoas celíacas precisam avaliar toda a composição do rótulo e, em muitas situações, acabam tendo que entrar em contato com o SAC do fabricante. Então, para a Biozenthi, foi um grande desafio e ao mesmo tempo um imenso prazer poder ajudar este grupo de pessoas que até então não tinham nenhuma empresa em que confiar. Por isso, todos os nossos produtos contém a informação de glúten free logo após a composição.”, afirma Accordi.

Informações: Biozenthi

 

Primeiro teste de sangue do mundo para doença celíaca à vista

Cientistas identificaram biomarcadores que podem formar a base do primeiro exame de sangue do mundo para doença celíaca. Eles descobriram que a exposição ao glúten em pessoas com doença celíaca provoca um aumento de certas moléculas inflamatórias na corrente sanguínea que se correlaciona com sintomas comuns.

O método atual para diagnosticar a doença celíaca pode levar semanas ou meses. Envolve pessoas que consomem glúten e experimentam os efeitos colaterais desagradáveis ​​durante todo esse tempo. Um exame de sangue poderia reduzir esse tempo para horas.

A empresa de biotecnologia ImmusanT Inc., de Cambridge, Massachusetts, nos EUA, liderou a equipe internacional por trás da descoberta recente, que aparece na revista Science Advances.

EXAME DE SANGUE MNT
MedicalNewsToday

“Pela primeira vez”, diz o coautor sênior do estudo Dr. Robert P. Anderson, diretor científico da ImmusanT, “nós descrevemos a reação inflamatória que os pacientes com doença celíaca experimentam nas horas imediatas depois que eles são expostos ao glúten”.

Anderson sugere que as descobertas também podem levar a métodos que ajudem a localizar pessoas sem doença celíaca – mas que apresentam sintomas semelhantes – e as orientar para tratamentos mais adequados.

A doença celíaca é uma condição vitalícia que afeta cerca de 1% das pessoas nos países ocidentais, de acordo com dados da Organização Mundial de Gastroenterologia.

Glúten desencadeia ataque autoimune ao intestino

pão sem lactose e gluten

Pessoas com doença celíaca têm uma reação imune adversa ao glúten, uma proteína que está presente no trigo, centeio, cevada e alimentos que os contêm, como macarrão e pão. A presença de glúten no intestino faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado. O ataque danifica o sistema digestivo e reduz sua capacidade de absorver nutrientes, causando uma série de sintomas.

Os sintomas da doença celíaca incluem inchaço, diarreia, vômito, a presença de muita gordura nas fezes (esteatorreia), anemia devido à deficiência de ferro e perda de peso. Em crianças, também pode resultar em falha de crescimento. Pessoas com doença celíaca têm que seguir uma dieta sem glúten para o resto de suas vidas.

Especialistas sugerem que o número de pessoas com doença celíaca diagnosticada não reflete a verdadeira prevalência da doença. Eles acreditam que muito mais pessoas permanecem sem diagnóstico.

Aumento de moléculas inflamatórias

mulher deitada dor

Anderson e seus colegas descobriram que a injeção de peptídeos de glúten em pessoas com doença celíaca levou a sintomas, como náuseas e vômitos, bem como níveis mais altos de certas moléculas do sistema imunológico. Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos.

“Os sintomas desagradáveis associados à doença estão ligados a um aumento das moléculas inflamatórias na corrente sanguínea, como a interleucina-2 (IL-2), produzida pelas células T do sistema imunológico”, explica. “Esta resposta é semelhante ao que acontece quando uma infecção está presente; no entanto, para pessoas com doença celíaca, o glúten é o gatilho”, acrescenta o médico.

Cientistas do ImmunanT. identificaram as moléculas inflamatórias enquanto realizavam um teste de um possível tratamento celíaco. Eles viram como a injeção de peptídeos de glúten levou a sintomas que se correlacionaram com os níveis elevados dos marcadores de sangue.

Em outros testes, os pesquisadores também mostraram que quando as pessoas com doença celíaca consumiam glúten, elas experimentavam o mesmo aumento na IL-2.

O trabalho de usar as descobertas para desenvolver um simples exame de sangue para a doença celíaca já está em andamento, diz o autor do estudo, Dr. Jason A. Tye-Din, professor associado e chefe de pesquisa celíaca no Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália.

Tye-Din, que também é gastroenterologista no The Royal Melbourne Hospital, acrescenta que “para muitas pessoas que seguem uma dieta sem glúten sem um diagnóstico formal de doença celíaca, tudo o que pode ser necessário é um exame de sangue antes e quatro horas depois, uma pequena refeição de glúten”.

“Isso seria uma melhora dramática na abordagem atual, que exige que as pessoas consumam ativamente o glúten por, pelo menos, várias semanas antes de passar por um procedimento invasivo para amostrar o intestino delgado”, finaliza Tye-Din.

Nota da Redação: a notícia é muito boa, mas é preciso lembrar que esse exame pode demorar para chegar por aqui. 

Por Catharine Paddock PhD, com checagem de Paula Field – Fonte: Medical News Today

Celíacos ganham aplicativo glúten free

Disponível para Android e iOS, o aplicativo Schär On the Go indica estabelecimentos em diversos países para quem segue alimentação sem glúten

A Schär, empresa italiana líder mundial da categoria de alimentos sem glúten, acaba de lançar o aplicativo Schär On The Go. Nele, os usuários podem encontrar desde mercados e restaurantes até hotéis, no mundo todo, nos quais o cardápio seja acessível para quem possui a doença celíaca, doenças glúten-relacionadas ou tenha optado por uma alimentação sem glúten.

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença celíaca afeta, pelo menos, 1% da população mundial. No Brasil, ela afeta mais de 2 milhões de pessoas.   Com o espaço cada vez maior de produtos para pessoas com restrições alimentares, a empresa desenvolveu o aplicativo pensando em facilitar ainda mais a busca.

gluten free sem

O funcionamento é simples e intuitivo, basta o usuário colocar o endereço de destino e o aplicativo encontra os estabelecimentos com produtos sem glúten mais próximos, seja no Brasil, na Europa ou qualquer outra parte do mundo.

Segundo Fernando Menezes, diretor geral da Schär no Brasil, o intuito é que os celíacos possam ter a melhor experiência ao viajar para uma cidade ou país que não conhecem, seja a trabalho ou por lazer. “Muitas vezes as pessoas não conseguem viajar para determinado local porque não têm a segurança de que vão encontrar opções sem glúten. Queremos descomplicar essa parte no planejamento para que todos consigam aproveitar”.

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Shutterstock

Gratuito, o aplicativo é compatível com iOS e Android e está disponível na App Store e Google Play Store. Também pode ser usado na forma desktop pelo site da marca.

 

Libre proporciona inclusão alimentar com salgados sem glúten e lactose

Promover a inclusão alimentar, oferecendo alimentos saborosos e artesanais para consumidores que possuem alergias e restrições alimentares, é a proposta da Libre, empresa especializada na produção de salgados e doces isentos de glúten, lácteos e açúcares.

Desenvolvidos especialmente para celíacos, pessoas intolerantes à lactose e que não podem ingerir açúcares, alguns produtos Libre também podem ser consumidos por vegetarianos, veganos e consumidores que fazem dietas restritivas ou buscam uma alimentação saudável, evitando a ingestão desses ingredientes.

Hoje, estima-se que uma em cada três pessoas é alérgica a algum alimento e que no mundo, 1 bilhão de pessoas sofrem deste mal. A perspectiva é de que em 2050 este índice alcance 4 bilhões de alérgicos. Só no Brasil, a alergia alimentar atinge cerca de 6% das crianças e 3,5% dos adultos. Estima-se que hoje, são mais 2 milhões de brasileiros celíacos e cerca de 70% da população adulta possui algum tipo de intolerância à lactose.

Para atender a esses públicos, a Libre lança uma linha de Empadas elaboradas com uma massa supermacia, à base de farinha de arroz e fécula de mandioca, sem manteiga, que derrete na boca. Produzidas nas versões Palmito, Escarola e Frango. As Empadas Libre são recheadas com ingredientes naturais, como o frango, que leva o selo da Ecocert, garantindo que as aves foram criadas livres de hormônios e antibióticos.

“Criamos a Libre para ajudar consumidores a se alimentar melhor, inclusive as pessoas que têm alguma restrição ao glúten e à lactose, para que elas encontrem esses produtos com mais facilidade e atender a demanda por esses alimentos que vem aumentando muito nos últimos anos. Queremos proporcionar a inclusão alimentar ao levar nossos produtos mais perto de todos, para que as pessoas tenham sempre uma opção sem alergênicos perto de casa ou do trabalho”, explica Calimério de Carvalho, diretor da empresa.

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Disponíveis em embalagens de 350g, as Empadas Libre são pré-assadas, ultracongeladas e de fácil preparo. Basta aquecer em forno convencional ou Airfryer a 18ºC por 15 minutos para que fiquem prontas.

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Ideais como opção de lanche, para uma refeição mais leve ou para festas, as Empadas Libre já estão disponíveis em empórios, lojas especializadas e em redes de varejo.

Informações: Libre

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Síndrome do intestino irritável e outros problemas de saúde: qual o link?

Pessoas que têm síndrome do intestino irritável (SII) tendem a ter outras condições. Os médicos não sabem por que isso acontece, mas, na maioria das vezes, há coisas que você pode fazer para aliviar seus sintomas, seja qual for a causa.

Veja o que você precisa saber sobre essas doenças relacionadas e o que você pode fazer para se sentir melhor.

mulher tomando leite

Problemas para digerir leite: uma em cada três pessoas com SII não se sente bem depois de ingerir produtos lácteos, a chamada intolerância à lactose. Eles podem ter diarreia, inchaço e gases. Pode ser que esses alimentos irritem os já sensíveis intestinos das pessoas com SII. Se você não se sentir bem entre 30 minutos e 2 horas depois de consumir leite, queijo ou iogurte, converse com seu médico. Ele pode pedir exames para ver como seu corpo lida com a lactose, o açúcar nos alimentos lácteos. Você pode precisar reduzir os produtos lácteos, mas também pode tentar tomar comprimidos ou gotas de lactase para ajudá-lo a digeri-los.

OSSOS

Problemas com articulações, músculos e ossos: duas em cada três pessoas com SII também têm condições que afetam essas partes do corpo, chamadas doenças reumáticas. Os sintomas podem variar, mas você pode ter erupções cutâneas, dores musculares e dores de cabeça. Dependendo do problema que você está enfrentando, diferentes tipos de tratamentos podem ajudar. Converse com seu médico ou consulte um reumatologista para descobrir o que pode ajudá-lo mais.

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Fibromialgia: até 60% das pessoas com a síndrome têm esse distúrbio, que causa dor duradoura, rigidez muscular e manchas sensíveis ao redor do corpo. As pessoas também se sentem muito cansadas e têm dificuldade em dormir. Os médicos suspeitam que SII e fibromialgia têm uma causa comum, mas não sabem o que é ainda. Para ajudá-lo a se sentir melhor, seu médico pode prescrever medicamentos para dor, antidepressivos ou auxiliares de sono. Exercícios leves e moderados, alongamentos e massagens também podem ajudar.

microbiota intestino SII

Excesso de bactérias intestinais: bactérias fazem trabalhos importantes em nossos intestinos, como ajudar a digerir nossa comida e nos manter saudáveis. Mas as pessoas com SII são mais propensas a ter muitos desses germes, uma condição chamada supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SCBID). Pode causar diarreia que não melhora, perda de peso e falta de vitaminas no corpo. O seu médico pode fazer alguns testes para verificar se a SCBID é a causa dos seus sintomas. Se for, os antibióticos podem matar as bactérias extras no seu intestino.

insonia cama mulher sono cansaço pixabay

Síndrome da fadiga crônica (SFC): essa condição é exatamente o que parece, uma sensação de exaustão que não melhora com o descanso. As pessoas que a têm geralmente estão muito cansadas para realizar tarefas simples e cotidianas. Alguns pesquisadores acham que a inflamação no cérebro e no intestino, ou problemas com as bactérias no intestino, podem impulsionar o SFC e a SII, o que poderia explicar por que às vezes as duas acontecem juntas. O tratamento varia dependendo dos seus sintomas. Você pode precisar de ajuda para dormir melhor, como manter bons hábitos ou tomar medicação. Se a dor é um problema, medicamentos, relaxamento, massagem e outras técnicas podem ajudar. Você também pode conversar com seu médico sobre tratamentos para depressão, ansiedade ou problemas de memória.

MULHER DOR ESTOMAGO COLICA

Endometriose: esse problema doloroso acontece quando o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora dele. As mulheres que têm este problemas são mais propensos a ter sintomas de SII, como dor de barriga, constipação e inchaço. A inflamação pode estar na raiz de ambas as condições, embora os cientistas não tenham certeza se é por isso que elas acontecem juntas. Os médicos podem prescrever medicamentos para aliviar a dor e ajudar na fertilidade se você quiser ter filhos.

gluten free sem

Doença celíaca: a pesquisa sugere que uma em cada cinco pessoas com essa condição, na qual o corpo não consegue digerir uma proteína em trigo chamada glúten, também tem SII. A inflamação intestinal que adquirem quando comem alimentos como macarrão, pão e cerveja pode torná-las mais propensos a ter a síndrome. Os sintomas geralmente desaparecem quando você para de comer alimentos que contêm glúten.

tristeza dor depressão mulher pixabay

Ansiedade e depressão: alguns médicos acham que o estresse de lidar com os sintomas da SII pode ser difícil para sua saúde mental. Ou pode ser que suas emoções afetem os hormônios e os nervos podem afetar a atividade do seu intestino. Não está claro qual é o link, mas, para muitas pessoas, a síndrome anda de mãos dadas com depressão e ansiedade. O que você pode fazer sobre isso? Seu médico pode conversar com você sobre tomar antidepressivos ou medicamentos ansiolíticos. Mas você também pode encontrar alívio ao conversar com um terapeuta sobre como está se sentindo e aprender a substituir pensamentos negativos por positivos.

Referência Médica WebMD Analisado por Minesh Khatri, MD em 10 de setembro de 2017