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Retirar o glúten da alimentação pode fazer mal?

O consumo de glúten vem sendo amplamente discutido na alimentação diária. Ingeri-lo ou não? No Brasil a doença celíaca atinge mais de 2 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil e para esta porcentagem da população a restrição à proteína é inevitável, é uma questão de saúde.

Além das pessoas que possuem Doença Celíaca, a retirada do glúten também é indicada para quem possui sensibilidade ao glúten não celíaca e para quem faz tratamento para Síndrome do Intestino Irritável. Nestes casos, a retirada da proteína é necessária e deve ser realizada sob orientação de um nutricionista. Mas e quem apenas opta por retirar o glúten sem possuir sensibilidade à substância?

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A nutricionista Luiza Carvalho, da Schär, explica que não existem efeitos colaterais ou malefícios em adotar uma dieta sem glúten. “O glúten é uma proteína de baixo valor nutricional, portanto, ao excluí-la, a pessoa não apresentará déficit na alimentação, mas é sempre importante que, qualquer mudança ou restrição alimentar, seja acompanhada por um nutricionista, já que cada pessoa tem necessidades específicas”.

A especialista ainda reforça que é sempre bom buscar por alimentos sem glúten que possuam ingredientes nutricionalmente interessantes, com adição de fibras, por exemplo, e sem aditivos artificiais, como conservantes, aromatizantes e corantes.

Luiza explica que o glúten é a única proteína que o corpo humano não é capaz de digerir completamente. Por esse mesmo motivo, pessoas que buscam um estilo de vida mais equilibrado ou que têm dificuldade na digestão, optam pela alimentação isenta de glúten, evitando o processo de má digestão e reduzindo o nível de inflamação do organismo. Estudos apontam que atletas de alta performance também se beneficiam da retirada do glúten da alimentação, melhorando seu rendimento.

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A nutricionista ainda lembra que retirar glúten não tem nenhuma relação com perda de peso. “A perda de peso não depende exclusivamente do glúten, mas, sim, das escolhas alimentares realizadas. Quando uma pessoa opta por uma dieta sem glúten, muitas vezes ela tem uma perda de peso devido à exclusão de alimentos calóricos e ricos em carboidratos, como pães, massas e farinhas refinadas”, finaliza Luiza.

Fonte: Schär

Glúten: cosméticos com a substância podem causar reações alérgicas em celíacos

Além dos alimentos, a proteína do trigo também está presente em muitos cosméticos e pessoas celíacas podem ter alergias, irritações e dermatites por usarem estes produtos sem saber que contém glúten.

Os portadores da doença celíaca sabem que não devem ingerir nenhum alimento que contenha glúten, pois sua ingestão causa danos à parede do intestino delgado e gera problemas como diarreia, prisão de ventre, irritabilidade, flatulência e inchaço. Porém, em alguns casos, não ingerir glúten não é o suficiente.

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“Existe uma variante da doença celíaca, a dermatite herpetiforme, que é desencadeada pelo uso de cosméticos que tenham alguma substância derivada do glúten. Entre os sintomas da doença estão erupções, bolhas, escurecimento da pele, vermelhidão e coceira. Em 20% dos casos, ela vem acompanhada pelos sintomas gástricos comuns da doença celíaca, como cãibras intestinais e diarreia”, explica Márcio Accordi, biólogo geneticista e diretor da Biozenthi Laboratórios Cosméticos.

O problema é que, ao contrário do que ocorre com os alimentos, as empresas de cosméticos não são obrigadas a dizer no rótulo se o produto contém glúten ou não. Além disso, devido ao INCI Name, sistema internacional de codificação para os ingredientes de um produto, pode ser difícil identificar que componentes presentes na fórmula possuem glúten.

“Alguns nomes comuns em cosméticos e que indicam a presença de glúten são Triticum Vulgare, Avena Sativa, Hordeum Vulgare, Secale Cereale, Hydrolyzed Wheat e Wheat Germ Extract, mas existem muitos outros. Em caso de dúvida, o melhor a se fazer é entrar em contato com o fabricante do produto”, alerta o especialista.

Biozenthi

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Desde dezembro de 2011, a Biozenthi abraçou a causa dos celíacos sendo a primeira empresa brasileira a fabricar e identificar cosméticos livres de glúten. A empresa certifica-se da origem das matérias-primas adquiridas com os fornecedores, evitando assim que qualquer cosmético da marca contenha glúten, seja de forma direta ou indireta, como em casos de contaminação cruzada.

“Para saber se os produtos contêm glúten pessoas celíacas precisam avaliar toda a composição do rótulo e, em muitas situações, acabam tendo que entrar em contato com o SAC do fabricante. Então, para a Biozenthi, foi um grande desafio e ao mesmo tempo um imenso prazer poder ajudar este grupo de pessoas que até então não tinham nenhuma empresa em que confiar. Por isso, todos os nossos produtos contém a informação de glúten free logo após a composição.”, afirma Accordi.

Informações: Biozenthi

 

Primeiro teste de sangue do mundo para doença celíaca à vista

Cientistas identificaram biomarcadores que podem formar a base do primeiro exame de sangue do mundo para doença celíaca. Eles descobriram que a exposição ao glúten em pessoas com doença celíaca provoca um aumento de certas moléculas inflamatórias na corrente sanguínea que se correlaciona com sintomas comuns.

O método atual para diagnosticar a doença celíaca pode levar semanas ou meses. Envolve pessoas que consomem glúten e experimentam os efeitos colaterais desagradáveis ​​durante todo esse tempo. Um exame de sangue poderia reduzir esse tempo para horas.

A empresa de biotecnologia ImmusanT Inc., de Cambridge, Massachusetts, nos EUA, liderou a equipe internacional por trás da descoberta recente, que aparece na revista Science Advances.

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MedicalNewsToday

“Pela primeira vez”, diz o coautor sênior do estudo Dr. Robert P. Anderson, diretor científico da ImmusanT, “nós descrevemos a reação inflamatória que os pacientes com doença celíaca experimentam nas horas imediatas depois que eles são expostos ao glúten”.

Anderson sugere que as descobertas também podem levar a métodos que ajudem a localizar pessoas sem doença celíaca – mas que apresentam sintomas semelhantes – e as orientar para tratamentos mais adequados.

A doença celíaca é uma condição vitalícia que afeta cerca de 1% das pessoas nos países ocidentais, de acordo com dados da Organização Mundial de Gastroenterologia.

Glúten desencadeia ataque autoimune ao intestino

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Pessoas com doença celíaca têm uma reação imune adversa ao glúten, uma proteína que está presente no trigo, centeio, cevada e alimentos que os contêm, como macarrão e pão. A presença de glúten no intestino faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado. O ataque danifica o sistema digestivo e reduz sua capacidade de absorver nutrientes, causando uma série de sintomas.

Os sintomas da doença celíaca incluem inchaço, diarreia, vômito, a presença de muita gordura nas fezes (esteatorreia), anemia devido à deficiência de ferro e perda de peso. Em crianças, também pode resultar em falha de crescimento. Pessoas com doença celíaca têm que seguir uma dieta sem glúten para o resto de suas vidas.

Especialistas sugerem que o número de pessoas com doença celíaca diagnosticada não reflete a verdadeira prevalência da doença. Eles acreditam que muito mais pessoas permanecem sem diagnóstico.

Aumento de moléculas inflamatórias

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Anderson e seus colegas descobriram que a injeção de peptídeos de glúten em pessoas com doença celíaca levou a sintomas, como náuseas e vômitos, bem como níveis mais altos de certas moléculas do sistema imunológico. Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos.

“Os sintomas desagradáveis associados à doença estão ligados a um aumento das moléculas inflamatórias na corrente sanguínea, como a interleucina-2 (IL-2), produzida pelas células T do sistema imunológico”, explica. “Esta resposta é semelhante ao que acontece quando uma infecção está presente; no entanto, para pessoas com doença celíaca, o glúten é o gatilho”, acrescenta o médico.

Cientistas do ImmunanT. identificaram as moléculas inflamatórias enquanto realizavam um teste de um possível tratamento celíaco. Eles viram como a injeção de peptídeos de glúten levou a sintomas que se correlacionaram com os níveis elevados dos marcadores de sangue.

Em outros testes, os pesquisadores também mostraram que quando as pessoas com doença celíaca consumiam glúten, elas experimentavam o mesmo aumento na IL-2.

O trabalho de usar as descobertas para desenvolver um simples exame de sangue para a doença celíaca já está em andamento, diz o autor do estudo, Dr. Jason A. Tye-Din, professor associado e chefe de pesquisa celíaca no Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália.

Tye-Din, que também é gastroenterologista no The Royal Melbourne Hospital, acrescenta que “para muitas pessoas que seguem uma dieta sem glúten sem um diagnóstico formal de doença celíaca, tudo o que pode ser necessário é um exame de sangue antes e quatro horas depois, uma pequena refeição de glúten”.

“Isso seria uma melhora dramática na abordagem atual, que exige que as pessoas consumam ativamente o glúten por, pelo menos, várias semanas antes de passar por um procedimento invasivo para amostrar o intestino delgado”, finaliza Tye-Din.

Nota da Redação: a notícia é muito boa, mas é preciso lembrar que esse exame pode demorar para chegar por aqui. 

Por Catharine Paddock PhD, com checagem de Paula Field – Fonte: Medical News Today

Celíacos ganham aplicativo glúten free

Disponível para Android e iOS, o aplicativo Schär On the Go indica estabelecimentos em diversos países para quem segue alimentação sem glúten

A Schär, empresa italiana líder mundial da categoria de alimentos sem glúten, acaba de lançar o aplicativo Schär On The Go. Nele, os usuários podem encontrar desde mercados e restaurantes até hotéis, no mundo todo, nos quais o cardápio seja acessível para quem possui a doença celíaca, doenças glúten-relacionadas ou tenha optado por uma alimentação sem glúten.

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença celíaca afeta, pelo menos, 1% da população mundial. No Brasil, ela afeta mais de 2 milhões de pessoas.   Com o espaço cada vez maior de produtos para pessoas com restrições alimentares, a empresa desenvolveu o aplicativo pensando em facilitar ainda mais a busca.

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O funcionamento é simples e intuitivo, basta o usuário colocar o endereço de destino e o aplicativo encontra os estabelecimentos com produtos sem glúten mais próximos, seja no Brasil, na Europa ou qualquer outra parte do mundo.

Segundo Fernando Menezes, diretor geral da Schär no Brasil, o intuito é que os celíacos possam ter a melhor experiência ao viajar para uma cidade ou país que não conhecem, seja a trabalho ou por lazer. “Muitas vezes as pessoas não conseguem viajar para determinado local porque não têm a segurança de que vão encontrar opções sem glúten. Queremos descomplicar essa parte no planejamento para que todos consigam aproveitar”.

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Shutterstock

Gratuito, o aplicativo é compatível com iOS e Android e está disponível na App Store e Google Play Store. Também pode ser usado na forma desktop pelo site da marca.

 

Libre proporciona inclusão alimentar com salgados sem glúten e lactose

Promover a inclusão alimentar, oferecendo alimentos saborosos e artesanais para consumidores que possuem alergias e restrições alimentares, é a proposta da Libre, empresa especializada na produção de salgados e doces isentos de glúten, lácteos e açúcares.

Desenvolvidos especialmente para celíacos, pessoas intolerantes à lactose e que não podem ingerir açúcares, alguns produtos Libre também podem ser consumidos por vegetarianos, veganos e consumidores que fazem dietas restritivas ou buscam uma alimentação saudável, evitando a ingestão desses ingredientes.

Hoje, estima-se que uma em cada três pessoas é alérgica a algum alimento e que no mundo, 1 bilhão de pessoas sofrem deste mal. A perspectiva é de que em 2050 este índice alcance 4 bilhões de alérgicos. Só no Brasil, a alergia alimentar atinge cerca de 6% das crianças e 3,5% dos adultos. Estima-se que hoje, são mais 2 milhões de brasileiros celíacos e cerca de 70% da população adulta possui algum tipo de intolerância à lactose.

Para atender a esses públicos, a Libre lança uma linha de Empadas elaboradas com uma massa supermacia, à base de farinha de arroz e fécula de mandioca, sem manteiga, que derrete na boca. Produzidas nas versões Palmito, Escarola e Frango. As Empadas Libre são recheadas com ingredientes naturais, como o frango, que leva o selo da Ecocert, garantindo que as aves foram criadas livres de hormônios e antibióticos.

“Criamos a Libre para ajudar consumidores a se alimentar melhor, inclusive as pessoas que têm alguma restrição ao glúten e à lactose, para que elas encontrem esses produtos com mais facilidade e atender a demanda por esses alimentos que vem aumentando muito nos últimos anos. Queremos proporcionar a inclusão alimentar ao levar nossos produtos mais perto de todos, para que as pessoas tenham sempre uma opção sem alergênicos perto de casa ou do trabalho”, explica Calimério de Carvalho, diretor da empresa.

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Disponíveis em embalagens de 350g, as Empadas Libre são pré-assadas, ultracongeladas e de fácil preparo. Basta aquecer em forno convencional ou Airfryer a 18ºC por 15 minutos para que fiquem prontas.

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Ideais como opção de lanche, para uma refeição mais leve ou para festas, as Empadas Libre já estão disponíveis em empórios, lojas especializadas e em redes de varejo.

Informações: Libre

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Síndrome do intestino irritável e outros problemas de saúde: qual o link?

Pessoas que têm síndrome do intestino irritável (SII) tendem a ter outras condições. Os médicos não sabem por que isso acontece, mas, na maioria das vezes, há coisas que você pode fazer para aliviar seus sintomas, seja qual for a causa.

Veja o que você precisa saber sobre essas doenças relacionadas e o que você pode fazer para se sentir melhor.

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Problemas para digerir leite: uma em cada três pessoas com SII não se sente bem depois de ingerir produtos lácteos, a chamada intolerância à lactose. Eles podem ter diarreia, inchaço e gases. Pode ser que esses alimentos irritem os já sensíveis intestinos das pessoas com SII. Se você não se sentir bem entre 30 minutos e 2 horas depois de consumir leite, queijo ou iogurte, converse com seu médico. Ele pode pedir exames para ver como seu corpo lida com a lactose, o açúcar nos alimentos lácteos. Você pode precisar reduzir os produtos lácteos, mas também pode tentar tomar comprimidos ou gotas de lactase para ajudá-lo a digeri-los.

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Problemas com articulações, músculos e ossos: duas em cada três pessoas com SII também têm condições que afetam essas partes do corpo, chamadas doenças reumáticas. Os sintomas podem variar, mas você pode ter erupções cutâneas, dores musculares e dores de cabeça. Dependendo do problema que você está enfrentando, diferentes tipos de tratamentos podem ajudar. Converse com seu médico ou consulte um reumatologista para descobrir o que pode ajudá-lo mais.

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Foto: iStock

Fibromialgia: até 60% das pessoas com a síndrome têm esse distúrbio, que causa dor duradoura, rigidez muscular e manchas sensíveis ao redor do corpo. As pessoas também se sentem muito cansadas e têm dificuldade em dormir. Os médicos suspeitam que SII e fibromialgia têm uma causa comum, mas não sabem o que é ainda. Para ajudá-lo a se sentir melhor, seu médico pode prescrever medicamentos para dor, antidepressivos ou auxiliares de sono. Exercícios leves e moderados, alongamentos e massagens também podem ajudar.

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Excesso de bactérias intestinais: bactérias fazem trabalhos importantes em nossos intestinos, como ajudar a digerir nossa comida e nos manter saudáveis. Mas as pessoas com SII são mais propensas a ter muitos desses germes, uma condição chamada supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SCBID). Pode causar diarreia que não melhora, perda de peso e falta de vitaminas no corpo. O seu médico pode fazer alguns testes para verificar se a SCBID é a causa dos seus sintomas. Se for, os antibióticos podem matar as bactérias extras no seu intestino.

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Síndrome da fadiga crônica (SFC): essa condição é exatamente o que parece, uma sensação de exaustão que não melhora com o descanso. As pessoas que a têm geralmente estão muito cansadas para realizar tarefas simples e cotidianas. Alguns pesquisadores acham que a inflamação no cérebro e no intestino, ou problemas com as bactérias no intestino, podem impulsionar o SFC e a SII, o que poderia explicar por que às vezes as duas acontecem juntas. O tratamento varia dependendo dos seus sintomas. Você pode precisar de ajuda para dormir melhor, como manter bons hábitos ou tomar medicação. Se a dor é um problema, medicamentos, relaxamento, massagem e outras técnicas podem ajudar. Você também pode conversar com seu médico sobre tratamentos para depressão, ansiedade ou problemas de memória.

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Endometriose: esse problema doloroso acontece quando o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora dele. As mulheres que têm este problemas são mais propensos a ter sintomas de SII, como dor de barriga, constipação e inchaço. A inflamação pode estar na raiz de ambas as condições, embora os cientistas não tenham certeza se é por isso que elas acontecem juntas. Os médicos podem prescrever medicamentos para aliviar a dor e ajudar na fertilidade se você quiser ter filhos.

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Doença celíaca: a pesquisa sugere que uma em cada cinco pessoas com essa condição, na qual o corpo não consegue digerir uma proteína em trigo chamada glúten, também tem SII. A inflamação intestinal que adquirem quando comem alimentos como macarrão, pão e cerveja pode torná-las mais propensos a ter a síndrome. Os sintomas geralmente desaparecem quando você para de comer alimentos que contêm glúten.

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Ansiedade e depressão: alguns médicos acham que o estresse de lidar com os sintomas da SII pode ser difícil para sua saúde mental. Ou pode ser que suas emoções afetem os hormônios e os nervos podem afetar a atividade do seu intestino. Não está claro qual é o link, mas, para muitas pessoas, a síndrome anda de mãos dadas com depressão e ansiedade. O que você pode fazer sobre isso? Seu médico pode conversar com você sobre tomar antidepressivos ou medicamentos ansiolíticos. Mas você também pode encontrar alívio ao conversar com um terapeuta sobre como está se sentindo e aprender a substituir pensamentos negativos por positivos.

Referência Médica WebMD Analisado por Minesh Khatri, MD em 10 de setembro de 2017

 

Como saber se você tem a síndrome do intestino irritável ou outro problema

Visão geral

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio intestinal marcado por sintomas gastrointestinais desagradáveis. Seus sintomas são semelhantes aos de uma ampla variedade de problemas abdominais, alguns dos quais podem ser muito sérios. É importante ser diagnosticado corretamente porque condições diferentes exigem tratamentos diferentes. Não há um único teste definitivo para diagnosticar a SII, portanto, outras condições devem ser descartadas antes que o tratamento possa ser iniciado.

Identificando sintomas

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Os sintomas da SII tendem a ser desencadeados pelo estresse e podem piorar após as refeições. Eles podem incluir:

=mudança nos hábitos intestinais
=fezes aquosas, duras, grumosas ou com muco
=diarreia, constipação ou uma combinação de ambos
=uma sensação de que os movimentos intestinais estão incompletos
=inchaço abdominal, cólicas, gases ou dor
=azia ou desconforto depois de comer refeições normais
=emergências frequentes no banheiro
=dor na parte mais baixa das costas

SII não causa danos permanentes aos intestinos, nem aumenta o risco de câncer. O maior problema é o desconforto. Dependendo da gravidade dos sintomas, a SII também pode atrapalhar sua rotina diária.

Os sintomas não associados à SII incluem

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=perda de peso excessiva
=sangramento intestinal ou sangue nas fezes
=aumento da micção
=febre
=anemia
=inflamação do cólon
=vômito

Não tente se autodiagnosticar se você acha que tem SII e tem alguns dos sintomas listados acima. Converse com seu médico.

É SII ou DII?

A SII é frequentemente confundida com doença inflamatória intestinal (DII). Os nomes podem parecer semelhantes, mas não são os mesmos sintomas e exigem abordagens de tratamento muito diferentes.

DII é um grupo de doenças crônicas ou recorrentes do trato gastrointestinal. Na DII, o sistema imunológico apresenta mau funcionamento, atacando as células do intestino. O corpo responde enviando glóbulos brancos aos revestimentos intestinais, resultando em inflamação crônica. As duas formas mais comuns de DII são a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

Embora muitos sintomas sejam semelhantes aos da SII, as pessoas com doença de Crohn têm maior probabilidade de ter febre, sangramento retal, perda de peso e diminuição do apetite. Pessoas com doença de Crohn têm um risco aumentado de câncer de cólon.

A colite ulcerativa também pode causar:

-fezes sangrentas
-perda de apetite
-anemia
-lesões de pele
-dor nas articulações
-inflamação ocular
-distúrbios hepáticos

O diagnóstico precoce é importante, pois as complicações podem ser graves.

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É SII ou câncer?

Alguns tipos de câncer podem causar muitos dos mesmos sintomas da SII. Testes de diagnóstico podem descartá-los. Ao contrário da síndrome, o câncer de cólon pode causar sangramento retal, fezes com sangue e perda de peso acentuada.

Já os sintomas do câncer de ovário incluem perda de apetite e falta de energia. As mulheres com câncer de ovário podem notar suas roupas se sentindo apertadas devido ao aumento da circunferência abdominal. Tais sintomas normalmente não aparecem até os estágios avançados, o que torna a detecção precoce ainda mais crítica.

SII e outras condições

Outras condições também podem produzir sintomas semelhantes aos da SII. Por exemplo:

=A doença celíaca é um distúrbio digestivo desencadeado pelo glúten. Esta é uma proteína encontrada em cevada, centeio e trigo. Além de outros sintomas, a doença celíaca pode causar vômitos, perda de peso e fezes com odor fétido. Também pode levar a anemia, dor nos ossos ou articulações, convulsões e erupção cutânea.

=A diverticulose nem sempre produz sintomas perceptíveis, além do inchaço. Casos mais graves podem resultar em fezes com sangue, náusea, febre e calafrios.

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=A endometriose e a SII compartilham muitos sintomas, especialmente a dor pélvica. No entanto, a endometriose envolve o útero e não o sistema digestivo. Pode resultar em períodos dolorosos, intercurso sexual doloroso e sangramento entre os períodos.

=Azia tende a causar uma sensação de queimação por trás do esterno, geralmente após as refeições, quando deitado ou curvado.

=Dispepsia pode causar desconforto na parte superior do abdômen, às vezes depois de comer, mas não relacionado ao uso do banheiro.

=Intolerância à lactose significa que seu corpo não tolera lactose, o açúcar encontrado no leite. De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais, os sintomas duram de 30 minutos a duas horas após a ingestão de produtos lácteos. Além de inchaço, gases e diarreia, você também pode sentir náuseas.

Resumo

A Síndrome do Intestino Irritável não tem uma causa única, o que torna o diagnóstico extremamente difícil. Outras condições podem ser confundidas com a SII devido à sua notoriedade. Manter o controle de seus sintomas pode ajudar seu médico a decidir quais testes são necessários para chegar a um diagnóstico. Informe qualquer coisa incomum para o seu médico imediatamente. Você pode ser encaminhado a um gastroenterologista se o seu médico suspeitar que você tem a SII.

Fonte: Health Line

A intolerância ao glúten e a infertilidade

A intolerância ao glúten é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por intolerância ao glúten contido no trigo e em cereais afins. O glúten representa 80% das proteínas do trigo e é composto de gliadina e glutenina. Também chamada de doença celíaca, é causada por uma resposta imunológica do organismo. Portanto, apesar de ser frequentemente chamada de alergia ao glúten, não é um processo alérgico, mas autoimune. Os sintomas característicos são diarreia, vômito, perda de peso, dor abdominal, aumento de gases, “estufamento” e perda de apetite.

“Entretanto, nem sempre este quadro clínico é tão bem definido. Podem existir sintomas exclusivos de infertilidade feminina e masculina, devido aos múltiplos efeitos da nutrição nos fatores de imunidade e nos hormônios, ou por estar associada aos sintomas característicos acima descritos. Os mecanismos não são totalmente claros, mas a infertilidade nestes casos é alta, mas normalmente reversível com o controle rígido da dieta”, conta o ginecologista e especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia).

Segundo ele, o que se sabe hoje é que a doença celíaca provoca má absorção de nutrientes importantes para o sistema reprodutor, como ferro, ácido fólico, vitamina K, B12, B6 e outras vitaminas lipossolúveis, que poderiam ser também responsáveis por malformações congênitas.

A infertilidade e os abortos podem ser os únicos sinais da doença

Muitas vezes o único sinal da doença, que é excessivamente negligenciado, é a presença da subfertilidade ou da infertilidade, uma vez que muitas pesquisas apontam uma ligação entre sensibilidade ao glúten e desordens reprodutivas na mulher. Alguns estudos demonstraram que a prevalência de doença celíaca em mulheres com infertilidade inexplicada é maior do que a população em geral. A doença celíaca é demonstrada em cerca de 1% da população geral, enquanto nas mulheres com infertilidade inexplicada, a prevalência é de até 8%. Portanto, é recomendável que mulheres com infertilidade inexplicada façam o rastreamento esta doença.

Mulheres com sintomas discretos da doença celíaca podem ainda apresentar a primeira menstruação numa fase tardia da vida (menarca tardia), menopausa precoce e ainda maior frequência de amenorreia secundária (falta de menstruação).. Além disso, mesmo nos casos em que a gravidez é obtida, tem sido demonstrado que, em mulheres com doença celíaca não tratada, a taxa de aborto espontâneo é maior que a encontrada na população geral; nestes casos, o risco relativo de aborto múltiplo e recém-nascido de baixo peso é 8-9 vezes maior do que o da população geral.

“Já homens com doença celíaca podem ter disfunção gonadal (problema no funcionamento das gônadas, glândulas dos aparelhos reprodutivos, no caso masculino, testículos) o que poderia levar a problemas de fertilidade. As mulheres são diagnosticadas com muito mais frequência do que os homens: até 70% das pessoas diagnosticadas com a doença são do sexo feminino, em parte porque mais mulheres do que homens realmente têm a doença, e em parte porque as mulheres são mais propensas a procurar um diagnóstico para os seus problemas de saúde. A infertilidade pode ser um sinal da doença”, comenta Cambighi.

Cólicas e Endometriose

Pesquisas têm sido realizadas para avaliar a ligação entre a doença celíaca, a dor menstrual crônica e a endometriose e, algumas delas, indicaram que é provável a existência desta conexão. Na verdade, um estudo abrangente de problemas reprodutivos em mulheres com doença celíaca descobriu que quase 5% delas citaram “transtornos do ciclo menstrual” como seus principais sintomas da doença celíaca.

“Embora haja poucas pesquisas sobre a incidência desse tipo de dor menstrual em mulheres com doença celíaca, um trabalho científico publicado mostrou alívio de cólicas menstruais dolorosas e dor pélvica em uma mulher que foi diagnosticada com a doença celíaca e começou a seguir a dieta sem glúten. Curiosamente, tem havido vários relatos de mulheres que sofriam de cólicas menstruais extremamente dolorosas que melhoraram ou desapareceram quando foram diagnosticadas com a doença celíaca e passaram a seguir uma dieta sem glúten”, diz o médico.

Portanto, a endometriose pode também estar relacionada com doença celíaca. Endometriose é uma condição em que as células uterinas crescem fora do útero e podem causar dor pélvica crônica, forte cólica menstrual, dor durante a relação sexual e até mesmo distúrbios do sono. No entanto, em alguns casos, a endometriose não tem nenhum sintoma óbvio e é muitas vezes descoberta durante os testes para a infertilidade. Embora existam poucos estudos sobre possíveis ligações entre doença celíaca e endometriose, alguns relatos de mulheres com doença celíaca, indicam que a endometriose pode ser mais comum nelas que na população em geral. Outros estudos demonstraram que a doença celíaca é quatro vezes mais comum em mulheres com endometriose.

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Sintomas da doença com quadro clínico evidente

· Diarreia
· Vômito
· Perda de peso
· Dor abdominal
· Aumento de gases
· Estufamento
· Perda de apetite

Sintomas da doença com quadro clínico “não percebido”

Efeitos na fertilidade na mulher

· Atraso puberal
· Amenorreia
· Endometriose
· Abortos espontâneos
· Presença de aftas frequentes e dolorosas
· Menopausa precoce

Efeitos na fertilidade no homem

· Espermatozoides anormais (forma alterada e número reduzido)
· Níveis mais baixos de testosterona.

Efeitos na gestação

· Anemia grave
· Ameaça de aborto
· Descolamento prematuro da placenta
· Hipertensão arterial e retardo de crescimento intrauterino
· Abortos recorrentes
· Recém-nascido com baixo peso
· Natimortos
· Redução na duração da lactação

Outros problemas

· Anemia
· Osteoporose
· Distúrbios da tireoide

Tratamento

“O tratamento baseia-se exclusivamente na dieta alimentar. Deve se excluir do cardápio produtos industrializados com a presença de glúten como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, uísque, vodca etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Um desafio para aqueles que adoram este tipo de comida”, alerta Cambiaghi.

Devido à exclusão total de alguns alimentos ricos em carboidratos e fibras, esta dieta é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos etc), proteínas (carne em geral) e, em menor parte, de carboidratos (massas sem glúten, açúcares etc). Todo celíaco que não transgride a doença tende a ter um aumento do peso corporal e, desta forma, deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

O malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, por isto a dieta deve ser seguida à risca.

Conclusão

.Altas taxas de infertilidade em mulheres com doença celíaca
.Estudos encontraram taxas de doença celíaca em cerca de 4% em mulheres com infertilidade inexplicável.
.Infertilidade ou aborto inexplicado? Considerar pesquisar intolerância ao glúten – Doença Celíaca
.Muitos pesquisadores e médicos recomendam que a pessoa seja rastreada para doença celíaca se tiver infertilidade inexplicada.

Fonte: Arnaldo Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva

Dona Mesa oferece cardápio 100% seguro para celíacos

Apesar da melhora na oferta de alimentos para celíacos, intolerantes à lactose e alérgicos nos últimos dez anos, a desconfiança ainda é grande. Muitos produtos, em suas embalagens, alegam ser livres de glúten. No entanto, é comum que contenham vestígios, o que pode ser perigoso para quem precisa de alimentos sem contaminação cruzada. E é para atender esse público com segurança que a Dona Mesa lança sua terceira linha de produtos: a Mandala, se tornando a primeira loja virtual de comida congelada sem glúten e sem alergênicos do Brasil.

O cardápio variado traz pães, sanduíches, massas, risotos, frangos e salgadinhos populares como coxinhas e bolinhas de queijo vegano. Todos os produtos são livres não só de glúten, mas também de leite, ovos, soja, trigo, peixes, crustáceos, amendoim, castanhas, glutamato monossódico, corantes, edulcorantes e aromatizantes artificiais.

Segundo Lucélia Costa, diretora da Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil), hoje em dia a grande dificuldade para os alérgicos está em encontrar produtos confiáveis que não tenham traços.

“Encontrar um fornecedor confiável e que tenha um serviço de entregas eficiente pode facilitar a vida cotidiana ou mesmo as emergências onde não é possível cozinhar”, garante. E complementa: “A moda da dieta sem glúten colocou no mercado produtos com apelo para este público especial que segue as celebridades, mas a segurança alimentar do celíaco fica em segundo plano. Há insumos sem procedência, equipamentos e plantas fabris compartilhadas com produtos com essa proteína, e faltam testes para a quantificação de traços de glúten. Mas, na embalagem do produto, a alegação ‘Não contém glúten’ vem em letras garrafais”.

dona mesa

E, por se preocupar em oferecer um produto completamente seguro àqueles que possuem restrições alimentares, toda a Linha Mandala é preparada numa cozinha exclusiva, para que não contenha sequer traços ou ocorra contaminação cruzada. O que durante muito tempo representou um desafio para esse público, agora é oferecido com muita praticidade através do site, que entrega em domicílio.