Arquivo da tag: doenças respiratórias

Outono e opção do uso de máscaras contra Covid prometem multiplicar doenças respiratórias

Testes moleculares entregam resultados precisos em poucas horas e agilizam tratamento assertivo de doenças que, a cada ano, fazem milhões de vítimas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, por ano, a gripe cause comprometimento grave em 3,5 milhões de pessoas. Crianças, idosos, portadores de doenças pulmonares, pessoas com problemas cardíacos e de imunidade são os mais afetados. Com a chegada do outono – que teve início dia 20 de abril – a redução da umidade relativa do ar típica desta época, associada à também maior concentração de poluentes no ar, fazem com que as doenças respiratórias aumentem significativamente.

A maioria delas são infecciosas, causadas por vírus, e, em segundo lugar, por bactérias. As constantes e bruscas mudanças climáticas e o fato de que casacos e cobertores são retirados dos armários depois de muito tempo guardados também intensificam a ocorrência dos problemas respiratórios. Além de gripes, resfriados e pneumonia, rinite alérgica e sinusite são doenças comuns nesta época do ano.

De acordo com a infectologista do Hospital Vita, Marta Fragoso, a queda da obrigatoriedade do uso de máscaras em muitas cidades brasileiras promete fazer com que o número de casos de diversas doenças também aumente nos próximos meses. A maioria dos estados brasileiros já retirou a obrigatoriedade do uso em espaços abertos e fechados. “A abolição das máscaras tende a aumentar a exposição das pessoas às partículas infectantes e ao ar com alta concentração de poluentes. Utilizada durante os momentos mais críticos da pandemia causada pela Covid-19, a máscara foi uma boa prática de prevenção de doenças respiratórias infecciosas no geral, e deveria ser mantida em algumas situações especiais”, defende.

As doenças infecciosas respiratórias podem ser classificadas como “transportadas pelo ar” (que se espalham por aerossóis suspensos no ar) e “infecciosas”, que se espalham por outras rotas, incluindo gotículas maiores. Aerossóis são minúsculas partículas líquidas do trato respiratório que são geradas, por exemplo, quando alguém exala, fala ou tosse. Essas partículas ficam em suspensão por um tempo no ar e podem conter vírus vivos. As recomendações médicas indicam que quando alguém apresenta sintomas que indicam problemas respiratórios, é essencial que a pessoa se isole e procure um diagnóstico preciso para direcionar o seu tratamento.

O último boletim InfoGripe, da Fiocruz, sinaliza o crescimento das síndromes respiratórias em crianças. De acordo com o relatório, dados laboratoriais preliminares sugerem um possível aumento nos casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na faixa etária de zero a quatro anos e interrupção de queda nos casos associados à Covid-19 na faixa de cinco a 11 anos. Para a infectologista, especialmente em virtude do momento em que vivemos, é preciso redobrar as atenções. “O crescimento das síndromes respiratórias, tanto em crianças, como entre adultos e idosos, deve-se aos novos patógenos virais e até bacterianos que apresentam versatilidade quanto à mutações e resistência à poluição ambiental”, explica.

Marta ainda destaca que as melhores formas de prevenção passam por uma hidratação adequada, higienização de mãos com álcool em gel, evitar aglomerações, ventilar os ambientes, manter a etiqueta nos momentos de tosse e espirro, manter as vacinas em dia, utilizar umidificadores de ambientes, garantir que os ambientes estejam limpos, livres de poeiras e ácaros e considerar a avaliação médica para o diagnóstico e tratamento adequados.

Diagnóstico correto é essencial para tratamento com resultados rápidos

Diagnosticar corretamente a doença respiratória que acomete uma pessoa é essencial para garantir tratamento rápido e efetivo. Para isso, o mercado hoje já oferece testes que detectam com precisão diversas doenças respiratórias. O laboratório ID8 – Inovação em Diagnóstico, é um exemplo. Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de laboratório e responsável técnico do ID8, explica que o laboratório oferece quatro exames diferentes para diagnóstico de doenças respiratórias. Do exame para detectar a Covid-19, até outros em formatos de painéis, nos quais é possível detectar por meio de apenas uma amostra três patógenos (painel respiratório – Influenza e SARS-CoV-2), quatro patógenos (painel respiratório – Influenza e Sincicial) ou até mesmo 24 patógenos (painel respiratório-Plus: 24 patógenos incluindo Sars CoV-2), causadores de síndromes respiratórias.

Chitolina conta que, antes da pandemia causada pela Covid-19, poucos eram os casos em que pessoas com sintomas de problemas respiratórios buscavam testes para identificar o agente patogênico causador da enfermidade. “Éramos diagnosticados com uma ‘virose’, sem de fato realizar um exame diagnóstico preciso. Ao longo dos anos de 2020 e 2021, com o advento da pandemia, houve um predomínio de testes relacionados à detecção da doença. Contudo, já no começo de 2022, com o aumento dos casos da nova variante do vírus Influenza A, H3N2, houve uma disparada no número de testes para doenças respiratórias, principalmente, nas modalidades de painéis, já que, em um único exame, é possível detectar não apenas a Covid-19, como também os vírus Influenza. Hoje, a terminologia ‘virose’ não deve mais ser aceita. Precisamos, de fato, saber qual é o patógeno causador da enfermidade para termos um tratamento assertivo”, explica.

Lisandra Maba, responsável pela assessoria científica do ID8, destaca que as infecções respiratórias são as principais causas de morbidade e mortalidade em crianças e adultos em todo o mundo, ocasionando de três a cinco milhões de casos graves a cada ano.

Realizar o tratamento dessas infecções sem o diagnóstico preciso pode induzir ao erro, ou mesmo agravar a situação do paciente quando se espera a evolução da doença para observar novos sinais ou sintomas” destaca, lembrando que os exames realizados no laboratório podem detectar até 24 patógenos no mesmo exame com apenas com uma amostra do paciente. “Isso evita a prescrição desnecessária de antibióticos e o uso correto de antivirais, a redução do tempo de internação e da necessidade de realização de testes laboratoriais, e ainda reduz os custos na manutenção da saúde do paciente”, completa.

Fonte: Laboratório ID8

Qual a relação do sistema imunológico e o tempo frio?

Quadros de doenças respiratórias são decorrentes das mudanças externas, como baixa umidade e ambientes pouco ventilados

A chegada do frio costuma ser marcada por quadros de espirros, coriza e tosse, decorrentes das mais variadas doenças respiratórias. Para os alérgicos, as mudanças bruscas de temperatura também afetam negativamente o organismo, causando, inclusive, dificuldade para respirar.

De acordo com Alberto Duarte, imunologista do Hcor, há evidências clínicas e laboratoriais indicando que a inalação de ar frio diminui a temperatura corpórea, causando estresse, com aumento dos níveis de mediadores metabólicos e diminuição de mediadores imunológicos, como as citocinas e imunoglobulinas, que pode resultar em vasoconstrição da mucosa respiratória e depressão do sistema imunológico.

“Essas alterações podem ser responsáveis por uma maior suscetibilidade a infecções durante o período de inverno, quando as pessoas são submetidas, às vezes, a baixas temperaturas”, explica.

De acordo com Duarte, a imunidade dos adultos é beneficiada com hábitos saudáveis. Portanto, adotar a prática regular de atividades físicas e uma alimentação balanceada, além de investir em boas noites de sono, costumam ser boas estratégias para se manter longe de determinados diagnósticos.

O frio e nosso sistema respiratório

Segundo o pneumologista do Hcor, Carlos Carvalho, nosso organismo reage de acordo com a temperatura e com o clima. “Quando as vias respiratórias são atingidas por um ar mais seco e frio, há uma piora do sistema respiratório. Isso ocorre porque há redução na produção de muco eliminado pelas glândulas das vias aéreas, na qual existem enzimas e anticorpos protetores. Com o frio, o transporte do muco das vias aéreas inferiores para as superiores fica comprometido e faz com que as doenças respiratórias se proliferem com maior facilidade”, explica.

Para se manter protegido de vírus e bactérias que afetam a respiração, o especialista indica algumas atitudes simples e eficazes para ultrapassarmos as estações frias sem infecções ou problemas respiratórios, tais como:

Pixabay

=Não se expor desprotegido a baixas temperaturas, evitando inclusive choques térmicos;
=Manter os ambientes arejados, a fim de minimizar a concentração de vírus e bactérias;
=Evitar aglomerações ou ambientes fechados com um grande número de pessoas;


=Higienizar bem as mãos com água e sabão ou álcool em gel;
=Evitar o contato com pessoas gripadas;


=Manter-se hidratado, já que o aumento de doenças respiratórias também tem relação com o tempo seco e a alta concentração de poluentes na atmosfera.

Outro ponto para o qual o médico chama atenção é a aplicação da vacina da gripe – estendida recentemente pelo Ministério da Saúde para toda a população.

Fonte: HCor

Cannabis medicinal pode auxiliar no tratamento de doenças respiratórias

Estudos são preliminares e apontam melhora no sistema imunológico

Com a chegada do outono, as doenças respiratórias alcançam um pico que segue em alta até junho, momento em que o clima e o ar estão mais secos. Os vírus respiratórios, que causam infecções das vias aéreas superiores – gripes e resfriados, pneumonias, crises de asma e bronquite, estão circulando com mais frequência no período. Segundo pesquisa da Universidade de Ciências Médicas de Teerã, publicada em 2018, um acúmulo de evidências sugere que o sistema endocanabinóide, através de receptores presentes no organismo (especificamente o tipo 2 – CB2) que se ligam nas substâncias presentes na cannabis (fitocanabinóides), desempenha um papel significativo na melhora de infecções respiratórias virais.

“A ação dos fitocanabinóides nesses receptores do sistema respiratório se mostra eficaz, podendo ser uma alternativa com menos efeitos colaterais no tratamento de doenças respiratórias. Vale ressaltar que cada paciente tem uma necessidade específica, sendo importantíssima a individualização do tratamento”, comenta Maria Teresa Jacob, médica que trabalha com a cannabis medicinal no alívio da dor crônica há alguns anos.

Um artigo do PubMed Central também aponta o uso do canabidiol (CBD), uma das substâncias presentes na cannabis, como um relevante anti-inflamatório nesses casos. A mesma pesquisa indica que o canabinóide pode fornecer mais benefícios neuroprotetores do que as vitaminas C e E, além de contribuir com a imunidade. A interação do CBD nos receptores endocanabinóides do organismo estimula o sistema imunológico, trazendo ainda outros alívios, como melhora na qualidade do sono e alívio de dores.

Em tempos de coronavírus, em que as taxas de ocupação dos hospitais estão elevadas, a cannabis medicinal tem sido cada vez mais explorada e pesquisada para auxiliar no tratamento de diversas patologias. “Ainda não existem muitos estudos em humanos devido aos anos de criminalização da planta, como a maioria das publicações científicas destacam. Com a mudança de classificação da cannabis na reunião da ONU em dezembro de 2020, reconhecendo o valor medicamentoso dela, mais pesquisas serão realizadas em humanos, reforçando inúmeras pesquisas realizadas in vitro e in vivo em estudos animais, que indicam o uso da cannabis inclusive para melhorar a imunidade”, finaliza Maria Teresa.

Fonte: Maria Teresa Jacob atua no tratamento de dor crônica desde 1992 e, há alguns anos, em Medicina Canabinóide para diversas patologias na clínica localizada em Campinas. Formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, com residência médica em Anestesiologia no Instituto Penido Burnier e Centro Médico de Campinas. Pós-graduanda em Endocanabinologia, Cannabis e Cannabinoides pela Universidade de Rosário, Argentina. Especialista em Anestesiologia, Acupuntura e Dor. Especialização em Dor, na Clinique de la Toussaint em Strassbourgo, na França; especialização em Cannabis Medicinal e Saúde, na Universidade do Colorado e Cannabis Medicinal, no Uruguai. Membro da Sociedade Internacional para Estudo da Dor (IASP), da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Internacional de Dor Musculoesquelética (IMS), da Sociedade Européia de Dor (EFIC), da Society of Cannabis Clinicians (SCC) e da International Association for Canabinoid Medicines (IACM).
BEM – Medicina Canábica e Bem Estar.

Asma: a importância de manter o controle de uma doença grave

Se a asma não for tratada corretamente, pode acarretar complicações mais sérias, levando ao óbito

Considerada um problema de saúde pública, a asma afeta pessoas de todas as faixas etárias, provocando falta de ar e chiado no peito. Ela não tem cura, mas é possível manter o controle e levar uma vida normal. A falta de cuidado adequado pode causar danos à saúde e comprometer a qualidade de vida, além de elevar os custos financeiros diretos e indiretos à população.

Com o objetivo de analisar o impacto econômico da asma em uma operadora de plano de saúde de autogestão, a Capesesp (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde) realizou um estudo que identificou uma maior utilização do plano de saúde por indivíduos asmáticos, resultando em aumento de quase 26% nos gastos assistenciais.

“Os dados coletados são utilizados na Capesesp para orientar as ações de prevenção, manutenção e promoção da saúde e da qualidade de vida, além de auxiliar no redimensionamento da rede credenciada”, afirma o médico e Diretor-Presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto.

De acordo com o médico, as doenças crônicas não transmissíveis interferem na qualidade de vida das pessoas, além de causarem impacto econômico para a sociedade e nos sistemas de saúde, por isso é imprescindível manter o controle da enfermidade, ressalta João Paulo.

Raquel D’Alpino, diretora de operações de uma agência de comunicação, sabe bem como é conviver com a doença. “Desde criança tenho rinite e sinusite e, há seis anos, fui diagnosticada com asma após passar por uma forte crise. Acordei de madrugada sem conseguir respirar, tive que ir às pressas ao hospital. Desde então, faço acompanhamento e tratamento diário com medicações para prevenir as crises de asma, sempre evitando ambientes empoeirados e poluentes, que são os agentes que estimulam as minhas crises. Acredito que o problema seja hereditário, pois minha mãe e meus irmãos também têm essa doença,” comenta.

A asma é uma condição sensível. É importante prevenir e tratar precocemente o estado agudo e controlar a enfermidade crônica. Essa doença está entre os principais motivos de procura por atendimento na Atenção Primaria à Saúde (APS), assim como em consultas, ambulatório e serviços de urgência.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 235 milhões de pessoas no mundo com asma. No Brasil, a quarta causa de internações no país. Muitos desses óbitos poderiam ser evitados se os pacientes não negligenciassem o tratamento.

Fonte: Capesesp

Pneumologista do HCor alerta para riscos de doenças respiratórias no verão

Ar condicionado em excesso, poluição, desidratação e até mesmo a má alimentação são fatores que podem favorecer o aparecimento de inflamações, alergias e até pneumonia

Os casos de pneumonia são considerados frequentes no inverno, muito por conta das baixas temperaturas. O que poucos sabem é que a doença também pode se manifestar no verão. Fatores como poluição do ar (comum nas grandes cidades), desidratação (por conta do calor excessivo) e até a má alimentação podem prejudicar o desempenho da chamada barreira mecânica respiratória.

mulher gripe nariz espirro

“Essa barreira é parte das defesas naturais do sistema respiratório. Ela tem início nas narinas que, por meio dos cílios (pelos protetores) e do turbilhonamento aéreo, impedem a passagem de microrganismos, e termina com o fechamento da glote, responsável pela proteção dos brônquios da chegada de eventuais corpos estranhos”, explica o pneumologista Carlos Carvalho, coordenador do Serviço de Pneumologia do HCor.

Quando essas defesas ficam debilitadas, as chances do desenvolvimento de doenças como pneumonia, mesmo nas estações mais quentes, aumentam consideravelmente. “À medida em que as pessoas transpiram, sem repor o líquido perdido, ou ficam muito tempo expostas à poluição, há um ressecamento da mucosa presente nas barreiras mecânicas respiratórias, que perde parte da capacidade de bloquear bactérias presentes no ar e outros microrganismos, que inclusive podem já estar presentes no corpo do indivíduo, mas que ainda não chegaram aos pulmões”, revela o pneumologista.

Alimentação

alimentação ceia carne legumes

Quando não nos alimentamos corretamente, todo o sistema imunológico perde eficiência. Por isso, dependendo da situação, pode ser que o organismo também acabe falhando na tarefa de reter micróbios nocivos à saúde, durante a estação. “De maneira geral, a pneumonia ocorre quando os pulmões são acometidos por uma infecção provocada por bactérias, vírus, fungos ou mesmo reações alérgicas na região alveolar do órgão, onde ocorre a troca gasosa necessária ao processo de respiração. Para que o pulmão esteja saudável, essa região precisa estar sempre livre de microrganismos ou substâncias nocivas”, reforça o médico.

Hábitos saudáveis

lavando maos lavar mãos pixabay
Pixabay

Deixar de fumar também pode prevenir a pneumonia no verão, já que o cigarro baixa a imunidade dos pulmões. Outros métodos como lavar as mãos sempre que assoar o nariz, usar o banheiro ou precisar trocar fraldas, por exemplo, ajudam muito. Todos estes cuidados são ainda mais importantes no caso de pessoas que apresentam imunidade mais baixa do que o normal, como portadores de doenças cardíacas ou respiratórias. “Outra possibilidade é a utilização de vacinas. Mas, para isso, é preciso de orientação médica”, aconselha Carvalho.

Choque térmico

sala ar condicionado mulher

O ar-condicionado é uma das opções utilizadas para aliviar o calor. Porém, passar longos períodos exposto ao ar frio e seco do aparelho, pode ser prejudicial à saúde, pois aumenta o ressecamento da mucosa e das vias aéreas. Outro tipo de problema é o “choque térmico”. Embora não haja comprovação científica, ao transitar em ambientes com variações extremas de temperatura, os mecanismos de defesa naturais do organismo são mais exigidos e provocam crises alérgicas, principalmente em quem sofre com rinite, sinusite, e outras inflamações e alergias, podendo evoluir para uma pneumonia.

Procure um médico

mulher medico getty
Getty Images

O tratamento da pneumonia é feito basicamente com antibióticos. Porém, é imprescindível que todo e qualquer tipo de tratamento seja realizado, após uma consulta médica. Quando o paciente é idoso, apresenta febre ou complicações em decorrência da própria doença, como comprometimento da função renal, alteração da pressão arterial ou dificuldade de respirar, normalmente provocada pela baixa oxigenação do sangue, é necessário que ele seja internado, o quanto antes. “Embora seja grave, a pneumonia pode ser prevenida ou revertida com sucesso, quando todos os cuidados necessários são tomados”, conclui o pneumologista do HCor.

Dicas Importantes

banho cabelo agua chuveiro pixabay
• Beber bastante água, mesmo sem sede. Manter o corpo bem hidratado. Atenção especial para crianças e idosos.
• Se necessário, aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar ressecamento.
• Evite atividades físicas outdoor entre às 10 e 16 horas, quando o sol é mais forte.
• Mantenha toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores nos quartos na hora de dormir, principalmente se houver ar-condicionado ou ventilador ligados.
• Mantenha o aparelho de ar-condicionado sempre limpo. Troque os filtros uma vez ao ano e limpe os tubos a cada seis meses.
• Durante o banho, aproveite o vapor da água para lubrificar as narinas.

Informações: HCor

Campanha de entrega de painéis solares a pacientes com doenças respiratórias

Objetivo é reduzir gastos com o consumo de eletricidade e contribuir com o meio-ambiente

Com um nome que já diz tudo, a campanha ‘Sol-Ar: sol para respirar’ vai transformar a vida de dez famílias de pacientes de hipertensão pulmonar e de asma grave que dependem integralmente de equipamentos respiratórios para sobreviver. Criada pela Abraf (Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas), a iniciativa inédita vai entregar kits com quatro placas fotovoltaicas que vão gerar energia solar limpa e totalmente sustentável, contribuindo diretamente na redução do custo financeiro gerado pelo uso excessivo dessas máquinas.

Apenas no Brasil, cerca de 60 mil pessoas sofrem de hipertensão pulmonar e mais de quatro milhões de asma grave. Ambas as doenças são crônicas, progressivas e podem ser fatais, resultando em 100 mil internações anuais, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, de 2013, e mais de 100 mortes por dia no país, de acordo com o DataSUS.

usando bombinha asma mulher

Essas doenças limitam a rotina do paciente, com sintomas como falta de ar crônica e cansaço. Em muitos casos, é recomendado o uso de oxigenoterapia, técnica que utiliza equipamentos que produzem oxigênio suplementar, que é utilizado para atividades específicas como dormir e caminhar ou até mesmo por 24 horas, fazendo com que esses pacientes sejam totalmente dependentes desses aparelhos.

“Foi pensando nisso que desenvolvemos a campanha Sol-Ar. A ação desonera o paciente socioeconomicamente vulnerável do alto gasto financeiro com energia elétrica, reduzindo pelo menos 30% dessa despesa, e ainda garante a tranquilidade de não precisar se preocupar com uma eventual queda de energia elétrica, o que poderia apresentar riscos a sua vida”, explica Paula Menezes, presidente da Abraf. Mediante análise socioeconômica e comprovação do aumento das contas de energia por conta das máquinas, a campanha vai beneficiar diretamente 50 pessoas, sendo 10 pacientes e 40 familiares, residentes nas cidades de São Paulo e São Bernardo do Campo.

A iniciativa também vai entregar um impacto socioambiental positivo. Além das famílias selecionadas, cerca de 190 mil habitantes das duas cidades serão beneficiados, uma vez que a energia solar é livre de geração de gases de efeito estufa, os principais responsáveis pelas mudanças climáticas.

“O benefício direto às famílias eletrodependentes e a disseminação do excedente à comunidade fazem parte da estratégia do projeto de firmar compromisso com os ‘Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)’ da ONU, aumentando o percentual da população com acesso primário a combustíveis e tecnologias limpos”, conta Paula. A campanha Sol-Ar é finalista do EyeforPharma Awards, premiação que reconhece as iniciativas com maior impacto social na área da saúde.

aquecedores

As inscrições para participar da iniciativa também já estão abertas. Os interessados podem clicar aqui para saber mais sobre as condições e realizar a inscrição.

Fonte: Abraf

Atividades físicas podem ser aliadas no tratamento de doenças respiratórias

Muitos pacientes de doenças respiratórias evitam praticar qualquer atividade física pelo medo de trazer à tona sintomas como tosse e falta de ar. Mas pesquisas apontam os benefícios da prática regular de atividades físicas para pacientes de asma e de DPOC. Com tratamento contínuo e acompanhamento de um pneumologista, é possível levar uma vida sem limitações.

A asma geralmente surge na infância, apresenta crises repetitivas de falta de ar e chiado no peito e é frequentemente chamada, erroneamente, como a bronquite. A DPOC é mais frequente em pessoas com mais de 40 anos, é causada principalmente pelo cigarro e popularmente pode ser entendida como bronquite com enfisema no pulmão, e se agrava progressivamente. Ambas são extremamente comuns no Brasil e são caracterizadas principalmente pela inflamação crônica dos brônquios e obstrução das vias aéreas. Outro aspecto em comum são os sintomas, como chiado no peito, falta de ar e tosse, que se manifestam com mais frequência quando a doença não está controlada.

asma mulher praia

Para mantê-las sob controle, especialistas recomendam então evitar a exposição a determinados alérgenos como ácaros, mofo e cigarro. Além disso, a prática frequente de esportes pode afastar reduzir as crises de asma e os sintomas da DPOC. O pneumologista e diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, Mauro Gomes, desmistifica a crença de que pacientes de doenças respiratórias não podem realizar esportes.

“Sintomas como tosse e falta de ar podem, sim, ser desencadeados por esforço físico, mas isso não deve ser uma desculpa para não os realizar. Ao fazer algum tipo de atividade aeróbica três vezes por semana, como corrida, natação ou ciclismo, você ajuda a fortalecer a musculatura do tórax e das pernas, melhora o condicionamento cardiorrespiratório e minimiza a sensação de falta de ar, que se torna se menos frequente” explica.

Gomes oferece algumas dicas de atividades e esporte que auxiliam no controle e tratamento das doenças. “A prática de qualquer atividade aeróbica é benéfica, seja caminhada, corrida, ciclismo ou outro esporte”

No caso da asma, 90% dos pacientes não têm controle sobre a doença no Brasil. O que é um dado muito preocupante, pois de acordo com o nível da gravidade, a asma pode provocar sérios impactos na vida do paciente, tais como insônia, fadiga, diminuição do nível de atividades. Para que os pacientes tenham um controle pessoal sobre a gravidade da asma, a Iniciativa Global para Asma (Gina) disponibiliza algumas perguntas de autoavaliação. Se nas últimas quatro semanas o paciente tiver sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos devido à asma, se fez uso do medicamento de alívio mais de duas vezes por semana e/ou se possui qualquer limitação de atividade devido à asma, é considerado que a doença não está sob controle.

Já a DPOC é causada principalmente pelo consumo de cigarro. Essa condição atinge cerca de 14,9% da população brasileira com idade superior a 40 anos e ainda assim 50% dos pacientes são diagnosticados quando a doença já está em estágio moderado. Assim como a Gina, a Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Gold) também possui indicadores chave para considerar o diagnóstico de DPOC e existem cinco perguntas básicas (Gold) que ajudam a identificar pacientes que podem ter a doença, a qual pode ser confundida com sinais do processo de envelhecimento:

• Ter mais de 40 anos;
• Ser fumante ou ex-fumante;
• Ter tosse frequente;
• Apresentar expectoração ou “catarro” constante
• Cansaço ou falta de ar ao fazer esforço, como subir escadas ou caminhar.

Gomes ressalta que aos primeiros sinais de cansaço, tosse, pigarro e falta de ar contínuos é recomendável buscar ajuda de um especialista, “No caso da DPOC, a prevenção é a melhor escolha para não desenvolver a doença, enquanto pacientes de asma devem estar sempre em alerta para os riscos de crises”.

Outdoor Running Series

O tratamento contínuo com medicamentos apropriados de prevenção, melhoram significativamente a função pulmonar dos pacientes e minimizam o risco de crises. Tratamentos complementares como a prática de atividade física regular e vacinação também contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Chegada da primavera pede cuidados para evitar doenças respiratórias

A baixa umidade do ar está entre os causadores de infecções e crises alérgicas. Conselho de Medicina recomenda adoção de ações preventivas e a consulta a um médico

Com a chegada da primavera, que começa oficialmente nesta segunda (23), o tempo seco e a disseminação do pólen das flores ajudam a aumentar o número das chamadas ‘doenças da primavera’. São as crises alérgicas e os problemas respiratórios motivados pelas características da estação e que afetam principalmente crianças e idosos.

mulher espirro

Em setembro, o conhecido mês das flores, as doenças sazonais mais comuns são: asma, catapora, caxumba, rinite e conjuntivite alérgica. As reincidências de crises de rinite alérgica podem desencadear sinusite, amigdalite, faringite e otites repetidas. Os sintomas mais habituais das alergias e doenças respiratórias provenientes desta época são tosse, espirros, obstrução nasal, coriza, coceira e irritação nos olhos.

mulher limpando tapete diy network
Foto: DIY Network

De acordo com a médica otorrinolaringologista e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Regina Marquezini, medidas simples podem ajudar a evitar essa lista de incômodos. Entre eles estão: higienização de aparelhos de ar-condicionado; limpeza de tapetes, colchões, travesseiros, cortinas, objetos revestidos de pelúcias e outros materiais que possam acumular ácaros e poeira; manutenção de ambientes limpos e arejados e hidratação.

gripe espirro rinite

“É muito importante que se evite medicamentos caseiros ou a automedicação. Caso surjam esses ou outros sintomas, recomendamos sempre que um médico seja consultado para orientar sobre o melhor tratamento e os medicamentos mais adequados”, acrescentou a médica.

Fonte: Cremesp

Inalação feita em casa é realmente eficaz contra doenças respiratórias?

Bronquite, bronquiolite, sinusite e rinite estão entre as doenças respiratórias mais comuns no inverno e requerem tratamentos específicos, com o uso de aparelhos inaladores/nebulizadores. A inalação feita em casa tem sido uma das formas mais escolhidas pelas famílias, por trazer maior comodidade; no entanto, a eficácia dos tratamentos com aparelhos portáteis está diretamente relacionada à escolha do tipo de aparelho, uma vez que, diferentemente do que se acredita, nem todos têm performance e características similares.

Um desafio importante na terapia respiratória é a administração eficaz da medicação nos brônquios e bronquíolos, nas vias respiratórias inferiores. Para ultrapassar essa dificuldade, os inaladores ou nebulizadores convertem o medicamento prescrito em névoa, que é formada por micropartículas. No entanto, é importante verificar qual a tecnologia empregada pelo equipamento, que está diretamente relacionada ao seu desempenho.

Mini-Handheld-Portátil-Silencioso-de-Inaladores

“Há diferenças significativas em diversas características dos nebulizadores”, lembra o especialista em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Fábio Freire José. “A portabilidade é um ganho que os equipamentos mais modernos trazem e há modelos que cabem na palma da mão, facilitando bastante a mobilidade para situações de viagem, por exemplo. A intensidade de ruído também varia muito com os equipamentos, mas o item mais importante na escolha de um bom equipamento é a qualidade na geração de partículas de aerossol, que precisam penetrar adequadamente no pulmão”, afirma.

Já que o objetivo desse tipo de tratamento é desentupir e tratar as vias respiratórias, quanto menor a partícula convertida de medicamento, maior é a eficácia do tratamento. “As partículas grandes, de 5 a 15 µm, ficam retidas no nariz e na boca e apenas as de 1 a 4 µm passam para o fundo do pulmão. Nesse caso, os nebulizadores mais modernos, que usam tecnologia de atomização direta, são os mais indicados. Nesse processo, o medicamento é bombeado para cima pelo canal de medicamento, sendo misturado ao ar comprimido gerado por uma bomba de compressão. O medicamento se transforma em partículas finas e, ao entrar em contato com o ar comprimido, é pulverizado. Esse mecanismo evita sobremaneira o desperdício de medicamentos e produz partículas em tamanho adequado”, explica o especialista.

Um exemplo de aparelho que usa a tecnologia de atomização direta é o Compressor Elite NE-C803, lançado recentemente pela Omron Healthcare. “Sendo o mais compacto e silencioso inalador/nebulizador à compressão do mercado, ele produz névoa na medida certa para um tratamento eficiente e ainda evita o desperdício de medicamento”, orienta o CEO presidente da Omron Healthcare Brasil, Wanderley Cunha.

O mito da névoa

nebulizador-ultra-compacto-e-portatil-inaladores-nebulizador-inalador-para-a-asma

Um dos mitos relacionados ao uso de aparelhos inaladores/nebulizadores, de acordo com Freire José, é atribuir a eficácia à quantidade de névoa produzida. “O fluxo de jato tem relação direta com o tamanho das partículas que chegam ao pulmão; quanto menor, melhor. Quanto maiores a pressão e o fluxo de ar, principalmente no caso do aparelho de ar comprimido, menor será o tamanho das partículas geradas. A melhor absorção no pulmão ocorre com partículas menores, com média de 3 µm. Portanto, o que mais importa não é a quantidade de névoa, mas, sim, a qualidade da névoa gerada, com maior concentração das partículas do medicamento de tamanho adequado para maior absorção pulmonar”, esclarece.

Ele explica que a névoa em grande quantidade e sem medicamento, além de não funcionar, pode até ser prejudicial aos pacientes. “Muita névoa pode contribuir com o ressecamento das vias aéreas, o que é péssimo para pacientes que têm rinites e sinusites que se associam frequentemente à asma e a outras doenças alérgicas”, diz.

Fonte: Omron

Doenças de inverno: será que é só um resfriado?

Espirros, coriza, congestão nasal e dores de cabeça podem ser sintomas de um resfriado. Porém, na maioria dos casos, esses sinais podem estar atrelados a doenças respiratórias crônicas. Segundo Alexandre Kawassaki, pneumologista do Hospital 9 de Julho, cerca de 10% dos brasileiros apresentam quadros variados de asma, enquanto 30% sofrem com rinite alérgica.

“Os sintomas dessas doenças são facilmente confundidos com o de um resfriado, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado, essencial para se evitar complicações, como infecções graves ou crises respiratórias” explica o especialista.

Segundo Kawassaki, além das quedas de temperatura, a baixa umidade do ar é responsável por boa parte das crises respiratórias. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)*, o índice ideal da umidade do ar para manter o sistema respiratório em boas condições de saúde é em torno de 60%. Durante o inverno, esse número costuma cair para 30%. O especialista ressalta que os problemas respiratórios e as infecções por vírus e bactérias também se tornam mais frequentes por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas. Todos esses fatores podem desencadear e agravar os casos de asma, além de sangramento nasal e alergias.

Para saber diferenciar o resfriado de outros problemas, listamos abaixo as principais doenças respiratórias e quais são os seus sintomas. Confira:

asma pulmão

Asma/Bronquite: o nome correto da doença é asma, mas é mais conhecida por “bronquite”. Caracteriza-se pela inflamação dos brônquios, vias que conduzem o ar que é respirado até os alvéolos pulmonares (pequenas estruturas que fazem a troca gasosa entre o ar e sangue nos pulmões). No paciente com asma, os brônquios deixam de eliminar o muco pelas vias respiratórias e acumulam secreção, causando as inflamações e dificultando a passagem do ar.

Pneumonia.jpg

Pneumonia: Kawassaki alerta que algumas gripes podem evoluir para uma pneumonia. A doença é uma infecção dos alvéolos, estruturas pulmonares responsáveis pela oxigenação do sangue. Os principais sintomas são tosse, dores no peito e nas costas, febre e fadiga. Durante o inverno, são muito comuns as pneumonias virais, com origem por meio do mesmo vírus da gripe. O grupo de maior risco são crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, por apresentarem consequências mais graves se a doença não for tratada rapidamente.

young woman is sneezing with painful face

Rinite: com a queda da umidade e o aumento da poluição do ar, as crises de rinite, inflamação da mucosa nasal, são mais comuns pela inalação de alérgenos (substâncias que causam alergia como a poeira e pelo de animais). Os sintomas podem ser vermelhidão nos olhos, coceira na região do nariz e garganta, por conta do ressecamento do ar, e espirros frequentes.

webmd sinusite
Imagem: WebMD

Sinusite: é parecida com a rinite, muitas vezes sendo considerada mais grave. É caracterizada por tosse produtiva e sensação de secreção escorrendo pela garganta, podendo ocorrer dores no rosto, principalmente na região da testa e maxilas. Isso acontece devido a inflamação da mucosa dos seios da face que gera essa dor. A doença é normalmente tratada com o uso de antibióticos e lavagem nasal. Por isso, o diagnóstico precoce é importante para evitar a progressão da doença.

Para amenizar os sintomas, Kawassaki explica que é importante não ficar em ambientes fechados ou mantê-los, sempre que possível, umidificados e ventilados. “Outras dicas como fazer limpeza nasal com soro fisiológico diariamente, limpar os ambientes com panos úmidos para que a poeira não se espalhe também são algumas alternativas para passar o inverno mais saudável” explica o médico, que reforça “Em casos de piora dos sintomas, é importante procurar o atendimento médico o quanto antes”.

*Opas/OMS Brasil

Fonte: Hospital 9 de Julho