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Mulheres sobrevivem menos ao infarto do que homens

Segundo relatório da Associação Americana de Cardiologia, sobrevida depois do infarto do miocárdio é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres. Nelas, a doença se associa ao estresse mental, emocional e psicossomático e se manifesta de maneira diferente do que no sexo masculino

Já passou o tempo de acreditar que problemas no coração era “coisa de homem”. As doenças cardiovasculares no sexo feminino já ultrapassam as estatísticas de câncer de mama e de útero. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cardiopatias respondem por um terço das mortes de mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil por dia. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as doenças do coração chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

Estudo feito a partir dos dados da plataforma online Estatísticas Cardiovascular Brasil: 2020, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostrou que a predominância de doenças cardiovasculares é muito maior nas mulheres entre 15 e 49 anos e vem aumentando as mortes por doenças isquêmicas, como o infarto do miocárdio, nas mais jovens.

“A prevalência de infarto do miocárdio em mulheres está aumentando. Segundo relatório de 2021, da Associação Americana de Cardiologia, a sobrevida depois do infarto é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres. Elas sobrevivem menos tempo. Nos indivíduos que infartaram, a porcentagem de ser recorrente é de 17% para homens e 21% para mulheres, e são as jovens que necessitam da nossa atenção”, destacou a professora e diretora de pesquisa cardiovascular intervencionista e ensaios clínicos do Zena and Michael A. Weiner Cardiovascular Institute, Roxana Mehran, durante o 3º Simpósio Mulheres do Coração, realizado pela SBC e pelo American College of Cardiology (ACC).

O infarto do miocárdio está bastante relacionado a sintomas atípicos e que as mulheres apresentam com mais frequência, como ardência na pele, dor no pescoço, nos ombros, no rosto, na mandíbula, e, posteriormente, falta de ar, fadiga incomum e até mesmo palpitações. Nelas, a doença se associa ao estresse mental, emocional e psicossomático.

“Temos que começar a reconhecer todos esses fatores de risco de infarto do miocárdio em mulheres. Precisamos aumentar a conscientização sobre a falta de saúde cardiovascular para as mulheres indígenas e afrodescendentes. Temos que dar-lhes acesso aos cuidados de saúde, à educação e grande atenção àquelas com doença de Chagas e doença arterial coronariana”, reiterou Roxana.

As mulheres são conhecidas por terem dupla e até tripla jornada, ao se dividirem entre o trabalho, cuidado com os filhos e afazeres domésticos. Isso eleva o estresse, associado, muitas vezes, à falta de atividade física, má alimentação, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Os sintomas de doenças cardiovasculares nelas podem ser resumidos a uma dor mais genérica e de difícil diagnóstico, o que faz com que muitas nem sequer procurem ajuda médica ou não sejam tratadas corretamente. É preciso atenção aos sintomas do infarto, que no sexo feminino são, geralmente, diferentes da clássica dor no peito relatada por homens, como náuseas, vômitos, dor nas costas e no pescoço, falta de ar e indigestão.

O coração da mulher é ligeiramente menor do que o do homem (cerca de dois terços do tamanho) e sua fisiologia é um tanto diferente. Pesquisas já atestaram que as suas frequências cardíacas médias, por exemplo, são mais aceleradas. As mulheres também têm artérias coronárias mais finas e maior tendência a sofrer com bloqueios não apenas nas artérias principais, mas também nas menores, que fornecem sangue ao coração. Por isso, quando infartam, descrevem a dor no peito como uma pressão ou aperto, e não como uma dor lancinante.

Campanhas populares ajudaram a aumentar consciência sobre o impacto das doenças cardiovasculares no sexo feminino e mudanças positivas ganharam impulso. Apesar disso, segundo Roxana, tem havido estagnação na redução geral de doenças cardiovasculares em mulheres na última década. Cardiopatias em mulheres permanecem pouco estudadas, pouco reconhecidas, subdiagnosticadas e subtratadas, especialmente o infarto do miocárdio.

A maioria dos ensaios clínicos realizados para o tratamento das doenças cardiovasculares foram realizados com pouca representatividade feminina. Por isso, é preciso estimular pesquisas feitas para e por mulheres, para aumentar a participação delas nos estudos clínicos a fim de que se consiga melhores diagnósticos e tratamentos adequados para enfrentar as doenças do coração no sexo feminino com maior eficiência.

“Continuamos a ver uma subrepresentatividade nos ensaios clínicos cardiovasculares e esse é um ponto muito importante. Parece que a mortalidade cardiovascular está cada vez maior nas mulheres e ao analisarmos essas pacientes, tem muita pobreza e pouca educação, por exemplo”, disse Roxana.

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Segundo a pesquisadora, a comunidade médica ainda não está prestando a devida atenção às doenças cardiovasculares específicas das mulheres, que possuem fatores de risco muito evidentes. Nas mais jovens, podem estar associadas ao ovário policístico, menopausa precoce, disfunções de hipertensão na gravidez, diabetes gestacional e parto prematuro. Também há fatores de risco não reconhecidos ou subreconhecidos, como violência doméstica e nas mais pobres, analfabetismo e pouco acesso à saúde.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Jantar à base de vegetais e folhas pode reduzir risco de doenças cardíacas em 10%, diz estudo

Pessoas que consomem muitos carboidratos refinados e carnes gordurosas no jantar têm um risco maior de doenças cardíacas, de acordo com um novo estudo publicado no final de maio no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, da Endocrine Society.

“Além disso, o estudo identificou que a substituição de carboidratos de baixa qualidade ou proteína animal por carboidratos de alta qualidade ou proteína vegetal no jantar pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 10%”, afirma o médico nutrólogo e cardiologista Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da American Heart Association e da International Colleges for Advancement of Nutrology. “A pesquisa é extensa e incluiu um total de 27 911 participantes do National Health and Nutrition Examination Survey, de 2003 a 2016”, diz o médico.

Segundo o médico nutrólogo e cardiologista, doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca congestiva, ataque cardíaco e derrame são a causa número um de morte em todo o mundo, ceifando cerca de 17,9 milhões de vidas a cada ano. “Comer muita gordura saturada, carnes processadas e açúcares adicionados pode aumentar o colesterol e aumentar o risco de doenças cardíacas. Ter uma dieta saudável para o coração com mais carboidratos inteiros, como vegetais e grãos, e menos carne pode compensar significativamente o risco de doenças cardiovasculares”, explica Burckhardt.

Outro achado da pesquisa foi com relação ao horário em que se deve comer carboidratos e carnes gordurosas. “O horário das refeições, juntamente com a qualidade dos alimentos, são fatores importantes a serem considerados ao procurar maneiras de reduzir o risco de doenças cardíacas. É sempre recomendável ter uma dieta saudável, especialmente para aqueles com alto risco de doenças cardíacas, mas descobrimos que comer carne e carboidratos refinados no café da manhã ou no almoço foi associado a um risco menor”, diz o médico.

Os pesquisadores estudaram 27.911 dados de adultos norte-americanos e analisaram informações dietéticas coletadas durante entrevistas com os participantes durante dois dias não consecutivos. Eles examinaram a associação entre comer diferentes gorduras, carboidratos e proteínas no café da manhã ou jantar, com as taxas de doenças cardíacas dos participantes. “A análise descobriu que um jantar à base de plantas reduziu o risco de doenças cardíacas em 10%”, explica o cardiologista.

Para evitar doenças cardíacas, outra estratégia é cozinhar o próprio alimento, já que jantar fora já foi associado a um risco maior de morte. “Uma pesquisa recente, publicada no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics em março desse ano, concluiu que comer fora de casa com muita frequência está significativamente associado a um risco aumentado de morte por todas as causas, incluindo a cardiovascular. Os benefícios de cozinhar o próprio alimento são indiscutíveis. Alimentos de melhor qualidade, custo mais baixo, um vínculo mais forte com os entes queridos e escolhas mais saudáveis são apenas alguns dos benefícios das refeições caseiras”, diz o médico. “Por fim, esse recente estudo destaca que a mudança de hábitos é extremamente benéfica para assegurar um coração mais saudável. Então incluir alimentos vegetais no jantar é uma estratégia eficiente para a saúde cardiovascular”, finaliza o médico.

Fonte: Juliano Burckhardt é médico nutrólogo e cardiologista, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). É membro da American Heart Association e da International Colleges for Advancement of Nutrology. Mestrando pela Universidade Católica Portuguesa, em Portugal, atuou e atua como docente e palestrante nas suas especialidades na graduação e pós-graduação. O médico tem certificação Internacional pela Harvard Medical School, para tratamento da Obesidade. É diretor médico do V’naia Institute.

Confira cinco problemas de saúde desencadeados pelo estresse e como se prevenir

Estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde; entre as enfermidades que podem ser ocasionadas estão alergias, asma, transtornos intestinais e até infarto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 90% da população mundial sofre com o estresse. No Brasil, a preocupação também é grande: segundo um levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse (Isma), somos o segundo país do mundo com o maior número de pessoas sofrendo deste mal.

“O estresse é uma resposta física do nosso organismo a um estímulo. Quando estressado, o corpo pensa que está sob ataque e aciona o modo ‘lutar ou fugir’, liberando uma mistura complexa de hormônios e substâncias químicas como adrenalina e cortisol para preparar o corpo para a ação física”, explica Lívia Salomé, médica especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard e vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Segundo ela, a manutenção de um estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde, já que as alterações hormonais causam outras modificações no organismo. Entre elas, aumento da tensão muscular, modificação da flora intestinal, diminuição do sistema imune, prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e alterações no metabolismo de gorduras e açúcares.

A lista de enfermidades que podem ser ocasionadas pelo estresse é bem extensa e abrange desde alergias nervosas, infecções causadas por baixa imunidade, asma, doenças intestinais e cardiovasculares até transtornos alimentares.

Confira apenas algumas doenças que podem ser desencadeadas pelo estresse, de acordo com a médica:

1 – Transtornos alimentares
Quando o corpo está sobrecarregado ou fora de controle, tenta encontrar maneiras de lidar com esses sentimentos desagradáveis por meio da alimentação, desencadeando problemas como compulsão alimentar ou anorexia.

2 – Asma
O estresse está entre os fatores desencadeantes das crises de asma, doença inflamatória das vias aéreas porque provoca o estreitamento dos brônquios (pequenos canais de ar dos pulmões), o que dificulta a passagem do ar, comprometendo a respiração e tornando-a mais difícil.

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3 – Alergias e problemas de pele
A pele é um dos órgãos mais afetados pelo estresse. “A alergia nervosa pode ser caracterizada por lesões do tipo eczema, ou seja, placas vermelhas e ásperas, algumas vezes, com pequenas bolhas e tendo a coceira como principal sintoma”, explica a especialista em Medicina do Estilo de Vida.

4 – Doenças cardiovasculares
O estresse pode fazer com que as artérias e as veias se comprimam, resultando em uma diminuição do fluxo de sangue, batimentos cardíacos irregulares e até enrijecimento das artérias. Isto aumenta o risco de formação de coágulos, má circulação, AVC, aumento da pressão arterial e até infarto.

5 – Síndrome do intestino irritável e prisão de ventre
O estresse pode provocar contrações anormais no intestino, deixando-o mais sensível a estímulos e causando flatulência, diarreia e distensão abdominal. Assim, quando o estresse é constante, o intestino pode ficar com estas alterações permanentes, resultando em síndrome do intestino irritável. “Em alguns casos, pode ocorrer o contrário: o estresse provoca alteração da flora intestinal, levando a pessoa a ir com menos frequência ao banheiro, contribuindo para o surgimento ou agravamento da prisão de ventre”, explica Lívia.

Como driblar o estresse

A médica recomenda bons hábitos no dia a dia para evitar que o estresse atrapalhe a saúde. Ela ressalta que é muito importante reconhecer nossas limitações e não se preocupar excessivamente com aquilo que não está em nossas mãos: “Muitas pessoas deixam de compartilhar suas preocupações e acabam acumulando peso sobre suas costas – o que é extremamente prejudicial e pode desencadear um quadro de depressão e ansiedade”.

Além disso, ela ensina que praticar atividade física regularmente faz o cérebro liberar substâncias que auxiliam no relaxamento; sorrir mais induz o cérebro a produzir neurotransmissores ligados ao bem-estar e meditar influencia na química cerebral. “É preciso considerar que ter diversão é uma medida preventiva inigualável quando falamos em saúde cardiovascular”, alerta a especialista.

Por fim, ela indica que se priorize o sono. “É durante o descanso noturno que o corpo fortalece o sistema imunológico, libera a secreção de hormônios e consolida a memória, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do organismo”, diz ela.

Fonte: Lívia Salomé é graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem especialização em Clínica Médica e certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine. Atualmente, é vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Dieta rica em carboidratos de má qualidade aumenta desenvolvimento de doenças cardíacas e morte

Um estudo global, que conta com a participação de habitantes dos cinco continentes, revela que uma dieta rica em carboidratos de má qualidade aumenta o risco de ataques cardíacos, derrames e consequentemente, morte.

O levantamento constata que os riscos de uma dieta glicêmica elevada foram semelhantes às pessoas que tinham ou não doenças cardiovasculares anteriores.

O estudo publicado no New England Journal of Medicine é o maior já registrado, que engloba uma população geograficamente diversificada, já que estudos anteriores se concentraram principalmente em países ocidentais de alta renda.

Um total de 137.851 pessoas, de 35 a 70 anos, foram acompanhadas por uma média de 9,5 anos pelo estudo Population Urban and Rural Epidemiology (PURE), realizado pelo Population Health Research Institute (PHRI), da Universidade McMaster e Hamilton Health Sciences. No Brasil, o estudo é coordenado pelo Prof. Dr. Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Foto: James Hills/Pixabay

Para o levantamento das informações do estudo, foram feitos questionários alimentares para medir a ingestão a longo prazo dos participantes e estimar o índice glicêmico (o ranking de alimentos com base em seu efeito sobre os níveis de açúcar no sangue) e a carga glicêmica (a quantidade de carboidratos em um alimento x seu índice glicêmico) de dietas. Foram registrados 8.780 óbitos e 8.252 eventos cardiovasculares de grande porte entre os participantes durante o período de seguimento.

Os pesquisadores categorizaram a ingestão de carboidratos pelos tipos que aumentaram mais os níveis de açúcar no sangue do que outros (alto índice glicêmico), e compararam esse índice com a ocorrência de doenças cardiovasculares ou morte.

O grupo que tinha uma dieta com índice glicêmico 20% mais alto, eram 50% mais propensas a ter um evento cardiovascular, derrame ou morte se tivessem um problema cardíaco pré-existente, ou 20% mais propensos a ter um evento destes, se não tivessem uma condição pré-existente. Esses riscos também foram maiores entre as pessoas obesas.

“Estamos estudando o impacto de dietas glicêmicas altas há muitas décadas, e esta pesquisa ratifica que o consumo de altas quantidades de carboidratos de má qualidade é um problema em todo o mundo”, explica o primeiro autor David Jenkins, professor de ciências nutricionais e medicina da Faculdade de Medicina Temerty da Universidade de Toronto, que também é cientista do Li Ka Shing Knowledge Institute of St. Michael’s Hospital, Unity Health Toronto.

“Os trabalhos de estudo PURE já indicaram que nem todos os alimentos ricos em carboidratos são iguais. Dietas ricas em carboidratos de baixa qualidade estão associadas à redução da longevidade, enquanto dietas ricas em carboidratos de alta qualidade, como frutas, legumes e leguminosas, têm efeitos benéficos”, diz. A maioria das frutas, legumes, feijões e grãos integrais intactos tem um baixo índice glicêmico, enquanto pão, branco, arroz e batatas têm um alto índice glicêmico.

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O pesquisador da PHRI, Mahshid Dehghan acrescenta “Este estudo também deixa claro que, entre uma população diversificada, uma dieta baixa tanto em seu índice glicêmico quanto na carga, tem um menor risco de doenças cardiovasculares e morte.”

“Os dados atuais, juntamente com publicações anteriores do PURE e de vários outros estudos, enfatizam que o consumo dos carboidratos de má qualidade provavelmente será mais adverso do que o consumo da maioria das gorduras na dieta”, disse Salim Yusuf, autor sênior do PURE, diretor executivo do PHRI e professor de medicina na McMaster. “Isso exige uma mudança fundamental em nosso pensamento sobre quais tipos de dieta provavelmente serão prejudiciais, e quais tipos neutros ou benéficos”,

“O estudo feito com a população de todos os continentes, comprova que o consumo de grandes quantidades de carboidratos de baixa qualidade associado à redução de longevidade é um problema mundial. Estes achados permitem estabelecermos políticas de saúde alimentar visando promoção de saúde e prevenção cardiovascular”, explica Alvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

“Os grãos consumidos nesses tipos de carboidratos, e os produtos à base dele, representam cerca da metade das calorias que as pessoas consomem em um dia. Em algumas regiões da África e da Ásia, porém, eles chegam a ser 70% do consumo calórico”, complementa Avezum.

O estudo PURE, consiste em uma plataforma do entendimento do adoecimento cardiovascular no mundo, e que está em andamento há 18 anos, reunindo dados de 101 países, com 300 mil indivíduos no mundo. É apoiado por dezenas de agências governamentais de saúde, instituições de caridade e empresas farmacêuticas, entre várias organizações, de todos os países participantes do estudo.

No Canadá, os principais apoiadores incluíram os Canadian Institutes of Health Research, Heart and Stroke Foundation of Ontario, Ontario Ministry of Health and Long-Term Care and Hamilton Health Sciences Research Institute through, a PHRI.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Café da manhã equilibrado previne diabetes e doenças cardiovasculares

A refeição além de dar mais disposição, ajuda a evita excessos e consequentemente o sobrepeso

O café da manhã é uma das refeições mais importantes do dia, isto você já sabe. Responsável por conceder a energia necessária para a realização das atividades diárias, a refeição também mantém a pessoa alerta, disposta e com o metabolismo funcionando bem — durante a noite, para que o corpo consiga descansar, o metabolismo se torna mais lento e a partir do desjejum, volta ao funcionamento normal.

Um estudo da Universidade Columbia, nos Estados, constatou que pessoas que pulam o café da manhã, tendem a beliscar mais durante o dia e principalmente à noite, o que pode favorecer o exagero de comida e consequentemente resultar em ganho de peso, inflamação e resistência à insulina favorecendo assim a diabetes e doenças cardiovasculares.

A especialista em Nutrição e Educação Física Sue Lasmar aponta que para que o café da manhã cumpra seu papel, ele precisa ser completo, rico em proteínas, minerais, vitaminas e carboidratos. “Comer bem durante a manhã evita que haja exageros na hora do almoço pois, ajuda a prolongar a sensação de saciedade”, explica.

Sue Lasmar aponta ainda que pular essa refeição também atrapalha o processo de emagrecimento. “Ao ficar sem comer, o corpo começa a fazer reservas de gordura e dificulta o ganho de massa muscular”, garante.

O que comer?

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Mamão papaia: rico em fibras, essa fruta ajuda a fazer um desjejum correto, além de ser rico em vitamina C

Leite desnatado: com uma concentração baixa de gordura, o leite supre as necessidades de cálcio diárias.

Klacomas/Pixabay

Cereais e pães: opte por integrais, que fornecem fibras e antioxidantes para a dieta. O consumo também garante o bom funcionamento intestinal e previne doenças.

Mel’s Kitchen Cafe

Ricota: além de não ter altos teores de sódio, o queijo é rico em cálcio, vitaminas A, B, D e E, e outros minerais como zinco e iodo.

Frutas ou sucos de fruta naturais: fontes de vitaminas e minerais. O ideal é evitar colocar açúcar.

Hoje é o Dia Mundial do Coração: fatores de risco para jovens e adultos

De estresse a hipertensão, fatores de risco devem ser levados em conta em todas as idades destaca especialista do HCor

De 0 a 100 (ou mais). Esse poderia ser um teste de velocidade de um carro potente, mas também representa todo o período em que devemos cuidar do motor do nosso corpo: o coração. De acordo com Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor, ao contrário do que ainda se acredita, não são somente os idosos que convivem com as cardiopatias – e a atenção à saúde cardíaca deve começar cedo, levando em conta cada fase da vida e diferentes fatores de risco, como estresse, diabetes e hipertensão.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária, também não “escolhe” idade.

Outro número que mostra que a ameaça de enfartar começa muito mais cedo do que se imagina é o de pacientes com pressão alta. No país, são 36 milhões de adultos brasileiros com diagnóstico de hipertensão arterial, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). O quadro é um alerta para o desenvolvimento de problemas cardíacos.

“Muitos fatores de risco para ocorrências de infarto não têm relação direta com a idade, por isso, a recomendação é que os cuidados com o coração e as consultas médicas sejam feitas de forma precoce”, reforça o especialista.

Linha do tempo da saúde do coração: as cardiopatias mais comuns de cada fase da vida

Não é somente o infarto que pode comprometer o bom andamento do nosso motor. Apesar de não ser possível delimitar uma trajetória da saúde do coração, em cada “quilômetro rodado” há, sim, problemas mais incidentes e que merecem atenção e cuidados especiais. O especialista classifica quais são:

– Cardiopatia congênita


Como o próprio nome se refere, é uma condição cardíaca que engloba qualquer alteração do coração e dos vasos desde o feto até a idade adulta. O quadro atinge cerca de 30 mil crianças nascidas no Brasil, anualmente, e é a segunda maior causa de morte de crianças em todo o Brasil, perdendo apenas para a má formação cerebral. A depender do tipo de cardiopatia, essa pode ser diagnosticada e operada antes mesmo do nascimento do bebê, ainda na barriga da mãe. A maioria costuma ser diagnosticada após o nascimento, alguns casos, no entanto, só na fase adulta.

– Cardiopatias pediátricas


São diferentes das cardiopatias congênitas e se caracterizam por doenças do coração adquiridas na infância. Dentre as mais comuns, estão algum tipo de sopro, que pode estar relacionada com algum problema no músculo cardíaco; a miocardite, que geralmente é consequência de uma complicação em um quadro de infecção causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas; e a febre reumática, comum em crianças com até 15 anos, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes e decorrente de faringites e amigdalites mal curadas.

– Cardiopatias gerais


Podem acometer jovens e adultos nas mais diferentes etapas da vida, tais como: hipertensão arterial, condição cardiovascular caracterizada pelo elevado nível da pressão arterial; arritmia cardíaca, que reflete alteração no batimento cardíaco de forma descompassada, acelerada ou lenta; angina, desconforto no peito, causado por redução do fluxo sanguíneo na artéria coronária; insuficiência cardíaca, que consiste na incapacidade do coração em bombear sangue de forma satisfatória para as demais partes do corpo; miocardite, inflamação do coração, decorrente de alguma infecção do organismo; e o próprio infarto, caracterizado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo ao coração.

– Cardiopatias em idosos


Além das cardiopatias já citadas, há ainda a estenose aórtica (estreitamento da válvula aórtica), que acomete cerca de 5% da população idosa acima dos 70 anos. Apesar de muitas vezes assintomática, a doença pode ocasionar síncope, insuficiência cardíaca e morte súbita, necessitando de intervenção, a depender do comprometimento da válvula. O diagnóstico tardio de uma estenose aórtica pode aumentar para 50% a chance de mortalidade nesses pacientes em até dois anos.

Melhor prevenir: medidas para cuidar da saúde do coração

Diferentes fatores externos contribuem para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Por isso, algumas medidas e mudanças de hábitos são primordiais para manter o coração “batendo forte”. São elas:

1. Praticar atividade física, uma vez que o sedentarismo aumenta em 54% do risco de morte por infarto e ainda contribui para o aumento do peso.


2. Não fumar, pois as substâncias químicas presentes no tabaco provocam o estreitamento das artérias, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.


3. Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, já que o etanol danifica as células musculares do coração e ainda está associado ao desenvolvimento de arritmias.


4. Evitar o estresse excessivo, que, como já dito, é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária.


5. Controlar a pressão arterial, monitorando constantemente a sua pressão e seguindo as orientações do seu médico.

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6. Manter o peso ideal e a circunferência abdominal, que não deve passar de 102cm para os homens e 88cm para as mulheres.


7. Adotar uma alimentação saudável, reduzindo a ingestão de alimentos gordurosos e de sal, e adotando uma dieta cardioprotetora.

Fonte: HCor

Brasil tem aumento de pessoas estressadas; mulheres são mais propensas

Dormência nos braços, sensação de fraqueza, dor de cabeça, tontura e falta de ar. Parece a descrição clara de sintomas de infarto, mas nem sempre estes sinais do corpo sinalizam um problema mais grave. A rotina muito atarefada da maioria das famílias, faz com que os compromissos profissionais e sociais tenham um ponto de começo, mas não um final.

A sensação é de que 24 horas seja pouco tempo na vida de quem trabalha, estuda, cuida da casa e dos filhos, por exemplo. E é ai que o estresse vai agindo em nosso organismo, liberando hormônios e substâncias químicas que deixam nosso corpo em estado de alerta.


A pandemia da Covid-19 fez o mundo parar e a grande maioria das pessoas passou a trabalhar remotamente. Porém, nem todo mundo se adapta à rotina do home office e acaba misturando o trabalho com a rotina do lar, gerando mais estresse. Antes da pandemia o Brasil já era o segundo no hanking de população mais estressada do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (Isma – Brasil), de 2017.

Agora, uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. O estudo mostrou ainda que as mulheres são as mais afetadas com a ansiedade e estresse durante a epidemia do novo coronavírus.


O médico cardiologista Augusto Vilela alerta para os cuidados com o excesso de estresse, que em altos níveis pode sim levar a um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Embora os sintomas de estresse e infarto possam ser parecidos, existem algumas diferenças que ajudam no diagnóstico inicial. De acordo com Vilela, a maioria dos pacientes que está sofrendo um ataque cardíaco, apresenta dor aguda no meio do peito, no braço esquerdo, gerando formigamento e nas costas podendo refletir em outros pontos como nuca, ombros, mandíbula, queixo e estômago.

“É muito importante que em ambos os casos o paciente procure ajuda médica imediatamente. Somente um médico pode fazer um diagnóstico preciso, afinal, não se pode ‘brincar’ com doenças cardíacas”, avalia o médico.


Segundo o cardiologista, para combater o estresse, não devemos nos descuidar da alimentação saudável e atividade física, que dentre seus inúmeros benefícios, ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem estar e prazer. Cuidar da mente também é fundamental, evitando notícias catastróficas em excesso, escolhendo boas leituras e amizades verdadeiras. “A ansiedade não ajuda a resolver os problemas e traz prejuízos para a saúde de todos”, completa.

 

Doenças cardiovasculares podem ser evitadas com alimentação saudável

Nutricionista do HCor dá dicas de alimentos amigos e inimigos do coração

O consumo excessivo, de gordura de origem animal, frituras, alimentos industrializados feitos com gorduras trans e de carboidratos refinados podem favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando, assim, os riscos de infartos e acidente vascular cerebral.

A importância da alimentação adequada na redução do risco cardiovascular e no controle dos fatores de risco já está demonstrada por uma série de evidências científicas. Estudos demonstraram que as doenças cardiovasculares podem ser reduzidas em 30% com modificações no estilo de vida, e uma das melhores formas de evitar o problema é através da prevenção, que inclui uma alimentação saudável.

De acordo com a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, a gordura saturada e a trans, os açúcares simples e o sal estão entre os nutrientes que aumentam o risco quando consumidos em quantidades excessivas, pois exercem efeito direto sobre a saúde do coração aumentando a incidência dos fatores de risco, como a hipertensão, a dislipidemia, a obesidade e o diabetes.

“Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados, são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista.

Para cuidar da saúde do coração, a gerente de Nutrição do HCor dá algumas dicas de alimentos que são amigos e os que são considerados “vilões” para o coração:

Amigos do coração:

Truta
Peixes: ricos em ômega-3, possuem ação anti-inflamatória e, também, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides e aumento do bom colesterol (HDL);

azeite
Azeite de oliva: o tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose;

aveia pixabay
Pixabay

Aveia: o farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e com maior capacidade de diminuir o colesterol sanguíneo, reduzindo a absorção de colesterol e retardando a digestão das gorduras;

soja
Soja: possui efeito em reduzir os níveis de colesterol sanguíneo, pela ação das proteínas da soja e das isoflavonas, classe de substâncias vegetais que têm funções semelhantes ao estrógeno humano. As principais fontes são o feijão de soja, o queijo de soja (tofu), o molho de soja (shoyo), a farinha e o leite de soja, dentre outros;

suco de uva Babs Müller por Pixabay
Babs Müller/Pixabay

Suco de uva: os flavonoides presentes na uva podem agir como substâncias antioxidantes, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

Vilões do coração:

sal saleiro sodio Bruno-Germany por Pixabay
Bruno/Germany/Pixabay

Sal: em grandes quantidades, pode elevar a pressão arterial, contraindo as artérias e consequentemente aumentando as chances de infarto e derrame, além de comprometer o funcionamento dos rins. Atenção aos alimentos industrializados e processados, sopas instantâneas, temperos prontos, salgadinhos de pacote, enlatados, conservas e defumados;

refrigerantes
Açúcares: o excesso de açúcar na alimentação pode levar ao aparecimento da obesidade e diabetes. Não exagere no consumo de doces, chocolates, refrigerantes, massas e pães.=;

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

Gorduras saturadas, trans e colesterol: promovem o aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. Estão presentes na gordura animal, óleo e polpa de coco, dendê, banha, gema do ovo, frutos do mar (camarão, lula, marisco, polvo), vísceras (fígado, coração), leite e laticínios integrais, manteiga, queijos amarelos, frios e embutidos. Já as gorduras trans, aparecem em algumas bolachas recheadas, sorvetes cremosos, molhos prontos, folhados e alimentos com consistência crocante.

Fonte: HCor

Pesquisas mostram que cerveja pode fazer bem à saúde

Cientistas japoneses publicaram um estudo na revista científica Medical Molecular Morphology comprovando que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.  É isso mesmo que você leu, a cerveja, consumida com moderação, faz bem à saúde. A seguir,  confira alguns dos benefícios:

Combate à gripe

mulher gripe doente cama

Cientistas japoneses publicaram um estudo na revista científica Medical Molecular Morphology comprovando que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes capazes de inibir a multiplicação do vírus, contribuindo além do combate à gripe, também para a prevenção da pneumonia.

Diminui a probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer

cervejas sementes

A cerveja pode reduzir em até 23% a probabilidade da pessoa sofrer disfunção cognitiva ou doença de Alzheimer na velhice. Essa informação pode ser encontrada em um estudo publicado em 2011 pela Universidade de Lyola, nos EUA.

Ajuda a controla o colesterol

cerveja com chocolate

Nas cervejas escuras, principalmente, existe fibra solúvel. Elas são responsáveis por reduzir os níveis de colesterol LDL e, com isso, diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

Diminui o envelhecimento precoce

lupulo - ulleo pixabay
Foto: Ulleo/Pixabay

A cerveja possui um polifenol em seu lúpulo, o xanthohumol, com propriedade antioxidante, impedindo a ação danosa dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce. Isso foi apontado em um estudo da Universidade de Lanzhou, na China, divulgado em 2015 pelo Journal of Agricultural and Food Chemistry, essa propriedade beneficia, inclusive, as células cerebrais.

Diminui o risco de diabetes tipo 2

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Foram analisados 38.000 profissionais de saúde masculinos na Holanda e foi descoberto que o consumo moderado de cerveja diminui, ao longo de quatro anos, a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.

Ajuda a fortalecer os ossos

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A cerveja pode beneficiar a saúde dos ossos e do tecido conjuntivo, tudo por conta do silício presente na bebida, que ajuda a melhorar a densidade óssea, segundo um estudo do Kings College, em Londres. A substância, encontrada no grão da cevada, é mais abundante nas cervejas do tipo ales e nas lagers.

Possui menos calorias que um suco de laranja

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Um copo de cerveja possui 120 calorias, contra 180 calorias num copo de copo de laranja sem açúcar.

Ajuda a tratar a insônia

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O efeito sedativo da cerveja, de acordo com uma pesquisa realizada pela University of Extremadura, na Espanha, pode ser ideal para o tratamento de insônia e distúrbios associados ao sono, já que o lúpulo presente na bebida aumenta a atividade do neurotransmissor Gaba, substância que apresenta efeito sedativo e diminui a ação do sistema nervoso, preparando o organismo para um sono tranquilo.

É a bebida alcoólica mais nutritiva

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A cerveja é a bebida que possui mais possui compostos nutritivos, principalmente vitaminas do complexo B, minerais como fósforo, selênio, magnésio e algumas fibras solúveis.

Previne o surgimento de doenças cardiovasculares

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A revista científica The Lancet publicou um estudo holandês que constatou que pessoas que bebem cerveja regularmente apresentam taxas de vitamina B6 cerca de 30% mais altas quando comparadas a exames de outros que não costumam consumir a bebida. A vitamina B6 é responsável por ajudar a eliminar a homocisteína, substância que, em excesso, contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Existe também uma pesquisa do Centro de Pesquisa Cardiovascular de Barcelona, na Espanha, que demonstrou que a cerveja possui efeito protetor do sistema cardiovascular, reduzindo a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio.

Melhora o sistema imunológico

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O consumo moderado de cerveja traz benefícios para o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente a algumas infecções, conforme um estudo publicado na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism.

Aumenta a criatividade

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Segundo um estudo publicado no jornal Consciousness and Cognition, o consumo de cerveja com moderação faz com que as pessoas fiquem mais espertas e criativas.

Ótimo remédio contra pedras nos rins

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Como todos sabem, a cerveja é , reconhecidamente diurética, estimulando o fluxo de urina , agora uma pesquisa da Harvard School of Public Health mostrou que a bebida pode reduzir sensivelmente o risco de formação dos cálculos renais, até em proporção maior do que chá.

Cerveja é um produto natural

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Cevada – Foto: Pixabay

Por norma, a cerveja não tem corantes nem conservantes, é produzida a partir de elementos naturais, como água, grãos de cevada maltados e lúpulo, sendo que este último é o responsável pelo sabor e aroma desta bebida.

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Depois de demonstrados todos os benefícios, quando consumida em moderação, só nos resta concluir que uma visita ao La Rambla Mooca, com suas 16 torneiras de chope artesanal, é praticamente como uma visita a um spa, só vai trazer benefícios para sua saúde.

La Rambla Rua Conde Prates, 620, Mooca