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Dia Mundial do Rim relembra a importância da doação de órgãos durante a pandemia

Número de transplantes renais caiu quase 50% entre 2019 e setembro de 2021, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)

No dia 10 de março é celebrado o Dia Mundial do Rim, data dedicada a conscientizar e orientar a população sobre a Doença Renal Crônica (DRC), caracterizada pela lesão irreversível nos rins durante três meses ou mais. Se diagnosticada precocemente, a DRC pode ser controlada, mas em estágios avançados pode exigir um transplante renal. Em contexto de pandemia de Covid-19, no entanto, o número de transplantes caiu e fez crescer a lista de pessoas que esperam por uma doação de rim para recomeçar a vida.

Um levantamento do Ministério da Saúde indicou que em setembro de 2021 havia 53.218 pessoas aguardando por um transplante no Brasil. Dessas, mais de 30 mil estavam na lista de espera por um rim. A pandemia de Covid-19 influenciou esse quadro, não só pelo menor número de pessoas dispostas a fazer a doação, como também porque os transplantes são vetados quando o doador está contaminado pelo Coronavírus. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram uma queda brusca no número de transplantes renais durante a pandemia, passando de 6.296 em 2019, 4.821 em 2020, para 3.304 em 2021, uma redução de quase 50%.

A médica nefrologista e coordenadora do Serviço de Transplante Renal do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie de Curitiba (PR), Carolina Maria Pozzi, explica que a variante ômicron mudou a expectativa de recuperação no número de transplantes em 2022. “Muitas pessoas faleceram na espera nesses tempos de pandemia, mas é muito importante lembrar que alguém que contraiu a Covid-19, mas não tem infecção ativa, pode ser uma potencial doador. Além disso, toda pessoa que pretende fazer doação é analisada integralmente, por meio de exames”.

Segundo Carolina Pozzi, é preciso reforçar a conscientização em torno da importância da doação de órgãos. “Com essa mobilização e o conhecimento adquirido da comunidade científica sobre a Covid-19, ainda mantemos a expectativa de aumento para este ano 2022. A população precisa ter consciência de que a doação salva muitas vidas”.

Depois de três transplantes, o recomeço

O publicitário Alexandre Barroso sabe bem o que é a experiência de esperar por um transplante, na incerteza sobre o futuro. Ele ficou quatro anos internado em um hospital, onde entrou em coma 20 vezes e recebeu três transplantes – dois de fígado e um de rim. “Foi bastante traumático. Passei dois anos esperando até conseguir um transplante de fígado, mas o resultado não deu certo, acabei perdendo o fígado e um rim. Assim, voltei para a fila à espera de uma doação”, relembra.

Só depois de mais dois anos de espera é que Barroso, finalmente, recebeu o transplante de um novo fígado e de rim. Desta vez, o desfecho da história foi positivo. “Foi uma experiência gratificante que me fez querer cuidar mais de mim. A doação de órgãos é uma forma de ressignificar vidas”. Atualmente, o publicitário viaja o Brasil dando palestras sobre o tema. Criou um grupo de acolhimento para pacientes e familiares. Por conta disso, decidiu mudar de profissão. “Me tornei psicanalista para fazer um trabalho mais direcionado. Além disso, sigo defendendo e incentivando a doação de órgãos. As pessoas precisam entender que essa é uma forma de continuar a vida”, completa.

A importância do exames pré-transplante

Bióloga, mestre em Genética, doutora em Imunologia de Transplante e responsável técnica do Laboratório de Imunogenética do Hospital Universitário Cajuru, no Paraná, Cristina von Glehn explica que, ao se tornar candidato a um transplante renal, paciente é inscrito no Sistema Nacional de Transplantes e precisa fazer exames, sendo os principais: o de tipo sanguíneo, o de tipagem HLA (Human Leucocyte Antigen) e Painel de reatividade de Anticorpos, que permitem entender como o sistema imunológico do paciente responde a organismos estranhos, neste caso, a um órgão novo. “Quando entra um doador no sistema, ele também é tipificado. Assim, selecionam-se os candidatos mais compatíveis com o doador”.

De acordo com Cristina, quando fora da família, raramente a compatibilidade entre doador e receptor é total. Daí vem a importância do teste: ele permite aos médicos fazer uma análise preditiva das chances de haver uma reação hiperaguda (rejeição imediata), acelerada (rejeição na primeira semana) ou crônica (rejeição que ocorre aos poucos). “Com essa informação, o médico vai avaliar se faz ou não o transplante. Se aceitar, vai precisar ter uma estratégia de imunossupressão para controlar a presença de anticorpos, mas ele também pode avaliar o risco e decidir que o paciente deve esperar outro órgão. Ou seja, o exame permite que se tenha o melhor órgão com a menor possibilidade de rejeição dos pacientes”.

Com a evolução das tecnologias na detecção de anticorpos, todos os exames necessários para transplante podem ser feitos em laboratórios, a partir da amostra de sangue. Para isso, são utilizados reagentes e equipamentos específicos para pré e pós-transplante e a Biometrix Diagnóstica é uma referência na área. “Ela tem muita qualidade e é uma grande parceira para o nosso laboratório. Oferecem reagentes que nos colocam no mesmo nível de laboratórios dos Estados Unidos e da Europa”, avalia Cristina.

Autorização familiar

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Qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos. Para isso, basta ser maior de 18 anos, ter condições de saúde adequadas e passar por avaliação médica. É fundamental que a pessoa que deseja ser doadora de órgãos converse com sua família sobre a decisão, mesmo que tenha a informação registrada em documento oficial. Além da doação em vida, é possível doar os órgãos após a morte encefálica, quando há interrupção irreversível das funções cerebrais. Neste caso, é preciso que a família autorize o procedimento. Segundo o Ministério da Saúde, em 2021 foram registradas 5.857 mortes encefálicas no país, mas apenas 1.451 delas resultaram em doação de órgãos. Em mais de um terço dos casos (37,8%), houve recusa por parte das famílias. Se houver conscientização prévia e diálogo aberto entre o doador e seus familiares, há mais chances de que a doação de órgãos seja autorizada após o falecimento.

Sobre o HLA

O sistema imunológico tem a função de identificar e reagir a organismos estranhos. Este processo é baseado na identificação dos antígenos, a “marca biológica” de cada célula. Quando o organismo reconhece um antígeno estranho, desencadeia uma resposta com o objetivo de destruí-lo. Este corpo estranho detectado pode ser tanto uma bactéria ou vírus, como um tecido, órgão ou medula transplantados. Assim, o HLA é o responsável pela histocompatibilidade.

É importante saber que o HLA é herdado, uma parte da mãe e a outra do pai. A identidade HLA é composta por vários genes agrupados na mesma região no cromossomo 6. Cada gene possui uma diversidade muito grande de alelos. Sabe-se que mais de 11 mil alelos já foram identificados em todo o mundo. Por isso, é muito raro que dois indivíduos tenham o mesmo grupo de genes. A grande complexidade dos transplantes é encontrar esta compatibilidade entre doador e receptor.

Fonte: Biometrix

Hoje é o Dia Mundial do Rim: campanha quer reduzir impacto da doença renal crônica

Campanha mundial deste ano tem como tema “Saúde Renal para Todos”

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta- feira do mês de março. Esse ano, a data será celebrada no dia 10 de março. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

A DRC é comum e prejudicial: um em cada 10 adultos no mundo é paciente renal crônico. Além disso, se a DRC não for tratada, pode ser fatal. Embora seu diagnóstico precoce permita tratamento e gestão para prevenir a morbidade, mortalidade, melhora da relação custo-eficácia e sustentabilidade, a mortalidade relacionada à DRC continua crescendo. Em 2040, a doença renal crônica pode ser a 5ª maior causa de morte no mundo e há uma lacuna de conhecimento sobre a doença muito persistente, que é notável em todos os setores de saúde:

A comunidade – os obstáculos para uma melhor compreensão da saúde renal incluem o fato de que as informações sobre doenças renais são compartilhadas numa linguagem complexa, falta de conhecimento básico sobre o tema, instruções limitadas sobre saúde, disponibilidade limitada de informações sobre DRC e falta de prontidão para aprender.

O profissional da saúde – Outra barreira precisa ser superada para garantir uma melhoria na conscientização e a formação mais focada dos médicos, pois eles são os responsáveis pela condição médica dos pacientes.

Os formuladores de políticas focadas em saúde pública – a DRC é uma ameaça global à saúde pública, mas não é priorizada nas agendas governamentais de saúde. Tais agendas se concentram, majoritariamente, quando se trata de doenças não transmissíveis, em quatro doenças principais (doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas).

Neste cenário, a falta de conhecimento sobre o assunto está sufocando a luta contra a doença renal crônica e aumentando a mortalidade associada à DRC. “Por isso, a campanha deste ano pede que o mundo fique ciente da DRC para compreender ativamente quais medidas relacionadas à saúde renal que cada um pode colocar em prática, por exemplo, a atenção com a pressão arterial, uma causa que envolve todos da comunidade renal, mundialmente falando – médicos, cientistas, enfermeiras e outros profissionais de saúde, pacientes, administradores, especialistas em políticas de saúde, funcionários do governo, organizações de Nefrologia e fundações. Todos precisam saber quais são as estratégias que podem ser aplicadas com o objetivo de oferecer mais atenção à saúde renal no estabelecimento de políticas governamentais. Isso pode gerar grandes benefícios, tanto para os pacientes como para os orçamentos de saúde”, explica Osvaldo Merege, presidente da SBN.

Além disso, a campanha 2022 reforça a importância de incentivar o público a:
-adotar uma dieta e estilo de vida saudável (sendo necessário acesso à água potável, exercícios, dieta saudável, controle do tabaco e prevenção da mudança climática) para manter uma boa saúde renal e preservar a função renal por mais tempo em pessoas com DRC – isso também aumenta a consciência da importância dos rins;
-conscientizar mais o paciente renal e seus familiares afim de capacitá-los para alcançar mais resultados na qualidade de vida, que são significativos e importantes para quem possui DRC, incluindo a insuficiência renal;
-incentivar e apoiar os médicos de atenção primária a melhorarem o reconhecimento e gestão de pacientes com DRC em todo o espectro de prevenção, detecção precoce de doença e atendimento para a insuficiência renal;
-integrar a prevenção da doença renal crônica e da insuficiência renal às doenças não transmissíveis nacionais e programas de serviços abrangentes e integrados, melhorando a detecção precoce e rastreamento de cuidados renais em nível nacional e informar os políticos sobre o impacto da doença renal e da insuficiência renal na saúde e sua carga associada aos orçamentos/sistemas de saúde para encorajar a adoção de políticas e alocação de recursos, garantindo a todos uma boa qualidade de vida com a DRC.

Sobre a Doença Renal Crônica

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doença renal crônica se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos. Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

Hoje, Ginger foi viver no céu dos gatinhos

“Eu ainda lembro do dia em que te encontrei…”

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Pois é, foi em agosto de 2012, eu estava trabalhando no UOL e finalmente fiquei cara a cara com ela na minha rua. Ela, como outros gatos, gostava de ficar na garagem de um prédio. Não sei se ela era de alguém, mas eu tenho certeza de que a havia visto antes, em uma madrugada fria e chuvosa em que tive de ir cedo para o aeroporto e ela estava lá, literalmente no meio da rua. Aflitivo.

Mas voltando àquele dia de agosto, oito anos atrás, não foi fácil pegá-la. Ela entrou no prédio, e ficou atrás das grades. Deitou-se no chão e mostrou a barriguinha. Perguntei para o porteiro se ela era de alguém do prédio, ele disse que não, mas que uma pessoa a tinha pego, mas como ela não se deu bem com os gatos da casa, foi colocada na rua de novo. Quem faz isso? Tentei pegá-la, mas só funcionou quando deixei a caixa de transporte aberta com atum dentro. Demorou, mas ela entrou e eu a peguei.

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Ela não se deu bem com as gatas que eu já tinha na época. Pior: fazia xixi em qualquer lugar. Foi preciso muita paciência. Mas ela repetiria isso toda vez que sentisse ciúme, como quando peguei duas gatinhas de uma pessoa da rua que foi internada e não voltou mais pra casa. Sofá e cama eram as vítimas. Elas três nunca se deram bem, assim como as mais velhas, Penélope e Jolie. Tentei quase tudo, até Feliway, só faltou o Jackson Galaxy.

Mas isso foi diminuindo até parar. Em 2015, meus gatos pegaram rinotraqueíte dos gatos do vizinho, que moravam dois andares abaixo. Só de ficarem no corredor. Foi terrível. Eram oito gatos doentes, sendo que Penélope e Ginger não melhoraram, ficaram internadas por dias. Penélope era doente renal e, durante a internação, descobrimos que Ginger havia se tornado doente também. Depois de dias de internação, Penélope não resistiu. Desde então, Ginger vinha se tratando. Tinha altos e baixos, mas conseguíamos manter a doença estável.

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Se com as meninas ela não se dava muito bem, com o albino, fofo e surdo Ringo era puro amor. Com o Pelé nem tanto, mas ficavam juntos de vez em quando. Ginger e Ringo viviam às lambidas. Muito fofo de se ver. Cada gato tem uma personalidade, uma característica e Ginger era muito meiga. Em mais de uma ocasião, quando eu aumentava o tom da voz ao telefone, ela vinha perto de mim e começava a miar, parecia dizer: calma, calma… E quando eu chorava. Sim, ela vinha e miava pra mim. Nenhum outro fez isso, só ela.

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Os três em épocas diferentes

No mês passado, notei que ela estava mais desanimada e vomitando, o exame de sangue mostrou que estava mal da doença. Ficou internada dois dias, tomando soro na veia. Voltou para casa, mas não foi mais a mesma. Neste fim de semana, piorou muito, não comia mais e não conseguia ficar em pé, e começou a ter convulsões (Ringo também tem, ocasionalmente, pois tem um problema no cérebro, mas não é epilético). Espero que nunca veja seu amigo tendo convulsões. É muito aflitivo. E você só pode pedir que não dure muito.

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Diante de tudo isso, pesquisei e vi que os sintomas mostravam que ela havia entrado em uma fase terminal. Nunca é fácil colocá-los para dormir, mas é o mais digno diante do sofrimento. E como disse uma veterinária, a eutanásia é uma prova de amor. Eu acredito nisso.

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Ginger e Ringo ontem à noite

Vai, Ginger, vai ser feliz no céu dos gatinhos, encontrar seus irmãos e amigos. Um dia a gente vai se encontrar de novo, longe deste insensato mundo.

Com amor, Cármen

Tema do Dia Mundial do Rim: “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta- feira do mês de março. Este ano, a data é celebrada hoje, 12 de março.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

“Consideramos que o Dia Mundial do Rim 2020 repetirá o grande sucesso dos anos anteriores, sucesso esse que se reflete no número progressivamente maior de atividades, sendo o Brasil o atual campeão em ações em todo o mundo. Para isto, há o engajamento de diversos profissionais de saúde, assim como da maioria dos associados da Sociedade”, comenta Marcelo Mazza, presidente da SBN.

Ele completa: “Este ano, inclusive, o engajamento por parte dos associados começou antecipadamente, com grande participação na campanha lançada pela SBN para a definição da melhor frase envolvendo a palavra creatinina no tema oficial, o que proporcionou a escolha de duas frases ‘Ame seus rins, dose sua creatinina!’ e ‘É exame de rotina? peça a creatinina!’. Com essas frases, a SBN acredita que grande parte da população será orientada quanto ao rastreio para a DRC, o que pode causar grande impacto em termos de saúde pública”.

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Cellink

Com o tema “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”, diversas atividades serão realizadas no Brasil visando ressaltar a importância da saúde renal e conscientizar as pessoas sobre a necessidade da prevenção e diagnóstico precoce da DRC.

Sobre a Doença Renal Crônica

A doença renal crônica se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos.

Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

Exame simples ajuda a proteger os rins de doenças

Toda vez que contraímos um músculo, nosso corpo produz uma proteína chamada creatina fosfato. Essa substância, sintetizada a partir dos alimentos, é a responsável por garantir a energia necessária para caminhar, fazer exercícios na academia, carregar a sacola de compras, entre várias outras atividades comuns do dia a dia.

A quebra dessa proteína durante o metabolismo celular produz uma espécie de resíduo, a creatinina, que vai para a corrente sanguínea e chega aos rins para ser filtrada e eliminada. Medir o nível de creatinina no sangue, portanto, é uma forma simples de saber como anda a saúde renal. A importância de incluir esse exame na rotina de saúde é o tema deste ano do Dia Mundial do Rim.

O médico Bruno P. Biluca, do centro de nefrologia Fenix Alphaville, ressalta que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento das doenças renais e a evolução gradativa para a falência dos rins. “Uma quantidade elevada de creatinina no sangue mostra que a filtração não está adequada, ou seja, os órgãos estão trabalhando de forma insuficiente”, explica.

Estima-se que um em cada dez brasileiros tenha doença renal. A maioria, porém, não sabe disso e acaba descobrindo o problema tardiamente, necessitando fazer diálise ou transplante. Quase 130 mil pessoas dependem hoje da hemodiálise no país.

rins cratinina

“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de controlar a evolução da doença renal, com alimentação e medicamentos. Mas, infelizmente, não é o que ocorre. A doença renal é silenciosa e praticamente não apresenta sintomas nas suas fases iniciais. Quando os pacientes descobrem, geralmente, já estão em estágio avançado”, afirma Biluca.

Segundo o especialistas, pessoas com diabetes, pressão alta, obesidade e casos de doenças renais estão mais propensas a desenvolver problemas nos rins, mas, mesmo sem apresentar esse fatores de risco, é essencial monitorar a saúde do órgão, com exame de sangue para dosagem de creatinina e também o exame de urina tipo 1. Essa é justamente a recomendação da campanha do Dia Mundial do Rim, que tem como slogans “Ame seus rins, dose sua creatinina!” e “É exame de rotina? peça a creatinina!”.

“Caso haja alguma alteração nos resultados, a pessoa deve procurar imediatamente um médico nefrologista para fazer uma investigação mais aprofundada e iniciar o tratamento”, reforça Biluca.

Em geral, os níveis considerados normais para adultos são de 0,5 a 1,1 miligramas por decilitro em mulheres e de 0,6 a 1,2 em homens, mas o especialista lembra que podem variar de pessoa para a pessoa, de acordo com a idade, condições físicas, alimentação, prática de exercícios, massa muscular, entre outros, daí a necessidade de uma avaliação médica criteriosa.

Apesar de assintomática no início, Biluca recomenda atenção a alguns sinais, como dificuldade de urinar, espuma ou coloração avermelhada na urina, vontade de ir ao banheiro a toda hora, náusea, inchaços e dor na região lombar.

Conheça os estágios da doença renal:

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Fase 1 – função renal de 90%. Geralmente, a pessoa não apresenta qualquer sintoma. É importante adequar a dieta e manter sob controle o diabetes e a hipertensão para evitar o agravamento.
Fase 2 – função renal entre 60% a 89%. Também costuma ser assintomática. Exige monitoramento constante por meio de exames.
Fase 3 – função renal entre 30% e 59%. Podem aparecer inchaços, edemas, cansaço, falta de apetite e anemia. Alguns tratamentos, inclusive com medicamentos, podem contribuir para retardar a progressão.
Fase 4 – função renal de 15% a 29%. Os sintomas passam a ser mais evidentes. Há necessidade de diálise, tratamento em que máquinas substituem os rins, fazendo a filtração de toxinas, líquidos e sais do organismo.
Fase 5 – função renal menor do que 15%. É a fase mais avançada da doença renal. Os pacientes são totalmente dependentes da diálise ou do transplante.

Doença Renal Crônica atinge mais de 195 milhões de mulheres no mundo

Mais de 600 mil mulheres morrem por ano no mundo por complicações da DRC

Ontem, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. A data que destaca a importância da mulher na sociedade e luta pelos direitos, também é um momento importante para se preocupar com a saúde delas. Segundo dados da Organização World Kidney Day, a Doença Renal Crônica (DRC) atinge mais de 195 milhões de mulheres ao redor do mundo e é a oitava principal causa de morte, causando 600 mil por ano.

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Obesidade, pressão alta, lúpus eritematoso sistêmico, doença inflamatória autoimune, pielonefrite e infecção urinária estão entre as principais causas da DRC em mulheres. Complicações relacionadas à gravidez também aumentam o risco da doença e as principais causas de lesão renal aguda (IRA) são pré-eclâmpsia, aborto e hemorragia pós-parto. Mulheres com DRC podem engravidar, porém é preciso acompanhar a gestação, uma vez que, aumenta a probabilidade de apresentar altas taxas de transtornos hipertensivos e ocasionar partos prematuros.

“A Doença Renal é mais comum nas mulheres, mas a cronificação acontece mais em homens, que é a perda total da função renal. Elas também cuidam mais da saúde, vão mais ao médico e realizam, frequentemente, exames preventivos. Já a maioria dos homens só recorre ao médico quando a doença já se instalou, que é quando aparecem os sintomas”, afirma Anelise Marcolin, diretora executiva da Fundação Pró-Renal.

Na fila do transplante de rim, paciente da Pró-Renal revela superação e perda de cabelos

Na Pró-Renal, 45% dos pacientes são mulheres que estão em tratamento de diálise e na fila de espera do transplante aguardando um rim. Uma delas é a fisioterapeuta Michele Buffara, de 49 anos. Separada e com um filho de 25 anos, há mais de dez anos ela descobriu que tem rins policísticos e convive com a doença. Em 2012, realizou um transplante de rim na cidade de Joinville (SC), porém, sem sucesso.

Durante sete meses, Michele lutou contra a rejeição do órgão, porém uma infecção fez com que ela tivesse que retornar à fila de espera do órgão. “Tentaram todos os tipos de remédios para segurar. Mas não deu. No fim, perdi também meu cabelo. No início mexeu um pouco comigo, mulher tem vaidade, mas dei graças a Deus que estava em casa e viva”, afirma.

Durante o período que ficou sem os cabelos, Michele conta que ajudou pessoas com câncer, oferecendo lenços para pessoas em tratamento. Ela também descreve que desde que descobriu a doença mudou a sua alimentação, diminuindo o sal e alguns alimentos com sódio alto.

“Continuo fazendo academia, trabalhando, caminhando, saindo com amigos e faço as tarefas de casa. Se você está triste, coloque sua melhor roupa porque todo dia é especial. Viva o presente! E desfrute das coisas boas da vida. Abrace mais e viva com a alma”, afirma a paciente, que no momento está na fila de espera por transplante de rim e realiza hemodiálise três vezes por semana.

Campanha na Boca Maldita orienta sobre saúde renal

Na próxima quinta-feira, dia 12 de março, é celebrado o Dia Mundial do Rim. A Fundação Pró-Renal vai realizar uma campanha com exames preventivos gratuitos e orientações de saúde com nutricionistas, médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. A campanha, que conta com a parceria do SESC/PR, acontece na Boca Maldita, em Curitiba (PR), e o atendimento será das 10 horas às 16 horas.

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Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) em conjunto com a Federação Internacional de Fundações do Rim (IFKF), este ano a campanha está focada na importância das intervenções preventivas para se evitar o início e a progressão da Doença Renal. O tema principal “Como está a sua creatinina?” tem como objetivo de alertar a população sobre a importância de fazer exames preventivos para saber sobre a saúde renal.

Fonte: Pró-Renal

Março Amarelo: 50% dos gatos idosos apresentam problemas renais, alerta especialista

De acordo com o veterinário Alexandre Daniel, da campanha Março Amarelo, diagnóstico precoce é a principal ferramenta para aumentar a sobrevida dos animais

Uma doença silenciosa e incurável, que já afeta metade dos gatos idosos no Brasil. A doença renal crônica (DRC) é atualmente o mal mais comum em felinos acima dos 12 anos de idade e a causa de morte de milhares de animais de estimação todos os anos. A boa notícia é que, embora ainda não exista uma cura para a doença, a DRC pode ser controlada quando diagnosticada em seu estágio inicial, garantindo uma sobrevida de até cinco anos aos animais.

Buscando informar os tutores sobre a doença e conscientizá-los sobre a importância de se fazer exames regulares em seus gatos e manter um acompanhamento veterinário especializado, a campanha Março Amarelo, idealizada pela Elanco Saúde Animal, chega à sua quarta edição em 2019 com o tema “A importância da medicina preventiva e a estruturação de programas de saúde por faixa etária na clínica.”

“O diagnóstico precoce aumenta a expectativa de vida dos animais. Quanto antes for diagnosticado o problema, maior é a possibilidade de prolongar a vida do paciente”, diz o médico veterinário Alexandre Daniel, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto e consultor do Março Amarelo, lembrando que cerca de 50% dos gatos idosos no Brasil já apresentam algum grau de disfunção renal.

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É preciso atenção redobrada por parte dos tutores, já que a DRC apresenta sintomas apenas em estágio avançado, quando os rins já estão com 75% de suas funções comprometidas — o que torna os check-ups periódicos fundamentais para a identificação da doença em fase precoce e o tratamento adequado, evitando assim o sofrimento do animal.

De acordo com Alexandre Daniel, a DRC é tradada por estágios, que variam de 1 a 4. “O paciente que é diagnosticado no estágio 2 tem uma sobrevida média de cinco anos. Já no caso do paciente que é diagnosticado no estágio 3, a sobrevida cai para dois anos. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais prolonga a vida do animal”, afirma o especialista.

A recomendação dos veterinários é para que os gatos de meia idade, a partir dos 10 anos, façam os exames uma vez ao ano. A partir dos 14 anos, a cada seis meses. Caso haja alterações nos resultados ou o animal apresente algum tipo de sintoma, como perda de peso, ingestão excessiva de água ou aumento do volume de urina, é necessário procurar um profissional especializado para entender o melhor tratamento, que é feito caso a caso.

“Existem vários fatores que precisam ser levados em consideração. Pacientes que têm pressão alta podem viver menos, pacientes com variação na concentração de fósforo também podem viver menos, gatos com proteína na urina também, mas é possível controlar com fármacos, como o Fortekor, da Elanco”, explica o veterinário.

Março Amarelo

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O Março Amarelo é uma ação de conscientização para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença renal crônica em gatos. Idealizada pela Elanco, uma das empresas líderes em saúde animal em todo o mundo, a campanha chega à sua quarta edição em 2019 com o objetivo de engajar tutores e médicos veterinários em prol da saúde dos animais.

“O Março Amarelo é hoje mais do que uma campanha, já é uma causa”, afirma Eliane Estephan, gerente de Marketing e Serviços Técnicos para Animais de Companhia da Elanco. De acordo com a executiva, a campanha é nacional e está focada em dois pilares de atuação: atualização técnica dos veterinários e conscientização dos tutores para os perigos da DRC.

“Oferecemos aos profissionais diversos materiais atualizados sobre o tema, com alta aplicabilidade na rotina clínica. Já os tutores são impactados através das campanhas de comunicação, por meio de postagens nas redes sociais da Elanco e de clinicas engajadas na causa e de vídeos educativos sobre a doença, os principais sintomas e formas de tratamento”, explica Eliane. “Em três anos de campanha, já alcançamos mais de 10 mil clínicas veterinárias em todo o Brasil e impactamos cerca de 5 milhões de pessoas por meio das mídias sociais.”

Sobre o Fortekor 5TM

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Fortekor 5TM é um medicamento fabricado pela Elanco indicado para o tratamento de doença renal crônica em gatos e da insuficiência cardíaca congestiva em cães. Composto pelo cloridrato de benazepril, um importante inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA), o Fortekor 5TM vem em comprimidos palatáveis que auxiliam na administração diária do medicamento.

Ginger tem este problema

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Ginger abraçando Ringo, que ela trata como seu filho

Eu tenho uma gata com este problema, a Ginger. Não sei a idade correta dela, pois eu a resgatei da minha rua, em 2012. Naquela época, ela devia ter entre três e quatro anos, portanto, já passou dos dez. Ela apresentou a doença após todos meus gatos ficarem doentes por terem pego rinotraqueíte do gato do vizinho. Sim, pelo ar.

Ela não melhorava e, um dia, meio sem ser proposital, senti o hálito dela. Como eu já tinha tido uma gatinha com o problema, achei que o odor era parecido e comentei com os veterinários que a tratavam. Fizeram exame de sangue e veio a comprovação. Desde esta época, ela come ração especial e faz fluidoterapia, ou seja, toma soro, de forma subcutânea, duas vezes por semana.

Como tenho outros seis gatos, e a maioria deles já passou dos oito anos, vira e mexe, faço exames de sangue para ver como andam a ureia e a creatinina. E Ginger faz acompanhamento também. Quanto antes descobrir o problema, melhor. Prevenção é tudo!

 

Março Amarelo lembra que pets também têm Doença Renal Crônica

No mês internacional da prevenção às doenças renais, confira os cuidados necessários para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença renal nos pets

Março é reconhecido internacionalmente como o mês de cuidado e prevenção das doenças renais em humanos, mas o que pouca gente sabe é que a insuficiência renal também acomete cães e gatos com frequência, especialmente aqueles que estão alcançando uma idade mais avançada.

Fatores como hereditariedade podem contribuir para o desenvolvimento do mal, porém, por ser uma doença que tarda a apresentar sinais específicos, o diagnóstico precoce é a melhor opção para reduzir o agravamento da situação.

A DRC (Doença Renal Crônica) é uma alteração degenerativa, que ataca um ou os dois rins do animal e tende a aparecer conforme eles ganham mais idade. É considerada a principal causa de mortes em gatos acima de cinco anos e a terceira para cães da mesma idade. É progressiva, incurável e seu diagnóstico, na maioria das vezes, é realizado tardiamente, quando mais de 75% da função renal dos pets está comprometida.

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A predisposição também é um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Os cães das raças Beagle, Bull Terrier, Chow Chow, Cocker, Pinscher, Pastor Alemão, Lhasa Apso, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer, Daschund, Sharpei e Poodle e os gatos das raças Maine Coon, Abissinio, Siamês, Russian Blue e Persa possuem essa característica.

Mas algumas atitudes podem fazer a diferença: com o diagnóstico precoce e o tratamento e a nutrição adequados, os pets com doença renal ganham mais tempo e qualidade de vida.

Diagnóstico Precoce

Até pouco tempo, o único exame disponível para o diagnóstico da DRC identificava a doença apenas quando 75% dos rins do animal estava comprometido. Agora, novos testes podem identificar a doença a partir de 25% de comprometimento do órgão.

Por isso, é importante levar o seu pet regularmente ao Médico-Veterinário e fazer os exames indicados. Ele poderá indicar o tratamento adequado – que tem a nutrição como grande aliado – caso o diagnóstico para a doença renal ocorra.

gatos maine coon
Gatos Maine Coon – Foto: Pixabay

Nutrição para pets com DRC

“Com controle de nutrientes como o fósforo e a proteína, e enriquecido com ácidos graxos e antioxidantes, o alimento adequado irá contribuir para o retardamento da evolução da doença, alívio dos sintomas e manutenção do peso do animal, já que mais de 20% dos pacientes renais apresenta anorexia e perda do apetite”, conta Luciana Peruca, Coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin.

Segundo estudos científicos, a nutrição adequada pode proporcionar um aumento de 2,4 vezes na expectativa de vida dos pacientes com DRC, contribuindo também para a melhor qualidade de vida. “Quanto mais cedo a doença renal crônica for diagnosticada, melhor será a contribuição da alimentação correta para o controle dos sintomas e da progressão da doença”, afirma Luciana.

A Royal Canin possui em sua linha de Nutrição Veterinária o portfólio mais completo do mercado para a alimentação dos pets com doença renal. Ela conta com diferentes produtos, nas texturas seca e úmida, para garantir a nutrição adequada, com alta palatabilidade e atratividade.

cão e gato comendo ração

E ampliando ainda mais este portfólio de opções, a marca lançará, em abril, o Royal Canin Renal Special Canine, nova opção de alimentos para os cães com DRC. Com esse lançamento a linha passa a oferecer cinco opções de nutrição para satisfazer as variações de preferência características do quadro:

· Royal Canin Renal Canine
· Royal Canin Renal Special Canine
· Royal Canin Renal Canine versão úmida
· Royal Canin Renal Canine + Royal Canin Renal Canine versão úmida
· Royal Canin Renal Special Canine + Royal Canin Renal Canine versão úmida

A linha Royal Canin Nutrição Veterinária deve ser prescrita por um Médico-Veterinário e está disponível nas lojas especializadas, como pet shops e clínicas veterinárias, em mais de 15 mil pontos de vendas no Brasil.

Informações: Royal Canin Brasil

Março Amarelo: saiba como prevenir doença que mais mata gatos e cães idosos

No mês Internacional do Cuidado com as Doenças Renais, Março Amarelo, especialista da Royal Canin dá dicas de como identificar e prevenir esse mal em pets

Gatos e cães estão ficando, cada vez mais, dentro da casa dos seus tutores, como parte de suas famílias. Essa atitude combinada com a conscientização da importância de oferecer uma alimentação de qualidade para os pets estão fazendo com que eles vivam mais. Isso é uma ótima notícia, mas que merece atenção: com a idade, se aproximam algumas doenças que não são tão comuns em animais mais jovens. Um exemplo é a DRC (Doença Renal Crônica), uma alteração degenerativa de um ou dos dois rins que acomete principalmente animais idosos e não tem cura.

Por isso, o mês Internacional do Cuidado com as Doenças Renais traz com ele o título de “Março Amarelo”, com o objetivo de unir e conscientizar Médicos-Veterinários e tutores para a prevenção da doença. Para se ter uma ideia da importância do tema, problemas renais são a 2ª causa mais comum de morte entre os gatos e a 3ª entre os cães. Animais com idade acima de 10 anos tem 81% de chance de apresentar algum sintoma.

Os primeiros sinais do problema são o aumento na micção seguida do aumento da ingestão de água. Em cães, vômitos podem ser notados com mais frequência, enquanto nos gatos a falta de apetite e consequente perda de peso é mais comum. O animal também pode apresentar sintomas de fraqueza, abatimento e pálpebras, gengivas e lábios pouco corados.

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“Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado tardiamente. Um gato com Doença Renal Crônica, por exemplo, costuma apresentar sintomas quando pelo menos 75% dos seus rins já estão sem funcionar. Por isso é de extrema importância conscientizar os tutores sobre a prevenção e diagnóstico precoce, com idas anuais ao Médico-Veterinário”, explica Eduardo Zaneli, coordenador da Comunicação Cientifica da Royal Canin Brasil.

Algumas raças de gatos e cães são mais propensas a desenvolver a doença, incluindo aquelas que apresentam uma expectativa de vida maior. Em cães: Beagle, Bull Terrier, Chow Chow, Cocker, Pinscher, Pastor Alemão, Lhasa Apso, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer, Daschund, Sharpei, Poodle. Em gatos: Maine Coon, Abissínio, Siamês, Russian Blue, Persa.

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A nutrição é a base da conduta terapêutica do paciente renal crônico. A dieta úmida também pode ser utilizada em combinação com o alimento seco, já que a palatabilidade é maior e ajuda na hidratação do animal. O alimento coadjuvante ao tratamento veterinário a ser oferecido ao pet com problemas renais deve conter sódio moderado e proteína também moderada e de qualidade, para que as necessidades nutricionais sejam atendidas, mas sem gerar resíduos no organismo.

Baixo fósforo para reduzir a velocidade de progressão da doença renal e aumentar a expectativa de vida de pacientes nefropatas, além de antioxidantes que ajudam a retardar o avanço da doença. Como uma das maiores dificuldades ao longo do tratamento do gato ou cão acometido da Doença Renal Crônica é a inapetência, a palatabilidade reforçada do alimento faz com que o animal volte a comer, já que o jejum piora o quadro clínico rapidamente.

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Tema abordado durante 1º Congresso Internacional de Nefrologia e Urologia

Durante os três dias de Congresso, realizado no início do mês, 350 estudantes e profissionais de Medicina Veterinária de todo o Brasil acompanharam 18 palestrantes, que trouxeram os principais temas das especialidades de Nefrologia e Urologia, como doenças renais crônicas em gatos e cães. Outro ponto importante do evento foi a discussão sobre a relação de distúrbios metabólicos, como cardíaco e endócrino, com os rins, além de doenças que atingem o trato urinário dos felinos.

Royal Canin tem portfólio que auxilia no tratamento de doenças renais

No Brasil, a Royal Canin possui cinco produtos para gatos e cães que auxiliam no tratamento de doenças renais. Da Linha Veterinary Diet, o produto Renal seco e úmido auxilia no tratamento de cães enquanto o produto Renal Feline seco, úmido e Special é voltado para gatos.

Fonte: Royal Canin

Doença renal crônica também é perigosa para os pets

Campanha Março Amarelo visa conscientizar tutores de animais sobre a importância do diagnóstico e do acompanhamento periódico pelo veterinário

Março é o mês internacional de cuidado e prevenção das doenças renais, mas o que muita gente não sabe é que não são só os humanos que sofrem com o problema. Ele pode atingir e até causar a morte dos pets, principalmente dos gatos, já que o problema é uma das principais causas das idas dos felinos ao veterinário e atinge aproximadamente 60% dos felinos idosos.

Para conscientizar os tutores de pets sobre o problema e a importância do diagnóstico precoce da doença renal crônica (DRC), evitando, assim, a evolução do problema e o sofrimento do animal, a Elanco, em parceria com a Agência Estação Brasil, lança este mês a campanha Março Amarelo – amarelar é amar. O foco principal da campanha é a saúde dos felinos, já que a incidência da doença nos gatos é alta e seus donos não têm o costume de levá-los periodicamente ao veterinário.

Os check-ups periódicos são fundamentais para a detecção da doença, já que a DRC é silenciosa e, por isso, perigosa. Os sintomas geralmente começam a aparecer quando a doença já está bem avançada. “Um gato com o problema, por exemplo, normalmente apresenta sintomas quando pelo menos 75% dos seus rins já estão sem funcionar, algo como se 2/3 dos rins não estivessem funcionando. Somente então podem passar a apresentar sintomas, os quais, muitas vezes, passam despercebidos”, sinaliza Luciano Henrique Giovaninni, veterinário nefrologista da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP).

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Entre os sinais mais comuns estão perda de peso, aumento da sede e do volume de urina, diminuição do apetite, diarreia, vômito, queda de pelo e infecções urinárias. O diagnóstico precoce diminui as chances de evolução da doença. Por isso, é preciso levar o animal periodicamente ao veterinário bem como a qualquer sinal de alteração do comportamento habitual do pet.

“Se houver qualquer suspeita da doença, o profissional realizará exames de sangue e urina, além de medir a pressão arterial”, complementa Giovaninni. Após a confirmação, é feito o tratamento, que sempre deve ser individualizado, levando em consideração o grau e a evolução da doença. Entre outras opções, o tratamento pode ser feito com medicamentos orais específicos que diminuem a perda de proteínas pela urina, problema comum causado pela doença.

Também é importante controlar a alimentação do animal, já que dietas com muita proteína ou com grande quantidade de fósforo colaboram para a evolução da doença renal. A adequação nutricional pode ser feita pelo uso de ração comercial específica ou de dieta caseira balanceada, recomendada pelo veterinário.

Sobre a campanha

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Com o mote “Vai Amarelar?”, que representa o ato de amar e cuidar do animal, a campanha vai levar informação a dois públicos: os médicos veterinários, com informações técnicas com o objetivo de aumentar a qualidade de vida e sobrevida dos gatos, e a população em geral, principalmente os tutores de gatos, levando informações relevantes para que ele leve o seu gato ao médico veterinário com maior frequência.

Para engajar todos os públicos, a campanha contará com várias ações. A primeira delas é um fórum presencial para 100 veterinários especialistas, que acontece em março em São Paulo. Haverá também duas sessões de webmeeting, em março e abril, que darão foco à doença renal crônica em cães e gatos, com dados sobre diagnóstico e tratamento, para médicos veterinários de todo o Brasil.

Para o público leigo, o foco principal serão as mídias sociais. A Elanco firmou parceria com as blogueiras Amanda Nori e Stéfany Guimarães, do Cansei de ser gato, para que elas divulguem a doença de forma direta e lúdica. Posts sobre o assunto também serão divulgados no Facebook, chamando o público para compartilhar a #amarelareamar com os amigos, chamando-os a acessarem o hotsite, que trará informações importantes sobre diagnóstico, cuidados e tratamento.

Fonte: Elanco

N.R. Já perdi duas gatinhas com esta doença ou em decorrência dela. Atualmente, tenho uma que está com o problema e que, além da ração, precisa tomar soro uma vez por semana. E sempre fazer acompanhamento veterinário e exame de sangues para acompanhar a evolução da doença.